Última atualização: 08/10/2017

Capítulo 1


forçou ambas as mãos contra o volante do carro, mantendo o controle da respiração que começou a ficar pesada com o movimento suave com o qual mexia as pernas. Droga! Ele se obrigou imediatamente a olhar para frente, prestando atenção no movimento da avenida.
— Shh… — Ele soltou um pequeno ruído com a boca, não compreendendo o que estava acontecendo. De que lugar do inferno essa garota tinha saído? Quando ela chegou? Quando ela ficou tão maravilhosa assim? Por que diabos ela não ligou durante todos esses anos?
Não era 2possível um ser humano ter ficado terrivelmente atraente desse jeito e ainda por cima ser tão provocante. Droga, !. Ele mordeu o lábio quando ela roçou uma perna na outra e aquele movimento proporcionou uma visão tão privilegiada que sentiu o suor escorrer pelo rosto.
– Tudo bem, ? – Ela perguntou, sabendo que aquilo o deixava louco. Qual a necessidade de chamá-lo daquela maneira íntima? Tudo bem? Era isso? Ela perguntou apenas se ele estava bem? O que ela estava querendo provar? Que estava maravilhosa?
Droga, ! Você é um babaca!
– Tudo. – respondeu cortês, sentindo vontade de mandar logo um tudo vai ficar bem quando eu cravar meus dentes contra a sua pele e roçar meus lábios por todo seu corpo. AH! Ele sentiu o corpo arder com aquela provocação espontânea.
– Que bom. – Ela sorriu, entortando um pouco a cabeça.
AH! Esse sorriso que ele sentiu tanta falta. Será que tudo isso era arrependimento?
– Tudo bem com você? – Ele devolveu a pergunta no mesmo tom e sentiu que ela ficou em silêncio, olhando para o vidro do carro.
– Tudo ótimo. – ajeitou o cabelo, escondendo a expressão da resposta. Ótimo mesmo? Algo estava errado e ele conseguia sentir isso.
– Por que veio para Seul? Não estava esperando ver você tão cedo assim. – tentou aproveitar as chances de explorar o terreno.
– Problemas. – Ela respondeu, não o olhando. tentou não transparecer seus sentimentos assim dessa maneira tão rápida. Ela nem ao menos estava certa de que tinha sido uma boa ideia encontrá-lo tão rapidamente desse jeito.
– Algo mais? – Ele forçou a conversa.
. – girou a cabeça, olhando dentro de seus olhos.
Meu Deus! Esse olhar. Ele soltou um longo suspiro.
? – questionou, um pouco confuso com todos aqueles pensamentos que estavam começando a perturbar.
– Ainda posso te chamar assim? – Ela perguntou, tão séria que o deixou estranho. estava maravilhosa, mas ao mesmo tempo tão fria. Tão distante!
– Claro que pode… – respondeu confuso.
Lentamente ele estacionou o carro na entrada de uma boate e antes de tirar o cinto, olhou para o rosto dela. forçou o olhar por alguns segundos antes de abrir a boca novamente.
– Não tente criar uma relação entre a gente. – Ela fez gestos com as mãos, agora sorrindo. – Caso role algum sexo hoje, não preciso que você me convide. Tudo bem? Eu vou saber no momento certo.
OUTCH! Que tapa na cara quando ela disse isso.
– Quem falou em sexo? – fez a sua melhor cara de tapado, tentando inutilmente convencê-la. Ela soltou uma gargalhada gostosa e ele fechou a expressão. – É sério.
– Tudo bem, você finge que me engana e eu finjo que acredito em você.
– Eu senti saudades. – Mentira. Quem o escutasse naquele momento sabia que estava mentindo. Nem ele mesmo acreditava que tinha chamado a garota para essa boate atoa. Óbvio que ele queria relembrar os velhos tempos.
– Saudades é algo que eu vou fazer você sentir mesmo... – ela parou quando o host aproximou-se, abrindo a porta do lado dela. – mas não é só isso que eu quero fazer você sentir.
Antes de sair ela deslizou levemente suas mãos para o seu peito, esbarrando propositalmente contra sua calça. OK! Ele precisava de ar antes que fosse capaz de jogá-la contra a parede daquela boate e fazer tudo o que queria ali mesmo.
– Como você é fácil, .
Ela sorriu maliciosamente, notando que aquilo o estava deixando transtornado. Como era simplesmente fazer com que ele perdesse o rumo da conversa ao tocá-lo daquela maneira.
– Vamos ver... – Ele sorriu da maneira que ela mais gostava.
ficou alguns minutos em silêncio, encarando o volante do carro.
Era impressionante a maneira que ela conseguia lidar com aquilo tudo.
Por onde devia começar? Conversar era algo que estava fora de questão. Impressionar também. A única coisa que restava era logo atacá-la. Ele estava sendo razoável, tentando uma conversa, tentando um contato e ela logo cortou.
O que podia fazer essa noite? Ficar bêbado ou deixá-la bêbada? E sem que nenhum dos dois perceba e se sinta mal acabarem trocando carícias em algum lugar daquela boate.
– Não é uma má idéia, . – Ele balançou a cabeça, andando um pouco atrás dela vendo a maneira que caminhava para a porta da boate. Não era o único do local que estava impressionado com a sua beleza, ao passar por um grupo de rapazes notou a animação deles ao medir cada parte do corpo de .
foi obrigado a rir. Aquilo tudo tinha um único dono, pelo menos essa noite. E adivinhem quem era o dono? Ele, claro. O mais fácil a se fazer era ignorar completamente todas as cantadas que eles começaram a soltar quando pararam para pegar as pulseiras para o vip. Ao julgar pela expressão em seu rosto, também estava ignorando ou não demonstrava em nenhum momento interesse por aquele grupo que ainda insistia nas mesmas cantadas idiotas de sempre. Ela realmente era um ponto de interrogação em sua cabeça.
— Preciso beber algo. – Ela comentou, lançando um olhar para o bar assim que entraram. O lugar estava lotado e a música extremamente alta, quase não era possível escutar nada.
Outro grupo de rapazes que iam nesses lugares achando que conseguiriam qualquer mulher olhou diretamente para ela e aquilo não o incomodou em nenhum momento. Sentiu pena de algum deles caso tentem algo, eles não sabem como ela consegue ser sedutora dessa maneira e acabar com o seu coração em frações de segundos depois. Cruel. Muito cruel.
– Vou pegar algo para você beber. – Falou bem próximo da orelha dela, fazendo questão de tocar os lábios levemente em seu pescoço quando estava distanciando. – Claro que você pode beber o que quiser essa noite e a quantidade que quiser também, – logo pensou, caminhando imediatamente para o bar.
Quando você está bêbado e com esse nível de tensão no ar, a primeira oportunidade, o primeiro lugar que surgir, você somente agarra e descobre depois do ato completo onde estão. Nessa altura do campeonato qualquer lugar era certo para acontecer isso.


Duas e trinta e cinco da manhã.

? — Ele a chamou depois de notar que algumas imagens estavam ficando turvas ao seu redor. — Você não acha que bebeu demais? — Ela já estava bêbada logo nos primeiros minutos que chegaram ao local e não tinha parado ainda de beber. O dia estava sendo difícil e ela só queria ter um momento de tranquilidade sem se importar com qualquer outra coisa.
— Apenas comecei, amor. — Ela respondeu divertida, aparentando realmente ficar mais bêbada a cada minuto. A garrafa de vodka não estava mais em cima da mesa e sim diretamente em sua mão.
...
— Não banque o imaturo, ! — Ela respondeu imediatamente.
ficou em silêncio, como se tivesse tomado um tapa na cara com aquela resposta. Ele estava aprendendo a lidar com as palavras antes que entrasse numa situação delicada com ela.
— Não estou bancando o imaturo. Só acho que você bebeu demais e podemos parar por hoje. — Ele tomou o copo da mão dela, chamando o garçom para recolher a garrafa e todas as outras bebidas que estavam em cima da mesa. ficou surpresa com aquilo e ao mesmo tempo nervosa por não conseguir relaxar o necessário para esquecer os problemas.
— Depois de 3 anos você ainda continua o mesmo chato. — Ela resmungou, agarrando imediatamente a única garrafa de Vodka que havia sobrado.
— Chato? Eu estou cuidando de você.
— Cuidando? Eu pedi alguma coisa pra você? — O olhar dela cruzou com o dele e aquelas palavras foram outro tapa. Quantos foras eram necessário para que ele entendesse que ela não estava disposta a ter nada com ele novamente?
— Você perdeu a chance de cuidar de mim há muito tempo. — Ela disse rapidamente, sem ao menos perceber que estava virando quase a metade do copo de Vodka. Ele sabia que ela era fraca para bebida, mas hoje não parecia que era. Pelo contrário, a bebida parecia quase não estar fazendo efeito algum nela. O planejado da noite era relembrar os velhos tempos, mas se ela continuasse a beber desse jeito a única lembrança que iria ter era de carregar a garota nas costas até sua casa.
— Para com isso… — ficou sem graça, pegando o copo de sua mão. — eu quis te encontrar porque eu estava com saudades, ainda somos amigos e eu me preocupo com você.
No fundo aquelas palavras eram verdade. Apesar de toda a separação, choro, traição e brigas os seus sentimentos por ela sempre foram verdadeiros. Principalmente nesse momento em que sentiu sua fragilidade.
— Idiota! — Ela xingou, jogando o líquido do copo em seu rosto. tomou um susto e rapidamente levantou com dificuldade, não sabendo como reagir. se sentiu descontrolada e queria que ele fosse embora para que a deixasse em paz de uma vez por todas. Não queria ser fraca e nem demonstrar que aquelas palavras ainda fazem muito efeito sobre ela. Principalmente a saudades que sentiu todos esses anos.
ELA REALMENTE ESTAVA BÊBADA!
— Você ficou maluca? — Ele perguntou incrédulo. Não acreditava no que havia acabado de acontecer. Olhou para o relógio da boate, notando que o tempo passou muito rápido e nem havia percebido. Tentou se limpar da melhor maneira possível e com aquele pequeno incidente ele já podia considerar que a noite não iria ser uma das melhores.
agora estava no meio da pista de dança, segurando outro copo de vodka na mão e dançando de uma forma sensual. Ela descia a mão pelo corpo, subindo novamente e moldando o formato de suas curvas.
manteve-se sentado olhando, não perdendo nenhum lance daqueles movimentos.
Ela queria provocar, e o fazia tão bem que era como se tivesse nascido para aquilo. Percebeu que ele estava encarando-a sem piedade, então riu e virou a vodka em um gole só. Em um gesto dramático, mas que caía perfeitamente com a intensidade da garota. Ergueu o copo de vidro vazio ao alto e o largou, fazendo-o cair e estilhaçar-se. Todos ao redor a encararam, e ela só jogou a cabeça para trás, rindo mais ainda ao receber a atenção que tanto queria.
A música mudou, e ela recebeu essa mudança com uma mordida no lábio. Do What We Do, do Jay Park começava a tocar, e assim que reconheceu as notas, rolou os olhos como num movimento de prazer. Depois girou a cabeça na direção dele, e olhou de forma tão sensual que foi suficiente para que ficasse excitado.

