Última atualização: 31/12/2020

Capítulo 1


estava sentada na janela, o sol se pondo, enquanto adiava o máximo possível o inevitável: arrumar suas coisas. Os dias de verão estavam se aproximando do fim e, com eles, as férias também, o que significava que devia arrumar o seu malão o mais rápido possível para voltar à escola. Não é que não gostasse de lá, mas não podia negar o quão trabalhoso que era fazer isso.
Além disso, naquele ano, estava acontecendo na Grã-Bretanha a Copa Mundial de Quadribol e todos os seus amigos bruxos estavam lá. Por ser nascida trouxa, seus pais não se importaram de a levar e não confiaram nos pais de seus amigos. Embora eles aceitassem a filha, não significava que eles eram muito favoráveis a essa história de magia. Ainda tinham a esperança de que ela se decidisse por uma carreira trouxa quando terminasse a escola, como uma engenharia da vida ou medicina. Mas eles não compreendiam que, para isso, ela teria que abdicar de uma parte de si. E, por isso, apesar de evitar discutir com eles, a perspectiva da vida que eles tinham para estava bem longe do que ela queria. A carta em cima da bancada era mais uma comprovação disso.

RESULTADOS NOS NÍVEIS ORDINÁRIOS DE MAGIA

Notas de aprovação
Ótimo (O)
Excede Expectativas (E)
Aceitável (A)

Notas de reprovação
Péssimo (P)
Deplorável (D)
Trasgo (T)
RESULTADOS OBTIDOS POR

Estudo dos Trouxas O
Aritmancia E
Astronomia A
Defesa Contra as Artes das Trevas O
Feitiços O
Herbologia E
História da Magia A
Poções O
Transfiguração O
Trato das Criaturas Mágicas E

A espera dos seus N.O.M.s tornaram cada chegada de uma coruja uma tortura e, pior ainda, não poder demonstrar tanto interesse na frente de seus pais, já que aquilo era importante para seu futuro no mundo bruxo. Mas abrir aquela carta valera completamente a pena. Não esperava resultados impecáveis e, com isso, tinha um motivo para desistir de História da Magia e Astronomia, que sempre a deixavam entediada.
Respirou fundo, sabendo que não podia mais adiar. Faltava uma semana para as aulas e ela tinha que arrumar o malão para deixá-lo pronto para receber apenas os novos livros que compraria na próxima semana no Beco Diagonal. Ah, e seu traje a rigor que, estranhamente, estava na sua lista de materiais.
Naquele momento, sua coruja Estrela entrou, trazendo o Profeta Diário, o jornal dos bruxos, e mais algumas cartas.
— Estava com saudades já. Fez boa viagem? — Falou, enquanto ela pousava do seu lado, bicando carinhosamente o seu dedo enquanto lhe dava biscoitos.
Estava receosa de ler o jornal e ver várias notícias da Copa, então foi acender a luz para ler as cartas dos amigos:

, você não vai acreditar! Os lugares secretos que mamãe conseguiu eram do lado do camarote!
Mas fique tranquila que nós ainda iremos juntas para uma Copa Mundial de Quadribol – nem que seja do outro lado do planeta!
Papai me deu um dinheiro para a viagem e pretendo comprar um presente para você.
Espero que os búlgaros ganhem com aquele lindo Vítor Krum! Quem diria que eu vou estar no mesmo ambiente que ele...
Mal posso esperar para te encontrar logo! Mas já te aviso: não passei mesmo no N.O.M.s de Transfiguração. Pelo menos eu vou largar Adivinhação e espero que você largue alguma coisa para termos um tempo livre juntas.
Até dia primeiro!


era a melhor amiga de desde o momento que elas foram colocadas na mesma casa e começaram a compartilhar o dormitório. Foi que, sem praticamente conhecer , a visitou na enfermaria depois de poucos dias de aula, quando ela desmaiara na aula de voo. Depois disso, viraram melhores amigas.
Mesmo falando da Copa, sempre conseguia animá-la. Então, assim, passou para a segunda carta:

Querida ,
Espero que suas férias de verão estejam sendo esplêndidas!
Hoje eu fui ao Beco Diagonal (eu sei que ainda falta uma semana...) e comprei tudo. Estou tão animada! Mesmo não tendo tirado um Ótimo no N.O.M. de Poções e eu sei que o Snape não vai permitir que eu continue na turma... Mas, pelo menos, passei em todos os outros, embora esteja pensando se vou continuar com Transfiguração. Falo isso sem preocupações para você porque tenho certeza de que foi ainda melhor que eu.
Esses dias, eu passei em uma loja trouxa e vi o que vocês chamam de “tevevisão” (escrevi certo?) e estava passando umas imagens engraçadas e coloridas. Os trouxas são tão interessantes! Vocês, por acaso, têm uma dessas em casa?
Estou ansiosa para te encontrar na estação. Falta tão pouco!
Beijos,
P.S.: Rob te mandou oi!


Apesar de sempre ter sido da Grifinória e elas dividirem o dormitório, as duas nunca se falaram muito até o ano anterior, quando se sentou com ela e em uma aula de feitiços. Diferente de , que era pura energia e espontaneidade, era um pouco mais tímida, formando quase dois opostos, mas elas se davam muito bem. Robert era o irmão de , um ano mais novo, que estava na Lufa-Lufa e de vez em quando saíra com elas por insistência da irmã.
tivera o tato de não comentar sobre a Copa Mundial, apesar de provavelmente estar igualmente animada com o evento. E assim, sem poder mais evitar, pegou o Profeta, derrubando-o instantaneamente.
Não era possível.
Muito diferente da capa com o resultado da partida final, como ela esperava, uma grande caveira com uma serpente projetadas no céu estavam nas manchetes. O título da reportagem não ajudava a acalmar: CENAS DE TERROR NA COPA MUNDIAL DE QUADRIBOL. Apesar de ser nascida trouxa, sabia muito bem o que aquilo significava. Arrepios subiram por seus braços.
Aquela era a marca de Você-Sabe-Quem. A Marca Negra.
E se seus amigos estivessem feridos? Ou... pior?
Ela leu rapidamente as páginas, até encontrar que não houveram mortos, apenas alguns trouxas assustados. Seu coração começou a voltar ao ritmo normal.
Os gritos de seus pais no andar de baixo a despertaram daquele horror.
— Hugo, você sabe que as aulas começam semana que vem! Não podemos mais evitar, temos que levá-la àquele lugar horrível! – Era a voz estridente da mãe, mais uma vez, brigando com o pai. Sabia que estavam discutindo sua ida ao Beco Diagonal.
Não ia deixar mais nenhuma coruja, carta, preguiça e até mesmo notícias chocantes de impedi-la de arrumar suas coisas. Era melhor que seus pais não tivessem uma desculpa para mantê-la afastada de Hogwarts.


Capítulo 2

A caminho da estação King’s' Cross, encostara a cabeça na janela do carro, enquanto refletia sobre a última semana.
Hugo, seu pai, estava a levando para a estação, de modo que Janice, sua mãe, a tinha levado ao Beco Diagonal. Seu lado mágico parecia ser um fardo tão grande que eles precisavam dividir as obrigações.
Apesar da sua visita ter sido apressada, como sempre, por sua mãe, ficou apreciando ao máximo que podia tudo ao redor. Aproveitou também para tentar sondar informações sobre as preocupações gerais, mas ouviu apenas comentários como:
— Esses repórteres estão ficando cada dia mais criativos!
— Foi uma pegadinha ridícula! Só para apavorar os torcedores.
— Não sei como o Ministério não capturou ninguém, será que tem dedo do ministro nisso?
Cada comentário era mais fantasioso que o outro, mas de uma coisa ela tinha certeza: ninguém estava levando isso a sério.
Embora estivesse muito preocupada com todos os seus amigos que estiveram na Copa, não pode negar que tivera esperança de a Marca Negra abafar um pouco os gloriosos tempos de jogo. Talvez um pouco egoísta da sua parte, mas não podia negar a inveja de todos que tinham frequentado o evento, especialmente agora que sabia que o perigo não parecia ter sido real.
Comprando seu vestido para cumprir a categoria de vestes a rigor, só pode ouvir pais e alunos comentando:
— Mas que grande jogada do Krum!
— Não acredito que a Bulgária perdeu por tão pouco!
— Perdi 10 galeões para aquele Bagman. Apostei que o jogo duraria uma semana! Ah, aquele apanhador Búlgaro não deixa pra ninguém!
— Não tinha dúvidas que a Irlanda ganharia, foi pa!, da goles e pum!, balaço pra longe e ah! Era um golaço!
Alguns comentários a faziam rir e até era bom para ficar por dentro do assunto quando encontrasse seus amigos. Mas, ah, tudo parecia um enorme lembrete do evento que não pudera ir!
Seu pai puxou o freio de mão e Estrela começou a piar, de modo que acordou de seu devaneio. Ajeitaram suas coisas em um carrinho e foram em direção às plataformas 9 e 10. Ali, de vez em quando, sem nenhum trouxa passar, um bruxo atravessava para a plataforma 9 ¾, onde esperava o expresso para Hogwarts.
Quanto mais perto chegavam da barreira, mais nervoso seu pai ficava. sabia o quão nervoso ele ficava com magia e, por isso, viu o alívio palpável quando ela avistou .
!
!
As duas amigas foram se abraçar, quase derrubando os carrinhos e fazendo uma grande confusão. Antes mesmo que terminassem de se cumprimentar, Hugo falou:
— Bom dia, Sr. e Sra. . Olá, . Olha a hora. Melhor vocês irem andando e eu também. O trânsito vai ficar muito ruim. Você fica bem com eles, certo, filha?
O pai estava quase suplicando e nem deixou responder para sumir em um piscar de olhos.
— Oi, Sr. . Como vai, Sra. ? – Cumprimentou . Ela adorava o pouco que conhecia dos pais de e sonhava que, ao se tornar maior de idade do mundo trouxa (um ano depois do mundo bruxo), ela ganhasse maior liberdade para visitar a amiga e seus pais.
— Olá, ! – Disse a Sra. . – Vamos, apenas 15 minutos para o trem partir e temos muitos malões para deslocar.
Para não chamar atenção dos trouxas, e foram na frente e atravessaram a barreira. O casal apareceu logo depois. e foram achar uma cabine para colocar seus malões, achando uma mais para o início, mas também não tanto na frente.
— Ficar na frente é coisa de alucinado. – sempre dizia.
Depois, elas voltaram para se despedir. Os pais de sempre trataram como outra filha, mesmo eles se encontrando poucas vezes. A melhor delas fora quando passou o Natal com eles no terceiro ano. Esse ano, ia passar o natal em casa, como todos os outros, à exceção desse, foram.
Estavam já voltando para o trem, quando ouviram alguém chamar:
, , esperem!
Elas olharam para trás e lá estava chegando toda elegante com sua coruja e seu malão. Ao seu lado, estava um garoto alto que demorou muito para perceber que era Robert. Puxa, como ele mudara!
Os quatro se cumprimentaram, todos vestidos de trouxa.
— Ei, adivinhem! – Rob comentou animado. – Virei monitor!
— Papai e mamãe ficaram muito orgulhosos. – falou, embora uma pontada de ressentimento passasse por seus olhos.
— Parabéns, Rob! Sabe, você daria uma excelente monitora também, . – tentou falar, delicadamente. Era difícil dizer isso quando ela mesma era monitora.
ficou constrangida ao perceber o quanto estava sendo transparente.
— Claro que não. – Ela rapidamente colocou. – Eu não teria coragem para brigar com os alunos.
— Quem olha para a carinha de anjo da também acha que não, mas pobres os alunos que respiram perto dela naqueles dias. – provocou, fazendo olhá-la furiosa.
Ajudaram a colocar suas coisas dentro da cabine, agora Estrela na companhia de Relâmpago, o gato agitado e cinzento de , e Manhoso, a coruja gentil e malhada de . Ouviram o apito do trem e se despediram de Robert, que ia receber as instruções de monitor, e , que tinha que instruir os monitores mais novos e depois patrulhar os corredores por um tempo.
, uma outra amiga das meninas, chegou e cumprimentou todos, perguntando se podia ficar naquele compartimento. Apesar de não serem próximas, e gostavam dela, de modo que a porta fechou com as três conversando.
Ela e Robert seguiram pelo corredor, passando pela família Weasley, em que o filho mais novo, Ronald, se ela não se enganara, gritava:
— Mamãe! Que é que vocês três sabem que nós não sabemos?
Passaram rápido por ali e chegaram no carro dos monitores, que era maior que o normal para poder receber todos.
— Ah, Sr. , Srta. Bianchi, vocês chegaram! – O monitor da Lufa-Lufa do mesmo ano que ela, Cedrico Diggory, nos cumprimentou. Ele era o exemplo de bom aluno, bom monitor, bom amigo, bom tudo. Às vezes dava até nervoso o quão perfeito ele era, mas, nesses momentos, abstraía o resto e observava um pouco sua beleza. Não que fosse tããão frequente. Mas fazer o quê se o garoto realmente era bom em tudo, até na aparência?
Levaram quase uma hora para todas as funções dos monitores serem apresentadas para os mais novos, relembrada para os mais antigos, somado a apresentação dos monitores chefes de cada casa, além de terem relembrado algumas das regras mais importantes. Depois de todo esse discurso, eles finalmente foram liberados. começou patrulhando com Joanne Miller, a nova monitora do quinto ano da Grifinória e, depois, inverteria com Kyle, o monitor do seu ano, e Jonathan, o novato.
A nova monitora era uma menina tímida, mas determinada, sempre atenta, o que fez com que tivesse que segurar a risada várias vezes, como quando Joanne espiava dentro de uma cabine e logo depois voltava a conferir, como se tivesse pegando os colegas de surpresa.
Depois de um tempo que elas consideraram suficientemente bom, elas trocaram com os meninos, se despediram e cada um foi para sua cabine.
se acomodou do lado de e de frente para e , que comiam sapos de chocolate. Droga, ela tinha perdido o carrinho de guloseimas.
Sabendo o que estava pensando, lhe ofereceu um dos seus sapos de chocolate.
— Dividimos uns extras para você. – Ela disse como se não fosse nada.
Ela sorriu agradecida para as meninas e começou a comer, agradecida pelo doce na boca. Conferiu a figurinha e viu que tirou Salazar Slytherin.
— Alguém ainda não tem? Eu tenho 3 desse.
— Ah, acho que é o último fundador das casas que falta para Rob! – falou e a amiga lhe entregou a figurinha. – Inclusive, quem são os monitores chefes desse ano, ?
— Ah, os esperados. -Ela falou meio embolado, ainda mastigando. Engoliu o chocolate e continuou. – Reed da Grifinória, Devens da Lufa-Lufa, Boot da Corvinal e Plínio da Sonserina.
— Que papo chato, . AH, , OS SEUS PRESENTES! – se lembrou, saltando da cadeira imediatamente para alcançar o malão, assustando o gato de , Froz, que pulou na cara de .
— Ah, me desculpa! – disse, tentando tirar o gato, que só fixou as garras na cara de sua vítima. Quando finalmente Froz foi retirado, uma descabelada, arranhada e assustada estava agora no assento.
— Me desculpa. – choramingou de novo, mas agora pegando a varinha e murmurando alguns feitiços de cura que, apesar de não estarem no nível de Madame Pomfrey, foram muito bons.
— Uau, , seus feitiços estão melhorando muito! – elogiou a colega.
— Ah, só os de cura. Estou pensando em ser uma Curandeira do St. Mungus um dia, então andei treinando. Mas muito obrigada. — , que estava ainda mais envergonhada agora, afirmou timidamente.
— Enfim, aqui estão! – disse, colocando alguns objetos em suas mãos.
analisou a miniatura de um jogador de vermelho que voava na sua mini vassoura.
— Ah, esse é o Vítor Krum! – comentou. – Me arrependi tanto de não comprar a miniatura dele! Ah, o jeito que ele capturou aquele pomo.
— Ele fez uma Finta de Wronski e tudo. Ah, ele é sinistro em campo! Tinha acabado de levar um balaço, estava na desvantagem e mesmo assim capturou o pomo. Bom, eles perderam, mas que captura!
começou a pular nos bancos e tentar imitar as manobras, enquanto elas se desviavam de todos os braços e pernas que vinham sem aviso em suas direções. nem teve tempo de sentir inveja de não ter visto ao vivo, só medo de ser atingida.
— Poxa, nem contei pra vocês! – disse se sentando, subitamente séria.
— O quê? – disse, sem poder conter o interesse.
— Decidi tentar me inscrever no time de quadribol novamente!
, isso é ótimo! – falou, realmente feliz pela amiga.
Quando estava no segundo ano, fez o teste para artilheira e rapidamente entrou no time, pois era realmente muito boa, mas, no dia da final, ela ficou tão chateada que perdeu que bateu com a vassoura na cara de um lufano que estava provocando. Madame Hooch deu falta e tirou 20 pontos da Grifinória, mandando aprender a controlar seu comportamento, se não seria proibida de jogar. Mas a menina, no entanto, respondeu:
— Não precisam me proibir de nada, eu saio por conta própria, seus panacas! – E saiu mostrando o dedo feio, o que lhe gerou uma semana de detenção.
No ano seguinte, ela foi substituída por Katie Bell, uma menina um ano mais nova e jurou que não voltaria para o time e que eles iriam muito mal sem ela. Bom, isso realmente estava acontecendo até que, finalmente, no ano passado, a Grifinória ganhou e, ao que parecia, isso fizera baixar a bola.
— Eu pensei melhor e eu era imatura. – continuou. – Assistir a Copa Mundial me fez perceber que eu não quero desistir do Quadribol e que me controlar para jogar até que vai valer a pena.
As meninas brindaram com suco de abóbora na cabine pela volta de e conversaram sobre todas as possibilidades de vitória da Grifinória que agora estava sem Olívio Wood, o goleiro.
— Quem sabe uma das artilheiras que saírem vão para o gol. – disse, presunçosa.
— Isso é horrível de se dizer! – disse, embora torcesse para a amiga jogar como queria.
— É apenas inevitável. – replicou, dando de ombros.
— Só tente não dizer coisas “inevitáveis" perto de Angelina e Alicia. – falou, se referindo às outras duas sextanistas. – Não quer elas te evitando de novo, certo?
Quando saiu do time, as duas meninas, também artilheiras novas, ficaram um mês sem falar com ela, o que foi bem desconfortável, já que dividiam o mesmo dormitório.
Naquele momento, a escuridão começou a adentrar na cabine.
— Puxa vida, já estamos chegando! Vamos trocar de roupa logo, eu tenho que ajudar os alunos novos a desembarcarem do trem!
— Ai, , desde o ano passado perdemos você para os pirralhos! – falou, dramática.
— Ei, meu irmão tá entre eles! – protestou, rindo.
— Então você concorda que são pirralhos. – colocou.
— Em nome do meu irmão, eu diria pestes. – Ela falou, maliciosa, fazendo todas rirem, até , que protegia a tudo e a todos.
— Bom, eu vou lá com as minhas pestes.
saiu com suas coisas pelo corredor, onde algumas poucas pessoas jáse espreitavam para fora, também ansiosas.
“Caramba, como é bom estar de volta!”, ela pensou.

