La Excepción: TRAP

Finalizada Em: 15/09/2018

Capítulo Único

Vámonos, perdámonos, de la realidad escapémonos, en la cama tu y yo mordémonos, con eso que naciste, dámelo...



- Queria muito que Sergio visse sua roupa. – provocou quando chegou ao grupo de amigos que já estava reunido na boate.
- Sergio implicaria mesmo se eu estivesse de burca. – respondeu em tom divertido e abraçou o amigo, seguindo o ritual e abraçando as outras doze pessoas presentes.
Os amigos mais próximos estavam reunidos para o ritual de despedida do ano letivo – que tinha sido adiantado – e de uma das colegas, que estava indo para Portugal assim que o semestre fosse finalizado.
O costume de despedida de anos letivos tinha sido trazido de Sevilla por e , que faziam aquilo desde a época da escola, em que as reuniões aconteciam em locais que aceitassem menores de idade e que não vendiam bebidas alcóolicas. Agora, já na faculdade, estavam crescidos o suficiente para beberem e serem aceitos em boates.
A ideia inicial não era ir para uma boate, mas Alba – a colega que vai se mudar para Portugal – sugeriu que fizessem a despedida de uma forma mais agitada, porque ela ficaria muito tempo sem aproveitar a noite madrilena e ela sabia que sentiria muita falta de toda aquela agitação.
- Alba! Eu nem acredito que vou perder a chance de te importunar pessoalmente quando seu time perder para o meu. – provocou, abraçando a amiga.
- Ainda bem que eu vou ficar bem distante de você, cansei. – Alba brincou, abraçando com a mesma intensidade. – Mas é péssimo, porque nossa parceria de baladas estará desfeita.
- Você só precisa me convidar e eu vou pra Lisboa e poderemos conhecer a noite portuguesa. E os portugueses. – piscou, quando separaram o abraço, e Alba gargalhou.
- Já conheço um português muito bom, mesmo que ele jogue no seu time.
- Realmente, muito bom e lindo, mas comprometido e pai de família, vamos ter que procurar por outros. – falou rindo.
- Então vamos aproveitar nossos últimos momentos de balada juntas em Madrid e vamos beber! – Alba falou alto, num claro convite a todos os amigos presentes ali. – Ninguém está autorizado a ficar sentado hoje!
- Há exceções. – Luna, uma das componentes da turma, falou em um tom cheio de segundas intenções.
- É, mas esse tipo de exceção eu espero que não seja feito aqui, Luna. – Alba respondeu rindo. – Ninguém quer ter problemas com a justiça por perturbação da ordem pública.
- Vamos beber. – Amelie, outra componente daquela turma, falou rindo e entrelaçou o braço ao de .
O grupo seguiu até o bar e começaram a fazer os pedidos, começando por uma rodada de tequila, seguindo o ritual de “arriba, abajo, al centro, adentro” e logo estavam pedindo bebidas diferentes e ensaiando passos discretos enquanto ainda estavam sóbrios e estavam todos juntos.
Riam e conversavam aos berros enquanto uma música alta tocava e a pista de dança começava a ficar mais cheia de pessoas bêbadas o suficiente para dançarem de forma descoordenada e sem sentido, mas achando que estavam executando os melhores passos de dança possíveis. Alguns dos casais foram os primeiros a se arriscarem a dançar, indo de quando em quando ao bar buscar algo para beber e logo estavam todos reunidos e dançando, começando a ficarem mais alegres do que o habitual.

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- Eu preciso treinar amanhã de manhã e não acredito que deixei vocês me convencerem a sair de casa pra me enfiar numa boate lotada. – reclamou enquanto estacionava o carro na rua lateral à da boate.
- Quem imaginava que o Rei da Noite ia se cansar da noite, hein? – Aitor caçoou e bufou.
- , você precisa transar, tá ficando mal humorado demais. – Ruben foi o responsável pelo comentário, que fez Aitor e Daniel rirem, mas apenas rolou os olhos.
- E vocês acham que vou conseguir alguma coisa com vocês feito urubus em cima de mim? – perguntou debochado.
- Pra sua sorte, estamos todos muito bem arranjados. – Daniel sorriu. – Minha companhia tem amigas.
- Eu odeio vocês. – falou sério, fazendo os amigos rirem.
- E são todas lindas, não vamos pra sua casa, então você está livre pra levar quantas você quiser pra lá. – Daniel assegurou e rolou os olhos.
- Cala a boca, antes que eu deixe vocês aqui e volte pra casa. – resmungou, saindo do carro e sendo seguido pelos três, que ainda riam de seu mau humor.
não estava mais naquele momento de curtição e baladas, concordava que estava mesmo precisando de sexo, mas não queria ter que encarar um local cheio de jovens bêbados e com hormônios escapando pelos poros. E, vindo dos amigos, sabia que a tal companhia não seria uma pessoa tão... agradável para uma conversa, seria apenas sexo e uma promessa falsa de ligação que nem ela acreditaria e nem ele faria.
