Stigmatized II

Última atualização: 31/10/2020

Capítulo Único

“Nós vivemos nossas vidas em lados diferentes
Mas continuamos juntos, você e eu
Apenas vivemos nossas vidas, estigmatizados” 🎶





Tic-tac tic-tac tic-tac

Por mais estranho que parecesse o som incessante do relógio velho, fixo na parede da sala de aula de Slughorn, era a única coisa ao qual conseguiu atrair minha atenção naquela manhã. Não me entenda mal, não era como se aquela aula fugisse dos meus interesses, pelo contrário, raramente discordava de qualquer aplicação didática ministrada em Hogwarts, quero dizer, eram raros os motivos que me faziam ter desinteresse total em aprender alguma coisa. Mas (por que sempre tem que haver um “mas”?) desde o final do mês de abril, parece que as únicas coisas que prendiam minha total atenção eram os lábios, olhos e o sorriso de Lousy Lane.
Agora, enquanto as folhas do final de outono caiam e os primeiros indícios do frio intenso e gélido do inverno cada vez mais próximo apareciam, eu ainda só conseguia pensar no calor que emanava de nossos corpos naquele dia.
“— O que você vai fazer, Remo?” a voz daquela garota, a forma como proferia cada palavra, o jeito como me provocava, fazia que cada centímetro de meu corpo implorasse por mais. E o que diabos aquilo significava?
Era o que me perguntava aquilo constantemente. Queria poder conversar com os garotos a respeito de Lousy e daquele dia, mas (lá vem ele de novo), o sigilo foi uma das condições imposta pela garota quando terminados.
E desde então, toda vez que passava pela monitora da sonserina nos corredores, era como se nada tivesse acontecido. O pior era que, por mais que quisesse esquece-la, sempre que a via era questão de segundos para voltar no tempo e naquele banheiro. Seu gosto ainda estava tão vivido dentro de mim e eu clamava por mais. Hora após hora, dia após dia.
Caralho, no que, afinal, eu estava me transformando? Em Sirius Black?
E foi então que a porta da sala se abriu e mesmo sem virar o rosto para ver quem adentrou, eu sabia quem era, pois pude sentir o sangue correndo em minhas veias.
— Feliz Halloween. - a voz soava travessa e eu soube no mesmo instante de quem se tratava. Era Lousy, não havia dúvidas, porque sempre quando ouço a sua voz, me enlouquecendo. Daquela vez, não foi diferente.
Me mexi no banco de forma desconfortável e Potter que estava ao meu lado, começou a rir. Ele já imaginava o que estava acontecendo, nada passava despercebido por James e eu tenho certeza que ele só estava esperando o meu primeiro comentário.
— Sabe, Remo, sua amiguinha nova realmente faz eu gostar mais dos sonserinos - cometi o erro de me render ao comentário de Sirius e olhar para Lane. Ela usava a camisa branca de botões um pouco mais aberta que o normal, a saia também estava mais curta que o habitual e ela usava botas de salto alto que iam até o joelho. Extremamente sexy. Se fosse outra época do ano, certamente seria repreendida, mas como não era, tudo o que podiam fazer era admirar sua audácia, apesar de que para mim, Lousy poderia usar um saco de batatas que ainda assim ficaria extremamente linda e provocante.
Mas, o que me chamou atenção foi a capa vermelha que cobria parte de seu corpo e roupa. Fixei meu olhar nela e no mesmo instante que o fiz, como se sentisse o olhar recaído sobre ela, Lousy virou seu rosto e olhou diretamente para mim, sorrindo tão marota quanto nós quatro. Merda. Nada vinha de bom daquele sorriso.
— Ah, mas é claro, os convites de festa de Halloween do sétimo ano. Muito bem senhoritas Lane, Blanchard e Meadowes, podem entrar! - a voz rouca e ao mesmo tempo animada de Slughorn, tirou o foco daquele vício.
— Muito obrigada, professor Slughorn - Lousy soou cordial e então pegou uma das cestas que Carolinne Meadowes segurava e então, as três circularam pela sala entregando para alguns alunos seletos, um pedaço de pergaminho.
Já havia ouvido falar das festas particulares de Halloween da sonserina e todos os comentários daquela festa, se resumiam em: insano.
Tentei desviar a atenção da garota e foquei no pergaminho vazio sobre a mesa, fingindo que estava lendo alguma coisa. James segurou o riso com aquele gesto e a cada vez mais que o som do salto alto de Lousy se aproximava, meu sangue fervia. Deitei minha cabeça sobre os braços cruzados na mesa.
— Lane - James cumprimentou e eu respirei fundo lutando contra a tentação de levantar a cabeça e olha-lá.
— Como vai, Potter? - perguntou sem muito gosto. No fundo, eu sabia que Lousy pouco se importava com James, menos ainda com...
— Bem melhor agora, com certeza - Sirius se intrometeu e fez com que eu levanta-se e virasse a cabeça em sua direção rapidamente. O que eu faria? Não fazia ideia, até porque, para todos os efeitos a palavra eu e Lousy não existíamos, mal notei que todos olhavam para mim, incluindo ela.
Lane arqueou a sobrancelha, mas não foi para mim.
— Dispenso o comentário manjado, Black - respondeu fria e rolando os olhos — Na verdade, o único motivo pelo qual estou aqui é esse - ela se virou para mim entregando-me um pequeno pedaço de pergaminho. Nele continha as indicações de horário e local da festa de Halloween da sonserina. Lousy Lane estava me convidando? Demorei alguns minutos para entender e antes que o fizesse, Lane foi mais rápida — gostosuras ou travessuras, Remo?
Novamente, eu era o centro da atenção da sala de aula e mais uma vez, Lousy havia me prendido na forma de me olhar, que assim como a luz ofuscante da lua, despertava o pior de mim. E eu gostava.
— Travessuras. - respondi.