Let me come on over [Deixe-me entrar até o fim]
I'm gonna put you on a sofa [Vou colocá-la em um sofá]
And do just like I told yah [E fazer assim como lhe disse]
And work that body right Oo shawty [E trabalhar bem nesse corpo, oh, gata]
I know that you've been naughty [Sei o quanto tem sido travessa]
So get up on my lap [Então suba em meu colo]


Enquanto os primeiros versos da música eram cantados, desfilava em sua direção, recitando as palavras sem deixar escapar nenhum som. Uma canção muda, o obrigando a fazer uma leitura labial deliciosa.

And work it work it [E mova-se, mova-se]
Twerk it oh twerk it [Mexa-se, mexa-se]
I wanna see you sweating girl [Eu quero vê-la suar, garota]
The best is what your getting girl [O melhor é o jeito que você está ficando, garota]
So lets take our time [Então vamos dar o nosso tempo]


Chegou até com um sorriso safado brincando no canto dos lábios. Esticou a mão direção ao seu pescoço, e ele ficou sem ação por um momento, completamente aturdido com as trajetórias que seu corpo seguia vindo ao encontro do dele. Tocou em sua nuca com as pontas das unhas afiadas, fazendo um arrepio percorrer por toda sua espinha. inclinou-se na direção de seu ouvido e sussurrou junto com a música:

Lets go into the room in the bed [Vamos entrar no quarto, para a cama]
Make you wet its the best [Fazer você se molhar é o melhor]
When we do what we do [Quando fazemos o que fazemos]


Não aguentando ficar parado com tanta provocação, ele segurou a garota pelo quadril e a girou, obrigando-a a ficar de costas para ele. abraçou seu corpo por trás em um movimento rápido, colocou a boca em sua orelha e respondeu:

Or we can slip into the shower [Ou podemos nos esfregar no banho]
And make it last for hours [E fazer isso durar por horas]
When we do what we do [Quando fazemos o que fazemos]


E juntos, murmuraram:

— Oh baby oh baby oh baby, Oh yeah, It's the best when we do what we do. [Oh baby, oh baby, oh baby, oh sim, É o melhor quando fazemos o que fazemos]

imediatamente agarrou as mãos do garoto e as guiou por seu corpo, descendo-as pela lateral de sua barriga e subindo-as pela parte frontal das suas coxas. tomou liberdade de controlar as próprias mãos, então com uma delas afastou o cabelo do pescoço da garota, para dar mordidas leves na pele fina e macia. Com a outra mão, deslizou pela parte interna de sua coxa, coincidindo um forte apertão com um chupão em seu pescoço. Fazendo a garota gemer.

Oh girl your making me wanna go crazy [Oh, garota, você me faz querer enlouquecer]
Out of my mind [Fora de controle]
The way you looking when you naked [O jeito que você olha quando está nua]
I get so impatient [Eu fico tão impaciente]
But then you tell me to hush [Mas então você me diz para ter calma]
Because you don't wanna rush [Porque não quer ir com pressa]


recebeu um tapa na mão que repousava pela coxa de , e sem que percebesse, ela já estava no comando novamente. Virou para ele e começou a beijar sua boca, pescoço, o lóbulo da orelha. Mordeu levemente o lábio inferior e o chupou em seguida, enquanto ele a incentivava com apertões em seus glúteos. quando deu conta, já estava com as mãos dentro das calças dele.

In the room in the bed, We do what we do [No quarto, na cama (fazemos o que fazemos)]
In the shower for hours, We do what we do [No banho por horas (fazemos o que fazemos)]
On the sofa on the floor, We do what we do [No sofá, no chão (fazemos o que fazemos)]
Girl anywhere you want, Girl we do what we do [Garota, em qualquer lugar que você queira, garota, fazemos o que fazemos]


sorriu com os toques. Seus dedos finos percorriam toda a extensão da sua ereção, numa frequência rápida e com uma firmeza admirável.
Quando ela aumentou a velocidade, ele gemeu em seu ouvido:
— Me satisfaça...
— Sabe a saudades que eu te disse? — Ela perguntou e ele quase não foi capaz de ouvir em meio a excitação que estava. — Essa saudades? Você vai ficar sentindo!
No instante que a música parou ela riu, se afastando lentamente e o deixando totalmente perdido sem saber o que fazer.
! — ele gritou, correndo em direção a ela, que nem olhou para trás. O álcool não era o suficiente para fazer com que ela esquecesse de tudo o que havia acontecido anos atrás entre eles, mesmo ainda sentindo alguma coisa por ele, não era capaz de aceitar que ele a fizesse de boba novamente. Não depois de tudo o que estava passando, não depois de tudo o que passou quando foi obrigada a ir embora de Seul.
Depois de procurá-la pela festa toda, ele a encontrou perto do banheiro, provavelmente passando mal depois de tanta Vodka. Apesar de ter sido inútil todos os avisos para que ela não bebesse daquele jeito. Decidiu que era melhor tirá-la de perto dali, antes que ela acabasse com a noite de outras pessoas. Ou que algum cara mal intencionado além dele tentasse algo a mais com ela, isso era algo que ele realmente iria ficar nervoso.
— Vem comigo, . — a puxou pelo braço, mas ela se esquivou, ainda sem falar nada. Respirou fundo para não apertar o braço dela tão forte ao ponto de machucá-la, e perguntou, com a maior paciência:
— O que foi, ?
A garota começou a rir histericamente, como se ele tivesse contado uma piada interessantíssima. rolou os olhos quanto àquilo, mas apenas repetiu a pergunta:
— O que foi?
se virou para encará-lo, e ele percebeu que seu hálito estava pior do que imaginava. Bêbado ele também já ficou, mas achava que tinha exagerado dessa vez, hein?
— O que foi, , é que eu não te aguento mais! — Ela o atacou, livrando-se de suas mãos. Não queria contato nenhum com ele. Muito menos qualquer tipo de preocupação. Queria apenas distância.
— Como é? — olhou para a garota, estupefato.
Não entendeu como assim, de uma hora para outra, ela não o aguentava mais. A noite estava tão tranquila e a dança tinha sido a melhor parte disso. Sem contar que ela era a única pessoa que o aguentou durante todos esses anos!
— Você ultrapassou todos os limites, ! — ela respirou fundo, e ele achou que ia se acalmar, mas, ao contrário, ela começou a gritar: - Nós tínhamos um acordo, ! Eu pensei que você honrasse seus acordos! Eu pensei que depois de tudo aquilo você não ia ter coragem de tentar algum contato corporal comigo!
— Eu não tentei nada com você, garota!
— VOCÊ ESTÁ TENTANDO A NOITE TODA! ACHA QUE EU SOU ALGUMA DAS SUAS GAROTAS IDIOTAS?
— Cala a boca! — ele berrou, revoltado. — , cala a boca! Escuta o que eu tenho a te dizer! Eu não...
— Eu estou pouco me lixando para o que você tem a dizer, ! Na verdade, eu estou pouco me lixando pra você! — A frase ecoou, mostrando que os mais próximos estavam prestando atenção à discussão.
Ela se dirigiu para a saída, deixando-o sozinho.
Antes de sair, porém, virou para ele e disse:
— Cansei de tentar ser sua amiga. Não me procure mais, por favor.
E seguiu seu caminho.
Nitidamente estava muito bêbada porque mal conseguia andar com aquele salto. tentou avançar para impedir que ela caísse no meio da multidão, mas aquelas palavras o atingiram de uma maneira que não teve coragem de fazer alguma coisa.
— Tudo bem... — Disse baixo, sabendo que ninguém escutaria.
Hoje ele encontrou uma garota diferente. Por mais que essa noite tivesse sido um desastre, algo também estava diferente com ele.


