Última atualização: 28/06/2018

Introdução

O mundo agora não é o mesmo. Humanos são mais do que seres que nascem, crescem, se reproduzem e morrem. Nossa espécie está se regenerando, voltando a sua origem e isso pode nos levar até a perfeição. A tão sonhada perfeição.
No começo, quando o primeiro bebê regenerado nasceu, todos ficaram surpresos. Ele tinha os olhos perolados sem pupila distinta. Acharam que fosse cego. Mas aí, quando começou a crescer, perceberam que ele era especial. Seus olhos podiam ver mais do que um humano normal conseguiria.
Após aquele acontecimento, mais crianças começaram a nascer diferentes. Por duzentos anos os regenerados se espalharam pelo globo levando consigo suas habilidades extraordinárias. Cada vez mais surgiam pessoas assim e isso deixou os humanos comuns temerosos. E se fossem uma ameaça? E se eles quisessem assumir o controle de tudo?
Por conta disso, o governo decidiu estudá-los. E eles não se opuseram. Não até saberem o que acontecia dentro das paredes dos laboratórios. Para saber como seus genes funcionavam, os cientistas precisaram ir fundo. Recorreram a métodos que se assemelhavam a torturas. Choques, pancadas, dias sem comer ou beber água. Tudo para descobrirem quem eram aquelas pessoas.
E eles descobriram. Os regenerados, como foram chamados, eram o caminho para a perfeição. Suas células estavam voltando à origem, estavam voltando ao tempo em que os humanos vieram a existir. Suas habilidades especiais só aumentariam até chegarem ao ponto onde a pessoa seria perfeita.
Mas ainda havia muito mais para se descobrir. No entanto, os regenerados passaram a se esconder. Eles não estavam mais dispostos a serem maltratados. Assim, passaram a viver entre nós, sem demonstrar do que eram capazes.
Mesmo entre eles próprios houveram divisões. Foram impostas classes de acordo ao grau de regeneração das células de cada indivíduo.
A Classe Alta ou Classe Excelsis, tem o DNA regenerado acima de 70%. Eles são raros e vivem escondidos, pois seus poderes são muito evidentes. Costumam se achar superiores e por isso se casam e se reproduzem apenas entre si.
A Classe Média ou Classe Mediocris, tem o DNA regenerado entre 50 e 69%. São os mais fáceis de ser encontrados, pois além de suas habilidades não serem tão elevadas quanto as dos humanos da classe alta, eles não se escondem. Também, são os que mais nascem e isso os torna a classe mais comum entre os humanos.
A Classe Baixa ou Classe Humili, tem o DNA regenerado abaixo de 50%. Sua quantidade é bem maior do que a da classe alta, mas menor do que a da classe média. Mesmo assim, é difícil encontrá-los, pois eles se escondem. Eles têm medo de ser pegos, já que não tem tantas habilidades para resistir. São pessoas desconfiadas, mas estão dispostos a ajudar, se necessário.
Ao perceberem onde tudo isso poderia levar, o governo mundial resolveu buscar regenerados. Talvez novos estudos fossem capazes de transmitir o gene da perfeição para as outras pessoas. No entanto, sempre existem pessoas que pensam apenas em si mesmas e no poder que podem ter e elas também estavam buscando os especiais.
Em meio a toda essa mudança, onde todos estão em busca de poder ou de tempo, os mais inesperados sentimentos poderão surgir. Num mundo onde o caos é iminente, esses sentimentos podem pôr fim às grandes dificuldades que estão às portas ou podem ser a faísca para que uma rebelião se inicie.
Os regenerados estão cada vez mais próximos da perfeição. Mas talvez isso não seja o que a humanidade verdadeiramente precise.



