Última atualização: 16/09/2017

Capítulo 01

Ao entrar no bar notou o quanto aquilo era tão exagerado com todas aquelas luzes e fumaças. Não era tão exagerado como as roupas que ela normalmente usava para frequentar lugares assim. Quando exagerada tem o sentido que ou ela estava usando uma saia que parecia um cinto ou realmente estava usando um cinto achando que era uma saia. A ordem dos fatores não altera o produto!
– É, , hoje, como você vai ter que ser carregada ou ir engatinhando, é melhor usar roupas confortáveis.
Ela disse confirmando os pensamentos que estava tendo em especial para aquela noite. Uma calça jeans básica e nenhum salto para não correr o perigo de cair e se machucar. Os únicos hematomas possíveis que gostaria de ganhar naquela noite era de algum ato sexual. Hoje era o dia exato para ser emparedada, beijada e usada.
– Falando assim eu me sinto quase uma ninfomaníaca.
riu descendo devagar as escadas com medo de esquecer algum degrau. O escuro e as luzes da pista de dança estavam tão chamativos que ela achou complicado encontrar o último degrau. Dificilmente explicar o que se passa na cabeça dos donos desse lugar, não só desse como de todos os outros lugares. Quando uma pessoa vai a esse tipo de bar a intenção dela é beber, dançar e só sair de lá quando não aguentar mais. Com uma escada desse tamanho só aumenta mais a humilhação da pessoa que, ao invés de sair andando como uma pessoa normal, provavelmente vai sair engatinhando com medo de não ter equilíbrio necessário para subir tudo aquilo.
– Escadas são inimigas de pessoas com alto teor alcoólico no sangue.
Ela imediatamente rolou os olhos pelo lugar conhecendo todos os pontos estratégicos de saída e também procurando por um lugar confortável onde fosse possível ser vista por todos e também pudesse admirar todos que estivessem na pista de dança. O bar estava lotado e com muito esforço ela conseguiu uma ótima cadeira com todos esses requisitos que estava procurando. Inclusive ganhando um bônus extra porque o barman era maravilhoso demais.
– Vamos abrir os trabalhos…
levantou a mão delicadamente olhando para o barman e pedindo logo de cara três doses de tequila.
Álcool era algo que estava precisando naquele dia. E engana-se quem achava que eram apenas alguns copos. A intenção era tão óbvia e clara para essa noite, beber até não aguentar mais e provavelmente ir para a casa de algum homem lindo e, se não tivesse nenhum homem lindo, pelo menos ir para a casa de alguém rico. Nem sempre ela podia ser exigente dessa maneira, querer um homem lindo e rico, por favor. Era pedir demais. Todo mundo sabe que é quase impossível.
– Ou não… – Ela riu repentinamente daquele pensamento.
O som estava alto abafando a maioria da conversa dos que estavam ali. Nada de interessante do lado esquerdo e muito menos interessante do lado direito. Exatamente como estava esperando. Sua única opção estava sendo o barman.
– Então é isso...
Um homem alto e másculo foi ao encontro dela sorrindo abertamente. Ao analisar a postura dele logo imaginou que queria jogar conversa fora. Droga, sexo e bebidas.
– Não! – Ela disse nem ao menos dando chance para que ele falasse alguma coisa. – Não estou afim de beber nada com você. Muito menos fumar alguma coisa, quem diria então me pegar naquele banheiro sujo.
– E… – Ele tentou de alguma maneira achar algo que fosse válido responder diante do que a garota tinha acabado de falar. Mas, nada do que ele pudesse dizer era necessário para reverter esse quadro. ainda não estava bêbada o suficiente para começar a fazer qualquer tipo de coisa com qualquer tipo de pessoa. Também tinha princípios.
– Boa noite.
Ela bateu levemente em seu peito dando por encerrada a conversa.
