FFOBS - Suddenly Love II: Broccoli, por Angel B.

Finalizada em: 10/11/2019

Capítulo Único

I'm trying so hard to impress her


Dois meses se passaram desde que havia levado para jantar. Para a sua sorte, o homem conseguiu impressioná-la, o que acabou lhe rendendo o direito de convidá-la para um segundo encontro.
O casal teve bons momentos juntos. A conversa, como ocorreu no dia em que se conheceram, fluiu facilmente, e as risadas duraram do início ao final de cada um dos encontros. E por mais que já tivesse decidido onde iriam para o terceiro encontro — afinal, ela havia prometido que levaria à melhor sorveteria de Massachussets — eles precisaram adiar a data por um tempo.
precisou viajar a trabalho, ficando fora por pouco mais de duas semanas. Ele pensou que durante esse período iria perder todas as chances que havia conquistado com , mas novamente ele estava com sorte, e o universo estava jogando ao seu favor. se mostrou muito compreensiva com a rotina de trabalho dele, e não se importou realmente com a ausência dele logo no início do relacionamento deles — se é que ela poderia chamar aquilo de relacionamento.
Durante todo o tempo que ficou hospedado em Nova Iorque, não teve um só dia que ele não havia trocado mensagens com . A mulher era interessada em contar-lhe sobre o seu próprio dia, os pratos novos que ela havia aprendido a fazer, as receitas que, definitivamente, não haviam dado certo, e sobre os pedidos estranhos que os clientes insistiam em fazer para ela.
— Ah, e adivinha! Fui indicada em um concurso regional de chefs de cozinha.
— Caramba, parabéns! — ele respondeu realmente animado. — Como eu faço para votar em você?
, em resposta, riu do outro lado da linha, e lhe explicou que o concurso de chefs era um pouco mais complexo que isso.
— Preciso participar de algumas provas, nas quais os juízes irão analisar as minhas receitas e a montagem dos pratos.
No final, ela ainda brincou dizendo que o concurso regional de chefs de cozinha não era como o Teen Choice Awards.
, por outro lado, não via a hora de voltar para o hotel de noite, apenas para contar para sobre a sua rotina de gravações e entrevistas.
— Sinto como se não dormisse há um ano. — ele falou para ela uma vez. E para provar o alegado, tirou uma foto de si mesmo ainda com o cabelo bagunçado, e algumas olheiras embaixo dos olhos.
E enquanto costumava mandar fotos suas, correndo todas as manhãs, apenas para provar de que estava se recuperando muito bem do tornozelo machucado, passou a mandar fotos do seu café da manhã, sempre com um grande copo de café em cima da mesa, apenas para provar a teoria de de que ele era viciado em cafeína.
— Não há mais salvação para você, meu caro. — ela havia dito certa vez, depois de admitir que já havia tomado quatro copos de café naquele dia.
Depois de voltar da sua viagem, e da mulher finalmente ter a chance de levá-lo à melhor sorveteria de todo o mundo, eles passaram a competir, de brincadeira, quem levava o outro ao melhor encontro.
E era por esse motivo que decidiu fazer a coisa mais estúpida que sua mente criativa poderia pensar: cozinhar para ela, em sua própria casa.
Inicialmente a ideia parecera ser muito legal, afinal, mostrar que se tem dotes culinários, à mulher que ele tentava impressionar, costumava dar certo nos cinemas. Só havia um grande problema nessa ideia: não tinha nenhum dote culinário.
Ele raramente cozinhava em casa. E apesar de ser um homem crescido, independente e que morava sozinho desde muito jovem, seus conhecimentos na cozinha se restringiam a tirar os congelados do freezer e ligar para os restaurantes mais próximos da sua casa.
Fala sério, de onde surgiu essa ideia de tentar impressionar uma chef de cozinha, que foi indicada para um prêmio regional de chefs, cozinhando algo que eu não sei?, ele se perguntou. Até porque, dentro da lista das coisas que ele não sabia cozinhar se encontrava… Bem, tudo, praticamente.
Mas por algum motivo absurdo, e completamente improvável, as coisas estavam se desenvolvendo conforme ele planejou. Obviamente que não sabia que era praticamente um virgem na cozinha. Mas planejou um belo almoço para eles, tanto que o brócolis já estava quase pronto — ele havia pego uma receita no YouTube — e a carne já estava sendo levada para o forno. É bem verdade que acabou se confundindo um pouco com os temperos — quem diria que existia tantas formas diferentes de temperar uma carne, além do sal? — mas, de modo geral, ele estava bastante orgulhoso do seu progresso.