Capítulo 1: Destino

Diferente dos outros dias, aquela noite estava quente. O vento não soprava de forma alguma e aquilo deixava uma sensação esquisita no corpo. Especialmente para a garota que corria pelos becos escuros da pequena cidade.
Suna.
Ela havia fugido de sua cidade natal e agora estava ali, num lugar que não conhecia, apenas para se esconder. Tinha combinado com um amigo que se encontrariam ali, mas as coisas não estavam saindo como o combinado. Diferente dos outros de sua classe, eles tomava cuidado para não se expor, mas não parecia adiantar muita coisa. A garota continuava a correr e sentia o suor escorrer pelo pescoço e pelas costas, mas não podia parar. Havia se arriscado demais ao tentar proteger um desconhecido e agora estava sendo caçada.
Ouviu um ruído atrás de si e já sabendo do que se tratava, tratou de correr mais rápido. Mas ela não aguentava mais. Suas pernas doíam e não conseguia mais respirar. Foi quando avistou um beco e entrou. No entanto, assim que o fez, se xingou mentalmente. Não havia saída.
- Droga, o que eu faço agora? – sussurrou pra si mesma.
Ao ouvir o som das correntes mais uma vez, arregalou os olhos e recorreu a única solução que conseguia imaginar. Afastou-se um pouco e correu na direção do muro alto, dando impulso para cima, na intenção de agarrar a borda dele. Por um tris ela conseguiu e sorriu com isso.
Quando pensou em pular para o outro lado, sentiu algo frio se enrolar ao seu tornozelo e mordeu os lábios, pois sabia exatamente do que se tratava. Tentou se soltar da corrente, mas foi em vão. Quem a segurava, a puxou com toda força, fazendo a garota despencar de onde estava.
Ao sentir o impacto do seu corpo com o chão duro, urrou de dor e fechou os olhos com força. Desesperada, tentou se sentar e conseguiu após muito esforço. Segurou a corrente e tentou retirá-la de sua perna, mas foi puxada mais uma vez. Enquanto era arrastada, sentiu as costas deslizarem pelo asfalto grosso e pela dor, teve certeza de que havia se machucado feio.
Após alguns segundos, a pessoa parou de puxá-la e se aproximou. A garota teve dificuldades de enxergá-la, pois além de a escuridão dominar tudo, seus olhos estavam embaçados pelas lágrimas.
- Uma . – o homem disse e analisou a jovem. – Finalmente um controlador de mentes.
A garota não respondeu. Estava paralisada de medo, pois sabia onde tudo aquilo acabaria. Sabia que seria levada para um laboratório para ser estudada. Todos os músculos do seu corpo começaram a tremer quando sentiu a pressão da corrente em seu tornozelo novamente. Mas ele não a puxou.
- Não se preocupe, garota. – o caçador falou. – Só queremos saber do que você é capaz, não vai doer. Bem, talvez só um pouquinho. Ou talvez muito.
Então ele riu. Riu de uma forma que a deixou mais amedrontada ainda. Num impulso, ela se levantou e tentou correr, mas não foi sua melhor decisão. O estranho a puxou de vez, fazendo-a cair. E ele estava irritado. Aquela menina era muito insistente, a tinha seguido desde a entrada da cidade quando a viu ajudar uma criança.
- Você está tomando meu tempo. – ele rosnou, mas parou ao sentir algo atrás de seu corpo.
O caçador se virou e se assustou ao encontrar uma parede gigante de areia. Com certeza se tratava do poder de outro regenerado. Antes que pudesse se proteger ou se esquivar, a areia o envolveu e o começou a esmagá-lo.
A garota não entendeu o que se passava. Se ajoelhou com dificuldade e no segundo que olhou para cima, viu o corpo do homem que a seguiu ser esmagado por areia. Abriu a boca chocada quando o sangue voou por todos os lados, sujando também sua roupa e seu rosto.
Apesar do pânico que lhe atingiu, sem forças, caiu de lado e continuou olhando para frente. Foi quando ouviu passos se aproximando. Dessa vez não tentou fugir, se quisessem pegá-la que a pegassem. A pessoa que vinha, se ajoelhou em sua frente e sem dizer nada passou seus braços pelo corpo delicado dela, a erguendo.
Ainda em silêncio, ele começou a caminhar para fora do beco com a garota nos braços. Ela também não falou, afinal não conseguiria nem se quisesse. Apenas fechou os olhos e perdeu a consciência.

