FFOBS - Familiar, por Débora Albino

Finalizada em: 11/06/2018
Contador:

Capítulo Único

It's simple, you dip low
Your hips roll, you do the Calypso
An intro is all that I need, oh, yeah
Yo empiezo primero
Tú sabes lo que me refiero
De cero, sabes que estoy pa' ti (ti, ti)


Me olhei no espelho uma última vez antes de sorrir abertamente. O vestido preto havia caído perfeitamente bem em meu corpo, os cabelos soltos me deixavam mais à vontade para a noite de hoje. Quando disse que comemoraria seu aniversário com um baile de máscaras, não tive outra reação a não ser gargalhar. Era óbvio que ela iria dar uma festa de arromba, ficou anos longe de Londres e agora iria anunciar sua volta em grande estilo. Entrei no carro e deixei a música embalar o caminho até o pub, as ruas ainda um tanto movimentadas, a brisa fresca batendo em meu rosto, a noite estava apenas começando.

- Boa noite, - Ethan sorriu ao me ver na entrada, era o segurança do local e me viu antes mesmo que eu desse minha chave para o manobrista.
- Ethan, como vai? - sorri buscando o convite em minha bolsa e entregando à ele em seguida.
- Muito bem, obrigado - ele pegou o papel de minhas mãos e continuou me olhando - Não posso permitir sua entrada sem máscara, querida.
- Detalhes, Ethan, você sabe que nunca me esqueço um detalhe - arqueei a sobrancelha e então mostrei a máscara vermelha que estava pendurada em minha bolsa.

Ajeitei a peça em meu rosto e pisquei para Ethan antes de entrar no recinto. Eu não estava atrasada, mas a festa já havia começado a algumas horas, tudo bem para mim. A música alta rolava e aquilo me fez abrir um sorriso, eu adorava festas.
Encontrei em poucos segundos, ela estava no bar servindo-se de uma boa dose de tequila, seria falta de educação não acompanhá-la no drink. Era a única sem máscara em sua própria festa, disse que havia esquecido o acessório em algum lugar na área VIP, mas que já havia dado um jeito nisso, mostrando-me no canto do bar uma pilha com pelo menos cinco máscaras diferentes, era óbvio que ela iria se prevenir. Gargalhei e balancei a cabeça antes do meu olhar encontrar-se com aquele homem.
Com um smoking preto, apoiado em uma das pequenas mesas distribuídas ao redor do salão, bebericava a bebida que tinha em mãos e pude notar a garrafa de Royal Salute 40 anos na mesa em que ele se encontrava. A máscara que usava também era preta, mas diferente da roupa que estava, havia pequenos detalhes em branco, principalmente ao redor dos olhos, talvez fosse isso que me fez notar que ele me olhava incansavelmente.
Um pequeno sorriso brotou em seus lábios e ele levantou a bebida em minha direção, como se estivesse me cumprimentando.

Ooh, ooh, I just wanted to get your name, ah
But if it's cool, I wanna get inside your brain


Arqueei a sobrancelha antes de voltar a olhar e perguntar quem era o homem que estava em minha direção, ela pareceu ficar alguns minutos olhando-o e franziu o cenho antes de balançar a cabeça de forma negativa e dar de ombros, mostrando que não fazia ideia de quem era, mas comentou que seu teor alcoólico e a máscara não a deixariam saber de qualquer forma. Ela completou dizendo que o evento era fechado, mas vários conhecidos trouxeram amigos, então ela poderia conhecer o rapaz ou não, mordi o lábio assentindo, esse lance de máscaras era realmente excitante.
A música que se iniciou em seguida pareceu fazer meu corpo ficar inquieto, mas eu ainda não havia tirado os olhos do cara de smoking, era o único que estava tão elegante no recinto e aquela segurança que ele passava, parecia fazer toda mulher que cruzava com ele se sentir intimidada, mas eu obviamente não era uma daquelas mulheres. Pude notar quando uma delas parou na frente dele e sussurrou algo em seu ouvido, ele negou veemente com a cabeça e ela pareceu bufar ao sair de perto dele. Em nenhum momento seu olhar se desconectou do meu, aquilo estava ficando divertido.
Virei outro shot de tequila antes de dar alguns passos até a pista de dança, sem tirar o homem do meu campo de visão, comecei a dançar lentamente, meus quadris balançavam de um lado para o outro devagar, aproveitando cada segundo. Em um desses movimentos pude vê-lo caminhar até mim sem pressa, o copo ainda estava pela metade, o sorriso sacana em seus lábios me fez sorrir também e quando senti o toque de sua mão em minha cintura, me perguntei se era ele que estava tão quente como o ar parecia estar agora.
Ele começou a me acompanhar na dança, estávamos frente a frente, o cheiro de whisky bateu em meu rosto e acabei mordendo meu lábio inferior antes de me virar e ficar de costas pra ele, que colou seu corpo no meu e tive a certeza que ele era o que estava me provocando calor.
Continuei com os movimentos lentos, acompanhando a música, senti sua respiração em meu pescoço e acabei rindo, ele me acompanhou pois pude ouvi-lo. Deu um leve aperto em minha cintura e me virei novamente, ficando de frente para ele.

