Última atualização: 02/05/2018
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Prólogo

2005 - Busan
Difícil entender porque meninos agem de forma estranha na maior parte do tempo. Às vezes, comportar-se com adolescentes é normal. Briga na escola, passar horas na frente do computador e até ser idiota na maior parte do tempo. Mas, no caso de , não era tão simples. Tudo o que era para ser normal como qualquer adolescente naquela idade, ele tornava bem mais complicado. Bonito, atraente, dono de uma voz espetacular e que chamava a atenção de muitas garotas. era a perfeita descrição convidativa para uma garota qualquer se apaixonar por ele, e de brinde você levava um humor e um sorriso maravilhoso. sabia dessa naturalidade de conquistar quem ele quisesse e usava isso como uma arma para ter qualquer garota ao seu lado. Essa era a vida difícil que tinha que driblar todos os dias. Um ano mais nova do que e nem tão alta como ele, também não tinha um sorriso lindo e não chamava a atenção de ninguém no colégio. Totalmente o oposto dele. Garota comum de 15 anos, nenhum pouco preocupada com garotos ou a disputa que às vezes tinha que passar com garotas para ganhar a atenção do melhor amigo. Manter uma amizade com um garoto popular e cobiçado por quase todas as garotas do colégio e ainda ter que aguentar todas as brincadeiras que amigos, familiares e desconhecidos faziam com relação a amizade dos dois não era um trabalho fácil.
“No fundo eu sei que vocês dois se amam e um dia vão ficar juntos.” sua mãe dizia quase todas as vezes que chegava em casa chorando porque tinha brigado com . A mãe de alguma maneira entendia toda aquela ligação que a garota tinha com ele. Nasceram e foram criados juntos e o natural disso tudo era a filha desenvolver um sentimento pelo garoto. E ele demonstrava também ter o mesmo sentimento por . E ela sabia que a filha sofria em segredo todas as vezes que a ignorava quando estava com outras garotas. As vezes ela perdia as contas de quantas noites seguidas a filha ficava chorando no quarto até aparecer e pedir desculpas por ser um bobo.
! — gritou, andando um pouco mais devagar. Sua experiência em correr não tinha dado muito certo e ele ainda conseguia sentir dores no peito. Ele entendia que o dia seria bastante complicado depois de vê-la com tanta raiva, com certeza eles ainda iam brigar durante todo o dia e parte da noite. O que ele queria entender era o motivo daquele estresse todo. Tudo bem que ele queria entender também porque ela iria negar a respiração boca a boca. Essa parte foi a mais confusa, jurava que ela não iria pensar muito em salvar a sua vida, ou então o simples fato de curtir um pouco sua boca na dele.
— Me deixa em paz. — alcançou o primeiro degrau da entrada da sua casa e olhou de relance para ele, que estava um pouco distante. — Vá para o inferno, você a Grace e todas as suas amigas.
— Você tá com ciúmes. — falou e em seguida sorriu ao notar o jeito que ela estava ficando tensa. Ele adorava a maneira desconcentrada que ela ficava quando estava nervosa, com ciúmes ou quando ficava sem graça com alguma coisa. E sabia que agora ela estava nervosa e também com muito ciúmes.
— Larga de ser idiota, não estou com ciúmes. — teve que controlar um pouco sua voz por um minuto para não assumir que era verdade. Idiota! era tudo o que uma menina sempre quis. E esconder isso todos os dias era impossível. Hoje estava sendo um desses dias que ela lutava contra esse ciúmes e esse sentimento.
. — Ele segurou a mão dela e sentiu que isso a deixou um pouco mais rígida. Sua mão estava gelada e o contato com sua trouxe um arrepio por seu corpo, ele gostou daquela sensação.
— Não quero você por perto, cansei de ficar correndo atrás de você o tempo todo. — Ela subiu mais um degrau e tentou não reagir por impulso quando sentiu a mão dele envolver a sua. Ele conseguia derrubar qualquer que fosse a vontade dela de gritar, berrar ou assumir que ele estava certo.
— Para com isso, . — ficou preocupado com a maneira que ela disse. estava estranha e isso não poderia ser apenas ciúmes, alguma coisa estava acontecendo. Ele só estava trocando pequenos carinhos com Grace. Isso não era o suficiente pra deixar naquele estado e falando aquelas coisas daquela maneira. Ela estava sim com ciúmes, mas algo ainda estava errado.
