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Última atualização: 26/09/2020

Prólogo

As gêmeas francesas curvaram o corpo educadamente em direção ao diretor, Dumbledore, quando este as cumprimentou. Os professores também estavam presentes na reunião ordinária pedida pelo Sr. , que jamais teria um pedido negado devido à sua relevância na sociedade bruxa.
— Bom, será um prazer lecionar para vocês duas esse ano. Apenas precisarão ver a qual casa pertencem. McGonagall, que tal você levá-las até lá?
Era notável que Alvo queria ficar à sós com Julius e Ciara , para que assim, pudessem acertar os últimos detalhes da matrícula das gêmeas. Afinal, era de amplo conhecimento que a transferência da Academia de Magia Beauxbatons — que era referência quanto à classe e pontualidade —, para Hogwarts, era bastante incomum. Ainda mais considerando que estavam no meio do período letivo.
Minerva McGonagall não era um tanto falante, mas instruira educadamente como as garotas deviam se portar diante do Chapéu Seletor. Também pontuou coisas importantes e características básicas sobre as casas. Nada do que ambas já não possuíssem conhecimento anterior.
fora primeiro, sentando-se no banco e tendo o acessório posto em sua cabeça. Pouco tempo depois, em um minuto com exatidão, sua casa fora devidamente anunciada: Grifinória. Não seria estranho que elas ficassem separadas, pois até mesmo em Beauxbatons, as irmãs pertenciam à casas distintas.
fora em seguida, arqueando as sobrancelhas ao ter colocado o Chapéu Seletor em sua cabeça:
“Hum... Difícil. Enxergo sua perspicácia e liderança, sua classe é realmente impecável... Teria grandes feitos em qualquer casa, Srta. . Acredito que a coragem lhe levaria até os caminhos da Grifinória. Mas destaca-se necessidade de provar-se em sua família e possuo devida certeza de que sua ambição lhe trará o crescimento necessário neste período. Então, é melhor que seja...”

— Sonserina!

Houve uma expressão indecifrável vinda do rosto de McGonagall, fazendo com que logo esta saísse dali. Pedira que ambas aguardassem até que seus pais viessem se despedir. As gêmeas, em retrospecto, apenas concordaram com a cabeça, caladas.
— Você ficou quieta desde que chegamos — pontuou, ficando cara a cara com .
Devagar, descera da cadeira em que estava sentada e ficou frente à frente com a irmã. Eram gêmeas e intimamente ligadas desde que nasceram. Tinham uma conexão única e uma bela amizade construída em cima de companheirismo de ambas.
cruzara os braços.
— Ainda não estou bem com tudo isso. Ainda mais tendo que ficar em uma casa distante da sua.
— Não será tão ruim, pelo menos estaremos livres da vigilância da mamãe — rira, fazendo com que a irmã esboçasse o primeiro sorriso singelo desde que chegaram à Grã-Bretanha.
Em Beauxbatons, Ciara era professora em Preparação de Poções, e sempre estivera muito presente na educação das filhas. Porém, ao mudarem de país, a mulher não poderia continuar lecionando, já que o cargo semelhante em Hogwarts era devidamente ocupado.
Pelo menos isso seria vantajoso para as gêmeas. Afinal, qualquer professor que fosse, não seria tão ruim quanto a implicância da própria matriarca.
Antes que pudesse responder sua irmã, logo o salão fora tomado pela presença de seus pais. Ambos perguntaram animadamente sobre as casas que elas pertenciam agora, parabenizando exclusivamente , despedindo-se das gêmeas em seguida, já que estariam ocupados e não as veriam até o Natal.
Quando tiveram que se separar, sorriram singelas, seguindo cada um seu devido caminho, acompanhadas por Snape e McGonagall. suspirou fundo, carregando sua mala sutilmente até o Salão Comunal da Sonserina. Fora devidamente instruída por Severo, que lhe ensinara a compreender a mecânica e a adentrar o local com a senha. Agradeceu o de cabelos longos, que saíra balançando sua capa preta. achou aquilo charmoso, mas guardou para si, com uma risadinha.
Fechou a cara assim quando notara o barulho em que estava aquela sala. Revirou os olhos suavemente, atraindo alguns olhares para si. Não era comum alunos ingressarem fora do período letivo. E era inegável o quão linda a garota era. Obviamente a francesa chamava muito a atenção de todos ali.
Pensara sobre como agiria mediante àquela situação. Mas não precisara, já que uma menina se colocara à sua frente. permanecia de braços cruzados enquanto a garota sorria animadamente:
— Muito prazer! Qual seu nome? Sou Selly Barb, monitora-chefe da Sonserina. Acho que nunca te vi por aqui. Posso te mostrar o dormitório? Você vai adorar.
riu quase que sem reação. A menina se atropelava nas palavras e achava aquilo particularmente fofo.
. — pronunciou ríspida, fazendo com que a garota arregalasse os olhos.
Ouviram-se alguns cochichos que fizeram cerrar os pulsos. A última coisa que gostaria, é chamar a atenção na nova Casa. Ela queria apenas um pouco de paz.
— Então… Pode me mostrar o dormitório?
Sem graça, Selly assentiu. Uns garotos lhe cumprimentaram bobos enquanto passava, recebendo apenas desprezo vindo do olhar de . Ao chegar onde havia uma cama vaga, finalmente sentou-se no móvel. Não era tão delicado quanto suas fronhas egípcias, mas dava para o gasto.
Abriu sua bolsa e pegara o colar que mantivera escondido de seu pai. Deslizou a jóia de prata pura sobre os dedos delicados, sendo que aquela era a única lembrança vívida dele. Selly parara de tagarelar para observar sutilmente a menina da visão periférica de sua cama.
— De onde você é, ? — Barb ficou interessada, trazendo a atenção do restante das garotas do dormitório para si.
— Beauxbatons. Morava na França. — respondera sutil, guardando o colar no bolso.
— Uau! As garotas de lá são muito chiques. — uma loira intrometida comentara.
apenas concordara com a cabeça.
— Ah, fico feliz que esteja em Hogwarts. Espero que sejamos amigas — Selly piscou, presunçosa, divertindo a tristeza aparente de .
Veremos o que o futuro nos aguarda…” pensou , voltando a dar atenção as suas coisas trazidas da França.