~o~

O loiro abriu os olhos e percebeu que ainda era madrugada. Tudo estava escuro e apenas a luz da lua clareava um pouco o quarto onde se encontrava. Olhou para o lado e encontrou as duas amigas dormindo juntas na outra cama. Era a terceira vez naquele mês que fugiam.
Faziam parte da classe baixa e não tinham tantas habilidades para se protegerem. Além disso, era como se os caçadores estivessem cada vez mais em busca de regenerados.
Ao perceber que não voltaria a dormir, se sentou e colocou os pés pra fora da cama. Levantou-se e, tentando não fazer barulho, caminhou até a porta do quarto da pousada onde estavam. No meio do percurso, porém, tropeçou numa mochila que estava no chão e cambaleou até se segurar numa parede. Aquela agitação toda acordou uma das garotas.
- Naruto, o que está fazendo acordado há essa hora? – ela murmurou. - Está querendo acordar todo mundo?
- Foi mal, . – ele riu sem graça – Só estava sem sono.
- Sem sono? – ela suspirou e se levantou, indo até o amigo. – É por causa da , não é?
- Ela não deveria ter se metido. – ele se sentou em sua cama e a garota o acompanhou. – Deveria ter continuado escondida como mandamos.
- Naruto, ela sabe se proteger assim como nós. – ela falou e passou a mãos nos cabelos. – Não precisa se preocupar.
- Ela tanto sabe se defender, que foi ferida por aquele caçador idiota. – o loiro falou entredentes. – Se eu não tivesse chegado...
- Mas ela está bem agora. – ela o lembrou.
Os dois olharam para a garota deitada na cama. Havia um grande curativo improvisado no seu braço direito que havia sido ferido por uma corrente, mas ela não parecia se incomodar. Dormia tranquilamente e parte dos cabelos lhe caiam sobre o rosto.
- Graças a você. – ele sorriu para a amiga ao seu lado.
- Eu só fiz o que consegui, mas a cicatriz vai ter que sarar sozinha. – a garota observou. – Meus poderes de cura ainda não são tão bons.
- São suficientes. – o loiro disse, mas depois passou a mão na barriga ao sentir o estômago roncar. – Estou com fome.
- Não temos nada aqui. – mordeu os lábios.
- Eu dou um jeito nisso. – ele sorriu.
Naruto se levantou e fez um movimento com as mãos, colocando dois dedos em posição vertical na frente dos dois dedos da outra mão que estavam em posição horizontal. No segundo seguinte um clone seu apareceu.
- Fique com as garotas, vou buscar algo pra comermos. – ele disse ao clone.
- Sim. – o clone respondeu.
- Tome cuidado, Naruto. – falou. – Os caçadores de Konoha estão mais agressivos do que nunca.
- Eu vou ficar bem. – ele piscou e saiu em seguida pela janela que havia no local.
suspirou fundo e voltou para sua cama, se deitando ao lado de . Olhou para a amiga que parecia dormir bem, mas sabia que aquilo poderia acabar a qualquer momento.
Os regenerados estavam sendo procurados independentemente a qual classe pertenciam ou que habilidades possuíam e isso a assustava. Fechou os olhos tentando dormir outra vez, mas temia pelo amigo. Naruto sabia se cuidar, mas estava sozinho.
Olhou para o clone sentando na cama distraído e sorriu. Com certeza o amigo voltaria logo. Se aconchegando ao lado da outro, fechou os olhos e logo cochilou. Porém, se assustou quando ouviu um ruído familiar. Sentou-se de supetão e confirmou o que pensava. O clone não estava mais lá. Apenas uma fina fumaça jazia em seu lugar.
Arregalou os olhos, pois aquilo só podia significar uma coisa. Naruto estava encrencado.


~o~

Faltava pouco para amanhecer e a garota de olhos perolados aguardava ansiosa por aquele momento. Gostava de observar o nascer do sol, pois era como se nada mais importasse. Sentia-se mais leve, como se o peso de ser o que era fosse retirado de suas costas.
Estava sentada no parapeito do telhado da casa onde morava e fechou os olhos ao sentir a brisa fria açoitar sua face. Foi quando ouviu uma voz lhe chamar.
- ?! – a garota se virou lentamente.
- Olá, Neji! – cumprimentou gentilmente o primo.
- Está esperando o sol nascer? – ele perguntou, se sentando ao seu lado.
- Como sabe disso? – ela corou e olhou para frente.
- Sempre vejo você passar pela frente do meu quarto a essa hora. – ele explicou. – Não deve ser por outro motivo, não é mesmo?
- Você está certo. – ela confirmou timidamente. – Mas também gosto de pensar na vida.
- Pensar na vida? – ele a encarou.
- É. – ela fez o mesmo. – Sabe, às vezes eu me pergunto se eu poderia ter sido outra pessoa. E, se fosse, como seria minha vida.
- E por que pensa assim? – o garoto quis saber.
- Por conta disso. – ela apontou para os próprios olhos. – Por que justo comigo?
- Ninguém sabe, . – Neji ergueu os ombros. – As pessoas apenas começaram a nascer diferentes, com habilidades e poderes, e nós ganhamos o byakugan. É estranho, eu sei. Mas pode ser útil.
- Útil? Útil pra quê, Neji? – ela mordeu os lábios. – Não podemos usar o byakugan a menos que seja para beneficiar alguém da classe alta.
- É verdade. – ele suspirou.
- E isso nem é o pior. – a garota baixou o rosto.
- Não, não é. – ele tocou seu ombro – Mas é melhor deixarmos essas coisas pra lá e assistirmos esse espetáculo.
Neji apontou para o céu, onde o sol começava a aparecer. sorriu alegremente ao notar os primeiros raios de sol. Em seu interior, no entanto, havia um conflito. Ela não queria ser quem era. Nunca quis. Mas estava presa àquela vida. Afinal, era apenas o seu destino se cumprindo.



