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OU


Black & Diggory / Extras de UNH






Última atualização: Agosto/2016

Prólogo


"O garoto corria empolgado pela estação de King's Cross, empurrando seu carrinho com sua grande mala marrom e sua coruja parda.
Podia ouvir os gritos dos pais o chamando vez ou outra, mas não dava atenção.
Mal conseguia esperar para chegar á Hogwarts!
Finalmente estaria indo para a Escola de Magia.
A excitação no rosto do garotinho era visível de longe, estava agitado demais para esperar pelos pais.
Assim que chegou ao portal para a plataforma 9 3/4 esperou pacientemente seus pais o alcançarem, estava um tanto receoso quanto a essa parte, não sabia exatamente o que fazer para atravessar o portal. E se algo desse errado e ele batesse de cara na parede?
- Ora, ora, alguém resolveu lembrar que tem pais, não é mesmo? - ouviu a voz de Amos assim que ele e a esposa se aproximaram.
Cedrico sorriu para os pais, sem graça pela falta de educação.
- Desculpe, papai, mas vocês demoraram demais, eu vou me atrasar! - falava rápido apontando para a parede de concreto atrás dele, na qual se via as placas 9 e 10 de cada lado.
- Não estamos atrasados querido, você ainda tem dez minutos! - a mãe sorriu para o menino, passando a mão pelos cabelos castanhos escuros dele, Cedrico revirou os olhos sem que a mulher visse.
- Vamos! Eu quero ver como é do outro lado! - pediu novamente, distanciando-se minimamente do portal.
- Você só precisa se concentrar Ced, corra em direção a parede, se estiver com medo, eu posso ir com você... - Amos sugeriu amoroso, sorridente para o filho.
O garoto pensou por alguns instantes e então negou com a cabeça.
- Já sou grande, pai, posso fazer isso sozinho! – piscou para o casal e correu em direção ao portal, empurrando seu carrinho, fechou os olhos nos últimos passos, segurando com força seu carrinho.
Assim que os abriu, segundos depois, viu o grande trem vermelho parado, e várias pessoas andando e conversando pela estação. Alguns tão jovens quanto ele, muitos adolescentes e várias pessoas mais velhas, despedindo-se dos filhos. Seus olhos cinzas brilhavam com tudo aquilo, era real.
Ele realmente iria para Hogwarts!
- Não achei que estivesse tão empolgado para nos deixar sozinhos... - ouviu a voz calma da mãe e virou-se para ela, a mulher de cabelos castanhos e olhos da mesma cor do filho parecia triste, os olhos estavam marejados.
- É claro que não, mamãe, eu só quero estudar, mas não quero te deixar! - ele sorriu aproximando-se e abraçando a mulher.
A Sra. Diggory abraçou-o de volta, com certa força, era difícil separar-se do filho.
Era tão apegada á ele... Mas seu garotinho já estava crescendo e era hora de estudar longe de casa.
- Ora, não precisamos chorar não é mesmo? Nos vemos logo, Ced! E nos mande corujas o tempo inteiro, okay? Quero saber de tudo! - pediu-lhe o homem.
Cedrico afastou-se momentaneamente da mãe e abraçou o pai.
- Vou escrever todo dia! - prometeu sorrindo.
- Não precisa ser todo dia querido, mas pelo menos duas ou três vezes por semana, tudo bem? - a mãe riu acariciando a bochecha do menino, que concordou com a cabeça.
- Comporte-se bem, Ced! Lembre-se do que conversamos, tente não arrumar confusão com ninguém, seja educado com todos, e estude bastante para garantir boas notas! - recomendou o pai.
Cedrico concordou com a cabeça, já tendo escutado aquela conversa tantas vezes, que já decorara as palavras do pai, quando ouviu o maquinista chamando, avisando que o trem partiria em um minuto, Cedrico abraçou os pais novamente antes de pegar a gaiola de sua coruja e sua mala. Antes de entrar no trem, quando estava no último degrau, virou-se uma última vez acenando para os pais que sorriam para o garotinho.
Cedrico só voltaria á vê-lo quando fosse para sua casa em Ottery St. Catchpole, no feriado de Natal."

"Diggory sentou-se no banco de três pernas assim que seu nome foi chamado. Todo o Salão permaneceu em silêncio por alguns instantes. O garoto sentia uma ligeira aflição e nervosismo com a demora.
O que aconteceria se, por acaso, não fosse escolhido para nenhuma casa? E se ele não fosse bom o bastante para Hogwarts?
Seu coração estava acelerado, sempre fora seu sonho ir para a Escola, se o mandassem de volta para casa ele não saberia o que fazer.
Não queria desapontar seus pais daquela forma.
Não queria desapontar á si mesmo.
"Você é bom o bastante para estar aqui, garoto, e eu já sei exatamente para qual Casa te mandar. Você tem tudo o que prezamos em Hogwarts! Não se deixe pensar o contrário."

- LUFA-LUFA! - gritou o chapéu, e Cedrico respirou fundo antes de abrir os olhos cinzas e ver os estudantes da sua nova Casa aplaudindo-o em pé.
- Bem-vindo!
- Seja bem-vindo!
- O pessoal acha que todo lufano é ridículo, gostamos de provar o contrário. Seja bem-vindo, Diggory!
- Nunca deixe ninguém implicar com você por ser da Lufa-Lufa, somos tão bons quanto todos, mas muito mais leais e honestos do que a maioria!
- Não é fácil corromper um lufano!
- Você deveria se preocupar se fosse para a Sonserina, isso sim é terror!
- Sou o Frei Gorducho, fantasma da Lufa-Lufa, seja bem-vindo, tenho certeza que você nos ajudara este ano!"


Capítulo 1


"Cedrico acabara de acenar para um colega, enquanto esperava para embarcar no trem e iniciar seu terceiro ano em Hogwarts, quando ouviu a voz de seu pai chamar alguém, acenando com a mão para a pessoa.
- Olá, Ninfadora! – virou-se em tempo de ver uma garota procurar com o olhar quem a chamar, sorrindo em seguida. Ela não parecia muito mais velha do que ele, tinha seus cabelos curtos coloridos, um rosa-chiclete chamativo, estava com os cabelos diferentes, mas ele a reconheceu quase de imediato. Conhecera-a em seu primeiro ano na Escola, Ninfadora também era da Lufa-Lufa e sempre sorria quando se encontravam, mesmo ela cursando o último ano.
- Amos! Sempre bom te ver! – A garota sorrira quando aproximou-se para cumprimentá-lo. – Olá! – acenou para Cedrico e sua mãe, que responderam no mesmo instante, sorrindo cordialmente.
- Ninfadora é Auror, entrou no Ministério não tem muito tempo! – contou Amos, o filho arregalou levemente os olhos, nunca conhecera um Auror antes.
- Bem, ainda não estou cem por cento efetivada, ainda estou em treinamento! – piscou alegre – Mas, por favor, me chamem de Tonks, vocês não fazem ideia do quanto odeio esse nome. Não sei o que minha mãe tinha na cabeça, honestamente! – a mulher fez uma careta engraçada, e seus cabelos mudaram de cor para um rosa desbotado.
- É um nome bonito, querida. – a senhora falou e Tonks agradeceu, mesmo não concordando.
- Bem, nos vemos no Ministério, Amos, tenho que ajudar a a encontrar uma cabine antes que essa menina se perca. Por falar nisso, não consigo encontrá-la! – olhou em volta, esticando-se e ficando nas pontas dos pés para enxergar por entre a multidão aglomerada, os três Diggory olharam ao redor, tentando encontrar a garota que Tonks falara. – Ela sempre some, só tirei os olhos dela por dois minutos e... Ahá! Achei! – sorriu novamente, Cedrico riu ao reparar que os cabelos dela, aos pouco, voltavam ao rosa chamativo de antes.
- Sua mãe não veio? – perguntou o mais velho, enquanto acompanhava o olhar da mulher, vendo duas garotinhas mais á frente, uma de cabelos compridos, presos em um rabo-de-cavalo e frente, outra garota de cabelos volumosos.
- Papai passou mal noite passada, ela precisou levá-lo ao St. Mungus. Eu disse que podia embarcar a criança, mas ela não pareceu muito feliz com a ideia... – deu de ombros. – De qualquer forma, até mais! – acenou despedindo-se, antes de afastar-se em direção as garotas – , se você der mais um passo para longe do meu campo de visão, você volta comigo para casa!
Cedrico viu a garota de cabelos presos, virar-se assustada para a mais velha, despedindo-se rapidamente da outra menina e aproximando-se de Tonks.
- Por Merlin, Ninfadora, você parece sua mãe! – a menina cruzou os braços com a sobrancelha arqueada, rindo em seguida.
- Imitei igualzinho, não foi? – Tonks riu abraçando-a de lado – Me chame de Ninfadora novamente e eu juro que te azaro antes de ir pra Escola!
Diggory riu baixo antes de voltar à atenção para seus pais, pouco depois pode ouvir o apito anunciando que o trem partiria em poucos minutos. Abraçou o casal e logo embarcou, não demorando para encontrar os amigos que já ocupavam um vagão mais para o meio do trem.

Diggory sentara ao lado da janela, e olhava os últimos alunos embarcando e despedindo-se dos familiares, quando reparou nos cabelos coloridos de Ninfadora á poucos passos de seu vagão.
- Mas você tem certeza absoluta que não esqueceu nenhum livro? – perguntava para a garotinha, enquanto olhava uma mochila que a garotinha tinha presa ás costas.
- Caramba, você já checou duas vezes antes de sairmos de casa, e mais umas três desde que chegamos. Você está mais nervosa do que eu, Tonks! – a garota respondeu rolando os olhos, parecendo entediada.
- Eu só não quero minha mãe brigando comigo e me chamando de irresponsável se descobrir que você esqueceu alguma coisa, você vai para a Escola, eu vou ficar em casa ouvindo sermão por dias!
- Olha, se eu descobrir que esqueci alguma coisa te mando uma coruja, ok? Ninguém vai saber, será nosso segredinho! – piscou para a mais velha, que riu concordando com um aceno.
- Ok, ok. Bem, não se esqueça de ser uma pessoa legal, faça amizades com pessoas legais e não arrume muita confusão. Tente não ser expulsa nas primeiras semanas! E nunca se atrase para as aulas da McGonagall. Lembre do que eu disse sobre o Snape, sempre faça as lições de casa, ele é chato com todos, mas se você for pra Sonserina ele te dará pontos até por respirar!
- Pensei ter ouvido você dizer que eu não vou para a Sonserina! – protestou cruzando os braços.
- É sempre uma possibilidade, de qualquer jeito eu...
- Me recuso. Vou protestar se me colocarem na Sonserina! Não vou!
Tonks rolou os olhos, balançando a cabeça negativamente.
- Tanto faz, pensa nisso depois da Seleção!
- Uhm, fácil pra você que já esteve em Hogwarts e foi pra Lufa-Lufa. – virou o rosto olhando para o maquinista que gritava com os últimos alunos.
- Que seja, me mande uma coruja amanhã me contando como foi o primeiro dia, e se você for pra Sonserina quero detalhes sobre seu choro para o Dumbledore para mudar de Casa, ok? Nos vemos no Natal, ! Sentirei sua falta! – abraçou-a apertado, a menina demorou alguns segundos para corresponder, ainda considerando suas opções de Casa.
- Não seja tão dramática, eu sei que sou muito legal, mas não morra de saudades! – riu para a mais velha, vendo os cabelos começar a mudar de cor para um verde claro. – Mas também vou sentir sua falta. Nos vemos daqui alguns meses, Ninfadorazinha do meu coração!
Tonks afastou-se com olhando-a séria.
- Me chame de Ninfadora e a Sonserina será o menor dos seus problemas!
Diggory riu tornando a olhar para frente, quando escutou um dos seus amigos chamando-o para começar uma partida de snap explosivo.”


“Os alunos mais velhos já estavam sentados, esperando pela Seleção antes do novo ano letivo ser oficialmente iniciado, e junto á ele, o jantar de boas-vindas. Conversavam empolgados uns com os outros, contando sobre as férias, até as grandes portas do Salão Principal se abrirem e a professora Minerva McGonagall aparecer, sendo seguida pelo grupo de novos alunos, pouco mais de vinte, usando as vestes pretas do uniforme da Escola. Cedrico, assim como os colegas que estavam na mesa ao lado do corredor principal, sorriram para o grupo quando estes passavam por ele.
O grupo estava enfileirado enfrente a mesa dos professores e, aos poucos, McGonagall chamava os nomes para serem sorteados, logo a salva de aplausos começou a vir das mesas das Casas, conforme os novatos chegavam. Lufa-Lufa já tinha recebido quatro novos integrantes quando um nome bastante conhecido por todos foi chamado;
- Potter, Harry!
O burburinho começou no mesmo instante que o garoto magrelo e franzino deu os passos que faltavam até o banco de três pernas, Cedrico esticou-se em seu lugar para olhá-lo, viu o menino de cabelos bagunçados e óculos redondos ser sorteado para a Grifinória, não podendo deixar de aplaudir quando o garoto sorriu, correndo para seu lugar entre os gêmeos Weasley.
Os nomes restantes foram chamados, embora recebessem menos atenção, todos ainda queriam ver Harry Potter, até que um dos últimos chamou a atenção do lufano;
- Tonks, ! – gritara McGonagall, e naquele instante Cedrico viu a garotinha sentar-se, colocando o Chapéu Seletor no instante seguinte. Demorou um pouco mais do que o normal para o Chapéu decidir-se, e Diggory podia vê-la balançando a perna nervosamente, enquanto mantinha os olhos fechados com força.
- Grifinória!
Novamente Cedrico aplaudiu junto com os alunos da outra Casa quando a menina correu sorridente, parecendo aliviada ao procurar um lugar na mesa, sentando-se ao lado de Potter.”


“Diggory respirou fundo antes de subir na sua vassoura e iniciar o teste, sentiu o vento gelado bater em seu rosto conforme ganhava altura. Era uma vista bonita da altura em que estava, podia ver boa parte do terreno coberto pelas folhas caídas, tinha uma visão geral do Campo de Quadribol e das arquibancadas, as quais tinham poucos alunos assistindo a seleção de novos jogadores.
Cedrico começara a arrepender-se de ter tomado café-da-manhã antes do teste, sentia os ovos e o bacon embrulharem seu estômago e uma vontade de vomitar começar a atingir-lhe.
Respirou fundo antes de voltar a prestar atenção no teste;
Seria bem simples, visto que só tinha uma vaga para Apanhador e apenas dois lufanos interessados – o time da Lufa-Lufa não era o mais forte da Escola, nem o mais popular. Muito pelo contrário, era sempre o motivo de piadas entre as outras Casas -, ganhava a vaga para o time quem pegasse o Pomo-de-Ouro primeiro.
Cedrico desejou boa sorte para o garoto do quinto ano com quem disputava, mas ele parecia concentrado demais para responder-lhe.
Quando o pomo foi solto pelo capitão do time, Cedrico tentou manter o contato visual, mas quando pode, finalmente ir atrás da bolinha, pouco mais de um minuto depois de ter sido solta, já não fazia ideia de onde ela poderia estar.
O céu claro e o sol da manhã atrapalhavam sua visão, então Cedrico apenas sobrevoou o campo, olhando com cuidado para os lados e mantendo o outro garoto em seu campo de visão, enquanto resto do time fazia um treino básico enquanto escolhiam os dois novos artilheiros.
Viu o quintanista rodar do outro lado do campo, próximo as balizas. Continuou voando com calma, olhando para os lados. Já faziam vários minutos que estavam naquilo, Diggory viu vários alunos deixando o Castelo para aproveitar um pouco mais o sol antes do inverno chegar.
Depois do que pareceram horas, e talvez tivesse sido já que os artilheiros já tinham sido escolhidos, Cedrico viu um brilho dourado na arquibancada, próximo a duas garotas que estavam entretidas por ali, conversando. Diggory voou na direção delas, os olhos cinza fixos no brilho dourado. Ao aproximar-se com velocidade, percebeu que as meninas da Grifinória o olharam assustadas.
- O pomo está lá! – ouviu uma delas gritar, reparando que o brilho que visualizara anteriormente era do relógio que a mesma usava. Reconheceu a irmã mais nova de Tonks e sorriu para ela, só então notando que ela gritava para ele, apontando para um ponto ás suas costas. Cedrico olhou por sobre o ombro, sentindo o medo dominar-lhe quando notou o outro garoto voando rapidamente para cima e, apenas alguns metros á frente, o brilho dourado do pomo.
Pedia desesperadamente para sua vassoura voar mais rápido, precisava chegar ao pomo antes do outro, ou estaria fora do time. Por sorte, o Pomo-de-Ouro desviou sua rota, voando para o lado o qual Cedrico voava, e então voou para baixo. Diggory respirou aliviado ao notar que ganhara vantagem e, não demorou muito, sua mão esquerda fechou-se entorno da pequena bola dourada.”


saia do Salão Principal junto a Harry, quando viu o grupo de lufanos aproximar-se rindo.
Reconheceu dois deles do treino de Quadribol que vira no final de semana anterior, junto com Hermione.
- Hey! – o mais alto sorriu acenando com a mão para ela, franziu o cenho olhando rapidamente para Harry, talvez o lufano estivesse cumprimentando Potter. O garoto, de cabelos castanhos e olhos cinza, afastou-se dos amigos aproximando-se dos dois, ainda sorrindo. – Olá! – cumprimentou os dois e então virou-se para ela - , não é?
concordou com a cabeça, ainda parecendo confusa por ele conhecê-la.
- Conheço sua irmã! – avisou, vendo-a parecer ainda mais confusa. – Hm... Ninfadora?
- Ah... Ela é minha prima!
- Ahn, desculpe! De qualquer jeito, só quis agradecer, se você não tivesse me avisado em tempo eu provavelmente teria perdido o pomo e não estaria no time. – deu de ombros, vendo-a negar com a cabeça. Harry olhava de um para o outro com a sobrancelha arqueada.
- Sem problemas. Parabéns pela vaga, você voou bem!
- Obrigado! – agradeceu orgulhoso, ouvindo os amigos o chamarem para o almoço em seguida. – Nos vemos por aí, tchau! – despediu-se dos dois que apenas acenaram de volta vendo-o se afastar.
- Você conhece? – Harry perguntou quando voltaram a caminhar em direção aos jardins.
- Eu sei que ele é da Lufa-Lufa...”


Capítulo 2


“Cedrico acabara de entrar sozinho no Salão Principal para tomar café, as vozes altas e um tanto estridentes, como de costume. Tinha acabado de sentar-se á mesa da Lufa-Lufa e começar a servir-se, quando notou o silêncio que imperou pelo local. Olhou para o lado ao notar um bom tanto de alunos levantando-se apressadamente, e tantos outros virarem-se para á entrada.
Olhou curioso para descobrir qual tinha sido o problema, talvez o professor Snape tivesse aparecido, mas logo que virou-se para a entrada entendeu o motivo, e não tinha nada a ver com o mestre de poções;
Harry Potter acabara de entrar junto com mais dois amigos, e ao notar os olhares o garoto deu meia volta, falando algo para os amigos antes de retirar-se, mas então segurou-o pelo braço, falando alto rapidamente e apontando para a mesa da Grifinória. O amigo ruivo, irmão dos gêmeos Weasley (o qual Diggory ainda não sabia o nome), continuou andando até sua mesa, não parecendo notar o problema. Harry e pareceram discutir por alguns instantes, até a garota continuar puxando-o pelo braço, até seus lugares, ainda sobre o olhar atento de grande parte dos alunos.
Cedrico deu um sorriso fraco quando passaram por ele, o qual foi correspondido da mesma forma por Potter. Os dois amigos sentaram de frente para o ruivo, que já começara a comer, e Cedrico pode escutar um pouco da conversa, visto a proximidade das duas mesas.
- Espera até o jogo de Quadribol e todo mundo volta a te amar!
- Não é tão simples, eles acham mesmo que eu fiz aquilo com a gata do Filtch!
- Problema deles, então. Qual é, Harry, você vai deixar de ir ás aulas pra não precisar encontrar com ninguém? Isso é ridículo!
- Fácil pra você, não é? - Potter retrucou olhando para colega.
- Eu já disse pra você não ligar, mas se você quiser ficar trancado no seu quarto sem ver ninguém, a porta é logo ali, óh!
Cedrico riu baixinho negando com a cabeça, achando engraçado a forma como ela tentava ajudar o amigo. Não devia ser a melhor das experiencias, Potter estava realmente sendo observado por todos, mais até do que no ano anterior, quando era “novidade”.
Diggory mastigava um pedaço de bacon quando Emmett apareceu, o sorriso desaparecendo de seu rosto quando viu Harry Potter na mesa ao lado.
- Você também? Duvido que ele tenha feito algo… - Cedrico deu de ombros, antes de pegar seu suco de abóbora. ”


“Diggory, assim como todos os colegas, estava em pé na arquibancada, tentando ver o que acontecia no campo. Potter pegara o Pomo (o que fora motivo de felicitações da maioria dos alunos, visto que todos detestavam a Sonserina!), mas fora atingido fortemente por um balaço, e agora estava caído no campo, enquanto o resto do time desmontava de suas vassouras para ver se ele estava bem. Cedrico de alguns passos á frente, quando acabara sendo empurrado com força por uma garota loira, com um cachecol da Grifinória. A garota olhou rapidamente para trás, olhando em quem tinha esbarrado na corrida.
desculpou-se em voz alta quando viu o lufo, voltando a correr em direção as escadas pouco depois, sendo seguida pela amiga e pelo Weasley, e mais alguns alunos.
Diggory viu quando eles chegaram até Potter, poucos minutos depois, quase no mesmo tempo em que Lockhart se aproximara para ver o que acontecia.
Não pode ver muito o que aconteceu, mas pouco depois o professor apontava a própria varinha para o braço machucado de Harry. No instante seguinte vários gritos foram ouvidos, e o professor afastou-se rapidamente do centro do gramado.
Hagrid então abriu passagem entre os alunos, para que Harry passasse, seguido de perto pelos três melhores amigos.
Diggory saiu em direção ao Castelo quase ao mesmo tempo, chegando junto com eles na entrada principal;
- Você vai ficar muito chateado se eu disser que isso é mais nojento do que o Rony vomitando lesmas? - ouviu a voz de , próxima á ele, ao virar-se o lufo viu Potter segurando um dos braços, o qual parecia estranhamente mole e emborrachado. Harry virou-se para a amiga fazendo careta.
- Você é realmente uma amiga muito boa, não é mesmo? – rolou os olhos ao ver a garota rir culpada - Eu falei para não deixarem ele se aproximar!
- Pelo menos você pegou o Pomo, antes do Malfoy! - o ruivo riu enquanto subiam as escadas. - Harry está machucado e você pensando em um jogo, Rony? - a outra garota gralhou.
- UM JOGO? - os três falaram juntos, olhando abismados para ela.
- Caramba, Hermione, não é só um jogo!
- É Quadribol!
- Contra a Sonserina!
- Tinha muito mais do que pontos em jogo nessa partida! - o ruivo relembrou.
- Exatamente, superamos a Sonserina pela Taça das Casas, e Harry mostrou ao Draco quem é o melhor!
- E resolveu alguma coisa? Agora ele vai passar a noite da enfermaria!
- Mas ganhamos da Sonserina! - Potter respondeu sorrindo.
Cedrico sorriu sem olhar para eles, mas todos acabaram andando pelo mesmo corredor por algum tempo, e pouco depois ele sentiu alguém puxá-lo levemente pela manga da capa.
- Hey, - virou-se vendo parando ao seu lado, enquanto Harry e os outros continuavam andando mais á frente. - Desculpe pelo esbarrão mais cedo…
- Não se preocupe, não foi nada demais! - sorriu tranquilo, a garota concordou também sorrindo, acenando com a cabeça e afastando-se pouco depois para encontrar com os amigos.”


andava em direção á sua cabine no trem, enquanto carregava dois copos de suco de abóbora e alguns sanduíches que tinha comprado, quando alguém abriu uma das cabines e saiu sem olhar para frente, esbarrando nela e, por consequência, derrubando os copos de suco que ela carregava, assim como a comida.
- Caramba! Desculpa! - ouviu a voz do rapaz, olhando para cima encontrou os olhos cinzas do lufano. - Nossa, me desculpa! - pediu novamente ao ver quem era a garota, e que o suco havia caído sobre sua roupa.
- Hm, tudo bem… - falou abaixando-se, o lufano fez o mesmo, ajudando-a a pegar as coisas, ainda desculpando-se pelo acontecido. - Não, tudo bem, não foi nada… Acontece…
- Eu deveria ter olhado antes de sair… Te compro outro suco, tudo bem? E desculpe pela camisa…
- Sem problemas, já estamos quase chegando em Londres mesmo…
- Por favor?!
olhou rapidamente em direção ao vagão em que os amigos esperavam por ela, por fim concordou com a cabeça, seguindo o lufo até encontrarem a senhora vendendo guloseimas e sucos.
- Dois sucos de abóbora, por favor! - o garoto pediu, enquanto estavam parados, lado a lado, percebeu o quão mais alto o garoto era e, ao reparar em outra colega da Corvinal que olhava para ele sorrindo, percebeu o quão popular ele deveria ser. Talvez por jogar Quadribol, embora o time da Lufa Lufa não fosse dos melhores… - Aqui, - ele virou-se entregando os copos para ela, que sorriu agradecendo, tomando cuidado para não derrubar nada do que carregava.
Cedrico a olhou por alguns segundos, mordendo o lábio inferior.
- Precisa de ajuda?
- Não, tudo bem! - ela riu negando, antes de agradecer e afastar-se.
Cedrico pegou seu sanduíche e o próprio suco que saíra para comprar, e antes de entrar no vagão com os amigos, pode escutar e Harry conversando no corredor, logo a sua frente.
- Wow, que demora, achamos que tinha se perdido!
- Olha que engraçadinho você, Cicatriz, seu ladrãozinho de Snap Explosivo!
- Eu não roubei, você quem se distraiu… - riu ajudando-a com a comida.”

Capítulo 3


"Tonks e Andrômeda tentavam alegrar a garota, Dora não parava de fazer piadas, ignorava todas, mas sorria ás vezes, extremamente forçado. Compreendia a preocupação da prima e da tia, e as amava ainda mais por tentarem distraí-la, mas naquele momento ela só queria estar sozinha.
Já tinha visto os amigos há alguns metros, junto com a família de Rony, mas eles não pareciam ter a reconhecido do meio da multidão.
evitava ao máximo o contato com qualquer um deles, a verdade é que pela primeira vez na vida, não queria ir pra Hogwarts, não queria encontrar os amigos, só queria poder voltar para casa e ficar em sua cama até que todo aquele pesadelo acabasse.
Viu quando os Malfoy atravessaram o portal, Draco conversava com os pais, parecia animado. Olhando ao redor, todos pareciam felizes, animados reencontrando os amigos ou despedindo-se de seus familiares. Todos riam, gritavam.
A felicidade parecia reinar por todo o lado, menos para ela;
era a pequena nuvem cinza no meio do céu azul.
Suspirou pela enésima vez, atraindo a atenção da tia e da prima, que ainda tagarelava ao seu lado.
- Vamos, , não fique assim, vai ficar tudo bem. - Dora comentou segurando o ombro da mais nova, ela virou-se para a mulher de cabelos coloridos, que naquele dia estavam laranjas, e apenas concordou com a cabeça.
- Não são os Diggory ali? - Andrômeda perguntou distraída, as duas garotas olharam para o local que ela apontara.
- Sim, Amos, a mulher e o filho, todos muito simpáticos, gosto deles! - Dora comentou sorrindo.
- Você os conhece, ? - Andy perguntou tentando fazer a garota se distrair, ela apenas deu de ombros.
- Já vi o filho deles em Hogwarts algumas vezes, falei com ele ano passado... Nada demais, nem sabia que você conhecia a família dele...
- Não? Mas ele parece ser legal, e olhando bem, é bonito também! - Ninfadora comentou analisando melhor o garoto alto e um tanto músculoso, alguns passos a frente.
- Por Merlin, Dora! Esse garoto é muito mais novo que você! - ralhou a mulher.
- Hey! Não sou assim tão mais velha que ele, eu acho. E não estou dizendo pra mim, mãe! - ela piscou olhando sugestivamente para , que arregalou os olhos .
- Como é que é? - questionou ligeiramente assustada.
- Ué, ele é legal, bonito, não deve ser muito mais velho do que você... Ambos em Hogwarts o ano inteiro... Você deveria tentar uma aproximação!
- Você não existe, Ninfadora! - negou com a cabeça tornando a olhar para o lado, oposto dos Diggory. Dora arqueou a sobrancelha irritada, odiava quando a chamavam pelo nome.
Depois sorriu travessa, pensando em vingar-se da mais nova.
- Hm, vai me chamar de Ninfadora, agora? - comentou baixo com a prima que a olhou sem entender. - Olá, Amos! - acenou para o homem um pouco á frente.
e Andrômeda abriram a boca, chocadas com a cara de pau da outra.
Sr. Diggory, um homem alto e robusto com uma barba rala castanha, virou-se ao ouvir seu nome e sorriu reconhecendo a Auror ao longe.
- Ninfadora! - acenou, trocou uma palavra rápida com a mulher e o filho e os três caminharam até as mulheres. riu baixinho quando ouviu o homem chamar a prima pelo nome de batismo.
- Andrômeda, como está? E Ted? - perguntou o homem cordialmente.
- Ele não pode vir, Amos, precisou trabalhar...
- Óh, sim, uma pena... Vocês já se conhecem? - perguntou apontando para a esposa e filho - Essa é minha mulher, Rachel e esse meu filho, Cedrico! - apresentou.
- Oi! - Dora sorriu, já tinha os conhecido anos antes - Essa é minha mãe, Andrômeda e minha prima, ! Acho que vocês já devem se conhecer, não? - perguntou apontando de Cedrico para a prima, que cutucou-a discretamente.
Cedrico sorriu concordando com a cabeça.
- Já nos vimos na escola, tudo bem? - perguntou olhando para a garota que apenas concordou com a cabeça.
- Você está bem, querida? Parece um pouco pálida... - Sra. Diggory perguntou olhando mais atentamente para a garota que pareceu ligeiramente desconfortável.
- Ela esteve um pouco doente, sabe? Mas já está melhor, não é, ? - Dora sorriu para os Diggory e olhou para a prima que, novamente, apenas concordou com a cabeça.
- ? - ouviram um grito, todos olharam para trás vendo uma garota de cabelos armados acenando. ergueu a mão dando um tchau rápido para Hermione.
- Essa menina não tem modos mesmo, cada dia mais mal educada! - Dora observou balançando a cabeça, as mãos na cintura enquanto fazia uma pose séria.
- Ela esteve doente, parece cansada, compreensível estar tão quietinha! - a mãe de Cedrico sorriu para a menina, defendendo-a.
sorriu de volta, agradecida. Andy acariciou os cabelos da mais nova, que estava tão cansada que acabou recostando a cabeça no ombro da mulher, quando está a abraçou de lado.
Diggory e Tonks conversaram por mais alguns minutos, embora Cedrico e ficassem na maior parte do tempo só escutando Amos e Ninfadora conversando sobre o Ministério, enquanto as duas mulheres conversavam sobre coisas do dia-adia, até ouvirem o maquinista chamar os estudantes na hora de embarcar.
- Tenha um bom ano, filho! - Sra. Diggory abraçou o garoto que sorriu, abraçando-a de volta.
- Não se esqueça de escrever toda semana, Ced! - Amos o abraçou também.
Tonks e Andrômeda abraçaram a menina cada uma, Andy fez algumas recomendações rápidas e por fim a abraçou novamente, com força e demoradamente.
- Nos vemos no Natal! - sorriu para a garota, colocando as duas mãos em seu rosto, para olhá-la nos olhos. suspirou ao afastarem-se
- Não quero ir pra Hogwarts. - declarou por fim, cruzando os braços.
Os Diggory olharam para a garota surpresos ao ouvir aquilo.
Em seguida Amos voltou a falar com o filho, como se não tivessem escutado nada, não era educado ficarem ouvindo a conversa dos outros, e por mais que o garoto soubesse disso, Cedrico continuou ouvindo, não conteve a curiosidade e ficou olhando as três mulheres conversando á apenas alguns passos dele.
- , já conversamos sobre isso. Você ficará bem, não tem com o que se preocupar!
- Você não me disse que tentaria entrar para o time de Quadribol esse ano? Como é que vai ficar em casa? - Dora questionou com as mãos na cintura.
- Encontre seus amigos, estude bastante, distraia-se um pouco, se você realmente não estiver se sentindo bem, no Natal nós conversamos sobre isso, está bem? - Andy sorriu docemente para a garota.
- Por que eu não posso ficar em casa? - tornou a perguntar, estava cansada demais para ficar discutindo, mas não sentia vontade de embarcar.
- Porque você precisa estudar, tenho certeza que depois que chegar em Hogwarts e encontrar todos os seus amigos isso vai passar.
respirou fundo concordando, dando-se por vencida.
- Se tiver algum problema fale com a McGonagall! - Dora aconselhou - E nos mande uma coruja, está bem? Quero saber como estão às coisas.
- Tchau!
- Sentiremos saudades! - Andy a abraçou novamente.
Ao notar que o assunto familiar estava encerrado, os Diggory voltaram a aproximar-se, sorridentes e simpáticos como sempre.
- Tenha um bom ano letivo, querida! - Rachel sorriu animada para a garota.
- Obrigada! - agradeceu dando um sorriso de lado.
- Filho, você poderia ajudá-la se ela precisar de alguma coisa, não? – perguntou gentilmente a Cedrico, ainda sorrindo para a garota que ficou extremamente vermelha.
Dora riu baixinho e levou uma leve cotovelada da mãe no mesmo instante.
Cedrico sorriu para a mãe e depois para , concordando com a cabeça.
Então os dois se despediram uma última vez dos familiares e seguiram juntos para o trem.
- Está tudo bem com você? - ele perguntou assim que embarcaram.
Ela o olhou por alguns segundos, concordando com a cabeça.
- Está, obrigada, bem... Até mais, Cedrico. - acenou com a mão virando-se a procura dos amigos."


“- Você vai acabar doente, sabe disso, não é?
- Caramba, Mione, eu já disse que não estou com fome. Se eu comer contra vontade vou vomitar, sabia?
- Não seja grosseira, estou preocupada com você!
- Tudo bem… Me desculpe, só estou cansada. Quer um abraço, amiguinha?
- Não tenta me comprar com essa carinha inocente! Você pode até enganar os professores, mas eu te conheço, !
- Eu não te entendo, fica reclamando quando eu sou grosseira, e quando eu me desculpo você briga comigo? Assim não tem condições, Granger.
- Ridícula!
- Você quem é!
As duas riram abraçando-se de lado, Cedrico olhava a cena com a sobrancelha arqueada, sorrindo com a pequena discussão das duas. Aproximou-se pouco depois, vendo a outra garota o olhar confusa quando ele a cumprimentou, quando seus olhos encontraram com os de , notou que as bochechas dela ganharam um tom avermelhado, o que ele achou extremamente fofo.
- Oi, tudo bem?
- Oi… Uhum e você?
- Aham… - coçou a nuca sem graça, rindo em seguida - Desculpe ficar te perseguindo, mas minha mãe ficou preocupada com você aquele dia, fica me mandando cartas pra perguntar se você esta ok… - deu de ombros, mordendo o lábio inferior extremamente constrangido.
A garota riu concordando com a cabeça, antes de passar a mão pelos cabelos soltos, jogando-os para o lado em uma atitude automática. Diggory gostara de ouvir a risada dela, era cativante.
- Sem problemas, pode dizer que eu estou bem, obrigada. Hermione ficou encarregada de ser minha babá esse ano, não tem com o que se preocupar!
- Hey! Só estou sendo legal, sua mal agradecida!
- Certo - ele riu junto das duas -, bom eu vou indo pra aula, até mais!
- Tchau! - disseram juntas vendo-o se afastar.
- Por que ele está tão interessado em você? - Mione perguntou em voz baixa no instante seguinte. arqueou a sobrancelha.
- Você parece a Dora achando que eu vou namorar o cara, credo. Nos esbarramos na plataforma no embarque e a mãe dele pediu pra ele ficar de olho se eu não preciso de nada… Sabe como é, ne? Eu sou muito querida por todos…”


“Diggory estava sentado junto com os amigos na mesa da Lufa-Lufa no Salão Principal, terminando o dever de Poções quando viu um grupo de alunos da Grifinória entrarem rindo, atraindo a atenção de boa parte dos estudantes.
Viu quando Olívio Wood, capitão do time de Quadribol, pegou uma taça encima da mesa da Casa e ergueu para que os colegas de time e outros estudantes pudesse ver;
- Bem-vindos ao time, façam por merecer essas vagas! A Taça será nossa este ano, entenderam?
- Nada como um discurso motivador do Olívio para começar o dia!
- Sem qualquer pressão nos novos jogadores, é claro!
Fred e George Weasley riram antes de sentarem-se a mesa, servindo-se do que restara do café-da-manhã.
Ao olhar novamente para o grupo, Cedrico focalizou sentada entre Harry Potter e Angelina Johnson, vestindo a capa do time por cima das roupas, e foi quando Wood ergueu novamente seu suco para brincar, que Diggory percebeu que a garota tinha entrado para o time da Grifinória.
Sorriu para ela quando seus olhares se encontraram, vendo-a sorrir de lado apontando a própria taça em direção ao lufo, antes de virar-se para falar com Potter.”


