Fanfic finalizada
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Capítulo Único

A plateia ainda gritava, mesmo depois de Chris Evans já ter cumprimentado Ellen Degeneres e sentado no lugar reservado a ele. Sua reação foi rir dos gritos histéricos, e agradecer às pessoas pelo carinho que lhe davam.
— Eu acho que as pessoas estão felizes em te ver. - Ellen brincou. E então os gritos recomeçaram.
Chris riu, em um misto de concordância e timidez. Nunca iria se acostumar com a sensação de ter pessoas gritando por ele, gritando pelo seu nome.
— Chris Evans está aqui hoje para divulgar o seu nome filme, Vingadores: Guerra Infinita. - novos gritos. — Como vocês sabem, Chris Evans interpreta o nosso herói Capitão América. - e então voltando sua atenção para Chris, Ellen continuou. — Mas você não se parece muito com o Capitão América, não é?
Chris riu antes de responder.
— Eu não sei, Ellen, acho que sou bem parecido com ele.
— Eu não sei…
— Alguns dizem até que temos o mesmo o rosto, a mesma altura, o mesmo peso…. - ele brincou.
Foi a vez de Ellen rir.
— Bem, talvez dê para você se passar por ele na rua. Mas não com esse cabelo que está usando. - se referiu ao fato do ator estar com os cabelos castanhos naturais, enquanto o herói possuía fios loiros. — Então me diga, como é essa rotina de ter que ficar mudando a cor do cabelo para interpretar o Capitão Rogers?
Chris deu de ombros antes de responder.
— Eu não me importo muito, sabe, apesar de achar estranho todas as vezes que olho para o espelho. - ele deu uma risadinha, e em tom de brincadeira, continuou. — Quando vejo meu reflexo eu penso “Hey, Capitão, poderia, por favor, devolver o meu cabelo?”.
A plateia riu, e Ellen a acompanhou.
— A sua namorada secreta não pensa em terminar o namoro toda vez que você muda de aparência?
Nesse momento a plateia foi à loucura.
Chris abaixou a cabeça e começou a rir resignado, simplesmente porque sabia que a conversa chegaria àquele ponto. Ele nunca havia gostado, realmente, de conversar sobre a sua vida particular, e antes de cada entrevista, ele deixava claro que não queria ser perguntado sobre a sua vida amorosa. Naquele dia, porém, Ellen havia lhe perguntado mais cedo se ele estaria disposto a falar sobre sua namorada, momento em que ele respondeu que sim, mas apenas superficialmente. Não entraria em nenhum tipo de detalhe com a apresentadora, principalmente em rede nacional.
— Porque nós sabemos que você tem uma namorada secreta, não adianta querer nos enganar. - Ellen continuou a usar tom de brincadeira.
— Bem, confesso que ela acha estranho, mas não reclama. - ele disse por fim.
— Ela deve levar um susto cada vez que vocês se encontram. É como se ela namorasse mais de uma pessoa pelo preço de uma. - brincou.
Chris riu verdadeiramente dessa vez.
— Isso é bem verdade. Como não nos víamos com a frequência com que gostaríamos, às vezes ela encontrava uma pessoa diferente da que viu pela última vez. Quer dizer, muita coisa pode mudar em algumas semanas.
E então decidindo que daria a Ellen um pouquinho mais do que apenas responder suas perguntas, continuou.
— Lembro-me de uma vez em que ela chegou em casa, poucos dias antes de começarmos as gravações para Vingadores: Guerra Infinita. Eu já havia pintado o cabelo e estava há meses seguindo dieta para ganhar massa corporal. Nós não nos víamos há pouco mais de um mês, e então ela quando chegou eu estava com o dobro do meu tamanho, sem barba e loiro. - ele começou a rir da cena que lembrava, e Ellen o acompanhou, com sede por ouvir mais da história, sabendo que isso lhe renderia uma grande audiência. — Eu poderia imaginar, vocês sabem, como não víamos há algum tempo, que a sua reação seria me abraçar ali mesmo, na porta de entrada… Mas tudo o que ela fez foi colocar as mãos nos meus ombros, - ele disse colocando as próprias mãos em seus ombros, encenando os gestos da namorada — e perguntar “o que estão dando para você comer? - todos os presentes riram, inclusive a apresentadora. - “Está querendo roubar o papel do Hulk ou o quê?”.
— É uma boa pergunta. Um argumento muito válido, por sinal. - Ellen comentou rindo.
— Ela sempre tem os melhores argumentos. - ele concordou.