— O que aconteceu pra você ficar assim? Você nunca foi ciumenta desse jeito. Já disse que você é a única garota da minha vida. — Ele foi sincero. Ao escutar isso estremeceu um pouco e imediatamente puxou sua mão. Ela respirou fundo e se virou lentamente para olhar dentro de seus olhos. Da maneira que ela já imaginava, estava sorrindo e olhando para ela de forma carinhosa. Aquele mesmo olhar que a fazia se sentir especial e única. Sua garota. Ela desejava com todas as forças ser a garota dele, mas sabia que ele falava isso sempre quando era iniciada uma discussão. Ela não aceitava, não conseguia aceitar tudo o que ele causava nela com um simples sorriso. Tudo isso já estava passando dos limites e ela estava ficando cansada de ser sempre a sombra de .
. — Ele subiu o próximo degrau e segurou em uma de suas mãos novamente. — Por favor, pare com esse ciúmes bobo. Quantas vezes eu tenho que dizer que você é a garota da minha vida e vai ser a mãe dos meus filhos? — levantou a outra mão, tocando delicadamente com as pontas do dedo no rosto dela. afastou um pouco, não aceitando aquele contato e o deixou sem graça por recusar aquele gesto carinhoso. — , não faça isso.
— Ciúmes do que, ? De como você trata as outras garotas? Ou de como você simplesmente só me procura quando precisa de alguma coisa? — sorriu nervosa com aquela situação. Ela não conseguia aceitar que estava com ciúmes da maneira que ele tratava as outras garotas. Ciúmes da maneira que ele conversava com Grace e o jeito babaca que ele tava babando quando ela cruzava as pernas. Ele não a tratava daquela maneira e nem ficava tão próximo daquele jeito. Muito menos notando como seu corpo era. Às vezes achava que na cabeça dele era como se ela fosse um garoto também. Tudo isso já tinha ido longe demais, todo esse sentimento e todo esse ciúmes sem sentido. não era seu namorado para que sentisse ciúmes ou o impedisse de ter qualquer contato ou amizade com alguma garota. Ela sabia que estava errada, mas não conseguia esconder que estava desenvolvendo um sentimento além de amizade por e isso iria acabar com a amizade dos dois se continuasse. Esse era o momento de colocar um ponto final nessa relação e sentir por ele apenas o amor sincero de amigos. Sem nenhuma esperança ou pretensão de um relacionamento no futuro, era apenas seu melhor amigo.


Capítulo 1

2018 - Jeju
Menor província da Coréia do Sul e maior ilha do páis, Jeju e seu clima subtropical conquista seus visitantes durante todas as temporadas do ano. Primavera, verão, outono e até mesmo inverno, o fluxo de turistas é tanto que às vezes as autoridades da ilha fecham as portas para que nenhum outro turista entre para não prejudicar ou atrapalhar as férias de outros visitantes. Jeju é o lugar paradisíaco em que muitos casais em lua de mel buscam conforto, tranquilidade e muito amor. O turismo é bem controlado e administrado para que todos tenham a melhor recepção e estadia na ilha que leva o nome de “ilha dos Deuses” e também como “ilha do amor”. Além da história por trás dela existem muitos pontos turísticos para visitar e curtir durante uma temporada de muito sol e calor. Jeju é rodeada por cachoeiras, praias e uma das montanhas mais altas da Coréia do Sul estava exatamente na ilha, há poucos metros da praia. O topo da montanha era muito frequentado por casais à procura por tranquilidade e paz para contemplar o pôr do sol lá de cima no maior clima de amor e carinho. O lugar exato para que ele levasse a amiga nas férias de verão, tinha certeza que passar duas semanas em Jeju era o que estava faltando para que eles curtissem um pouco mais a companhia um do outro. Talvez mergulhar em águas cristalinas, passear de cavalo e descansar na praia transformasse essa amizade de anos em um relacionamento estável e duradouro.
Jeju com certeza era o destino certeiro para que ela relaxasse um pouco da sua vida no escritório da promotoria. Ele como ninguém entendia a complexidade dos processos e toda a confusão que era os assuntos envolvendo mortes, perseguições, provas e assassinatos. O melhor dia da promotoria era quando o caso mais simples envolvia um revólver, uma faca ou qualquer coisa que fosse enorme, grande e visível para que eles fizessem uma perícia rápida e achassem logo a causa da morte nos primeiros cinco minutos.