"Cedrico estava concentrado em terminar sua prova de Transfiguração, na sala da Prof. Minerva enquanto a professora corrigia alguns trabalhos.
- Professora! - ouviram um grito no final da sala e ambos olharam para á porta. - Me desculpa, juro que não era minha intenção atrasar desse jeito, e não que eu queira culpar alguém, mas foi o Snape que me pediu um trabalho enorme, quer dizer, dois pergaminhos inteiros sobre lobisomens?! Ele nem é nosso professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, só estava substituindo o Professor Lupin, acho que ele não tinha direito de pedir um trabalho desse tamanho! - entrou na sala apressada, falava muito rápido e vestia as roupas de Quadribol, carregava uma mochila roxa e uma vassoura - Passei a noite inteira fazendo esse trabalho, e ainda tinha o Wood gritando sobre o jogo contra a Sonserina no sábado, ele é assustador, sabe? Sempre achei que Olívio era mais legal, mas eu estava enganada, ele me dá medo!
- Srta. Tonks, caso não tenha reparado está atrapalhando um aluno fazendo prova! - Minerva ralhou apontando para Cedrico, a menina virou-se confusa para o garoto que sorriu levemente para ela.
- Desculpe! - pediu sem graça, e olhou novamente para a professora - Mas professora, eu consegui terminar o trabalho, tive que perder os dois tempos de Adivinhação, não que eu me importe muito, mas terminei! - sorriu retirando um rolo de pergaminho de dentro da mochila e deixando-o na mesa.
Minerva olhou para a aluna e então para o trabalho recém entregue.
- A Srta. sabe que isso não é desculpa não é? Quadribol e outras aulas. Descontarei alguns pontos do seu trabalho pelo atraso.
- O QUE? - a garota pareceu indignada piscando algumas vezes, atordoada. - Professora eu nunca fiz um trabalho tão rápido na minha vida, é um pergaminho inteiro!
- Então já sabemos que não foi tão cuidadosa quanto seus colegas! - reclamou a mais velha abrindo o pergaminho e fazendo careta em seguida. - É, bem se vê que não tivemos o mínimo esforço com esse trabalho.
- Mínimo esforço? Professora, a senhora me escutou? Eu passei a noite em claro fazendo o trabalho do Snape e...
- Professor Snape, Srta. - Minerva cortou.
- ... Trabalho do Prof. Snape, depois de horas treinando Quadribol na chuva, com Wood gritando o tempo inteiro, e ainda tive aula de Poções no primeiro horário, Snape me tirou dez pontos por ter atrasado cinco minutos para a aula, nem almocei para ficar fazendo esse trabalho para entregar para a senhora, perdi duas aulas de Adivinhação e ainda estou atrasada para o treino de hoje, e a senhora vai ter coragem de me descontar nota? Professora, isso é injusto. - reclamou a garota após enumerar todos os problemas, cruzando os braços.
- Injusto? Seu colega, Cedrico Diggory, é apanhador e capitão do time de Quadribol da Lufa-Lufa, além de monitor da escola, e as notas dele são excelentes, é o melhor aluno do quinto ano. Nunca se atrasa, nunca perde um trabalho, só está fazendo uma prova agora porque se machucou durante um treino e passou alguns dias na Ala Hospitalar. - Cedrico ficou constrangido ao ouvir a professora falando dele, e a vermelhidão em seu rosto e pescoço piorou ao notar a garota o olhando. - E a Srta. está atrapalhando a concentração dele. Creio que descontar nota do seu trabalho não seja nenhum pouco injusto, estou sendo muito generosa por aceitá-lo, devia ter sido entregue ontem.
virou-se para a professora, passando a mão pelos cabelos bagunçados.
- Também acho errado a senhora dizer que não sou boa aluna na frente dos outros, sabe? Não é necessário dizer que o Diggory é mais esperto e dedicado desse jeito, professora. É muito constrangedor e pode atrapalhar minha confiança futuramente, porque me lembrarei dessas palavras. - comentou para a professora, que arqueou a sobrancelha.
Cedrico segurava uma risada olhando para a prova.
- Já terminamos Srta. Tonks, pode retirar-se agora! - declarou Minerva.
A garota suspirou e virou-se pegando suas coisas e andando para fora da sala, parou antes de chegar á porta e olhou novamente para a mais velha.
- Gostaria de deixar registrado nesse momento que a senhora não é mais minha professora preferida, e que esse cargo agora é ocupado pelo professor Lupin que, tenho certeza, teria aceito meu trabalho sem descontar nota nenhuma e, ficaria impressionado com a minha dedicação perante todos os problemas pelos quais venho passando. - então virou-se para Cedrico, que mordia o lábio para não rir - Desculpe-me pela interrupção Cedrico-capitão-monitor-exemplo-de-estudante-Diggory. Até mais, professora! - saiu, fechando á porta ao passar.
Diggory não aguentou mais segurar a risada, colocando a mão na boca para disfarçar o barulho. Minerva olhou-o séria, vendo-o se desculpar no mesmo instante.
A Professora balançou a cabeça tentando conter um sorriso.
- Ela é sempre assim, professora? - o lufo questionou interessado.
- Normalmente ela costuma argumentar mais. - ela suspirou voltando a olhar para o trabalho da garota. - Parece muito com o pai... - Minerva arregalou levemente os olhos, colocando a mão na boca. Cedrico olhou-a confuso por alguns instantes - Quer dizer, a prima também não era a pessoa mais dedicada que conheci, Ninfadora, era sempre muito simpática, mas um tanto irresponsável com os trabalhos, não era assim, quer dizer, sempre deixou para entregar os trabalhos no último instante, mas esse ano está um tanto aérea... Deve ser o Quadribol...
Cedrico concordou com a cabeça voltando a prestar atenção no pergaminho a sua frente. "


"O lufo devolvia os livros sobre Herbologia que tinha pego, estava cansado e precisava urgentemente dormir direito, as olheiras já começavam a ser visíveis, mas ainda tinha que fazer sua ronda pelo castelo antes de poder voltar para o Salão Comunal.
Aquele excesso de atividades extracurriculares estava o cansando de uma forma irritantemente insuportável. Não tinha mais ânimo para estudar e cada dia que passava tinha menos vontade de continuar como monitor, embora gostasse do reconhecimento por seus esforços, o número de tarefas estava começando a atrapalhar seu desempenho.
Precisava dedicar-se aos estudos, ao seu trabalho como Monitor e ainda pensar no time de Quadribol, pensar em novas táticas e marcar os treinos. Todos sabiam que ele não era Capitão do melhor time de Quadribol, mas ele faria de tudo para deixar a Lufa-Lufa entre os primeiros. Aguardava pacientemente Madame Pince inspecionar todos os livros para certificar-se que não tinha nenhum estrago, quando a porta da biblioteca abriu e duas alunas da Grifinória entraram. Cedrico sorriu o reconhecer a mais alta delas..
- Você poderia me ajudar com isso, Mione! - a garota pediu baixinho para a amiga que negou com a cabeça, as duas pararam próximas a Cedrico. - Não é pra fazer meu trabalho Hermione, é só para me dar uma pequena ajuda...
- Boa tarde, eu queria devolver esses livros! - Hermione sorriu para a bibliotecaria, retirando quatro livros grossos da mochila. Madame Pince a olhou por um momento.
- Um instante, estou terminando estes. - apontou para os livros que o lufo tinha entregue, Mione sorriu para a mulher e virou-se para a amiga.
- Já disse que vocês três precisam fazer as coisas sozinhos, não vou ficar ajudando-os, vocês são muito irresponsáveis!
- Hermione, não tenho tempo de fazer essas coisas, Snape me deu outra detenção, já foram cinco no último mês! Ele está de implicância comigo. - fez cara de sofredora, Granger rolou os olhos.
- Se você não tivesse dormido na aula dele isso não aconteceria.
- Olha, tenho Quadribol quase todas as noites, trabalhos e aulas, não está fácil pra mim, sabe? Ainda não consegui organizar meus horários, então tenho que fazer os deveres depois dos treinos, e durante as aulas tenho sono, porque não durmo á noite. E se Snape não pedisse quinhentos trabalhos difíceis por semana eu não passaria tantas noites sem dormir! - a garota protestou. - Está vendo essas marcas roxas, é falta de horas de sono! - disse apontando para o próprio rosto.
- Isso não é desculpa, você se inscreveu para o Quadribol porque quis, agora encare suas responsabilidades.
- Você é pior que a Andrômeda e a McGonagall, é serio. Não sei por que ainda perco meu tempo pedindo ajuda para você. - bufou virando-se para sair da biblioteca - Só não se esqueça de que eu estou pedindo sua ajuda para estudar, então se eu não passar de ano parte da culpa será sua que recusou essa ajuda. E ainda se diz minha amiga! - reclamou indignada passando pela porta.
Cedrico viu Hermione suspirar mordendo o lábio inferior, provavelmente sentindo-se culpada, a garota virou-se para ele, sem graça.
- Você é monitor, não é?
- Sim, pela Lufa-Lufa.
- E joga Quadribol também? - ele confirmou com a cabeça - Como consegue administrar seus horários?
Ele sorriu cansado.
- Não é muito fácil na verdade, você podia tentar entender o lado dela, é realmente complicado administrar as aulas e o Quadribol, ainda mais conhecendo o Wood como conheço. Ele é bem exigente!
Hermione suspirou olhando para a porta.
- Muito bem, Sr. Diggory, está tudo certo. - anunciou Madame Pince.
- Obrigado! - agradeceu pegando sua mochila - Não se sinta culpada, mas é realmente estressante, sabe? - ele comentou com Hermione.
- Eu sei, tenho mais aulas que ela, e está complicado organizar tudo, mas estou me virando, só acho que podia tentar um pouco mais...Ela é muito dramática também... - ela riu fraco e o lufo concordou sorridente ao lembrar-se da garota reclamando com McGonagall semanas antes - Vou falar com ela, obrigada!
- É meu dever de monitor ajudar os outros. - ele riu piscando para a garota que corou. - Até mais!"

Capítulo 4


“Cedrico ainda usava as vestes do Quadribol, estava sentando em um banco no corredor, um tanto entediado, embora continuasse preocupado. Ouviu o barulho de passos e olhou para o lado vendo alguém aproximar-se, após alguns segundos reconheceu , ainda usando o uniforme da Grifinória, tão molhado e sujo de lama quanto o dele próprio.
A garota parecia distraída, andava de cabeça baixa, com o cenho levemente franzido.
Já estava para virar o corredor quando Cedrico decidiu chamá-la.
- Hey! – a garota virou-se ao ouvir o grito, olhando para o Lufo que levantara do banco em que estava sentado e se aproximava rapidamente dela. – Hm, , oi...– ela o cumprimentou rapidamente, ainda parada com o cenho franzido, esperando que o rapaz prosseguisse. – Hm... Sabe, eu só... Eu... – Cedrico sentia-se muito mais constrangido e sem graça do que estava nas outras duas vezes que fizera aquela pergunta, e, pensando bem, por alguma razão sempre parecia constrangido quando a garota o olhava - Eu só queria perguntar... Potter está bem?
Ela abriu a boca sem dizer nada, confirmando com a cabeça, ainda parecendo um tanto confusa.
- Ele está bem sim, só terá que passar o fim de semana na Ala Hospitalar, ordens da Madame Pomfrey. Ele sobrevive! – deu um pequeno sorriso olhando para o lufo que sorriu de volta. - Obrigado. Sei que é estranho, mas fiquei preocupado com ele... - ele balançou a cabeça parecendo amargurado - Não é desse jeito que eu quero ganhar! Falei com a Madame Hooch, quero que façam um novo jogo, mas ela não aceitou! - explicou-se colocando as mãos no bolso da capa, olhando para o lado.
- Não é preciso fazer um novo jogo, Cedrico, foi um acidente! - Diggory tornou a olhá-la - Você não teve nada a ver com o que aconteceu. Vocês ganharam de forma justa, simples assim.
deu de ombros e ambos se olharam em silêncio por alguns instantes, até Diggory sorrir de forma que ela julgou fofa.
- Achei que você não fosse falar comigo… - confessou rindo baixo.
- Por que eu não falaria? Já nos vimos antes...
- É mas agora foi diferente, não é? E eu perguntei do Potter para os gêmeos e eles me ignoraram...Também perguntei para o seu outro amigo Weasley... Rony?
- Ah, eles só estão assim por causa do jogo! Esse é o último ano do Olívio, entende? Ele quer mais do que tudo ganhar a Taça de Quadribol, essa derrota não estava nos planos dele. Na verdade acho que nunca está nos planos dele levar um único gol, imagina perder, não é mesmo?
- Vocês vão ganhar! – Cedrico afirmou após rir junto com a garota. arqueou a sobrancelha, um tanto surpresa com a confiança do outro. - Vocês têm o melhor time, todos sabem! Só não ganharam ainda por "problemas técnicos". - falou fazendo aspas com os dedos, o que a fez rir. - Você é legal!
- Eu sei! - ela concordou com a cabeça, sorrindo convencida enquanto o via arquear as sobrancelhas e abrir a boca ligeiramente - Só estou brincando. Mas você também é, o que é óbvio, porque você é da Lufa-Lufa, todo mundo de lá é legal!
- Nem todos. - Ele balançou a cabeça sorrindo. Cedrico abriu a boca para falar mais alguma coisa, quando ouviram um grito. Viraram-se em tempo de ver outro garoto de uniforme amarelo correndo até onde estavam.
- Caramba, Diggory, estou te procurando pelo castelo inteiro! Só estamos esperando você para comemorar a vitória! Vem logo! - O garoto falou puxando Cedrico pelo braço. O rapaz a olhou rapidamente fazendo uma careta, ela sorriu para ele, acenando com a mão antes de virar-se e voltar a seguir seu caminho".


“O lufo virou-se uma última vez para olhar a garota que deixara no corredor após livrar-se momentaneamente de Emmett, mas já não conseguia vê-la, provavelmente já tinha ido para a Torre da Grifinória.
Diggory voltou a acompanhar o amigo para a Sala Comunal da Lufa-Lufa, não queria comemorar na verdade, não considerava aquela uma vitória justa, não era daquele jeito que ele queria vencer no Quadribol. Achava certo ter outro jogo, mas era como todos diziam, ele não teve culpa do acidente de Harry Potter, e ninguém parecia querer ouvi-lo...
Ao passar pela entrada secreta ouviu gritos e palmas, e logo começou a receber tapinhas nas costas e quando se deu conta, dois ou três colegas já o carregavam nos ombros para que todos pudessem vê-lo.
Era tudo muito exagerado em sua opinião, mas era realmente raro o time deles vencer, principalmente a Grifinória que todos sabiam ter os melhores jogadores.
Todos pareciam admirar o capitão e pediram por um discurso, Cedrico era tímido demais para isso, então preferiu apenas agradecer os companheiros de time pela partida e declarar que ainda precisavam melhorar alguns pontos para os próximos jogos.
Tentou ir para seu quarto algumas vezes, mas todos o puxavam no último segundo e o davam mais um copo de suco de abóbora, tortinhas ou bolo para experimentar. Ficou mais meia hora com algumas colegas do quinto e sexto ano querendo que ele contasse mais detalhadamente algumas coisas sobre o jogo, embora ele achasse que não era realmente isso que elas queriam saber.
Quando finalmente a euforia passou e ele declarou estar cansado e precisando de um banho, os colegas o deixaram ir para o dormitório.
Cedrico estava puxando algumas roupas limpas do seu malão quando ouviu uma risadinha, olhou para o lado vendo uma garota do quarto ano encostada na porta do dormitório, sorrindo para ele.
- Olá, capitão! - ela riu aproximando-se, Cedrico sorriu constrangido voltando a mexer nas suas coisas.
- Desculpe, mas estou cansado e preciso mesmo de um banho, estou coberto de lama e suor... - comentou enquanto pegava sua toalha pendurada em uma cadeira.
- Talvez você possa esperar mais um pouco, Diggory! - ela piscou sorridente.
Cedrico olho-a por alguns segundos; A garota era bonita, era um ano mais nova do que ele e tentara entrar no time no ano anterior, os dois já tinham conversado algumas vezes, mas tinha certeza que se a beijasse iria acontecer igual com sua última namorada, eles saíram juntos duas vezes e de repente todos diziam que estavam apaixonados.
Cedrico nunca tinha se apaixonado realmente, tinha gostado de algumas garotas e saído com meia dúzia delas, mas nunca fora nada muito sério, nem mesmo com a garota com quem tivera o primeiro beijo, dois anos antes.
O mais próximo que chegara de realmente gostar de alguém, foi quando saiu com a apanhadora do time de Quadribol da Corvinal no ano anterior, mas depois de alguns dias descobriu que era apenas uma atração, e que ele não tinha nada em comum com Cho Chang.
Se ele não parasse Coulson naquele instante teria um sério problema mais tarde.
Não queria ser rude com a garota, mas não sabia exatamente como dizer que não tinha vontade de beijá-la.
- Escuta, Coulson...
- Pode me chamar de Dani, Ced! - ela sorriu enquanto enrolava uma mecha do cabelo claro no dedo, Diggory concordou com a cabeça, embora um sinal em sua cabeça o avisasse que ele realmente não queria beijá-la, odiava quando o chamavam de Ced, somente seus pais e Emmett faziam isso, e o melhor amigo só o chamava daquele jeito para irritá-lo, o que facilmente conseguia.
- Tudo bem, Dani... - ele suspirou olhando para o lado e passando a mão pelos cabelos castanhos - Não quero parecer rude, mas... Bem... Digamos que… - mordeu o lábio inferior tentando imaginar uma desculpa convincente - Eu... estou interessado em outra garota! - deu de ombros com um leve sorriso no rosto, viu quando Coulson abriu a boca, descrente.
- Quem é? - perguntou interessada, cruzando os braços e aproximando-se dele.
- Não é da Lufa-Lufa, você provavelmente não a conhece. - disse simplesmente, não precisava inventar uma namorada, e tinha certeza que logo a história se espalharia e todos comentariam que Cedrico Diggory, o grande herói do jogo contra a Grifinória, tinha uma namorada.
- E de qual Casa ela é? - tornou a perguntar, o lufo suspirou cansado e virou-se pegando suas coisas em cima da cama.
- Olha, não quero ser mal educado, mas acho que isso não é da sua conta. - olhou rapidamente para a garota, a qual pareceu ofendida - Você é bonita, é sério, tenho certeza que qualquer outro cara do time gostaria de sair com você, mas eu gosto de outra... - sorriu para ela antes de andar até á saída do dormitório - Boa noite! - segurou a porta aberta para a garota sair.
Coulson o olhou por um longo tempo, e então passou sem dizer mais nada."


"A garota bocejou pela quarta vez em menos de cinco minutos, estava cansada e queria dormir, faziam semanas que não tinha uma boa noite de sono.
Culpava os estudos e o Quadribol, mesmo sabendo que não eram essas suas maiores preocupações aquele ano, os últimos acontecimentos estavam mexendo com seu psicológico, e por mais que tentasse negar a si mesma e aos outros, andava mais preocupada que o normal.
E tentava esquecer dos problemas com os treinos e estudo, achava que se estivesse ocupada o tempo inteiro e extremamente cansada a noite, não teria tempo para pensar nos problemas. E por algumas semanas aquilo funcionou, tanto que escrevera para Andy e Dora dizendo que não tinham com o que se preocupar, embora suas notas não estivessem muito boas, ela não estava mais com a cabeça presa nos acontecimentos envolvendo sua família.
Mas novamente deixou de dormir muitas horas, pois sua mente nunca parecia desligar por completo, e acabava sempre sonhando com coisas ruins, sempre envolvendo a mesma pessoa.
Na noite anterior acordou com o coração acelerado e o suor cobrindo boa parte de seu corpo, depois de sonhar que estava sendo expulsa da Escola, após todos descobrirem que Sirius Black era seu pai.
colocou os braços sobre a mesa, deitando a cabeça nos mesmos, fechou os olhos por alguns instantes, apenas para tentar relaxar, só precisava de um minutinho para descansar os olhos...
- Acho que aqui não é o melhor lugar para dormir, talvez você devesse ir para seu dormitório... - ouviu uma voz suave e abriu os olhos rapidamente, virando-se para o lado.
Cedrico Diggory estava parado, com um sorriso calmo nos lábios e dois livros grossos em mãos.
- Lá é muito barulhento, se quer saber... - deu de ombros ouvindo-o rir baixo, suspirou estralando os dedos antes de voltar a pegar o pena que deixara de lado - E preciso terminar esse trabalho de Astronomia…
- Precisa de ajuda? - Diggory perguntou prestativo ao vê-la suspirar olhando para o pergaminho aberto.
- Olha, isso é um pouco humilhante, sabe? - ela comentou e Cedrico franziu o cenho - Você é monitor, capitão e apanhador de Quadribol, o melhor aluno da sua sala e ainda tem tempo para me ajudar? Eu começo a achar que Hermione tem razão sobre eu precisar organizar melhor meu tempo...
Cedrico riu baixo ao entender ao que ela se referia.
- Não é muito fácil e, se quer saber, também costumo dormir pelos cantos algumas vezes, só não conte á ninguém que eu te disse isso ok? - piscou para ela -, mas estou em ano de N.O.M.S, então preciso estudar um pouco mais do que o normal, além de revisar a matéria dos outros anos. Pensando bem, ajudar você não seria exatamente um problema, porque eu estaria relembrando as matérias, entende?
Ela concordou com a cabeça, coçando os olhos e evitando bocejar novamente.
- Então, você pode mesmo me ajudar? - perguntou com a voz baixa, Cedrico concordou sorridente. - Eu devia ter começado a falar com você antes, teria sido muito mais fácil nestes últimos anos, sabe?
Diggory sorriu novamente, deixando os dois livros que tinha pego em cima da mesa em que a garota estava, sentando ao seu lado e puxando um dos livros que ela tinha aberto.
- Sobre o que é seu trabalho?"

Capítulo 5


“Diggory despediu-se dos amigos após pagar pela cerveja amanteigada e seguiu para fora do Três Vassouras, estava cansado e sua vontade era passar o resto do final de semana dormindo, mas ao invés disso voltaria para a Escola para estudar mais um pouco.
Assim que abriu a porta e deixou o bar sentiu o vento bater em seu rosto, bagunçando seus cabelos. Respirou fundo e deu dois passos em direção a rua, antes que a vontade de voltar para a roda de amigos e esquentar-se fosse mais forte.
Já tinha andado alguns metros quando reparou em uma garota sentada sozinha em um banco, com toda aquela neve caindo nela e os cabelos soltos balançando com o vento. A garota estava encolhida no banco, abraçando os próprios joelhos com a cabeça baixa.
Não fazia ideia de quem era, mas ao ver o cachecol vermelho e dourado deu passos incertos em direção a garota, para certificar-se que estava tudo bem. Tocou o ombro da garota e se surpreendeu ao reconhecer .
Embora tivessem combinado de estudarem juntos duas vezes por semana, a garota tinha cancelado as “aulas” das últimas três semanas, e ele não a vira pelos corredores da Escola e nem no Salão Principal desde então.
- Você está bem? – perguntou preocupado, ela ergueu a cabeça, olhando para o garoto - Que pergunta idiota, é óbvio que você não está bem! O que aconteceu? - Ela balançou a cabeça, sem responder. - Tudo bem se não quiser conversar. - disse sentando-se ao seu lado - Mas você se importa se eu me sentar aqui com você?
Ela negou com a cabeça novamente, mantendo o olhar fixo no chão coberto de neve, permaneceram em silêncio por algum tempo e, conforme a neve continuava caindo, Cedrico começava a sentir frio, embora fizesse o possível para evitar de bater os dentes ou mostrar as mãos trêmulas, olhou em direção ao vilarejo, desejava estar em qualquer outro lugar, quente e aconchegante, mas não a deixaria sozinha naquela situação.
- Se quiser eu posso procurar seus amigos... Eles não sabem que você está aqui, sabem? – a garota negou, ainda sem olhá-lo - Quer que eu os chame?
o encarou, os olhos marejados apenas por pensar nos amigos, Cedrico notou as lágrimas que começaram a cair pelos olhos .
- Hey, não precisa chorar! Não sei o que aconteceu com você, mas não chore. Você vai ficar com os olhos inchados e vão começar a te chamar de Murta-Que-Geme! - disse sorrindo, riu fracamente, baixando a cabeça e escondendo o rosto nas mãos.
Cedrico abaixou-se em sua frente, puxando-lhe as mãos para baixo, tocou seu rosto com a mão esquerda, fazendo com que a garota o olhasse nos olhos, e então colocou a mão na bochecha dela, podendo perceber o quão gelado o rosto dela estava.
- Não sei o que aconteceu, e sei que você não quer falar. Não te culpo por isso, nós mal nos falamos, mas... - Ele suspirou ainda a encarando, estudavam juntos, mas não conversavam muito, apenas banalidades do dia-a-dia, eles não eram amigos. - Quando você quiser falar com alguém diferente, eu estarei aqui, ok? – a garota parecia nervosa, olhando-o em dúvida - Qualquer dia, a qualquer hora… Menos nas aulas de Poções, o Prof. Snape não ficaria muito feliz se eu pedisse pra sair, sabe como ele é, provavelmente iria nos deixar presos nas masmorras por uns três dias sem comida, ou algo do tipo.
Os dois riram brevemente, a garota suspirou voltando o olhar para o chão, respirando fundo e tentando acalmar-se, evitar que mais lágrimas caíssem. E então voltou a encarar os olhos cinzas do rapaz, que não perderam nenhum movimento que ela fizera no último minuto.
Cedrico pensava em mais alguma coisa para dizer, e tentava ignorar a dor no joelho, por ficar agachado no chão gelado, quando, de repente, a garota o abraçou.
Literalmente jogou-se em seus braços, escondendo o rosto gelado no pescoço do rapaz. Diggory sentiu um arrepio por todo o corpo, abrindo a boca surpreso por um instante. Demorou alguns segundos para retribuir o abraço, ainda um pouco atordoado. Manteve os braços entorno do corpo da garota quando, desajeitadamente, sentou-se no banco ao lado dela novamente, podendo manter o abraço e começando a tocar os cabelos loiros dela, enquanto a ouvia soluçar baixinho contra seu peito.

Depois de incontáveis minutos, embora não estivesse mais tão incomodado com o frio, Diggory achou melhor levá-la de volta para a Escola, a neve caía com mais intensidade e a garota tremia levemente contra seu corpo, e o lufo não mais sabia se era devido ao choro. Teve certeza que era hora de voltarem quando a afastou levemente e notou os lábios dela começando a ficarem roxos.
Os dois voltavam juntos de Hogsmeade, Cedrico a abraçava de lado, mantendo-a próxima a ele, ignorando os olhares curiosos que recebiam.
Ela já parecia mais calma do que quando ele a encontrara, mas ainda estava quieta e com nariz vermelho, assim como os olhos que também estavam um tanto inchados devido ao choro recente. Passaram pelos portões de Hogwarts e continuaram andando até o Castelo, até que a garota parou de repente e Cedrico virou-se para olhá-la, manteve o olhar baixo e as mãos dentro dos bolsos do agasalho.
- Preciso ir ao Corujal... - disse simplesmente.
- Tudo bem, posso ir com você. - ele sorriu para a garota que negou.
- Não precisa, você já me ajudou bastante...
- Não é problema, e eu insisto. - declarou por fim puxando a mão da garota e começando a caminhar em direção a Torre.
- Ainda não escrevi minha carta... - ela argumentou alguns passos depois.
- Você têm pergaminho e pena? - parou para olhá-la, concordou com a cabeça - Então eu posso esperar e aproveito para enviar uma aos meus pais.

Cedrico estava próximo a uma das janelas, as mãos dentro dos bolsos, encarava os terrenos da Escola, já tinha enviado sua carta faziam bons minutos, e esperava pacientemente pela garota.
Mas não tinha nem começado a escrever, não sabia como colocar em palavras o que estava sentindo. Por fim, resolveu não escrever muita coisa, encontraria com a família em alguns dias.

"Olá,
Eles já sabem de tudo sobre ele.
Posso voltar pra casa agora?
X ."

Cedrico olhava o Campo de Quadribol com um leve sorriso no rosto, quando algo chamou sua atenção. No meio da neve um ponto preto rondava próximo a Torre em que estava com a garota, olhando mais atentamente reparou ser um cachorro, um grande cachorro preto.
Achou estranho o animal estar sozinho, perdido pelo terreno.
Virou-se para para falar sobre o animal, quando reparou que ela já prendia sua carta em uma coruja castanha. Sorriu assim que ela o olhou.
- Olha, tem um cachorro ali! - disse tornando a olhar pela janela, apontando para o animal com a cabeça, se aproximou procurando o que ele apontava.
- Não parece ser o cachorro do Hagrid... - comentou tentando enxergar melhor o animal, ambos afastaram-se andando para as escadas, lado a lado, e saindo da Torre.
- Será que está perdido? - Cedrico questionou ainda olhando para o cachorro, o qual estava sentado no fim da escada, encarando os dois estudantes. - Até parece que está nos esperando.
Os dois terminaram de descer e aproximaram-se devagar do animal que continuava parado, olhando de um para o outro.
- De repente ele está com fome... - comentou voltando-se para o menino ao seu lado.
- Posso pegar alguma coisa para ele comer na cozinha, - piscou sorrindo para ela - só não deixe ele se afastar muito, talvez o tirem da propriedade antes de conseguirmos dar alguma comida para ele. - Diggory tornou a olhar para o cachorro, que parecia atento a conversa deles, mexeu com a mão tentando atraí-lo para perto - Não parece perigoso. - disse vendo-o aproximar-se com calma, sem tirar os olhos da garota, enquanto cheirava a mão do lufo. - Acho que ele gostou de você! - riu ao passar a mão na cabeça do animal e reparar que ele esperava alguma atitude da menina, aproximando-se com calma dela, e cheirando a mão da mesma.
esticou a mão para acariciar o pelo negro do cachorro, estava molhado e gelado devido a neve.
- Acho que ele também precisa de um banho! - exclamou com uma careta leve.
Cedrico gargalhou e o cachorro latiu.
- O coitado está perdido, acho que ele não tem como tomar banho, ainda mais nesse frio! - defendeu-o ainda coçando atrás da orelha do animal, que parecia extremamente contente com os carinhos que recebia. - Parece ser um cachorro esperto, é uma pena ele não poder ficar pelo terreno, seria legal para variar um pouco...
- Você vai contar para alguém? - virou-se para Diggory.
- Não, mas acho improvável que alguém não veja um cachorro desse tamanho por aqui... Mas talvez Hagrid o pegue, ele pode ficar com o Canino, não é mesmo? - Cedrico sugeriu parecendo animado.
- Mas e se não deixarem? Vão levá-lo embora? - tornou a questionar olhando para o animal, que não tirava os olhos dela.
- Não sei... Talvez... Bem, vou buscar um pouco de comida para ele, acho melhor levá-lo para o Campo de Quadribol, ninguém vai vê-lo lá. Volto logo! - Cedrico viu a garota concordar e então começou a caminhar para o castelo.
chamou o cachorro com a mão e os dois seguiram para o lugar proposto por Diggory, a garota sentou-se em um canto da arquibancada, ajeitando o cachecol em seu pescoço, e o cachorro deitou ao seu lado.
- Você é um cachorro bonito, mesmo fedendo... - o animal latiu novamente para ela, fazendo-a rir levemente - Só estou falando a verdade, sinto muito se te ofende! - ela tornou a acariciar a cabeça do bicho, que encostou uma pata na perna dela e apoiou a cabeça, fechando os olhos em seguida - Você é bem folgado, não é mesmo? – comentou ainda fazendo carinho nele. - Talvez eu te veja quando voltar do feriado... Se você não tiver ido embora... - suspirou tristemente - E se eu voltar para a Escola. - o cachorro abriu os olhos afastando-se levemente da garota, parecia agitado.
Ela o olhou estranho por alguns segundos, era como se o cachorro pudesse entendê-la.
Demorou um pouco para o cão se acalmar novamente e ela voltar a acariciar os pelos negros dele, e cerca de vinte minutos depois o cachorro ergueu as orelhas virando-se para o lado oposto, atento ao barulho que escutava. também virou-se e logo viu Cedrico voltando segurando um embrulho grande.
O cachorro ficou em pé e correu em direção ao lufo, pulando em volta do garoto, abanando o rabo agitado enquanto latia alto.
- Fique calmo, você não pode fazer tanto barulho, alguém pode te ouvir! - pediu em vão, vendo o cachorro continuar a latir e tentar pegar o embrulho que o rapaz carregava consigo.
- Ele, definitivamente, esta com fome! - sorriu assim que Cedrico se aproximou o suficiente para escutá-la.
Diggory sentou ao seu lado e abriu a toalha com comida, colocando-a ao chão, os dois ficaram assistindo o animal comer rápido e desesperadamente todos aqueles pedaços de bacon, pernil, pão e frango.
- Imagina há quantos dias ele está sem comer... - Diggory comentou com pena.
- Será que é ele? Talvez seja ela... - falou distraída, o cachorro parou de comer e olhou para os dois, latindo. Ambos riram da reação.
- É ele! - Cedrico declarou e o cachorro voltou a comer.
- Precisa de um nome, não é? - perguntou com a cabeça inclinada admirando o animal, que já terminava de comer o último pedaço de frango. - Mas não sou muito boa com nomes...
- Hm... Vou falar vários nomes que vierem à cabeça, se ele der algum sinal à gente fica com o nome, okay? - Sugeriu e a garota concordou, o cão terminou de comer e sentou em cima da toalha, olhando para os dois. - Dingo? Hammer?
- Hammer? - questionou rindo, Cedrico deu de ombros sorrindo constrangido.
- Jack? Eddie? Dexter? Ginger? Logan? Lobo? - e o cachorro latiu com o último.
- Lobo? - olhou com a sobrancelha arqueada e o cão abanou o rabo.
- Bom, o Lobo já está alimentado! - Diggory sorriu estendendo o braço para passar a mão no animal que se aproximou com o rabo balançando.
- Mas ainda precisa de um banho! - deu de ombros vendo Lobo latir para ela, fazendo-a rir junto com Cedrico."



Capítulo 6


" abraçou os amigos desejando-lhes boas festas e, antes de sair do Salão Comunal, virou-se para os três.
- Seus presentes estão com a Hermione! Feliz Natal! - sorriu brevemente, pegando sua mala e caminhando para o quadro da Mulher Gorda.
- Hermione! - Rony olhou para a amiga - Você poderia nos entregar agora, não é?
- Pode esquecer, só vai receber no dia! - a amiga avisou antes de retirar-se em direção ao dormitório das garotas.
- Mas...
- Desiste, Rony - Harry riu - era mais fácil se a estivesse aqui para entregar, Mione não vai fazer isso antes do Natal.
Assim que passou pelo quadro, começou a descer as escadas com certa dificuldade devido a grande mala que carregava, quando finalmente chegou ao hall de entrada do castelo deixou sua mala junto com algumas outras que estavam ali e andou em direção ao Salão Principal, pegando algumas torradas, pães e um pedaço grande de torta de rins e embrulhando em alguns guardanapos, escondendo dentro da capa, então caminhou para fora do Castelo poucos minutos depois.