Capítulo 2


Totalmente exausta e um pouco tonta, não soube direito como chegou no andar de cima da casa do pai. Ela na realidade não tinha nenhuma recordação de como saiu da boate.
— Que merda! — Ela fechou a porta do quarto com dificuldade enquanto tateava no escuro a parede, procurando pela tomada para acender as luzes. Aquele salto estava deixando seu pé com bolhas, e ela sentiu uma dor muito forte no pescoço.
— Era só o que faltava! — Passou a mão lentamente pela parte que estava dolorida. Um chupão! Certeza!
— Filho da puta! — Ela xingou, lembrando vagamente do momento. Correu para o espelho, entrando em choque ao ver a enorme marca ali.
— Por que aquele filho da mãe não segurou aqueles malditos dentes longe do meu pescoço? — Uma enorme raiva começou a surgir por todo seu corpo, e toda a sensação de prazer que estava sentindo começou a se transformar em ódio. — Parece um cachorro que fica mordendo tudo. — A garota continuou resmungando, não acreditando naquilo. Por que teve a ideia de ir para essa boate com ele? O que ela estava pensando? É claro que iria beber desse jeito e iria acabar acontecendo coisas assim.
— Eu tenho que superar esse garoto. — Jogou-se na cama, querendo esquecer por completo aquela noite. Esquecer principalmente como ele estava maravilhoso e ainda tinha o mesmo beijo doce.
Esquecendo por alguns segundos sua atenção desviou para o celular que estava em cima da cama. Ele estava com a tela acesa, indicando que alguém teria ligado ou mandado alguma mensagem.
— Quem sabe não é o filho da mãe pedindo desculpas por ter arrancado parte do meu pescoço? E eu achando que ele era experiente no assunto.

Espero você na agência amanhã às 22:00. Marcamos uma pequena festa para comemorar o novo grupo que vamos representar. Não falte! É sua grande chance de voltar ao mercado de trabalho.

— Ótimo. Agora eu vou ser obrigada a ir àquela festa para comemorar e tenho uma marca desse tamanho no pescoço. — Ela sentiu o sangue subir imediatamente para a cabeça.

Não iria perder por nada, Mr. Will, ela respondeu, sem vontade alguma.

Obrigada por deixar sua marca em meu pescoço, , ela mandou uma segunda mensagem na sequência para o número do garoto.

— Nada melhor do que relaxar no chuveiro depois de um dia longo desse. Preciso de um banho pra me livrar desse perfume!
demorou mais que o normal no banheiro. A água quente caindo pelo corpo estava deixando a garota mais relaxada. Nada naquele momento, a estava deixando mais à vontade do que estar completamente sozinha. Ninguém para irritar, ninguém para conversar. A fumaça começou a aumentar, e em poucos minutos o banheiro estava totalmente coberto por ela. Sem muita vontade de sair daquele estado de alfa, ela desligou e foi para o quarto, procurando o pijama mais confortável que tinha. Ficou surpresa com a tamanha rapidez ao vesti-lo e em segundos já estava na cama com o celular em mãos.

, peguei o na boate, ela digitou, sabendo que faria a amiga surtar a essa hora da madrugada.

A parte mais complicada de contar todos os detalhes era o simples fato de começar a discutir sobre manter distância dele. sabia que a amiga não estava feliz em vê-la novamente em Seul, exatamente por saber que ela iria se encontrar sempre que pudesse com .
— Ela vai falar demais! — não conseguiu segurar o suspiro.

Como alguém morde a outra pessoa sem ser convidada? Achei isso o fim do respeito!, ela digitou uma segunda mensagem na esperança que ele estivesse lendo. Ela não entendeu qual era essa necessidade que estava sentindo no momento. Era confuso. Complicado.

olhou uma última vez para o despertador, e já se passava das 4 da manhã. O que poderia fazer? No momento estava se sentindo eufórica, e ainda tentando recuperar da noite com ele. com certeza não estaria acordada e muito menos . Talvez ele estivesse, mas depois do acontecido na boate ela estava na dúvida se iria responder alguma coisa. Resolveu parar de ficar pensando e ir dormir de uma vez. Tinha uma festa para ir e um dia todo para lidar com . Teria que acordar daqui a algumas horas e estar totalmente disposta para o trabalho, e claro se livrar de todas aquelas sensações e sentimentos que estava causando com seu corpo. Sua mente e seu coração!

perdeu a noção de quanto tempo exatamente conseguiu dormir. Sua cabeça estava totalmente dolorida, e partes do corpo pareciam estar em pedaços. Não lembrava da noite passada ter sido tão violenta para que estivesse nesse estado. Olhou para o relógio de cabeceira e desejou muito que fossem 14h. Ótimo horário para acordar. Para sua surpresa, eram somente 11h25 da manhã. Poderia ao menos voltar para a cama e dormir mais um pouco. O dia ia ser longo e precisaria estar bem disposto para conseguir cumprir todos os compromissos. Incluindo saber o que aconteceu com . Aquela garota não estava normal ontem, a julgando por conhecer mais de 5 anos e nada do que tinha visto ontem tava fazendo sentido. A única coisa que fez sentido foi aquela dança.
− Ficaria horas olhando a maneira que ela estava dançando sem ao menos perder a concentração em nenhuma parte de seu corpo. − Ele comentou lembrando o exato momento que estava com as mãos deslizando por suas coxas.
− Droga. — xingou, ao escutar o celular vibrar em cima do criado mudo. — Preciso de um momento para imaginar algumas coisas. Será que ninguém consegue entender que minha vida não é fácil? — rolou os olhos bocejando, não dando importância. Nada era mais importante do que algumas horinhas a mais de sono.
− Minha pele estava precisando, e meu corpo também. Não era fácil cuidar de tudo aquilo e ainda pensar no futuro. − Ao encostar a cabeça no travesseiro, escutou novamente o celular vibrar.
− Alô? — atendeu, sem muito humor. Escutou ao longe a voz de , perguntando se ele estava dormindo. — Sim, eu estava. E você fez questão de atrapalhar isso.
− Desculpa… — Sua voz fraca e meiga por um momento quase o fez acreditar que ela realmente estava se sentindo culpada.
− Não!
ficou em silêncio pensando em como ela havia surtado. O que ela acha? Que iria receber uma voz mansa e carinhosa logo depois daquele show todo que tinha feito na boate? Não entendeu a necessidade toda de gritar daquele jeito, fazendo o garoto passar vergonha e ainda ser quase expulso.
− Bem? — perguntou, cética, mudando o tom da sua voz imaginando que provavelmente ele estaria preocupado sem dormir até agora pensando no que havia acontecido na boate ontem. respirou fundo sentindo vontade de responder "Não. Você é uma maluca que ficou se esfregando em mim e depois começou a gritar do nada."
− Não, — respondeu ironicamente, contendo seus pensamentos. — Você quer alguma coisa? Eu definitivamente preciso dormir.
Ela hesitou em falar o que realmente estava querendo quando notou que o humor dele não estava como o esperado.
− Quero apenas conversar com você. — ela disse, com uma voz de que estava querendo alguma coisa. Alguma coisa que fosse importante. — Como foi ontem à noite? Eu não me lembro de alguns detalhes.
− Legal — disse, seco.
− Só isso? — Ela perguntou curiosa.
− O que você acha que aconteceu? − perguntou completamente irritado.
− Nada. − Ela parecia decepcionada ou chateada com alguma coisa. Ele sentiu que talvez estivesse sendo um pouco grosso sem necessidade com ela. Estava irritado, mas não tinha necessidade de tanta grosseria.
− Quero conversar com você.
− Eu também quero conversar com você.
− Tudo bem. − Ela concordou.
Ele estava pensando mesmo em apresentar a nova casa para ela. Não podia ter surgido melhor oportunidade do que essa, mas imprevistos acontecem. Como por exemplo ele queria mostrar detalhadamente o sofá, a cama e sem esquecer do banheiro.
− Banheiro! , … − Ele disse baixinho para que ela não pudesse ouvir. Não precisou ser vidente para saber que esses lugares vão ser os mais frequentados quando estiverem juntos. Disso ele não tinha nenhuma dúvida. Claro que não iria negar qualquer outro cômodo ou mobília do apartamento. Tudo era questão dela pedir.
?
− Mando o endereço por mensagem.
Perdido em meio de todos aqueles pensamentos, ele mal se deu conta do tempo que passou. Olhou para o relógio do celular notando que já tinha passado 20 minutos e logo ela estaria batendo na porta. Levantou da cama com um só pulo e correu para o banheiro, começando a se preparar para ficar o mais atraente possível para conseguir pelo menos um beijo.
O que estava pedindo? NADA! A maioria é bem mais egoísta do que ele, pediria algumas horas e até mesmo dias. Ele só queria um beijo. Não qualquer beijo e sim o beijo dela.
− Meu Deus, eu preciso parar com esses pensamentos, isso não é saudável.
desligou o chuveiro, rindo daquilo tudo que estava pensando. Não achava que estaria desse jeito novamente só com esse pouco contato com ela, as vezes não conseguia aceitar o que aconteceu entre eles, mas era obrigado a aceitar que ele era o único culpado. Isso tudo era errado? Claro! Mas, ele estava querendo tudo novamente. Esse contato com o corpo dela. Os lábios. O perfume. Essa saudade que estava sentindo ao vê-la novamente.
. — escutou vagamente, chamando seu nome.
Ouviu na sequência algumas batidas de leve na porta.
− JÁ VOU... − Gritou do banheiro e a única coisa que precisou para começar bem aquela conversa foi se enrolar na toalha e bagunçar um pouco o cabelo. Aquela voz só mostrou o sinal que ele não estava fantansiando e que realmente ela estava ali.
− Tudo bem? Pode entrar, − foi gentil ao abrir a porta.
UAU! Ele engasgou com a própria saliva ao vê-la parada na porta. Gostosa demais para ser verdade. Pernas, nossa. Que pernas são essas?
− Acho que eu estou começando a amar. Na realidade, o meu amor está concentrado em outra parte do meu corpo. − Ele riu. Poderia amá-la eternamente. Dias e noites. Sentiu que a melhor decisão do dia foi convidá-la para essa conversa. Ou então a pior burrada que tinha feito na vida.
… − Ela o encarou sem graça quando viu que eu estava todo molhado usando apenas a toalha. não ajudava naquela situação.
− O que foi? Aqui não tem nada demais que você já não tenha visto.
Ele fez de desentendido quando ela se aproximou. Não era uma das melhores desculpas, mas já era algo. Que perfume! Pelo menos agora estava ciente que ela, além de estar gostosa, usava ainda um dos perfumes preferidos.
— Tem sim uma coisa demais....
Era isso? Isso que ele queria? Brincar dessa maneira?
− O quê? — Ele olhou surpreso para o corpo, esperando que alguma coisa estivesse fora do lugar. Como assim novidade? Será que ela tinha reparado no ABS malhado?
— Essa toalha é demais. Estou acostumada com você não usando nada. Ela sorriu tão maliciosa e em segundos suas mãos estavam segurando um dos lados da toalha. Precisou respirar fundo para não empurrá-lo contra a parede daquele apartamento. Como ainda conseguia manter esse corpo todo? E esse perfume? Esse cabelo todo bagunçado?
— Oi? Como assim? — ficou sem reação, não esperando aquele comentário.
— Agora sim. Estou acostumada a ver isso… — Ela disse na sequência quando puxou a toalha do corpo, fazendo que ele ficasse totalmente pelado. não soube nesse momento o que fazer a não ser ficar exatamente parado enquanto ela deu um pequeno passo para trás, analisando atentamente seu corpo agora descoberto.
— Hum. Parabéns, ! — Ela balançou a cabeça sorrindo, parecendo gostar do que estava vendo. Não era apenas o ABS que estava chamando atenção. Essa parte importante agora sem a toalha havia mudado bastante e ela gostou do que viu. Gostou e muito.
— Você ainda gosta? — Ele levantou uma das sobrancelhas, fazendo charme. Mulheres naturalmente gostam desse charme masculino.
— Ah, sim. — ela fez uma careta, tentando esconder algum comentário que estava prestes a fazer. Se ele soubesse o que ela ainda gostava.
soltou o seu melhor sorriso desarmando qualquer reação sensata que ela pudesse ter para o momento.

