Postada em: 07/10/2015

Capítulo Único

"Lay where you're laying, don't make a sound
I know they're watching...
They're watching"

Ele a olhava passar pela terceira vez na rua. Terceira e última, daquele dia.
Todo dia era a mesma coisa. Via a mulher atravessando a rua no sentido de seu terreno uma vez, depois ela voltava para onde quer que ela estivesse antes e, por último, ela passava por ali para ir até o estacionamento onde deixava o carro. Nunca houve um erro naquele trajeto e ele podia agradecer. Tê-la em sua visão era quase uma benção para seus olhos.
Às vezes, ele se pegava pensando coisas impuras. Na verdade, aquilo rodava seus pensamentos mais do que ele desejava.
“Vai, cachorra”, falava em sua mente.
“Mais, , mais” , também a via em sua mente implorando por mais.
Ele desejava aquilo desde a primeira vez que tinha a visto. Apesar de não saber mais nada sobre ela, contando com nome, sobrenome, idade e endereço, ele não podia negar que toda vez que a via pela rua de seu café desejava que ela entrasse no estabelecimento e que finalmente pudesse saber tudo sobre ela. Não aguentava mais aquela resistência. E também não estava mais com cabeça para resistir.
Mas aquele tinha sido um grande dia de trabalho para ele. estava saturado. Fazer contas não era seu forte, então passar horas e horas olhando aquela planilha nos fundos do ’s Coffee era um martírio.
Temia não poder ir para o beco, seu esconderijo quase oficial, que tinha entre seu café e um terreno baldio e a assistir de lá. Andando elegante como sempre sobre seus saltos altos, batendo-os fortemente contra o chão, mostrando a mulher imponente que era. Ele queria tanto saber como ela era na cama. Pensava se era por causa da abstinência do sexo que tinha há anos, mas logo percebia que nunca quis tanto uma mulher como queria aquela e o antigo pensamento mudava de direção, indo pro norte, bagunçando nas nuvens escuras e só voltando quando ele percebia que podia estar se metendo numa fissura chamada vício.
E lá estava ele novamente. Cigarro entre os dentes, cigarro entre os dedos. Trocava o objeto de lugar furiosamente esperando por ela.
Saiu da penumbra e deu um passo a frente, não ligando se pudesse ser visto. Ele queria ser visto.
E então aconteceu. Lá estava ela. Os saltos, mais uma saia colada, as pernas volumosas, as quais sonhava em beijá-las, e finalmente o rosto dela. E que rosto. Os traços eram simples, mas, ao mesmo momento, mostrava o quanto ela se escondia. Ele amava um mistério.
Deu um passo atrás para que ela não o visse e depois de alguns segundos reparou que ela não tinha passado por ali. Será que ela virou para o outro lado?
Com uma sobrancelha erguida, deu o passo pra frente novamente e viu a porta do lugar ao lado se fechando. A porta do café. Ela havia entrado ou era impressão sua?
Recolheu a sua, agora, insignificância daquele lugar e espiou, rapidamente, pelo vidro, a vendo sorrir para seu gerente, Will, fazendo seu pedido. Era difícil ouvir qualquer coisa com o barulho do trânsito atrapalhando, então resolveu voltar para os fundos, escutar nem que fosse a última palavra que ela dizia.
Não demorou muito para entrar lá de novo e grudar seu ouvido na porta que dava ao ambiente público.
- Obrigada… - Escutou a voz da mulher. Voz de menina, na verdade. Não se encaixava com a fisionomia dela. Quem era ela?
Não queria perder aquilo. Não podia perder aquilo! Ela tinha entrado no seu café, ele tinha que ir lá!
Quase se esquecendo do seu cigarro, colocou a mão na maçaneta. Voltou e abriu a porta já em ruínas que dava para o beco. Jogou o cigarro ali e pisou na pontinha, o apagando por completo.
Voltou e finalmente teve a oportunidade de vê-la mais de perto.
Ele também não passou despercebido.
, o nome da mulher que ele tanto queria saber, viu a porta que dava pros fundos abrir nada sutilmente. Surgiu um homem com a barba por fazer, nem baixo nem alto e com um porte diferente. Seria ele o dono do lugar?
Analisou-o meticulosamente, tomando sua xícara de café expresso o mais calma possível. Ela podia ter sido tímida, podia ser calma e ser relaxada, mas sabia quando, só de olhar, um homem mexia com ela. E, querendo ou não, ele era um deles.
Tinha o impulso de sair dali e ir até a bancada preso em seus dedos. Ou por entre as pernas. Sorriu de lado pensando naquilo, medindo o quanto ainda tinha de café na xícara e por quanto tempo ainda ficaria por ali. Olhou em seu relógio de pulso que horas eram e percebeu que era tarde. Iam dar dez horas. Ela já devia estar em casa.
Bufou pensando no que a esperava e pensou em deixar o copo pela metade. Até sentir o olhar dele por cima dela. Ele também estava a enfrentando?
Algo a animou por dentro e aquele desejo proibido ressurgiu dentro dela. Aquele desejo estranho de ser a outra. De ser a amante ou de trair. Ela não sabia da onde surgia aquilo, mas ela adorava. E mais uma vez estava tentada a não fazer isso.
Olhou pela última vez para onde ele estava e sentiu seus olhares se cruzarem. Sentia que ele já a tinha visto por ali, que era alguém que ela tava esperando para conhecer. Seria possível?
Riu daquela besteira e ia se levantando quando ouviu passos vindos até sua mesa. Olhou na direção da pessoa em questão e viu aquele olhar de novo. Era um tanto quanto penetrante. Até quando conseguiria sustentá-lo?
- Percebo que é a primeira vez que vem aqui. - o homem começou, analisando seu corpo. Ela sentiu aquele formigamento, que há tanto tempo não sentia, passar pelo seu corpo.
Ele ia falar mais alguma coisa, mas preferiu cortá-lo.
- Percebeu? - um sorriso imperceptível apareceu em seus lábios. Só para ela, já que notou aqueles lábios se curvando deliciosamente.
- Claro, conheço todos os meus clientes. - falou juntando as mãos e esticando os braços, tentando ser sutil. - Lembro de todos também. Aliás, o que achou do café? - fez sinal com a cabeça apontando para a caneca.
- É delicioso. - ela falou com segundas intenções, atiçando a atenção do homem. Mais do que já estava presa. também o analisou como ele tinha feito com ela, e deu um passo a frente, tentada a passar o rosto contra aquela barba. Ela amava barba por fazer.
- Espero que volte, então.
Eles estavam próximos e estavam gratos por ter aquela tensão toda no ar, justamente por ser apenas a primeira vez que tinham se visto.
- Pode ter certeza. Eu vou voltar. - ela ia saindo quando ele percebeu que não sabia o nome dela. Tocou no antebraço dela, segurando-a, e a fez virar o rosto rapidamente. O cabelo foi jogado rapidamente e o sorriso grande que ela tinha no rosto ao sair, agora estava no campo de visão do homem. Aquele sorriso vitorioso que não era para ele ver.
- Ainda não sei seu nome. - o homem ergueu uma de suas sobrancelhas.
- . - ela falou com vontade de juntar seus corpos, mas apenas perguntou. - E o seu?
- . - ele sorriu antes de afrouxar a mão. Assim que o fez ela colocou um sorriso tentador no rosto e juntou o braço rente ao corpo. Não demorou muito e estava na porta, fechando-a e dando uma última olhada pela vitrine do lugar. O sorriso ainda estava lá e não sumiu até ela chegar em casa.