— Aposto que sim, afinal, é o trabalho dela, não é? - e após a concordância de Evans, continuou. — Mas voltando à história… Depois do choque inicial ela te deu um beijo, não foi?
A plateia gritou diante da pergunta, e apenas para descontrair, Ellen comentou:
— Aposto que muitas mulheres não se importariam em te beijar, seja no papel de Capitão América ou no de Hulk.
Evans ficou sem graça com o comentário e sentiu as bochechas corarem. Rindo, ele pensou rapidamente antes de responder, escolhendo as palavras certas para usar:
— Na verdade ela não me beijou. Quer dizer, nós iríamos nos beijar, mas então Dodger chegou com o rabinho abanando, e ela se jogou no chão para brincar com ele, e se esqueceu de mim.
— Ela se esqueceu de você?! - a apresentadora perguntou surpresa, rindo da história. Aquilo estava sendo muito melhor do que ela imaginava que seria.
— Praticamente isso. Não nos víamos há um mês, e parecia que ela sentia mais saudades de Dodger do que de mim, seu namorado.
Mas a verdade é que a história não tinha acontecido, exatamente, do jeito contado. Mas Evans preferiu aquela versão a contar o que realmente havia acontecido e expor a sua vida naquele nível de intimidade.

Flashback
Quando chegou à casa de Chris, ele já a esperava. Evans não pôde buscar a namorada no aeroporto, pois precisava treinar na academia naquela manhã. Infelizmente ele realmente não podia fugir de sua rotina diária, que incluía alimentação restrita e treinos diários, afinal, era o seu trabalho. Felizmente, não se importou. Ela sempre foi muito autossuficiente, não costumava depender das pessoas para fazer alguma coisa, ou para ir a algum lugar.
Evans viu quando o táxi deixou a mulher na entrada da sua casa. Viu-a descer do carro com a mala nas mãos, e a esperou do lado de dentro. Ao abrir a porta, tinha um belo sorriso no rosto, o qual logo foi substituído por uma expressão surpresa, especialmente com o tamanho do peitoral do namorado, fazendo-a o questionar se a Marvel não estava lhe pagando bem pelo papel de Capitão América.
— Está querendo roubar o papel do Hulk ou o quê? - ela perguntou em tom de brincadeira.
Evans, contudo, não respondeu à sua provocação. Sem se importar em ir para dentro de casa, ele a beijou ali mesmo, na entrada. Puxou-a pela cintura e beijou seus lábios, um beijo intenso e profundo, molhado. se empolgou com a recepção e, pegando impulso nos ombros do homem, entrelaçou as pernas na cintura dele.
A mão dele foi parar na bunda da namorada, e as mãos dela se perderam em seus novos fios loiros. No segundo seguinte, ela tinha as costas apoiadas na parede atrás de si, e começava a sentir os lábios ficarem dormentes, mas isso não fez com que nenhum dos dois quisesse interromper o beijo. O que fez com que se separassem, contudo, foi a maldita falta de ar.
— Oi. - disse ofegante.
— Senti sua falta. - ele respondeu. Ambos tinham as bocas vermelhas e, naquele momento, Evans pensou que nunca tinha visto a namorada tão linda. — Mais cedo pensei que poderíamos sair para almoçar, mas acabei de mudar de ideia. Quero ficar aqui mesmo, com você.
Tudo o que ele queria era poder levá-la para o seu quarto, tirar aquele monte de roupa do caminho, e a sentir novamente.
— Hm… Gostei da ideia. - ela disse com o nariz no pescoço dele. — Mas antes preciso tomar um banho.
— Melhor ainda! - e tendo a mulher com os olhos fixos nos dele, disse — Vamos.
Ela riu da forma como ele falou, mas não contestou. Estava pronta para voltar a beijar o namorado quando Dodger chegou correndo, com o rabinho abanando, e latindo para ela.
A reação automática de foi sair do colo de Evans e se ajoelhar no chão para receber o cachorro.
— Ei, garoto, eu senti a sua falta! Você sentiu a minha falta? Nossa, como você está lindo… É, você está sim. - foi inevitável usar voz de criança para falar com Dodger. — Seu pai não te deu banho essa semana?
— Ele pegou chuva. - Chris se defendeu do olhar acusador da namorada.
— Que tal darmos um banho nele? - ela sugeriu.
— Pensei que nós iríamos tomar um banho.
riu, tanto da fala do homem, quanto por ter Dodger em cima dela, lambendo seu rosto.
— Depois. - deu uma piscadinha. — Vamos cuidar dele primeiro.
