FFOBS - Perfect Goal, por Nanda M.

Última atualização: 22/07/2018
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Capítulo Um

encarava a alguns segundos as figurinhas da seleção argentina no álbum de figurinhas da Copa 2018 de seu filho. O jogador que lhe chamava a atenção era .

O maior sonho do pequeno - filho de - era conhecer o jogador. já havia levado seu filho diversas vezes ao estádio, mas nunca conseguiu se aproximar de . E ver cada vez mais animado para conhecer o ídolo, a deixava mais determinada a realizar o sonho do filho.

e viviam sozinhos em Turim, na Itália. Na realidade, tem a nacionalidade brasileira. Mas, ao se apaixonar por Matteo - um fotógrafo, que estava estudando no Brasil -, acabou se mudando para Itália com ele.

Pouco depois da mudança, receberam a notícia da gravidez. Apesar de ficarem bastante assustados com a notícia - afinal, ela só tinha dezoito anos. - e Matteo ficaram muito felizes com a chegada do pequeno .

Porém, quando o menino tinha apenas seis meses, Matteo morreu em um acidente de carro, deixando-a sozinha com seu filho.

Mesmo depois de tudo isso, os pais de não a aceitaram de volta. Nunca a perdoaram por ter ido morar em outro país, e principalmente com um homem sete anos mais velho que ela.

Era só e , nem mesmo os pais de Matteo quiseram manter algum tipo de contato com eles.

Ser mãe aos dezoito anos não foi fácil, ainda mais estando sozinha. Mas aprendeu a ser forte, não só por si mesma, mas também pelo seu filho, que agora tinha três anos de idade.

⚽️

- Mamãe, nós vamos conseguir ver o hoje?
- Não sei, meu amor – ele fez biquinho – Não fica assim, vamos fazer o possível pra conseguir, tudo bem?
- Eu quero muito conhecer ele.
- Eu sei que você quer, meu amor – passou a mão no cabelo no menino – Coloca sua camisa do Juventus para irmos ao jogo.
- Tudo bem, mamãe. – se levantou do sofá, e foi até seu quarto buscar a camisa do time.

Podia se dizer que é o maior fã mirim do Juventus. O quarto do menino é completamente lotado de coisas do time, cheia de fotos e pôsteres, principalmente do seu maior ídolo: . Queria ate mesmo fazer o mesmo corte de cabelo do jogador, mas não deixou pelo pequeno ainda ser muito novo.

- ? Colocou a camisa, minha coisa mínima? falou, entrando no quarto do filho.
- Sim, mamãe.
- Então vamos?
- VAMOS – disse animado, pulando no colo da mãe.

Foram para portaria, para que então, pudesse pedir o uber, e irem até o estádio. Novamente os olhares de moradores do prédio cruzaram contra eles.

- Mamãe, eles estão olhando pra gente de novo.
- Eles só estão olhando sua camisa linda do Juventus, meu amor – disse para acalmar o filho.

Afinal, ela não falaria para o filho o real motivo de estarem olhando: Ninguém daquele prédio gostava deles. Todos achavam que era uma interesseira, e que ficou gravida apenas pelo dinheiro de Matteo e para mudar de país. Esses comentários magoavam profundamente, mas ela já estava começando a se acostumar com eles.

- Vem, mamãe! Vamos entrar logo. – puxou a mãe que ainda saia do carro.
- Calma meu amor, nós chegamos cedo. – pegou a mão do filho – Eu tenho uma surpresa pra você.
- Que surpresa?
- Você vai saber quando chegarmos lá.

Andaram até a entrada do estádio. ria da curiosidade do filho, que toda hora a perguntava “Qual é a surpresa, mamãe?”.

- Qual é o nosso lugar? – perguntou, andando no meio das arquibancadas.
- Lembra quando você perguntou para a mamãe, por que nós não ficávamos em um lugar perto do campo?
- Lembro.

- Então, sabe aquele lugar – apontou para os assentos perto do campo, e o filho afirmou – Vamos sentar ali hoje!
- SÉRIO? – olhou para mãe com os olhinhos brilhando.
- Sim meu amor, a mamãe conseguiu.
- Eu tenho a melhor mamãe desse mundo! – disse pulando no colo da mãe.

amava ver o sorriso no rosto de , e ela faria de tudo para ver sempre esse sorriso.

Quando o jogo começou, sorria ainda mais. Aquele sorriso era o que dava forças a . Poderia ficar pra sempre só olhando o sorriso do filho.