Embora não desejasse um recomeço, queria apagar toda sua vida anterior. Não queria que lhe olhassem com receio pelas atitudes de seu pai, queria ser mais grandiosa do que aquela expectativa. E faria de tudo para provar para todos o seu valor.

ᴄʜᴀᴘᴛᴇʀ ᴏɴᴇ — sᴛᴀʀᴛ-ᴏᴠᴇʀ

prendeu as madeixas de cabelo dourado em um alto rabo de cavalo. Não estava muito animada com o decorrer da semana letiva. Ouvira todas as tagarelices vindas de Selena Barb, absorvendo toda a história da casa Sonserina de ponta à ponta conforme a amiga lhe contava. Também pudera conhecer seus professores, tendo uma particular preferência por Severo Snape, graças ao seu talento com Poções. Por ser filha de Ciara , o professor logicamente já sabia que o talento que carregava era algo passado de gerações, e aparentemente, havia aprovado o destaque da aluna em aula de modo sutil.

também havia conhecido alguns colegas da irmã. Por ser da Grifinória, apresentou-a à Harry Potter, Ronald Weasley e Hermione Granger. Fora apresentada aos famosos gêmeos ruivos, que eram um tanto quanto divertidos, embora não estivesse no clima de pegadinhas. Aquilo tinha mais a ver com sua irmã.

— Acho que podíamos mudar os planos e passar o Natal aqui — comentou, enquanto ambas caminhavam juntas na enorme escada.

— Isso é uma ótima ideia, para ser franca. — riu ácida, lembrando vagamente da grande confusão em que estava metida há um mês atrás com seus pais. — Preciso de espaço daqueles dois. E, principalmente, daquela nova casa.

Ambas teriam a próxima aula juntas, para o terror da Grifinória e felicidade da Sonserina, lecionado pelo professor Severo Snape. Porém, antes que as irmãs adentrassem a sala, puderam observar uma certa aglomeração na entrada no local.

— O que foi, Potter? Está com medo? — o loiro desafiou o menino magricela, que parecia conter a raiva fechando as mãos em punho.

Os amigos de sua irmã estavam frente à frente aos garotos de sua casa. Vicente Crabbe, Gregory Goyle e Draco Malfoy estavam desafiando o outro trio. Mediante às provocações do louro, Rony apenas segurou o amigo, a fim de evitar confusão. , por sua vez, interveio de onde estava:

— Qual é, Malfoy, você não consegue deixar de ser um imbecil por cinco segundos? — avançou contra o loiro e empurrou seu peitoral, valente.

revirou os olhos, suspirando. Não era possível que a irmã quisesse arrumar confusão em sua primeira semana na escola. Nem conheciam direito a maioria dos alunos, mas era muito intolerante em vários aspectos. Principalmente quando se tratava de pessoas implicantes.