— Ansiosa para curtir o resort? — Ele perguntou com a voz pacífica, analisando a expressão dela surpresa ao sair do táxi e olhar para o enorme resort luxuoso. Com todo aquele olhar preso e aquele enorme sorriso, ele já esperava que as duas semanas seriam intensas para ele controlar a vontade que surgia sempre em abraçá-la e beijá-la a todo momento.
— É maravilhoso, . — O sorriso no rosto dela estava tão aberto e lindo que ele apenas soltou um suspiro pelo canto da boca.
nunca imaginou que ficaria em um lugar tão exuberante e caro, mas lembrando que tudo já havia sido pago por o seu coração ficou mais tranquilo e amoroso. — Podemos ficar longe da correria e finalmente descansar um pouco. É tudo lindo e eu me sinto muito bem aqui. Ainda mais em uma viagem para essa ilha maravilhosa. — Sincera nas palavras e com o vento batendo em seu cabelo ela virou-se para , agradecendo pelo convite. — Por isso que eu te amo. Me conhece tão bem. — Outro sorriso e o coração dele disparou.
— É melhor você parar com isso. — sem graça apertou a bochecha dela com as mãos trêmulas e o seu instinto gritou que aquelas férias seriam uma grande prova para o seu corpo e mente. Ele nem lembrava mais da última vez que ambos tinham feito uma viagem juntos. O que não deixava de ser estranho. Julgando pela amizade e por trabalharem juntos a vida toda. Naturalmente os familiares já os tratavam como casal e não mais como amigos, até mesmo os colegas da promotoria já a chamavam pelo sobrenome do “marido” e mesmo sabendo que era errado, e não pareciam negar ou importar-se com aqueles detalhes do dia a dia. Tudo parecia muito completo e verdadeiro. Principalmente por saber que o seu marido não era qualquer um a não ser , seu grande e único amor da adolescência.
— Parar? — Conhecendo tão bem o amigo, ela fingiu não entender o que ele estava pedindo. Ela sabia que isso o deixava sem reação e também muito sem graça. — Como posso parar de sorrir? Estou nesse lugar maravilhoso e… — Ela parou, segurando ambas as mãos dele que ainda estavam em seu rosto. O calor das mãos dele em contato com a sua pele lhe trouxe um calor que ela imaginou o lugar ficando mais quente e abafado com os segundos seguintes. — Com você tudo fica bem. É gostosa a sensação de saber que tenho meu melhor amigo e melhor companheiro ao lado.
— Você sempre…. — Inesperadamente ele começou a falar e quando viu os olhos dela em sua boca, parou e soltou uma gargalhada alta. era excelente para provocações. — Você sempre vai ser meu melhor sorriso e companhia, . — Ele completou a frase, deixando agora a garota sem reação. — Essa brincadeira ainda pode ser para dois, certo? — segurou firme o rosto dela e puxou para muito perto do seu rosto. — E ainda tenho essa boca que me deixa transtornado.
— Só a boca? — Ela retribuiu a provação, encostando levemente os lábios aos dele. Provocar daquela maneira era a melhor parte da relação que existia entre os dois, ela sabia sobre os sentimentos dele e ele sabia sobre os dela. Não existia segredos, situações constrangedoras ou qualquer parte do corpo da garota que desconhecia. Tudo isso também valia para ele, conhecia cada expressão, cada sorriso, cada frustração e cada parte daquele corpo que toda garota na adolescência sonhou explorar.
— Por que você brinca desse jeito com o meu coração e com o meu corpo? — Ele sussurrou, mantendo ainda a respiração controlada e a vontade de agarrá-la ali mesmo na frente de todos do resort. Caso isso acontecesse ele não teria culpa nenhuma. não conhecia limites e muito menos respeitava os sentimentos dele ficando tão perto daquele jeito.
— Porque ambos me pertencem. — falou, deixando no canto da boca dele um pequeno beijo e depois afastou-se lentamente, mostrando para o amigo que o seu olhar não iria desviar para outro lugar e que apreciar aquela boca era mais atrativo do que qualquer outra coisa que estivesse ao seu redor.