Não era questão de achismo, mas ele sabia que ao menos a garota poderia reconhecer que ele estava muito bem. Quem nunca iria se impressionar com esses olhos castanhos? E essa carinha de bebê?
— Hum?
— Não precisa responder, eu sei a resposta!
— Ah? Quem é você mesmo?
, seu único e verdadeiro amor. — Ele apresentou-se formalmente, estendendo a mão. Ela olhou para a mão, soltando uma pequena gargalhada, e saiu andando, ignorando completamente.
— Confesso, esse desprezo me faz perder a cabeça.
— Ok! — Ela riu divertida.
— Você não devia me tratar dessa maneira. — Ele correu, ficando de frente com ela. estava nervosa demais para que ele começasse com essa sedução. O fato de estar pelado daquela maneira era o suficiente para sua sanidade.
— Você está sendo tratado como merece, meu amor! — respondeu totalmente fria mantendo o controle de suas palavras.
riu balançando a cabeça quando notou a mentira.
AH! Como era bom saber que ele ainda era capaz de fazer com que ela ficasse dessa maneira. Mentalmente ele pediu para que parasse de tratá-lo daquela maneira, porque seu coração não estava aguentando.
Se a jogasse contra aquele sofá e ensinasse um pouco sobre amor, alguém iria notar? — Você se surpreenderia se eu falasse quais são os tratamentos que tenho pra você, .
— Uau! Isso foi uma provocação?
Porque ele realmente notou que ela estava tentando provocar.
— Nada me surpreende, — respondeu, num tom másculo e forçado. Será que se pedisse, ela o chamava pelo sobrenome novamente? Soou tão sexy!
, por favor, vamos apenas conversar hoje? — ela perguntou, apontando o dedo para o sofá. Será que ela ia conseguir ficar apenas na conversa e não sentir vontade alguma de trocar algum carinho?
— Tudo bem. — Ele concordou, pegando a toalha que estava no chão.
apenas o ignorou olhando para o outro lado do apartamento cruzando as pernas na sequência. observava enquanto caminhava em passos curtos para o quarto sabendo que aquilo era uma insinuação sem limites.
Blá, blá, blá, podemos conversar o quanto você quiser, mas eu não vou deixar de pensar que essa sua volta está mexendo comigo de uma maneira que não consigo controlar meus sentimentos. Não sei o que você tem garota que ainda me deixa dessa maneira. — ele disse num tom baixo para que ela não escutasse. Estava muito incomodado e perdido em pensamentos. Vestiu a primeira roupa que encontrou no armário e bagunçou ainda mais o cabelo não se importando no momento com sua aparência, seja lá o que fosse essa conversa ele quis que acabasse logo. Não estava se sentindo bem naquele apartamento com ela dessa maneira. Tudo levava a reviver momentos que ele não queria. Sentimentos que atualmente não era possível sentir, sensações e desejos que aprendeu com o tempo a esquecer.
— Você continua lindo. — Ela sorriu ao me vê-lo voltando para a sala. E que sorriso. parou não sabendo por onde andar.
— Você também. — respondeu, apontando o dedo para o corpo dela. , o que está acontecendo com você?
— Eu estou muito feliz e orgulhosa por você, pela sua carreira e por tudo o que você conquistou... — UAL! O que foi isso? Ele ficou ainda mais impressionado. Esse era o momento que eu tinha certeza que fiz errado em deixar essa garota?
— Não tanto… — desconversou, tentando esconder de o quanto estava em conflito. Rolou os olhos pela sala, buscando algo que pudesse servir de distração, e encontrou olhando de forma atenta. Como se estivesse estudando cada movimento que ele fizesse com o corpo. sustentou o olhar, demonstrando não ter nenhum medo dela ou de qualquer coisa que estivesse para acontecer.
— Três anos...
— Muito tempo... — sua voz foi suave. — Eu senti sua falta, .
— Não tenho certeza disso.
percebeu que sua voz estava um pouco mais desanimada depois daquele comentário. Droga! Se ele começasse a pensar demais nesse assunto acabaria entrando em um colapso nervoso. Já bastava se sentir dessa maneira, não estava pronto para lidar com esse amor antigo. Nessa altura ele não sabia nem ao menos dizer se era antigo, porque tudo estava ali tão presente. Como passar por cima do fato de tê-la feito sofrer? Porque esse amor ainda estava presente dessa maneira? A única coisa que ele tinha certeza é que queria uma chance de tê-la novamente em seus braços apenas por essa noite.