- Olha o , mamãe!
- Viu meu amor? – riu do filho, que estava pulando ao ver o seu jogador favorito em campo.

A próxima coisa que estava determinada a fazer é colocar seu filho para entrar junto com o . Não sabia como iria fazer isso, até porque o é muito concorrido. Mas se é pra fazer o filho feliz, a mulher tinha certeza que conseguiria.

- O que achou do jogo, ?
- Eu amei, principalmente porque vi o gol do de pertinho.
- Fico muito feliz que tenha gostado, meu baixinho. – abraçou o filho – Mamãe vai tentar sempre comprar aquele lugar, ok?
- Ok, mamãe! Eu te amo.
- Mamãe também te ama meu amor, muito!


- Você vai ter que trabalhar hoje? – fez o biquinho, que a mãe tanto ama.
- Eu tenho que trabalhar, minha vida! Mas a mamãe promete que amanhã vamos passar o dia inteiro juntos, ok?
- Eu não posso ir com você? – falou, e a mãe riu.
- Não, pequeno, você vai ficar entediado de ficar lá tanto tempo.
- Eu não queria ir para a escola.
- Por que não? Achei que gostasse da escola, e de seus amigos de lá.
- Eu amo a escola, mas hoje queria ficar com você.
- A mamãe também queria muito ficar com você, mas infelizmente ela tem que trabalhar.

Apesar de Matteo ter deixado dinheiro o suficiente para conseguirem viver bem. gostava de trabalhar e ter o seu próprio dinheiro. Afinal, um dia o dinheiro que Matteo deixou pode acabar, e a mulher queria dar a melhor vida possível para . Trabalhava como estagiária na loja da prada, para que então no futuro pudesse fazer sua tão sonhada faculdade de moda.

- Desculpa o atraso senhor Maretti, meu filho chorou quando o deixei na escolinha, então tive que ficar até ele se acalmar.
- Sem problemas, – falou o senhor, sorrindo para a mulher – Antonella chegou mais cedo e a loja ainda não teve tantos clientes.

Senhor Maretti era o gerente da loja. Todos os funcionários o adoravam, de tão gentil que o senhor era. então foi guardar a sua bolsa no armário de funcionários e foi atender os clientes.

- Seu filho de novo? – Perguntou Antonella, se referindo ao atraso de Manu.
- Sim – suspirou – Tá cada vez mais difícil deixar na escola para trabalhar, ele chora quase sempre.
- Ele chora porque sabe que você fica, .
- Eu não consigo ve-lo chorando, Ella, sempre quebra o meu coração.
- Sei como é difícil, . Lembro que quando a Alessia tinha a idade do eu também era assim. Mas quando segui o concelho da minha mãe e comecei a ignorar quando ela chorava para que eu não fosse ao trabalho, tudo melhorou.
- Eu não sei se eu consigo.
- Você vai conseguir, querida – sorriu – Ainda é muito nova, tenho certeza que no futuro vai dar tudo certo.

Sabia que Antonella estava certa, ela não foi a única pessoa a falar isso. Mas tem um apego tão grande ao filho, que não consegue nunca o deixar chorando. Tinha sorte do senhor Maretti entender os seus atrasos.

- , você pode atender esse cliente para mim? – perguntou Antonella.

- Claro, Ella. – Olhou e foi até o cliente que parecia bastante confuso olhando as bolsas – Posso ajudar?

- Eu estou procurando um presente para minha mãe, mas não faço a mínima ideia do que dar para ela – falou, e olhou para a vendedora que arregalou os olhos logo em seguida.

Não foi preciso mais nada para reconhecer o homem. Era simplesmente o jogador que seu filho tanto gostava e tinha um quarto inteiro de pôsteres.

- Certo... – falou um pouco nervosa e torceu para que o jogador não notasse. – Procurando alguma coisa específica?
- Na verdade não. – riu – E não faço a mínima ideia do que ela possa gostar.
- Ela gosta de bolsas? Acabou de chegar a nova coleção.
- Até demais, todo ano eu dou bolsas pra ela, esse ano queria comprar algo diferente.
- Tipo?
- Esse é o problema, não faço a mínima ideia do que mulheres gostam.

O jogador foi simplesmente o cliente mais indeciso que atendeu na loja que trabalhava. Ficou praticamente quarenta minutos apenas dando ideias do que o homem daria para mãe. Depois de algumas ligações, perguntando quanto sua mãe calçava ou vestia, finalmente optou em levar um vestido.