E assim que adentraram o local, soltou um resmungo inaudível. Lotado. Mais do que lotado, ele diria. Queria um lugar para se sentar, preferencialmente no bar, já calculando como faria para sair dali cedo para conseguir dormir o suficiente e ir descansado para o treino. Então, levaria a tal acompanhante para a casa dela, daria uma desculpa de ir embora cedo e ela nunca mais ouviria falar dele se não gostasse de futebol.

- Elas já chegaram. – Daniel falou alto em seu ouvido e saiu arrastando o amigo entre a multidão, que parecia ser englobar todas as pessoas de Madrid.
Chegaram a uma mesa em que três belas mulheres estavam sentadas.
Eles eram quatro. A conta não estava fechando.
conhecia a acompanhante de Daniel, eles vinham saindo há uns tempos, as outras duas logo estavam abraçadas a Aitor e Ruben. Ele tinha ficado sozinho. Seria um candelabro e tanto para os amigos.
Que ótimo, pensou.
- Leah não pode vir, sinto muito. – a que estava com Aitor falou. – Mas, estamos numa boate cheia de gente.
- É, eu percebi. – ele resmungou e ela, claramente, não ouviu. – Então, vou tratar de procurar por alguém.
- E viva o Rei da Noite. – Ruben provocou e teve que se conter para não soltar meia dúzia de palavrões antes de se virar e sair de perto.
Desviou de outro mar de pessoas até conseguir chegar ao bar. A parte boa é que não teria que aturar uma pessoa que não queria, então estaria livre para ir embora bem antes e dormir o suficiente para chegar descansado para o treino. Já tinha passado da fase de ir aos treinos de ressaca e, por vezes, ainda bêbado. Agora ele queria apenas treinar em paz, dar seu melhor, firmar seu lugar no time e retribuir a confiança da torcida e do treinador. Jogar no Real Madrid era uma responsabilidade imensa e ele não queria estragar aquela chance.
Sentou-se no bar, ignorando a pista de dança, e pediu ao garçom uma dose dupla do melhor whisky da casa. O relógio marcava dez e meia da noite, ele se deu o prazo de onze e meia e iria embora. Queria que o filho estivesse em casa, porque não teria nem saído de lá, pra começo de conversa. Estariam no sofá de casa vendo Minions pela enésima vez, o menino dormiria na metade do filme e ele terminaria de ver sozinho.
A primeira dose de whisky foi tomada bem devagar, degustando cada gole da bebida e tentando distrair-se do volume altíssimo – e provavelmente nada recomendado – da música. Ele não fazia a menor ideia do que era aquilo, não se importava e pensou em ir embora naquele momento, mas acabou arrastado para a pista de dança com os três casais para os quais ele tinha a missão de segurar vela naquela noite.

-x-


- Eu duvido! – desafiou rindo. Estava abraçado pelos ombros à namorada e os dois riam de .
- Vai continuar duvidando. Eu não estou bêbada, , não vou me prestar a esse tipo de coisa.
- Então quando você estiver bêbada, você vai? – Flora perguntou rindo e não conseguiu conter a risada.
- Eu odeio vocês dois. – respondeu rindo. – Enfim, cansei de segurar vela, então eu vou beber um pouco mais, ficar bêbada, dançar e ir embora pra casa, porque em algumas horas eu serei babá de duas crianças.
- Como se isso fosse um problema pra você, . – Flora rolou os olhos. – E são os seus sobrinhos, então vai ser tranquilo.
- Você fala isso, porque nunca viu o Sergio se pendurando nas coisas e correndo por todos os lados cantando e gritando. – respondeu rindo. – Mas vá beber mesmo, , porque eu quero beijar minha namorada e você está me atrapalhando.
- Eu te xingaria com um belo palavrão, mas vou respeitar a presença das damas no lugar. – falou rindo e se levantou.
Antes que pudesse chegar ao bar, um homem se colocou em seu caminho, impedindo sua passagem. Ele era bonito, cabelos e olhos escuros, tinha um copo em mãos e um sorriso muito convencido em seus lábios.
- Achei que você nunca sairia de perto dos seus amigos, estou a noite inteira te olhando. – ele falou alto e o olhou entediada. – Vamos dançar?
- Não.
- Então você é difícil? Preciso te pagar uma bebida e tentar te convencer?
- Não. – ela repetiu e deu um passo para o lado, mas foi, novamente, impedida de passar. – Se você não sair da minha frente, eu vou te bater.
- Que isso, gatinha, não precisa de agressividade. – ele sorriu de lado. – Só quero te pagar uma bebida, dançar com você e, quem sabe, algo mais...
- Não.
- Você tem namorado?
