Última atualização: 29/07/2019

Capítulo 1

07/02/2016
16:23

P.O.V Gianniotti
Viajar de minha cidade até Londres era realmente rápido, nem consegui dormir, com duas horas de voo era realmente impossível. O aeroporto de Londres era muito diferente do de Roma, eu sorri olhando ao redor e me perdendo em meus pensamentos por alguns segundos, eu estava realizando, como poderia dizer, meu "sonho". Finalmente em Londres, finalmente me sentindo livre e leve. Confesso que sair do aeroporto e encontrar um táxi foi meio difícil, eu estava nervosa, iria conhecer minha host family em pouco tempo, estranhos que iriam me acolher e que talvez poderiam ter uma relação boa comigo ou me odiarem. Tirei o papel com o endereço da minha mochila e corri com a mala de rodinhas quando um táxi me avistou, logo ele saiu para me ajudar a colocar a mala no porta-malas e eu sorri simpaticamente. Comecei a falar em inglês com ele.
- Você sabe onde fica esse endereço? – perguntei entrando no carro e estendendo o papel para ele.
- Claro! Kingston-upon-Thames. – disse e então começou a dirigir como todo taxista, tranquilamente. – Primeira vez em Londres?
- Oh sim, meu sotaque entrega? – perguntei com a voz mais baixa envergonhada.
- Você não tem muito sotaque na verdade, passaria despercebida se meu trabalho não aplicasse que eu conhecesse muitos estrangeiros. Mas não consegui identificar o seu, é bonito. – elogiou ainda prestando atenção na rua.
- Eu sou de Roma, Itália. – esclareci juntando as mãos.
- É uma cidade realmente bonita.
- É sim, mas temos que sair às vezes, não?
- Concordo plenamente. – respondeu sincero, era bom conversar logo em sua chegada com alguém tão simpático.
- Você é daqui?
- Sim, nascido e criado em Londres. – sorriu, o homem parecia ter não mais que 25.
- Como é a cidade? – perguntei realmente interessada.
- Eu realmente acho ela mágica, mas você vai ter sua experiência própria.
- Tomara que seja boa, me deseje sorte. – ri fraca mas ainda nervosa.
- Relaxe e aproveite ao máximo. – e depois de alguns minutos, ele estava estacionando em uma casa com tamanho médio. Tudo o que eu sabia sobre a família era o básico. Três filhos, fora o pai e a mãe.
Saí do táxi e peguei minha mala no porta malas, o taxista me deu boa sorte e sorriu, dirigindo para o aeroporto novamente, pelo que pensei. Eu andei em direção a entrada e toquei a campainha, quase tremendo. Alguns segundos depois a porta foi atendida, um homem e uma mulher estavam em frente a porta e sorriam simpaticamente em minha direção, sem nem pensar sorri de volta e levantei a mão para cumprimento me surpreendendo quando a mulher puxou meu corpo e me deu um abraço carinhoso.
- Olá. – falei começando com o inglês novamente, quando saí do abraço e o homem me puxou para um também, menos carinhoso como o da mulher mas ainda sim receptivo.
- Entre! Seu nome é certo? – Nicola pelo nome que soube só de outras pessoas perguntou e eu assenti com a cabeça.
- Sim e o de vocês são Nicola e Dominic certo? – devolvi a pergunta enquanto entrava puxando a mala sem dificuldade. Quando entrei minha visão da casa se ampliou e com isso eu enxerguei os três meninos em pé e sorrindo como os pais sorriam.
- Eu não sei o nome de vocês, me desculpem. – apontei sorrindo envergonhada. O primeiro, mais novo, sorriu animado e me abraçou me deixando feliz com tanta recepção. – Posso perguntar seu nome? – perguntei abaixando um pouco pela altura e abraçando de volta.
- Meu nome é Patrick, mas você pode me chamar de Paddy! – respondeu ainda realmente animado. Então sorri com sua fofura e levantei indo até o do meio que estendeu a mão.
- Meu nome é Sam. – sorriu e eu o cumprimentei. Me levando ao terceiro, o mais bonito dali, droga, eu realmente achava que aqui não teria meninos bonitos para me distrair?
- Meu nome é Harry. – disse sorrindo de lado e me olhando interessadamente, não com malícia, mas como se realmente me analisasse e logo me ofereceu ajuda. – Deixe-me te ajudar com a mala. – depois de me cumprimentar e me dar o prazer de tocar sua pele, ele ofereceu, pegando a mala e virando para os pais.
- Vocês querem mostrar o quarto pra ela ou eu já faço isso? – Harry perguntou logo arrastando a mala.
- Pode mostrar. Espero que se sinta confortável . – Nicola respondeu sorrindo e eu me senti leve. Então segui Harry pela casa que era até maior que a minha, subimos a escada e andamos pelo corredor.
- É aqui. – disse quando chegamos ao quarto, empurrando a porta e colocando a mala do lado da cama. O quarto era realmente bonito, pintado de azul e branco, e a cama era consideravelmente grande pelo fato de ser uma de solteiro e caber mais uma pessoa além de mim.
- Obrigada por me ajudar. – agradeci meio sem graça.
- É realmente um prazer. – colocou as mãos nos bolsos e sorriu de lado olhando para baixo, e diferente de alguns minutos atrás seu tom foi realmente malicioso, abaixei a cabeça e a balancei mexendo no cabelo nervosamente, sentindo-o passar ao meu lado.
Quando levantei a cabeça e suspirei ele já tinha saído do quarto, como prever que meu host brother seria tão bonito? Eu torcia para que ele pudesse me deixar respirar.
Arrumei minhas coisas com a porta fechada e coloquei minhas roupas no armário do quarto que era simples, mas que coube tudo e ainda sobrou um pouquinho de espaço. Então troquei de roupa e desci encontrando toda a família sentada na mesa de jantar.
- ! Sente conosco. – Nicola chamou sorridente me fazendo sorrir também e atender seu pedido. – Agora podemos conversar sobre tudo, sim? Não dissemos nada para os meninos porque queríamos que você se apresentasse e falasse por si.
- Eu irei me apresentar. – falei concordando envergonhada. – Mas antes podemos conversar sobre as regras da casa? Digo, se puder, para mim agora é melhor, Nicola.
- Não, claro! E por favor me chame de Nikki. – pediu amigável. – Dom pode falar tudo pra você enquanto eu faço um chá, aceita?
- Claro. Mas não quero dar trabalho já no primeiro dia.
- Que nada, é só um chá.
- Bom, obrigada. – agradeci. E em seguida olhei para Dominic. – Quais são as regras? Só para eu saber e me adequar a elas.
- Não tem muitas. Lavamos roupa às segundas e sextas. Não queremos que se reprima ou coisa do tipo, realmente esperamos que goste daqui. Almoço e jantar são geralmente 12:00 e 19:00. E esperamos que fique à vontade, temos quatro banheiros, então acho difícil ter problemas com isso, mas podemos acertar horários de quiser. – explicou simpático me fazendo ficar mais confortável.
- Não precisa, eu realmente fico grata por ser recebida assim. – sorri.
- Agora se não se incomodar pode se apresentar? Os meninos também irão dizer algumas coisas sobre eles. – Nikki disse colocando a xícara de chá em minhas mãos.
- Bom, meu nome é Gianniotti, sou italiana, nasci e cresci na Roma, pais italianos também, tenho 18 anos e comecei a aprender inglês com 12.. – fiz uma pausa tentando lembrar de mais coisas. – Vim fazer artes e realmente espero me dar bem com vocês também!
Todos olhavam interessados no assunto e os meninos surpresos, mas Harry tinha um sorriso no rosto me deixando curiosa.
- Uau, você é italiana? – Sam perguntou surpreso e franzindo o cenho, assenti com a cabeça.
- Pode me ensinar como falar algumas palavras ? – Paddy perguntou sorrindo animado e eu quase derreti.
- Claro que posso! – respondi também animada.
- Que dia é seu aniversário? – Harry perguntou do nada e eu olhei para ele.
- 4 de fevereiro. – respondi e ele assentiu com a cabeça. – Agora podem me falar sobre vocês, pode começar por você Paddy.
- Meu nome é Paddy Holland, sou inglês, como meus pais. – apontou pra eles sorrindo, realmente fofo. – Tenho 13 anos, e já gosto de você!
- Eu também já gosto de você. – respondi, logo olhando para Sam, pedindo silenciosamente para que ele começasse.
- O meu nome já sabe, nacionalidade também, tenho 17 e gosto muito de teatro. – disse calmo se arrumando na cadeira.
- Qual o aniversário de cada um? – perguntei tomando meu chá.
- O meu é 6 de dezembro! – Paddy respondeu.
- 14 de fevereiro. – Sam respondeu e eu olhei para Harry.
- Faço no mesmo dia que ele. – respondeu e eu encarei surpresa.
- Vocês são gêmeos? – perguntei meio desacreditada.
- Sim, e eu também gosto de teatro. – disse aleatoriamente para já deixar claro agora e não ter mais que falar.
- Jogam alguma coisa?
- Sim, temos video game. – Sam respondeu.
- E é a primeira vez que são host family?
- Sim. – Nikki respondeu sorridente.
- Eu soube que outra menina vai vir daqui a dois dias, certo? – perguntei fazendo os outros três meninos abrirem as bocas.
- Outra menina?! – Sam perguntou assustado para os pais e eu me arrependi de ter falado.
- Isso é sério? – Harry perguntou surpreso também.
- Legal! Tomara que ela seja bonita como você. – Paddy foi o único que ao invés de perguntar indignado, sorriu. Eu sorri boba com o menino e balancei a cabeça.
- Me acha bonita? – perguntei convencida.
- É claro que você é bonita. – Sam disse virando para Harry que deu de ombros sem falar nada.
- Bom, obrigada, vocês também tem uma genética muito boa. – sorri apontando e Nikki e Dom agradeceram.
- Imagina se ela conhecesse o Tom. – Paddy riu me deixando confusa.
- Quem é Tom? Tio? – perguntei curiosa e Dom tratou de responder.
- O irmão mais velho, ele está fora no momento, por isso você vai conhecê-lo depois.
- Aaah. – disse concordando e imaginando que se os três meninos eram bonitos imagine o mais velho.
- Ele é o mais bonito depois de mim. – Paddy disse suspirando fazendo todos rirem.
- Eu sou o terceiro. – Sam levantou a mão e Harry revirou os olhos gargalhando, eles tinham uma energia realmente contagiante.
- Isso me faz o quarto. – levantou a mão e me olhou, sorrindo.
- Mas voltando a outra menina, ela é de onde? – Sam perguntou interessado se inclinando pra frente, por um momento me questionei se ele e o gêmeo gostavam de intercambistas, mas logo me afastei do pensamento.
- Isso irão descobrir quando ela chegar. – Dom disse com um tom de mistério e até eu imaginei em como ela seria, ela seria legal?
P.O.V Harry Holland
19:47
De repente ter uma pessoa estranha morando em sua casa é realmente um pouco desconfortável quando se sabe pelo seus pais, admito que estava receoso antes da menina chegar. Mas ela era realmente linda, e sua voz era muito gostosa de se ouvir, o único último fator que teríamos que descobrir era a personalidade.
- O que achou da intercambista? – perguntei para Sam quando estávamos sozinhos sem sinal de Paddy, Nikki, Dom ou a menina.
- Ela é realmente bonita, uma pena que vamos ter que agir como irmãos dela. – respondeu suspirando.
- E se não tivermos que fazer isso? – virei para ele e ele sorriu.
- Ela mal chegou e você já quer invadir o espaço dela? – riu.
- Eu só estou brincando. – respondi olhando pra baixo.
- Eu te conheço, sei que tá incomodado por ela estar aqui e ser tão bonita.
- Sim, mas sabe também que não vou violar o espaço dela, tenho respeito.
- Eu sei, mas e a outra garota, como acha que ela é? – Sam perguntou interessado e eu imaginei. Dificilmente seria mais bonita do que e então minha mente foi parar novamente na italiana, loira e com o sorriso inesquecível.
- Não sei, você que tá interessado, pervertido. – bati fraco em seu braço e gargalhei quando ele arqueou as sobrancelhas.
- E se ela for francesa? Ou norueguesa? – ficou aéreo de repente e eu balancei as mãos para tirar ele do devaneio.
- Só vamos saber depois de amanhã. – falei inquietando ele mais ainda.
- O sotaque da é adorável não? – Sam mudou de assunto.
- É. – respondi imaginando ela falando palavras em italiano.
- Ela parece ser legal.
- Ela foi simpática pelo menos.
- Você prestou realmente atenção no que ela disse? Pensei que estivesse só olhando pra boca dela. – zombou e eu dei o dedo do meio.
- E você? Que já tá babando na menina que nem chegou ainda. – apontei vendo-o baixar a bola. – Ela pode ser feia sabia?
- E pode ser legal. Não sabemos. – deu de ombros.
- É, não sabemos. – respondi sossegando.


