The Other Malfoy

Última atualização: 16/05/2022

Prólogo

1991

Os Malfoy chegavam à estação King's Cross, a família era composta por um homem, uma mulher e um casal de gêmeos, todos tinham feições arrogantes.
— Juntos? — Draco perguntou para a irmã.
— Juntos — assentiu, segurando o carrinho.
Os gêmeos olharam para trás, procurando por algum tipo de confirmação dos pais; vendo que ambos assentiram com a cabeça, seguraram o carrinho com força e correram em direção à parede.
Quando chegaram à plataforma, não poderia estar mais maravilhada com a estação, os seus olhos brilharam ao ver a locomotiva e vários alunos de todas as idades, era uma sensação incrível. Mas logo foi tirada da sua pequena hipnose ao ouvir as reclamações do pai.
— Eu falei que deveríamos ter os levado para Durmstrang, pelo menos não iriam se misturar com pessoas de tão baixo nível — Lúcio falou com um ar de superioridade e segurou a vontade de revirar os olhos. Seguindo os olhos do pai, reparou que ele observava uma família de ruivos conversando.
— Seria muito longe, Lúcio, e Draco sabem como se portar — a mulher o tranquilizou.
— Assim espero — o homem respondeu.
respirou fundo, fingindo que não ouvira a conversa.
— Venham se despedir, queridos! — a mãe deles falou docemente, os abraçando. — Não esqueceram de nada?
— Não, mamãe, pegamos tudo — falou.
— Se percebermos que esquecemos de algo, mandaremos uma carta — Draco completou.
— Se comportem e escrevam.
— ‘Tá bom, mamãe! — responderam, juntos.
Os irmãos se olharam e encararam o pai, que os abraçou.
— Não se esqueçam de que família vocês pertencem. Não nos decepcionem — foi a única coisa que o Malfoy mais velho falou.
— E sempre cuidem um do outro — a mãe completou.
Os gêmeos terminaram de se despedir dos pais, caminhando em direção ao trem. A cabine deles foi ocupada por mais dois garotos, Vincent Crabbe e Gregório Goyle, dois garotos que foram apresentados a eles nas férias. Draco tinha se dado bem com eles, ao contrário da irmã, que não suportava nenhum dos dois.

Por volta de uma hora, decidiu que não ficaria na mesma cabine que os garotos, ela se levantou, saindo de lá.
— Onde você vai? — o irmão a questionou.
— Vou dar uma volta, voltarei logo — disse, simples.
Andou um pouco até encontrar uma cabine que só tinha dois garotos, olhou para os lados, verificando se Draco não estava atrás dela.
— Ahm… com licença, vocês se importam se eu ficar aqui? — ela falou, sorrindo fraco, vendo os dois garotos negarem, então ela adentrou a cabine.
— Sou . Só — ela se apresentou, sorrindo.
— Eu sou o Harry, Harry Potter — o menino de óculos se apresentou.
— Espera? Harry Potter? O Harry Potter? — a menina falou, apontando para a própria testa.
Harry assentiu, mostrando a cicatriz de raio.
— Incrível, não é? — o menino ruivo falou. — Aliás, sou Rony, Rony Weasley.
conseguiu ouvir a voz de seus pais em sua consciência a xingando por estar falando com um Weasley, mas ela ignorou e somente sorriu, cumprimentando o garoto.
A viagem foi extremamente divertida, mesmo que tenha brigado com o Rony várias vezes, dizendo que a Sonserina não era a casa de pessoas ruins.
Quando chegaram à Hogwarts, se despediram e correu à procura do irmão.
— Onde você estava? — ouviu a voz de Draco às suas costas.
Sabia que não poderia contar para ele que estava em uma cabine com Harry Potter e um Weasley e, mesmo odiando mentir para seu irmão, era sua única opção.
— Fiquei em uma cabine com algumas garotas — disse, simples, dando de ombros.
Os alunos estavam em uma fila, se preparando para a seleção das casas.
respirava fundo, tentando se acalmar, mas sabia que, no final, ela iria para a Sonserina.
— Malfoy, Draco!
assistiu o irmão sentar no banco com um sorriso arrogante no rosto e, em uma fração de segundo, o chapéu já anunciava que Draco era da Sonserina.
— Malfoy, !
se sentou no banquinho, sentindo o chapéu ser colocado em sua cabeça enquanto ela sorria tão arrogante quanto seu irmão. Assistiu a cara de espanto de Rony e Harry, já que a garota não tinha mencionado ser uma Malfoy.
— Você seria brilhante na Sonserina — o chapéu falou. — Mas será espetacular na… Grifinória!
Ela ouviu os alunos da mesa da Grifinória aplaudirem enquanto ela olhava para o irmão que parecia estar assustado, seguiu para a mesa da sua casa, se sentando ao lado de uma garota de cabelos volumosos.
— Hermione Granger, prazer.
Malfoy.

***

A menina tinha os cotovelos sobre a mesa e as mãos apoiadas no rosto enquanto negava com a cabeça enquanto Harry dava alguns tapinhas em suas costas em forma de consolo.
— Pelo menos o chapéu não acha que você seja uma pessoa ruim — Rony declarou.
— Você acha que me importo, Rony? Meus pais vão me matar! Vou ser expulsa de casa! — ela falou, brava.
Os alunos do primeiro ano foram chamados pelo monitor das suas casas e correu em direção ao irmão.
— Isso é inadmissível! Vou mandar uma carta para o papai agora! Como aquele chapéu velho ousa colocar você na Grifinória? — Draco dizia, incrédulo. — Mamãe e papai vão saber disso!
— Draco, não faça isso! — a menina falou em desespero. — Por favor.
— O quê? Por quê? — o irmão disse, confuso. — Não me diga que quer ficar na Grifinória? Acha que eu não vi você conversando com o traidorzinho de sangue junto com o Potter? — o garoto falava com desgosto.
— Draco! Eu não quero que papai coloque a culpa em mim! — falou, com os olhos vermelhos. — Por favor, não conta para eles, eu irei fazer isso.
O garoto olhou para ela por alguns segundos.
— Não irei contar para eles, — o irmão falou, tocando em seu ombro. — Somente cuide das amizades que está fazendo.
Draco a olhou mais uma vez antes de se virar para ir a caminho das masmorras.

