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Última atualização: 19/07/2020

Prólogo

A Segunda Guerra Mundial foi um conflito global que deu início no ano de 1939 e teve como estopim a invasão da Polônia pelos alemães, tendo sua marca devido a uma série de acontecimentos impactantes, como o Holocausto e o lançamento de bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki. A guerra teve seu início na Europa, mas se espalhou pela Ásia, África e Oceania, sendo composta por dois grupos, os Aliados: Reino Unido, França, União Soviética e Estados Unidos, e o Eixo: Alemanha, Itália e Japão. Após seis anos de conflito, e mais de sessenta milhões de pessoas mortas, a guerra teve seu fim no ano de 1945.
Com o intuito de se precaver para uma possível Terceira Guerra Mundial, os Estados Unidos, juntamente com as outras potências aliadas, deram início a uma série de experimentos, visando um exército mais forte e com uma melhor preparação. Assim, os híbridos de humanos e lobos se tornaram o primeiro teste de sucesso.
Os híbridos, diferente dos lobisomens, não têm o poder de se transformarem em um animal, mas são altamente perigosos ao terem sua pulsação acelerada por qualquer motivo ligado a ira.
Foram divididos em três subgrupos, como em uma matilha: Alfa, Ômega e Beta.
Os Alfas eram os líderes, geralmente mais agressivos e impiedosos, se tornaram os mestres da pequena sociedade. Tendo o comportamento quase sempre selvagem, foram criados com um timbre de voz específico para afetar especificamente Ômegas e Betas, podendo persuadi-los ou deixá-los com medo para fazer o que os alfas desejam.
Ômegas eram, em sua maioria, submissos, mas durante o cio se transformam. Sendo criados em minoria, o ômega era uma classe criada para ter um alfa como seu companheiro e tinha um aroma adocicado, que chamava atenção para si, podendo ser identificado apenas através do cheiro.
E Beta era o nome dado para o resto da população: os humanos, que também podem ser chamados de mundanos.
Também como em uma matilha, todas as três classes podiam se relacionar sexualmente entre si, mas os Ômegas e os Alfas tinham uma melhor química ao acasalarem, e esse foi um dos intuitos para o qual foram criados: a reprodução.
Com essa intenção de reproduzir, os cios foram inseridos na anatomia dos híbridos. Eram épocas carregadas de tensões sexuais, tanto para Alfas quanto para Ômegas. Um Alfa só se sentia satisfeito ao ter relações com um Ômega, e vice versa, tudo da forma mais carnal possível. Em uma relação Alfa-Ômega, na hora da ejaculação, os órgãos sexuais do(a) Alfa costumam se prender ou dobrar de tamanho involuntariamente na intimidade do parceiro, para que as chances de reprodução aumentem.
Outra peculiaridade adicionada ao DNA dos híbridos foi em relação ao cheiro, que poderia ser sentido a quilômetros de distância por Alfas e Ômegas, facilitando a identificação dos gêneros, principalmente em período fértil.
A Terceira Guerra não aconteceu, e os híbridos foram distribuídos em sociedade, tendo orientações específicas para manterem suas origens em completo segredo. A espécie se espalhou pelo mundo e sua história se tornou uma lenda pouco conhecida.


Próxima parada; Rimebay, Califórnia, Estados Unidos.


Capítulo 2

Rimebay, Califórnia, EUA.




