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Última atualização: 09/12/2016



Capítulo 1. A Proposta



Boate Quiz, era o nome que aquele lugar nojento recebia. New York poderia ter cancelado a construção daquele pequeno pedaço de drogas, mas resolveu deixá-lo intacto cujo objetivo seria divertir a maior parte de homens solteiros da cidade. Dançarinas naquele lugar já eram consideradas verdadeiras "garotas de programa", ganhavam dinheiro fácil, e caso quisessem viver, teriam de fazer tudo o que seus clientes pedissem para satisfazer seus desejos sexuais.
Mais um copo de whisky foi virado, o líquido gelado desceu queimando pela garganta do homem que não se importava com a quantidade de álcool que digeria. Era um homem rico, cobiçado por várias mulheres, tinha tudo o que bem entendia na palma de suas mãos, era solteiro, vivia em uma enorme casa e passava seus finais de semana bebendo em boates que cheiravam a perfume barato, tudo para poder conseguir uma noite de sexo barato!
– E aí... Pra onde vamos hoje? – perguntou, já com a voz alterada pelo álcool.
– Na minha casa... Tenho uma surpresa lhe aguardando! – seu tom de malícia deixava claro suas intenções, mas ele pouco se importava, estava envolvido demais nas carícias que sua dançarina lhe estava dando.

***

Estacionou o carro novamente no lugar reservado e ajeitou seus trajes, colocando os óculos escuros que lhe deixavam com um ar "durão", mas na verdade, por trás daquele uniforme, escondia uma mulher diferente e divertida... Abriu a porta de sua viatura, batendo a mesma com força. Contornou o carro, abrindo a porta do passageiro e pronunciando as seguintes ordens:
– Anda, ... Vamos ao trabalho! – segurou a coleira de seu fiel parceiro, batendo a porta e começando seus passos até o aeroporto, onde seria o local que passaria o maior tempo de sua noite. – Mais uma noite! – retrucou, observando os milhões de pessoas que resultariam a milhares de malas para serem "cheiradas". – Mas ninguém vai estragar nossa noite não é, ? – lançou um olhar para o cão sentado ao seu lado, abanando o rabo com um olhar fixo em sua face apenas esperando para ser libertado. – E hoje... Vamos nos divertir prendendo alguns criminosos! - se abaixou ao lado dele, retirando sua guia. – Sabe o que fazer, ! – deixou um sorriso se formar, dando total liberdade para o cachorro revirar as malas dos passageiros.
Observou ele correr em direção dos objetos começando seus serviços, levantou-se do chão, visualizando com atenção todos os movimentos de cada pessoa naquele lugar. Estava com a cabeça cheia, afinal, depois de uma briga como aquela com o sargento , até uma fiel investigação lhe faria sair de seus devidos lugares, mas queria esquecê-lo, o relacionamento estava terminado, e iria refazer sua vida longe daquele homem, que tanto lhe machucou... Os latidos de mais a frente te tiraram de seu transe, procurou pelo seu melhor amigo, encontrando-o em meio algumas malas.
– Encontrou alguma coisa ? – perguntou, correndo até ele.

***

– O que temos aqui? – retirou o fundo da mala, retirando em meio às roupas três sacos de cocaína. – Pretendia viajar para Londres com isso? – questionou para o dono da mala, que já estava com dois policiais ao seu lado, pronto para levá-lo para a delegacia. – Que pena estragar os seus planos, mas terá de fazer uma visita na delegacia antes do embarque... – pausou, entregando as provas para outra mulher. – Podem levar! – ordenou, visualizando os dois policiais arrastando o corpo do homem para fora do local. – Muito bem , muito bem! – elogiou, se abaixado ao lado do cachorro, fazendo carinho no mesmo. – Acho que podemos...
– Socorro... Ladrão! – era uma voz feminina que gritava, atraindo a atenção de todos.
A policial levantou seu corpo, observando atentamente por algum movimento do suposto "ladrão". Levantou o olhar até os telões na parede, localizando um homem mascarado correndo em meio aos passageiros. Retirou a guia de seu parceiro com rapidez, pensando em como pegá-lo.
, pega! – ordenou, indicando o homem que corria mais a frente. – Lado oeste do aeroporto, preciso de ajuda, agente 22... – começou a ditar em seu comunicador. – Repetindo... Agente 22, lado oeste do aeroporto, preciso de ajuda! – transmitiu seu recado.
– Entendido, câmbio final! – do outro da respondeu.
, lado oeste... – gritou correndo, visualizando o animal correr da direção oposta. – ! – chamou seu nome, mudando sua rota.
Seguiu os passos do cachorro, chamando sua atenção. Não era o caminho certo, mas ele não atendia suas ordens e só restava segui-lo. O número de passageiros foi diminuindo e ela se viu em uma armadilha, mais a frente continuava sua corrida atrás do nada, uma escada de correr se aproximava, e ele a subiu sem dificuldade, chegando ao piso superior do aeroporto e continuando a correr em meio às pessoas... Ela o seguiu, estava em sua cola e se preparava para agarrar o animal, mas ele a surpreendeu, pulou sobre uma pilha de malas e continuou... A policial observava os movimentos de seu cão, e seus batimentos cardíacos foram à loucura quando o visualizou pular daquela altura em cima de uma pessoa. Gritou seu nome em alto tom, e correu para o local onde ele se localizava, o encontrando puxando uma bolsa marrom do suposto ladrão, que tinha uma mascara idêntica em mãos. Tirou as algemas do colete e segurando os pulsos do homem com força, fechou o objeto de metal, começando a levá-lo para a viatura.
– Salvou o dia novamente, ! – seu capitão a elogiou, enquanto colocavam o homem na viatura.
– Eu não... salvou! – respondeu, ao lado do animal.
– Esse cachorro é show! – outra mulher se aproximou, começando a fazer um leve carinho no cão.
– Puxou a mim! – brincou, beijando seu companheiro.
– Fazem uma dupla inseparável! – a mesma disse.
– Eu sei Emily, por isso somos sós nós dois! – retirou a guia, levantando-se.
é o melhor cão que temos, e é incrível como algumas vezes consegue prender um criminoso sozinho! – a garota retrucava ao lado enquanto caminhavam.
– O que está havendo ali? – perguntou, visualizando seu chefe conversando com outros delegados que pareciam da fronteira.
– Deve ser algum problema. – Emily respondeu.
– Vou checar de perto! – se atreveu em dizer, começando se aproximar.
– Ah... Aí está ela! – seu chefe se virou, apontando para si. – Essa é , minha melhor agente, e seu parceiro.
– Mas ele é um cachorro! – um senhor de quase meia idade com um bigode branco apontou para o pastor, em dúvida.
na verdade é como um parceiro, aonde ela vai ele a acompanha e por isso não precisa de um agente por perto... Ele cuida bem dessa garota, não é mesmo, ? – o cachorro latiu em resposta.
– Sinto muito, mas não vamos levar um cachorro para New York! – o outro homem com aparência mais nova disse.
– E qual o problema? Ele se comportaria bem no avião.
– Pra onde queremos mandá-la, não podem ter cachorros, apenas policiais altamente treinados. – explicou, recebendo um cutucão do parceiro ao lado. – Aliás, , está de acordo em nos ajudar?
– E o que querem que eu faça? – ela perguntou.
– Queremos que se infiltre nos negócios desse homem! – estendeu a foto do qual representava um homem moreno, de olhos castanhos, e bastante bonito, que lhe chamou a atenção.
– E quem ele é? Se posso saber? – perguntou com educação.
– Recebe o nome de , é um dos homens mais procurados de New York, é chefe de uma quadrilha de tráfico de armas e drogas.
– E o que posso fazer para ajudar a prendê-lo?
– Você irá se passar por uma prostituta, já entramos em contato com nossos agentes que estarão ligados no caso, eles mantém contato rente com e serão os seus guardiões...
– Me deixa ver se entendi... Vocês querem me tirar de Washington para apenas servir como isca? E ainda acabar tendo que praticar um ato sexual com um cara que é chefe do contrabando de armas? – não estava gostando da ideia, mas seu trabalho dependia daquilo.
– Sabemos o quanto é o seu potencial, e estamos oferecendo cinco mil dólares para você aceitar fazer sexo com . – o homem de meia idade disse.
– Estão me comprando?
– Não, apenas queremos sua ajuda, e iremos te pagar.
– Está insinuando que se eu aceitar esse dinheiro terei de abrir as pernas para um mafioso usar e abusar?
, esse homem está matando pessoas inocentes por dinheiro e se quiser ajudar, terá de seguir minhas ordens! – o mais novo segurou seu braço.
– Me larga! – lançou um olhar para a mão do homem. – Não vou me passar de puta, enquanto tem várias por aí com experiência o suficiente para fazer o que estão me propondo...
– Sabemos que sua mãe está com a saúde em risco...
– Não inclua minha mãe nessa emboscada! – gritou.
– Queremos te ajudar, ... A doença que sua mãe tem pode ter cura, mas sabemos que não tem dinheiro o suficiente para pagar uma cirurgia, a leucemia dela está apenas no começo e a grandes chances de cura!
– Não vão conseguir me comprar com isso, ela está sim com começo de leucemia, mas não preciso do seu dinheiro sujo!
– Pega... – estendeu um pedaço de papel com algumas anotações. – É o meu telefone caso mude de ideia.
– Não vou ligar para você! – disse entre os dentes pegando com violência o papel das mãos do homem. – Anda, , vamos pra casa! – pronunciou, seguindo caminho até sua viatura com o cachorro a sua cola abanando o rabo, pois sabia que iria visitar o canil onde o tratavam bem.




Capítulo 2. A insistência



Parou o carro no estacionamento privado, observando tudo ao seu redor. O tempo de chuva estava perto, mas seus pensamentos estavam longe... Sua mãe estava internada fazia alguns dias com o começo de leucemia, seu pai estava resolvendo problemas de trabalho em Londres e ficou sozinha em Washington apenas com a companhia de , que era o único com quem poderia contar. Mordeu a unha de seu dedo indicador, com um olhar perdido, pensava na proposta absurda que tinham lhe proposto, era loucura, mas aquele dinheiro poderia ajudar em seus problemas... O som de ao seu lado foi o suficiente para sair de seu estado de dúvida.
– Que foi? – pronunciou, observando o brilho no olhar de seu amigo. – Você... É o único amigo que eu tenho! – passou a mão sob a cabeça dele, que retribuiu se apoiando em sua perna lambendo sua face. – Isso foi um beijo? – um sorriso se alargou. – Vem... Vamos visitar o Stefan! – abriu a porta, pisando no chão úmido devido à fina chuva que caía. Observou ainda dentro da viatura do banco do passageiro. – Vamos? – bateu em sua coxa, visualizando-o sair e partindo correndo para a porta do canil, onde latidos surgiram em questões de segundos.
Empurraram à porta, ouvindo o som do sino soar na sala, pessoas estavam sentadas no sofá com suas mascotes do lado, eram famílias... O que não tinha há muito tempo!
– Policial ! – um dos homens da sala pronunciou. – Veio finalmente abandonar o ? – perguntou, rindo.
– Muito engraçado da sua parte, Kenny, mas eu e só estamos de passagem! – explicou para seu parceiro de trabalho.
– Tenho certeza que ele iria se adaptar ao lugar, justo agora que você vai partir para New York! – provocou.
– Não tenho culpa por seu cachorro Beethoven ter morrido no incêndio mês passado! – estava calma, sentou-se no sofá isolado com ao lado, deitado com a cabeça apoiada em sua coxa.
– Foi um acidente...
não tem culpa, por isso não entendo seu interesse por ele! – interrompeu, observando Stefan surgir atrás do balcão.
– Olá, . O que faz aqui? – perguntou com um sorriso simpático.
– Vim ver a Sally, afinal, fiquei sabendo do acidente... Ela é a mãe do , e preciso vê-la! – levantou-se, seguindo para o balcão.
– Na sala 12. – informou.
– Vamos, ! – lançou um aceno para o homem, seguindo pelo corredor.
Abriu a porta de número 12, avistando Ally deitada em cima de uma mesa metálica, com alguns aparelhos ligados em seu corpo. Se sentia culpada por não ter deixado substituir o lugar daquela simples e velha cadela, teria sido um impacto menor, ele saberia se defender dos bandidos, e não sofreria com uma bala em seu crânio... Deveria estar com lágrimas nos olhos, mas seus sentimentos de pedra, não deixavam... Tinha se tornado fria em pouco tempo, culpa de , aquele que lhe traiu com uma prostituta qualquer de quinta categoria. Caso o sargento não tivesse entrado em sua vida, tudo estaria normal, seria uma mulher completa e dócil...
– Ela é sua mãe, ... – murmurou, se aproximando da cadela adormecida. – Foi quem colocou você na minha vida... – começou acariciar os pelos dela. – Se não fosse por ela... – pausou, observando sentado ao seu lado parecendo entender tudo. – nunca teria conhecido meu melhor amigo! – ele apoiou as patas dianteiras na mesa, parecendo compreender a cena a sua frente.

***

– Já vou indo, tenho trabalho amanhã! – tirou seu colete na sala do delegado.
– Pensou na proposta? – seu chefe perguntou, na lata, girando um lápis nos dedos.
– Não vou aceitar... Não vou me deitar com por apenas uma noite para descobrir seus planos! – detalhou, vestindo seu casaco de couro.
– Pense na sua mãe, ... A doença pode matá-la em poucos dias!
– Charlie... – se virou para ela apoiando as mãos em sua mesa. – Não posso simplesmente viajar para New York, minha mãe está no hospital, e precisa da minha companhia! – explicou calma.
– Sei bem disso, mas sua irmã passa 24h com ela...
– Não posso aceitar... O dinheiro é uma quantia alta, mas não vale a pena!
– Vai salvar a vida da sua mãe! – respondeu, mexendo em seus papéis.
– Estarei colocando minha vida em risco... não vai querer só sexo, ele vai explorar, me esgotar, me destruir... Resumindo ele vai acabar com o meu corpo até estar satisfeito, e... – pausou, pensando em tudo detalhe por detalhe. – Ele vai perceber que o corpo dele não me satisfaz e vai descobrir tudo! – completou, virando de costas.
! – seu chefe segurou seu braço, fazendo-a o encarar nos olhos. – Eu sei que não é uma decisão fácil, mas pensei em como seria ver esse homem atrás das grades... Ele é um assassino e deve pagar, não acha?
– Se eu aceitar, posso levar o comigo? – precisava de um amigo por perto.
– Ouviu o que eles disseram, não o querem.
– Pode esquecer... Não vou mudar de ideia! – foram suas palavras finais. – Adeus! – bateu a porta com força.
Não estava brava, não estava arrependida, não estava frágil... Não sentia nada, aquele era seu estado normal... Curta e grossa, como sempre...
Seguiu seu caminho pelo corredor com a cabeça lotada de pensamentos sobre a suposta conversa com seu chefe, eles queriam mandar de qualquer forma sua figura para New York, mas não queria... Sabia que correria risco de vida, não era um homem que parecia brincar, ele pelo que ouvia, era uma pessoa fria, obscura, perturbada, durona e forte. Tinha o poder em mãos, e isso já era o risco, não iria se colocar no meio de com contrabando de arma, mas o problema não era o perigo e sim o que teria de fazer em sua primeira noite... Nunca tinha se deitado com um criminoso principalmente o mais procurado, sabia que caso fizesse certa ação, assim que se olharia no espelho enxergaria uma pessoa enojada, suja, usada e enganada...
? – se pudesse escolher, tinha certeza que dormiria com se não tivesse que ouvir mais aquela voz!
– Não tenho nada que falar com você, ! – continuou seu caminho sem o encarar.
– Mas eu tenho um monte! – segurou seu braço.
– Larga! – rosnou, para ele com um olhar feio.
– O que houve com você?
– Ainda pergunta? – retirou a mão dele de seu braço com força. – Você me traiu com uma vadia! – gritou.
– Quer anunciar nos jornais? – brincou, se referindo ao tom dela.
– Não seria má ideia, assim todos conheceriam o verdadeiro sargento ! – pronunciou seu nome com ódio.
... Dê-me uma chance?! – pediu.
– Já lhe dei a chance de voltar atrás na primeira vez, mas fui idiota o suficiente para deixar você ter uma segunda chance! – gritou.
– Ficou fria!
– Acha mesmo? Aprendi com o destino! – finalizou suas falas, seguindo caminho para longe dele.