***

estava sentada na escadaria que levava ao corredor onde se localizava a comunal da Grifinória, a menina estava cabisbaixa, abraçada aos joelhos.
— Ei, loirinha, você está bem?
tomou um susto ao ouvir uma voz desconhecida e ver dois ruivos idênticos sentando-se um em cada lado.
A menina somente assentiu com a cabeça.
— Se atrasou e não sabe a senha? — um dos gêmeos falou.
— Porque, se esse for o motivo, saiba que não está sozinha nessa — o outro completou.
A menina negou com a cabeça rapidamente.
— A senha é cabeça de dragão — a garota falou, ainda encarando o chão.
Os gêmeos se olharam mais uma vez.
— Espera, você é a Malfoy que veio para a Grifinória! — o ruivo exclamou. — Aliás, prazer, Fred e George Weasley. — observou os dois gêmeos se apresentarem.
— "A Malfoy que foi para a Grifinória". Papai vai adorar ouvir isso — a menina disse, ironicamente, sentindo os olhos arderem enquanto tentava segurar o choro. — Eu deveria estar na Sonserina! Igual ao meu irmão! Igual à mamãe foi e meu pai também, isso está errado. Maldito chapéu burro! — exclamou.
— Ei! A Grifinória não é tão ruim assim! — o ruivo sentado à sua direita, que agora ela reconhecia como George, falou.
— E, se você quer saber, a Grifinória é uma das melhores casas de Hogwarts! — o outro completou.
A menina revirou os olhos, olhando os dois.
— Vocês são Weasley's, Grifinória é o habitat natural de vocês! — ela falou, óbvia, continuando a olhar para os dois garotos. — Eu sou uma Malfoy, eu deveria estar na Sonserina.
— ‘Tá falando besteira, Malfoy, o chapéu seletor não erra, ele sempre sabe a casa certa de todos os alunos — Fred falou. — Então, se ele te selecionou para a Grifinória, é porque você pertence a essa casa.
— Vocês não estão entendendo! — os gêmeos arquearam as sobrancelhas. — Imagina você — apontou para um dos gêmeos — ser separado dele — apontou para o outro irmão.
— Isso nunca aconteceria! — Fred Weasley falou.
— Era o que eu e meu irmão falávamos! — a garota disse, com os olhos marejados, se levantando, limpando algumas lágrimas. — Boa noite — ela disse, indo em direção à comunal, secando algumas lágrimas dos olhos.

passou a noite em claro, tentando, repetidas vezes, escrever uma carta para seus pais, explicando o ocorrido. Não era uma coisa fácil de se fazer, já que tinha medo de seus pais a mandarem para Durmstrang e ser separada de seu irmão, com toda certeza ser separada de Draco era uma das piores coisas que poderiam acontecer.
Quando olhou seu relógio, marcava meia-noite. A carta não estava perfeita, mas só estaria perfeita se ela contasse que foi selecionada para a Sonserina, mas, como isso não aconteceu, ela simplesmente foi para seu dormitório, onde encontrou as garotas do seu ano dormindo, e enviou a carta pela sua coruja.
, você veio! Achei que estava perdida — Granger se levantou da cama, falando com a garota. — A sua cama é essa em frente à minha, guardei-a para você.
agradeceu silenciosamente a garota e se ajeitou para ir dormir, foi difícil dormir.
Não era fácil dormir, nada parecia fácil, era estranho estar longe de sua casa, estar longe de seus pais, que, agora, ela nem sabia se gostariam que ela os chamassem de pai e mãe.

***


No almoço do dia seguinte foi quando o coração de parou, as duas cartas em suas mãos, enquanto ela se sentava em frente a Harry e Rony.
— Contei para os meus pais — ela falou, rapidamente, chamando a atenção dos garotos. — Leiam e me falem se tem algo importante.
Ela colocou as cartas em frente aos garotos e os dois se olharam e abriram as cartas, lendo enquanto olhava para eles nervosamente.
— O que seria algo importante? — Harry perguntou.
— Não sei, talvez algo sobre mudar de escola, sobre ser deserdada ou não sei — falou, ansiosa.
— Pelo menos não foi um berrador — Rony falou, sorrindo fraco.
— Papai e mamãe não gostam de chamar atenção, não desse jeito, pelo menos.
— Na carta, seu pai diz que está desapontado, ele destaca bastante isso — Rony falou, olhando a carta —, que foi uma vergonha para a família.
— A sua mãe disse que não esperava por isso e que seria bom você andar com pessoas decentes para não estressar seu pai — Harry fez uma pequena pausa. — E disse que não é para contar sobre essa carta para seu pai.
— Só isso? — ela franziu as sobrancelhas, desconfiada, e os garotos assentiram com a cabeça. — Então, está tudo bem, nada além do esperado, bem menos que o esperado, na verdade.
olhou para a mesa da Sonserina, vendo seu irmão sorrir para ela, mas o mesmo fechou o rosto quando viu com quem a irmã estava.
— Não acredito que você é irmã do babaca do Malfoy — Rony falou, fazendo a garota olhar para ele, brava.
— Meu irmão não é um babaca! — ela o defendeu.
— Ei, Malfoy! Está melhor? — Um dos gêmeos ruivos apareceu atrás dela, fazendo a mesma se assustar.
— Ah, sim, estou bem — ela sorriu, sem mostrar os dentes. — Obrigada por perguntar e desculpa se fui… ahm… meio rude ontem.
— Está tudo bem, você estava nervosa — ele sorriu para ela. — Vejo vocês por aí — o ruivo se despediu dos três e se afastou.
— Do que Fred estava falando? — Rony perguntou.
— Nada demais — ela deu de ombros.
Malfoy olhou para trás novamente, mas, agora, o irmão não olhava mais para ela, Draco parecia rir com alguns amigos. Foi, então, que soube que os próximos anos seriam um pouco difíceis para eles dois.