Já do lado de fora, Evans e riam ao se molhar durante o banho de Dodger, que via aquilo como uma brincadeira. Chris usava camiseta branca, o que fez com que decidisse que o branco seria sua cor favorita a partir daquele dia. Ao final, e depois de secarem Dodger com o secador, ele saiu correndo para brincar, deixando e Chris sozinhos.
Se a atenção de , até poucos minutos, se revezava entre o corpo molhado de Evans e na tarefa de secar Dodger, agora ela podia se dedicar, integralmente, na tarefa de secar o namorado apenas com o poder de seus olhos.
— Sabe, você deveria tirar essa roupa molhada antes que ela seque no seu corpo. - morder o lábio inferior, ao falar, foi inevitável.
Evans olhou para baixo, verificando o estado da sua roupa: completamente molhada e transparente.
— Por que você mesma não tira para mim, se está tão preocupada?
poderia jurar que os olhos dele escureceram. E o tom de brincadeira logo imediatamente substituído por uma esfera de tensão, expectativa, ansiedade.
Ela então deu os poucos passos que os separavam, segurou a bainha da camiseta e a levantou. Chris ergueu os braços para que a roupa pudesse sair de seu corpo, a qual logo foi jogada em algum lugar do seu jardim. levou ambas as mãos para o peitoral do namorado, descendo-as até a sua cintura, e as subindo novamente até o seu pescoço e cabelo. E então foi a vez dela beijar o namorado. Novamente colocou as pernas em volta da cintura dele, apenas para que Chris pudesse caminhar para dentro de casa, tropeçando no meio do caminho por estar distraído demais com a namorada lhe beijando o pescoço.
Já dentro do quarto, ele tentou puxar a roupa que a mulher usava, mas não conseguiu. interrompeu o beijo.
— É um body. - ela disse ofegante. E diante do protesto dele, a mulher tirou as mãos do namorado, que estavam na sua cintura, o empurrando para trás. Ficou de costas pra Evans, e lentamente desabotoou a calça que vestia. Ao abaixar a peça até o chão, empinou o bumbum de modo a se encaixar na virilha do homem, momento em que pôde ouvi-lo ofegar. Ainda de costas, puxou seu body para baixo, vez que as mangas passaram facilmente pelo seu quadril. Quando estava somente de calcinha e sutiã, Evans abriu o fecho da peça. Ainda se portando atrás da namorada, Evans tirou o cabelo de do caminho e beijou seu pescoço, passando suas mãos para os seios e barriga dela.
As mãos de Evans eram pesadas ao tocar o corpo de . A mulher, por outro lado, pressionou o bumbum no órgão do homem, puxando as mãos dele para os seus seios. Virou o pescoço para trás e o beijou novamente. Em meio ao beijo, Chris a virou, tendo a namorada agora de frente para ele, pressionando seus seios no peitoral dele. abriu a calça do namorado e o empurrou para trás, fazendo-o cair na cama com ela por cima.
— Pensei que iríamos tomar banho. - ele comentou.
— Que tal ficarmos um pouco mais suados antes?
Em resposta, ele rolou na cama, deixando-a por baixo, nunca ficando mais do que um segundo sem beijar alguma parte do corpo da mulher, as mãos firmemente pressionando sua pele.
Mais tarde, naquele dia, eles continuaram a matar a saudade durante o banho, para só então ligarem para um restaurante local e pedir algo para almoçarem, afinal, Chris e não queriam se preocupar em colocar roupas para sair de casa. Ademais, a mala de roupas de ainda estava do lado de fora, e Chris só foi buscá-la depois de muita insistência da namorada.
— Mas você fica linda vestindo apenas as minhas camisetas. - ele tentou argumentar.
— Ainda assim eu quero as minhas roupas de volta. - ela disse rindo.
Fim do flashback.

— Vocês se conheceram… Em algum tipo de evento, não foi? - Ellen perguntou, mesmo já sabendo a resposta. — Em um evento da ONU, se me lembro. Como foi que isso aconteceu?
Chris Não achou ruim de responder essa pergunta. Realmente, eles tinham tido maior interação em um evento promovido pela Organização das Nações Unidas, mas eles haviam se conhecido antes.
— Eu sei que vocês se encontraram nesse evento porque tem fotos de vocês juntos. - a apresentadora explicou.