Can we get famili-famili-famili-familiar? (Yeah)
I'm feelin', I'm feelin', I'm feelin', I'm feelin' ya (hey)
What's on your mind for later tonight?
Let me be the one to fill it up


Coloquei minhas mãos em seus ombros, desci sensualmente até o chão, aproveitando para espalmar minhas mãos em seu peito e descê-las também, apalpando delicadamente seu tronco, pude vê-lo morder o lábio e sorrir. Quando subi, ele me prensou contra seu corpo e agora seus lábios estavam próximos demais. Ele continuou me acompanhando na dança, nossos olhares continuavam conectados e eu queria arrancar aquela máscara e dar um rosto ao homem maravilhoso que me tinha nos braços naquele momento. Poderia não ter um rosto, mas quando ele se aproximou e sussurrou em meu ouvido, fechei os olhos e apreciei a voz que mais parecia uma melodia.

- O que você tem em mente para esta noite? - perguntou antes de dar um longo gole no resto de whisky que ainda estava em sua mão, só então notei que ele tinha uma tatuagem enorme que cobria quase toda sua mão direita.
- Alguns planos. - passei uma de minhas mãos por seu rosto, a barba por fazer me causou arrepios.

Ele deu mais um sorriso antes de aproximar nossos rostos novamente e com os lábios quase colados nos meus, disse: “Deixe-me fazer parte deles” e como não obteve resposta, colou nossas bocas e caramba! Senti tantas coisas ao mesmo tempo que só podia ser a tequila fazendo efeito. Quando sua língua pediu passagem, coloquei minha mão em sua nuca e aprofundei o beijo, aproveitando cada milésimo daquilo. Eu não sabia quem era aquele homem, mas por essa noite ele me pertencia. Ele mordeu meu lábio inferior e puxou levemente, voltando ao beijo segundos depois, fiz carinho em sua nuca e desci a outra mão, colocando-a dentro do smoking e sentindo mais uma vez cada pedaço de seu tronco, aquilo deve ter lhe provocado arrepios, pois ele suspirou durante o beijo e me apertou contra seu corpo mais uma vez.
Me deu mais uma leve mordida antes de desfazer o beijo e pegar minha mão, me puxando com certa pressa. Deixou o copo já vazio em uma das mesas que estavam no caminho e continuou me guiando no meio das pessoas, eu ainda sentia meu corpo ferver, a ansiedade tomava conta de mim.
Em pouco tempo estávamos atrás do palco, esse pub era conhecido por ter vários shows, mas como hoje havia alugado o local para sua festa, o palco estava com as cortinas fechadas, cheguei a estranhar quando notei que estávamos em um corredor, me perguntei onde ele estaria me levando, mas a ansiedade e o tesão não me deixavam perguntar. Haviam quatro portas, quando notei o homem impaciente a minha frente buscar algo em seus bolsos e logo em seguida tirar uma chave, me perguntei se ele era um dos sócios do local. Abriu a porta e então confirmei minha suspeita de que estávamos em um dos camarins da casa.

Can we get famili-famili-famili-familiar?
I'm feelin', I'm feelin', I'm feelin', I'm feelin' ya
What's on your mind for later tonight?
Let me be the one to fill it up
Can we get