- Obrigado mesmo pela paciência – disse enquanto inseria seu cartão na maquininha. – Tenho certeza que fui o cliente mais chato que você já atendeu.
- Que isso, eu super entendo – sorriu para o homem.
- Não sei como te agradecer, se tiver algo que eu possa fazer.
- Olha, até tem – olhou para o chefe para ter certeza que ele não estava olhando. – Meu filho é louco por você, se importa em autografar esse papel pra ele?
- Vou fazer melhor – a olhou. – Quantos anos seu filho tem?
- Três anos.
- Então por que você não o leva para entrar em campo comigo no jogo de domingo? – arregalou os olhos.
- Você tá falando sério?
- Seríssimo, mas só tem uma condição: Você precisa vir junto.


Capítulo Dois

Assim que saiu da loja, olhou novamente para o número que o jogador havia colocado e sorriu. Era o número de seu empresário, que colocaria para entrar em campo.

Não acreditava que o sonho do filho de conhecer o jogador iria se realizar e ele ainda entraria no campo.

Os olhinhos de sempre brilhavam quando via as outras crianças entrando com os jogadores e agora seria a vez dele, não podia estar mais feliz.

Saiu do shopping onde trabalhava com um pouco de pressa, pois estava um pouco atrasada para buscar na escola. Foi até a escola do filho, sendo recebida pela moça que trabalhava na portaria.

- Boa noite, Franciele.
- Boa noite, – sorriu para a mulher. – está brincando no parquinho, se quiser pode ir lá.
- Vou sim, obrigada.

Foi até o parquinho, onde viu seu menino brincando com um coleguinha. estava se divertindo tanto que demorou um pouco pra ver a mãe, mas assim que viu, abriu um sorriso.

- MAMÃE – desceu o escorrega e foi direto para os braços de .
- Minha coisa mínima – pegou no colo – como foi a aula hoje?
- Foi muito legal, nós fizemos muitas coisas.
- É mesmo, ? E o que você mais gostou?
- Gostei... – ficou um tempo pensando – tinta mamãe, nós brincamos com tintas.
- Você ama tintas, não é? – passou a mão nos cabelos do filho.
- Eu amo, é muito legal. – Disse e voltou o olhar para os coleguinhas que estavam brincando.
- Vamos pra casa, pequeno?
- Não posso ficar mais um pouco? – fez biquinho.
- Poxa, tem certeza que quer ficar? – imitou o bico do filho, que riu – Tinha uma surpresa pra você.
- SURPRESA? – abriu um sorriso.
- Uma surpresa que eu tenho certeza que você vai amar.
- ENTÃO VAMOS – fez força pra sair do colo da mãe e saiu correndo.
- , volta aqui, da a mão pra mamãe – o menino obedeceu e esperou a mãe.
- Vem logo mamãe, vamos para casa – pegou a mão de e começou a puxar para fora da escola. – Tchau tia Fran.
- Tchau, – riu da animação que o menino estava – Boa sorte, .

Franciele conhecia exatamente o pequeno , sabia que quando ele estava animado para alguma coisa, ele não parava de falar e pular nem por um segundo. Mas isso era bom, mostrava como o pequeno era um menino completamente feliz e como era uma boa mãe.

e o foram andando até o apartamento, que era mais ou menos 3 quadras de distância da escolinha de . Um pouco cansativo, mas já estavam acostumados a fazer esse caminho sempre, então nem ligavam mais. até começou a gostar de andar tudo aquilo, até porque, sempre ganhava um lanchinho pelo caminho. Como não resistia à aqueles olhinhos do filho, ele sempre convencia a mãe a parar em uma lanchonete. Já eram até conhecidos na lanchonete de tanto que iam. Todos lá adoram e , acham a criança mais doce desse mundo.

- Mamãe - tomou um gole do seu suco - Sei qual é a surpresa!
- Sabe, meu amor? - perguntou divertida, pegando um guardanapo e limpando a boca do filho que estava suja do sanduíche que havia acabado de comer.
- Sei - deu uma risada sapeca, fazendo a mãe rir.
- E o que é?
- Vamos sentar perto do campo de novo, né?
- Hm... - fingiu pensar.
- Fala mamãe.
- Quase isso.
- Quase? - fez uma carinha confusa.
- Vai querer saber agora ou quer esperar chegar em casa?
- Agora mamãe, por favor.

fez sinal pro garçom para pedir a conta e depois voltou o olhar para que a olhava completamente ansioso.