Capítulo 3

Quando o trem finalmente parou, uma enorme tempestade caía em todos ali. conduziu os alunos de primeiro ano junto com os outros monitores até o professor Hagrid, o que não foi difícil, visto que ele era duas vezes maior do que qualquer um ali presente — e não só de altura.
— Boa noite, prof. Hagrid! – ela gritou por cima das trovoadas.
— Ah, , boa noite! – Ele gritou de volta, apressando os alunos novos encharcados para dentro dos barcos.
Ao ver que eles já estavam instalados, correu para pegar uma das carruagens sem cavalos, pisando em várias poças no caminho, já sem se preocupar em não se molhar, pois sabia que até suas roupas íntimas já estavam encharcadas com a tempestade. Esperava pegar uma carruagem sozinha, mas encontrou as meninas esperando por ela, segurando Estrela, que tremia de frio.
— Malucas, o que estão fazendo aqui?! – Apesar de tentar soar irritada, se sentia extremamente grata. Viu outra carruagem atrás sendo formada por Joanne, Jonathan e Kyle.
Elas seguiram pelo caminho escuro até o castelo. Se já não estava enxergando nada, ela imaginava o que estava passando, pois além de encharcada, ela usava óculos.
Quando a carruagem parou, elas subiram correndo os degraus de pedra para poderem entrar no castelo, sofrendo empurrões e dando alguns também.
Acharam que tudo estava finalmente tranquilo, porém, naquele momento, viram apenas um grande borrão vermelho e um grito:
— ARRE!
Todos olharam para cima e lá estava Pirraça, o poltergeist, lançando balões de água nos alunos pingando e tremendo de frio. A grande massa começou a se debater para tentar sair de sua mira e , sabendo que talvez aquele fosse seu momento para se provar uma monitora digna, manter a compostura e instaurar a ordem, somente conseguia pensar em fugir desesperadamente do ataque.
— PIRRAÇA! – Ela ouviu uma voz autoritária berrar. – Pirraça, desça já daí, AGORA!
se arrepiou ao ouvir a bronca da Professora McGonagall, mesmo não sendo para ela, e a viu saindo para a escadaria principal, onde eles estavam, no entanto, ela escorregou no caminho e agarrou uma aluna para evitar cair.
— Ai... desculpe, Srta. Granger...
— Tudo bem, professora!
— Pirraça, desça aqui AGORA!
— Não tô fazendo nada! – O poltergeist disse, gargalhando e jogando mais uma bomba de água, agora em um grupo de garotas do quinto ano que saíram correndo e gritando. – Já molharam as calças, foi? Que inconvenientes! Ihhhhhhh! – E mais um borrão vermelho caiu em um pobre grupo de alunos do segundo ano que acabara de chegar.
— Vou chamar o diretor! – A Professora continuou, firme. – Estou lhe avisando, Pirraça...
Pirraça, então, finalmente se retirou, mas claro que não sem antes jogar a última bomba de água para o alto que caiu, com um baque frio, nas costas de , que não conseguiu fugir a tempo.
— Ai... — Fora tudo que ela tivera forças para murmurar. Por enquanto, estava frio demais para sentir a pancada, mas sabia que ia doer no dia seguinte.
— Bom, vamos andando, então! – disse a professora autoritária para os alunos. – Para o Salão Principal!
O Salão estava tão quente, em contraste com a tempestade gelada, que parecia ainda mais mágico aquela noite. As taças de ouro espalhadas pelas longas mesas brilhavam sob as velas penduradas no teto. O céu encantado nunca deixava de tirar o fôlego de : e não só porque era nascida trouxa. Diversos alunos, mesmo puro sangue, nunca haviam visto uma magia como essa em qualquer outro lugar.
As quatro garotas se sentaram em uma das mesas que ficavam nos cantos: a mesa da Grifinória. Se ajeitaram perto dos outros 6 alunos do sexto ano: Kyle Ackerley, o monitor, Lino Jordan, que era locutor dos jogos de quadribol da escola, Jorge e Fred Weasley, os gêmeos ruivos que estavam sempre aprontando, Tyler Madley, o melhor amigo de Kyle, Angelina Johnson, artilheira do time de quadribol, e Alicia Spinnet, sua melhor amiga e também artilheira da Grifinória.
— Puxa vida, ainda temos que esperar a musiquinha do Chapéu Seletor e a seleção de todas as crianças! – murmurou.
— Ah, mas é tão bonitinho! – acrescentou.
— É, mas ser bonitinho não vai matar a minha fome! – disse, ao mesmo tempo em que seu estômago roncava alto.
não teve nem forças para concordar, parecendo quase uma inferi naquele momento, devido a sua imobilidade e falta de reação, frutos de sua fome.
— Ah, eu já não aguento mais! – disse, enquanto, ao seu lado, batucava na barriga como se ela fosse um tambor.
A frase acabara de ser dita e as grandes portas do Salão Principal se abriram, silenciando as quatro mesas imediatamente. A Professora McGonagall entrou, seguida de uma fila de alunos que pareciam ter acabado de tomar banho vestidos. A cena ficava ainda mais estranha com a adição de um dos menores alunos que estava quase invisível sob o casaco de Hagrid. Ele olhou para alguém da mesa da Grifinória e ergueu os polegares.
— Caí no lago! – Ele exclamou, tão animado que parecia estar contando sobre seus presentes de Natal.
— Estão vendo o menino loiro de óculos? É meu irmão! – falou.
O tradicional banquinho de três pernas era colocado na frente de todos e, sobre ele, um chapéu tão velho e esfarrapado que era difícil de acreditar que era tão mágico. Todos observaram quando um rasgo apareceu como uma boca e o Chapéu Seletor começou a cantar.
Foi uma ótima canção sobre a fundação da escola, das casas, os fundadores e de sua própria criação. Quando ele terminou, diversos aplausos inundaram o salão principal, embora suspeitava que nem metade tivesse escutado, ainda molhados e com fome.
Os aplausos cessaram e a Professora McGonagall desenrolou um longo pergaminho.
— Quando eu chamar o seu nome, – ela começou, se dirigindo aos novos alunos. – Coloque o chapéu e se sente no banquinho. Quando o chapéu anunciar sua casa, vá se sentar à mesa correspondente. – E leu o primeiro nome. – Ackerley, Stuart!
— É meu primo! – Kyle falou, carinhoso, para ninguém em especial.
— Corvinal! – O chapéu anunciou.
— Tudo bem, ficou com a segunda casa mais legal. – O monitor disse.
A cerimônia seguiu normal como sempre: dava pena dos alunos nervosos e eles também eram tão fofinhos! Mas ela parecia particularmente demorada quando se estava morrendo de fome e encharcada.
O único momento em que elas prestaram atenção, foi na seleção do irmãozinho de , que acabou na Grifinória, radiante com a escolha.
Finalmente, “Whitby, Kevin!” foi selecionado para Lufa-Lufa e a seleção se encerrou.
O diretor Dumbledore, então, se levantou e os olhares famintos e ansiosos o acompanharam.
— Só tenho duas palavras para lhes dizer – a sua voz ecoando pelo Salão – Bom apetite!
As travessas se encheram magicamente na frente de todos, fazendo pegar uma grande colherada de purê de batata e se atirar ferozmente sobre o frango. Até , toda educada, estava com os olhos ávidos enchendo um prato do tamanho de sua cabeça.
— Ah, eu amo o jantar, simplesmente amo! – falava, ainda mastigando e lambendo partículas de comida que escapavam de sua boca para seu queixo.
— Nada no mundo deve ser melhor do que comer. – concordava, sentindo cada sabor perfeito descer por sua garganta.
— Com toda certeza! – exclamou, antes de colocar mais um bolinho de carne na boca.
A boca de só abria para colocar mais comida para dentro, então ela só sacudiu a cabeça em concordância.
Depois de vários pratos, as travessas se esvaziaram e tornaram a se encher de doces.
— Isso está ficando cada vez melhor! – disse, um pouco tonta de tanto comer.
— Ah, torta de caramelo! – exclamou. – Bolo de chocolate recheado! Qual comer primeiro?
— Por que não os dois? – exclamou, antes de colocar um de cada, inteiros, na boca.
— Isso sim que é magia! – comentou, assombrada, com .
Quando as travessas de doces novamente foram devoradas, Dumbledore se levantou para falar, cessando todas as conversas.
— Então! – Ele exclamou, sorrindo convidativo para todos. – Agora que já comemos e molhamos também a garganta, preciso mais uma vez pedir sua atenção, para alguns avisos.
“O Sr. Filch, o zelador, me pediu para avisá-los de que a lista de objetos proibidos no interior do castelo esse ano cresceu, passando a incluir Ioiôs-berrantes, Frisbees-dentados e Bumerangues-de-repetição. A lista inteira tem uns quatrocentos e trinta e sete itens, creio eu, e pode ser examinada na sala do sr. Filch, se alguém quiser lê-la.”
— Quatrocentos e trinta e sete possíveis presentes de natal. – Fred Weasley comentou para seu irmão Jorge e Lino Jordan, que agora riam baixinho.
— Silêncio! – sussurrou, como seu trabalho de monitora, recebendo olhares zombeteiros dos três e corando ligeiramente por ser motivo de piada.
— Como sempre, — Dumbledore continuou – gostaria de lembrar a todos que a floresta que faz parte de nossa propriedade é proibida a todos os alunos, e o povoado de Hogsmeade, àqueles que não chegaram a terceira série.
Tenho ainda o doloroso dever de informar que este ano não realizaremos a Copa de Quadribol entre as casas.”
— O QUÊ?! – gritou, se levantando com um pulo. Se sentou depois, nada constrangida, apenas irritada. Por sorte, muitos estavam tão chocados quanto para reparar em sua cena.
— Como o velhote ousa?! – Jorge Weasley sussurrou entre dentes.
— Não pode fazer isso, simplesmente não pode! – Angelina Johnson exclamou.
— Quadribol é a única coisa respeitável nessa escola além da cozinha! – Fred Weasley esbravejou.
— É assassinato do espírito esportivo! – Alicia Spinnet completou, revoltada.
— Silêncio... – tentou repreender, mas o seu choque fez sua voz sumir. Ano passado, dementadores estavam na escola e os jogos não pararam. O que faria o quadribol parar?
Dumbledore continuou:
— Isso se deve a um evento que começará em outubro e irá prosseguir durante todo o ano letivo, mobiliando muita energia e muito tempo dos professores, mas eu tenho certeza que vocês irão apreciá-lo imensamente. Tenho o prazer de anunciar que este ano em Hogwarts...
Mas o diretor fora interrompido por uma trovoada ensurdecedora, seguida pela abertura brusca das portas do salão
Um homem de capa preta e coberto de cicatrizes atravessou o salão, parando ao lado de Dumbledore, estendendo a mão para ele, que a apertou. Ele então se sentou e percebeu que um de seus olhos era pequeno e normal. Já o outro, era grande, completamente redondo, não piscava e se revirava para todos os lados, até dentro da cabeça, totalmente dessincronizado com o olho normal. O delicioso jantar se revirou no estômago da menina.
— Gostaria de apresentar o nosso novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. – Dumbledore continuou. – Professor Moody.
Todos estavam muito chocados para aplaudirem o estranho e suposto professor.
Olho-Tonto Moody? O auror? – indagou, completamente eu choque.
— Como eu ia dizendo, – Dumbledore continuou – teremos a honra de sediar um evento muito excitante nos próximos meses, um evento que não é realizado há um século. Tenho o enorme prazer de informar que, este ano, realizaremos um Torneio Tribruxo em Hogwarts.