Capítulo 1

1994

caminhava em meio ao acampamento onde iria acontecer a Copa Mundial de Quadribol. Ela e seu irmão estavam totalmente animados, mesmo sentindo que Draco não tinha contado alguma coisa a ela. Eles seguiram o pai até a cabana, cutucou o gêmeo com o cotovelo, apontando para um grupo de irlandeses fazendo uma dança engraçada, os dois riram.
Quando chegaram à sua própria barraca, olhou para os lados, era grande, bonita e confortável. Um elfo doméstico, que era desconhecido pela garota, levava alguns pertences deles, jogou sua mochila em cima de uma das camas.
— Podíamos dar uma volta no acampamento — pensou alto.
— Eu gosto da ideia — Draco sorriu para a irmã. — Podemos, pai?
O homem encarou os filhos por alguns segundos, pensando.
— Podem — ele disse, levando sua atenção para . — Se eu descobrir que foi atrás de seus amiguinhos imundos, diga adeus à sua vassoura — falou, seriamente, olhando para a filha.
— Sim, senhor — assentiu e começou a seguir Draco para fora da barraca.
Eles andaram juntos em meio à multidão e, quando Draco avistou alguns amigos, ele segurou a mão da irmã, a puxando, para não se perderem, mas não andou, ela apertou a mão de Draco e estalou a língua, chamando a atenção dele.
— Te encontro aqui em meia hora? — perguntou ao irmão.
! — o irmão a repreendeu. — Se papai descobrir…
— Ele não vai, não tem como ele nos achar nesse tanto de pessoas, Draco! — o cortou — Compre alguma coisa para ele não desconfiar!
A garota falou, se afastando, vendo o irmão revirar os olhos. Ela caminhou um pouco, passando por algumas lojinhas de lembrancinhas, onde comprou uma bandeirinha do time irlandês. Ela implorava para achar alguns de seus amigos no local e sorriu ao ver um menino alto e loiro de costas para ela.
— Diggory! — Malfoy sorriu, animada, para o garoto, que se virou, sorrindo.
— Malfoy! — Cedrico disse, abraçando . — Tudo bem?
A garota conheceu o lufano quando ela e o irmão começaram a ter um grande costume de discutir no meio dos corredores por qualquer motivo possível e Diggory, sendo um ótimo monitor, sempre tentava fazer os dois pararem de discutir. não sabia dizer quando começaram a conversar ou se tornaram próximos, mas começaram com conversas nos corredores e depois viraram bons amigos.
— Estou bem, Ced — ela sorriu. — Torcendo para a Irlanda, certo?
— Obviamente — o lufano sorriu. — Vim com os Weasley, Potter e Granger estavam com eles, também.
— Tenho que dar um jeito de falar com eles — suspirou. — Meus pais me proibiram de usar minha coruja nestas férias. — Diggory deu um sorriso triste para a garota.
— Agora faz sentido você não responder minha carta — Diggory falou, olhando para a loira. — Mas, então, quer um suco de abóbora? — Cedrico pediu e Malfoy assentiu.
acompanhou o garoto, dando algumas voltas pelo acampamento, e até tentou achar o seu trio de amigos, mas falhou. Quando faltavam cinco minutos para encontrar o irmão, se despediu do garoto, indo em direção ao local combinado, onde Draco já a esperava.
— Comprou coisas da Bulgária? Você está torcendo para a Bulgária? — falou, incrédula. — Eu me recuso a acreditar que sou sua irmã gêmea.
— Eles têm o Krum, , eles vão ganhar — Draco afirmou. — Quero ver você chorando depois que a Irlanda perder.
revirou os olhos e engatou o braço com o de seu irmão, o puxando para a barraca, seu pai os encarou como se buscasse algo que, na feição dos filhos, admitisse que se separaram, mas sabia que seu irmão nunca a deduraria.

***

Os gêmeos sorriram, animados, quando descobriram que seus lugares eram no camarote, onde poderiam assistir ao jogo perfeitamente. Eles estavam subindo até seus lugares quando identificou a família de ruivos, ela fingiu parar para amarrar o cadarço de seu tênis e, depois que já tinha perdido seu pai de vista, correu em direção aos amigos.
! — Hermione falou, animada, abraçando a amiga.
— Por que não respondeu nenhuma carta? Estamos sem notícias o verão todo — Harry falou, encarando a loira.
— Snape contou para meus pais sobre Sirius, eles tiraram minha coruja — respondeu, brava — e também porque eu voltei para casa com o cabelo rosa e vamos dizer que eles não gostaram muito do novo visual — sorriu, marota.
— Demorou muito para sair a cor? — Gina perguntou.
— Umas três semanas — disse, olhando para o próprio cabelo que já estava loiro novamente.
Se lembrou da animação que sentiu quando viu o tonalizante rosa em Hogsmeade e tinha certeza que seus pais iriam ficar irritados, então, com a ajuda de Gina, pintou seus cabelos loiros, quase brancos, de rosa, um dia antes de voltar para casa. Draco lhe deu um sermão enorme e, quando seus pais viram o cabelo da filha, a xingaram por horas. Ela pode ter se encrencado, mas não se arrependia, aliás, ver as feições chocadas de seus pais com seu ato era uma cena única.
tinha se dado muito bem com Sirius Black — depois que o quarteto descobriu que ele foi preso injustamente —, querendo ou não ela e o homem tinham quase os mesmos problemas com a família, mesmo achando que seus pais não eram tão ruins como os de Sirius foram. A garota sabia que não importava a raiva que eles sentissem, nunca iriam levantar a varinha em direção à filha.
Sirius até enviou algumas cartas para a garota, mas, infelizmente, por falta de sua coruja, ela não pôde respondê-las.
Malfoy encarou Rony por alguns segundos.
— Você está torcendo para a Bulgária? — ela olhou para os gêmeos ruivos. — Vocês não educaram o irmão de vocês?
— Ele está apaixonado pelo Krum — George falou enquanto Rony revirava os olhos.
— Ron tem coisas a menos na cabeça, — Fred passou os braços pelos ombros de .
Hermione e Gina trocaram alguns olhares enquanto sorriam.
— Meu pai conseguiu lugar para a gente no camarote! — ela mudou de assunto, alegremente.
— É sério? Que sorte! — Gina falou.
— Ser uma Malfoy tinha que ter algum lado bom — ela deu de ombros.
!? — A voz de Draco a chamou.
Ela suspirou e se despediu com um sorriso fraco e um aceno para os amigos.
— É sério, ? Se papai te visse, ele… — Draco começou a falar, mas foi cortado antes de terminar a frase.
— Eu não ligo, Draco! O que ele vai fazer agora? Não deixar eu voltar para Hogwarts ou me expulsar de casa? — falou, brava, e o irmão fechou a cara e os dois seguiram em silêncio.
— Onde estavam? — falou, encarando os filhos.
precisou amarrar o cadarço.
— Precisei amarrar o cadarço.
Os gêmeos falaram ao mesmo tempo, os dois encarando um ao outro.