Capítulo 3. Uma prova de amor



Tinha largado tudo... Seu trabalho, seus documentos, seu celular, seus amigos, ... Tudo!
Bateu a porta da viatura sem se importar com nada, e correu para dentro do hospital onde precisavam dela presente... Sua mãe tinha tido um mal-estar, a palavra correta seria uma náusea com sangue, havia se alimentado e tinha passado mal... Assustando a sua filha que corria pelos corredores ainda com seu uniforme. Não se importava com nada, se fixava apenas em sua mãe.
Abriu a porta com fúria, não iria chora com a cena que presenciou, conseguiria encarar tudo sem uma lágrima em seu caminho, seria forte... A imagem de sua mãe com sangue pela boca e nariz foi forte, mas não poderia fazer nada para impedir seu sofrimento.
... – sua irmã já com lágrimas lhe abraçou com força.
– O que houve? – a envolveu, ainda firme.
– Ela teve um mal-estar... Eu não estava presente, tinha ido resolver um problema com o médico! – fungava alto.
, o doutor quer falar com você! – a enfermeira segurava uma prancheta em mãos.
Ela assentiu, e a seguiu sem a companhia da irmã até a sala do médico, onde tinha a leve impressão que não seria uma notícia boa de ouvir em momentos como aqueles.
A enfermeira loira abriu a porta, e lhe deu passagem. A policial adentrou a sala visualizando a figura do homem analisando alguns exames com a ajuda do sol.
– Senhor, trouxe , a filha mais velha. – a mulher quebrou o silêncio.
– Obrigado, Jackys! – agradeceu, se referindo ao sobrenome dela.
Ele abaixou os exames, sentando-se a cadeira observando e anotando algo que parecia importante. esperou a enfermeira sair de cena para poder romper o silêncio com calma e paciência.
– É alguma notícia ruim? – arriscou em perguntar.
– Infelizmente sim. – respondeu.
– Seja rápido, por favor... Deixei meu cachorro sozinho em uma estação de trem, quer dizer ele está com meu chefe, mas preciso voltar logo antes que...
... – lhe interrompeu. – O caso da sua mãe está se complicando, descobrimos que ela agora além da leucemia, sofre de um câncer no coração, está no começo, e poderá ser tratado... O problema é que não temos um coração para lhe oferecer, nossos estabelecimentos estão vazios... – explicava calmo. – E se quiser salvá-la a tempo, precisaremos mandar um transplante de outro país, o que demora quase três anos!
– Posso doar o meu para isso! – estava quase desesperada.
– Temos outra solução e se quiser salvá-la a tempo, precisaremos mandar um transplante de outro país o que demora quase três anos!
– E... Não tem um jeito de ser mais rápido? – quis saber.
– Sim, tem um jeito, mas para isso a taxa é de cinco mil dólares, para ele poder chegar o mais rápido possível. – revelou.
– O coração é constituído de ouro? – levantou a sobrancelha.
– Veja bem, ... Se nos pagar essa quantia, podemos mandar para qualquer país pedido ajuda o mais rápido possível, e esse dinheiro vai entrar nos meios de transportes que serão usados... Consegui entrar em contato com o hospital do Brasil, e eles disseram que tem dois corações disponíveis, fique de andar a resposta o mais rápido. – explicou, ela encarava um ponto qualquer na mesa, não acreditava que tudo estava acontecendo como temia!
– Mandem fecharem o contrato... – disparou baixo. – Vou pagar a quantia amanhã de manhã! – respondeu sem pensar no que estava preste a fazer.
– Tem certeza do que está fazendo?
– Tenho absoluta certeza... Se for para salvar a vida de minha mãe sou capaz de dar a minha própria vida! – o encarou, ele não sabia, mas estava à frente de mais uma das mulheres que dividiria a cama com !

***

Após ter saído daquela sala, seus pensamentos não saiam daquilo que teria de fazer... Eles haviam ganhado, agora ali estava preste a se entregar de bandeja para o maior criminoso de New York. Não tinha escolha, precisava do dinheiro, era um caso urgente... Caminhava pelos corredores pensando em como iria contar tudo para e sua mãe, simplesmente iria apenas contar para sua irmã que teria de viajar para New York e passara mais de um ano fora, já para sua mãe a situação era diferente... Ela não entenderia seus motivos, por isso não diria nada.
Adentrou o quanto onde as duas estavam junto com algumas enfermeiras que ajudavam sua mãe a respirar através de um aparelho, assim que observou a cena toda sua personalidade durona desabou... As lágrimas caíram letamente. Se aproximou da cama e se ajoelhou ao lado da mesma, segundo a mão de sua mãe, encostando a cabeça sob ela...
– Você vai ficar bem. – sussurrou baixo. – Eu vou acabar com esse sofrimento!
– O que você fez, ? – perguntou ao seu lado.
– Uma loucura... – respondeu, sentindo sua mãe acariciar seus cabelos. – Vai ficar tudo bem, eu juro! – prometeu.
... Não faça nenhuma loucura por mim! – a voz de sua mãe estava falhando, tinha sido anestesiada.
– Já fiz... – respondeu, levantado o corpo. – Se cuida! – murmurou, beijando sua testa. – Cuida dela, ?! – virou para sua irmã.
– O que vai fazer? – questionou.
– O meu trabalho. – respondeu, saindo da sala sem olhar para trás, caso o fizesse não teria coragem para colocar em prática o que deveria.

***

Saiu do hospital, já usando seus óculos escuros. Não queria presenciar ninguém encarando sua face vermelha. Estava decidida e colocaria em prática tudo o que pretendia, nada mais importava, era a saúde de sua mãe que estava em jogo, e deixaria seu corpo correr o maior risco de todos para poder salvá-la, não ligava caso morresse, iria morrer tentar salvar uma vida assim como em seu trabalho!
Retirou o pequeno papel que recebeu do homem que desejava falar, seguindo caminho até um telefone publico, iria fazer dali mesmo a ligação, quanto mais cedo melhor!
David Bleckyt, em que posso ajudar?
– Sou eu...
? – seu tom era de surpresa. – Mudou de ideia?
– Resolvi lhe ajudar com , mas preciso do dinheiro para amanhã! – explicou.
Tudo bem, tudo bem... Já está tudo pronto, mesmo!
– Tudo pronto o quê? – questionou.
Amanhã o nosso voo sai às cinco e meia da manhã, quero você no aeroporto as cinco sem atraso!
– Mas...
Sem “mas”, hoje à noite te entrego o dinheiro em um envelope, e amanhã nos encontramos no aeroporto, não tente voltar atrás no último minuto! – e desligou, sem lhe dar a chance de questionar em vão.
Bateu o telefone com força, não acreditava que teria de deixar toda sua vida, para viver em meio a uma armadilha... Mas necessitava e quando o assunto era sério, deixava de ser aquela garota frágil e se transformava na policial ágil e durona que todos ainda não conheciam!




Capítulo 4. A despedida



Abriu a porta de sua casa, já era madrugada, e estava exausta... Precisava de uma cama macia e uma boa noite de sono, que talvez pudesse ser sua última, já que a partir da próxima noite teria de passar horas e horas satisfazendo os desejos de , isso se ele a deixar fazer algum movimento!
– Está com fome, ? – jogou a chave na mesa de vidro, entrando na cozinha com o cachorro ao seu alcance.
Colocou a ração especial de na tigela, lhe alimentando. Sentou-se ao lado dele no chão, acariciando seu pelo macio e brilhante. Sentiria falta dele em New York, iria ser difícil passar 24h presa em uma casa sem a companhia de , ele era seu fiel amigo desde que entrou na polícia.
– Espero que Charlie cuide bem de você! – retirou sua coleira e seu uniforme, colocando os objetos sob o balcão. – Preciso dormir agora... – levantou-se do chão. – Você vem? – ele a seguiu.
Apagaram as luzes, acendendo apenas de seu quarto, pulou na cama já se aconchegado em meio às cobertas como de costume. vestiu uma camiseta preta larga sem o sutiã e um short largo branco. Se quisesse dormir bem, aquela era a roupa ideal, desligou as luzes e se deitou ao lado de .
Seu corpo se checou contra a parede de uma forma que deixaria hematomas, seu pescoço foi atacado com fúria, mordidas fortes eram distribuídas... Estava de costas para o homem que lhe dominava, sua respiração era ofegante e seu hálito quente batia contra sua nuca... Sentiu as alças de seu sutiã abandonar seu corpo recebendo beijos molhados conforme a peça era tirada... Uma mão tocou sua barriga, sentindo as unhas curtas tentando arranharem a região, a mesma invadiu sua calcinha sentindo seu clitóris sendo estimulado... Tentou se mexer, mas o corpo atrás de si estava grudado ao seu, se sentia uma submissa...
Dois dedos lhe penetraram sem aviso deixando impossível de conter o gemido alto... Começou movimentar seu quadril em busca de velocidade, sentindo em poucos segundo algo lambendo o bico de seu seio direto...
Enlaçou os dedos nos cabelos negros do homem, descendo suas mãos para seus ombros largos e suados, cravando sem dó suas unhas... Ele retribuiu com uma mordida forte em seu seio, fazendo-a gritar seu sobrenome em alto tom...
Ele a pegou no colo, grudando seus lábios com agressividade... Pousou o corpo de na beirada da cama, se ajoelhando entre suas pernas, afastou as mesmas passando o dedo pela intimidade da mulher... Sua respiração bateu forte contra aquele pedaço de carne, passou sua língua com vontade por toda área que encontrou, penetrando-a com a mesma enquanto ao mesmo tempo estimulava o clitóris com o polegar...
estava fora de si, aquele homem estava a levando a loucura em apenas poucos minutos de sexo, não acreditava no que tinha deixado acontecer, mas aquele era o seu dever...
Empurrou sem pensar o corpo dele para trás, caindo por cima... Analisou seu abdômen definido, lançando-o um sorriso safado... Abaixou um pouco o corpo, abaixando a cabeça sob o peitoral suado dele, passando a língua com vontade, fazia um caminho variado para a região sul...
Seu corpo foi jogado contra a cama assim que se preparava para abocanhar seu membro, ele subiu na cama sussurrando em seu ouvido:
– De quatro. – ordenou afastando seus corpos.
Ela apenas obedeceu, se ajoelhando na cama de costas pra ele, se apoiando apenas nos joelhos e mãos... Ele se posicionou atrás dela, penetrando-a sem aviso, começando movimentos lentos, aumento conforme ela retribuía com gemidos altos...
– Oh... ... – gemia seu sobrenome com vontade.
– Isso... – murmurava começando com intocadas fortes. – Não é tão ruim assim... – começou a massagear os seios da garota arrancando suspiros dela.
– Não... Não é... – concordou sentindo-o sair de si. – Não... – reclamou ficando de frente pra ele.
– Vamos fazer uma coisa nova?! – seu tom era sarcástico. – Deita e relaxa... – abaixou o corpo dela, abrindo a gaveta da cômoda deixando o barulho de metais invadirem o quarto.
Suas mãos foram presas na cabeceira com a ajuda de algemas, seus olhos foram vendados e em sua boca uma mordaça impedia de gritar ou reclamar... passou a mão por seu corpo, tentando relaxa-la... Posicionou-se entre suas pernas a penetrando o máximo que conseguia, visualizado-a agarrar as algemas como se quisesse se libertar... Começou movimentos lentos aumentando a velocidade conforme sua vontade, enquanto ao mesmo tempo massageava os seios da policial a sua frente... Aquela noite estava longe de acabar...

O barulho de seu despertado lhe despertou estava na hora de partir...

***

Tocou a campainha a sua frente, segurando com força a guia de ... Ali se separavam, talvez para sempre, não tinha certeza, mas estava conformada se seu destino fosse aquele, quem seria ela para impedir o que já foi escrito?
O som da chave girando na maçaneta invadiu seus ouvidos, era agora...
– Oh... ! – uma mulher com aparência jovem de trinta e dois anos lhe atendeu.
– Charlie está? – foi direto ao ponto.
– Ele já vai descer, não quer entrar? – ofereceu.
– Não, só vim deixar o , e já vou embarcar! – explicou sem muito ânimo.
– Está fazendo a coisa certa, , sua mãe merece ficar bem, mas se fosse eu não ficaria frente a frente com ! – apoiou a mão no ombro dela.
– Pra você vê como eu tenho sorte! – brincou.
Conversaram por mais alguns minutos sobre os assassinatos, ela era simpática na visão de , não conhecia a esposa de Charlie, mas como tudo tinha sua primeira vez, aquele dia havia chegado.
– Charlie! – a mulher chamou, sendo envolvida pelos braços dele.
– Bom dia! – foi educada.
– Veio trazer o ? – ele perguntou.
Ela mordeu os lábios, assentindo com o começo de lágrimas na região de seus olhos... Passou as mãos com força no rosto, não se atrevendo em chorar!
– Vai cuidar bem dele? – quis garantir.
– Ele estará em boas mãos! – a mulher respondeu com um sorriso simpático e confiante.
– Bem, ... – se abaixou ao lado dele. – É hora de nos separarmos... – começou um carinho em sua cabeça. – Mas vamos nos rever de novo... Isso pode demorar, mas não vou embora sem você! – abriu um sorriso, levantando a cabeça evitando as lágrimas. – Eu te amo, ! – o envolveu em um abraço forte, era o adeus!
– Não se preocupe, , vamos cuidar bem dele! – Charlie se abaixou ao seu lado.
– Eu sei que vão... – se afastou do companheiro. – Não se esqueça de mim... Eu vou voltar pra te buscar! – suspirou, se levantando e entregando a guia para Charlie. – Acho que é isso! – era uma despedida.
– Tome cuidado, ! – seu chefe pediu, lhe abraçando.
– Digo o mesmo! – sua esposa lhe abraçou.
– Tome conta do , ele é tudo na minha vida! – se abaixou novamente, beijando pela última vez o cachorro. – Adeus meu amigo! – e então se afastou, abrindo a porta do carro.
Antes de entrar virou sua visão para trás se encontrando com a de , o brilho em seus olhos estava apagado, e ele parecia chorar por dentro, emitia sons de tristeza pela boca... Estavam em fim se separando por um longo período... quebrou o contato, não queria se separar, mas era preciso, entrou em seu carro girando a chave na ignição, dando a partida a caminho ao aeroporto sem olhar para trás...

***

Entrou no avião lotado, se sentando na cadeira de seu número. Ao lado havia uma janela e isso lhe distrairia por um longo caminho... Observou do lado de fora, ouvindo alguém se sentar ao seu lado. Se virou, deparando-se com David e seu parceiro.
– Pronta para decolar? – seu parceiro que visualizava um guia turístico perguntou.
– Levou o dinheiro para o hospital como eu pedi? – perguntou, se ajeitando na poltrona.
– Está tudo certo, mandei o dinheiro em um envelope, com um recado explicando sua ida para New York. – foi à vez de David falar.
– Explicou que terei de dormir com o chefe do contrabando de drogas e armas? – perguntou sem ânimo já com uma almofada atrás da cabeça.
– Apenas disse que você viajaria a trabalho. – finalizou aquela conversa, o avião já iria partir.
ajeitou sua poltrona, observando a imagem do lado de fora passar como um borrão... Chegou a hora de dizer adeus a tudo a sua volta e começar sua jornada!
Encostou a cabeça na almofada, fechado os olhos, precisava dormir. Chegaria de noite e teria de estar disposta a tudo para seu primeiro dia em New York!