Capítulo 4

— O senhor está BRINCANDO! – exclamou Fred Weasley em voz alta.
O choque da chegada de Moody se desfez imediatamente em uma grande gargalhada geral. ria tanto a ponto de roncar. chegou a derrubar um talher que ainda estava na mesa. estava com as bochechas doendo de rir.
— Não estou brincando, sr. Weasley – Dumbledore continuou, ainda com traços de sua própria risadinha. – embora, agora que o senhor menciona, tenha ouvido uma excelente piada durante o verão sobre um trasgo, uma bruxa má e um leprechaun que entram em um bar...
A Professora Minerva pigarreou alto.
— Hum... mas talvez não seja a hora... não... Onde é mesmo que eu estava? Ah, sim, no Torneio Tribruxo... bom, alguns de vocês talvez não saibam o que é esse torneio, de modo que espero que aqueles que sabem me perdoem por dar uma breve explicação, e deixem sua atenção vagar livremente.
“O Torneio Tribruxo foi criado há uns setecentos anos, como uma competição amistosa entre as três maiores escolas europeias de bruxaria – Hogwarts, Beauxbatons e Durmstrang. Um campeão foi eleito para representar cada escola e os três campeões competiram em três tarefas mágicas. As escolas se revezaram para sediar o torneio a cada cinco anos, e todos concordaram que era uma excelente maneira de estabelecer laços entre os jovens bruxos e bruxas de diferentes nacionalidades – até que a taxa de mortalidade se tornou tão alta que o torneio foi interrompido.”
se sobressaltou com o choque. Eles iriam fazer um jogo com alta taxa de mortalidade? parecia igualmente mortificada. Já , estava tão excitada que pouco se importava com aquilo.
— Durante séculos, houve várias tentativas de reiniciar o torneio – continuou Dumbledore -, nenhuma das quais foi bem-sucedida. No entanto, os nossos Departamentos de Cooperação Internacional em Magia e de Jogos e Esportes Mágicos decidiram que já era hora de fazer uma nova tentativa. Trabalhamos muito durante o verão para garantir que, desta vez, nenhum campeão seja exposto a um perigo mortal.
“Os diretores de Beauxbatons e Durmstrang chegarão com a lista final de competidores de suas escolas em outubro e a seleção dos três campeões será realizada no Dia das Bruxas. Um julgamento imparcial decidirá que alunos terão mérito para disputar a Taça Tribruxo, a glória de sua escola e o prêmio individual de mil galeões.”
— Estou nessa! – Fred Weasley falou, tão entusiasmado que seu rosto brilhava. E não só o dele. parecia estar segurando um troféu imaginário. Muitos e muitos alunos ali estavam entusiasmados com a ideia. Quem queria enganar? Ela mesma estava se vendo com 1000 galeões e sendo aplaudida pela escola inteira, uma bruxa excepcional que teria vencido todos os desafios e enigmas com sua capacidade incrível...
— Ansiosos como eu sei que estão para ganhar a Taça para Hogwarts, – O diretor continuou – os diretores das escolas participantes, bem como o Ministério da Magia, concordaram em impor este ano uma restrição à idade dos contendores. Somente os alunos que forem maiores, isto é, tiverem mais de dezessete anos, terão permissão de apresentar seus nomes à seleção...
— O QUÊ?! – Exclamaram uns 30 alunos de uma vez. Diversas contestações seguiram pelo Salão.
— ISSO É RIDÍCULO! – gritou para todos.
— UM ABSURDO! – Lino Jordan fez coro.
— REGRA IMBECIL! – Jorge Weasley colocou em concordância.
— VÃO SE FERRAR! – Fred Weasley se sobressaltou.
— NÃO É JUSTO! — soltou um pouco mais alto do que pretendia, decepcionada e irritada. Naqueles breves minutos de discurso, ela criara uma expectativa considerável.
— Isto – Dumbledore continuou, erguendo a voz para tentar calar as indignações. – é uma medida que julgamos necessária, pois as tarefas do torneio continuarão a ser difíceis e perigosas, por mais precauções que tomemos, e é muito pouco provável que os alunos abaixo da sexta e sétima série sejam capazes de dar conta delas.
— Nós estamos na sexta série. – Fred replicou baixo e furiosamente.
O diretor continuou.
— Cuidarei pessoalmente para que nenhum aluno menor de idade engane o nosso juiz imparcial e seja escolhido campeão de Hogwarts. – Seus olhos azuis penetrantes fixaram os gêmeos Weasley um pouco mais do que necessário para frisar o comentário. – Portanto, peço que não percam tempo apresentando suas candidaturas se ainda não tiverem completado dezessete anos.
— Ele fala e todos vão tomar como um desafio. – contestou. – E tenho certeza que vai ficar rindo das tentativas.
— Pois ele que ria quando eu me inscrever. – Jorge Weasley falou e o irmão fez coro.
— As delegações de Beauxbatons e de Durmstrang chegarão em outubro e permanecerão conosco a maior parte deste ano letivo. – Dumbledore retomou a palavra. – Sei que estenderão suas boas maneiras aos nossos visitantes estrangeiros enquanto estiverem conosco, e que darão o seu generoso apoio ao campeão de Hogwarts quando ele for escolhido. E agora já está ficando tarde e sei como é importante estarem acordados e descansados para começarem as aulas amanhã de manhã. Hora de dormir! Vamos andando!
As conversas e os sons de cadeiras se arrastando preencheram novamente o ambiente com excitação e irritação.
— Não podem fazer isso com a gente! – ouviu Jorge Weasley exclamar, emburrado, ainda parado olhando pra Dumbledore enquanto todos os outros estavam se retirando do salão. – Vamos faz dezessete em abril, por que não podemos tentar?
— Não vão me impedir de me inscrever. – Agora era Fred Weasley quem falava, de cara amarrada e teimoso. – Os campeões vão fazer todo o tipo de coisa que normalmente nunca podemos fazer. E mil galeões de prêmio!
— Fico imaginando como eles iam enfrentar esses desafios, soltando bombas de bosta? – comentou irônica para , quando já estavam longe dos outros, e as duas riram.
— Essa era a minha chance! – exclamou, a cara tão emburrada quanto os gêmeos. – Sem quadribol e sem torneio. Acabou meu ano!
— Pelo menos poderemos assistir! Vai ser legal ter tantas coisas diferentes e pessoas diferentes. – falou, sempre tão positiva.
de repente parou.
, você vai ser maior de idade em outubro. , você vai poder participar do torneio! E talvez se eu te acompanhar eles nem percebam! Nenhum juiz pode ser 100% imparcial. Você tem que se inscrever!
— Eu?! – guinchou. – , pessoas morreram. Eu não quero participar!
— Mas você pode! – insistiu.
— Mas eu não quero! – O rosto de começou a ficar vermelho de uma forma que nunca vira.
— Bom, sabemos que o pessoal do sétimo ano deve se inscrever. – Ela comentou rapidamente, tentando desviar o assunto.
— Ia ser legal se Paul Reed fosse o campeão de Hogwarts. Ia ser maneiro esfregar na cara do pessoal da Sonserina que o competidor é da Grifinória. – comentou, animando um pouco mais elas.
— Mas seria melhor ainda se fosse eu. – estava decididamente emburrada e elas sabiam que isso não iria mudar até o dia seguinte.
— O que vocês fariam com o prêmio? – perguntou.
— Fácil, compraria uma casa nova, como uma mansão. – comentou.
— Que brega! – falou, zoando a amiga. – Eu compraria uma vassoura muito rápida, como a Firebolt, ou quem sabe gastaria tudo na Zonko's. Ou... JÁ SEI! Usaria para entrar em um time de Quadribol!
— Isso não seria trapaça? – indagou.
— Não comprar a minha entrada! Mas muitos lugares têm taxas para poder se inscrever. E, quanto maior o time, maiores as taxas.
— Isso parece elitista. – comentou.
— É elitista. Mas, ao mesmo tempo, até todo dinheiro do mundo perde para o verdadeiro talento.
— Eu acho que pagaria uma viagem! – disse, animada. – Só não sei para onde... Tem a praia, as montanhas, os lagos... E com certeza compraria algumas coisas para mim, como livros e quem sabe até roupas.
Chegaram em frente a grande pintura da mulher gorda, na Torre da Grifinória.
— Ih, qual a senha? – disse e todas se viraram para .
— Asnice.
— Bom, – Disse , entrando na sala comunal. — Eu acho que compraria algum terreno para começar a cuidar de vários animais e também todos os recursos necessários. Seria incrível poder financiar tudo isso e começar a já ganhar experiência. – Seus olhos brilhavam de excitação, pois o seu maior sonho era se tornar uma magizoologista.
— Viu, mais um motivo pra você considerar participar do Torneio e... – parou de falar ao ver a expressão dura no rosto de . – Bom, eu vou deitar.
E correu para o dormitório das meninas.
e riram e revirou os olhos, mas logo todas elas subiram para o dormitório, onde fingia muito mal que estava dormindo. Pouco tempo depois, Alicia e Angelina também chegaram.
Os malões de cada uma estavam aos pés de suas camas correspondentes e, já cansadas, conversaram pouco enquanto colocavam os pijamas e se deitaram para dormir. Em dois minutos, os roncos de se tornaram reais.

