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Última atualização: 25/08/2020

Prólogo

respirou fundo e olhou novamente a tela do celular. Sua respiração estava descompassada e suas mãos tremiam levemente, a jovem não conseguia negar que estava extremamente nervosa desde que recebeu a mensagem de Rudy.
Ela sabia que não possuía exatamente nada que deveria a assustar na simples mensagem de seu chefe, que não dizia nada além de “venha para o estúdio o mais rápido possível”. Compreendia que poderia ser uma simples mensagem pedindo que ela o ajudasse a criar os passos finais para um espetáculo que iriam participar em poucos meses, mas não conseguia se sentir calma de jeito nenhum.
Entrou no estúdio, cumprimentando Angel no balcão de atendimento, e seguindo em direção a sala que Rudy ficava após terminar as suas aulas. Respirou fundo uma última vez – em uma falha tentativa de se acalmar,– conforme dava três toques na porta, esperando pela liberação de Rudy, que não tardou a chegar.
– Boa tarde, meu bem. Tudo bem com você? – a voz de Rudy soou atenciosa conforme entrava na sala. – Sei que hoje não é um dos seus dias de trabalho, mas você precisa ser a primeira a ser comunicada sobre isso.
– Estou tentando não ficar extremamente nervosa, Rudy, e você não está me ajudando. – resmungou em resposta, sentando-se na cadeira de frente para o chefe.
Conhecia Rudy desde que se mudou para Nova York, há cinco anos atrás. Foi convidada para fazer parte do estúdio de dança, trabalhando por meio período enquanto corria atrás de um papel de destaque nas grandes produções.
Poderia dizer que conhecia Rudy bem até demais, e por esse motivo, quando o chefe abriu um sorriso frouxo, soube que precisava ficar nervosa.
– Você, melhor do que ninguém, sabe dos problemas que estamos enfrentando nos últimos meses. – contentou–se em concordar com um leve balançar de cabeça em sinal afirmativo, temendo que a voz falhasse. – Eu não consigo mais lidar como se estivesse tudo certo, . Tentei agir como se eu fosse capaz de dar conta disto, porém não tem mais para onde fugir. Irei fechar o estúdio.
– Mas e o espetáculo? – questionou com a voz fraca, sentindo meus olhos marejados. – Você e as meninas estavam se empenhando tanto.
Trabalhar em um estúdio iniciante não era o sonho de quando ela veio para Nova York, porém a proposta de Rudy era extremamente tentadora. Um horário de trabalho flexível e uma grana extra era tudo o que precisava naquele momento, além do fato de que estaria pondo em prática tudo o que já tinha aprendido enquanto buscava seu verdadeiro sonho.
Porém com o passar dos anos, a R.J Studio tinha se tornado uma parte essencial da dançarina.
– Vou fazer o máximo para conseguir segurar as pontas até a apresentação, mas só vou poder continuar com elas. – a tristeza no tom de voz do homem era palpável. – Queria poder continuar com você, , mas não vai dar.
– Tudo bem, Rudy, eu entendo. – a mais nova sorriu de modo compreensivo.
– Você vai conseguir se ajeitar? – questionou conforme se levantava da cadeira, disposto a romper a distância até . – E aquele papel que você estava esperando a resposta?
– Não se preocupe, está tudo certo. – murmurou abraçando Rudy, esforçando-se ainda mais para não chorar.
– Você vai brilhar, meu bem.
apoiou a testa contra o peitoral de Rudy, mordendo lábio inferior. Estava em um surto interno, porém não poderia dizer a verdade para o antigo chefe e eterno amigo, não queria o preocupar ainda mais.
Porém, nada estava certo.
Muito menos bem.




Continua...



Nota da autora: Olá novamente meus amores, chega com mais uma história para esse especial e a segunda nessa temática, acredito eu. A quarentena me tornou essa autora ainda mais criativa e foi só assistir Feel The Beat e Dançarina Imperfeita que minha mente já criou esse plot todinho.
Logo, logo volto com o primeiro capítulo!


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