Capítulo 3


impaciente andava de um lado para o outro da cozinha, incomodado com a companhia de em seu apartamento. Não estava totalmente certo de que era ele o dono da situação naquela altura do campeonato. Só de olhar para o seu estado conseguia notar que tê-la sentada em seu sofá daquela maneira mexia com o seu coração e também com seu corpo. Ele ficava eufórico toda vez que ela mexia no cabelo ou mordia levemente os lábios. Sabia que aquele jogo era sujo e que ela estava pedindo para que ele perdesse o controle dos seus impulsos e fizesse coisas que com aquela boca que ela não iria imaginar nem nos seus sonhos mais intensos.
, essa mulher vai te enlouquecer. — Ele disse, caminhando em passos largos para a geladeira. — Olha como ela deixa você transtornado, nem consegue pensar direito. Fica que nem um idiota andando de um lado para o outro. — sentiu a necessidade de beber alguma coisa gelada que acalmasse um pouco o calor que começou a invadir seu corpo, imaginando que ela estaria de pernas cruzadas.
Pernas.
Coxas.
Aquela visão fez outra parte do seu corpo pulsar, chamando atenção. Não era somente ali que pulsava mas toda a extensão da sua nuca estava ficando rígida com o pouco oxigênio que circulava em sua cabeça. Todo o ar estava sendo jogado para fora como forma de controle para que não cometesse nenhum ato sexual involuntário.
, , eu sei que ela também te deixa louco. — comentou, olhando para a parte debaixo do seu corpo. — Esfria a cabeça um pouco, amigo.
Encostou levemente a garrafa gelada de água em sua região íntima e com a outra mão tampou os olhos, não querendo imaginar mais nada que pudesse atrair reações involuntárias para o seu corpo. Já havia passado mais de três horas que estava na sala e ao longo daquele tempo conversas paralelas, provocações e qualquer tipo de chantagem emocional estava sendo feita um contra o outro. Nenhum dos dois foi capaz de abaixar a guarda para uma conversa franca, apenas alguns olhares e inúmeros gestos subentendidos iam sendo usados em todos os assuntos. Tudo o que ela exalava era o perfume que ele queria sentir mais perto, quando estivesse arrancando toda a sua roupa. Principalmente aquela blusa que atrapalhava sua visão perfeita dos seus seios. Ele não aguentava mais controlar a tensão que pairava naquele ambiente tão minúsculo, sua vontade era jogar a garota contra aquela parede e só parar de beijar seu corpo quando não sobrasse nenhum lugar sem a marca dos seus lábios.
, — ele disse ao ver o visor do celular acender em cima da pedra. Isso, ele comemorou sabendo que agora era a melhor hora para ganhar um ombro amigo. — não acredito que você e eu estamos nessa sintonia toda. — atendeu, não dando espaço para qualquer outro cumprimento formal.
— Que tensão é essa? — riu, notando a voz dele completamente atordoada do outro lado da linha.
— Estou em apuros, preciso da sua ajuda. — suplicou.
— Você andou bebendo de novo?
— Você sabe que eu bebo moderadamente.
— Moderadamente até cair. — divertiu-se, tirando onda.
— Meu problema tem nome, rosto, boca, coxas e um par de pernas maravilhosa que me deixa de língua de fora que nem um cachorro quando quer água.
, né? — perguntou, sabendo a resposta. Quem mais no mundo deixaria naquela situação se não fosse sua ex-atual-paixão? — Ela voltou esfregando na sua cara o que perdeu?
— Esfregando na minha cara? — Ele gargalhou, nervoso.
— Ah, então o problema é que você gostaria que estivesse esfregando…
— Eu vou ficar doido. — interrompeu a conversa, perdendo a noção do que estava acontecendo. Não estava sabendo lidar com todas aquelas informações e outra parte do seu corpo parecia não querer dormir para que ele pudesse voltar a ter o controle total da situação. Ele tinha plena certeza que estava na sala rindo de todo o desespero dele na cozinha. — Era isso que ela planejava o tempo todo, . — Ele riu nervoso. — Conversar? Que tipo de conversa era essa? Conversar com alguém que já namorou e não querer que o outro tenha algum tipo de desejo sexual pelo outro?
— Você…
, eu queria que ela esfregasse. Mas, eu queria que ela esfregasse tudo mesmo. De todos os jeitos, de todas as maneiras e em qualquer lugar daquela sala. — Ele confessou, atirando-se no chão gelado da cozinha para manter o corpo resfriado.
do outro lado da linha não conseguia parar de rir por um segundo, vendo o amigo entrar em colapso sexual.
— Ela vai acabar com você.
— Eu queria. Queria mesmo que ela acabasse comigo, ela pode acabar comigo a hora que quiser.
— Amigo, você precisa controlar esse tesão…
— Vou controlar quando eu acabar beijando-a toda. — não conseguia compreender de onde surgia aquele calor repentino toda vez que a desejava. — Pra você ter ideia, eu estou deitado no chão da cozinha porque não consigo ficar em um mesmo ambiente com ela.
, conversa com ela… — Ele tentou aconselhar, agora parando um pouco para pensar em quanto devia estar sendo complicado para ele lidar com todas essas emoções. — todo mundo sabe que ela voltou pra Seul por um motivo, acho que esse motivo…
— É acabar com a minha vida… — Ele riu nervoso, rolando a garrafa d'água por debaixo do moletom. Não faltava muito para que ele arrancasse a roupa, ficando pelado naquele chão gelado. De que lugar do inferno tinha voltado? Aquilo era macumba ou algum feitiço que ela lançou pra que ele ficasse transtornado daquela maneira?
— Confessa pra ela o que sente.
— Tá maluco? — assustou, agora levantando a blusa até a altura do pescoço. — Falar que eu to rolando no chão gelado porque to com fogo? É mais fácil eu me atirar pela janela.
— O que pensa em fazer? — perguntou, não esperando que ele fosse saber o que fazer nessa altura. — Você não pode ficar deitado no chão da cozinha desse jeito. Vai pra sala e tenta convencê-la a ir embora.
— Ir embora? Tá maluco? Eu quero essa garota! — Ele respondeu por fim, notando que não teria outra solução a não ser atacar .
— Nunca vi ninguém morrer de desejo sexual!
— Se eu não ter essa garota na minha cama hoje, você pode considerar que eu vou morrer.
— Que dramático. — riu.
— Vai dar muito na cara se eu for tomar outro banho? — perguntou, levantando o corpo para sentar-se, ele estava todo molhado de tanto passar a garrafa de água pelo corpo. — O que você vai fazer no banheiro? — perguntou, parecendo malicioso em sua voz. logo entendeu e começou a rir do outro lado da linha. — Não, . Simplesmente, não. — Apenas perguntei, amigo. também gargalhou alto. — Não tomei banho e nem fiz nada, mas molhado é algo que estou ficando… — Você tá fazendo essas coisas na cozinha? — alterou a voz, atrapalhando a explicação dele. — Porra, cara! — NÃO! — gritou. — Nojento! — Cara, eu to com uma garrafa de água no corpo tentando acalmar esse fogo. agora começava a se sentir um completo idiota nessa situação.
— Começo a acreditar que pessoas podem morrer de desejo sexual.
— Morrer ou se tornarem bem idiotas. — Ele completou, olhando para o corpo. — Olha, eu me sinto bem idiota.
— Não passou da hora do almoço e você nessa situação, ?
— Falei que ela vai me enlouquecer. — Ele disse por fim, suspirando e voltando a deitar-se no chão. — é meu ponto fraco, eu sei. Como eu vou sair dessa? Não posso demonstrar que eu fico desse jeito.
— Você consegue. — animou. — Afinal, vocês são amigos agora e desejo sexual por ex-namorada é a coisa mais simples do mundo. Aliás, quem não tem nenhum desejo sexual por sua ex?
— O quê? Você tem desejo sexual por minha ex? — gaguejou.
— NÃO! — gritou.

é muito…
— Muito?
— Linda.
— Hum… — resmungou.
— Ótima pessoa. — continuou, sabendo que o amigo ainda sentia ciúmes da garota. — Lindo coração, lindas mãos, lindas pernas…

— O cabelo também é lindo...

— Ela tem olhos lindos e sem esquecer daquela boca.

— Hum! Aquela boca é maravilhosa…
...
— Oi? — Ele perguntou, escutando a respiração de ficar mais pesada. Apesar de estar falando para provocar o amigo, não estava mentindo em momento nenhum. Não só ele, como parte dos amigos e do grupo tinha essa mesma visão de , só que não sabia a respeito disso.
— Eu preciso desligar porque tenho que ir no banheiro. — disse, arrancando a blusa imediatamente. — CALOR! QUE CALOR! — O calor estava dobrando e ele sentiu outra parte do seu corpo começar a pulsar. — PELO AMOR DE DEUS! — Esse era o limite que ele não queria que tivesse chegado, respirou fundo algumas vezes e encarou o teto da cozinha, mantendo o controle.
— Morreu?
— Preciso dizer alguma coisa, seu babaca? — Ele levantou-se do chão rapidamente, indo para a pia da cozinha. — , ela é minha ex-namorada e acha que eu não sei o que ela tem de lindo?
— Realmente…
— Se você falar novamente dela desse jeito nós vamos ter problemas. — alertou intimidando. — Problemas reais.
— Acha que eu não sei? Ainda mais você ciumento do jeito que é.
riu nervoso, agora jogando um pouco de água no rosto.
, preciso de um favor.
— Depende…
— Ela provavelmente vai passar o dia todo aqui em casa e eu to sem nada de comida…
— Você quer que eu passe no mercado para levar comida para vocês dois? — perguntou, sabendo que não era novidade nenhuma esquecer de comprar comida. Não entendia porque ele decidiu morar sozinho, sendo que não conseguia nem ao menos se alimentar direito.
— Por favor? — Ele pediu com voz mansa.
— Por que você não pede alguma coisa em algum restaurante? — sugeriu, parecendo óbvio.
— Porque eu quero fingir que vou cozinhar pra ela.
, você é idiota!
Ele escutou desligar o celular, soltando alguns palavrões. correu para o banheiro, tirando a calça e o restante da roupa quase ao mesmo tempo, estava morrendo de calor. Não sabia se era por causa da temperatura ou por estar pensando nela desse jeito.
— Ok, . Pare de pensar nela, só pare! — Ele enfiou a cabeça debaixo d'água, fechando os olhos. — Qual é? Por que essa garota não sai da minha cabeça? Por que eu não consigo esquecer o que sinto por ela?
começou a ficar irritado de verdade com todo aquele sentimento e tensão que surgia a cada minuto. Não entendia como era possível estar pensando tanto nela daquela maneira.
— Caramba! Eu não posso pensar assim, sentir-me assim, pensar nela, amar... — Ele disse, aumentando a força da água. Querendo colocar um fim em todas aquelas imagens. encostou uma das mãos na parede, apoiando o corpo e soltando um suspiro frustrado. Mas lá estava ela de novo, sorrindo, com a boca a milímetros da dele, com os braços em redor do seu pescoço, as imagens eram como flashes e por mais que quisesse fugir, não conseguia esconder que ainda amava a garota.