Capítulo 5

As quatro meninas desceram para o café da manhã, todas um pouco mais calmas depois de uma boa noite de sono. Claro que, se o assunto fosse tocado, a carranca de voltava, mas por enquanto estava tudo bem.
Os gêmeos Weasley e Lino Jordan continuavam discutindo várias maneiras de se tornarem mais velhos, como a Poção para Envelhecer, causando em Alicia e Angelina, que tinham descido mais cedo, acessos de riso, o que fez com que elas tivessem que se sentar em outro extremo da mesa, longe deles, para evitar que entrasse naquela onda.
— Eu só disse que a ideia deles era criativa, ora! – resmungou, colocando uma torrada inteira na boca.
Poucos minutos depois, diversas corujas entraram pelas janelas do salão, trazendo o correio matinal. olhou procurando Estrela, mesmo sabendo que ela não estaria ali. e também não receberam nada, mas a coruja da família de pousou na sua frente com um grande pacote.
— Droga. – Ela disse, ainda comendo, fazendo assim várias migalhas voarem para o pacote. – Achei que meus pais não encontrariam no esconderijo do terceiro degrau. Preciso inovar.
— O que é isso, ? – indagou.
— Isso? Aquele ridículo traje a rigor. Meus pais me forçaram a comprar, mas eu não queria usar. Tentei esconder e depois daria a desculpa de ter esquecido, mas eles encontraram.
— O que será afinal esse evento que exige trajes a rigor? – perguntou, entusiasmada.
— Eu não sei, mas espero que seja opcional. – reclamou com cara de quem não iria se fosse.
— Será que tem algo a ver com alguma prova do torneio? – especulou.
— Será que vamos viajar? – ofegou com a ideia.
— Não seja boba, eles teriam pedido autorização dos responsáveis se fosse viagem. Sem contar que não faria sentido recebermos visitantes que viajaram até aqui para, então, viajarmos para longe deles. – rebateu.
— Ah, é.
— E se tivermos que usar isso para recebê-los? Pela cara dos professores, eles querem causar impressões impecáveis. – comentou.
— Independente da situação, isso – apontou para o pacote – vai para o fundo do armário e, quando for seguro, para uma lareira. Tenho certeza que papai colocou algum feitiço de alarme ou proteção prevendo isso. Terei que ser mais esperta.
Logo depois de terminarem o café, todos os demais alunos se retiraram, ficando apenas os do sexto ano de cada casa. Os onze alunos da Grifinória se juntaram quando a professora McGonagall desceu da mesa. A distribuição dos novos horários era um pouco diferente naquele ano. Primeiro, eles iriam escolher todas as matérias. Segundo, tinham que ter obtido nota necessária nos N.O.M.s para seguir nas aulas de nível dos N.I.E.M.s.
Fred e Jorge Weasley foram casos rápidos de se tratar, visto que cada um tinha conseguido três N.O.M.s cada.
— Três?! – Lino Jordan exclamou. – Vocês são uma vergonha. Desse jeito vão acabar no ministério. Eu só me aprovei em dois N.O.M.s. – Ele falou, orgulhoso de si mesmo.
— Um N.I.E.M. a mais não vai nos fazer ter menos sucesso na nossa futura loja de Logros! – Jorge falou, desafiando Lino.
— E, também, mamãe nos obrigou a fazer. – Fred disse, dando de ombros.
McGonagall ficou extremamente chocada diante daquela conversa. Distribuiu rapidamente os horários para os meninos, de modo que Tyler e Kyle se apressaram para sua aula de Runas naquele horário e Fred, Jorge e Lino saíram para seu tempo livre.
A Professora McGonagall então se dirigiu a Angelina e Alicia, que saíram conversando animadas em seguida, para um tempo livre. Então, se dirigiu para as quatro restantes.
— Srta. , excelentes notas em todas as matérias que escolheu, mas realmente o Professor Snape só aceita alunos que tenham tirado Ótimo em seus N.O.M.s.
— Não custava tentar. – respondeu com um sorriso, resignada, pegando seu horário novo e correndo também para as aulas de Runas.
— Srta. , quatro N.O.M.s que te permitem seguir as suas matérias escolhidas. Está com um foco diferente?
— Não, minha mãe me obrigou. – falou com naturalidade. – Quero ser um Jogadora de Quadribol, mas ela insiste que eu tenha uns N.O.M.s “para depois de velha”.
— Certo. – McGonagall disse, entregando seu horário.
— Isso, dois horários livres agora!
— Srta. , excelentes notas, especialmente em Poções e Herbologia, poderá cursar todas as matérias que escolheu. – A Professora concluiu, lhe entregando o horário.
— Srta. Bianchi. – Ela disse, por fim. – Com toda certeza, aprovada para todas as matérias que escolheu. E, devo dizer, estou muito orgulhosa do seu resultado em Transfiguração. – Um sorriso breve se estendeu por seu rosto. – Você está no caminho certo para ser uma Desfazedora de Feitiços.
— Muito obrigada, Professora! – exclamou, pegando seu novo horário. Ótimo, também tinha dois períodos livres antes da primeira aula do dia. Olhando bem, tinha vários períodos livres. Seu sorriso se estendeu.
A professora se retirou do salão e elas, lentamente, começaram a segui-la.
— Ah! Temos que nos apressar, afinal, temos aula daqui a... – fingiu checar um relógio imaginário. – duas horas. – E abriu um sorriso preguiçoso.
— Pra mim a folga é só de um tempo. – falou, encarando seu horário. – Ah, mas o tempo depois do intervalo é livre!
— Não pra mim. – suspirou. Tinha Aritmancia que, de todas as matérias que ia fazer, era a que menos gostava, mas, se queria ser uma Desfazedora de Feitiços, era o preço a se pagar.
Depois que descobrira que viajar o mundo, lidar com mistérios, enigmas e feitiços e, possivelmente, encontrar tesouros era considerado uma profissão, nada mais foi capaz de encantar . Eram todas as coisas que mais gostava juntas.
As três passaram o primeiro tempo sentadas perto do Lago Negro, conversando mais sobre as férias e, de vez em quando, viam algum dos outros alunos mais velhos passando por ali também. No segundo tempo, teve que ir para a aula de Adivinhação, então elas entraram para o Castelo e seguiram uma parte do caminho com a amiga, se separando perto da sala comunal, onde encontraram Lino e os gêmeos Weasley em um canto e, do outro lado, , com uma pilha enorme de papéis.
— Olhem só todo esse dever de casa do primeiro dia de aula de Runas. – Ela falou com um muxoxo. – Os meninos foram todos para a biblioteca começar a fazer. Todo o meu tempo livre será arruinado com tantos pergaminhos a serem escritos.
— Mas tenho certeza que ainda sobrará um tempo livr... Ai! – exclamou.
— Que foi? – perguntou.
— Mordi a língua. – Ela disse, colocando o dedo no machucado, que ficou manchado levemente de sangue.
— Viu? É um sinal! – exclamou, se erguendo da cadeira.
— Sinal de que, garota? – perguntou, os pés em cima da mesa, próximos demais dos pergaminhos novos.
— De que esse ano será arruinado pelos deveres de casa!
e se entreolharam, caindo na gargalhada logo em seguida.
, se você continuar falando assim de sinais, teremos que correr atrás de McGonagall e acrescentar Adivinhação no seu horário. – zombou.
— Tenho certeza que Trewlaney terá um livro pronto só para o que “morder a língua” significa. Vocês podem virar melhores amigas com essa interação!
— Ah, calem a boca. – falou, emburrada.
No entando, tinha razão. A primeira aula de Feitiços fora extremamente exaustiva e o Professor Flitwick passara dever de casa equivalente para a semana toda: e elas já teriam aula no dia seguinte! Pelo menos, era uma aula em que todas estavam e que era conhecida por sua facilidade de se manter conversas. Porém, junto com Transfiguração, era a aula preferida de . , por outro lado, nem tentava mais disfarçar o bocejo.
As meninas desceram para o intervalo, já exaustas, contudo, foi a única que teve que enfrentar a ardilosa aula de Aritmancia em seguida. Kyle, Tyler e Peter também estavam presentes. Pelo que sabia, os três queriam trabalhar no ministério, e N.I.E.M.s em matérias como aquela formavam uma boa imagem.
Se na aula de Feitiços ela já recebera dever de casa, a pilha de Aritmancia prometia um longo final de semana na biblioteca.
Durante o almoço, estava muito ansiosa só de lembrar dos seus deveres de casa e sabia que não era a única. Ela e as meninas tiveram que abrir mão de seu primeiro horário livre depois do almoço para começar a adiantar tudo. Mal acabara a primeira parte da pilha e outro tempo já estava para começar: aula de Poções. e correram para não se atrasarem, não precisando dar mais motivos para Snape ser cruel.
Chegaram nas masmorras a tempo, o que fora um alívio.
— Ah, olha, Kyle e Alicia também estão nessa matéria. – Ela apontou.
Alicia estava junto com uma amiga sua da Corvinal, em um canto da sala. Dois alunos da Lufa Lufa estavam juntos em uma mesa. Três alunos da Sonserina olhavam com superioridade e desgosto para os outros ao redor. Kyle estava sozinho, concentrado em um livro.
— Vamos sentar com ele. – disse.
E bem na hora, pois, logo em seguida, Snape entrou na sala, mal humorado como sempre, guardando sua rara simpatia para os alunos da Sonserina.
— Devo dizer que não esperava metade de vocês aqui nessa sala. – E ele fuzilou alguns alunos no caminho, inclusive , o que fez se sentir ofendida pela amiga. – Mas se tiveram sorte com os N.O.M.s, não contem com ela para os N.I.E.M.s. Está na hora de vocês realmente levarem a sério essa matéria. Vamos começar olhando essa poção que está aqui na mesa...
Depois de uma hora, mais pilhas de dever de casa e um grande desgosto pela voz do Professor Snape, a sineta finalmente tocou e os alunos foram liberados para a próxima aula.
— Achei que essa aula seria infinita. – comentou.
estava tonta de tantas informações.
— Eu também e olha que eu gosto de Poções.

Capítulo 6

, e Alicia, então, foram para a última aula do dia, de Defesa Contra as Artes das Trevas. Todo primeiro dia era uma surpresa assistir a aula, já que diziam que o cargo estava amaldiçoado: nenhum professor durava mais do que um ano ali.
Ao entrarem, encontraram todos os alunos da Grifinória ali e Alicia se despediu delas, indo se sentar com Angelina.
Elas se sentaram próximas de onde e estavam sentadas. A sala estava consideravelmente cheia para uma sala de N.I.E.M.s, mas era de se esperar: muitos alunos se interessavam por essa matéria, até mesmo .
— Como você acha que a aula vai ser? – perguntou.
— Eu não sei, mas vocês viram as cicatrizes? – falou.
— É impossível não ver. – constatou.
Pouco depois, todos os murmúrios cessaram com a chegada do Professor Moody. A turma inteira parecia estar imersa em uma grande expectativa e apreensão.
— Podem guardar esses livros. – Ele rosnou ao olhar para as carteiras. – Não vão precisar deles.
Os alunos devolveram os livros para as mochilas, cada segundo tornando a ansiedade quase palpável na sala.
Logo em seguida, ele fez a chamada, fixando seu olho mágico em cada um que respondia presença. não achou que ia se acostumar com isso facilmente.
— Muito bem, — Ele continuou depois de terminar a chamada, a voz em um rosnado. – Como todos que estão aqui passaram nos N.O.M.s com, no mínimo, Excede Expectativas, vocês parecem ter um bom embasamento do que precisaram até aqui, o que corresponde à carta do Professor Lupin sobre essa turma.
“Maldições e contra maldições devem ter sido ensinadas nessa turma, se o cronograma estiver certo. No entanto, vocês só estudam maldições ilegais no sexto ano, o que eu acho uma proteção desnecessária, mas aqui estamos no sexto ano e mais do que na hora de aprender.”
Cada palavra parecia um rosnado, como se estivesse sempre tendo que ameaçar alguém.
— Vocês precisam conhecer cada uma dessas maldições e estarem prontos para o mundo que existe lá fora, saber que não vão perguntar sua idade antes de te lançarem uma dessas, não vão ser educados e, se você não souber o que está por vir, a sua chance de defesa é nula. Vocês precisam estar preparados e alertas. Precisam conhecer o que o inimigo vai fazer. Pensar como ele, para então poder se esquivar.
A turma inteira estava absorta em cada palavra. Mesmo sendo a última aula do dia, todo o cansaço foi substituído por imensa curiosidade e fascínio.
— Então, alguém sabe como são chamadas as maldições mais severamente punidas pelo ministério?
Algumas três mãos, incluindo a de , se levantaram. Moody apontou para um aluno da Corvinal.
— Maldições imperdoáveis, senhor.
— Muito bem. E alguém poderia me dizer quantas são?
Dessa vez, também levantou a mão, pois associara o nome a quantas e quais eram. O Professor apontou para Mary Sharlin, uma menina da Sonserina.
— Três, senhor.
— Certo, certo. E algum de vocês saberia me dizer uma delas?
Algumas mãos se ergueram hesitantes e as acompanhou, mas a pessoa que Moody escolheu surpreendeu a todos.
— A Maldição Imperius, senhor. – Respondeu Fred Weasley. – Ou algo parecido. – Ele murmurou, em dúvida.
— Muito bem. Weasley, certo? Conheço seu pai. Ele teve um grande problema com essa maldição, assim como todo o Ministério.
Então, ele abriu a sua gaveta e tirou um frasco com três aranhas dentro. Pegou uma delas e a segurou na mão, para todos verem, enquanto apontava sua varinha para ela.
Imperius.
A aranha começou a se balançar, como se fosse uma marionete. Depois, começou a girar, dar cambalhotas e se pendurou em uma teia como se fosse um cipó.
A turma toda ria do espetáculo.
— Engraçado, não é? E se eu fizesse isso com vocês em seguida? – Moody ronsou.
A risada morreu em instantes
— Controle total. Eu poderia fazê-la saltar pela janela, se afogar, se asfixiar... – Moody falou baixo, de um modo assustador. – Há alguns anos, haviam muitos bruxos e bruxas controlados pela Maldição Imperius. Foi uma trabalheira para o Ministério separar quem estava sendo forçado a agir de quem estava agindo por vontade própria.
— A época de Você-Sabe-Quem. – sussurrou para seu grupo.
— A Maldição Imperius pode ser neutralizada, e eu vou mostrar a vocês como, mas é preciso força de caráter real e nem todos a possuem. Por isso é melhor evitar ser amaldiçoado com ela se puderem. VIGILÂNCIA CONSTANTE. – Ele berrou, fazendo todos se sobressaltarem. Uma aluna da Lufa Lufa deu um gritinho.
“ Mais alguém conhece outra maldição?”
Cedrico Diggory levantou a mão.
— A... a Maldição Cruciatus.
— Bom. Não há muito o que explicar nessa. Vou lhes dar uma ideia. – Pegou outra aranha do frasco. – Engorgio! -A aranha cresceu para ficar quase do tamanho da mão que a segurava. – Crucio!
A aranha começou a se contorcer de uma forma sobrenatural, as pernas se dobrando, o corpo estremecendo e se debatendo. estava em estado de choque. parecia a beira de lágrimas.
— Pare! – implorou para o Professor.
Moody ergueu a varinha e a aranha parou de se debater, mas ainda se contorcia.
Reducio! – A aranha voltou a encolher e ele a colocou no frasco.
— Dor. Não se precisa de qualquer outra arma para torturar alguém quando se sabe essa Maldição... ela também já foi muito popular. Muito bem, alguém saberia nomear a última?
A turma ainda estava em choque. ergueu lentamente a mão, ainda nervosa demais.
— Sim?
— A Maldição... da Morte.
— Ah, a Maldição da Morte. A última e a pior de todas.
Ele pegou a última aranha e a colocou na mão. A turma prendeu a respiração.
Avada Kedavra! – O Professor berrou.
Um lampejo verde atingiu a aranha, que se virou e caiu morta, mas sem nenhuma marca visível. estava soluçando. tremia. e estavam simplesmente paradas, sem saber como reagir.
— Nada agradável, certo? E não existe contra maldição. Não se dá para bloqueá-la. Se alguém decide lançá-la, é questão de apenas acertar a mira. Somente uma pessoa no mundo sobreviveu a essa maldição e ela estuda nessa escola. Mas creio que não vale a pena importunar esse aluno com isso, correto? – Ele rosnou.
“A questão de todas essas Maldições é que elas não funcionam se você não desejar usá-las e exige uma magia muito poderosa. Nenhum de vocês nessa sala seria capaz de lançar qualquer uma e não é um desafio, mas sim um fato. Isso é magia negra.
“Mas se não há como escapar, por que lhe mostrar essa última? Porque vocês precisam conhecê-la. Vocês têm que reconhecer o pior. Pensar nos riscos de uma situação antes de entrar nela. Entender o que alguns são capazes de fazer. VIGILÂNCIA CONSTANTE!” – Ele berrou e o medo se transformou em susto.
Pelo menos, parara de chorar.
— Essas maldições são chamadas imperdoáveis porque o uso de qualquer uma delas é suficiente para se ganhar uma passagem só de ida para Azkaban. É isso que vocês vão enfrentar. É isso que preciso ensiná-los a combater. Mas, acima de tudo, precisam praticar sua vigilância constante, permanente. Apanhem as penas... anotem o que vou ditar...

