I Know Places

Última atualização em: 27/05/2020

Prologue

Era glamuroso viajar ao redor do mundo apesar de se enxergar solitária através das fotos no Instagram. No começo, visitar lugares lindos sozinha foi o maior ato de independência e bravura que a garota já havia executado, mas após seu aniversário de 25 anos, achou que precisava refazer sua vida em um lugar sólido. Estava cansada do passageiro, das relações rasas e dos poucos laços emocionais que ainda restavam. Era doloroso se apresentar sabendo que a despedida chegaria em breve, sem permitir ser importante na vida de alguém. Queria criar vínculos e relações sólidas. Precisava de alguém que se importasse e a amasse do jeito que realmente Era, sem as maquiagens, sem os saltos, sem o uniforme, sem os corredores de hotéis luxuosos e sem o glamour. Deitada no chão do banheiro aos prantos, percebeu que aquele era o fim da sua carreira.

Já estava na hora de dizer adeus à aviação.


Capítulo 1

I used to be good at goodbyes
- Um ano depois –

A brisa fresca de New York era tudo o que precisava naquele momento. Céus! Havia esquecido o quanto era terapêutico andar de bicicleta pelo Central Park apesar de só ter experimentado a sensação por pouquíssimas vezes, era inexplicável sua conexão com a natureza.

Seus planos atuais pareciam irreais caso fossem analisados pelo seu Eu de anos atrás, que ainda estava apaixonada pela aviação, jamais passaria por sua cabeça se mudar para New York, adotar um cachorro e passar um ano inteiro sem trabalhar. Mas para a do presente, essas eram as decisões mais sóbrias que já fizera. Queria se estabelecer em um lugar pela primeira vez.

3 dias após sua ida ao parque, decidiu que precisava pedir ajuda a sua amiga californiana que havia fixado residência em New York desde o início de sua juventude. Liv Lancaster, era sem dúvidas a pessoa mais nova-iorquina que conhecera em toda sua vida. Já haviam se encontrado pelo menos 5 vezes desde que a mulher chegara a cidade há pouco mais que 2 semanas, não sabia que seria tão complicado se virar numa cidade tão moderna, afinal já havia dado a volta ao mundo no mínimo 4 vezes. Ela precisava se adaptar à uma nova rotina, achar uma boa padaria para tomar café da manhã já que não achava convidativo cozinhar logo no início do dia, precisava achar uma livraria onde iria comprar livros semanalmente para que pudesse retomar seu hábito da adolescência, uma academia e etc.
Mandou um torpedo pedindo que Liv a encontrasse quando estivesse disponível, ela não se sentia confortável em pedir favores a amiga já que a mesma era uma mulher de negócios e que não teria tempo sobrando só para ajudá-la a decidir se era realmente necessário comprar um carro numa cidade que o engarrafamento era permanente no dia-a-dia.
Liv logo respondeu dizendo que adoraria tomar um café com sua amiga e que seu timing fora perfeito já que uma de suas reuniões havia sido cancelada. As duas se encontraram pouco tempo depois num Café perto do trabalho de Liv. , que não gostava da iguaria preferiu ficar apenas na água enquanto a amiga se deliciava com um café forte.
As duas passaram pouco mais de 30 minutos juntas mas puderam chegar a conclusão de que não seria necessária a compra de um carro, não suportaria o caos e a pressão do trânsito nova-iorquino pois seu temperamento não a permitira manter a calma por muito tempo, segundo as palavras de Liv.
Sempre fora impaciente e marrenta mas precisou aprender a lidar com seu temperamento após decidir ser comissária, Liv sabia que aquele pequeno monstro ainda estava adormecido dentro da amiga que soltava palavrões e murmúrios em cada pequena irritabilidade diária. , com seu mau humor não demoraria muito tempo até se meter em uma briga de trânsito e ser presa por agressão.