"All the commotion, the kiddie-like play
Has people talking...
Talking"

nem precisava falar que o tesão que tinha por aquela mulher, de nome , apenas aumentou. Seus poros estavam sensíveis demais e ele começava a achar que precisava de sexo o mais rápido que podia. Quando ele a veria de novo?
No dia seguinte, acordou mais animado, pensando se ela iria ao ’s novamente. Já não era questão apenas de sexo, mas sim de interesse. Era possível que estivesse tão curioso assim para saber quem era ela?
Como sempre, colocou a primeira roupa que viu e andou três quarteirões até o café. Ele tinha uns dias de descanso, já que às vezes seu irmão ia lá para cuidar do lugar - era de propriedade dos dois - e era justamente dia de Jared cuidar dos negócios.
Os ajudantes que tinham por lá eram exatamente apenas aquilo. Diferentemente dos outros lugares da cidade, os vendedores não ficavam responsáveis por contar tudo que tinham arrecadado por dia, nem do que tinham vendido, para reembolsar no fim do mês se o lugar tivesse prejuízo. Aquilo era totalmente função dos irmãos donos do lugar.
Antes que qualquer pessoa chegasse, ele adentrou o lugar, já o abrindo e percebendo que nem sete horas eram ainda. Foi até a bancada e passou pela portinhola da mesma. Ligou uma máquina de café e tomou apenas uma mini xícara de café forte. Era o necessário, pelo menos pela manhã.
Ficou mais um pouco por ali observando a rua clarear e assim que percebeu que o movimento começava se recolheu para a sala de fundos. Passados quinze minutos, Catarine chegou. Era jovem, magra e possuía algumas curvas. Mas não o suficiente para atiçar seu lado feroz. Ao contrário de .
- O que faz aqui, ? - ela juntou as sobrancelhas. - Hoje não é dia do Jared?
O homem rolou os olhos com aquela intromissão da parte dela e foi grosso.
- Desde quando isso é da sua conta? - levantou uma sobrancelha. - Pode deixar que com o meu irmão eu me viro.
- Tanto faz. - murmurou apenas para ela mesma. - Só queria saber se posso abrir o café.
Ele assentiu com a cabeça e passou os olhos por ela. Tinha sido rude e até se importava um pouco. Apenas não se preocupou a ponto de se desculpar.
Assim que ela saiu dali, seu irmão apareceu também. Não viu o sorriso cúmplice que os dois trocaram, mas já sabia que a surpresa dela não era por ter o visto ali, mas sim por não poder trocar carícias naquele dia. Empatou a foda, mas não se importava. Também queria ter a dele e estava precisando mais que o irmão.
Jared entrou e viu o irmão. Eles se davam muito bem, mas quando o assunto era negócios… Raramente se entendiam. Naquele dia não seria diferente.
- Vejo que vou trabalhar em dupla hoje. - Jared sorriu pro irmão e foi até ele, que levantou e trocou um sorriso com ele. Precisavam de uma trégua antes do estresse que viria. Assim, se abraçaram batendo forte em suas costas. A ironia começava.
- E aí? Contente em me ver? - falou vendo o irmão puxando a cadeira a frente da mesa para do lado da sua. A bendita competição começaria.
- Bastante. - falou não sendo muito sincero.
- Empatei, né? - riu tirando sarro do irmão.
- Óbvio, né, ? - Jared rolou os olhos. - Não viu a cara dela?
- Foi mal. - falou ainda rindo e imitando a pouca sinceridade do irmão. Ainda pensava em . Era a vez dele ter sua noite de sexo.
- Tudo bem… - o irmão fingiu que entendeu.
O clima não ficou muito legal então Jared decidiu se recolher.
- Vou lá ver Catarine antes que comece o movimento de verdade. Até mais. - se levantou e nem ligou para resposta do irmão.
- Assim seja. - falou assim que o outro fechou a porta e jogou a cabeça pra trás. Passou a mão pelo cabelo notando o quanto já estava grande e que precisava cortar. O pensamento foi paras nuvens assim que lembrou que algumas mulheres gostavam disso. E podia imaginar que era uma delas, já que ela parecia ter gostado de sua barba por fazer. Naquele dia estava um pouco maior já que ainda não tinha se barbeado. Riu com aqueles pensamentos, logo imaginando tudo que queria fazer com ela naquela noite. Ele não aguentava mais. Daquela noite não passava.

"You...
Your sex is on fire!"