Capítulo 7

O resto da aula foi seguida de anotações sobre as Maldições Imperdoáveis. Nenhum murmúrio foi dito durante a cópia e tal atenção teria causado inveja em vários professores. A sineta tocou e os alunos se retiraram, voltando para a sala comunal para deixarem seus materiais, antes de descerem para o jantar. Já na fila, comentava excitada sobre Moody, escutava apavorada e muito intrigada. estava um pouco fora do ar ainda. No entanto, algumas pessoas começaram a cochichar sobre algo e isso chamou sua atenção e ela logo ouviu uma voz bem alta e irritante:
— Seu pai está no jornal, Weasley! Escuta só isso!
tentou procurar a fonte daquela voz que estava causando a confusão, mas muitas pessoas estavam na sua frente. Finalmente, viu uma cabeça pálida com cabelos tão claros quanto, que já estava acostumada a ver causando problemas:
— E tem uma foto, Weasley! Uma foto de seus pais à porta de casa, se é que se pode chamar isso de casa! Sua mãe bem que podia perder uns quilinhos, não acha?
Ela viu que o alvo era o menino Weasley mais novo, Ronald. Todos da fila tinham parado para observar a cena e ela percebia que o menino ruivo estava tremendo de raiva. Era melhor interferir antes que algo acontecesse.
— Já volto. – Ela murmurou para , que parecia ser a única do grupo que não estava alheia ao resto, e tentou se aproximar, mas as pessoas não estavam colaborando.
Quando conseguiu chegar mais perto, aquele que agora podia ver que era Draco Malfoy estava discutindo agora Harry Potter, que lhe virou as costas. Então, ela percebeu que Malfoy ia atacá-lo, mas não tinha como avisá-lo, era tarde demais...
BANGUE!
Várias pessoas gritaram e precisou olhar duas vezes para ter certeza do que acabara de ver. Aonde antes estava Draco Malfoy, agora estava uma doninha branca agarrada ao rosto de Harry Potter. Ele pareceu tentar se defender, mas antes de sequer se mover, outro feitiço voou da direção da escadaria, de onde também veio um berro:
— AH, NÃO VAI NÃO, GAROTO!
Era o Professor Moody. Um Professor acabara de transformar um aluno em uma doninha. E, melhor, um dos alunos mais irritantes da escola. podia listar várias situações em que ele a xingara sem nenhum motivo aparente, como fazia com todos.
Todos pareciam estar processando o mesmo choque que ela. Cada aluno congelou aonde estava, todos aterrorizados demais até para respirar. nem percebera que estava prendendo a respiração, mas não saberia dizer se de apreensão ou excitação.
O professor se virou para Harry Potter:
— Ele o mordeu? – Falou, quase em um rosnado.
— Não, por pouco.
— DEIXE-O! – O Professor gritou novamente.
— Deixe... o quê? – O menino perguntou, parecendo espantado.
— Não você, ele! – E apontou para onde um dos guarda costas, quer dizer, colegas de Malfoy estavam prestes a recolher a doninha. O mais apavorante é que ele estivera olhando para Potter durante todo o momento. Seria aquele olho mágico? sentiu o estômago revirar e agradeceu por ainda não ter jantado.
O Professor Moody começou a andar em direção aos dois grandalhões e a doninha, que guinchou e começou a fugir.
— Acho que não! – E começou a fazer a doninha quicar para cima e para baixo. – Não gosto de gente que ataca um adversário pelas costas. – A doninha guinchava de dor, ainda voando e descendo, e, mesmo sabendo que na verdade era um menino terrível, ficou apavorada por ele. – Um ato nojento, covarde, reles...
“ Nunca... mais... torne... a... fazer... isso.”
E cada palavra foi enfatizada por uma batida no piso.
— Professor Moody!
Todos se viraram e encontraram uma Professora McGonagall chocada descendo a escadaria com vários livros.
— Olá, Professora McGonagall. – O Professor cumprimentou calmamente, ainda fazendo a doninha quicar.
— Que... que é que o senhor está fazendo?
— Ensinando.
— Ensinan... Moody, isso é um aluno? – A professora gritou derrubando vários livros.
— É.
— Não! – Ela correu escada a baixo e puxou a própria varinha, apontando par aa doninha que, em instantes, voltou a ser Draco Malfoy, completamente desalinhado e vermelho.
— Moody, nunca usamos transformação em castigos! Certamente o Professor Dumbledore deve ter-lhe dito isso? – McGonagall continuou.
— É, talvez ele tenha mencionado, mas achei que um bom choque...
— Damos detenções, Moody! Ou falamos com o diretor da casa do faltoso!
— Vou fazer isso, então. – Moody disse, encarando Draco Malfoy com desagrado, que ainda estava humilhado e atrapalhado no chão, mas ele ergueu os olhos maldosamente e encarou o professor:
— Quando meu pai souber disso... – Ele falou, tão baixo, que quase não ouviu.
— Ah, é? – Moody disse, abaixando a voz, e não ouviu o resto, só vendo Malfoy ser arrastado pelo braço.
, ainda em choque, voltou correndo para onde as meninas estavam, sem ficar surpresa por já estarem na mesa do jantar. Correu para alcançá-las e nem recuperou o fôlego antes de começar a contar tudo o que assistira, completamente elétrica.
— Moody é oficialmente meu novo professor favorito! – falou, animada.
— E aquele Malfoy bem que mereceu! – disse, satisfeita.
— Ah, acho que foi um pouco extremo... – comentou, baixinho.
— Extremo? Talvez. Mas o que aquele garoto Malfoy faz também é. Ele sempre está quebrando as regras por aí e sempre que eu vou repreendê-lo ele me chama de Sangue Ruim ou até tenta mandar os amiguinhos pra cima de mim. Na hora eu também fiquei assustada, mas aquele Malfoy é um pirralho mimado que merecia! – completou.
— Acho que nunca te vi falar assim de alguém! – arregalou os olhos. – Acho que estou sendo uma boa influência.
As meninas riram.
— Mas aquela aula de hoje foi completamente sinistra! – comentou.
— Eu só queria que ele não tivesse usado as aranhas. – falou, chateada.
— Ele precisava colocar um efeito na coisa. Pra gente ter noção, sabe? – a consolou.
— É, eu nunca liguei tanto para essas Maldições até vê-las acontecendo. E aí eu imaginei tudo o que já podem ter passado por causa delas... – colocou de maneira assombrosa.
— Espero que essa matéria acabe logo, se não eu vou acabar tento um treco de tanto susto! – comentou.
— Será que ele participou de algum dos fatos que ele nos mandou anotar hoje na aula? – indagou.
— Se eu fosse chutar, diria que de todos. – comentou. — Fico imaginando se ele vai nos ensinar a nos proteger, tipo em um Clube de Duelos.
— Desde que seja um de verdade, e não como aquele que Lockhart tentou montar há dois anos atrás, acho irado! – colocou.
Elas só pararam de falar quando o jantar foi substituído pela sobremesa e elas perceberam que estavam comendo muito menos do que deveriam estar.

Capítulo 8

No dia seguinte, as meninas se levantaram e se arrumaram para descer para o café. O dia anterior fora uma exceção às manhãs de porque ela estava animada para ver seu novo horário. Seu estado natural era de agir como um zumbi até entrar forçada numa sala de aula ou ter pelo menos uma hora de olhos abertos para realmente acordar.
— Estou tão ansiosa para as aulas de DCAT de hoje! – falou animada.
— Hm. – falou, um dos olhos fechando sem querer.
— E hoje teremos Trato de Criaturas Mágicas. – disse, maravilhada.
— Eu gosto bastante de Herbologia, mas só penso no dever de casa que temos que fazer. – comentou.
— Hm. – Foi, novamente, a resposta da garota.
— Parece que hoje teremos que lidar com o zumbi . – provocou. A menina abriu os olhos e fez careta, o que já era uma baita reação naquele horário.
Pouco depois, foi para a sala comunal com Fred, Lino e Tyler, enquanto suas amigas, Kyle, Jorge, Angelina e Alicia iam para a aula de Herbologia.
— Acho que seria uma cena engraçada ver Jorge na primeira aula dele sem Fred e sem Lino. – Tyler comentou enquanto caminhavam.
— Ele chorou ontem a noite enquanto dormia. – Fred disse, com falsa preocupação. – Sabemos que é um momento delicado da vida dele ter que se separar do irmão que nasceu com as melhores qualidades.
— E de mim também, os elogios vocês acrescentem. – Lino falou, falsamente comovido.
Todos riram e até chegou a sorrir, mesmo toda sonâmbula.
— Achei que você ia fazer a aula, . Com certeza tinha o N.O.M. para isso.
demorou vários segundos para processar a pergunta.
— Não tava com in... in... teresse. – Ela falou, bocejando.
— Parece que temos um Inferi entre nós. – Lino zombou dela, que conseguiu se recuperar para mostrar o dedo feio. – Oh, a monitora fazendo isso? Que decepção! – Ele disse rindo.
— Ei, , já que você tá com sono, cê topa... hã... testar uma... coisa... que eu e Jorge estamos fazendo? – Fred Weasley comentou, de repente muito animado. — É uma bala de café, mas que fizemos crescer sob circunstancias... hã... diferentes. Eu e Jorge já tomamos, é seguro. E aí, quer testar?
só conseguiu murmurar um “Hm" que Fred interpretou como um sim e ele jogou a bala dentro de sua boca.
Poucos segundos depois, os olhos de conseguiam se abrir. Na verdade, não só se abriram, como estavam duas vezes mais abertos que o normal. Observavam tudo. Estava se arrastando antes para acompanhar o grupo, mas agora chegara antes de todos e os esperava impacientemente. Já dentro da sala comunal, arrumou algumas mesas e sentou em uma delas para começar a fazer seus deveres, concluindo metade antes de a sineta tocar indicando o fim da primeira aula. Em um piscar de olhos, já estava avançando para a aula de Feitiços.
— Ei, espera! – Era Fred Weasley, correndo para alcançá-la.
— Oquequefoi? – Ela perguntou, irritada que as palavras não pareciam acompanhar o ritmo de seu cérebro.
— Acho... – Ele arfou enquanto a acompanhava. – Acho que você deveria ver Madame Pomfrey. Ou me deixa tentar reverter. Não era pra ser assim. Eu e Jorge ficamos acelerados, mas não como um foguete.
— Maseuestouótima! – falou, se frustrando com a lerdeza do garoto.
— Não está não! Ei, escuta...
— Chegamos! AuladeFeitiços! – E foi correndo encontrar , e .
— O que está acontecendo? – comentou, chocada.
— Nada, por quê? – se esforçou para falar um pouco mais devagar e se mostrar normal, mas sua perna não parava de balançar embaixo da mesa.
— Você está com uma cara de alucinada! – respondeu.
— Ésóumabalinhaparaacordar. – Ela não se conteve e atrapalhou as palavras de novo.
Antes que as amigas, chocadas, pudessem comentar mais qualquer coisa, o Professor Flitwick chegara para a aula.
Não fora um extremo sucesso. queria progredir rápido no feitiço novo, aguamenti, de modo que começou a ficar irritada quando não conseguiu e começou a falar o feitiço rápido demais, se embolando. Pouco depois, ela colocou fogo na própria carteira. Sorte que na hora o Professor Flitwick saíra para buscar um livro.
Aguamenti! apagou o fogo. – , você precisa focar! O que está acontecendo? Você adora essa aula! É a melhor de nós quatro.
— ÉsóabaladoFredWeasley. – Ela falou, irritada e acelerada.
— Fred Weasley, é? – se levantou na mesma hora e foi correndo para a mesa deles. não se importou para acompanhar, murmurando o feitiço até finalmente acertar, fazendo seu corpo ficar duas vezes mais acelerado.
— AI!
Um grito chamou a atenção da turma toda. Fred estava com a mão na barriga enquanto sacudia o punho.
— E nunca mais teste coisas na minha amiga!
— Eu achei que era seguro! Não sabia que outras pessoas reagiam diferente. – Ele falou, a voz trazendo um pouco de dor.
não aguentou e correu para lá, ainda movida por toda aquela cafeína.
— Comoassimnãosabiaqueagiadiferente? Aylanãobatenele!
— Olha o que você fez! – continuou com raiva.
— Foi sem querer! – Fred retrucou.
— Você não pode sair por aí batendo nas pessoas! – Jorge passou a defender o irmão.
— Você não pode sair por aí testando produtos doidos nelas!
— Pelo menos, sua amiga começou a reagir. Fizemos um favor para ela!
Naquele momento, começou a sentir a perna parar de tremer de ansiedade. Na verdade, todo o seu corpo voltara a relaxar. Poderia até dizer que se sentia cansada. Mais cansada até do que antes do café da manhã.
... – Ela chamou a amiga.
— Não, , não vou parar! Eles tão precisando ouvir umas verdades! – retrucou, ainda olhando para os gêmeos de cara feia, que respondiam com a mesma expressão.
— Não... ... Acho que...
Mas antes que pudesse concluir, tudo ficou preto.
Ela acordou na ala hospitalar. Estava praticamente vazia. Só se encontrava Madame Promfrey, um aluno numa cama distante e ela mesma.
— Ah, muito bem, vejo que acordou! Tome um chocolate! – Madame Pomfrey disse, já quase colocando ele dentro de sua boca. Por que as pessoas estavam com mania disso ultimamente?
Isso a fez lembrar das últimas coisas que aconteceram na aula de Feitiços.
— Madame Pomfrey, o que aconteceu?
— Ora, sua irresponsabilidade aconteceu! Aceitando coisa daqueles meninos Weasley... aquela suposta bala de café que eles te deram estava com cafeína fora da validade e, por Merlin, com substâncias muito duvidosas, e isso faz com que toda a sua energia fosse usada em uma tacada só. Agora, seu corpo está recuperando de ter cedido toda aquela energia de uma vez.
— Isso explica muita coisa... – murmurou.
— Ande, agora tome essa Poção Wiggenweld. – E lhe entregou um frasco verde.
— Nossa, me sinto muito melhor!
— E é para se sentir mesmo. Da próxima vez que se sentir cansada, me procure para tomar essa poção e não saia confiando em métodos tão... tão... – E ela saiu resmungando para cuidar do próximo menino.
perdera todos os seus tempos livres na ala hospitalar e, já na hora do almoço, conseguiu convencer a enfermeira de que estava bem, embora tenha escutado vários conselhos e broncas antes de sair de lá.
Chegando no Salão Principal, ela avistou as amigas na mesa da Grifinória. Fred e Jorge Weasley não estavam lá. Lino Jordan sorriu para ela quando passou, mas ela percebeu que ele ainda olhava feio para .
! Você está bem? – foi a primeira a vê-la.
— Sim, to sim! Ai, , pode abraçar um pouco mais fraco!
— Desculpa, fiquei tão preocupada! – podia não ser a melhor com demonstrações de carinho, mas era extremamente leal a ela.
— E cadê os gêmeos? – perguntou, morta de curiosidade e ansiedade.
— Na sala da McGonagall. – respondeu.
— Você dedurou eles? – indagou para .
— Nem precisei. Depois que você desmaiou, Flitwick chegou e mandou que você fosse mandada para a Enfermaria. Mas Madame Pomfrey precisava saber o que tinha acontecido, então Fred Weasley confessou tudo. Apesar de ter sido ele que te deu a bala, Jorge ajudou a fazer, então também foi chamado. Ah, eles estão encrencados, com certeza!
sentiu um pouco de dó dos gêmeos, embora fosse ficar especialmente atenta em relação a eles agora. Podiam acabar testando um desses produtos perigosos em um dos alunos menores que poderiam reagir ainda pior do que ela.
O almoço terminou e ela foi para a aula de Transfiguração, se despedindo das amigas. Porém, a última pessoa que esperava encontrar lá era o próprio Fred Weasley.
Como ele já tinha visto ela, tentou dizer algo para estabelecer uma conversa.
— Esperando McGonagall? – “para o resto da detenção?” Ela completou mentalmente.
— Não. – Ele respondeu, parecendo entender o que ela queria dizer. – Eu faço essa aula.
— Ah. – Ela disse. E então percebeu que ele tinha um longo pergaminho na mão, provavelmente a agenda de todas as suas próximas detenções.
— Obrigada por contar a Madame Pomfrey. Sabe, sobre a bala. Você se meteu em grande encrenca com isso.
— Encrenca? Isso aqui é brincadeira de criança. – Ele disse, abrindo um sorriso. – Além disso, foi bom ter um teste com a bala fora da validade, pelo que Madame Pomfrey descobriu. Assim, poderemos testar ela dentro da validade com os outros. Isso se minha mãe não me matar antes, claro! – Ele riu.
ficou petrificada. Ela tinha ido parar na Enfermaria por causa daquilo e ele achava tudo uma piada e uma oportunidade?
— Calma. – Ele disse percebendo o olhar dela. – Você está bem, não está? Então tudo resolvido!
— Vê se toma jeito, Weasley! – Ela falou, antes de seguir em direção a Kyle e Tyler que tinham chegado para a aula. Eles perguntaram como ela estava e ela acabou sentando perto deles.
A Professora McGonagall entrou em sala logo em seguida.
— Bom dia, turma. Antes de começarmos, peço que sentem em dupla. Vou fazer a chamada. – Ela olhou em volta e viu que todos estavam quase organizados de forma certa. – Ora, muito bem, vamos fazer só uma pequena mudança.
“Ah, não” pensou ao olhar em volta e perceber o que a professora iria fazer.
— Srta. , sente-se com o senhor Weasley para podermos começar.
Fred sorriu do seu lugar, acenando e piscando para ela, enfurecendo-a.
Aquela seria uma longa aula.