Capítulo 2: Sombras do Passado

As ruas de Konoha estavam vazias. Ainda era madrugada e uma fina neblina deixava tudo embaçado, então não haveria motivos para alguém estar perambulando pela cidade àquela hora. Pelo menos não para pessoas normais.
O jovem de cabelos negros e pele alva como a neve caminhava sem rumo, apenas para tentar pensar em algo que não se resumisse à sua vida. Seus olhos escuros corriam discretamente por todos os cantos e conseguiam perceber tudo, viam até mesmo quando algum rato rastejava silenciosamente para dentro de uma lata de lixo.
Após andar mais alguns metros, resolveu subir num telhado. Sem muito esforço o fez e ajoelhou-se, podendo ver tudo lá de cima. Ao sentir a brisa fria da noite açoitar seu rosto, fechou os olhos por alguns instantes. Ao fazê-lo, as lembranças voltaram.
Recordou-se do tempo em que era feliz, quando tinha uma família e se sentia amado. Pode até mesmo sentir os braços de sua mãe o envolver num abraço carinhoso. Sentiu a mão de seu pai afagar seus cabelos, bagunçando-os. Se lembrou que todos eles estavam lá ao seu lado. Mas não estavam mais.
Todos eles estavam mortos. Estavam mortos por sua culpa. Ele era um regenerado, tinha o DNA modificado em mais de 70% e queriam estudá-lo, mas seus pais não permitiram. Isso lhes custou a vida e o Uchiha nunca se perdoaria.
Puxou o ar para os pulmões assim que mais uma imagem veio à sua mente.
Dessa vez era ele, alguém talvez tão culpado quanto si mesmo pelo que havia acontecido. Aqueles olhos negros profundos e o sorriso gentil não o enganavam mais. Jurou que iria encontrá-lo e o faria pagar. Seu objetivo agora era apenas um. Matar seu irmão, aquele que havia se recusado a ajudar seus pais.
Ainda pensativo, abriu os olhos automaticamente ao ouvir passos embaixo de onde estava. Diferentemente de antes, seus orbes estavam vermelhos com três marcas pretas em volta de sua pupila central. Aquilo o faria ver os movimentos de algum caçador com precisão ou até antecipá-los, mesmo com toda aquela escuridão. Inclinou-se um pouco para frente e esperou, pronto para atacar, se preciso. Franziu a testa, no entanto, assim que viu um garoto que parecia ter a sua idade, parar em frente ao lugar que ele percebeu ser um pequeno mercado.
Após olhar para os lados, o garoto loiro fez um movimento com as mãos e uma cópia sua apareceu. O moreno, que o observava de cima, revirou os olhos ao reconhecer o grau de regeneração dele. 48%, o que o tornava da classe baixa. Deveria estar procurando o que comer. Mesmo assim ele ficou curioso e decidiu assistir ao que aconteceria.
Viu o garoto dizer algo ao clone e depois se aproximar da porta de vidro, pegando um pequeno objeto no bolso de sua calça e abaixando-se perto da fechadura. O Uchiha notou que era um grampo e balançou a cabeça negativamente. Aquilo era o melhor que aquele Humili poderia fazer? Arrombar uma porta com um simples grampo? Era, definitivamente, ridículo.
O processo não demorou muito e logo o loiro a abriu. Olhou tudo em volta mais uma vez e adentrou o local ainda receoso. O outro aguardou mais um pouco enquanto o suposto ladrão continuava dentro do estabelecimento.
Quando se cansou de ficar ali, o Uchiha se levantou. Não perderia mais seu tempo. Antes que desse o primeiro passo, porém, viu algo estranho e semicerrou os olhos para enxergar melhor através da neblina que tinha aumentado. Só então teve certeza do que se tratava. Um caçador se aproximava sorrateiramente do garoto lá embaixo.