ϟϟϟ


Colei meu corpo ao dela prensando-a contra a parede de pedras das masmorras. Lousy não reclamou por sentir o toque repentino da parede gélida em seu corpo apesar de estar vestida, apenas sorriu travessa e selou ferozmente nossos lábios. Parecia que fazia uma eternidade desde a última vez que senti os lábios dela presos aos meuu daquela forma, então a urgência que nós dois tínhamos naquele momento, fazia completo sentido.
— Deveríamos ter fugido da festa mais cedo. - murmurei entre o beijo e Lousy deu um sorrisinho.
— Culpa do empaca foda Black. O garoto não largava do seu pé. Francamente, achei que ele não ia embora nunca. - resmungou. — Não é justo que eu tenha ficado esperando por tanto tempo.
— Sabe o que não é justo? - perguntei e Lane me olhou de forma questionadora. Lousy possuía cerca de cinco olhares característicos e eu sabia desvendar todos eles. — Não é justo que apenas eu esteja ficando sem roupa.
Naquele instante, o olhar sapeca de Lousy veio de encontro ao meu peito nu. Não lembrava em qual momento havíamos desabotoando minha camisa, mas desconfiava que ela estava adorando aquilo.
— Você não disse que gostava de travessuras? - provocou, o que me fez mordiscar seu lábio e eu toquei na sua cintura com as duas mãos, apertando-a. Aquela garota despertava o pior de mim e ela sabia disso.
— Eu gosto, Lane. É por esse motivo que irei fazer isso - pisquei antes desabotoar sua blusa sem ter qualquer dificuldade. Selei brevemente nossos lábios e comecei a descer os beijos pela extensão de seu corpo, partindo do o seu pescoço e indo até seu seio.
Meu toque a fazia se arrepiar, ainda mais quando chupei seu seio levemente. Lousy arfou e naquele momento, tudo o que eu mais queria ela despir-la o mais rápido possível.
— Não tire a capa. - como se lesse meus pensamentos, Lane advertiu.
— A capa? Por quê? - parei o que estava fazendo, colocando novamente as mãos em sua cintura e fixei meu olhar ao seu, sem entender. De repente tudo fez sentido quando a vi morder o lábio de forma provocativa.
— Sim, ela mesma. Porque se tirá-la, perderá toda a graça da fantasia.
— Hum e o que você pretende fazer depois disso, chapeuzinho? - provoquei. — Pretender me chamar de lobo mau?
Sem pensar muito bem no que havia dito, vi Lane sorrir. Aquele maldito sorriso que me manipulava tanto quanto seus olhos
— Apenas se você jurar me devorar, lobinho.
— Você pode ter certeza disso, Lane - era apenas aquela provocação que eu precisava. Sem pensar duas vezes, tirei as mãos de sua cintura e as direcionei até sua saia para terminar o que estava fazendo e com ajuda da garota, tratei de tirá-la e jogá-la para bem longe.
— Perfeita. - resmunguei ao olhar para a imagem a minha frente e aquela com certeza era a definição correta para a sonserina, estando nua ou não.
Observei por mais alguns segundos a garota que agora estava só com calcinha e capa. Me aproximei colocando uma das mãos em sua nuca para beija-a e com a livre acariciei sua parte intima ainda por cima da calcinha e Lane xingou piedosa. Aquilo foi o suficiente. Eu adorava provocá-la.
Girei nossos corpos e ficando agora com as costas presas na parede, puxei o corpo Lousy de forma que ela ficasse de costas para mim. Ela não demorou a entender e antes mesmo que eu fizesse, colocou seu corpo ao meu, rebolando aquela bunda deliciosa sobre meu membro que pulsava.
