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Última atualização: 24/09/2020

Prólogo

Barcelona, Espanha
10 de Maio

O táxi parou rente a entrada do hotel pagou e com um sorriso de agradecimento, retirou-se do veículo. Ventava aquela noite o que fez a cantora encolher o corpo, ao entrar em contato com a brisa que passeava pelas ruas de Barcelona, nos últimos dias esteve no Brasil em turnê, um país extremamente quente, o que a fez estranhar de maneira surreal o frio no continente europeu. Sabia, entretanto, que alguns dias seriam o suficiente para adaptar-se novamente, com as roupas mais grossas.
E com intuito de fugir do clima, segurou sua mala de rodinhas e caminhou a passos largos para o hotel W BARCELONA. Já era madrugada, motivo da recepção estar praticamente vazia, exceto pelos seguranças e funcionários que cumpriam plantão, aquela noite de sexta-feira. Com um sorriso emoldurando a face a Italiana se apoiou no balcão da recepção, agradecendo pelos saltos que usava que impediam que ela ficasse na ponta dos pés, para conseguir enxergar a moça que trabalhava por ali.
Fardo de mulheres baixas.
- Olá, boa noite! - cumprimentou e a moça que aparentava seus 21 anos, levantou os olhos para a voz. - Meu nome é ...
- , eu sei, sou uma enorme fã. - Disse esbaforida parecendo assustada com a presença da mulher.
- Isso é fantástico. – A cantora sorriu querendo ser simpática, porém precisava sair dali o mais rápido possível, tinha coisas importantes para resolver, com o marido. – Eu preciso da chave do quarto de , ele é meu marido e já avisou que eu chegaria.
A mocinha assentiu, digitou algo no computador como se para confirmar a informação que lhe fora passada, prontamente esperou sabia do protocolo, afinal o hotel estava hospedando vários pilotos de formula um, se acreditassem em qualquer mulher, que dizia ser casada com um deles, certamente tudo estaria um completo caos;
- Sim o Sr. deixou a chave para a senhora. _ Lhe entregou o cartão de acesso. _ Quarto 503. Os elevadores são no final do corredor, fique a vontade. Boa estadia.
- Ele me disse quarto 506. – Observou e logo sacou o telefone da bolsa de mão abrindo a conversa com o esposo e mostrando a moça, ela olhou a conversa e depois para o computador para logo assentir.
- Tudo bem, deve ser algum erro bobo. Essa é a chave do 506. – Trocou o cartão de acesso da mulher.
- Obrigada. – sorriu, segurou a mala de rodinhas e seguiu pelo caminho indicado. Não se surpreendeu com o erro, já que conhecia a rotina de hotéis e sabia que muitas vezes ocorriam modificações e por causa disso, seguiu seu caminho tranquilamente.
Já no elevador ela observou seu reflexo no espelho, a maquiagem estava intacta, os cabelos longos ainda mantinham os cachos nas pontas, exatamente como tinha feito antes de viajar. Queria estar perfeita para ver depois de tanto tempo e isso incluía a bela lingerie que comprou para aquela noite.
Ela estava planejando uma noite de sexo insano.
Estava morta de saudades.
Por causa da carreira na música e ele na fórmula 1, ambos viajavam o mundo ficando mais tempo separados do que juntos. E isso, matava a mulher por dentro, detestava ficar tanto tempo sem ver o amado. Por causa disso inclusive, que tomou uma decisão de tirar um tempo de férias, acompanhando o marido pelos GP's do mundo e assim ficariam mais tempo juntos.
Quando as portas metálicas se abriram, a morena não teve dificuldade em achar o quarto, era um dos primeiros apartamentos do andar.
Antes de colocar o cartão e destravar a porta retocou o batom vermelho, que pintava seus lábios e bagunçou mais os fios de cabelo. Logo a porta foi destravada e um cheiro de perfume a embriagou, não reconheceu o de imediato cheiro, já que devia ter uns 300 perfumes, no mínimo, era impossível decorar a fragrância de todos.
Outro ponto chamou sua atenção foi o quarto, mesmo no escuro percebeu que estava milimetricamente arrumado e era o ser humano mais bagunceiro do planeta.
Estranhou totalmente o fato, mas deu de ombros e arrastou-se para dentro. Não iria perder tempo questionando a falta de bagunça enquanto o que queria mesmo era: sentar naquele homem e somente quando não aguentasse mais, sair de cima dele.
Não tinha muita luz no quarto a única iluminação era devida a uma fresta da cortina, que estava aberta e mostrava a lua que emoldurava o céu. Quase não enxergava nada, somente vultos no escuro. O corpo de estava na cama, ela conseguia ver a silhueta e o mesmo lhe avisou que não esperaria acordado, já que chegaria às duas da manhã e no dia seguinte, seria o treino de classificação para a corrida de domingo. A mulher, no entanto, não estava preocupada, não via o moreno há exatos 23 dias e por nada desse mundo, perderia aquela noite somente dormindo.
A passos lentos se aproximou da cama, estava enrolado em uma coberta deitado de barriga para baixo, a cabeça virada para o lado oposto em que estava. Mordeu o lábio inferior contendo sua ansiedade e a umidade que já aparecia em seu baixo ventre e então a mulher sentou- se sobre o marido.
Espalmou as mãos sobre as costas largas que estavam desnudas e pareciam mais musculosas.
Malditos 23 dias!
Foram o suficiente para esquecer a exatidão do corpo do homem e também de sua mente, lhe pregar peças absurdas como realmente acreditar nas coisas que ela não se lembrava dele sempre ter, como aqueles músculos.
Com as unhas fez o caminho ate o pescoço do piloto e começou a distribuir beijos firmes e molhados no pedaço de pele, sentiu mexer o corpo, possivelmente começando a despertar do sono, levou a boca a orelha direita, lhe mordendo o lóbulo, inclinou mais o corpo empinando bunda e rebolando de leve, sobre as costas do homem e só de sentir sua intimidade em contato com aquela pele simples, seu corpo aqueceu como um vulcão prestes a entrar em erupção. Desceu mais seu rosto levando os lábios para a bochecha do piloto australiano lhe mordeu de leve e mexeu mais uma vez, ele esticou o corpo em uma reação automática de despertamento.
Ela sorriu e então voltou ao seu ouvido  chupou novamente o lóbulo.
- Cheguei, mi amor. - Sussurrou, com a voz baixa e sexy. - Estou com tantas saudades cariño, vim o voo inteiro pensando nas sacanagens que quero fazer com você. Eu já estou encharcada só de pensar em você. - A medida que proferia as palavras arranhava os ombros do marido e lhe dava beijos molhados em todo o pescoço e nuca.
O homem embaixo de si abriu os olhos. A primeira coisa que percebeu foi que estava duro. Uma voz deliciosa estava falando sacanagens em seu ouvido, uma voz linda, mas que jamais havia escutado daquela forma.
Era excitante de uma maneira estratosférica.
A segunda coisa que percebeu foi que a mulher lhe fazia uma provocação através das unhas arranhando suas costas, causando arrepios por onde tocava. - Vamos amor, acorde para foder sua esposa.
O homem sorriu e para constatar que seus ouvidos não estavam lhe pregando uma peça, virou- se de barriga para cima e ao perceber o movimento do corpo do homem, ergueu um pouco o quadril e logo se sentou novamente sobre a ereção dele.
Uau.
Estava tão dura que quase salivou, imaginando traga-lo por inteiro com seus lábios. - Uau, você está duro como pedra. - Levou as mãos a intimidade do homem que emitiu um som pela boca levando as mãos a bunda daquela mulher, as nadegas avantajadas preencheram as mãos do piloto que deu um aperto firme - Que delicia amor, eu vou te colocar todo na boca. E depois, eu vou sentar com força em você, estamos combinados ?
?
Que merda estava acontecendo?
Aquilo estava parecendo um sonho. Um sonho delicioso e aquela mulher tinha mãos incríveis.
-  hm, eu não sou - falou e deu um pulo.
Aquela não era a voz de seu marido.
Mas que infernos era aquilo?
O que estava acontecendo?
Como um flash a mulher saiu de cima do homem. Completamente assustada.
- Quem é você? E onde está meu marido? - Disse alto tentando achar no escuro alguma iluminação.
E então a luz ascendeu, mas não foi pelas mãos da cantora.
O homem quem fez com as coisas ficassem claras através do interruptor ao lado da cama. -Puta que pariu! - levou as mãos ao rosto, os olhos arregalados e no peito o coração em um trampolim. Aquilo não podia estar acontecendo. _Re... Reed ... Mas o que? Meu Deu ... _ E então se deu conta de como estava levou as mãos aos seios e encolheu o corpo em uma tentativa de se cobrir, estava praticamente nua em um quarto e não era seu marido em sua frente.