Como provavelmente ninguém imaginava que usariam o local hoje, a luz era bem fraca, chegava a parecer luz negra, apenas as luzes da rua clareavam o ambiente e nos permitia enxergar alguma coisa. Havia uma espécie de penteadeira logo de cara, uma pequena porta ao lado, que deduzi ser um banheiro, duas poltronas brancas encostadas na parede do lado esquerdo, uma mesa de mármore no meio delas e do lado direito, o móvel que importava no momento, uma cama.
Voltei a mim quando ouvi a porta sendo trancada e nem precisei me virar para vê-lo novamente, em menos de um segundo, ele estava à minha frente, colou sua testa na minha e a minha inquietação voltara. Levei minha mão ao seu smoking e ele baixou o olhar, provavelmente certificando-se do que eu estava fazendo, com minha outra mão livre, abri os botões da peça devagar, aproveitando para brincar com ele, passando minha língua por seus lábios. Ele tinha as duas mãos livres agora, então se apressou em espalmá-las em minha bunda e apertar sem delicadeza. Voltou seu olhar a mim e então parecia que as coisas estavam a nosso favor, ouvimos um estalo e de repente tudo ficou um pouco mais escuro, deduzi que a luz do poste que havia em frente ao cômodo que estávamos tinha queimado. Ainda conseguia ver o rosto dele, pouca coisa, mas acreditava que era coisa da visão se acostumar com o ambiente e na verdade eu não estava me importando muito.
Vi rapidamente quando ele sorriu antes de unir nossos lábios mais uma vez na noite, com mais voracidade dessa vez, parecia tão inquieto quanto eu.
Deixei o paletó escorregar por seu tronco e cair no chão, quando ele voltou a colocar suas mãos em mim, me prensou bruscamente contra a parede, mordendo meu lábio em seguida. Arranhei sua nuca com certa força, pude ouvi-lo arfar. Suas mãos agora tateavam minhas costas e logo encontraram o zíper do meu vestido, tratando de abri-lo rapidamente.
Percebi que agora tinha pressa, pois abri os botões da camisa tão rápido que me perguntei se não teria arrebentado alguns. Ainda havia algo incomodando e eu sabia o que era, o afastei rapidamente e a pouca luz não me deixou ver se ele teve alguma reação, mas sua respiração rápida me fez prender o riso. Tirei minha máscara vermelha e ouvi o acessório cair ao chão, dei alguns passos até ele, sentindo meu vestido começar a deslizar pelo meu corpo e então, num movimento rápido ele tirou sua máscara também. O fio de luz não me deixou ver muita coisa, mas levei as mãos até seu rosto e tentei guardar cada detalhe dele.
Quando uni nossos corpos novamente, meu vestido já estava no chão, afastei a peça com os pés e quando senti as mãos do homem em minha cintura, pareciam queimar minha pele. Ele suspirou alto antes de me beijar novamente. Com agilidade, desci as mãos e abri o cinto que ele usava, tirando-o e já abrindo a calça, pude sentir seu membro avantajado e o incômodo que eu sentia agora era em minhas partes íntimas. Eu precisava daquele homem.

Your waistline, the bassline (bass)
In real life, don't wanna no FaceTime
'Cause great minds, they think just the same (hey, yeah)
You're shaped like vibrato
A model or some kind of bottle
Well, pour up 'cause I want a taste (a taste)