O jogo chegava ao fim e não perdia nenhuma chance de zoar o irmão porque a Bulgária perdera. Draco estava estranho, estava aparentemente nervoso e ansioso, e poderia ter certeza que não era por causa das piadas.
— Está ouvindo isso, Draco? É por causa da Irlanda ser campeã — riu ao ouvir algo como fogos e gritos.
Os gêmeos olharam para fora da barraca. Os olhos de se arregalaram ao ver a situação que estava acontecendo fora da barraca. Pessoas correndo para os lados e gritos, ali estava acontecendo um ataque.
O irmão a puxou para fora da barraca e correram, mas travou quando reparou que estava sem sua varinha.
— Draco! Minha varinha ficou na cabana — avisou ao irmão —, eu vou voltar para buscar.
— O quê? Não! — o irmão falou, apertando forte a mão dela.
— Me encontra perto da chave do portal! — tentou gritar para o irmão, mas ela foi arrastada pela multidão, com sorte conseguiu chegar até a tenda, pegando sua varinha e saindo de lá apressadamente. Enquanto corria em meio às multidões de pessoas, deu de cara com Rony e Hermione.
— Vocês não deveriam estar aqui! Cadê o Harry? — a loira falou, preocupada.
— O perdemos — Rony falou.
— Que merda! Temos que sair daqui — falou, preocupada.
Rony concordou com Malfoy e os três correram para longe do local e logo acharam a família de ruivos, em que todos estavam preocupados, principalmente, com o sumiço de Harry.
— Eu preciso ir — falou, apressada.
— O quê? Ficou maluca? — Fred falou, segurando o braço da menina, a impossibilitando de sair de lá.
— Eu prometi encontrar o Draco — disse, nervosa. — Ele deve estar me esperando.
— E seu pai? — foi a vez de Arthur Weasley questionar.
— Não sei — deu de ombros —, ele não voltou para a tenda com a gente.
Arthur, Percy, Gui e Carlinhos trocaram alguns olhares por causa da fala da garota, mas ela não pareceu se importar muito.
— Bem, eu preciso encontrar o meu irmão — falou, olhando, principalmente, para Fred, que ainda segurava o seu braço.
— É perigoso demais, — Fred falou.
— Fred está certo — Hermione concordou com o ruivo.
— Eu vou ficar bem — Malfoy afirmou. — Vejo vocês na estação.
— Tome cuidado — Fred falou, sério, e a garota assentiu.
Sem ao menos ligar para as reclamações de Granger ou dos outros Weasley que estavam ali, seguiu até o local combinado com o irmão, não tinha como negar, ver tudo o que estava acontecendo era muito assustador. O coração de parou quando ela escorregou no chão e viu um grupo de homens encapuzados e mascarados passando por ela e quase ateando fogo perto de si.
— Cuidado! — um deles falou um pouco baixo. — É a filha dos Malfoy.
não pensou duas vezes antes de sair correndo, uma pontada de dúvida a atingiu.
Seu pai estaria envolvido com o Lorde das Trevas de novo? Não! Com certeza não, ele não se envolveria com isso de novo; ela pensou.
sorriu ao ver o pai e o irmão perto da chave de portal, ela estava muito mais aliviada em saber que eles estavam bem.
! — Draco a olhou, preocupado. — Você está bem?
— Estou e você? — o gêmeo somente assentiu, segurando a mão da irmã.
— Como pôde se perder, ? — o patriarca perguntou. — Venha, vamos para casa.