Capítulo 5. O Confronto



Vestiu uma calça jeans com uma calcinha preta de renda, uma camiseta xadrez com um sutiã preto de renda. Se era pra provocar , faria do jeito certo!
Nos pés colocou um tênis comum e abriu alguns botões, deixando um pedaço de seu sutiã à mostra. Se olhou no espelho mais uma vez naquela noite, queria checar se estava tudo certo. Suspirou segurando um dos botões se lembrando de Spike, já sentia sua falta, e a dor da separação ainda estava fresca, pensava no dia em que o veria de novo e mataria aquela ânsia. Esperava que fosse logo...
? – abriram sua porta, era Jacob um dos aliados de David naquele caso. – Está pronta? – a analisou dos pés a cabeça.
– Acha que ele vai cair? – virou-se de frente pra ele.
– Talvez se deixasse o decote um pouco mais a mostra, ele não percebesse nada! – optou.
– Vou fazer isso quando estiver frente a ele, mas e se ele não ligar? Apenas me olhar e virar as costas? – deu de ombros, afinal, agradeceria caso visse o que acabara de perguntar.
– Ele não vai resisti a uma isca fácil, se tiver oportunidade, vai direto...
– Não quero nem pensar em ter que ir pra cama com ele! – o impediu de continuar, fechando os olhos, suspirando, levantando a cabeça e soltando o ar. – Ah... Acho que chegou a hora! – o encarou, saindo os dois.
Fechou a porta de seu quarto, chegando à sala onde seriam passadas as últimas instruções. Teria de seguir o plano do jeito certo, que segundo David, faria morder com facilidade a isca... Suspirou alto antes de se aproximar da mesa no centro, onde todos estavam concentrados no plano que saía da boca de Bleckyt.
– O que será necessário? Quais são as regras? As proteções? Os pontos negativos e positivos? O que na realidade gosta? E qual é o seu ponto fraco no sexo? – disparou de imediato, pegando todos de surpresa. Se aproximando da mesa, aproveitou para fechar os botões de sua camiseta, se sentia desconfortável dentro de uma sala com oito homens.
, primeiro quero lhe apresentar Roni e Max. – indicou dois homens que estavam lado a lado, ambos pareciam ter entre vinte e vinte cinco anos. – Eles são aqueles que te levarão até . – completou e ela revirou os olhos em tédio.
– E eles serão meus guardiões? – arriscou em dizer, dando de ombros.
– Primeiro eles te algemarão e te levarão até a sala de seu "chefe", eles jogarão o seu corpo no chão com violência e você vai ter que fingir uma expressão durona... – tentou explicar, mas foi interrompido.
– Por acaso o gosta de mulheres agressivas? – perguntou com a sobrancelha erguida, ignorando o fato de David lhe encarar com uma expressão brava.
– Segundo algumas informações que conseguimos da última garota que dormiu com ele... – Max se intrometeu. – No sexo ele gosta de dor... Mordidas no caso são essenciais, e as unhas também serão um ótimo estímulo! – apontou para as mãos dela que sorriu incrédula.
– Ah... Ótimo saber que ele curti dor, vou adorar descontar a minha raiva no corpo dele! – brincou entre os dentes, encarando as próprias unhas.
– E também nos esquecemos de dizer que ele gosta do controle! – Roni interferiu.
– Me deixa perguntar... Ele... Não amarra suas parceiras na cama? Amarra? – os visualizou assentir com um sorriso nos lábios. – David eu quero voltar pra Washington! – reclamou alto e seu coração acelerou, não estava mais gostando do rumo daquelas respostas.
– Não pode voltar atrás, já estamos aqui, não vai amolecer agora vai? – David perguntou calmo.
– Puta que pariu... Sabe o quanto é constrangedor ficar amarrada em uma cama enquanto um homem desconhecido e mafioso toca em seu corpo? – murmurou com raiva.
– Ele não vai te algemar! – seu tom de voz parecia garantir.
– E quem garante isso? Ninguém vai estar dentro do quarto, a não ser eu e ele! – estava um pouco desesperada.
mantenha a calma! – Jacob pediu.
– Ah... Vamos acabar logo com isso? – suspirou passando a mão no rosto.
– Tudo bem... – David tomou a frente recapitulando. – Já expliquei um pedaço do plano, você vai ser algemada e ser jogada no chão com agressividade... Depois disso vão te acusar de uma traição, com isso, você vai confirmar tudo e vai tentar seduzir , não sei como, terá de improvisar!
– Se está achando que vou sentar no colo de e começar a desabotoar a camiseta dele seguindo da calça, está muito enganado! – disse séria, e David riu.
– Não disse isso, mas se você quiser colocar em prática, toda ideia é bem-vinda! – respondeu, fazendo-a revirar os olhos.
– Preciso de mais uma informação... Qual o ponto fraco dele no sexo? – disparou sua última pergunta.
– Segundo algumas garotas, ele odeia que mordam a orelha e que chupem o pescoço. – Max respondeu.
– Ok, vamos colocar tudo em prática! – seu momento durão se mostrou presentes.

***


A porta foi aberta com violência, Roni e Max adentraram o local segurando com brutalidade... Como no plano, a jogaram no chão e ela soltou um grito falso, fingindo estar com dor enquanto tentava se livrar das algemas.
– Senhor, trouxe a traidora! – Max ditou firme.
– Finalmente! – outra voz tomou o local.
Mais a frente às luzes se acenderam, iluminando uma mesa grande e desarrumada. Sentado atrás dela o dono de todo aquele inferno, o cheiro forte de cigarro penetrou as narinas de Evans, que pode visualizar com exclusividade os pés dele cruzados em cima da mesa, típico estilo relaxado!
– Fizeram um ótimo trabalho, mas me digam... Mataram o outro chefe? – seu tom era forte enquanto tragava o cigarro.
– Do jeito que o senhor pediu, matamos depois queimamos o corpo bem longe de seu território! – Roni respondeu.
– Vamos ver quem é esse rostinho traidor! – se levantou, apagando o cigarro no cinzeiro e andando até , que continuava com o olhar pra baixo, era hora de entrar em cena.
Seus dedos tocaram o queixo da mulher, levantando-o até a altura do seu. Seu olhar representava fúria e ódio... Seus olhares se encontraram começando um contato visual... o analisou, se surpreendendo com o que estava a sua frente e continuando a manter sua expressão durona... Os olhos do homem se chocaram com os seus, lhe mostrando suas verdadeiras intenções. Ele parecia furioso e tudo estava representado em seu olhar!
– Sempre podemos desconfiar de um rostinho bonito! – seu tom era firme e sarcástico. – Seu nome.
Evans! – respondeu entre os dentes, não se intimidando em dizer sua real identidade, afinal, Washington e New York tinha uma grande distância.
– Diga-me, por que traiu o seu chefe?
– Não é do seu interesse! – pronunciou com ódio. – O que eu deixo de fazer ou não, você não precisa ficar sabendo! – retornou a mexer nas algemas.
– Durona... Gosto de mulheres assim, que não precisam de ninguém para se defender! – soltou seu queixo.
– É bom ser independente, não precisar de um homem! – murmurou, não esperando que ouvisse.
– Acha mesmo que não precisa de um homem? Mulheres sempre necessitam de um! – disse perto demais, era o momento certo.
Ela não respondeu, apenas o encarou fundo nos olhos... Suas sobrancelhas estavam juntas e estava pronta... Ele tinha insinuado que mulheres necessitavam de um homem em suas vidas, mas necessitava apenas de um cachorro para lhe fazer companhia... Levantou um pouco o rosto ficando na altura do dele, e quando menos esperou, ela cuspiu em sua cara sem medo. Evans mordeu os lábios com força, descontando sua raiva e o observando indignada com sua ação!
– Vai pagar caro por isso! – limpou a saliva com a mão.
Ele lhe lançou um olhar que parecia dizer um recado como "prepare-se" e se levantou, ainda limpando sua face.
– Leve-a para o quarto especial, quero ter uma conversa com ela em particular! – ordenou, dando as costas e entrando por uma porta que parecia ser o banheiro.
, você é louca? – Max abriu suas algemas, ajudando-a se levantar.
– Se ele gosta de mulheres duronas, vou mostrar a pior que ele já presenciou na vida! – respondeu, massageando seus pulsos.
– Não cometa nenhuma loucura, isso já foi o suficiente para a paciência dele ir por água abaixo! – Roni pediu, fechando a porta assim que saíram.
– Levem-me logo para esse quarto! – pediu, começando seu caminho pelo corredor estreito.

***


Analisava o local em que estava, era um quarto normal com uma cama de casal, duas cômodas e um guarda-roupa. Não se sentia confortável sentada naquela cama, era como se a qualquer momento algo errado pudesse acontecer. Não se surpreenderia caso se jogasse em cima de seu corpo e começasse seu showzinho que tanto temia em acontecer!
A porta se abriu com fúria, seu olhar se encontrou com o dele... Engoliu em seco assim que analisou sua face, ele parecia com raiva... Levantou-se da cama com desconforto, ajeitando sua camiseta, observando-o trancar a porta com a chave, estava definitivamente presa!
– Espero que esteja mais calma... – começou, cruzando os braços.
– O que pretende? – perguntou grossa.
– Conversar. – respondeu. – Por que me traiu?
– Você não me interessava mais! – disse e ele suspirou forte.
– Não nos conhecemos direito, e quero conversar como adultos e não como adolescentes! – murmurou.
– Eu não tive escolha, estava sendo ameaçada de morte. – mentiu, não fazia ideia do que ele estava falando.
– Acha que merece uma segunda chance? – começou andar em sua direção.
– Por que não aponta uma arma contra a minha cabeça e puxa o gatilho? – tinha de ser durona.
– Não... Seria muito pouco, você não merece a morte! – tocou sua face.
– Não ponha a mão em mim! – disse entre os dentes, segurando o pulso dele com força.
– Manda em mim? – questionou com as sobrancelhas juntas.
– Talvez não nesse momento! – segurou com mais força seu braço.
– O que você quer? – disparou, retirando a mão da pele dela.
– O que eu quero? – arriscou em perguntar. – Que você vá para o inferno! – cuspiu.
– Escuta... – ele pegou em seu rosto com força. – Você não me conhece como pensa, e exijo um pouco de respeito! – soltou sua face.
– Você não quer ser respeitado... – ele estava irritado o suficiente para colocar seu plano de sedução em prática. – Está calor não? – levou suas mãos até os botões de sua camiseta, abrindo até mostrar boa parte de seu decote.
– Acha mesmo? – entrou em seu jogo, tirando sua camiseta preta deixando seu abdômen definido a mostra.
– Wow... – ela brincou. – Acho que está muito quente aqui! – desabotoou o resto dos botões começando a tirar a camiseta lentamente.
– Eu te ajudo... – a fez largar o tecido, descendo por seu braço devagar, se encontrando ajoelhado no chão. – Minha vez! – sorriso malicioso.
Levou a mão até a calça jeans dela, abrindo os botões e o zíper lentamente. Retirou os tênis que ela usava, começando abaixar a calça devagar aproveitando para analisar as pernas que lhe eram expostas... Assim que se livrou daquela peça, subiu as mãos até as coxas dela apertando a região com vontade, levantou seu corpo, pegando-a pelos ombros virando-a de costas para si... Afastou seus cabelos abrindo o fecho de seu sutiã, logo visualizando a peça no chão... Distribuiu beijos molhado pelo pescoço dela, massageando seus seios, fazendo-a jogar a cabeça para trás apoiando a mesma sob seu ombro esquerdo...
Invadiu sua calcinha, penetrando-a com um dedo sem aviso e um gemido escapou de seus lábios... Seu corpo foi pego no colo, enlaçou os braços no pescoço dele, começando um leve agrado em sua orelha que era seu ponto fraco... a jogou na cama com violência, começando tirar sua calça ficando apenas com sua boxer preta...
o visualizou se colocar sob seu corpo, o puxou pelos ombros com brutalidade selando seus lábios que até o momento não o tinham feito. Deu passagem para sua língua invadir, ambas traçava uma batalha, eram de mundos opostos...
prendeu seus lábios com os dentes com força, sentindo o gosto de sangue. Não se importava, ela não emitia protesto!
Atacou o pescoço da mulher com fúria, mordiscando cada pedaço de pele que encontrava, levou suas mãos até os ombros largos dele, cravando suas unhas e arranhando suas costas com vontade, se era pra enganar, o jeito era fazer certo!
– Vou te dar uma segunda chance, mas não sairá barato! – sussurrou em seu ouvido.
– Oh ... – gemeu, o sentindo puxar a barra de sua calcinha. – Quais são as condições? – não temia pela resposta.
– Você é minha! – respondeu abaixando o corpo, rasgando a calcinha que ela usava.
– Apenas nesse momento... – a língua dele em sua intimidade lhe impediu de continuar, nunca havia sentido um contato tão profundo igual aquele!
Cravou as unhas no lençol assim que sentiu um dos dedos dele lhe penetrar com fúria, iniciado movimentos agressivos... O puxou para cima, grudando suas testas, precisava lhe avisar de uma coisa importante...
– E-eu não vou aguentar por muito tempo! – aguentaria mais horas, mas queria acabar logo com o teatro. – Preciso de você , e agora...
– Cuspiu na minha cara , acha mesmo que merece? – perguntou cínico.
– Por favor... Eu sou sua, faço qualquer coisa...
– Esses argumentos não irão me comprar! – respondeu firme.
– Então talvez esse... – o empurrou para trás ficando por cima, ajoelhada sob seu membro, atacou seu pescoço enquanto rebolava sob seu volume.
Desceu uma trilha de beijos molhados por seu peitoral e abdômen, logo segurando com os dentes a barra da boxer que ele usava a puxando com vontade... Não estava acreditando que teria de praticar o sexo oral para acabar com a festa!
– Tudo bem... – ele a puxou para cima de si. – Hoje não... Você ganhou... – murmurou jogando-a na cama, enquanto tirava sua única peça de roupa. – Espero que tenha tomado uma pílula para não engravidar, pois não curto a camisinha! – disse, se posicionado entre suas pernas.
– Não vai ocorrer gravidez indesejada... – avisou, sentindo-o a penetrar fundo.
Não estava preocupada caso ele a engravidasse, David já tinha planejado tudo, havia mandado fazer o uso do medicamento apenas para não falhar em sua missão... Achava estranho ele ter se preocupado com aquele detalhe, nem mesmo ela se lembrava de como surgia os bebês, mas o agradeceu mentalmente...
O puxou para mais perto de si, a dor que se mostrava presente não a incomodava, mas era... Grande... E isso já era o suficiente para fazê-la ver estrelas antes da hora... Enlaçou os dedos em seus cabelos negros que agora estavam suados... Sussurrando palavras desconexas no ouvido dele, que o fazia aumentar os movimentos...
Sua atuação tinha emitido sucesso ele havia mordido a isca com facilidade... Só não contava com um homem daquele dentro de si, ele era bonito, não negava, seus cabelos negros eram macios, seus olhos eram o pior lugar para encarar, seu corpo definido contra o seu era a pior sensação que se tinha não a pior... gostou de ter aquele pedaço para si, mas não voltaria atrás caso não fosse seu objetivo, pensaria duas vezes antes de se envolver com , mas precisava de todo aquele contato caso quisesse ver sua mãe com vida!




Capítulo 6. O Banho



deixou o ar sair por sua boca, se sentia estranha, como se algo tivesse se prendido e precisava se libertar. Abriu os olhos visualizando o quarto iluminado pela luz solar, era hora de se levantar e seguir para mais um dia... Tentou mexer seu tronco, mas algo duro a prendia e abaixou seu olhar, percebendo que seu corpo estava nu e um braço forte impedia seus movimentos... Levantou o olhar se encontrando com a face do homem que tinha lhe dominado na noite passada, até mesmo dormindo aquele ser era bonito!
Só então se lembrou de que havia o deixado tocar seu corpo, se sentia suja pelo ato, era como se fosse um brinquedo sexual... Ele usava, abusava e depois jogava fora!
Virou sua cabeça para trás começando leves mordidas na orelha dele. Teria de seguir o plano mesmo se sentindo suja...
... – sussurrou em seu ouvido de um jeito sexy. – Hora de acordar! – virou seu corpo para ele, distribuindo agrados por seu pescoço.
Continuou a tentativa de acordá-lo de uma forma carinhosa, não recebendo sucesso, levou a mão até o abdômen dele arranhando a região com força... Suas costas bateram com força contra o colchão, com o peso dele contra si, que a encarava de uma forma raivosa!
– Não gosto de ser acordado com agrados! – deixou claro com um olhar que representava ódio.
– Eu não te entendo, vo... – ele lhe impediu de continuar selando seus lábios com fúria, ele já iria começar cedo.