Cedrico olhava o cachorro terminar de comer um tanto sonolento, estava cada dia mais cansado com tantos afazeres, recostou-se nos bancos da arquibancada pronto para fechar os olhos, mas assustou-se quando o cão pulou ao seu lado, sentando no banco e lambendo a mão do garoto, que riu do gesto acariciando-lhe a orelha.
- Você é bem esperto, não é mesmo? Ás vezes acho que você entende o que eu falo. - o cão latiu duas vezes e então deitou-se fechando os olhos e descansando. - Se eu te contar uma coisa você não vai contar para ninguém, não é mesmo? - ele sorriu negando com a cabeça, achando-se idiota por falar com o animal daquela forma, o cão apenas o olhou esperando que ele continuasse. - Acho que realmente estou gostando de uma garota! - Lobo abriu a boca, claramente bocejando.
Diggory franziu o cenho para ele, fechando a cara e cruzando os braços, revoltado com a falta de atenção que recebera.
- Não é uma garota qualquer, é a ! - falou exasperado encarando o cachorro que estava com os olhos fechados.
Mas, assim que disse o nome da garota, Lobo abriu os olhos, sentando-se sobre as patas traseiras e encarando o rapaz
- Ah, agora eu chamei sua atenção? - sorriu esperto, esticando a mão para acariciar o cão, mas o animal afastou-se do lufo, ainda olhando diretamente para os olhos cinzas do garoto - O que foi? Ficou com ciúmes? Não vou fazer nada. Nem mesmo acho que ela goste de mim... - deu de ombros parecendo chateado. - Só quis contar para alguém sobre isso...
Cedrico tornou a recostar as costas na arquibancada, esticando as pernas para relaxar um pouco, olhou o relógio no pulso, ainda tinha trinta minutos antes de sair.
- Não sei o que você vai fazer durante esses dias... - comentou de olhos fechados - Passarei uns dias fora, e também vai para casa. Não contei para ninguém sobre você, porque podem falar que temos um cachorro no terreno e te levarem embora... - virou-se para o cachorro que ainda o olhava sem reação, mantendo-se a distância - Mas não sei como você vai comer esses dias. - pareceu realmente preocupado.
O cachorro latiu baixo, se aproximando lentamente e lambendo a mão do garoto, que sorriu antes de acariciar-lhe a cabeça. No instante seguinte, Lobo levantou as orelhas e pulou por cima do garoto, descendo as escadas da arquibancada e correndo para a entrada do Campo, balançando o rabo freneticamente, Diggory virou-se no mesmo instante, não demorando para entender o motivo da afobação do animal.
riu ao ver o cachorro pulando envolta dela, e abaixou-se para fazer carinho no mesmo, que deitou-se sobre a neve e fechou os olhos, o rabo ainda abanando para os lados, animadamente.
viu Cedrico mais a frente e começou a andar em sua direção, seguida de perto por Lobo, que não parava de latir e pular, atraindo sua atenção durante o percurso.
- Olá! - sorriu para o garoto sentando ao seu lado. - Trouxe comida, mas pelo jeito você foi mais rápido!
- Tudo bem, na verdade eu estava pensando sobre isso... Não temos como alimentá-lo durante alguns dias, talvez ele guarde para mais tarde.
- Pensei nisso também, quase falei para Hermione, para ela alimentá-lo, mas certamente acabaria contanto para alguém, porque é contra as regras da Escola... - rolou os olhos e Cedrico riu concordando.
- Tenho mais um pouco de comida aqui, podemos deixar em um canto para ele, tenho certeza que ele não vai morrer de fome, e é esperto o suficiente para procurar comida em outros lugares sem ser visto... - comentou olhando o animal que cheirava o embrulho que deixara de lado.
- Espero que ele continue aqui, me acostumei com ele. - falou distraída, Diggory concordou.
- Ninguém o viu até agora, acho que ele pode continuar escondendo-se.
Permaneceram em silencio enquanto o cachorro corria sem parar pelo Campo, fazendo-os rir quando parava e começava a cavoucar a neve. Lobo vez ou outra olhava para os dois, latindo antes de voltar a correr.
- Feliz Natal, Cedrico! - virou-se para o garoto, retirando um pacote do bolso da capa e entregando á ele. Diggory olhou surpreso para a garota - Pela ajuda que você me deu nas últimas semanas com os estudos! - piscou sorridente.
Lobo parou de correr quando notou que não tinha mais atenção dos estudantes, e voltou correndo para perto dos dois, cheirando o embrulho que estava nas mãos de Cedrico, antes que o rapaz tivesse tempo para abri-lo.
- Curioso! - acusou.
Sorriu ao retirar o pequeno objeto e virou-se para a menina, abraçando-a sem jeito.
- Obrigado, é fantástico! - tornou a olhar para seu pequeno pomo-de-ouro, dentro de uma redoma de vidro pouco maior que sua mão. O pomo não voava, era uma peça presa em um suporte de madeira, e tinha seu nome gravado, além das cores da Lufa-Lufa, ao invés do habitual dourado.
- Comprei um presente pra você também, mas não sabia se te veria hoje... - virou-se para sua mochila ao lado do banco, e retirou um pacote pequeno entregando para a menina - Não sabia o que comprar na verdade...
- Não precisava! Você já tem feito muito por mim, sabe?
- Não importa, espero que goste. - encolheu os ombros e esperou pela reação dela.
O cachorro olhava de um para outro em silêncio, com os olhos estreitos.
abriu o pacotinho e virou-o em sua mão, de dentro caiu uma corrente de ouro com um pingente com a inicial de seu nome e o símbolo da Grifinória.
sorriu verdadeiramente para o lufo, abraçando-o apertado em seguida.
- É lindo! Obrigada!
Cedrico afastou-se minimamente dela, ainda sorrindo para a garota, olhando aqueles olhos que tanto gostava, e que vinham dominando seus pensamentos nas últimas semanas. Seu olhar caiu para os lábios dela, que ainda sorria para ele, Cedrico gostava tanto de vê-la sorrir... Curvou-se ligeiramente, mas antes que pudesse se aproximar o suficiente, o cachorro latiu alto, assustando-os e então pulou no meio deles.
Cedrico riu sem graça, dando um beijo rápido na bochecha dela, vendo-a corar em seguida.
- Desculpe, mas o seu só chega depois, não encontrei nada para cachorros em Hogsmeade! - falou passando a mão no cão, que virou-se rapidamente e lambeu sua bochecha, ela gargalhou empurrando-o para o lado.
Cedrico riu passando a mão na cabeça do animal e virou-se para ajeitar suas coisas. Pegou o que sobrou da comida juntando-a com o que trouxera e fechou na toalha, daria para uns dois ou três dias, pelo menos. Virou-se para os dois que ainda brincavam sentados na arquibancada e sorriu.
- Sua comida está aqui, se você não comer tudo de uma só vez deve dar para alguns dias... - apontou para a toalha e o cachorro latiu para ele. - Acho melhor irmos ou perderemos o trem! concordou levantando e pegando sua capa, Cedrico se aproximou do cachorro, passando as mãos nos pelos do bicho, que abanou o rabo contente.
abaixou-se na frente do animal.
- Até mais, Lobo! Comporte-se bem, Feliz Natal! - sorriu beijando a cabeça do cachorro que levantou-se e pulou nela como se estivesse a abraçando, deixando as duas patas dianteiras sobre seus ombros. Ela riu passando as mãos pelo corpo esbelto dele, mantendo-o sobre as duas patas traseiras por alguns instantes. Lobo tornou a lamber a bochecha dela, fazendo-a gargalhar novamente."

Capítulo 7


“Diggory terminou suas anotações e então olhou para , sentada logo a sua frente na mesa da Grifinória. Por algum motivo a garota estava sozinha, fazendo seus trabalhos, parecia concentrada embora, após alguns minutos a observando, ele notara que a garota segurava a pena em mãos, mas não escrevera nem uma palavra. Tinha o olhar fixo no livro a sua frente, mas não parecia estar lendo-o.
Cedrico franziu o cenho, olhando ao redor e localizando Harry e Rony sentados juntos, do outro lado da mesa, fazendo seus deveres e vez ou outra conversando. O ruivo ás vezes lançava um olhar para , que não parecia notar. Hermione não parecia estar por ali.
Achou estranho estarem todos separados, mas desde que voltaram do Natal, duas semanas atrás, das vezes que encontrara com , ela parecia mais quieta do que de costume, respondendo apenas o necessário quando ele lhe dirigia a palavra. E, pensando bem, todas as vezes que encontrara com ela, a menina estava sozinha; Indo para a aula de Poções, voltando das estufas de Herbologia, saindo da sala de Transfiguração, ou indo para o treino de Quadribol, após o horário das aulas.
Ela também cancelara as aulas que teriam juntos, dizendo que poderia dar conta dos estudos sozinha, e agradecendo pela ajuda que o lufo a tinha dado anteriormente.
Cedrico não a encontrara em nenhuma das vezes que fora levar comida para o cachorro, que agora estava escondido na Estufa número 5, a qual dificilmente era utilizada para aulas. E pelo olhar triste de Lobo, e a forma que o cachorro ficava olhando para a porta, sempre que Cedrico entrava, o rapaz considerou que talvez ela não estivesse indo visitá-lo.
Tentou voltar sua concentração para os estudos novamente, mas pouco depois viu Potter e Weasley passarem pelo corredor, em direção a saída, sem nem mesmo olharem para a garota, que baixara ainda mais o olhar quando notara a aproximação deles.
Diggory desistiu por completo dos estudos, quando a viu guardar o material e sair do Salão Principal. O lufo fechou seu livro, jogando-o de qualquer jeito dentro de sua mochila, enrolou os pergaminhos que usara e colocara-os junto aos livros, fechou o tinteiro e pegou sua pena, guardando-os.
Avisou aos amigos que estava de saída e que encontraria com eles mais tarde, antes de colocar a alça da mochila por sobre o ombro e andar apressadamente para a saída.
Olhou para os lados, e não precisou de muito para localizar andando em direção aos jardins, seguiu-a de longe por algum tempo, e então quando ela deixou a mochila de lado e sentou-se embaixo de uma árvore, próxima ao Lago Negro, Diggory aproximou-se.
- Hey…
o olhou por alguns segundos, sorrindo de leve por pouco mais de um segundo, antes de voltar a olhar para frente, ignorando-o por completo. Não era bem sua intenção fazer aquilo, mas no momento não queria ver ninguém, nem mesmo Diggory.
Cedrico esperou por alguns instantes, parado em pé, ao lado da garota. Olhou para o castelo e então suspirou deixando a mochila no chão, sentando-se junto a garota, em silêncio.
parecia perdida nos próprios pensamentos e, ao olhá-la, Cedrico apenas confirmou que ela não estava muito interessada em conversar, mas mesmo assim manteve-se ao seu lado, não querendo deixá-la sozinha. Minutos depois a garota suspirou, encostando a cabeça no ombro do lufo, Diggory sorriu levemente, passando o braço esquerdo pelos ombros dela, puxando-a para mais perto.”


“Diggory piscou algumas vezes, o cenho franzido e a boca ligeiramente aberta. Andou de um lado para outro, passando a mão pelos cabelos curtos, parou por alguns instantes, sentando-se em uma das mesas da sala de aula desocupada na qual estavam, coçou o queixo perdido em pensamentos, e então voltou a andar, ainda descrente do que acabara de ouvir.
- Me deixa entender isso direito! - parou novamente, cruzando os braços, olhando diretamente para a garota que estava sentada na mesa do professor Binns. - Você é filha de Sirius Black e Victoria Lestrange? - apontou com um dedo para ela, vendo-a confirmar com um aceno - Quer dizer… Eles são dois dos Comensais mais temidos do mundo bruxo, e a filha deles é… Você?
- É impressão minha, ou você está decepcionado com essa informação? - franziu o cenho, sorrindo levemente.
- Sinceramente? Imaginei que seria algum aluno da Sonserina, alguém como o Flint, entende? Que a gente vê de longe que é mau caráter… Mas… Você? Isso só pode ser brincadeira. É a coisa mais absurda que eu já ouvi. Não consigo acreditar que a filha dos maiores seguidores de Você-Sabe-Quem é você. Black? Eu ainda estou esperando você começar a rir e dizer que é mentira.
- Acredite quando eu digo que eu, realmente, queria dizer que estou brincando. - ela deu de ombros, vendo-o suspirar, aproximando-se e então sentando ao seu lado na mesa.
- Você é muito boazinha, não faz sentido na minha cabeça.
riu baixo, olhando para o chão enquanto o lufo continuava resmungando o quão errado aquilo parecia.
- Talvez estejam te confundido com outra pessoa…
arqueou a sobrancelha, um sorriso de lado.
- Eu posso ser bem ruim, sabia?
- Tenho certeza que sim, já joguei Quadribol contra você, lembra? - os dois riram levemente, e então Cedrico novamente colocou-se em pé, voltando ao assunto - Ok, vamos por partes. Eu sou a única pessoa quem sabe disso, certo?
Ela negou com a cabeça.
- Os professores também sabem, e Draco também… Ele é meu primo, da pra acreditar?
Cedrico fez careta, suspirando.
- Seu árvore genealógica só está piorando, é melhor você parar por ai!
riu concordando, enquanto Diggory voltava a colocar em palavras, a maioria das coisas que passavam na cabeça da garota.
- Enfim, a questão é que você está com medo que seus amigos descubram e não queiram mais conversar com você? É por isso que você já está se afastando deles?
- Não estou me afastando de ninguém! - retrucou fazendo careta, rolou os olhos antes de concluir. - Hermione disse que Harry está com ciúmes.
- Ciúmes?
- Porque passei muito tempo com você antes do Natal, - deu de ombros, Cedrico pareceu surpreso - e tínhamos combinado de fazer algumas coisas, entende? E eu meio que não fui com ele…
- Que tipo de coisas? - arqueou a sobrancelha, cruzando os braços. mordeu o lábio antes de responder, e Cedrico sentiu uma pontada no peito. - Que coisas, ?
- Harry queria saber mais sobre Sirius, e queria que eu o ajudasse, e eu inventei que não poderia porque já tinha marcado de estudar com você…
Digorry fechou os olhos por alguns instantes, a estranha sensação de alívio o atingindo.
- E ele ficou com ciúmes por isso?
- Harry é meu melhor amigo, e sou sempre eu que o ajudo com essas coisas, Rony é medroso e Mione não vai contra as regras. - tornou a dar de ombros, vendo Cedrico sorrir de lado.
- E ele está com ciúmes!
- Ah, você sabe, eu sou muito legal, todos querem minha companhia, não é? - sorriu convencida, escutando a risada dele em seguida.
- Só não entendi o motivo de terem se afastado, se ele não quer que você passe tanto tempo comigo…
- Harry não tem que querer nada, Diggory. Eu posso ser amiga de quem eu quiser. - ela arqueou a sobrancelha, séria. Cedrico sorriu - Ele só ficou chateado porque eu não o ajudei com essa história e, bem... Eu não podia falar a verdade, não é?
- Mas você acha que eles vão parar de falar com você quando descobrirem? Que eles vão sair correndo? - a garota olhou para o lado, sem responde. Cedrico negou com a cabeça, aproximando-se - Olha, , eu sei que não deve ser a coisa mais fácil do mundo, e, particularmente, não queria estar no seu lugar… Acho que ninguém queria. Mas… Todos que te conhecem sabem que você não tem nada a ver com eles, não é minimamente parecida. Você não é uma pessoa ruim, e não tem culpa do que aconteceu. Você não pediu para ser filha deles, e não tem culpa das escolhas que eles fizeram. Sofreu tanto, ou mais, que todas as outras pessoas…
A menina continuou em silêncio, olhando para as próprias mãos.
- Eu duvido que eles vão deixar de falar com você, é sério. - Diggory tocou o ombro dela, atraindo sua atenção - Vocês são amigos, eles te conhecem muito melhor do que eu te conheci nesse pouco tempo, e se eu não fiquei com medo de você, por que eles ficariam?
concordou com a cabeça depois de alguns instantes, sorriu de lado olhando-o nos olhos. - Mas também acho que você deveria contar logo para o Potter, mostra que você confia nele, entende? É melhor do que se ele descobrir por outra pessoa.
- Obrigada.
- Não precisa agradecer. - ele sorriu apertando gentilmente o ombro dela - E se eu estiver errado, pode deixar que eu mesmo cuido do Potter! - piscou malandro, fazendo-a rir baixo antes de abraçá-lo.”


“Os dois estavam sentados no chão da estufa, vendo Lobo ir buscar a bolinha que Cedrico jogava, e trazê-la de volta animado, o rabo balançando de um lado para o outro.
- Você vai me fazer perguntar, ou vai me contar sozinha?
- O que quer dizer? - a garota virou-se para olhá-lo, no mesmo instante em que o cachorro voltava com a bolinha colorida, a qual era seu presente de Natal de .
- Você ainda não está conversando com Potter?
franziu o cenho, negando com a cabeça enquanto olhava para o cachorro, que aproximava-se animado.
- Potter é um babaca. - falou baixo, vendo Lobo sentar-se ainda com a bolinha na boca. Diggory suspirou entendendo o que a garota quis dizer, mexeu com a mão para o cachorro aproximar-se novamente e ele poder jogar a bolinha, mas dessa vez o animal permaneceu parado, sentando enfrente aos dois, deixando a bolinha no chão e deitando-se, de cabeça baixa.
Cedrico franziu o cenho estranhando a reação do cachorro. Virou-se para a garota que não parecera perceber a reação do cão.
- O que ele disse? - perguntou curioso.
- Nada que eu já não esperasse. - deu de ombros, mexendo-se desconfortável. - Parece que você estava errado, não é mesmo? - comentou após alguns instantes daquele silêncio incomodo. Cedrico olhou-a confuso. - Você me falou que ele obviamente entenderia que a culpa do que aconteceu com os pais dele não era minha, pois bem, aparentemente você também errou sobre isso.
Diggory travou a mandíbula, fechando os olhos por alguns instantes.
- Bem, talvez Potter seja mais estúpido do que eu imaginei.
- Talvez ele não seja o único.
- Hermione e Rony concordam com ele?
- Rony parecia perdido, mas ficou do lado do Harry. Mione começou a chorar, então não deu pra entender muito bem o que ela quis dizer. - coçou o nariz distraída, pensando sobre o assunto.
- Pode ser só questão de tempo…
- Tempo? - a garota virou-se para ele - Não vejo como o tempo vai ajudar em alguma coisa, Cedrico. Não vou deixar de ser filha de quem eu sou com o passar do tempo, ou isso já teria acontecido nos últimos doze anos que eles passaram em Azkaban, não acha?
- Hey, só quis dizer que talvez ele esteja nervoso agora e depois se desculpe…
- Não preciso das desculpas dele, Diggory. Se Potter acha que eu ajudaria Sirius Black a matá-lo, problema dele. Não preciso daquele magrelo para absolutamente nada. - levantou-se de repente, passando por Cedrico e Lobo sem olhar para trás.
Diggory suspirou frustrado, passando a mão pelos cabelos.
- Agora me diga, por que foi que ela gritou comigo se eu não fiz nada? - perguntou retoricamente para o cachorro que manteve o olhar preso no rapaz. - Caramba, Potter quem estraga as coisas e sou eu que quase apanho? - Cedrico levantou-se ainda parecendo chateado - Até parece que é nossa culpa ela ser filha de Sirius Black… - passou a mão na calça, tirando o pouco de terra presente, antes de agachar-se e passar a mão no cachorro - Até mais, Lobo.”


estava encostada na parede gelada, os braços cruzados, sentindo-se um tanto aborrecida com a demora. Detestava ficar esperando. Viu mais um grupo de quintanistas saindo, mas Diggory ainda não estava entre eles. Fazia quase quarenta minutos que estava esperando, deixara de tomar café para falar com o lufo, e já começava a se arrepender dessa escolhe idiota. Podia ter deixado para conversar com ele mais tarde, depois das aulas talvez.
Mas não, lá estava ela, sentindo um buraco no estômago de tanta fome, e começando a se cansar de ficar igual idiota parada esperando pelo rapaz. Sem contar nos olhares dos lufanos ao se depararem com a garota da Grifinória, parada enfrente a passagem para a Sala Comunal da Lufa-Lufa, a qual deveria ser secreta.
Olhou no relógio para confirmar o que já sabia:
Estava há tempo demais esperando por Diggory, e se ele não aparecesse em cinco segundos, então ela não se daria mais ao trabalho de se desculpar.
Seu ego torcia para que ele não aparecesse!
- Finalmente, Diggory, por que você demorou tanto? - reclamou quando viu o rapaz saindo, ajeitando o cachecol enquanto colocava a mochila nas costas. Cedrico arqueou a sobrancelha quando a viu parada a sua espera. Os amigos que estavam com ele olharam para a garota, depois riram para Cedrico, que rolou os olhos enquanto via os amigos se afastando pelo corredor.
- Não sabia que estava me esperando… - deu de ombros, parando enfrente a garota - Algum problema?
o encarou por alguns segundos, pensando no que diria. Um simples “me desculpa” deveria ser o suficiente, certo? Então por que ela não dizia?
- Reparei que você tem me evitado nos últimos dias, imaginei que talvez você estivesse chateado comigo…
Cedrico cruzou os braços, olhando sério para a garota.
- Talvez?
- Olha, eu vim até aqui e fiquei te esperando por uma eternidade, vamos pular essa parte? - a garota sorriu para ele. Diggory negou com a cabeça, suspirando em seguida.
- Por que você sempre faz isso? - questionou cansado, sem realmente olhar para ela.
- Faço o que?
- Tenta arranjar uma desculpa para sair dos problemas. Você sabe que seria muito mais fácil se você simplesmente tivesse pedido desculpas quando me viu na hora do jantar, mas preferiu me ignorar. Agora vem como se nada tivesse acontecido e espera que eu faça o mesmo?
- Eu não estava te ignorando. - fechou a cara, o rapaz arqueou a sobrancelha.- Não é com você meu problema, Diggory, sabe disso.
- Bom, então não desconte em mim.
abriu a boca para respondê-lo, mas pensou melhor e apenas suspirou, passando as mãos pelo rosto e jogando o cabelo para o lado.
Cedrico continuava parado esperando seu pedido de desculpas.
Achava justo já que ela fora extremamente rude com ele nas duas últimas vezes que se encontraram, realmente não era culpa dele se ela ainda estava brigada com os amigos.
- O que você quer que eu diga? - olhou-o finalmente, Cedrico deu de ombros, vendo-a bufar irritada logo depois - Caramba, Diggory, eu vim até aqui, fiquei um tempão procurando a droga da passagem pro seu Salão Comunal, nem tomei café, estou morrendo de fome, vou me atrasar para a aula do Lupin e você fica de frescura?
- Frescura? - reclamou irritado.
- Eu não sei se você percebeu, Cedrico, mas eu não costumo me desculpar com as pessoas, vai contra meus princípios, meu ego não deixa... - Diggory negou com a cabeça, virando-se para sair do corredor - E mesmo assim eu passei os últimos cinquenta minutos aqui esperando pra falar com você! - falou mais alto ao vê-lo se afastar pelo corredor.
Cedrico parou por um instante, suspirou antes de virar-se, sabia que não conseguiria muito mais do que aquele falho pedido de desculpas.
Mas pensando bem, até que já fora muito, pelo que conhecia da garota, ela nunca se desculpava. era orgulhosa demais para isso, sempre dava um jeito de se desculpar sem dizer “eu sinto muito”.
Quando virou-se para falar com ela, surpreendeu-se ao sentir a garota jogar os braços envolta de seu pescoço, abraçando-o apertado. Diggory largou a mochila no chão, de qualquer jeito, passando os braços por sua cintura, abraçando-a de volta.
- Desculpa, Diggory! - ouviu-a sussurrar contra seu pescoço.
Cedrico arrepiou-se por um instante, suspirando enquanto a apertava em seus braços.”


"O rapaz fazia seus últimos trabalhos como monitor antes de seguir para o Campo de Quadribol, para assistir o jogo da Grifinória contra Corvinal, ainda não tinha visto aquele dia, e esperava fazê-lo antes do jogo.
Sabia que ela ainda estava chateada por ter brigado com Potter, e pensou em falar com o garoto quando o viu mais cedo naquele dia, mas achou que pioraria as coisas. Decidiu-se por não se envolver, embora ainda achasse que Harry Potter estava sendo realmente burro em pensar que a garota poderia ajudar Sirius Black ou qualquer outra coisa do tipo.
Depois de separar um princípio de briga entre dois quartanistas, Cedrico andou para o Salão Principal para comer alguma coisa antes do jogo. Não demorou muito tempo e grande parte do time da Grifinória apareceu com seus uniformes vermelhos, Diggory reparou que não estava com eles, mas que Wood sorria mais do que o normal.
Notou uma movimentação maior na mesa da Casa e depois de ouvir a palavra Firebolt resolveu ver o que era. Esqueceu-se momentaneamente que estava sentindo uma certa raiva de Potter ao ver a vassoura que ele tinha conseguido, ainda melhor que sua antiga Nimbus 2000.
- Parabéns, é realmente incrível! - falou para o garoto, Harry o olhou por alguns segundos, mas acabou agradecendo.
- Presente de Natal! - deu de ombros com um sorriso. Cedrico novamente parabenizou-o e então voltou para seu lugar para terminar sua refeição.
Acabou perdendo mais tempo do que imaginara a princípio, mas quando finalmente saiu do Salão, encontrou e Hermione descendo as escadas de acesso ao hall, aparentemente as duas discutiam sobre alguma coisa, gesticulava bastante com as mãos e parecia estressada.
- Harry só está com vergonha de ter sido idiota, vergonha de pedir desculpas! - Mione falava para a amiga que negou com a cabeça.
- Problema dele que é ridículo, não tenho que falar com ele. - cruzou os braços olhando para o lado oposto.
- Só estou pedindo para você não tentar enfeitiçá-lo quando ele for se desculpar, sabe como ele e Rony são ruins com desculpas, não são piores que você, é claro. - a outra arqueou a sobrancelha, vendo Hermione rir - Harry provavelmente vai enrolar muito e só vai dizer coisas desconexas! Garotos são ridículos, !
Cedrico aproximava-se com as mãos nos bolsos da calça, mas parou ao ouvir a última frase, com as sobrancelhas erguidas. As duas garotas viraram-se para ele ao chegarem no final da escada, riu da cara do rapaz.
- Cedrico é exceção! - piscou para ele, que sorriu de lado.
- Bem, vou comer alguma coisa, nos vemos depois do jogo, boa sorte! - Hermione falou, abraçando a amiga e acenando com a cabeça para o lufo.
- Queria dizer boa sorte antes da partida, mas tenho certeza que vocês vão ganhar! - deu de ombros, ainda com um sorriso fraco nos lábios. A garota gargalhou.
- Obrigada mesmo assim!
Cedrico reparou que ela usava o colar que ele tinha lhe dado no Natal, e sorriu mais com aquilo.
- Não vai comer? - perguntou enquanto caminhavam lado a lado para fora do castelo.
- Levantei mais cedo hoje, - comentou coçando levemente o nariz. - também já deixei comida para o Lobo, eu acho que ele está engordando...
- Ele realmente parece gostar de você, não é? - Diggory comentou distraído, descendo as escadas em direção ao jardim.
- É claro, damos comida para ele todo dia!
- Mesmo assim, ele não fica tão feliz ao me ver como com você, acho que você é mais legal... - ele fez uma careta leve, a menina aproximou-se apertando as bochechas dele, que gargalhou em seguida.
- Acho você à pessoa mais legal de Hogwarts, ok? - ela sorriu para ele.
Cedrico concordou com a cabeça, dando um leve beijo na bochecha da garota, vendo-a corar em seguida.
- Também gosto de você, , se é isso que você quer dizer!”

Capítulo 8


"Os dois andavam juntos por Hogsmeade até Cedrico sugerir que parassem para comer alguma coisa, pois ele já estava morrendo de fome.
Entraram em um café próximo, o qual tinha bolos maravilhosos de vários sabores, fizeram seus pedidos e sentaram-se em uma mesa mais ao canto, conversando sobre diversos assuntos enquanto esperavam, sendo o principal deles as últimas partidas de Quadribol; Grifinória ganhara da Corvinal e Lufa-Lufa perdera por dez pontos da Sonserina, o que significava que Lufa-Lufa e Grifinória disputavam a Taça, e a diferença de pontos era mínima. No fundo Cedrico tinha certeza que a Grifinória ganharia, perdera seu goleiro no último jogo e o rapaz ficaria fora dos Campos até o próximo ano, e o goleiro substituto era uma vergonha. Era quase melhor jogarem com um a menos… Por fim mudaram de assunto quando seus pedidos chegaram, ocupando-se em saborear a comida.
- Admito que pensei que você pararia de sair tanto comigo, agora que se entendeu com seus amigos... - Cedrico confessou sentado despojadamente em sua cadeira, olhando para a garota a sua frente.
Ela arqueou a sobrancelha e terminou de engolir seu pedaço de bolo antes de respondê-lo;
- Admito ter pensado que você, Cedrico Diggory, aluno modelo, monitor e capitão do time de Quadribol, tivesse algo melhor para fazer do que andar com uma garota do terceiro ano da Grifinória! - ela deu de ombros, Cedrico ficou em silêncio por algum tempo, encarando os olhos .
- Isso é sério? - perguntou por fim, ela apenas concordou. - Nossa, devo parecer muito insuportável...
- E eu devo parecer muito mais arrogante e metida do que eu sou. - o olhou com o cenho franzido, ele riu negando com a cabeça.
- Desculpe, me enganei, mas não acho você metida, muito pelo contrário. - ele sorriu antes de tomar um gole de seu chocolate quente.
- Quer dizer que eu sou arrogante? - colocou as mãos na cintura, vendo-o gargalhar.
- Contra certos fatos não existem argumentos… - desculpou-se.
rolou os olhos, sorrindo em seguida.
- Você até que é bem legalzinho...
- Legalzinho?
- Você é o tipo de pessoa que todos querem ter por perto, Diggory! - comentou enquanto mexia em seu chá. Cedrico olhou para a garota por algum tempo, um sorriso calmo nos lábios.
- Gosto da sua companhia. - disse simplesmente antes de colocar outro pedaço de bolo na boca.
- Você também não é dos piores, sabe? - comentou com desdém, fazendo-o rir e concordar agradecendo com uma careta.”


"Assim que passaram pela grande porta de entrada, os dois andaram para a lateral esquerda, até chegarem a uma parte pouco iluminada, diminuindo as chances de serem pegos por Filtch.
- Pelo menos agora o Wood vai parar de gritar com o time o tempo inteiro... - concluiu o assunto.
- Ele vai ficar insuportável, isso sim! - Cedrico riu levemente, sentando-se no degrau e puxando a garota com ele. - Mas não o culpo, eu também ficaria!
- Esse ano foi realmente por pouco… Ano que vem vai ser interessante jogar contra vocês! - sorriu para o garoto.
- Quem será o Capitão de vocês? - Diggory questionou curioso.
- Não sei, provavelmente a Angelina, acho que ela é quem está há mais tempo no time depois de Olívio... Mas ela é legal e não parece ser do tipo que grita muito, sabe?
- Jogaremos um contra o outro novamente, então, vai ser realmente interessante! - Cedrico piscou maroto, sentando um degrau abaixo e esticando as pernas, fitando o céu estrelado.
- Mas não pense que vou marcar menos gols por ser o seu time, ok? Na verdade vou querer marcar o dobro, pra você ver quem é a melhor! - comentou displicente. Cedrico gargalhou.
- Não pense que vou falar para meus batedores não jogarem um Balaço em você se tiverem a oportunidade, ok?
abriu a boca fazendo cara de indignada.
- Ora, então é isso? Está pretendendo me mandar para a Ala Hospitalar? Eu esperava mais de você, Diggory! - falou falsamente desapontada olhando para o lado oposto, enquanto cruzava os braços.
Cedrico virou-se, esticando-se levemente até encostar o corpo sobre o dela, dando-lhe um beijo estalado em sua bochecha antes de rir baixinho.
- Eu nunca faria nada para te machucar, !
- Não adianta vir me beijar agora, Diggory. Vou deixar meu time avisado de que você tentará nos sabotar! - ela emburrou, ainda olhando para o lado e tentando ignorar o fato de ter o lufo tão próximo. Cedrico passou o braço por sua cintura, puxando-a para perto, ainda rindo baixo.
- Você é muito dramática! - comentou encostando o queixo no ombro da garota, virou-se rapidamente, parecendo ofendida e deu um tapa estralado no braço do apanhador.
- Seu abusado!
- Estou mentindo, por acaso? Você faz muito drama, , além de ser arrogante!
- Ah, vamos começar a falar os defeitos um do outro, agora? Espera, deixa eu ir ao meu quarto pegar minha listinha! - ironizou tornando a olhar para o lado, escutando o rir mais alto.
- Esqueci que você também é irônica. - completou afastando-se dela, apoiou os cotovelos no degrau de cima e inclinou a cabeça para o céu. - E não são exatamente defeitos, são pontos da sua personalidade.
- Você esqueceu de colocar que eu não me desculpo! - lembrou-o sorrindo.
- Faz parte da arrogância, . - piscou vendo-a rolar os olhos - E quais seriam meus defeitos? - perguntou interessado.
A garota ficou em silêncio por alguns instantes, o cenho levemente franzido, deu de ombros em seguida.
- Ainda estou procurando.
Cedrico arqueou as sobrancelhas, descrente.
- Ah, é. Você é muito responsável, credo.
- Responsabilidade é um defeito?
- Sim. Talvez. Não sei bem… - deu de ombros novamente - Foi à única coisa que eu pensei! - justificou-se vendo-o rir novamente.
Após alguns instantes de silêncio, a garota virou-se séria para ele.
- É sério?
- O que?
- Que você acha tudo isso? Ninguém nunca reclamou… - comentou pensativa. Cedrico demorou alguns instantes para entender ao que a garota se referia.
- Digamos que são detalhes, algo que te diferencia das outras pessoas, entende? - a garota concordou, embora ainda não parecesse convencida, Cedrico sentiu a necessidade de se explicar. - Quer dizer… - sentou-se direito, olhando para a garota que o olhou curiosa - Não é algo que você faça porque quer, é natural, sabe? Por exemplo… - pensou um pouco, sorrindo ao lembrar-se - Quando você joga o cabelo para trás, antes de responder alguma coisa que você sabe, ou quando te fazem um elogio, é algo que você faz automaticamente, ou... hm… Quando você sorriu de lado quando eu fui te parabenizar pela conquista da Taça, foi algo automático…
- Meu sorriso é arrogante?
- Não, calma… Foi um sorriso do tipo “eu sei que sou muito boa”, - ele deu de ombros - eu, particularmente não vejo problemas, e tenho certeza que todo mundo que te conhece sabe que você não é metida, embora pareça as vezes… É algo natural em você, entende?
- Igual quando você fica vermelho quando eu te faço um elogio? - questionou com a sobrancelha arqueada. Diggory abriu a boca surpreso, sentindo o rosto esquentar no mesmo instante.
- Mais ou menos isso… - respondeu em voz baixa, olhando para o lado oposto. - Não é algo que possa controlar, entende? Apenas acontece…
- Hm… Certo…
- Em todo caso, não é algo ruim em você, na verdade eu meio que gosto… Faz você ser… Diferente, em um bom sentido, sabe? - deu de ombros sorrindo levemente, novamente sentiu o rosto esquentar quando os olhos dela encontraram com os seus e ela sorriu tranquila.
- Eu acho engraçado como você fica enrolando para dizer algo simples!
- O que quer dizer? - perguntou confuso.
- Eu não sou boa com desculpas e enrolo para dizer, mas você sempre se enrola para me explicar alguma coisa. Por exemplo, agora, você poderia só ter dito que eu pareço metida, mas que você não acha que eu seja…
- Realmente parece mais fácil, agora que você comentou…
- Diggory? - o rapaz tornou a olhá-la - Eu também gosto de você exatamente como você é!
O lufo concordou com um aceno e um sorriso tímido brotou em seus lábios.”

Capítulo 9


"O rapaz permaneceu sentado, mal respirava.
A cor sumindo de seu rosto a medida que entendia o que aquilo significava, a boca ligeiramente aberta com o choque da notícia.
- Cedrico? - chamou baixo, o garoto não se mexeu.
Não podia acreditar no que estava ouvindo, aquilo era algum tipo de brincadeira, talvez ela começasse a rir.
- Diggory?
- Você pode repetir essa última parte? Acho que não entendi direito... - sussurrou apavorado com a ideia de que aquilo fosse real.
- Hm... Sirius na verdade era o cachorro que a gente cuidava, por isso parecia tão esperto... E pensando bem, acho que era por isso que ele ficava mais ao meu lado do que do seu... - comentou pensativa. Cedrico olhou para os lados, desesperado. - Você está bem?
Diggory piscou algumas vezes, atordoado, seu cérebro parecia muito lento para o tanto de notícias que tinha recebido na última hora, e a pior de todas viera no final. Ele podia aceitar tudo, menos aquilo! Não podia ser verdade!
- Olha, eu digo que sou filha de Sirius Black e você não se importa. Depois conto que ele é inocente e passou anos presos injustamente, você acredita. Agora eu aviso que ele é um Animago e você surta desse jeito? Tem algo bem errado com você! - comentou ainda olhando confusa para o apanhador, que não parecia capaz de escutá-la naquele momento. Só uma coisa ficava em sua mente, só uma simples conversa que tivera com o cachorro meses atrás voltava cinquenta vezes mais forte;

"Acho que gosto de uma garota... Não é uma garota qualquer, é a !"

