Your Last First Love

Última atualização: 21/07/2020

Prólogo

No presente
- Jane! Eve! Onde vocês estão?
A mulher perguntou subindo as escadas em direção aos quartos. Normalmente aquele corredor era tomado por muito barulho antes de dormir, as gêmeas não gostavam quando a mãe dava um tempo para a brincadeira terminar, mas naquele dia, o corredor e os quartos estavam em pleno silêncio. Tanya abriu a porta do quarto de cada uma das filhas e elas não estavam lá, mas os quartos estavam arrumados. Então a mulher migrou para o último quarto: o de hóspedes. Quando abriu a porta com delicadeza pôde observar as meninas deitadas na cama, uma em cada travesseiro e uma senhora de cabelos bem brancos, sentada na poltrona perto da janela. Ela contava uma das suas aventuras em alto mar, que Tanya sempre escutava quando era criança e as meninas mantinham os olhos vidrados do mesmo jeito que a sua mãe agora já crescida, fazia.
- Aí estão! Deixem a avó de vocês dormir um pouco.
As gêmeas eram crianças curiosas e sonhadoras, então ao serem advertidas a sair do quarto da avó depois que a senhora já lhes tinha prometido uma história nunca contada, era algo desafiador. Então elas olharam na direção da mãe e suspiraram, a sincronia era algo invejável.
- Por favor mamãe! Por favor! Não nos prive de uma boa história.
A senhora sentada na poltrona soltou um riso nasalado e ajudou as meninas na tarefa de convencer a mãe delas.
- Deixe-as querida! Essa vai ser a última história
Tanya concordou e as filhas comemoraram. A mulher adentrou o quarto, foi em direção às meninas e depositou um beijo na cabeça de ambas. Cruzou a linha do quarto e beijou a cabeça da mãe.
- Não durma muito tarde, mamãe.
A mulher saiu do quarto e encostou a porta. A senhora na poltrona olhou para cada uma das meninas e sorriu ternamente.
- A nossa história começa há muito tempo, em uma época de muita exploração. Minha mãe me contou essa história e eu estou passando para vocês. Vão cuidar dela?
- Sim, vovó.
As duas falaram ao mesmo tempo, sorrindo sem conter a empolgação.


Capítulo 1

Há muito tempo
O mar estava mais agitado do que o normal naquele dia. As ondas batiam nas laterais do navio pirata e inundavam o convés, fazendo os homens se moverem com rapidez, a fim de tirar a água que era jogada. O capitão ordenou movimentos para avançar e ignorou avisos de uma tempestade, mas segundo o homem que mandava e desmandava em tudo ali, aquilo só era um aviso de que eles estavam perto do que parecia ser o território de seres místicos, como sereias, sua grande missão naquela aventura que se seguia e seu grande feito seria capturar um desses seres. Eles viajaram por mais alguns quilômetros até que o mar ficou calmo e pôde-se ver as nuvens dando lugar a um sol fraco. O capitão ordenou que sua estratégia de redes fosse adotada aquele instante, eles ainda eram alvo de ondas fortes, mas nada impediu a ambição. Algumas horas mais tarde, um dos piratas percebeu que a rede tinha capturado alguma coisa e essa coisa estava nadando para baixa, a fim de se livrar das amarras, mas o emaranhado era terrível e forte, difícil de se partir. Então vários homens se juntaram para puxar a sua pesca para dentro do convés. Um pouco distante estava , ele não hesitou em ajudar os homens, suas entranhas gritavam dinheiro mais do que qualquer outro ali, ele precisava do dinheiro que viria a seguir, depois que cortassem a criatura em pedaços.
Então o esperado aconteceu. Uma sereia estava na rede, se contorcendo ao passo que era tirada da água. Ela era jovem, tinha se separado do seu grupo de irmãs, na sua mania quase que indomável de explorar e explorar. Quando a jovem sereia estava totalmente no convés, o capitão ordenou que tirassem a rede, mas as substituiu por cordas grossas que com uma simples tentativa de soltar o nó por parte da sereia que se debatia em desespero de sua captura e transformação, se prendiam mais, machucando o pulso da jovem. Assim que a sua transformação estava concluída, tendo pernas no lugar de caldas, ela às viu também amarradas. Todos estavam encantados e se sentiram vitoriosos. A jovem sereia, chamada olhou mais adiante, e encarou os olhos curiosos de que como sempre estava um pouco atrás e a olhava como se fosse a coisa mais linda que ele já havia tido o vislumbre de ver em toda a sua existência, ela sentia que tinha que livrá-lo de algo, ele queria tocá-la. Os dois sentiram uma conexão, uma sensação forte e avassaladora de preenchimento. Ele sentiu uma brisa suave como um sussurro o mandando fugir e então uma bela canção soou de repente, a sereia estava cantando. Era tentador todo o espetáculo que a sua beleza formava em conjunto com a sua voz maravilhosa. A maioria dos homens ficou num estado inerte, outros iam em direção a água e outros começaram a se afogar ali mesmo, tentava se situar ali e tentou não ceder ao delírio. Então o capitão que parecia ser o único com consciência amordaçou , fazendo com que sua canção parasse e os homens voltassem ao normal aos poucos. Ele chegou perto o suficiente da sereia e apontou para seu ouvido, que estava coberto por uma espécie de tampão. Aos poucos os homens iam se acostumando com a nova tripulante e passaram a comemorar.


Continua...



Nota da autora: Eu comecei essa história um pouco insegura, mas é um tema que eu queria escrever à um bom tempo. Eu espero que vocês tenham gostado e não deixem de acompanhar esse casal que eu amei criar. ♡♡





Outras Fanfics:
18. Scripted
07. True Romance
10. King Of My Heart
14. I Dream About You
10. Flowers On The Grave


Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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