~o~

Era a terceira vez que parava para descansar. Sua perna estava machucada e o esforço que fazia não ajudava muito. Mesmo assim, tentava chegar a toda velocidade no lugar onde sabia que ela estaria. Sua melhor amiga, e a única que havia sobrevivido dentre aqueles que conhecia, o esperava.
Mordeu os lábios ao sentir uma pontada no local atingido e se obrigou a se sentar. Não estava muito longe do seu destino. Dali podia ver a entrada da pequena cidade de areia e se perguntou se a garota estaria bem. Ela havia saído um dia antes para não levantarem suspeitas e ele foi no dia seguinte. Por falta de sorte, encontrou um caçador no meio do caminho e precisou lutar. Conseguiu desacordá-lo e fugiu, mas antes teve seu tornozelo machucado por uma daquelas malditas correntes.
Ajeitou o curativo que ele mesmo havia feito e resolveu continuar. Levantou-se lentamente e caminhou, já que não conseguia mais correr. Após alguns metros, percebeu que o vento que antes soprava brando, havia aumentado consideravelmente. Colocou os braços em frente ao rosto como proteção quando areia começou a voar por todos os lados.
- Mas que droga! – ele resmungou. – Uma tempestade de areia justo agora?
Olhou mais uma vez em volta e algo o deixou confuso. Apenas a areia perto de si dançava, mas nos metros ao redor ela continuava parada. Tentou sair do alcance do vento, mas era como se algo o prendesse ali. Começou a ouvir um zunido forte vindo de cima, o que o fez olhar para lá. Surpreendeu-se ao encontrar um redemoinho e este descia em sua direção.
Tudo ainda estava escuro, mas ele pode enxergar muito bem uma silhueta através da areia. Era mulher e uma de suas mãos estava erguida na direção da ventania. Uma regenerada. O moreno só gostaria de saber o que ela queria.
- O que quer comigo? – ele perguntou alto por conta do barulho que o vento fazia.
- O que faz aqui em Suna? – a voz autoritária questionou. – Não sabe que nós não queremos regenerados invadindo nosso espaço?
- Nós quem? – ele quis saber.
- Nós, os que queremos paz. – a garota respondeu.
- E por acaso alguém aqui falou em guerra? – ele retaliou. – Além disso, como sabe que sou um regenerado?
Não houve resposta e para o garoto aquilo era um mau sinal. Aquela mulher era muito poderosa e poderia acabar com ele num piscar de olhos, especialmente pelo fato de ter sido pego desprevenido. Se abaixou e apoiou uma das mãos no chão. Tentaria pará-la e quem sabe evitaria chamar atenção de algum caçador.
Se concentrou e logo pode ver sua sombra se arrastar até onde a garota estava. Instantes depois, o redemoinho começou a diminuir e ele sorriu. Ela estava presa.
- Mas... o que é isso? – agora a voz dela estava assustada. – Eu não consigo me mexer.
- Esse é o efeito de ser capturado pela minha sombra. – ele disse enquanto via a areia baixar.
Então ele pode ver bem quem havia feito todo aquele estrago. Tratava-se de uma jovem loira, com olhos verdes escuros. Seu semblante era assustado e irritado ao mesmo tempo, o que fez o moreno revirar os olhos.
- Foi você que fez isso? – ela se surpreendeu. – Vamos, me solte!
- Só depois que prometer que vai me ajudar. – ele caminhou até ela, a obrigando a fazer o mesmo.
- E por eu faria isso? – ela franziu o cenho.
- Por que posso continuar te prendendo aqui até quando eu bem entender. – ele sorriu vitorioso. – Além disso, não é nada de mais.
- Fale. – ela rosnou após um bom tempo.
- Preciso que me ajude a encontrar minha amiga. – ele pediu. – Ela veio se esconder aqui e já deve ter chegado.
- Outra regenerada? – a loira falou com desdém. – Ao menos posso saber o nome dela?
- . – ele falou. – Esse é o nome dela.
- . – ela murmurou. – Uma controladora de mentes.
- Sim. – ele confirmou. – E então?
A garota o encarou com um sorriso de canto, o que o deixou um pouco desconfiado. Aproximou-se mais um pouco e quando estava a alguns centímetros de distância, ele a olhou nos olhos.
- Você sabe de alguma coisa, não é mesmo? – ele a fitava fixamente.
- Primeiro, me solte. – ela exigiu. – Depois conversamos.
Ele hesitou, pois não sabia se podia confiar naquela garota que parecia gostar de mandar em tudo e todos. Mesmo assim, a segurança de era mais importante. Prometeu aos pais da loira que a protegeria, independente do que acontecesse.
Fez com que sua sombra recuasse enquanto continuava a encará-la. Finalmente, não estavam mais conectados e ela moveu os braços pare ter certeza disso.
- Pronto. – ele disse. – Fiz o que pediu, agora é sua vez de me ajudar.
- Mais devagar, garotão. – ela riu e se afastou dois passos. – Antes me diga o seu nome.
- E pra que precisa do meu nome? – ele bufou contrariado.
- Apenas diga. – ela cruzou os braços.
- Shikamaru. – ele falou num tom tedioso. – Nara Shikamaru.
- É um prazer, Shikamaru. – ela disse, mas sua voz tinha um tom de deboche. – Eu sou .
- Tudo bem, . – ele enfatizou o nome dela. – Será que agora podemos voltar ao que interessa?
- Como quiser. – ela riu abafado. – Me siga.
Sem esperar uma resposta, saiu na frente. Shikamaru a olhou se distanciar e revirou os olhos, a seguindo em seguida. Para ele garotas eram muito problemáticas. E aquela parecia ser das piores.



Capítulo 3: A Luz do Sol

pulou a janela sem fazer barulho, pois não queria acordar a amiga que dormia profundamente. Sabia onde o Naruto tinha ido, então seguiu pela escuridão até chegar ao centro de Konoha. A cidade não era muito grande, então não teve dificuldades.
Olhou para o céu e percebeu que logo o sol nasceria, então teria que encontrar o Uzumaki rápido. Discretamente olhou em volta, mas não o viu, por isso andou mais um pouco.
- Droga, Naruto, onde você se meteu? – a garota resmungou baixo.
De onde estava, podia observar um dos pequenos mercados que o garoto costumava invadir. Nunca aprovou aquele ato e estava ciente que ele também não se orgulhava de praticá-lo, mas ela sabia que Naruto jamais deixaria que elas passassem necessidade, assim aceitava a ajuda do amigo sem protestar.
Franziu a testa confusa, pois era ali que ele deveria estar. Resolveu se aproximar, achando tudo aquilo estranho. Analisou a fechadura e percebeu que tinha sido aberta, mas não havia sinal de ninguém. Para onde será que ele tinha ido? Suspirou longamente, quase se arrependendo da ideia de ter saído e deixado sozinha.
Antes que pudesse voltar, viu algo no chão que atraiu sua atenção. Abaixou-se e observou, soltando um riso abafado em seguida.
- Lámen. – ela balançou a cabeça negativamente. – Só o Naruto pra fazer uma coisa dessas.
se levantou e seguiu a trilha de massa pronta que havia sido deixada pelo amigo. Ela tinha certeza disso, pois ninguém mais entraria num lugar para roubar lámen. Provavelmente ele tinha deixado alguma embalagem se abrir acidentalmente e não havia percebido. A única coisa que a intrigava era o fato de a trilha seguir para longe de onde eles estavam passando a noite. Caminhou atenta até que percebeu para onde estava indo.
A trilha apontava para fora de Konoha.
- Naruto... – sussurrou preocupada.
Dessa vez fez questão de acelerar os passos, pois os primeiros raios de sol já apontavam no céu. Passou pelos portões da cidade e já estava ofegante. Foi quando avistou o amigo de longe. Mas antes que pudesse sentir-se aliviada, viu mais alguém e este se aproximava por trás dele.
Arregalou os olhos quando viu as correntes saltarem de dentro da capa preta e reprimiu um grito alto com as mãos quando viu um delas se enrolar no pescoço de Naruto, o lançando com força ao chão.