Ele se atrapalhou um pouco ao tirar a calça, pois ainda estava com os sapatos, mas ele resolveu o problema. Tirei minhas sandálias e em pouco tempo estávamos lá, nos fundindo novamente. Ele me deitou na cama sem delicadeza e quando estava em cima de mim, pareceu se encaixar de uma maneira que levarei a vida toda para explicar e mesmo assim não conseguirei. Parou de me beijar, colou novamente sua testa na minha e aqueles olhos pareciam brilhar ou eu que estava forçando demais tentar enxergar melhor aquele homem.
Desceu os beijos por meu pescoço, uma de suas mãos estavam em minha cintura enquanto as minhas estavam em suas costas, subindo e descendo sem pressa. Eu não tinha nem o nome dele, mas por um momento pareceu que nem isso importava, parecia certo demais.
Senti um arrepio quando ele encontrou o fecho do meu sutiã, que era na frente, e tirou a peça sem dificuldade alguma, sua língua se familiarizou rapidamente com meu mamilo e fechei os olhos aproveitando a sensação. Mordi o lábio reprimindo um gemido, mas quando ele deu uma leve mordida na região, não pude controlar. Ele riu. Senti ele descer traçando um caminho de beijos por meu tronco, nesse momento forcei um pouco a visão e notei que um de seus braços era praticamente fechado por tatuagens, enquanto o outro estava indo pelo mesmo caminho, uma de minhas mãos já estavam agarradas no lençol, eu sabia o que viria. Senti sua respiração próxima à minha intimidade, ele passou a língua por cima da calcinha de renda e mais um gemido sôfrego escapou por meus lábios. Tirou minha calcinha. Mordi meu lábio com força e quando ele tocou com a ponta da língua meu clitóris, dei um gemido alto. Pude ouvi-lo rir mais uma vez e passou a língua em toda a minha intimidade de baixo a cima repetindo várias vezes, sem pressa, parecia aproveitar cada segundo, depois abriu os lábios sugando meu clitóris prendendo com sua boca um e outro lábio e depois enfiando a língua pela minha entrada, me fazendo inclinar o corpo todo para frente pedindo por mais. Agarrei o lençol com força, sentindo sua língua quente brincar com meu clitóris e logo em seguida, me penetrou com dois dedos. Senti um gosto metálico, talvez tivesse acabado de cortar meu próprio lábio, mas realmente não me importo. Fez movimentos de vai e vem enquanto dava mordidas leves em minha intimidade, perdi as contas de quantas vezes revirei os olhos naquele momento. Senti meu corpo se contrair e um gemido alto escapar. Havia chegado lá. Ele ainda ficou algum tempo me provocando antes de subir e me beijar ferozmente, me fazendo sentir meu próprio gosto. Minha excitação não passara, eu precisava de mais, precisava tê-lo dentro de mim e pelo que senti em minha coxa quando seu corpo se encaixou no meu, ele precisava também.
O empurrei delicadamente, fazendo-o deitar-se ao meu lado antes de sentar-me em cima dele, ali onde a cama estava, parecia mais escuro que no resto do cômodo, mas pude ver que ele sorriu. Senti suas mãos em minha cintura e aproximei meu rosto do dele, forçando-me mais uma vez a enxergá-lo e me perguntava se ele estaria fazendo o mesmo. Desci beijando-lhe os lábios, queixo, demorei-me no pescoço, tronco e devo acrescentar, que tronco! Suas mãos apertavam minhas coxas, ele arfava algumas vezes, talvez como uma forma de reclamação, pois eu realmente não tinha pressa alguma. Cheguei à sua cueca, parecia minúscula devido à excitação e tratei de tirá-la rapidamente. Olhei-o depois de fazer isso e pelo pouco que dava para ver, ele mantinha os olhos fechados, toquei seu membro com a língua, ouvindo em seguida um gemido baixo e sentindo todo meu corpo pegar fogo. Peguei seu membro e passei a língua suavemente pela glande, ele fechou uma das mãos, como se estivesse se controlando. De uma só vez, coloquei todo seu membro em minha boca, fazendo-o soltar um gemido alto, ele realmente não esperava por isso. Comecei a chupá-lo com pressa, dar prazer a ele era a meta da noite. Os movimentos de sucção eram rápidos, senti sua mão em minha cabeça, forçando-me para baixo. Engoli-o por inteiro, ouvi mais um gemido alto. Com minha mão, comecei a acariciar suas bolas e com isso pude vê-lo se contorcer um pouco, gemendo mais uma vez. Brinquei mais um pouco com a língua em sua glande antes de descer até suas bolas e passar a língua delicadamente por lá, voltei a sugá-lo com vontade, sentia o tesão escorrer por entre minhas pernas, eu precisava senti-lo dentro de mim.

Ooh, ooh, I just wanted to get your name
(Sólo quería tu nombre, bebé)
But if it's cool, I wanna get inside your brain