O corredor da conveniência estava completamente vazio. O estranho de estar nesse lugar a essa hora da noite era o fato de não conhecerem nada. Visualmente a conveniência era dividida em várias prateleiras. O local não era grande, mas era completo.
notou que há muito tempo não entrava em um local sem ter ninguém apontando o dedo diretamente para ele ou então cochichando com as outras pessoas.
O dia seria exatamente perfeito se ele achasse o departamento de comidas rapidas. Caminhou, analisando atentamente as placas e um pouco mais a frente achou o departamento mais sagrado daquela loja.
— Finalmente. — Ele disse, abrindo os braços para a quantidade de comida que podia escolher. — Eu não sei o que eu quero.
— Quem teve essa ideia de ir jantar no apartamento do ? — surgiu um pouco mais atrás perguntando. Já estava tarde e ele não tava com humor para atravessar desse jeito a cidade, somente para ir comer com o amigo que ele via praticamente todos os dias.
— Estou feliz. — riu, abraçado a prateleira de ramen.
— Pega oito, não quero vegetariano. — o alertou, apontando para a pilha enorme de ramen.
— Qual escolho para ela? — olhou questionando, olhando para a variedade de ramen e não sabendo qual a melhor opção levar para .
— Ela não gosta de ramen. — sorriu distraído, observando outra prateleira um pouco a frente. — Vou levar bimbimbap doshirak, é mais saudável e ela precisa comer algo assim. — ele completou.
e se entreolharam curiosos.
— Como você sabe disso? — perguntou, curioso com aquela informação extra sobre saber que não comia ramen.
— O quê? — levantou a cabeça, olhando para os amigos.
— Como você sabe que ela não come ramen?
— Ashh… — levantou uma sobrancelha, não entendendo. — Todo mundo sabe isso, não?
— Como eu vou saber o que a ex-namorada do gosta de comer? — passou um dos braços pelo ombro dele. — E eu achei isso um pouco suspeito, . — Ele completou, olhando para o amigo que agora estava sem graça. sabia que mantinha contato com , mas jamais imaginou que esse contato foi tão íntimo para saber até o tipo de comida que ela gostava.
— O que você anda fazendo quando não estamos juntos? — caminhou até eles, agora suspeitando também do amigo. — Não lembro de receber um memorando com os gostos culinários da namorada dele.
— Vocês são engraçados. — abaixou a cabeça, rindo. — Pra começo de conversa, eu conheço ela há muito mais tempo do que o . — Ele explicou.
— Sabemos disso, mas não sabemos o que ela gosta de comer. — disse, sincero.
— Ex… — completou, levantando um dos dedos. Ele não compreendeu o sentido da pergunta e nem os olhares, como se tivesse feito algum comentário errado.
vai ficar louco com isso. — confessou, rindo.
— Vocês dois...— olhou para eles tentando argumentar, mas achou melhor apenas ficar em silêncio e não terminar a frase. Analisando a situação e conhecendo muito bem ambos, ele sabia que não iria adiantar em nada explicar. E sabia que isso seria motivo para ficar no seu pé.
. — o chamou.
— Sim?
— Você por acaso não está tendo um caso com a ex do , né? balançou a cabeça, gargalhando.
— Hum? — levantou uma das sobrancelhas.
, , . — balançou levemente o ombro dele.
— Você entende que ninguém nem ao menos pode falar o nome daquela garota, né? — disse pausadamente, mostrando preocupação com o que poderia estar acontecendo entre e .
— Então o que você estiver escondendo ou sentindo, é melhor que ele nem fique sabendo de nada. — aconselhou.
— Do que vocês estão falando? — soltou um longo suspiro. — , você sabe que ela é minha amiga.
— Amiga... — Ele olhou torto para . — Relacionamentos começam de amizades assim.
. Você é homem e não vamos mentir que é linda, não posso dizer isso perto do , mas entre a gente aqui, é fácil assumir esse fato. — percebeu que ele estava pensativo com aquela conversa toda. — pode achar estranho esse comportamento.
— É só não comentar nada com ele?
— Tudo bem. Não vou ser o fofoqueiro da turma. — levantou as mãos ,encerrando a conversa.
— Quero Kimbap. — foi para a prateleira de onde perdeu de vista toda a variedade. — Por que tanta variedade? Não sei nem o que escolher.
estava se divertindo com as compras ao ver que nada do que estava na cesta era saudável. Qual era o problema disso? Nenhum! Mas provavelmente iria surtar por causa disso.
A três corredores dali, parou na seção de frutas, procurando por alguma fruta saudável para , já era suspeito essa atenção toda, comprar frutas não seria ainda mais estranho do que os amigos suspeitar que ele e estavam em um relacionamento.
— Morango, pêra e pêssego? — Do outro lado, perguntou, estranhando o cesto que carregava. — O que vamos fazer com essas frutas?
— Não acredito que você vai comprar tudo isso pra ela. — cruzou o braço, perplexo. caminhou lentamente em direção ao caixa, não dando importância para o que o amigo estava falando. — Inacreditável!
— Tem coisa errada nessa história.
— Eu sei. — respondeu para que agora também observava de longe.
— Isso me preocupa bastante, vai surtar.
O vento frio estava cortando o céu e precisou mais empenho para carregar as compras de uma vez para dentro do prédio onde morava. O porteiro já sabia a essa altura o nome de todos os três e com um aceno de cabeça cumprimentou todos eles, sorrindo muito animado.
— OK! Isso é pesado! — disse, jogando as sacolas no balcão. — pediu para deixar essas sacolas aqui embaixo.
— E tem mais essas também! — surgiu um pouco mais atrás. — Inclusive, lembra ele que precisa colocar algumas coisas na geladeira.
— Como você é detalhista. — rolou os olhos, tentando ignorar que hoje estava insuportável.
— AI. MEU. DEUS. — soltou um grito, surgindo atrás deles. deu um pulo, levando as mãos ao coração assustado. Não esperava encontrar a amiga de dessa maneira. E nem que ela fosse completamente maluca de abordar eles desse jeito.
— VOCÊ É LOUCA, GAROTA? — Ele se alterou, caminhando até ela. — COMO VOCÊ CHEGA GRITANDO DESSA MANEIRA, EU SOU CARDÍACO!
— Você não é cardíaco. — sorriu divertido, vendo o desespero dele. — Quanto tempo, garota.
— Ele é sempre exagerado desse jeito? — Ela perguntou, olhando de para . Por mais que quisesse ignorar , imediatamente ela voltou a sua atenção para o ruivo que estava bem a sua frente.
— Você só devia ignorar o . — aconselhou, fazendo um gesto com a mão.
— Sempre! — Foi à vez de concordar.
— Estou no mesmo recinto. — quebrou o silêncio, ainda mantendo os olhos vidrados na garota à sua frente. Por mais que quisesse desviar sua atenção, não dava para mentir que ele adorava encontrar dessa maneira. E, estava feliz porque não tinha lance nenhum combinado para esse encontro, talvez isso fosse um sinal.
— Meu lindinho. — passou por , caminhando rapidamente para o lado de e o abraçando. — Como você tá maravilhoso! Que saudades eu senti de você, .
— Eu? Você que é maravilhosa. — respondeu abraçando a garota de maneira carinhosa. — Você parece que esquece que eu existo.
— Vamos embora? — sugeriu, apontando para o . Ele não entendia qual era o lance todo que tinha com mulheres, não entendia mesmo todo esse amor e todo esse interesse que surgia de repente. E, o que mais deixava sem paciência era saber que não conseguia ver o quanto era irritante todas as mulheres ficarem babando por ele.
— Embora? Pra onde? — A garota que estava do outro lado olhou nesse instante para , curiosa.
— O que você faz aqui? — perguntou curioso, notando que ela carregava uma sacola de compras.
me chamou para almoçar na casa do . — Ela disse, fazendo uma careta, não era novidade nenhuma pra eles o incômodo que ela sentia por . — E vocês?
— Ela te convidou? — perguntou, balançando a cabeça quando olhou para e .
— Sim, ela disse que o queria reunir os amigos e almoçar todos juntos na casa dele. — disse apenas.
Os três se entreolharam rapidamente, estranhando.
— É verdade. — sorriu. Ele não iria perder por nada a reação de ao ver no apartamento. fez um sinal com a cabeça, não entendendo e ao mesmo tempo , olhou de um para o outro começando a rir.
— Posso levar isso pra você… — segurou a sacola gentilmente para ela. — UAL! O que é isso?
— Álcool!
— Você veio preparada… — disse, olhando para dentro da sacola nas mãos de .
— Hoje o dia vai ser inesquecível! — sorriu nervoso, passando uma mão pelo cabelo.
— Espero… — Ela lançou um olhar para e não foi preciso dizer qual o significado dele. fez com que ele ficasse sem graça e bobo ao mesmo tempo. e ficaram em silêncio apenas observando a tensão que pairava no ar com aquela troca de olhares entre os dois, parecia que não existia mais ninguém na recepção a não ser os dois.
— Espero também… — Ele emendou dando um sorriso torto que mata todas as mulheres do mundo, e como não era exceção, o seu coração quase teve um ataque naquele exato momento.
— Claro que sim… — desprendeu o olhar do dele virando-se para e com o melhor sorriso. — Vamos?
— Ah, sim. Claro, vamos! — segurou o riso, sabendo que iria enlouquecer ao abrir a porta do apartamento. — Podemos chegar de surpresa.
adora surpresas. — respondeu prontamente com o melhor ar de que era óbvio que o amigo surtaria ao vê-los lá. Ele tinha uma leve ideia de qual seria a reação dele ao abrir a porta e encontrar e juntos, ainda mais com no mesmo ambiente.
— Então…. — trocou olhares com os três, caminhando até e dando-lhe o braço.
Não disseram mais nada, apenas seguiram para o elevador e no painel apertaram para a cobertura onde estava com . ficou atrás de e teve a certeza que queria explorar cada parte do seu corpo com a boca. Ele sabia que ela era difícil, mas depois de beber todo mundo estava sugestivo a ceder aos seus encantos. e do outro lado apenas observaram ficando calados, sem realmente nada para dizer. O clima dentro do elevador já era de tensão. Não era preciso dizer nada, apenas esperar que não tivesse um colapso nervoso e jogasse todos eles pela janela.