Capítulo 2

09/02/2016
9:43

P.O.V Gianniotti
Era realmente frustrante esperar a menina nova chegar, o nervosismo chegava a doer até, todos estavam sentados no sofá e Dom e Nikki estavam na cozinha, preparando um lanche para todos comerem quando a garota chegasse.
Sam e Harry jogavam vídeo game e Paddy esperava sua vez.
- Quer jogar comigo? – Paddy perguntou enquanto olhava a partida dos irmãos acabar.
- Hummm, eu sou muito ruim nessas coisas, Paddy. – menti contorcendo o rosto, eu era boa na maioria dos jogos, mas estava muito nervosa para jogar.
- Está com medo de perder pro Paddy? – Harry colocou o controle de lado e olhou para mim rindo.
- É ele que tem o vídeo game. Eu não jogava vídeo game em Roma. – respondi justificando e dando de ombros.
- Quer que eu te ensine? – perguntou sorrindo e por um momento minha mente travou.
- Não, obrigado. – falei rápido e desviei o olhar, mas não antes de ouvir um risinho de Sam.
- Meninos, vocês querem suco de quê? – Nikki perguntou gritando da cozinha.
- Laranja!
- Uva!
- Morango!
- Laranja! – todos falaram ao mesmo tempo e então nos olhamos.
- O de laranja ganhou! – Harry gritou e Nikki não disse mais nada.
- , por que não deixa o Harry te ensinar? Daí a gente pode jogar junto. – Paddy pediu segurando meu braço e eu olhei para ele hesitante.
- Porque.. – ia responder mas antes de terminar a frase, a campainha tocou, fazendo todos menos o Paddy levantarem de imediato.
- Droga.. – Sam disse enquanto pegava o controle que havia caído no chão pela pressa de levantar. Dom e Nikki colocaram os lanches e suco na mesa e foram atender.
Eles abriram a porta e eu juntei as mãos nervosa, como seria a menina?
Quando eu vi a garota quase abri a boca surpresa, ela era muito bonita e sorria mostrando leveza. Seus cabelos eram escuros e lisos, seus olhos eram escuros também e sua boca era vermelha. Ela carregava dois instrumentos, um nas costas e outro em mãos. Tinha traços angelicais, e o corpo com várias curvas, olhei para o lado e analisei a reação dos meninos, o mais engraçado foi Sam que estava praticamente babando na menina.
- Oi! – a menina se pronunciou animada e Dom e Nikki a cumprimentaram, pedindo para ela entrar, e pegando os instrumentos para ajudar, como eu era a que estava na ponta ela veio até mim primeiro.
- Você é a outra intercambista né? – apontou já perto de mim e sorriu.
- Sim... – respondi enquanto estendia a mão. A garota fez a mesma coisa que Nicola fez quando cheguei e me abraçou forte.
- Nós vamos bagunçar isso daqui. – sussurrou em meu ouvido me fazendo rir verdadeiramente. – Qual seu nome?
- . – respondi enquanto assistia a mesma se abaixar para cumprimentar Paddy.
- Ei, ela é mesmo bonita como você. – ele se virou para mim dizendo e eu sorri envergonhada.
- Awn, você é um doce. – ela abraçou Paddy e riu logo olhando pra mim e voltando seu olhar para o garoto. – é realmente bonita, foi o melhor elogio que recebi em bastante tempo.
Ela tocou o nariz de Paddy carinhosamente e levantou logo indo cumprimentar Harry. Ele estendeu a mão como eu, mas a garota não se importou e abraçou ele, ela parecia ser bem extrovertida, mas não violou o espaço de ninguém.
- Meu nome é Harry. – disse enquanto os dois saíam do abraço, o próximo a ser abraçado era Sam, que agora ao invés de babar sorria simpático.
- E o seu, príncipe? – ela perguntou para Sam antes de o abraçar e ele riu meio sem graça.
- Sam. – respondeu e aí sim ela o puxou para um abraço leve, sem apertos nem nada, olhei para cara de Sam e ele estava quase viajando, eu quase ri.
- É ótimo conhecer vocês... – ela se pronunciou virando para Nikki e Dom. – Me desculpem se fui meio invasiva com os abraços, eu só estou animada.
Juntou as mãos olhando para baixo e Nikki a tranquilizou dizendo que não tinha nada de mal nos abraços.
- Posso te ajudar com as malas? – Sam perguntou estendendo a mão e eu olhei divertida para Harry que revirava os olhos.
- Não precisa, não quero dar trabalho. – respondeu envergonhada e Sam sorriu, enquanto a menina pegava os instrumentos novamente com Dom e Nikki.
- Não é nada, relaxa. – pegou a única mala de rodinha em uma mão e virou para os pais. – Vou mostrar o quarto para ela.
E então os dois subiram e eu olhei para Harry que ria sem se segurar.
- Que foi? – Paddy perguntou e Dom e Nikki repreenderam Harry com o olhar. Aqueles irmãos realmente flertavam com as intercambistas, então?
- Você é idiota Harry. – com um lapso de coragem joguei a almofada no garoto que ainda ria e gargalhei quando ele me olhou surpreso.
- Você realmente fez isso? – perguntou pegando a almofada e vindo pra perto.
- Nãooo... – falei me distanciando.
- ! – jogou a almofada que pegou em minha barriga e no mesmo momento Sam desceu.
- O que os dois patetas estão fazendo? – Sam perguntou descendo o último degrau da escada sorrindo.
- Falando sobre como você babou na garota. – Harry respondeu e Nikki o olhou indignada.
- Harry! – repreendeu e eu sem me segurar ri.
- Desculpe, mas é verdade. – Harry respondeu dando de ombros e Nicola olhou para Dom.
- Não olhe para mim. – Dominic disse rindo.
- Você pode parar de babar na intercambista. – Nikki avisou séria, apontando para Sam.
- Mas o Harry também fica babando na e você não diz nada! – Sam falou indignado.
- Sam! – Harry gritou e eu fiquei em choque.
- Ei, vocês dois! Parem. – Nicola gritou e eu só olhei para os lados.
- Okay, sem clima... – Dom disse acalmando todos.
- Não é como se elas fossem nossas irmãs de verdade. – Sam respondeu baixinho e Nikki olhou ainda brava.
- Isso não quer dizer que vocês podem violar o espaço delas! Eu criei vocês para respeitarem as mulheres. – respondeu indignada.
- Mãe, você conhece a gente. Sabe que nunca faríamos isso. – Harry se pronunciou.
- Sim, eu sei. – Nicola suspirou e colocou a mão no rosto. – Tudo bem acharem elas bonitas, só não forcem a barra e nem deixem elas desconfortáveis okay?