***

Quando chegou à casa, ela e o irmão foram recebidos pela mãe com um abraço preocupado, a garota sorriu, pois não se lembrava da última vez que a mãe lhe abraçara. A mulher analisava os filhos, procurando qualquer tipo de arranhão ou machucado, ela soltou um suspiro de alívio quando reparou que os dois estavam bem.
— Subam para se trocar, eu e o pai de vocês precisamos conversar — Narcisa encarou os filhos mais uma vez antes de os dois subirem em direção aos seus devidos quartos.
Não demorou muito para começar a ouvir os gritos incrédulos de sua mãe no andar de baixo, tentava abafar a discussão com um travesseiro em sua cabeça, mas não resolvia muito. Queria sumir ou voltar para Hogwarts o mais rápido possível.
— Se não tivessem a reconhecido, teriam machucado nossa filha, Lúcio! — Narcisa falou.
— Ela estava no lugar errado, na hora errada e com pessoas erradas! — revirou os olhos, se levantando de sua cama e indo até a sua porta.
Antes de sair do quarto, ela se apressou em pegar o baralho de snaps explosivos em sua escrivaninha e saiu do seu quarto devagar, tentando não chamar a atenção de seus pais.
— Você acha mesmo que ela já não tem uma opinião formada, Lúcio? — Narcisa falou, olhando o marido. — Ela não é mais a garotinha que a gente molda as opiniões.
tentou não focar na conversa entre seus pais, apenas indo silenciosamente até o quarto do irmão, que ela entrou sem mesmo bater à porta, encontrando o garoto tentando abafar a discussão dos pais com um travesseiro.
— Eu já tentei isso, não deu muito certo — ela falou, olhando o irmão que olhou para ela.
— Será que eles não vão parar nunca? — ele reclamou.
— Eles logo param, mamãe só está preocupada porque a gente se separou — falou, fechando a porta. — Quer jogar snaps explosivos?
Eles já estavam na segunda partida de snaps explosivos, mesmo ambos entrando em várias discussões, já que Draco afirmava que estava roubando, e a mesma sempre negava — mesmo que ela tenha tentado roubar uma ou duas vezes.
Quando eles foram para o jantar, a mesa ficou silenciosa, não conversavam muito, Narcisa às vezes perguntava como tinha sido o jogo, mas nada realmente relevante. queria perguntar sobre as pessoas que lhe reconheceram durante o ataque, queria muito perguntar se sua família estava envolvida com Voldemort novamente, mas as coisas estavam boas, fazia tempo que eles não brigavam ou discutiam, então simplesmente achou melhor ficar em silêncio para evitar qualquer desentendimento.
Depois do jantar, Draco subiu para seu quarto sem falar muita coisa e Lúcio se retirou, falando que tinha coisas no Ministério para resolver sobre o ataque, e, quando ia para seu quarto, sua mãe a chamou.
, você recebeu uma carta — a mãe avisou e ela olhou para a mulher.
— Não irá mudar nada, se eu não posso responder — a garota suspirou.
— Venha, pegue, sua coruja está em seu quarto — Narcisa falou, entregando a carta para a filha. — Tome cuidado, não deixe seu pai descobrir.
Os olhos da brilharam de animação, ela pegou a carta na mão da mãe e a encarou com um sorriso no rosto.
— Muito obrigada! — ela agradeceu, colocando as duas mãos sob o peito como mania e a mulher sorriu depois que já estava de costas e não poderia mais ver.
A garota se trancou no quarto e correu para a sua cama, abrindo a carta que estava assinada como: Aluado.

Querida Rana,

Estou morrendo de saudades, soube que seus pais te proibiram de usar sua coruja, isso explica você não ter respondido minhas cartas. Almofadinhas quase estava elaborando um plano de resgate depois que enviamos a terceira carta e não tivemos respostas. Ficamos muito preocupados, mas dessa vez demos um jeito dessa carta chegar até você.

Soubemos que se perdeu no ataque na Copa de Quadribol e, pelo amor de Merlim, Rana! Precisa ter cuidado, esses ataques são perigosos! Espero que você esteja bem e não tenha se machucado, se souber de algo relacionado ao ataque, por favor, Rana, nos avise. Temos algumas suspeitas de quais foram os comensais que participaram...

Responda essa carta o mais rápido possível, estamos preocupados.

Aluado.

Ps: Almofadinhas lhe mandou um abraço e disse que está com saudades.

Os olhos de arderam para segurar as lágrimas, adorava o professor Lupin. Se deu bem com o homem no mesmo instante, se lembrava das inúmeras vezes que tomou chá acompanhada do professor depois de brigas com seu irmão.
Ela ficou feliz em saber que o professor se importava com ela, mesmo ela tendo certeza que algumas partes da carta foi Sirius que escreveu.
Ela correu para a sua escrivaninha e começou a escrever sua resposta em um pedaço de pergaminho.

Remo,

Estou realmente feliz de receber sua carta, não aguentava mais ficar sem comunicação as férias inteiras, ultimamente meus pais têm feito isso, ameaçando me tirar algumas coisas por causa do meu "mau comportamento" ou algo do tipo, mas, não se preocupem, estou lidando bem com isso.

Sobre o ataque, eu ouvi meus pais discutindo sobre isso, mas, sendo sincera, professor, eu não acho que eles saibam de muita coisa, acredito que minha mãe somente ficou estressada pelo descuido de meu pai, já que ele não voltou para a tenda com a gente quando o jogo acabou.

E, por favor, me ensinem o feitiço ou poção que vocês usaram com Narcisa para ela me deixar responder a essa carta.

Mande um abraço para Almofadinhas, sinto falta de vocês e espero que eu consiga vê-los na estação.

Atenciosamente,
Rana

Ela não quis contar sobre o que ela ouviu durante a discussão de seus pais e como aquela pessoa a reconheceu, aliás, sabia que eles tinham uma imagem ruim de sua família — e ela não os culpava por isso porque, às vezes, até ela tinha —, mas achou melhor deixar de mencionar algumas coisas até ela entender melhor o que estava acontecendo.
não era ingênua, sabia que algo estava acontecendo com seus pais, não tinha como negar, principalmente agora depois da discussão, mas simplesmente não gostava de imaginar que eles estariam envolvidos com Voldemort, era realmente a coisa que ela mais odiava pensar no mundo.
desenhou um pequeno rostinho feliz no final da carta como se fosse algum tipo de assinatura, não deixou de dar carinho para sua coruja antes de prender a carta em sua pata, e, quando a tirou da gaiola, ficou confusa.
— Pode ir, Reggie, leve a carta até Remo e Sirius — sorriu. — Com cuidado, por favor, meu pai não pode descobrir.
A coruja piou antes de voar para longe.

