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Última atualização: 22/07/2020

Prólogo

Estados Unidos. O lugar mais desenvolvido da América, o país mais poderoso do mundo. Com mais de 328,2 milhões de pessoas, praticamente 63 mil dólares de PIB per capita e considerado um líder mundial, mas conhecido também como O País Onde os Seus Sonhos Virarão Realidade. Walt Disney World, Orlando e Las Vegas. Lugares onde você pode se divertir até cansar e ver o sol nascer. Era para esta terra que estava indo para seguir a próxima fase de sua vida.
Imagine uma lista em que há um plano. Um plano que está dividido em etapas e, a cada etapa vencida, mais perto de vencer. estava no meio destas etapas e tinha passado para a próxima e provavelmente mais difícil. Por algum motivo, seu instinto dizia que ela conseguiria vencer mais esta etapa de sua lista naquele país, colonizado por gente de sua nação há séculos. Aquilo, com toda a certeza, seria mais difícil se ela estivesse sozinha, mas, por sorte, seus melhores amigos foram convencidos a acompanhá-la. O problema era que aquela missão era muito mais difícil do que ela imaginava.
já estava ali há semanas, procurando emprego e tentando concluir o item do plano de vida que ela fez para si mesma quando tinha doze anos. Pensava que teria passado desta fase na faculdade, sempre lhe disseram que ela iria encontrar isso somente quando estivesse em uma universidade, em um lugar mais sério, mas absolutamente todos não eram quem ela procurava. Ela, sua amiga, Nicole Wright, e seu amigo, Matthew Thomas, dividiam uma casa que pertencia aos tios de Matt, Daniel e Katy, atuais responsáveis por ele, depois do acidente que matou seus pais. Daniel e Katy eram os únicos parentes vivos de Matt que moravam no país das maravilhas, lugar onde estavam seguindo o precioso plano. Ambos foram muito solidários em aceitá-los em sua casa, ainda mais três semi-adultos recém-formados no curso superior, sem casa e nem emprego para pagarem as despesas que eles proporcionavam. Então ao menos eles tinham um bom lugar para dormir.
Mas você se pergunta: onde, exatamente, eles estavam nos Estados Unidos? Bem, em uma cidade tão pequena, mas tão pequena, que nem ao menos ela existe no mapa: Callumville, no interior da Virgínia. Originalmente, a cidade levava o nome de Thomasville, em homenagem ao terceiro presidente da nação e participante da Declaração da Independência, mas passou a se chamar Colomville. Colomville era outra homenagem ao descobridor desta terra, Cristóvão Colombo, mas resolveram que Callumville era o melhor nome que poderia se dar para aquela cidade. Não se tinha muito o que fazer em Callumville, mas era um ótimo lugar para turismo, principalmente por levar uma lenda sobre a lua e o sol nas costas. Atraindo turistas, você encontraria mais pessoas concentradas em um só lugar. Eram pessoas de todos os cantos do mundo: asiáticos, africanos, europeus e sul-americanos. Pessoas de todos os costumes, gostos, culturas e características variadas. Aquele era o lugar perfeito para se cumprir o próximo item.
Então o que a impedia de achá-lo logo? Algo ou alguém? Diria que era alguém. Um alguém que demorava em chegar. dizia sempre que, quando ela o visse, saberia na hora que era ele. Mas o problema era: quando isso iria acontecer?