— Olha só, temos alguém muito corajosa para quem chegou há apenas alguns dias. — riu debochado.

Harry Potter não era uma pessoa que precisava de defesa externa, de fato, já que sempre fora corajoso para enfrentar seus próprios dilemas. Mas , por sua vez, odiava pessoas folgadas, e não teve boas experiências até o momento com Malfoy.

— Me diga, , por que não nos conta o motivo de vocês terem sido expulsas da Beauxbatons? Todo mundo sabe que essa família de vocês é podre.

O sangue de subiu. Estalou a língua na boca, avançando em direção onde acontecia a confusão. Ele sorriu, satisfeito, vendo que provocara a raiva em ambas as gêmeas e principalmente, no habitual trio de ouro. Obviamente, aquele show rendera olhares curiosos de alunos do sexto ano. finalmente vociferou:

— Escuta aqui, seu grandíssimo filho da…

— Posso saber o que está acontecendo aqui? — a voz ríspida de Severo tomou conta do local, atrapalhando o xingamento que sairia da boca de . — Não me impressiona que vocês estejam metidos nisso… — comentou, observando Harry, Rony e Hermione lado à lado.

Tirou dez pontos da Grifinória, de modo injusto. Embora tentasse protestar, para assumir diretamente a culpa pela confusão, o professor fora era irredutível. simplesmente fuzilou Draco Malfoy com o olhar, fazendo o sangue-puro rir. Ficava imensamente nervosa quando falavam de sua família, principalmente sem saber do contexto.

“Mas aquilo não ficaria assim”, pensou . Afinal, ela sempre acreditara que vingança é um prato que se come frio. E era bastante paciente.



— É verdade que sua irmã arrumou confusão com o Draco Malfoy? E que ela é amiga do Potter? Que droga, por que fui me atrasar logo hoje? Podia ter visto isso a caminho das minhas aulas. Meu Deus, como ela é corajosa, em uma semana eu não conhecia quase ninguém… E eu acho o Weasley bem mais bonito que o Harry, particularmente falando — Selly Barb falava para no Salão Comunal da Sonserina, sentada ao lado da amiga. — Você também não acha, ?

A velocidade atropelada de informações que eram ditas por Sel, fizeram dar uma risadinha. A colega sempre parecia estar no dobro da frequência em que o universo funcionava.

— Esse cara é um idiota — referiu-se à Draco. —, não sobreviveria uma semana em Beauxbatons. — comentou mais para si do que para a amiga.

— Bom, o Draco é realmente problemático, mas é bem gato para compensar!

— Seu senso crítico para homens é questionável, Selena. — fez uma careta.

Selly riu.

— Eu sei que parece loucura, mas eu amo uma pessoa problemática, sabe? Uma cara de mau me deixa derretida...

— Se tem uma coisa de que estou fugindo, é de homens e relações conflituosas. Você deveria fazer o mesmo — sorriu vagamente, fazendo a amiga rir.

folheava algumas páginas do livro de forma descompromissada, enquanto Selly tagarelava sobre a atitude nobre e memorável de sua irmã gêmea. Não dera muita bola, afinal, Barb sempre estava em um ritmo incompreensível. E já estava acostumada com as pessoas ovacionando a coragem de , de qualquer forma. Não se abalara mais.

Não muito longe dali, Draco estava com seus fiéis escudeiros, Crabbe e Goyle, que falavam alguma coisa completamente irrelevante aos ouvidos de Malfoy. Era inegável seu interesse particular pela aluna nova. Afinal, seu progenitor o havia instruído exatamente sobre o perigo que aquela gloriosa família oferecia ao mundo bruxo, e principalmente, à reputação dos Malfoy.

E se havia algo que o loiro odiava, era sentir-se intimidado. Houve um tempo em que ele era brevemente tolerável, mas as coisas pioraram quando conhecera Potter há alguns anos. O nível de raiva e competitividade com o rapaz ultrapassa qualquer fronteira.

percebe o olhar do loiro sobre si, arqueando suavemente sua sobrancelha durante o ato. Obteve como resposta um olhar de desprezo vinda do rapaz, fazendo com que ela revirasse seus olhos verdes.