- ? – Willian Reed piscou, uma, duas, três vezes. E ainda assim, a mulher permaneceu ali, seus olhos correram pelo corpo quase desnudo dela, era impossível não olhar ela estava estupidamente linda, as peças intimas que cobriam seu corpo, pareciam ter sido feita sob-medida, para encaixar perfeitamente na escultura que chamava de corpo. Não havia nada mais sexy para Reed, do que lingerie e sapatos de salto. A combinação era perfeita e ele não conseguiu desviar os olhos dela, mesmo entendendo e sabendo como era errado.
Estava explicado, era por isso que seu corpo reagiu de imediato, aquela mulher era estupenda. Com toda certeza ele entendia o bom humor de 24 horas por dias.
- Meu Deus, que vergonha. Eu preciso de algo - balbuciou, enquanto corria os olhos pelo quarto procurando algo para se cobrir. O piloto percebendo, pegou sua camisa que estava jogada na poltrona e estendeu para a cantora. parou ao observar o moreno com uma peça de roupas em mãos deu um mínimo sorriso e no segundo seguinte deslizava o pano pelo corpo a camisa de Reed, chegou até o meio de suas coxas estava menos exposta. - Obrigada.
- Você esta bem? – Questionou. - Quer um pouco de água? – A mulher assentiu e o piloto andou até o frigobar, só então ela o observou. Como já tinha percebido ele estava sem camisa e varias tatuagens decoravam a pele negra. E de fato, haviam músculos, muitos músculos. E quando ele virou com um copo de água em mãos caminhando para ela, viu seu abdômen tão marcado que a fez se lembrar de uma forma de gelo e ao constatar o volume no meio de suas pernas marcados pela calça de moletom. Ela soube que Will Reed, não era um pedaço de mau caminho. Ele era, o caminho inteiro.
Entendia o motivo da imprensa toda especular que Louise* estava passeando pela cama dele e com certeza entendia o motivo.
- Obrigada. - mais uma vez agradeceu, tomou um pouco do liquido – Reed, eu, me desculpe; eu não sei o que aconteceu. Aliás, eu sei o idiota do meu marido, me disse o número errado do quarto. Mas ele é mesmo, uma anta. Eu vou mata-lo.
Will sorriu.
- Eu sei e não tem que se desculpar. Ele deve ter se confundido com os números.
E os dois ficaram em silencio apesar de falarem que estava tudo bem, ambos estavam constrangidos afinal tinham trocado caricias e palavras provocantes foram proferidas. Eles sequer eram amigos, claro que se conheciam já que o mesmo era piloto e teve sua carreira iniciada quase junto com o de seu marido, ela também era amiga pessoal de Louise Render que era próxima ao piloto devido ao fato dele correr pelo escuderia de sua família a françois- Render.
- Eu preciso ir, preciso achar o . Preciso de um banho, de tudo. – Hamilton assentiu – Eu, hm, eu ...
- Tudo bem . – Ele tomou a palavra, a mulher estava visivelmente constrangida – O quarto do , é três portas na frente. – Caminhou até a porta do quarto, abrindo-a para a mulher. - Quer que eu te acompanhe?
- Não precisa. E me desculpe novamente. Amanha te entrega sua blusa.
Ele assentiu e acenou com a cabeça pegando sua mala e a bolsa de mão, olhou para o inglês novamente, ele estava com o corpo encostado na porta, lhe dando total espaço, sorriu sem mostrar os dentes e então saiu por completo do apartamento do piloto inglês.
Indo para o quarto de . O quarto de verdade dessa vez.
- Você só pode estar de brincadeira comigo, ? - berrou assim que adentrou o quarto certo.
O piloto estava sentado na poltrona, o celular estava nas mãos e tinha uma expressão divertida no rosto.
- O que aconteceu amor?
- Você me disse o número do quarto errado , eu fui parar no quarto da Will Reed, falando um monte de besteiras achando que era você.
E então a gargalhada estrondosa do piloto foi ouvida
- Quer dizer que você falou besteiras com meu amigo? Deus , como você é uma depravada.
- Isso não tem graça, seu idiota. - Esbravejou a cantora, enquanto jogava suas coisas pelo canto do quarto, totalmente frutada e irritada pelo fato de ter feito gracinha, justo no momento em que estava doida para matar a saudade que estava do piloto.  - Você fez de proposito, eu sei que foi. Suas brincadeiras são ridículas
- Que nada ! O Will estava precisando abrir a cara ele anda muito sério eu só queria pregar uma peça nele e eu não podia imaginar que você iria falar besteiras com o homem.
jogou o sapato na direção do austríaco, em uma tentativa frustrada do fazê-lo parar de rir.
- eu toquei nele e ele em mim. Você não tem a mínima noção das coisas.
- Não me importo. Você é minha, eu me garanto. Sempre mantenho minha esposa bem fodida.
- Não quero mais falar com você. Você acabou de foder com os preparativos da minha noite.
A Italiana precisava de um banho quente e de uma boa noite de sono, já que tinha feito o favor de jogar no ralo o tesão que estava sentindo.
Agora tudo que restava era dormir e descansar das horas longas de voo.
Fechou os olhos enquanto se despia, não percebi que estava rebolando o corpo e que já não ria da situação e seus olhos estavam presos no movimento do corpo dela.
deixou o celular de lado e caminhou até a morena, ignorando a raiva que a mesma apresentava.
- Sabe que foi somente uma brincadeira, certo? Não tem motivo para essa raiva.
virou-se a raiva estampada na íris, lhe deu um tapa no peito sabendo que a força concentrada poderia deixar marcas.
- Não é motivo para raiva? Não é motivo para raiva? - Repetiu - Eu estou há dias se te ver, estava louca de saudades, comprei uma lingerie nova e da sua cor preferida e você me mandou para outro quarto. E me faz passar uma enorme vergonha.
Ele riu.
inclinou a cabeça para o lado esquerdo, observando a visão incrível que era somente de blusa e meias calças. O espelho atrás dela lhe dava a amostra perfeita da bunda avantajada da esposa.
- Você está muito nervosa, amor. - a puxou pela cintura, sabia como era estressada, totalmente o oposto do piloto que era a paz em pessoa.
Entretanto no ambiente do quarto, ambos sabiam quem mandava.
E não era ela.
- Eu tenho motivos para estar nervosa. - Pressionou o dedo indicador no peito do homem. - Tenho total motivo, você é cheio dessas brincadeiras bobas. - Deus as costas iniciando a caminhada até o banheiro, foi mais rápido que a mulher e girou a cintura dela com as mãos grandes, tomando-a para si.
Meio milésimo depois sua boca terminara colada na dele e um beijo quente e nada gentil fora iniciado. Em poucos instantes, as pernas de enlaçadas em volta de sua cintura, ele queria tocá-la por inteiro.
- Eu vou tirar essa blusa do Reed de você e te mostrar que não tenho a mínima preocupação com você não ser minha.
Os beijos eram quentes e o australiano sabia muito bem o que estava fazendo. Tanto que, propositalmente, a encostou contra a parede, fazendo um frio percorrer a espinha da morena. As mãos hábeis passaram a percorrer o corpo curvilíneo, até encontrar algo que adorava e que ela sempre usava para brincar sua imaginação: a cinta-liga.
- Precisa me dizer se quer mesmo isso e não descansar da viajem, porque quando eu entrar em você, não vou ter forças para sair, .
- Eu quero ser sua. Agora. Por favor.
Todas aquelas malditas palavras saíram praticamente em um sussurro. Seus olhos abriram-se para encarar os de , terminando por suspirar tamanha intensidade com que era mirada.
Sendo assim, bastou mais uns segundos, pouquíssimos, para que tivesse seu corpo sendo jogado contra o colchão macio.
tirou sua calça de moletom ato comum e esperado, mas que a fez morder o lábio inferior. Ele ficava extremamente sexy de branco e era exatamente a cor de sua cueca e aproximou-se, tomando seus lábios novamente.
Dali pra frente não houve como não se entregar por completo ao que quer que fosse que estivesse acontecendo. Embora ambos tivessem, a princípio, com uma saudade além da física, não havia como não saciarem o desejo que era explorar as terras conhecidas que seus corpos representavam.
- Você é tão linda. – Elogiou, assim que o beijo fora para o espaço.
pensou em responder, mas sua voz acabou presa na garganta quando teve seu vestido tirado de forma lenta. Uma mordida em seu lóbulo surgiu nesse meio tempo e o primeiro gemido se fez presente.