~o~

A loira tentou abrir os olhos assim que vozes alteradas a despertaram. Mas era tão difícil fazer com que suas pálpebras a obedecessem. Mesmo assim, insistiu até que finalmente conseguiu.
Sua visão ainda estava sem foco, mas pôde notar que estava num quarto. Apalpou a coisa macia que sentia abaixo de si e confirmou ser um colchão. Gostaria apenas de saber como tinha chegado ali. Se ela se lembrava bem, estava em Suna, fugindo de um caçador.
Tentou se mover assim que as vozes ficaram mais altas, mas aquilo lhe causou dor, arrancando um gemido involuntário de seus lábios. No mesmo segundo, as pessoas que discutiam lá fora, se calaram e a teve receio de que aquilo significasse algo ruim.
Logo, a porta que estava entreaberta foi escancarada e ela viu quem menos esperava naquele instante, adentrar o lugar.
- ?! – a voz do garoto estava alarmada.
- Shikamaru... – ela tentou se sentar, mas sentiu o corpo dolorido e gemeu novamente.
- Não se esforce. – ele correu até ela e a impediu de continuar. – disse que você não está bem.
- ? – ela questionou, enquanto o amigo a obrigava a se deitar. – Shikamaru, onde estamos?
- Estamos em Suna, como tínhamos combinado. – ele falou num tom óbvio.
- Disso eu sei. – a loira disse olhando em volta. – Quero saber que lugar é esse?
- Você não se lembra de como chegou aqui? – ele franziu a testa.
- Eu só me lembro de ter tentado fugir de um caçador... – ela parou de falar e arregalou os olhos. - Mas ele foi morto por uma... Parede de areia.
- Uma parede de areia? – o Nara franziu o cenho. – , como assim, areia?
- A areia o esmagou até que ele estivesse morto. – ela continuava com os olhos arregalados. – E depois...
Então os flashs daquela noite voltaram à sua mente. Ela se lembrou das correntes envolvendo seu tornozelo, de pensar ter sido encurralada, de quando aquela areia apareceu do nada e matou o caçador que a perseguia, fazendo sangue jorrar por todos os lados, inclusive nela. Analisou seu corpo, passando as mãos no rosto em seguida, percebendo que estava limpa agora. Apenas sua roupa tinha algumas manchas vermelhas e escuras.
- , e depois o quê? - Shikamaru insistiu.
- Depois um homem apareceu e me pegou. – ela fitou o teto. – E aí...
Outra vez mais cenas invadiram sua cabeça. Dessa vez a loira se viu deitada na mesma cama que se encontrava agora, mas não conseguia ao menos se mover. Abriu as pálpebras lentamente ao sentir algo úmido tocar seu rosto, talvez um pano molhado, e se deparou com profundos olhos verdes que a fitavam fixamente. Depois, voltou a perder a consciência.
- Foi ele que me trouxe pra cá. – ela murmurou para si mesma.
- Como? – o garoto ao seu lado perguntou.
- O homem da areia. – ela falou mais alto dessa vez. - Foi ele que me trouxe para cá, Shikamaru!
- Homem da areia? – o moreno suspirou fundo sem entender uma só palavra. – Será que poderia ser menos problemática e me explicar isso direito?
Antes que a pudesse se pronunciar mais uma vez, passos foram ouvidos e os dois amigos olharam automaticamente para a porta. A garota loira de olhos verdes parou ao lado da cama e apoiou uma mão na cintura fina, sustentando um olhar enigmático.
- ? – Shikamaru franziu o cenho.
- Eu sei de quem ela está falando. – ela disse.
- Sabe? – disse surpresa.
- Sabe? – Shikamaru fez uma careta.
- Claro que sei. – a garota revirou os olhos. – Como acha que o ajudei a encontrar sua amiga?
- E ele... – a estava receosa. – Ele está aqui?
- E por que isso a interessaria? – a outra falou com desdém.
- Por que eu queria... – virou o rosto, levemente envergonhada. - Queria agradecer.
- Agradecer? – a loira riu abafado. – Pelo quê?
- Por que não deixa de ser tão problemática, ? – Shikamaru semicerrou os olhos para a garota, – Custa responder o que a perguntou?
- Até que não. – ela riu outra vez, – Apenas não sei pra que isso. Aposto que o Gaara não vai querer perder seu tempo com toda essa ladainha.
- E como pode ter tanta certeza? – o homem questionou.
- Por que ele é meu irmão e o conheço suficientemente bem para afirmar que ele não gosta muito das pessoas. – ela respondeu, cruzando os braços.
- Então por que ele me salvou? – quis saber.
- Isso, minha cara, é algo que eu também gostaria de saber. – sorriu de canto.
Em seguida a loira deu as costas aos dois e se retirou do quarto. Shikamaru encarou a que ainda estava deitada e notou algo estranho em sua expressão. Ela estava confusa, mas sabia que sua amiga não costumava duvidar de nada. era o tipo de pessoa que confiava e acreditava em qualquer um e pelo que parecia, as ações daquele homem mexeram com seus sentimentos de alguma maneira.
- Você está bem? – ele perguntou.
- Não faz sentido. – ela fitou o nada. – Shikamaru, ele me salvou. Esse tal de Gaara da areia me salvou.