— Enfim, eu estou entediada. Queria fazer algo emocionante! — Selly reclamou, enquanto fazia um bico.

desviou o olhar de Draco apenas para vê-lo sair do Salão Comunal cercado por sua gangue. Finalmente conseguira olhar nos olhos de Selly, que estavam radiantes esperando alguma reação da amiga.

— Que tal estudar? Isso ajuda a passar o tempo — sorriu enquanto dava a sugestão cínica, fazendo com que Barb mostrasse o dedo.

Em Beauxbatons o sistema de exames era distinto aos de Hogwarts, mas dentro da casa Noble, a priorização pelo estudo era insanamente cobrada. Logo, não se importara diretamente em passar um longo período com a “cara nos livros” para se distrair. Principalmente se aquilo fosse calar as malditas memórias que assombravam sua mente. Vez ou outra, quando distraída, pensava nos toques gélidos do moreno percorrendo sua pele. Ou na língua.

Ah, que desnecessário.

Voltou a apertar o colar de prata que estava em seu bolso, passando o polegar pelo metal texturizado. Sentira os pequenos detalhes sobressaindo, as pequenas pedras de diamante que deixavam a jóia ainda mais delicada. Geralmente fazia isso quando ficava tensa ou ansiosa com algo.

— Já sei! A gente podia assistir ao treino de Quadribol! Eles já devem estar treinando, na verdade, mas eu 'tô louca para ver o Leo! Acho que ainda não apresentei vocês, amiga, ele é tão gato! Tem um cabelo lindo, já até perguntei qual shampoo ele usa, mas ele nunca expõe os segredos… Aquele maldito!

apenas concordou. Por mais que um dia recusasse algum convite de Selly Barb, a mesma sequer a ouviria. Estava sempre tão falante, destoava completamente da maioria de seus colegas sonserinos, competitivos, calados e intimidadores.

Com isso, seguiram para o campo animadamente, pelo menos da parte de Barb. apenas cruzara os braços, observando o enorme campo enquanto se aproximavam. O treino que ocorria era da Lufa-Lufa. O time da casa parecia ter uma tática de jogo bem interessante, deixando entretida com o jogo. Já Selly, apenas comentava sobre os jogadores, um a um, explicando tudo à amiga:

— … Aquele lá no alto é o apanhador do time, o Cedrico Diggory. De longe ele é lindo, mas de perto, é simplesmente perfeito — abanou o próprio rosto, encenando um desmaio. riu com a encenação da amiga. —, e o de cabelos enormes é o Leo, mas chamam ele de Charlie. Ele é artilheiro, não tem defeitos. Tem o John também, aquele ali, dizem que ele é gay, mas eu não acredito...

O treino não demorou para que encerrasse, já que a noite caía rapidamente, deixando que apenas a lua iluminasse o local. Assim que de fato se encerrara, o garoto das enormes madeixas castanhas sorriu ao ver ao longe a amiga Selly sentada na arquibancada. Ela não pôde evitar retribuir o gesto singelo.

— Olha só, então você veio espionar como a Lufa-Lufa vai acabar com vocês no próximo jogo? — comentou ácido, enquanto tomava um gole de água.

Selly revirou os olhos, sendo tomada pela competitividade quando se tratava de sua casa:

— Escuta aqui, Windsor, vou te poupar das grosserias porque vim te apresentar minha nova amiga. Esta é . , este é o Leo.

Ele arqueou a sobrancelha, sorrindo em seguida. Reparou nas roupas apertadas que a Sonserina utilizava, passando a língua nos lábios. Pegara suavemente na mão da novata, depositando um beijo nesta:

— Muito prazer, . Ouvi falar sobre você.

— O prazer é todo meu, Windsor — sorriu a morena, devolvendo a provocação no mesmo tom.

Selly fez cara de nojo para a péssima cantada de Leo, horrorizada que ainda sim o respondera. Não tivera tempo para comentar sobre o fato, pois Cedrico logo se uniu ao trio, fazendo com que Selly respirasse com dificuldade. Seus batimentos cardíacos ficavam claramente afetados com a presença de Diggory, embora ela preferisse não admitir isso em sua frente.

Leo podia ter qualquer garota daquela escola na sua mão, se quisesse. Ele e Cedrico eram os garotos mais populares da casa Lufa-Lufa, tanto pela beleza quanto pela simpatia. Embora isso, ele ficou vislumbrado com a sensualidade daquela francesa. Imaginou o quanto ela ficaria mais bonita, sem todas aquelas vestes impedindo seu campo de visão.