— Sim, eu fui convidado para participar de um evento sobre Direitos Humanos, mais especificamente sobre direitos de minorias, como a comunidade LGBT, mulheres, crianças… Meu irmão também iria participar do evento porque ele é membro de uma instituição que luta pelos direitos da comunidade LGBT. O evento, na verdade, consistia em uma série de palestras, rodas de conversas… E apesar de não ter sido aberto ao público, havia grandes personalidades ali presentes. Meu irmão foi para participar do evento, e eu fui como convidado, assim como vários outros artistas. Então nós fomos juntos.
— E vocês se conheceram lá. - não foi uma pergunta.
— Na verdade nós já havíamos no encontrado antes, mas sim, passamos a conversar nesse dia. - ele explicou.
— E ela foi como convidada também?
— Sim… Bem, não. Ela foi como uma das palestrantes. - ele disse, e então explicou. — Veja, ela é advogada, e trabalha com a defesa dos Direitos Humanos. Então ela foi convidada, por meio de um projeto que o Brasil faz parte em parceria com a Organização das Nações Unidas, para palestrar neste evento.
— Uau, isso é incrível!
— Sim, é. Ela é incrível. - ele disse com toda a sinceridade que pôde. era, de fato, uma das pessoas mais incríveis que ele já tinha conhecido.
— Mas você disse que vocês já tinham se encontrado antes. Como foi isso?
Chris não pôde segurar a risada pelas lembranças que lhe vieram, especialmente por uma piada interna que tinham, e que ele sabia que deixaria a namorada brava se falasse em voz alta ali, no programa.
— Bem, ela me viu outro dia e pediu uma foto.
— Ela pediu uma foto? - Ellen perguntou surpresa.
— Sim. - ele disse rindo, pois sabia que a história não era exatamente daquele jeito, mas contando assim ficava ainda mais engraçado.
— Então ela era uma fã?
A plateia mostrou sinal de vida ao gritar e bater palma.
Chris Evans riu novamente, para logo em seguida responde:
— Bem, presumo que sim, apesar de, no dia em que tiramos uma foto juntos, ela estar usando uma camiseta da Mulher Maravilha.

Flashback
Chris Evans estava em sua primeira viagem para o Brasil. Tendo sido levado pela Marvel Studios, ele estava no seu segundo dia de Comic Con na cidade de São Paulo. No dia anterior ele havia dado várias entrevistas, tirado fotos com alguns fãs, e dado autógrafos às pessoas que se encontravam aglomeradas do lado de fora. Ele não pôde atender todas, entretanto. E apesar de se sentir desconfortável em posar, por várias horas, para tantas fotos, Chris sabia que para um fã ter uma foto com o seu ídolo significava muito. E era por isso que ele não se importava em abraçá-los e fazer poses diversas para registrar aquele momento.
Naquele dia, a mulher não teria lhe chamado mais atenção do que qualquer outro fã. Contudo, ao aparecer do seu lado, vestindo uma camiseta da Mulher Maravilha, ele precisou fazer uma brincadeira, foi mais forte do que ele.
— Hey, acho que você está usando a camiseta errada. - ele brincou, mas então pensou que ela poderia não entender o que ele havia dito. A mulher, entretanto, riu da piada.
— Desculpe, mas é preciso enaltecer as heroínas mulheres.
— Justo! - ele concordou. Além disso, a camiseta era mesmo muito bonita.
Ela colocou um braço nas costas dele, e Chris colocou o seu sobre os ombros dela, enquanto os dois sorriram para a câmera.
— Mas se serve de consolo, o Capitão América é meu herói preferido. - e dando uma piscadinha final para Chris, ela foi embora, dando lugar para outro fã.
Chris agradeceu, dizendo que ela tinha bom gosto para super heróis, mas não soube se ela chegou a ouvir. Os organizadores do evento não permitiam que o público se demorasse demais, uma vez que a fila, para tirar foto com o artista convidado, era realmente muito grande.
Uma semana depois ele foi mencionado em um tweet. Qual não foi sua surpresa quando viu sua foto ao lado daquela brasileira, com a legenda “Ao lado do meu herói preferido, usando a camiseta errada”. A legenda estava em português e inglês, o que significava que a mulher tinha esperanças dele chegar a ver a menção ao nome dele. Chris então respondeu a ela “Você tinha que enaltecer as heroínas mulheres, nada mais justo! P.S.: o seu gosto para super heróis é excelente”.

Um mês depois do ocorrido, Chris estava a caminho da sede principal da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque. Seu irmão, Scott, estava irritantemente nervoso por ter que falar em público, já que havia sido convidado para compor a mesa de debates do evento. Seu papel ali seria representar a instituição em que era membro, a qual prestava apoio à causa LGBT. Ainda que ele não tivesse que falar muito, estava nervoso. Chris, por outro lado, que participaria do evento como personalidade convidada, além de comparecer ao local para dar apoio moral ao seu irmão, estava muito tranquilo.
