Spider-man: A New Home

Última atualização: 30/06/2019

Prólogo

Queens, NY

Peter ouviu o barulho do elevador e viu a porta se abrir, indicando que havia chegado em seu andar. O garoto voltava da escola com um novo aparelho encontrado no percurso, provável que era outra sucata para qual Parker encontraria algum uso mais tarde.

“Oi May.” Cumprimentou, entrando sem prestar muita atenção ao seu redor, indo até a mesa para deixar seus pertences e então seguindo até a cozinha americana localizada no meio do pequeno apartamento.

“Oi querido, como foi na escola hoje?” A mulher respondeu.

“Foi tudo bem. Tem um carro enorme parado lá fora…” Peter diz, finalmente se virando na direção de sua tia e percebendo duas pessoas, que definitivamente não deveriam estar ali.

Tony Stark, gênio, bilionário, playboy e filantropo, o famoso Homem de Ferro - herói favorito de Peter. E sua filha, Stark, a queridinha da América, que seguia com gosto os passos do pai, jovem, gênia e herdeira das indústrias Stark, e de longe a garota mais linda que Parker já viu em toda a sua vida.

“Senhor Parker.” Cumprimentou Tony ao perceber o garoto encarando por longos segundos.

“Ah, o quê? O que você tá…? Oi, eu-eu sou o Peter.” Se aproximou, retirando seus fones de ouvido, claramente nervoso mas ao mesmo tempo extasiado de ver seu maior ídolo pessoalmente. “O que você ‘tá fazendo aqui?”

“Vim te conhecer. Recebeu meus e-mails, não é?” Tony disse piscando nada discretamente para Peter, querendo que o mesmo entrasse na história que o homem fosse contar.

“É…sobre…” Peter Parker nunca fora um bom mentiroso, e sua reação só fez abrir um sorriso ao analisar o garoto corando.

“Não me falou sobre a bolsa.” Acusou May, preocupada com a reação de seu sobrinho.

“A bolsa…?” O garoto encarava Tony em confusão, corando ainda mais ao perceber que os olhos de não abandonaram os seus.

“Da Fundação Setembro. Lembra quando se inscreveu?” Perguntou Tony, sem se abalar diante os olhares que Parker lançava em sua direção. “Eu aprovei, e agora vamos fazer negócios.” Concluiu, tomando um gole de seu café.

“Mas você não me contou nada.” Insistiu May. “O que tá acontecendo? ‘Tá escondendo o que de mim?”

“É que eu sei como você gosta de surpresas então eu só pensei em te contar quando… enfim, no que me inscrevi?” Desconversou, claramente sem saber como agir.

“É o que estou aqui para discutir.” Cortou Tony, mudando o assunto logo em seguida ao se virar para May. “Esse pãozinho de amêndoas é uma coisa louca.”

“Deixa eu te perguntar uma coisa, essa bolsa tem algum dinheiro envolvido por acaso, não?” Peter mexia nervosamente as mãos, mexendo o corpo levemente para frente e para trás.

“O financiamento é bem alto, lembra quem eu sou?” Concluiu Tony, voltando sua atenção para May em seguida “Me dá cinco minutinhos?”

Tony puxou Peter até o quarto do garoto, encostando a porta após se certificar que o conteúdo da conversa estaria seguro e longe dos ouvidos atentos de May, que estava sendo distraída por no momento.

“Tirando o pãozinho de amêndoas, não foi tão ruim.” Concluiu, cuspindo o pedaço que tinha na boca na lata de lixo e observando o quarto de Peter. “Olha só isso aqui, tecnologia retrô. Achou num brechó? Exército da Salvação?”

“Ah, isso eu peguei no lixo.” Respondeu o garoto, ainda mais sem jeito agora que estava sozinho com o homem que cresceu admirando.

“Gosta de reciclagem.” Constatou Stark.

“É, eu tava… enfim, olha eu com certeza não me inscrevi pra sua bolsa.”

“Uma perguntinha retórica rápida: esse é você não é?” Tony diz, ao exibir um vídeo holograma do Homem-Aranha, o amigão da vizinhança, ajudando pessoas pelas ruas de Nova York.

“Não, o que você quer dizer?” O garoto diz cruzando os braços, em posição de defesa ao se sentir exposto por Stark.

“Boa pegada, mais de uma tonelada a 60km/h” elogiou a jovem Stark, que Peter não percebeu ter entrado no quarto, contornando o garoto e se postando próxima a cama.