A lingerie preta o deixou louco, era como olhar para o próprio diabo e render-se a ele mesmo sabendo o quão perigoso e mortal poderia ser. Inclinou-se um pouco mais para frente, retirando o sutiã dela, revelando seios fartos. Os bicos estavam acesos, completamente excitados, o que o fez abocanhar um deles, enquanto acariciava o outro.
Os gemidos dela  saíram abafados por sua mão, fazia um ótimo trabalho com a boca, enquanto deslizava sua mão para baixo, até encontrar sua intimidade, completamente encharcada. Começou a fazer movimentos circulares por cima da calcinha e quase perdeu o pouco controle que ainda tinha quando ela gemeu manhosa, sentindo um prazer exorbitante.
Por mais que quisesse meter seu pau fundo dentro dela, ele queria dar-lhe prazer antes de tudo. Então, afastou-se fazendo com que suspirasse, sentindo-se frustrada. O piloto deu risinho leve, achando graça da expressão de desolação na face da morena e retirou sua calcinha, deixando-a apenas com a cinta-liga e meias 7/8, tendo a visão de sua intimidade pedindo por atenção.
Uma atenção que logo receberia.
- ! – gemeu alto, apertando o travesseiro com força, assim que sentiu a língua quente dele em sua intimidade.
O australiano continuou concentrado em fazê-la delirar de prazer e a cantora piscou repetidas vezes, acostumando-se com aquele oral que recebia. Nem conseguia recorda-se de quando fora a última vez que se sentira dessa forma. Aquela cultura machista de que as mulheres deviam preocupar-se apenas em dar prazer ao homem perpetuava de forma esmagadora. Tivera sorte em encontrar homens que fugiam a essa regra. E, definitivamente, era um deles.
- Aqui você é ainda mais deliciosa. – Disse, olhando-a nos olhos, enquanto circulava seu clitóris com o dedão. tentou manter seu olhar no dele, mas estava muito perto de gozar e não conseguia se concentrar em nada. – Isso, continue gemendo para mim, Bambola*.
E ela gemeu, se contorcendo sob o toque preciso daquele homem. Podia jurar que estava quase vendo estrelas – fato esse que se evidenciou ainda mais quando o moreno afastou-se, retirando a única peça de suas roupas que restava, ficando completamente nu.
teria reclamado se não tivesse visto nos olhos escuros dele, suas claras intenções. Sorriu quando o mesmo se aproximou novamente, mas seu sorriso não durou quase nada. Quando passou o dedo em sua língua e o levou até seu membro, lubrificando-o.
Fora uma visão de tirar o fôlego.
Isso não se pode negar.
Pernas foram afastadas logo em seguida. Ele meteu-se no meio das mesmas e introduziu seu pau lentamente na boceta da italiana. E a sensação fora desconcertante.
Essa é a palavra ideal para ilustrar esse momento entre ambos.
Estavam desconcertados porque não imaginavam viver nada daquilo. A saudade gritava em cada gota de suor que escorrias, os sentimentos saiam em formas de gemidos e a explosão que sentiram ao se tocar depois de tanto tempo era surreal.
- Porra! Você está me apertando como um punho, amor.
manteve seu olhar nela, vendo-a morder o lábio ao senti-lo fundo dentro de si. Sua intimidade o estava apertando deliberadamente, fazendo-o recorda-se de que minutos atrás ela estava prestes a chegar a seu ponto máximo de prazer.
O que sentiu fora tão forte que havia deixado, por um instante, isso de lado. Entretanto, tornou a fazer tocar seu clitóris na clara intenção de terminar o que havia começado e dessa vez veio. Com um grito suplicante, chamando-o sem reservas, desmanchou-se em um orgasmo contagiante, cravando suas unhas nas costas largas do marido.
- Puta que pariu – grunhiu, vislumbrado com aquela cena diante de si.
Ela sorriu maliciosa, quando percebeu que ele estava se segurando para não gemer. Assim que conseguiu normalizar sua respiração, ela começou a rebolar incentivando-o a aumentar os movimentos. Aquela atitude fora o que estava faltando para que o mesmo não conseguisse mais se segurar, acabando por soltar um gemido rouco.
Rouco e delicioso.
- Me come com força, .
Mais uma vez naquela noite, o australiano se perguntou mentalmente de onde aquela mulher surgira e na sorte que tivera ao encontrar-se com ela e tê-la como sua.
Ele era um sortudo do caralho. era a mulher perfeita.
Rapidamente, o moreno aumentou a velocidade das estocadas. As testas dos dois estavam praticamente coladas. A perna direita dela fora levantada para que ele pudesse meter mais fundo, da maneira que tanto ansiava. E quase gritou quando ele o fez com certa brutalidade. Mas o prazer que sentia a fez gemer constantemente. Agarrou-se aos ombros dele e jogou a cabeça para trás. Seus seios estavam extremamente vermelhos e os mamilos inchados. E pulavam rapidamente, devido a intensidade das estocadas do piloto.
- Ainda estou tomando antibiótico e sem anticoncepcional. Coloque uma camisinha. – comentou, assim que conseguiu ter um lapso de racionalidade, ela negou.
- Eu quero gozar dentro de você e quem sabe poderemos ter um filho.
- , põem uma camisinha. Nada de filhos agora. – Ela o viu se esticar para pegar a camisinha no criado mudo. Preparou-se para colocá-la, mas a italiana o empurrou, fazendo-o cair deitado na cama, tirando a camisinha de sua mão.
- Vou colocar para você. – Anunciou com a voz carregada de luxúria e um sorriso malicioso brincando em sua face.
Houve surpresa por parte dele, sim. Não parava de se surpreender com as atitudes da morena. Claro que isso em nada diminuía seu tesão, muito pelo contrário. Era com atitudes como aquela que ele jurava ser capaz de gozar a qualquer momento, parecendo um garoto inexperiente. E essa sensação aumentou absurdamente quando colocou somente um pouquinho com a mão e se abaixou para terminar de colocar com a boca.
Sua boca era quente e macia, exatamente como se lembrava. O enlouquecia um pouco mais a cada minuto que passava. Não se render aos gemidos que insistiam em sair, fora impossível. E ela aproveitou o momento para montá-lo. Os primeiros movimentos foram lentos. Ela se acostumava com aquela posição, sentindo-o ainda mais fundo - se é que isso era realmente possível.
O vai e vem continuou por um tempo que parecia interminável. Tudo meticulosamente planejado pela morena, que sabia exatamente como fazer para prolongar aquele sexo, sabendo muito bem como fazer para que ele tivesse um gozo satisfatório. Claro que faltou acrescentar que o homem tinha a mesma preocupação para com ela, ainda que a mesma já tivesse gozado em seu pau.
- Preciso ver você gozando outra vez. – Comentou, a voz rouca saindo entrecortada.
- Vou gozar pra você. – respondeu de forma quente, nada envergonhada.
acocou-se, plantando os pés na cama. Apoiou as mãos no peitoral dele, com a intenção de se equilibrar melhor enquanto comandava os movimentos. E os iniciou sem esperar por mais um pedido da parte do piloto. Sua intimidade estava tão inflamada, pedindo por um alívio, que não tinha a menor necessidade de fazê-lo implorar. Precisa buscar uma sensação de satisfação plena o quanto antes. E o momento chegara quando o sentiu tocar seu pontinho sensível, fazendo movimentos circulares.
- Goza comigo – pediu ele, completamente alucinado. – Goza, amor. Agora.
Não havia a necessidade de pedir nada àquela altura. O corpo dela estava mais do que preparado para o que veio a seguir. Todavia, aquelas palavras foram involuntárias, assim como tantas outras que saíram de sua boca. Não era do seu feitio ser daquela forma, mas quando o grito de soou no ambiente, percebeu que não tinha mais controle sobre nada. Estava perdido em um emaranhado de pontos alucinantes. Perdido em um corpo que se mexia de maneira desordenada, delirando de prazer, enquanto ele mesmo liberava sua porra.
Magistral seria a palavra perfeita para definir aquele sexo.
No sentido figurado, é claro.
A morena acabou deitando ao seu lado, completamente satisfeita. Os dois se olharam intensamente, como se quisessem dizer algo, mas continuaram calados. Com a normalização de ambas as respirações, ele aproveitou para tirar a camisinha e colocá-la no lixo. Quando voltou para a cama, ela vestia sua camisa que achou em qualquer lugar e havia tirado as meias.
- Eu sou demais amor, isso foi incrível.
- Convencido - Ele deitou a puxando para si vendo a mulher enrolar suas pernas na dele.
- Estava com saudades - Lhe beijou o topo da cabeça. – Eu te amo.
- Também te amo.
começou a fazer carinho nos cabelos da esposa e antes que ambos pudessem constatar adormeceram juntos.


