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Última atualização: 06/11/2020

Capítulo 1

O cheiro de álcool que fugia do marcador de quadro branco era reconfortante. Pintar a tela em branco com seus esquemas e palavras tão bem pensadas era uma terapia para . Por todos os minutos necessários para preencher os dois retângulos brancos, pensava em nada mais do que aproveitar aquele momento. Às vezes o pensamento fugia e pensava em qualquer assunto do cotidiano, mas em quase sempre pensava em simplesmente nada e essa sensação era maravilhosa.
Aproveitava o momento, era seu tempo de meditação. Se tornava consciente da respiração, se conectava com o barulho dos dutos de ar que expeliam o ar gelado do ar condicionado central. Ouvia o baixo murmúrio dos alunos às suas costas, algumas conversas paralelas aqui e ali.
— Bom dia, professora! Animada para o Natal? — um aluno puxou assunto depois que ela terminou de preencher a lousa.
— Sim! Será o primeiro aqui na Coréia, irei para a casa de amigos e você? Como vai passar o Natal? — sentou-se à mesa, saberia que levaria uns quinze minutos até começar a aula, usaria o tempo livre para conferir seu e-mail.
O aluno resumiu os planos dele, alguns outros entraram no assunto e decorrido o tempo que achou suficiente para que terminassem de digitar ou copiar o que estava no quadro, passou a explicação. Como sempre acontecia quando estava dando aula, o tempo passou voando. Amava o ofício que exercia, se descobriu na carreira e cada vez mais se dedicava aos seus alunos e estudos na sua área de conhecimento.
Terminada a aula, virou-se de costa para a classe e passou a apagar o quadro, entrando em seu segundo ritual favorito, que era apagar a lousa. Voltar à sua condição inicial, ser novamente uma tela em branco, poder explorar caminhos diversos dos que já foram escritos ali. Finalizada a tarefa, sentou-se à mesa novamente e passou a corrigir alguns artigos de alunos, o tempo passou voando e acabou levando um susto quando os alunos de sua próxima classe começaram a entrar.
— Olá! — os cumprimentou conforme se levantava e seguia em direção ao retro projetor e notebook posicionados no canto da sala. Tendo todos chegado e já configurado o aparelho, deu início à mais uma aula.