Lane. - supliquei e a ouvi soltar uma risadinha. A garota sabia como me deixar louco e eu sabia mais ainda como provocá-la.
Com urgência puxei-a para ainda mais perto e com uma das mãos fui de encontro direto em seu ponto fraco. Sem precisar tirar a calcinha, a coloquei para o lado e aproveitei a brecha para pôr minha mão em sua parte íntima. Devagarinho comecei a massageá-la por completo, indo para cima e pra baixo a fim de provocá-la como antes e logo em seguida, com o dedo indicador comecei a massagear seu clitoris com urgência. Lousy arfou e apoio a cabeça sobre meu ombro. Vi ela mordiscar seu lábio de fechar seus olhos. Era delicioso vê-la assim. Quando a vi inclinar a cabeça deixando o pescoço a mostra, aproveite a brecha e comecei a mordisca-lo a medida que agora, estocava meus dedos dentro dela.
Lousy gemia me deixando louco e eu sabia que queria vê-la muito mais vezes assim. Quando parei de tocá-la, ela reclamou manhosa e eu prometi que valeria a pena. Trocamos de lugar e com Lousy apoiada novamente sobre a parede, voltei a tocá-la beijando-a.
Seu beijo era tão urgente quanto o meu e apenas quando o ar nos faltou, que afastei nossos lábios. Olhei-a por alguns segundos e tudo naquele olhar dizia que eu a queria cada vez mais para mim. Lane sorriu ao passo que me aproximei e com o joelho afastei suas pernas.
— O que vai fazer? - murmurou provocativa.
— Sentir o gosto de cada parte sua. - sussurrei em seu ouvido e novamente comecei a beijar seu pescoço, barriga e finalmente sua intimidade. Passei minha língua de cima a baixo de forma lenta e a ouvir gemer ofegante. Quando voltei a subir minha língua, chupei com vontade o seu clitores e quando comecei movimentar a pontinha da minha língua de forma circular nele, vi ela estremecer. Ela gostava daquilo e gostava mais ainda que eu fizesse.
Lousy passava as unhas pelas minhas costas, arranhando-me sem dó. Eu adorava aquilo.
— Pare com essa palhaçada, lobinho - resmungou sem ar e eu sorri levantando-me para beijá-la. A essa altura, nós dois tínhamos urgência, clamavamos por mais de cada um.
Ela estava certa, eu não queria mais brincar, queria era ter cada parte do corpo da garota pra mim.
— Como quiser, chapeuzinho. - levantei-me depositando beijos por sua barriga, seio e pescoço. Lousy tratou de tirar a calcinha enquanto sem muito esforço, tirei todo o tecido que estava me atrapalhando. Em um movimento rápido, tomei impulso para pegá-la no colo e encostei-a de volta na parede. Lousy abraçou-me pelos ombros para manter o equilíbrio e após ela consentir com um olhar, que emanava urgência, foi que dei a primeira estocada. Por Merlim, como podia ser tão gostosa? Estava tão molhada ao ponto de me deixar louco.
Não demorei a iniciar meus movimentos, começando devagarinho. Ouvi-a arfar e a cada gemido que saia daquela boca deliciosa, eu aumentava a intensidade da estocada. Queria deixa-la louca, queria que ela sentisse cada partezinha de mim dentro de si.
Senti-a arranhar minhas costas e ao gemer mais próximo do meu ouvido, tive que me controlar para manter o equilíbrio e não derrubar nós dois ali mesmo.
— Lane...
—- Shhh - retrucou. — Não pare agora, lobinho. Quero poder sentir você explodir de prazer junto comigo. - sua voz saiu falhada mas foi suficiente para mim. Aquele comentário me deixou louco.