Capítulo 1

Não tinha nada melhor para do que acordar com nos braços.
Os dias ao lado dela os dias sempre eram mais coloridos e felizes, amava como o sorriso dela era o complemento do seu, como um carro com gasolina, ou uma fogueira com fogo. Quando estava perto dela seu humor era infinitamente maior, não que longe dela não tinha humor, com certeza tinha. Mas a presença da mulher em sua vida era como um sopro que trazia o oxigênio, e todos os integrantes da F1, sabiam quando estava com por perto.
Ele tirou o braço de debaixo dela com cuidado, ainda estava cedo e tinham demorado muito a pegar no sono, estavam matando a saudade um do outro. E àquela hora não havia a menor necessidade de ela levantar, iria para o treino livre e só mais tarde o treino de classificação.
Após dar um beijo na testa da morena, se espreguiçou chutando as cobertas para se preparar.
Tomou um banho quente e demorado na tentativa de relaxar a tensão de seus músculos pela expectativa da chegada de mais uma corrida. Após sair do banheiro trocou de roupa rapidamente quando constatou que estava a poucos minutos de ser considerado atraso. Pegou todas as suas coisas, pediu um café da manhã para e deixou um bilhete ao sair.
Quando chegou ao paddock sorriu com a movimentação, era sempre incrível estar no lugar que amava, ele nunca teve dúvidas em escolher sua profissão, desde que podia se lembrar desejava ser piloto e nem por um segundo se arrependia dessa escolha.
O piloto fechou os olhos com o vento batendo em seu rosto, o ar que pairava naquele ambiente era único e diferente, nunca se sentiu tão livre em outro lugar. No dicionário dizia que liberdade era o nível de independência absoluto e legal de um indivíduo, de uma cultura, povo ou nação, sendo nomeado como padrão e concordava, poder caminhar por aquele lugar com as mãos nos bolsos e os fones de ouvido com o bom e velho Blink182, era sim um sinônimo de felicidade.
Assustou-se ao sentir mãos em seus ombros, virou-se e imediatamente gargalhou ao ver a figura de Willian Reed parado em sua frente com bermuda, tênis e a camisa da FR, ao contrário do outro o piloto inglês não estava gargalhando, muito pelo contrário estava com a expressão constrangida.

- , eu ... – Iniciou passando as mãos desconcertado pelo cabelo. – Eu não sabia que ela iria, eu ...
aumentou a gargalhada. Curvou o corpo totalmente entregue a uma risada alheia ao companheiro, apoiou as duas mãos no joelho para impedir seu corpo de se desmanchar no chão sem conseguir se conter o êxtase que estava. – Qual o motivo da graça, idiota? – Questionou um pouco irritado.
- Você, . Vocês... – Não foi capaz de completar a fala, pois as gargalhadas altas saiam de sua boca com qualquer controle. Reed ainda o observava com a expressão surpresa, era totalmente pirado estava acreditando que o amigo ficaria bravo pelo ocorrido da noite anterior, mas pelo que seus olhos conseguiam captar ele estava tirando sarro de sua cara de imbecil envergonhado.
E se deixou levar pela energia leve do outro se entregando também as gargalhas, alguns segundos depois o encarou tinha lágrimas nos olhos e então tocou ombro direito de inglês.
– Eu senti falta da sua risada amigo, tinha tempo que não te via sorrir assim desde a morte de Tony. – Will segurou o fôlego tentando entender e captar as palavras do outro.
Dois anos atrás, em 2017, o grande piloto de F1 Tony Render sofreu um acidente no grande prêmio de Mônaco, o americano corria pela François - Render e de maneira drástica foi a óbito deixando para trás a esposa Louise e o filho Alex. Depois do ocorrido sentiu a distancia emocional de Reed e agora vê-lo gargalhado daquela forma era gratificante ao extremo.
– Fico feliz de compartilhar momentos assim com você novamente.
- Obrigado. – Estendeu a mão e os dois trocaram um abraço cumplice. – Eu senti falta das suas palhaçadas.
- Todos sentem minha falta.
- Você tem a voz horrorosa, devia parar de cantar. 
- Não sei do que está falando, eu tenho uma voz de anjo. Você está com inveja. – Ele caçoou vendo o mais velho gargalhar.
- Me desculpe por ter tocado em sua mulher. – Encolheu os ombros.
- Está tudo bem irmão. Mas você me deve uma cerveja e eu joguei sua camisa fora.
- Não queria ela de volta mesmo, e eu te pago uma cerveja.
Mais uma vez se cumprimentaram e logo estava na garagem de sua escuderia e foi cumprimentar cada um dos mecânicos que estava por ali, ele era sempre muito cordial e isso não passava despercebido por ninguém, afinal de contas ele era conhecido por seu incrível bom humor.

XXX

acordou sozinha em sua cama, encolhida embaixo dos cobertores. Sabia que não estava no quarto, era dia de treino classificatório e com certeza o homem já estava no autódromo e ela prometeu que o encontraria por lá. Foi com esse pensamento que se espreguiçou como um felino faria, soltando um murmúrio satisfeito ao sentir seus músculos estendendo-se, aliviando a tensão, estava pronta para levantar quando rolou na cama para cheirar o travesseiro que dormira, mas seus olhos se arregalaram com o que encontrou. Havia uma bandeja de café da manha com duas rosas sobre um guardanapo branco.
Sentou-se e observou com cuidado o conteúdo da bandeja, frutas, sucos e geleias, sabia mesmo do que a cantora gostava sempre a surpreendendo com seus gestos de carinho. Beliscou um dos morangos e seus olhos encontraram o bilhete branco dobrando sobre o caule da rosa, com cuidado abriu o papel e reconheceu a caligrafia horrorosa de .
" Estava tão linda que não consegui te acordar, meus dias quando acordo ao seu lado são os melhores. Sei que esse final de semana será incrível só por ter você no paddock, estou te esperando para almoçarmos depois de treino. Te amo, mi Bambola*"
O sorriso que surgiu em seu rosto foi involuntário e ela releu o conteúdo mais duas vezes antes de deixa-lo perto das rosas novamente, iria colocar junto aos outros bilhetes que lhe deixava, era um hábito dele sempre colocar bilhetes pela casa.
Após se alimentar e mandar uma mensagem ao Australiano, chutou os cobertores e foi até sua mala escolheu uma roupa adequada para sobreviver aquele dia que amanheceu ensolarado para depois se enfiar na água do belo chuveiro daquele hotel. Após longos minutos e quando o banheiro estava com o clima todo embaçado graças ao vapor que escapulia toda vez que a temperatura quente tocava sua pele e seus dedos já estavam enrugados como ameixas, decidiu que era a hora de sair e garantir que não perdesse o treino de .
Ela escolheu para aquele sábado ensolarado uma blusa de cetim florida, junto com shorts no meio da coxa na cor laranja que destacava seu tom de pele e nos pés uma sandália plataforma, adicionou óculos de sol e marchou para o autódromo.