***


Saiu do banheiro já vestida com uma roupa que seria para seu primeiro dia no inferno de , iria passar 24h perto de criminosos, e talvez passar mais uma noite com , o que já estava odiando!
... – David chamou seu nome com alegria. – Como foi à noite de sexo?
– Isso explicaria? – tirou seu cabelo do pescoço mostrando o chupão de .
– Ele já te marcou? – Jacob se intrometeu, rindo.
– E não foi só isso... – levantou a barra da camiseta mostrando as marcas dos dentes de .
– Mordidas? – Max riu alto analisando as marcas.
– Se não pararem de rir vou mandar todos trocarem de lugar comigo! – disse em alto tom lançando um olhar feio para os dois.
– Tudo bem ... – David segurou o riso. – Não o deixe fazer isso, você vai parecer brinquedo de morder!
– Ele é um verdadeiro cachorro! – gritou, batendo na mesa.
– É, , cuidado que esse cachorro ninguém prende na coleira! – Roni brincou.
– Cala a tua boca?! – lançou um olhar assassino para o mesmo. – O que eu tenho que fazer hoje?
– Ganhar a confiança dele... – David respondeu. – Tente qualquer coisa, menos cuspir na cara dele!
– Os fatos correm rápidos em New York! – murmurou, levando até a boca um pedaço de chocolate.
– Boa ideia! – David gritou, estralando os dedos.
– Hã?
– O seduza hoje com doces!
– Não... Sexo de novo não! – reclamou com a boca cheia.
– Tente algo para ganhar a confiança dele, não quero saber o que será! – David saiu da sala, suas ordens estavam dadas.

***


Jogou seu corpo na cama, precisava planejar alguma ideia para ganhar a confiança de , mas o quê?
Pensava em todas as hipóteses, mas todas davam caminho para os dois pararem novamente na cama, e não queria ter que fazer cena... Sentou na cama apoiando a cabeça nas mãos, tinha um plano, e seguiria a sugestão de David, o seduzira com doces!
Partiu para o corredor caminhando para a sala dele, onde colocaria tudo em ação... Passou em frente a uma enorme porta de vidro coberta por uma cortina branca, onde ouviu algo bater forte contra alguma coisa e uma respiração forte e ofegante estava presente... Como toda boa curiosa, empurrou as portas, iluminando pela forte luz do sol, mais a frente, o homem que procurava, dando socos violentos contra seu saco de areia. Ele parecia com raiva contínua... Suor escorria por seu corpo definido, sua bermuda preta estava molhada, seu abdômen a mostra estava molhado, e seus cabelos suados o deixavam de um jeito sexy!
– O que faz aqui? – sua voz invadiu seus ouvidos.
– Ouvi você treinando e pensei que precisava de alguma coisa! – respondeu calma, o visualizando socar o saco.
– Não preciso de ninguém! – murmurou entre os dentes.
– O que aconteceu? – quis saber, sendo simpática.
– Fui enganado! – um calafrio subiu pelo corpo dela, será que ele havia descoberto?
– C-como assim enganado? – gaguejou.
– Me tapearam! – respondeu socando com mais força.
– Calma! – o separou do saco de boxer. – Quem te enganou?
– Uma mulher. – respondeu e ela congelou. – Ela me encomendou trilhões de armas para atacar contra o Irã, mas me traiu e comprou de outro! – explicou, lhe dando as costas e pegando uma toalha úmida, limpando seu suor do rosto.
– Mas isso não é ruim, é? – tentou ser frágil.
– Você não entende?! – gritou, estava nervoso e alterado.
– Calma! – pediu, segurando seus ombros por trás. – Senta e relaxa! – sugeriu, fazendo-o sentar no colchão com ela atrás de si.
– Não quero relaxar! – reclamou, preste a levantar.
– Vai relaxar sim! – começou massagear seus ombros, o ouvindo suspirar.
Começaram seus movimentos lentos, o visualizado estralar o pescoço com os olhos fechados, parecia estar aliviado... Levantou a mão pousando-a sob a testa dele, puxando a cabeça de para trás encostando-se a em seu ombro, começando um leve carinho em sua face... Encostou o nariz na região de seu pescoço inspirando seu perfume...
– Quer tomar um banho? – sugeriu com um sorriso maligno.

***


Enlaçou os braços em seu pescoço, recebendo um sorriso em resposta... a carregava no colo sem a maior vergonha, ela havia sugerido um banho, e ele tinha aceitado, mas teria de ser em dupla!
– Você não presta, ! – ela murmurou assim que ele a pousou sob a pia, o visualizando trancar a porta.
– Eu não presto? Você sugeriu um banho e sou eu quem não presto? – questionou, começando a retirar sua bermuda.
– Eu sugeri de você tomar um banho, e não eu!
– Ah... Duvido você dizer que não está gostando! – sussurrou em seu ouvido, retirando a calça dela.
– Seu filho da puta! – xingou, retirando sua camiseta branca, sentindo-o abrir seu sutiã.
– O que eu disse sobre respeito?
– Ah... Você quer respeito? – o segurou pelos ombros enquanto enlaçava suas pernas em sua cintura, enquanto ele a carregava para debaixo do box.
– Sim, exijo respeito! – a colocou no chão, ligando o chuveiro na água fria.
– Você entra primeiro! – empurrou seu corpo para debaixo da água.
– Vadia! – puxou seu corpo contra o seu, fazendo-a reclamar com a água fria.
– Seu chato! – jogou o corpo contra a parede, tirando o excesso se água do rosto.
– Para de reclamar! – disse, se ajoelhando e puxando a calcinha dela para baixo.
Assim que a peça passou por seus pés, o puxou para cima, empurrando seu corpo contra a parede lançando-lhe um olhar malicioso.
– Minha vez! – sorriu, se abaixando.
Segurou a barra da boxer dele, abaixando a peça parecendo desesperada... Segurou o membro dele com uma mão o ouvindo soltar um gemido alto... Lambeu sua glande, abocanhando-o em seguida, sugou com vontade, fazendo-o soltar gemidos e palavras desconexas... Sugou novamente sua ereção, lançando um olhar malicioso para ele, sentiu a mão dele segurar atrás de sua cabeça a estimulando para continuar...
a puxou para cima grudando seus lábios com agressividade... Sua excitação se mostrava presente contra a perna de que correspondia ao beijo sem reclamar...
– Você é incrível! – elogiou partindo o beijo. – Eu te odeio por isso! – murmurou, segurando forte seu pescoço.
o quê? – segurou seus pulsos em desespero.
– Foi brincadeira! – soltou-a, sorrindo.
engoliu em seco antes de sentir os lábios dele contra seu pescoço... Mordidas fortes eram distribuídas e que deixaria hematomas... Arranhou suas costas de leve apenas para dizer que estava correspondendo, quando na verdade estava com medo, ele iria lhe enforcar sem fazer nada... Ou seja, precisava tomar cuidado, qualquer descuido poderia desconfiar!




Capítulo 7. Katy Marty



Vestiu seu sutiã seguido da calcinha vermelha de renda, analisando as mordidas marcadas em suas coxas. Estava se sentindo um brinquedo de borracha que era mordido por um cachorro raivoso!
Pegou sua camiseta branca ao lado da cama, vestindo-a em segundos, seguido da calça jeans. Precisava ir embora antes que acordasse, ele dormia atrás de si de uma forma tranquila com o edredom escondendo seu corpo, tentava fazer o mínimo de barulho possível... Sentou-se na beirada da cama tentando raciocinar onde estaria à chave da porta e virou sua cabeça para o lado, se deparando com a gaveta da cômoda que era o único lugar onde ele poderia esconder uma chave. Puxou o puxador, engolindo em seco assim que presenciou a imagem de algemas, mordaças, vendas, facas, correntes com cadeados e velas dentro da mesma... Objetos de masoquismo!
– Está a fim de testar algum deles? – um calafrio percorreu todo seu corpo assim que a voz dele surgiu no pé de seu ouvido.
– N-não... – gaguejou, o sentido levantar a barra de sua camiseta. – Não... – disse, estapeando seu rosto assim que tentou lhe morder no pescoço. – Eu preciso ir! – ia se levantar, mas ele a pegou pela cintura, colocando-a por baixo de si.
– Quem pensa que é pra bater em mim? – questionou com as sobrancelhas juntas.
– Sai de cima de mim! – tentou empurrá-lo pelo abdômen.
– Te mandei sair? – segurou seus braços na altura da cabeça, já com raiva.
... Eu tenho de ir visitar minha família, prometi que voltaria a tempo da partida da minha irmã! – mentiu.
– E o que tenho haver com isso? – questionou, apertando os pulsos dela com força.
– Eu quero a chave, por favor! – pediu com educação no seu ouvido.
– E o que ganho com isso?
– A liberdade para tocar no meu corpo novamente! – respondeu sem pensar.
– Fechado! – concordou levantando-se, vestindo sua boxer seguido da calça.
calçou suas sapatilhas, seguindo para a porta, onde esperou o mesmo abrir. Saíram juntos, cada um pegando um caminho diferente, ela não acreditava, mas teria de voltar novamente para os braços dele!

***


Voltou novamente para dentro da máfia de ... Já se sentia uma mulher daquele lugar, entrava e saía como bem entendia, e ainda tinha um contato a mais com o chefe daquele.
Precisava instalar uma microcâmera na sala de , seria uma missão difícil se o mesmo estivesse no local. David queria rastreá-lo antes de entrega-lo para a polícia, e sabia que também tinha a curiosidade de saber o que ocorria dentro daquela sala onde era o único lugar que não tinha acesso.
abriu a porta que daria acesso ao banheiro, precisava ver como estava sua roupa antes de entrar na sala de seu "chefe". Observou-se no espelho, ajeitando um pouco seu decote, deixando-o mais a mostra que o comum... Retirou um tom vermelho de batom da calça, passando o mesmo por seus lábios. Caso avançasse, deixaria marcas de batom em sua camiseta pouco se importando com a cor do tecido... A porta se abriu, entrando por ela outra mulher. Ela era loira, tinha os olhos verdes, e um corpo definido que dava inveja, menos a .
– Como foi o banho com ? – ela disparou na lata, ajeitando seu cabelo em frente ao espelho.
– Não tomei banho com ele. – negou, não iria revelar seus segredos a uma estranha como ela.
– Abra os olhos, todos já sabem por que está aqui! – passava um batom cor de vinho, parecendo sem pressa.
– Por que acha que estou aqui? – ela precisava confirmar.
– Está com policiais, David Bleckyt é o chefe, querem prender não é? – se surpreendeu, mas não poderia demonstrar. – Não adianta negar, ! – pronunciou seu nome com ódio.
– Quem é você? – quis saber.
– Katy Marty, aquela que vai fazer da sua vida um inferno! – respondeu.
– O que pretende? – agarrou o pescoço da mulher, prendendo-a contra a parede.
– Fique sabendo, , que eu vou contar pra ele, vai acabar com você! – disse entre os dentes.
– Conte, não tenho medo de , ele é apenas um homem como os outros! – murmurou com raiva.
– Não tem mais o pra te defender! – aquilo lhe atingiu com força.
– Não ouse citar o nome do meu parceiro! – gritou, apertando o pescoço dela com força. – Conte para , mas fique sabendo... Eu irei te matar antes que ele me mate! – deixou claro, saindo do banheiro.
Correu pelo corredor, precisava chegar logo à sala de , instalar a câmera, e sair para avisar David que estava correndo perigo!
Tocou a maçaneta da porta de , tentando abri-la. Estava trancada... Bateu com força contra a madeira, xingando em alto tom... Ele era esperto demais!
? O que quer com a minha sala? – a voz dele penetrou seus ouvidos.
– Ah, precisamos conversar! – estava desesperada, chegando perto do corpo dele.
– Fale. – pediu, parecendo preocupado.
– Aqui não... – puxou sua gravata. – Talvez ali! – apontou com a cabeça para um quarto qualquer, mordendo os lábios lhe lançando um olhar sedutor, revelando suas reais intenções!
– Como preferir! – respondeu com um sorriso safado.
Ela sorriu em resposta, puxando-o pela gravata até o quarto, parecendo um cachorro... enlaçou seus braços em seu pescoço, ainda puxando sua gravata, grudando suas testas, enquanto adentravam o quarto sem se importarem com nada... Iriam transar novamente, mas tudo era para ela conseguir dizer a ele a tempo quem era Katy Marty!




Capítulo 8. O Tiro



– Abre a boca! – mandou, puxando-o pela gravata.
Ele obedeceu, recebendo um simples doce. Estavam brincando com comida na cama, mas ambos não se importavam!
– Que alimento que é? – perguntou, visualizando-o ainda mastigando.
– Morango! – respondeu, engolindo a fruta já triturada.
– E esse? – colocou outro alimento em sua boca, aquele era o melhor de todos.
– Chocolate. – lambeu os lábios, tirando o excesso.
– Não acha que esse... Não! – ele havia pulado em cima de si, retirando a venda, encarando-a.
– Sua vez! – anunciou, sorrindo maligno.
– Sem graças, por favor! – pediu, ficando de costas pra ele.
amarrou a venda sob seus olhos, sorrindo de um jeito bobo, claro que não iria fazer gracinhas!
– Adivinhe esse... – pediu, levando até a boca dela fazendo antes uma simples mistura.
– Morango com chocolate! – segurou a mão dele, lambendo o excesso de chocolate na mesma.
– E esse?! – ela abriu a boca, recebendo algo molhado e pegajoso.
– Mel. – respondeu, sentindo-o lamber o pouco que caiu em sua coxa.
Ela bateu em sua nuca com raiva, ele havia prometido que não iria fazer gracinha, mas pelo visto não podia confiar em !
– Você prometeu! – reclamou, rindo.
– Não prometi nada! – respondeu malicioso, continuando a lamber sua pele.
tirou a venda, pegando o primeiro pote que viu empurrando o corpo dele com força para trás, jogando o conteúdo sob seu abdômen... Riu do que tinha feito, visualizando a expressão indignada dele, era mel, em uma alta quantidade!
– Deixa que eu limpo! – ela se curvou, começando lamber seu abdômen sem um pingo de juízo.
– Nunca mais pense em fazer isso! – ele murmurou, parecendo não ter gostado.
– Vai dizer que não gostou... – mordiscou de leve sua barriga.
– Vadia! – xingou em alto tom.
– Devo ficar constrangida? – se ajoelhou, observando-o ainda deitado.
– Terá de tomar um banho comigo, e não quero ouvir reclamações! – ele se levantou, a pegando no colo de uma forma violenta, fazendo-a gritar em desespero.

***


O homem chutou o corpo do outro, gritando palavrões em alto tom... Estava com raiva e precisava descontar tudo em pessoas inocentes, não se importava com a vida e nem com o perigo... Enquanto tinha um revólver em mãos, nada mais importava... De sua família ninguém mais restava havia matado todos!
Era um homem jovem, tinha apenas vinte e três anos, era bonito com seus olhos azuis, mas isso não o fazia mudar de ideia, matava tudo o que se mexia... Já estava no inferno mesmo!
– Morre, seu desgraçado! – gritou, atirando mais uma vez contra um homem inocente.
, pega! – Charlie ordenou o cachorro, que correu em disparada na direção do assassino, estava apenas fazendo o seu trabalho não tinha culpa de nada... – Por trás, ! – o cachorro obedeceu e pulou sob o homem que estava de costas pra ele, mas tudo ficou em câmera lenta em poucos segundos.
O homem se virou com rapidez para o cachorro que o mordeu no pescoço, fazendo-o cair, mas não caiu sozinho... O tiro disparado pelo assassino atingiu em cheio, a bala precisava ser retirada com urgência, ela invadiu seu pulmão, e caso não fizessem algo poderiam o perder para sempre...
!!! – Charlie correu até ele junto com outros policiais. – Não... não... Fica calmo eu vou salvar você! – o pegou no colo pouco se importando com seu uniforme. – Chamem ajuda!!! – estava desesperado, o que diria a caso a matéria saísse na televisão?
– Chefe tem uma clínica veterinária aqui perto o leve para lá! – Charlie obedeceu, correndo o mais rápido que podia para sua viatura.
Colocou o corpo de no banco traseiro partindo para as ruas escuras de Washington... Sua sirene estava ligada, precisava ser rápido... Havia prometido a que cuidaria de , agora havia descuidado, o som dele chorando de dor no banco invadiu seus ouvidos...
– Calma, ... Calma... – ele começou a soltar sons desconexos como se tivesse tentando se comunicar até parecia que estava chamando por... !
Charlie ouviu seus sons e deixou uma lágrima cair... estava chamando por , queria ela por perto, sentia sua falta... Não poderia fazer nada para ajudar, ela estava em New York em uma missão, estava torcendo pela matéria não ter ido para o ar, não conseguia imaginar a reação dela ao saber do acidente com seu parceiro que tanto amava!
Estacionou o carro em frente à clínica, descendo com rapidez, levando o mais rápido que conseguia para dentro da mesma, talvez tudo ainda não estava perdido!