Aquela parecia uma quinta-feira normal. Matt iria tentar algum emprego (talvez na prefeitura ou na delegacia da cidade), Katy tiraria o dia para fazer as compras da semana, Daniel ia para a empresa para trabalhar e e Nic iam caminhar pelas ruas de Callumville até ao Tito’s, um café que ficava perto da casa em que eles estavam hospedados. As duas caminhavam pela calçada da rua, observando as vitrines e olhando para os estrangeiros novos da cidade.
— E aquele? — Nic perguntou. nem chegou a ver realmente, estava distraída com uma cesta de jornais ao lado do café.
— Não, aquele não.
— Mas você nem ao menos olhou para ele, .
— Não é preciso olhar. Eu sei que não é. — Ela pegou um dos jornais e entregou à amiga. — Já passou da hora de nós encontrarmos um emprego.
Nic olhou para o jornal em seus braços e depois para , que já tinha entrado no Tito’s.
— Espera, como assim “nós”? — Nicole perguntou, fazendo aspas no ar com os dedos.
— Eu, você. Pronome pessoal representando a primeira pessoa no plural, referindo-se a mim e mais alguém. No caso, você. — Ela se sentou em uma das cadeiras do balcão e fez um sinal para o garçom. Nic caminhou até o banco ao seu lado e se sentou.
— Mas... Então iremos ficar aqui... Para sempre?
— Não, até eu terminar o que eu tenho de fazer aqui. — sorriu para Nicole.
— Droga. Isso significa para sempre.
— Ah, qual é. Também não é assim — e se virou para o balcão. — Eu quero panquecas com mel, uma xícara de chocolate quente e ovos. Ela vai querer o mesmo também, obrigada.
O homem anotou tudo em um bloquinho e se retirou dali. Nicole havia aberto o jornal e tinha começado a lê-lo.
— É claro que é. Estamos aqui há semanas, . E, até agora, nenhum se qualifica para o cargo.
— A paciência é um dos principais fatores para o sucesso. — O garçom havia voltado com os pedidos e os colocou em frente às duas garotas. roubou um pouco dos ovos e começou a comer seu café da manhã.
— Claro, claro. É o que você sempre diz. — Nic estava distraída com o jornal, mesmo assim fez a sua típica expressão de desacreditada. — Você acha que o Matt vai conseguir, desta vez, um emprego na prefeitura?
— Não tenho tanta certeza assim. — Ela disse, de boca cheia, e limpou os cantos da boca com seu guardanapo.
— Hum. É, talvez ele consiga na delegacia mesmo. Poxa, essas histórias inúteis que eles colocam aqui. Escuta essa: a mulher que salvou um gatinho de se suicidar. Cara, como assim? — Nicole riu e trouxe o jornal para mais perto do rosto. estava tomando seu chocolate quente, quando se virou para ela e viu apenas a folha do jornal cobrindo a amiga. O curioso foi a primeira imagem que ela viu. Era de um possível jogador de basquete. A próxima foi de uma casa depois de um incêndio e a última foi...
começou a engasgar com seu chocolate quente. Nicole abaixou o jornal e socorreu a amiga, dando tapas em suas costas.
— Meu Deus, ! O que está acontecendo, o que foi que você viu? — tossia e tossia, até que conseguiu respirar e roubar o jornal de Nic. — Ei!
— É... — Ela correu os olhos pela folha — Ele!
— Ele?
— Ele, Nic! — apontou para a foto do jornal. Nicole se aproximou da folha para enxergar e se espantou.
— O... Filho do prefeito? ?
sorriu enquanto olhava para a imagem daquele homem. Finalmente tinha o encontrado.
— Sim. É ele com ele que devo me casar. — disse, e Nic estava chocada. bateu palmas animadas e voltou a tomar o seu café, entregando de volta o jornal a ela.


1

(Coloque essa música para tocar agora, por favor: Royals)