O lugar estava cheio e por incrível que pareça cheio de mulheres visivelmente bêbadas. Não entendeu porque o alvo era justamente ela, uma pessoa tão comportada e tão vestida julgando por todas as outras que estavam quase sem roupa.
– Você tem talento. – Outro homem sentou-se tomando um gole da garrafa de vodka que estava em suas mãos. respirou fundo, não sabendo se teria novamente paciência para outro fora em menos de dois minutos. – Antes que você comece a pensar em maneiras de me atacar. Não estou afim de fazer sexo com você. – Ele riu divertido.
Outch! Isso a desarmou por completo.
– Claro, ao menos que você queira fazer. Estou aqui para suprir a necessidade de todas as mulheres.
– Engraçado. – virou-se para ele curiosa. – Você consegue alguma garota com esse papo todo? Tão monótona essa história de “suprimir a necessidade feminina”.
Foi a vez de se divertir com o assunto. Ao contrário da abordagem anterior, esse que estava sentado ao seu lado tinha olhos claros e uma pele extremamente lisa. O formato de sua boca era perfeito combinando com os traços bem formados do seu rosto.
O cabelo claro bem curto. foi capaz de perder alguns segundos reparando em todos esses detalhes e ele ainda estava no mesmo lugar iniciando uma conversa que ela nem ao menos estava prestando atenção. Em outra ocasião o teria achado atraente.
. – Ele estendeu uma das mãos apresentando-se.
. – Cumprimentou acenando apenas com a cabeça. Seja lá quem fosse ela não estava interessada em nenhum contato carnal com ele. Não era o tipo de homem que estava procurando essa noite.
– Esperando alguém? – Ele perguntou curioso ao ver que a garota estava ficando nervosa com a presença dele tão próxima assim.
– Estou.
Respondeu seca dando um fim naquela conversa. não estava entendendo que ela não estava com a intenção de ficar trocando palavras com ninguém. O lance era beber e depois cair na pista de dança. Não era o dia para fazer amizade e nem trocar número com ninguém.
– Atrapalho? – novamente perguntou, achando um assunto. era o típico homem que não iria desistir assim tão fácil de uma conquista. Ainda mais quando era uma conquista difícil dessas.
. – Ela virou-se para ele sorrindo falsamente. – Eu não quero assunto com você, sabe?
sem perceber aproximou o seu rosto para mais perto do dele, sendo possível assim com essa distância sentir a fragrância do seu perfume. Controlou rapidamente a respiração para não parecer que aquele perfume tinha sido um ponto positivo também a favor dele. Não estava na equação acabar a noite com , não mesmo.
– Eu não estou tentando puxar assunto com você.
sorriu, voltando a tomar um gole de sua vodka.
– Imagina...
Na sequência, para seu desespero, ela reparou que ele estava vestindo uma blusa azul escura e um sobretudo preto. Ela não foi capaz de entender porque estava ficando tão curiosa como ele estava vestido e até mesmo qual era a cor exata de seus olhos.
Droga! Isso não iria acabar bem!
– Imagina, você só está tentando ter algum contato comigo.
– Você quer mesmo que eu tenha algum contato com você, hein? Não para de ficar pedindo toda hora.
voltou a encará-la satisfeito com a reação perplexa que a garota havia acabado de fazer. Como assim pedindo? Quem ele estava achando que era para achar que estava pedindo algo à ele?
Ainda mais dessa maneira!
– Você é ridículo.
Ela xingou sem graça por alguns segundos.
– Não é muito gentil da sua parte tratar as pessoas dessa maneira. Ainda mais quando elas estão sendo amigáveis.
Ele notou que a sua presença estava causando um certo desconforto.
O tempo passou tão rápido que nenhum dos dois notou que já era a quinta garrafinha de vodka que ele estava descartando. e notaram que já começaram a ficar bêbados depois dos assuntos sem sentido que começaram a surgir. Ela de todos os jeitos tentava se esquivar dele e visivelmente queria algum contato mais íntimo.