's p.o.v

— Obrigada por me ajudar nessa nova fase, Liv. A mudança tem sido complicada mas com você me ajudando sinto que não vou foder com tudo. - Sorri para a morena que segurava minha mão direita, eu não conseguia ser muito afetiva regularmente com as pessoas que não eram meus passageiros, simpatia havia se tornado meu trabalho e mau humor nunca fora bem-vindo mas com Liv era diferente. Ela era o mais próximo de família que eu tinha fora de Los Angeles.
— Você está cansada de saber que eu faria tudo por você, a melhor coisa que me aconteceu foi sua vinda para cá, . Precisava de alguém para contar minhas aventuras com Ewan. – Liv falava seriamente mas foi só tocar no nome de Ewan que seu rosto se iluminou e um sorriso apareceu em seus lábios rosados. O casamento da ruiva com o marido, Ben, já não era o mesmo há muito tempo, os dois já estavam cientes de que precisavam da separação mas tinham medo da solidão, afinal já estavam vivendo juntos à tanto tempo que a ideia de morar sozinha causava calafrios em Liv.

***

Naquela mesma tarde que saí com Liv, recebi uma ligação da corretora de imóveis que dizia ter finalmente encontrado o lugar perfeito. A notícia fez com que eu sentisse o frio na barriga que havia se tornado recorrente à cada visita, queria poder começar minha vida nova o mais rápido possível pois viver em quartos de hotel por tanto tempo não estava em meus planos iniciais.
Suzy, a arquiteta, havia agendado a visita para aquele mesmo dia após eu soltar que estava ansiosa para conhecer o apartamento por não aguentava mais o quarto de hotel. Combinamos de nos encontrarmos em meia hora num bairro que até então nunca havia ouvido falar e lutei contra meu instinto curioso para procurar no Google sobre o lugar. Queria que fosse surpresa para que vivesse a experiência completa, sem pré julgamentos.
***

O prédio estava localizado em uma avenida não tão movimentada de New York mas pelo pouco que vira era frequentado pela alta sociedade, imaginou uma das reuniões das socialites do Real Housewives of New York em um dos restaurantes que passara e riu da ideia de um dia cruzar com algumas das mulheres por ali. Assim que virou a esquina viu Suzy a esperando enquanto mexia em seu celular, caminhou observando a rua que até então havia a agradado. Era formada por uma linha reta e larga com o chão acinzentado, ao lado esquerdo logo visualizou a entrada de um parque que não era tão grande, pelo pouco que podia ver haviam inúmeras árvores espalhada, já que estava cercado por um muro branco, bem ao lado havia uma cafeteria e um pequeno restaurante de comida Italiana, suspirou aliviada por pensar que seu café da manhã e almoço já estavam garantidos, até então era tudo do jeito que ela queria.
Tentou manter sua consciência e sobriedade pensando no preço absurdo que seria o aluguel daquele lugar, não que dinheiro fosse um problema para a mulher já que ela vinha de uma linhagem de pessoas poderosas mas diferente de seus irmãos havia escolhido uma profissão popular e que não a deixaria rica, diferente de seus familiares que adoravam esbanjar seus privilégios e status. Escolheu aviação por amor.

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Parei ao lado de Suzy e toquei seu ombro estourando a bolha que a isolava do resto do mundo, onde só ela e o celular existiam. Um sorriso doce surgiu em meus lábios ao perceber o susto que eu havia causado, que logo foi retribuído pela loira.
! Quase me matou de susto. Não sou tão nova quanto você! – Riu enquanto me abraçava.
Caminhamos lado a lado em direção ao prédio alto que estava localizado logo atrás de nós duas.

"Não aceitamos cachorros" estampava um dos primeiros cartazes na portaria. Não era perfeito. Já sentia vontade de girar meus calcanhares em direção a saída, lá se foi meu sonho de infância de ter um cachorrinho. Engolido por corretores ambiciosos que não queriam a felicidade alheia. Havia lutado contra minha criança interna que gritava misericórdia pelo meu futuro animal de estimação mas mesmo com aquela voz incessante na cabeça, concordei em seguir em frente e olhar o apartamento. Sabia que era necessário passar por cima de alguns requisitos ou então acamparia na rua pois não conseguiria me manter por tanto tempo em quartos de hotéis.