- Nós não vamos fazer isso. Me desculpe. – Sam disse para mim e Harry também pediu desculpas.
- Tudo bem meninos, eu sinto muito por causar problemas. – falei coçando a nuca nervosa.
- Você não causou nenhum problema . – Nikki disse sorrindo junto ao Dom e eu me senti realmente feliz por minha host family ser compreensiva.
Depois de algum tempo, a garota apareceu na sala e veio ao nosso encontro.
- Todos venham comer. – Dom chamou e todos foram para a mesa se sentar.
- Então, , quando chegou deixamos que ela falasse um pouco sobre ela, se não se incomodar gostaríamos que fizesse o mesmo. – Nicola pediu sentando na mesa, revelando o nome da garota.
- Humm, tudo bem. – respondeu mordendo o lábio e olhando para todos. – Meu nome é Hoffman, tenho 19 anos, vim de Frankfurt, Alemanha. – parou a frase como se pensasse o que mais poderia dizer e com a pausa Harry aproveitou para falar.
- Você é alemã?! – perguntou surpreso e sorriu, olhando para ele.
- Sim, por quê? – perguntou de volta.
- Você não tem sotaque. – respondeu baixinho.
- Minha mãe é americana. – explicou colocando as mãos na mesa. – Comecei a aprender inglês com 9.
- Que legal. – Dom disse sorrindo e sorriu de volta.
- O que veio cursar? – Sam perguntou cruzando os braços.
- Música. – respondeu e ele olhou surpreso.
- Você canta ou toca algum instrumento? – Paddy perguntou. Provavelmente sem lembrar de ter visto ela com os instrumentos.
- Eu canto e toco guitarra e baixo. – sorriu radiante quando Paddy abriu a boca surpreso.
- Eu sei tocar piano também. – falei quando o silêncio se fez presente e Harry virou para mim sorrindo.
- Sério? Temos um piano aqui. – disse animado.
- Vocês podem tocar algum dia para gente. – Nikki propôs sorrindo e nós concordamos com a cabeça.
- Quando é seu aniversário? – Harry perguntou.
- 23 de maio. – respondeu e então todos começaram a conversar sobre tudo.
Regras, a convivência na casa... e quando vimos já estávamos conversando há 2 horas.
- Precisamos sair, vocês podem continuar conversando. – Nikki disse levantando e Dom concordou com a cabeça.
- Sabe o que podemos fazer? – disse animada.
- O quê? – perguntei, curiosa.
- Um jogo de perguntas. Para nos conhecermos melhor.
- Quem começa? – Paddy perguntou animado.
- Eu vou primeiro, daí a , Harry, Sam e daí você. – falou raciocinando pela ordem em que estávamos sentados.
- Então comece. – Harry disse colocando as mãos na mesa.
- Acreditam em amor à primeira vista? – perguntou olhando para todos e Sam foi o primeiro a responder.
- Pode ter certeza que sim. – Harry e eu olhamos para ele e rimos.
- Não. – eu e Harry respondemos ao mesmo tempo e Paddy ficou quieto.
- Nome da primeira paixão? – perguntei sem pensar em mais nada e foi a primeira a responder.
- Mia. – falou suspirando e todos ficaram surpresos menos Paddy que nem entendeu.
- Você é lésbica? – Sam perguntou meio hesitante talvez pensando se soaria ofensivo.
- Sou bi. – respondeu sorrindo parecendo ter lidado bem com a pergunta e de lado eu vi Sam sorrir.
- E vocês, não vão responder não? – olhei para os meninos e eles riram.
- Isso tá muito chato, eu vou subir pro quarto. – Paddy se pronunciou suspirando e todo mundo gargalhou, antes de ir deu um beijo em mim e em .
- Emily. – Harry respondeu a pergunta depois que Paddy subiu e olhou para Sam.
- Liz. – finalmente disse.
- Fobia?
- Aranhas. – eu respondi estremecendo.
- Altura. – disse mexendo no cabelo, então Harry deu um tapa no braço de Sam.
- Tenho claustrofobia, você sabe. – Sam disse olhando para o gêmeo e Harry bateu a mão em sua testa.
- Eu sei, mas elas não, né idiota. – resmungou.
- Se pudesse se converter em qualquer personagem de livro ou filme, quem seria? – Sam perguntou e eu olhei surpresa, a pergunta tinha sido realmente boa.
- Feiticeira Escarlate. – disse rapidamente e olhou para baixo.
- Capitã Marvel. – eu respondi olhando para Harry que estava pensativo.
- Buzz Lightyear ou Tony Stark.
- Se pudesse ser um animal, qual seria?
- Lobo. – respondi.
- Golfinho. – Harry respondeu.
- Eu seria o Harry. – Sam disse sério e Harry o deu um soco nos fazendo rir.
- Se só restasse um dia de vida, o que faria primeiro? – fiz minha pergunta cruzando os braços.
- Passaria o tempo com a minha família. – Harry respondeu.
- Ficaria bêbado.
- Faria um ménage. – disse rápido e todos olharam com os olhos arregalados para ela que só percebeu depois o que havia dito, então colocou a mão na boca. – Quer... quer dizer...
- Não, tudo bem. Paddy e nem os nossos pais estão aqui, podemos apimentar o jogo. – Sam esclareceu sorrindo e suspirou.
- Eu disse sem pensar, me desculpem. – pediu mais uma vez ficando corada.
- Okay... gatos ou cães?
- Gatos.
- Cães.
- Cães.
- Fantasia erótica? – Sam perguntou sem graça e eu ri nervosa.
- Dominar. – respondeu e mordeu o lábio, Sam olhou para baixo e suspirou me fazendo questionar a tensão sexual ali.
- Filmar o que acontecer. – Harry respondeu e todos olharam para mim.
- Tenho mesmo que responder? – perguntei e Harry tratou de me tranquilizar.
- Se sentir desconfortável não, mas se for porque somos estranhos, vamos conviver por 6 meses, então pode dizer outra hora.
- Transar amordaçada. – respondi fechando os olhos e logo ouvi Sam dizer também.
- Ser dominado. – foi o que ele disse e ainda olhando para que sorriu e pareceu não ter mais vergonha.
- Okay, vamos subir Sam? – Harry chamou pigarreando e ele olhou para ele resmungando, mas o garoto o repreendeu com o olhar.
- Ok. – e então os dois subiram e eu olhei para suspirando.
- Você realmente sabe como bagunçar, hein? – brinquei arqueando as sobrancelhas.
- Essa foi um dos dias mais estranhos da minha vida. – respondeu rindo comigo.
- É bom ter alguém alto astral como host sister. – falei de repente e ela sorriu pra mim.
- Digo o mesmo. – balançou a cabeça.