“Você tem talento.” Tony elogiou, guardando o celular no bolso e se aproximando de Peter, que desviou aproximando-se de .

“Isso tá tudo no youtube, não tá? Foi lá que você encontrou, né? Porque tudo isso é fake, tudo feito no computador. É tipo aquele vídeo, sabe qual é?”

“Tá falando daquele óvni em Phoenix?” pergunta, indo até o meio do quarto e empurrando um quadrado de madeira no teto, de onde caiu a roupa de super-herói do garoto, mas antes que ambos os Starks pudessem fazer algo Peter foi mais rápido e pegou a roupa, colocando-a em um cesto em seu armário.

“E ai, você é o aranhazinho? O aranha que combate o crime? O garoto aranha? Hein?” Stark disse, agora sem tanta paciência, aproximando-se novamente do garoto.

“Sou-sou o Homem-Aranha.” Respondeu Peter, corando mais uma vez em menos de meia hora.

“Com esse pijaminha não é não.” provava, buscando pela roupa no cesto e jogando-a para seu pai.

“Não é pijama.” Rebate, indo até sua escrivaninha e não mais encarando os Stark. “Meu dia até que ‘tava muito bom hoje, sabia senhor Stark? Eu não perdi o trem, esse dvd player ‘tava largado por aí e o teste de álgebra? Mandei bem.”

“Quem mais sabe?” questiona, sentando-se na cama próxima a Peter e amaciando a voz.

“Ninguém.” Peter diz, soltando um suspiro e sentando no outro lado da cama, distante de e encarando o chão.

“Nem a bonitinha da sua tia?” Tony insiste, sentando-se em uma cadeira próxima e inclinando o corpo na direção do garoto.

“Não. Não, não, não, não, se ela soubesse ela ia pirar. E quando ela pira eu piro junto.” Parker não percebeu o sorriso que abriu, achando a situação toda extremamente fofa, mas seu pai sim.

“Sabe o que eu acho muito legal? Esse teia, essa força de tensão é surpreendente. Quem fabricou isso aí?” O mais velho pergunta ao analisar um potinho que anteriormente estava na escrivaninha, jogando-o para Peter em seguida.

“Fui eu.” Dá de ombros, guardando o recipiente em seu armário.

“Escala paredes, como faz isso? Luvas adesivas?” Tony continua o questionamento, analisando o uniforme em suas mãos. “Olha, você consegue enxergar com isso? Eu tô cego” Tony diz, colocando as lentes nos olhos e provocando o garoto.

“Eu consigo ver com isso, tá bom? É que quando o que aconteceu, aconteceu, meu sentidos pareciam ligados no máximo. É sério, eu tinha muita informação, então isso me ajuda a ter foco.” Responde, se explicando e pegando o uniforme de volta.

“Você está precisando de um upgrade.” conclui, agora apoiada na parede e de braços cruzados, encarando Parker.

“Uma restauração completa de cabo a rabo. Exatamente por isso que eu estou aqui.” Completa Tony, chamando a atenção do garoto. “Porque ‘tá fazendo isso? Qual é a sua motivação? O que te faz levantar da cama de manhã?”

“É porque… Eu tenho sido eu desde sempre e tenho esse poderes há seis meses. Eu leio livros, monto computadores, e olha eu adoraria jogar futebol mas eu não jogava antes então não devo agora.” Diz Peter, sentando-se novamente na cama.

“Porque é diferente.” diz, sempre encarando o herói.

“Exatamente. Mas eu não posso contar isso pra ninguém, então eu não sou. Quando consegue fazer as coisas que eu consigo mas não faz, e aí coisas ruins acontecem a culpa é sua.” Parker conclui, olhando para a garota e depois para Tony, que desvia os olhos do garoto passando a fitar o chão.

“Então quer ajudar os outros, fazer sua parte, tornar o mundo um lugar melhor, é isso?” assume a conversa, vendo o quanto as palavras de Peter haviam afetado seu pai.

“Ajudar os outros. É exatamente isso.” O garoto ficou aliviado por ser compreendido finalmente, tinha medo da reação que obteria ao fim da conversa.

“Eu vou sentar aqui, tira a perninha tira.” Tony se manifesta outra vez, sentando próximo ao jovem. “Tem passaporte?”

“Não, não tenho nem carteira de motorista.” Responde, fazendo rir baixo.