– Posso pedir uma coisa pra você?
Ele perguntou dando mais um gole em sua bebida.
estava curtindo cada minuto daquela conversa. Ele nem sabia o que iria pedir, só o fato de estar ficando um pouco mais ao lado dela já estava valendo qualquer coisa que estivesse querendo pedir.
– O que tanto você quer me pedir? – Ela perguntou seca já ficando sem paciência com toda aquela conversa. perdeu a conta de quantas doses de tequilas já havia pedido. Se não fosse o efeito do álcool, ela tinha certeza que estava ficando tonta só de tanto conversar com .
– Agressiva.
– Você…
– Gosto disso.
– Ah! Pelo amor de Deus!
Ela foi rígida, perdendo a paciência e virando bruscamente o copo de tequila. Isso já estava passando dos limites.
. – Ele a chamou, encostando-se na cadeira. – Eu posso ser muito mal com você!
A maneira que ele havia dito soou como uma ameaça. levantou uma das sobrancelhas aceitando a provocação misturada com um tom de ameaça.
– É? - Sorriu provocando.
– Muito. – Ele passou uma das mãos pelo cabelo, agora sorrindo também. agora estava aparentemente já ficando alcoolizado, julgando por toda aquela conversa e risadas sem sentido.
– Hum. – Ela resmungou, não vendo saída a não ser apenas ficar monossilábica para ver se ele se tocava e a deixava em paz. Nessa altura achou só podia estar ficando um pouco alegre por estar achando ele divertido com aquele papo furado.
– Inacreditável. – Ele passou uma das mãos pelo cabelo. – Você realmente é uma garota que tem potencial. Depois dessa minha “eu sou malvado” todo mundo começa a ter medo.
voltou a olhar de maneira intensa e imediatamente ela virou outro shot sem nem ao menos pensar. Bêbada era muito mais fácil encarar essa tensão que estava mais para tesão.
, você não tem ideia do meu potencial.
já estava realmente ficando alegre porque não tinha entendido como aquilo saiu tão naturalmente. Na realidade com tanto álcool dessa maneira, ela não conseguia entender como a distância entre eles aos poucos foi reduzindo. estava praticamente encostando o braço ao dela. E dessa minúscula distância era possível sentir o seu perfume e também notar como ele ficava atraente a cada sorriso.
– Me mostra esse potencial que você tem para deixar os homens assim por você? – Ele perguntou tão sério que ela quase não conseguiu entender por alguns segundos qual o sentido que teve aquela pergunta. Ele estava querendo alguma coisa com ela ou pedindo algumas dicas para conquistar homens?
– Não vou para a cama com você. – Ela disse imediatamente.
– Mas… – Ele fez uma pausa. – Eu não pedi para você ir para a cama comigo.
– Você é um idiota.
Qualquer palavra seria melhor do que um simples “idiota”, não sabia o que estava acontecendo. Mas, ele a deixava totalmente desarmada. Qualquer maneira que tentasse livrar-se dele dava errado. A maneira que ele a olhava e o jeito provocativo que falava.
– Você quer ir pra cama comigo? – Ele perguntou sério, levantando-se da cadeira.
– Como você é cretino, pelo amor de Deus.
sentiu uma vontade violenta de levantar daquela cadeira e atirar a primeira coisa que estivesse na frente.
Como pode ser tão idiota desse jeito?
– Você gosta! – riu divertido, olhando para a tela do celular e imediatamente rolou os olhos para outro lugar do bar como se estivesse procurando por alguém.
– Olha...
Mentalmente ela desejou que pudesse de alguma maneira achar um objeto para acertar exatamente bem no centro da sua cabeça. Depois iria rasgar as suas roupas violentamente para sentir a forma que seu abdômen era definido. Violentamente forçaria os seus lábios contra o dele para que não desse chance de falar nada. Aquela voz era insuportável e a maneira confiante que ele demonstrava em cada palavra.