XXX

Quando a cantora italiana conseguiu atravessar a multidão de pessoas que lhe rodearam pedindo um pouco de atenção prosseguiu para finalmente caminhar pelo paddock, o sol estava escaldante e ela por um triz não sentiu sua pele derreter. Céus, como poderia alguém sobreviver aquele clima e pior, como aqueles homens conseguiam estar vestidos com aqueles macacões quentes? Era um enigma para .
- ? – Escutou o inesquecível sotaque francês de Charles, ela sorriu ao vê-lo com os belos óculos de sol que ressaltavam mais ainda sua beleza. – Sempre agradável te ver.
- Digo o mesmo, pequeno corredor.
- Quem é você? Parece a Beatrice me chamando assim.
gargalhou ao escutá-lo falar de Bea com tamanha facilidade. tinha indo com almoçar em um restaurante em Mônaco uns dias atrás e acabou encontrando Charles e Bea, a mulher era mecânica e Charles estava apaixonado por ela, apesar dessa não abrir muito seu coração para ele.
Ela o abraçou pela cintura para desfrutar da sombrinha vermelha que ele carregava. – Como você está ?
- Confiante para um bom treino. - Sorriu. – E você, está de passagem ou irá acompanhar o ?
arrumou os óculos sobre o rosto e passou as mãos pelos cabelos que insistiam em grudar em sua nuca com o pouco do suor que já começava a escorrer por seu rosto.
- Ainda não sei, mas pelo menos esse final de semana vou estar por aqui.
- Ele vai amar ter você por perto, ele fica mais idiota com sua presença. – Eles pararam em frente ao box da Renault, onde a morena ficaria para ver o classificatório. – E eu vou adorar te ver com frequência.
Ela o abraçou e beijou sua bochecha.
- Vamos combinar um porre depois da corrida, podemos fazer um face time com a Bea, assim você fica feliz. – Ela deu melhor sorriso sacana antes de sair do abrigo da sombrinha.
- Ela não gosta muito de me responder. Quem sabe a você, ela responde. Nos falamos mais tarde.  – Deu de ombros antes de se despedir da cantora e seguir seu rumo para o boxe vermelho.
esperou que Charles estivesse um pouco mais afastado para adentrar o local decorado de amarelo e preto. Seus passos eram lentos e já sacou o celular para digitar uma mensagem a Fayola, sabia que a psicóloga estava na cidade e gostaria de vê-la, sentia saudades da amiga. Não esperou uma resposta antes de voltar a guardar o aparelho na bolsa pendurada em seu ombro, quando adentrou o boxe a primeira pessoa que encontrou foi Nico Hulkenberg que se com o capacete em mãos se preparava para o inicio do treino.
- Oi . – Lhe cumprimentou cordial. – Não sabia que estava por aqui.
- Cheguei de madrugada, preciso marcar presença antes que meu marido se esqueça de que tem uma mulher. – Fez um meio bico antes de sorrir.
- Ele não irá e esquecer, sempre fica falando de você. – O loiro ajeitou o zíper do macacão e isso deixava claro a ela que o piloto precisava ir. – Nos vemos mais tarde.
- Boa sorte, Nico.
O homem despediu-se seguindo para a garagem onde seu carro o esperava, percebendo que não conseguiria mais ver o marido, ajeitou-se no local separado as famílias para assistir brilhar.

O treino classificatório começou com Nico Hulkenberg travando as rodas e indo parar nas barreiras de proteção, danificando a asa dianteira que foi para debaixo do carro. No pelotão da frente, Leclerc e Vettel alternaram na liderança, até ambos serem superados pela RBR de Verstappen. Então, as Mercedes entraram na pista e Bottas acelerou para tomar a ponta com 1m17s175, com Hamilton em terceiro, apenas 0s117 mais lento que o companheiro de equipe.
Com pouco mais de quatro minutos para o final da sessão, a Renault conseguiu devolver Hulkenberg à pista, mas o alemão pouco pode fazer, sendo eliminado na 16ª colocação. Entre os que não avançaram ao Q2, destaque negativo para Antonio Giovinazzi, que encerrou em 18º, à frente apenas das duas Williams. Já Kimi Raikkonen, o companheiro do italiano na Alfa Romeo, foi à segunda fase do treino na 13ª colocação. Lance Stroll, da Racing Point, foi o outro eliminado.
Na segunda parte do treino classificatório, a Mercedes resolveu dar o recado aos adversários logo de cara: Hamilton e Bottas na frente, com o inglês na liderança, anotando 1m16s038, o novo recorde da pista. Vettel veio na sequência, em terceiro, seguido de Verstappen, o quarto. Já Leclerc fez uma volta "para o gasto" e se colocou na sétima colocação com a Ferrari.
O Q2 ainda teve tempo para um verdadeiro sobe e desce na classificação, com destaque para os dois carros da Haas avançando ao Q3, sendo Grosjean o sétimo e Magnussen o nono. Lando Norris bem que tentou colocar a McLaren na última fase do treino, mas não conseguiu entrar no top 10, fechando em 11º. Bom resultado para , o décimo, com a Renault o que fez soltar gritos exagerados acompanhados por pulos e socos no ar, captando para si toda a atenção da equipe.
Na briga pela pole position, Bottas iniciou na frente, superando Hamilton para fazer impressionantes 1m15s406. Entre os principais candidatos ao primeiro lugar do grid, Leclerc foi o último a sair para uma volta rápida, marcando 1m16s613, o quinto melhor tempo. Com todos indo para uma última tentativa, ninguém conseguiu superar a volta rápida de Bottas, que ficou com a terceira pole dele na temporada.

