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Última atualização: 29/06/2020

Prólogo

respirou fundo dentro do carro ao ver o veículo parar próximo à entrada do tapete azul. A jovem gostava de pensar no bem do próximo e fazer de tudo para ajudá-lo, mas não entendia a necessidade de precisar mostrar a todos de que era uma boa pessoa, sabia que tudo aquilo era apenas para atrair boa atenção. Preferia fazer suas doações e prestar seus serviços de modo anônimo, não via indispensabilidade para que aquilo fosse televisionado aos quatro ventos.
Saiu de seus pensamentos ao ver a porta do carro ser aberta e Josie, uma das organizadoras do GCFCT, parada apoiando a porta e mantendo-a aberta. A mulher apenas meneou com a cabeça — em um singelo gesto direcionando o rosto na direção do enorme tapete — conforme continuava a ditar ordens pelo microfone preso próximo a sua boca.
— Está linda, senhorita . — Josie falou de modo formal e a mais nova resmungou.
A cantora já tinha perdido as contas de quantas vezes pediu para que a mulher lhe chamasse pelo primeiro nome. Se conheciam há alguns anos, já que participava daquela instituição desde que começara sua carreira, e possuíam um elevado grau de intimidade. Mas sempre que ocorria um evento, Joseph a tratava com deveras formalidade, como com qualquer outro famoso.
— Kane vai lhe acompanhar até o tapete, já estão lhe esperando para as fotos. — a organizadora falou com um sorriso nos lábios ao fixar o olhar na amiga. — Está linda como sempre, .
sorriu abertamente e manteve o sorriso sincero no rosto, por mais que não estivesse realmente feliz com sua presença ali. Amava todos os projetos que fazia e era apaixonada pelo tempo que passava com aquelas crianças e adolescentes, mas odiava toda aquela exposição que eram obrigados a passar.
Respirou fundo novamente, sentindo o ar preenchendo seus pulmões e lhe dando a coragem necessária para que levantasse do estofado. Aceitou a mão que Josie lhe estendia para que saísse do carro e apoiou-se suavemente na amiga conforme saía do carro de forma graciosa.
Sentiu os flashes cegarem sua visão por poucos segundos — aquilo era algo que ela nunca iria se acostumar — e piscou um olho na direção de Josie antes de se separar da amiga e seguir pelo caminho que lhe era conhecido. Concentrava-se completamente no caminho a sua frente, olhando apenas vez ou outra na direção dos fotógrafos que a chamavam, mas sua atenção estava inteiramente focada em não tropeçar nos próprios pés — devido aos enormes saltos que usava — e passar uma enorme vergonha.
Sorriu na direção de Kane e trocaram um abraço sincero e apertado. conhecia o homem desde a sua adolescência — já que o mesmo era um amigo de longa data de seu pai — e graças a ele tivera a chance de conhecer a iniciativa maravilhosa da GCFCT. Enlaçou seu braço no do organizador e seguiram juntos até o tapete azul. Pousaram juntos para algumas fotos e logo se afastaram, já que a cantora teria um tempo maior para as fotos.
já tinha perdido a conta de quantos flashes tinham sido disparados em sua direção e sentia as maçãs de seu rosto arderem devido ao tempo que estava mantendo aquele sorriso forçado em seus lábios. Suspirou baixo ao encarar o responsável pelas fotos a chamando com um singelo gesto de mão e sorriu — verdadeiramente — para a última foto.

bufou mais uma vez, poderia criar ali mesmo uma lista com diversos motivos e explicações pelas quais ele odiava qualquer tipo de evento, principalmente os que eram realizados apenas para que pessoas ricas agissem como se fossem bem-feitores que se importavam com outras pessoas além de seus próprios umbigos. Mas ali estava ele, trajando um terno rosa claro que lhe incomodava e com o cabelo perfeitamente alinhado em um topete.
Estava sentado na mesa que lhe foi destinado e não conhecia nenhum dos outros rostos presentes naquele espaço redondo. Encarou a taça vazia e suspirou fundo. Precisava beber para continuar aguentando aquilo, mesmo que sua única opção fosse o champanhe que lhe era servido.
Segurou a taça e avisou que se retiraria por alguns segundos. Estava odiando os assuntos que aqueles homens conversavam, parecia mais um grande jogo onde disputavam quem tinha gasto mais dinheiro no semestre passado ajudando os pobres e desafortunados.
Iria até o bar ver se não possuíam algo melhor para que ele continuasse aguentando ouvir aquela conversa sem que mandasse todos os homens tomarem no cu. Sabia que o champanhe não seria forte o suficiente para lhe fazer abstrair de todas aquelas idiotices que falavam. Rolou os olhos — sem se importar se alguém estava o encarando — e seguiu até o bar vazio.
Sabia a importância daquele evento ser televisionado e a necessidade de que tantas pessoas endinheiradas comparecessem, aquilo era de extrema importância para que conseguissem ajudar todas as crianças e adolescentes que apareciam semanalmente — às vezes até mesmo diariamente — que estavam em situações complicadas.
Sentou-se na banqueta de frente para o bar e pediu a bebida mais forte, sem se importar em perguntar o que seria. Agradeceu ao receber a bebida e depositou a taça no balcão, passando a segurar o copo com a bebida desconhecida. Girou suavemente no banco — de modo que conseguisse encarar aquela enorme sala lotada de rostos desconhecidos — e deu um gole em sua bebida.
Franziu o cenho e pousou o copo em sua coxa — ainda segurando-o —, não conseguiu reconhecer a bebida, mas seu cenho franzido estava relacionado a outra coisa. Ou melhor, a alguém.
Notou um rosto vagamente familiar e permaneceu com o cenho franzido, mantendo o olhar fixo que lhe era direcionado. Sabia que a mulher que lhe encarava era alguém que estava fazendo sucesso entre os adolescentes, lembrava-se disto devido ao último encontro familiar onde suas primas mais novas o questionaram se ele conhecia ela. Sorriu abertamente — não poderia negar a beleza da mulher –, e aliviou a expressão.
A única coisa que não compreendia, era o motivo pelo qual o encarava do outro lado da sala com um olhar curioso.




Continua...



Nota da autora: É oficial que esta autora perdeu o rumo da vida e a quantidade de histórias enviadas para esse especial apenas comprova isso. Essa história deveria ser uma short, mas o roteiro simplesmente saiu do controle e ela virou uma long, já aceitei! Achei levemente irônico escrever uma história baseada em Perfect onde o é o principal, mas foi mais forte que eu haha. Espero que vocês gostem e que deixem um comentário para motivar a autora descontrolada que se afundou nesse especial.




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