- Não. Eu só não estou afim de dançar, não quero beber com você e muito menos “algo mais”. – ela falou alto, fazendo aspas com os dedos. – Então, sai da minha frente.
- Eu posso mudar esse seu não pra um sim.
- Se você tentar, eu vou te dar uma surra. – ela sorriu sem mostrar os dentes e o homem deu um risinho debochado. – Com certeza você vai achar alguém que queira ficar com você aqui hoje, mas esse alguém não sou eu.
- Tudo bem gata, mas ainda vamos nos trombar essa noite e você vai se arrepender de deixar essa oportunidade passar. – ele falou em tom pirracento e saiu de perto de .
Ela nem se deu ao trabalho de pensar numa resposta, apenas caminhou até o bar, se espremendo entre todas as pessoas que lotavam aquele lugar, e se sentou. Beberia o suficiente para se sentir propensa a dançar, iria embora próximo à meia noite, dormiria na santa paz e estaria sem ressaca e descansada para cuidar dos sobrinhos.

-x-


- Eu quero um negócio desse que ela tá bebendo. – berrou para o barman, que assentiu.
Ele tinha se livrado dos amigos há algum tempo e estava no bar bebendo de tudo e mais um pouco. Não fazia a menor ideia das horas, só queria beber até que estivesse certo de que não conseguiria treinar sem se arrepender amargamente de ceder às chantagens dos amigos e usaria isso como desculpa para nunca mais sair de casa à noite para boates. Pai de uma criança e cedendo à chantagens de um grupo de homens adultos hormonalmente descontrolados? Ele não merecia treinar em paz mesmo.
A mulher tinha passado boa parte daquelas horas sentada há três bancos de distância de , tinha bebido diversas coisas e fazia movimentos de dança ainda que sentada. Nenhum dos dois tinha se falado ou se olhado, não faziam questão e queriam apenas beber. Unidos pela pouca vontade de estar ali, aparentemente.
O barman lhe entregou a bebida, que foi paga logo em seguida, e enquanto se entretinha com o gosto adocicado que disfarçava a quantidade excessiva de álcool, a mulher saiu do local em que estava e foi substituída por outra, que sentou-se no banco logo ao lado de .
- Eu não faço ideia do que é isso que ele está bebendo, mas eu quero cinco vezes mais alcoólico. – ela falou ao barman, que riu, mas pareceu convencido o suficiente pela mulher.
- Vai descontar no álcool? – perguntou alto tentando enturmar e a mulher o olhou com desdém.
- Não é da sua conta se eu estiver fazendo isso. Cuida da sua vida – respondeu desaforada e se virou para o barman, que lhe entregou uma bebida e pegou a nota que ela tinha em mãos.
- Você ficou calado a noite inteira e quando abriu a boca, tomou o maior toco. – ouviu uma voz feminina, usava um tom debochado, e ele se virou para o outro lado, encontrando outra mulher sentada ali.
- Eu devia ter continuado calado. – ele riu sem humor e voltou a beber.
- Sabe esse que você fez pra mal educada que saiu daqui? – a mulher perguntou ao garçom, que assentiu. – Quero um melhorado. Quanto mais álcool, melhor.
- Você está bebendo há horas, guapa, é hora de pegar leve. – o barman falou, se debruçando sobre o balcão e deu um sorriso de lado de forma galanteadora.
- Você deveria me agradecer por isso, estou fazendo sua noite render boas cifras e com uma bela visão também. – ela falou dando um sorriso e o barman riu.
- Espero que você não tenha tanta ressaca quanto acho que terá, porque pelo que eu me lembro de ter ouvido você falar, você deveria ter ido embora há um tempinho. – o barman falou ainda rindo.
- Guapo, apenas prepare o melhor drink que você já fez na sua vida e eu me encarrego de bebê-lo. Se você conseguir me embebedar com esse drink, eu levo o rapaz que tomou toco pra dançar. – ela falou alto e se virou para olhá-la.
Parecia bonita, mas ele não estava sóbrio o suficiente para ter certeza de nada. Só podia dizer que ela ficava muito bem de verde. Ou parecia que sim, ele também não podia afirmar nem que aquilo era mesmo verde ou se ela ficava mesmo bem naquela roupa.
- Resta saber se ele vai querer. – o barman entregou a ela o copo com a bebida, fazendo-a dar um sorriso enorme, e pegou a nota que ela lhe estendia.
- Com certeza vai, ninguém é louco de dizer não a única mulher sóbria deste lugar. – ela falou, dando uma risada muito mais alta do que o necessário, provando que ela estava tudo, menos sóbria.
- Talvez eu aceite, mas você vai ter que ser convincente. – entrou na conversa e ela sorriu, aceitando o desafio.
- Diga o que preciso fazer.