Ele tinha dito para o pai da menina que gostava dela!
Isso explicava a reação do cachorro quando ele contou!
Isso explicava o cão sempre ficar entre os dois quando estavam juntos!
Era o pai dela.
Sua cabeça girava.
O ar parecia faltar em seus pulmões naquele instante.
Como ele podia ter sido tão estúpido? Por que não tinha ficado quieto?
Cedrico começou a torcer para que os anos em Azkaban não tivessem afetado a sanidade do homem, e que ele não tentasse matá-lo na próxima vez que o visse.
Olhou para baixo ao sentir a mão de encostar na sua, encarou os olhos dela, a garota parecia preocupada.
- Você está bem? Quer que eu chame alguém?
- Ele disse alguma coisa? Sobre ser o cachorro...? - ignorou a primeira pergunta dela, seu coração batia acelerado.
- Não, só agradeceu pela comida, disse que estava morrendo de fome até a gente aparecer. Disse também que você parece legal... E que vai sentir falta da nossa companhia diária. - sorriu para ele. Cedrico suspirou, o alívio atingindo todo seu corpo.
Pelo menos Sirius não tinha contado que ele gostava dela.
E, pensando bem, era óbvio que ele não contaria.
Sirius Black provavelmente não queria Cedrico Diggory perto de sua filha, possivelmente não queria nenhum cara perto dela.
Oh, ele estava tão ferrado! "


“Ele estava sentado embaixo de uma árvore, aproveitando o dia quente, sentindo o vento bater em seu rosto, bagunçando seus cabelos curtos.
Poderia aproveitar aquele tempo para dar uma descansada, o ano tinha sido exaustivo.
Tantas coisas para fazer... Tantas coisas a se pensar... Mas fora um bom ano, no final.
Estava relativamente nervoso com seus NOMs, mas sabia que tinha ido bem, estudara o suficiente e estava focado na prova nos dias anteriores.
Não esperava ter grandes problemas, talvez não tirasse a melhor nota em Poções, mas tinha certeza que seria suficiente para o próximo ano letivo.
Diggory estava distraído olhando os outros estudantes passeando pelos terrenos da escola, gostava de ter aqueles momentos de silêncio e tranquilidade, embora, no fundo, esperasse que alguém fosse encontrá-lo ali.
Olhou por sobre o ombro para o castelo, não vendo ninguém que chamasse sua atenção.
Já estava acostumado com todos falando que a garota da Grifinória era namorada do apanhador, não importava-se no entanto, no fundo gostaria que fossem comentários verdadeiros, mas tinha certeza de que aquilo nem passava pela cabeça da menina.
E no fundo, ainda estava um tanto preocupado com Sirius Black sabendo que ele tinha esse interesse na garota.
Suspirou ignorando esses pensamentos e tornando a relaxar, talvez devesse fazer uma ronda, afinal era monitor, mas naqueles últimos dias de aula estava liberando-se dessas obrigações. Tornou a encostar a cabeça na árvore e fechou os olhos, aproveitando o calor e o movimento calmo.
- Que bonito Sr. Diggory! – Cedrico abriu os olhos assustado – Eu acabo de quase ser reprovada pelo Snape e você dormindo, realmente esse mundo não é justo! – estava parada, em pé com as mãos na cintura, com uma expressão engraçada do rosto.
O lufo deu um sorriso de lado, puxando-a para sentar-se com ele.
- Como foi de prova? – perguntou sorridente quando ela encostou ao seu lado.
- Sei lá, Severo me odeia, então acho que sempre tenta dar um jeito de me reprovar, – deu de ombros, sem realmente se importar – eu devia ter pedido para Sirius tê-lo mordido na surdina, quando era um cachorro... – suspirou pensativa, arrancando uma gargalhada de Cedrico.
- Snape já sabe que Sirius é animago, não? – perguntou olhando a garota, ela apenas concordou com a cabeça, com um sorriso brincalhão no rosto.
- Tanto faz, seria engraçado do mesmo jeito!
- De qualquer modo, acho improvável você não tirar uma nota mínima com ele...
Ela encarou-o com a sobrancelha arqueada.
- Nota mínima? Nossa, mas você é realmente bem sincero, não? Até a Hermione diria que eu fui bem o suficiente, para não me preocupar... – ela balançou a cabeça em negação. Cedrico riu desculpando-se no mesmo instante e puxando-a para um abraço. – Não quero seus abraços, Diggory! Você está ficando muito abusado.
- E você muito fresca, se bem me lembro foi você quem me abraçou primeiro, pouco depois de nos conhecermos!
A garota abriu a boca indignada, sem saber o que responder.
Ele tinha razão.
Fechou a cara e fez menção de levantar-se.
- Tudo bem, estou de saída!
Cedrico segurou o pulso da garota, impedindo-a de se afastar quando a mesma estava em pé.
- Não seja boba, nunca disse que não gostei.
virou-se para ele, pronta para dar alguma resposta arrogante, por pura pirraça, é claro, mas quando viu os olhos cinzas do rapaz, que naquele momento pareciam ter um brilho diferente, algo que o deixava ainda mais bonito, apenas sorriu, incapaz de dizer qualquer coisa que fizesse aquele olhar carinhoso sumir.
- Mas também me recuso a abraçar você novamente! – semicerrou o olhar para o garoto que deu de ombros.
Ela tornou a arquear a sobrancelha, não soube exatamente como, mas quando deu por si já estava caída por cima dele, que a abraçava apertado.
Os dois riram e a garota rolou para o lado, encostando as costas na grama verde do terreno. Diggory não parecia satisfeito, por isso logo tratou de voltar a abraçá-la, ficando parcialmente por cima dela.
- Não preciso que me abrace, posso eu mesmo te abraçar, moça. – disse de forma petulante. Ela gargalhou.
- Saiba que só não irei reclamar, porque gosto dos seus abraços...
Cedrico riu ainda olhando para os olhos dela.
Gostava de ter a garota por perto, gostava de olhar os olhos e o sorriso dela, fosse aquele sorriso prepotente ou o sorriso calmo que ela lhe dirigia na maioria das vezes.
Cedrico gostava tanto de ouvir a risada dela! Adorava poder abraçá-la quando tinha vontade sem que ela se importasse.
E de como ela ria das coisas que ele falava, mesmo as mais bobas. Ele gostava de como ela prestava atenção nas coisas que eram importantes para ele.
Gostava de como ela o fazia se sentir.
Mas nada daquilo parecia realmente suficiente nos últimos meses.
Cedrico queria que ela gostasse dele da mesma forma que ele gostava dela.
- Diggory?
E definitivamente ele gostava de quando ela o chamava pelo sobrenome.
E das caretas que ela fazia quando ele demorava para responder alguma coisa.
- Eu gosto de você.
piscou com o cenho franzido por alguns instantes, mas sorriu ao entender o que ele dissera. Um sorriso diferente, que o fez sentir algo diferente, era como se seu peito estivesse aquecido, sentiu suas mãos formigarem levemente.
- Também gosto de você, Ced! – ele sorriu dando-lhe um beijo estalado na bochecha.
- Você tem alguma ideia de como eu detesto que me chamem de Ced? - fez careta, vendo-a rir próxima a ele, sorriu junto.
- Eu sei. Ced. Ced. Ced.
- Chega! Eu já entendi! - colocou a mão sobre a boca dela, soltando logo depois. deu língua.
- Enfim, eu queria saber... – ele afastou-se minimamente para tornar a olhar nos olhos dela – Você vai continuar me ajudando a estudar no próximo ano, não é? – ele gargalhou – Não ria, é sério, Diggory! Ficou mil vezes mais fácil de entender a matéria com você explicando, inclusive Poções!
- Então é por isso que você gosta de mim? Por que eu te ajudo a estudar?
- É claro que não! – ela falou rapidamente – Gosto porque… Não sei… Porque você é uma pessoa legal e fofa – ela apertou-lhe as bochechas, Cedrico fez uma careta leve – acho que quando eu quiser elogiar alguém vou dizer “Você está muito Diggory hoje!”
Cedrico gargalhou novamente, deixou seu corpo cair para o lado, sentindo a garota tornar a sentar ainda olhando-o rir.
- Não seja bobo, pare de rir! – esperou alguns minutos até que ele se acalmasse, e então cutucou-o nas costelas.
- Não reclame se eu começar a rir novamente – disse esquivando-se das mãos da garota, aquilo causava-lhe cócegas.
suspirou olhando para o Lago Negro, a preguiça começando a tomar conta de seu corpo.
- Acho que vou para meu quarto...
Cedrico apoiou-se nos cotovelos, erguendo parcialmente o tronco e tornando a olhar para ela.
- Você acabou de chegar!
- Eu sei, mas tenho que arrumar minhas coisas ainda, e não tenho certeza do lugar que deixei parte dos meus livros... – fez uma careta.
- Fique mais um pouco, você pode procurar isso mais tarde!
- Mas vamos para casa amanhã, se não arrumar hoje terei que acordar cedo – fez cara de sofrida, Cedrico sentou-se e apertou-lhe as bochechas, da mesma forma que ela tinha feito poucos minutos atrás.
- Quero passar mais um tempo com você antes das férias, ficaremos muito tempo sem nos vermos. – ele reclamou parecendo inconformado.
achou aquilo adorável.
- Eu sei que você me adora! - piscou marota, Diggory rolou os olhos, negando com a cabeça. - Hm... Você vai me escrever, não vai? – perguntou após alguns segundos de silêncio.
- Obviamente. – respondeu rápido, os dois riram. – Me diz uma coisa, - Cedrico sentou-se ao seu lado, coçou o queixo antes de continuar - você já sabe se vai realmente para a Copa Mundial?
- Espero que sim, mas ainda não tenho certeza, Dora ficou de me dizer amanhã…
- Talvez... Bem, eu vou. Você poderia ir comigo se ninguém puder te levar! – sorriu confiante. A garota concordou tranquila.
- Mas você realmente não consegue ficar longe de mim, não é? – comentou de forma pretensiosa, Cedrico sorriu constrangido. - Saiba que também sentirei saudades! – ela piscou para o garoto que concordou, puxando-a para trás, ele queria abraçá-la e então fazer cócegas, mas devido à proximidade ela acabou caindo por cima dele, de costas.
- Ai! Ai! Ai! – ele soltou-a rapidamente ao ouvir os gemidos de dor, olhou-a assustado.
- Desculpe, não queria te machucar!
- Deixa de ser lerdo, Cedrico. – ela gargalhava – Você não me machucou. – mostrou a língua para o lufo, que riu balançando a cabeça.
- Um dia acharei que você está brincando e não te darei crédito, e a culpa será sua! – comentou falsamente bravo. Ela aproximou-se e deu um beijo em sua bochecha.
- Não seja tão dramático! – abraçou o garoto novamente e então levantou-se, sem dar tempo dele tentar impedi-la como fizera antes – Te vejo no jantar, tudo bem? Preciso mesmo arrumar minhas coisas agora.
Cedrico concordou com a cabeça, vendo-a sorrir antes de se afastar, acompanhou-a com o olhar, notou quando ela parou junto á uma roda de alunos da Grifinória. Diggory encarou aquela cena com os olhos semicerrados, quem era aquele garoto abraçando-a de lado?
Olhou mais atentamente, reparando que tratava-se de Wood, suspirou nervoso.
Ora, era claro que ela tinha outros amigos, assim como ele. Embora duvidasse que sentisse tanto ciúmes ao vê-lo com outras garotas!
ficou alguns minutos conversando com o pessoal, rindo junto deles antes de finalmente entrar no Castelo. Cedrico suspirou voltando a encostar-se na árvore, antes de ir para seu quarto tomar um banho antes do jantar.”


Capítulo 10


“Cedrico jantava tranquilo, conversando com os amigos da Lufa-Lufa e vez ou outra deixava seu olhar se perder na mesa da Grifinória, porem em nenhuma das vezes encontrara os olhos de o encarando.
Ela parecia muito entretida rindo de algo que os gêmeos Weasley falavam.
Algumas vezes conversava extremamente empolgada com Harry, e Cedrico fechou as mãos em punho quando Potter passou o braço pelos ombros dela, dizendo algo em seu ouvido, algo que a fez gargalhar por vários minutos.
Suspirou encarando seu prato com um pedaço de torta de rins, intocado.
Tomou um gole de seu suco de abóbora e voltou a prestar atenção na conversa dos amigos, mas não parecia realmente interessante.
- Não entendo, Ced, – ouviu a voz de Emmett, goleiro do time, ao seu lado – por que você não fala para sua namorada parar de andar com Potter? Eles parecem íntimos demais para serem apenas amigos...
- Ela não é minha namorada. – respondeu categoricamente, tornando a olhar para a garota, que naquele momento, enquanto ria com Potter, olhou em sua direção. sorriu para Cedrico, que acenou levemente com a cabeça, ainda notando o braço de Potter sobre os ombros da garota, e a mesma raiva súbita atingi-lo, suspirou.
- É claro... – ouviu o riso baixo de Emmett.
O monitor o olhou com a sobrancelha arqueada, o amigo apenas riu dando de ombros.”


“A garota olhou pela terceira vez no relógio de pulso, esperando o lufo para se despedir antes de pegar o trem e voltar para casa, mas ele não estava em lugar nenhum.
Viu alguns amigos do rapaz, mas não quis perguntar sobre ele.
Talvez ele estivesse fazendo sua ronda de monitor, ou terminando de arrumar suas coisas.
Caminhou em direção à cozinha, a passagem para o Salão Comunal da Lufa-lufa era na mesma direção, quando ouviu uma movimentação e algumas risadinhas no corredor.
Olhou para o lado e parou no mesmo lugar, não acreditando no que seus olhos viam.
Cedrico Diggory estava ali, mas não era como monitor.
Cedrico Diggory estava como um aluno, um aluno qualquer com uma garota qualquer.
A garota respirou fundo, dando um passo para trás, esbarrando em uma armadura e quase derrubando a mesma.
Cedrico e a garota com quem ele estava olharam na direção do barulho.
O lufo piscou algumas vezes, assustado, quando reconheceu , que olhava para o lado. Abriu a boca para dizer algo, mas ela foi mais rápida.
- Desculpem, não quis atrapalhar. – falou baixo, virando-se e saindo o mais rápido possível daquele lugar.

Seu coração estava acelerado, sentia as mãos tremerem e uma súbita vontade de chorar. Respirava entrecortado, só queria sair dali, só queria não vê-lo novamente.
Ao virar o corredor em direção a Torre da Grifinória acabou dando de cara com alguém e, antes que pudesse se dar conta do que estava acontecendo, tinha caído no chão gelado.
- Eu... Desculpe. – pediu pela segunda vez em menos de dez minutos.
- ? – olhou para cima, vendo Harry encará-la preocupado – Você está bem? O que aconteceu? – ajudou-a a levantar e colocou as duas mãos nos ombros da garota, olhando-a nos olhos .
- Hm... Não foi nada, eu só...
Potter negou com a cabeça, não acreditando em nada do que a amiga dizia.
- Ahm... Minha... Minha cabeça dói, só isso. – Harry a encarou desconfiado por alguns segundos, suspirando em seguida, puxando-a pela mão pelo corredor.
- Vamos ver a Madame Pomfrey!
- Não é preciso, Harry, já vai passar, só preciso de um pouco de ar ou... Ou...
- Já arrumou suas coisas? – ela concordou com a cabeça. – Ótimo, então vamos perto do lago, ou sei lá, assim você respira e podemos conversar! - ele sorriu já puxando-a para fora do Castelo, concordou agradecendo, e passou o braço pela cintura do amigo, quando ele abraçou-a de lado.”


“Diggory ainda olhava para o ponto em que a garota tinha estado poucos minutos atrás, seu cérebro não parecia ter entendido o que acontecera.
O que ele tinha feito?
Balançou a cabeça atordoado, e então se deu conta de Danielle Coulson ao seu lado, ou talvez em cima. A garota tinha os cabelos bagunçados, as vestes amassadas e um risinho que o garoto achava que nunca mais sairia do rosto dela.
E então Cedrico deu-se conta das próprias vestimentas; o uniforme amarrotado, a gravata torta, a camisa branca com alguns botões abertos.
Seu cabelo deveria estar ainda mais bagunçado do que o da garota com quem estava, e tinha certeza que deveria estar tão vermelho quanto ela.
O que ele tinha feito?
- Danielle, eu... Me desculpe, eu...
- Vai atrás daquela garota? – a menina olhou-o com raiva – Você acha mesmo que sua namoradinha vai querer alguma coisa com você depois disso? – perguntou descaradamente, apontando para ambos.
Cedrico abriu a boca para responder algo e, só então, a verdade o atingiu em cheio.
tinha visto-o aos beijos com outra garota.
Ela tinha o visto naquela situação deplorável.
Por alguns segundos ele não soube o que dizer, sentiu todo o ar sair de seus pulmões, parecia que o sangue não circulava mais em suas veias.
tinha visto Cedrico com outra!
Não pensou duas vezes antes de afastar-se da colega e começar a andar rapidamente pelo corredor, tentando arrumar seu uniforme da melhor forma possível.
Sentia seu coração acelerado, não sabia exatamente o que faria, mas precisava falar com , tentar explicar a situação.
Explicar o que não podia ser explicado. O que ele diria? Ele não tinha desculpas, estava completamente consciente do que estava fazendo minutos atrás junto de Coulson.
A garota esperara por ele e quando Diggory saiu do Salão Comunal a menina o abordou.
Cedrico não tentou afastá-la, conversou com ela, riram juntos. Ele não tentou pará-la quando a garota começou a mexer com a gravata de seu uniforme.
Não tentou afastá-la quando ela se aproximou dele.
Não pensou em rejeitá-la quando a garota beijou seu pescoço.
Diggory apenas reagiu consciente de suas ações.
Cedrico deu o primeiro beijo, foi ele quem a encostou na pilastra mais escondida.
Fora ele quem puxara a camiseta dela para cima.

Milhares de coisas passavam em sua cabeça, nada parecia fazer muito sentido.
Procurou a garota por todos os cantos do castelo, perguntou para Hermione se ela a tinha visto, mas nada. E, definitivamente, Granger não parecia saber o que acontecera, assim como Rony, que também não tinha visto a garota.
Ou qualquer outro grifinório que ele tivesse perguntado.
Olhou o relógio e, frustrado, voltou para seu quarto para buscar seu malão.”


“Cedrico estava na fila para o embarque quando finalmente a viu, junto a Harry Potter, ambos rindo enquanto conversavam de braços dados.
Cedrico ficou parado por alguns instantes, apenas olhando para os dois.
Por que Potter estava sempre tão próximo? Por que ela sempre ria junto á ele? Por que eles sempre acabavam sozinhos?
“Harry esta com ciúmes porque eu passo muito tempo com você!”
Respirou fundo ao lembrar-se daquela simples frase dita quase seis meses antes.
Se Potter sentisse ciúmes pelos mesmos motivos que Cedrico…
Diggory continuou encarando-os de longe e, após algum tempo, Harry virou-se para os lados, parecendo procurar alguém. O garoto arqueou a sobrancelha quando viu Cedrico o encarando de longe, Potter então falou algo para , que virou-se para os lados.
Seus olhares se encontraram, mas não pareceu feliz ao vê-lo. Apenas acenou com a cabeça, antes de virar-se para Harry novamente, voltando a conversar com ele, antes de entrarem no trem.
Cedrico suspirou passando a mão pelos cabelos bagunçados, ele estava tão ferrado.”


“Passou a viagem pensando em como falar com a garota, mas as duas vezes que ele apareceu na cabine dela, a menina esquivara-se dele.
Em uma ela estava dormindo, embora no mesmo instante que ele virara as costas ela tenha aberto os olhos e voltado a conversar com os amigos, e ele ouvira sua voz.
Na segunda, disse estar muito ocupada jogando xadrez com o Weasley e não poderia conversar naquela hora.
Pensou em mil e um meios de se desculpar, mas nada parecia adequado.
Assim que chegaram a Londres, Cedrico voltou a olhar para os lados atrás dela, esperando-a descer do trem, aquela era a última chance de conversarem pessoalmente.
Para seu alívio encontrou a família da garota junto de seus pais, ou seja, ela teria que ir até ali uma hora ou outra, e ele não perderia essa oportunidade.
Sorriu para os pais, abraçando-os antes de cumprimentar Ted, Andrômeda e Tonks. Esperaram alguns minutos até a garota aparecer, após se desperdir demoradamente dos amigos.
- , finalmente! Achei que tivesse ficado em Hogwarts! – Tonks falou animada ao avistar a prima, Cedrico encarou-a, mas ela não fez questão de olhá-lo.
Esperou que a garota cumprimentasse a todos antes de pedir, em voz alta, para conversar com ela antes de atravessarem a plataforma de volta a Londres.
Ela concordou com a cabeça, seguindo-o para um canto mais afastado da estação enquanto as famílias continuavam a conversar.
- Eu sinto muito, ok? – disse simplesmente, tudo o que tinha imaginado falar fugira de seus pensamentos assim que aqueles olhos o encararam.
- Não precisa se desculpar comigo, Diggory. – deu de ombros um tanto entediada – Não tenho nada a ver com a sua vida, não é mesmo? Só achei estranho te ver com alguém, você nunca falou dela, foi só estranho.
Cedrico sentia como se uma mão espremesse seus pulmões e algo dentro dele quisesse gritar.
- , você tem tudo a ver com a minha vida! Você sabe que gosto de você e...
- E somos amigos! – completou, sorriu levemente para ele. – Não se preocupe com isso. Não faz diferença com quem você namore, Cedrico, não é problema meu!
O rapaz suspirou passando a mão pelos cabelos novamente, antes de voltar a encará-la.
- Não estou namorando com ela, eu só... Eu... Aconteceu, mas... Não é importante, sabe? Eu... – começou a movimentar suas mãos rapidamente sem saber como explicar-se.
- Tudo bem, não vou te julgar por isso. – comentou parecendo entediada. – Nos vemos em Hogwarts, huh? Tenha boas férias! – abraçou-o rapidamente antes de virar-se para juntar-se a sua família.
- ... Espera! – ele chamou baixo, a garota tornou a olhá-lo – Eu... Sinto muito.
- Por que? Deus, Diggory, você pode sair com quem você quiser. Aproposito, tem uma marca de batom no seu pescoço.”


Capítulo 11


“Cedrico estava deitado em seu quarto, não tinha conversado muito com seus pais depois que chegaram em casa, alegando estar muito cansado.
Tinha coisas demais na cabeça e não sabia o que fazer, mas no fundo sentia-se culpado, porem ao mesmo tempo... Bem, não era como se ele e tivessem, de fato, algum compromisso.
E ela tinha deixado muito claro que não tinha nada a ver com sua vida, e eles eram apenas amigos.
- Amigos... – falou um voz baixa, fechando os olhos, colocando os braços sobre a cabeça. Ele não queria que fossem amigos, já fazia um bom tempo, esperava que pudessem ser muito mais do que isso, mas não parecia ser o que ela queria.
E depois do que tinha ocorrido, duvidava que ainda tivesse muitas chances de mudar isso.
“Nos vemos em Hogwarts...”
Como ele passaria todo aquele tempo sem falar com a garota, tentando explicar ou amenizar a situação de alguma forma?
Até eles voltarem para Escola talvez... Talvez ela voltasse a ser apenas amiga de Potter e dos outros alunos da Grifinória e não quisesse mais falar com ele.
Cedrico não queria perder a amizade deles, mesmo sabendo que, possivelmente, seu desejo de serem mais do que amigos não se realizaria.
Gostava da companhia dela no final das contas, mas talvez ela não fosse querer manter a amizade. Talvez eles não fossem mais para Hogsmeade juntos, ou estudassem depois das aulas durante alguns dias da semana, talvez não conversassem mais antes de dormir depois da ronda dele…
“Você pode sair com quem você quiser”.
De fato, ele poderia.
Como ela deixara bem claro, eram apenas amigos, então ele não devia absolutamente nada a ela e nem mesmo tinha motivos para se desculpar.
Mas no fundo sentia que não era bem assim.
Ele não queria sair com outras garotas, embora tivesse beijado Coulson, era com que ele queria sair.
Era ela quem ele queria beijar.
E no fundo tinha medo que ela pudesse fazer o mesmo.
Entendia a amizade com Potter, era o melhor amigo dela, mas e se eles tivessem algo a mais?
Harry Potter sentia ciúmes da garota, teoricamente apenas pela amizade, mas e se não fosse apenas isso?
E se ele sentisse o mesmo tipo de ciúmes que Diggory sentia?
E se Potter gostasse dela?
E se um dia ela comparasse os dois?
Harry Potter, o famoso Harry Potter, o Menino-Que-Sobreviveu, que enfrentara Voldemort mais de um vez... Os dois eram melhores amigos, estavam sempre juntos…
Cedrico era um bom aluno, jogava no time de Quadribol, tinha uma boa família, mas… E se ela não se importasse?
E se um dia ela contasse que gosta de Harry?
Os dois estavam sempre de braços dados… Rindo um para o outro…
O que Cedrico diria se um dia chegasse dizendo que estava saindo com Harry?
O lufo fechou os olhos com força, suspirando profundamente em seguida.

Precisava se distrair, tirar essa quantidade absurda de pensamentos da cabeça. Levantou-se tirando suas coisas do malão; Colocou os livros da Escola na estante, deixou sua vassoura ao lado do armário e separou as roupas que estavam limpas das que iriam para lavar.
Foi quando pegou seu cachecol embolado no fundo da mala, que algo pequeno caiu de dentro dele, indo direto para o chão e rolando para baixo de sua cama.
O rapaz suspirou agachando-se e esticando o braço, tocando em algo gelado e redondo.
Era seu presente de Natal, seu pomo-de-ouro personalizado, fez uma careta ao reparar que o vidro tinha trincado, pegando a varinha ao lado da cama e apontando para o mesmo.
Fez um barulho com a boca ao se lembrar que não podia usar magia fora da Escola.
Deixou a varinha de lado e colocou o pomo em cima do bidê, sentando-se na cama e encarando o pequeno objeto.
Não poderia concertá-lo, e não sabia o que fazer para melhorar sua relação com a garota que lhe dera. Ambos pareciam quebrados e, de alguma forma, prontos para saírem de seu alcance...”


estava deitada em sua cama após horas de conversa com a família. Tinha ficado acordada até tarde no dia anterior, contando a eles sobre Sirius e o que tinha acontecido durante o ano letivo. Ouviu sua coruja piar levemente e virou-se para a ave em seu poleiro, Zoe começou a limpar suas penas antes de aconchegar-se para dormir.
A garota tornou a olhar para o teto, as estrelas que brilhavam no escuro coladas, era uma das coisas que mais gostava no quarto. Tinha ganho de Ted anos atrás;
“É um enfeite de trouxas, sabe? Mas achei que você fosse gostar de ter um céu estrelado em seu quarto.”
Estava divagando sobre ir tomar banho naquela hora ou descansar mais um pouco e deixar o banho para depois do jantar, quando viu a porta do quarto abrindo, e uma cabeleira rosa entrando.
- Olá! – disse Tonks parecendo um pouco triste, jogou-se na cama ao lado da prima, que rolou para o lado para dar mais espaço para a mais velha.
- Oi! – sorriu um tanto sonolenta. – Achei que só chegasse mais tarde...
- Pois é... – ela suspirou, seu cabelo tomando uma cor mais apagada – Tenho uma notícia boa e uma ruim...
- O que aconteceu? – sentou-se cruzando as pernas e encarando a prima que continuava deitada, de barriga para cima, olhando as estrelas no teto.
- Você vai para a Copa Mundial! – sorriu para a mais nova. piscou duas vezes, um sorriso aparecendo em seu rosto.
- Brilhante! – disse empolgada.
- Mas eu terei que trabalhar e não poderei ir com você...
- O QUE?
- Me colocaram para proteção extra, sabe? Por causa do excesso de bruxos que vem pra Copa, fiquei com a parte de revista, por assim dizer...
- Mas... Mas... Não pode... Quer dizer, você é Auror, não? Não pode fazer essas tarefas... Simples. Não quero ir sem você, não vou sem você, Ninfadora! – reclamou cruzando os braços.
Tonks sentou-se encarando a prima.
- Primeiro; É a Copa Mundial, você vai! – a Auror começou a enumerar com os dedos, seu cabelo tornando-se vermelho tomate – Segundo, nunca, sob hipótese nenhuma, me chame de Ninfadora! Não esqueça que, diferente de você, eu posso usar minha varinha em casa.
riu dando língua, Tonks rolou os olhos, seu cabelo voltando para a cor rosa de sempre.
- E como eu vou sem você? Ted resolveu ir junto? – perguntou confusa após rir da pequena ameaça.
- Não, ele disse que ‘tá muito velho pra essa agitação toda e não tem mais coluna para acampamentos...
As duas riram imaginando o homem acampando, certamente não seria uma experiência agradável para ele.
- Ainda estamos pensando sobre a possibilidade de você ir com alguém, os Weasley vão?
- Não sei na verdade... Sei que o pai do Rony tentaria uns ingressos, mas não sei se eles conseguiram mesmo...
- Tudo bem, depois conversarei com Arthur no Ministério...
bocejou concordando com a cabeça e voltando a deitar, Dora a olhou por alguns segundos.
- O que aconteceu?
- Como assim?
- Bem, você me disse em todas as suas cartas que estava muito bem com Cedrico, ontem você mal quis falar com ele na Estação, o que aconteceu? Ele parecia chateado...
- Não sei do que você está falando... – comentou em voz baixa, encarando o teto.
- Eu acho que você sabe bem. – Tonks argumentou encarando a mais nova.
- Não foi nada, só estava um pouco cansada e queria vir para casa, foi um ano estressante, sabe? Mas não temos nenhum problema. – deus de ombros, ainda sem encarar a mais velha.
- Por que será que você não me convenceu? – Dora deu um leve sorriso, antes de se levantar, andando em direção á porta – Quando quiser conversar estou do outro lado do corredor, priminha! – piscou antes de sair.”


“Cedrico estava terminando de ler um livro quando sua mãe entrou em seu quarto, sorridente. - Se arrume, Ced, vamos dar uma volta!
O garoto franziu o cenho, mas não teve tempo de perguntar nada, sua mãe já tinha saído do quarto.
Deixou o livro de lado e trocou a camiseta cinza por uma verde musgo, e calçou seus tênis. Penteou o cabelo e desceu as escadas, encontrando sua mãe na sala, esperando por ele.
- Para onde vamos? – perguntou o rapaz assim que parou ao lado da mulher.
- Vamos visitar uma amiga, e você está a tempo demais dentro de casa, já faz semanas que voltou de Hogwarts e mal saiu de seu quarto, vai junto mesmo que não queira! – falou autoritária, passando a mão pelos cabelos do filho antes de puxá-lo para o lado de fora de casa, segurando em sua mão para aparatarem logo depois.

estava sentada assistindo um programa trouxa que passava na televisão da sala, sentia o cheiro de bolo vindo da cozinha, na qual Andrômeda terminava de preparar o lanche. Ouviu o barulho da campainha, mas antes que pudesse pensar em levantar, Andy já estava caminhando em direção á porta, um tanto sorridente.
A garota ouviu um barulho vindo da janela e quando se virou, viu uma arara entrar pela sala, parando ao seu lado no sofá.
- ? – virou-se ao ouvir seu nome chamado por Andy.
Vendo uma mulher de cabelos claros sorrir docemente para ela e, pouco mais atrás, Cedrico Diggory.
- Olá, querida! – Sra. Diggory sorriu, aproximando-se, levantou andando até a mulher, cumprimentando-a com um abraço. Cedrico deu um sorriso sem graça, sem saber realmente o que dizer, o lufo ficou vermelho quando seus olhares se encontraram.
- Oi! – a garota deu um sorriso amarelo, correspondido da mesma forma.
- Tudo bem? – perguntou com as mãos no bolso, ela apenas concordou com a cabeça. - Não acredito! Uma arara? – ouviram Andy comentar risonha, balançando a cabeça com as mãos na cintura. – Sirius se superou dessa vez!
abriu a boca, olhando assustada para a mãe de Cedrico, mas a mulher piscou gentilmente para a garota.
- Ced já me falou sobre isso, não se preocupe!
Concordou com a cabeça, o cenho levemente franzido. A arara piou de seu canto, mexendo a pata com um pedaço de papel amarrado. aproximou-se do sofá, ainda ouvindo Andy conversar com os Diggory.
- Aceitam um chá?
- Seria ótimo, eu te ajudo!
- Sinta-se em casa, Cedrico!
O garoto sorriu para a mulher, vendo-a ir junto de sua mãe para outro cômodo, viu terminar de soltar a carta da arara, estendendo o braço para a mesma, que agarrou-se com força, abrindo as asas vermelhas. A garota se virou com a carta em mãos, vendo Cedrico sorrir levemente para ela, ainda sem saber o que dizer.
- Vou colocá-la com Zoe, pode sentar... Gosta de televisão? – perguntou apontando para o aparelho. O lufo franziu o cenho ao reparar na caixa em que duas pessoas apareciam, em formas pequenas. Olhou surpreso para aquilo, que mágica era aquela?
riu levemente da expressão surpresa dele, andando em direção as escadas rapidamente.

Diggory ainda olhava um tanto intrigado para o aparelho, quando as duas mulheres apareceram, quase quinze minutos depois. Continuara sem entender como aquilo era possível sem algum tipo de magia.
- Cadê a ? – perguntou Andy olhando para os lados.
- Foi responder a carta de Sirius, eu acho...
- Oras, poderia muito bem fazer isso depois! – ralhou a mulher sentando-se na poltrona, enquanto esperava o lanche ficar pronto.
- Ela deve sentir falta do pai, não é nada demais, Andrômeda! - Rachel abanou o ar com a mão, antes de sentar-se ao lado do filho e as duas começarem a conversar sobre receitas e outras banalidades, que Cedrico não fez questão de entender.
Passados mais alguns minutos começou a olhar para a escada, tentando não parecer entediado, embora torcesse para a garota descer logo, mesmo que não fossem conversar, ela poderia pelo menos estar ali com ele, para não ficar sozinho ouvindo aquela conversa...

Deixou o pergaminho dobrado ao lado da cama, colocando a pena de lado e fechando o tinteiro, a ave agora dormia no poleiro de Zoe, que não parecia muito feliz com mais um pássaro extravagante ao seu lado; Já aguentara um papagaio e uma harpia nas semanas anteriores.
passou por ela, acariciando levemente suas penas e então foi para á porta, vendo Cedrico sentando no canto do corredor assim que passou por ela.
- Se perdeu?
O garoto deu de ombros, um tanto constrangido.
- Andrômeda disse para eu subir e conversar com você já que o assunto delas não era tão legal, mas... Bem... A porta estava fechada...
suspirou andando até ele e sentando ao seu lado, encostando-se na parede gelada.
- Você poderia simplesmente bater, sabe?
- Achei que você poderia não querer conversar comigo... – deu de ombros, esticando as pernas.
permaneceu em silêncio por alguns segundos, apenas olhando para o garoto que ainda olhava para suas próprias pernas.
Aquele silêncio parecia á certeza de tudo o que ele desejava que não acontecesse.
- Não sei na verdade... – comentou em voz baixa, olhando para baixo.
Cedrico sentiu como se alguém tivesse acabado de azará-lo.
- ? Cedrico? Venham comer bolo! – ouviram Andy chamar no andar de baixo. levantou-se no mesmo instante, estava com fome e não sabia exatamente o que dizer para o garoto, aquilo a daria tempo para pensar e escolher melhor as palavras.
Esperou que ele também levantasse para descerem juntos, mas quando olhou para Cedrico ele simplesmente virou-se, andando para as escadas sem dizer nada.