Foi quando ligou para ele.
— Surgiu um imprevisto… — ela explicou. — Não vou conseguir deixar o restaurante hoje.
estava chateada, e isso era bastante claro na voz dela. Mas o que ela poderia fazer? Deixar o seu negócio a ver navios, sem um chef, para ir a um encontro com ? Ela não podia fazer isso, não naquele dia. Sua carreira era muito importante, e apenas ela sabia o quão difícil havia sido conseguir chegar onde chegou.
— Vou precisar cancelar nosso almoço de hoje.
— Claro, claro… Sem problemas.
não deixou que sua chateação fosse demonstrada na voz, afinal, ele entendia muito bem o conceito de prioridade. Ele era mestre em colocar o trabalho acima da vida pessoal. Além disso, sabia que era o nome de que estava em jogo, seu restaurante carregava o seu nome, e isso era muito importante.
Por um momento, ficou realmente decepcionado por ter que cancelar seus planos, mas depois de olhar para a sua cozinha, e ver a bagunça que havia deixado lá — coisas caídas no chão, panelas e colheres esparramadas dentro da pia, o forno ainda aberto esperando por um pedaço de carne que nunca receberia — ele pensou que aquilo poderia ser um sinal do destino.
Quer dizer, deveria saber muito bem que ele não deveria tentar impressionar uma chef de cozinha, cozinhando, especialmente quando ele não fazia ideia de onde guardava suas panelas dentro da própria cozinha. Mas era tão difícil… Ele não conseguia parar de pensar em . E tudo o que queria era impressioná-la de alguma forma, de qualquer forma.
sabia que não era a intenção de , mas a homem se sentia muito pressionado ao lado dela. Sua experiência em romances se resumia em sair com mulheres que tinham o mesmo trabalho que ele, as mesmas experiências de vida e de carreira, a mesma rotina, as mesmas preocupações… Mas não . vivia em um mundo completamente diferente do dele, com horários diferentes e metas diferentes. era o seu negócio, e fazia a sua rotina e os seus próprios horários. Ela não respondia a ninguém, apenas a ela mesma.
E essas diferenças acabavam por deixá-lo inquieto, pois ao mesmo tempo que tudo isso o fazia se apaixonar ainda mais pela mulher, também o deixava inseguro.
Seria possível que, com tantas diferenças, poderiam dar certo?
E apesar de demonstrar o interesse que tinha nele, afinal, ela continuava o paquerando, respondendo às suas mensagens, e saindo com ele, tudo o que precisava era de um sinal, um sinal que mostrasse que ela se importava. Que ela se importava tanto quanto ele, que ela queria que aquele relacionamento desse certo tanto quando ele queria… Que gostasse dele tanto quanto gostava dela.
Ele foi até a mesa de jantar e apagou as velas que havia acendido cedo demais. Quer dizer, é claro que eles não iriam precisar de velas, afinal, estariam almoçando em plena luz o dia, e tinha um belo sol do lado de fora. E mesmo que as janelas estivessem fechadas, dentro de casa ainda estaria bastante claro. Mas não poderia deixar de acender algumas velas, apenas para deixar o clima mais romântico.
Sim, ele era um romântico incurável, isso ele não poderia negar. Havia aceitado essa característica há muito tempo, e aprendido a lidar com ela a cada dia. Prova disso foi a sua tentativa ridícula de cozinhar algo que ele não fazia ideia de como, para uma mulher que ganhava a vida cozinhando para outras pessoas.
Sim, ele era um bobo. E quando seus amigos ouvissem essa história, todos iriam provocá-lo. Não que se importasse com isso.
Aproveitando o fato de que não seria naquele dia que ele iria provar de sua própria refeição, ele ligou para o restaurante de costume, um dos quais ele tinha o panfleto pregado na porta de sua geladeira, e pediu o prato do dia.
Mal viu a hora passar, tampouco viu o sol se esconder.
Depois do almoço ele deitou no sofá da sala, colocou um filme qualquer para assistir, e se acomodou entre as almofadas tendo Dodger do seu lado. O sono veio sem que ele percebesse. Na verdade, só se deu conta de que havia dormido, quando ouviu seu celular tocar.
Ainda meio sonolento, ele atendeu o aparelho sem olhar no visor antes. A voz de , do outro lado da linha, foi o que o fez despertar.