Evans cumprimentou autoridades, tirou algumas fotos que apareceriam no site oficial da ONU, e então tomou o seu lugar.
Uma das palestrantes se apresentou, falou brevemente sobre seu currículo acadêmico e profissional, e o papel que desempenhava no Brasil como presidente da comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil da capital de São Paulo. Como se isso não bastasse, a advogada também era parte de uma das comissões da Organização das Nações Unidas, a qual tinha como fim prestar assistência e defender os direitos humanos e direitos das mulheres.
Seu papel ali, naquela noite, era falar sobre a luta constante das mulheres em busca de igualdade de direitos com relação aos homens. Foi um lindo discurso. A roda de debates fez algumas observações pontuais, as quais foram bem recebidas pela palestrante. E foi somente quando o discurso chegava ao fim, que Chris percebeu que aquele rosto não lhe era estranho. Foi a referência ao pequeno número de heroínas nos cinemas, comparado ao número de super heróis interpretados por homens, e a enorme diferença de salários entre atores e atrizes que desempenham papéis principais, que lhe chamou a atenção.
Poderia aquela mulher, vestindo calça escura, blazer vermelho e saltos altos, ser a mesma garota com a camiseta da Mulher Maravilha do mês passado? Sua pergunta, entretanto, foi silenciada quando seu irmão pediu a palavra para fazer uma pequena observação acerca do assunto discutido. Dali em diante, a atenção de Chris se revezava entre a fala de Scott e na mulher de vermelho que havia se sentado a poucas fileiras de onde ele estava.
Ao final do evento, Chris acabou posando para outras fotos, dessa vez ao lado de Scott. Apesar de ter conversado com vários dos presentes, ele não conseguiu se aproximar, nenhuma vez, da mulher de vermelho. Até que, em determinado momento na noite, ele se afastou do irmão e das outras autoridades com quem conversava, informando que iria ao banheiro.
Apesar de ele querer ter a chance de conversar com a mulher de vermelho, ele não queria que isso acontecesse por ele ter colidido com ela, que saia do corredor que levava aos sanitários.
— Hey! - ele a cumprimentou animado.
— Olá. - ela respondeu.
Evans procurou por palavras, se esforçando para não falar nenhuma besteira.
— Foi impressionante o seu discurso. Estava à procura do momento certo para falar com você.
— E por isso resolveu me esperar na porta do banheiro? - ela perguntou em tom de brincadeira.
Chris deu uma risadinha, se desculpando em seguida.
— Bem, sabe como é, eu precisei recorrer a medidas extremas. Aparentemente todo mundo aqui queria conversar com você hoje.
Foi a vez dar uma risadinha, agradecendo em seguida.
Eles se encararam, por um momento sem saber o que falar, e então ela estendeu a mãe se apresentando.
— Sou . Acredito que seja educado da minha parte me apresentar, já que eu já o conheço.
Chris apertou sua mão, sorrindo novamente.
— Bem, sou Chris Evans, mas acho que você já sabia disso. - ele ri de novo. — Prazer em te conhecer, .
Nesse momento um dos convidados apareceu no corredor, pedindo licença, uma vez que os dois obstruíam o caminho.
— Acho melhor sairmos daqui.
Chris estendeu o braço, demonstrando que ela deve mostrar o caminho. Ao passarem pelo bar, Evans pegou duas taças de algum vinho que ele não conhecia, oferecendo uma delas à .
— Na verdade eu gostaria de fazer uma pergunta. - ele diz quando ambos já se encontravam de volta ao coquetel, em meio às pessoas.
— Claro, fique à vontade. - ela respondeu de forma direta, arrumando os óculos no rosto.
Aquela mulher estava sendo tão formal, que Chris pensou que ela não poderia ser quem ele achava que era. E, por esse motivo, se sentia meio idiota em perguntar àquela advogada se ela era a garota que tirara foto com ele, no mês passado, vestindo a camiseta da Mulher Maravilha, em um evento em São Paulo, voltado para o público geek.
Foi nesse momento que Scott chegou, impedindo que Chris fizesse a pergunta que, na sua mente, parecia estúpida.
— Hey, , tudo bem?
— Vocês já se conheciam? - Chris perguntou curioso.
— Ah, sim. Nos conhecemos em um congresso que a faculdade dela participou, algumas semanas atrás. - ele respondeu.