***


mordeu o ombro de assim que o sentiu dentro de si, já estava sem o controle... O banho tinha sido quente, ambos trocaram salivas e cheiros, se morderam e gemeram... Estavam se entendendo bem, ou melhor, ele estava facilitando as coisas, mordendo a isca daquele jeito!
Ele a lambeu novamente no pescoço, arrepiando todo o seu ser... estava demais naquele dia, sua excitação tinha surpreendido e suas graças estavam começando a passar dos limites, ele estava bonzinho e isso lhe dava medo, o que estava pretendendo?
Arranhou suas costas com força assim que ele mordeu com força a região de seu pescoço... fechou os olhos, escondendo seu rosto no pescoço dele assim que ambos chegaram ao ponto máximo pela terceira vez naquele dia, mas ele não parava, parecia invencível!

"– (...) Ocorreu alguns minutos atrás um grave acidente em Washington..." – eles não se importavam com a televisão. – “Recebemos as informações de que o melhor agente de Charlie levou um tiro e está em estado grave... Quer dizer não um agente e sim um cachorro!”.

abriu os olhos ainda agarrada ao corpo de , visualizava as imagens de ao seu lado em seu estado normal, mas algo depois a surpreendeu... Seu fiel parceiro estava em chão com um sangramento no peito!
– Não! – disse baixo, mas estava desesperada, queria mesmo era gritar.
– Eu te machuquei? – levantou o olhar até o dela.
– Não, foi só uma sensação estranha... – explicou enlaçando os dedos nos cabelos suados dele. – Não se preocupa comigo! – pediu o sentindo recomeçar os movimentos.
Beijou o pescoço dele sem saber o porquê, o abraçando com força, era como se estivesse ali e não ... O apertou com cada vez mais força, não se importava mais com seu membro dentro de si, apenas queria saber o estado de saúde de seu parceiro... Encostou o queixo no ombro dele, deixando uma lágrima escapar de seu olho direito, não percebeu, mas ela estava chorando...

***

– Viu o que você fez, David? – gritou assim que conseguiu se livrar da companhia de . – Espero que esteja satisfeito!
– Eu não fiz nada! – dizia, preocupado com o estado dela.
– Você matou o ! – já estava sendo afetada pelas lágrimas. – Se eu estivesse com ele... – não conseguiu completar seu coração estava machucado.
– Você aceitou ajudar com ! – disse a encarando chorar.
– Não quero mais isso... Já perdi o , não quero perder mais ninguém! – respondeu, saindo da sala.
– Precisamos de você para prender ! – David gritou.
– Foda-se o ! – gritou de volta, correndo para seu quarto, onde choraria por horas.
– Fique calmo David... Ela está machucada por dentro! – sua esposa disse.
– Vá conversar com ela, talvez você consiga algo! – pediu, sentado na cadeira
– Acho que ela quer um tempo sozinha! – respondeu massageando os ombros do marido.
bateu a porta com força, jogando seu corpo na cama, já estava chorando. Precisava saber o que realmente tinha acontecido com , mataria o assassino caso ele estivesse vivo... Depois daquela noite a nova iria se libertar, e era com uma ânsia assassina no sangue... Ninguém chegaria ao ponto de lhe domar, nem mesmo seria o suficiente, ele irá precisar de ajuda caso quisesse o fazer, talvez da ajuda de New York inteira... Assim que se encontrarem novamente, não iria mais ceder a ele, também tinha culpa, se não fosse por ele... Ela não estaria ali, estaria com deitados em uma cama comendo porcarias e assistindo a filmes engraçados!




Capítulo 9. A briga



Passou o dedo novamente pela foto de , ainda não acreditava no que havia acontecido com seu parceiro, e doía... Como doía saber que estava longe dele. Poderia estar o massageando naquele exato momento, abafando a dor que ele estava sentindo, não culpava Charlie pelo acidente tinha o mandado cuidar de , mas a bala ninguém poderia imaginar que surgiria para estragar tudo!
Encarou a foto do cachorro, logo abaixando a cabeça sob o lençol se derramando em lágrimas novamente emitindo palavras desconexas... Já fazia um dia que não se alimentava, não sentia fome, estava afastada da máfia de , e agradecia por isso, não queria olhar no rosto dele tão cedo, tudo também envolvia um pedaço dele!
posso entrar? – a voz era conhecida era a esposa de David.
– Sai daqui! – gritou, mas a mulher adentrou do mesmo jeito.
– Oh querida, – sentou-se na beirada da cama. – eu sei que está doendo... – massageou suas costas lhe passando apoio.
– Tem alguma notícia? – perguntou entre soluços.
– Charlie ligou. – arregalou os olhos.
– E o que ele disse? – queria logo saber.
vai ficar bem, ele passou por uma cirurgia já está fora de perigo. – visualizou soltar um alívio, pegando a mão dela.
– Obrigado senhor! – agradeceu repetindo a palavra "obrigado" várias vezes.
– David mandou você voltar para !
– Não quero mais ver o rosto dele! – respondeu deitando-se pousando a cabeça na coxa dela.
– Só se passaram quatro dias ! – disse começando um cafuné em .
– Não quero saber... Eu não quero mais encarar ! – deixou bem claro suas palavras.
– Ele te machucou ou fez alguma coisa? – estava preocupada.
– Não, mas não aguento mais ter que fingir que estou gostando das carícias dele. – explicou. – Ele me beija, me morde, me lambe, me tortura, me faz gozar facilmente... E eu tenho que digerir tudo em silêncio! – disse abraçada ao travesseiro.
se... Se não quer estar passando por isso... Então por que aceitou a proposta?
– Pela minha mãe! – respondeu surpreendendo a esposa de David.
– Como assim pela sua mãe?
– Eu precisava do dinheiro... Ela está com o começo de um câncer no coração e precisava do transplante com urgência, mas para o hospital receber o mais rápido possível, eu precisei lhe pagar três mil dólares. Por isso aceitei a proposta de seduzir , mas... Não da mais. Agora esse acidente com o ... – segurou as lágrimas. – E-eu não posso continuar a fingir que estou gostando de transar com ele! – não conseguiu conter as lágrimas as derramando, sendo abraçada por Mary.

***

Andava pelo corredor novamente... Tinha sido obrigada a voltar para a máfia de , David havia sido gentil em deixa-la decidir se iria ou não dormir com naquele noite, não estava exigindo muito dela já que ainda estava machucada devido o acidente com , mas também não lhe deu corpo mole, exigiu que instalasse a microcâmera sem falta da sala de seu "chefe".
Torcia para não se encontrar com alguém pelo corredor, não estava com ânimo para conversas... Mas como sempre o destino não é como pensamos!
fiquei preocupado com você! – a voz de invadiu seus ouvidos.
parou seus movimentos, fechando os olhos e suspirando com força... Teria de entrar em seu estado de "vadia no cio", mas quem disse que ela estava com cabeça?
– O que você quer ? – virou-se para ele, perguntando de uma forma grosseira.
– Wow... Gosto quando está agressiva! – provocou se aproximando brincando com os botões da camiseta xadrez dela, com um olhar que representava luxúria.
– Fala logo ! – segurou seus pulsos.
– O que deu em você? – ele ainda estava calmo. – Saiu e me deixou sozinho na cama... – beijou seu queixo seguido do pescoço.
– Se afasta! – ela o empurrou para trás não obtendo sucesso.
– Que isso ? – perguntou contra a pele de seu pescoço. – Se quiser tem um quarto ali... O que acha de recuperar o tempo perdido? – puxou-a pelo cós da calça que usava.
– Sai !!! – estapeou seu peito, fazendo-o tomar distância.
– Tudo bem... Aqui talvez não seja o local ideal para essa conversa! – seu tom de voz continha desejo explícito, ele se aproximou tocando sua cintura.
– Não toca em mim! – e sem pensar antes de fazer, socou um lado do rosto dele, fazendo-o recuar.
– Ficou louca?! – ele segurava o local atingido.
– Isso é pra você aprender que as coisas não são como você pensa! – cuspiu as palavras com ódio, saindo de perto dele o mais rápido que conseguia.
Estava estressada, com raiva, ódio tudo misturado em um só... Quem ele pensava que era para chegar e já querer lhe arrastar para o quarto? Afinal da última vez ela o puxou pela gravata até o quarto, mas ele não precisava fazer o mesmo!
– Filho da puta! – xingava alto. – Quem ele pensa que é? – caminhava soltando palavras desconexas conforme tomava distância.
– Falando sozinha ? – ela já estava com raiva agora com a presença de Katy...
– Me deixa em paz garota! – entrou no banheiro batendo a porta na sua cara.
– Eu quero respostas ! – ela a seguiu. – O que colocou na bebida de ?
– Como assim "bebida"? – lavava as mãos despreocupadas.
– Fui falar com ele sobre você... Mas ele não quer acreditar que uma aliada dele pode ser uma agente de Washington! – resumiu a história. – Agora me diga o que está dando pra ele beber?
– Não sou eu a responsável pelo que ele coloca na boca. – respondeu um pouco calma.
– Escuta... Ele coloca você na boca não é? – segurou a face de . – Me diz como é a sensação de sentir a língua de em sua intimidade, estou louca para saber!
– Acho que... O que eu e cometemos entre quatro paredes, não precisam ser compartilhados, afinal gemidos e suspiros prazerosos são o que mais saem por nossas bocas, ou seja, se eu te contar vou passar um ano contando apenas os detalhes! – retirou a mão da garota de si.
– Não ouse o levar para o quarto novamente !
não tem nenhuma coleira dizendo a quem ele pertence! – o comparou com um cachorro.
– Se quiser posso eu mesma colocar!
– Oh... Quer mesmo ele pra você? – cutucou – Então vá falar com David Bleckyt sobre seu interesse no , pois quem sabe você não facilita o meu trabalho? – ia sair do banheiro, mas antes dela dar as costas, Katy bateu em seu rosto fazendo-a virar o corpo.
– Isso é para você aprender não levar para a cama! – ela gritou.
– Não sabe com quem mexeu garota! – sussurrou, pulando em cima dela lhe dando um tapa forte do lado de seu rosto. – Se eu quiser posso levar a loucuras... – segurou-a pelo pescoço com força. – Posso venda-lo e amarra-lo na cama, podendo fazer o que eu bem entendo que ele não iria reclamar, talvez até pedisse por mais! – cuspiu as palavras com raiva fervente no organismo. – E você não vai impedir o que vai acontecer hoje! – deixou claro saindo de cima dela, partindo para o corredor.
O que havia falado? Estava fora de si!
e não iriam transar, não depois do soco que ele levou aquilo já foi o suficiente para ele entender que sexo com teria de esperar... E se dependesse dela por isso, ele nunca mais tocaria em seu corpo, mas era obrigada a ceder querendo ou não!
Adentrou seu espaço naquela máfia trancando a porta, precisava bolar um plano para entrar na sala de e instalar sua câmera o único problema é o ódio que ele devia estar sentindo dela no momento!
Levantou o corpo assim que se lembrou de qual era seu objetivo naquele lugar... Havia feito tudo errado, mas como consertar? não lhe daria uma chance... Ou daria? Já estava preste anoitecer e se quisesse saber se seu plano daria certo, o único jeito seria testar!
Saiu da cama com rapidez, pegando uma roupa íntima qualquer correndo para o banheiro, teria de tentar seu plano com !

***

Parou em frente à porta, suspirando, será que estava fazendo a coisa certa? Perguntava-se sempre que se lembrava do que iria fazer... Tocou a maçaneta, girando-a devagar não queria fazer barulho. Adentrou o quarto iluminado pela pouca luz da lua cheia, visualizando deitando de costas para si quem tanto procurava... Respirou fundo e se aproximou da cama, parou suas pernas desfazendo o laço de seu roupão, o tirou jogando-o no chão, ficando apenas com suas peças íntimas mais chamativas da cor vermelha.
Subiu na cama tocando o ombro dele, iniciou beijos molhados por suas costas subindo até seu pescoço, ele não demonstrava interesse apenas permanecia imóvel... Mordeu seu ombro direito, pois sabia que ele gostava, começando mordiscar o lóbulo de sua orelha, não o sentindo retribuir as carícias!
Apoiou a mão no local vago do colchão um pouco abaixo do queixo dele, visualizando sua face, ele estava acordado encarando o nada. Colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha, abaixando o rosto na tentativa de beijá-lo na bochecha, mas mexeu seu rosto não querendo o contato dos lábios de . Ela não estranhou sua atitude...
Apoiou a cabeça no pescoço dele, suspirando e emitindo sons que poderiam o convencer a tocar em seu corpo...
– Desculpe ... – pediu de um jeito baixo. – Desculpa... – fez um leve carinho na face dele que era o local onde havia batido, tentando ser carinhosa.
Percebendo que ele não iria ceder a nada que fizesse, apenas engatinhou ficando ajoelhada de frente pra ele, o encarou por alguns minutos, várias coisas se passavam por sua cabeça, mas nada adiantaria... Resolveu então entrar debaixo do edredom dele, passando o braço de por seu corpo, conseguindo grudar seus corpos, tentou novamente beijar seu queixo, mas ele desviou, e desistindo de tentar fazê-lo se libertar, apenas o abraçou, apoiando a cabeça em seu peitoral duro e quente, iria dormir com ele sem se deixar excitar!




Capítulo 10. Sem Controle



Abriu os olhos esperando se deparar com o peitoral de a sua frente, mas a única coisa que encontrou foi um lençol desarrumado, ele havia acordado lhe deixando dormir, o que já foi o suficiente. Pensava que ele iria lhe bater e jogar seu corpo para fora do quarto, quando na verdade ele a deixou o tocar e grudar seus corpos!
Levantou-se já se conformando que seu plano tinha ido por água abaixo, iria voltar para seu quarto se vestir com uma roupa essencial para ir visitar a casa onde David estava, precisava pegar a microcâmera que instalaria sem falta na sala de !

***

David abriu sua maleta em cima da mesa com ao seu lado, estava tudo ali...
– Essa é a câmera que você vai colocar na sala dele, apenas grude na parede – explicou lhe estendendo um papel com apenas um pontinho preto. – e essa você coloca na mesa dele, assim podemos captar seus planos com rapidez e atenção!
– Estou pensando em seduzi-lo na mesa dele, então se ouvirem sons estranhos... Já sabem! – explicou calma.
– Tem certeza que vai conseguir? – Mary quis confirmar.
– Vou tentar o máximo que eu conseguir! – guardou seus equipamentos no bolso. – Hã... A propósito... David tem um guia?
– Guia de... Cachorro? – quis confirmar.
– Exatamente! – respondeu.
– Tem, mas é com corrente! – disse, tirando o objeto da maleta, entregando a ela. – ... O-o que você vai fazer?
– Uma coisinha com ! – seu tom era malicioso.