***


25 de dezembro, 20:47

estava achando fascinante a nova experiência vivida, o Natal, que para ela, era uma data comemorada apenas com sua família, dividir a data com amigos parecia uma novidade interessante. Apesar de já viver na Coréia há pouco mais quatro anos, seria o primeiro ano que passaria as festas de final de ano integralmente no país. Por contrato, poderia voltar para a casa de sua família no Natal e Ano Novo, tendo assim uma pequena férias de 10 dias.
Com a morte repentina dos tios no meio do ano, não tinha mais uma família a que voltar para comemorar as festas.
Os pais de faleceram quando ela tinha apenas oito meses de vida em um acidente de avião terrível que teve mais outras 203 vítimas. Ela deveria estar no avião também, mas por ter contraído catapora na creche, não pode embarcar. Os pais dela ficaram devastados com a impossibilidade de não levar a filha amada deles, mas como era uma viagem curta, com duração de apenas dois dias, deixaram a bebê com os tios e partiram, e para a infelicidade de , para sempre.
Os tios Henri e Vicenzo supriram todas as demandas emocionais que ela poderia ter tido. Foi amada incondicionalmente pelos dois, ficava triste com a perda dos pais, mas também agradecia a Deus por ter colocado os dois homens maravilhosos que foram ótimos pais para ela. Ela se considerava uma mulher de sorte, porque teve dois pais dedicados e amorosos.
Os dois faleceram em um atentado em Nice, eles foram para a cidade para rever os amigos e parentes do Henri e em comemoração do dia da queda da Bastilha. Por um ato terrorista, agora se encontrava sozinha no mundo. Os últimos meses foram bem difíceis para ela, mas com a ajuda dos amigos, estava conseguindo seguir a vida e continuar fazendo o que tanto dava orgulho para seus pais que era lecionar.
se encontrava no meio de uma conversa sobre as últimas inovações da tecnologia no ramo da agropecuária quando começou a divagar por sua vida, por sorte, a pessoa que conduzia a conversa estava muito absorta no assunto que não percebeu que ela perdeu bons dez minutos de conversação. Ocasionalmente sacudia a cabeça concordando com o que falavam, mas no momento não sabia do que estavam falando e não deixaria Choi Chung-hee, seu colega de trabalho, sem graça por mostrar desinteresse no que falava.
, sua amiga hispano-coreana e colega de trabalho, a chamou depois que Chung-hee se retirou para ir ao banheiro. — Meu primo acabou de me mandar mensagem me convidando para a reunião que ele está fazendo com os amigos. Quer vir comigo? Passamos por lá, ficamos por um tempo e depois vamos àquele bar que a Shuang nos falou.
— Oh, tudo bem. Vou apenas me despedir de Kimberly e Han. — disse antes de seguir em direção ao casal que tão cordialmente a convidou para a casa deles.
As duas falaram com os outros amigos e colegas de trabalho ali reunidos e foram para a casa do primo de . Não demoraram muito para chegar até o local e da porta se conseguia ouvir que havia alguma espécie de karaokê acontecendo, não muito tempo depois que bateu na porta, a mesma foi aberta por um homem que ao ver , soltou um suspiro de alívio.
, oi! — disse dando espaço para que as duas entrassem. — Que bom que chegou, eu tenho que ir para casa e não queria deixá-los sozinhos. Estão muito animados para ficarem sem supervisão — fez um gesto com as mãos que significava que estavam bebendo e pela quantidade de risadas que se podia ouvir do outro cômodo, já estavam bastante alterados.
e o desconhecido discutiram um pouco, ela claramente não queria ficar tomando conta do primo e amigos, mas o tal homem a convenceu que seria melhor ter outra pessoa que não somente o primo dela para pôr ordem no grupo, e como ela seria a pessoa mais velha do recinto, eles tinham que ouvir e respeitar o que ela falava.
— É, vou ter que ficar por aqui até que a situação esteja controlada, fico te devendo a ida ao bar — comentou triste enquanto caminhava em direção à sala de onde provinha o som. — Quando você quiser ir embora, eu te chamo um Uber. — a mais velha parou de repente, fazendo com que se sobressaltar com o movimento repentino. — Eu acabei esquecendo, você conhece BTS? — a encarou à espera de algum tipo de reação exagerada.
— O grupo de KPOP? Apenas sei o que as minhas alunas me contam, que eles aparentemente são lindos e fazem sucesso. Por quê? Eu deveria? — perguntou genuinamente confusa com a pergunta, o que o conhecimento (ou a falta dele) na cultura musical moderna da Coréia subitamente virou tópico da conversa delas?
— Não, é perfeito assim. Vamos, conhecendo esses rapazes, não ficaremos entediadas e teremos bastante bebida para fazer a noite passar mais rápido.