- Vamos fazer uma competição de virar bebidas. Tequila. Quem conseguir virar cinco antes do outro, ganha. Se você ganhar, dançamos.
- E se você ganhar? – ela perguntou quase debochada, levando o próprio copo à boca e virou todo o conteúdo antes que conseguisse elaborar uma resposta, dando um sorriso da expressão embasbacada do homem.
Ela ganharia. E ele nem mesmo tentaria tirar dela essa vitória.
- Cinco tequilas pra cada? – o barman perguntou rindo e assentiu. Logo os copos para os shots estavam alinhados e cheios, foram devidamente pagos e esperavam apenas pela competição. estava arrependido de ter sugerido aquilo, porque já tinha bebido demais e ainda teria que voltar pra casa dirigindo, treinaria em algumas horas e não queria nem mesmo imaginar como seria difícil fazer isso depois de um porre de tequila.
- Quer desistir? – ela perguntou em tom debochado.
- Claro que não.
- Guapo, você faz a contagem regressiva. – ela falou para o barman.
- Três... dois... um... valendo! – o barman falou e quando se deu conta de que era para começar, a mulher já tinha virado o primeiro shot e estava prestes a virar o segundo.
E ela virou os cinco antes que ele pudesse terminar o terceiro.
- GANHEI! – comemorou animada, erguendo os braços. Bêbada. – Precisa de ajuda?
- Não vou mentir, sim, preciso. – confessou e ela riu, antes de tomar um dos shots.
- Então, você agora me deve uma dança. – ela ficou de pé com certa dificuldade e deixou que seus olhos ébrios percorressem toda a extensão do corpo dela.
- Você é bonita.
- Obrigada, mas você está bêbado. E todo mundo parece bonito quando estamos bêbados. – ela respondeu alto. – Agora anda logo, vamos dançar!
- Certo, certo. – ele respondeu derrotado.
- A propósito, meu nome é . – ela se apresentou sorrindo simpática.

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- Não dá pra dançar isso. – falou alto no ouvido de e ela riu, envolvendo o pescoço dele com os braços.
- Quero sim! – ela respondeu alto e deu uma gargalhada.
- Quer o quê? – perguntou confuso.
- Você é cheiroso. – falou, aproximando mais o nariz do pescoço de .
- Não dá pra dançar isso! – repetiu, mas não riu e nem respondeu dessa vez.
colocou uma das mãos nas costas de e os dois trocaram mais meia dúzia de palavras que o outro não entendia, ela abraçada ao pescoço dele e ele permanecia com a mão nas costas dela, até resolver ir ao banheiro e falar que o esperaria no bar.
- Você ainda está aqui? – ouviu e se virou, encontrando Daniel no banheiro.
- Parece que sim. – respondeu com a voz arrastada e deu de ombros.
- Achou alguém?
- Não. – mentiu. – Só vim aqui antes de ir embora, eu já devia estar em casa dormindo.
- Eu te vi na pista abraçado com uma mulher...
- Impressão sua. – deu de ombros de novo e foi lavar as mãos.
- Você é a única pessoa de touca nesse lugar, é claro que era você. – Daniel riu.
- E vocês todos ainda estão aqui? – desconversou.
- Só eu. Ruben e Aitor já foram embora faz tempo.
- Nós nos vemos mais tarde então.
- Não, porque nós vamos embora pra Málaga direto. – Daniel respondeu e assentiu.
Aquela conversa estava sóbria demais e exigindo muito de uma lucidez que ele não tinha há um bom tempo. Depois de se despedirem, seguiu cambaleante pela multidão que ainda não tinha diminuído e encontrou , com um copo cheio de um líquido colorido que ela sorvia sem nenhum pudor.
- Vai com calma. – brincou e ela deu de ombros.
- Quero outro. – pediu ao terminar e o barman a olhou desconfiado.
- E você? – perguntou a .
- Quero uma garrafa de água, preciso dirigir daqui a pouco. – respondeu e o homem assentiu, saindo de perto. – Você está de carro?
- Não. – ela negou e se virou pra ele. – Mas aceito carona.
- Você sempre aceita carona de desconhecidos? – perguntou e o barman lhe entregou a água e deu a a bebida de antes de sair de perto dos dois e ir atender os outros clientes.
- Não, eu só aceito caronas das pessoas que eu quero. – deu um sorrisinho de lado e começou a tomar seu drink pelo canudo. Ou estava muito bêbado, ou tinha mesmo ouvido um tom sugestivo de naquela frase. Não, ele devia estar muito bêbado. Ela nem mesmo tinha lhe perguntado seu nome, não tinha nem mesmo lhe reconhecido. Certo, ela estava muito bêbada para prestar atenção naquele detalhe, mas ainda sim.
- Entendi. – respondeu dando uma risadinha.
- É eu espero que tenha entendido mesmo. – falou baixo.
- Quê? Não ouvi.