— Espera, deixe-me ver se eu entendi. Você vai correr atrás do filho do Prefeito ?
tinha saído decidida do café com um sorriso confiante no rosto e Nicole estava a seguindo.
— Eu não vou “correr atrás”, sabe — ela se virou para Nicole, mas continuou a andar de costas. — Eu vou tentar conquistar o que estava destinado a mim desde que eu nasci.
, você sabe que isso não é verdade. Vocês não têm um contrato em que os obrigará a se casarem ou qualquer outra coisa maluca da sua cabeça — Nicole girou seu dedo indicador ao lado da cabeça, fazendo um gesto que significava que estava ficando louca... De novo.
— Quem falou em obrigar alguém a se casar? — Ela piscou um dos olhos para a amiga, fazendo Nic rolar os olhos. — Escute, eu só vou tentar conquistá-lo. Que mal tem nisso?
— Mas... E se ele já for comprometido? E se ele for gay? Oláaa!
— Só há um meio de se descobrir isso, Nic! — Ela riu animada, e ainda continuava a andar de costas.
— O.K., eu desisto — ela suspirou. Nicole dobrou seus braços e apoiou suas mãos na sua cintura. — Muito bem, qual é o seu plano maluco?
— No jornal, estava dizendo que a cidade irá inaugurar um museu esta noite e terá uma festa para comemorar. O prefeito, o conselho e sua família — ela destacou a palavra “família”, elevando a voz. — Estarão lá para receber os cidadãos de Callumville. Eu preciso pensar em exatamente como eu irei trançar o caminho dele com o meu. — Ela mordeu o lábio e olhou para todos os lados da cidade, procurando uma resposta. — Bom, vemos que vou ter que deixar isso para mais tarde.
se virou para andar de frente e acabou esbarrando em um corpo, batendo de frente a este corpo. Ela olhou para o homem, que olhava dela para Nicole.
— E aí?
— E aí, o quê?
— Conseguiu o emprego ou não, Matt? — Nicole perguntou. Matt continuou a olhar de uma para a outra e sorriu.
— A cidade estava precisando de um sub-xerife novo, então... — ele deu de ombros e sorriu.
— Isso é ótimo, Matt! — ela o agarrou e lhe deu um grande abraço. — Ao menos um de nós conseguiu um emprego.
Ela o soltou e Matt estava sorrindo ainda mais.
— Isso é maravilhoso, Matthew. — Nicole sorriu e bagunçou os cabelos dele. Matt olhou sério para ela. — Desculpe. Sub-xerife Thomas.
Matt sorriu.
— Mas, ei. Sobre o que vocês estavam falando? — ele perguntou.
— Nós estávamos falando? — elas se olharam como se não soubessem de nada.
— É. Você disse que tinha que deixar isso para mais tarde. O que é?
— Ah. Isso... Bom, fomos tomar café da manhã hoje e... — estava olhando desinteressada para suas unhas até agora e levantou os olhos para Matt. Ela sorriu de lado, subiu e desceu suas sobrancelhas. — Eu o encontrei.
— Você... O encontrou? — Matt perguntou, começando a sorrir. — E quem é o cara?
.
?
— ela assentiu.
— Você enlouqueceu de vez.
— Obrigada! Alguém com sanidade aqui — Nicole abriu os braços, agradecendo.
— E qual é o problema? Este tal de é perfeito para...
— Você está equivocada, . Não pode ser ele que vai te ajudar a cumprir o PV-sei-lá-o-quê.
PVFP. — Ela completou as siglas, que significavam Plano de Vida Fantástica e Perfeita. — Ele é só um cara normal, pessoal. Não deve ser difícil conquistar um cara normal.
— Você não entende. Ele... — Matt colocou suas mãos nos bolsos da calça e olhou para Nicole antes de continuar. — É filho do prefeito, . Ele não é um cara normal e você não vai conseguir conquistá-lo como pensa. Além do mais, estão apostando nele para o próximo prefeito, quando seu pai se aposentar.
— Ele deve ser um tédio — Nicole disse.
— Um completo mauricinho arrogante — Matt completou.
— Eu não ligo. E tenho certeza de que ele não é assim. Eu sei, gente, ele não é assim. Eu posso sentir isso. E, de qualquer jeito, só há uma maneira de descobrir isso, como eu disse antes. — Ela sorriu e passou um dos seus braços pelo buraco que o braço de Matt fazia com seu corpo, se agarrando nele. — Vamos comemorar que você conseguiu um emprego e mais tarde eu penso em como eu vou fazer isso.
— Mas... A festa já é hoje à noite. Você não vai conseguir pensar em uma coisa... — Nicole disse, e suspirou. Ela olhou para os dois amigos.
— Qual é o verdadeiro motivo?
— Como assim?
— Por que vocês não querem que eu tente conquistá-lo?
Nic soltou o ar de seus pulmões.
— Nós só não queremos que você... Se meta com alguém como ele.
— Como ele? Vocês não o conhecem — ela disse, gentilmente. — Por favor, se eu conseguir passar desta fase, vocês estarão livres disso tudo e eu continuo o resto sozinha daqui para frente.
— De jeito nenhum. Queremos te ajudar.
— Então me ajudem a conquistá-lo. — Ela sorriu e olhou para Matt, que olhava distraído para a calçada. deu um empurrãozinho com seu ombro no dele e Matt deu um leve sorriso.
— Vamos comemorar, por favor — ele disse, e riu.
— Mas nada de comida. Eu acho que vou vomitar — Nicole respondeu.
— Ei. Hoje teremos um novo museu aqui, em Callumville. É um dia especial — sorriu. — Vamos a um lugar que íamos na época da faculdade.
— O Georgio?
— O Georgio. — Ela sorriu e Nicole bateu palmas animadas.
— Mas... Você acha que ele existe aqui? — Matt questionou, e eles três começaram a caminhar.
— Não só acho, como tenho certeza. Aquela mulher está carregando uma sacola de lá, vejam — ela apontou para uma mulher de cabelos castanhos curtos. Nicole deu um grito de comemoração.
Georgio, lá vamos nós!