Cedrico estava quieto, apenas olhando e sorrindo vez ou outra quando sua mãe ou Andrômeda mencionavam seu nome. estava sentada no outro sofá, quase de frente para ele, mas Cedrico não fazia questão de olhá-la. Parecia ocupado olhando para suas próprias mãos ou para o aparelho em que podia ver aqueles pequenos trouxas, do tamanho de tronquillhos conversando sobre algum assunto que parecia importante.
levantou-se, sentando-se ao seu lado e erguendo um pouco o volume do aparelho, aparentemente um jardineiro trouxa, ex-presidiário tinha sido assassinado em algum vilarejo próximo.
O garoto não se mexera quando reparou que ela estava ao seu lado, ainda não tinha certeza de como seriam as coisas, e, naquele momento, não queria conversar com ela, da mesma forma que ela parecia não querer falar com ele.
Black esperou que as duas mulheres terminassem de comer, enquanto pensava em uma forma de explicar a Cedrico o que passava por sua cabeça, tinha medo de dizer claramente tudo o que pensava, com medo de que ele se afastasse.
Não queria perdê-lo, não queria perder a amizade que crescera no último ano, e tinha medo que isso acontecesse no momento em que lhe dissesse o que pensara nas últimas semanas. ,as então reparou que, se não fizesse nada, o perderia da mesma forma.
Já estava o perdendo na verdade.
Respirou fundo, aproveitando que Andy e a Sra. Diggory estavam andando para a cozinha novamente, então virou-se para o lufo.
- Podemos conversar? – perguntou calmamente.
Cedrico não respondeu no mesmo instante, aguardou alguns minutos considerando aquela proposta. Talvez ela só estivesse sendo educada...
- Tudo bem, pode falar! – olhou-a por alguns segundos, ela balançou a cabeça, puxando-o pela a mão escada á cima.
No segundo em que a mão dela tocou a sua, sentiu seu coração parar por um instante e então acelerar. Fazia semanas que não a tinha tão perto, e só naquele momento entendeu o quanto sentira sua falta, por mais que negasse o tempo inteiro e tentasse se distrair de mil formas diferentes.
sentiu o rosto esquentar na região das bochechas quando o puxou pela mão.
A mão grande e quente de Cedrico fechara-se firmemente sobre a sua e era uma sensação boa, mas sentia-se com vergonha, era Cedrico quem sempre a puxava para os lados, era sempre ele quem a abraçava, raramente o contrário.
Respirou fundo e abriu á porta de seu quarto, esperou Diggory entrar e então soltou a mão do monitor, sentindo-se estranha por um segundo.
Cedrico também sentira algo afundar em seu peito, porém nada demonstrou, andando até o poleiro no canto do quarto, próximo a janela e acariciando a coruja, que encarava a arara vermelha comer sua ração.
Diggory virou-se quando a menina fechou á porta, vendo-a andar até a cama e sentar-se na beirada, ela parecia mais séria do que o costume, e o rapaz aproveitou que ela estava distraída, perdida nos próprios pensamentos para olhá-la melhor.
estava com um corte de cabelo diferente, um tanto mais curto desde que a vira em Kings Cross, e o loiro mais claro que o castanho escuro habitual. também parecia ter um ar mais tranquilo do que no ano anterior, Cedrico reparou que ela já não tinha olheiras como quando a conhecera.
ainda não tinha certeza do que diria para ele, mas sabia que precisavam conversar.
Vendo que ainda demoraria para ela dizer alguma coisa, ele aproveitou aqueles momentos de silêncio para olhar envolta, reparando em todos os detalhes do quarto;
A cama de solteiro no canto oposto, com a flâmula da Grifinória presa na parede acima da cama, junto com algumas fotos; pequena rindo com Dora a qual tinha cabelos azuis claros. com Ted e Andrômeda, em alguma festa ele presumiu, devido as roupas elegantes. Na outra foto ela estava junto ao pessoal da Grifinória, no primeiro ano em Hogwarts, após a cerimônia de encerramento. Tinha uma em que estava com Hermione no Salão Comunal, sorria enquanto Mione parecia muito concentrada nos estudos para prestar atenção em outra coisa. Na outra foto ela estava com Harry e Rony, os três faziam caretas segurando mandrágoras, ao mesmo tempo em que pareciam rir da situação. Na última foto, e nesse momento algo esquentou novamente no peito do garoto, ela estava com ele, ambos sentados na arquibancada do Campo de Quadribol, com Lobo (ou Sirius, melhor dizendo) no meio dos dois, latindo para a foto, enquanto o casal gargalhava.
Tornou a olhar pelo quarto, vendo a escrivaninha ao lado do poleiro, alguns livros de Hogwarts e vários pedaços de pergaminho, penas e dois tinteiros. Em um dos pergaminhos, já enrolado e pronto para ser enviado, leu Almofadinhas. Tinha um pergaminho aberto e inteiramente escrito, supôs ser o que ela tinha acabado de receber de Sirius.
Sorriu levemente, voltando o olhar para a garota, ela parecia um tanto perdida em pensamentos, olhando pela janela.
- Então...? – perguntou baixo, ela o olhou por alguns segundos. Cedrico fez uma leve careta ao reparar, quase um minuto depois, que pela primeira vez desde que se conheceram, não sabia o que ela estava pensando.
Não fazia ideia do que ela sentia.
Sempre fora muito bom em descobrir como ela estava apenas olhando-a nos olhos, mas naquele momento não conseguira lê-los, não conseguia descobrir o que estava a incomodando, isso se algo realmente estivesse perturbando-a.
Ela parecia olhar, mas sem realmente ver nada, era como se Cedrico estivesse olhando através de uma janela embaçada em um dia de chuva, não conseguia enxergar, apenas via um borrão.
Ela piscou pouco depois, sorrindo levemente. Foi então que ele reparou o quão calma ela parecia naquele momento. Não pode deixar de sorrir junto ao reparar no olhar carinhoso dela. Novamente sentiu algo esquentar em seu peito, gostava daquela sensação.
- Então... Não sei bem o que dizer – deu de ombros, um leve ar de riso e vergonha misturados.
Cedrico concordou com a cabeça, também sem saber como continuar (ou começar) uma conversa.
Não quero perder você. – confessou simplesmente.
Sentiu o rosto queimar assim que notara o que tinha dito.
Mordeu o lábio inferior olhando para os tênis, incapaz de encarar os olhos cinzas do rapaz. Como pudera ser tão boba? Por que tinha dito aquilo?
Não sabia o que dizer, mas aquilo era verdade.
Não queria parecer boba, e nem admitir que realmente sentira ciúmes quando viu Cedrico com a outra garota. Eles não tinham nada, eram apenas amigos, mas então porque se sentia daquela forma sempre que estava perto do garoto? Parecia tão boba.
Cedrico sorriu vendo-a com as bochechas vermelhas, era algo adorável em sua opinião. Mas ao notar o que ela dissera, o que aquilo realmente significava, a vontade que teve foi de abraçá-la apertado e dizer que sentia o mesmo, e foi o que ele fez.
Quando deu-se conta já estava agachado enfrente a menina, com os braços envolta do corpo dela, o rosto entre os cabelos loiros. O perfume dela fez-se presente pouco depois, e então sentiu os braços dela entorno dele, o rosto escondido em seu pescoço.
- Não quero perder isso! – declarou ainda abraçando-a apertado.”

Capítulo 12


“Cedrico sorriu com aquela possibilidade, seria fantástico, era uma ideia maravilhosa, ela iria concordar, tinha certeza.
Cutucou-a levemente na cintura, vendo-a fazer uma leve careta, terminando de prender o pergaminho na coruja, a qual não parecia muito feliz com a nova viagem, porem achava que a falta de entusiasmo dava-se ao fato da arara continuar cochilando no poleiro.
- Encontre ele, ok? – sussurrou acariciando as penas pardas da ave, Zoe olhou-a com seus grandes olhos – Tome cuidado, te vejo em breve! – sorriu antes de levá-la até a janela, abrindo a mesma e então estendendo o braço no qual o pássaro estava agarrado.
Zoe piou baixo antes de abrir as assas e soltar-se, indo em direção ao céu azul. ficou algum tempo olhando-a, até perdê-la de vista, com o garoto ao seu lado, ainda sorrindo por algum motivo que ela não tinha entendido.
- E então, qual o motivo desse sorriso? – questionou virando-se para o lufano, os braços cruzados sobre o peito.
- Você vai para a Copa Mundial! – deu de ombros, sorrindo.
- Dora conversou com o pai de Rony, vou com os Weasley, parece que Hermione e Harry também estão indo com eles! – sorriu sentando-se em sua cama, encostando na parede. Cedrico deu um sorriso amarelo, sentando-se mais ao canto, algo o incomodara naquela frase, e sabia exatamente o que era.
- Qual o problema? – perguntou ao vê-lo momentaneamente sério.
Ele deu de ombros, sem encará-la. Quando a garota disse que Ninfadora não iria com ela, considerou que talvez os Tonks a deixassem ir com ele e seu pai, afinal as famílias se conheciam e pareciam ter ficado bastante próximas nos últimos tempos, mas ela iria com os Weasley, o que seria completamente compreensível, afinal eles se conhecem a mais tempo, e a garota é amiga dos ruivos. Mas Harry Potter estaria junto.
Por alguma razão sempre que pensava no apanhador próximo dela sentia um raiva e uma vontade de azará-lo, sem qualquer motivo racional. Potter não tinha feito nada que fizesse Cedrico detestá-lo, mas era o que Diggory sentia sempre que os via juntos. Não queria que algo ruim acontecesse com ele, obviamente, mas preferia quando o garoto estava longe de .
- Cedrico? – chamou estalando os dedos enfrente ao rapaz, ele piscou assustado e então virou-se para ela. – Não vai dizer o que aconteceu?
- Achei que você poderia ir comigo e com meu pai. – esclareceu, chateado ela pode reparar. Sorriu para ele.
- Já combinei com eles... Mas podemos nos encontrar lá, não é?”


“- Que horas você acordou? – perguntou Harry ao abraçar a amiga.
- Não tenho certeza se estou realmente acordada… Talvez seja algum tipo de sonho... – deu de ombros, rindo levemente com o amigo todos ali pareciam fazer-se a mesma pergunta internamente.
Os Weasley, Harry, e Hermione estavam cansados, com aquelas expressões de quem poderia dormir o dia inteiro, porém quase ninguém reclamava, embora Rony ainda não parecesse capaz de entender o motivo de acordar tão cedo.
Comeram rapidamente o café da manhã preparado por Molly e então seguiram com Arthur por um morro, o qual parecia longe demais para todos eles, não era a melhor hora do dia para uma caminhada.
- Alguém me explica por que precisamos esperar tanto tempo para fazer o exame para aparatar? – questionou Rony, no meio de alguns bocejos, de longe, era o mais cansado do grupo.
Sr. Weasley parecia o único realmente empolgado aquela hora da manhã, o que não deixavam as coisas mais fáceis, o tempo todo ele fazia perguntas sobre artefatos trouxas, especialmente para Mione e Harry, que eram os mais familiarizados.
- Ufa, fizemos um bom tempo! – informou Arthur, ao chegarem próximo ao topo do morro, secava os óculos no suéter, enquanto sorria para os garotos. Todos sentiam-se aliviados com a notícia, não sentiam-se em condições de continuar andando. – Agora só precisamos da Chave do Portal... Não deve ser grande... – disse olhando pelos lados do terreno.
Ninguém entendera o que aquilo significava, por isso continuaram parados tentando normalizar a respiração e descansar o máximo possível. , Harry, Rony e Mione sentaram-se ao chão, seguidos pelos gêmeos e Gina logo depois.
- Aqui, Arthur! Aqui filho, os encontramos!
Ouviram um grito vindo de um ponto um tanto afastado, todos viraram-se para olhar, vendo dois homens altos aproximando-se deles, um carregava alguma coisa de formato estranho na mão esquerda.
Quando estavam há poucos metros do grupo, reconheceram pelo menos uma das pessoas.
- Esse é Amos Diggory, pessoal! – informou Sr. Weasley, apertando a mão direita do homem, o qual segurava uma bota velha na outra mão. – Imagino que conheçam o filho dele, não? Cedrico!
Hermione sorriu olhando diretamente para , que ainda parecia sonolenta demais para entender o que acontecia, assim como Rony,
- Olá! – cumprimentou o garoto, sorrindo para todos, até chegar seu olhar na garota, sentada ao chão encostada em Harry Potter.
olhou-o e sorriu, Cedrico apenas acenou com a cabeça, antes de virar-se para seguiu os mais velhos até o local certo para a Chave do Portal.
Entre uma risada e outra, Amos pareceu notar que Harry Potter estava entre eles, e não deixou de lembrar a todos do último jogo de Quadribol entre Lufa-Lufa e Grifinória.
Por mais que estivesse com certa raiva de Potter, o Diggory mais novo não deixou seu pai aumentar tanto aquela história, ainda não achava justo o que tinha acontecido naquele jogo, por outro lado, fora a causa de se aproximar realmente de .”


“Sentiram como se alguma força os puxasse para dentro da terra, uma grande força invisível. Por poucos segundos o ar faltara em seus pulmões até, no instante seguinte, estarem caídos de cara, ou de costas, no chão duro e uma voz distante gritar algum número, anunciando que tinham chego.
Caminharam por mais alguns minutos, até avistarem uma enorme aglomeração de bruxos de todos os lugares do mundo.
Tendas e barracas por todos os lados, crianças gritavam pelos cantos, e podiam ver bruxos voando em suas vassouras pelos acampamentos, berrando uns com os outros. Tonks deveria estar ali em algum lugar, fazendo a guarda e garantindo que nenhum trouxa se aproximasse da área. Ouviam línguas diferentes por todos os lados, alguns bruxos que pareciam brigar defendendo as cores da Irlanda e da Bulgária. Faixas com nome dos jogadores, gritos de apostas e muitas outras coisas, não conseguiam prestar atenção em tudo o que acontecia, por mais que se virassem para todos os lados, os olhos brilhando de expectativas e animação, estavam na Copa Mundial de Quadribol, o que poderia ser melhor que aquilo?
Por um momento Cedrico parou de olhar para um grupo de irlandeses que dançava em uma tenda próxima e virou-se para mostrar a , mas então notou que ela ficara um pouco mais atrás, conversando com Potter, enquanto ambos riam apontando para um grupo de búlgaros. A garota o olhou, ainda rindo e apontou com a cabeça para o grupo, Cedrico sorriu levemente, não dando muita atenção. A raiva pulsando em seu corpo.
A garota alcançou-o pouco depois, enquanto todos continuavam a seguir Amos e Arthur por entre os bruxos, procurando seus acampamentos.
- Hey! – o chamou, puxando-o levemente pela camisa. Cedrico virou-se, os Weasley passaram por eles, junto com Harry e Mione, os dois continuaram seguindo-os, um pouco mais devagar. – Olha! – apontou para um bruxo mais velho, o qual parecia bastante contente por não precisar usar suas calças. Cedrico virou-se para o outro lado, tentando não sorrir ao ouvir a risada da garota, mas desistiu assim que ela o chamou e ele encarou aquele sorriso tão bonito. Sorriu junto, puxando-a para um meio abraço, enquanto andavam até os outros, Cedrico mostrou um grupo de anões que discutiam calorosamente com um grupo de bruxos, visivelmente bêbados. No meio do caminho pararam em uma tenda com vários objetos da Copa, queriam comprar algumas lembranças, e, enquanto todos pareciam distraídos olhando para as opções, Diggory a puxou para um canto, pouco mais afastado, enquanto ela ainda segurava uma bandeira da Irlanda.
- Podemos dar uma volta antes do jogo? – pediu em voz baixa.
- Cedrico? ? Vamos, temos que encontrar nossa área! – ouviram Arthur chamar um pouco a frente, os dois se viraram e começaram a andar até eles. parou na tenda e deixou dois galeões pelo chapéu e cachecol da Irlanda que comprou.
Despediu-se de Amos, que a abraçou gentilmente;
- Foi muito bom rever você! – piscou sorrindo dela para o filho, Black reparou que Cedrico ficara vermelho e olhava para o próprio chapéu em, formato de trevo que comprara.
- Também foi bom rever o senhor! – sorriu para ele, acenando com a cabeça, antes de acompanhar os amigos. – Te vejo á tarde, Diggory!
O lufo sorriu concordando, ainda sentindo o rosto quente.”

“Amos Diggory deixou o jornal que lia de lado e virou-se para Cedrico quando viu o filho se arrumando. O rapaz colocara uma jaqueta, e agora passava as mãos pelos cabelos, arrumando-os enquanto olhando seu reflexo no pequeno espelho pendurado na tenda. - O que está fazendo? – cruzou os braços, divertido.
- Vou dar uma saída pai, volto logo, ok? – avisou pronto para sair da barraca, pegando um punhado de seu dinheiro e colocando no bolso na calça.
- E posso saber por que não pode esperar até a hora do jogo para ver a menina? Está assim tão desesperado de saudades?
Cedrico parou no mesmo lugar, virando-se assustado para o mais velho.
- Que…? O que? – perguntou chocado.
- Ora, ora, Ced. Você não pensou que poderia enganar seu velho pai, pensou? – riu-se divertido, dobrando o jornal encima da mesa e cruzando os braços, encarando o mais novo.
- Não sei do que está falando, papai. – comentou olhando para o outro lado, a respiração um tanto acelerada.
- Eu percebi o jeito que você olhou para ela quando voltaram de Hogwarts, Ced, e apenas confirmei quando vi vocês dois juntos hoje. – Amos olhou-o por sobre os óculos – É como eu olhava para sua mãe quando tinha sua idade.
Cedrico respirou fundo, fechando os olhos.
Passou a mão pelo cabelo nervosamente, e então soltou todo o ar preso em seus pulmões.
- Imaginei que você me diria que gosta dela antes de eu mesmo descobrir... Mas entendo se estiver com vergonha do seu pai... – Sr. Diggory pareceu chateado, embora por alguns segundos Cedrico tenha ficado em dúvida se ele realmente estaria sentido, ou apenas fazendo drama.
Por fim sentou-se ao lado do pai, ainda sem saber direito o que, ou como, dizer.
- Não é vergonha de você, papai, sabe disso, mas... – suspirou – Não faço ideia do que eu deveria fazer... Quer dizer… É diferente, sabe?
- Ela já sabe? – questionou o mais velho, inclinando-se para frente, de modo a olhar diretamente para os olhos do filho.
Cedrico negou com a cabeça.
- Você sabe se ela gosta de você?
Novamente ele negou.
- Talvez você devesse contar, Ced. Diga o que sente e então, com a resposta dela, você vai descobrir o que deverá fazer.
- E se ela não sentir o mesmo? E se só gostar de mim como amigo? Ás vezes penso que ela gosta, mas outras penso que talvez ela goste de Harry Potter... E se for isso mesmo? E se ela gostar dele? Ou se gostar de qualquer outro? – perguntou um tanto desesperado, mexendo as mãos agitadamente. Pela primeira vez pode colocar suas dúvidas em voz alta, e ao fazer isso, percebeu que parecia ainda mais desesperado do que quando apenas pensava nas possibilidades. - E se eu disser que quero sair com ela e ela me disser que não? E se nem quiser mais falar comigo?
Amos riu negando com a cabeça.
- Tem muitos ‘e se’ nessas suas dúvidas, você só vai saber o que é verdadeiro ou não quando perguntar á ela. Ou vai passar mais um ano cheio de caraminholas na cabeça, filho. – sorriu, colocando uma mão em seu ombro, de forma a tranquilizá-lo.
- Eu não sei o que fazer, papai. – admitiu, olhando para ás próprias mãos. - Nunca tinha acontecido isso antes, sabe? - suspirou olhando para o homem, fazendo uma careta - Eu simplesmente não sei como agir quando ela está por perto. Quero dizer um monte de coisas, mas não consigo. Me sinto tão estúpido!
- Sempre nos sentimos estúpidos quando estamos apaixonados. – Amos concordou – Quando fui convidar sua mãe para nosso primeiro encontro, acabei derrubando meu suco de abóbora em seu uniforme... Ela realmente não parecia feliz... – deu de ombros, rindo com a lembrança. – Fale com ela Ced, só garanta que não tenha nenhuma bebida próxima!
Cedrico riu concordando com a cabeça, abraçou o pai antes de sair da barraca, procurando o setor em que a garota estava acampando com os amigos.”


“Mione tinha acabado de sair da barraca, enquanto Harry, e Rony conversavam, olhando para os bruxos que passavam por eles.
- Já podemos ir? – perguntou ao se aproximar.
- Tudo bem, aproveitamos que precisamos pegar água e já damos uma volta por aí, deve ter coisas legais e... Caracas! Olhem aquele homem de volta! – apontou o ruivo para o mesmo senhor que viram na entrada, andava animado entre o acampamento apenas de saia, um outro bruxo corria atrás dele.
- Já disse que gosto de sentir o vento nessa área! – disse apontando para a saia, enquanto acenava para as pessoas, uma bruxa segurou o filho, tapando a visão dele.
- Muito apropriado! - ralhou Mione, balançando a cabeça, os outros três riam da situação.
- Vamos logo! – chamou Harry, começando a andar, mal tinham dado cinco passos quando ouviram um grito.
- ! – a garota virou-se, vendo Cedrico correr até eles, a respiração levemente alterada.
- Tudo bem? – perguntou quando ele se aproximou o suficiente.
- Podemos ir agora? – perguntou acenando brevemente para os outros.
- Você não vai conosco? – Harry questionou olhando diretamente para a garota.
Ela olhou-o, e então olhou para Cedrico, os dois garotos a encaravam, aguardando uma resposta.
Por um segundo não soube o que fazer.
- Vai lá, , nos vemos mais tarde, só vamos buscar água mesmo! – Mione sorriu para ela. Potter franziu o cenho, negando com a cabeça.
- Também vamos olhar o acampamento!
- É, quero comprar aquele boneco do Krum que eu vi o garotinho brincando... – Rony apontou para uma tenda mais a frente.
Hermione rolou os olhos, puxando os dois pela mão.
- Tudo bem, tenho certeza que eles também vão ver um monte de coisas, até mais tarde Cedrico! – acenou com a cabeça, enquanto arrastava os amigos. Cedrico sorriu, gostava de Hermione.
- Mas… A gente… - Harry começou, suspirou quando Mione o puxou com mais força, ainda um tanto contrariado começou a segui-la, virando-se por sobre o ombro para olhar a amiga que ficara para trás com Diggory.
- Vamos? – ofereceu o braço, fazendo pose de galã.
A garota riu balançando a cabeça, antes de acompanhá-lo para o outro lado, ignorou o braço e puxou-o pela mão, andando mais rápido.
- Vem logo, Diggory! Tem muita coisa pra vermos antes do jogo!”


ria enquanto Cedrico terminava de contar sua história, ambos estavam sentados embaixo de uma árvore, um pouco afastados da aglomeração de bruxos.
- Emmett disse que foi uma aposta, mas não tenho certeza...
- Emmett parece o tipo de pessoa que sempre vai concordar com uma aposta, mesmo sabendo que não irá ganhá-la! – a menina comentou, deitando-se no gramado.
Diggory concordou e então olhou-a deitada, de olhos fechados.
- Sou tão chato á ponto de você dormir ao meu lado? – perguntou fingindo-se de ofendido, colocando a mão no peito e olhando para o lado.
A garota riu baixo, sem encará-lo.
- Quem é o dramático de nós dois, agora? - riu escutando-o a acompanhar pouco depois - Só estou cansada... Tive que acordar cedo e ontem Dora e eu ficamos um bom tempo falando sobre a Copa...
- Ela está por aqui, não? – comentou olhando para os lados, como se fosse encontrar a mulher de cabelos coloridos entre a multidão.
- Sim, mas não sei em qual área exatamente... – respondeu tornando a abrir os olhos, viu Cedrico sentado, com as pernas esticadas e os braços apoiando seu tronco, os cabelos jogados levemente para trás, o ar despojado que raramente via em Hogwarts, sorriu ao reparar nisso. Sempre achava ele sério demais quando se encontravam nos corredores de Hogwarts, em parte devido suas funções como Monitor e Capitão, mas sempre que estavam juntos ele parecia levemente mais relaxado.
- Por que está me olhando desse jeito? – questionou com a sobrancelha arqueada, um sorriso nos lábios finos.
- Você está parecendo muito tranquilo hoje, quase não franziu o cenho enquanto conversávamos...
- Como é? – pediu sem entender, então ela riu ao reparar no cenho franzido dele, apontando com a mão para a própria testa, imitando-o.
- Sempre que te vejo na escola você está muito sério, mas quando estamos conversando você parece diferente... Não o aluno-modelo de sempre sabe?
O rapaz riu, voltando a olhar para o acampamento.
- Normalmente me sinto mais relaxado quando estamos conversando, com menos responsabilidades, entende? – deu de ombros, sentindo o coração acelerar aos poucos. – É como se eu não precisasse me preocupar tanto com as coisas....
permaneceu um minuto inteiro em silêncio, pensando sobre o assunto. Cedrico também ficou quieto, embora seus pensamentos bombardeassem sua cabeça;
Seria um bom momento para se declarar?
- E por que se preocupa? – questionou seguindo o olhar perdido dele, acompanhando algumas crianças brincando ali perto, carregando bandeiras dos dois times. Diggory passou a língua pelos lábios finos, pensando no que deveria dizer, por fim apenas respondeu a pergunta da garota.
- Não sei, tudo eu acho... Quadribol, aulas, meu trabalho como Monitor, NIEM’s... - VOCÊ! ele quis completar a própria frase, mas apenas respirou fundo.
fez careta ao ouvir, sentia-se cansada só com as aulas e o Quadribol, não imaginava como seria ter tarefas extras.
- Você poderia deixar de ser Monitor, não?
- Eu gosto, é um pouco cansativo, mas é legal... Desse jeito posso ficar fora do dormitório por mais tempo, não é? – arqueou a sobrancelha, sugestivo.
- Não sou Monitora e também fico depois do horário! – piscou sorrindo.
Cedrico gargalhou.
- Porque está comigo, caso contrário teria problemas.
Ela riu concordando, vendo-o deitar ao seu lado, fechando os olhos por breves momentos até encará-la novamente e sorrir.
- O que foi?
- Nada, preciso de motivos para sorrir?
- Eu diria que sim, mas não vou discordar de você nunca mais, porque você poderia me deixar de castigo na Escola...
O lufo soltou um ‘hey’ antes de rir e se virar para abraçá-la, ficando parcialmente por cima da garota. Sentiu seu corpo aquecer-se quando ela riu apoiando a mão em seu braço, o qual estava apoiado no chão, dando-lhe suporte para não cair por completo encima dela, enquanto o outro braço ficara sobre a cintura de .
- Estou brincando, Ced!
Ele fez careta ao ouvir o apelido. Detestava quando o chamavam daquele jeito, infelizmente seu nome não tinha um apelido legal. A garota então o questionou pela careta.
- Não gosto do meu nome, menos ainda do apelido.
- Acho Cedrico um nome bonito, combina com você, Cedrico Diggory. É legal! – sorriu docemente para ele, o rapaz sorriu de volta. - Significa algo como guerreiro, não é? Líder? - completou pensativa.
Diggory abriu a boca para responder, mas apenas concordou com a cabeça.
- Obrigado. – agradeceu antes de inclinar-se levemente e dar-lhe um beijo, um tanto demorado, na bochecha. Precisou pensar por alguns segundos, para não virar-se e beijar-lhe nos lábios, mas achava que talvez fosse muito precipitado.”


“Ludo Bagman anunciava animadamente os nomes dos jogadores, a medida que eles apareciam velozmente no céu escuro.
A cena das Veela, mascotes do time búlgaro, quase rendeu um ‘pequeno’ acidente entre os garotos, já que Harry estava prestes a pular para provar-se corajoso, Rony gritava aos quatro ventos o quanto as amava e, Cedrico, declarou seu amor eterno, tão pronto para saltar quanto Potter.
A cena fez com que , Hermione e Gina rolassem os olhos para os garotos, dizendo algo como “Patéticos”, antes de virarem-se para ver o time búlgaro entrar, seguido pelos irlandeses.
- KRUM!!!! – gritara Rony, empolgado – É ele, olhem, é ele!
- TROOOOY! – gritara de volta, apontando para o jogador. Idolatrava o time da Irlanda, da mesma forma que Rony era fã do apanhador búlgaro, em especial Troy, jogador de seu time favorito na Liga Nacional. - MEU DEUS É ELE MESMO, OLHEM PARA ELE! EU VOU MORRER!
Cedrico e Harry a olharam surpresos por alguns instantes, rindo em seguida.
- E você tem coragem de nos chamar de patéticos? - Harry questionou enquanto cruzava os braços, divertido.
- Vocês, por acaso, estão me vendo tentando saltar para provar meu amor eterno? Eu acho que não!
Os dois garotos desfizeram o sorriso no mesmo instante, virando-se para o lado, Rony continuava com um ar confuso para prestar atenção em mais alguma coisa.
- CONNOLLY!! - Gina gritara ao lado, ao virar-se viu os dois jogadores circulando o campo, brincando um com o outro.
- Quem é aquele? - Mione perguntou apontando para outro jogador.
- Ryan! Ele é o melhor goleiro da Liga! - explicou, vendo a amiga concordar com a cabeça, enquanto ajustava o binóculo para olhar o jogador. - Bela escolha, Granger! - piscou para a amiga vendo-a rir sem graça.
- Eu não estou ouvindo isso… - Cedrico negou com a cabeça, rolando os olhos, Harry concordou á contra gosto.
- Vocês não estão em posições de julgar, sabe? - colocou as mãos na cintura, encarando Diggory e Potter, e pela primeira vez em muito tempo, os dois começaram a conversar entretidos com as possibilidades do jogo, ignorando as três garotas elogiando os jogadores irlandeses.
- A partida vai... Começar! – anunciou Bagman e, no mesmo instante, o pomo foi solto, seguido pelos balaços e, finalmente, pela goles.”


“Não sabia dizer como começara, em um instante lembrava-se de estar comemorando a vitória da Irlanda, principalmente os gols de Troy, enquanto implicava com Rony, que não parava de falar de Vitor Krum.
Depois lembrava-se do Sr. Weasley mandando todos dormirem antes de voltarem para casa, na manhã seguinte, mas algo acontecera entre um momento e outro;
Gritos e barulhos altos vinham de fora da barraca, altos demais para serem apenas os irlandeses comemorando, depois o Sr. Weasley gritou saindo apressado junto com Carlinhos, Gui e Percy, mandando os outros correrem para a Chave e ficarem juntos.
Lembrava-se de começar a correr, tão assustada quanto todos a sua volta, pessoas encapuzadas riam enquanto lançavam feitiços nos nascidos-trouxas, queimando barracas por todos os lados. Era apenas uma gritaria, um tumulto enorme, bruxos tentando aparatar, porém impossibilitados devido aos feitiços da área.
A família trouxa dona do acampamento estava sendo erguida no ar pelos homens encapuzados, enquanto outros bruxos tentavam ajudar a pará-los. Bruxos do Ministério apareciam por todos os lados, e, em determinado momento, pensara ter visto Dora correndo junto com meia dúzia de bruxos. Estava ao lado dos amigos quando sentiu algo puxá-la, virou-se em tempo de ver Harry sendo puxado para o outro lado, carregado pela multidão desesperada.
Gritou pelo o amigo, mas em pouco tempo o perdera de vista.

Estavam há muito tempo, talvez horas, procurando por Harry, até Mione dar um grito;
Um clarão aparecera no céu, a Marca Negra estava ali. Grande e iluminada. A caveira com uma cobra enrolada, a marca de Voldemort. Encontraram Harry pouco depois, e logo foram encontrados por todo o Ministério, incluindo Sr. Weasley e Tonks, os quais correram até os garotos.
Ninfadora falou com Arthur durante algum tempo, quando todos já estavam juntos próximo a barraca, Gui, Carlinhos e Percy voltaram, assim como os gêmeos e Gina, que tinham seguido diferentes caminhos.
- Vou levá-la para casa, Arthur, depois vou direto para o Ministério, vai ser uma semana cheia... – suspirou olhando a Marca que continuava no céu, embora vários bruxos estivessem tentando dispersá-la.
- Precisa de alguma ajuda? – prontificou-se Carlinhos - ele tinha estudado com Tonks em Hogwarts, os dois chegaram a sair algumas vezes antes dele mudar-se para estudar dragões -, Dora sorriu, negando com a cabeça.
- Infelizmente acho que nesse momento não vai dar, vão querer que apenas gente do Ministério trabalhe...
- Vou procurar o Sr. Crouch, ele deve precisar de ajuda! – disse Percy decidido, Dora rolou os olhos.
- Crouch vai ter muito o que explicar, foi muito suspeita essa baboseira sobre o Elfo dele, não acreditei em nenhuma palavra! – Dora cruzou os braços, Percy pareceu chocado.
- Está insinuando alguma coisa, Ninfadora? – perguntou furioso.
A mulher arqueou a sobrancelha, de todos os Weasley, Percy era o único que não gostava, era sempre muito arrogante quando se encontravam no trabalho.
- Com certeza algo que você, como não é Auror, não poderia entender, não é mesmo? – disse sorrindo ironicamente. Carlinhos e Gui seguraram as risadas, olhando para os lados. Percy olhou uma última vez para a mulher antes de entrar na barraca, o rosto vermelho de raiva.
- Desculpe o jeito, Arthur… - desculpou-se, coçando o pescoço, sem graça.
- Não se preocupe, você fez o que todos estávamos querendo... – Gui piscou para a mulher, rindo levemente.
- Diga por você – Carlinhos começou –, eu ainda quero azará-lo!
- Meninos! – Sr. Weasley chamou atenção, não conseguindo brincar com toda aquela situação. – Tem certeza que não prefere que eu leve para casa?
- Obrigada, mas acho que mamãe já deve estar surtando a essa hora, é melhor eu levá-la antes que a mulher resolva aparatar por aqui, achando que vai capturar algum Comensal ou algo do tipo! – negou com a cabeça, um leve sorriso no rosto.
Arthur concordou, entrando na barraca e chamando a garota.
Gui, Carlinhos e Tonks conversaram por mais um tempo enquanto terminava de pegar suas coisas. Por mais complicada que estivesse a situação, Ninfadora sempre era capaz de arrancar algumas risadas, era uma das coisas que faziam as pessoas gostarem dela e sempre quererem-na por perto. Gui era o único que sabia do ‘namoro’ do irmão com a Auror, fizera muito gosto por sinal, e lamentara profundamente que não tivesse dado certo.
despediu-se dos amigos, dizendo que tentaria conversar com eles antes de voltarem para Hogwarts, e seguiu com a prima até uma Chave de Portal. Estava preocupada, tinha visto Amos mais cedo, quando foram acusados de terem conjurado a Marca Negra, mas não conseguiu perguntar sobre Cedrico, não sabia se ele estava bem, mas não tinha tempo de parar para perguntar sobre o colega naquele momento.”


“Recebera a notícia apenas dois dias depois, não conseguira falar com ele antes disso, embora Dora tivesse informado que encontrou Amos no Ministério, e que ele tinha garantido que o filho estava bem.
Na segunda manhã após a Copa Mundial, ainda lia a matéria de Rita Skeeter - a qual toda a família tinha raiva-, sobre a ineficiência do Ministério em prender os responsáveis pela Marca Negra, a qual ainda estampava a matéria, parecendo tão assustadora quanto a real.
- Estão falando da Dora! – anunciou enquanto Ted lia outra metade do jornal, Andrômeda veio da cozinha, secando as mãos com um pano de prato. – “Em busca de informações, encontramos com uma Auror que chegava ao Ministério, mas quando questionada sobre a procura aos Comensais da Morte que apareceram na Copa Mundial e conjuraram a Marca d’Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, a garota de cabelos coloridos e um tanto arrogante, não quis dar-nos detalhes, dizendo apenas que “Isso é assunto de Auror, não de jornalistas”. Parece que, além de não conseguirem garantir a segurança durante a Copa Mundial, o Ministério também não tem ninguém que possa acalmar a comunidade bruxa dos recentes acontecimentos, pois todos com quem encontramos recusam-se a nos darem informações. Resta-nos esperar que esses mesmos funcionários que parecem tão superiores, apenas por trabalhar no Ministério, sejam bons o suficientes para capturar os responsáveis por toda a bagunça causada até agora.”
- Essa mulher não tem limites! – ralhou Andy, olhando feio para a foto da jornalista, a qual aparecia logo abaixo do artigo.
- É o que todos estão dizendo, que o pessoal do Ministério não está trabalhando nem nos dando as informações necessárias. – argumentou Ted – Skeeter apenas aproveita-se da situação para criar boatos e matérias infundadas, mas que causam ainda mais problemas do que já temos.
- De qualquer forma, Dora não pode espalhar o que sabe por aí, arruinaria qualquer plano deles para capturar os Comensais... – acrescentou dobrando o jornal e tomando um gole de seu suco. – Andy, não chegou o correio?
- Ainda não, querida... – a mulher sorriu – Zoe deve voltar logo com a carta de Sirius, não se preocupe! – piscou para a mais nova, a qual concordou com a cabeça, terminando de comer seu bolo de chocolate.
Ted levantou-se andando até o sofá poucos minutos depois, ouvindo um leve barulho no vidro da sala antes de ligar a televisão, viu uma coruja parda do lado de fora da janela fechada. Abriu a mesma e deu espaço para o pássaro entrar na sala, pousando no encosto da cadeira ao lado de , a garota olhou estranhando por um segundo, tinha certeza que não seria de Sirius... Olhou bem para a coruja, reconhecendo-a como sendo de Cedrico, tirou o pergaminho preso na pata da ave antes de levá-la até seu quarto. Deixou-a descansando e comendo por algum tempo, enquanto lia o bilhete enviado pelo lufo;

!
Não consegui conversar com você naquela noite, e acabamos ficando preocupados por causa dos problemas, papai está enlouquecendo com o que aconteceu na Copa, assim como todo mundo...
Tonks disse que você está bem, mas queria ter certeza!
Nos vemos domingo na Estação, ok?
Se cuide!

Afetuosamente, Cedrico.”

A garota rolou os olhos, rindo levemente. Cedrico era formal até em cartas, mas ao mesmo tempo que achava isso engraçado, pensava o quão fofo era. E então, sorrindo, lembrou-se do que ele dissera na Copa Mundial “Me sinto mais relaxado quando estamos conversando”.

