“Nada te garante isso.” Ele disse, me encarando sério.
“A vida não é uma garantia, cara!" E gesticulei, irritada.
“Eu não estou contra você e sua felicidade! Eu só não quero ter que lidar contigo magoada, mais uma vez, pela mesma pessoa!” E retribuiu os gestos exagerados com as mãos, igualmente irritado com aquilo.
"(...) E na pior das hipóteses, se eu estivesse gostando dele e ele brincasse comigo, é o seu dever como melhor amigo aguentar meus choros, porque eu aguento os seus!" Terminei de dizer, apontando o dedo pra ele, o que o fez olhar com raiva pra mim. Aquele olhar me assustou de tal maneira que eu fiz forças pra esconder as minhas lágrimas, que agora, já tinham vontade de pular dos meus olhos.
“Você vai se deixar ser usada, mesmo tendo noção disso?” Ele questionou, sua voz fria e cortante.
“Você sequer está se ouvindo, não é? Sequer está entendendo do que eu falo!” Falei mais alto, rolando os olhos e encarando qualquer coisa que não fosse seu melhor amigo.
“Eu só estou preocupado com você! Mas que merda, isso é tão difícil de entender? E se ele te usar? E se ele não valer porra nenhuma? Hein!?” E deu passos largos até estar a poucos centímetros de mim, e eu o encarei raivosa.
“Ela, no fim das contas, também não valeu nada, e nem por isso eu fui idiota como você está sendo agora!” E falei mais alto, mantendo o olhar no dele.
"Sempre haverá pessoas com a qual você não se dará bem, ou até mesmo não vá com a cara, mesmo que você a conheça por uma semana, como é o caso. Mas essas mesmas pessoas podem ser importantes pra quem é importante pra você." Eu apontei com a cabeça para Toom, o que o fez desviar do meu olhar por alguns segundos. Porém, logo voltou para o local de origem, quando eu terminei minha fala, apontando pra ele: "Lembre-se disso da próxima vez que for julgar alguém novamente."


Escrita por:Lully
Scriptada por: Ana Paula Ammon

Capítulos 01 ao 14

Por que, de certa forma, eu não me conformava com o fato de eu ter me apaixonado pelo meu melhor amigo? Por que eu era obrigada a passar por tal situação? Não ter controle do meu coração, tudo bem, mas isso parecia tão injusto, quando ele, ainda que de forma inocente, me lembrava de que nunca passaríamos disso. E ainda sim eu me perguntava o porquê de amar uma das únicas pessoas que eu não poderia viver sem. E eu sabia que se me declarasse, nossa amizade mudaria da água pro vinho, e tudo estaria perdido.

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Capítulos 15 em diante

Seguia caminhando no mesmo ritmo, e eu nunca o alcançava. O desespero começou a tomar conta de mim, e correndo mais do que nunca, tropecei e caí no chão, com força. As lágrimas já caíam do meu rosto, enquanto eu erguia minha mão numa tentativa frustrada de fazê-lo virar-se e voltar até onde eu estava; um pedido mudo de que não me deixasse sozinha nunca.

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