— Sempre. — Ele riu sem graça, sabendo que não podia negar a verdade naquele comentário. Talvez ela em uma bebedeira no fim de uma noite de muito trabalho tenha explorado com a boca e com as mãos cada detalhe do corpo dele. E isso não era nenhum segredo e muito menos algo para se envergonhar. Pelo contrário, a noite tinha sido bem agradável, sexy, envolvente e quente. tinha muitos atributos, desejos e tudo isso era vantajoso para ele. Principalmente a maneira que ela deslizava e brincava com a língua por todo o seu abdômen e pescoço. — Droga!
— O que foi? — Ela perguntou, preocupada ao vê-lo passar as mãos no cabelo.
— Acho que você adora me deixar maluco.
— Maluco? Podemos beber e comemorar se você quiser…
, você sabe que eu sou fraco para álcool.
— Por que você acha que eu estou te convidando? — Uma gargalhada surgiu e ela passou uma das mãos em volta dos braços dele. — Vejo drinks logo a frente. — O fato dele ser muito fraco para a bebida às vezes era essencial para que ela acabasse explorando e brincando um pouco mais com o corpo do amigo no fim de semana ou depois de um longo período de trabalho duro. — Imagina o que vai acontecer com nós dois essas duas semanas? — Ela voltou a sorrir com aquele comentário e subiu alguns degraus acompanhada por ele. Como esconder do melhor amigo esse amor? Como esconder da melhor amiga essa paixão? Depois de duas tentativas frustradas de um relacionamento e inúmeras declarações ao longo dos anos, e aprenderam com muita dificuldade que eram melhores sendo bons amigos do que bons namorados. E hoje em dia a maneira que se relacionavam era o “ponto de conforto” para esse sentimento que só crescia com o tempo. Ela estava em seus braços e nada mais parecia ter importância, apenas , Jeju e o enorme drink colorido que a recepcionista entregou em sua mão.


Capítulo 2

Haevichi Resort Jeju era tão esplêndido e enorme que ela mal acreditava que finalmente iria ter o descanso que merecia em meio ao maior e melhor resort de toda aquela ilha. Às vezes ela ficava na dúvida sobre as intenções de , mas naquela viagem realmente teria que dar o braço a torcer e assumir que tudo estava maravilhoso. Ainda custava acreditar que passaria duas semanas inteiras curtindo todas as praias maravilhosas, cachoeiras e dias inteiros no spa do resort com direito a massagem, ofurô, banhos aromáticos e a paz que tanto buscava para acalmar os problemas da vida profissional. Sentada na recepção ela observava o amigo gesticular e argumentar com a recepcionista algum conflito de informações sobre a suíte deluxe que ele havia reservado.
— Eu acho que deve ter acontecido alguma coisa. — disfarçando colocou a mão na cintura e gesticulou várias vezes alguma coisa para a recepcionista que não foi capaz de compreender. Ele andava de um lado para o outro parecendo bastante irritado, a garota sentada na recepção com as pernas cruzadas observava o caminhar dele indo e vindo. — Ficou tudo como a gente combinou? — Agora ele estava muito próximo parecendo murmurar algo que ela daquela distância não entendeu. — Tudo bem. É isso mesmo, eu só tive que fazer um teatro. Minha noiva é muito tradicional, ela queria quartos separados por causa do lance de castidade, sabe?
— Entendo. — A recepcionista foi cordial, olhando de relance para a garota que ainda mexia com os pés, já impaciente da confusão que estava com a reserva dos quartos. — Ela me parece ser adorável.
— Ela? — entortou um pouco a cabeça para o lado direito e observou balançar o pé enquanto a sua atenção estava toda para a tela do iphone roxo brilhante. Ele ainda conseguia lembrar de como ela tinha dado trabalho para escolher aquele celular. Horas, dinheiro, shopping e várias vendedoras malucas com o excesso de curiosidade e explicações sobre o aparelho. — Ela não é só adorável. é a pessoa que ilumina a vida de qualquer pessoa, sabe? Ela é meu brilho, minha luz e minha paixão. — Preso em todos os detalhes, observou pela primeira vez em todos esses anos que ela não somente era maravilhosa, mas também a garota mais linda daquela recepção. Ela estava linda. Como em todos os outros dias e o seu coração levemente saltou do peito.