Capítulo 2

— Vamos, ! — disse Draco, chacoalhando a irmã, em uma tentativa de acordá-la. — Vai ficar sem café-da-manhã!
— Quem te deu autorização para entrar no meu quarto? — resmungou a garota.
— Vem logo, senão vamos te deixar em casa e você vai perder o trem.
— Já estou levantando — reclamou, se levantando da cama, olhando para Draco, que saía do quarto dela.
se levantou de sua cama, olhando o próprio malão, reparando o modo que as coisas foram guardadas nele. Era nesses momentos que ela sentia falta de Dobby, ele sempre arrumava as coisas da garota de um modo que ela gostasse. Gostava de Tilly, a nova elfo doméstica da família, mas simplesmente não estava acostumada com o jeito que a criatura trabalhava. Dessa vez, apenas decidiu ignorar a situação, não queria ser uma garotinha mimada que iria reclamar só porque suas coisas não estavam guardadas do jeito que ela queria.
A garota se ajeitou rapidamente antes de descer as escadas da Mansão Malfoy, onde encontrou seus pais e seu irmão tomando o café da manhã. Ela não os cumprimentou, apenas se sentou ao lado de Draco, começando a se servir.
— Não irei acompanhá-los até a estação hoje — falou Lúcio. — Terei que ir mais cedo até o Ministério por causa das atividades de Hogwarts — disse, direcionado à Narcisa.
Os irmãos se olharam, confusos sobre o tal assunto, mas ficaram em silêncio, sem perguntar sobre nada. Desde o dia do incidente na Copa Mundial de Quadribol, e Draco falavam pouca coisa, visto que ambos perceberam o clima ruim dentro de casa. Não era como se seus pais estivessem brigados ou tivessem parado de se falar, na verdade, era como se aquele dia da discussão nunca tivesse existido, o que foi péssimo para a garota, que estava tentando descobrir se seus pais realmente estavam envolvidos ou sabiam sobre o ataque. E mesmo os dois fingindo que nada tinha acontecido, ainda sentiam que algo ruim estava acontecendo ou, talvez, fosse só a cabeça de , deixando-a meio paranoica com as coisas.
Quando acabaram de comer, subiram até seus quartos para terminar de pegar algumas coisas antes de irem para a estação.
— Do que você acha que papai estava falando? — Draco falou, parando no meio do corredor.
— Não sei, mas não deve ser nada demais, ele nunca fala nada muito interessante — deu de ombros, caminhando até seu próprio quarto.

Alguns minutos depois, , seu irmão e sua mãe chegaram à estação. Narcisa já tinha começado a fazer um grande monólogo para Draco, pedindo para o garoto escrever para ela, se comportar e estudar, como se ele fosse uma criança em seu primeiro ano. A garota não prestava muita atenção no que a mulher falava, começando a olhar para todos os lados, à procura de seus amigos. Ela sorriu quando viu os Weasley, juntamente com Harry e Lupin, o que a fez ficar confusa, não sabendo o motivo de o seu antigo professor estar ali, mas imaginou que ele tivesse vindo acompanhar Harry.
, tenha um bom ano — disse a mulher, chamando sua atenção. — Vai ter algo importante esse ano, então, por favor, se comporte. Não quero ver seu cabelo de uma cor diferente ao final do ano, nada de se meter em besteiras e coisas que não te ajudam na escola, imagino que você não queira ficar sem sua coruja de novo. Por favor, .
— O que vai ter de importante? Era sobre isso que papai estava falando? — perguntou , ignorando o resto da fala de sua mãe.
— Sim, mas vocês vão descobrir na escola — Narcisa falou.
— Tudo bem… eu vou indo, tchau! — se apressou em falar, se afastando dos dois, sem prestar atenção se sua mãe se despediu ou aprovou que ela saísse de lá, apenas pegou suas coisas e caminhou até a família ruiva, que conversava com o antigo professor.
— Remo! O que está fazendo aqui? — perguntou Malfoy, se aproximando.
— Olá, ! — ele sorriu, abraçando a mais nova. — Eu vim te ver, você disse que gostaria de nos ver antes de voltar para Hogwarts, mas, infelizmente, é muito perigoso para Sirius vir. Como está?
— Você veio para me ver? — perguntou, sorrindo animadamente, vendo o homem assentir. — Obrigada por vir!
, que saudades! — Molly Weasley disse, docemente.
— Sra Weasley, também senti saudades! Cadê Harry, Hermione e Rony? — perguntou , ao sentir falta dos amigos.
— Devem ter ido procurar você, logo aparecem — a mais velha respondeu, sorrindo.
— E aí, Malfoy? — disseram os gêmeos Weasley, juntos.
— Hey! — ela sorriu, abraçando os gêmeos. — Morreram de saudades? — brincou .
— Isso só aconteceu nos seus melhores sonhos, — falou Fred, fazendo a garota revirar os olhos.
Harry, Rony e Hermione não demoraram muito para voltarem, conversaram por um curto período com Lupin e com o Sr. e a Sra Weasley até chegar o horário para eles entrarem no trem. Todos se despediram dos adultos e Remo fez questão de falar para que era para ela enviar cartas para ele caso alguma coisa acontecesse ou se precisassem de algo, o que fez sorrir genuinamente e abraçar forte Lupin ao se despedir.