A conversa fluía normalmente entre Cedrico e Selly, embora ela ficasse visivelmente nervosa com a presença do rapaz. Diggory percebeu o olhar predador de Windsor na novata, e não deixou uma risadinha passar em branco com a atitude do melhor amigo.

— Está escurecendo, meninas — Cedrico atentou-se cortando suavemente o clima em que estavam submersos de modo agridoce. —, que tal entrarmos?

Ambas assentiram. Barb sorriu instantaneamente para Diggory, que retribuiu o gesto da menor; após isso, despediram-se dos rapazes, direcionando-se para a respectiva casa. Antes que o quarteto se separasse de fato, uma voz masculina tornou-se audível:

— Hey, — Leo a chamou, atraindo o olhar da dona dos cabelos longos caramelo. —, vai torcer por mim amanhã?

riu debochada, cruzando os braços e arqueando a sobrancelha. Era inacreditável o quanto Leo Charles Windsor era convencido.

— Nem morta, Windsor. Tente não chorar muito quando a Sonserina acabar com vocês. — piscou em direção ao garoto, seguindo em direção as masmorras.


ᴄʜᴀᴘᴛᴇʀ ᴛᴡᴏ — ᴍɪss ʜɪᴍ



O homem trancou a porta de sua sala, soltando a gravata em volta de seu pescoço. O tecido fino e azulado finalmente afrouxou-se, dando liberdade para que retirasse a camisa social branca. Voltou em passos duros em direção à , que estava com o bolero azul claro semi-aberto, resultado dos amassos que deram antes. Retirou os enormes cabelos caramelo ondulados do caminho, voltando a desabotoar a peça da menina. Ela sentiu seus pelos enrijecerem com o toque sutil e as bochechas tomaram uma coloração avermelhada.
Logo, o moreno se livrou do tecido azulado, a deixando apenas com aquele conjunto de sutiã e calcinha rosa-claro, que valorizava a obra de arte que era seu corpo. Ele poderia ficar horas observando aquelas curvas minimamente esculpidas
, a cintura fina, o quadril largo e os seios proporcionalmente perfeitos, moldados pela pele de porcelana.
Ficou no meio das pernas da garota, passeando os dedos em sua coxa. Deixou os corpos propositalmente próximos e encaixados, a fim de sentir o calor da mais nova. Os olhos verdes claro do rapaz se fixaram-nos de , encostando seu nariz no da menor. Suas bocas se encostaram de modo suave, fazendo a garota gemer; em contrapartida, a mão deste se direcionava para a retirar sua calcinha, brincando com o tecido de renda.
Os dedos ficaram próximos à sua intimidade, trilhando o caminho com certa calma e graça. Ele não evitou a risadinha quando a menina gemeu seu nome em retrospecto. Aquilo enchia seu ego para que prosseguisse cada vez mais com as provocações. , por sua vez, apenas passou a mão em volta do pescoço do homem, beijando ele devagar, com saudade daqueles deliciosos lábios.
— Está sentindo minha falta, chérie? — ele sussurrou em seu ouvido, com a voz rouca. Olhou nos olhos da garota e a beijou suavemente. — Em breve nos reencontraremos… bem antes do que você imagina.

acordara com o corpo suado e xingando um palavrão em francês. Como se não bastassem os pensamentos inoportunos, agora ela tinha aquele tormento através dos sonhos, o único momento em que podia descansar — pelo menos, até aquele dia:
Putain de rêve… — “sonho fodido” resmungou, enquanto coçava os olhos. — Pour Dieu
— Que mau humor é esse — Selly esfregou os olhos, bocejando. — Bom dia, amiga. Dormiu bem? Aparentemente não, já que acordou xingando; pelo menos, parecia um xingamento. Afinal, eu não falo francês, né? Só escocês e ainda muito ruim por causa do sotaque…
apenas acenou a cabeça negativamente, prendendo as madeixas douradas. Resmungou algo na língua estrangeira que Barb não compreendeu e fora em direção ao banheiro. A amiga apenas lhe deu espaço, o que era incomum para Selly — movida pela sua curiosidade —, mas o fez graças a preocupação.
Ambas se reencontraram apenas no café da manhã. O clima estava tenso por conta do jogo que haveria contra a Lufa-Lufa, e Draco Malfoy parecia estar mais ácido do que o habitual. Selly comentou como o loiro ficava lindo no uniforme de Apanhador, enquanto permanecera com seus olhos fixos em qualquer canto, sem corresponder aos chamados da colega que permanecia usualmente falante. Não que não concordasse com a afirmação, mas os pensamentos estavam lhe atrapalhando. Pansy olhou feio com o comentário de Barb, já que as duas não se davam muito bem.
— Sabe, , estou começando a achar que você sonhou com algum professor nu. Já aconteceu comigo e foi bem traumático… Nada contra o Snape, de verdade, eu acho aquele cabelo dele até bonito, mas…
— Não teve nada a ver com nudez, Selena — "não nudez explícita", completou a mente de . — Nem professores. Só dormi mal e não estou com bom humor para diálogos. Relaxa.
A garota se recusara a prolongar o assunto ou a continuar ouvindo o falatório em sua mesa. Estava enjoada, nervosa, extremamente tensa com o sonho que tivera. Fora vivido demais, intenso demais. Não era como uma lembrança, mas uma premissa, quase que um aviso com aquelas palavras. Selly percebe quase que imediatamente o incômodo de e apenas se levantou bufando, silenciosa, deixando a garota à mesa. estranhou a atitude da colega, mas ignorou, seguindo calmamente em direção à aula de Herbologia.
A turma estava eufórica para o jogo de Quadribol entre Lufa-Lufa e Sonserina; afinal, ninguém falava em mais nada que não fosse aquilo. , por sua vez, apenas remoeu incessantemente as palavras e cenas quentes que fantasiou naquela noite.