Do outro lado da cidade, deu outro soco no saco de pancadas e parou, depois de uma série de golpes contra o objeto. Segurou o saco e respirou fundo, ainda lembrando do que seu pai tinha dito.
, você viu hoje? — seu pai perguntou, após bebericar seu café. tinha acabado de entrar na cozinha, estava de bom humor naquele dia. Deu um beijo em sua mãe, que lia um livro enquanto tomava seu café da manhã, e se sentou em frente a ela, ao lado de seu pai. O homem balançou a cabeça negativamente, enquanto colocava o guardanapo no colo.
— Ele teve mais uma de suas noitadas? — o irmão mais velho perguntou, e seu pai suspirou, afirmando com a cabeça. — Caramba.
— Ele não cresce. — Christian soltou e sua esposa, Jessica, logo o respondeu com um barulho de reprovação feito com a boca. O que eles não sabiam era que estava ouvindo tudo do corredor — ele estava indo para a cozinha quando parou ao ouvir seu nome ser pronunciado por seu pai. Queria ouvir o que ele tinha para dizer sobre seu comportamento, o que dizia quando não estava por perto.
era um cara que sabia o que queria e, quando se decidia sobre, lutava até o final por aquilo. Ele não ligava muito para política, como seu pai e seu irmão. Ele sabia muito sobre, mas não queria se envolver de maneira alguma.
Ele aproveitava todos os dias que podia para se desligar daquele mundo e, quando chamava seus amigos para participar, era ainda melhor.
Sim, ele teve mais uma de suas noitadas, mas estas serviam como um remédio para ele, só não sabia se esse remédio fazia bem ou mal.
se assustou quando viu uma das empregadas entrar em seu quarto com uma pilha de toalhas nas mãos e soltou o saco. Ele estava com fones de ouvido e tirou um dos lados para ouvi-la se assustar também e pedir desculpas por entrar assim em seu quarto. soltou um risinho.
— Não precisa se desculpar, Addie. — Ele disse, retirando as luvas de box. — Você sabe que pode entrar sempre que quiser no meu quarto.
— Shhh, ! Eles podem escutar, seu pai está em casa. — Ela respondeu, e ele se aproximava cada vez mais dela, até que a segurou pela cintura num movimento rápido, fazendo com que ela soltasse as toalhas e estas caíssem no chão. — Você não tem jeito mesmo, não é?
— Vai dizer que você não gosta? — ele disse, e ela riu baixo. — Vamos, uma rapidinha...
— Pare com isso agora, eu tenho que trabalhar, homem! — Ela se soltou dele e se agachou para pegar as toalhas no chão. Adelaide se levantou e sorriu para . — Mas quem sabe depois...
soltou uma risada que fez com que ela se arrepiasse toda. Eles nunca fizeram nada demais, o máximo foi se atracar em um dos closets, trocando carícias, mas nada muito sério.
! — eles escutaram o prefeito o chamar de um dos outros cômodos e piscou para Addie enquanto saía do quarto, em busca de seu pai.
— Estou aqui, meu velho. — Ele disse, batendo continência para Christian. Seu pai estava sentado em seu gabinete, lendo alguns arquivos e notícias do jornal.
— Quero que você vá hoje à abertura do novo museu. — Ele disse, direto, e desmanchou sua continência e soltou seus ombros, desanimado.
— Sério? Eu tenho mesmo que ir a isso?
— Você tem que apoiar , queira você sim ou não. Ele é seu irmão, . Você deve isso a ele. — Christian olhava para .
— Mas, pai, o senhor sabe que eu não quero fazer parte de nada disso... — Ele começou, porém seu pai o interrompeu, levantando a mão. assentiu. — Tudo bem. Já entendi. Mas tem certeza que quer que eu vá? Eu não sou aquele que nunca vai crescer e trará uma imagem ruim para ?
— Essa é sua chance de mudar, irmão. — apareceu, de repente, chamando sua atenção.
— Eu estava falando com papai. — disse, e riu.
— Vamos, pense pelo lado bom: quantas pessoas estarão lá para você se divertir com elas?
Christian soltou uma risada e pareceu considerar a ideia.
— Tudo bem, mas eu já disse que não farei parte de nada, só os acompanharei. — Ele disse, e junto ao seu pai assentiu.