- O que você queria além de ficar perto do campo? - Ah não sei, eu amo ficar perto do campo, amo ver os jogadores de pertinho.
- E se você pudesse ver os jogadores de mais pertinho ainda?
- Tipo as crianças que entram em campo com eles? – falou com os olhinhos brilhando.
- Tipo elas.
- Eu vou poder entrar em campo? – abriu o maior sorriso que já tinha visto.
- Sim, amor – saiu animadamente da cadeira para poder abraçar a mãe e acidentalmente derrubou seu suco na mesa.
- , cuidado meu amor.
- Desculpa mamãe, é que eu fiquei feliz.

⚽️

acordou com pequenas mãozinhas em seu rosto, abriu os olhos lentamente e deu de cara com que estava em cima da cama, sorrindo para ela.

O pequeno mal conseguiu dormir a noite de tão ansioso que estava pro jogo. Toda hora ia até o quarto da mãe e a acordava perguntando se já podiam ir para o estádio.

Só conseguiu dormir quando o deixou dormir com ela e disse que apenas sairiam quando amanhecesse.

- Bom dia, mamãe – se jogou em cima da mãe para que pudesse abraçá-la.
- Bom dia, minha paixão!
- Já tá claro, olha – apontou para janela mostrando para mãe que já havia amanhecido.
- Mas ainda é cedo.
- Vamos indo pro estádio?
- Meu amor, ainda não tá nem aberto. – puxou o filho para que ele deitasse.
- Eu vou mesmo conhecer o , mamãe?
- Vai, meu amor. – cobriu o pequeno que logo pegou no sono novamente.

A semana de foi assim, com completamente ansioso para que chegasse domingo, não falava de outra coisa a não ser o encontro com os jogadores.

Já estava tudo certo, a mulher havia entrado em contado com o empresário do jogador e ele deu todas as informações para ela. Agora era só levar o pequeno até o estádio e ele conheceria os jogadores.

admitia que também estava ansiosa, estava doida para ver o sonho de seu filho se tornando realidade, queria ver o sorriso dele enquanto entrava no campo junto com seu jogador preferido.

Depois de ser acordada por , não conseguiu mais dormir. Então se levantou com cuidado, para que não acordasse o filho e foi fazer o café da manhã. Preparou o café e depois aproveitou para tomar seu banho, já que ainda estava dormindo. Quando saiu do banheiro, estranhou o fato de não estar mais em sua cama. Então mudou de roupa rapidamente e foi até a cozinha.

- Já podemos ir agora, mamãe? - falou com a boca cheia de torrada.
- Daqui a pouco, meu chatinho – foi até seu filho e deu um enorme beijo em sua bochecha.
- Já posso ir colocando minha chuteira?
- Termina de tomar café, depois você toma o seu banho e coloca seu uniforme completo, ok?
- Tudo bem, mamãe.

Terminou de comer e sem nem mesmo falar nada, tirou seu pijama, deixando o mesmo no chão da sala e saiu correndo para o banheiro.

- , o que conversamos sobre deixar as roupas espalhadas? – disse pegando o pijama do menino do chão e indo ate o filho.
- Desculpa, mamãe, mas eu tenho que me arrumar logo. – Falou como se fosse a pessoa mais independente do mundo.

A mulher abriu o chuveiro para o filho que logo se jogou pra debaixo da água. Pegou o shampoo infantil e passou na cabeça do filho.

- Espuma, mamãe – colocou a mão em seu cabelo para que pudesse sentir as espumas – quero mais.

O menino adorava espuma, falava para mãe que seu sonho era ter uma banheira para que pudesse tomar banho de espuma sempre. Quando terminou de dar banho em , pegou a toalha de sapinho do seu filho e o pegou no colo levando até o quarto.

- Pronto pra colocar o uniforme, meu lindo? – perguntou enquanto esfregava a toalha no cabelo do menino para que pudesse secar.
- SIM – deu um pequeno pulinho –, vou ficar igual um jogador, igual o .

⚽️

- Vem mamãe – pegou a mão de para que pudesse correr.
- , não precisa correr, o estádio tá ali, não vai fugir.
- Vamos entrar logo por favor.

Caminharam até a parte do estádio, onde o empresário do jogador havia falado para ir. Chegando lá, apenas falou o seu nome e o de e o segurança os deixou entrar.

Enquanto caminhavam até onde estariam os jogadores e as outras crianças, não tirava o sorriso de seu rosto, era nítido ver a alegria do garoto. Assim que viu os jogadores, olhou para mãe.