Fui surpreendida quando ele me jogou na cama e ficou sob mim, me olhando profundamente. Mais uma vez colou nossos corpos, fazendo seu membro, roçar em minha intimidade, mordi o lábio reprimindo um gemido. Pude vê-lo sorrir, desceu os lábios por meu pescoço e foi até meu ouvido, sussurrando em seguida: “geme para mim”, arfei ao ouvi-lo, apenas neguei com a cabeça e ele sorriu mais uma vez, me olhou fundo, colou sua testa na minha e pressionou o quadril contra o meu, fazendo apenas a cabeça de seu membro entrar em mim, eu esperava que ele pressionasse mais, porém, notei que era apenas mais uma de suas provocações.
O olhei confusa e ele deu um risinho, ele selou nossos lábios e foi trilhando um caminho de beijos até chegar novamente ao meu ouvido e sussurrou: “Agora quero acabar com você.” Ele notou que me arrepiei ao ouvi-lo, mordeu meu lóbulo e voltou a me olhar, estava incômodo o jeito que eu estava entregue à ele, mas eu já havia deixado de me importar com muita coisa no momento em que entrei aqui. O puxei pela nuca e fiz da mesma forma que ele havia feito comigo: “Então acabe comigo.”
Aquilo deve ter sido a gota d’agua para ele, sem aviso prévio ele apenas me penetrou com força, arrancando um gemido alto meu, mas ele não se movimentou, ficou alguns segundos ali, parado e foi então que abri os olhos e aquela conexão que senti desde o momento em que o vi pela primeira vez, estava presente entre nós agora. Ele começou a se movimentar sem pressa, os dois agora pareciam aproveitar os segundos, tudo estava se encaixando bem demais.
Logo os movimentos de vai e vem ficaram a cargo do meu corpo, que era puxado violentamente, ele estocava forte, me olhava nos olhos e segurava gemidos de prazer. Seus olhos ainda estavam fixos nos meus, sua mão apertava minha cintura a cada investida, as frases desconexas me faziam perder o sentido, minhas unhas deixavam marcas em suas costas que com certeza demorariam a sair, o prendi entre minhas pernas o fazendo ir mais a fundo, ele soltava gemidos abafados. Em certo momento, empurrei-o delicadamente e ele estranhou de início, me apoiei na cabeceira da cama, ficando de quatro, juro que nunca vou esquecer do riso pervertido que ouvi nesse momento. Ele segurou minha cintura e me penetrou com força, sem delicadeza alguma, dando estocadas fortes e fundas me fazendo dizer coisas sem nexo o que o fazia perder o sentido e dar estocadas cada vez mais fortes. Eu sentia uma certa dor, mas não queria que ele parasse, não agora. Mordeu meu ombro, distribuía tapas e dizia coisas me deixando ao ponto de explodir. Eu não aguentaria mais tanto tempo, já era o segundo e por mim, poderia ficar a noite toda tendo orgasmos com esse homem. Rebolei sob seu membro e ele gemeu alto. Acelerou os movimentos, eu não controlava mais meus gemidos, senti um aperto e aquele tremor nas pernas me fizeram morder meu lábio fortemente. Eu havia chegado lá. Ele não diminuiu a velocidade, apertava forte minha cintura e dizia palavras de baixo calão. Deu outro tapa forte e minhas pernas vacilaram um pouco. Senti-o sair de mim e se ajeitar na cama, quando dei por mim, senti sua língua quente brincando com meu clitóris mais uma vez, gemi alto e saí de mim por alguns segundos. Ele me puxou ao seu encontro, me deixando por cima dele e me fez praticamente deitar-me sobre seu tronco, encaixou seu membro em mim mais uma vez e apertou minha bunda antes de me penetrar com força. Mordi seu ombro e ele grunhiu, continuando a estocar sem dó alguma. Eu já havia saído de mim novamente. Ele voltou a dizer palavras de baixo calão, mas dessa vez sussurrando em meu ouvido, me deu mais um tapa antes de me confessar que estava quase lá. As estocadas eram brutas, sentia minha intimidade um tanto dormente, mas não queria parar. Me levantei em cima dele, começando a cavalgar com vontade. Suas mãos apertavam minha cintura sem pudor, o som de nossa respiração se misturava com os gemidos altos que emitimos e eu estava quase lá pela terceira vez. Quando senti seu dedo massageando meu clitóris, choraminguei antes de sentir meu corpo todo se contrair novamente, mas dessa vez eu não era a única. Ele deu sua última estocada e gemeu estupidamente alto, antes de apertar minha cintura mais uma vez. Pouco depois, também me deitei na cama, tentando controlar minha respiração.

Can we get famili-famili-famili-familiar? (Familiar)
I'm feelin', I'm feelin', I'm feelin', I'm feelin' ya (familiar)
What's on your mind for later tonight?
Let me be the one to fill it up
Can we get famili-famili-famili-familiar?
I'm feelin', I'm feelin', I'm feelin', I'm feelin' ya (feelin' ya)
What's on your mind for later tonight? (Uuh)
Let me be the one to fill it up
Can we get


Ainda estávamos um tanto ofegantes quando senti seu braço descansar em cima de mim. Franzi o cenho olhando aquele monte de tatuagens, que cobriam quase todo o braço até o ombro, mordi o lábio antes de passar os dedos pelo antebraço dele, dedilhando as tatuagens.

- Pelo pouco que dá pra ver, você gosta bastante dos detalhes - sua voz rouca me fez virar o rosto em direção a ele.
- Literalmente pelo pouco que dá pra ver, mal consigo ver seu rosto - disse e acabei rindo - Em parte é legal, mas vai que você é um assassino?
- Assassino? Então eu já teria que ter te matado? - sua voz era divertida agora.
- Provavelmente - acabei rindo - Mas agora eu já sei dos seus planos, então posso fugir.
- Porque fugiria? - ele se mexeu um pouco, sua mão agora acariciava minha cintura.
- Geralmente fujo quando o sexo é ruim, o que não é o seu caso, fique tranquilo. - dei de ombros.
- É interessante saber que vou ficar em sua mente por uns dias - ele riu, divertido - Deveríamos nos apresentarmos?
- Talvez. - tirei o braço dele de cima de mim e me levantei da cama, rapidamente.
- Não gosta de se familiarizar? - ele continuou deitado pelo que notei, eu buscava minhas roupas jogadas pelo chão.
- Droga! - grunhi quando bati a perna em algum móvel que agora não sabia identificar - Não é isso, nos apresentarmos deveria ter sido lá fora e não depois do ato.
- E isso faz diferença? - ele riu mais uma vez e o senti perto, provavelmente também estava buscando suas roupas.
- Realmente, não faz - vesti minha calcinha e agora colocava o sutiã. - Me chame de a garota da tequila.
- É um ótimo nome - notei que ele estava de costas pra mim, já de calça e parecia fechar a camisa - Sou o cara do whisky?
- Gostei - sorri antes de apalpar os móveis a caminho da porta onde eu realmente esperava que fosse um banheiro.
- Sério? Não vai me dizer seu nome? - ouvi um barulho e um riso em seguida, abri a porta e o cômodo estava mais escuro do que onde eu estava anteriormente.
- Talvez quando sairmos lá fora - bufei antes de desistir e começar a colocar meu vestido ali mesmo.