— Você quem manda.
Comecei a beijá-la e a segurei com mais força, ela apertou suas pernas em mim enquanto eu estocava mais e mais rápido. As mãos de Lousy arranhavam meus braços e costas, mas eu não me importava nem um pouco com a dor, me preocupava em senti-la cada vez mais.
Quando finalmente soube que não iria mais aguentar, senti meu membro pulsar de forma desesperada e o grunhido de meios lábios veio logo em seguida ao dela. Havíamos chegado ao ápice junto, de forma violenta. Do jeito que gostamos.
Senti meu membro latejar fracamente dentro da garota e assim que o tirei, ela deu um pulinho leve para sair de meu colo. Colamos nossas testas de olhos fechados e ficamos alguns minutos respirando ofegantemente.
Naquele momento, eu soube que Lousy Lane me teria de todas as formas que quisesse. Eu estava completamente rendido a aquela garota e não me sentia nem um pouco mal por aquilo. A envolvi em um abraço e recebi um leve selinho de retribuição. Nossos corpos suados permaneceram juntos por algum tempo até que ouvimos murmúrios se aproximando.
Olhei ao redor preocupado e suspirei por perceber que não estavam vindo até nós. Ouvi Lousy soltar um risinho.
— O que foi? - perguntei de forma mais curiosa do que queria.
— Nós somos estigmatizados. - disse baixo e eu franzi o cenho. Estigmatizados? Do que raios ela estava falando?
— Não sei o que quer dizer com isso.
— Quero dizer que eu pagaria pra ver o que achariam do aplicado Remo Lupin, se soubessem de seu verdadeiro interior. - sua fala era brincalhona e ao mesmo tempo provocativa, da forma como eu mais amava. — Especialmente porque nos últimos meses, ele vem tendo um comportamento tido como reprovável por alguns de seus amiguinhos. O que será que Black, Potter e o esquisitinho do Pettigrew fariam se soubesse que o quietinho Lupin, não é tão sereno quanto eles pensam?
— Bem, eu não sei o que achariam. - respondi de forma simples e Lousy levantou uma sobrancelha. Talvez não esperasse aquela resposta vinda de mim, muito menos a próxima. — Mas, eu sei o que eu faria.
Ela me olhou sapeca e entrou no jogo sem pensar duas vezes, se aproximando de meu lábio.
— Então me diga, lobinho. - provocou beijando-me. — O que você faria? Diria que devemos voltar para a festa?
— E acabar com toda a diversão? De jeito nenhum. - retruquei e comecei a olhá-la.
— Então o que você pretende fazer, Lupinzinho? - provocou
— Que tal agora você provar o doce?
Lousy me olhou perversa e baixou seus lábios pela minha barriga até chegar em meu membro, muito bem desperto. Era definitivamente o melhor Halloween e eu estava louco por aquela garota.


Provoque-me, estendendo sua mão
Então me deixe ou me aceite como eu sou
E viveremos nossas vidas, Estigmatizados






Fim!



Nota da autora: Vocês gostaram e me pediram tanto que Stigmatized tivesse continuação, que me senti obrigada a fazer uma segunda parte da história de Lousy e Remo. Novamente repito: não sabia que precisava escrever algo com um Lupin, até ter escrito.
Espero que tenham gostado e que a cena hot tenha agradado suas expectativas pois confesso que não sou muito adapta para isso, ainda assim, me contem o que acharam!
Vejo vocês em breve e Malfeito, feito.
All the love,
G.K



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