Capítulo 2

25 de dezembro de 2016, 22:39

Os sete ocupantes da sala estavam todos rindo e cantando alguma música alegre, que saía das caixas de som posicionadas em duas paredes do cômodo. A julgar pelos movimentos de danças bem empolgados e, por vezes, um tanto infantis, deveria ser música de algum grupo feminino de K-Pop. sabia que era loucura, mas era como se ela pudesse sentir a diversão sendo sugada da sala quando os rapazes finalmente a enxergaram parada atrás de .
Todos endireitaram as posturas e curvaram-se em respeito às recém-chegadas, cumprimentando-as no processo. fez as introduções básicas. Todos pareciam apreensivos na pequena sala. , de novo, pôde sentir a mudança de humores quando disse algo sobre elas serem amigas e que não era do exército. Visivelmente os rapazes relaxaram um pouco e voltaram a conversar entre si.
Passado o choque inicial com a presença dela, sentou-se com no sofá que havia ali perto. Aos poucos, foi conseguindo interagir com todos, e, depois de algumas rodadas de soju e cerveja, muita conversa e papo furado, era a vez de cantar no karaokê. Enquanto a mais velha cantava animada Don’t Stop Me Now do Queen, conversava com o primo da amiga no sofá.
— Eu estou com uma dúvida desde o começo da noite, ia falar com a , mas como podemos ver o estado dela... — rindo, indicou com a cabeça a amiga, que dançava e cantava animada a música do Queen. — Não conseguirei qualquer resposta dela enquanto estiver tão eufórica assim. — complementou.
— Oh, se eu puder ajudar, ficarei feliz. — ele respondeu, sorrindo apenas com os olhos, sem mostrar os dentes.
— Vocês estão com algum problema com os militares? — perguntou, preocupada. — Quando vocês perceberam que eu estava na sala, me pareceram tensos. Assim que disse que eu não era do exército, vocês visivelmente relaxaram.
— Oh, não. Nenhum problema. — disse, rindo e balançando a cabeça e as mãos em negativa. — Essa é a forma que nós chamamos nossas fãs, as chamamos de Army. — ele riu quando a ouviu dizer que agora as esquisitices da faziam sentido. — Confesso que saber disso foi um pequeno golpe no meu ego e também um alívio tremendo. — quando ela o questionou o motivo, ele complementou: — Porque eu estou acostumado a ser reconhecido. Não me entenda mal, eu amo nossas fãs. Estamos realizando tantas coisas maravilhosas, e isso tudo graças a elas. Mas é bom poder falar com uma outra pessoa como se eu fosse uma pessoa comum novamente, sem ser o idol, sabe?
— Eu só consigo imaginar o quão frustrante isso pode ser. Às vezes, algumas pessoas têm uma breve noção de quem eu seja, mas são informações estritamentes profissionais. Onde eu me graduei, qual foi a tese do meu doutorado, quais artigos científicos já escrevi, esse tipo de coisa. — tomou um gole de sua cerveja. Ia continuar o raciocínio quando uma ideia cruzou sua mente. — Oh, já sei. Por que não começamos de novo? Olá, sou a . — disse, estendendo a mão em cumprimento.
— Oi, , sou . Prazer em conhecê-la. — disse, sorrindo. — Em que ano você nasceu? — a cumprimentou, segurando a mão dela estendida com as suas duas mãos.
— Eu nasci em 1988, e você? — sorriu ao ouvir o ano de nascimento dele e logo complementou: — Entendo os níveis hierárquicos em que nos encontramos, mas você pode me tratar de maneira informal, ok? Moro aqui na Coreia há algum tempo, mas ainda é um pouco estranho para mim essa parte comportamental de vocês. E não digo de forma desrespeitosa, por favor, não me entenda mal.
— Oh, sem problema. — sorriu com os olhos. — Entendo o que você quer dizer. Da mesma forma que é estranho para mim quando vou visitar meus tios na Espanha. Lá, eles são mais afetuosos que aqui, e, conhecendo minha prima, você entende o que quero dizer. — os dois riram.
— Sim, logo na minha primeira semana na universidade eu tive a felicidade de encontrar e só não me espantei com o jeito aberto e caloroso dela, pois cresci em uma família italiana, mas quem tem uma cultura diferente com certeza pode ser bem espantoso de repente um estranho invadir seu espaço pessoal para beijar sua bochecha. — riram juntos mais uma vez.