- São eles, mamãe!
- Vai falar falar com eles – sorriu.
- Posso?
- Claro que pode. – soltou a mão da mãe e foi até os jogadores.

Os olhos de brilhavam para cada jogador que passava, mas ele estava procurando um jogador em específico e sabia exatamente quem.

Quando viu o jogador que tanto queria, abriu um sorriso e olhou para mãe como se estivesse pedindo permissão. A mãe apenas concordou com a cabeça e o menino foi se aproximando mais do jogador.

- ! – correu para abraçar o jogador.

olhou para o menino, apesar de ter sido pego de surpresa, retribuiu e pegou o menino no colo.

- Fala campeão, qual seu nome? – perguntou olhando para o menino.
- .
- Que nome lindo, .
- Obrigado, foi a minha mamãe que escolheu – apontou para mãe e logo reconheceu.

O jogador foi andando com no colo até a mulher.

- Você é a moça da loja, certo?
- Sou. – sorriu – Muito obrigado por essa oportunidade, está adorando.
- Fico feliz que tenham conseguido vir – disse e logo depois voltou a atenção para o menino. – E você pequeno, está feliz de estar aqui?
- MUITO! Mamãe até comprou um uniforme igualzinho o seu, olha.
- Deixa eu ver. – colocou no chão e olhou para a roupa do menino – A sua é bem mais bonita que a minha...
- Tem até o seu nome – virou de costas, mostrando a camisa que tinha o nome “” nela.
- Poxa, você tem uma camisa com meu nome e eu não tenho nenhuma com o seu – fingiu tristeza e riu.
- Eu vou pedir pra minha mamãe comprar uma pra você, tá?
- Então tá, agora vou ficar feliz. – o jogador falou brincando com .
- Posso tirar uma foto de vocês? – Perguntou .
- Claro que sim, vem campeão. – se abaixou para ficar do tamanho do menino.

Os dois tiraram uma foto fazendo o sinal que o jogador sempre fazia na comemoração dos gols, com a mão no rosto, tapando o nariz e a boca, também conhecida como “máscara de .

Logo depois eles entraram em campo, entrou junto com e ficou esperando no canto do campo. Tinha ficado encantada com o jeito que o jogador tratou seu filho. Afinal, nada melhor para uma mãe do que tratarem bem os seus filhos.

Observava de longe o seu filho, ele estava tão feliz de estar lá. Ela estava parecendo a mãe mais boba desse mundo tirando milhares de fotos de la, mesmo estando um pouco longe. Quando acabou o hino, veio correndo até a mãe e pulou no colo dela.

- Você me viu lá, mamãe?
- Vi, amor, você estava lindo.
- Eu to tão feliz mamãe, obrigado. – abraçou – você é a melhor mamãe desse mundo.
- Você que é o melhor filho desse mundo. – Encheu o rosto do menino de beijos.

Depois disso, e foram até a arquibancada, para que pudessem assistir o jogo. Assistiram o jogo perto do campo novamente, dessa vez, em um lugar mais perto do que da última vez. Juventus ganhou de goleada e isso fez vibrar ainda mais. Ele cantava com a torcida, pulava e gritava. Quando o jogo terminou e os jogadores vieram agradecer a torcida. viu e correu até ele.

- Gostou do jogo, baixinho? – se apoiou na grade para que pudesse falar melhor com o menino.
- AMEI – abraçou o jogador.
- Toma – tirou a camisa e deu para – obrigado por ter vindo.

O jogador deu um último sorriso para e e logo foi andando para o vestiário.

- Olha mamãe, eu ganhei a camisa do .- abraçou a camisa como se fosse a coisa mais preciosa do mundo.

Na saída do estádio, foi parado por bastante torcedores o parabenizando por ter ganhado a blusa do jogador, e o menino como é a criança mais simpática desse mundo, agradecia a cada um e ainda contava que também tinha entrado no campo.

Até mesmo para o moço do uber que os levou para casa, contou a história do jogo de hoje, não deixou faltar nenhum detalhe. Ninguém tinha a menor dúvida de que naquele dia, era a criança mais feliz desse mundo.


Continua...



Nota da autora: Olá, primeiramente gostaria de agradecer a todos os leitores de Perfect Goal pelo ótimo retorno que teve, nunca imaginei isso... Muito obrigada mesmo! No próximo capítulo vamos finalmente ver esses dois se conhecendo de verdade, to muito ansiosa!
Beijos e não esqueçam de entrar no grupo da fic ❤


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