Escurecia no beco e por lá estava. Andou até a quina onde o beco e a sua loja se encontravam e se encostou ali. Engolia em silêncio quando via mulheres passando e não se sentia atraído. Tinha alguma coisa em que o tirava de órbita e queria o corpo dela junto ao dele. A boca dela falando besteiras e fazendo besteiras.
Mesmo não precisando ficar ali para vê-la escondido, aquele lugar já havia se tornado dele. Era aquele típico lugar que já pertencia a ele. Muitas pessoas tinham seu refúgio como um parque, um jardim, ou até mesmo seus próprios quartos. No seu caso, era um beco.
- Boa noite, madame. - falou assim que viu passando do seu lado direito pro esquerdo, o contrário do caminho que ela costumava fazer. Estava ficando intrigado com tanta coisa fora do costume acontecendo.
- Boa noite, . - ela falou depois de alguns segundos de olhares intercalados sobre o corpo um do outro. O jeito que ela havia falado o nome dele… Ele podia escutar exatamente como no seu sonho da última noite.
- Vai um café? - o homem jogou o olhar pro seu lado esquerdo indicando seu estabelecimento e levantou uma sobrancelha.
- Porque não? - repuxou os lábios num sorriso sádico e seus lábios pareceram mais carnudos, dando aquela vontade enorme de tomá-los contra os seus. Ele tentava se controlar, mas ela não facilitava nada.
- Vem cá. - ele falou erguendo a mão direita, vendo o olhar dela sobre a mesma. - Vamos entrar pelos fundos.
Também riu convidativo quando o sorriso dela apareceu e as mãos se tocaram. Era óbvio que para aquilo não era certo e apenas a estimulava mais. E para era apenas mais uma tentação. Mais uma forma de tentar resistir que ele não queria seguir.
Foram andando até a porta com as cabeças erguidas e querendo que as mãos escorregassem uma pro corpo do outro. colocou a mão livre na maçaneta e, de relance, viu o sorriso se expandir cada vez mais no rosto da mulher. Ele a queria. Porque não fazer tudo ali e agora mesmo?
- Desisti de entrar. - falou se colocando contra a porta e a mão do homem ficou pousada onde já estava.
- Oi? - ele falou dando um passo a frente e ficando bem próximo dela. Aproveitou para colocar sua mão na cintura da mulher, dando o primeiro de muitos passos.
- Acho que podemos ter um momentinho aqui fora. - ela esquivou o rosto um pouco pro lado passando os olhos pelo pescoço dele e procurando suas pintas. Não eram tantas, mas queria beijar cada uma. Queria tirar a blusa dele ali e logo depois as calças enquanto ele tiraria seu vestido e fariam o que tanto queriam. Ela sabia o poder que tinha.
Não foi preciso muito mais para que ela fizesse acontecer também. Mantendo seus olhares conectados, chegou bem perto do rosto dele e só os fechou de leve quando sentiu o roçar dos lábios, que não durou muito tempo, tamanha sede que tinha daquele beijo. Assim que teve a oportunidade, abriu seus lábios ferozmente e apertou mais a cintura dela com as mãos. O beijo não era nada calmo, muito pelo contrário. Precisavam respirar fundo para não parti-lo ao meio. Queriam cada vez mais. E cada vez mais intenso.
A lua começava a aparecer e o beco ficava mais escuro enquanto as mãos de tocavam na coxa dela que estava arqueada envolta do seu corpo. Só uma delas, já que a outra perna de tremia enquanto tentava se manter em pé. Eles não tinham avançado o sinal, ainda. Ela arquitetou um plano no momento em que foi para rua mais cedo e tinha certeza que daria certo.
Atiçou todos os poros de naquela troca de beijos e de mãos acaloradas, pra parar e dar a cartada final.
- Chega, . - falou com os olhos fechados depois de uns bons dez minutos daquilo, quando ele passava a mão nada sutilmente pela sua bunda, apertando devagar e fazendo ela pedir por mais pelo menos em sua mente.
- Acho que não terminamos nosso momentinho. - ele falou na base da orelha dela dando de leve uma mordida enquanto ainda acariciava o lugar anterior. Ela estava precisando daquilo, precisava de tudo que ele prometera com os olhares e com os toques, mas conseguiria ser forte. Só por mais alguns minutinhos, pensava.
- Não… Eu preciso ir. - ela falou retomando o fôlego de vez e ajeitou o vestido, que tinha subido demais, antes de sair.
Ele não era idiota. Queria saber aonde ela iria com tanta pressa. Primeiro aquela mudança toda de rotina pra depois deixá-lo na mão? Literalmente? Não, ela não faria isso.
foi andando com um sorriso sacana no rosto e sentindo a presença dele atrás dela. Já estava a seguindo. O sorriso aumentou assim que imaginou o que ela tanto desejava. Mais uma de suas vontades seria feita e com um homem delicioso o qual ela queria provar tudo dele. Quase dava saltos de animação, mas se contentou a ir andando rápido até a garagem escura daquela rua, onde ela sempre guardava seu carro. Era agora.

“Dark of the alley, the breaking of day
The head while I’m driving…
I’m driving”