***


Algumas horas depois, lá estavam todos se preparando para a abertura do museu. arrumou sua gravata no pescoço e alisou seu próprio terno, observando a si mesmo no espelho. Hoje era o dia.
O dia em que ele anunciaria sua candidatura para a prefeitura de Callumville.
Se estava nervoso? Isso era óbvio que não. Pelo menos não aparentemente. Ele e o mundo da política eram quase a mesma coisa: se fundiam perfeitamente, ele conhecia aquilo com a palma da mão. O que estava o deixando nervoso era o fato de que Effie o deixou de manhã para viver em Paris.
Effie era sua namorada e sua parceira. Eles tinham se conhecido na faculdade de Ciências Políticas, ela resolveu sair para fazer Direito, mas mantiveram o contato, até que ela o pediu em namoro. Os dois eram o casal perfeito, principalmente para a mídia. Mas ela decidiu voltar para Paris, onde sua mãe morava, para seguir sua vida.
Effie disse que eles poderiam manter o namoro a distância, que isso seria temporário e que logo mais eles estariam juntos de novo. Mas ele nunca foi a um evento social sozinho, sem sua fiel companheira, e isso estava quase o matando por dentro. Era certo que ele iria em algum momento ter que estar sozinho durante a campanha de candidatura, entretanto, não esperava que teria de fazer isso logo no início de tudo.
— Estamos te esperando, cara. — apareceu em seu quarto e o olhou pelo espelho, logo acenando com a cabeça.
— Tudo bem, já estou pronto.