— O brilho em seus olhos é a certeza do seu amor por ela. — A mulher comentou exatamente o que muitas pessoas ao seu redor sempre falavam quando o assunto era o relacionamento dele com a garota.
— Os meus olhos brilham? — Ele riu sem graça, não imaginando que era tão óbvio o que sentia por ela. Talvez precisasse de algumas aulas de teatro para aprender como esconder esse amor por essa garota. — Como consigo esconder isso? — perguntou, agora debruçando no balcão sentindo aquela mulher uma companheira para desabafar sobre a sua frustração em uma friendzone.
— Por que você ao invés de esconder, não demonstra tudo de uma vez o que sente? — Ela falou tão calma sobre a situação. Mulheres tinham o poder de entender outras mulheres, será que essa recepcionista iria ajudá-lo a compreender algo que levava anos?
— Demonstrar tudo? — Ele piscou algumas vezes mais ansioso em escutar o que ela tinha para falar. Em anos esse tinha sido o primeiro conselho diferente que recebia sobre a situação.
— Demonstrar tudo. — Ela afirmou. — Vocês estão na ilha do amor, existem muitos lugares que vocês podem ficar sozinhos e em total clima romântico. Demonstre de uma vez o que sente por ela, não tem o porque você esconder um sentimento lindo desses. — Ela finalizou me deixou um pouco atordoado. — Você ama essa garota, por que arrumar uma desculpa para não sentir isso?
— Eu sei que ela me ama… — Ele suspirou, virando o rosto para observá-la novamente. — Não sei porque nunca conseguimos ficar juntos. É algo que eu não consigo explicar, parece que somos melhores como amigos do que namorados…
— Ou vocês já são namorados e levam o nome de “amigos” por alguma razão que ambos desconhecem. — Novamente a lógica nas palavras daquela mulher que ele nunca tinha visto na vida, mas que já tinha um lugar em seu coração. — Vocês dois estão acomodados com essa situação sem assumir nada, negando que existe qualquer outro relacionamento entre vocês e que são “amigos” com um sentimento lindo. Isso é o ponto de conforto entre vocês, estarem juntos sem assumir realmente e sem rotular isso com o nome correto. — Ela foi diretamente no ponto chave e isso o deixou de boca aberta com a sinceridade e com a maneira rápida em expressar tudo aquilo. Demonstrar. Assumir qual era o real relacionamento deles? Será que tudo isso era verdade? E tudo o que ela havia falado ainda entrava em seu cérebro em negação. Ele não acreditava nesse comportamento, mas em algum lugar do seu coração ele sabia a verdade por trás daquele sentimento. Ele sentia algo tão imenso que nunca conseguiu colocar em palavras o que aquela garota significava para o seu coração. E durante os anos o que restou foram apenas as negações e o desejo de realmente ser alguém com outro status na vida dela, não apenas o melhor amigo.

O elevador parou exatamente no último andar e ao abrir as portas ela respirou fundo, preenchendo os olhos com aquele lugar tão luxuoso e tão bem estruturado. O corredor estava iluminado com luzes brancas, as paredes eram todas em tons amarelo e branco e em todo o caminho até a porta da suíte Royal você encontrava espelhos, flores e uma música ambiente baixa e relaxante. estava ao seu lado com a pulseira no braço para abrir a porta e antes de chegar ao fim do corredor, onde só existia o único quarto ali, ele virou o corpo ficando entre a garota a porta.
— Nós vamos fazer isso? — perguntou inseguro, notando o silêncio predominante enquanto eles caminhavam em direção à porta da suíte. Normalmente não seria essa reação e esse silêncio podia ser interpretado de várias maneiras diferentes, principalmente depois dele assumir que tinha errado a reserva dos quartos.
— Relaxa, nós vamos curtir essas férias. — Ela o acalmou, cutucando ele no peito. — Já dividimos um quarto, não vai ser um problema aqui nesse lugar lindo. — sorriu, puxando o braço dele e posicionando a pulseira na fechadura da porta. — Anda , vamos conhecer nossa suíte e pedir algo para comer.
— Tudo o que você quiser, princesa. — Ele sorriu, ficando mais tranquilo com ela daquela maneira animada.