Ele estava entre dois carros mais distantes quando a viu encostada num carro vermelho, analisando as unhas. Ela às vezes olhava em volta procurando alguém e ele não entendia. Ela o procurava ou outro?
Foi quando a viu dobrando a perna contra o carro e pousando o salto alto no mesmo, também levantando um pouco o vestido e mostrando quase a perna toda que ele entendeu. Era um sinal para alguém ir logo. Agir logo.
Esperou cinco segundos e não viu nem ouviu ninguém. Apenas o barulho dos carros na rua e sua vontade de arrebentar aquele vestido voltando.
Andou até lá, dando a a visão dele chegando e ela abriu aquele sorriso maravilhoso. A boca dela pedindo por mais beijos e a mão pousada na perna dobrada e nua.
- Bem espertinho, . - ela falou do jeito que ele gostava quando ele já tinha chegado próximo demais. Aquela caminhada foi boa para aumentar ainda mais o seu desejo, e ela queria demais sentir o que ele podia lhe dar.
- Então é aqui que você quer realizar seus maiores sonhos, ? Seus sonhos eróticos? - ele quase juntou seus lábios de novo e gostou quando voltou o rosto pra trás e a viu atordoada. É, ela queria aquilo tanto quanto ele. Respirou fundo e respondeu.
- Eu queria isso… Mas agora eu quero muito mais. - Falou com os olhos brilhando e, tirando a mão da perna, pousando no rosto dele e passando de leve pela barba. Pinicava do jeito que ela gostava. Imaginava aquela sensação que gostava tanto não só na sua mão como no corpo todo. Sem mais delongas, beijou com vontade os lábios dele. Sua perna, antes inclinada em direção ao carro, passava pela cintura do homem.
As mãos de percorriam a perna dela e quando chegava à beira do vestido, passava para dentro da coxa. Usando as pontas dos dedos, dedilhou um pouco por ali, deixando a mulher arfando contra seus lábios. Sorria quando abria os olhos para olhá-la e mal podia se conter. Parou com o carinho por ali e juntou mais seus corpos, mostrando como ele estava excitado com tudo aquilo.
A mulher, ao sentir o que ele guardava dentro do jeans, sorriu e passou a língua sobre os lábios dele, parando o beijo e abrindo os olhos. Ele pressionou mais e ela gemeu baixinho, quase como pedindo para que eles terminassem logo com aquilo, esquecendo seus planos de fazê-lo delirar.
Antes que começasse a esquentar ainda mais o clima, ela pegou rapidamente a chave do carro que ficava sempre no mesmo compartimento dentro de sua bolsa e, demorou um pouco, mas abriu a porta do carro as cegas. distribuía beijos em seu pescoço e ombro, abaixando a alça do vestido, quando ela abriu a porta do carro. Mordeu os lábios do homem fazendo suas bocas se afastarem e sentou-se de lado no banco.
- Vem aqui, vem. - falou abrindo as pernas rapidamente mostrando a calcinha preta rendada que usava. Ele respirou fundo e foi até ela, furiosamente, dando mais um beijo de tirar o fôlego. Percorreu as mãos pelas laterais do corpo dela chegando logo à calcinha e começou a brincar com o tecido. Ele queria era deixá-la tonta de prazer. E iria judiar até conseguir o que os dois queriam.
Ela se esquivou pra trás chegando ao banco do carona e o deixou entrar melhor no ambiente apertado demais. Debruçado sobre ela, ele não perdeu tempo. Segurou nas duas alças do vestido e desceu a parte de cima, vendo o sutiã também preto e rendado que fazia par com a calcinha. Os seios dela eram de um tamanho razoável, mas ele nunca teve problema com aquilo. Visto que o fecho era na frente, ele sorriu olhando-a nos olhos, vendo um sorriso dela assentindo para ele fazer o que queria. Abriu num só clique e viu o par de seios na sua frente, passando pela sua memória todos seus sonhos que tinham eles no meio.
Começou beijando a base do pescoço dela e foi descendo, até chegar ao meio dos dois. Antes, levou a mão esquerda para um deles e começou a beijar o outro, indo logo para o bico, beijando e passando a língua. Ela começava a se contorcer debaixo dele e isso o animou ainda mais. Encaixou as pernas entre as dela e roçou seu membro por cima do tecido fino da calcinha de . Ela gemeu pela primeira vez um pouco mais alto e ele sorriu contra a pele dela. Aproveitou e mordeu a pele rosada, passando a língua e sugando um pouco, querendo deixá-la louca.
- … - ela falou seu nome enquanto tinha os olhos fechados. O corpo dela reagia pedindo por mais. Todavia, ela abriu os olhos, sedenta por ele. Sorriu como quem dizia ‘minha vez’ e se pôs sentada contra o vidro da janela.
O homem fechou a porta ainda aberta e sentou direito como quem iria dirigir. Só fazia pose. Logo tirou a blusa e abriu o botão de sua calça. Ela o observava enquanto apertava os próprios seios. Os olhos de , avistando aquilo, brilharam de excitação e ele logo estava só de cueca. Decidida, mudou de posição e postou-se de quatro, dando leves reboladas antes de ficar assim. Eles sorriam, cúmplices, e adoravam aquela situação.
Tirou o cabelo que cobria seu rosto e deixou do lado direito, enrolando-os com o dedo. Seu tronco estava completamente abaixado enquanto sua coxa e bunda apareciam completamente para quem quisesse ver do lado de fora. Ainda era cedo e ninguém apareceria por ali, mas, ainda assim, aquilo a excitava. O vestido virou uma facha apenas envolta de sua barriga enquanto seus seios também estavam livres.
Molhou a boca com a língua e colocou-se a beijar a quase definida barriga de . A mão estava sob a cueca dele e passava de leve contra o membro rígido do homem. Ele fechava os olhos enquanto sentia aquela sensação maravilhosa. Os lábios dela faziam um caminho até a barra do único tecido que cobria seu corpo e ele sabia o que estava por vir.
Antes de tirar o que sobrou, beijou todo milímetro da cueca verde escura, dando certa ênfase na cabeça do membro, onde passou bastante a língua, tirando depois tudo de uma vez. Olhou extasiada pro pênis rígido a sua frente, observando como estava duro e como ela queria aquilo tudo dentro dela. Espantou o pensamento assim que se colocou a beijar a base do membro, bem perto do saco, aproveitando pra passar a mão bem devagarzinho enquanto não ia mais pra cima. Resolveu fazer um pouco mais rápido e foi logo para a cabecinha, dando beijos de língua mesmo e vendo movimentando o quadril, pedindo por mais. Sorriu contra a pele e deu um último beijo, antes de envolver todo o pênis com sua boca e língua. O homem a ajudava movimentando as pernas e o quadril contra a boca dela, tentando retirar todo prazer possível daquela brincadeira. Depois de dar muitos beijos estalados por ali, ela o olhou mordendo os lábios e ele não tinha dúvida. Estava no seu limite, precisava mais que tudo do seu corpo contra o dela.
Pegou a camisinha que estava quase saindo do bolso de sua calça jogada no carro e abriu rapidamente, colocando-a e vendo sorrir enquanto via aquilo. Ela começou a ficar quente de novo quando ele pegou em sua cintura fortemente e a fez passar uma perna pro outro lado do corpo dele. Já podiam começar, mas ele preferiu esquentá-la mais um pouquinho. Com a ponta de seu pênis, esfregou na calcinha rendada dela, a fazendo fechar os olhos e aproveitar o momento. Ela sorriu enquanto mordia os lábios e os abriu em desejo quando sentiu afastando a renda com os dedos e abrindo de leve sua entrada.
desceu mais um pouco o quadril e ele roçou de leve o mesmo local, agora, contra seu clitóris, fazendo uma onda de calor espalhar pelo seu corpo. Ela rebolou devagar e ele segurou sua bunda, apertando devagar enquanto ela descia o corpo de encontro com o membro gostoso dele. Assim que ele estava inteiro dentro dela, ela abriu os olhos e sorriu pra o homem, colocando a cabeça mais pra frente e mordendo o pescoço de . Começou a rebolar cada vez mais rápido, ainda sem se movimentar do jeito que ele queria, e ele, avistando o pescoço dela livre, tirou os cabelos da frente e sugou a pele dela sem pudor. Ela rebolava muito gostoso, mas ele queria e precisava dela subindo e descendo.
Assim que sentiu os beijos e sucções no seu pescoço e logo na orelha também, seu corpo começou a agir por si só. Subia e descia ensandecidamente no colo dele, arfava e ouvia-o gemendo na base de seu ouvido. Ela ficava louca e estava levando ele a loucura.
Continuou dando prazer a ele, até a mão dele cansar de apertar sua bunda e ir pra parte da frente, apertando seu peito. Ele beliscava deliciosamente seu mamilo e ela gritava de prazer. Do jeito que ele queria.
Assim que ela chegou ao prazer, tendo um ótimo orgasmo, seu corpo todo tremeu, da cabeça aos pés, mas continuou dando prazer a ele. Rebolou mais umas três vezes e subiu e desceu mais um pouco até ouvir ele rugir e morder seu lóbulo da orelha pela última vez, deixando os braços cair, indicando o cansaço.
- Gostou? - ela falou ainda sem sair da posição, ainda com ele dentro dela.
- Ainda melhor do que eu sonhava. - ele respirava fundo recuperando o fôlego e beijando o ombro dela nu.
- Quer dizer que você sonhava com isso? - ela tirou o rosto do vão onde estava e o olhou dentro dos olhos, passando as mãos pelo cabelo desarrumado dele, perto da nuca, sentindo-a molhada de suor, assim como ela estava.
- Mais vezes do que você imagina. - sorriu e beijou de leve os lábios dela. Ela sorriu com o feito, mas logo notou que estava gostando demais daquilo.
Tinha de admitir: sim, ela gostava da sensação de trair o marido e até se sentia arrependida logo depois de fazer sexo com qualquer um. Mas ela não sentia nada depois de ter feito sexo com . Ela se sentia entregue ao momento como se não tivesse que voltar pra casa dali a pouco.
Foi com esses pensamentos na cabeça que ela saiu de cima dele. Ajeitou sua calcinha, desceu o vestido e passou o braço pelas mangas. Seu sorriso mudava de motivo a todo segundo. Lembrou de cada toque de , tudo que ele a fez sentir e tinha certeza que seria difícil esquecer aquilo. Será que dava pra fingir que ele era apenas só mais um?
- Tudo bem com você, ? - ele resmungou a olhando de rabo de olho. Também tinha colocado sua cueca e se preparava pra colocar a calça, um pouco desengonçado, mas não parecia apressado como ela.
- T-tudo. - ela falou passando o olhar por qualquer lugar menos pelos olhos dele.
- Ta bom, então. - ergueu as sobrancelhas enquanto pegava a blusa e colocava também. Assim que terminou de se ajeitar, olhou pro rosto dela. Como ela conseguia ser tão linda, parecer ter o jeito de uma menina e ser tão boa no sexo? E porque ele ainda queria mais quando ela parecia ter ficado satisfeita só com aquilo? Preferiu deixar os pensamentos seguir o caminho do norte e encontrar as nuvens também, e logo tratou de olhar pra porta pensando em sair dali logo.
- Preciso ir. - ela falou um pouco receosa e ousou olhar na direção dele.
- Também preciso. - assentiu colocando a mão na maçaneta e saiu enfiando o tênis nos pés, deixando para amarrar quando já não estivesse ali.