– Espera… – Interrompeu esses pensamentos com uma enorme gargalhada. – Eu realmente estou bêbada!
– Oi Su..? – Ele chamou ao atender o celular. – Estou esperando você, por que está demorando tanto?
notou que ele estava esperando alguém quando virou-se para a multidão que estava ao seu lado procurando por um rosto conhecido.
– Preciso beber… – A garota resmungou, voltando-se a sentar bruscamente e virando outro copo de bebida.
Aquela noite estava ficando fora de controle.
– Claro que eu estou esperando por você, espero a noite toda se possível.
Nem era preciso ter uma boa audição para saber que ele estava falando com uma mulher ao celular. Claro.
– Su…?
Ela começou a gargalhar nervosa. O coração acelerou um pouco com aquela ligação e não entendeu o motivo de estar daquela maneira.
– Tudo bem. Eu estou no bar esperando por você, por favor não demore. – Ele continuou o assunto ao telefone nem parecendo notar que existia alguém ao seu lado. Agora ele estava tão sério e tão carinhoso nas palavras que nem parecia aquele babaca de alguns minutos atrás.
Com certeza ele estava em um relacionamento com essa garota.
?
Ele a chamou.
– Hum?
Ela escutou ao longe alguém a chamando e novamente os olhos se cruzaram e a estava encarando surpreso.
– Você tá pior que eu...
– O QUE VOCÊ QUER? – Ela se exaltou por completo.
– Que isso…
– Que isso o que? Para de ser um idiota e me deixa em paz.
Ela gritou, querendo que ele calasse a boca. Já estava de saco cheio dele.
… – a chamou tentando fazer com que ela calasse a boca e não fizesse uma cena. – Um minuto de silêncio, por favor?
Quase que imediato ela virou dois copos que estava em sua frente tendo a certeza que agora a noite iria começar do jeito que estava esperando. A batida da música já estava alta o suficiente para ir para pista iniciar uma dança sensual e conseguir algum cara maravilhoso.
!
De repente seus pensamentos foram interrompidos, quando a presença de um segundo homem aproximou-se de onde ela estava sentada e quase caiu da cadeira ao notar que ele era lindo e gostoso.
– Encontrei.
Ela soltou um suspiro longo.
– Encontrou?
Ele disse, cruzando os braços e a olhando daquela maneira que conseguia fazer qualquer mulher perder o fôlego.
– Encontrei.
Ela repetiu novamente.
– O que você encontrou? – perguntou do outro lado não entendendo o que estava acontecendo.
pareceu estar ansiosa com a chegada de .
– Cala a boca, . – Ela levantou-se imediatamente aproximando o máximo possível de onde estava. – Boa noite, tudo bom?
– Tudo bom. – sorriu.
– Que bom.
. – quebrou o clima chamando ele para um abraço. – Você chegou bem rápido. Imaginei que não teria problema da gente se encontrar dessa maneira em um local público.
Ele disparou a falar, passando ainda mais os braços em volta do corpo de . não conseguiu compreender o que estava acontecendo e nem porque aquele contato físico todo.
O que estava fazendo abraçando e pegando o daquele jeito? Tão íntimos assim?
, vem cá! – Ela o chamou para o lado, se afastando um pouco para que somente pudesse escutar o que ela estava tentando falar. – Eu não entendo o que você quer comigo, mas por favor. Não empata a minha foda com o , faz um favor e vaza daqui!
– Empata foda? – riu dando alguns passos para longe dela.
– Claro. Você não notou que está rolando um clima entre eu e o ?
– Não notei. – Ele resmungou de uma maneira tão engraçada que do outro lado pareceu ter ouvido porque imediatamente começou a rir. – Eu preciso te explicar uma coisa, garota.
– O que é? – Ela perguntou curiosa agora apoiando-se nele para não cair.