“Tinha acabado de atravessar o portal quando sentiu alguém puxá-la para o lado, abraçando-a apertado. Tranquilizou-se no instante seguinte, quando sentiu o perfume de Cedrico.
- Você me assustou! – reclamou abraçando-o de volta, ele sorriu contra o pescoço dela, desculpando-se em voz baixa.
- Estava preocupado, não te vi depois daquele dia... – explicou afastando-se gentilmente, ainda segurando-a entre seus braços.
- Estou bem, Diggory, você se preocupe muito, esqueceu-se que sou filha de um assassino em série? Preciso de mais do que meia dúzia de Comensais, que nem foram para Azkaban, para me assustarem! – deu de ombros fazendo pouco caso.
Cedrico riu concordando, ajudando-a a empurrar seu carrinho para próximo do trem.
- Falando nisso, conseguiu uma resposta de Sirius? – perguntou enquanto chegavam próximo as duas mulheres reunidas.
- Me respondeu ontem, depois te conto. - respondeu baixo antes de pararem e a mãe de Cedrico virar-se para eles.
- Olá, querida! – Rachel sorriu, abraçando-a. – Fico feliz que esteja bem, ! Ficamos preocupados, Ced estava desesperado, mas ficamos mais tranquilos quando Amos disse que você estava bem!
- Mãe! – Cedrico reclamou, sentiu o rosto ficar vermelho no mesmo instante, queria ter uma Capa da Invisibilidade e sumir por anos.
- Ele se preocupada muito, posso me cuidar sozinha! – sorriu para a mulher, tentando ignorar a sensação de milhares de borboletas em seu estômago.
Diggory continuou com o rosto corado nos minutos seguintes, enquanto Andy e sua mãe conversavam, não teve coragem de olhar novamente para a garota antes de precisarem despedir-se de suas famílias para embarcarem, e, antes que os dois pudessem entrar, faltando pouco mais de dois minutos para o trem partir, escutaram alguém chamá-la;
- Nos falamos depois, Monitor! Ainda não consegui conversar com eles depois da Copa... – explicou-se já andando para perto dos amigos.
Cedrico olhou-a afastar-se sorridente e abraçar Potter, que fora quem a chamara, por tempo demais em sua opinião. Bufou entrando no trem para procurar um vagão.
Aquele seria um longo ano no qual teria que, novamente, dividi-la com Potter.”

Capítulo 13


“A semana em Hogwarts passou sem grandes novidades, embora todos estivessem ansiosos com a chegada dos visitantes e o anúncio que Dumbledore tinha para dar, algo grande e importante aconteceria, e todos queriam saber o que era.
Como previsto por Cedrico, naquela primeira semana passara mais tempo com Potter, e o que mais o incomodava era o tanto de segredos que os dois pareciam ter.
Por que ela não poderia contar á ele o que estava acontecendo?
Não confiava o suficiente?
Foi apenas no sábado, depois do almoço, que eles conversaram.
Tinha acabado de terminar sua ronda e sentara enfrente a entrada do Castelo, enquanto olhava os alunos tentando interagir com o pessoal das outras escolas, sentou-se ao seu lado, dando-lhe um beijo rápido na bochecha antes de perguntar se estava tudo bem com ele.
A falta de assunto começou a incomodar a garota após alguns minutos, Diggory dava respostas curtas e um tanto grosseiras para virem dele.
- Qual é o seu problema? – perguntou finalmente, sem qualquer resquício de paciência.
- Nenhum, estou muito bem. – respondeu sem olhá-la.
olhou para frente, acompanhando a visão do lufo, até seu olhar cair em uma garota do sexto ano, lufana, que conversava com suas amigas.
Black fez careta em desagrado.
- Se queria tanto falar com sua namoradinha podia ter me avisado, não tomaria seu tempo, capitão. – disse antes de levantar-se, subindo rapidamente as escadas de acesso ao hall de entrada.
Cedrico demorou um pouco para entender o que ela dissera, então notou Coulson mais a frente, e algo pareceu acender em sua mente.
Frustrado, levantou-se procurando encontrá-la antes que a garota estivesse com Potter novamente.
Cedrico correu escada a cima quando a viu no terceiro lance, indo em direção a Torre da Grifinória. Chamou-a duas vezes e foi ignorado, e, quando finalmente a alcançou, um rápido pensamento o atingiu, fazendo-o sorrir com a possibilidade.
- Black, estou te chamando! – falou ao segurá-la pelo braço.
- Sua namoradinha deve estar te chamando também, por que não vai falar com ela? – questionou cruzando os braços, sem olhá-lo.
O sorriso que o lufo dava aumentara levemente.
- Está com ciúmes? – arqueou a sobrancelha, cruzando os braços, procurando com o olhar a resposta á aquela pergunta.
A garota abriu a boca sem responder nada, a surpresa passando por seus olhos.
- Era só o que faltava, Diggory. Eu com ciúmes de você, por favor. – rolou os olhos, virando-se para o lado. - Eu tenho mais o que fazer do que ficar correndo atrás de você, agora com licença.
- Sabe que gosto de você, não sabe? Não te trocaria por Coulson, nem por qualquer outra. – puxou-a rapidamente para um abraço, o qual demorou para ser correspondido, mas que o fez sorrir ao notar os braços dela passarem por suas costas.
A garota escondeu o rosto do peito do rapaz, que não pode ver o sorriso que ela deu após ouvir o que ele dissera. Black afastou-se pouco depois, voltando a cruzar os braços e o encarando.
- Vai me contar agora por qual motivo estava me ignorando se não era por causa da sua namorada?
- Ela não é minha namorada, você sabe disso. - rolou os olhos entediado, Diggory virou-se sentando-se no degrau, no canto da escadaria, e logo sentou ao seu lado.
- E então?
Cedrico passou alguns segundos em silêncio antes de responder, não queria expor os pensamentos para ela, mas no fim disse logo de uma vez;
- Você mal falou comigo essa semana, estava ocupada demais com seus amigos. - deu de ombros, olhando para os quadros na parede.
- Ah, meu deus, não me diga que ficou com ciúmes? - começou a rir. - Não é porque não estou com você o tempo todo que eu não aprecie sua companhia, Diggory. Só temos horários diferentes… - deu de ombros - Mas para sua informação, o novo professor já passou um trabalho enorme, e Snape já me deixou de castigo, só para não perder o costume, não é? - suspirou pesarosa - E eu não fui a única ocupada, não é mesmo? Tentei falar com você antes, mas numa hora você estava com seus amigos, e quando te encontrei na biblioteca, você parecia muito concentrado em um livro, por isso não te chamei… Não quis atrapalhar. Cedrico virou-se surpreso.
- Você nunca me atrapalha, achei que soubesse disso! - sorriu para o monitor, antes dele sentir-se envergonhado demais e mudar de assunto - E por quê Snape te deixou de castigo dessa vez?
- Não terminei o trabalho que ele pediu durante a aula… - deu de ombros - Vou ter que começar tudo de novo ás duas horas, e provavelmente limpar a sala de aula, ou algo pior… - Diggory franziu o cenho, encarando o relógio de pulso em seguida - O que foi?
- … São duas e quarenta…
- AI MEU DEUS, eu vou morrer! - a garota ficou em pé, descendo rapidamente as escadas em direção as masmorras - Te vejo depois, Diggory!
Cedrico mal teve tempo de responder antes da garota afastar-se, riu sozinho antes de se levantar e andar para o próprio Salão Comunal.”


“Os dois estavam juntos no Corujal, enquanto ela terminava de enviar uma carta para os Tonks, contando sobre a primeira semana, quando Cedrico virou-se a encarando. Encostado em uma das grandes janelas abertas da torre, os braços cruzados e uma expressão séria, costumeira em sua face, embora normalmente não estivesse presente quando estava na presença da garota.
- Eu estive pensando... – começou em tom baixo, passando a língua pelos lábios, sem saber exatamente o que dizer, o olhou rapidamente, apenas para mostrar que estava escutando, antes de levar sua coruja até a janela ao lado do amigo, passou a mão nas penas dela e sussurrou um ‘até logo!’ para a ave.
- Sobre...? – incentivou encostando-se ao seu lado, cruzando os braços, o olhando com curiosidade.
- Pensei... Pensei... – respirou fundo antes de dizer aquilo em voz alta, era algo tão estúpido em sua cabeça. – Pensei em colocar meu nome no Cálice...
Ficaram em silêncio por alguns minutos, que pareciam horas na mente do rapaz, olhou-o sem esboçar nenhuma reação, o cenho ainda franzido, talvez ela estivesse pensando que era alguma piada dele, que ele começasse a rir. Talvez soasse ainda mais ridículo em voz alta do que em sua cabeça, e talvez fosse exatamente isso que ela estava pensando.
Esperou que ela risse e dissesse que aquilo era ridículo, talvez ela espalhasse pela escola inteira que ele tivera essa ideia absurda. Mas então olhando bem para a garota, deu um leve sorriso, a conhecia bem o suficiente para saber que, mesmo se achasse aquilo cômico, jamais espalharia.
Seria apenas um segredo deles, uma estúpida ideia de Cedrico que mais ninguém precisava saber.
- Não sei... – ela começou encarando o chão cheio de titica e penas – Não é como jogar Quadribol pela sua Casa, parece realmente perigoso, Diggory...
- Eu sei... Mas eu acho que gostaria de tentar...
- Você ouviu Dumbledore, – ela negou com a cabeça, postando-se a sua frente, os braços cruzados e a sobrancelha arqueada – você não pode só tentar, Cedrico. Se colocar seu nome no Cálice de Fogo é pra valer, não pode mudar de ideia. – lembrou-o, ainda soando séria e um tanto preocupada. – Vocês quer participar do Torneio, Diggory? – encarou os olhos cinzas.
Cedrico demorou alguns segundos para responder, uma batalha interna. Não deixou de encará-la nem por um segundo, antes de dizer cheio de certeza;
- Quero.
- Deveria colocar seu nome hoje à noite. – ela deu de ombros, sorrindo levemente.
- Sério? Acha que posso ser escolhido? Que posso ser o Campeão de Hogwarts? – tornou empolgado, um sorriso surgindo em seu rosto.
Ela novamente deu de ombros.
- Não vejo escolha melhor, Capitão!”


estava sentada no degrau da escadaria principal, roía a unha sem perceber, o olhar perdido em algum ponto. Assustou-se quando alguém mexeu em seu cabelo, preso em um rabo-de-cavalo alto, e então sentar-se ao seu lado.
Cedrico parecia mais sorridente do que quando despediram-se horas antes, para se arrumarem para o jantar no Salão Principal.
- Demorei? Tive que fazer uns garotos do segundo ano pararem de tentar treinar feitiços um com o outro...
Ela negou com a cabeça.
- Não sei se é uma boa ideia, Cedrico... – disse em tom preocupado, ainda olhando para um ponto distante.
- Do que está falando? – questionou confuso.
- Do Torneio Tribruxo, não sei se é uma boa ideia você colocar seu nome no Cálice...
- Mas você disse...
- Eu sei! – cortou rapidamente, Cedrico encostou-se na escada, apoiando os cotovelos do degrau de cima e esticando as pernas – Mas é perigoso, Granger disse que já teve gente que morreu nesse Torneio.
Cedrico sorriu de lado, negando com a cabeça.
- Você ouviu o Crouch, esse ano teremos novas regras. – encarou-a sorridente, tentando passar-lhe confiança.
- Cedrico Edmund Diggory, mudar a regra para “só alunos acima de 17 anos podem colocar seu nome” não é uma grande ajuda, sabe? Não significa que você não vai se machucar só por ser mais velho.
Diggory riu, puxando levemente a gravata frouxa no uniforme da menina.
- Fico feliz em saber que se preocupa comigo, , mas eu realmente acho que não deve ser assim tão ruim, esse discurso do Dumbledore e do Crouch parece mais aqueles para “se você não for corajoso, não coloque seu nome”, para eliminar a maioria, sabe?
- E se não for isso? – replicou nervosa. – E ser for sério? E se realmente for tão perigoso como disseram?
- Bem, então vou precisar me esforçar mais para ganhar, não? – ele sorriu animado.
A garota bufou virando para o outro lado, sabia o quanto ele era corajoso e bom em feitiços, mas não queria que Cedrico se arriscasse daquele jeito, era tão desnecessário.
Cedrico respirou fundo, olhando para a garota, a mesma não o olhava, abraçava as próprias pernas, mantendo o cenho franzido e a expressão preocupada.
Pensou por alguns minutos, pesando os prós e contras daquela ideia.
Por fim suspirou tornando a olhá-la.
- ... – ele chamou calmamente, ela o olhou após alguns segundos – Se você me pedir, eu não coloco meu nome no Cálice, mas eu realmente gostaria que você estivesse do meu lado nisso. Se eu for escolhido... - suspirou - Se eu for escolhido quero entrar para vencer, e gostaria de ter seu apoio.
Ela olhou-o por alguns segundos, a dúvida em sua mente; desde que ele tinha dito que tinha vontade de participar do Torneio ela não conseguira pensar em outra coisa, tinha certeza que, a partir do momento que ele colocasse seu nome no Cálice, Cedrico seria o Campeão da Escola.
Quem mais poderia ser?
Cedrico Diggory era tudo o que Hogwarts representava.
Seria o Campeão perfeito.
Mas tinha medo do que poderia lhe acontecer, sabia que não eram apenas palavras vazias do Diretor. Se Dumbledore dizia que o Torneio não era para tolos, então era verdade. Seria uma disputa perigosa, e mesmo sem saber quais seriam as provas, tinha certeza que qualquer aula de Poções seria muito mais fácil do que esses testes.
- Não quero que coloque seu nome, Cedrico. – disse por fim, encarando as próprias mãos, a voz soara falha e um nó crescera em sua garganta.
E se ele mudasse de ideia e dissesse que era problema dela? E colocasse seu nome da mesma forma? O que ela poderia fazer?
Diggory não fez nem falou nada por cerca de dois minutos, ela sabia que ele deveria estar pensando em todas as suas opções antes de tomar alguma decisão. Por fim ele ficou em pé ao seu lado e, sem dizer nada, colocou a mão no bolso da calça preta do uniforme, antes de se ajoelhar na frente dela, um sorriso tranquilo nos lábios. Puxou a mão gelada da garota, abrindo-a sobre a sua e deixando um pedaço de pergaminho, um tanto amassado, o qual tinha seu nome e sobrenome escritos.
- Não vou participar, . – avisou passando a mão na bochecha da garota.
Ela concordou e então, como na primeira vez que conversaram realmente, jogou os braços entorno de seu pescoço, abraçando-o apertado. Diggory fechou os olhos quando sentiu as lágrimas quentes dela caírem em sua pele, e passou os braços por sua cintura e costas.
- Está tudo bem, ok? Não tem problema.
- Não quero que você se machuque... – sua voz saiu abafada contra o pescoço do lufo.
- Não vou participar , não vou me machucar, ok? Sentarei ao seu lado e veremos as tarefas juntos, tudo bem? – sussurrou tentando acalmá-la.
Ela intensificou o abraço, apertando o pergaminho em sua mão, negando com a cabeça em seguida, afastando-se levemente.
- Você não deve deixar de fazer alguma coisa porque eu estou pedindo... – fungou olhando para baixo.
Cedrico tocou com a mão no queixo da menina, levantando gentilmente sua cabeça, encarando-a nos olhos.
- Você não está me forçando a nada, só deu sua opinião e eu decidi que não vou participar. Não tem problema!
- E se um dia você acordar e pensar que deveria ter participado? - começou olhando para o lado, nervosa - Que poderia ter ganho o Torneio e o prêmio, mas desistiu porque eu disse que você não deveria? – preocupou-se, a respiração descompassada – Você vai me odiar o resto da vida!
Cedrico riu negando com a cabeça.
- Black, eu nunca seria capaz de te odiar, eu gosto demais de você para isso! – piscou, sorrindo ao reparar que ela corara.
- Só não quero que você se machuque…
- Eu sei, . Está tudo bem, ok? É só você prometer assistir as provas do meu lado!
Ela riu concordando com um aceno, antes de tornar a abraçá-lo, beijando-lhe a bochecha em seguida.”


“Hermione estava lendo na mesa do Salão Principal quando Cedrico apareceu, um tanto afobado, sentando-se desajeitadamente no banco ao seu lado.
- Oi, Hermione! – sorriu, a respiração acelerada e os cabelos levemente grudados na testa suada. – Sabe da ?
Granger riu com a pressa dele.
- Oi, Cedrico, estou bem. Obrigada por perguntar!
- Me desculpe, é que faz tempo que preciso conversar com ela e não a encontro... – explicou-se sem graça, apontou com a cabeça para os livros – Como estão os estudos?
- Tudo bem, apenas Snape e Minerva passaram trabalhos grandes por enquanto... E, bem, Moody...
- Ele é meio... Excêntrico, não? – comentou o lufo, vendo Mione concordar no mesmo instante. – Mas papai diz que ele ainda é um ótimo bruxo, não acho que Dumbledore o chamaria se não pensasse o mesmo… - argumentou pensativo, coçando o queixo.
- Concordo, mas usar as Maldições Imperdoáveis na sala de aula? – questionou fazendo careta e balançando a cabeça, afastando a imagem de sua mente.
Cedrico franziu o cenho, olhando para a mesa dos professores, a qual encontrava-se vazia no momento.
- Enfim... ficou jogando snap com Harry quando sai do Salão Comunal, eu falei que eles deveriam estudar um pouco, mas... – deu de ombros, os conhecia bem demais para saber que estudar era a última coisa que eles fariam.
Cedrico arqueou a sobrancelha.
- Entendo... Bem, obrigado. – disse levantando-se um tanto irritado.
- Quer que eu avise que está procurando por ela? Vou subir logo.
- Não, tudo bem, ela deve estar ocupada. Converso com ela outra hora. Sem problemas. Tchau Hermione! – despediu-se já andando para fora do Salão, um grupo de amigos o esperava no corredor do lado de fora.
Granger colocou o cotovelo sobre a mesa e apoiou o queixo na mão, um sorriso de canto ao reparar na reação de Cedrico. Notara a mesma coisa na amiga, mas aparentemente os dois ainda não tinham percebido o mesmo que ela. Ou apenas fingiam não perceber…
Riu baixo antes de voltar a olhar para seu livro, pegando a pena e continuando seu dever de Transfiguração.”


“A garota piscou algumas vezes, a boca ligeiramente aberta e o olhar surpreso. Tinha entendido direito?
- Você... O que? – queria ter certeza, queria ouvir ele dizer com todas as palavras, talvez seu cérebro estivesse fazendo alguma brincadeira.
Estúpida brincadeira.
- Eu vou colocar meu nome no Cálice. – deu de ombros olhando para o lado.
- Vai colocar ou já colocou? – cruzou os braços olhando séria para ele.
Queria dizer tantas coisas, mas se era a vontade dele então não diria mais nada, já tinha feito isso, já tinha pedido para ele não competir e a palavra dele não durara nem 24 horas.
Cedrico era maior de idade e responsável.
Se queria colocar sua vida em risco, não tinha nada que ela pudesse fazer, mesmo que aquilo doesse por dentro. Mesmo que o medo de que algo pudesse acontecer com ele a fizesse ter vontade de socá-lo, por ser tão idiota e arriscar-se daquela forma.
- Colocarei. – reafirmou olhando-a sério. Seus olhos cinzentos pareciam ter um brilho diferente, quase como se a desafiasse a contestá-lo por sua decisão.
- E por que mudou de ideia? – questionou sem esboçar qualquer reação, mesmo que por dentro algo estivesse gritando para ela azará-lo e deixá-lo na Ala Hospitalar até depois da decisão do Cálice, assim não teria qualquer chance dele ser escolhido.
Cedrico deu de ombros, voltando a andar pelo corredor, agora vazio, do Castelo, enquanto olhava o jardim pela janela, as mãos nos bolsos da calça, parecia relaxado e ao mesmo tempo desafiador, decidido de algo que ela não compreendia.
- Essa é minha única chance de participar do Torneio, se não fizer isso agora vou me arrepender depois.
- Mas ontem você disse...
- Eu sei. – cortou-a rudemente, ela arqueou a sobrancelha, desde quando Diggory era grosseiro com ela? – Simplesmente mudei de ideia. Tentei falar com você ontem, mas você estava ocupada, não? Em todo o caso, estou contando para que não saiba por terceiros. – olhou-a de canto, a verdade era que esperava uma reação dela, e não sabia se queria uma favorável ou contraditória a sua decisão. Desejava que ela o apoia-se, torcesse por ele, mas ao mesmo tempo tinha gostado de saber o quanto ela se preocupava com ele.
No fundo queria mostrar que ele era muito mais do que um aluno modelo em Hogwarts, ele podia fazer coisas arriscadas.
Não era nenhum garotinho bobo e assustado.
Queria mostrar que ele era corajoso, sentia como se ela não percebesse isso, como se sempre o considerasse um bom aluno e um bom jogador, mas apenas isso.
Nada além disso.
Ele queria provar que ela estava errada, Harry Potter não era o único aluno corajoso de Hogwarts, e ele mostraria isso para ela.
- Você quem sabe, já dei minha opinião, se quer colocar seu nome... – deu de ombros.
Ele parou novamente, virando-se para ela, aguardando o final da frase, a conhecia bem demais para saber que ela não estava dizendo tudo o que queria.
suspirou antes de encarar os olhos cinzas do rapaz, os quais normalmente a acalmavam de forma que ela não saberia explicar, naquele dia quando olhava para eles sentia uma imensa vontade de gritar e esbofeteá-lo.
- Já disse que gostaria que você não participasse, acho arriscado. Mas se você quer não farei nada para impedi-lo, creio que você esteja grande o suficiente para decidir sobre sua vida, não? – disse ironicamente, a vontade de gritar com ele presa em sua garganta, junto com a vontade de chorar por ele não escutá-la. – De qualquer forma... Como eu disse, acho que não teremos Campeão melhor do que você! – admitiu a contra gosto. Cedrico sorriu ao ouvir aquilo. – Boa sorte, não é? – deu de ombros, uma leve careta em seu rosto.
- Obrigado. – pensou por alguns instantes, recomeçando a falar quando ela deu alguns passos pelo corredor, a seguindo – Sei que está preocupada, mas posso fazer isso, . Eu sei que posso!
- Eu sei que você pode, Ced, não duvido disso, apenas acho besteira você se arriscar dessa forma por algo tão bobo...
- Bobo? – ele questionou surpreso. – , é o Torneio Tribruxo, sabe o que isso significa?
- Sei, um troféu e um saco de galeões. – revirou os olhos – Como se você precisasse disso...
- Não preciso dos galeões, mas mesmo assim posso ter um dinheiro sem ser o dos meus pais, huh? – riu de leve.
- Estou falando da Taça, Diggory. Você não precisa dela para mostrar que é bom em alguma coisa, todo mundo sabe disso! Hogwarts inteira sabe que você pode ganhar esse Torneio, eu sei disso. – retrucou cruzando os braços, parando de andar e encostando-se em uma das colunas - Mas se você deseja “a glória eterna”, não posso te fazer mudar de ideia. - deu de ombros, sem encará-lo.
Diggory não falou nada naquele instante, mas era como se tivesse acabado de tomar uma das poções revigorantes de Madame Pomfrey, depois de levar um balaço na cabeça.
“Eu sei disso”.
Algo dentro dele aqueceu e ele sentia-se capaz de fazer qualquer coisa naquele instante.
Menos o que mais tinha vontade há vários meses, olhou-a de canto, não parecia exatamente feliz com a decisão dele de participar do Torneio, mas também não parecia odiá-lo por ter mudado de ideia, só estava preocupada.
- , se eu ganhar...
- Você vai ganhar. – replicou enquanto arrumava sua gravata, a qual estava quase caindo, Cedrico riu colocando as mãos nos bolsos.
- Se eu ganhar, te convido para fazermos alguma coisa nas férias, ok? Mas vamos comemorar do mesmo jeito no dia da tarefa final! – piscou para ela, abraçando-a de lado para que voltassem a andar.
- E se você perder? Considerando essa possibilidade... – perguntou olhando-o de perfil.
- Te levo pra sair do mesmo jeito e você fica me escutando reclamar, tudo bem?
A garota gargalhou concordando.
- Coloque seu nome primeiro, lufo. – sorriu puxando-o pela mão em direção ao Salão. Se não podia convencê-lo a mudar de ideia, podia ao menos apoiá-lo, sabia que ele faria o mesmo se fosse o contrário.”


“Estavam todos no Salão Principal aguardando o anúncio dos Campeões após o jantar, os alunos estavam agitados e o barulho quase insuportável, os professores e diretores sentados na mesa principal conversavam entre si, sem parecer se importar com a bagunça ao redor.
Os convidados também conversavam entre si, alguns interagindo mais do que outros com os estudantes, os búlgaros ainda demonstrando certa surpresa com tudo o que viam em Hogwarts, enquanto os franceses pareciam fazer pouco caso de tudo, e olhavam torto para toda aquela agitação, assim como na primeira noite em que chegaram ao Castelo, na qual Dumbledore pediu para todos cantarem o hino da Escola.
Cedrico estava na mesa da Lufa-Lufa, como de costume, cercado de seus amigos, porem sentia-se nervoso demais para conversar ou comer, ou qualquer outra coisa. Não parava de pensar no que aconteceria se ele não fosse, de fato, escolhido pelo Cálice.
dizia ter certeza que seria ele, mas e se no fundo ele não fosse tão bom?
E se ele não tivesse coragem o suficiente e apenas o Cálice soubesse disso?
Ela talvez ficasse desapontada por ele não ser tudo o que ela esperava.
E, em sua cabeça, aquilo significava que continuaria preferindo Harry Potter.
Cedrico olhou ao redor, encontrando-a pouco depois, sentada entre os gêmeos Weasley, os quais pareciam brigar entre si de forma engraçada, afinal ela estava rindo enquanto tentava tirar um livro da mão de um deles, o qual tentava acertar o irmão que o desafiava. Harry Potter estava de frente para ela, conversava com outros amigos, mas vez ou outra apontava para ela e os gêmeos.
Diggory sentiu algo rugir em seu interior quando viu inclinando-se para conversar com ele, enquanto os gêmeos voltavam a brigar.
Virou-se quando viu Emmett cutucá-lo, rindo sobre algo relacionado ao Torneio, Cedrico apenas sorriu concordando, sem saber com o quê. E voltou seu olhar para a mesa da Grifinória, agora olhava em sua direção, como se estivesse esperando para poder conversar com ele, mesmo com toda aquela distância.
Ela sorriu para ele, sussurrando um “boa sorte, Diggory”.
O lufo riu agradecendo, mantendo o contato visual por um tempo, até os gêmeos fazerem um barulho alto, ao caírem do banco, e ela virar-se assustada.
Pouco depois Alvo Dumbledore levantou-se, pedindo silêncio absoluto e baixando a iluminação de todo o Salão. Os professores levantaram-se para olhar, enquanto Argo Filch depositava o Cálice entre as quatro mesas e o diretor andava até o mesmo.
A apreensão tomou o Salão Principal, ninguém parecia nem mesmo respirar, ninguém se movia, apenas olhavam para o Cálice, o qual começava a soltar faíscas azuis.
Menos de um minuto depois um pedaço de pergaminho saiu do mesmo, e Dumbledore o pegou no ar;
- O Campeão de Durmstrang é... Vitor Krum! – anunciou em voz alta.
Os búlgaros levantaram comemorando, apertando as mãos do apanhador enquanto ele encaminhava-se até Alvo, e então virou-se em direção a uma sala escondida, na câmara atrás da mesa dos professores.
Novamente o Cálice começou a soltar faíscas azuis e pouco depois o Diretor anunciou:
- A Campeã de Beauxbaton é Fleur Delacour!
Os alunos espalhados com o pessoal da Corvinal não pareceram nem um pouco felizes quando a garota loira levantou-se sorridente, seguindo Krum pelo mesmo caminho.
- Acho que não somos só nós que não gostamos dela. – Mione cochichou com , que sentara ao seu lado devido a briga dos gêmeos.
- Ew, nojenta! – fez careta olhando a garota retirar-se do Salão.
A tensão era ainda maior nesse momento, todos esperavam pelo Campeão de Hogwarts, quem iria representar a Escola? As opções eram tantas, mas no fundo três das quatro Casas torcia para que não fosse ninguém da Sonserina.
- O Campeão de Hogwarts é... – começou novamente Dumbledore, Diggory fechou os olhos, prendendo a respiração, seu cérebro não parecia trabalhar, assim como o resto dos seus órgãos vitais, seu coração parara por alguns instantes – Cedrico Diggory!
Uma onda de aplausos e gritos tomou todo o Salão, mesmo os professores da escola aplaudiam o lufano. A mesa da Lufa-Lufa era a mais barulhenta, todos queriam levantar e parabenizar o colega.
Cedrico virou-se para olhar outra direção enquanto abraçava alguns amigos, virando-se para a mesa da Grifinória, na qual os alunos o aplaudiam, mas não era exatamente eles quem ele queria que o parabenizassem.
estava sentada, os cotovelos na mesa e as mãos juntas, apoiando o queixo nas mesmas, sorriu para ele quando seus olhares se encontraram.
Confiava nele, sabia do que ele era capaz, mas estava preocupada e Diggory notou, sorrindo para ela e sussurrando “Depois nos falamos” e então foi até Dumbledore.”


“Rolou os olhos quando Harry Potter disse que não tinha colocado seu nome do Cálice, era óbvio que ele tinha feito alguma coisa. Seguiram juntos até sair do Salão e chegarem ao começo das escadas, então viram sentada no terceiro degrau da escada, ambos pararam e ela sorriu para os dois.
- Ótimo, não era suficiente me preocupar com o lufo, agora tem você também? – negou com a cabeça para Harry que sorriu levemente.
- Não coloquei meu nome, .
- Eu sei. – disse sincera.
Foi naquela troca de olhares entre os dois que Cedrico desejou imensamente quebrar a cara de Potter, mas ao invés disso virou-se começando a andar em direção ao seu dormitório.
- Boa noite. - falou simplesmente, dando as costas aos dois.
arqueou a sobrancelha, vendo-o se afastar lentamente, rolou os olhos entediada.
- Me espera no Salão Comunal, ok? – pediu baixinho para Harry, ele concordou subindo as escadas. teve que correr um pouco para alcançar Cedrico, quase no final do corredor. - Agradeceria se você parasse de correr! – disse ao puxá-lo pelo braço, fazendo com que ele se virasse.
- Você deveria voltar para seu quarto. – murmurou sem olhá-la, o tom de voz rude.
- Estou ocupada tentando dar os parabéns para o Campeão de Hogwarts! – cruzou os braços, a ironia presente em cada palavra.
- Um deles, você quer dizer. – reclamou encarando-a.
- Tanto faz! – Deu de ombros – O que, de fato, queria participar, mesmo quando eu disse que seria milhões de vezes mais feliz se você não o fizesse.
Cedrico franziu o cenho, passando a língua pelos lábios finos.
- Você realmente acredita que ele não colocou o nome no Cálice?
- Acredito, e se você começar a discutir comigo por isso não falo com você até amanhã! – declarou com os olhos semicerrados.
O lufo sorriu irônico.
- Boa noite,
- Você está sendo idiota, sabia? Não é minha culpa que o nome dele tenha saído junto com o seu! Não sou eu quem faz as regras, e menos ainda, quem escolhe quem deve participar desse Torneio idiota! Mas ótimo, vá embora. – gritou quando o viu virar outro corredor. – Você é um imbecil, já te disseram isso hoje, Diggory?
Respirou fundo, virando-se e andando rapidamente para a Torre da Grifinória, quando notou que ele não voltaria.
Por que garotos eram tão idiotas?
Cedrico suspirou alto quando não ouviu mais os passos da garota, estava encostado na parede do corredor lateral, não queria ser rude e brigar com ela, mas quando viu Harry Potter entrando na Sala de Troféus e Crouch dizendo que ele participaria do Torneio...
Fechou os olhos por alguns instantes, tinha que pensar com calma, não podia ser rude daquela forma toda vez que visse os dois conversando, eram amigos e ele sabia disso.
As vezes questionava-se o quão amigos os dois eram, mas sabia que não passava de amizade, ela diria a ele se tivessem mais alguma coisa.
Era claro que ela torceria por Potter, além de ser um de seus melhores amigos ele era da Grifinória, se tivesse que escolher entre os dois escolheria ele, tinha certeza.
Fechou as mãos em punho, abrindo os olhos e andando de volta ao seu Salão Comunal.
Agora aquele Torneio significava muito mais do que mostrar-lhe que era mais do que um rostinho bonito e bom aluno, como muitos diziam, ele provaria para ela muito mais do que sua coragem.
Agora era sua chance de mostrar para que ele podia ser melhor do que Harry Potter.”