Já fazia algum tempo que eles tinham entrado no trem e encontrado uma cabine. Conversaram por um tempo, Harry explicou para ela sobre o sonho que teve e o que ele tinha visto na Copa Mundial de Quadribol quando se perdeu. também comentou que os comensais passaram por ela, mas, obviamente, não falou nada sobre como eles tinham a reconhecido, não estava pronta para todas as especulações que ela iria ter que ouvir de seus amigos. Enquanto isso, Hermione estava ocupada demais lendo o Profeta Diário, que comentava sobre o ataque.
— Isso é terrível, como o Ministério não descobriu quem conjurou aquilo? — perguntou Hermione. — Não tinha seguranças?
— Tinha um monte, pelo que papai disse — falou Rony enquanto comia alguns doces. — Por isso a preocupação, foi debaixo dos narizes deles.
se mexeu, desconfortável, no banco, esperando que o assunto se encerrasse logo para ela não precisar pensar mais no assunto sobre seus pais. Se sentia um pouco mal por não contar sobre tudo para seus amigos, mas ela precisava entender as coisas antes de simplesmente falar o que ela achava que sabia. Ela viu Harry se contorcer também, fazendo-a estranhar o comportamento do garoto.
— É a cicatriz, está doendo de novo, não é? — perguntou Hermione.
— Não, eu estou bem — disse Harry, negando com a cabeça.
— Deveria contar para Sirius sobre o sonho e o que você viu na Copa — falou. — Ele vai gostar de saber.
— Você acha? — Potter perguntou, olhando a loira, vendo a mesma assentir.
Harry pensou por alguns segundos até concordar em escrever uma carta para Sirius; Hermione e Rony conversavam sobre algo; já , estava perdida em seus próprios pensamentos, olhando pela janela do trem.
— O que há de errado com você? — Rony perguntou, confuso, tirando a garota de sua própria.
— Não tem nada de errado comigo — se defendeu.
— É que você está quieta, não falou quase nada hoje — explicou Hermione enquanto acariciava Bichento em seu colo. — Normalmente, você já teria dado mil voltas pelo trem dizendo que não consegue ficar parada por muito tempo.
sempre foi uma pessoa muito inquieta, que fazia piadas o tempo todo e conversava com todo mundo, então, não foi difícil para seus amigos notarem o quanto ela estava silenciosa. Mas a garota não tinha o que fazer, se encontrava em uma situação estressante por causa da sua família e não poderia contar para ninguém, nem para o seu irmão, já que isso provavelmente desenvolveria uma grande discussão entre eles e isso era uma das últimas coisas que queria agora.
— Só estou cansada, não dormi direito — disse, fingindo um bocejo. Ela se apoiou no garoto ao seu lado, fechando os olhos. — Vou te usar de travesseiro, Harry.