, a cada momento da conversa, se intrigava mais e mais com a mulher desconhecida que sua prima levara para a casa dele e dos rapazes. Apesar de ser o primeiro contato entre eles, ela já estava bem à vontade com ele e os outros membros do grupo. Até mesmo , que era sempre tão reservado ao redor de estranhos, estava conversando e interagindo bastante com .
Apesar de estar um clima agradável e todos estarem se divertindo, tinha que ir para casa. Estava de férias, mas tinha muita pesquisa a ser feita para o novo artigo científico, que estava preparando para publicar, e alguns afazeres domésticos, que tinha deixado acumular durante o mês. Seria ótimo, mas ainda não tinham inventado um banheiro autolimpante.
, eu vou embora. Quer vir comigo? — perguntou, sacudindo um pouco a amiga, que se encontrava dormindo no puff da sala.
No, cariño¹, dormirei aqui. Fica também, meu primo não vai se importar. — disse, lutando com o sono.
— Está tudo bem, eu pego um táxi. Nos falamos amanhã. — disse, beijando a têmpora da amiga, que já pegara no sono de novo.
foi até a mesa onde deixou a sua bolsa e voltou para a sala para se despedir de todos e ir embora. Os únicos remanescente ainda acordados eram , e . Os outros estavam dormindo e se recuperando para a segunda rodada de bebidas e cantoria.
— Eu tenho que ir, rapazes. — disse ao se aproximar deles. — Muito obrigada por essa noite maravilhosa. Foi um prazer conhecer vocês. — sorriu e negou com a cabeça quando eles se ofereceram para levá-la em casa. — Por favor, não precisam se incomodar. Vou pegar um táxi e rapidinho chego em casa.
— Não, eu insisto. — disse. — E, de qualquer forma, o soju acabou, e um de nós teria que sair para comprar mesmo.
tentou convencê-lo de que não precisava, mas o rapaz estava decidido. Foi até o quarto, pegou a carteira, que estava em cima da mesa de cabeceira, a colocando no bolso traseiro da calça, e uma máscara preta da gaveta da cômoda e voltou para a sala, posicionando-a na face.
— Realmente não precisava ter vindo. — comentou quando já estavam dentro do táxi. — Você não precisa ser cuidadoso com as fãs? — perguntou a última parte baixo, não querendo que o motorista a ouvisse.
Manager Sejin-ssi, quando saiu do apartamento, nos mandou mensagem falando que não tinha ninguém do lado de fora, então está tudo bem. — também respondeu baixo, recebendo um aceno compreensivo.
— Sejin e têm alguma coisa? — ela perguntou. — Eu peguei um clima suspeito entre eles mais cedo.
— Eles são complicados. — ele riu ao lembrar do casal. — Há alguns anos, eles têm uma relação não muito convencional. Eles vivem como um casal casado há anos, mas não assumem para eles mesmos.
— Oh, uma ótima definição para a relação. — ela também riu. — A discussão deles de mais cedo faz todo o sentido agora. — ela olhou para a paisagem fora do táxi. — Está uma noite tão linda. — comentou para si, mas ele ouviu.
— Seu apartamento está muito longe? Nós podemos caminhar o restante que faltar. — sorriu com os olhos.
— Você não se importaria? Mesmo? — quando ele disse que não, ela pediu que o taxista encerrasse a corrida. — Se você tirar essa carteira do bolso, eu juro que vou ficar muito chateada. — ela falou quando ele fez menção de alcançar a carteira. Ele soltou uma risadinha e mostrou as palmas das mãos para ela, logo depois colocou as mãos dentro do casaco.
Depois da corrida paga, saíram do táxi e passaram a caminhar lado a lado. Faltavam apenas três quarteirões até o complexo de apartamento dela. O ar frio a fazia se tornar nostálgica, trazia à mente a lembrança de sua infância, de como conseguia tudo o que queria de seus pais. Não importava se estava nevando e fazendo 6 graus negativos, seus pais sempre a levavam para caminhar na neve por alguns minutos no Natal.
— Você está bem? — tocou no braço dela, chamando sua atenção.