— Mantenha seus olhos na estrada, . — alertou a garota com a voz bêbada enquanto desprendia seu cinto de segurança, se virando para o namorado, que já tinha um sorriso depravado no rosto.
Era uma sexta-feira, e a garota havia saído escondida da mãe, que dava mais um de seus plantões no hospital e não gostava nada de seu relacionamento com o rapaz. Os dois estavam anteriormente no bar da cidade, mas decidiram que já tinham bebido demais para uma só noite.
Antes de saírem, foram testados pelos amigos para ver o nível de embriaguez de ambos, em um desafio adolescente que consistia em ficar parado em uma perna só. O que aguentasse mais tempo estaria mais sóbrio. O resultado, óbvio, foi em favorecimento de , que teve a permissão de todos para que dirigisse de forma segura e levasse , sua namorada, para casa.
A garota estava incontrolável.
O álcool e a maconha a deixaram com uma vontade imensurável de sexo, e ela estava empenhada em fazê-lo com , ali mesmo, dentro do carro.
Beijos molhados eram distribuídos pelo pescoço do garoto, alternando em pequenos chupões. A mão da garota descia deliberadamente pelo seu abdômen descoberto pela blusa de botões, deixando alguns arranhões no caminho.
O pé de do rapaz afundou inconscientemente no pedal de aceleração ao sentir as mãos apressadas de desabotoarem sua calça, fazendo com que o carro aumentasse sua velocidade. Ele não pensou duas vezes em levantar o quadril, facilitando o trabalho da menina, que gargalhou com a pressa do rapaz, mas logo voltou a se concentrar no que estava fazendo.
A boca macia não demorou mais que alguns segundos para lamber o membro de , que tentava a todo momento manter seus olhos abertos, mas se tornava uma tarefa quase impossível. Uma de suas mãos apertavam o volante, enquanto a outra segurava o cabelo longo da namorada, ditando um ritmo perigoso.
Um rosnado esganiçado saiu da boca do rapaz ao sentir as mãos da menina massagearem suas bolas, e sua boca finalmente tomar conta do seu pau. Deus, como ela era boa naquilo.
— Se você parar o carro, eu paro de te chupar. Sua escolha, baby. — alertou ao sentir a velocidade do automóvel diminuir.
Ele sabia que a adrenalina era um dos fetiches da namorada. E ele a conhecia bem demais para saber o quão molhada ela estava com a sensação de perigo. E então acelerou.
A cidade passava em rápidos vultos pelo vidro fumê, e o rapaz não se controlou em desviar os olhos ao ouvir um gemido descontente de , que apertava suas pernas uma na outra na tentativa de aliviar o desconforto da excitação em sua intimidade. Um riso pequeno escapou de seus lábios, e ele não hesitou em largar os cabelos bagunçados da namorada e esticar o seu braço, desviando da calcinha aparentemente rendada, para tocar a intimidade da garota, que gemeu abafado ao sentir os dedos gélidos do rapaz adentrarem sua buceta.
já podia sentir a sensação do ápice tomar conta do seu corpo. Seus olhos, antes verdes, agora eram tomados por uma coloração vermelha, que afetava sua visão.
Tudo aconteceu como um flash em um momento que ambos estavam consumidos pelo prazer.
gritou ao ter o vislumbre de alguém no meio da rua, caminhando em passos firmes em direção ao carro, que estava em alta velocidade. A garota tirou o membro do rapaz da boca, levantando o olhar a tempo de ver a mesma coisa que o namorado havia visto. Seus dedos foram ágeis em puxar o cinto de segurança, protegendo a garota do impacto, e seu pé pisou no freio de maneira brusca, fazendo com que o carro perdesse o controle, não demorando muito para capotar, sendo jogado para fora da rodovia.
Não demorou mais que alguns minutos para que despertasse. A garota sentia gotas escorrerem pelo seu rosto e ao abrir seus olhos constatou o que já sabia: seu corpo estava preso pelo cinto, e o carro estava virado de cabeça para baixo. Sua mão tateou o banco do motorista, procurando desesperadamente pelo seu namorado, e o desespero só aumentou quando não conseguiu tatear o corpo do maior.
Suas mãos tremiam, mas ela não hesitou em retirar o cinto que a segurava, recebendo o impacto ao cair do banco em cima dos cacos de vidro e um grito de dor escapar de sua garganta. Era possível sentir o sangue brotar em suas costas, agora machucadas pelos cacos de vidro. Ignorando a dor, suas unhas cravaram o chão ao lado do carro, enquanto colocava força para sair, se arrastando pela terra úmida de uma chuva que começava a cair.