realmente dormiu e só acordou quando estavam chegando em Hogwarts. Os quatro dividiram a carruagem com Neville Longbottom; olhou para o céu, olhando a chuva forte que caía.
— Será que os alunos do primeiro ano realmente vão de barco? — pensou alto.
— Sim, é tradição, você não ouviu Hagrid chamando-os? — Hermione falou, olhando a amiga. — Só não sei como eles vão atravessar o lago com toda essa chuva.
Não demorou muito para que a carruagem parasse em frente ao castelo. Eles desceram correndo em direção à escola, tentando não se molhar muito. não conseguiu segurar o riso quando Pirraça jogou um balão d’água em cima da cabeça de Rony.
Agora, eles já estavam sentados à mesa, esperando ansiosamente o jantar começar. assistia a cerimônia, ela e Rony brincavam de tentar adivinhar para qual casa tal criança iria em uma tentativa de passar o tempo.
— Stewart Ackerley! — falou Minerva, chamando o garoto.
— Corvinal — murmurou .
— Não, esse aí vai para a Sonserina — disse Rony, esperando o chapéu falar algo.
— Corvinal! — o Chapéu Seletor falou, fazendo a mesa dos corvinos aplaudir enquanto Rony revirava os olhos.
— ‘Tô ganhando — disse , orgulhosa.
— ‘Tá empatado! — teimou Rony.
— Shiu! — Hermione os repreendeu antes que começassem uma pequena discussão.
Quando todos os novos alunos foram selecionados, o jantar se iniciou, fazendo soltar um suspiro, aliviada, já que estava esperando ansiosamente por essa parte; ela e todos os outros alunos começaram a se servir. sorriu para Cedrico Diggory na mesa da Lufa-Lufa, que acenou para ela de longe.
— Como consegue ser amiga dele depois do jogo do ano passado? — perguntou Fred.
Ele se referia ao jogo em que a Grifinória perdeu para a Lufa-Lufa, quando Cedrico pegou o pomo de ouro logo após Harry cair da vassoura.
— Porque eu sei separar as coisas — disse, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, enquanto voltava a comer.
Quando o jantar se encerrou, a garota estava pronta para ir até o dormitório, mas a voz de Dumbledore chamou a atenção de todos os alunos no salão. Ele começou a falar sobre a nova lista de Filch sobre os artefatos proibidos na escola.
— Eu tenho o doloroso dever de informar a todos que este ano não realizaremos a Copa de Quadribol entre as Casas.
— O quê!? — Harry e exclamaram, juntos.
— INJUSTIÇA! — gritou, novamente.
era obcecada por quadribol, a artilheira do time da Grifinória sabia que era boa no que fazia. Olivio Wood — o capitão do time do ano passado, tão louco por quadribol quanto a garota — a denominava como "artilheira de ouro", o que considerava um adjetivo maravilhoso, ainda mais vindo de Wood, que era extremamente detalhista com o time.
— Isto se deve a um evento que começará em outubro e irá prosseguir durante todo o ano letivo…
Dumbledore continuava seu discurso, o qual não estava mais tão curiosa para ouvir depois que descobriu que o quadribol seria cancelado. Ela ficou mexendo com os próprios dedos, decidindo ignorar todo o resto.
Um trovão ensurdecedor a assustou, as portas do Salão Principal foram abertas por um homem, ele segurava um cajado, acompanhado de uma capa de viagem preta, totalmente encharcado pela chuva. Não era possível ver o rosto dele, o homem misterioso começou a andar em direção à mesa dos professores e, quando ele estava perto o suficiente, ele apertou a mão de Dumbledore. A forte luz de um relâmpago revelou o rosto do homem, fazendo cobrir a boca com um certo choque.
No rosto dele havia diversas cicatrizes profundas, com toda certeza os olhos do homem chamavam muita mais atenção do que qualquer outra cicatriz; um de seus olhos era normal, mas o outro tinha uma coloração azul, se mexia rapidamente de um lado para o outro enquanto ficava fixo, em uma espécie de suporte de madeira, que imitava um tipo estranho de óculos, o qual estava preso em sua cabeça.
— Gostaria de apresentar o novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas — Dumbledore falou, animado, em meio ao silêncio. — Professor Alastor Moody.
— O que aconteceu com ele? — cochichou Hermione. — O que aconteceu com a cara dele?
— Pelo que eu sei, ele é um ex-auror — explicou , sussurrando animadamente. — Vamos ter aula com um auror, isso é genial! As aulas dele só não vão ser melhores do que as do Lupin.
— Como eu ia dizendo… — recomeçou Dumbledore, mesmo que todos os alunos ainda prestassem atenção em Olho-Tonto Moody. — Temos a honra de sediar um evento muito excitante nos próximos meses, um evento que não acontece há séculos, o Torneio Tribruxo.
Era possível ouvir alguns cochichos animados pelo Salão Principal e grande parte dos alunos parecia querer prestar muito mais atenção em Dumbledore agora.
— Para aqueles que não sabem, o Torneio Tribruxo reúne as três maiores escolas europeias de bruxaria: Hogwarts, Beaubaxtons e Durmstrang. De cada uma, apenas um aluno é escolhido. As escolas revezaram para sediar o torneio a cada cinco anos, até que as taxas de mortalidade se tornaram tão altas que o Torneio Tribruxo foi interrompido.
— Taxa de mortalidade? Então quer dizer que pessoas já morreram? — murmurou, em choque, mas ninguém parecia prestar atenção no que ela falava.
— Durante séculos, houve várias tentativas de reiniciar o Torneio… nenhuma das quais foi bem-sucedida. No entanto, os nossos Departamentos de Cooperação Internacional em Magia e de Jogos e Esportes Mágicos decidiram que já era hora de fazer uma nova tentativa. Trabalhamos muito durante o verão para garantir que, desta vez, nenhum campeão seja exposto a um perigo mortal — Dumbledore explicou, olhando para os alunos. — Os diretores de Beauxbatons e Durmstrang chegarão com a lista final de competidores de suas escolas em outubro e a seleção dos três campeões será realizada no Dia das Bruxas. Um julgamento imparcial decidirá que alunos terão mérito para disputar a Taça Tribruxo, a glória de sua escola e o prêmio individual de mil galeões.
se assustou ao ver os olhos animados de grande parte das pessoas, enquanto ouviam a explicação de Dumbledore sobre o Torneio, o qual a garota achou assustadora ao descobrir que pessoas já haviam morrido na competição.
— Estou nessa! — Fred Weasley falou, entusiasmado.
— Ansiosos como eu sei que estão para ganhar a Taça para Hogwarts — o diretor continuou —, os diretores das escolas participantes, bem como o Ministério da Magia, concordaram em impor este ano uma restrição à idade dos competidores. Somente os alunos que forem maiores de idade, isto é, tiverem mais de dezessete anos, terão permissão de apresentar seus nomes à seleção.
— Claro, até porque quem tem 17 anos vira automaticamente imortal — murmurou , indignada.
Os gritos de desaprovação pela grande parte dos alunos inundaram o salão, protestando contra as regras.
Minutos depois, caminhava até a sala comunal ao lado de seus amigos. Logo atrás deles, ela conseguia ouvir Fred e George reclamando e programando algum plano para se inscreverem no Torneio.
— Por que todo mundo está ignorando o fato de pessoas já terem sido mortas nesse Torneio? — perguntou . — Por que alguém participaria disso?
— Está dizendo que, mesmo que tivesse idade para participar, não iria se inscrever? — perguntou Fred, se aproximando mais do grupo à sua frente.
— Eu não! Tenho muito amor pela minha vida! — exclamou .
— Malfoy, são mil galeões de prêmio! — George falou, em um tom sonhador. — Mas, para você, não deve ser muita coisa — o garoto ironizou, fazendo a loira revirar os olhos.
— Além do fato que parece ser legal, não é? — Rony comentou.
— Morrer parece ser legal, não é? — ironizou.
— Como você consegue ser tão dramática, Malfoy? — Fred perguntou. — Você não ouviu? Eles mudaram as regras.
— Eu concordo com , isso é maluquice — disse Hermione, enquanto murmurava algo em agradecimento.
Entrando no salão comunal da Grifinória, Rony subiu para o dormitório junto com os gêmeos, que ainda não tinham parado de tagarelar sobre o Torneio Tribruxo. se sentou no sofá perto da lareira, assistindo ao fogo.
, você não vem? — perguntou Hermione.
— Eu já vou — ela disse, sem olhar para a amiga, que logo subiu até o dormitório. Ela reparou que Potter continuava ali também. — Sem sono, Harry?
— É… — ele murmurou.
— Sabe, você deveria escrever mais para o Sirius, sei que você não quer incomodá-lo, mas ele gosta de saber como você está — o aconselhou, sorrindo.
— Eu escrevi para ele hoje, você não viu, estava dormindo — comentou Harry. — Ele gosta de saber como você está também, sempre me pergunta sobre você.
O silêncio predominava no local, enquanto continuava hipnotizada com o fogo da lareira, como se fosse uma das coisas mais fascinantes do mundo.
— Está com problemas, não é? Em casa — Harry falou. Era como se ele afirmasse, sem precisar de uma verdadeira confirmação de . — Você só fica estranha assim quando está com problemas.
— Vá dormir, Harry, o sono está atrapalhando sua cabeça — falou, sorrindo, ignorando o assunto, não querendo ter que mentir para o seu amigo.
Se despediu de Potter, caminhando em direção ao dormitório feminino, onde Hermione e as outras garotas já pareciam estar dormindo. Sentiu sua cabeça doer um pouco, mas imaginou que fosse por causa do sono que estava começando a sentir. Trocou de roupa, tentando fazer o mínimo de barulho possível, e se deitou, se colocando debaixo dos cobertores quentinhos de sua cama, não demorando muito para cair no sono.


Continua...



Nota da autora: Sem nota.




Nota da beta: Ai, tadinha da , tem tanta coisa na cabeça que não pode compartilhar com literalmente ninguém e agora também ficou sem o quadribol 😢
Achei fofo ela optar por esconder as coisas do Draco para protegê-lo, essa relação de irmãos me cativa muito, apesar de eu não ir com a cara do Malfoy hahahahaha ansiosa por mais ❤️

Outras Fanfics:

➽ Complicated (Outer Banks - Em andamento)
➽ The Pogue Christmas (Spin-off de Complicated - Shortfic)


Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.

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