“Já esteve na Alemanha?” O homem continua, olhando para sua filha.

“O quê? Não.” Franze as sobrancelhas, olhando de um para outro.

“Você vai adorar.” A garota encoraja, colocando a mão no ombro do mais novo ao se aproximar.

“Não posso ir pra Alemanha.” Peter levanta, claramente confuso.

“Porque?” Questiona Tony, indo em direção à porta.

“Eu tenho dever de casa.” Diz simples, recebendo duas reações bem diferentes, enquanto abria um sorriso, Tony franzia o cenho.

“Tá, eu vou fingir que não ouvi isso.” Suspira, balançando a cabeça em negação.

“Eu tô falando sério, não posso matar aula assim.” O garota não se dá por vencido, olhando para como quem pede ajuda.

“Pode ser um pouco perigoso, eu vou dizer pra tua tia gata que eu vou te levar em uma…” A frase de Tony é cortada quando o garoto joga teia em sua mão, prendendo-a na maçaneta da porta.

“Não conta pra tia May.” Pede, apontando o dedo para Tony.

“Tá legal, Homem-Aranha. Tira isso de mim.” O mais velho diz, finalmente se permitindo sorrir, mesmo que fracamente.

Alguns minutos mais tarde, e Tony já estavam dentro do carro da família, voltando para a torre.

“Gostei do garoto.” Diz, sondando a reação da filha.

“Vai ser divertido trabalhar com ele.” diz breve, mas não sem abrir um sorriso que deixou o velho Stark intrigado. A garota achou extremamente interessante a ideia de ter alguém de idade próxima a sua por perto. Já Tony imaginava as dores de cabeça que teria caso algo ocorresse entre os dois adolescentes. Mas quem sabe um rostinho novo não fosse exatamente o que precisavam para reaproximar os Avengers e trazer vida para a Torre novamente? Nenhum dos dois imaginava, naquele momento, os sentimentos que o amigão da vizinhança traria para suas vidas.


Capítulo 1

batia suas mãozinhas na porta do laboratório, que fora selado quando os tubos de teste estouraram. A garota estava assustada - talvez apavorada fosse a palavra mais adequada - mamãe e papai estavam caídos há quase uma hora e a jovem Stark não estava gostando da brincadeira, e nem do cheiro que havia tomado o lugar.

“Ajuda.” A pequena pedia, limpando as lágrimas de seu rosto e sentando no chão, “Ajuda. Ajuda.”, repetia a criança, encolhendo-se ao ouvir barulhos de tiro e vozes muito próximas da porta, engatinhando até seus pais e buscando conforto em seus braços já sem vida.”


sentou-se em um pulo na cama ao acordar do pesadelo - lembrança com o qual já estava acostumada - noites bem dormidas eram coisa rara entre os Starks.

“Sonhou com o incidente outra vez, senhorita ?” Uma luz azul se acendeu próxima à porta e a voz de Friday se fez presente. “Gostaria que eu comunicasse o senhor Stark?”

A garota encarou o relógio em sua mesa de cabeceira, que indicava 5:47, e tocou o colar que nunca tirava - que fora idealizado e forjado por Tony, afim de monitorar a saúde da garota - enquanto controlava sua respiração, buscando se acalmar.

“Não precisa, Fri, tá tudo bem. Eu preciso levantar mesmo.” Suspirou. “O Parker vai estar aqui às 9h.” Completou, tirando a coberta das pernas e se levantando. Tony pediu a filha que tirasse as medidas de Peter para o traje que a garota estava desenvolvendo. Com isso em mente, foi em direção ao banheiro, para tomar banho e iniciar o dia corrido que teria - seu pai queria o protótipo do traje pronto até o fim da semana, o que dava a ela um total de seis dias. odiava trabalhar com prazos.

~ • ~


Eram 8:20 e terminava de montar a mesa do café quando a campainha do apartamento tocou. A garota estranhou, Peter deveria chegar apenas em 40 minutos, e os Stark não esperavam outra visita para aquele dia, mas não foi nenhuma surpresa quem estava do outro lado da porta, coçando a nuca nervosamente e encarando os próprios pés.

“Parker.” Cumprimentou . “Chegou cedo.”

“O-oi, . D-desculpa, a tia May insistiu que eu chegasse mais cedo para o meu ‘estágio’.” Peter encarou a garota, depois de respirar fundo, e deu um sorriso fraco ao mencionar a mentira inventada para May.