Com a paciência e ânimo se esgotando, já não havia mais tempo para tentar achar o lugar perfeito, estava decidia a torná-lo perfeito do meu próprio jeito. Não era enorme mas também não era pequeno, era agradável, gostava da luz natural e nada melhor que um apartamento com a vista para o por do sol. Dane-se o cachorrinho, viraria voluntária em um centro de adoção para preencher o vazio mas já estava cansada de andar em círculos tentando achar algo que agradasse meu gosto exigente.

Pedi que Suzy providenciasse um contrato para que eu pudesse ler as regras e saber se realmente valeria a pena pagar um preço tão alto pelo aluguel mesmo sabendo que aquele apartamento era o certo, a verdade era que eu precisava de um tempo sozinha pois só de olhar os raios de sol que invadiam a sala pelas portas de vidro da sacada, eu já sabia que aquele ali era meu lugar.
Sentei-me no chão observando o sol sumir entre as árvores do parque deixando seus pequenos raios entrarem em contato com minha pele. Aquela era a sensação que eu queria sentir todas as manhãs, queria sentir seu toque quente e suave, queria observar a vista e queria andar pelo parque no final da tarde. Precisava da tranquilidade de uma rotina.

Algum tempo depois, Suzy voltou com o contrato me flagrado sentada no chão de olhos fechados apenas curtindo o momento, pigarreou para que sua presença fosse anunciada e eu levantei um pouco apressada e envergonhada.
— Você pode ler com calma, sei como é difícil tomar essas decisões. Você já está cheia com toda essa mudança. Vá para seu hotel, descanse e então leia com atenção. Meu telefone está sempre ligado, pode tirar qualquer dúvida. – Suzy falou docemente enquanto me entregava uma pasta amarela contendo alguns papéis.
Mas já havia feito minha decisão.
Aquele era o mais perto da perfeição, e seria meu.

* * *


Quando disse que faria de tudo para fazer o apartamento se tornar perfeito, não brincou. Decidiu que iniciaria uma pequena reforma para deixar do jeitinho que sempre sonhou. Dessa vez criara metas e pretendia segui-las, no máximo duas semanas para que as paredes estivessem pintadas, móveis instalados, uma rede de Wi-Fi descente funcionando e alguns caprichos desnecessários como a instalação de um espelho maior em sua suíte. A mulher era vaidosa e não havia como negar, estava sempre bem vestida e perfumada, era uma exigência do seu trabalho anterior mas pretendia substituir as saias lápis e salto alto pelo uso de short jeans e tênis, merecia o conforto que fora privado por tanto tempo.
Visitava diariamente o apartamento que já estava na reta final de sua pequena reforma e até então não havia se esforçado para conhecer nenhum dos seus vizinhos, pretendia oferecer um jantar quando se mudasse. Era fã de confraternizações e sabia que aquilo fora herdado de sua mãe que não abria não de uma boa festa.
As paredes já se encontravam pintadas e a cozinha completamente pronta, havia torcido o nariz pro lustre e para o tom escuro do cômodo, diferente do ambiente claro e clássico que agora encarava maravilhada. A bancada branca de mármore esfumaçado e as cadeiras acolchoadas cinza era sem dúvidas a coisa mais linda que já havia visto e surpreendentemente foi ideia de seu irmão mais velho que desenvolveu o projeto apenas por vídeo-chamadas e fotos. A mistura do branco com cinza realmente a agradava, os raios de sol refletiam na janela e já pode se imaginar sentando na mesa para tomar seu suco da manhã, já que odiava beber café.
Seu quarto já caminhava pra finalização, a cama grande, mas não-king, já estava posicionada no meio do quarto, não gostou da ideia deitar em algo 4 vezes maior que seu tamanho pois sabia que logo sentiria vontade de preencher o espaço que sobrara com outro alguém e que ainda não se sentia preparada para um relacionamento. Nunca conseguiu se manter em um relacionamento pois sempre precisava partir na manhã seguinte e voltar para o outro lado do mundo, tinha medo de se apegar e não poder preencher as altas expectativas de um compromisso. Mal tinha tempo para si mesma, imagina para outro indivíduo que se tornaria dependente de seu afeto.
Na parede um enorme um quadro fora pendurado no centro, estampado com alguma frase aleatória em Alemão que a agradara quando havia o comprado mas agora não se passava de palavras irrelevantes já que não falava o idioma. À frente da cama um pequeno móvel preso a parede apoiava algumas de suas fotos favoritas em porta retratos pretos e prateados, uma pequena televisão também havia sido instalada mas sabia que não a usaria para nada além de ouvir música na hora de dormir, planejou a sala com um enorme televisor justamente para que não ficasse presa em seu quarto, não gostava da ideia de ficar deitada em sua cama o tempo inteiro, mesmo em seus piores dias.