***

Andava pelos corredores em busca da sala de , precisava ser rápida, caso quisesse colocar seu novo plano em ação, caso ele aceitasse, o faria sofre até o último minuto, havia acordado com vontade de torturá-lo, e o faria se ele dissesse apenas um simples "sim"!
Empurrou a porta se surpreendendo assim que a encontrou aberta, a sala era grande, o que era ótimo, assim poderia implantar as câmeras com facilidade sem deixá-lo perceber!
Fechou a porta, se aproximando da parede onde com o dedo colocou a primeira microcâmera... Virou-se achando que seria fácil já que não havia ninguém na sala, mas seus olhos se cruzaram com os seus castanhos que representavam um fogo e uma pitada de luxúria... Ele usava uma camiseta branca, uma calça jeans, um tênis preto e o mais importante uma gravata!
– O que faz aqui ? – pronunciou seu sobrenome com tom malicioso.
– Nada... Apenas vim ver como estava! – respondeu de um jeito sexy andando até si, se apoiando em sua mesa, fazendo o possível para prender a atenção dele em seu decote o que foi fácil.
– Agora que já viu que não estou sendo assassinado ou coisa parecida, pode se retirar? – ele não havia a perdoado.
– Shh... – pediu, começando andar até si, sentando de surpresa em seu colo com as pernas uma de cada lado de sua cintura. – Quero uma prova mais concreta... – usou seu melhor tom sedutor. – Quero sentir o seu toque, seus dentes, sua respiração, sua fúria, tudo... – o puxou pela gravata para mais perto de si. – Eu quero você ! – sussurrou devagar no ouvido dele, enquanto suas mãos já abriam os botões da camiseta dele, querendo seu abdômen à mostra.
– Ah... Você me quer? – quis confirmar malicioso, levantando a camiseta dela. – Você me bateu e depois voltou atrás? – seus dedos já invadiam sua calcinha.
– Oh... ... Como eu te quero! – mordeu o lóbulo de sua orelha do jeito que ele odiava, sentindo seus dedos lhe penetrarem. – Isso... Seja bonzinho comigo, eu sei que errei... – gemia em seu ouvido.
– Não sei se serei bonzinho com você... O tapa foi bastante forte! – estava se fazendo de coitado.
– Por favor... – fez novamente carinho em sua bochecha atingida. – Eu faço qualquer coisa para você me perdoar! – começou descer sua mão para o volume já explícito de sua calça.
– Acha mesmo que merece? – levantou-se com rapidez, jogando tudo o que tinha em sua mesa no chão, deitando o corpo dela na mesma. – Foi muito má merece mesmo é um castigo!
– Você merece um castigo, do qual já está pronto para essa noite! – seu plano estava quase completo.
– Diga o quarto e a hora, que eu estarei lá te esperando! – estava fácil demais negociar com ele.
– Quarto 17, às sete e meia sem atraso... – levantou o corpo atacando o pescoço dele com fúria.
– Eu estarei lá, e se prepare , eu vou te destruir até você gritar "chega"! – era uma promessa.
– Estarei pronta para lhe receber ! – pronunciou seu sobrenome de um jeito sexy, enlaçando os braços em seu pescoço. – E acredite, eu vou adorar ter você novamente para mim! – sussurrou baixo em seu ouvido.
– Eu vou acabar com você ... Vou descontar tanto a minha raiva, que você não vai conseguir andar no próximo dia! – ele foi puxado pela gravata com violência.
– Não vai precisar usar isso... Eu mesma já tenho a sua coleira! – puxou a gravata com mais força, enlaçando as pernas em sua cintura. – Meu cachorrinho! – murmurou contra seus lábios.
– Cuidado... Que esse cachorro está com raiva! – seu tom era forte.
– Então vai ser vacinado nesta noite! – selou seus lábios com violência, começando passarem dos limites permitidos. – Não! – separou seus lábios, apoiando a mão sobre seu peito. – Guarde essas energias para de noite, pois você vai precisar! – desceu da mesa, recebendo um tapa forte nas nádegas.
– Estarei te esperando! – ele finalizou a visualizando sair de sua sala.
começou andar pelo corredor com um olhar vitorioso e um sorriso largo nos lábios, tinha conseguido instalar as câmeras sem ele perceber... Retirou o celular do bolso discando o número de David, iria confirmar se estava tudo certo antes de partir para o quarto onde seria domado!
– David? – perguntou assim que a linha foi completada. – Sim... Deu tudo certo, vou preparar o nosso jogo agora... Certo não vou voltar! – e desligou partindo para o quarto.

***

Só faltava o último detalhe, a boina... Olhou-se no espelho com um sorriso bobo nos lábios, seu corpo havia caído bem naquela fantasia, estava se sentindo uma verdadeira chefe de tudo!
Saiu do quarto a caminho do lugar onde tudo aconteceria... Estava pronta para entrar em cena... Assim que chegou a frente à porta, respirou fundo, girando a maçaneta, iria começar!
Adentrou o quarto se deparando com a figura dele deitada sobre a cama, ele estava sem a camiseta vestindo apenas com uma bermuda, seus olhares se encontraram... se sentou na beirada da cama observando-a dos pés a cabeça, estava sonhando!
– Wow... Vamos brincar de ladrão? – perguntou com malícia.
– Espero que esteja pronto... Meu ladrão! – lhe mostrou as algemas com um sorriso sexy.
Ela se aproximou da cama se ajoelhado sob seu colo, começando esfregar o metal em seu pescoço, visualizando-o sentir o objeto gelado... Mordeu seu ombro com fúria, estava com raiva e queria demonstrar isso a ele de qualquer jeito!
– Vamos brincar... – ela se ajeitou no meio da cama, prendendo as mãos dele atrás das costas com suas algemas, sem o ouvir questionar – Está preso... – brincou o vendando. – E vendado! – arranhou suas costas sem dó, começado beijar e morder o pescoço dele.
Ele soltava palavras desconexas, tentando quebrar as algemas, mas era inútil, só iria conseguir se soltar quando ela ordenasse, precisava saber quem manda... abriu a gaveta da cômoda retirando dela um material constituído de couro... Tomou distância dele, esfregando a palmatória em suas costas, visualizando-o estralar o pescoço... Sem esperar o primeiro estrondo foi ouvido no quarto, ele gemeu alto, sentindo em rápidos segundos a língua de passear por suas costas, repetindo os movimentos até estar satisfeita!
Estava se divertindo descontando o resto de raiva que ainda estava acumulado dentro de seu interior. Descontava com todas as forças, e se ele gostava de agressividade na cama, quem era ela para perder a oportunidade de machucá-lo?
Após isso, sentou em seu colo, retirando da gaveta a guia de David e da cintura uma coleira preta de cachorro. Massageou o pescoço de , mordiscando assim que podia, pegou a coleira em mãos, prendendo sem medo no pescoço dele, deixando um pouco apertado, seguido da guia... Soltou suas mãos e desamarrou a venda, continuando sentada em seu colo, o observou com um olhar vitorioso e prazeroso, ele retribuiu o contato, recebendo um puxão forte em direção de , que serviu para deixá-los com os corpos grudados!
– Seja um bom menino! – disse massageando os cabelos negros dele, como se estivesse falando com um verdadeiro cachorro.
– Conseguiu mesmo me colocar na coleira? – brincou. – Mas fique sabendo eu arrebento todas! – completou entre os dentes.
– Você só ladra ... Mas não morde! – puxou a guia com vontade.
– Não mordo? Tem certeza? – empurrou o corpo dela ficando por cima, sendo puxado para mais perto.
– Lembre-se que está com raiva! – lembrou com um sorriso nos lábios.
– Vou lhe mostrar como um verdadeiro cachorro trata sua dona na cama! – sem esperar ela responder, rasgou com fúria a fantasia que usava, deixando-a apenas de calcinha.
Estava com raiva... E se misturar a raiva com um cão, ele sai rasgando e mordendo tudo o que vê pela frente... estava o chamando de cachorro, então mostraria a ela o verdadeiro cachorro dentro de si!
Mordeu sua barriga com força, ouvindo o gemido de ela escoar pelo quarto, ele gostava de vê-la daquele jeito... Traçou um caminho indefinido com a língua até a região sul, abocanhando a barra de sua calcinha e com os dentes a puxou até a peça se partir ao meio...
– Seu grosso! – o puxou para cima. – Até um cachorro é mais delicado! – segurou-o pela coleira.
– Mas lembre-se... Está lidando com um cachorro da raça e não com um vira-lata! – começou distribuir beijos molhado por seu pescoço e colo.
– E é incrível como esse cachorro trata suas donas! – enlaçou os dedos em seus cabelos, assim que o mesmo começou sugar um de seus seios e massagear o outro com a mão.
dobrou as pernas o colocando no meio, puxando sua cintura para baixo se esfregando contra seu volume... mordeu seu seio assim que sentiu tentando o puxar novamente pela guia... Ele não iria a obedecer...
... – gemeu seu sobrenome tentando tirar sua bermuda com os pés.
– Diga... – pediu subindo o corpo, começando um leve agrado no lóbulo da orelha dela.
– Seja um bom cachorro... E acabe logo com isso... – implorou, levando suas mãos até a barra da bermuda dele.
– Quer que eu lata ou uive também? – perguntou no ouvido dela.
– Falo sério! – arranhou suas costas com vontade.
– Au-au... Não vai aguentar é isso? – imitou o som de um cachorro
– Vai logo... – empurrou seu corpo para trás.
Grudaram suas testas, ofegantes e suados... Ambos estavam perto do ponto máximo...
puxou-o pela guia, escondendo seu rosto no pescoço dele. Era tortura. Ele estava a torturando, não queria lhe dar o que queria... Também não iria retirar a guia até ele obedecer a seus comandos... tinha que aprender que mandava e não ele, mas estava difícil o "adestramento"!
, por favor! – pediu em seu ouvido.
– Não... Você foi muito má hoje, merece sofrer mais! – respondeu empurrando o corpo dela para trás, começando lamber, morder e beijar tudo ao mesmo tempo.
Afinal ele havia deixado bem claro que iria a destruir, iria a machucar resumindo... Não se importava, desde que ele continuasse com a guia para ela pode puxá-lo quando quisesse, iria aguentar tudo. Não tinha o que perder já que ele estava sob duas ordens!
Aquela noite estava bem longe de acabar...




Capítulo 11. Cão que ladra não morde!



abriu os olhos, se deparando com o peitoral de . Não acreditava no que ele havia feito, tinha lhe machucado como prometido, mas não se importava... Levantou a cabeça, o encarando e só então percebendo que ele ainda usava a coleira preta junto à guia. Sorriu com a surpresa, acariciando o rosto dele na tentativa de acordá-lo. Não obtendo sucesso, começou um simples cafuné em seus cabelos bagunçados... Não queria admitir, mas ele parecia definitivamente seu cachorro. era melhor em alguns pontos, mas lhe dava algo a mais que tudo o que podia dar... Abaixou o rosto, começando beijar sua face, seguindo para a orelha, Sabia que ele já estava acordado!
– Bom dia, ! – sussurrou em seu ouvido. – Ou Melhor, dizendo... Cachorrinho ! – enlaçou seus dedos na coleira, puxando-a de leve.
– Bom dia pra você também... – respondeu, ainda um pouco atingido pelo sono.
– Latiu bastante? – brincou, já sentada em cima de seu corpo.
– Engraçadinha! – sorriu cínico.
– Lembro-me que você latiu! – segurou a guia em cima de seu abdômen.
– Não puxa... Não! – foi obrigado a levantar seu tronco, sentindo seu corpo todo reclamar. Tentou conter alguns gemidos de dor, mas foram inúteis.
– Quer ir ao veterinário? – ela se referia pela dor.
– Primeiro acho que preciso de um banho. – respondeu, sendo puxado novamente.
– As pulgas estão atacando? – perguntou maliciosa.
– Estão... E como coçam! – fez cara de coitado, entrando na brincadeira.
– Quer acabar com a coceira? – abriu o fecho de seu sutiã, que antes de dormir havia vestido já que era a única peça que ele havia deixado intacta. – Eu posso resolver em segundos o seu problema, . – puxou a guia em seu melhor tom de malícia.
– Vamos ver como você vai resolver esse... Problema. – levantou da cama, conseguindo tirar a guia de suas mãos, tentando se livrar dos objetos. Tentativa inútil.
se levantou da cama, rindo com o que visualizava a sua frente. Enlaçou seus braços no pescoço dele, brincando com a guia sem puxá-la.
– Não seja teimoso, ! – lhe lançou um sorriso cínico. – Só vai ficar livre quando eu quiser! – deixou claro, puxando a guia com vontade, seguindo caminho para o banheiro onde tomariam um banho quente.

***

O homem checou seu revólver junto com mais três... Iriam matar aquele que tanto queriam desde que entraram para a máfia oposta. Já haviam seguido as ordens dele, mas agora tinham raiva... estava lucrando mais que o necessário nos últimos meses apenas traficando armas para os países em conflitos, e isso destruía os planos das máfias vizinhas... Muitas não se importavam, sabiam que não podiam competir com ele, mas todas desejavam sua morte e agora teriam o corpo dele finalmente sobre o chão sem vida, e seria naquela noite!
– Tudo pronto? – o líder do trio se manifestou.
estará no chão em segundos! – o segundo respondeu, sorrindo.
– Espero que ele aproveite o último dia de vida! – o principal disse, mirando a arma para um ponto qualquer. – Prepare-se, ... Sua hora chegou! – apertou o gatilho, observando o estrago que se fez contra uma árvore.

***

saiu de seu quarto, a caminho da saída daquele lugar. Iria se encontrar com David e perguntar o que mais deveria ser feito... já tinha mordido a isca, mas o jeito dele agir era estranho. Ele estava diferente do que descreviam... Max e Roni faziam pesquisas sobre seu comportamento, mas tudo era igual... Ele era agressivo, durão, mandão, orgulhoso, teimoso, dominador, forte e o mais importante, inteligente.
apenas havia conhecido seu lado teimoso, ele agia igual todas as noites que passavam juntos, mas o pior era saber todas as suas características e não saber lidar caso ele resolvesse se libertar... Agora ele mostrava apenas o seu lado teimoso, mas e quando mostrasse seu lado agressivo?
Ela não saberia segurar a mão, e lhe bateria como da última vez e o plano iria por água abaixo... David iria lhe explicar como agir caso ele ficasse agressivo, o problema seria acertar o ponto certo.
– Ei... – ela chamou, assim que visualizou a figura de preste entrar em sua sala. – Queria apenas saber se a nossa noite ainda está de pé?! – se aproximou dele, brincando com a gola de sua camisa.
– Não posso confirmar nada... Tenho muito que fazer por aqui. – respondeu calmo.
– Vai me deixar à noite inteira sem sentir seu toque? – encostou a cabeça em seu peitoral coberto pela camiseta, fazendo cena.
– Já recebeu muito o meu toque na noite anterior... – respondeu calmo, segurando-a pela cintura.
– Não foi o suficiente... A propósito, tenho uma coleira azul para testar em seu pescoço! – beijou o queixo dele.
– Vai ficar me enfeitando com coleiras coloridas agora? – perguntou de olhos fechados, sentindo os lábios dela em seu pescoço.
– Enquanto estivermos entre quatro paredes, ... Você vai usar uma coleira querendo ou não!
– Não sou cachorro pra você colocar coleiras e guias! – prensou o corpo dela contra a parede.
– Algemas então substituirão as guias, mas as coleiras ficam! – ele atacou seu pescoço com fúria.
– Fechado! – concordou, mordendo com vontade a região.
cravou as unhas em seus ombros largos, soltando gemidos um pouco altos. Ele estava com um pouco de raiva, ela sentia... Desceu as mãos até a barra de sua camiseta, a puxando para cima, parando em seus ombros... Ele se afastou, puxando o resto do material deixando exposto aquele abdômen esculpido pelos deuses gregos...
– Está suando, ... – sussurrou em seu ouvido, assim que suas mãos tocaram a pele exposta.
– Está muito calor aqui! – respondeu, justo na hora que Katy invadiu o corredor ficando indignada com o que via a sua frente.
– E como está... – virou um pouco o olhar para o lado, percebendo a presença da loira. Apenas sorriu de lado. – Oh, ... Isso é muito bom... – gemia com falsidade na voz, enquanto ele beijava sua barriga que era exposta.
– Não viu nada ainda! – ele respondeu, abrindo os botões de sua calça.
– Não... – o puxou pelos ombros para cima, selando seus lábios com agressividade.
abriu os olhos durante o beijo, laçando um olhar feio para Katy que ainda observava a cena com uma expressão indignada e com raiva... estava fazendo de propósito e Martin estava morrendo em ciúmes, queria enforcar até a morte naquele momento, mas caso o fizesse, revidaria para cima de si, conhecia o tipo que aquele homem era e não se arriscaria em enfrentá-lo por nada naquele mundo!
sorriu assim que separou seus lábios, agarrando ao corpo de com vontade enquanto recebia carícias dele, ainda olhando fundo nos olhos de Katy... Sabia que a loira não iria largar o osso facilmente, mas já sabia a quem pertencia naquele momento...




Capítulo 12. Medo e raiva.



N/A: esse capítulo, contém cena de estupro.