Capítulo 9

As semanas foram passando de modo muito parecido. Em praticamente todas as aulas, eles tiveram que começar a aprender feitiços mudos. As Maldições estavam cada vez mais interessantes em Defesa Contra as Artes das Trevas e Moody contava várias histórias reais envolvendo-as. Em Poções, era questão de perder ponto por qualquer erro, mas ser ignorada quando acertava tudo, como sempre fora. Aritmancia era a mesma de sempre com a Professora Vector: uma aula séria e cheia de deveres de casa. Feitiços era sua matéria preferida, mas já não estava tendo o resultado impecável que normalmente tinha, o que acabara frustrando um pouco ela. E em Transfiguração, ela seguia tentando dar o seu melhor, mas frequentemente era atrapalhada por sua dupla, Fred Weasley.
Uma das piores partes eram os deveres de casa que preenchiam vários horários livres e fins de semana. Tentavam adiantar tudo para sempre deixar pelo menos um dia do fim de semana completamente livre, embora fosse muito comum que as acompanhasse mesmo sem ter terminado tudo.
— Eu faço depois. – Ela dizia e, com isso, na realidade, queria dizer que ia tentar copiar de alguma delas. — Ora, a culpa não é minha que eles passem deveres de casa iguais, chatos para mim e possíveis para vocês!
— Eles são chatos para todas. – reclamava. Apesar de saber que tinha muito mais afinidade com as matérias do que , não gostava quando a amiga só desistia e começava a se aproveitar dos esforços das outras. Sempre tentava incentivá-la e até ajudá-la, mas se recusava que ela colasse, por mais que ela suspeitasse que invadia sua mochila em casos extremos. Pelo menos, só faziam duas matérias juntas, o que tornava e responsáveis pelas outras matérias.
Naquele ritmo, setembro e outubro foram passando, o dia mais especial tendo sido o aniversário de dezessete anos de , em que elas conseguiram que os gêmeos Weasley roubassem um bolo da cozinha em troca de alguns sicles, que , e dividiram. Passado isso, a perspectiva do grande evento se aproximava. Então, um dia, na hora do intervalo, os alunos encontraram um grande aviso no saguão de entrada, ao pé da escadaria de mármore:
— VENHAM LOGO! – gritou para as amigas, que tinham parado para conversar com a professora Sprout sobre o último dever de casa. , que estava parada por educação, correu em direção à assim que ela chamou. e demoraram mais, o que deixou muito ansiosa.
— Pronto, chegamos, calma, não precisa fazer essa cara! – falou e as quatro se viraram para o aviso.

TORNEIO TRIBRUXO


As delegações de Beauxbatons e Durmstrang chegarão às seis horas, sexta feira, 30 de outubro. As aulas terminarão uma hora antes...

— Ufa, uma hora a menos de Transfiguração! – exclamou. Apesar de amar a matéria, estava precisando de um descanso dos deveres: e de Fred Weasley.
— Poxa, podia ter sido de alguma aula que a gente assiste, para nós isso vai ser em horário livre! – resmungou.

Os alunos deverão guardar as mochilas e os livros em seus dormitórios e se reunir na entrada do castelo para receber os hóspedes antes da Festa de Boas-Vindas.

— É semana que vem! – arfou de emoção.
— Como será que esses alunos são? Ouvi dizer que eles ensinam magia negra em Durmstrang. Se isso for verdade, será que o campeão de lá vai trapacear com isso? – especulou.
— Acho que Dumbledore deve ter uma medida de segurança contra isso. – especulou.
— Acho que ele é muito bonzinho pra pensar nessa possibilidade. – disse.
— Bonzinho, talvez, mas não idiota. Devem ter pensado em tudo! – concluiu.
Aquela semana transcorreu com um efeito de animação entre os alunos e um grande nervosismo entre os funcionários. Em todo canto, o torneiro era discutido por todos, com várias especulações, principalmente de quem ia ser o campeão de Hogwarts. , às vezes, insinuava que deveria tentar participar ou ao menos subornar o juiz por ela, mas ficava muito irritada ouvindo essas especulações.
O castelo também estava parecendo muito mais limpo que o normal. Retratos, antes encardidos, agora reluziam nos corredores, o que gerou muitas reclamações dos personagens retratados da pintura, que tentavam se encolher perto da moldura ou fugir para um quadro alheio. As armaduras brilhavam. Mas nada surpreendia mais do que a atitude de Filch, que provavelmente escutara vários sermões sobre a limpeza e agora assustava qualquer aluno que não estivesse brilhando como o chão encerado. Um dia, teve que consolar uma menina do primeiro ano que entrou na sala comunal chorando porque encontrara Filch com as vestes levemente amassadas.
Muitos professores estavam tão nervosos quanto, especialmente quando os alunos começaram a questionar cada vez mais sobre esse tal juiz imparcial que escolhia os campeões. Alguns professores mandaram alguns alunos insistentes demais calarem a boca, ou até para fora de sala.
O dia 30 de outubro finalmente chegou e, o descerem para o café da manhã, encontraram o Salão Principal todo decorado, com bandeiras de todas as casas em cima de suas respectivas mesas e uma grande bandeira de Hogwarts atrás da mesa dos professores.
e suas amigas repararam que Fred e Jorge andavam meio esquisitos, se isolando dos demais nos tempos livres e muito... quietos. Mas não seria que reclamaria disso. Tentava sempre afirmar às amigas que talvez as detenções tivessem dado um jeito neles. Ou pior: estavam planejando algo tão grande que pela primeira vez estavam sérios. Tentava firmemente pensar na primeira opção.
As aulas seguintes foram grandes enrolações, pois ninguém realmente prestou atenção nelas, ansiosos demais para aquela noite. Até os professores estavam nervosos demais, alguns dando broncas excessivas, outros nem se dando ao trabalho.
Quando a sineta tocou mais cedo do que o normal na aula de Transfiguração, e Fred Weasley voltaram correndo para a sala comunal, enquanto Tyler e Kyle ficaram para tirar algumas dúvidas.
— Com toda essa expectativa, não sei como eles conseguem. – comentou, agora quase correndo de volta. Estava muito ansiosa.
Ao entrar na sala comunal, viu Alicia e Angelina saindo do dormitório, cumprimentando os dois ao passarem. Eles se despediram e se separaram.
Chegando no dormitório das meninas, ela encontrou todas as amigas prontas, vestindo capas, como foram instruídas. Bom, prontas do seu jeito particular. estava elegante como sempre. Os cabelos brilhantes e macios pareciam ainda mais brilhantes e macios, ela colocara uma presilha de pérolas discreta e um batom claro. prendera o cabelo em duas tranças embutidas complicadas, trocara os óculos por lentes e passara uma boa quantidade de maquiagem. não se dera ao trabalho. Seus cabelos estavam ainda mais arrepiados do que nunca.
, você chegou! – exclamou, animada. – Rápido, se ajeite.
— Me ajeitar colocando as vestes ou me ajeitar para uma festa? – Ela comentou, apontando a discrepância entre as três meninas.
— Ora, você tem ideia de que vários meninos estrangeiros mais velhos estão vindo? Temos que passar uma boa impressão! – Disse , pegando um espelhinho e conferindo mais uma vez cada detalhe.
— Ou estrangeiros babacas que você deve evitar o máximo possível. – Completou , revirando os olhos.
— Acho que entendi os recados. – riu.
Colocou as vestes e penteou os cabelos e se deu por pronta. Então, decidiu passar um pouco de rímel de última hora. não estava completamente errada.
As quatro meninas desceram muito animadas e encontraram os diretores das casas separando seus alunos em filas. McGonagall parecia extremamente nervosa e tentava corrigir tudo a sua vista.
— Weasley, endireite o chapéu. Srta. Patil, tire essa coisa ridícula dos cabelos.
Então, o seu olhar encontrou e ela arquejou. Apontou a varinha para ela e, de repente, seus cabelos sempre arrepiados e espetados estavam perfeitamente penteados, como que por um gel mágico, e presos em uma faixa. Nem parecia ela mesma.
se olhou no reflexo de uma das armaduras brilhantes e deu um gritinho, bagunçando os cabelos que sempre voltavam ao lugar, cada vez mais alinhados.
— Nem tente, Srta. Carter, isso vai durar até o final da noite. – McGonagall falou para ela, que agora estava com uma cara horrorizada.
— Srta. ! – Ela agora olhava para . – Por favor, estamos em uma escola e não em uma festa! – E acenou a varinha novamente, agora fazendo mais da metade da maquiagem de sumir, deixando-a mais parecida com o dia a dia. Ela soltou um muxoxo.
— Sigam-me, por favor. – Mandou a professora, conferindo todos com o olhar uma última vez. – Alunos da primeira série à frente... sem empurrar...
Eles desceram os degraus da entrada e pararam diante do castelo, enfileirados. O sol já tinha se posto e começava a escurecer e a esfriar. Elas estavam na penúltima fileira por serem da sexta série, junto com os garotos.
— São quase seis horas. Eles devem chegar a qualquer segundo. – Comentou Kyle, também ansioso. – Fico imaginando quantos alunos são e, se forem muitos, como chegarão até aqui. Todos são maiores de idade, será que aparatarão em uma vila próxima e virão andando?
— Eles têm nomes muito pomposos que me fazem pensar que não andariam nem um metro sequer. – comentou.
Os jardins escureciam cada vez mais e as teorias corriam soltas. Todos estavam extremamente ansiosos...
— Aha! A não ser que eu me engane, a delegação de Beauxbatons está chegando! – Dumbledore exclamou, da última fileira, onde ele esperava com os outros professores.
Muitos soltaram arquejos, procurando em vão ao redor.
— Onde? – Perguntaram vários alunos.
Ali! – Tyler Madley gritou, apontando para o céu.



Capítulo 10

Uma forma muito grande voava em alta velocidade na direção dos alunos.
— É um dragão! – Gritou uma aluna da primeira série, apavorada.
— Deixa de ser burra... é uma casa voadora! – Respondeu outro dos menores.
Então, eles viram uma enorme carruagem azul clara do tamanho de um casarão sendo puxada por cavalos alados do tamanho de elefantes. Vários alunos arquejaram, de surpresa ou admiração.
Quando a carruagem começou a pousar, as primeiras fileiras começaram a recuar, assustadas, expremendo os demais alunos.
— Ai! – Jorge Weasley exclamou quando recuou, pisando em seu pé.
tentou recuar, mas tropeçou no pé de Kyle e quase caiu, sendo salva por este no último segundo.
— Opa, cuidado aí!
Ela corou ao sentir uma das mãos dele em sua cintura.
— Obrigada. – Ela acrescentou e tentou ficar completamente parada, constrangida, mas esqueceu toda a situação no momento que pousou os olhos na carruagem.
A porta com um brasão se abriu e um garoto de vestes da cor da carruagem mexeu em alguma coisa no chão, abrindo uma escadinha de ouro em seguida. Então, o maior pé que já vira se apoiou na escada, e o resto do corpo de uma mulher enorme se revelou. Ela poderia facilmente ter o dobro do seu tamanho. Só conhecia outra pessoa assim: o Professor Hagrid.
Várias pessoas exclamaram muito surpresas, então Dumbledore puxou aplausos para a mulher. Todos os estudantes seguiram o exemplo e aplaudiram, muitos se esgueirando para tentar vê-la melhor. Usava um coque tão bem preso que Line imaginou que fosse uma pessoa muito rígida.
Dumbledore beijou a mão enorme da mulher e disse:
— Minha cara Madame Maxine. Bem vinda a Hogwarts!
— Dumbly-dorr. – Ela respondeu. – Esperro encontrrá-lo de boa saúde.
— Excelente, obrigada.
— Meus alunos. – Ela falou, apontando para cerca de uma dúzia de garotos e garotas com vestes azul clara de seda, tremendo de frio e olhando apreensivamente para o castelo. – Karrkarroff já chegou?
— Deve estar aqui a qualquer momento. – O diretor respondeu. – Gostaria de esperar aqui para recebê-lo ou prefere entrar para se aquecer um pouco?
— Me aquecerr, acho. Mas os cavalos...
— O nosso professor de Trato de Criaturas Mágicas ficará encantado de cuidar deles, assim que terminar de resolver um probleminha que ocorreu com alguns de seus outros... protegidos.
— Ah, será que se eu pedir, Hagrid deixa eu ajudar? – Bea sussurrou para as amigas, olhando maravilhada para os cavalos.
— Meus corrcéis ecsigem... hum... um trratador forrte. – Madame Maxine disse, parecendo não saber se o Professor que Dumbledore apontava seria capaz de cuidar deles. – Eles son muito forrtes...
— Posso lhe assegurar que Hagrid poderá cuidar da tarefa. – O diretor disse, sorrindo.
— Ótimo, por favorrr inforrrme a esse Agrid que os cavalos só bebem uísque de um malte.
— Farei isso.
— Venham. – Madame Maxine ordenou e todos os seus alunos a seguiram muito disciplinados, os alunos de Hogwarts abrindo o caminho para eles passarem.
— Será que o pessoal de Durmstrang vai demorar? – indagou, embora ainda parecesse avaliar os alunos da Beauxbatons.
— Será que eles também vão vir de carruagem? Não sei se tem espaço para pousar. – Tyler Madley comentou.
— Seria incrível! – ainda estava animada com os cavalos.
— Qual será o tamanho da bosta desses bichos? – Jorge jogou a pergunta.
— Que nojo! – Alicia reclamou.
— É uma realidade que alguém vai ter que enfrentar se vamos passear pelo pátio. – Fred disse, dando de ombros.
— Não significa que seja uma realidade que você tem que comentar. – Replicou Kyle.
— Se você pisar em um algum dia, você vai desejar que tivéssemos comentado mais. – Lino falou e os três amigos caíram na risada.
Eles continuaram parados, esperando, vários tremendo com o frio que veio com a noite. A maioria olhava para o céu. se perguntava quando a próxima carruagem ia chegar. Mas então, um barulho alto e estranho começou e a garota não via nada no céu, não conseguia identificar da onde vinha o som...
— O lago! – Lino Jordan berrou do seu lado, apontando. – Olhem para o lago!
Todos os alunos se viraram para o Lago Negro, vendo sua superfície escura e lisa. Se bem que ela não estava mais lisa. Grandes bolhas se formavam e ondas grandes se quebravam nas margens da terra. E então, bem no meio do lago, apareceu um redemoinho gigante.
Lentamente, um navio começou a emergir, balançando nas ondas que formou e deslizando até a margem. Pouco depois, uma âncora foi aturada na água e um pranchão foi baixado.
Então, um grupo de garotos grandalhões, mas muito charmosos desembarcaram. Eles chegaram mais perto e olhou melhor. Eles pareciam grandalhões por causa dos casacos que usavam. Um homem de cabelos prateados conduzia eles.
— Dumbledore! – O homem cumprimentou, cordialmente, todo sorrisos. – Como vai, meu caro, como vai?
— Otimamente, obrigada, Professor Karkaroff.
— Minha velha e querida Hogwarts — O homem continuou.
— Nunca vi mais falso. – sussurrou do seu lado e Line percebeu que ela tinha razão: o sorriso não chegava nos olhos e era completamente forçado.
— Como é bom estar aqui, como é bom... – O Professor Karkaroff continuou. – Vítor, venha, venha para o calor... você não se importa, Dumbledore? Vítor está com um ligeiro resfriado.
Um dos estudantes avançou e todos os seus amigos se espantaram.
reconheceu aquele estudante porque, por acaso, tinha uma miniatura dele em seu quarto.
— É o Krum! – Ay sussurrou, tentando conter sua excitação.
— Por Merlin, Vítor Krum está em Hogwarts! – falou baixinho, os olhos brilhando em sua direção. Com certeza, era seu estudante estrangeiro preferido até o momento.
— Alicia! Olha ali! É Vítor Krum! – Angelina falou excitada, cutucando a amiga.
— Eu não acredito! Vítor Krum! – Fred Weasley exclamou, espantado e excitado ao ver aquela figura.
Lino Jordan estava pulando nas pontas dos pés para tentar enxergá-lo melhor. , Bea e Ay apalpavam o bolso.
— Line, você trouxe uma caneta? Eu quero um autógrafo! – exclamou.
Os alunos começaram a voltar para o Salão Principal, seguindo os alunos da Durmstrang, embora todos estivessem focados em Vítor Krum. Cada casa se sentou na sua mesa, ainda organizados por série. Os alunos de Beauxbatons estavam sentados na mesa da Corvinal, tremendo de frio.
— Ah, por favor! – falou, revirando os olhos. – O Salão é encantado para ter uma temperatura agradável.
— Eu entendo eles. – comentou. Ela era a mais friorenta do grupo, uma vez inclusive assistiu uma aula em plena primavera de cachecol e luvas. O dia era de sol.
— Onde será que Durmstrang vai sentar? – começou a se esticar para enxergá-los. – Bosta.
se virou para enxergar o problema e viu que o grupo havia se sentado na mesa da Sonserina. Draco Malfoy tentava puxar o saco de Krum. Olhou para frente então e viu Filch arrumar as cadeiras perto de Dubledore, adicionando quatro.
— Ué. – Line comentou confusa. – Olhem ali. Só são duas pessoas a mais. Por que o Filch tá colocando quatro cadeiras?
— Aquele velho é caduco. Você ainda se questiona? – disse e elas observaram o zelador ralhar com um garoto da Lufa-Lufa que bocejou.
Depois de todos os estudantes se acomodarem, os professores entraram no Salão Principal em fila. Os últimos da fila eram os três diretores. Quando Madame Maxine entrou, todos os alunos de Beauxbatons se levantaram imediatamente. Alguns alunos de Hogwarts riram, mas os convidados não ficaram constrangidos, só se sentando quando Madame Maxine se acomodou do lado de Dumbledore. O diretor, porém, continuou em pé e todos se silenciaram.
— Boa noite, senhoras e senhores, fantasmas e, muito especialmente, hóspedes. – Dumbledore falou, sorrindo para os convidados. – Tenho o prazer de dar boas-vindas a todos. Espero e confio que sua estada aqui seja confortável e prazerosa.
Uma das garotas de Beauxbatons riu, claramente zombando. e reviraram os olhos ao mesmo tempo.
— O torneio será oficialmente aberto ao fim do banquete. – Dumbledore continuou. – Agora convido todos a comer, beber e se fazer em casa!