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Decidi que já era hora de comer pois a última vez que pus algo na boca não era nem metade da manhã e agora já se passavam das 16:00 da tarde. Me despedi rapidamente das pessoas que trabalhavam nas melhorias do apartamento e fui em direção ao elevador, o corredor era longo mas haviam apenas dois apartamentos. Quando perguntei ao porteiro, ele me disse que este andar possuía os dois maiores apartamentos e por isso se diferia dos outros que abrigavam três ou mais imóveis, logo após deixou escapar que meu vizinho era alguém importante, que precisava de privacidade e por isso escolheu aquele prédio em específico. Até me senti um pouco curiosa para saber quem era o tal homem poderoso mas no momento aquilo era a última coisa que ocuparia inteiramente minha cabeça, meu corpo e mente funcionavam totalmente para a finalização do apartamento pois eu sabia que havia passado tempo demais em hotéis.

Comi sozinha no Mcdonald's que ficava alguns quarteirões do meu prédio enquanto deslizava pela timeline do Instagram, eu era uma grande viciada em redes sociais pois era o único meio de comunicação com meus amigos e família mas pretendia me desapegar um pouco do eletrônico. Reparei na foto que meu irmão havia postado do teste de gravidez de sua namorada de longa data, não foi surpresa já que fui uma das primeiras a saber da novidade, deixei um comentário curto expressando o quanto estava grata pela adição de um bebê em nossa família, sem dúvidas seria um pretexto para que eu pudesse me reaproximar dele e do meu irmão caçula, que eram a parte agradável da família.
Viver em outro país e em sua maioria enfiada em aviões me afastou da minha família já que minha decisão de viajar o mundo foi reprovada por todas as pessoas que me rodeavam. Decidi que voltar para a américa em segredo seria a melhor decisão já que caso minha mãe descobrisse sobre minha hesitação em ficar na profissão, ela com certeza me arrastaria pelos cabelos até Los Angeles e me obrigaria à tomar posse de um cargo em sua empresa de casamentos. Não me via organizando cerimônias para terceiros já que eu mesma não tinha paciência para organizar festanças próprias. Casamento estava fora dos meus planos, não acredito que alguém me amaria o suficiente para querer passar toda sua vida ao meu lado. Tenho defeitos que conseguem invalidar minhas qualidades.
Após terminar meu lanche decidi voltar ao hotel, minha cabeça doía e meus sapatos estavam esmagando meus dedos, preciso me acostumar com o fato de que não preciso estar sempre arrumada usando salto alto. A liberdade ainda parece irreal.

***


Finalmente a reforma do apartamento havia sido concluída alguns dias após sua última visita e já sentia os fogos de artifício explodindo dentro de si, a maior parte de suas coisas já haviam sido levadas para o edifício e organizadas pela companhia que a ajudara na mudança. Se sentia cansada mas finalmente feliz e com a sensação de dever cumprido, havia planejado sua mudança de vida por um ano inteiro e ver o resultado de sua luta era indescritível.
Fez o check-in no hotel 4 estrelas que ficara naquela semana e entregou as chaves dando um suspiro aliviado, finalmente iria pra casa. Sorriu para o Mensageiro que levava as últimas malas que ainda estavam sob domínio da mulher, a mesma carregava sua bolsa e uma caixa com alguns de seus pertences mais valiosos como joias, perfumes, alguns artigos de decoração e a única planta que conseguiu levar de Dubai.
Um dos funcionários a guiou até o táxi que já a esperava na porta de entrada, suas malas foram postas no porta malas enquanto ela entrava no veículo e checava se não faltava nada.