Antes de ouvir a resposta dele, um som estridente que não era da música do salão, que só agora eu havia voltado a ouvir, talvez meu cérebro havia se localizado finalmente. A luz do celular me fez voltar a atenção ao homem no ambiente e quando ele aproximou o aparelho do rosto, pude notar o quão lindo ele era e seus olhos tinham um brilho fora do normal. Ele sussurrou coisas como: “tudo bem, chego em cinco minutos”.
Ele desligou e caminhou em passos firmes em minha direção, já estava completamente vestido, mas o smoking estava aberto dessa vez. Senti a garganta secar e sorri, esse homem tinha algo a mais. Ele me virou rapidamente de costas pra ele, fechando meu vestido e colando seu corpo no meu, me abraçando por trás.
“Esse vestido te cai bem” disse enquanto distribuía beijos por meu ombro. Me virei pra ele sorrindo e agradeci.
Me puxou pela cintura e me beijou, mas era calmo dessa vez, parecia deixar algum recado, ou apenas curtia os últimos minutos que estávamos juntos. Suas mãos acariciavam minha cintura e as minhas estavam em seus ombros. Seu perfume estava impregnado no ambiente e eu demoraria alguns dias para tirar o cheiro dele da mente. Me pressionou contra a parede, parecia que ele gostava disso, de se sentir no poder.
Desceu as mãos por minhas pernas e acariciou minha intimidade por baixo do vestido, meu corpo reagiu como se explodisse e eu havia acabado de ter um orgasmo, como era possível?
Ele desceu os beijos por meu pescoço e riu antes de me dar um selinho demorado antes de dizer que estaria me esperando lá fora.
Não ousei perguntar o que havia ocorrido no telefone, mas se ele disse que estaria me esperando, não era nada grave.
Mordeu meu lábio inferior antes de caminhar tranquilo até a porta e pegar sua máscara que estava no chão, pude vê-lo colocar o acessório antes de sair. Sentia minhas pernas tremerem. Esse de longe havia sido o melhor sexo da minha vida e eu não via a hora de repetir.

Ah-ah-ah-ah (solamente tú y yo)
Ah-ah-ah-ah (solamente tú y yo)
Ah-ah-ah-ah
Let me be the one to fill it up
Can we get


Saí do quarto e quando a luz colorida bateu em meus olhos, franzi o cenho. Passei tempo demais no escuro. Ri sozinha e continuei caminhando até voltar à festa.
Aquilo estava mais lotado do que anteriormente, a fumaça que o DJ soltava na pista fazia caminhar ser uma tarefa difícil. Não foi complicado achar , que agora tinha uma garrafa de whisky nas mãos e eu já havia visto aquela garrafa antes.
Me aproximei dela, que estava sem máscara novamente e peguei o copo que ela tinha em mãos, dando um longo gole no whisky. Eu conhecia aquele gosto.

- Você comprou uma garrafa de Royal Salute de 40 anos, sério? - arqueei a sobrancelha e ela gargalhou, negando em seguida.
- Nem vendendo meu corpo poderia comprar uma garrafa dessa, querida - piscou pra mim - Ganhei de um cara.
- Que cara? - argumentei, não era qualquer um ali que compraria uma garrafa daquelas.
- Você perguntou quem era o amigo dele aquela hora - ela pareceu pensar - Daí o amigo dele sumiu e você sumiu junto.
- Certo - mordi o lábio, sorrindo – E você sumiu com o amigo dele?
- Não - ela bebeu o whisky direto da garrafa - Ainda não, no caso.
- E porque ele te deu a garrafa? - torci o lábio, era uma garrafa que valia mais de oito mil libras!
- Isso é realmente relevante? - me olhou perguntando e neguei com a cabeça - Ótimo!
- E você descobriu o nome do amigo dele? - ousei perguntar, já que não localizava o homem no ambiente.
- Obviamente não, nem lembrei disso - deu de ombros - Vem dançar!