“Ficou esperando no corredor de acesso ao Salão da Grifinória a garota aparecer, viu outros alunos saindo e chegou a questionar se ela teria acordado mais cedo para o café-da-manhã. Quase quinze minutos depois a viu saindo junto de Hermione e Harry, ignorou a onda de ciúmes que chegou até ele, como sempre acontecia, e andou até os três que já começavam a descer a escadaria.
- ? – chamou baixo, parado no topo da escada.
A garota virou-se, mas ao perceber quem era simplesmente ignorou-o e continuou a andar com os amigos. Cedrico suspirou, esperava por isso, mas não desistiria facilmente.
- Black! ! Tonks! ! – chamava repetidas vezes, até Hermione parar e virar-se para ele, séria.
- Fala logo com ele, olha a cara dele, não vai parar só porque você finge que não escutou! – disse por cima do ombro.
suspirou, dando de ombros.
- Não é meu problema.
- Se quiser que eu te ajude com o trabalho do Snape, pare agora! – ameaçou a outra, arqueou as sobrancelhas, olhou para Harry que deu de ombros, enquanto descia mais alguns degraus.
- Nos falamos na aula, ! – acenou brevemente, antes de acompanhar Mione, e os dois saírem de vista pouco depois.
A garota fez careta, cruzando os braços, Cedrico sorriu levemente, aproximando-se, parou atrás dela, dois degraus acima.
- Cadê o Rony? – perguntou gentilmente, tentando encontrar um assunto antes de conversarem seriamente, antes dele se desculpar.
- É um idiota. – respondeu sem olhá-lo. Diggory franziu o cenho, porém não questionou, não parecia um assunto do qual ela queria falar naquele momento. – E você, o que quer? – virou-se de repente, fazendo-o se desequilibrar nas escadas, devido a proximidade dos dois, e cair levemente sobre ela, deu dois passos para trás, com o esbarrão e pisou em falso, mas Cedrico recuperou-se em tempo de segurá-la antes que ela caísse de costas.
- Você está bem? – perguntou preocupado, segurando-a firmemente em seus braços. – Foi você quem me desequilibrou... – desculpou-se, um pequeno sorriso nos lábios.
o ignorou, voltando a descer as escadas até chegarem enfrente ao Salão Principal, no qual os alunos entravam e saiam a cada minuto.
- Ainda não me disse o que quer. – tornou a perguntar, cruzando os braços, irritada consigo mesmo por sentir borboletas, e qualquer outro inseto com assas em seu estômago, apenas por Cedrico abraçá-la.
- Vim me desculpar... – olhou para baixo, colocando as mãos nos bolsos da calça, fez sinal com a cabeça para a entrada do castelo, vendo-a dar alguns passos até lá, o seguindo.
- Você foi idiota.
- Eu sei.
- Não quero falar com você.
- Eu imaginei. – suspirou, fechou os olhos ao chegarem a escadaria que levava ao jardim, a claridade o incomodando levemente. – Fui extremamente rude com você, eu sinto muito.
- Posso saber por qual razão me tratou daquela forma? Foi embora e me deixou falando com as estátuas. – reclamou, ignorando os alunos de Durmstrang que passam pelos dois.
Diggory olhou para o lado oposto, tentando não dizer o real motivo de sua raiva.
- Estou esperando, Diggory, tenho aula daqui a pouco e ainda não comi nada, se não vai falar estou de saída. – avisou olhando-o séria. O lufo continuou em silêncio por mais alguns instantes. – Tchau, Diggory!
- Não gosto de te ver com Harry Potter! – falou rapidamente quando a viu saindo, quase em um sussurro.
Quando ela virou-se para olhá-lo, Cedrico arrependeu-se até o último momento por ter confessado aquilo.
- O que...? – perguntou novamente, cruzou os braços, inclinou a cabeça levemente para o lado.
- Eu...
- Harry é meu amigo.
- Eu sei... Eu... – passou a mão pelo pescoço, o que diria?
- Harry é idiota ás vezes, assim como você, mas ele é meu amigo. – manteve o olhar duro e a voz um tanto irritada. Adorava a relação que tinha com Cedrico, gostava de sua companhia e sentia-se bem próxima a ele, mas não deixaria nem o lufo, nem ninguém dizer com quem ela deveria ter amizades.
- Eu sei... Não quis dizer... Eu só...
- Não vou deixar de falar com Harry porque você está bravo por ele ter entrado no Torneio, Diggory. Da mesmo forma que não deixei de falar com você, ano passado quando Harry reclamou. – avisou irritada. Detestava quando alguém tentava controlar suas escolhas, podia ser irresponsável e impulsiva em mil coisas, mas podia muito bem decidir o que era o melhor para sua vida.
O rapaz suspirou concordando com a cabeça.
- Não achei que você deixaria de falar com ele, não foi isso que eu quis dizer... Eu... Não sei, ok? Não é pelo Torneio, embora eu ainda ache suspeito o nome dele ter saído se ele, supostamente, não o colocou no Cálice. – arqueou a sobrancelha, rolou os olhos, claramente entediada com o assunto – Mas não sei... Eu entendo que ele é seu amigo, porem... Não me agrada ver você com ele...
- Não me agrada um monte de coisas que você faz, Cedrico. Não me agradava você participar desse Torneio, mas você colocou seu nome, não foi? – começou a falar mais alto, nervosa – Se Harry disse que não colocou o nome, então eu acredito nele, da mesma forma que acreditaria se fosse com você! Eu não vou discutir isso com você, Cedrico, aliás, nem mesmo sei por qual razão estamos nesse assunto. Você pode não gostar dele, Diggory, mas eu gosto. - o rapaz travou o maxilar, olhando para baixo - Harry é meu amigo e nada do que você diga mudará isso, entendeu? Não é você quem decide com quem eu devo conversar, Diggory.
- Não estou dizendo para você não andar com ele, apenas que não gosto... - tentou se justificar nervoso, a última coisa que precisava era que a garota parasse de falar com ele, por Cedrico ser estúpido o suficiente para falar em voz alta que não gostava dos dois juntos.
- Não gosto da maioria dos seus amigos, porque sei que eles não me suportam, mas nunca disse pra você não falar com eles. – retrucou.
- … - Diggory tinha uma certa urgência na voz, um leve tom desesperado.
Naquele instante era como se confirmasse todos os seus receios; Se tivesse que escolher entre os dois, escolheria Harry Potter. Ele era seu melhor amigo desde que entrara em Hogwarts. Potter era afilhado do pai da garota, eles eram praticamente da mesma família!
- Não vou discutir isso com você, Diggory. – deu as costas andando de volta para o Salão Principal, ignorando quando ele voltou a chamá-la.
Cedrico deu alguns passos apressados, puxando-a pelo braço, virando-a para ele e a abraçando antes que ela pudesse se afastar.
- Me desculpa, ok? Não quis dizer para não falar com seus amigos, eu só... – respirou fundo contra o pescoço da garota, pode sentir o perfume que vinha dela, e ao invés de clarear seus pensamentos, parecia confundi-lo ainda mais. Só a ideia de não falar mais com ela fazia seu coração acelerar e suas mãos tremerem. A garota sentiu o corpo arrepiar quando sentiu a respiração pesada dele bater em seu pescoço, por mais que estivesse irritada, aparentemente seu corpo tinha vontade própria e sempre agia da mesma forma quando sentia os braços de Cedrico envolta de si. – Eu só quero que você esteja comigo o tempo todo, não quero dizer que não gosto que você tenha outros amigos, mas... Não sei explicar, entende? Eu sei que isso soa um tanto egoísta... – disse em voz baixa contra os cabelos loiros dela. – Eu só... Não quero perder você, , você não faz ideia do quanto você é importante na minha vida…
afastou-se dele olhando para os olhos cinzentos do rapaz, negou com a cabeça em seguida.
- Você sabe que gosto de você, Diggory, e eu não vou deixar de ser sua amiga ou gostar de você porque tenho outros amigos... Caramba, Cedrico, você é uma das pessoas em quem eu mais confio na vida! Eu adoro estar com você, e não é só porque me ajudou a estudar ano passado, Hermione sempre faz isso – deu de ombros, vendo-o sorrir levemente –, mas me importo com você, caso contrário não iria querer te bater por causa desse Torneio idiota. - Diggory sentiu como se um peso, aos poucos, fosse tirado de seus ombros - Adoro passar o tempo com você, Cedrico, me faz bem estar com você… Mas não queira que eu deixe de conversar com alguém, porque isso não vai acontecer... Bem, talvez com o ruivo, porque ele é idiota, - considerou – mas não vou deixar de falar com Harry ou outra pessoa, porque você não gosta. Gosto de ter você por perto Cedrico, mas não é você quem decide minhas amizades!
Ele concordou com a cabeça, olhando para seus pés, com o rosto vermelho, sentia-se tão absurdamente envergonhado que mal queria olhar para a menina.
- E antes que você pense nessa possibilidade absurda, é óbvio que vou torcer por você no Torneio, pelos dois. Gosto dos dois, entendeu? – arqueou a sobrancelha, esperando que ele a encarasse.
Cedrico sorriu, concordando com um aceno.
- Obrigado.
- Precisa de mais do que um Harry Potter para você me perder, Diggory. – piscou antes de abraçá-lo. – E você fica meio idiota quando acha que não me importo com você, sabia? Achei que era mais esperto que isso, Capitão. Ah, e da próxima vez que me deixar falando sozinha, juro que te mando para a Ala Hospitalar!
Cedrico gargalhou, abraçando-a apertado, sentindo-a abraçá-lo da mesma forma, respirou fundo sussurrando em seu ouvido;
- Eu te amo, !”


estava em pé, encostada no corrimão de pedra da escadaria na entrada do Castelo, a expressão séria enquanto lia o artigo sobre o Torneio Tribruxo no Profeta Diário. Cedrico, que parecia extremamente chateado, estava sentado no degrau da escada, olhando para o pessoal que andava pelos jardins. suspirou abaixando o jornal e tornando a entregar ao garoto.
- Nem mesmo meu nome!
- Sabe como Skeeter é ridícula, não se pode esperar muito dela, não? – sentou-se ao seu lado.
- É como se eu não existisse. – negou com a cabeça frustrado.
- Hey! – ela puxou seu cabelo fracamente – É claro que você existe, todo mundo que interessa sabe disso, se ela é uma repórter imbecil e trabalha para um jornal ridículo, não é nosso problema, huh? – sorriu para ele – Vamos lá, ninguém realmente acredita no que ela escreve!
- Ninguém? – ele arqueou a sobrancelha – , todo mundo acredita nela!
- Todo mundo é idiota, fazer o que? – deu de ombros. – Vem comigo! – levantou-se estendendo a mão.
- O que vai fazer? – perguntou sem levantar-se, embora tivesse pego a mão da garota no mesmo instante em que ela esticara em sua direção.
- Nada, mas vamos fazer nada juntos, ou podemos pensar em um jeito de sabotar essa mulher, você pode escolher a programação de hoje!
Cedrico negou com a cabeça.
- Deveria ter imaginado, todas as atenções são dele, não é? Nem Krum foi tão citado...
- Cedrico... – ela chamou seu nome de forma arrastada, ficando enfrente ao lufo – Eu não vou dizer que eu sei como você se sente, porque eu não sei. Até mesmo porque eu jamais colocaria meu nomezinho naquele cálice, sou legal demais para me arriscar em uma competição como essa, você sabe... - piscou, fazendo pose e vendo-o rir baixo -, mas não fica assim por causa dela. Todo mundo aqui sabe que você está participando, e sabem o quão legal e maravilhoso você é. Você é um ótimo jogador e capitão de Quadribol, até fez seu time mais ou menos vencer o meu, que é mil vezes melhor…
- O QUE? - os dois riram antes dela continuar enumerando.
- Você é o melhor aluno do sexto ano, fez minhas notas melhorarem de uma forma que até McGonagall me elogiou, é um excelente Monitor, mesmo nunca me dando advertência quando eu quebro as regras, não estou reclamando!, é um amigo maravilhoso... Quem realmente importa, sabe quem é Cedrico Diggory. – sorriu passando as mãos nos cabelos dele – Você preferia que Skeeter colocasse seu nome e falasse alguma besteira, como sempre faz? Fleur foi citada como “a Campeão bonitinha de Beauxbaton”. Você preferia ser citado como “O Campeão bonito de Hogwarts”? Parece muito vazio ao meu ver, você é muito mais do que isso. E tenho certeza que até a Fleur, mesmo sendo metida, deve ser mais do que “uma campeã bonitinha”.
Cedrico suspirou concordando com a cabeça, abrindo um sorriso.
- Obrigado!
- Por dizer que você é bonito? – questionou rindo.
Cedrico arqueando a sobrancelha, estufando o peito, rindo junto dela pouco depois.
Ficaram em silêncio por alguns instantes, até o lufo suspirar e voltar a franzir o cenho.
- O que foi dessa vez?
- Meu pai vai ler isso, não quero nem imaginar... – negou com a cabeça.
- O que quer dizer? – tornou confusa.
- Ele não vai ver desse jeito bonitinho que você falou, vai ver que meu nome não está no jornal, apenas o de Harry... – suspirou – Não duvido que ele mande uma coruja ao Profeta, reclamando da matéria...
- Diggory? – o chamou após alguns segundos.
- Sim?
- Eu gosto de você, tá? Se quiser faço uma matéria contando sobre como você é maravilhoso e espalho pela Escola!
Cedrico gargalhou negando com a cabeça.
- Você sabendo é suficiente para mim!”


“Os dois estavam sentados embaixo de uma árvore nos jardins, afastados dos outros alunos, a maioria agora usava botons em apoio à Cedrico, o que deixava Harry irritado.
Acostumara-se apenas com Malfoy e o pessoal da Sonserina o incomodando, mas quando toda a Escola parecia contra ele, as coisas eram ainda piores.
- Weasley é tão idiota! – comentou ao ver o ruivo passando ao lado de Dino e Simas, não falavam com Rony desde o dia do sorteio, duas semanas antes.
- Você pode falar com ele, sabe? – disse coçando levemente a cicatriz, achava engraçado ela o defender daquela maneira, e ao mesmo tempo era grato por poder contar com sua amizade, assim como de Hermione, porem não passava tanto tempo na biblioteca quanto a amiga.
- Até parece... – negou com a cabeça, voltando a olhar as crianças do primeiro ano tentando fazer alguns feitiços, imaginou que talvez estivessem duelando. – Não acho certo, mas até posso entender o resto da escola estar “contra” você, – comentou fazendo aspas com os dedos –, mas Rony não acreditar no que você diz é extremamente estúpido!
- Assim como eu ano passado quando soube que você era filha do Sirius? – Harry questionou sorrindo, a sobrancelha arqueada.
- Exatamente assim, mas ainda envolvia sua família, não é? Agora, não vejo como você participar do Torneio, contra sua vontade, envolve Rony. – falou ainda prestando atenção nos alunos mais novos.
- Mione disse que ele deve estar com ciúmes... – suspirou dando de ombros.
rolou os olhos voltando a encarar o amigo.
- Pelas barbas de Merlin, ciúmes do que? De você participar de um Torneio que pode te matar? Ele têm medo até da McGonagall! – protestou exasperada, Potter riu concordando.
- Hey, Potter! – um grupo de alunos da Sonserina parou enfrente aos dois apertando os botons em seus peitos, os quais mostravam “Potter Fede”.
- Vocês não tem que ir lamber os pés do Malfoy, não? Acho que estão atrasados. – retrucou a garota, ao reconhecer três deles como do grupo de Draco.
Harry esperou até que o grupo se afastasse antes de voltar a falar.
- Obrigado, mas não dava para esperar muito deles, não é? Sonserina. – reclamou dando de ombros, os alunos daquela Casa nunca foram muito simpáticos com ele, embora naquele ano parecessem insuportavelmente piores.
- Sabe o que mais me aborrece? Você não se importar, se fosse comigo já tinha usado alguma das Gemialidades Weasley com eles. Ou pior... – comentou considerando essa possibilidade. – Aliás, o que mais me aborrece é ter tanta gente da Lufa-Lufa usando, achei que eles eram mais legais que isso. – comentou quando alguns alunos de amarelo passaram por eles, xingando Harry. – Vão treinar Quadribol, seus desocupados, quem sabe vocês aprendam a voar!
- Cedrico é da Lufa-Lufa e joga Quadribol, lembra? Ele é o Capitão do time! – riu ao ouvir o que a amiga tinha dito, olhando-a de lado.
- Mais um motivo, devia treinar melhor esse time. Esperava mais dele também, achei que ele falaria com os amigos para não usarem esses negócios! – encostou-se na árvore, ainda xingando todos que passavam ofendendo Harry.
- Está perdendo seu tempo, Mione disse que se eu continuar ignorando eles param... Mas é um saco. – confessou ajeitando os óculos que escorregavam por seu nariz.
- Granger é muito pacifista. Eu, como filha do Comensal mais perigoso que o mundo bruxo já conheceu – os dois gargalharam –, digo que você deve contra-atacar, faz alguma coisa. Enfeitiça alguns deles e os outros ficarão com medo. Por Merlin, Potter, você enfrentou cem dementadores ano passado, pode assustar esses idiotas!
Harry negou com a cabeça, embora tivesse considerado essa opção.
- Só arrumaria mais confusão com todos… E eu perderia pontos pra Grifinória, não é? Estou tentando me comportar esse ano. - piscou fazendo-a rir - Mas espero que isso pare depois da primeira prova...
- O que você acha que será? – perguntou interessada, passando a língua pelos lábios – Não deve ser algo muito fácil... Mas para quem matou um basilisco no segundo ano, não deve ser grandes coisas, huh? – piscou confiante.
O garoto sorriu um tanto envergonhado, na verdade, Harry vinha reparando que nos últimos meses sempre ficava vermelho quando o elogiava de alguma forma, sentia o rosto esquentar e as mãos suarem.
- Foi diferente, e não tinha uma plateia, lembra? - respondeu pensativo, encarando as próprias mãos e esfregando uma na outra.
- Não seja humilde, Potter! Você se sairá bem, acredito em você!”


“Diggory se despediu dos amigos quando viu a garota da Grifinória voltando do Corujal, chamando-a quando se aproximou. parou de braços cruzados, olhando séria para ele.
- O que foi? – perguntou assim que ficara a sua frente.
- Achei que você seria um pouco mais legal com Harry.
- Do que está falando? – confuso, inclinou a cabeça para o lado.
- Dos bottons, são horríveis! – suspirou chateada.
- Já pedi para não usarem, é sério.
o olhou por alguns instantes, concordando com um aceno antes de voltarem a andar. Cedrico deu um sorriso amarelo quando um grupo de garotas passou o cumprimentando, vendo arquear a sobrancelha para as meninas, analisando-as.
- Acho estranho toda essa atenção...
Ela rolou os olhos, sem nada responder, subindo o lance de escadas da Entrada Principal.
- Soube que você gritou com um pessoal para defender Harry... - começou olhando de canto para a garota, concordou sem nada responder, fazendo-o continuar sua frase - Disse para melhorarem no Quadribol...
- Não menti, não é mesmo? – deu de ombros, um sorriso sem graça em seus lábios – Não quis ofender você, Ced, sabe disso. Você é um jogador e Capitão maravilhoso, mas não gosto de todos tratando Harry dessa forma. Faria o mesmo se você com você!
Diggory sorriu, passando um braço por sua cintura e puxando-a para mais perto, enquanto viravam um corredor deserto.
- Falo com eles novamente hoje a noite, ok? – prometeu enquanto caminhavam juntos. – Recebeu alguma resposta de Sirius?
- Não, mas não deva demorar...Cicatriz também enviou uma carta falando sobre o Torneio, Edwiges ainda não retornou, imagino que logo papai deva dar algum sinal...
Cedrico achou melhor não comentar que estava cansado de ouvir sobre Harry Potter naqueles últimos dias, fosse por causa do Torneio ou por . Sabia que a irritaria se falasse, mas quando ela tornou a reclamar dos bottons, suspirou alto, mostrando todo seu aborrecimento.
- Sinto muito se isso te incomoda, Cedrico, mas Potter é meu amigo, não gosto de ver todos o xingando dessa forma.
- E vai azarar todo mundo? – perguntou cruzando os braços, olhando-a sério.
- Eu poderia, - respondeu da mesma forma - mas Potter não quis, algo sobre não podermos mais perder pontos pra Grifinóriazinha, já batemos nossa cota desde a primeira semana em Hogwarts, no primeiro ano... – deu de ombros, vendo-o rir a contragosto, concordando. – De qualquer forma, preciso ir, tenho que terminar um trabalho. Depois nos falamos, Campeão! – ficou na ponta dos pés e beijou-lhe a bochecha antes de se virar.
- Espera, ! – puxou-a pela mão, antes que ela se afastasse, e por um momento Diggory sentiu-se nervoso. – Quer ir comigo a Hogsmeade nesse final de semana?
Ela o olhou por alguns segundos.
- Achei que estaria ocupado com seus amigos e fãs, - olhou para duas garotas do sexto ano, que passaram rindo para ele. Segurou a vontade de mandá-las pararem de ser tão oferecidas, e tornou a olhar para o lufo – e claro, suas admiradoras.
Cedrico sorriu, notando que ela ainda olhava torto para as duas garotas que passaram.
- A única pessoa com quem quero passar o dia é você, aceita?
- Nos vemos lá, Diggory! – concordou sorrindo, mas ele negou com a cabeça, ainda segurando firme em sua mão.
- Quero que me acompanhe, te espero aqui amanhã ás 11 horas, e vamos juntos, ok?
Pensou um pouco, imaginou se Harry e Hermione também iriam. Se Mione não fosse, Harry possivelmente não iria por falta de companhia, e não imaginava poder convidá-lo e ter os dois garotos juntos no Três Vassouras.
Conversaria com Hermione antes de encontrar o lufo.
- Tudo bem, ás onze no Salão Principal, não se atrase!”


“O casal estava sentado em uma mesa de frente a janela no Três Vassouras, quando um grupo de garotas apareceu e sentou na mesa ao lado. rolava os olhos e suspirava entediada, toda vez que ouvia risadinhas e o nome de Cedrico ser citado por alguma das quatro garotas.
Incomodava-se ainda mais quando notava que ele ficava constrangido e, ao mesmo tempo, sorria com o que diziam. Era típico de garotos serem idiotas daquele jeito? - Ah, pelo amor de Deus, vai sentar na mesa delas, Diggory! – reclamou depois que uma garota teve um ataque de risos, extremamente alto, depois de falarem sobre a partida contra a Grifinória no ano anterior.
- Estou bem acompanhado, obrigado. – sorriu antes de tomar um gole de sua cerveja.
- Oi, querida, lembra que foi a Grifinória quem ganhou a Taça das Casas e o Quadribol ano passado? Pois é, fofa, nós que estávamos rindo e comemorando, enquanto vocês choravam! – sorriu irônica para a garota, quando elas tornaram a falar do jogo e xingar a Casa de Godric Gryffindor.
Cedrico arqueou a sobrancelha, encarando-a.
- O que foi? Não tenho culpa se só o apanhador da Lufa-Lufa é bom, ué! – deu de ombros tomando sua cerveja. Cedrico riu inclinando-se para frente quando a garota abaixou seu copo.
- Tá sujo aqui, artilheira! – disse passando a mão próximo aos lábios dela, retirando a espuma da bebida.
- Hm, obrigada... – respondeu sem graça, olhando pela janela. Virou-se quando ouviu as garotas se afastando, reclamando do quanto ela era mal educada. – Está vendo isso? É esse o fã-clube que você arranjou, Diggory? – semicerrou os olhos, encarando-as de longe – Elas têm bem cara de que estavam correndo atrás de Krum quando ele chegou!
O rapaz riu dando de ombros, gostava de saber que ela sentia ciúmes quando o via próximo de outras garotas.
- Elas podem correr atrás de quem quiserem, só tem uma que eu quero ao meu lado. – piscou sorrindo levemente, não fora bem sua intenção falar aquilo, mas quando vira já tinha dito.
engasgou-se com a bebida, precisando de dois tapinhas dele para recuperar-se, ficando vermelha. Talvez aquela fosse sua oportunidade.
- Como é? – perguntou chocada, Cedrico abriu a boca para responder quando alguém bateu no vidro.
Emmett e mais dois amigos de Diggory entraram no estabelecimento, chamando o lufo para sair com eles, falando algo sobre quatro garotas do sexto ano, o qual fez rolar os olhos e ao mesmo tempo querer bater nos três lufanos.
- Não, obrigado, estou ocupado! – apontou para a menina com a cabeça, Emmett olhou-a por alguns segundos, era o único dos amigos de Cedrico que parecia gostar dela.
- Oi, Grifinória!
- Olá, Lufa-Lufa! – respondeu o cumprimento rindo, os outros dois não pareceram se importar.
- Sua namoradinha anda xingando todo mundo por causa do Potter, sabia disso, Cedrico?
Diggory abriu a boca para responder, mas ela fora mais rápida.
- Em primeiro, Cedrico não é meu namorado. – falou séria, o rapaz olhou-a chateado, era como levar um balaço no estômago, embora aquela fosse a verdade – Segundo, Potter é meu amigo e é óbvio que eu vou xingar todo mundo que for tão ridículo como você com ele, aliás, acho que esse botom já perdeu a graça, não? – apontou para o objeto no peito do rapaz – E terceiro, não é legal você usar o Cedrico para conseguir uma garota!
Emmett riu, parando ao notar o olhar do amigo.
- Por que você não vai cuidar da sua vida? – perguntou grosseiramente. – Soube de uma história interessante sabe? Sobre sua família...
- Andre! – Cedrico chamou sua atenção, não gostando do tom que ele usara e nem do que começava a falar.
- Minha vida deve ser realmente bem mais interessante que a sua, para você estar querendo saber tanto sobre ela, não? – sorriu levantando-se. – Mas o que esperar de um cara que precisa da ajuda do amigo para conseguir um encontro? – questionou irônica. – Tchau, Diggory. Lufa-Lufa. - acenou para Emmett, que levantou a mão em um rápido cumprimento.
- Olha aqui...
- Cala boca! – Cedrico segurou o amigo, não deixando que ele falasse mais nada. – Você não vai dizer nada, entendeu? Não quero você falando desse jeito com ela.
Andre riu debochado.
- Não sei por que ainda anda com ela, nem uns beijos você conseguiu.
- Isso não é da sua conta, huh? – respondeu pegando seu casaco ao lado da cadeira e levantando-se. – E como ela mesmo disse, arranje uma garota sem a minha ajuda.
Finalizou despedindo-se de Emmett e saindo do bar, olhou ao redor procurando pela menina, mas ela já não estava mais a vista.
Frustrado, Cedrico colocou as mãos nos bolsos da jaqueta, voltando para a Escola, sozinho. Seu encontro, quase saíra como o planejado. Quase.”

Capítulo 14


“Cedrico mandou os amigos continuarem andando para a sala, enquanto ajoelhava-se e começava a recolher o material, ainda praguejando sobre o recente ocorrido. Escutou passos apressados no corredor e, ao virar-se, encontrou Harry Potter, com a respiração um tanto falha.
- Minha mochila… - começou a explicar-se - Simplesmente rasgou… Novinha… - reclamou, recolhendo dois livros manchados de tinta.
- Dragões. - Potter falou rápido, olhando para os lados, garantindo que ninguém poderia escutá-los.
- O que? - franziu o cenho, levantando-se com os livros e penas em mãos.
- São a primeira tarefa, têm um para cada! – explicou Harry, vendo Diggory o olhar desconfiado.
- Como você sabe? – passou a língua pelos lábio, encarando-o por um tempo, a mochila pendendo em seu ombro.
- Não importa, só quis te avisar! – deu de ombros, Hagrid teria problemas se Harry contasse que o amigo foi quem lhe mostrou os animais.
- E... Por que? – Cedrico continuou desconfiado. E se fosse alguma brincadeira de mau gosto, apenas para fazê-lo passar por idiota na frente de ?
- Krum e Fleur também já sabem, assim ficamos todos igual, não? – respondeu, irritado com tanta desconfiança. – E você é amigo da , ela me perguntou se eu te avisaria sobre isso hoje mais cedo...
- Ela sabe? – arqueou a sobrancelha, surpreso. Potter concordou.
- Contei hoje, soube ontem á noite...
Cedrico permaneceu quieto por algum tempo, tentando assimilar a informação.
- Harry? Sobre os bottons... Já pedi para não usarem, mas...
- Tudo bem, sem problemas.”


“Os dois estavam sentados juntos no corredor do terceiro andar, encostados na parede, olhando Pirraça jogar bombas de bosta nos corredores, Filtch parecia muito atarefado tentando detê-lo para prestar atenção em alunos fora do quarto.
- Você têm certeza que ele está falando sério, não é? – Cedrico finalmente perguntou, ainda estava apreensivo sobre a primeira prova.
- E por qual razão ele mentiria? – perguntou entediada. – Você deveria dar mais crédito á ele, sabe? – comentou encostando-se no ombro do rapaz, fechando os olhos por breves segundos. – Que tipo de prova é essa, afinal? Dragões? Isso só pode ser brincadeira.
- Eu sei... – concordou em um sussurro, ainda não fazia ideia de como mataria um dragão, supondo que era isso que deveria fazer.
- Alguma ideia? – perguntou preocupada, Diggory negou.
- Acho que ainda não estou acreditando que isso vai mesmo acontecer... Dragões de verdade!
- Agora você entendeu, não? Era por isso que não queria que você colocasse seu nome! Isso é absurdo! Colocar quatro estudantes para enfrentarem dragões?
Cedrico respirou fundo, soltando todo o ar de uma só vez.
- Como se mata um dragão? – perguntou por fim, seu cérebro parecia trabalhar três vezes mais rápido, mas ao mesmo tempo, parecia tão lento, que era como se ele pudesse escutar seus neurônios tentando achar uma solução para aquele problema.
Então sentiu-se como se tivesse virado um adivinho; Cedrico via-se no dia na prova, tentando passar por um dragão e falhando miseravelmente. O dragão golpeava-o com sua calda, e ele perdia sua varinha, sendo atingido por chamas em seguida, e só o que conseguia ouvir era gritando seu nome.
Era a última coisa que ouvia.
- Cedrico? Está dormindo de olhos abertos? – a garota balançou-o levemente, Diggory a encarou, os olhos cinzentos apreensivos.
- Por que eu nunca te escuto quando devo?
- Porque é idiota, assim como todos os garotos. – respondeu sorrindo, Cedrico concordou com a cabeça, tenso demais para fazer algum comentário. – Vamos lá, Ced, você vai se sair bem, só está nervoso. Tenho certeza que você será brilhante! – puxou-o para um abraço, sentindo os braços do rapaz apertarem-na contra si. – Só tenta não se machucar muito, ok? Não quero ter que ir te ver na Ala Hospitalar!
Cedrico riu baixo, ainda a abraçando apertado.
No fundo, tinha medo que aquela fosse uma das últimas vezes que faria aquilo.”


“Estava voltando para seu dormitório, quando ouviu um barulho vindo de um canto ao seu lado direito, virou-se em tempo de ver uma sombra de cabelos loiros, no escuro. Suspirou, cruzando os braços.
- Muito bem, pode ir saindo! Eu já vi vocês, voltem para seus dormitórios, não é hora para estarem fora de suas Casas! – chamou autoritário.
Segundos depois viu Draco Malfoy saindo de trás de uma estátua, arrumando sua gravata verde e ajeitando seus cabelos.
- Com quem você está?
- Ninguém. – disse em voz baixa. Cedrico rolou os olhos.
- Interessante, ficou assim sozinho? – apontou para suas roupas, o sonserino arqueou a sobrancelha.
- Isso não é da sua conta. – disse de forma arrogante.
- Está enganado. Sou Monitor. – Olhou para o canto, notando outra sombra, um tanto encolhida. – Pode ir saindo, e rápido antes que eu mude de ideia e reporte o que acabo de presenciar.
Para sua total surpresa, viu Hermione Granger saindo, enquanto prendia seus cabelos armados.
Não conseguiu esconder a cara de surpresa ao vê-la.
Hermione Granger e Draco Malfoy?
Que mundo estranho era aquele?
Os dois não se odiavam?
- Oi! – a garota disse extremamente vermelha, sem olhar para o monitor.
- Caramba... – exclamou olhando de um para o outro.
Nenhum dos dois falou nada, constrangidos demais para isso, cada um olhava para um canto.
- Tudo bem, podem voltar para seus dormitório, mas não quero que isso se repita, se encontrar um dos dois fora da cama depois do horário, terá punição, entendido? – cruzou os braços, voltando a posse autoritária.
Mione concordou no mesmo instante, ainda vermelha demais para encará-lo.
- Boa noite! – disse em voz baixa, saindo apressada pelo corredor.
- Pode ir também, Malfoy. – apontou para a escada a sua frente.
- Diggory... – Draco chamou, ainda olhando para o corredor enfrente, fingindo não ter escutado a ordem do outro – Você poderia não... Sabe...
- Contar o que acabei de ver? – sorriu arqueando a sobrancelha, o sonserino concordou. – Tudo bem, não vi nada. Agora vá para sua Casa!
Draco o encarou de volta, um sorriso brincando nos lábios avermelhados. - Já vi você com .
Cedrico franziu o cenho, confuso. Todos na Escola já o tinham visto com a garota…
- Já vi o jeito que você olha pra ela!
Draco riu, colocando as mãos nos bolsos da calça.
- Imagino que não seja com o mesmo olhar de desprezo que você olha para Hermione... – replicou sério, cruzando os braços.
- É uma longa história... – deu de ombros, abanando o ar com a mão.
- Imagino que seja! Agora vá logo para seu quarto antes que eu mude de ideia e te dê uma advertência!
Malfoy riu virando-se para as escadas, desceu alguns degraus antes de parar e tornar a olhar para o lufo.
- Diggory? Obrigado.”


“Terminou de colocar o uniforme novo, a calça preta com a listra amarela e a camiseta amarelo-Lufa-Lufa, com o símbolo de Hogwarts e seu nome nas costas, em cores vermelhas.
Respirou fundo e olhou-se no espelho, enquanto ajeitava seu cabelo, seu rosto parecia um tanto mais pálido e era possível ver as olheiras que se formaram abaixo de seus olhos, devido aos últimas noites mal dormidas. Manteve o olhar fixo em seu reflexo, tentando manter-se calmo e confiante, mas no instante que saiu de seu quarto e escutou uma salva de palmas dos colegas, sentiu seu estômago embrulhar e uma grande vontade de colocar o almoço para fora.
Ao invés, respirou fundo e agradeceu as palavras de incentivo, colocando-se para fora do Salão Comunal pouco depois.
Fez o caminho rotineiro pelos corredores de Hogwarts, sem realmente prestar atenção no caminho ou nas pessoas com quem cruzara, apenas acenando com a cabeça quando se direcionavam á ele, a vontade de vomitar tão presente quanto seu nervosismo.
Sentia as mãos tremerem e a respiração acelerar.
Desceu as escadas em direção ao jardim, andando para a tenda na qual deveria encontrar com os outros campeões, já estava em cima da hora da prova, e ao olhar ao redor, pode ver os estudantes das três Escolas dirigindo-se á arena montada para a primeira tarefa.
Foi só quando avistou um grupo de alunos da Grifinória passarem por ele, que Diggory se deu conta de algo importante. Olhou ao redor procurando a garota com os olhos, antes de dar meia volta, na intenção de procura-la pela Escola.
Seu coração pareceu bater com ainda mais rapidez ao se dar conta que ainda não tinha visto a menina naquele dia.
Não a encontrara no café-da-manhã e nem na hora do almoço.
Mal conseguiram conversar na noite anterior, Diggory estava nervoso demais com a prova para dar-lhe muita atenção. Repetia mentalmente todos os feitiços que poderia utilizar, várias e várias vezes, com medo de esquecer.
Mal dera boa-noite, porque na hora que estava caminhando com ela em direção a Torre da Grifinória, a gata de Filtch apareceu, e ele teve que ir para seu Salão Comunal antes de deixa-la enfrente ao quadro da Mulher-Gorda.

Seu estômago novamente deu uma volta, e suas mãos começaram a suar;
E se algo desse errado e ele morresse durante á prova?
E se nem mesmo se despedisse dela?
Merlin, ele não tinha dito nem que a amava!

Malfoy passou por ele, junto aos colegas da Sonserina, todos rindo usando os bottons de Potter-Fede, e Cedrico lembrou-se de tê-lo visto junto com Hermione horas antes, escondidos atrás da estátua...
Até Draco Malfoy, que supostamente odiava Granger, tinha saído com ela, enquanto Cedrico (que nunca olhara com desprezo para Black, que não desconfiara da garota - nem mesmo quando ela contara ser filha de Sirius -), nunca teve coragem de se declarar.
E se tivesse perdido sua chance?

Estava na metade das escadas da entrada, quando a professora Minerva apareceu, puxando-o pelo braço e o arrastando em direção a tenda.
- Mas, professora... Eu... Eu preciso falar com alguém...
- Tenho certeza que isso pode esperar, Diggory! – disse ainda puxando-o com certa força.
- É importante!
- Creio que a tarefa seja mais importante, depois você conversa com quem quer que seja! – falou séria, os lábios crispados.
Cedrico suspirou contrariado.
- Professora, e se algo acontecer durante a prova? E se não conseguir conversar com ela depois? – perguntou desesperado.
Minerva parou de andar e olhou-o por um longo minuto.
- De quem está falando, Cedrico?
O lufo abriu e fechou a boca, as mãos ligeiramente suadas.
Olhou para baixo e passou a mão pelo pescoço antes de olhar novamente para a professora, sentindo o rosto esquentar.
- É... Bem...
- Cedrico! – ouviu um grito vindo da entrada, virou-se vendo a garota correr em direção aos dois. Abriu um sorriso enorme para ela.
McGonagall olhou de Cedrico para , o cenho franzido e os lábios crispados.
- Vocês têm dois minutos, e estarei parada aqui! – declarou a professora. Diggory sorriu, concordando com um aceno, andando rapidamente até perto de .
- Estou te procurando faz um tempão! Seus amigos idiotas não quiseram dizer onde você estava... Snape me deixou de castigo de manhã, porque Filtch me viu ontem fora da cama e...
Cedrico a abraçou com força quando chegou até ela.
Enterrando seu rosto nos cabelos loiros da garota, respirando fundo e sentido o perfume dela.
Novamente sentiu seu estômago dar uma volta, e poderia vomitar a qualquer momento, mas não tinha nada a ver com a prova, nem com o dragão.
- Você está bem? – perguntou preocupada, acariciando levemente os cabelos dele.
- Achei que não te veria antes da prova! – respondeu contra seu pescoço, causando uma onda de arrepios pelo corpo da garota.
- Eu tentei falar com você... – respondeu o soltando. – Você será incrível, tenho certeza disso! – sorriu sincera.
Diggory olhou brevemente para os lábios dela, suspirou, concordando com a cabeça.
- Espero que eu saia vivo...
- Não seja bobo, é claro que você vai ficar bem! – abraçou-o novamente – Se você se machucar eu te bato, entendeu?
- Você tem um jeito bem sutil de se mostrar preocupada, já te disseram isso? – riu devolvendo o abraço.
- Diggory! – a professora gritou a poucos metros.
O rapaz respirou fundo, soltando todo o ar contra os cabelos dela.
- Preciso ir, mas quero falar com você depois da prova, tudo bem? – pediu colocando as mãos no rosto da garota, olhando diretamente para os olhos .
- Estarei te esperando, Campeão, mas agora se preocupe em passar pelo dragão e não se machucar, ok? – beijou-lhe a bochecha demoradamente.
Cedrico fechou os olhos por alguns instantes, mantendo um sorriso calmo nos lábios quando se afastaram, acenando com a mão e andando em direção à professora que ainda o esperava. - Hey, Diggory? - Cedrico virou-se - Da próxima vez que eu disser, não coloque seu nome, você não coloca seu nome, entendeu?”


“Continuou a encarar a pequena miniatura de dragão, o qual dava pequenos passos pelo chão, próximo aos pés de Cedrico, vez ou outra tossindo um pouco de fumaça.
Diggory respirou fundo, tentando acalmar-se, sem êxito.
Ouviu o barulho do canhão poucos segundos depois, e então respirou fundo, fechando os olhos por alguns instantes, antes de dar o primeiro passo em direção à saída da tenda.
Krum e Delacour o olharam saindo, e Harry sorriu levemente, parecendo tão nervoso quanto ele próprio.
Diggory talvez vomitasse antes de terminar o percurso até a saída, sentia-se um tanto enjoado, talvez estivesse um pouco verde, não saberia dizer.
Podia ouvir os gritos vindo das arquibancadas, e por um segundo desejou ser um deles, apenas um telespectador, pronto para ver o estudante tolo que ousara colocar seu nome no Cálice.
Respirou fundo novamente, antes de sair.
Repassando mentalmente o feitiço que usaria e todo o plano que tinha para aquela prova, seria um tanto prático e simples, sem muitas chances de erro...
Ao levantar o rosto, com o sol alto batendo em sua cabeça, olhou ao redor, as pessoas sentadas, gritando, aplaudindo, chamando seu nome, bandeirar com seu nome... A bancada dos jurados na área coberta da arquibancada...
Então olhou para frente, lá estava ele;
O Focinho-Curto-Sueco, era ainda pior do que tinha imaginado, muito maior e muito mais assustador do que a pequena miniatura que cabia em sua mão.
Viu a ninhada próxima ao dragão, e quando o sol bateu no local, quase como se quisesse mostrar para ele a dificuldade da prova, Diggory reparou no brilho do ovo de ouro, no meio dos outros, protegidos pelo enorme animal de assas.
Deu passos um tanto vacilantes pelo cercado, tentando recuperar a confiança que um dia tivera.
Como foi que ele resolver colocar seu nome no Cálice, mesmo?
Não se lembrava do motivo de ter pensado ser capaz de realizar aquelas tarefas.
Na verdade, assustou-se ao perceber; Diggory não fazia ideia de qual era seu plano!
Ao olhar para o dragão, deitado próximo a ninhada, reparou nos olhos pretos do bicho, focados no intruso.
Cedrico respirou fundo, sacando sua varinha - a qual parecia estupidamente pequena e inútil naquele instante, um graveto idiota -, passou a língua pelos lábios, dando mais alguns passos dentro do cercado. Apontou a varinha para uma grande pedra, próxima a mesa dos jurados, gritando o feitiço, e então se aprontou para correr o mais rápido que suas pernas compridas lhe permitiam.