— Que tal o senhor deixar de preguiça, acordar logo e atender a campainha que já estou tocando há quase vinte minutos?
levantou em um pulo. Olhou pela câmera do interfone, confirmando que a garota estava mesmo do lado de fora, esperando por ele, e apertou o botão para que o portão fosse aberto, indo esperá-la na porta da frente.
mal havia descido do carro quando ele se aproximou.
— Me desculpe por não acordar antes… Eu realmente não ouvi o interfone. — ele disse passando a mãos pelos cabelos, ainda bocejando.
riu da fala dele. E retirando algumas sacolas do banco de trás, respondeu:
— Fala sério, . Você não pode ter realmente acreditado que eu fiquei vinte minutos tocando o interfone. Nem você tem o sono tão pesado assim.
pensou naquilo por um segundo, e por mais que a sua mente ainda estivesse bastante devagar, por ter sido acordado há pouco, ele percebeu que, realmente, não teria como ele não ter acordado antes.
— Além disso, eu com certeza teria ligado antes. De jeito nenhum eu ficaria tanto tempo do lado de fora com essas coisas todas no banco de trás. — disse mostrando as sacolas que segurava.
Rindo da brincadeira dela, se aproximou para ajudá-la com as sacolas, surpreendendo-se quando ficou na ponta dos pés e lhe deu um beijo nos lábios, enroscando seus braços na cintura dele.
— Está com fome? — ela perguntou com o rosto ainda muito perto.
— Sempre!
sorriu com a resposta dele. Ela parecia gostar de ter sempre com fome, como se isso lhe desse algum prazer particular. A mulher já havia cozinhado para ele antes, e não perdeu a chance de ir jantar no restaurante dela algumas vezes. E saber que o homem gostava do que ela fazia, a deixava realmente satisfeita.
Já bastante familiarizada com o ambiente, entrou na casa de antes dele. Deixou sua bolsa e o casaco em cima da poltrona, e logo foi recebida por Dodger.
— Hey, garoto! Como você está?
O cachorro deu dois ou três latidos para ela, deitando no chão, com a barriga para cima.
A mulher fez carinho na barriga dele, enquanto passava por ela, ainda com as sacolas nas mãos, sendo completamente ignorado por Dodger.
— Ele até esquece de mim quando você chega. — ele comentou.
levantou-se e foi até onde estava. Abraçou-o por trás, e falou baixinho:
— É porque eu sempre dou petisquinhos para ele.
sentiu os pelos do pescoço arrepiarem, mas não deixou de se surpreender com o que ouviu.
— Espera! Como é que é?!
Rindo, pegou duas sacolas da mão dele e fez o caminho da cozinha.
— Você não faz ideia da confusão que foi hoje. — ela começou dizendo. — Dois cozinheiros faltaram, e o garoto que comecei a treinar para sous chef não sabia a diferença entre os cortes das carnes que deveriam ser assadas e das que deveriam ser fritas!
ergueu as sobrancelhas, surpreso. Ele jamais imaginaria que as carnes deveriam ser cortadas de formas diferentes a depender da forma com que fossem preparadas, mas preferiu manter o comentário para si mesmo.
A fala de , contudo, foi cortada no instante em que ela chegou à porta da cozinha. Se já não esperasse por isso, teria esbarrado na mulher, já que ela ficou parada na entrada, com o rosto surpreso.
— Meu deus…! O que aconteceu aqui?! — virando-se para ele, ela perguntou. — O que você fez aqui?
fechou os olhos com força, xingando-se internamente por não ter arrumado a cozinha, por não ter guardado as coisas que tinha comprado, e não ter, nem mesmo, fechado o forno do fogão. Bem, pelo menos ele se lembrara de colocar a carne na geladeira.
Ponto para você, !, pensou ironicamente.
virou o corpo para ele, lentamente. Ainda com a confusão estampada no rosto, começou a entender o que poderia ter acontecido ali.
— Você iria cozinhar para nós?
apenas deu de ombros.
— Eu ia tentar, mas então você deve ter previsto que eu seria um desastre na cozinha, como você mesma pode perceber, e acabou cancelando o nosso almoço.
colocou as mãos no rosto, e virou-se para olhar, novamente, toda a bagunça da cozinha.
— Desculpe por isso. — ele disse depressa, passando pela mulher. Deixou as sacolas em cima da mesa da cozinha, e começou a tentar arrumar as coisas na pia. — Não costumo ser bagunceiro desse jeito.
andou devagar até ele. Como fez mais cedo, ela o abraçou por trás, mas, dessa vez, em vez de sussurrar algo engraçado no ouvido dele, apenas encostou o rosto das costas do homem.