Me joguei na pista de dança com , estava em êxtase. Sentia meu corpo relaxado da melhor maneira possível. Não lembro quantos copos de whisky acabei bebendo, sei apenas que secamos aquela garrafa em minutos. Tiramos várias fotos e quando minhas pernas finalmente pediram uma trégua, me vi em frente ao bar, pedindo uma garrafa d’agua para o barman.

- Água? Alguém deve estar pedindo uma trégua - ouvi um riso e quando olhei pro lado, aquela máscara preta preencheu meu campo de visão.
- Cara do whisky, olá novamente - sorri antes de dar um longo gole na bebida em minhas mãos.
- Desculpe sair sem te esperar, meu amigo precisava de ajuda - ele tinha um copo de whisky nas mãos novamente.
- Tudo bem - o olhei - Acredito que ele deu sua garrafa pra aniversariante.
- gosta de presentes caros - deu de ombros. - Me resolvo com depois.
- Você a conhece? - fechei a garrafa d’agua e pedi uma marguerita ao barman.
- Não necessariamente - ele riu - Isso é interessante.
- O que? - perguntei sem olhá-lo, sentia calor toda vez que fazia isso.
- Você.

Senti uma de suas mãos em minhas costas e me arrepiei por completo.
Olhei-o rapidamente e ele estava perto, me deu um selinho rápido antes de me dar um sinal para voltarmos à pista de dança. Peguei minha bebida e o acompanhei.

Quisiera que tú y yo nos familiarizemos
Un poco de química y el party prendemos
Olvida las criticas, así nos entendemos
¿Qué tú crees si en tu mente nos metemos?
¿Señorita, qué necesita?
Sería mucho mejor si participa
Así de lejos no, mejor cerquita
Yo voy a hacerte todo lo que me permita
Y sabes que lo que te pones te queda bien (queda bien)
Y me caes mucho mejor que un billete de cien


Com a mão livre, ele me acompanhava na dança e cantarolava aquele trecho da música em meu ouvido. Vez ou outra se aproximava, ameaçando me beijar e se afastava, me fazendo rir. Seus olhos não desgrudaram dos meus. Sem clichês, sem fingir interesse, era isso que estava acontecendo naquela noite e aquilo me fazia bem. Sem nomes, sem pensar no amanhã. Ele disse que seria interessante ficar em minha mente por uns dias, mas eu sabia que ele não me esqueceria tão cedo.
Sorri antes de puxá-lo para mais um beijo.


Duas semanas depois…

- Um, dois, três… VOLTA! - Angel se estressava com as meninas do ballet mais uma vez.
- Ela vai surtar hoje, confie em mim - disse para enquanto caminhávamos para a cozinha.
- A Angel sempre surta com as novatas - riu e assenti - O que você trouxe pro almoço?
- Lasanha - respondi e minha amiga bateu palmas, comemorando.
- , agora que você voltou para o mundo da dança, vai ficar só aqui sendo professora? - arqueou a sobrancelha enquanto eu colocava a comida no microondas.
- Não sei se está na hora de voltar pros palcos - suspirei alto - Fiquei muito tempo fora estudando pra chegar onde estou hoje, voltar para os palcos significa ficar sem vida social por um longo tempo.
- Depende de quem te contrata, você sabe muito bem que na minha agência eu te colocaria em coisas mais tranquilas - ajeitava os pratos na mesa.
- Eu sei, amiga, mas vou pensar nisso - peguei o controle e liguei a TV, me sentando de costas para a mesma.
- Pensa sim, é bem interessante você em algum ballet fixo, você é incrível como professora, mas nos palcos - ela sorriu abertamente - Ninguém te segura.
- Para de encher minha bola - dei um tapa de leve em sua mão e me levantei para pegar a lasanha.
- Mas é verdade! Pensa só, você só se mete em bicos de ballet e sempre se dá bem, precisa de um fixo! - ela comentou como se fosse óbvio, me fazendo rir.
- Tipo pra quem, doida? A maioria dos artistas hoje já tem seu ballet fixo, não vou tirar o lugar de ninguém - coloquei a lasanha sob a mesa, vendo atacar rapidamente para pegar seu pedaço.
- Menina estou azul de fome - resmungou - Fazem dias que não como direito.
- , você ficou uma semana se curando da ressaca do seu aniversário - ri em seguida - Óbvio que não comeu direito.
- Foi a melhor festa da minha vida - ela relembrou e aquilo me fez ter lembranças também, muito boas aliás.