- Chega mais perto e eu te falo o que é. – respondeu e se aproximou.
- Pode falar.
deixou o copo quase vazio sobre o balcão e puxou para que se beijassem. Finalmente. Ela tinha cobiçado aqueles lábios desde que tinha posto os olhos nele naquele bar, bebendo sozinho e totalmente alheio a tudo. Parecia conhecido, mas tinha tanta gente naquele lugar que todo mundo lhe parecia um pouco conhecido mesmo. Ela não queria saber nomes e nem sobrenomes, queria apenas se divertir, mais nada.
não resistiu, não a afastou e tampouco parecia entediado. Ele também queria beijá-la, porque, afinal, tinha sido uma boa companhia durante a noite e os dois podiam muito bem terminá-la de uma forma ainda melhor. A mão livre de apertou a parte descoberta de uma das coxas de e ela lhe mordeu o lábio em resposta à provocação.
- Acho que a gente devia sair daqui. – falou, separando os lábios dos de e ele assentiu um tanto atordoado. – Você consegue dirigir?
- Claro. – ele respondeu, encarando os lábios de e voltou a beijá-la. O gosto doce da bebida que tinha acabado de tomar era ainda melhor na boca dela, dava ainda mais vontade de beijá-la, de lhe arrancar cada peça de roupa e tocar cada pedaço dela.
queria despi-lo o mais rápido que pudesse, o perfume dele a estava enlouquecendo e a forma como a boca era macia e deliciosa a faziam imaginar se seriam tão habilidosas em outras partes de seu corpo e não apenas em contato com a sua própria boca.
- Então é melhor a gente sair daqui. – foi novamente quem se pronunciou, separando os lábios dos de e ele assentiu.
Sentia-se sóbrio o suficiente para dirigir, mas totalmente inebriado pelo ser humano , ela tinha lhe deixado atordoado. o puxou pela mão pela multidão, a caminho da saída da boate e teve que se concentrar em dobro para sair sem ser notado, esperando que ninguém mesmo o tivesse reconhecido ali, e logo estavam do lado de fora, um ar mais puro para se respirar.
- Cadê seu carro?
- Na rua do lado. – respondeu e voltou a ser puxado por , que parecia com pressa e seus passos eram incertos e descoordenados sobre aqueles saltos altos.
Ele apertou o alarme no controle do carro e as luzes piscaram, anunciando o local em que o carro estava e que as trancas estavam abertas.
- Uau. – soltou a exclamação totalmente surpresa ao ver o carro.
- Onde você mora?
- Em um apartamento que tem paredes finas demais e eu não pretendo que meus vizinhos saibam que eu estava fazendo sexo. – ela respondeu com a voz um pouco arrastada e soltando uma risada em seguida. – Eu até perguntaria se você também mora num lugar assim, mas pelo carro, tenho certeza que não.
- Então vamos lá pra minha casa. – ele respondeu, tomando seu lugar do lado do motorista e demorou-se até conseguir colocar o cinto. já estava no banco do passageiro, com o cinto afivelado e se inclinou para ajudá-lo a colocar o próprio cinto.
- Você tem certeza que consegue dirigir? – ela perguntou quase debochada.
- Consigo. E ainda bem que é perto, porque não vejo a hora de chegarmos lá.
- Eu até te provocaria um pouco até chegarmos lá, mas se você não conseguiu fechar o cinto, capaz de nos matar se eu tentar alguma coisa.
- Não vou negar que você está certa. – deu partida no carro e arrancou mais rápido do que queria e deveria.
manteve sua mão na coxa de e podia senti-lo tenso, preocupado com qual seria o próximo movimento dela ali.
O caminho foi rápido até o grande condomínio, o carro foi deixado do lado de fora da casa, sem preocupação em ser colocado na garagem, porque nenhum dos dois aguentava mais esperar para se tocar de verdade, tampouco tinha os reflexos suficientes para tanto.
A porta foi aberta com certa dificuldade e até estranhou que Bubu não tivesse dado as caras, mas não procurou saber o motivo, porque estava ocupado demais prendendo o corpo de contra a porta e avançando sem pudor algum sobre os lábios dela, que se livrou da toca que ele ainda usava e enfiando os dedos nos cabelos dele.
Sentia-se bêbada demais para tomar qualquer decisão, mas sabia que queria muito transar com aquele homem bonito, dos beijos gostosos e que parecia não ser gostoso apenas nos beijos.
levantou o vestido de sem dificuldade e lhe apertou as coxas com vontade, arrancando um gemido de dor da mulher, dado entre o beijo desesperado que trocavam. Ele passou os dedos sobre o tecido da calcinha que usava e que começava a ficar molhado. Não podia fazer nenhuma brincadeira a respeito, porque estava tão excitado quanto. Os lábios trocaram de lugar e lhe deu um chupão dolorido no pescoço, fazendo com que ele a apartasse um pouco mais contra a porta e ela lhe deu uma mordida leve.