— Você estuda aqui? - Chris perguntou para ela, interessado em saber mais sobre a sua vida. — Faço pós graduação na Universidade de Nova Iorque. - ela respondeu. — São apenas alguns meses, mas está sendo maravilhoso ter a oportunidade de participar desses eventos, palestras e mesas de debates.
— Então você mora nos Estados Unidos há alguns meses? - Chris esperava que suas perguntas não parecessem um interrogatório.
— Há dois meses, na verdade.
Evans balançou a cabeça em concordância, se convencendo de que aquela mulher, definitivamente, não era a mesma com quem ele tirara aquela foto no mês passado.
— E então, , como foi voltar para a sua terra por tão pouco tempo? - Scott perguntou, querendo puxar assunto com a mulher. Ela era uma boa companhia, gostava de conversar com ela.
A mulher ergueu as sobrancelhas e fez uma careta antes de responder.
— Cansativo, mas foi bom. Gosto de viajar, mas odeio o tempo que leva para ir de um local para o outro. Mas, pelo menos, deu para matar um pouquinho da saudade.
— Você é louca de voltar para o Brasil só por causa da comic con. - Scott disse rindo, impressionado. — Se eu fizesse isso, voltar para a minha cidade apenas para ir a um evento geek, sem passar tempo com a minha família, minha mãe me mataria.
E então Chris teve de volta suas suspeitas. Ele tentou, novamente, lhe fazer a pergunta que tinha em mente, mas não foi preciso. Ao olhá-la, e ver que a atenção era recíproca, ele teve a sua resposta.
— Aposto que foi a roupa social. - ela comentou. — Não é tão fácil me reconhecer quando não estou usando uma camiseta da Mulher Maravilha.
Ele riu do comentário, e então se sentiu muito mais confortável em conversar com ela. E foi isso que ele fez a noite toda, e os próximos dias, até que, finalmente, tomou coragem a chamou para tomar um café depois que ela saísse da aula. Para sua sorte ela aceitou, encontrando-o em um café perto da universidade, enquanto vestia uma camiseta do Iron Man.
Fim do flashback

— Você não a reconheceu, então? - Ellen perguntou surpresa. — Você deve ser um péssimo namorado.
— Hey, eu a reconheci! - ele se defendeu. — Bem, mais ou menos… Eu só precisava de uma confirmação!
A plateia toda riu, e Ellen continuou a entrevista, aproveitado o fato de o ator estar se mostrando confortável a aberto a revelar detalhes sobre sua vida amorosa.
— Imagino que o relacionamento não tenha sido fácil. Relacionamentos a distância são horríveis quando cada um mora em uma cidade diferente, imagine em países diferentes.
Chris Evans não contestou.
— Sim, foi bem difícil mesmo, especialmente no começo, quando ainda estávamos no início do namoro. - e indo além, ele continuou. — Ela tinha o trabalho dela em São Paulo, e eu tinha o meu em Nova Iorque. Dificilmente eu conseguia viajar. A nossa sorte foi que, por conta do trabalho de na ONU, a Organização pagava a passagem para ela voltar para os Estados Unidos a cada quarenta e cinco dias, mais ou menos.
— Quarenta e cinco dias?! - a apresentadora perguntou surpresa. — Vocês ficavam quarenta e cinco dias sem se ver?
— Mais ou menos. Às vezes o tempo era maior. Chegamos a ficar três meses sem nos ver, até que as gravações de Capitão América terminassem. Quando finalmente consegui férias, precisei dividir meu tempo entre ficar com a minha família em Sudbury e em São Paulo.
— Ah, sim, nós vimos as suas fotos em São Paulo. - ela comentou. Nesse momento no telão atrás de Ellen, apareceu uma foto de Chris, sem camisa, em uma praia no litoral norte de São Paulo, no final da tarde, quando poucas pessoas passavam por lá . — Vimos você na praia, e você não parecia estar preocupado em passar o tempo com a sua namorada.
Ele riu diante daquele comentário.
— Em minha defesa, viajamos juntos para o litoral, mas ela precisou trabalhar durante o final de semana. Foi ela mesma quem disse para eu curtir os dias na praia, em vez de ficar esperando por ela terminar seu trabalho.
— E você não demorou para aceitar a oferta, não é?
Chris riu de novo.
— Nós passamos um ótimo tempo juntos.
— Sim, nós sabemos. Ela chegou a compartilhar um dos momentos de vocês.