~o~

Naruto estava escondido atrás de uma das grandes árvores que ficavam fora dos muros de Konoha. No momento em que saiu daquela mercearia, percebeu que alguém o observava. Com certeza era um caçador e ele fez questão de trazê-lo para lá. Tratou até mesmo de desfazer o clone que deixou com as amigas para que mais ninguém seguisse os rastros do seu DNA e as encontrassem.
Ergueu-se um pouco para observar melhor seu clone que caminhava pela trilha com alguns pacotes de lámen nas mãos. Num certo momento, quando ainda caminhava para longe do centro da cidade, se infiltrou na escuridão de um beco e trocou de posto com ele. Agora observava o caçador aproximar-se já com uma corrente na mão. Sorriu ao pensar em como ele ainda não havia notado a diferença.
- Idiota. – murmurou com um sorriso.
Surpreendeu-se, porém, quando viu o homem que usava um capuz, lançar a corrente que cintilava por ter sido exposta aos primeiros raios de sol. Ela enrolou-se no pescoço do outro Naruto, o fazendo ir com força ao chão. Era agora. Ele precisava atacá-lo enquanto ainda estava distraído.
Fez um esforço para manter o clone ainda ativo e preparou-se para sair de lá, mas sentiu todo seu corpo paralisar assim que viu um vulto cor de rosa correr na direção do caçador. A garota o acertou com um soco que o fez ser lançado longe.
- FIQUE LONGE DELE, SEU DESGRAÇADO! – ela gritou a plenos pulmões.
Respirando pesado, manteve-se com os punhos cerrados e olhar semicerrado, sem deixar de encarar o caçador um segundo sequer. Após o baque, lentamente, ele se levantou e a mirou impressionado.
- Você é forte. – ele disse e limpou o filete de sangue que escorria pelo canto da boca – Com certeza daria uma ótima cobaia.
- Nos deixe em paz! – ela rosnou. – Ou vou ter que obrigá-lo a sumir de minha frente.
- Apenas imagine, regenerada. – o homem riu pelo nariz. – Pessoas perfeitas e com super força. Seria o ápice da perfeição, pois essa é uma das qualidades mais desejadas pelos humanos.
- E daí? - ela cuspiu as palavras. – Eu não quero saber o que o seu governo tem em mente pra todos aqueles idiotas lá fora.
- Isso é uma pena. – ele balançou a cabeça negativamente. – Você poderia apreciar a imortalidade e como foi capaz de contribuir para ela.
- Cale-se! – ela berrou outra vez, se preparando para atacar novamente, mas se distraiu assim que o clone ao seu lado desapareceu. – Mas... O quê?
A rosada se distraiu ao ver apenas a fumaça do clone que antes achava ser seu amigo e não percebeu a corrente vir em sua direção. Só despertou quando ouviu uma voz familiar chamar seu nome.
- , CUIDADO! – Naruto gritou e correu até a ela.
A garota entendeu o recado do amigo e se virou até o caçador a tempo de ver o metal prateado vindo em sua direção, mas não conseguiu se desviar, pois a corrente já estava muito próxima. Por instinto, fechou os olhos e levou os braços à frente do rosto num sinal de proteção. Esperou o toque frio envolvê-la, entretanto, esse não veio.
Confusa, abriu os olhos, mas logo precisou apertá-los por conta da claridade que a incomodou. Pensou ser a luz do sol, mas aquele brilho era diferente. Olhou melhor e viu um homem parado à sua frente. Ele tinha os cabelos negros espetados, mas não foi isso que a fez abrir a boca surpresa. Algo semelhante a um grande raio originava-se de sua mão esquerda e impedia que a corrente continuasse seu percurso.