Após a aula, em que não havia absorvido nada de construtivo, resolvera seguir em direção à biblioteca. Lembrou-se da antiga escola, Beauxbatons; em um momento como aquele, provavelmente estaria cercada por Yves e Celine, vivendo sua vida normalmente antes daquela confusão. Ela estava extremamente grata pela conexão repentina com Selena Verus Barb, mesmo que fossem tão distintas. Mas sentia falta da velha rotina, dos velhos hábitos e velhos amigos.
Mas, principalmente, falta dele.
Era desgastante a forma que se sentia emocionalmente dependente daquele homem. Sabia que não estava sendo saudável, e que sua partida recente afetara muito seu modo de agir. Mas não conseguia evitar, a primeira vez que se sentira tão viva fora na presença daquele sentimento da paixão. Suspirou cansada, colocando uma das mãos na testa, batendo as unhas insistentemente em um dos livros que estava consigo.
— Posso saber o que está fazendo aqui?
A gêmea parou em sua frente. Ela estava de braços cruzados e encarando , que permanecia sentada com a face derrotada. Sabia muito bem que sua irmã necessitava de um auxílio mais do que nunca.
— Um bom dia seria bem-vindo, né? — ironizou a de longos cabelos dourados.
— Você deveria ser mais educada. Selly ficou chateada contigo — sentou-se em frente a irmã, cruzando as pernas.
não evitou revirar os olhos.
— Olha, não foi minha intenção. — resmungou. — Tive um sonho estranho e não estou me sentindo bem. Além disso você virou mensageira dela agora?
— E desde quando sonhar é motivo para maltratar alguém? Começou a ficar escrota depois de ir para Sonserina, por acaso?
— E você continua com seus pré-julgamentos, huh? Nada mudou mesmo. — resmungou. fazia a mesma coisa com os pertencentes à Casa Noble, coisa que sempre chateou Liama. — O sonho foi extremamente vívido, sœur (irmã). Ele estava lá. Me disse uma coisa estranha, como se fosse me encontrar, entende?
O sorriso suave de desapareceu instantaneamente da face. A garota parou de alfinetar a irmã (coisa que fazia por puro deleite), e passou a olhar a situação com preocupação:
, não acha que pode ser só…
— Você sabe que eu não fico paranoica à toa. Foi uma experiência lúcida demais para ser apenas um sonho.
arqueou a sobrancelha. Estava pensando em como solucionar um problema daquela magnitude — se é que era realmente um problema. Não tinham nenhum sinal que aquilo havia sido obra do francês, mas acreditava total na palavra da irmã. Sabia que haviam motivos para que estivesse tão perturbada com aquela aparição, ainda mais após as ofensas do pai. Graças a isso, confiou em sua intuição quando ouvira as palavras da gêmea.
Quase que imediatamente, uma ideia atingiu a cabeça de , que saiu andando rapidamente, deixando pensativa. Onde diabos ela estava se metendo? Voltara minutos depois, acompanhada de Hermione Granger. A garota tinha a face confusa, mas disposta a auxiliar as gêmeas:
— Mione, você conhece algum feitiço de sonho?
— Feitiço de sonho? — Granger obteve uma face confusa, pensando acerca da pergunta. — Conheço apenas a Poção do Morto-Vivo. Mas não sei se é bem o que estão procurando.
mordera o lábio. Qualquer tipo de poção estava fora de cogitação. Ele nem sabia onde a garota estava, de qualquer forma. Como tomaria algo vindo dele?
— Mas, talvez haja algo na sessão restrita — Granger falou baixo.
— Podemos ver com Harry de resolver isso mais tarde — dirigiu-se à amiga grifinória.