"Soft lips are open, knuckles are pale
Feels like you're dying...
You're dying"

bateu a porta e contorceu seus lábios. Estava tudo aceso o que significava que estava em casa. Fechou os olhos respirando fundo antes de se virar e dar de cara com seu marido. Entretanto, logo que se virou, notou que ninguém estava ali. Jurava ter visto o vulto dele, mas achou que tinha visto coisa.
Suspirou e deixou a bolsa em cima do sofá, tornando a procurá-lo.
- Lando? - ela bateu na porta do banheiro com os nós de sua mão. Espalmou-as na porta, abrindo para ver ele estava ali e não encontrou ninguém. Fez isso com a cozinha e com o escritório também antes de ir até o quarto deles dois.
Deve estar dormindo, pensou antes de abrir a porta, sorrindo tranquila com aquela ideia.
Assim que abriu o viu apenas de cueca, apoiando a cabeça nas mãos e com uma perna dobrada na outra.
- Oi, amor. - ele se movimentou e se sentou batendo nas suas coxas nuas. - Vem cá.
sorriu confusa e sentou onde o marido pediu. Ele passou a mão pela cintura dela e ela sentiu um leve formigamento. Nada comparado com o que havia sentido no começo daquela tarde. Afugentou o pensamento e selou seus lábios rapidamente, passando a mão pelo rosto do homem notando que a barba estava por fazer.
- Não fez a barba hoje pra trabalhar? - ela perguntou sorrindo e lembrando de outra pessoa.
- Não… - o homem sorriu, cúmplice. - Sei que você gosta quando deixo a barba por fazer, aí resolvi deixar pra fazer amanhã. - ele passou a mão pela coxa da mulher, levantando o vestido dela e ela fechou os olhos ao lembrar do toque de . notou e achou que aquele efeito nela era devido aos seus toques. Sorriu de lado.
arfou quando voltou a encarar os olhos do marido e quase pôde acreditar, por alguns segundos, que eram os olhos de que a encaravam. Engoliu em seco com o susto ao perceber que estava perturbada por todos os acontecimentos do início da noite e saiu de onde estava sentada, tirando os sapatos perto da porta e falando enquanto isso.
- Vou tomar um banho, ok? - o olhou enquanto prendia os cabelos num coque mal feito. - Você podia ir fazendo um macarrão pro jantar. - fez seu olhar pidão e assentiu, levantando rapidamente e indo até a porta, a poucos metros dela.
Virada de costas para ele, em frente à porta do banheiro, já que o quarto era uma suíte, foi tomada pelos braços de num abraço e sentiu a boca dele em seu pescoço. Fechou os olhos sentindo-se segura ali. Como se nada tivesse acontecido e ela pudesse sempre se refugiar nos braços do marido. Sempre que quisesse. Porque ele sempre estaria ali.

“You…
Your sex is on fire
Consumed with what’s to transpire”

Definitivamente, não sabia como olharia para de novo. E se perguntava para que tanto receio se foi apenas mais uma aventura. Sabia que o homem mexeu com ela. Sim, ela sabia. Mas ela nunca colocou nenhum homem na frente de seu marido. , ainda assim, tinha noção do que seria acabar um casamento e, até onde se conhecia, aquela não era uma opção. Porém, lá estava ela. Andando calmamente até o ’s coffee.
Resolvera sair um pouco mais cedo do seu almoço e preencher seu horário de descanso com um café. Ou só olhando pro homem que a tirou de órbita no dia passado.
Abriu a porta de vidro olhando pro chão, atenta a nada mais que seus passos, e olhou pra frente, passando o olhar por todo ambiente. Um casal de velhinhos, duas amigas jovens e um rapaz mexendo em seu notebook. Parecia tranquilo.
Sentou-se na bancada, não se incomodando em procurar um bom lugar para espiar , e observou o mesmo atendente do outro dia. Sorriu se referindo a ele e falou.
- Boa tarde. Um capuccino, por favor.
- Pra já. - ele sorriu para mulher e contabilizou o pedido. Recebeu o dinheiro, deu a notinha e preparou rapidamente o café dela. Nada de . - Aqui está. - colocou um pratinho embaixo da mini xícara e sorriu para a mulher, já voltando ao caixa.
Ela tomava o líquido calmamente, trocando o olhar da porta dos fundos para o rapaz do caixa e as máquinas ali dispostas. Começava a ficar impaciente. Até ele aparecer.