— Isso foi a coisa mais fofa que um cara já fez por mim.
A voz tinha saído baixinha, provavelmente por ter sido abafada pela camiseta dele.
franziu a testa, surpreso.
— Sério?
largou as coisas dentro da pia de novo — não é como se ele soubesse o que estava fazendo mesmo — e virou-se para ela. Ainda com os braços da mulher em volta da sua cintura, ele a abraçou de volta.
— Seríssimo. Todos os caras com quem já saí nunca tentaram cozinhar para mim, provavelmente por medo de eu não gostar, vai saber. — ela deu de ombros. — Isso sem contar as vezes que os caras achavam que ela minha obrigação cozinhar para eles só porque eu tenho um restaurante.
— Esses caras eram uns babacas.
Se tinha uma coisa que tinha certeza, é que qualquer cara que já tenha saído com , e não tenha permanecido do lado dela, é um completo idiota.
— E uns frouxos. — ele completou com certo humor na voz. — Eu não sabia o que estava fazendo, mas pelo menos eu tentei. — disse com o peito estufado, cheio de orgulho dele mesmo.
— Com certeza! — respondeu rindo. — Apenas lamento não ter tido a chance de conhecer os seus dotes culinários.
Foi a vez de rir.
— Acredite, não existem dotes culinários para serem conhecidos. Talvez alguns conhecimentos adquiridos do YouTube.
riu alto, jogando a cabeça para trás.
— Bem, então essa noite é a oportunidade perfeita para você conhecer alguns truques culinários com uma excelente chef de cozinha.
E abrindo os braços de uma forma bem teatral, girou o corpo e seguiu até a mesa da cozinha, onde havia deixado as sacolas. Abriu uma delas e mostrou alguns legumes que havia trazido do restaurante, e algumas carnes já cortadas, as quais , obviamente, não saberia o motivo por ter sido cortada daquele jeito e não de outro. Colocou alguns temperos em cima da mesa, muitos dos quais o homem nunca havia visto na vida, e entregou o pacote de macarrão na mão dele.
— E aí, quer me ajudar a fazer o nosso jantar?
— Será um prazer, senhorita. — ele disse curvando o corpo para frente, em uma referência. — Apesar de que não sei se será um prazer provar o resultado mais tarde.
deu uma piscadinha esperta para ele, animada em poder mostrar um pouquinho do seu mundo ao homem, e mais entusiasmada ainda em estar no comando — como sempre — e poder dar ordens para . Aquilo seria divertido.
— Confie em mim, . E lembre-se: eu confio em você.
aceitou aquilo e balançou a cabeça concordando. Que mal teria nele cozinhar, não é mesmo? Pelo menos agora ele teria alguém para supervisionar as loucuras que ele tentava fazer na frente de um fogão.
— Certo, mas antes de começarmos, vamos limpar isso aqui, porque se tem uma coisa que eu não admito é uma cozinha bagunçada e suja.
não contestou. De fato, estava até envergonhado do estrago que ele havia conseguido fazer em tão pouco tempo. E enquanto ele foi até a pia, seguiu para o balcão com um pano na mão. Minutos depois, foi a vez do chão tomar um trato — como foi que ele havia conseguido derramar tanta coisa no chão, pelo amor de Deus?!
guardou os pratos e as panelas, que não iria usar, nos armários — mostrando que conhecia o ambiente muitíssimo melhor que o próprio dono — para, só depois, separar os utensílios que iriam usar naquela noite.
Perfeitamente confortável no ambiente, separou os ingredientes em cima da bancada, e colocou as panelas no fogão. Acendeu o fogo e passou a dar instruções para .
— Corte a carne em pedaços menores, e depois tempere com alho e cebola. Coloque pouco sal e jogue tudo na panela com óleo.
Ela falou enquanto começava a cortar o tomate para preparar o molho.
— Depois de mexer um pouco, para não grudar no fundo da panela, coloque a tampa e deixe-a cozinhar. E então você vai colocar a massa do macarrão naquela outra panela, a que está com água. Mas espere começar a ferver.
Foi engraçado para receber esses tipos de ordem. E ele imaginou que também deveria ser engraçado para , já que ela havia assumido a posição de uma professora orgulhosa com o que ele fazia, sempre muito atenta a cada movimento dele, e preocupada em elogiar quando o homem conseguiu moderar o sal.
— Acho que você deveria esperar um pouco mais para ficar orgulhosa de mim. Ainda não coloquei fogo em tudo, mas o jantar ainda não está pronto…