Capítulo 11

As travessas se encheram de comida, no entanto, com uma diferença peculiar. Diversos pratos pareciam estrangeiros, pois nunca vira na vida.
— Ah, acho que esse prato é francês! – apontou para um prato esquisito. – Vovó Lorraine vive fazendo um bem parecido lá em casa.
provou alguns daqueles pratos, muito curiosa, e alguns eram simplesmente maravilhosos, enquanto outros ela esperava nunca mais ver na vida.
Em algum momento, a menina loira que havia feito a risada zombeteira se dirigiu para a mesa da Grifinória e começou a falar com o Weasley mais novo. Vários olhares, especialmente masculinos, acompanhavam aquela movimentação.
— Garoto, você vai acabar babando no meu prato, fecha a boca! – falou para Tyler Madley, que estava ao seu lado e se inclinando em sua direção, quer dizer, em direção à loira francesa.
— Olhem, parece que o Filch não estava caduco, afinal. – apontou, onde dois homens desconhecidos ocupavam as duas cadeiras extras.
— Ei, eu conheço eles! – falou. – Eles estavam na Copa Mundial de Quadribol! Aquele de bigode é o sr. Crouch e o outro, que está sorrindo, é Ludo Bagman.
Ao ouvir aqueles nomes, os gêmeos Weasley viraram instantaneamente para a mesa do diretor, trocando depois olhares significativos entre si.
“Esquisitos” pensou.
As travessas então se encheram das deliciosas sobremesas de sempre, mas agora com algumas bem diferentes também. ficou encantada com um manjar branco e comeu metade dos que estava na travessa mais próxima.
Os pratos e travessas, então, foram limpos e uma grande expectativa pairou no ar. estava muito ansiosa para o que aconteceria agora. roía as unhas de tão tensa. Fred e Jorge Weasley se inclinaram para frente e fixaram Dumbledore intensamente.
— Chegou o momento. – O diretor disse sorrindo e todos reagiram ficando ainda mais tensos. – O Torneio Tribruxo vai começar. Eu gostaria de dizer algumas palavras de explicação antes de mandar trazer o escrínio, apenas para esclarecer as regras que vigorarão esse ano. Mas, primeiramente, gostaria de apresentar àqueles que ainda não os conhecem o Sr. Bartolomeu Crouch, Chefe do Departamento de Cooperação Internacional em Magia – Todos aplaudiram, embora fossem aplausos fracos e educados. – e o Sr. Ludo Bagman, Chefe do Departamento de Jogos e Esportes Mágicos. – Agora os aplausos foram ruidosos e animados, algumas pessoas até assobiaram e gritaram. – Nos últimos meses, o Sr. Bagman e o Sr. Crouch trabalharam incansavelmente na organização do Torneio Tribruxo e se juntarão a mim, ao Professor Karkaroff e à Madame Maxine na banca que julgará os esforços dos campeões. – Dumbledore percebeu que todos estavam extremamente atentos. – O escrínio, então, por favor, Sr. Filch.
Filch levou uma arca até Dumbledore antiga até Dumbledore, cheia de pedras preciosas. Não se ouvia nem o barulho das respirações, todos muito ansiosos e atentos para o que ia acontecer. Um primeiranista subiu em uma das mesas para tentar enxergar, mas nenhum monitor estava dando a mínima.
— As instruções para as tarefas que os campeões deverão enfrentar este ano já foram examinadas pelos Sr. Crouch e Bagman – Dumbledore disse, enquanto a arca era colocada na mesa a sua frente. –, e eles tomaram as providências necessárias para cada desafio. Haverá três tarefas, espaçadas durante o ano letivo, que servirão para testar os campeões de diferentes maneiras... sua perícia em magia, sua coragem, seus poderes de dedução e, naturalmente, sua capacidade de enfrentar o perigo. Como todos sabem, três campeões competem no torneio, um de cada escola. Eles receberão notas por seu desempenho em cada uma das tarefas do torneio e aquele que tiver obtido o maior resultado final da tarefa ganhará a Taça Tribruxo. Os campeões serão escolhidos por um juiz imparcial... o Cálice de Fogo.
Dumbledore puxou sua varinha e deu três pancadas leves na tampa da arca, que se abriu lentamente. O diretor então tirou dela um grande cálice cheio até a borda com chamas branco-azuladas que se mexiam, hipnotizantes.
— Quem quiser se candidatar a campeão deve escrever seu nome e escola claramente em um pedaço de pergaminho e depositá-lo no cálice. Os candidatos terão vinte e quatro horas para apresentar seus nomes. Amanhã à noite, Festa das Bruxas, o cálice devolverá o nome dos três que ele julgou mais dignos de representar suas escolas. O cálice será colocado no saguão de entrada hoje à noite, onde estará perfeitamente acessível todos que queiram competir.
“Para garantir que nenhum aluno menor de idade ceda à tentação, traçarei uma linha etária em volta do Cálice de Fogo depois que ele for colocado no saguão. Ninguém com menos de dezessete anos conseguirá atravessar a linha.”
— É o que veremos. – Sussurrou Jorge Weasley, olhando para Fred que estava quase a sua frente, ambos com brilho nos olhos.
— E, finalmente, — Continuou Dumbledore. – gostaria de incutir nos que querem competir que ninguém deve se inscrever nesse torneio levianamente. Uma vez escolhido pelo Cálice de Fogo, o campeão ficará obrigado a prosseguir até o final do torneio. Colocar o nome no cálice é um ato contratual mágico. Não pode haver mudança de ideia, uma vez que a pessoa se torne campeã. Portanto, procurem se certificar de que estão preparados de corpo e alma para competir, antes de depositar seu nome no cálice. Agora, acho que está na hora de irmos nos deitar. Boa noite a todos.
— Uma linha etária! – Fred Weasley disse, antes de sair correndo com o irmão para a entrada.
— Deve ser possível de enganar. – bocejou.
— Uma linha etária normal, talvez. Mas uma projetada pelo próprio Dumbledore? Sei não. – disse.
— Muito bem, temos que ir dormir porque amanhã teremos muito trabalho a fazer. tem que ir pra biblioteca procurar métodos pra contornar esse pequeno obstáculo. – continuou.
— E por que você não vai para a biblioteca? – questionou, surpresa.
— Porque eu tenho que preparar meus pergaminhos de teste. E você se negou a se inscrever ou a pelo menos tentar me inscrever. Você podia colaborar para o sonho da sua amiga. A não ser que você prefira a ideia de colocar meu nome por mim. Não parece difícil, hein. E você não teria que ficar na biblioteca. – Ela continuou tentando persuadir a amiga.
O dia seguinte chegou rapidamente e todos acordaram extremamente entusiasmados: era Halloween e dia da escolha dos campeões.
— Sabe, — Disse , enquanto elas se arrumavam para descer para o café. – às vezes eu sinto falta do Dia das Bruxas dos trouxas. Nunca cheguei a usar minha fantasia especial de pirata porque a carta de Hogwarts chegou antes. Até trouxe a fantasia, mas depois descobri que ninguém usava. Tirando o Halloween do ano passado. – se perdeu nas memórias por um instante.
— Acho que não faz sentido ser uma bruxa e se fantasiar de bruxas. – comentou.
— Não seria engraçado se tivéssemos um Dia dos Trouxas para nos vestirmos de trouxas? – exclamou.
— Nós sempre fazemos isso para ir para a estação. – replicou.
— Ah, é.
— E não faz sentido termos um dia para comemorar aqueles que nos perseguiram por anos e de quem temos que nos esconder. – continuou.
— Mas alguns bruxos também perseguem trouxas e eles continuam comemorando. – argumentou.
— Isso porque os trouxas não sabem que bruxos existem e colocam a culpa na natureza. – explicou. – Não sei se eles ficariam felizes comemorando o Dia das Bruxas sabendo que realmente existem bruxas.
ficou imaginando se os pais comemoravam o Halloween como antigamente e sentiu que nem precisava pensar muito no assunto para ter certeza que não.
Elas então desceram para o saguão bem cedo, onde estava o Cálice de Fogo, cercado pela linha etária. Poucos segundos depois, todos os alunos de Durmstrang entraram em fila e depositaram seus nomes, liderados por Vítor Krum.
— Ah, Vítor Krum é maravilhoso, eu não me importaria se ele ganhasse. – falou, com ar apaixonado.
— Garota, você tem que torcer pela sua escola! – brigou com ela.
— Mesmo? – falou, meio aérea.
— Ele nem é tão impressionante ou bonito. Parece meio carrancudo demais. – comentou, curiosa.
Depois que eles se retiraram, as meninas foram para o Salão Principal tomar café, que já estava todo decorado de morcegos e abóboras para mais tarde, e depois correram de volta para o saguão, observando se mais alguém iria se inscrever, mas a maioria só olhava o Cálice.
Em algum momento, Fred, Jorge e Lino chegaram correndo, muito excitados. Conversaram um pouco com o irmão mais novo dos Weasley e seus amigos e depois foram em direção ao Cálice, parando no limite da linha etária. Várias pessoas olhavam curiosas, inclusive as quatro meninas.
— Pronto? – Fred Weasley disse, sem conter a excitação em sua voz. – Vamos então, eu vou primeiro...
E tirou um papel escrito seu nome do bolso.
— Não é possível... Ele não vai... – murmurou, os olhos arregalados de medo e excitação.
E então, respirando fundo, ele cruzou a linha.
Jorge soltou um berro de triunfo e correu atrás de Fred, cruzando a linha também. No entanto, segundos depois, ouviu-se um chiado e os gêmeos foram arremessados para fora do círculo formado pela linha etária. Eles voaram 10 metros longe e, quando aterrissaram, um forte estalo ecoou pelo salão e duas barbas brancas, longas e idênticas cresceram nos dois.
engasgou com a própria saliva de tanto rir. O saguão explodiu de gargalhadas. Até Fred e Jorge riram quando olharam para a barba um do outro.
— Eu avisei a vocês. – disse uma voz grave e risonha e, quando se virou, viu o próprio Dumbledore observando tudo. – Sugiro que os dois procurem Madame Pomfrey. Ela já está cuidando da Srta. Fawcett da Corvinal e do sr. Summers da Lufa-Lufa, que também resolveram envelhecer um pouquinho. Embora eu deva dizer que as barbas deles não são tão bonitas quanto as suas.
Os dois garotos seguiram para a ala hospitalar, com Lino Jordan seguindo atrás, que não parava de rir. Aos poucos, muitos alunos se retiraram do local para tomar café.
— Espero que isso te faça desistir da pesquisa de como cruzar a linha. – falou sorrindo para , que logo ficou emburrada.
— Talvez. Mas... – O sorriso voltou a seu rosto. – você ainda pode me inscrever.
— E correr o risco de acabar na ala hospitalar também? Não, muito obrigada, tentadora a oferta, mas terei que passar.
— Vamos, ! Dumbledore não falou nada sobre um aluno mais velho inscrever outro mais novo! Acho que ele imaginou que nenhum aluno mais velho iria deixar de se inscrever e não ia querer nova concorrência.
— Até que faz sentido. – concordou. – Não que eu apoie. – Ela se apressou a dizer.
— Vamos, , qual a chance do Cálice escolher de qualquer jeito? – falou.
— Mas e se escolher? Então, Dumbledore vai perguntar como ela conseguiu e a culpa vai parar em mim. – A menina parecia assustada.
— Eu digo que consegui colocar sem cruzar o círculo, com... com... com um galho muito comprido!
— É a mentira mais idiota que eu já vi. – admitiu. – Fale que usou uma poção nela que a fez obedecer!
— Com que talento em Poções? – colocou, só constatando um fato.
— Eu sei fazer uma boa poção quando eu quero! – falou, orgulhosa. – O problema é que Snape nunca me fez querer.
— Então, mentira contada. – falou. — Vamos, , é quase impossível o Cálice escolhe-la mesmo. – Ela completou sussurrando.
— E a monitora promete não nos dedurar, certo? – olhou para , esperançosa.
suspirou.
— Ela promete. Vai logo. Deixa ela tentar.
tirou um pedaço de pergaminho do bolso escrito " Carter — Hogwarts".
— Você já sabia que eu ia aceitar? – perguntou, irritada.
— Desejava muito. – disse, suplicante.
E, em um piscar de olhos, antes que perdesse a coragem, quando todos tinham se retirado do saguão, cruzou a linha, jogou o papel e voltou correndo e gritando.
Poucos segundos depois, três estudantes mais novos entraram para conferir como andava tudo.
— Essa foi por pouco. – falou.
— É! ISSO! – saiu gritando e correndo, sem nem esperar por elas.
parecia a ponto de chorar.
— Ouvi dizer que Cedrico Diggory do nosso ano vai se inscrever. Entre vários outros dos mais velhos. O Cálice não escolheria . E, se der ruim, vamos testemunhar que ela te ameaçou. – tentou tranquilizar a amiga. – Você sabe que ela ia acabar ameaçando.
— Isso é inaceitável. Ela pode querer correr o risco sozinha, mas sem se importar de eu correr também? – estava muito chateada e entendeu o lado dela.
— Vamos, vamos encontrá-la. – disse. – E vamos falar sobre isso. Já fizemos o que ela queria. Agora ela tem que nos ouvir.
— Desculpa por pressionar você. – disse. – Às vezes, eu perco a noção com essa garota.
— Eu sei. – disse sorrindo triste. – A culpa é minha de ter aceitado.
— A culpa é de de ter pedido. – falou, muito conclusiva. – E nossa de ter incentivado. Agora que passou o momento de emoção, eu me sinto péssima por você.
— Eu também. – disse. – tem razão. Tá na hora de entender algumas coisas.