— Você acha que esses canapés estão bons? Eu estou morrendo de fome — Nic disse, olhando para uma bandeja cheia deles, em cima de uma mesa colocada estrategicamente no centro do pátio em frente ao novo museu da cidade.
estava balançando seu martini com uma das mãos, olhando em volta em busca de seu futuro marido. Eles chegaram havia algumas dezenas de minutos, mas ela ainda não encontrou .
Matt estalou os dedos em frente ao seu rosto, chamando sua atenção.
— O que foi que eu perdi? — ela perguntou, ingenuamente, e Matthew riu.
— Só a Nicole indo em direção à mesa de aperitivos com uma vontade que eu nunca vi antes. — Ele disse, olhando para a amiga comendo alguns canapés. Então Matt se virou para com um sorriso calmo nos lábios. — Já pensou direito sobre ?
— Claro que sim! Eu vou colocar meu plano em prática hoje mesmo! — Ela disse, empolgada, o que preocupou Matt.
...
— Matt, não adianta, o que você disser não mudará nada. Eu estou decidida e você sabe que quando eu estou decidida sobre algo nada o tira da minha cabeça. — Ela disse, e ele assentiu, respirando fundo. Nic voltou com a barriga cheia de canapés e um sorriso satisfeito no rosto.
— Agora estou pronta para a noite. — Ela disse, firme, e Matt sorriu de lado. Ele estava empolgado, assim como suas amigas, com a vida que eles estavam levando no momento, ainda mais quando ele conseguiu um emprego. Seu trabalho começava no dia seguinte mesmo, mas se sentia totalmente preparado. Matthew fez Direito e trabalhou como policial em Londres, mas quando chegou a Callumville, recebido de braços abertos pela comunidade, se sentiu inicialmente realizado.
continuou sua busca com os olhos, até que reparou que tinha bebido todo seu martini. Ela olhou impacientemente para sua taça vazia e disse que iria buscar mais bebida. A verdade era que ela estava indo procurar por seu mais novo pretendente, mas não queria ouvir as contestações de seus amigos.
começou a caminhar e encontrou no meio da multidão um garçom com uma bandeja vazia e uma única taça de champanhe. Ela trocou sua bebida e olhou de volta para onde veio para verificar se Matt e Nic estavam olhando para ela — e não estavam, estavam absortos em uma conversa que ela não fazia ideia de qual era. Deu graças a Deus, pois poderia continuar sua busca tranquilamente.
Ela se virou bruscamente para seguir seu caminho, mas trombou com um corpo e ouviu um praguejar desse.
— Ah, desculpe! — Ela disse, e o homem estava olhando para seu terno e sua camisa preta, agora molhados.
— Você poderia olhar para onde anda, que tal? — Ele levantou os olhos até ela e não continuou a falar. achou engraçado o desespero no rosto da mulher, que agora estava relutante em provavelmente o ajudar a limpar o estrago que ela mesma proporcionou. mudou sua expressão para uma espantada e balançou a cabeça negativamente.
— Tudo bem, notei que alguém aqui está de mal humor — ela disse, e ele não conseguiu conter um sorriso.
— E notei que alguém aqui não nota as pessoas ao redor — ele completou, o que fez ela rolar os olhos.
— Olha, não quero perder meu tempo, se for para grosserias. Sua mãe não te deu educação, não, garoto?
— Garoto? — ele achou engraçada a maneira que ela tinha falado. Notou o sotaque britânico da mulher, o que estranhamente estava o atraindo. Óbvio que não era só isso que estava o atraindo nela, mas enfim. — A vovó aí precisa de ajuda para...?
— Vovó? — Ela disse, incrédula. A diferença de idade entre eles não era tanta, devia ser no máximo de uns oito anos, ela para mais. — Olha, com licença, eu tenho que ir.
— Ok, desculpe, acho que eu estou sendo muito grosso com a senhora. — Ele disse, entre risos, e ela não achou graça nenhuma.
— Ok, chegou meu momento de ir embora, com licença — ela disse, tentando passar por ele, que demorou para dar passagem, aproveitando para olhar mais uma vez para aquele rosto tão lindo. pensou em como ele era bonito e como isso era um desperdício por ele ser tão arrogante e idiota como era. Só notou que estava o observando por tempo demais quando ele sorriu e disse:
— Gosta do que vê?
— Felizmente, não. — Ela disse, sorrindo, e ele desmanchou o seu. saiu de lá se perguntando que porra foi aquela, mas seguiu plena. Não sabia que tinha pessoas daquele jeito na cidade, estava convicta que era uma cidade pequena, com pessoas normais e não babacas. Mas acabou provando do contrário.