— Então nós vamos dormir na mesma cama? — Ela cruzou os braços na frente do corpo, olhando para a única cama que existia naquela suíte master. A exuberância, os detalhes e todas aquelas cores vivas em detalhes trouxe um ar alegre que contagiava qualquer pessoa que estivesse ali naquele lugar. A enorme cama king coberta por pétalas de rosa e na mesa do lado oposto do quarto uma enorme garrafa de champagne acompanhado por morangos, uvas, chocolate e alguma outra coisa que daquela distância ela não soube distinguir o que era. Todo o lugar muito bem harmonizado e combinando desde o carpete até a cor das luzes de cada ambiente.
— Desculpa por isso, não foi intencional. — Cínico, ele fez uma cara de piedade querendo culpar o hotel pelo grande erro do quarto. — Eu tentei discutir com a moça da recepção, mas ela foi tão sem coração comigo. — Ele colocou a mão no coração chateado. — Falei que não podemos ficar juntos por questões que somos amigos e temos muito respeito um pelo outro. Só que ela insistiu que nós éramos um casal tão fofo que não acreditava em nada sobre o assunto de amizade. — Completou, agora sorrindo de lado entregando a mentira.
— Jura? — Ela precisou caminhar até ele parar olhar bem diretamente nos olhos do falso amigo. o conhecia tão bem que achou um pouco inocente da parte dela acreditar que a suíte tinha sido reservada de maneira incorreta.
— Juro. — Ele fez biquinho de nenê.
— Preciso de um banho. — Ela subiu a mão pelo peito dele, parando na nuca. — Espero que você esfregue minhas costas para compensar esse erro. Certo? — Isso não tinha sido exatamente um convite, ao segurar o cabelo dele por entre os dedos e puxar levemente para trás, ela deu a ordem do que pretendia para retribuir.
— Banho com você? — Ele perguntou, respirando fundo algumas vezes. Isso não estava em seus planos e muito menos aquela aproximação logo no começo.
— Exatamente! — Ela piscou para ele, lentamente aproximando os lábios do ouvido dele. — Vou mostrar como eu gosto de tomar banho… — Ela fez uma pausa, rindo afastando dele.
eu sou um garoto tímido, recatado e livre de todas essas sensações sexuais. Por isso não me obrigue a tomar banho com você. — rapidamente cobriu os olhos, lutando contra a vontade que surgiu por toda a parte do seu corpo ao vê-la tirar a roupa daquela maneira. Peça por peça. — , você não pode fazer isso comigo… — Gaguejando, ele viu quando a garota tirou a blusa, jogando em cima da cama e na sequência abrindo os botões da calça jeans. — Não faz isso, não faz.
— O que eu estou fazendo, docinho? — Totalmente falsa ela riu com o desespero dele em esconder com uma mão o rosto e com a outra tentar cobrir parte do seu corpo que pareceu reagir com aquele convite de irem para o banho juntos. Provocar de longe seria a melhor distração daquelas férias, ele tentava lutar contra a vontade, mas algo além dele não conseguia esconder a felicidade de vê-la daquela maneira. Tirando a roupa e ainda sorrindo e provocando. — Docinho? Você sempre tomou banho comigo, o que você vai encontrar não é nenhuma novidade.
— Nenhuma novidade. Só lembranças que me deixam… — Ele parou, tirou a mão da frente do rosto e a viu descer lentamente a calça jeans pelas pernas. — Deus, como o senhor pode ser tão cruel comigo?
— Ele não é ruim com você. Ele me colocou na sua vida.
— Exatamente por causa disso. Não foi Deus que te colocou na minha vida. — rebateu, tomando distância dela. Como ele podia resistir à garota dessa maneira? Por quanto tempo ele iria ser forte para não empurrá-la contra aquela parede e esquecer qualquer banheiro, qualquer sentimento e se entregar somente naquela sensação que era ter a sua boca explorando cada parte daquele corpo? — Foi o capeta todinho que te mandou. Olha isso… — Apontou para o corpo dela, notando que usava uma calcinha fina e branca. — Isso não é coisa de Deus, é coisa de outro lugar.
— Quando você fica beijando e lambendo todo esse lugar aqui não fica falando essas coisas. — segurou o cabelo para cima, virando de costas para . — Pode fazer o que você sabe de melhor? — Ela pediu, logo acreditando que ele fosse esperto para abrir o seu sutiã.
— Ficar olhando? — disfarçou, sentindo o lugar ficar mais quente e as suas roupas cada vez mais pesadas no corpo.