Pouco tempo depois já estavam entrando no bairro de seu edifício e não pôde conter o largo sorriso ao ver o parque no fim da rua que acabara de entrar, o carro virou a esquina e o motorista parou para descarregar as malas da mulher, pagou o dobro da corrida e saiu do veículo.

Olhou para o prédio espelhado e respirou fundo antes de dar o primeiro passo porém fora interrompida por uma dos porteiros que correu em sua direção se desculpando por não ter chegado antes para ajudá-la, riu de sua euforia e disse que estava tudo bem, tinha mãos e força o suficiente para levar suas coisas, não gostava de ocupar outras pessoas mas mesmo assim aceitou a ajuda do homem para entrar no prédio e no elevador, antes que as portas se fechassem exclamou "Seja bem-vinda, senhorita !".
A mulher não pode conter o sorriso enorme que tomou conta de seus lábios rosados. Apesar de se sentir grata pela hospitalidade, fez uma nota mental para avisa-lo que não aceita ser chamada de "Senhora " já que sua mãe é a única e insubstituível Senhora . Não queria ser comparada à matriarca. Esse era seu pior medo.

Primeiro, quarto e sexto.... e finalmente décimo andar, as portas se abriram e ao caminhar para fora do elevador pôde visualizar a porta do apartamento do vizinho. A mulher pôs a caixa no corredor e voltou para buscar as duas malas grandes de rodinha, liberou o elevador e virou seus calcanhares para a direita indo em direção ao fim do corredor notando pela primeira vez que o porta do vizinho era preta diferente da sua que era branca, riu do contraste enquanto destrancava sua porta e deixou as malas já dentro da sala, quando virou-se para buscar a caixa percebeu uma jovem loira de olhos azuis a encarando confusa, a menina estava parada na porta do apartamento oposto e sorriu levemente ao ser notada pela mais velha. deu alguns passos em direção a garota e estendeu sua mão que foi apertada rapidamente.
— Prazer, me chamo , . Sou a nova vizinha. - Falou apontando para porta atrás de si, estava animada para começar uma nova vida e pretendia fazer de tudo para não arrumar confusões por alí.
— Ah! Seja bem-vinda, ouvi um dos porteiros do prédio comentando sobre uma nova inquilina mas não sabia que seria nesse andar. A propósito me chamo Amanda mas por favor me chame só se Amanda. - Sorriu gentilmente mostrando seus dentes incrivelmente alinhados.
— Me perdoe a indiscrição mas um dos funcionários me disse que esse apartamento era de um homem, você é namorada dele? Eu estava um pouco apreensiva em dividir um andar inteiro apenas com um homem. - se surpreendeu em como as palavras fluíram facilmente de sua boca, tinha dificuldades em ser falante com outras pessoas mas inexplicavelmente não sentiu tensão ao conversar com Amanda.
— Sem problema algum! Eu entendo sua preocupação, quando eu era mais nova e ficava sozinha em casa também sentia medo do vizinho. E na verdade eu moro com meu pai, preferia que fosse um namorado mas é só meu pai mesmo. - Amanda riu brincalhona, sentiu tranquilidade por saber que a menina havia entendido sua preocupação e não a julgado.
— Bem, foi um prazer ter te conhecido, Amanda mas preciso terminar de desempacotar essas coisas. A gente se vê, certo? - sorriu para a menina que consentiu levemente enquanto também sorria. Se despediram e a mulher finalmente entrou em casa.
Sentia que finalmente pertencia à um lugar.
Depois de tanto tempo sem lar fixo, suspirou aliviada por finalmente ter um lugar pra chamar de seu. Não sabia o que esperar do futuro mas estava animada para sua jornada.


Continua...



Nota da autora: Sem nota.




Qualquer erro no layout dessa fanfic, notifique-me somente por e-mail.


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