Outra foto apareceu, esta publicada no instagram pessoal de . Dessa vez, Chris estava em uma sorveteria, com um grande pote de sorvete na sua frente. Na legenda tinha os dizeres “Namore alguém que te olhe como o meu namorado olha para esse sorvete”.
Chris riu alto, jogando a cabeça para trás. Ellen o acompanhou, junto da plateia.
— Eu realmente gosto muito de sorvete. - ele admitiu, dando de ombros.
A foto então desapareceu, e a atenção da plateia voltou para Chris e a apresentadora.
Ellen então voltou à entrevista, querendo fazer algumas últimas perguntas antes que o programa chegasse ao final.
— Agora vocês estão morando juntos, certo?
— Bem, não juntos. - ele explicou. — Ela está morando em Nova Iorque, é verdade, já que foi aceita em um programa da ONU e agora presta serviços jurídicos para a Organização. Mas ela tem um apartamento próprio no centro, próximo do seu trabalho.
— Mas pelo menos você se vêem com mais frequência.
— Ah, sim, nos vemos quase todos os dias.
— Ela parece ser uma boa mulher. - ela comentou, realmente soando sincera. — Você deveria trazê-la da próxima vez que vier ao programa.
— Essa é uma ótima ideia. - ele disse animado. — é muito melhor do que eu para falar em público. Teve uma vez em que estávamos andando na rua, não me lembro exatamente onde tínhamos ido, e vimos um casal brigando na calçada. - Evans começou a contar. — A briga parecia ser bem feia, porque ele gritava e a garota tentava ir embora, mas o rapaz não deixava. não pensou duas vezes antes de entrar no meio da briga e mandar o cara ir embora antes que ela chamasse a polícia.
Todos no auditório ficam surpresos.
— Então sim, ela é muito boa com as palavras. E com as ameaças. - completou em tom de brincadeira.
— E então?
— E então o quê?
— E então, o cara foi embora? Termine a história, homem! - a apresentadora disse enfática, fazendo a plateia rir. — Essa história está melhor do que a do seu filme.
Chris riu alto, mas então se lembrou do ocorrido e de como aquela história terminou.
— Não, ele não foi embora, pelo menos a princípio. Ele quis avançar em , mas eu me coloquei à sua frente. Sabe, nós éramos quase da mesma altura, mas eu estava no final das gravações de Capitão América: Guerra Civil, então posso dizer que eu estava bem mais musculoso do que estou agora. Talvez isso tenha o assustado, sabe, ter alguém maior do que ele o enfrentando. Então, depois disso, ele foi embora.
— Você então a salvou, como um verdadeiro super herói? - ela perguntou impressionada.
— Pois é…
— Aposto que ela ficou agradecida por namorar o Capitão América.
Evans riu daquela frase, não apenas por ter sido dita na tentativa de ser engraçada, mas pela ironia que ela representava.
— Na verdade não.
— O que você quer dizer com “não”?
— Ela disse, nessas exatas palavras, “Chris, da próxima vez que você quiser me defender, ou me apoiar, fique ao meu lado, e não à minha frente. Mulheres não precisam de homens que briguem por elas, mas de homens que briguem com elas”.
Toda a plateia aplaudiu, e Ellen se mostrou surpresa. Chris, por outro lado, tinha um sorriso orgulhoso no rosto. Ele nunca havia se considerado um homem machista, sua mãe e irmãs fizeram questão de não permitir isso, mas, como todo ser humano, ele fazia comentários e tinha atitudes machistas, mesmo sem se dar conta disso. foi quem o fez refletir sobre isso, e ele não poderia estar mais orgulhoso.
— Tudo bem, por que é que eu ainda estou falando com você e não com ? - Ellen então olha para trás, onde os responsáveis pela organização de seu programa ficavam. — Produção, queremos uma entrevista com .
Evans sorriu, balançando a cabeça em sinal de concordância, em aprovação à fala de Ellen.
— Ela parece ser um ser humano maravilhoso.
— Ela é. Ela é uma mulher incrível.

Ao chegar em casa, Chris encontrou a namorada sentada na mesa, em frente ao notebook, os cabelos presos em um coque, usando pijamas e um moletom retirado do lado dele do guarda roupas. Dodger tinha a cabeça no colo dela, enquanto a televisão da sala estava ligada, sem som, e as luzes acesas. estava tão concentrada, no que quer que estivesse lendo, que não ouviu Chris entrar. E por estar bem familiarizado com o fato de que deveria tomar cuidado para não assustar a namorada, contrariou todos os seus instintos e tratou de fazer barulho ao entrar na sala para que ela não se assustasse com a sua presença.