– Abre a boca! – pediu.
Ele obedeceu, recebendo um morango gelado na boca. Estava sendo mimado por , e o problema que estava gostando!
Estavam em um quarto grande, sob uma cama de casal... estava com as pernas dobradas com no meio delas de uma forma folgada... Ao lado em cima da cômoda vários potinhos continham frutas, doces e salgados, pareciam um casal, mas não eram... Brincavam e cutucavam um ao outro... Carinhos eram trocados por ambos, cafuné era feito em , enquanto ele retribuía acariciando a perna dela.
– Está tão bonzinho hoje, ! – usou seu nome já que não o usava com frequência. – Acho que não vou precisar lhe colocar a coleira... – beijou-lhe e inspirou seu pescoço.
– Hoje não estou com vontade de agir como um cachorro. – respondeu calmo continuando acariciar a perna dela com a atenção presa na televisão.
– Ah... Eu gosto de você sendo um cachorro! – mordeu sua orelha querendo provocá-lo.
– Não vai adiantar... – fechava os olhos e suspirava assim que ela aplicava força em seu lóbulo. – Não vou rasgar as suas roupas como se estivesse desesperado! – completou tentando se controlar.
– Que pena... – disse normalmente continuando a bagunçar os cabelos negros a sua frente.
– Gostaria de me ver agressivo? – jogou a cabeça para trás.
– Por que não? – respondeu acariciando o pescoço dele.
– Vai ter que esperar até amanhã, hoje estou com muitos problemas na cabeça... – respondeu sentindo-a curvar o corpo selando seus lábios com calma.

***

– Tudo pronto? – o líder perguntou, ainda dentro do carro.
– Prontos para matar ! – o que estava sentado ao banco do passageiro respondeu, destravando sua arma.
– Ele deve estar naquele quarto, é o único que tem iluminação! – o terceiro se pronunciou apontando a janela que uma simples e fraca luz iluminava.
– O quarto dele fica no subsolo, por que acha que ele estaria ali? – o principal perguntou segurado o volante.
– Jeff ninguém prende em um quarto, tudo isso... – se referiu ao prédio velho e grande. – É dele, e... Ele pode estar em qualquer lugar, mas vamos tentar primeiro o que tem iluminação!
– E se não for?
– Ninguém passa a noite nesse lugar, sem ser ele! – respondeu abrindo a porta do carro.
Os três desceram do carro, encarando o enorme prédio caindo aos pedaços. Checaram suas armas encarando um ao outro, o plano não poderia falhar, planejavam e revisavam suas palavras minutos após minutos, tinham medo de falhar... Aproximaram-se da porta de entrada girando a maçante, achara estranho ela estar aberta, alguém ainda iria sair daquele lugar, ou seja, não estava sozinho!
– O plano é o seguinte, um fica aqui embaixo enquanto outro vem comigo até o andar de cima! – Jeff explicou, vendo os dois discutirem para ver quem o seguiria.
Era sempre a mesma coisa, Jeff ditava as ordens e os dois idiotas discutiam entre ir com ele e ficar de guarda!
Jeff revirou os olhos, separando os dois que se estapeavam, jogou um para cada lado, lançando um olhar de raiva de um para o outro, sempre precisava separar as tarefas!
– Não sabem decidir as coisas sem brigarem? – ele ditou. – Carter você vem comigo, e você Walter fica aqui e nos avise caso alguém entrar ou sair!
– Por que é sempre o Carter o escolhido para te acompanhar? – questionou.
– Não quero ouvir reclamações! – sussurrou baixo.
– Mas ele... – Walter ia reclamar em alto tom.
– Shh... Seu idiota quer que o acorde e atire em todos nós? – perguntou se referindo aos três.
dorme feito uma pedra, nunca vai escutar os nossos gritos!
– Cale a boca e faça o seu trabalho! – ordenou.
Fez um sinal para Carter, começando andarem pelo corredor... Não iria ser difícil acertar uma bala na cabeça de ... E iria ser mais fácil se ele estivesse dormindo, seu sono ajudaria bastante já que dormia pesado, apenas sentiria que tinha sido atingido quando já estivesse nos portões do inferno!

***

caiu em cima de na cama com um sorriso safado nos lábios, ele poderia estar bonzinho e carinhoso, mas não a deixaria dormir sem antes de fazê-la gritar seu nome e sobrenome... Talvez não estivesse em seu momento mais agressivo, mas ainda tinha raiva daquela mulher pela mesma ter cuspido em seu rosto, e a odiava por isso, ela não sabia, mas ainda queria lhe apontar uma arma e apertar o gatilho como ela havia pedido no dia que entrou em sua vida... Mas quando entrava em seu quarto e tocava na arma, alisava-a pensando no corpo de no chão, mas algo o impedia de prosseguir... Era como se estivesse viciado ao corpo dela!
? – o chamava. – ! – chacoalhou seu corpo atraindo a atenção dele para si. – O que houve? Você... Parou de repente!
– Ah... Nada! – disse sem jeito, não iria revelar que estava pensando em seu corpo sem vida no chão.
– Então... Vamos continuar! – o puxou pelos ombros dobrando as pernas colocando-o no meio destas.
atacou seu pescoço já com a cabeça limpa, era incrível como era preciso apenas ouvir a voz dela para perder o juízo... Não entendia o que acontecia, parecia que o dominava, precisava se livrar daquele vício, mas como? Ela já o queria na noite seguinte em seu modo "cachorro", e já queria a matar apenas por imaginar que teria de usar uma coleira novamente, mas não conseguia impedir que ela lhe tratasse daquele jeito, infelizmente gostava de ser maltratado!
– Ouviu isso? – a voz dela invadiu seus ouvidos.
– Ouvi o que? – estava fora da realidade.
– O... – iria responder, mas o barulho do tiro fez se levantar com rapidez, seguido dela.
– Fica atrás de mim! – mandou, empurrando o corpo dela com a mão.
– Estou com medo... – poderia ser mentira, mas na verdade estava mesmo com medo, quando o assunto era bandido com armas sabia lidar, mas sem elas... Ficava totalmente vulnerável.
– Calma... Eu vou cuidar de tudo! – ele deu seu primeiro passo, sentindo se agarrar a si, o apertando com força.
– Não me deixa aqui sozinha... – ele revirou os olhos, tentando virar seu olhar para trás, mas sua atenção foi chamada para a porta, onde chutes eram dados.
! Sabemos que está aí! – a voz de Jeff invadiu seus ouvidos. – Abre a porra da porta!!! – ordenou atirando contra a mesma.
!!! – chamou seu sobrenome assim que ele segurou seu braço... Haviam o atingido de raspão.
– Shh... – pediu a ela. – Não foi nada! – tirou a mão de cima do machucado visualizando o sangue quente e fresco que escorria.
o segurou pelo braço lhe lançando um olhar assustado, precisavam se salvar caso quisessem viver, mas como sendo que estavam desarmados?
– Que coisa linda! – Jeff derrubou a porta invadindo o quarto com seu melhor tom sarcástico. – Desculpe estragar a sua noite ! – disse com ódio.
– Conseguiu finalmente tomar coragem para me enfrentar... Jeff? – cuspiu, empurrando o corpo de para trás de si.
– Que meigo protegendo a garota! – Jeff provocou, mirando a arma na direção de .
– Não atire nela! – a fez grudar seu corpo em si ficando protegida. – O seu assunto aqui é comigo e não com ela! – tomou a frente na conversa.
– Oh... sempre querendo bancar o herói! – Jeff abaixou a arma. – Já contou a ela como passa suas noites? – queria o ver fora de si. – Dorme sempre com uma garota diferente... Um dia uma loira, no outro uma morena... Onde vai chegar desse jeito? Talvez morto por doenças sexualmente transmissíveis!
fechou as mãos em punho, fechando os olhos e suspirou... Estava com raiva, odiava quem ousava lhe provocar, aceitava provocações apenas na cama, mas fora seu espírito mudava... Sentiu duas mãos segurarem seu braço atingido, sabia a quem elas pertenciam...
, por favor, não... – tentou pedir, mas Jeff a interrompeu sarcástico novamente.
– Que bonitinho... recebendo ordens de uma garota... Sabe... Acreditava até alguns minutos atrás que você era homem o suficiente para tomar suas decisões! – provocou.
lançou um olhar para esperando ele revidar, não obtendo sucesso, tomou impulso entrando em sua frente citando as palavras seguintes com fúria e raiva:
– Tenho certeza que é bem mais homem que você! – lançou um olhar enraivecido para Jeff que revidou com o mesmo.
– Também... Não se pode negar depois que transaram... Afinal qualquer homem poderia dar conta do seu corpo! – lhe observou dos pés a cabeça.
me faz gozar dos melhores jeitos, me faz gritar seu nome com vontade, me deixa sem controle... Mas e você? – disparou sem pensar. – Não deve nem conseguir satisfazer os desejos de uma mulher! – cuspiu, recebendo o braço de em sua barriga empurrando seu corpo para trás, ela apenas obedeceu.
– Gostei do jeito da sua garota, ... Está tratando-a direitinho! – provocou.
– Cale a boca! – rosnou entre os dentes.
– Uh... Isso não foi legal... , vamos acabar logo com isso! – apontou a arma para ele, que não se deixou intimidar. – Pegue a garota! – ordenou.
Carter avançou com rapidez não dando tempo de segurar o corpo de contra si, quando menos esperou ela já tinha uma faca contra seu pescoço.
– Vamos fazer um trato ... – Jeff andou até ele que matinha uma expressão estressada. – Ajoelhe-se agora e ninguém sai ferido, caso contrário sua garota morre! – ameaçou.
– Não ... Não faz o que ele está pedindo! – disse não se deixado intimidar pela arma.
– Oh... Gotosa do ! – se referiu a ela sem educação. – É melhor que cale a boca, antes que eu cale pra você! – Jeff provocou . – E então... ... Vai se ajoelhar ou irá fazer meu amigo sujar a faca com o sangue de sua garota?
lançou um olhar para que já dizia tudo o que iria fazer, ela gritou a palavra "não", mas aquilo não o faria mudar de ideia!
– Não a machuque! – ele pediu se ajoelhando.
– Que lindo! – Jeff começou bater palmas. – Merece aplausos ! – brincou continuando bater suas mãos.
– Acabe logo com isso! – pediu.
– Quero que veja antes e se certifique que sua garota estará em boas mãos... – se aproximou dela encarando fundo em seus olhos, retirando a faca das mãos de Carter. – Pode ter um rostinho bonito, mas a sua língua me impressionou... Disse que não sou homem o suficiente... Vamos vê de quem vai ser o nome que você vai gritar! – pegou-a pelo pescoço, prendendo o corpo dela com agressividade de costas para si contra a parede, começando abrir o zíper de sua calça.
não observou a cena, apenas esticou seu braço em total silêncio pegando aquilo que talvez impedisse de sofrer um abuso sexual... Levantou o corpo em silêncio, conseguindo ouvir os primeiros xingamentos e gritos de , talvez já fosse tarde, mas ainda poderia derrubar o corpo de Jeff no chão... Mirou o revólver na direção do mesmo, colocando o dedo sobre o gatilho...
... – chamava por ajuda, sua voz já era falha, estava ao ponto de desmaiar!
– Ele não vai te ouvir... Você é minha agora... – e então apertou o gatilho fazendo o som invadir o quarto.
Visualizou Carter correr para fora em desespero, esse pensaria duas vezes antes de enfrentar novamente... O corpo de Jeff caiu no chão já sem vida, o tiro invadiu seu crânio, fazendo-o morrer de forma rápida... lançou um olhar piedoso para o homem a sua frente, precisava de ajuda... O mesmo se aproximou, pegando-a no colo sem dizer uma palavra, não era necessário falar apenas fazer...
– O que aconteceu aqui? – Greg surgiu na porta se referindo ao tiro.
– Tentaram me matar... Se livre do corpo! – pediu sentindo aconchegar a cabeça em seu peito segurando a gola de sua camiseta.
– O que quer que façamos? – perguntou outro homem que surgiu com mais três atrás.
– Leve o corpo para longe e se possível o queime! – ditou as ordens saindo daquele lugar a caminho de seu quarto.
Abriu a porta, pousando o corpo da mulher sob sua cama... Sentou-se na beirada da mesma acariciando o rosto dela, que mantinha uma expressão assustada, não tinha aguentado a dor e havia desmaiado... Ele encarou a porta preste a se levantar, mas seu braço foi segurado.
...? – sua voz era falha. – Fica comigo...?! – ele sabia o que ela estava sentindo, era medo!
– Se preferir. – respondeu visualizando-a abriu um sorriso pequeno.
– Deita aqui! – pediu indicando o seu lado direito.
– Não...
– Por favor... – implorou puxando o braço dele.
Seus olhares se encontraram, e a mensagem nos olhos dela foi o suficiente para fazê-lo ceder... estava com medo, havia sido estuprada por Jeff e machucada pelo mesmo, não achava que pudesse lhe fazer se sentir melhor, mas com ele se sentia segura e protegida, o que já era o suficiente para conseguir dormir sem medo...
levantou o edredom se colocando debaixo dele, logo sentindo o corpo de se agarrar ao seu, não esperava aquela reação, mas se ela queria sua companhia, o que ele poderia fazer para negar? O único jeito era aceitar dormir com ela!




Capítulo 13. O Beijo



aconchegou melhor sua cabeça no peitoral de , apertou um pouco o tecido de sua camiseta, emitindo alguns sons com risos, conseguindo ter direito a um cafuné de cinco em cinco minutos...
A dor por entre suas pernas era insuportável, mas não se importava apenas por ter ao seu lado na cama, já era o suficiente para abafar a dor, ele lhe passava um ar protetor...
– Como você está? – a voz dele penetrou seu ouvido.
– Com dor... – respondeu se grudando mais a ele.
– Te sugiro não levantar hoje, deixa que eu cuide de você! – soou meio fofo demais para !
– Não... Eu consigo me levantar... – levantou o tronco mexendo a perna, caindo em cima dele devido a forte dor em sua intimidade.
– Viu? – a voz dele estava perto de seu ouvido. – Não vai conseguir andar!
– Você tem coisas importantes para resolver... – respondeu baixo.
– Não quero que se preocupe com isso... – respondeu calmo. – É por culpa minha que você está assim, agora pode me considerar seu cachorro! – brincou rindo.
– Está bonzinho demais, vou começar a ficar com medo! – alargou um sorriso.
– Quer que eu abafe a dor pra você? – perguntou com desejo na voz empurrando o corpo dela para trás ficando por cima.
– Não... Estou muito frágil para te receber... – respondeu soando fraco.
– Minha língua não vai lhe machucar! – disse com um sorriso sarcástico.
... – o encarou séria. – Faça o que sabe fazer de melhor! – deu-lhe permissão.
– Prometo não machucar! – jogou o edredom para o ar, começando tirar a simples camiseta branca dela, deixando seus seios fartos à mostra.
Massageou-os com as mãos, lambendo o bico de ambos, fazendo-a se arrepiar dos pés a cabeça... Passou os lábios por entre eles, subindo soltando ar quente pela boca até o pescoço dela, beijando a região devagar... apoiou as mãos em seus ombros largos, descendo até a barra da camiseta preta dele, puxando-a para cima parando em seus ombros... levantou o tronco puxando sua camisa para fora de seu corpo, deixando acontecer no momento seguinte à cena mais estranha que já participou... Por sinal se desequilibrou, caindo em cima dela, com os rostos próximos, seus narizes se tocaram, ambos abriram os olhos encarando um ao outro... Esfregaram seus narizes, fechando os olhos, selando seus lábios com calma...
Suas línguas se massagearam e trocaram salivas... Era um beijo diferente dos outros, eles sentiam uma sensação quente e forte... levou as mãos até a nuca de retribuindo com mais leveza a seus lábios... Ele rompeu o beijo, guardando suas testas, ambos estavam ofegantes...
– O que foi isso? – ela perguntou.
– E-eu não sei... – respondeu sem saber.

***

Max e Roni adentraram a sala de David preocupado, desde a noite anterior não tiveram nenhum sinal de , ela prometera não voltar, iria passar a noite com , mas a notícia sobre o trio na casa se espalhou com rapidez, fazendo Mary e David rezarem para que ainda estivesse com vida naquele lugar!
– Pelo amor de deus... Falem que a encontraram! – Mary estava desesperada.
– Não... Nenhum sinal nem dela ou de ! – Max respondeu.
– Acham que...
– Não consigo pensar em uma coisa dessas! – Mary foi abraçada por David.
– Procuraram nos quartos, banheiro, não sei... – David citou os únicos que lugar do qual sabia que e poderiam estar se atacando.
– Os banheiros foram revistados um por um, mas mesmo assim nem sinal... E os quartos apenas não observaram de , fica no subsolo e para chegar lá precisamos do elevador! – Roni explicou.
– Não existe escada? – David gritou.
– Senhor... Pra quê perde tempo sendo que não vamos os encontrarem lá?
– Se certifique primeiro antes de falar! – disse apontando a porta.
Os dois saíram novamente fungando, teriam de voltar novamente para a máfia de , apenas para abrirem uma porta e não encontrarem nada!