XXX

checou uma última vez o conteúdo do que foi pedido para se certificar de que não esquecera nada e então sorriu de maneira cordial ao atendente do refeitório onde estava sentada, esperando chegar. Ele estava terminando de cumprir com seus compromissos antes de ser liberado e ela o esperava pacientemente e nem mesmo sabia como, já que essa não era uma de suas virtudes.
A cadeira em sua frente logo foi ocupada e a morena estreitou os olhos, desconfiada ao ver a figura de Charles mais uma vez cruzar seu caminho e dessa vez estava acompanhado de seu digníssimo que tomou o assento a seu lado.
- O que é isso? Infestação de pilotos na minha mesa?  - Cruzou os braços de maneira divertida encarando os dois.
- Você adora invadir mesas junto com seu marido quando não são convidados. – Pontuou Charles de maneira acusatória fazendo menção ao acontecimento no restaurante em Mônaco semanas antes.
- Ai, amor. – cutucou as costelas dela com seu braço. – O moleque está sentido até hoje.
- Vou mandar uma mensagem para Beatrice agora, falando que meu amigo Charles está chorando de saudades. – A mulher pegou o próprio telefone fazendo gracinha encenando que estava mesmo em ligação. Charles, porém, não permitiu que a brincadeira continuasse tomando o aparelho das mãos dela.
- Eu odeio vocês.
- Ah, Charles. – esticou o corpo sobre a mesa e apertou suas bochechas. – Eu sou demais, é impossível me odiar.
Charles arqueou a sobrancelha e logo balançou a cabeça negativamente, e eram tão parecidos que chegava a ser bizarro. 
- O que vamos comer? – questionou olhando para todos os lados procurando um atendente.
- Eu já pedi para você, amor. – A mulher respondeu encarando o rosto dele e se aproximou mais ao perceber um indício de espinha na bochecha direita, automaticamente sentiu os lábios salivarem em desejo para mexer.
- Ah não. – Ele segurou os dois pulsos impedindo-a de prosseguir. – Não mexa em minhas espinhas com essas unhas de gavião. Deve estar cheio de bactérias aí embaixo e você pode me matar se me transmitir essas coisas.
rolou os olhos e votou seu rosto para Charles que estava concentrado em seu celular.
- Olha Charlie, como seu amigo é fresco, parece uma criança.
- Ele é uma criança. – Charles desligou a tela do aparelho e colocou-se em pé. – Idade cronológica de 30 e mental de 10.
- Me respeite, minha idade mental é de 12. – pôs as mãos na cintura em pose de ofendido.
Charles gargalhou de maneira exagerada e em um ato automático, retirou seu boné da Ferrari, segurando-o com as duas mãos.
- Preciso ir. – Se aproximou e beijou o topo da cabeça de e trocou um cumprimento de mãos com .
- Não vai comer conosco?
- Eu preciso resolver uns problemas, nos vemos depois. – O piloto Ferrarista acenou, girou nos calcanhares e saiu, em sua frente estava Pierre Gasly que o esperava com uma expressão ansiosa no rosto e quando se encontraram, ambos saíram apressados.
- Não entendi nada. – Comentou a mulher olhando para que ajeitava o relógio no pulso. – O que aconteceu?
- Adolescentes. – O piloto deu de ombros. Fechou os olhos com um bico nos lábios e roubou um selinho da esposa, e depois vários outros. – Obrigada por estar aqui comigo.
Ele girou o corpo na cadeira sentando de frente para ela, suas pernas se abriram de uma maneira que conseguiu puxar o assento de e encaixar entre o espaço.
- Eu sinto sua falta, amor. – Ela enquadrou o rosto dele, o dedão iniciou um carinho gentil sobre a barba do lado esquerdo. – Essa nossa rotina é louca demais.
- Eu sei, Bambola. – apoiou o queixo sobre o ombro dela. – Eu gostaria de passar mais tempo com você, é insuportável te ver tão pouco. Esses últimos dias quase peguei um avião até você umas duas vezes no mínimo.
se ajeitou na cadeira de modo que ficasse mais confortável e conseguisse permanecer fazendo carinho na barba de .
- Eu iria adorar a surpresa. E por falar nisso, obrigada pelo café na cama hoje.
- Era para eu ter te servido, mas precisei sair cedo.
- . – chamou com a voz séria, desencostou seu queixo para que ela o olhasse. – Eu estou pensando em algo e quero dividir.
- Pode falar.
No momento em que iria abri a boca, o atendente chegou com os pedidos para comerem, a cantora sentiu o estômago revirar de fome.
- Obrigado. - agradeceu ao rapaz que logo se retirou, ele serviu a esposa voltando a olha-la esperando que ela continuasse sua fala.
- Depois, primeiro preciso comer.
Ele assentiu e ambos devoraram o alimento.
Pouco depois, eles entraram pela porta do apartamento onde estavam hospedados no hotel, foi direto para o banheiro enquanto sentou-se para arrancar aquela sandália e finalmente colocar os pés no chão.
Nada era pior aos olhos dela que um sapato apertando seus pés, fez uma nota mental de que jamais usaria aquela sandália novamente em ocasiões que precisasse caminhar.
Ela prendeu os cabelos em um coque e também se direcionou ao banheiro para despir-se de sua roupa, tomar um banho e colocar algo mais confortável para ficar na cama o resto do dia. Durante o tempo que estava comendo com , recebeu a resposta de Fayola dizendo que não havia conseguido embarcar para Barcelona, mas que durante a semana conseguiriam se ver.
Então seus planos se resumiram a cama, dormiria rápido devido a corrida no dia seguinte e a necessidade de estar descansado.
Quando chegou ao banheiro o homem estava sentado na beirada da banheira conferindo a temperatura da água, assim que percebeu a presença da mulher colocou-se sobre os pés arrastando-se até ela que estava estacionada no batente da porta. 
- O que acha que uma massagem? – Questionou colocando as duas mãos na cintura dela. – Pedi os sais que você gosta para a banheira.
- Você é incrível. – Amoleceu sobre os braços do homem deixando-se ser guiada e despida por ele.
- Eu sei. – Deu sorriso presunçoso e ela gargalhou da expressão em seu rosto.
- Convencido. – Lhe deu um tapa no ombro. Após ambos estarem nus, foi o primeiro a entrar no recipiente entupido de água de maneira gentil estendeu a mão para ajudar a mulher a entrar sem correr o risco de escorregar e acabar se machucando. – Cuidado, amor.
- Obrigada. – Ela viu sentar-se com as costas no encosto de porcelana da banheira e sentiu-se puxada para acompanha-lo, estruturando o tronco para amparar o pequeno da cantora.
- Você disse que tinha algo para dizer quando fomos interrompidos pela sua fome de dragão. – Comentou enquanto deslizava os dedos por entre os músculos tensos do dorso de .
- Uhum. – Os olhos fechados denunciavam como ela aprovava a massagem. – Eu pensei muito, analisei todos os prós e contras.
- Referente ao que?
- Ficarmos mais separados que juntos por causa das nossas carreiras. – Explicou, os olhos fixos na espuma da água que se embolavam em sua mão em uma brincadeira sincrônica. – Eu não quero mais isso.
Os dedos de pararam a massagem no instante em que seus tímpanos captaram o som das palavras proferidas. 
- Você quer separar?
- O quê? Não. – virou o rosto para encontrar as orbitas arregaladas no rosto magro do australiano. – Eu não quero nunca me separar de você.
- Ainda bem, já que você ainda não se casou comigo de verdade. – Deu um sorriso ladino e rolou os olhos com o indício que aquele assunto seria pauta entre eles, de novo.
- Ric, nós somos casados. – Agora ela girou o corpo em 180 graus ficando sentada de frente para ele que com as mãos firmes segurou sua cintura. – Eu não preciso de uma cerimônia ou um papel para me dizer isso.  Você é meu marido, eu te trato e te amo como meu marido. Quero que me olhe como a namorada sexy eternamente e não a esposa que usa camisa velha para te esperar chegar do trabalho.
- Você fica sexy vestida de qualquer coisa. – Apertou mais as mãos na pele dela e agora seus lábios desenhavam seu pescoço.
- Nós estamos perdendo o foco dessa conversa. – mordeu o lábio inferior ao sentir a trilha de beijos descendo por seu colo e a queimação em seu baixo ventre lhe dava muitos sinais.
- Pode continuar a falar. - A voz rouca lhe soou no pé do ouvido arrepiando todos os poros de seu corpo.
- Eu quero tirar umas férias e te acompanhar nas viagens. Por um dois meses, eu converso com meu empresário, dou um pause nos shows e fico com você.
- Você quer dar um tempo na sua carreira para ficar mais tempo comigo? – Ela assentiu. – Por quê? Digo, eu sei que você ama sua carreira, não precisa abrir mão dela.
- Eu não vou. – Afirmou. – Serão algumas semanas e sem contar que eu posso parar e voltar a cantar a qualquer momento, você não, já que se abrir mão de correr pode perder a temporada.
A conexão dos olhos se instalou, eles conversaram com os olhos e sorriram com eles.
- Você está falando sério?
- Uhum.
- Ah Bambola, eu sou o cara mais feliz da terra em ter você. Tudo que mais desejo é passar mais tempo ao seu lado. – Ele mordeu sua bochecha, era seu gesto característico de felicidade.
- Eu te amo.
- Amo você. – Ela o beijou. E eles entraram em uma balada atípica com a exploração da boca um do outro, para selarem fisicamente o que em seus corações já era verídico mesmo com a distância, eles se pertenciam mesmo com rios de interferência e agora se amariam curtindo a presença um do outro.



Capítulo 2

ATENÇÃO! A autora enviou o arquivo errado e vocês leram trocado, peço por favor que releiam o primeiro capítulo e o prólogo.

Uma porta ali perto se fechou e ele resmungou, rolando na cama, sem abrir os olhos. Não fazia ideia de que horas eram, mas sabia que era cedo demais para que ele levantasse. Esticou o braço, tateando o lado da cama que, essa noite tinha sido ocupado por . Encontrou apenas o travesseiro e respirou fundo. Claro, era segunda-feira pela manhã, a mulher tinha uma reunião com seu empresário para acertarem algumas coisas da decisão de sobre deixar de cantar por uns tempos.
No dia anterior logo após finalizar a corrida na Espanha, o casal pegou um avião para Londres onde precisava finalizar um último compromisso inadiável em um programa de televisão e depois poderiam voltar para Mônaco e ficarem em sua própria casa.
Abriu os olhos apenas quando ouviu a porta do banheiro se abrindo outra vez e pôde enxergar a figura dela, parada à porta, o vestido branco que unido à claridade que vinha da janela, praticamente ofuscou sua visão. Desviou o olhar rapidamente para o relógio que ficava na mesinha de cabeceira, ao lado da cama, e viu os números marcarem oito da manhã. Muito cedo, como já esperava.
- Não queria te acordar, desculpa. - murmurou, aproximando-se e se sentando ao lado dele, o lábio inferior preso entre seus dentes, sem jeito por tê-lo acordado. esboçou um sorriso, balançando a cabeça de um lado para o outro.
- Sem problemas. - Disse, com a voz ainda rouca. Ficou algum tempo apenas a observando, sorrindo por poder acordar com ela por perto. - Já está saindo? - Ele perguntou, intimamente esperando que ela negasse e se deitasse outra vez ao lado dele, embora soubesse que aquilo não aconteceria. Viu quando ela assentiu com a cabeça, entortando os lábios em uma expressão de desgosto. Curvou-se sobre ele, selando seus lábios por um momento, antes de se levantar. segurou a mão dela, querendo impedi-la de ir.
- Não faz isso, . - riu, soltando a mão da dele, que riu junto.
- Não vou te segura, me liga qualquer coisa. -  Ele beijou sua mão
- Tudo bem.  O que vai fazer hoje?
- Vou pedalar com o Michael de tarde e depois vou ao estúdio assistir o programa e então comemos algo? – Ela assentiu - Eu te amo, Bambola.

- Te amo. - Disse dando um selinho nele e saindo porta a fora.  Ele assentiu novamente, demonstrando que sabia daquilo e que, apesar de ainda não gostar muito da ideia dela saindo nos poucos momentos que estavam juntos, concordava já em breve as coisa melhorariam. mandou um beijo no ar antes de sair do quarto, deixando-o sozinho, deitado na cama onde tudo o que ele conseguia sentir, antes de adormecer novamente, era o perfume dela impregnado em todo lugar.