“Hot as a fever, rattling bones
I can just taste it...
Taste it”

não podia negar. Passou a noite inteira tendo sonhos eróticos com . Ela não tinha contribuído nada para sua sanidade.
Tinha ido trabalhar meio avoado, mas agradeceu mentalmente por não ter que suportar seu irmão naquele dia também. Menos um estresse. O principal já rondava sua mente e tinha nome. Só não sabia ainda o sobrenome.
Foi uma surpresa vê-la por ali novamente. Passou os olhos pela boca rosada dela enquanto ela bebericava o líquido da pequena xícara e ainda o provocava quando passava a língua por todo o lábio procurando vestígios do gosto. Só não sabia se era o da xícara ou o qual ela tinha provado no dia passado.
Não podia falar com na frente de seus clientes, muito menos de Will. Então fez um sinal com a cabeça que ela entendeu muito bem. Deixou a xícara em cima do pires, já toda vazia, e sorriu para o caixa, que a saudou com um ‘obrigado pela preferência’.
passou pelas portas do fundo tentando manter a calma, mas abriu a que dava para o beco totalmente eufórico. Precisava daquela boca no seu pau de novo.
- Você está me tirando do sério. - não conseguiu esconder o que estava sentindo e quando foi perceber já estava medindo o corpo daquele homem maravilhoso com as sobrancelhas arqueadas. Ela ainda o queria. E como queria.
- Fica calada… - ele deu dois passos na direção da mulher, ficando a poucos centímetros da boca dela, do toque dela, de tudo que ela podia lhe dar - e me beija.
Não demorou nem dois segundos para eles estarem se engolindo num beijo quente e que jurava fazer coisas melhores do que a tarde anterior. No carro foi maravilhoso, mas naquele beco seria ainda melhor.
Ainda tinha a luz do dia, mas eles foram para trás de uma pilastra que tinha mais para o fundo do lugar e recomeçaram a se beijar. já estava excitado, sentia seu membro pulsando. Mas queria fazer ela sair de si. Queria vê-la louca.
Naquele dia, ela usava uma calça justa social preta a qual se ajustava em todas as curvas de seu corpo. sabia que não iria resistir a ter os toques dele novamente, dessa vez dentre alguns pedaços de panos a mais.
Sugou o lábio inferior dele, com um sorrisinho de lado, mordendo levemente antes de tirar os olhos dali e mirar os olhos dele. Estavam fechados, apreciando aquela sensação da mão dela descendo sua blusa social e parando em cima da ereção. Soltou um ‘uh’ inesperado que fez morder seus próprios lábios e logo tornou a se movimentar.
As mãos, antes indecisas em ficar brincando com a alça da blusinha solta que ela usava e sua cintura, resolveu descer também, parando no fecho da calça dela. Abriu calmamente, sorrindo, com a cabeça de lado passando a ponta da língua pela extensão do pescoço dela. Ela era tão gostosa, mas… Qual seria seu gosto?
As mãos de decidiram ficar pousadas na barra da calça jeans de . Queria apenas sentir tudo que ele podia dar a ela. Queria aproveitar aquele momento como se fosse único. Como se nunca fosse encontrar um homem como em qualquer esquina.
parou de recear o momento com os beijos molhados no pescoço dela e ajeitou o olhar bem rente ao dela, quando abriu o botão da calça e encaixou a mão dele na vulva dela. Ele sabia que seria bem impossível ela já estar implorando pelo sexo, isso é, toda molhada, por isso não se surpreendeu ao perceber que estava longe daquilo. Até sorriu de lado ao perceber que teria de fazer muito mais para vê-la bem do jeito que ele queria.
Passou um dedo pela entrada dela, ainda por cima do pano que a cobria e sentiu a mão da mulher subir, passando pelos seus ombros e apoiando fortemente ali. Como ela o queria.
Ele rodeou o dedo médio ali dado um risinho leve na orelha dela, que arqueou as costas. Na mente da mulher só tinha uma frase. Me fode.
começou a abrir uma fresta do pano por um dos lados dando a liberdade de adentrar finalmente seu dedo ali. Foi só chegar à entrada que sentiu como a situação já tinha mudado. Pena que não era nem o começo.
Enfiou o dedo médio e sentiu as unhas de tentar infiltrar sua pele. Ele não podia negar que aquilo estava excitando ainda mais a ele.
Movimentou o dedo levemente pra fora e dentro de novo. Fora. Dentro. Queria seu pênis ali bem apertado como no dia anterior. Queria urrar. Mas queria a fazer berrar primeiro.
Moveu o polegar um pouco mais pra cima procurando a chave do seu problema. Não foi tão difícil de achar o clitóris da mulher, e logo que achou, prensou o dedo contra ele.
, que antes arqueava as costas, abriu a boca para respirar melhor. Sua bunda roçava contra o concreto quando na verdade queria estar fazendo aquilo contra outro lugar. Os dedos de eram ágeis e a corrente elétrica passava pelo seu corpo rapidamente uma, duas, três vezes. O calor subia cada vez mais. Ela não iria aguentar.
Quando pensou que aquilo era o máximo que ele podia lhe dar, colocou mais um dedo dentro de sua vagina e sentiu ele escorregando por suas mãos. Ele iria fazer o que ela estava pensando? Oh, não. Ela teria orgasmos múltiplos daquela maneira.
se concentrou no movimento de vai e vem antes de fazer o que queria. Descolou o corpo de da pilastra e desceu uma parte de sua calça, deixando-a na metade da coxa. Afastou ainda mais a calcinha, tendo uma bela visão do conjunto o qual ele tocava e molhou os lábios. Ele tinha que sentir seu gosto. E ele não iria contra sua maior vontade.
Passou a pontinha da língua contra o clitóris da mulher e escutou ela murmurar alguma coisa que devia ser um grito. Seus dedos continuavam e ele queria entrar no ritmo deles.
Envolveu a língua na pele rosada da mulher e começou a sugar levemente. Por Deus, como ela era gostosa. Cada vez mais gostosa.
Rolou os olhos em aprovação e tirou um dedo, deixando-a frustrada. Ela procurou pelo cabelo dele, de olhos fechados, e logo que achou segurou com firmeza. Andou mais um pouco com as mãos e logo achou a mão dele que tinha um dedo dentro dela. Ela cutucou um dos dedos, pedindo brevemente.
- Por favor… Continue.
Moveu o quadril contra a boca do homem e ele resolveu abrir os olhos pra apreciar aquela cena. Desceu os lábios para os grandes lábios dela e começou a rodeá-los antes de enfiar a língua ali também. Ela devia estar alguns minutos de gozar, pois a face de estava contorcida em máximo prazer. Ela mordia os lábios tão fortemente e suas pernas tremiam tanto que o pênis de não tinha descanso. Sentia-o latejar. Queria foder ela de frente, de costas, de quatro, de todas as maneiras possíveis.
O gosto era tão bom… Ele não queria sair dali. Mas achou necessário quando percebeu que ela chegava ao seu ponto máximo. Tirou a camisinha que guardava no bolso de trás, abriu o fecho de sua calça e viu ela o ajudando ao tirar o membro dele de dentro da cueca branca. Tão majestoso, olhava-o com desejo.
Não demorou para ter ajeitado a camisinha no lugar certo. rapidamente encaixou a cabecinha na entrada dela e segurou-a pela cintura. Colocou o corpo da mulher mais pra cima e teve o prazer de dar a primeira estocada.
Ele arfou fortemente e ela gritou ao pé do seu ouvido. Era o que ele precisava.
Abraçou-a pela cintura e não parou. As estocadas ficavam cada vez mais fortes, ele se movimentava cada vez mais e o corpo dela praticamente quicava sobre seu pênis. Algumas vezes ela ousava abrir os olhos e aproveitava para abrir mais as pernas só pra ver melhor aquela cena. Só para ver ele comendo ela bem do jeito que ela queria.
Não foi rápido, demorou, mas eles logo estavam em seu ápice. Dessa vez ele gozou primeiro, não deixando de estocar. Segurou-a com apenas um braço e desceu um dedo ao clitóris dela. Como ela estava de olhos abertos, resolveu fazer ainda melhor. Levou o dedo rapidamente aos lábios, lambeu e pressionou rapidamente contra a protuberância. Ela arqueou as costas e deu mais um grito em aprovação. Agora sim. Foram segundos deliciosos aproveitando aquela sensação. E ela não queria sair dali.