- Não estou sóbria o suficiente para muitas preliminares, mas estou curiosa pra saber se essa sua boca também é boa em outras partes do meu corpo. – falou embolado e arrancou a própria blusa antes de dar uma olhada na mulher.
- Você é maior de idade, certo?
- Claro que sou. Eu tenho vinte e dois. – ela respondeu e se ocupou em abrir a calça que usava e ele se encarregou de se livrar dos tênis e da própria calça, antes de prestar a devida atenção em que tirava o próprio vestido e a calcinha.
Ele não falou, apenas a deitou no sofá e tratou de se deitar sobre o corpo dela, lhe beijando o pescoço e deixou um chupão ali, recebendo um caminho de arranhões em suas costas. A boca parecia pesada e ele deixou outras marcas enquanto descias os beijos pelo pescoço e colo de .
A pele dela se eriçou quando depositou um beijo no vão de seus seios e sentiu sua barba roçar em sua pele, enquanto os lábios se ocupavam de distribuir beijos por seus seios e barriga, sem se demorar muito até chegar ao local que ambos queriam que ele estivesse.
Os beijos tornaram-se chupões nas coxas de e ela soltou um gemido que misturava tesão e dor, enquanto sentia os lábios dele tão próximos, mas o que a tocou primeiro foram os dedos de , que foram certeiros em seu clitóris para excitá-la ainda mais. Não havia lentidão em seus movimentos, sabia como e onde tocar para que soltasse um suspiro pesado e apertar os próprios seios.
passou a língua pelo exterior da intimidade de de forma lenta e quando a olhou, quase desafiador, sentiu que podia gozar sem que ele fizesse alguma coisa efetiva.
Ele usou os dedos para separar os grandes lábios e logo sua língua deslizava por toda a extensão da intimidade dela, tocando cada centímetro e sentindo seu gosto, da forma mais suave que podia, mas com uma precisão que fazia se contorcer e morder o próprio lábio para não gemer tão alto. sabia exatamente onde e como tocar, qual a pressão correta e os movimentos necessários para levá-la aos céus.
Como se não fosse suficiente, ele resolveu voltar a usar as mãos, fazendo um gemido alto escapar dos lábios de quando sentiu o indicador de passear por sua entrada, enquanto a língua permanecia se movimentando em seu clitóris. Ele não demorou a colocá-lo no interior de , juntamente com o dedo médio, ela voltou a apertar e massagear os próprios seios e soltou um gemido sofrido e, involuntariamente, ela começou a movimentar o quadril para que a intensidade aumentasse.
aumentou a velocidade dos movimentos das mãos e pouco depois voltou a tocar o clitóris de com a língua, fazendo-a soltar um gemido mais alto. Estava chegando ao orgasmo e podia sentir que seria dos bons. , percebendo isso, continuou estimulando até que soltou um gemido mais alto e rouco, sentindo cada pedaço do próprio corpo estremecer.
Ele beijou cada pedaço de pele possível até alcançar os lábios de , que estavam absurdamente sedentos pelos dele, e ela o envolveu com as pernas, aproximando sua intimidade molhada do membro dele ainda coberto pela cueca.
- E então, minha boca é boa em outros pedaços do seu corpo também? – perguntou em tom provocativo quando separaram os lábios e mordeu o lábio de com mais força do que o necessário, recebendo as unhas dela em seus ombros.
- Mais do que isso. – respondeu mole e deu uma risadinha, antes de apertar as coxas dela que ainda o estavam envolvendo. – Mas agora eu quero que a gente transe como se não houvesse amanhã.
- O seu desejo é uma ordem. – respondeu, dando uma mordida leve no queixo de , que soltou um gemido mimado, antes de soltar as pernas e arrancar a cueca de sem muita cerimônia.
- Senta. – ela ordenou e não hesitou em obedecer. lhe deu um beijo no pescoço, beijando os ombros em seguida e sentou-se em seu colo, inclinando o corpo de para trás, para que tivesse livre acesso ao tronco do homem, que foi percorrido por suas unhas, de forma pouco delicada e ele soltou um gemido dolorido ao sentir as unhas de descendo sem muita delicadeza.
Os dedos gelados de envolveram seu membro que há tempos estava duro e ela se inclinou para beijar-lhe o pescoço, enquanto movimentava a mão para masturba-lo, de uma forma muito mais lenta do que gostaria que fosse. Ele soltou um gemido sofrido enquanto sentia os lábios de em seu pescoço e os dedos dela sendo tão carinhosos e ao mesmo tempo tão carrascos. Ele não aguentaria muito tempo assim.