Capítulo 4


mexeu levemente no cabelo de , fazendo uma pequena carícia aproveitando que ela estava bêbada o suficiente para não tentar parar às mãos dele. Ela sorria muito enquanto terminava de virar outro shoot de vodka, mas , do outro lado, apenas observava o comportamento da amiga praticamente sentada no colo de .
— Você tem pernas lindas. — Ele agora estava alisando levemente a coxa dela e sentiu um frio percorrer sua espinha. Olhou para ele, soltando uma risada baixa e provocativa. Aquilo, sem dúvidas, tinha sido um convite para ele seguir com aquela carícia. Quando estivesse sóbria daria um jeito para se livrar dessa dor na consciência. Ainda mais ela que tinha jurado nunca mais chegar perto de . Ao que tudo indicava, ele não sabia do motivo para todo esse ódio. O engraçado é que, o copo dela nunca estava vazio, mesmo ela tomando a cada meio minuto o copo raramente chegava à metade.
— Estou ficando tonta. — Ela gargalhou, jogando a cabeça para trás. — Muito tonta. — fechou os olhos para que aquele turbilhão de imagens distorcidas mudasse. — . — Ela o chamou, colocando uma das mãos em sua coxa.
— Eu sei. — soltou uma risada abafada, largando copo em cima da mesa. — Percebi que você está bêbada. — Ele estava rindo da maneira que ela estava comportando-se. Não precisou ela falar muito e ele logo percebeu que a bebida não era o forte da garota. Hoje estava sendo um canalha, mas não importava. O objetivo da noite era conseguir de qualquer jeito a atenção de , mesmo ela estando bêbada. — O que você quer fazer?
— Eu? — perguntou meio desconexa. O que ele estava perguntando? Fazer? Hoje? Há essa hora? Ela voltou a sentir as mãos dele deslizando por suas coxas, aquilo a estava deixando perturbada demais. — , não quero você se aproveitando da minha inocência.
— Não vou. — mordeu o lábio, aproximando-se dela. — Prometo que vou me aproveitar de uma maneira que você nem vai se importar com a sua inocência. — Pervertido, ele a beijou. tentou evitar o beijo, mas logo cedeu quando sentiu o gosto suave e o hálito quente da boca dentre contra sua. — Nossa, como eu fiquei tanto tempo sem beijar você? — Ele se perguntou, separando um pouco os lábios do dela.
— AI, PELO AMOR DE DEUS! — gritou, dando um pulo do sofá com aquela cena. — O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO NA MINHA CASA? EU NÃO CONVIDEI NINGUÉM, VÃO EMBORA!
— Hoje você conquistou o direito de fazer comigo o que bem entender. — sussurrou no ouvido de , ignorando por completo a histeria de . — Estou totalmente bêbada em um lugar distante e quase sentada no seu colo, nada mais me impede de ir para a cama.
— QUE CAMA? NA MINHA CAMA? — ainda alterado, mordeu o lábio nervoso, caminhando de um lado para o outro da sala. Não era possível que pensava em ir para a cama juntamente com , aquilo não podia ser real. E por que todo mundo estava em seu apartamento? Quem convidou? Quem chamou? — Você…. — Ele lançou um olhar para que se divertia vendo a cena dos dois aos beijos. Com certeza, ela tinha algo a ver com isso. — , você chamou a ?
— Claro! — Ela afirmou, rindo.
— Por quê?
— Porque ela me ama, . — desviou a atenção da boca de , olhando diretamente para ele. — Qual o problema? A não pode amar ninguém a não ser você?
— O que você tá falando, menina? — Ele riu nervoso, passando uma das mãos pelo cabelo. — Sou obrigado a tolerar vocês na minha casa e ainda com essa pegação toda?
O silêncio tomou conta do ambiente com aquele comentário. e estavam indo com calma na bebida, experimentando com todo carinho cada drink que tinha preparado com as frutas que tinha comprado mais cedo. Não se envolveram em momento nenhum naquela discussão, sabia que o melhor a se fazer naquele fogo cruzado era o silêncio.
— UAL! — , alegre, bateu palmas.
— Cala a boca! — , irritado, jogou uma almofada na direção dele. — E, ? A é livre para amar quem ela quiser.
— Amiga… — balançou as mãos no ar, chamando a atenção de . — Amiga, amiga…
— Oi?
— Por que você não ama o ? Ele é tão neném! — disse, olhando para e fazendo gestos de coração com as mãos. — Olha que carinha maravilhosa, que coisa mais linda e meiga. Ele é perfeito.
— Acho que ela bebeu demais. — desconversou sem graça ao notar olhando diretamente para ele sem piscar. — e eu somos amigos há muito tempo, .
— Pega ele, amiga. — Ela agora estava tentando apoiar-se para ficar em pé. Nem foi preciso muito esforço, logo ela caiu novamente no sofá. — Tudo rodando, tudo.
riu, passando uma das mãos em volta da cintura dela.
— Não acha que bebeu demais, ? — perguntou séria, encarando a amiga. , do outro lado, respirou fundo, colocando ambas as mãos na cintura muito incomodado.
— Eu preciso tomar um ar. — Ele virou-se sem muito humor, caminhando para a sacada, não conseguiu esconder que estava incomodado com o que tinha falado sobre e .
— Preciso ir ao banheiro. — comentou, apertando as mãos contra o corpo. — Preciso muito…
— Não me convide dessa maneira. — entortou a cabeça, sorrindo. — Levo você para o banheiro. — Gentilmente, ele a segurou de maneira delicada, acompanhando a garota passo a passo na escada até o andar de cima.
, nada de se aproveitar da situação. — alertou, arqueando a sobrancelha ao notar a malícia na voz dele. Na realidade, esse alerta era para , que conhecia muito bem para saber que esse pretexto do banheiro era usado sempre quando queria ficar a sós com alguém.


16:22...


Na sala tudo estava ocorrendo de maneira natural,
visivelmente ficava mais bêbado ao decorrer das horas e controlado para não perder o controle igual , que agora estava dançando com de um lado para o outro. Ninguém percebeu que ele estava com uma marca de chupão no pescoço e outras marcas de arranhões por toda a extensão do braço, sem contar o tanto que estava descabelado e sem ar quando desceu as escadas com nas costas. sabia que depois de passar toda a bebedeira ela teria que conversar muito com a amiga que ficaria desolada por saber que foi tão fácil assim que ficasse com ela.
— Você não está com fome, ? — perguntou carinhosamente, sentando-se ao lado dela. , do outro lado, ainda estava de cara fechada e descontente com aquela festa não programada. Ele não bebeu em momento nenhum para não perder a cabeça com o amigo que demonstrava preocupação demais com a sua ex-namorada.
— Que amor. — riu, passando os dedos pela bochecha dele. Ela sabia que no fundo aquilo iria provocar e isso era o que mais queria. — Muita fome.
— Comprei bimbimbap doshirak para você. — Ele foi gentil nas palavras, segurando uma das mãos dela. — Sei que você não come Ramen, por isso comprei algo saudável.
— Meu deus, . — sorriu, agora segurando o rosto dele com ambas as mãos. — Como eu posso ter uma pessoa assim como você na vida?
apenas observava a troca de olhares entre e , aquilo o estava deixando atordoado, imaginando o que teria acontecido entre eles. Daquele lado da sala ele conseguiu escutar muito bem o interesse de em comprar algo para ela, principalmente o interesse em demonstrar que ele a conhecia bem o suficiente para saber o que gostava.
— Vem, eu te levo para a cozinha. — Ele disse, colocando-se de pé e estendendo a mão para ela.
— Nossa. — Ela olhou surpresa para as mãos dele. — Eu ainda vou me apaixonar perdidamente por você, .
não foi capaz nem de olhar para , mas sabia que por dentro estava remoendo aquela cena querendo se atirar pela janela no primeiro momento quando ela descruzou as pernas e segurou forte nas mãos de .
… — Ele começou a falar, mas ainda fazendo um pequeno teatro ela fingiu desequilibrar-se para que passasse ambas as mãos em sua cintura, segurando-a firme. Agora iria aprender como é vê-la nos braços de outro homem.
— Boa pegada. — Ela riu.
Dessa maneira ficou com o rosto tão próximo de e não desviou nem por um milímetro o seu corpo do dele, apenas olhou dentro dos seus olhos, vendo o quanto ele estava lindo. sorriu nervoso, não conseguindo desviar o olhar do rosto da garota. Sentia como se estivesse perdido na maneira que ela mexia com os lábios quando sorria. Ele não percebeu porque estava fazendo isso, mas apenas não conseguia tirar os olhos dela, era como se alguma coisa estivesse mantendo-o preso, como um imã que mantinha ainda aquele olhar de maneira carinhosa e intensa.
Ambos ficaram calados, sem realmente ter nada para dizer. não sentia a necessidade de falar nada, apenas se contentava com aquele olhar. Ele não soube ao certo o que estava acontecendo. Nunca tinha sentido necessidade de estabelecer esse contato visual com ela, melhor dizendo, ele nunca tinha sentido vontade de olhar para dessa maneira. Nunca sentia seu coração acelerar dessa maneira quando estava ao seu lado. sentiu que poderia ficar horas apenas olhando nos seus olhos, mas começou a enxergar a realidade do que estava fazendo ao ver do outro lado, perplexo com aquela troca de olhares entre eles.
Mas o que estava acontecendo? O que raios era esse sentimento novo? Por que tudo isso agora?
— Vamos? — Ele quebrou o silêncio.
— Sim.
— Cuidado.
— Eu sempre tenho. — Ela riu, caminhando como se estivesse desfilando em uma passarela. Tudo era intencionalmente para que sentisse o máximo de ciúmes possível.


18:32...


— Quero fazer alguma coisa diferente. — cruzou a perna, apoiando na mesa de centro da sala. Ela olhou diretamente para o grupo que estava na sala. já estava em outra dose de vodka, agora estava misturando todas as frutas dentro de um único copo. estava ao seu lado, olhando tudo muito atento. — Alguém a fim de fazer algo diferente?
— Olha, tudo depende do que for esse diferente. — olhou para a amiga desconfiada. Aquela conversa era estranha demais para essa hora da noite. — Tudo tem seu limite, ainda mais em uma amizade.
— Concordo. — tomou um gole de vodka, brindando com o copo de . — Tudo tem seu limite, ainda mais quando o amigo quer brincar com o outro amigo do amigo. — Ele se enrolou na explicação e , que já estava bêbada o suficiente, não foi capaz de entender. — Eu brinco com você, dependendo do que você queira brincar.
— Não quero brincar. — emburrou.
— Elefante colorido? — começou a rir freneticamente, quase se sufocando com a bebida. — Meu Deus! — ele levantou as mãos para o alto. — Vou morrer.