“If it's not forever, if it's just tonight
Oh it's still the greatest…
The greatest”

Eles já estavam de roupa. O que não queria dizer que o fogo tinha se acabado.
Trocavam beijos demorados que beiravam certo carinho. Eles não entendiam aquela conexão. Só precisavam estar ali. Dando e recebendo. Aquela troca parecia não ter fim.
- Que droga está acontecendo, ? - falou de olhos fechados enquanto estava abraçada ao homem, o rosto na curva do pescoço dele. O cheiro era tão bom.
- Não sou a melhor pessoa para te explicar isso. - ele riu deixando um beijo no ombro dela. Sua barba espetava e a mulher riu. Tirou o rosto dali e o avistou, trocando olhares intensos, que diziam mais que palavras.
- Sabia que eu amo barbas? - levantou uma sobrancelha.
- Porque não estou surpreso? - ele sorriu antes de dar mais um beijo na mulher.
Passava das três horas. O chefe de iria matá-la. Assim que a mulher lembrou arregalou os olhos e se assustou.
- O que houve? - perguntou.
- Meu trabalho! - levou a mão a cabeça. - Eu esqueci! - sua voz falhou e riu. A cada minuto que passava, com os detalhes que via nela, com as mínimas coisas que ela fazia, ele gostava cada vez mais dela. Sem saber ainda um pingo de sua história.
Aquilo era possível?
- Vai lá. - falou soltando as mãos dela e a mulher deu um último sorriso, antes de dar um selinho e sair rapidamente dali.
A luz no fim do beco cegou o homem e ele já não sabia distinguir o que era o sol e o que era . E talvez ele nunca descobrisse quem ela realmente era.

"You...
Your sex is on fire
Consumed with what's to transpire"

- You’re too sexy, beautiful…
escutava ele sussurrando ao seu ouvido, enrolada na coberta branca dele. A que ponto havia chegado? Estava no apartamento de . Na cama dele. Tinha transado com ele ali. Era uma coisa que ela nunca imaginaria.
- And everybody wants a taste - ele mordeu seu lóbulo a provocando.
- Pelo amor de Deus, . - ela suspirou, não deixando de soltar um risinho. Estava totalmente entregue a ele. Queria que aquele momento não acabasse. - Jura que você gosta de Nick Jonas? - riu abertamente tirando uma gargalhada dele também.
- Toca em todas as rádios. - tirou alguns fios de cabelo que cobriam o rosto da mulher. Como ela conseguia ser tão linda? - E combina com você.
Deixaram o olhar um sobre o outro por alguns segundos e grudaram seus lábios. Aquele gosto pós-sexo. O suor ainda entre os fios de cabelo de passava pelos dedos de os quais estavam presos na nuca dele. Pressionava fortemente os dois rostos, tentava fundir um ao outro. A mão dele passava pela barriga descoberta dela.
A sensação, para , é que ela estava completa. Que não tinha como ninguém substituir o que dava a ela. Nem mesmo .
Ao pensar naquilo, mordeu sem querer os lábios do homem, tirando um urro de dor da boca dele. Tirou a mão da barriga dela e correu para a própria boca. Não demorou nem três segundos para latejar de dor. Uma dor boa.
- Que ferocidade, hein. - fez rir esquecendo-se do último pensamento.
Já não se importava quem ela era, o que fazia, qual era seu sobrenome… A atração era puramente carnal. Pelo menos ele achava.
A cada novo encontro eles descobriam alguma coisa nova um no outro. Mas era tão natural que eles nem se preocupavam quando aquele eterno descobrimento ia acabar.
Abraçaram-se e depois de cinco minutos adormeceram.
Mais uma noite fora de casa. estava se importando cada vez menos.

“And you…
Your sex is on fire
Consumed with what’s to transpire”