P.O.V Harry Holland
- O que foi isso lá embaixo Sam?! – perguntei fechando a porta do quarto com os olhos arregalados.
- Impulso, relaxa. Nada demais. – respondeu fazendo pouco caso e sorrindo bobo.
- Nada demais?! Você acabou de assediar a garota, e não faz nem um dia que ela está morando aqui! – repreendi sussurrando.
- Você viu como ela é linda Harry? – perguntou olhando pro teto e eu dei um tapa em sua cabeça.
- Você jura que está falando do rosto dela? – joguei irônico.
- Ei, ela tem o corpo bonito, mas é linda okay?
- Ainda prefiro a . – cruzei os braços.
- Isso é bom. – respondeu suspirando e eu estreitei os olhos para ele.
- Para com isso.
- O que?! Você também pensa na !
- É, mas eu não fiquei assediando ela hoje!
- Então você admite que pensa nela? – Sam apontou sorrindo todo zombeteiro e eu revirei os olhos.
- Você é um idiota.
- Você também é. – deu de ombros.

Capítulo 3

17/02/2016
Quarta-feira

14:32
P.O.V Hoffmann
- Você não sabe dar combo não? – brinquei com Harry ainda olhando pra tela e apertando os botões do controle.
- Eu sei dar combo, mas você não me deixa atacar! – resmungou batendo nos botões desesperadamente.
- E era pra deixar? – zombei rindo e quando ganhei a luta pausei o jogo e levantei fazendo uma dancinha.
- Você roubou! – deixou o controle de lado emburrado e eu mexi as mãos ouvindo uma risadinha de Sam.
- Eu ganhei, ganhei, uhuu. – balancei os braços e Harry revirou os olhos. – Toma essa!
- Só ganhou porque insistiu em jogar Mortal Kombat, só é boa nesse jogo. – justificou juntando as mãos e eu ri.
- Não vou nem te responder viu, nervosinho. – toquei seu nariz com o dedo.
- Agora eu vou jogar contra você. – Sam apontou pra mim pulando no sofá ao lado de Harry e pegando o controle.
- Se prepare para.. – apontei de volta, mas antes de terminar a sentença, meu celular tocou e eu pedi um tempo para atender sentando no sofá, ao lado de Sam.
- Hallo Tochter, wie geht es dir?! – meu pai perguntou animado quando atendi e eu sorri. "Olá filha, como vai?"
- Mir geht es gut, Papa. – respondi sem conseguir me conter ao olhar para a feição dos meninos, que ao ouvirem minha língua nativa arregalaram os olhos. "Está tudo bem, pai". – Aber was ist mit dir? Geht es dir gut? – "Mas e você? Está bem?".
- Ich vermisse dich, aber zu Hause ist alles gut. – explicou com o tom calmo e eu fiquei mais tranquila. "Eu sinto sua falta, mas está tudo bem em casa".
- Und wie geht es meinem Bruder? – perguntei mordendo a ponta do dedo. "E como está meu irmão?"
- Er sieht gut aus, hat eine Diät begonnen! – exclamou alegre e eu ri desacreditada. "Ele está ótimo, até começou uma dieta".
- Wirklich? Hat Charles eine Diät begonnen?! – aumentei o tom e os garotos me olharam novamente me deixando envergonhada. "Sério? Charles começou uma dieta?!". estava no curso, e Paddy na escola, então eu estava sozinha com os dois. Os dois e Tessa, a cachorra da casa.
- Ich schwöre! Muss Datierung in der Mitte haben. – explicou e eu concordei. "Eu juro. Deve ter namoro no meio".
- Schicken Sie ihm einen Kuss und sagen Sie ihm, ich würde die Diät fördern. – falei um pouco baixo já sem coragem e levantei do sofá. "Mande um beijo para ele e diga que eu incentivo a dieta".
- Vou subir pro quarto, depois jogamos okay Sam? – perguntei em inglês vendo ele assentir e passar o controle para Harry.
- Dad, erzähl mir von deinem Tag. – voltei ao alemão já andando em direção a escada e voltando a conversar. "Pai, conte-me sobre o seu dia".
P.O.V Harry Holland
- Ei... você vai parar de babar no controle e jogar comigo ou não? – perguntei para Sam balançando as mãos.
- Não zoa, não tô babando também né. – respondeu passando os dedos nos lábios.
- Você tá maluco, se recomponha homem! – zombei apontando e o mesmo bateu em minha mão.
- Foi só... melhor do que eu imaginava. – tentou se explicar olhando para cima.
- Você nem conhece a menina direito, até eu tô mais próximo dela do que você. – resmunguei sincero, desde que ela havia chegado, tinha me tornado amigo dela e Sam de .
- Não preciso conhecer, o físico dela já é muito legal.
- Mas isso só se ela fosse tão assim né, não sei por que tá tão vidrado. – falei confuso e o mesmo revirou os olhos.
- Deixa seu gosto em um quadrado e o meu em outro, não interfira nas coisas que eu gosto não. – avisou mexendo as mãos.
- Tá bom, nervosinho. – levantei os braços dando de ombros.
- Mas e a , hein?
- Eu já coloquei no quadrado e fechei senhor, muito obrigada. – virei para ele sorrindo e ele fez uma careta.
- Você é chato, já te disseram isso?
- Você é retardado, já te disseram isso? – devolvi mal humorado.
- Nossa... – respondeu afetado e colocou a mão no peito em drama. – Você não tem um coração?
- Não. – respondi entediado.
- Eu vou contar pra isso daí viu. – avisou com um tom infantil e eu considerei rir por um momento.
- Falando na ... as duas ainda não tocaram pra gente né? – perguntei mais pra mim mesmo e Sam franziu o cenho.
- O que tem a ver com o assunto anterior? – perguntou de volta confuso. – Como ligou as coisas?
- Você me fez lembrar da , que tá no curso e daí eu lembrei do curso dela e do curso da que é música, e isso me lembrou de quando ela contou que curso fazia e também de quando prometeu tocar pra gente com a . – expliquei meu raciocínio e Sam fez uma feição indignada.
- Você é estranho, Harry.
- Eu sou seu gêmeo, Sam. – devolvi batendo em sua nuca e o mesmo resmungou.
A porta fez um barulho me assustando e quase me fazendo pular, mas logo entrou e pareceu que meu coração acelerou, mas meu corpo se acalmou.
- Cheguei. – disse animada fechando a porta e trancando a mesma. – O que estão fazendo?
- Eu tô tentando jogar e o Sam tá sendo idiota.
- Ei! – reclamou e riu.
- O que ele fez dessa vez? – perguntou como se já fosse familiarizada e eu sorri automaticamente.
- . – fiz uma feição apaixonada colocando as mãos nas bochechas e olhei pro teto suspirando.
- É mais assim. – corrigiu fingindo babar e nós dois gargalhamos enquanto ela vinha em nossa direção para fazer um high five.
- Dois bobos, se comam logo. – Sam aumentou o tom irritado e eu e rimos outra vez.
- Olha o vocabulário. – apontou.
- Desculpa, mãe. – pediu juntando as mãos em pedido e a menina revirou os olhos e jogou a cabeça lentamente para trás. Um movimento que meu cérebro maliciou por não gostar de mim mesmo.
- Vaffanculo! Non mi rompere le palle. – a mulher falou em italiano me fazendo suspirar.
- Você e tiraram o dia pra falar na língua nativa e zoar com a nossa cara? – Sam perguntou cruzando os braços e eu ri.
- Não vou te contar, ela está lá em cima? – perguntou de volta arrumando a bolsa no ombro.
- Aham, falando com alguém da Alemanha. – respondi sem dar muita importância.
- Vou subir então, vou contar pra ela de você Sam. – apontou já indo em direção as escadas.
- Vocês me amam! APOSTO QUE SOU O ASSUNTO PRINCIPAL DE TODAS AS CONVERSAS. – Sam gritou enquanto a mesma se distanciava e tudo o que ouvimos em resposta foi uma gargalhada forçada.
- Depois fala de mim. – se virou pra mim dizendo e eu franzi o cenho.
- Que?
- Nada. – se fez de indiferente e pegou o controle. – Vai querer jogar?
- Sim. – respondi encerrando os outros assuntos.
P.O.V Gianniotti
Cansada era a palavra que me descrevia, eu não sabia nem o porquê, mas estava.
Fui até o espelho do quarto e suspirei passando as mãos em meus cabelos e os prendendo em um rabo de cavalo, minha aparência estava normal, mas minha postura mostrava o quão animada eu não estava, meus ombros estavam caídos e eu estava analisando meu reflexo e bufando.
Blusa de lã vermelha e calça jeans azul claro, era com o que eu estava vestida. Fora as botinhas que eu já tinha tirado ficando só de meia.
Então depois de alguns segundos olhando pro espelho, meu celular me assustou, tocando estridentemente, ele estava em cima da cama, e eu me joguei pegando o mesmo em mãos.