sentiu-se enjoada. Não queria aquela exposição toda, ainda mais envolvendo o trio de ouro naquilo sabendo das confusões que geralmente se metiam. Não precisava chamar a atenção daquela maneira, afinal.
— Tudo bem, acho que não deve ser nada importante — dera de ombros, tentando não demonstrar o alarde que estava sendo causado por conta daquilo.
— Claro que não, ! Podemos resolver isso! — insistiu. — O Harry tem uma...
— Não quero que envolva Potter nisso. — levantou-se, ríspida. — Já é demais ter que relembrar sobre o assunto, não preciso de mais gente no meio, sœur. De qualquer forma, obrigada, Hermione, você foi incrível. Vamos todas deixar isso para lá.
pegou os livros, pedindo licença para a gêmea e Granger. As grifinórias se entreolharam, curiosas, mais ainda, pois desejava imensamente saber o que tanto atormentava a cabecinha de . Ah, se ela soubesse…

A última aula fora de História da Magia, coisa que até interessava-se e conseguiu distrair-se minimamente. O clima ambicioso entre os lufanos e sonserinos era praticamente palpável durante a aula; Leo Charles, jogador da casa Lufa-Lufa, havia batido uma aposta com Flint, capitão da casa Sonserina, acerca do resultado que essa partida ansiosamente aguardada traria. Obviamente, com insatisfação, o professor Binns tentara cessar o alvoroço que fora criado. Por isso, ficou imensamente grata quando o período da aula finalmente se encerrou.
Pegou todos os livros pensando em como queria tomar um banho e descansar sua cabeça. Suspirou fundo ao passar pela porta, fazendo rapidamente o caminho até o dormitório. Porém, fora interrompida por uma mão em seu ombro. Impacientemente, ela se virou:
Pardon? — Ela resmungou em francês, automaticamente. — Desculpe, estava distraída. Quem é você?
Não estava afim de conversa, ainda mais com uma pessoa que não conhecia. A maioria dos alunos ainda temia a postura de , graças ao mistério envolto ao seu sobrenome.
Vous n'avez pas besoin de me demander pardon(você não tem que me pedir perdão) respondeu o rapaz, em francês, surpreendendo a garota. Ele não era amador. —, mas muito prazer, darling. Ainda não fomos formalmente apresentados.
O rapaz era muito belo. As roupas em detalhes azuis da Corvinal deixavam sua pele branca contrastada de uma forma realmente sensual; os cabelos grandes e lisos, com ondulações nas pontas, o deixavam ainda mais formoso. Os seus olhos eram castanhos claro, quase que como mel, e combinavam com os lábios vermelhos de gloss de cereja. Os brincos em formato de estrela combinavam com a gargantilha de prata, que aparentavam uma nobreza que fizera impressionar-se com sua beleza.
— Sou…
— Sei quem você é. Da famosa Dinastia , não há uma pessoa que não saiba sua identidade, . — ele respondeu, convicto. Logo os corredores ficavam cada vez mais vazios. — Mas eu sou Henry Meddows-Valley, muito prazer.
Ele estendeu a mão. Ela hesitou minimamente, mas prosseguiu, receosa, apertando a mão do rapaz.
— Sei que deve estar curiosa do porquê eu lhe abordei, mas serei breve. Eu não tenho pretensão nenhuma de ajudar pessoas gratuitamente, mas ouvi sua conversa mais cedo na biblioteca e…
— Espera aí, você estava ouvindo minha conversa? — ela arqueou as sobrancelhas.
— Talvez você devesse falar mais baixo, querida. — Henry revirou os olhos como se fosse óbvio. — Eu estou oferecendo uma gentileza e ainda sou julgado! Como pode...
— Que gentileza? Mostrar-se invasivo quanto à minha privacidade?
Henry estalou a língua e cruzara os braços. Meddows-Valley nunca tivera a virtude da paciência e estava um tanto quanto nervoso naquele momento.
— Eu iria lhe mostrar um livro que tem um feitiço que talvez possa te ajudar, mas deveria te deixar aí com sua imensa presunção.
ficou curiosa. Como ele sabia de algo que ou Hermione não sabiam, inteligentes como eram? Talvez ela tenha subestimado cedo demais aquele corvino.
— Ah, é? E por que eu confiaria em você?
— Porque sei que sou sua única solução até agora. E, sinceramente, essa conversa toda não nos levará a nada. Melhor que eu te mostre.
revirou os olhos. Henry era extremamente convencido, ao ponto de que o ego dos dois poderiam brigar por espaço. Odiava sentir-se intimidada, mas havia uma imensa vontade de saber se o que ele falava era real. Seguiu o garoto da casa Corvinal em direção à biblioteca, local em que Meddows-Valley passava a maior parte do tempo.
Henry sabia muito bem como poderiam encontrar aquela informação, e praticamente voou para cima da prateleira anteriormente já visitada pelo corvino. Em retrospecto, sentia seu estômago revirar. Até porque, ela possuía uma grande insegurança quanto ao fato de descobrirem alto relacionado àquilo.
Meddows-Valley voltou com um livro grosso de capa dourada. Gravado em preto, estavam os dizeres Estudos Inacabados do Século XIX por Zintaw Kylian. achou aquele nome familiar, mas nada disse à Henry. O garoto, achando graça no livro incomum, abrira-o, procurando no índice o que queria mostrar à garota da Sonserina; após localizar, buscou pela página cem. As folhas antigas e desgastadas demonstravam o quanto era antigo aquele estudo.
No índice, estava indicado um feitiço como tumulto do sono, mas a página fora rasgada do material. Ambos se encaravam, curiosos. Henry havia notado em como a feição de havia tomado uma expressão confusa, como se tivesse se assustado. As mãos agitadas de levaram os cabelos dourados para trás da orelha da garota, fazendo-a suspirar.
— Mesmo que com a grande possibilidade desse feitiço nunca ter dado certo desde então, e por isso estar com a página rasgada, tem em mente quem poderia tramar algo contra alguém tão simpática como você? — Henry ironizou a parte da simpatia, fazendo a garota revirar os olhos.
suspirou, pondo a mão no bolso em que estava o colar de prata cravejado de diamantes. Ela sabia muito bem que havia uma grande possibilidade daquela associação — que estava fazendo dentro de sua cabeça — ser real. Sempre confiava em suas intuições o suficiente para desconfiar de algo quando estava errada, e naquele dia não foi diferente. Porém, respondeu ao colega recém-conhecido em retrospecto:
— Sinceramente, não faço ideia.
Ah, . Ela mentia com uma facilidade tremenda — sendo filha de quem era —, mas não ao ponto de enganar Henry Meddows-Valley, o perspicaz corvino, que inclusive notara o visível incômodo da garota com a mão no bolso. O que ela podia estar escondendo ali? Quais segredos deveria haver em seu passado em Beauxbatons?