– Como eu posso te explicar… – procurou uma maneira que pudesse entender completamente o que estava acontecendo, mas era difícil explicar quando se estava tonto e a pessoa a qual teria que entender também estava.
– Fala logo…
– Eu e o
– Irmãos? Nem se parecem! disse, olhando de para .
– Não bem…
– Primos? Tudo bem.
– Também não.
– FALA LOGO!
exaltou-se do lado dele, fazendo com que se assustasse com aquele grito. Qual era o problema com ele? Pra que esse ciúmes todo? Ela não havia falado que iria sair com ele e nem tava dando esperanças em toda essa conversa.
– Somos, como posso dizer…
iniciou a explicação contento a gargalhada para não rir da cara de espanto que a garota começou a fazer quase de imediato.
– Somos? – perguntou, se divertindo, olhando para os dois.
– São o que? – andou até ele nervosa já com aquele jogo todo.
– Que garota lerda!
– Cala a boca, !
– Desde quando vocês se conhecem? – abriu os braços, parando exatamente entre eles.
– Tive o desprazer de conhecer esse infeliz algumas horas atrás.
comentou cruzando os braços. estava feliz sabendo que ela ficava incomodada com a presença dele. – Encontrei ele no bar. Veio com uma conversa frouxa...
– Frouxa? – ergueu uma das sobrancelhas.
– Frouxa demais. – o provocou novamente. Isso deixava numa posição absolutamente envolvido com aquela garota.
A maneira que ela falava o jeito intenso que ela mexia a boca. O desejo no momento era exatamente explorar tudo o que ela tinha a oferecer.
De um jeito brusco. Único.
– Interessante. – começou a rir.
– Irmãos? Primos? Amigos? – Ela perguntou voltando a conversa.
– Íntimos!
respondeu, agora virando-se para e segurando em sua mão.
– AIMEUDEUS! – sentiu uma vontade descontrolada em enforcá-lo com suas próprias mãos.
– O que foi? – estava nesse exato momento gargalhando tão alto que era possível escutar a conversa do outro lado do balcão. Ele fixou o olhar na garota, que estava de boca aberta balançando a cabeça de um lado para o outro visivelmente abalada. Os olhos dele estavam cravados em seu corpo, parecendo estar completamente absorvido com a maneira que ela se movimentava.
– VOCÊ É GAY!
gritou atordoada tão presa naquele olhar de que nem ao menos conseguiu escutar o que estava falando. a chamou algumas vezes e continuou parada, imaginando que aquele dia não podia piorar daquela maneira. Como era possível esse tempo todo estar dando em cima dela e ser gay? Como ele foi capaz de tanta conversa jogada fora daquela maneira? E a tensão entre eles? Como ele ainda era capaz de sustentar aquele olhar como se estivesse querendo explorar cada parte do seu corpo?
Prendida ainda naquele olhar de ela desligou-se completamente dos seus atos e caminhou lentamente até ele e acertou um tapa em seu rosto fazendo com que todos ficassem surpresos com aquela reação.

Capítulo betado por Bruna Kubik.


Continua...



Nota da autora: Tem alguém que voltou empolgada escrevendo fanfics? Depois de 6 anos sem escrever nada eu voltei a me arriscar.
E altos planos pra essa fanfic, espero que vocês gostem! Não esqueça de comentar!

VAMOPERDERALINHANESSAFANFIC!





SHORTFICS:
01. Call Me Baby [Ficstape #062: EXO – Exodus]
03. Best Of Me [Ficstape #070: BTS – Love Yourself: Her]
03. This Is How I Disappear [Ficstape #068: My Chemical Romance – The Black Parade]
04. Permanent Vacation [Ficstape #067: 5SOS -Sounds Good Feels Good]
07. Let’s Dance [FICSTAPE #065: Super Junior – Mamacita]
Hug Me [Doramas – Shortfics]

EM ANDAMENTO:
Love Is Not Over [KPOP – Restritas – Em Andamento]
Let Me Know [KPOP – Restritas – Em Andamento]
I NEED U [KPOP – Restritas – Em Andamento]


Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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