— Abra o fecho, . — Ela ordenou com voz autoritária.
— Eu não sei fazer isso…
— Sabe muito bem. — Ela segurou com mais força o cabelo no topo da cabeça, dando alguns passos para trás e colidindo com o corpo de . — Quem disse que você não sabe fazer isso? — riu, esfregando as costas um pouco mais contra o peito dele.
— Que isso! — Ele segurou rapidamente a cintura dela com habilidade, cravando as mãos no lugar exato que fez todo o seu corpo reconhecer aquela pele macia e cheirosa. — , você não pode brincar assim com os meus instintos. — implorou para que ela tomasse distância, mas querendo chegar no limite do garoto ela ainda roçou mais um pouco o corpo ao dele e escutou uma gargalhada surgir dele em nervosismo. — , eu estou avisando!
— Abre o fecho, eu só preciso desse favor. — Ela fez uma voz fina inocente.
— Só o fecho…
— Só…
— Aberto. — Ele terminou de abrir e antes que pudesse pensar ou falar qualquer coisa, a garota virou o corpo deixando a mostra tudo o que ele precisava para perder o controle do corpo. O volume e aquela pele tão exposta deixou o garoto tão atordoado que ele não soube se ria ou se ficava apenas parado apreciando. — Não… — balançou a cabeça, fechando os olhos não querendo ver a maneira que o corpo dela estava delicado e gritando para que fosse explorado por ele. — Isso…
— O que foi? — Ela mordeu o lábio sensualmente em um misto de desejo e provocação, caminhando lentamente para ele. — O que aconteceu, amor? — ria, curtindo o momento de desespero dele. — Alguma coisa de errada? Você não gosta do que vê? — Ela olhou para baixo, analisando o próprio corpo.
— Isso não é…
— É sim. — resolveu avançar, deslizando a mão pelo peito dele até o zíper da sua calça. Ali intencionalmente fez o máximo de contato e carícia, deixando todo corpo dele com reações e espasmos que mal podia controlar. — Olha, acho que alguém aqui ainda reconhece ou sente saudades.
— Oh! — contorceu o corpo, tentando empurrar as mãos dela para longe da sua calça. — Deus, não me abandone! Não me deixe ser tentado dessa maneira.
— Deus não vai te ajudar. — Ela riu, descendo a calça dele com certa dificuldade, depois voltou a subir as mãos para a nuca dele, puxando o garoto pelo cabelo. — Já disse que nós dois somos melhores amigos, mas não podemos negar que na cama somos melhores amantes. — sussurrou próximo do ouvido dele.
— Tudo bem, você venceu. — Ele cedeu, sabendo que não tinha outra escolha. — Aliás, você sempre vence e... — subiu as mãos pelas costas dela, pressionando o corpo da garota contra o seu. piscou algumas vezes mais rápido e o coração acelerou, sentindo novamente aquelas mãos percorrerem por todo o seu corpo. — Somos melhores na cama, no banheiro, no chão e em qualquer lugar, docinho. — Ele estava cansado de tentar resistir e esse jogo podia ser muito bem administrado se as duas pessoas estivessem jogando. — Eu esfrego as suas costas, amor. — O olhar ficou preso ao dela e em sua cabeça a única vontade que tinha era de carregá-la no colo para banheiro e sair dali somente quando ambos estivessem exaustos demais para qualquer outra coisa. Ele queria beijar, explorar e matar a saudades de escutá-la gemer e gritar o seu nome enquanto ele deslizava a língua por entre suas coxas. Rindo, ele soltou um suspiro bem alto e os olhos dela ficaram atentos para aquela reação. Não disse nada, apenas abriu o espaço para a necessidade que sentia por aquele corpo. A necessidade daquele cheiro, daquele calor e da maneira perfeita que o seu corpo se encaixava com o dela em qualquer posição.


Continua...



Nota da autora: PORQUE EU ESCOLHI AMAR ESSE CASAL (Que não assumem que é um casal) e eu não aguento esses dois. É amor demais incubado e essa PP ainda vai acabar com a vida desse PP nessa viagem.

E o que vocês estão achando? Chances disso acabar de outro jeito?

Espero que vocês gostem, amo vocês tudo.
Não deixem de comentar!



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01. Call Me Baby [Ficstape #062: EXO – Exodus]
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SHORTFICS:
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Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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