"Giovanni" a tela mostrava me deixando meio confusa e nervosa, depois de 2 meses ele tinha a audácia de me ligar?
- Ooo de casa. – entrou em meu quarto sem nem bater me fazendo soltar o celular, deixando ele cair na minha cara.
- Outch! – reclamei da dor e o tirei de cima do meu rosto, olhando para o aparelho que já não tocava mais.
- Eu hein, distraída. – falou com um tom engraçado fechando a porta e vindo até a cama, sentando na mesma. Reparei na menina que usava uma calça jeans e uma camiseta baby look, ambas peças pretas, igual seu cabelo que estava liso como todos os dias.
- E aí, Hoffman. – cumprimentei sem animação e a mesma franziu o cenho.
- Quem morreu? – perguntou se aproximando mais e eu suspirei.
- Quem ressuscitou né? – esclareci colocando a mão na testa.
- Ex-namorado? Mãe não presente? – chutou e eu quase sorri.
- Ex-namorado. – apontei e a mesma ao invés de comemorar por ter acertado fez uma feição compreensiva.
- E o que levou ao término? – perguntou indiferente como já tivesse lidado com muitos acontecimentos desse tipo.
- O meu intercâmbio e outra menina. – falei sem hesitar e fez uma careta.
- Ele te traiu ou terminou com você pra ficar com a outra?
- Ele se envolveu com a menina e depois de 1 mês escondendo, tentou explicar e pedir desculpas.
- Ele te ligou ou mandou mensagem? – perguntou depois de assentir para minha explicação.
- Me ligou. – passei o celular pra ela e a mesma deslizou o dedo e analisou.
- Giovanni?
- Esse mesmo.
- Ele é bonito? – perguntou.
- Mais ou menos. – peguei o celular e procurei uma foto nossa juntos e quando achei, devolvi.
- Ele é bonito. – afirmou, dando zoom na foto, onde ele me abraçava por trás e nós dois sorriamos.
- Meu primeiro e único namorado. – revelei suspirando e a mesma arregalou os olhos.
- Único? – perguntou desacreditada e eu afirmei com a cabeça. – Quanto tempo de namoro?
- 3 anos. – arredondei e afirmou com a cabeça.
- Eu tive 3 namorados em toda minha vida. – esclareceu aérea e logo balançou a cabeça. – Uma foi menina e foi meu melhor relacionamento.
- Mia?
- Sim.
- Durou quanto?
- 1 ano e 5 meses. – respondeu passando as mãos na calça jeans.
- E os outros dois? – perguntei realmente interessada.
- Jacob durou 6 meses e Hans durou 9 meses. – disse mostrando as mãos.
- E Mia foi o melhor relacionamento por que?
- Não sei, ela simplesmente me proporcionou momentos melhores. – deu de ombros.
- O sexo era melhor? – perguntei mesmo sem saber muito do assunto, por ainda ser virgem.
- O sexo era ótimo, mas Hans se superava nesse quesito e ele também me ensinou a lutar. – revelou sorrindo provavelmente se lembrando.
- Sério? Eu lutava boxe, dos 14 aos 15. – respondi e a mesma sorriu.
- Hans me ensinou a lutar taekwondo.
- Agora ninguém mexe mais com ninguém. – brinquei.
- Bom, você fez por 1 ano e eu fiz só por 9 meses. – respondeu dando de ombros.
- Quando começaram a namorar ele já começou a te ensinar?
- Bom, nós fomos amigos por um tempo antes de namorarmos, eu amava o fato dele lutar e daí insisti. – explicou passando as mãos no cabelo.
- O quanto aprendeu?
- Não sou ótima, mas sei me defender. – esclareceu sincera e eu concordei. – Como foi no curso?
- Ah, legal. – me limitei a dizer apenas aquilo e ela me olhou como se não tivesse nada para dizer. – E o seu de manhã?
- Foi incrível, eu conheci um menino super simpático. – respondeu animada.
- E vocês conversaram?
- Sim, ele me chamou pra fazer um teste com ele pra cantar em um bar.
- Sério?
- Sim, se eles nos escolherem a gente vai ganhar um cachê. Não é nada muito grandioso mas ajuda né? – disse mexendo no anel que tinha no dedo anelar.
- Isso é ótimo, quando é o teste?
- Vai ser sexta, ele vem me buscar aqui.
- Ele é bonito? – perguntei interessada e a mesma sorriu.
- Aham, mas não vai acontecer nada. Vim pra cá estudar e não vou deixar nada me atrapalhar. – disse firme e eu levantei às mãos como se não a contrariasse. – E você e o Harry?
- O que tem nós dois?
- Não se faça de inocente, como estão?
- A mesma coisa que você e Sam. – respondi sem dizer mais nada e arregalou os olhos.
- Então vocês flertam?! – sussurrou animada e eu franzi o cenho.
- Você flerta com o Sam? – perguntei desentendida, ela não estava dizendo que estava aqui para estudar?
- Não, mas ele flerta comigo e não consigo ficar sem responder algumas vezes. – deu de ombros. – Então Harry flerta com você?
- Não. – respondi meio incerta, eu não sabia o que ele fazia ou mesmo o que eu fazia.
- Então okay... – prolongou a palavra como se não acreditasse.
- Eu não sei de nada. – me fiz de indiferente.
- A santa do pau oco. – sussurrou olhando para o lado e eu dei um tapa fraco em seu braço, dando a brecha para nós duas rirmos.
- Ei... se você passar no teste, vai cantar no bar, né? – perguntei para chegar em uma proposta e a mesma fez uma feição óbvia.
- Era o que eu pretendia para ganhar o dinheiro né. – respondeu irônica e eu ignorei o tom.
- Sam e Harry fizeram 18 a pouco tempo e ainda não foram em um bar, e se nós fossemos todos juntos? – propus e mesma pareceu gostar da ideia.
- Mas será que Dom e Nikki vão deixar? – perguntou se desanimando. – Tipo, Paddy não ia se sentir excluído?
- Falamos com eles depois. – suspirei olhando para baixo.
- Mas seria legal. Vocês me veriam tocar e cantar. – se pronunciou dando de ombros.
- Bom, de qualquer jeito eu vou ir te ver, mesmo se Harry e Sam não forem.
- Obrigada. – sorriu.
- Vamos descer? – perguntei levantando da cama e resmungou, mas logo se pôs em pé também.
Saímos do quarto e descemos a escada, só para encontrar Sam e Harry jogando concentrados.
- Hey.. – se jogou no sofá ao lado de Harry e eu sentei ao lado de Sam.
- Tá assim por que? – Harry perguntou pra , pausando o jogo.
- Temos uma proposta para os dois. – eu disse atraindo o olhar de Harry para mim.
- Oi? – Sam perguntou interessado.
- Eu, talvez vá cantar em um bar e se eu for queria que vocês fossem, daí poderiam sair para beber pela primeira vez e me ouvir tocar. – completou cansada e os dois nos olharam.
- Querem nos encaminhar para o nosso primeiro porre? – Harry perguntou acusadoramente e riu.
- Eu gostaria de ver isso hein, mas também é para vocês me verem tocar. – respondeu, apoiando os braços no ombro de Harry e chegando mais perto. Por um momento meu cérebro estranhou.
- Eu topo, depois vemos tudo direitinho. – Sam disse animado e eu olhei para o outro gêmeo.
- Pode ser. – deu de ombros.
- Ok então. – tirou os braços de Harry e voltou a posição que estava. – Podem voltar a jogar.
- Que bom que você nos permite. – Harry disse sarcástico e deu um tapa em seu braço.
- Não quero mais jogar. – Sam deixou o controle de lado parecendo entediado.
- Então o que quer fazer? – perguntei na mesma situação que ele, eu tinha um trabalho de artes mas o faria depois.
- Eu tenho uma ideia! – gritou de repente me assustando.
- Qual?
- Música, vocês tem alguma caixinha de som? – perguntou apontando e até parecendo mais animada.
- Sim. – Sam respondeu levantando pra ir pegar, e chegou com ela em mãos.
- Me dá, vou conectar no meu celular. – estendeu a mão e Sam deu o aparelho.
- O que você quer fazer? – perguntei franzindo o cenho e ela me devolveu um sorriso largo, levantando do sofá e estendendo a mão para me ajudar a levantar também.
- Vamos dançar. – deu de ombros pegando o celular e deslizando os dedos sobre ele, logo o deixando no sofá e sorrindo pra mim. A música já começava.
- Você é louca. – falei sorrindo e a mesma juntou nossas mãos me incentivando a começar a dançar.
[N/A: Recomendo agora colocar para tocar Girlfriend, da Avril Lavigne.]
- Avril Lavigne? – Harry perguntou identificando a música rindo e assentiu com a cabeça.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.
I don't like your girlfriend/ Eu não gosto da sua namorada.
No way no way/ Sem chance.
I think you need a new one/ Acho que você precisa de uma nova.