— Não, mas eu vou ficar. — sorriu triste, com olhos cheios de lágrimas. — É que o Natal sempre foi a data preferida dos meus pais. Por isso que em todos os contratos de trabalho que eu tive na vida, eu tinha que ter pelo menos os dias 24, 25 e 26 de dezembro separados para eles. — virou rosto para o lado, em direção a . — Mio papಠera quem fazia a ceia. Todo ano tinha um prato que não saía como esperado, e nós recordávamos essas datas com isso. Então, tivemos o Natal do tortellini doce, que foi quando mon père³ finalmente admitiu que precisava usar óculos, quando trocou o sal pelo açúcar na hora de repor e papà acabou adoçando a massa. O Natal do salmão queimado, que foi o Natal que eu contei pra eles que tinha sido aceita no meu mestrado. Nós estávamos tão felizes comemorando e chorando de felicidade que os salmões grelhados acabaram queimando. — ela abaixou a cabeça, chorosa.
puxou levemente o braço de , fazendo-a parar de andar, e envolveu os braços ao redor dela. A mulher escondeu o rosto no peito do rapaz e continuou a chorar. Como estavam na parte residencial do bairro, não havia muitas pessoas andando pela rua, então ele não se incomodou em levá-la para um espaço menos movimentado. Ninguém estava prestando atenção neles e poderia extravasar a tristeza sem espectadores. O rapaz se sentia perdido naquela situação. Não sabia o que dizer, e, sempre que falava que tudo ficaria bem, ela apenas balançava a cabeça e chorava mais ainda. Ficaram alguns minutos assim, até que ela se acalmou e levantou a cabeça.
— Me desculpa por isso. — disse, limpando as lágrimas dos olhos e o nariz, que escorria. — Muito obrigada por ter vindo até aqui comigo. — soltou um sorriso tímido, recomeçou a andar com ele ao seu lado. — Essa foi a primeira vez que eu falei do Natal com eles desde que partiram, e acho que só agora a ficha caiu que, a partir desse ano, eu não vou ter mais como lembrar os Natais através dos erros culinários de papà. — enfiou as mãos dentro do bolso do casaco e encolheu um pouco os ombros.
sentiu-se mal pela situação que ela estava passando, apenas conseguia imaginar pelo o que ela estava sentindo, não sabia o que falar, então resolveu só estar ali como um ombro amigo. Aproximou-se dela. Agora, andava com seus braços roçando um ao lado, bem próximos. Ele não tinha intimidade o bastante para abraçá-la pelos ombros, mas faria com que sua presença fosse notada por ela. Como a mais velha não se afastou, considerou que ela não o achou muito atrevido e entendeu o significado de seu gesto.
Caminharam o restante do caminho até o apartamento dela em silêncio. não queria ficar sozinha, mas também não poderia deixar o rapaz ouvir seus lamentos o resto da noite. Ele tinha uma festa para voltar. Suspirando ao chegarem na entrada de seu prédio, virou-se para ele e disse:
— Obrigada por minha acompanhar até em casa. — hesitou antes de virar novamente e digitar o código para abrir a porta de vidro. Ela o ouviu responder que fez com prazer, mas ele continuava a encarando com um sorriso sem mostrar os dentes à sua frente. — Você gostaria de, talvez, entrar e tomar um chocolate quente?
— Eu adoraria. — respondeu, sorrindo, ainda sem mostrar os dentes, mas com um sorriso nos olhos que mostrava que estava contente com o convite e aceitava de bom grado.

¹ Não, querida em espanhol.
² Meu papai em italiano.
³ Meu pai em francês.


Continua...



Nota da autora: Eu estou me apaixonando demais por esse casal! *-* Comentem aqui embaixo o que estão achando, amo ler e responder os comentários de vocês. Vocês também podem ver minhas outras fics aqui na minha página de autora: Gabriella.
Além do meu e-mail, vocês também me encontram lá no twitter: @_gabee_
E quero deixar aqui meu agradecimento à minha nova beta, Carol Cahill: obrigada por aceitar betar e desculpa os erros. hehehe <3
Bjs e até a próxima att, meninxs!!! <3



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Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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