“Já tomou café?” Pergunta, sinalizando que o garoto entrasse e fechando a porta logo em seguida.

“N-não, mas não quero incomodar e…” Peter dizia apressado e sem olhar a garota a sua frente.

“Parker, se vamos trabalhar juntos eu preciso que você pare de gaguejar e que comece a olhar nos meus olhos. Vamos passar os próximos 6 dias juntos, preciso de você concentrado, ok?” declara, se aproximando de Peter com os braços cruzados e encarando-o calmamente. O garoto fecha então os olhos e respira fundo duas vezes antes de direcionar o olhar para a adolescente de novo, mais calmo agora.

“Desculpa, é estranho estar aqui.” Diz, referindo-se a Torre.

“Você vai se acostumar.” diz, abrindo um sorriso e piscando para o garoto, antes de se virar e seguir até a cozinha. “Vem, vamos tomar café. Temos um longo dia pela frente.”

Alguns minutos se passaram e Peter e começaram uma conversa animada enquanto comiam. O que chamou a atenção de Tony, que parou no batente da porta com os braços cruzados e revirou os olhos. “Vocês estão animados demais pro horário.”

“Bom dia, pai.” sorri para o mais velho. “Já são quase 9h, acordou tarde.”

“Bom dia, boneca.” Diz indo até a garota e dando um beijo em sua cabeça, indo até Peter em seguida e colocando a mão em seu ombro, “Parker.” sentando a mesa junto de ambos. “Então, qual o cronograma pra hoje?”

“Primeiro vou mostrar ao Peter os esboços do projeto e os equipamentos que já comecei a desenvolver, depois vou tirar as medidas dele e começar os testes do tecido.” A garota responde, orgulhosa de seu primeiro projeto sozinha. “Infelizmente você vai ter que perder aula hoje, Peter, mas pra amanhã já marcamos um horário melhor.”

Parker dá de ombros, estava animado demais com a ideia para se preocupar com a escola naquele momento - fora que já havia conversado com Ned para justificar sua ausência nas aulas de hoje. “Tudo bem, meu amigo vai fazer as anotações da aula pra mim.” sorri de novo, precisava admitir que o jeito nerd de Peter é extremamente fofo.

Logo estavam na sala de criação de - um espaço na Torre equipado para ter tudo o que a garota precisasse de um laboratório sem ter que ir ao que dividia com seu pai. A garota pegou seus esboços na bancada e os entregou a Peter, mostrando primeiro o design que havia imaginado, recebendo reações positivas de seu ‘cobaia’, que estava adorando tudo o que a jovem Stark havia imaginado. Passaram quase uma hora entre discutir detalhes técnicos e explicações de sobre como alguns equipamentos do traje funcionariam, embora a garota insistisse em manter alguns em segredo, “É uma surpresa Parker, não seja estraga prazeres.” Peter precisa admitir que estava se divertindo, nunca havia entrado em um laboratório mais avançado que aquele em sua escola e de repente estava na Torre Stark. A situação toda era um sonho realizado, quando imaginou que conheceria Tony e Stark e ainda trabalharia com ambos? Olhava tudo maravilhado, inclusive a garota que lhe explicava calmamente cada detalhe que agora já não parecia tão relevante quanto observar a forma como colocava os cabelos atrás da orelha, mesmo estes insistindo em continuar caindo, ou o modo como os olhos dela brilhavam, orgulhosa das próprias ideias e criações.

“Parker, tá prestando atenção?” questiona, franzindo as sobrancelhas ao perceber o garoto disperso.

“O-oi, desculpe, estou sim.” O garoto responde, limpando a garganta.

“Ótimo. Vamos ali na outra sala tirar suas medidas então.” Diz, já se encaminhando até a porta de vidro em seu lado direito. Adentraram o que parecia o interior de uma loja de noivas: uma parede tomada por espelhos em uma ponta, na outra vários tipos de tecidos pendurados em cabides, um trocador gigantesco ao fundo e, no centro, um círculo elevado. “Tudo bem Parker, eu preciso que você entre naquela cabine e tire suas roupas.”

“Desculpe?” Peter cora violentamente, fazendo a garota revirar os olhos - por mais que segurasse um riso, já esperava esse tipo de reação.