dançava animadamente dublando a música fazendo todos rirem e me olhava como se quisesse que eu dançasse, então timidamente eu entrei na onda rindo.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.
I could be your girlfriend/ Eu poderia ser sua namorada.


Encenou uma guitarra logo apontando pra Sam que jogou a cabeça pra trás gargalhando.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.
I know that you like me/ Eu sei que você gosta de mim.
No way no way/ Sem chance.
You know it's not a secret/ Você sabe que isso não é um segredo.


Colocou um dedo na boca e balançou a cabeça, dançando comigo.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.
I want to be your girlfriend/ Eu quero ser sua namorada.


Outro acorde de guitarra.

You're so fine/ Você é tão legal.
I want you mine/ Eu quero que você seja meu.
You're so delicious/ Você é tão gostoso.
I think about you all the time/ Eu penso em você o tempo todo.
You're so addictive/ Você é tão viciante.
Don't you know what I can do to make you feel all right?/ Você não sabe o que eu posso fazer pra você se sentir bem?


Foi até os gêmeos e os puxou pela mão, enquanto os mesmos riam e resmungavam.

Don't pretend I think you know I'm damn precious/ Não finja, eu acho que você sabe que sou muito preciosa.
And how, yeah/ E como, sim.
I'm the motherfucking princess/ Eu sou a maldita princesa.
I can tell you like me too/ Eu sinto que você gosta de mim também.
And you know/ E você sabe que...
I'm right/ Estou certa.


Puxou Sam pela camiseta fazendo o mesmo sorrir e eu estranhar, era muito bipolar. Harry veio até mim e começamos a dançar sem se tocar, mas rindo a todo segundo.

She's like so whatever/ Ela é tão comum.
You can do so much better/ Você pode conseguir algo tão melhor.
I think we should get together now/ Eu acho que nós deveríamos ficar juntos agora.
And that's what everyone's talking about/ E isso é o que todos estão falando.


veio até mim e pegou minhas mãos pulando.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.
I don't like your girlfriend/ Eu não gosto da sua namorada.
No way no way/ Sem chance.
I think you need a new one/ Acho que você precisa de uma nova.
Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.
I could be your girlfriend/ Eu poderia ser sua namorada.


e eu balançavamos os ombros sincronizadamente.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.
I know that you like me/ Eu sei que você gosta de mim.
No way no way/ Sem chance.
You know it's not a secret/ Você sabe que isso não é um segredo.
Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.
I want to be your girlfriend/ Eu quero ser sua namorada.


Apontou pra mim e mandou um beijo no ar brincando.

I can see the way/ Eu posso ver o jeito.
I see the way you look at me/ Eu vejo o jeito que você olha para mim.
And even when you look away/ E mesmo quando desvia o olhar.
I know you think of me/ Eu sei que está pensando em mim.
I know you talk about me all the time/ Eu sei que você fala de mim o tempo todo.
Again and again/ De novo e de novo.


Olhei para Harry e o mesmo estava meio sem graça, então voltei meu olhar para .

So come over here/ Então venha até aqui.
Tell me what I wanna hear/ Diga-me o que eu quero ouvir.
Better yet, make your girlfriend disappear/ Melhor ainda, faça sua namorada desaparecer.
I don't wanna hear you say her name ever again/ Eu não quero ouvir você dizer o nome dela nunca mais.
And again and again and again cause/ Muitas vezes, porque..
She's like so whatever/ Ela é tão comum.
You can do so much better/ Você pode conseguir algo tão melhor.
I think we should get together now/ Eu acho que nós deveríamos ficar juntos agora.
And that's what everyone's talking about/ E isso é o que todos estão falando.


Todos balançaram a cabeça e eu só encenei a guitarra, vendo apontar pra mim como se estivesse orgulhosa.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.
I don't like your girlfriend/ Eu não gosto da sua namorada.
No way no way/ Sem chance.
I think you need a new one/ Acho que você precisa de uma nova.
Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.
I could be your girlfriend/ Eu poderia ser sua namorada.


Agora todos fizeram a guitarra rindo e se curvando.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.
I know that you like me/ Eu sei que você gosta de mim.
No way no way/ Sem chance.
You know it's not a secret/ Você sabe que isso não é um segredo.
Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.
I want to be your girlfriend/ Eu quero ser sua namorada.


Nessa parte, nós quatro batemos palmas de acordo com o ritmo e mexemos os quadris.

Oh in a second/ Em um segundo.
I'll have you wrapped around my finger/ Você estará enrolado em meu dedo.


rodou o dedo indicador, dublando.

Cause I can/ Porque eu posso.
Cause I can do it better/ Porque eu posso fazer melhor.
There's no other/ Não há outra.
So when it's gonna sink in?/ Então quando você vai entender?
She's so stupid what the hell were you thinking?/ Ela é tão estúpida, que diabos você estava pensando?


Eu e sem querer apontamos ao mesmo tempo para os gêmeos desencadeando uma crise de risos nas duas então, eu comecei a dublar também.

Oh in a second/ Em um segundo.
I'll have you wrapped around my finger/ Você estará enrolado em meu dedo.
Cause I can/ Porque eu posso.
Cause I can do it better/ Porque eu posso fazer melhor.
There's no other/ Não há outra.
So when it's gonna sink in?/ Então quando você vai entender?
She's so stupid what the hell were you thinking?/ Ela é tão estúpida, que diabos você estava pensando?
Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.
I don't like your girlfriend/ Eu não gosto da sua namorada.


olhou pra mim negando com a cabeça.