— Cobra cega? — sugeriu inocentemente. , que estava ao seu lado, cuspiu todo o líquido de volta no copo. entrou em espasmos com aquele comentário, já não teve outra saída se não continuar a rindo.
— Por que todo mundo tem a brilhante ideia de enfiar a cobra onde não deve? — cruzou os braços, olhando diretamente para . O ambiente estava ficando cada vez mais pesado e a cada minuto o consumo de álcool ia diminuindo.
— Não precisa ser necessariamente uma cobra. — levantou a sobrancelha, justificando. — Podemos brincar de outra coisa que envolva alguns objetos.
— Não, obrigado. — levantou a mão, afastando-se deles. — Não quero brincar com a cobra e não quero brincar com objeto nenhum. — Ele virou todo o líquido que estava em seu copo imediatamente. — Eu entrei com minha masculinidade intacta por essa porta e quero sair com ela.
— Truco? — Após alguns minutos em silêncio analisando um jogo que pudesse ser divertido, sugeriu para os outros. olhou insatisfeito e todos os outros simplesmente acharam melhor ignorar qualquer coisa que estivesse falando.
— Poker? — Novamente ela disse numa tentativa frustrada. — Qual é, pessoal?
— Strip-Poker? — abriu um sorriso sacana. — Somos amigos, então logo ninguém vai ficar constrangido quando ficarmos pelados. — Ela explicou de maneira convincente.
— Gostei! — animou-se, imaginando que aquele dia poderia ser um marco na sua vida. Não que quisesse ver a ex do amigo pelada, mas uma olhadinha não iria fazer mal a ninguém.
— Isso é tão constrangedor. — cochichou, segurando uma garrafa de vodka. — Pra aguentar esse jogo eu vou ter que beber muito. — Ele olhou torto para , que levemente estava contendo a empolgação de jogarem poker.
— Eu topo. — foi o primeiro a aceitar. — Não tenho nada a esconder e nem medo.
— Eu também topo. — levantou a mão, concordando. — Preciso mesmo mostrar para vocês que são franguinhos perto de mim.
— Mais do que dentro. — concordou também, levantando a mão empolgada. Nem que fosse por causa de uma brincadeira ela iria se contentar em vê-los todos sem camisa andando de um lado para o outro daquela sala.
— Sinto que isso não vai prestar. — protestou alguns minutos depois. Não iria prestar todos bêbados e pelados pela casa. Caso ele não aceitasse seria taxado como medroso ou o que estava escondendo algo dos amigos. E vamos ser sinceros? Esconder isso para um grupo de amigos homens é a pior coisa do mundo. — Eu aceito. — Ele soltou um suspiro, aceitando também aquela partida de poker.
não teve muita opção, ou estava dentro, participando daquela cena toda de homens andando pelado pela casa, ou aguentaria as conseqüências pelo resto da sua vida, uma enorme zoação quando o assunto surgisse. era a única animada do lugar e já estava com o baralho em mãos, distribuindo animadamente as cartas. Um pouco mais de bebida e foi dado início à partida. O grupo que perdesse era obrigado tirar uma peça de roupa. Apreensivo com o jogo, olhou para que era seu parceira no momento. O outro lado estava e . O jogo seguiu animado no andar de baixo. Os gritos e os palavrões misturados com bastante bebida eram o ponto alto daquela noite. tentava não olhar muito para que estava ao seu lado completamente com a blusa aberta, mostrando parte do sutiã. Ele usava apenas uma bermuda e do outro lado lutava para tirar a camisa de forma sensual para impressionar . Ninguém estava mais se importando em estar praticamente pelado. e começaram a rir dessa cena e pegaram os celulares para filmar aquele momento histórico. O jogo estava indo para a última partida, qual grupo seria obrigado a ficar pelado diante de todos os outros da mesa? O relógio já estava marcando quase meia noite e eles não pareciam desanimados com o momento.
— Não consigo enxergar as cartas. — resmungou, forçando os olhos para os símbolos das cartas que estavam em suas mãos. — Não consigo. — Ela continuou resmungando, incomodada com a situação.
— Olha, eu não enxergo as minhas faz três rodadas. — confessou soltando uma gargalhada contagiando o ambiente. — Quero mostrar para vocês que eu tenho cara de menina, mas corpo de um homem sedutor.
— Fiquei excitado. — , tonto, piscou para . — Quero que você perca só para mostrar toda essa sedução.
— Quem perder além de ficar pelado tem que correr nu pela casa. — disse, apontando para os amigos da mesa. — Não tem que fazer nada, só correr de um lado para o outro. Totalmente pelado.
— Isso é gay demais. — resmungou.
Os gritos eram a única coisa possível de escutar daquele grupo. Ainda mais quando e tiveram que tirar a roupa porque haviam perdido. protestou até o último minuto que estava bêbada demais para conseguir raciocinar e jogar a carta exata. Sem muito esforço, ele conseguiu que a partida tivesse novamente um desempate. De um lado ele e e do outro e . Quem no fim seria obrigado a correr pela casa totalmente sem roupa?
Depois de correr pelado pela sala com , cantarolava alguma coisa de um lado da sala, segurando uma garrafa de vodka. Ao seu lado já estava dormindo, segurando uma das almofadas contra o corpo. estava jogada no outro sofá, dormindo, e desceu as escadas segurando uma manta nas mãos para cobrir a amiga. Ela usava uma camisa de branca, mostrando parte do seu corpo e aquilo o deixou de boca aberta quando a garota cruzou a sala de uma ponta a outra. e iniciaram um papo cabeça sobre novos projetos do BTS enquanto ele estava parado, não conseguindo tirar os olhos da mulher da sua vida. Com os pensamentos perdidos nela, ele pensou em mais uma vez. O que iria acontecer com eles agora? O que iria fazer com esse sentimento? Hoje ele não conseguia esconder mais o quanto ficava estável ao seu lado. O quanto ele queria e desejava que ela estivesse em seus braços.
Ele perdeu a concentração quando ela começou a caminhar em sua direção, prendendo o olhar em seu abdômen que estava totalmente descoberto. colocou-se de pé, esperando que ela fosse hesitar, mas conseguiu sentir seu hálito quente em seu rosto. Imediatamente ele desceu os olhos para a sua boca, ao mesmo tempo que ela descia os olhos para a boca dele. Aproximaram um pouco mais o corpo um do outro e os lábios se tocaram, acompanhados por uma maldita corrente elétrica de antes, mas mil vezes pior.
Inconscientemente, os olhos dela se fecharam ao mesmo tempo que os dele.
— O que estamos fazendo… — Ela murmurou, afastando-se uns milímetros, mas mesmo assim bem perto da boca dele. abriu os olhos rapidamente com isso e constatou que os dela continuavam fechados. Ele achou que ela ainda estava decidindo se o beijava ou continuava a luta para evitar esse contato.
— Tem razão… — afastou-se, esforçando-se ao máximo para não pensar no que estava fazendo. — Eu não quero nada com você.
— Não quer? — Ela fez sinal com a cabeça, sorrindo. — Não acredito em você.
voltou a puxá-la novamente, agora segurando sua nuca com mais força.
— Não quero.
— Tudo bem.
o empurrou e ela não teve a mínima noção do que ele havia acabado de fazer, mas seu corpo estava entrelaçado ao dele e desceu novamente seu olhar para a boca dela e voltaram a ficar a centímetros de distância um do outro. Não contendo essa vontade, os lábios roçaram um no outro. Afinal, era tudo o que ele estava querendo. Os lábios dela se abriram quase inconscientemente, sentindo o hálito quente dele invadir sua boca.
subiu as mãos, puxando-a de leve contra ele, as mãos da garota se juntaram em sua nuca enquanto ele passava a língua pelo lábio superior, pedindo passagem. Ela cedeu, explorando cada parte daquele beijo quente e suave. Desejando, a cada minuto, que não fosse capaz de quebrar aquele contato em nenhum momento. circulou a mão para cima e para baixo das costas dela, enquanto a outra estava no meio dos seus cabelos. A mão de continuava em sua nuca, puxando-o para ela a todo momento. Arranhou de leve sua nuca com a unha, e com a outra puxou levemente o seu cabelo. Ele abafou um gemido, e ela sorriu no meio do beijo.
— Eu quero… — Ele confessou, levando as mãos à cintura dela. Com todo cuidado para que não se machucasse, sentou no sofá, puxando-a para seu colo. Ele não pensou em nada a não ser voltar a beijá-la novamente. Levou uma das mãos para o cabelo da garota e sentiu um leve puxão de cabelo e a outra mão dele apertou leve sua cintura, fazendo-a sentir um arrepio. , notando, sorriu, quebrando o beijo e mordendo o lóbulo de sua orelha, fazendo-a soltar um pequeno gemido.
— Golpe baixo…
Ele sorriu ao vê-la respirar ofegante quando desceu os lábios, distribuindo beijos por todo o pescoço. Ela começou a ficar mais tensa e ele voltou a encontrar sua boca rapidamente, iniciando outro beijo.
A atenção deles foi quebrada por um berro vindo de . Abriram os olhos ao mesmo tempo, interrompendo o beijo e olhando para , que estava parado de braços cruzados encarando ambos.


Continua...



Nota da autora: ATUALIZAÇÃO DE NOVO!

Nada a declarar sobre esse triângulo amoroso. NADA A DECLARAR SOBRE ESSA EMPATA FODA! O personagem é com o J-Hope e eu imagino certinho ele gritando no meio da sala HAHAHAAHAHAHA.

O que vocês estão achando?
Agora eu preciso ainda falar que eu amo esse PP! Bom, espero que estejam gostando....e o próximo capítulo AINDA promete!





Outras Fanfics:
Let Me Know [KPOP — Restritas – Em Andamento]
Hug Me [Doramas – Shortfics]
I NEED U [KPOP – Restritas – Em Andamento]



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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