XXXX

Situado no oeste de Londres, um pouco fora da área turística da cidade, o Richmond Park é o maior dos oito parques reais da cidade. Com mais de 1000 hectares, apresenta uma vasta área de campos. A diferença é que no parque vive um rebanho de mais de 600 veados que correm soltos pela área e são uma das principais atrações do local.
Na região mais alta do parque, tem vistas lindas do vale do Tâmisa e de Londres. já havia pedalado ali antes era um dos lugares preferidos de Michael seu preparador físico e também amigo que estava aquele final de semana por causa da noiva que era inglesa e estavam aproveitando o tempo juntos. O casamento já estava marcado para julho de 2019 e e seriam padrinhos.
Os dois estavam pedalando tranquilamente e observando o verde do local e beleza exposta pelos arredores do parque, não era a primeira que pedalavam no local, porém o mais interessante era que toda vez que voltava parecia ainda mais belo do que a última vez que esteve. A natureza era algo surpreendente.
Após mais de 2 horas pedalando os dois homens encostaram as bicicletas e sentaram-se na grama com garrafas de água para aliviar o cansaço e ativar a hidratação corporal.
- Como estão os preparativos do casamento? – Questionou após mais um gole na garrafa de água.
- Estou enlouquecendo com flores rosas e brancas, bolo de morango ou chocolate e se o buquê será branco ou branco gelo. – Confessou o treinador totalmente exaurido. – Mulheres são loucas, você tem sorte de não ter passado por isso para se casar.
- Eu queria passar. – O australiano fechou a garrafa de água e colocou ao lado de seu corpo. – quem nunca quis se casar no papel, você sabe disso.
- Eu sei. – Ele assentiu. – Acho que já estava na hora de esquecer essa história de casar na igreja, já te disse não três vezes.
- Quatro na verdade. – Fez uma careta - Eu amo a , faço qualquer coisa por ela até esquecer o desejo de casar no papel, mas jamais vou deixar de falar que eu gostaria que ela casasse comigo de verdade. Ate escolheria as flores e decorações para ela.
- Eu sei mano. – O amigo lhe confortou. – Mas acredito que em breve vocês darão mais um passo na relação, você vive falando sobre crianças. Talvez vocês possam ficar grávidos.
O sorriso no rosto de era iluminado pelo sol e era ainda mais bonito com a entonação dele.
- Sim, sou louco para ser pai. – Mordeu o lábio pensativo. – será uma mãe maravilhosa, talvez não vamos casar na igreja, mas podemos ter um bebê e aumentar a família.  
era um homem romântico e desde que bateu seus olhos em sabia que ela seria sua mulher, quando começaram a se envolver em pouco tempo já estava completamente entorpecido de amores por ela, após começarem a morar juntos depois de três anos de relacionamento foi a primeira vez que propôs casamento e ela disse que não queria casar, queria que ficassem juntos sem envolver igreja, depois dessa outras vieram e então todas foram negadas.
não duvidava do amor que sentia por ele, somente gostaria que oficializassem perante as leis da sociedade e que ela colocasse o sobrenome dele em seu nome, tinha orgulho de amar aquela mulher e seu desejo era jogar aos quatro cantos do mundo isso.
Seu amor era realmente gigante e por ele poderia esquecer todos os protocolos sociais, o que lhe fazia feliz mesmo era estar ao lado de e permanecer pela quantidade de vida que ainda lhe restava.
Pensar em aumentar a família era algo que perpetuava seus pensamentos dia e noite, durante os anos de casamento sempre falaram sobre família e filhos antes era um planejamento para um futuro distante, mas agora era algo que para ele parecia tão perto que seus dedos eram capazes de agarrar aquele sonho;

XXXX

- Ela veio da Itália. É a artista que ganhou o último prêmio da voz mais bela do planeta, já vendeu mais de um milhão de discos, sua última turnê foi no Brasil. Com vocês: . - A apresentadora anunciou e as cortinas vermelhas se abriram para que fosse até o centro do palco, onde estava posicionado um piano com calda preta.
A mulher entrou em meio a muitos aplausos e gritos de felicidade, nas mãos tinha o característico microfone de pérolas que contrastavam com seu vestido midi de cor escura.
- Oi gente. Boa noite. - foi até Joy, a apresentadora e lhe cumprimentou com dois beijinhos. - Obrigada, muito obrigada.
- Seja bem vinda. E para iniciar, canta para gente?
- Com prazer.- colocou o microfone no pedestal e se posicionou com as mãos no piano. - Quero ouvir vocês cantando comigo. - Ela correu os olhos pela plateia e encontrou entrando no estúdio insuportavelmente lindo com a calça rasgada nos joelhos e a camisa de magas brancas com um capô caindo sobre as costas.
Naquele momento ele era direcionado por um segurança para saber onde deveria ficar durante o programa. Pareceu sentir os olhos de sobre si, pois parou de andar no momento exato em que ela o varria com as orbitas e sorriu com os olhos de uma forma que já estavam acostumados, lhe passando todas as energias positivas com aquele olhar.
Os dedos de se afundaram no piano iniciando uma melodia leve como em um solo e logo primeiras notas de No one* soaram era a música que compôs anos atrás quando ainda estava no início de seu relacionamento com e que toda a distância e especulação da impressa marrom deram uma balançada relacionamento dos dois.
As luzes se apagaram deixando somente um pouco de iluminação no centro do palco sobre o piano e a cantora.
I just want you close
Where you can stay forever
You can be sure
That it will only get better

Começou a cantar com os olhos fechados assim como em todas às vezes, era seu ritual para sentir a música e escutar o que ela tinha para lhe falar e direcionar todas as células de seu corpo.

You and me together
Through the days and nights
I don't worry, 'cause
Everything's gonna be alright

As memórias de seu relacionamento tomavam conta de sua mente e em como era feliz ao lado do homem que escolheu, não importava onde estavam ou como só precisavam estar juntos e seria suficiente.

People keep talking
They can say what they like
But all I know is
Everything's gonna be alright

Após ser posicionado por detrás das cortinas da área selecionada para convidados sacou o celular para filmar a apresentação de . Tudo que existia nele morria de orgulho dela, a voz, o gingado, a melodia e cada letra que escrevia. E aquela música em especial era para de extrema importância, ela retratava o sentimento que ambos sentiam desde que se conheceram anos atrás que não existia ninguém a quem eles poderiam escolher para estarem juntos.

No one, no one, no one
Can get in the way of what I'm feeling
No one, no one, no one
Can get in the way of what I feel
For you, you, you
Can get in the way of what I feel for you

cantarolava aquele refrão com toda força de seu coração em uma maneira simples e particular de se declarar para a esposa que se declarou primeiro, anos atrás quando compôs a canção, após o piloto questionar se ela o amava e se queria mesmo estar com ele mesmo com tudo que estava sendo comentado por jornais e sites de fofoca, sobre como poderia haver uma possível traição entre o casal que já não se via há 45 dias.
E como resposta lhe apresentou aquela letra em um show na time square, e ali ele soube que nunca mais largaria dela.
I know, some people search the world
To find something like what we have
I know, people will try
Try to divide something so real
So 'till the end of time
I'm telling you
There ain't no one

Ela continuava com os olhos fechados e os sentiu embargados de água pela emoção que a música transmitia, para não era apenas a profissão que amava era como seu sopro de vida, como um combustível que a mantinha viva para rodar todos os dias, trazendo felicidade em seus poros toda vez que seu coração batia na ritmada melodia de seu sangue.

No one, no one
Can get in the way of what I'm feeling
No one, no one, no one
Can get in the way of what I feel for you

A italiana parou de cantar e sentiu as várias vozes em conjunto cantando mais uma vez aquele refrão, tirou as mãos do piano e abriu os braços captando toda a energia, sentimento e emoção que as pessoas jogavam para si com sua entonação entusiasmada. No palco, diante daquelas pessoas era como alcançar estado pleno de paz.