***

lambeu com vontade a intimidade de que soltava suspiros altos, suas unhas estavam cravadas no lençol e mordia os lábios com força... estava embaixo do edredom, cumprindo com sua promessa, enquanto apenas do ombro para cima de estava para fora, ela sentia sua língua quente também em suas coxas, ele chupava tudo que tinha acesso com vontade, parecia faminto...
gemeu seu nome e sobrenome assim que sentiu os dentes de morderem de leve seu clitóris, o estimulando com a língua fazendo-a liberar mais líquido conforme o fazia... Ele sabia como a levar a loucura em apenas segundos, isso deixava fora de si desejando cada vez mais contato!
A porta do quarto se abriu devagar atraindo toda a atenção de ...
Um calafrio subiu seu corpo, poderia ser Carter, tinha medo, mesmo estando com ... Puxou o edredom tentando cobrir o máximo de seus seios, tinha vergonha se alguém a visse daquele jeito, apenas tinha aquele direito, ainda que forçado...
– Max... Roni? – perguntou assim que a figura dos dois surgiu em seu campo de visão.
– Viu por aqui? – Max perguntou sem jeito.
, o Max quer falar com você! – ela avisou, sentindo-o escalar seu corpo, colocando apenas a cabeça para o lado de fora com um sorriso.
– O que querem? – disparou meio grosseiro. – Não sabem bater na porta? – seu tom de bravo. – Espero que seja importante para me tirarem de um momento com esse! – saiu debaixo do edredom, com os cabelos bagunçados vestindo apenas com sua bermuda vermelha.
riu de seu estado, segurando o edredom contra seus seios, visualizando os três saírem já discutindo... estava com raiva, seu tom de voz era grosseiro e gritava do lado de fora como se Max e Roni fossem cachorros!
– Digam logo o que querem! – pediu parecendo sem paciência.
– Viemos saber se está tudo pronto para amanhã. – Max respondeu calmo.
– Claro que está, tenho tudo sobre controle! – respondeu duro.
– Lembre-se de levar a garota, ela fará um ótimo trabalho atraindo aqueles idiotas para dentro da armadilha! – Roni se intrometeu.
– Não vai dar... Ela não consegue andar! – respondeu pensativo. – Teremos de deixar para daqui três dias.
– Três dias , você... Você ficou maluco?
– Não levante o seu tom de voz para mim Max! – lhe apontou o dedo.
– O dinheiro que ganhamos tinha o prazo de sete dias! – explicou.
– Calma... Consigo resolver tudo até amanhã! – garantiu abrindo a porta.
– Ah ... – Roni o chamou tendo sua atenção. – Limpe a boca! – indicou a região bocal, fazendo os três rirem.
não tinha escutado, eles gritavam alto, mas o barulho da televisão era maior... Assistia a um desenho animado, não se importava, apenas queria o corpo de contra o seu novamente!
Virou sua atenção para a porta, encontrando ele se dirigindo até si, curvando o corpo lhe lançando um olhar sedutor, entrando debaixo do edredom e ficando deitado sobre seu corpo.
– Onde estávamos? – perguntou malicioso.
– Nessa parte... – respondeu beijando o pescoço dele, lambendo seu pomo-de-adão, fazendo-o gemer do jeito que ela gostava...




Capítulo 14. Será?



Abriu a porta do banheiro entrando os dois rindo, estavam se divertindo desde que acordaram... Ambos dormiram abraçados, haviam se esgotado até os últimos minutos, agora estavam preste a tornar um banho.
... Para de me tratar como de eu fosse uma criança?! – o impediu de tirar suas roupas.
– Você ainda está frágil, e eu sou o responsável! – respondeu abrindo a calça dela.
– Chega! – desceu da pia empurrando ele para o box.
– Que isso rejeitando a minha ajuda! – ele reclamou visualizando-a tirar as roupas.
– Ainda tenho dores, mas não precisa me ajudar sempre em tudo! – entrou de sutiã e calcinha no box, selando seus lábios com os dele.
explorava o corpo dela sem se deixar intimidar, invadiu a calcinha de por trás, apertando suas nádegas com vontade, subindo suas mãos alisando suas costas... bagunçava os cabelos molhados dele, arranhando suas costas...
separou seus lábios, encarando a sua frente, molhou as mãos com a água começando limpar o rosto dele, partindo para a cabeça... Pegou o vidro de xampu colocando um pouco em sua mão, passando no cabelo dele, que estava com a cabeça abaixada, massageou sua cabeça, enxaguado em poucos minutos... Pegou o sabonete que tinha um cheiro gostoso, passando o mesmo contra uma esponja, deixou espumar, começando esfregar no abdômen dele, partindo para os braços, pernas, pescoço e costas... fez o mesmo com ela, menos com seu cabelo...
Desligaram o chuveiro, enxugando uma ao outro, vestindo suas roupas limpas. segurou no ombro de sendo pega no colo, ainda estava frágil e evitava andar por muito tempo, enquanto não ficasse independente, teria de contar com ele para se movimentar, mas basicamente passava o dia inteiro em cima de uma cama!
– Vem aqui... – pediu já sentada na cama com as costas encostadas na cabeceira. – Me deixa secar o seu cabelo! – pegou uma toalha na cômoda, fazendo-o se sentar no meio de suas pernas, ligando a televisão.
começou secar seu cabelo deixando-o bagunçado enquanto o ele assistia ao jornal que transmitia notícias de Washington... Assim que terminou seu trabalho, jogou a toalha em uma cadeira qualquer, ajeitando com os dedos os fios a sua frente, o puxou para trás apoiando a cabeça no ombro dele inspirando seu cheiro de sabonete, abraçando-o.
– Está cheiroso! – elogiou beijando sua bochecha de brincadeira.
– Sem pulga? – perguntou sentindo-o mexer seu cabelo.
– Sem pulga, sem carrapato, sem bafo, sem raiva... Um verdadeiro cachorro de senhora! – brincou acariciando sua face sentindo a barba dele se mostrar presente. – Mas isso não diz nada que não tenha de fazer a barba! – encostou o nariz em seu pescoço respirando o cheiro gostoso de seu corpo novamente.

***

entrou na sala avistando logo a figura de David e Mary, não sabia o porquê lhe chamaram, mas tinha a leve impressão que tudo se envolvia com !
– Qual o motivo de terem me mandado viajar até aqui? – disparou se sentando na cadeira como se estivesse em sua casa.
– Queremos que ajude com ! – David respondeu.
– Parece bem fácil, apenas exijo uma arma e sonífero! – disse rápido. – Matamos o , depois vamos embora fingindo que nada aconteceu! – levantou as mãos parecendo estar mais que convencido.
– Não podemos matar ! – Mary revelou.
– E porque não? – questionou.
tem uma aliança com traficantes e gangues de drogas de New York, Washington e Canadá... Caso o matar, eles viram atrás de nós e nos mataram!
– E vai deixar ele solto? – estava indignado.
– Não podemos o prender, não podemos fazer nada... é poderoso!
– Então pra quê me chamaram aqui?
está se envolvendo com ele... – arregalou os olhos. – Max disse que pegou os dois na cama parecendo um casal, e não é atual... Já faz alguns dias que ele percebeu os dois cada vez mais próximos e carinhosos!
– E querem que eu faça o que, eu e terminamos já faz quase um mês!
– Ela ainda te ama, está sendo apenas uma distração... A missão dela era apenas dormir com ele, mas passaram do limite e ontem... Max e Roni pegaram os dois na cama praticando sexo oral! – Mary explicou visualizando-o indignado.
– Sexo oral? Mas, mas o que deu na pelo amor de deus! – ele estava preocupado.
– E você precisa impedir que eles se envolvessem mais! – David disse.
– Como?
– Coloque ciúmes em , ele não vai aguentar e vai quer distância dela! – Bleckyt explicou.
– Não vou conseguir!
– Tem que conseguir... tem que se afastar desse assassino! – Mary pegou na mão dele.
– Vou tentar o máximo. – respondeu sem ânimo saindo da sala a caminho da máfia de .

***

saiu com dificuldade de seu quarto, precisava ir ao banheiro com urgência, estava longe e não podia contar com ele... A dor entre suas pernas ainda era presente mesmo de noite, mas precisava prosseguir... Apoiava-se nas paredes parecendo que ia ceder a qualquer momento, suas pernas estavam bambas e isso poderia resultar um tombo!
? – ela se virou não acreditando na figura loira de olhos azuis a sua frente...
? – o analisou dos pés a cabeça, não podia ser real! – O que faz aqui? – perguntou calma, com o coração batendo rápido, ainda sentia sentimento por aquele homem!
– Vim lhe ajudar com , precisamos da sua ajuda em Washington!
está bem? – perguntou sentindo sua cabeça tonta e sua barriga revirar.
– Está sim, ele já esta na casa do Charlie e sente...
... Leva-me para o banheiro! – pediu com a voz falha.
– O que houve?
– Um enjoo... – tapou sua boca com a mão.
sabia que ela havia sido estuprada, David havia lhe contado antes de entrar no carro a caminho daquele lugar... Pegou-a no colo levando-a com rapidez até o banheiro que foi fácil de encontrar graça a ajuda da placa. Colocou-a no chão, visualizando-a ter um ataque de náusea. Abaixou-se ao seu lado segurando seus cabelos, massageando suas costas.
– O que deu em você ? – perguntou, visualizando-a pálida.
– Eu não sei... – respondeu.
– Tomou as pílulas que David lhe recomendou? – perguntou.
– Faz dois dias que não tomo... – seu ataque recomeçou.
... Acho que... – não acreditava no que iria dizer. – Acho que você está grávida. – disse sem humor engolindo em seco.
– Grávida? – ela pronunciou não acreditando, não podia ter engravidado de ou de Jeff Larry!
Derramou-se em lágrimas nos braços de . Não acreditava. Arriscava em dizer que não sabia quem era o pai. Mas se fosse ? Como iria transmitir a notícia?




Capítulo 15. As lágrimas



Entraram dentro do quarto juntos, eram os únicos que podiam saber sobre a "gravidez", tinham dúvidas entre quem poderia ser o pai, mas não se arriscava em dizer que seria de !
Suas lágrimas molhavam a camiseta de , sentindo-o acariciar seus cabelos tentando acalmá-la... Ele havia aparecido na hora certa, mesmo depois da traição, continuava gostando dele, e ele era o único que podia ajudar!
– Não conta para o David... Ele vai mandar abortar! – pediu entre soluços.
– Você tem certeza que está? – perguntou.
– A minha menstruação está atrasada... Só pode ser isso... – o choro lhe atingiu.
– Shh... – pediu. – Vai ficar tudo bem... – garantiu.
não vai assumir... E se for do Jeff?
– A culpa disso é do , ele tem o direito de assumir!
– Ele não vai, é orgulhoso demais para enxergar os fatos... – explicou abraçando o travesseiro.
– Calma tá? – curvou o corpo beijando sua testa. – Eu estou aqui para te ajudar em tudo o que for necessário!
... Compra um teste de gravidez, por favor? – pediu sem jeito.
– Claro. Volto daqui dois dias, tenho de resolver alguns problemas sobre a minha viajem urgente de Washington, Charlie nem ficou sabendo. – explicou. – Boa sorte e não conta nada para o !
– Não sou louca de fazer isso! – respondeu se aconchegado na cama ouvindo a porta bater atrás de si.
saiu da sala indignado com o que havia acabado de presenciar. Tinha sido convocado com o objetivo de impedir que algo como aquele acontecesse, mas era tarde. Seguiu caminho pelo corredor se encontrando com aquele que menos queria ver a sua frente!
Seus olhares se encontraram, ambos representavam raiva.
fechou as mãos em punho, se segurando para não cometer uma loucura. Pararam frente a frente, encarando um ao outro, não perdoava quando tinha uma chance para brigar!
– Perdeu alguma coisa? – a voz grosseira de rompeu o silêncio.
– Estava apenas o observando! – respondeu entre os dentes.
– Sou algum tipo de aberração para você?! – sou tom era grosso.
– Não... – respondeu sem se deixar intimidar. – Abra os olhos , algo de ruim pode estar te esperando! – era um aviso, seguindo caminho pelo corredor, o deixando para trás.

***

agarrou-se ao travesseiro deixando as lágrimas saírem sem controle. Precisava fazer o teste de gravidez o mais rápido possível, queria a confirmação, tinha o direito de saber a verdade caso fosse o pai, não sabia onde teria de chegar para fazê-lo aceitar. O próprio havia se preocupado com esse pequeno detalhe na primeira noite que se conheceram, e agora não conseguia ter força para pedir ajuda a ele depois de tudo, poderia não ser, mas Jeff não havia ficado tempo o suficiente para gozar, e com isso tudo se vira contra !
Fungou alto fechando os olhos com força, chorar não iria impedir o começo de uma vida dentro de si. Lágrimas só serviam para mostrar fraqueza. Talvez o melhor fosse abortar, estaria cometendo um crime, mas era o melhor a se fazer, não iria criar um filho sem a presença do pai.
O barulho da porta sendo aberta lhe deu um calafrio... Era ele, havia acabado de entrar em seu próprio quarto, deveria ter pedido a que levasse para seu quarto, agora já tinha ouvido seu choro!
– O que houve? – seu lado oposto da cama afundou.
E agora? Contar ou não contar?
– Nada... – respondeu caindo novamente no choro.
– Ninguém chora sem motivo! – disse afastando o cabelo dela do rosto, apoiando o queixo em seu ombro, alisando seu braço. – O que aconteceu?
... – não tinha coragem... – Já te aconteceu uma coisa que não queria?
– Quando eu tinha cinco anos e minha mãe morreu... – respondeu.
– Não estou falando disso... – fungou sentando-se ao lado dele, abraçando os joelhos.
... O Jeff está morto agora, não mais vai voltar! – quis lhe passar confiança.
... Me abraça forte... – pediu.
Ele a envolveu, sentindo sua camiseta ficar molhada... Ela estava chorando novamente nos braços dele, se sentia uma mulher fraca por não conseguir contar a ele a verdade. escondeu o rosto no pescoço de , conseguindo sentir seu perfume, aquele cheiro a possuía, mas tinha de se controlar, não podiam transar novamente caso contrário poderia garantir que iria ficar grávida...

***

entrou em seu quarto com uma garrafa de cerveja em mãos, queria esquecer-se dos problemas. Jogou seu corpo na cama derrubando o conteúdo da garrafa sob a cama e seu corpo. não podia estar grávida, tinha apenas vinte e três anos, era nova demais para ser mãe, mas o problema não era esse... era o pai, um assassino tinha engravidado !
queria o matar por isso, ainda sentia sentimentos por ela, mas não eram o suficiente para fazê-la abortar aquela criança. Levantou seu corpo, jogando tudo o que era frágil contra a parede... Sua raiva era contínua, e quebraria tudo até se sentir melhor...
– Você ... É um filho da puta! – jogou sua cerveja contra o concreto, puxando seus cabelos com força...
Sentou-se na cama, com as costas encostadas na cabeceira, abraçando os joelhos... De seus olhos lágrimas de tristeza saíram, não queria acreditar, não conseguia...



Continua...



Nota da Autora: Devido o tanto de dias que fiquei sumida por causa que estou reescrevendo uma outra fic, e isso está tomando bastante o meu tempo, sem contar a reta final no colégio...
Mas estamos aí de novo, e aqui está uma atualização tripla como vocês pediram para compensar o número de dias perdidos, espero que gostem e continuem a reta FINAL de Shoot Me, deixem um comentário do coração que com certeza irá de fazer sorrir e vamos lá meninas!!!!!!=D

Obs: Caso quiser acompanhar essa história e outras, saber spoilers, saber sobre os próximos capítulos, dentre outras alternativas –> Grupo da fic

Outras fics minha:
01.Confident (Finalizada/Shortfic)
Prova do destino (Finalizada/Shortfic)
Killers Handfuls(Em Andamento/ Restritas)
Simply Lovers (Em Andamento/Restritas)


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Qualquer erro nessa atualização são apenas meus, portanto para avisos e reclamações somente no e-mail.
Para saber quando essa linda fic vai atualizar, acompanhe aqui.



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