Chris Evans não deveria pregar peças em quando ela estivesse trabalhando. Aquela era uma regra não dita entre eles, e ele a respeitava sabendo que, no momento em que deixasse de trabalhar, Evans estaria liberado para lhe dar sustos como a criança de cinco anos que ele era em seu íntimo.
Percebendo que não estava mais sozinha, levantou os olhos e sorriu para ele. Digitou rapidamente algo no teclado, e fechou o notebook. Enquanto Chris se aproximou da namorada, ela ergueu os braços, alongando-se. Dodger foi o primeiro a ser cumprimentado por Evans. E então ele foi até a namorada.
— Desculpe pelas luzes acesas, não gosto de ficar sozinha nessa casa enorme. - ela se desculpou.
Chris não se importava com isso, e não era sobre a sua conta de luz mensal que ele queria falar no momento.
— Você está linda. - ele comentou. Havia puxado uma cadeira ao lado da dela.
deu uma risadinha antes de responder.
— Isso aqui? - perguntou apontando para o próprio corpo. — Isso aqui não é nada. Eu nem lavei o meu cabelo hoje. - ela disse com falsa modéstia.
Chris riu divertido. Mas aquela era a verdade, ela estava mesmo muito linda. Ele amava quando a namorada deixava as lentes de contato de lado e usava óculos. Amava quando a via toda concentrada no seu trabalho. Achava aquilo incrivelmente sexy, mesmo ela estando com o cabelo sujo.
— Ellen perguntou de você.
— Sério? - ela perguntou com as sobrancelhas erguidas. — E o que você falou?
— A verdade. - ele deu de ombros. — Que você era uma fã maluca, que me perseguia incansavelmente até o dia em que notei a sua presença e te dei a honra de tirar uma foto ao seu lado.
riu jogando a cabeça para trás e colocando a mão no peito, uma mania que adquiriu após conviver tanto tempo com Chris.
— Felizmente sei que a Ellen é inteligente demais para acreditar em algo tão ridículo.
Foi a vez dele rir.
— Ela disse que quer te entrevistar.
— Hm… E o que a fez ter essa ideia?
Ele deu de ombros de novo, não convencendo de que ele não tinha um dedo no fato de Ellen Degeneres querer entrevistar ela, uma advogada nada famosa.
— Senti sua falta. - ele disse, dessa vez deixando o tom de brincadeira de lado.
— É mesmo? Aposto que não… Você esteve muito ocupado o dia todo para pensar em mim. - disse fazendo charme, levando suas mãos para os ombros dele.
— Tudo o que eu faço, o dia todo, é pensar em você.
A mulher então suspirou.
— Tudo bem, você conseguiu.
— Consegui o quê? - ele perguntou confuso.
— O que você quiser. Você conseguiu. - ela disse olhando nos olhos do namorado. — O que você quer de mim?
Chris não precisou de tempo para pensar na resposta.
— Você.
— Mas você já me tem.
Aquilo era bem verdade. Ele a tinha, desde o momento em que saíram juntos pela primeira vez. Ele sempre a teve.
— Quero você sempre. Para sempre. - ele disse, mas não deu tempo dela responder àquilo. Aquela conversa, sobre tê-la para sempre ao seu lado, não era o tipo de conversa que ele gostaria de ter naquele momento. Então, depois de uma pausa, continuou. — Também quero você agora.
— Bem, então vamos resolver isso.
se levantou segurando as mãos dele, puxando-o para junto de si, abraçando-o.
Evans, então, passou um braço por baixo das pernas da namorada e apoiou o outro nas suas costas, tirando seus pés do chão e, juntos, foram para o quarto.
Felizmente, ainda estava muito cedo para dormirem.





Fim?



Nota da autora:Confesso que fiquei meio tensa em mandar essa fanfic pro site. Estou tão acostumada a escrever fanfic originais, que é difícil tentar escrever alguma coisa com uma pessoa que existe de verdade, HAHAHA. De qualquer forma, eu amei ter escrito isso, e espero que vocês tenham gostado de ler ❤️ Façam uma autora feliz deixando um comentário, e vamos assistir de novo todos os filmes desse deuso, também conhecido como Chris Evans. Beijos de luz Angel





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05. Paradise (Ficstape #133 – BTS)
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06. Every Road (Ficstape #58 - The Maine)
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15. Does Your Mother Know (Ficstape #115 – ABBA)
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Music Videos:

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