XXXX

- E estamos no ar de novo- A apresentadora do Joy Brind's show anunciou e a plateia aplaudiu com veemência. - Hoje com a mais bela voz da Itália, . - A cantora acenou para o público.
- Obrigada, muito obrigada. - Sorriu tomando seu assento na poltrona vermelha de frente para a apresentadora.
- Estamos ouvindo uns boatos por ai, que vai se afastar dos palcos por uns tempos, o que pode nos dizer sobre isso? - Questionou e sorriu ao ver os olhos de a encararem dos bastidores.
- Tenho feito muitas turnês, acho que preciso descansar um pouco e aproveitar os braços do meu marido. - Completou e alguém na plateia soltar um sonoro  "Awnnnn", que foi ouvido por todo estúdio e  Inglaterra também.
- E por falar em marido, ficamos sabendo que tem um perdido no camarim. - A apresentadora ficou de pé caminhando até a porta que dava acesso aos bastidores onde estava encostado com seu sempre aberto sorriso. - Alguém quer um marido gente? - Puxou o homem pela mão e o mesmo soltou uma enorme gargalhada, aquela que fazia todas as mulheres molharem as calcinhas toda vez que ele dava uma entrevista. também sorriu ao ver alguém entregando um microfone ao piloto e o colocando sentado ao seu lado.
- Oi pessoal. - O homem sorriu para as pessoas na plateia e logo bebeu um gole da água que estava disponível.
- Já que estamos com os dois aqui, decidimos fazer uma brincadeira com vocês. Jogo do quem sabe mais, vamos fazer perguntas e os dois vão escrever e depois comparamos as respostas. Tudo bem?
- Ok. - assentiu.
- Aí Deus, amor vamos ali atrás combinar as respostas. Joy por favor chama os comerciais? - fez graça e mais uma vez todas as pessoas explodiram em gargalhadas.
Algumas pessoas entraram no estúdio com quadros e pincéis entregando ao casal e os ajeitando de costas uma para o outro bem no meio do palco.
- Entenderam? Alguma dúvida. - Os dois balançaram a cabeça negativamente e a mulher britânica correu os olhos pela ficha em mãos.
- começa. - Ordenou .
- Aí Deus, por que eu tenho que ser pole position*? - olhou por cima do ombro para a expressão do marido.
- Uai amor, achei que para ser piloto tinha que ser o primeiro, mas se não sabe ser o primeiro vou ali chamar o Reed. - Mais uma vez houve risos de todos, inclusive a própria apresentadora que engasgou com a própria saliva e precisou tossir para se recompor.
- Droga, ela usa minha própria profissão contra mim. - fez bico e riu da expressão de uma mocinha na primeira fila que estava com olhos apaixonados e parecia estar vivendo em um sonho de princesa.
- Muito bem então. - Joy continuou. - , qual a série da ? - Os dois escreveram nas plaquinhas – Prontos? Podem mostrar. - Disse e os dois levantaram as placas ao mesmo tempo e se viraram para olhar o que haviam escrito.
- disse que ela não assiste série e ela disse que é Grey's Anatomy.
- O quê? - exclamou perplexo- Você não assiste séries, ! Você não tem paciência.
A mulher encolheu os ombros e levou o dedo indicar ao queixo, parecendo pensar.
- Eu não tenho paciência mesmo, mas adoro o Dr. McDream.
- Temos um impasse – Riu a mais velha. – Mas o ponto é do marido. E agora, qual a série preferida de ?
Mais alguns segundos e os dois novamente mostraram as respostas. - Drive to survive*. Os dois responderam igual.
- Ele adora se ver na TV. - Comentou .
- Mas é claro eu sou bonito e engraçado. - sorriu, apagou a resposta e esperou pela próxima.
- Qual a comida preferida da ? - foi o primeiro a escrever enquanto ainda parecia pensar tentando puxar na memória de seu paladar qual era a sua preferência. – ainda não escreveu.
- Não consigo escolher. – Disse com os olhos arregalados. – Vou colocar uma.
Ela escreveu e os dois mostraram as plaquinhas.
- Ela colocou que ama Bruschetta* e colocou comida. Como assim comida no geral?
- Ela come o que vê pela frente. – Explicou o piloto. – Se você falar: Toma isso se chama pedra e é gostoso, ela come. Ela come mais que eu, tem uma fome de dragão, se está entediada vai comer.
- ! – Exclamou a esposa com repreensão na voz que mesclava com seriedade e divertimento.
- Vocês vão me matar de rir. – Joy pronunciou entre risos, assim como todos no estúdio também se debulhavam em lágrimas de tanto sorrir.
- Próxima pergunta: qual cantor ou banda preferida do ?
- Isso é sério? Essa é muito fácil, ela vai saber. – Resmungou como uma criança que perde o doce. - Por que para mim perguntaram qual é a comida, e para ela perguntam qual é o cantor?  Porque que ninguém me pergunta qual a profissão dela? Ai eu saberia.
Mais gargalhadas e então como em todas às vezes mostraram as plaquinhas e estavam exatamente iguais. e Thundamentals.
- Ok. Agora vamos mudar de fase, preciso que troquem sapatos. dê uma sandália para o e ele te dará um tênis.
- Ooou - fez uma careta. - Isso não vai ser legal.
- O que foi?
- Eu tenho chulé- Disse entre dentes a voz saiu como um resmungo, e então sua gargalhada escandalosa foi ouvida. - É mentiraaaa.
- como você vive sem rir com esse homem?
- Impossível.
foi até a esposa e se abaixou em frente a ela, para desabotoar a sandália nude que estava calcada ajudando- a e evitando que a mesma precisase se abaixar, mais uma vez gritinhos fofos foram ouvidos da plateia. Após pegar sua sandália entregou a ela seu vans surrado e preto que adorava, deixando a meia amarela exposta.
- Quem é mais romântico? – Os dois responderam que era . – Que interessante.
- Ela tem sorte em me ter.
- Quem dorme primeiro?
levantou o tênis de e ele a sandália dela.
- Que absurdo , você nunca assiste nada.
- Isso não é verdade. _ Ela prendia o riso entre os dentes, o que foi perfeitamente perceptível que não falava a verdade sobre o tema.
- Quem fala mais coisas idiotas? – levantou o tênis em sua mão e também os dois pés. – Sério, ninguém percebeu. – Joy foi irônica.
- Quem pede desculpas com mais facilidade?
- Ele, sempre. – resmungou e concordou com a cabeça.
- Ela sempre está certa, mesmo estando errada.
- Por isso ele ainda está vivo e tem uma mulher.
- Eu já perdi as contas de quem ganhou, mas o que de fato interessa é que vocês são um casal incrível. – Joy finalizou. – Esses foram e .  Nos vemos na semana que vem. Tchauzinho.
Todos se levantaram para aplaudir o casal, enquanto voltava a calçar a cantora e permanecia com suas meias amarelas.
- Obrigada pessoal. – acenou.
- Valeu galera. – foi até a plateia para cumprimentar as pessoas na primeira fila, assinando coisas, tirando fotos e recebendo vários abraços.
- Vocês são meu casal preferido do mundo. – Um jovenzinha abraçou o piloto com força, deveria ter na faixa de seus 16 anos, tinha lágrimas nos olhos e a voz embargada.
- Obrigado, nós ficamos felizes em saber disso. – Ele estava com os braços pousados nos ombros da menina que apertava sua cintura.
- Vocês deviam ter um filho, iria ser perfeito. – A mocinha completou assim que se aproximou deles e logo já estava com os braços na mulher.
- Claro, podemos pensar em filhos.
- Eu não quero ter filhos agora.
Os dois responderam ao mesmo tempo e se encararam buscando um entendimento que era sempre comum entre eles, porém dessa vez não veio e por um milésimo de segundo aqueles olhos que eram tão transparentes para ficaram nublados e irreconhecíveis.

Bambola: Boneca em Itáliano
Pole position: É o primeiro piloto a largar na corrida.
No one: Música da Alicia Keys que foi interpretada pela nossa PP.
Dr. McDream: Apelido de Derek Shepperd na séria Grey's Anatomy.
Drive to survive: Série da netflix sobre fórmula um.



Continua...



Nota da autora: Oi lindas! Turu bom? Mais uma de fórmula um ein? Estou insaciável por esses rapazes que pilotam esses carros velozes. Daniel é um principezinho e eu estou adorado escrever com ele, espero que vocês se divirtam. Não se esqueça de comentar, dizem que gera mais atualizações hahahahahaha
Willian Reed e Louise são personagens da minha amiguinha Lalesca lá de The Curve of a Dream, passem lá para conferir e eu agradeço pelo carinho em me emprestar.
Caso queria saber mais sobre essas fanfic e atualizações, nos vemos no grupo do face.
Beijos de purpurina.




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Merci Pour Les Voituires Rapides
The last Ride

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