— Ora, , não seja tão desacreditado consigo mesmo!
— Eu ainda acho que corremos o risco de termos uma intoxicação alimentar.
riu alto. Jogou o pano de prato nele, que estava provando a carne que ele acabara de fazer.
— Sorte a nossa de pelo menos um dos dois, dessa relação, ter dotes culinários. Já pensou o quão caro seria se todas as nossas refeições tivessem que ser compradas em restaurantes?
fez uma careta, pensando que era exatamente o que ele fazia todos os dias. , percebendo isso, respondeu surpresa:
— Isso é uma vergonha! Inadmissível, senhor . — e com as mãos na cintura, continuou. — Eu não vou permitir que meu namorado, mesmo sendo uma negação na cozinha, seja incapaz de preparar, pelo menos, um chá da tarde! Que tipo de namorada e chef eu seria?
não escondeu a surpresa com a escolha de palavras dela.
A olhou atentamente, tentando enxergar algum rubor nas faces de , algum indício de que ela estivesse envergonhada por chamá-lo de namorado, como se a palavra tivesse escapado, sem intenção. Mas se mostrava perfeitamente normal e consciente do que tinha dito, e não parecia arrependida, nem mesmo constrangida. Pelo contrário, a mulher estava distraída com as panelas em cima do fogão, e estava muito confortável com o clima entre eles.
Mas ele precisava perguntar… Apenas para confirmar, pensou.
— Já pensou se alguma revista espalha por aí que o seu namorado, o famoso , não sabe nem encontrar a tampa certa da panela?
Pronto, ele tinha usado a palavra. Era agora ou nunca.
então, em resposta, riu.
— Deus me livre! Isso seria o fim da minha carreira! Que credibilidade eu teria?
E como num passe de mágica, percebeu que aquele era o sinal que ele precisava para saber que sim, se importava. Ela se importava com o relacionamento deles e, especialmente, com o namoro deles.
Ele percebeu que nem tudo precisava ser dito, mas apenas demonstrado. E sabia como demonstrar seus sentimentos. Do jeito dela, é claro.
já não se sentia tão inseguro quanto a esse assunto, e então pôde aproveitar o jantar que foi feito por , mas com grande ajuda dele próprio.
— Não acredito que não vamos morrer por intoxicação. — ele brincou.
A refeição estava incrivelmente deliciosa, e pôde aproveitar mil vezes mais as horas que passou ao lado de , durante toda a noite e também no dia seguinte. Afinal, sendo dona do próprio negócio, a mulher decidiu se dar folga no dia seguinte, convocando o sous chef a comparecer ao serviço.
— Eu nunca tinha ouvido você usar esse tom de voz bravo. — ele comentou achando graça.
— Bem, o que você chama de “bravo” eu chamo de convincente e incentivador. — respondeu.
E mesmo que já passasse das dez horas da manhã, agradeceu o fato dela ter usado o seu tom de voz “convincente” e “incentivador”, afinal, ele não tinha interesse nenhum em deixar a cama tão cedo. Tudo o que ele queria era ter o dia inteiro para aproveitar a namorada, sem precisar competir com seus clientes famintos.
— Não se acostume com isso. Meus clientes são quem pagam as minhas contas. — ela falou brincando.
Sorte dela que não tinha nenhuma conta para pagar naquele dia. Até porque, mesmo se ela as tivesse, não iria trocar aquele momento, ao lado de , por nada no mundo.


Fim?



Nota da autora: GALAXY DEFENDER STAR FOREVER! ❤️
Como se não bastasse uma fanfic com Chris Evans + música do McFLY, eu precisei fazer duas! (mas será mesmo que serão só duas? hihi). Espero que tenham gostado! Não se esqueçam de deixar um comentário cheio de amor, de lerem a continuação e de recomendarem a fanfic para as amigas. ❤️
Beijos de luz
Angel





Outras Fanfics:
Longfic:
Ainda Lembro de VocêIt’s Always Been You

Shortfics:
21 MonthsAinda Lembro de NósBabá TemporáriaBeautifuly DeliciousBecause of the WarCafé com ChocolateElementalO Conto da SereiaO Garoto do MetrôRumorShe Was PrettySorry SorryWelcome to a new wordWhen We Met

Ficstapes:
05. Paradise 06. Every Road 07. Face 10. What If I 12. Epilogue: Young Forever 15. Does Your Mother Know

MVs:
MV: Change MV: Run & Run MV: Hola Hola

Tá okay, eu estou completamente apaixonada por esse casal e pela química deles. E também pela sua escrita, Angel. Por que eu não tinha lido nada seu antes? Eu realmente estou amando!! ♥
Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


comments powered by Disqus