“Não posso tirar as medidas por cima de suas roupas. Você mesmo viu e aprovou o projeto do traje, que vai ficar colado no seu corpo.” Diz o óbvio. “Vai ser só por alguns minutos e eu prometo que não mordo.” Peter engoliu em seco, a vermelhidão de seu rosto já chegava ao pescoço e as orelhas, mas não contrariou a garota.

Trinta minutos mais tarde e Parker estava extremamente vermelho, e apenas de cueca, com tirando as medidas de seu corpo. O garoto prendia a respiração toda vez que as mãos da jovem Stark faziam contato com seu corpo, e ela mal conseguia segurar o riso agora.

“Parker, por favor para de se mexer.” pedia pela terceira vez.

“Desculpa.” Peter diz, fechando os olhos.

“E para de pedir desculpas, eu já perdi as contas de quantas desculpas você me pediu só hoje.” Acusa, apontando o lápis, que usava pra anotar as medidas, na direção do garoto.

“Eu sei,” Suspira. “eu só tô nervoso, tudo bem? Preciso de um tempo pra ficar confortável.”

“Sem problemas, eu já acabei aqui.” Declara, fechando seu caderno e o colocando na bancada, junto da fita métrica. “Já pode se vestir. Você tem alergia à algum tipo de tecido?”

“Não, não tenho não.” O garoto responde aliviado, seguindo até a cabine e se vestindo.

“Que horas a May tá te esperando?” A jovem grita, sentada em um canto oposto ao trocador, mexendo no celular.

“Pro almoço, por quê?” Questiona, já trocado, sentando-se próximo à .

“Tá afim de um tour pela Torre?” Se vira para o garoto, vendo o sorriso se abrir no rosto do mesmo, que não precisou nem mesmo responder.

~ • ~


“E esse é o laboratório principal, onde meu pai passa todo o tempo dele e até esquece que tem uma filha.” apresenta o local, aproveitando para provocar seu pai, que levanta os olhos até os jovens, revirando-os em seguida com a declaração de sua filha.

“Ainda por aqui Parker, vai ficar pro almoço? Vamos ter cheeseburguer.” Convida Tony, e agora quem revira os olhos é .

“A Pepper não vai ficar feliz se comermos cheeseburguer de novo.” Declara.

“Ela não precisa saber.” Tony dá de ombros.

“Do quê eu não preciso saber, Tony?” Pepper entra no laboratório, cruzando os braços. “Você deve ser o Peter, certo?” Se vira para o adolescente, após dar um beijo da bochecha de .

“Senhora Potts, é um prazer te conhecer.” Parker se aproxima, estendendo a mão.

“Pode me chamar só de Pepper. Vai ficar para almoçar? Eu trouxe comida.” Pergunta, devolvendo o cumprimento.

“Infelizmente não, a May tá me esperando em casa.” Coça a nuca ao responder.

“Que pena.” Lamenta a mulher. “Mas vamos ter outras oportunidades agora que você e a trabalham juntos.”

“Ah, claro.” Pigarreia. “Acho melhor eu ir, não quero atrapalhar vocês.”

“Você não atrapalha, Parker.” A jovem Stark responde, abrindo um sorriso para o garoto.

“Eu… bem…” Peter fica sem jeito, corando.

“Eu te acompanho até a porta.” Diz Pepper, piscando discretamente para . Potts segue com Parker até a saída do apartamento após este se despedir desastrosamente dos Starks.

“Você não atrapalha, Parker.” Após alguns minutos de silêncio, Tony imita ridiculamente a voz da filha que revira os olhos. “Não esqueçam de me convidar para o casamento.”

“Ai pai, me dá um tempo vai.” diz, bufando. Seu pai adorava pegar no seu pé.

“Deixa a garota em paz, Tony.” Pepper diz, retornando ao laboratório. “Como foi o dia de trabalho, querida?”

“Foi bom. Ele é bem tímido, o que dificulta um pouco, mas conseguimos cumprir o cronograma de hoje.” Responde, sorrindo agradecida à mulher pelo apoio. “Agora eu vou tomar um banho e já encontro vocês pro almoço.” Anuncia, indo para seu quarto após deixar um beijo na bochecha de cada um.

“Vai ser bom pra ela, Tony, ter alguém da mesma idade.” Pepper diz aproximando-se de Stark, que havia dado por encerrada a manhã de trabalho.

“Também acho.” Aproxima-se da mulher, abraçando-a pelos ombros. “A ideia é essa. Vamos torcer para eu estar certo.”




Continua...



Nota da autora: Sem nota.

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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