- Você gosta disso? – perguntou num sussurro e mordeu o lábio inferior de , numa provocação clara.
soltou uma risada sofrida em resposta àquela provocação antes de beijá-la, de forma desesperada e esbanjando desejo, mas tomou o controle do beijo e diminuiu o ritmo, fazendo com que soltasse um resmungo sofrido e separasse os lábios dos dela, deslizando-os por toda pele exposta do pescoço e colo de , que soltou um resmungo. Se não podia vencê-la, se juntaria a ela naquele jogo de provocações até que um dos dois cedesse.
- Você quer ficar por aqui mesmo?
- Temos bastante tempo, dá pra usar vários lugares. – respondeu e lhe mordeu de leve o lóbulo.
- Então vamos aproveitar. – ele resmungou, sentindo os lábios de indo de encontro aos seus, agora cheios de desejo e mais descoordenados do que antes.
não esperou por um pedido ou que ela fizesse algo, apenas virou o corpo de e encaixou-se entre as pernas dela, sem nenhuma cerimônia ele a penetrou vagarosamente, sentindo a sensação de – finalmente! – estar dentro de e vendo-a soltar um gemido aliviado.
O ritmo dos movimentos não foi lento em momento algum, os gemidos eram altos e as mãos não tinham um lugar certo, mas deixavam marcas por onde passavam. As costas de tinham um rastro de unhas, as coxas de ficariam marcadas com os dedos de por vários dias também, além dos pescoços que teriam marcas de chupão e mordidas.
- Só mais um pouquinho. – falou num fiapo de voz, enquanto se movimentava da forma mais rápida que conseguia, pouco se aguentando também.
sentiu seu corpo preencher-se com a familiar – e deliciosa – explosão de sensações que trazia um orgasmo bem atingido, sentindo cada célula de seu corpo ser preenchida de prazer.
, pouco depois, sentiu o mesmo, quando gemeu da forma mais sensual que ele já tinha ouvido na vida. Ele ainda se demorou um pouco dentro dela, juntando os lábios num beijo mais comedido.
- Acho bom você se recuperar rápido, porque eu quero mais. – soprou contra os lábios dele e apenas riu.
- Mas agora na cama, se não for pedir muito. – respondeu, ficando de pé e a puxou para que ficasse de pé e os dois subiram as escadas até o quarto de .
- Você é muito gostoso. – falou quando entraram no cômodo e ela o prendeu contra a porta, analisando o corpo nu do homem e passou a língua pelos próprios lábios enquanto o esquadrinhava.
- Não mais que você. – respondeu e avançou em seus lábios, enfiando os dedos nos fios de cabelo que estavam longos e não seriam cortados tão cedo e as unhas foram mais delicadas ao lhe tocarem a nuca, antes de direcioná-las até o membro de , movimentando os dedos ao redor dele.
Mas ela não se demorou no beijo, ainda que quisesse muito beijar aquela boca por mais tempo, mas sua intenção ali era outra. Se ele tinha uma boca tão boa para lhe dar prazer, se sentia no dever de lhe fazer o mesmo. Ele merecia um agrado daquele.
Ela beijou o pescoço de demoradamente antes de começar a abaixar-se para lhe beijar a barriga e sentiu estremecer sob os beijos molhados que recebia na região. Alguns beijos acabaram um pouco mais doloridos que outros, deixariam marcas que demorariam alguns dias para sair, mas nada que acharia ruim, porque gostaria muito de ver aquelas marcas e se lembrar daquela noite.
passou a língua pela base da barriga de , antes de, finalmente, alcançar seu membro. Ela passou a língua por toda sua extensão, mantendo os olhos fixos nos de e não demorou a colocá-lo na boca, fazendo com que ele arfasse e soltasse um gemido rouco.
Os movimentos de eram lentos, fazendo levar a mão até os cabelos de , incentivando-a a aumentar a intensidade de seus movimentos, mas ela não obedeceu e nem se rendeu, porque vê-lo daquela forma, totalmente excitado, era bom demais. Ela sugava devagar, movimentando a mão direita junto com a boca e gemia alto, já tinha desfeito todo o contato visual e tinha a cabeça inclinada para trás, enquanto continuava sem pressa nenhuma em sua carícia. Ela deslizou de forma lenta e leve as unhas da mão livre pela virilha de e ele soltou um gemido alto, acompanhado de um palavrão.
- Porra , não faz isso comigo, você vai me matar. – falou num resmungo e o tirou da boca.
- Então olha pra mim. – falou provocativa.
baixou os olhos até encontrar os dela e ele concluiu que poderia gozar de novo só de olhar para . Ela, sem demora, voltou a chupá-lo, dessa vez de forma mais rápida, fazendo voltar a respirar de forma pesada e que seus dedos se apertassem mais ainda entre os cabelos dela. Mas antes que pudesse gozar, ele a afastou, erguendo seu corpo e a beijou, conduzindo-a até sua cama, mas não teve tempo de deitá-la para voltarem a transar. se virou e o empurrou na cama primeiro, lhe lançando um olhar cheio de desejo.