No way no way/ Sem chance.
I think you need a new one/ Acho que você precisa de uma nova.
Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.
I could be your girlfriend/ Eu poderia ser sua namorada.
No way, no way/ Sem chance, sem chance.
Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.
I know that you like me/ Eu sei que você gosta de mim.
No way no way/ Sem chance.
You know it's not a secret/ Você sabe que isso não é um segredo.
Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.
I want to be your girlfriend/ Eu quero ser sua namorada.
No way no way/ Sem chance, sem chance.


Então depois de mais algumas repetições a música acabou e todos suspiraram fazendo silêncio, mas logo voltando a rir.
- Você é louca. – Sam apontou para repetindo o que eu disse e sorrindo.
- Nós todos somos! – gritou abrindo os braços, rindo logo em seguida.
- Eu acho que nunca vi vocês dessa forma como agora. – me pronunciei sem pensar muito, recebendo toda a atenção.
- Como? – Harry perguntou também sorrindo e eu o olhei.
- Soltos... como se pela primeira vez estivéssemos tendo um momento e estivéssemos abertos para que os outros entrassem. – respondi e sorriu ainda mais largo.
- Eu estou, espero que me deixem entrar. – respondeu calmamente e Harry abriu os braços chamando para perto.
- Somos amigos, certo? – Harry perguntou enquanto abraçava seu corpo.
- Sim. – respondeu chamando Sam e eu para um abraço coletivo.
- Vamos fazer um acordo? – Sam propôs, enquanto entrava no abraço e eu também.
- O quê? – perguntei.
- Vamos aproveitar o máximo de tudo aqui e nunca vamos nos fechar para nós quatro. – Sam respondeu levantando a mão e dando o dedinho, para selar a promessa.
- Pinky promise? – perguntou rindo e entrelaçando o dedinho no do de Sam. Fazendo o mesmo com todos.
- Pinky promise. – concordei sorrindo boba.

Capítulo 4

19/02/2016
Sexta-feira
15:54
P.O.V Hoffman

- Hoje eu faria o teste para tocar no bar e não estava nervosa, mas não estava muito confiante também. Depois de chegar do curso tive a ideia de treinar no baixo e era isso o que eu estava fazendo até agora.
- Droga. – resmunguei quando errei a nota.
- Ei... – Sam entrou no quarto repentinamente e eu me assustei.
- Porra. – falei me recuperando do susto assistindo o menino rir.
- Calma. – disse ainda rindo e eu dei o dedo do meio.
- Você já ouviu falar na formalidade de bater na porta e não já ir entrando no quarto das outras pessoas? – perguntei colocando o baixo na cama e levantando.
- Esse quarto não é seu, é do Tom. – deu de ombros e eu franzi o cenho.
- E quem seria esse? – perguntei confusa e Sam riu.
- Você nunca prestou atenção no nome dele nas conversas? – quando ele disse eu me forcei a lembrar e então chutei.
- O irmão mais velho? – apontei estreitando os olhos e Sam concordou com a cabeça.
- Bom, o quarto não é mais dele né? – exclamei indiferente, indo em direção ao menino. – O que veio fazer aqui?
- Você tem visita. – respondeu logo desaparecendo da minha vista, então eu peguei meu celular e coloquei o tênis, descendo pro andar de baixo com um pouco de vergonha, eu havia colocado roupas menos usais do que eu estava usando na casa dos Holland.
- Oi... – Simon me cumprimentou levantando do sofá e sorrindo, mas antes de qualquer coisa virei para Nikki e Dom.
- Me desculpem por ter chamado ele sem avisar, é o negócio do bar. – me pronunciei sem graça e eles sorriram.
- Tudo bem... só procure conhecer mais a pessoa ok? – Nikki me alertou e eu abracei os dois antes de me voltar a Simon novamente.
- Vamos? – perguntei andando em direção a ele e o mesmo concordou indo comigo até a porta. – Tchau! – mandei um beijo e saí.
- Você está bonita. – se pronunciou enquanto andávamos até seu carro.
- Obrigada. – sorri largo, olhando para baixo e dando uma analisada rápida em minhas roupas. Saia, cropped com blusa por baixo e meia calça, todas as peças escuras. – Você também está muito bonito.
- Obrigado. – disse mexendo nos óculos, ele estava de jeans e camiseta, mas mesmo simples estava lindo.
- Onde é esse bar? – perguntei entrando no carro.
- É no centro da cidade. – respondeu calmo, começando a dirigir.
- Oh... como conheceu?
- Eu fui com uns amigos meus no meu aniversário de 18 anos. – explicou contorcendo o rosto me fazendo rir.
- Más lembranças? – perguntei lembrando do meu primeiro porre.
- Nunca é bom né? – disse me fazendo concordar. – Mas... hum... não sei o que perguntar.
- Quantos anos você tem? – perguntei rindo.
- 20 e você? – virou o rosto pra mim por um momento enquanto dirigia e logo voltou seu olhar para rua.
- 19. – respondi procurando algum outro assunto para puxar. – É de Londres?
- Sou de Birmingham. E você, é de onde? – perguntou e eu dei uma risadinha.
- Sou da Alemanha. – respondi deixando Simon surpreso.
- Que?! Você cresceu lá?! Ou só nasceu? – questionou quando paramos em um sinal vermelho, se virando para mim absorto.
- Na verdade faz só alguns dias que estou na Inglaterra... – esclareci meio sem graça e Simon teve que voltar sua atenção a rua.
- Tá brincando com a minha cara. – sorriu me fazendo rir.
- Eu juro. – coloquei as mãos pra cima.
- Mas então, o que te levou a começar o curso? – perguntou nos levando a um assunto longo até chegarmos ao bar.
P.O.V Sam Holland
17:58