Envolver-se. Era aquilo que ela queria?
indagava enquanto fazia o caminho até o estacionamento. Passava a mão direita por cima de sua calça jeans justa, nervosa, e algo dizia a ela que sim. Que era hora. Que ela precisava de prazer, de alguém pra lhe dar algo além de uma rotina e sexo sempre da mesma forma. Exatamente. O que fazia. E que fazia mil vezes melhor.
Por outro lado ela queria manter aquilo. Queria continuar no erro. Queria ter de um lado para dar seu carinho de sempre e do outro para realmente dar o que ela quer. Mas ela não poderia juntar os dois em um só?
Balançou a cabeça ao perceber que já estava no estacionamento e foi até seu carro.
Droga. Seu chefe estava a ponto de demiti-la. Não podia deixar aquilo acontecer. Depois do dia que tinha perdido a noção da hora com naquele beco onde eles fizeram sexo pela segunda vez, os atrasos ficaram frequentes. O sexo ficou frequente. Preferiu focar no problema do trabalho a chegar em casa pensando na dupla de homens que mais lhe dava dor de cabeça. Quem diria, não é? Soltou um risinho ao perceber que já estava pensando naquilo de novo e guiou o carro para casa.
Três semanas. Três semanas que estava traindo seu marido com .
Aquela informação foi de encontro a sua mente quando viu algo que nunca esperava ver. estava falando com um homem em frente ao prédio onde moravam. Tinha a impressão que o conhecia. Era só impressão, certo?
Estacionou o carro vermelho numa das vagas que tinham ali em frente ao seu prédio e respirou fundo. Virou o retrovisor para ver seu reflexo e percebeu que tinha uma linha fina de suor sobre seus lábios. Passou a mão levemente pelo local, aproveitando para ajeitar o batom e jogar o cabelo de lado. Era bobeira. Para que tanto nervosismo?
Pegou a bolsa que estava no banco do passageiro e saiu do carro, naquela pose que sempre tinha. Quem a via achava que era uma mulher de negócios, decidida, cheia de cheques na bolsa e com poucas confusões na mente. Mas só foi dar alguns passos para que ela virasse um poço de confusão.
Era óbvio que não era . Porque pensara naquela hipótese? Devia estar ficando louca. Naquela hora seu amante devia estar trabalhando. Por Deus…
Fingiu que não viu o marido, sem querer dar explicações pela hora que estava chegando, e resolveu andar sem rumo.
Com a mente a mil, seus pensamentos se confundiam.
Ela amava seu marido, não? Era puro desejo o que ela sentia por , certo?
Nem ela sabia mais.
Coçou a curva de seu pescoço notando o suor que estava ali devido ao dia quente que fazia e procurou com o olhar algum local para entrar e tomar um pouco de ar fresco, já que pela cidade não corria nem uma fina corrente de ar.

Am I crazy? Have I lost ya?
Even though I know you love me
Can’t help it

Tocava Jealous na sorveteria que ela entrou. A música que cantou. Que agora parecia que tinha uma leve participação de seu marido. Aliás, ele tinha a perdido? E, de uma vez por todas, ela o amava?
Reprovava-se naquele aspecto. Da onde tirou aquela mania chata de sentir prazer ao trair alguém? Porque com ela? Odiava se fazer de vítima. Essa era a última coisa que ela era. Tanto que lá estava ela. A alguns passos de mais uma bancada. Casquinhas de sorvete, potes coloridos e o ambiente lotado. Ela tinha duas opções. Ou três. Quatro, talvez. Na verdade, eram milhares. E ela ao menos sabia o que queria.
Sentou-se bufando numa cadeira próxima do vidro que separava da rua e viu. Era difícil ver o que estava em frente ao seu nariz, mas conseguiu ver.
Ela não pertencia a ninguém. Ninguém pertencia a ela. Nem tinha para onde fugir.

Tinha as mãos juntas em cima da mesa. Batia as unhas da mão esquerda contra as da mão direita tentando raciocinar. Relaxou-as, espalmando na madeira revestida de branco e apoiou a cabeça em cima.
, … Pensava. Tinha algum botão para desligar?
Fechou os olhos e resolveu se teletransportar. Imaginou que estava no café de . Ele vinha até ela e fazia aquela pergunta sedutora que a tirava de todos os devaneios.
- O que a senhorita deseja? - ele perguntaria.
- Você. - ela não faria rodeios para falar.
Mas lá estava ela. Numa sorveteria. Cheia de gente que ela nunca viu.
Desistiu de pensar. Saiu do lugar e voltou ao extremo calor. A única coisa que sabia é que nunca queria ser feita de amante. Muito menos que a traíssem. Ela às vezes era tão estúpida. Egoísta.
Mas foi só recomeçar a andar que lembrou dos olhos de . Dos toques. Dos beijos. E, principalmente, das sensações que ele transmitia a ela. Não tinha como comparar a ninguém. Ele era incomparável. Insubstituível. Mas substituía como nenhum outro.
Andou um pouco mais rápido e chegou ao seu prédio. Olhou pra rua e não estava lá. Sendo assim, procurou a janela de seu apartamento e deixou o olhar pesar por alguns segundos para depois buscar seu carro. Ela sabia o que fazer. Como nunca soube antes.


Fim.



Nota da autora: Oi oi oi! *se esconde*
Minha primeira fanfic restrita, gente :| Cês gostaram? Eu preciso dar crédito pras pessoas importantes agora, então, vamos lá!
Primeiramente, ao grupo das meninas do They Don’t Know About Us, pois foi lá que teve esse especial, baseado em músicas sensuais liberando nosso lado erótico (se não tivesse Sex on Fire eu não participaria então eu só agradeço por essa experiência maravilhosa escrevendo esse estilo de fanfic que eu nunca ousei em escrever e AMEI (sim, amei, rsrs), até porque se não fosse pelo tombo que levei lá com uma outra fanfic que escrevi, eu não teria escrito essa desse jeito. Agradecer a uma das meninas da equipe que mais me ajudou, fosse com conselho pras cenas de sexo ou com uma fala de “cê consegue, Tham” que é a linda da Mare <3 E como teve duas pessoas que elogiaram muito essa fanfic ao ler antes, eu agradeço MUITO a essas duas amigas que eu criei nesse meio que é a sempre tão falada Thai, e a lindona da Isy que, aliás, fez a capa! Não é maravilhosa? Eu ameeei. E agradecer a essa moça fofíssima que está betando minhas shorts agora que é a Anny, sempre linda e legal comigo s2
Mas agora eu quero saber o que vocês acharam! Ficou boa? Tira essa dúvida da tia Tham, aqui! Postando mesmo porque eu gostei muito do meu trabalho (daquelas modestas) e acho que cês iam gostar de ler. E juro que não sou mineira, só gosto muito de falar “cês”. Sou carioca meixxxmo.
Agora eu vou parar por aqui porque essa nota tá enorme e ninguém vai ler, aposto. Obrigada a paciência pra você que leu e mil beijos pra você que além de ler vai comentar. Cês são maravilindas. Depois eu volto por aqui com mais short.
Bye, bye, folks!





Nota da beta: Tham, autora mais fofa e linda. Socorro! Nem precisa agradecer, amore, foi um prazer betar essa fic, literalmente hahaha E todas suas shorts são uma delícia! Amei bem forte essa, mas quero te bater por acabar logo agora que a coisa ia pegar fogo. Me deixou mega curiosa aqui, isso não se faz! Quero continuação e tenho certeza que as meninas também vão querer. Por isso comentem muito aqui embaixo, okay gatas?
Até a próxima (já tô esperando). Xoxo-A

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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