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Última atualização: 02/08/2020

Epígrafe

Kára - Ou "a selvagem, tormentosa" (baseado no Nórdico Antigo afkárr, significando "selvagem") ou "ondulada" ou "a ondulada".



Prólogo

Odin sabia os riscos que estava correndo, e pior ainda, tinha consciência das leis que iria infringir só para proteger aquela que não era, mas considerava como sua filha. Ainda se lembrava daquele fatídico dia no mundo sombrio, onde encontrou aquele pequeno bebê, que mesmo com todo o poder e a linhagem que carregava, não seria capaz de se proteger, não até que fosse treinada para isso.
Ele encarou o caos que se instalava por Asgard e pegou sua lança, já seguindo para o fundo do salão. Precisava encontrá-lo, para poder salvar aquela que era tão importante para ele, só ele seria capaz de protegê-la de qualquer mal e mandá-la para bem longe de seu mundo, ao menos por um tempo.
Um longo tempo.
Passou por alguns elfos que o atacaram, mas conseguiu derrotá-los com facilidade. Fez sinal para que recebesse cobertura de seus bravos guerreiros argadianos e logo avistou quem tanto procurava, estava em batalha como todos os outros, mas quando seus olhares se cruzaram, não foi preciso nenhuma palavra, ele sabia o que fazer.
O mais jovem, puxou a jovem ao seu lado e seguiu Odin para um lugar isolado e com total proteção — ao menos pelo tempo que precisavam — e se virou para o mais velho, assim que a enorme porta foi fechada atrás deles.
— Preciso que faça agora! — Odin ordenou.
— Precisa do quê? — A mais jovem olhou, confusa. — O que está acontecendo, pai?
O rapaz o encarou com fúria nos olhos, não concordava com nada disso.
— Eu posso protegê-la — justificou. — Você pode, inclusive.
— Me proteger de quê? — indagou.
Odin bufou, ao menos uma vez, gostaria de não ser contrariado por ele.
— Eu estou pedindo que não contrarie minhas decisões, ao menos dessa vez. — Encarou o mais jovem, que andava de um lado para o outro.
— Se ela morrer... — começou a dizer, mas não teve forças para terminar a frase.
— Vocês estão me assustando — disse interrompendo-os. — O que está acontecendo? É apenas um ataque.
— Escute, filho — Odin começou a dizer e segurou-o outro através da gola de sua veste. — Se ela ficar aqui, ela morrerá. E talvez, todos nós morreremos.
O jovem encarou os olhos do mais velho e se deu por vencido, afastando-se para poder recuperar a sanidade.
— Tudo bem — concordou. — Contudo, só queria entender por que sempre fico com a parte mais difícil.
— Eu quero saber o que está acontecendo, agora! — ordenou. — Já fomos atacados muitas vezes, podemos ganhar esta batalha.
O rapaz riu fracamente, sentindo um pesar enorme e virou-se para , levando as mãos até o rosto dela.
— Tem coisas — ele disse e passou os dedos com leveza na bochecha rosada da garota. — Sobre seu passado, que você não sabe.
— Odin, o que está acontecendo? — ela se afastou do rapaz e andou até seu pai.
Odin a encarava com pesar nos olhos, e este foi o único momento nos dezesseis anos que passou ao lado da garota, que desejou nunca a ter salvado.
— Por favor... — pediu.
— Ouça, criança — o mais velho começou e pegou a mão da garota. — Se tens todo este amor por mim, peço que faça o que mando.
— Thor e Loki podem nos ajudar... — disse.
— Não, eles não podem protegê-la — falou e desviou o olhar para o rapaz. — Contudo, ele pode salvá-la, então faça o que mando, .
Os olhos dela marejaram, era a primeira vez que Odin a chamava pelo seu nome mundano, que tinha escolhido depois da primeira vez que visitou a Terra.
— Me chamou de . — disse e o abraçou.
— Até que nos reencontremos, minha pequena . — ele disse e afastou-se da garota e fez sinal para que fossem, o tempo estava acabando.
se virou para o rapaz e seguiu até a enorme porta, mas parou para olhar Odin mais uma vez e então dizer:
— Até que nos reencontremos.

Thor encarou o outro lado do campo de batalha e estreitou os olhos ao ver a garota que tinha tanto apresso com um dos guardas de Asgard. Ele sabia que tinha algo de errado, por isso, segurou seu martelo e atingiu o máximo de elfos negros que tentavam barrar seu caminho na tentativa de impedi-lo de chegar até .
Sorriu ao ver um sorriso se formar no rosto da garota, mas sabia que tinha algo de errado naquele gesto. Ela não era de baixar a guarda e muito menos sorrir em meio a uma batalha, tinha algo de muito estranho em tudo isso e por isso, ele agarrou o martelo e saltou de forma que tomou impulso para voar e chegar mais rápido onde queria.
Tudo que aconteceu depois disso, foi muito rápido e inexplicável. O corpo de se projetou para frente, como acontece quando alguém é atingido por trás e em seguida, seu corpo caiu para frente totalmente sem força, e pior ainda, sem nenhum resquício de brilho ou vida.
estava morta.





Continua...



Nota da autora: Oi, lovers, tudo bem?
Olha eu aqui com mais uma fanfic, né? Só que agora com um tema bem diferente do que vocês estão acostumados.
Ficaram tão arrepiados com o prólogo quanto eu? Espero que sim.
Logo tem mais!
Kisses,
Vane.



Outras Fanfics:
  • Euphoria (Restritas - Supernatural - Em Andamento)
  • Road So far (Restritas - Supernatural - Em Andamento)
  • Oblivium (Restritas - Originais - Em andamento)
  • 12. Mutual (Ficstape - Shawn Mendes - Finalizado)


    Nota da beta: Meu momento chegou, eu pedi sim por uma fanfic do Thor, ameeeei, Vane, estou muito ansiosa para entender tudo isso, você já chega e me mata a personagem principal, socorro, rs!

    Lembrando que qualquer erro nessa atualização e reclamações somente no e-mail.


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