ficou atônito por alguns segundos e levantou o rosto, a procura de seu irmão; seu pai tinha dito para que ele continuasse sempre perto de e assim não faria nada de errado. Porém conseguiu fugir um pouco para tomar um drink e acabou esbarrando com aquela mulher. E que mulher, ele pensou. Esquentadinha, mas linda.
estava conversando com alguns amigos de seu pai, concorrentes na campanha passada em que Christian venceu. Inclusive alguns componentes do conselho estavam na rodinha, até que surgiu, com um sorriso estampado. notou isso, pensou em o que ele provavelmente devia ter feito e com certeza não era coisa boa.
— Com licença, cavalheiros — disse, e puxou seu irmão para um canto. — O que você fez?
— Como assim, irmão? — questionou, mas apenas meneou a cabeça.
— Por favor, fique longe de encrenca ao menos essa... — Ele começou, mas parou ao observar uma mulher que o lembrava muito Effie. não entendeu a situação e olhou para onde seu irmão estava direcionando o olhar.
— O que foi? — ele perguntou, mas a mulher tinha passado despercebida na multidão. não a encontrou mais.
— Pensei ter visto Effie...
— Qual é, , você tem que superar ela. Effie te deixou, cara — disse essa última parte mais baixo, entretanto, o repreendeu por estar trazendo à tona aquele assunto que tinha se tornado proibido naquele dia mesmo.
O barulho da taça de seu pai sendo tocada por uma colher chamou a atenção de ambos os rapazes.
— Quero a atenção de todos, por favor — Chris disse, alto, e aos poucos o silêncio foi se instalando no espaço em que estavam. Todos passaram a ouvi-lo com muita atenção. — Hoje é uma noite importante para a cidade de Callumville. Nosso mais novo museu, o Callum- Art Museum está prontíssimo para ser inaugurado!
As pessoas vibraram a essa frase. Ele sorriu e pediu silêncio novamente.
— E nada como uma noite especial para anunciar que meu filho, , está se candidatando à próxima corrida para prefeito!
O homem mais velho se virou em direção ao seu filho, que sorria e que levantou a taça em direção ao seu pai. observava tudo de longe, atenta ao que poderia acontecer a seguir e qual seria a brecha para ela falar com ele.
passou a discursar. Ele disse muito sobre como tinha orgulho da cidade que morava e que teve uma excelente gestão enquanto seu pai era o prefeito.
— E não posso deixar de lado como a família é importantíssima nessa nova trajetória que eu traçarei... Por isso, convido o meu irmão, , a ser meu chefe de campanha!
As pessoas em volta ficam abismadas pela ousadia de , uma vez que seu irmão não parecia ser o mais indicado para esse cargo tão crucial. , que estava observando tudo com as mãos nos bolsos da calça, se surpreendeu também e, ao mesmo tempo, ficou irritado. Ele disse com todas as letras mais cedo que não queria fazer parte de nada disso e agora estava sendo praticamente intimado a participar.
se questionou como alguém como , um homem charmoso que parecia ser super educado e correto, tinha como irmão alguém como , o garoto em quem ela esbarrou minutos antes.
, após os aplausos, perguntou ao seu irmão o que ele achava da ideia, na frente de todos. Seu pai interveio, antes mesmo que ele respondesse algo, já dizendo que ele obviamente aceitaria, trazendo de volta a onda de aplausos pela multidão. estava em choque, não sabia o que dizer. Decidiu naquele momento que não falaria nada, não iria expor sua família à comunidade. Mas ficou se perguntando como não viu aquilo vindo.


Continua...



Nota da autora: Olá, pessoal, tudo bem? Meu nome é Giulia e estou voltando para esse mundo das fanfics! Eeeeba ahahahah! Estou muito animada com essa história, ela me conquistou de vez e lógico que não tenho um pp favorito, eu amo os dois irmãos Adams! Apesar de eu ter deixado um pouco tendencioso para vocês gostarem do Jake, ainda tem muita história para rolar e vocês vão ficar na dúvida cruel de com quem ela deve ficar! :) hahahaha
Acho que é isso, comentem bastante para eu saber o que vocês estão achando da história! Beijos de luz :* 
Ass: Giulia M.

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