se colocou de pé, ainda apoiando no carro capotado. Sua roupa estava toda rasgada, seu rosto parecia ter cortes espalhados por todo lugar e sua cabeça doía como um inferno, assim como sua perna esquerda. Havia sangue por todo lado, sangue que não era só dela.
Seus olhos se ergueram, e a imagem de surgiu.
O corpo do rapaz estava curvado e suas roupas estavam rasgadas. Um arranhão ensanguentado tomava conta de suas costas, e ele não parecia ter se dado conta que a garota estava ali, já que sua postura não mudou.
? — a menina chamou engolindo em seco. — Você está bem?
— Saia daqui, . — o rapaz alertou se levantando, e o barulho de passos foi ouvido. Estava próximo.
— O que você está falando? Eu não vou te deixar aqui! — a garota contestou, colocando a mão na nuca ao sentir uma pontada forte.
Uma terceira pessoa estava ali. Não em sua forma normal, mas estava. se virou para a garota, seus olhos tomados de um vermelho forte, fazendo com que ela recuasse alguns passos, apenas para ter seu corpo encostado junto ao carro revirado.
— Ele está aqui. — constatou em um rosnado, e não precisava de outra observação sobre aquilo ao ver a figura aparecer dentre as árvores em passos quase imperceptíveis, mas o comentário feito pelo namorado foi o suficiente para atrair a atenção da menina, que forçou seus olhos em direção ao lugar escuro.
— Lobo... — a garota sussurrou após alguns segundos.
Seus olhos tinham a mesma tonalidade que os de . Vermelho sangue. Mas sua aparência era idêntica. Era como um enorme cachorro. pensou na possibilidade de ser um lobo da montanha ou um coiote, mas eles estavam extintos da cidade há anos. Não existia lobos da montanha em Rimebay, pelo menos até agora.
— Corre, ! — rugiu, e dessa vez a garota não hesitou, gritando ao ver o animal avançar para ela, sendo interceptado por , que parecia ter adquirido uma força surreal.
De qualquer das formas, ela não ficaria ali para assistir.
O corpo da garota demorou a criar velocidade. Sua perna doía demais. O vento impiedoso chicoteava seus cabelos esvoaçados, e as lágrimas salgadas escorriam livremente pelo seu rosto maltratado. O som de galhos a se partirem embaixo de seus pés descalços, e, não muito longe, sua velocidade quase nula cessou, e seu rosto se virou a tempo de ver o corpo de ser projetado no ar, tendo impacto contra uma árvore.
Suas mãos taparam sua boca em um impulso de segurar o grito que queria rasgar a sua garganta. Ele não sobreviveria àquilo. Seus olhos estavam nublados por lágrimas, que insistiam em atrapalhar a sua visão, mas gritos desesperados começaram a sair da garganta da garota ao ver a imagem embaçada do animal a poucos metros de si. Seus rosnados já eram audíveis aos ouvidos humanos e seus dentes estavam à mostra enquanto se aproximava lentamente da nova presa.
Aquilo não poderia ser real! A mente da menina gritava.
Mas era.
se pôs de pé em um ímpeto, forçando comandos para que seu corpo começasse a correr e ignorasse a dor no seu tornozelo. Ao dar o primeiro impulso, a garota sentiu os dentes do animal rasgarem sua pele e a puxarem, fazendo com que ela caísse, batendo a cabeça fortemente no chão. Sentiu também quando o animal foi arrancado de perto do seu corpo e ouviu o choramingo da fera ao ser atingida por algo, mas seus olhos estavam pesados demais para que pudesse olhar o que havia acontecido.
A última coisa da qual a garota se lembra é de um vislumbre da imagem de carregando-a para fora da floresta, e o sussurro feito pelo rapaz, em uma pequena promessa:
Eu vou voltar, baby. Eu prometo.



*Rimbay é uma cidade fictícia inventada apenas para essa fanfiction.


Continua...



Nota da autora: oi gente, essa é a minha primeira fanfic de sobrenatural/suspense então eu queria pedir um pouco de paciência para vocês hahaha. Me deixem saber se vocês estão gostando ou se acham que eu deveria só parar com isso de tentar escrever suspense e voltar para meus romances hahaha. Qualquer crítica construtiva é bem vinda e não hesitem em comentar as opiniões. Obrigada por lerem, prometo tentar não decepcioná-los.
All the love, L. xx



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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