- Mas você fez isso mesmo? – perguntou para Harry rindo e eu me segurei para não revirar os olhos, eles tinham que deixar toda a casa de vela?
- Fiz, você lembra mãe? – perguntou pra nossa mãe e a mesma assentiu com a cabeça sorrindo, provavelmente feliz por nós termos nos enturmado com tanto assim.
- Você é louco Harry. – respondeu balançando a cabeça e eu abaixei meu olhar, entediado.
- Bom... vou tomar um banho. – me pronunciei levantando do sofá e Harry e só olharam logo voltando para o diálogo empolgante.
Subi as escadas e andei pelo corredor chegando em meu quarto e abrindo a porta. Me joguei na cama com preguiça, mas logo levantei e peguei uma muda de roupa saindo do quarto e indo até o banheiro que era no final do corredor.
- SAM! – antes de entrar no banheiro Harry gritou, me assustando. Virei para trás e ele já andava em minha direção. – Preciso de ajuda.
- Eu vou tomar banho agora, conversa com a sua namorada. – brinquei voltando meu corpo ao banheiro. Mas logo Harry chamou minha atenção novamente.
- É algo sério, você pode depois me chamar no meu quarto pra gente conversar? – pediu desesperado e eu só concordei com a cabeça, confuso.
Fechei a porta do banheiro quando já estava dentro e tirei minhas roupas entrando no chuveiro.
Depois de algum tempo no banho saí e me vesti, colocando a roupa anterior no cesto, nem passando no meu quarto, já indo pro quarto de Harry.
- Oi. – sem nem bater abri a porta e vi o mesmo deitado olhando pro teto.
- Oi. – sentou e olhou pra mim.
- Sobre o que quer conversar? – perguntei entrando e fechando a porta.
- Sobre a . – quando ele disse isso seu rosto se contorceu e eu quase sorri.
- Sou todo ouvidos. – me aproximei e sentei na beirada da cama.
- Acho que estou gostando dela. – disse batendo a mão na testa.
- Tipo gostando sério? – questionei e o mesmo fez um gesto como se não soubesse.
- Meu coração acelera quando ela aparece e eu não consigo ficar sem suspirar, mas nossa mãe disse pra não forçarmos a barra e eu estou respeitando o espaço dela. – atropelou as palavras e eu virei pra ele.
- Quer que eu te diga o que eu acho que você tem que fazer? – perguntei já sabendo como as coisas funcionavam.
- Sim, mas não me fale para chegar nela, porque eu não vou fazer. – negou com a cabeça e eu assenti.
- Tente se aproximar dela e entender melhor tudo isso, se for de verdade e continuar, você conversa com ela sobre, e se ela também gostar de você, o que eu acho bem provável, vocês conversam com nossos pais. – dei minha sugestão e o mesmo sorriu.
- Você acha que ela gosta de mim? – perguntou tentando soar firme e eu revirei os olhos e ri.
- Só... faça o que eu digo, ok? – propus e o mesmo concordou com a cabeça.
- Obrigada. – agradeceu, caindo deitado de novo suspirando. – Ela é super engraçada e legal né?
- É sim. – respondi com um diferente tom e o mesmo me olhou.
- Não se sente assim sobre a ? – perguntou me fazendo pensar no assunto.
- É complicado, acho ela legal, mas não do jeito que você acha a , eu sinto mais desejo por ela e grande afeição como amigo. – dei de ombros.
- Ok. – concordou ficando quieto por alguns segundos. – Mas e o desejo, como tá?
- Aprendi a controlar né, não tá mais tanto assim. – respondi sem dar muita importância.
- Mas se ela pedisse pra ficar com você?...
- Eu cairia aos pés dela. – brinquei rindo.
- Ou aos peitos dela né? – Harry zoou e eu gargalhei.
- Respeito.
- Respeito. – repetiu.
- MENINOS! – nossa mãe gritou provavelmente lá de baixo, fazendo nós dois olharmos pra porta automaticamente.
- Vamos. – bati em sua perna levantando e o mesmo me seguiu. Quando chegamos na sala e nossos pais riam.
- Que foi? – fui eu quem se pronunciou primeiro.
- Eu vou tocar agora pra vocês. – disse sorrindo e Harry arqueou as sobrancelhas.
- Tipo, agora? – perguntou ainda sem entender e nossa mãe respondeu.
- Sim, vamos? – nós fomos até a área da casa em que ficava o piano e o analisou maravilhada, abrindo a proteção.
- Que música vai tocar? – perguntei e ela sentou no banquinho e pegou o celular.
- Vocês vão ver. – arregaçou as mangas colocando uma música no celular e fechando os olhos por segundos, colocando as mãos sobre o piano.
Quando começou a tocar, vi o rosto de Harry iluminar, e eu apostava que era por descobrir qual era a música.
[Recomendo que coloquem para tocar, When I Was Your Man do Bruno Mars.]

Same bed, but it feels just/ A mesma cama, mas parece,
A little bit bigger now/ Um pouco maior agora.
Our song on the radio/ Nossa canção no rádio,
But it don't sound the same/ Mas ela não soa como antes.
When our friends talk about you/ Quando nossos amigos falam sobre você,
All that it does is just tear me down/ Tudo o que isso faz é me deixar pra baixo...
Cause my heart breaks a little/ Porque meu coração se parte um pouco...
When I hear your name/ quando eu ouço seu nome.
And all just sounds like/ E tudo soa como...
Ooh, ooh, ooh, ooh, ooh/ uuh, uuh, uuh, uuh


Bruno Mars era quem cantava, mas quem tocava era a , ela parecia tão leve fazendo isso que até nós ficávamos mais calmos. Como ela ficava concentrada e as vezes até fechava os olhos apreciando o piano era realmente uma coisa bonita.

Too young, too dumb to realize/ Jovem demais, tolo demais para perceber
That I should've bought you flowers/ Que eu deveria ter lhe comprado flores
And held your hand/ E segurado sua mão.
Should've gave you all my hours/ Deveria ter te dado as minhas horas.
When I had the chance/ Quando tive a chance.
Take you to every party/ Te levar a todas as festas.
Cause all you wanted to do was dance/ Porque tudo o que você queria era dançar.
Now my baby's is dancing/ Agora meu amor está dançando,
But she's dancing/ Mas ela está dançando
With another man/ Com outro homem
.

Todos prestavam atenção na performance, mas não parecia nem lembrar de que estávamos lá, não tinha errado nenhuma nota até agora e eu tinha quase certeza de que continuaria assim.

My pride, my ego/ Meu orgulho, meu ego,
My needs and my selfish ways/ Minhas necessidades e meu jeito egoísta.
Caused a good strong woman like you/ Fizeram uma mulher boa e forte como você,
To walk out my life/ Sair da minha vida...
Now I never, never get to clean up/ Agora nunca, nunca conseguirei limpar,
The mess I made/ A bagunça que fiz.
And it haunts me/ E isso me caça,
Every time I close my eyes/ Toda vez que eu fecho meus olhos.
It all just sounds like/ E tudo soa como...
Ooh, ooh, ooh, ooh, ooh/ uuh, uuh, uuh, uhh...

mexia as pernas no ritmo e mordia o lábio nervosa e eu não sabia se olhava para ela ou para Harry que estava babando.

Mm, too young, too dumb to realize/ Jovem demais, tolo demais para perceber
That I should've bought you flowers/ Que eu deveria ter lhe comprado flores
And held your hand/ E segurado sua mão.
Should've gave you all my hours/ Deveria ter te dado as minhas horas.
When I had the chance/ Quando tive a chance.
Take you to every party/ Te levar a todas as festas.
Cause all you wanted to do was dance/ Porque tudo o que você queria era dançar.
Now my baby's is dancing/ Agora meu amor está dançando,
But she's dancing/ Mas ela está dançando
With another man/ Com outro homem.


Então o ritmo do piano ficou menos calmo e ficou ainda mais concentrada no que fazia.

Although it hurts/ Apesar de doer.
I'll be the first to say/ Serei o primeiro a dizer.
That I was wrong/ Que eu estava errado.
Oh, I know I'm probably/ Oh, sei que provavelmente.
Much too late/ Estou muito atrasado.
To try and apologize for my mistakes/ Para tentar me desculpar pelos meus erros.
But I just want you to know/ Mas eu só quero que você saiba..
I hope he buys you flowers/ Eu espero que ele te compre flores.
I hope he holds your hand/ Espero que ele segure sua mão.
Give you all his hours/ Dê a você todas as horas dele.
When he has the chance/ Quando ele tem a chance.

Depois de poucos segundos de música, levantou o rosto e olhou para gente sorrindo um pouco envergonhada e nosso pai começou a bater palmas nos levando a fazer o mesmo.
- Você é boa! – mamãe disse e Harry não falou nada, provavelmente travado.
- É mesmo. – concordei falando e ela agradeceu saindo do banquinho.
- Sei que a música é meio nada a ver, mas é uma das que eu sei tocar, então... – explicou e Harry se pronunciou falando que não tinha nenhum problema.
- Ei... – entrou na sala do nada me assustando e rindo.
- Que susto. – falei e ela revirou os olhos.
- Deve ter se olhado no espelho. – brincou tentando ficar séria e eu devolvi.
- Não, foi justamente porque você chegou e eu tive que olhar pra sua cara sem preparação.
- Meninos... – meu pai repreendeu e antes de virar pra ele dei a língua pra recebendo o dedo do meio.
- Desculpa... – pediu fazendo uma careta.
- Tudo bem, tô só brincando, podem zoar a vontade. – respondeu me fazendo rir.
- Como foi ?! – foi em sua direção animada e eu só olhei quieto.
- Foi ótimo! Nós vamos tocar lá! – respondeu animada e pegou a mão de apertando.
- Parabéns, que dia vai ser? – abraçou e perguntou.
- Segunda. – disse olhando para nós. – Vocês vão né? – questionou mordendo o lábio nervosa e eu e Harry olhamos para nossos pais.
- Que horas você vai tocar? – Nikki perguntou cruzando os braços.
- 16:00. – esclareceu receosa juntando as mãos com as da em pedido.
- Quero vocês aqui no máximo às 22:00 okay? – sentenciou soando preocupada e correu para abraçá-la.
- Voltamos até antes Nikki, obrigada. – agradeceu ainda abraçada a nossa mãe.
- Não precisa me agradecer . – sorriu com ternura.
- Desculpa interromper o momento mas... agora, vamos comer? Já são 19:02. – Dom chamou nossa atenção e nós saímos da sala indo até a cozinha para nos servirmos.

Continua...


Nota da autora: Sem nota.

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