⭐⭐


— ... e é por isso que achamos que você deve desculpas à . – concluiu para .
As meninas a encontraram perto do Lago Negro, ainda toda sorridente. Agora, uma grande carranca se estendia por seu rosto.
— Vocês concordaram. – falou.
— Sim, fomos na onda e fizemos tão mal quanto. Já pedimos nossas desculpas e percebemos nosso erro. – falou.
— Bom, mas o que está feito já está feito. – disse, desafiadora.
— Você tem razão. – respondeu. – A sua inscrição já está feita. Mas você foi uma péssima amiga hoje. Nós – Ela corrigiu – fomos péssimas amigas hoje. E temos que prometer não tentar impor nossa vontade acima das demais, especialmente se vamos colocar alguém em risco. Se quiser correr risco, corra sozinha sem envolver ninguém, como os gêmeos Weasley, por exemplo. Não envolva mais nenhuma de nós ou nenhuma outra pessoa em qualquer plano maluco que a pessoa não concordar por vontade própria. Fechado?
ficou longos minutos encarando cada uma, com uma grande interrogação na cara. A amiga sempre fora completamente transparente, mesmo sem querer, e por isso, depois da grande espera e tensão, ela soltou um suspiro e falou:
— Fechado.
Apesar de todas acreditarem que ela iria entender, não podiam negar o alívio que foi ouvirem aquela palavra. Depois disso, o dia voltou a ser animado.
— Eu ouvi que Warrington, aquele grandalhão da Sonserina, se inscreveu no torneio. – comentou.
— Credo, aquele garoto não sabe nem a diferença entre um graveto e uma varinha normal. – comentou.
— E o campeão não pode ser da Sonserina! – reclamou.
— Muita gente da Lufa-Lufa tá falando do Diggory, não seria mau, né? – falou, sonhadora.
— Achei que você gostasse do Krum. – Provocou .
— E o que uma coisa tem a ver com a outra? – Ela respondeu, dando de ombros.
— Eu ouvi que a Angelina se inscreveu também! – disse.
— Nossa, seria muito legal! Uma mulher da Grifinória e nossa colega de quarto! – comentou.
A tarde foi repleta de comentários e, frequentemente, encontravam colegas tão excitados quanto. Cedrico Diggory estava completamente cercado por alunos da Lufa-Lufa de todas as idades, principalmente meninas. Ele sorria para todas, sem parecer pomposo e nem chateado. Realmente, o menino de ouro de Hogwarts. E, ninguém podia negar, era uma visão e tanto.
Em dois momentos, teve um colapso e chorou, morrendo de medo de se encrencar. Elas demoraram muito para poder acalmar a amiga.
Até encontraram Angelina que confirmou que tinha se inscrito.
— Boa sorte, Angelina! – disse. – Espero que seja você!
Todas as meninas ali presentes confirmaram e Angelina abriu um sorrisão, agradecendo.
A noite finalmente chegou e todos desceram para o Salão Principal para a Festa das Bruxas, embora, pela primeira vez, estava desejando imensamente que fosse mais curta. Todo o grupo do sexto ano sentou perto novamente e todos pareciam estar torcendo para Angelina. Os outros dois maiores de idade, Kyle e , não quiseram se inscrever. Fred, Jorge e Lino já estavam completamente recuperados e aceitavam bem sua derrota, mostrando seu apoio a ela também. Até , que secretamente ainda tinha chance, não pode deixar de se comover e torcer pela colega.
Depois do que pareceu uma eternidade, o jantar terminou, o que gerou uma intensa movimentação que cessou imediatamente quando Dumbledore se levantou. Todos estavam imóveis, a expectativa pairando no ar...
— Bom, o Cálice de Fogo está quase pronto para se decidir. Estimo que só precise de mais um minuto. Agora, quando o nome dos campeões forem chamados, eu pediria que eles viessem até esse lado do salão, passassem diante da mesa dos professores e entrassem na câmara ao lado, onde receberão as primeiras instruções.
observou que os olhos de Angelina brilhavam, como se já estivessem imaginando o caminho. Dumbledore puxou a varinha e fez um gesto que apagou todas as velas, exceto as que estavam dentro das abóboras recortadas, deixando o salão muito escuro, o brilho do Cálice se destacando ainda mais intenso. E todos aguardavam. parecia prestes a chorar de novo. fechou os olhos e parecia estar falando sozinha. estava com os olhos completamente arregalados que mal piscavam. estava tonta com tanta expectativa...
— A qualquer segundo agora. – Sussurrou Lino Jordan, conferindo seu relógio.
De repente, as chamas do Cálice se avermelharam e começaram a soltar faíscas, pouco depois expelindo um pedaço de pergaminho chamuscado. Dumbledore pegou o pergaminho para ler. Todos prenderam a respiração...
— O campeão de Durmstrang será Vítor Krum.
O salão inteiro prorrompeu em aplausos e assobios.
— ISSO! – gritava tão alto que alguns alunos se viraram assustados. Mas ela não era a única que chamava a atenção com seus comentários.
— Bravo, Vítor! – dizia o Professor Karkaroff, tão alto que se sobressaía dos aplausos. – Eu sabia que você era capaz!
— Tenho a impressão que se não fosse pegar mal, ele teria trazido só Krum para não ter chance dele perder a vaga. – comentou com , que concordou rindo horrorizada.
Quando o campeão entrou na câmara, todos se calaram e fixaram o olhar no Cálice novamente, que logo voltou a ficar vermelho e expeliu um segundo pedaço chamuscado de pergaminho.
— O campeão de Beauxbatons é Fleur Delacour! – Dumbledore anunciou.
Novamente, o salão voltou a aplaudir e a menina loira que chamava atenção desde que chegara se dirigiu para a câmara também.
— Acho que os alunos não gostaram muito dessa escolha. – apontou para a mesa da Corvinal, onde alguns alunos de Beauxbatons choravam e se revoltavam.
— Mimados. – Foi o que disse, antes de se voltar compenetrada para o Cálice. Não demorou muito para que todos no salão estivessem da mesma forma. Só faltava o campeão de Hogwarts.
Alicia apertava a mão de Angelina, ambas torcendo muito para que a segunda fosse a campeã.
O Cáice de Fogo ficou vermelho novamente e expeliu mais um pergaminho. O tempo pareceu estar se arrastando até Dumbledore pegá-lo.
— O campeão de Hogwarts é Cedrico Diggory.
— NÃO! – Os companheiros da Grifinória exclamaram, decepcionados por Angelina, mas não se ouviu nada, abafados completamente pelas comemorações da mesa da Lufa-Lufa. Só aplaudia também, encantada com o garoto.
— O que foi? – Ela disse quando recebeu um olhar feio de Alicia. – Ele é bonito!
parecia extremamente mais calma, como se todo o peso de ter aceitado inscrever tivesse ido embora. Essa, por sua vez, estava aborrecida, mas viu que ela sorriu ao ver relaxada.
Quando finalmente os aplausos, que foram os mais demorados, cessaram, Dumbledore voltou a falar.
— Excelente! Muito bem, agora temos os nossos três campeões. Estou certo de que posso contar com todos, inclusive com os demais alunos de Beauxbatons e Durmstrang, para oferecer aos nossos campeões todo o apoio que puderem. Torcendo pelos seus campeões, vocês contribuirão de maneira muito real...
Mas Dumbledore parou inesperadamente, pois, naquele momento, o Cálice de Fogo se avrmelhava novamente, soltando faíscas e expelindo um quarto pedaço de pergaminho.
Dumbledore pegou o pergaminho e o leu. Ele pareceu muito surpreso e ficou ali , relendo. Todos esperavam, mirando Dumbledore fixamente. Então, ele pigarreou e disse:
Harry Potter!
se virou em choque para o garoto de apenas 14 anos, como todos no Salão. Ele parecia em choque e assustado. Será que se inscrevera de brincadeira e achou que nada poderia acontecer?
Fred Weasley, que estava ao seu lado, em choque, derrubou uma das taças douradas no chão. Ainda boquiaberta, automaticamente se abaixou para pegar a taça, mas o garoto tentou esticar o braço para pegar quando ela já estava inclinada embaixo da mesa, o que resultou em uma cotovelada forte no seu supercílio. Ela gemeu de dor ao se levantar e depositar a taça ao seu lado, mas o garoto não percebeu nada. Só olhava em choque para Potter.
— Harry Potter! – Dumbledore tornou a chamar. – Harry! Aqui, se me faz o favor!
O garoto, todo desajeitado, seguiu até a câmara, sob os olhares atentos de todos. Assim que ele entrou, a Professora McGonagall exclamou:
— Todos de volta a seus dormitórios!
E saiu em disparada junto com Dumbledore, Sr. Crouch, Ludo Bagman, Madame Maxine, Karkaroff e Snape. Os demais professores ajudaram a dispensar os alunos.
— Bom, acho que tenho que ajudar a conduzir os alunos. – disse, se levantando, a dor incomodando em cima de seu olho esquerdo.
, você está sangrando! – exclamou.
— Ah, é? – Ela falou e colocou a mão no supercílio. Quando a retirou, uma mancha de sangue veio junto. Ela ficou levemente tonta. Odiava ver sangue.
— Como que isso aconteceu? – indagou, analisando. – Acho que não é muito sério, é uma região que machuca fácil, mas é melhor ver Madame Pomfrey.
— Então preciso da ajuda de vocês. – disse. – Ajudem a conduzir os alunos mais novos. Eles sempre se perdem em momentos animados.
— Mas...
— Podem ir! – Ela exclamou, se levantando com as amigas.
— Isso aí não teria sido fruto de uma cotovelada ou algo parecido, teria? – Ela virou para trás ao ver Fred Weasley falando com ela e passando a mão no cotovelo direito.
— Na verdade, tem exatamente a ver com isso. – Ela disse, se virando novamente.
— Ih, foi mal, não vi na hora. Mas isso aí você resolve rapidinho com Madame Pomfrey. Ou se quiser testar um produto que eu e...
— Olha aqui, você já ta me mandando para a ala hospitalar pela segunda vez nesse mês. É melhor não interferir mais.
— Relaxa, estressadinha. Só estava brincando! – Ele disse, fingindo estar ofendido, fazendo-a revirar os olhos.
— Ei, Fred! – Era Jorge chamando ele. – Vem, temos que passar na cozinha e buscar a comida! Se chegarmos cedo, podemos talvez até conseguir alguma cerveja amanteigada.
— É pra já! – E saiu correndo, deixando a garota ali, plantada e sangrando. O machucado podia não ser nada demais, mas ele precisava ser tão... tão... argh!



Continua...



Nota da autora: A att chegou! E, como prometido, com um capítulo maiorzinho! Eu to ansiosa com várias coisas da história que eu quero trazer e mal posso esperar para escrever e trazer aqui para vocês!
Não esqueçam de comentar o que acharam desse capítulo que eu trouxe com tanto carinho pra vocês. Minha última att em 2020 com a fic prestes a completar seus 4 meses ❤
Para mais informações sobre minhas histórias e atts, me segue no meu insta @elena.n.stuff! Vou amar ver vocês lá.
E, bom, FELIZ ANO NOVO! QUE 2021 TRAGA OS BEIJOS QUE 2021 NÃO TROUXE HAHAHAHAH


Nota da beta: AI QUE DELICIA QUE É BETAR MTWY <3
Uma fic maravilhosa com uma autora mais maravilhosa ainda. Elena, parabéns pelo destaque com A Very Black Christmas, mas todas as suas fanfics mereciam ser destaques porque são incríveis (pena que o site não tem todo esse espaço hahaha)
Amo betar suas histórias.
E que venham muitas e muitas atts em 2021! Uhuuuu!
Uma honra ser beta dessas fics <3



Outras Fanfics:
Todos os Defeitos
A Very Black Christmas
In Occulto
Trapping the Wolf
Todos os Defeitos (que você tem sobre mim)
Last Chance to Win
Um Motivo Para Ficar


Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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