Continua...



Nota da autora: Olá, minhas queridas francesinhas! Como vocês estão?
Queria vir esclarecer algumas coisinhas para que vocês leiam a fanfiction mais situadas. Nobility trata-se de uma vertente alternativa à que se passa os eventos conhecidos de Harry Potter. Nessa versão, o que ocorreria em Prisioneiro de Azkaban, é alterado: a verdade acerca sobre Sirius Black foi revelada, Pedro Pettigrew fora preso por sua traição e Lorde das Trevas não teve sua ascensão. Logo, personagens anteriormente mortos estão presentes na obra e eles terão uma vida comum.
Basicamente: não se prendam à eventos originais e idade dos personagens, pois adaptei muita coisa para poder trazer para a minha história de forma singular. Espero que leiam com muito carinho, já que tentei resgatar a essência de personagens que não tiveram a oportunidade de brilhar na obra original.
Agradecimento especial à toda a minha equipe que me deu força nesse capítulo, pois entrei em uma crise gigantesca, hahahah! Bela e Elena, obrigada por serem leitoras tão boas e me incentivarem também.
Vou disponibilizar a playlist para que vocês sintam a mesma vibe que eu! ♥ https://www.youtube.com/playlist?list=PLDrAX4zNqH4IOd62kDvXQcRlVteT9zrjx Também tem o meu link.me onde vocês podem me contatar diretamente, dar sugestões e conversar comigo: https://linkme.bio/sdsthais/
Por hoje é só, baisers (beijinhos).


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