~o~

O sol finalmente havia acabado de nascer e por sua intensidade, o dia seria quente. Isso, porém, não era algo novo. Pelo menos não ali em Suna, onde todos já estavam acostumados com o clima semelhante ao de um deserto.
O garoto ruivo fitou o céu e precisou semicerrar os orbes esverdeados por conta da claridade. Nunca havia gostado do dia, muito menos da luz do sol. Para ele a noite era bem mais acolhedora com todo aquele silêncio que ela oferecia. Havia dias em que ele perdia a noção do tempo por observar a lua a as estrelas.
Da sacada onde se encontrava olhou para a rua abaixo de si e torceu o nariz. Pessoas, humanos comuns, caminhavam de um lado para o outro, entretidas com suas vidas. Como ele odiava cada uma delas. Mesmo sem conhecê-las, sabia que a real ameaça não eram os regenerados e sim as pessoas sem poderes. Eram elas que buscavam alcançar a perfeição por meio daqueles que tinham o DNA diferente.
Ergueu o rosto ao ouvir passos atrás de si, mas não se virou, pois sabia exatamente quem era. Apenas esperou que a irmã falasse.
- Gaara, a garota acordou. – disse.
- E daí? – sua voz saiu fria.
- E daí, que você mesmo pediu que eu o avisasse. – ela revirou os olhos. – Além disso, ela gostaria de falar com você.
Só naquele instante é que Gaara olhou para por cima do ombro. A loira continuava lá, a alguns metros, com uma mão na cintura. Mesmo longe, ela conseguiu notar a frieza nos olhos do outro. Seu irmão não era alguém fácil de lidar, ela sabia. Ele vivia apenas em prol dos próprios desejos. E era por esse motivo que ela gostaria de saber por que Gaara havia salvado a .
- Gaara, o que você está tramando? – ela se aproximou dois passos.
- Gostaria de me explicar sua pergunta? – ele virou metade do corpo para ela. – Pois eu não a entendi muito bem.
- Você sabe sobre o que estou falando. – cruzou os braços. – Vamos, me diga. Por que salvou a ?
- Tenha certeza de que isso não lhe diz respeito. – ele foi grosso, mas a loira não se abalou.
- A única coisa de que tenho certeza é que você não a salvou por compaixão, eu o conheço muito bem, irmãozinho. – ela ergueu as sobrancelhas. – E mesmo que não me diga o motivo de tudo isso, uma hora ou outra vou acabar descobrindo. Afinal, aposto que precisará de minha ajuda.
- Saiba que está enganada. – ele lhe deu as costas e apoiou os cotovelos no parapeito. – Nunca precisei de sua ajuda, agora não será diferente.
fuzilou o outro com o olhar e só não foi para cima de Gaara, pois sabia que ele não hesitaria em machucá-la. Ainda assim, odiava a forma com o irmão tratava as pessoas a sua volta. Ele era frio e arrogante, nunca admitindo que precisava de ninguém. Mas ela sabia o real motivo do ruivo ser assim. Sabia pelo menos de algo que o afetava até hoje e não pensou duas vezes antes de provocar sua ferida.
- Você acha que não precisa de ninguém e é por conta dessa sua arrogância que deixou Kankuro ser capturado. – ela dizia lentamente, mas estava irritada. – Sabe, Gaara. Acho que se você fosse tão bom como diz ser, talvez nosso irmão ainda estivesse vivo.
Depois de cuspir as palavras, se retirou do lugar a passos largos, deixando um ruivo furioso para trás. Gaara virou-se na direção por onde ela havia passado e teve vontade de obrigar a irmã a retirar tudo o que disse. Entretanto, controlou-se e tentou ignorar mais uma de tantas estocadas que, desde aquele dia, machucavam seu peito.





Continua...



Nota da autora: Hello, pessoas!
Gente, agora é sério... Nunca achei que postaria essa fic como interativa, pois essa coisa toda de dez personagens centrais era demais pra mim. Mas decidi arriscar e vamos ver como isso vai ficar. Kkkkkk
Estamos no comecinho da história, mas espero que estejam gostando. Deixem aquele comentário lindo e maravilhoso pra eu saber. Rsrs Enfim... escolha o seu boy e viva essa aventura. Lembrando que o meu boy é o Gaara, então ninguém trisca o dedo!
Brincadeira, manas. Até o próximo! 
Muito obrigada pelos comentários e por acompanharem a fic. Caso queiram conversar e interagir, vou deixar o grupo do Face(Cliquem no ícone) pra vocês entrarem. Bjos!





Nota da beta: Vai ter que dividir o Gaara comigo, querida autora, porque, cara, eu amo forte esse personagem kkkkkkkkk <3

Lembrando que qualquer erro nessa atualização e reclamações somente no e-mail.
Para saber quando essa fic vai atualizar, acompanhe aqui.


comments powered by Disqus