Não descobri o nome dele, ficamos mais alguns momentos juntos durante a festa, com aquele joguinho misterioso e excitante de se provocar e sequer ver o rosto um do outro, que estavam cobertos pelas máscaras. O pouco que eu havia visto de seu rosto, não era o suficiente para saciar a curiosidade e o tempo que ficamos juntos pareceu passar rápido demais. O amigo dele passou muito mal e antes mesmo que déssemos um fim naquela brincadeira e pelo menos trocássemos telefones, ele teve que ir embora, já que o tal amigo derrubou umas três mesas na festa e tudo parou. Confiei em destino pelo menos uma vez na vida, achava que em uma semana eu saberia quem era ou onde encontrá-lo e vice-versa, mas nada. Nem um sinal. tentou se lembrar, mas tudo passava como um borrão na mente dela, que me jurou pesquisar a fundo quando as fotos oficiais da festa chegassem. Tudo bem, foi só sexo de uma noite com um cara estupidamente maravilhoso. Droga! O toque, as risadas, os beijos, a química, tudo foi em excesso. Aquele corpo, por Deus, duas semanas haviam se passado e eu ainda sentia calor quando me lembrava de cada detalhe daquele corpo. O encaixe perfeito, sem precisar tentar, havíamos nos encaixado perfeitamente.

- , oi? - estalava os dedos à minha frente, me fazendo voltar à realidade.
- Menina, você tá viajando é? - ela riu - Prestou atenção no que te falei?

Can we get famili-famili-famili-familiar?
I'm feelin', I'm feelin', I'm feelin', I'm feelin' ya
What's on your mind for later tonight?
Let me be the one to fill it up

Can we get famili-famili-famili-familiar?
I'm feelin', I'm feelin', I'm feelin', I'm feelin' ya
What's on your mind for later tonight?
Let me be the one to fill it up
Can we get


- Na verdade não, amiga! - levei um pedaço de lasanha até a boca, olhando que fez uma careta.
- Você anda muito desligadinha - brincou - Está pensando no mascarado, é?
- Menina, sabia que às vezes me pego pensando em quem é ele? - argumentei - Foi surreal, , tudo o que rolou.
- Me admira você dizer algo do gênero, logo você… - ela riu antes de dar um gole no refrigerante - Quero dizer, você é toda desapegada.
- Continuo sendo, amiga, mas o lance foi todo o mistério, toda a química, isso instiga! Eu não sei nem o nome do cara que me deu o melhor orgasmo da vida!
- Eu realmente não precisava ouvir isso. - fez outra careta - As fotos devem chegar esse fim de semana, vamos descobrir.
- Mas ele também não procurou, então, vale à pena descobrir? - perguntei e ponderou.
- Acho válido termos pelo menos um nome - ela olhava para a tv enquanto falava - Mas que pedaço de mal caminho.
- Um nome, realmente, talvez com isso a curiosidade se acabe - dei mais uma mordida na lasanha e olhei minha amiga concentradíssima na TV.
- Menina, olha aquilo, que homem! - ela riu sem me olhar - Não é todo dia que aparece isso.

Franzi o cenho e me virei para ver a televisão, reconheci ser o programa do James Corden, ele aparentemente falava sobre o divórcio do cantor convidado. O cantor em questão era bem bonito e James fazia uma piada qualquer enquanto todo o público ria. Revirei os olhos e olhei que continuava babando enquanto olhava a TV.
O apresentador fez seu merchan e a câmera focou no músico. Ele levou o microfone à boca para responder ou falar alguma coisa, parei de prestar atenção quando vi aquela tatuagem, derrubei o garfo no chão e travei. Era ele.
Ele estava em um programa ao vivo naquele exato momento falando sobre o divórcio com uma famosa e sobre como seguiram para cuidar de seu filho de apenas dois anos. Minha garganta secou, por um segundo o ar parecia ter se tornado sólido, não podia ser. Olhei mais uma vez para a tatuagem e quando a câmera focou no rosto dele e aqueles olhos brilharam em minha direção, tive certeza.
Eu havia tido o melhor sexo da minha vida com .

Ah-ah-ah-ah (can we get, we get familiar?)
Ah-ah-ah-ah (I just wanna get to know ya)
Ah-ah-ah-ah (can we get, we get familiar?)
Let me be the one to fill it up
Can we get

Ah-ah-ah-ah (I just wanna get to know ya)
Ah-ah-ah-ah (I just wanna get to know ya)
Ah-ah-ah-ah (can we get, we get familiar?)
Let me be the one to fill it up
Can we get


FIM



Nota da autora: Hey! Mais uma song no site e a felicidade transborda!!!!! Familiar é hit sim ou claro? Me veio essa ideia na cabeça e pensei: why not? Uma parte dois pode estar a caminho....
Obrigada à todas! Visite minha página de autora para ler minhas outras fics. Obrigada a Lígia por betar minha song, que seja a primeira de muitas!​



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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