- Senta. – ordenou e não teria desobedecido nem se quisesse.
Ajeitou-se na cama e não tardou a sentar-se em seu colo, com uma perna de cada lado do corpo do homem e não perdeu tempo conversando, apenas usou a mão direita para segurar o membro de e o deslizou devagar para seu interior, soltando um gemido baixo ao pé do ouvido de , que a apertou em resposta.
As mãos de estavam nos quadris de e ela tinha as suas nos ombros dele, aproveitando para desfrutar daquele pedaço de corpo que ela tanto tinha gostado. Num primeiro momento nenhum dos dois se moveu, ela apenas juntou os lábios aos dele num beijo quente, começou a se movimentar para cima e para baixo devagar, deixando que deslizasse dentro dela por completo.
Os lábios foram separados e ela gemeu baixo, sentindo as mãos de lhe apertarem as nádegas com vontade. Os movimentos tornaram-se mais rápidos e vários gemidos e ofegos escapavam dos lábios de ambos, que logo voltaram a se beijar de forma intensa, acompanhando os movimentos rápidos.
Ela apertou as unhas nos ombros de e, em resposta, as mãos dele se firmaram em seus quadris, querendo aprofundar ainda mais os movimentos e fazendo soltar um gemido abafado contra sua boca, ela desacelerou os movimentos, rebolando tão devagar que fez soltar um resmungo sofrido. usou as mãos para erguer o rosto de , para que se olhassem nos olhos enquanto ela o provocava e os levava a um limite quase insuportável.
sentiu se contrair contra ele, propositalmente, e foi quando ele sentiu que não duraria muito mais. levou uma das mãos para a nuca de e arranhou a área bem devagar, enquanto seus movimentos lentos continuavam, a deixando tão enlouquecida quanto ele estava. não demorou a juntar os lábios aos dela, dando um beijo lento e distribuindo algumas mordidinhas, provocando-a para que os movimentos voltassem a ser rápidos e pareceu dar certo, voltou a subir e descer sobre ele, movimentando o quadril de forma rápida e se apertando contra ele.
- Faz de novo daquele jeito que fez na sala. – pediu quase manhosa, dando um beijo no pescoço de .
usou a mão direita para tocar o clitóris de e ela gemeu alto, tombando a cabeça para trás, sentindo a carícia de , que aproveitou a concessão de acesso aos seios de e passou a língua por um dos mamilos, sentindo-o se enrijecer um pouco mais. subia e descia rapidamente, os gemidos tinham perdido totalmente o controle e estavam mais altos do que tinham sido aquela noite.
- Vai , dá aquela rebolada que você deu pra mim, vamos juntos dessa vez. – pediu dando um sorriso safado.
lhe deu um beijo rápido, antes de voltar a se contrair contra e rebolar devagar em seu colo. As duas mãos de voltaram aos quadris de e ela enfiou os dedos entre os fios de cabelo de , para que mantivessem aquele contato visual e ele lhe mordeu o lábio inferior, puxando sem nenhuma delicadeza, arrancando de um resmungo dolorido e fazendo com que ela aumentasse a intensidade com a qual se movimentava sobre .
Os dois se tocavam e apertavam como conseguiam, até que, juntos, chegaram ao orgasmo. Era o segundo da noite e se não estivessem tão cansados, podiam ter mais alguns. ainda se demorou um tempo sentada no colo de , ainda se recuperando do orgasmo tido e ele fazia o mesmo.
Tinham transado sem camisinha, mas isso podia ser resolvido mais tarde, por hora podiam apenas dormir durante aquelas poucas horas que os separavam da manhã. Deitaram-se lado a lado e cobriu seu corpo com o lençol da cama, macio e suficiente para que ela não sentisse nem frio e nem calor.
- Eu dei pra você a noite inteira e não sei qual é o seu nome. – ela falou baixo, com os olhos fechados e já embarcando num sono que não duraria muito.
- , meu nome é . – ele falou baixo, também embarcando no mesmo sono, mas não ouviu, já tinha dormido.




Fim.



Nota da autora: Eu sou péssima pra escrever fanfic restrita, nunca consigo achar que ficou bom e natural, sempre me parece um pornô daqueles bem ruins HAHAHAHHAHAHAHAHA
Enfim, essa ideia me ocorreu beeeem antes do especial ser anunciado, mas eu não conseguia desenvolver de um jeito que me agradasse, escrevi e reescrevi dezenas de vezes e só agora ela me parece boa o suficiente para ser publicada. Espero que vocês tenham gostado de ler (e que tenha ficado bem feito também) e de descobrir como os PPs de La Excepción se conheceram. Inclusive, se quiserem dar uma lidinha lá e acompanharem a história, fiquem a vontade 😊

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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