O dragão avançou em direção ao cachorro-pedra, próximo demais de sua ninhada, deixando os ovos desprotegidos por alguns instantes.
Cedrico correu como nunca fizera antes, parecia que sua vida dependia daquilo e, de certa forma, realmente dependia naquele momento.
Saltou por sobre as pedras em seu caminho, ouvia barulhos vindo das arquibancadas, gritos que ele não compreendia, no instante era tudo apenas um borrão sem importância. A única coisa que estava em sua visão era a ninhada, poucos metros á frente.
Mas o dragão mudou de ideia no meio do caminho, a distração criada pelo apanhador não funcionara tão bem, e, no momento seguinte, Cedrico sentiu a calda do bicho o jogar contra o cercado, um grito passou por sua garganta ao bater as costas contra a parede de pedras.
Uma forte dor atingiu seu corpo, era como se não tivesse mais nenhum osso.
Seu corpo tremia e ao mesmo tempo parecia extremamente mole, o lufo sentiu-se incapaz de levantar naquele instante, suas pernas tremiam e vacilaram quando ele tentou se colocar em pé.
O ar parecia rarefeito, não chegando a seus pulmões.
Diggory tossiu algumas vezes, sentindo um gosto metálico em sua boca, ao cuspir, notou um bom tanto de sangue. Puxou a respiração com força, sentindo o peito arder com o esforço, então novamente ouviu vários gritos e, ao olhar para frente, percebeu o motivo;
O dragão novamente virou em sua direção, os olhos escuros como á noite, fixos no lufano, atento aos passos do rapaz.
Protegendo seus ovos.

Cedrico levantou-se com dificuldade, apoiando o corpo no cercado, novamente ergueu sua varinha, apontando para o lado contrário, transformando outra pedra em cachorro, deixando a ilusão do animal se mexendo, latindo para o dragão, que se virou rapidamente, avançando em direção a nova ameaça, a fumaça saindo por seu focinho, abriu as enormes assas e investiu contra o cachorro. Nesse instante Cedrico tornou a correr, ignorando as dores que o atingiram, ignorando qualquer outra coisa que não fosse aquele ovo de ouro.
Faltando menos de dois metros, Diggory jogou-se contra a ninhada, conseguindo agarrar o ovo de ouro, ouvindo os gritos ao redor.
Bagman gritara algo, mas ele não compreendia o que dizia, mas Cedrico sentiu pouco depois. Em um piscar de olhos ouviu o grunhido vindo do Focinho-Curto, e então sentiu uma onda quente aproximar-se rapidamente de seu corpo, segurou com firmeza o ovo contra seu corpo, a varinha na outra mão, enquanto corria para afastar-se do animal, olhou por sobre o ombro, e no instante no qual saltou para o lado, sentiu uma bola de fogo atingir-lhe.”


“Estava há alguns minutos na barraca, escutando Madame Pomfrey reclamar dos animais utilizados na prova, enquanto ela tratava de seu rosto queimado, depois de ter feito o mesmo procedimento no lado esquerdo de seu corpo, visivelmente mais atingindo. Sentia uma ardência toda vez que a curandeira colocava alguma erva sobre os ferimentos, cobrindo-os em seguida com uma pomada laranja.
- Vai se sentir melhor em pouco tempo, Diggory. - avisou enquanto servia-lhe um tônico.
Cedrico tomou de uma só vez, sabia que se parasse iria cuspir metade do conteúdo, como já fizera antes, depois de se machucar durante um treino de Quadribol.
Devolveu o copo vazio para a mulher, que logo tratou de se retirar, deixando-o sozinho na repartição com a maca improvisada.
Não muito depois, escutou quando alguém entrou na tenda, e logo viu uma sombra aproximar-se pelo lado direito.
A garota pareceu soltar o ar preso quando seus olhos focalizaram Diggory, colocando a mão no peito por um instante.
- Na próxima vez que você cogitar colocar seu nome em um torneio como esse, eu juro que te mato!
Cedrico concordou com um aceno, nem por um instante considerou discutir sobre aquilo.
- Como está se sentindo? – perguntou ao aproximar-se, seu olhar correndo por todo o corpo machucado dele.
- Não vou morrer hoje, Madame Pomfrey já resolveu isso! – piscou sorrindo, mas logo desistiu quando sentiu o rosto arder com a ação.
chegou ao seu lado, passando os braços por seus ombros, abraçando-o desajeitadamente devido aos ferimentos. Cedrico sorriu, erguendo o braço direito e passando pela cintura dela, mantendo-a próxima o suficiente por alguns instantes.
afastou-se em seguida, colocou as mãos na cintura, em uma pose engraçada, enquanto balançava a cabeça negativamente.
- Droga, ele acertou você em cheio! – reclamou analisando os ferimentos no peitoral desnudo do outro.
- Está tudo bem, estarei bem em poucos dias! – tranquilizou-a.
- Está doendo? – questionou sentando-se ao seu lado, com cautela. – Que pergunta burra, é claro que está doendo!
Cedrico riu por poucos instantes, após perceber que o movimento também o incomodava.
- Arde bastante, mas deve passar logo, nada muito sério.
- Você foi incrível! Fantástico! – elogiou animada.
- Nem tanto, não é? – apontou para o curativa, ela negou com a cabeça.
- Acidente de percurso, foi fantástico do mesmo jeito!
Cedrico piscou, tentando sorrir, embora achasse que parecia mais uma careta. Segurou a mão da garota entre a sua, vendo-a encarar seu corpo machucado com o cenho franzido e o ar preocupado. O monitor mordeu o lábio, talvez fosse uma boa hora para dizer o que queria...
- Como está se sentindo, Diggory? – Madame Pomfrey perguntou, voltando a entrar na divisa.
afastou-se da cama, para que a mulher pudesse tratar de Cedrico e, ao olhar para o lado, notou que outra divisa estava ocupada. Deu dois passos para o lado, podendo ver Harry sentado na cama ao lado.
- Potter! – sorriu andando até ele – Você foi brilhante, Cicatriz!
Cedrico virou o rosto para o lado ao ouvir a voz animada da garota, logo vendo os dois abraçados. Fez uma careta ao imaginar a troca de olhares entre os dois, quando Harry começou a contar sobre alguns momentos de sua prova.
- Está doendo muito? – Madame Pomfrey perguntou ao reparar na careta que ele fazia, Diggory negou com a cabeça.
- Harry! – Hermione apareceu, seguida de Rony.
Os quatro conversaram por algum tempo, até voltar para o lado de Cedrico, que se encontrava deitado novamente, os olhos fechado e uma expressão fechada em seu rosto.
- Se sente bem? – ouviu-a perguntar, tocando-lhe o braço direito, abriu os olhos concordando em silêncio – Precisa de alguma coisa? – perguntou prestativa, vendo-o negar sem dizer nada. Como diria alguma coisa para ela naquelas condições?
Ela parecia sempre tão animada com Potter...
- , vão dizer as notas do Harry! – Mione a chamou – Como está, Cedrico?
- Bem, obrigado. – respondeu educadamente, viu sair, dizendo que voltaria em alguns instantes.
Não demorou nem cinco minutos para ela voltar para seu lado, sorrindo ao olhar para ele.
- Tem certeza que está bem? – questionou novamente, visivelmente preocupada.
- Vou ficar em alguns dias, não se preocupe.
- Você foi realmente incrível, sabia? – sorriu, apertando-lhe gentilmente a mão esquerda.”

Capítulo 15


“Cedrico ainda tinha o corpo um tanto machucado, e o rosto com algumas pequenas queimaduras que já estavam cicatrizando, mas ainda bem visíveis, mas nada que o atrapalhasse. Andava acompanhado de Emmett e mais dois colegas da Corvinal, com quem a Lufa-Lufa dividia o horário de Transfiguração, quando passou por um corredor em direção as masmorras de Poções, sua próxima aula, e encontrou sentada no parapeito da janela, como a mochila e alguns livros ao lado. A garota deu um sorriso leve quando o viu, correspondido com um aceno de cabeça, continuando a caminhar com os colegas, comentando sobre a última aula.
Diggory olhou por sobre o ombro, encarava o chão, balançando os pés, parecia um tanto entediada, mas ao mesmo tempo mantinha o cenho franzido, preocupada com algo.
Já faziam alguns dias que o lufo não conversava direito com a garota, em partes porquê, por mais que não quisesse admitir para si mesmo, Diggory estava cada vez com mais ciúmes ao ver junto á Potter, especialmente nos últimos dias depois da primeira prova; os dois pareciam ter segredos demais, e passavam o dobro de tempo juntos.
E também porque a menina estava novamente cheia de trabalhos e passava parte do tempo dentro da biblioteca junto com Mione e os dois garotos, visto que agora Rony voltara a andar com os três colegas.
Cedrico subira dois degraus, quando resolvera voltar, despediu-se rapidamente dos amigos, voltando três corredores para galar com a menina.
Ao chegar ao começo do corredor no qual ela estava, viu Draco Malfoy parado á sua frente, ambos discutiam calorosamente, aproximou-se lentamente dos dois, querendo entender o que acontecia, para então interromper.
- Você está sendo uma doninha muito petulante, Malfoy. – sorriu para ele, vendo-o ficar vermelho, a raiva estampada em sua face.
- Eu tomaria mais cuidado se fosse você, não se esqueça que seu pai é um foragido, priminha. – disse cruzando os braços, o tom ameaçador.
A garota ficou em pé, sacando a varinha e apontando para o loiro.
- Olá? – Diggory chamou, atraindo ligeiramente a atenção dos dois. – Você não tem aula, Malfoy?
Draco tornou a olhar para a garota, batendo na mão com a varinha, fazendo-a baixa-la um pouco.
- Isso não acabou, Black. Não se esqueça que meu pai têm grande influência no Ministério.
- E essa é a única razão para ele não ter ido para Azkaban, Draco. Mas não esqueça, as coisas mudam. – retrucou encarando-o, faíscas piscando em sua varinha – E lembre-se sempre, seu pai não está aqui, você pode muito bem virar uma doninha novamente, ou algo bem nojento!
- Já chega, os dois! – Cedrico parou ao lado da garota, cruzando os braços, o tom autoritário de sempre quando cumpria suas funções de Monitor. – Se não quiser levar uma detenção é melhor ir andando, não se esqueça que te vi andando pelo Castelo fora do horário!
Draco o olhou, o semblante levemente surpreso, Cedrico encarou-o significativamente.
Malfoy virou-se para a prima mais uma vez, fazendo sua cara de desprezo de sempre, antes de virar o corredor e andar até sua sala.
- O que aconteceu? – perguntou o lufo, vendo-a respirar fundo, guardando sua varinha no casaco.
- Ele nasceu, foi isso que aconteceu. – reclamou agitada – Acredita nisso? Você ouviu o que ele disse sobre meu pai, aquele imbecil…
- , não liga pra ele, Sirius está fora do país, não tem como Malfoy ou o pai encontrá-lo! – colocou
a mão em seu ombro, confortando-a.
negou a cabeça, sussurrando preocupada;
- Ele voltou!”


“O rapaz esperou que ela se acalmasse depois de ter contado tudo sobre as últimas cartas de Sirius, e revelado que ele estava de volta á Inglaterra, perto demais de Hogwarts e do Ministério.
- E se alguém o reconhecer? – questionou nervosa, jogando-se em uma cadeira na sala de aula vazia, tinha andado de um lado para o outro, agitada, mexendo as mãos sem parar enquanto relatava os últimos acontecimentos. Ao prestar mais atenção na garota, notou que, novamente, ela parecia um tanto mais pálida e ansiosa do que estava nos últimos meses.
Novamente parecia a de quem ele se aproximara no ano anterior; nervosa demais com os próprios problemas para dar muita atenção a outras coisas.
- , não temos mais dementadores por aqui, e o Ministério baixou a guarda! Ninguém mais está realmente procurando Sirius... E Ninfadora te diria alguma coisa se soubessem dele! – tranquilizou-a com um sorriso.
A garota respirou fundo, concordando levemente.
- Por que tudo acontece ao mesmo tempo? Você e Harry nesse Torneio, meu pai por perto... – balançou a cabeça – Vocês vão me enlouquecer desse jeito!
Cedrico riu levantando-se da mesa em que estava sentado, abaixando-se em sua frente.
- Pare de se preocupar tanto, Sirius é inteligente, esteve aqui o ano passado inteiro e não foi pego, não é? Você estava ao lado dele o tempo inteiro e não percebeu nada. Seu pai é esperto, sabe se esconder. – puxou-lhe as mãos fazendo um leve carinho, o encarou-o com o cenho levemente franzido – E você viu Harry na tarefa, ele foi muito bem. Vai se sair bem nas próximas provas, creio que ele já fez coisas maiores que enfrentar um dragão, não é? – elogiou-o, mesmo que contra sua vontade – E eu já sou grande o suficiente para me cuidar.
- Estou vendo, está bem atraente com essa pasta laranja no seu rosto e pescoço! – apontou com a cabeça para o lado, ainda machucado, de Cedrico. Ele riu dando de ombros.
- Já está bem melhor, se quer saber. Não incomoda mais, só tem uma pequena queimadura e já está cicatrizando! – informou virando o rosto e puxando a camisa, mostrando que seu ombro já estava bom, assim como o resto do corpo.
- Tente não se queimar na próxima prova, ok? – pediu suspirando.
- Eu prometo! – ergueu a mão, um sorriso em seus lábios.”


“Os quatro estavam terminando de tomar o café da manhã, quando Fleur Delacour apareceu no Salão Principal, junto com mais algumas amigas, Rony engasgou-se no mesmo instante, precisando de alguns minutos para recuperar-se da cor vermelho tomate que atingiu seu rosto e pescoço. Mione rolou os olhos, puxando seu livro de Runas Antigas.
- Precisa se controlar, Weasley, não pode ficar assim sempre que ela aparece, está ficando ridículo! – comentou antes de morder sua torrada.
Rony novamente ficou vermelho, e Mione não controlou uma gargalhada estridente.
Harry e sorriram encarando-se rapidamente, desviando o olhar antes que também rissem. Um grupo de garotas da Corvinal entrou no Salão, e entre elas Cho Chang, uma garota bonita, de cabelos pretos compridos e olhos puxados.
- Oi, Harry! – disse ao passar pelo garoto. Potter sorriu um tanto constrangido, cuspindo um pouco de seu suco, arrancando risadinhas de Rony, Mione e as amigas de Cho, fazendo rolar os olhos
enquanto balançava a cabeça negativamente.
- Bem, ao que tudo indica, Rony não é o único idiota desta mesa. – Hermione comentou sem tirar os olhos do livro.
- Hey! – os dois reclamaram indignados.
- Não sei do que reclamam, alguma vez já nos viram – Hermione apontou para ela mesma e para a amiga – babando por algum garoto? Eu acho que não.
- Somos sutis! – concordou sorrindo.
- O que quer dizer? – Potter a encarou com a sobrancelha arqueada.
- Bem, você não vai me ver dando risadinhas patéticas por causa de um garoto bonito, Cicatriz! – deu de ombros.
- E por falar em garotos bonitos... – Mione sorriu apontando com a cabeça, os outro três viraram-se em tempo de ver Cedrico a poucos passos da mesa. Ao notar que os quatro o encararam, ele franziu o cenho curioso.
- Oi? Hm... – virou-se para Renata, que segurou uma risada ao olhar para Granger, ao mesmo tempo que Potter negou com a cabeça, voltando a comer seu cereal. – Podemos conversar antes da aula? – perguntou olhando para a loira.
concordou com a cabeça, terminando de tomar seu suco antes de se levantar.
- Entende o que eu quero dizer, Harry? – piscou para o amigo, Hermione novamente riu alto.
Cedrico esperou a menina postar-se ao seu lado para andarem em direção á saída, ainda um tanto confuso com o que acabara de acontecer, embora não fosse questionar por, provavelmente, ser alguma piada interna dos quatro.
Potter encarou os dois saírem juntos do Salão, Diggory mais a frente, puxando-a pela mão.”


“Os dois foram juntos conversando sobre as aulas que teriam no dia enquanto andavam pelo terreno, estavam próximos ao Campo de Quadribol quando o lufo parou sorrindo levemente. - Acho que sempre que passarmos por aqui vou me lembrar de um certo cachorro preto... – disse distraído, ajeitando seu cachecol amarelo envolta do pescoço.
Já voltara a esfriar com maior intensidade, e a maioria dos estudantes já começara a contagem regressiva para os dias de neve.
riu com o comentário, concordando com a cabeça.
- Queria que ele estivesse aqui agora, parecia tão mais fácil…
- Estranho como meses atrás a vida parecia mais tranquila... – Cedrico comentou pensando sobre as últimas semanas que tivera, as mãos nos bolsos na calça enquanto olhava para o gramado verde.
- Pois é, era mais fácil pensar que eu era filha de um Comensal pirado, do que me acostumar com o fato que você passou por um dragão menos de um mês atrás... – concordou pensativa. Cedrico gargalhou.
- Obviamente deve ser melhor ser filha de um Comensal, não é? – questionou brincando, olhando-a de lado.
- Muito mais simples, nada com o que se preocupar! – piscou para ele andando até a arquibancada.
Os dois começaram a subir até a última fileira de bancos, da qual podia-se ver grande parte do terreno da Escola, sentando-se lado a lado e olhando ao redor.
- Acho que ainda preferia quando a única preocupação era se Snape me reprovaria, ou Wood gritando sobre o atraso para os treinos... – suspirou, Diggory novamente riu.
- E vocês não tiveram sua revanche esse ano! – sorriu referindo-se ao jogo entre os dois no ano anterior.
fez um barulho com a boca lembrando-se do dia, tinha marcado 60 pontos antes de Cedrico pegar o pomo.
- Teria sido um melhor “primeiro jogo” se não tivéssemos perdido... – passou a mão pelos cabelos que voavam levemente com o vento – Por outro lado, se não tivesse acontecido tudo aquilo talvez não tivéssemos conversado…
Cedrico pensou sobre o assunto, lembrava-se de puxado assunto com ela no corredor, para perguntar se Harry estava bem, então se, de fato, não tivessem tido problemas com Dementadores naquele jogo, independente de quem tivesse ganho, realmente não teriam motivos para terem conversado naquele dia.
- Mas eu te encontrei na biblioteca poucas semanas depois...! – lembrou-se sorridente.
- Ás vezes acho que foi a McGonagall quem te mandou para lá, porque ela sabia que eu estava me complicando com os estudos, e você é um exemplo de aluno, monitor, capitão... Agora campeão... – enumerou de forma engraçada, Diggory empurrou-a levemente pelo ombro quando ela começou.
- Para sua informação não foi ela quem me mandou, simplesmente coincidência – deu de ombros, mas admito que achei engraçado o dia que você entrou reclamando do trabalho na sala dela... – demorou alguns instantes para recordar a cena, rindo em seguida. Cedrico pensou um pouco antes de completar a frase – Acho que ela estava pensando em algo sobre Sirius, porque me lembro dela ter feito alguma referência á ele, talvez na personalidade de vocês dois... – franziu o cenho tentando lembrar-se melhor do dia – Com certeza ela mencionou a palavra pai, e Ninfadora…
concordou, e logo os dois passaram alguns instantes em silêncio.
- Um dia escutei Ted e Andy falando que eu era parecida com ele... – sussurrou, Cedrico virou-se para olhá-la, um sorriso leve.
- Isso é bom, não?
A garota negou com a cabeça, passando a língua pelos lábios, o olhar fixo em algum ponto do gramado, estava curvada com os cotovelos sobre os joelhos e o rosto apoiado nas mãos.
- Eu tinha uns oito anos, na época achava que ele era uma pessoa ruim... – respondeu em tom baixo, a voz falhando levemente – Fiquei com medo de que fosse ficar igual á ele nesse sentido... Quer dizer, meus pais em Azkaban... E se eu acabasse lá, também? – lembrava-se nas noites em que passou em claro pensando sobre isso na época, parara de falar com a família por algumas semanas, limitando-se a responder com palavras curtas o que lhe era perguntado, até conversar com Dora sobre o assunto.
Cedrico colocou a mão nas costas da menina, fazendo um leve carinho, tentando passar-lhe algum conforto com o gesto.
- Não imagino como possa ser isso, mas é só olhar pra você para saber que você não seria uma pessoa ruim, . – ela virou-se para olhá-lo – Tem muita coisa aí dentro, – ele apontou em direção ao coração – que não se muda tão fácil. E no final você é parecida com o Sirius, sim. Pelo pouco que sei dele, posso dizer que vocês só não são mais iguais porque você é menina, então têm certas coisas que não pode ser tão igual... – piscou maroto.
Ela gargalhou concordando com a cabeça.
Diggory gostava tanto de ouvir o som da risada dela, era alta e alegre, e ao mesmo tempo fazia-o ter vontade de rir também, independente do motivo.
- Obrigada! – disse sentando-se direito e passando o braço pela cintura do garoto e apertando-o contra si em um abraço demorado, correspondido da mesma forma.

Permaneceram em silêncio, apenas aproveitando a companhia um do outro por alguns minutos, até se lembrarem que possivelmente estavam atrasados para as aulas, muito atrasados.
- Mas afinal, por que me chamou aqui? – perguntou enquanto arrumava seu casaco, preparando-se para descer as escadas da arquibancada e voltar para o Castelo.
O lufo parou por um segundo, pensando sobre o assunto;
Podia dizer que apenas queria passar um tempo com ela, não era exatamente uma mentira, mas ao mesmo tempo queria fazer o que tinha planejado na noite anterior enquanto não pegava no sono.
- Renata, você gostaria de ir ao Baile de Inverno comigo? – perguntou em voz baixa.
Surpreendeu-se com a própria calma na hora de fazer o convite, seu coração estava acelerado e seu cérebro começava a trabalhar com várias hipóteses, todas já calculadas na noite anterior, é claro.
A garota parou de andar, virando-se para olhá-lo.
Não conseguiu definir o que via nos olhos dele, e nem em suas expressões.
Para ela aquilo podia significar muitas coisas, mas as duas principais eram;
1 – Ele estava a convidando por educação, por serem amigos, mesmo que ela não fosse à pessoa com quem ele gostaria de ir.
2 – Ele estava a convidando, pois queria que ela fosse sua companhia, talvez como amiga, talvez com outra intenção.
Parecia que tinha acabado de sair de uma Chave de Portal, seu estômago parecia dar cambalhotas só de pensar na segunda possibilidade.
- ? – Cedrico chamou, agora com um tom de voz um pouco mais alto, a insegurança passando por seu corpo.
Cedrico pensara nas mesmas possibilidades enquanto a via parar olhando para o lado, com o vento soprando contra seus cabelos loiros;
Ela poderia aceitar por educação, afinal os dois são amigos.
Ela poderia aceitar por querer ir com ele, por sentir por ele o mesmo que ele sentia por ela.
E Diggory realmente desejava que fosse a segunda opção.
- Você tem certeza de que não quer ir com outra pessoa? – sussurrou. Cedrico franziu o cenho, confuso. – Quer dizer, você é um dos quatro Campeões, não? Tenho certeza que qualquer garota gostaria de ir com você... – disse sem jeito, sem encará-lo.
Sabia o quão verdadeira era aquela afirmação, e no fundo tinha medo que ele realmente considerasse essa opção.
Cedrico era um garoto bonito, mais velho e já recebia muita atenção “apenas” por jogar Quadribol e ser Monitor, mas agora ele também participava do Torneio Tribruxo, e tinham novas garotas em Hogwarts aquele ano, francesas. Todas muito bonitas, e já tinha notado que elas prestavam muita atenção no lufo, especialmente Delacour.
- Bem, não sei se você está certa... – ele disse sem jeito, o rosto levemente corado – Mas eu realmente fiquei pensando em convidar uma garota, ontem á noite, não sabia bem como perguntar na verdade... Quer dizer, sempre tem a possibilidade dela dizer não, não é mesmo?
- Entendo…
sentiu o coração apertar, então ele queria convidar outra pessoa e ficara com medo de levar um fora? Ela era a segunda opção?
Cedrico esperou por uma resposta que não vinha. Suas mãos começaram a suar e seu cérebro começou a considerar a possibilidade dela estar cogitando dizer não, e apenas não saber como fazê-lo sem magoá-lo.
- Hm... E então? – insistiu dando passos lentos para descer as escadas, ficando a dois degraus de distância dela.
o olhou por incontáveis segundos, que pareciam horas na cabeça do lufo.
- Você deveria chamar essa garota, Diggory. Quais as chances dela te dizer não? – sorriu levemente, virando-se e continuando a descer ás escadas.
Cedrico parou por alguns segundos, sem entender realmente o que acabara de acontecer.
estava mandando-o procurar outro par?
Ela não queria ir com ele?
- ... – segurou a mão da menina, esperando-a virar-se para ele. – Não entendo... – franziu o cenho ao vê-la arquear a sobrancelha – Você não quer ir comigo? Ou...? - “Deveria chamar essa garota...” Ela não tinha entendido aquilo direito? Diggory coçou a nuca considerando a possibilidade, respirou fundo antes de reformular a pergunta – , eu quero ir ao Baile com você, quer ser minha acompanhante?
A garota sentiu o rosto esquentar e olhou para o lado oposto, para não precisar encarar os olhos cinzentos de Cedrico, que continuavam a encará-la esperando por uma resposta.
Mordeu o lábio inferior, evitando deixar um sorriso escapar, soltando suas mãos e tornando a descer mais um degrau, respondendo por sobre o ombro.
- Como eu disse, qualquer garota gostaria de ir com você, Diggory!
Cedrico abriu um sorriso grande, soltando o ar preso em seus pulmões, antes de começar a acompanhá-la na descida, permanecendo dois degraus á trás.
- Por sorte, não quero ir com qualquer garota, Black.”



Capítulo 16


“Cedrico abriu cinco torneiras do lado esquerdo, deixando á água cair por vários minutos, até encher a banheira, deixou também uma grande porção de bolhas coloridas preencher a superfície.
Colocou a mão para certificar-se que á água estava em uma boa temperatura, e então deixou sua toalha azul escura, sua roupa limpa e o Ovo de Ouro ao lado. Despindo-se do uniforme, antes de entrar na banheira. Sentiu o chão gelado do banheiro sob seus pés, ao retirar as meias, e um arrepio passou por seu corpo.
Olhou por poucos segundos o próprio corpo, com pequenas marcas do incidente causado pelo dragão, mas que já sumiam com o passar do tempo, embora achasse que permaneceria com uma cicatriz na costela, causada pela calda do animal, quando este jogou-o contra o cercado.
Suspirou ignorando o pensamento, aproximando-se da borda da banheira.
Ouviu um barulho alto vindo do encanamento e , por um segundo ficou imóvel, olhando para as paredes.
Tinha certeza que ouvira uma risada baixa, bocejou em seguida, espreguiçando-se e passando a mão pelos cabelos. Estava tão cansado que não duvidava estar imaginando coisas.
Sentou-se na borda da banheira, colocando as pernas na água, e então colocou-se para dentro, a água chegando seus ombros, mergulho para molhar os cabelos, ajeitando-os em seguida, e encostou a cabeça na borda de mármore, fechando os olhos e relaxando por alguns instantes.
Abriu-os alguns minutos depois, cochilara sem nem mesmo perceber.
Diggory bocejou, passando a mão pelos olhos, antes de terminar logo com o que viera fazer ali. Inclinou-se para fora da banheira, deixando metade do corpo esticar-se até conseguir alcançar suas coisas, puxando o Ovo de Ouro consigo, ao voltar para dentro d’água.
Novamente teve a impressão de ouvir uma risada, franzindo o cenho e olhando para os lados.
- Pirraça? - perguntou em voz alta.
Esperou por alguns instantes, mas nada escutou, se fosse realmente o poltergeist já teria aparecido, rindo ou jogando bombas de bosta, como sempre fazia.
Diggory voltou sua atenção para o Ovo, preparando-se mentalmente para o que estava prestes a fazer;
Ao abrir o Ovo de Ouro, novamente pode ouvir o grito agudo e, ao mesmo tempo, fantasmagórico que saiu do objeto.
Fechou-o rapidamente.
Cedrico então respirou fundo algumas vezes, antes de tomar fôlego o suficiente e afundar por completo na banheira, abrindo o Ovo embaixo d’água e, dessa vez, escutando uma voz diferente, melodiosa, cantarolando uma rima estranha…

Não tinha ideia de quanto tempo estava lá, mas sabia que já deveria estar tarde e ele possivelmente atrasado para seu compromisso.
Já cansado e com dor de cabeça, Diggory tornou a recitar a rima pensando no significado de cada estrofe. Sentou-se na borda da banheira, os pés dentro d’água, um tanto morna e quase sem bolhas, puxou sua toalha e começou a secar os cabelos, ainda pensando sobre a música que ouvira repetidas vezes.
Já estava quase seco quando seu olhar caiu sobre uma imagem no banheiro;
Uma sereia penteava seus cabelos no quadro, sentada em uma pedra no Lago Negro...
- Eu sou tão estúpido! – bateu com força a mão na própria testa, rindo em seguida, levantou-se apressado, puxando suas roupas e vestindo-se enquanto tornava a recitar a rima – Era tão óbvio. Cedrico Diggory, você é mais lento que um Trasgo! – terminou de se vestir e pegou seu relógio de pulso, suspirando em seguida – E está tão atrasado. Seu babaca!

Cedrico colocou suas coisas dentro da mochila que levara e andou o mais rápido possível em direção a biblioteca, dois andares abaixo do banheiro dos Monitores, ao chegar lá, um tanto sem fôlego pela corrida repentina, encontrou-a fechada.
Xingou-se novamente por ter perdido seu “encontro”, sabia que entenderia o motivo pelo atraso, mas ele mesmo não se desculpava por ter demorado tanto para entender algo tão simples e, com isso, perdido a chance de passar algumas horas com a garota.”

“Os dois colegas estavam juntos no Salão Principal, tomando café-da-manhã, vez ou outra Harry encarava a amiga e então tornava a olhar para o próprio prato, não passando despercebido por ela;
- Qual o problema, Raio?
- Nenhum.
Black rolou os olhos, voltando a tomar seu suco.
- Eu só acho…
o olhou quando Potter começou a falar, mas o garoto se calou em seguida.
- Acha o quê?
Harry virou o rosto, vendo um pequeno grupo da Durmstrang que entrava no Salão, esperou, nem tão paciente, a conclusão da frase.
- Você vai com o Diggory? No Baile!?
deu de ombros, respondendo antes de comer mais um pouco do seu cereal;
- Ele me convidou, eu aceitei…
- Mas…
- Mas o quê, Potter? - arqueou a sobrancelha o encarando, Harry passou a mão pelo pescoço, coçando a nuca, pensando em um bom argumento. Nem mesmo entendia a raiva repentina que sentiu quando a garota contou que iria com Cedrico, na noite anterior. Mas por um instante desejou enfeitiçar Diggory na próxima vez que o visse.
- Eu… Quer dizer… - continuou o encarando, mastigando lentamente - Bem, achei que você pudesse ir com um de nós, não?
- Ir com você ou o ruivo? - Potter concordou com a cabeça - Não me lembro de nenhum de vocês me convidando, ou contando sobre essa ideia brilhante de irmos todos juntos… Aliás, achei que você convidaria a Chang, não? Ou você fica gaguejando pra falar com todas as garotas que não seja eu ou Mione?
Harry abriu e fechou a boca algumas vezes, sentindo o rosto esquentar.
- Não…
- Não? - Black riu ao ver o nervosismo do amigo.
- Pensei… Mas… - Harry negou com a cabeça - Não é disso que eu estou falando. Não tem nada a ver com a Cho. Cedrico é velho!
- O que? - perguntou surpresa, a voz uma oitava mais fina.
- Quer dizer… Ele… Bem…
- Cedrico o que, Harry Potter?
- Só quero dizer… Sabe?
- Não, não sei. Me explique!
Potter a encarou por alguns segundos, por que estava tão nervoso?
- Eu já disse, você e Hermione poderiam ir comigo e com Rony, simples. - deu de ombros.
rolou os olhos, entediada.
- Pois eu concordo com a Hermione, porque você e o Rony não conseguiram ir com as garotas que queriam resolveram nos usar como segunda opção, infelizmente para vocês, existem mais garotos em Hogwarts, e aparentemente dois deles nos viram como primeira opção!
Potter cruzou os braços, olhando para o lado.
- Eu não disse que você era minha segunda opção…
- E por um acaso você pensou em me convidar antes de chamar a Cho Chang?
Harry ficou em segundo por alguns instantes, queria poder dizer que sim, e, ao realmente pensar sobre isso, se perguntou o motivo de não ter convidado já no primeiro dia no qual foram informados sobre o Baile.
era sua melhor amiga, adorava sua companhia e os dois se divertiam juntos, por que resolvera chamar Cho?
- Não sei… Quer dizer… - Potter encarou a garota por alguns instantes, colocando seus pensamentos em palavras - Sinceramente, não. Mas eu deveria… Seria divertido, não? Black riu, concordando com a cabeça.
- Lembre-se disso na próxima festa, Potter! - piscou, vendo-o concordar com um aceno.”


“Diggory sentia-se estranhamente nervoso, embora aquele fosse um sentimento comum nos últimos meses. As mãos pareciam suar e ele esfregava uma na outra, enquanto andava de lá para cá enfrente a escadaria. Os amigos já tinham passado por ele com seus pares, e a maioria dos estudantes já entrara no Salão Principal. Fleur estava com o Capitão da Corvinal, Daves, em um canto próximo, conversavam animadamente. Potter estava ao lado de Rony, conversavam enquanto esperavam seus pares, Cedrico reparou na roupa clássica do ruivo, o qual não parecia muito confortável com ela. Acenou com a cabeça para Harry quando ele o olhou, cumprimentando-o brevemente.
Parecia que já faziam horas que Cedrico estava esperando, mas quando consultou seu relógio de pulso, notou que mal fazia quinze minutos que estava ali, nem mesmo estava atrasada para o horário combinado durante o almoço…
Respirou fundo parando de andar por um instante, colocou a mão esquerda no bolso da calça e a outra passou nos cabelos, bem penteados e cheios de gel. Olhou para a escada quando ouviu vozes, vendo uma menina com vestes indianas descendo, conversando com alguém.
Bufou levemente, voltando a dar passos nervosos para os lados, percebeu quando Potter parou de falar com Rony, encarando alguém na escada, a boca ligeiramente aberta e uma expressão surpresa. Virou-se curioso, novamente seu olhar caiu na garota com roupas indianas, mas ao olhar um pouco para o lado, notou com quem a garota conversava.

Diggory piscou duas vezes ao notar quem era a garota, sentiu sua boca abrir e o peito aquecer, o coração acelerado e as mãos tremulas.
Passou a língua pelos lábios secos, dando passos lentos até o início da escada, vendo-a terminar de descer, ainda rindo enquanto conversava com a colega de Casa.
olhou para frente pouco depois, logo notando Cedrico á poucos degraus de distancia, esperando-a. O Campeão usava suas vestes negras, os sapatos sociais pretos brilhantes, e uma gravata borboleta, os cabelos jogados para o lado.
Nunca tinha o visto tão bonito e elegante.
Cedrico, ela reparou, encarava-a de cima a baixo, a boca aberta e o olhar surpreso.
Sorriu constrangida quando parou a sua frente, olhando brevemente para a própria roupa, certificando-se que não tinha nada errado.
- O que foi? - perguntou com a voz baixa ao notar que ele mal se mexera quando ela se aproximou.
Cedrico encolheu os ombros, ainda sem saber o que dizer.
Achava que tinha perdido o dom da fala desde que seus olhos focaram-se nela.
Sentiu a boca seca e, novamente passou a língua pelos lábios, deixando o olhar percorrer pelo corpo dela, o sorriso brotando em seu rosto ao notar de que sim, era real.
E era ainda melhor, pois ela aceitara ser sua acompanhante.
- Você está maravilhosa!
sentiu as bochechas esquentarem, e olhou para o lado, agradecendo sem encará-lo.
Diggory olhou mais uma vez o vestido que ela usava, antes de esticar o braço direito, para ela segurá-lo e irem juntos ao Salão Principal.
Achava bonita, embora não tivesse reparado tanto na aparência dela, com exceção dos olhos e do sorriso, que foram as primeiras coisas que notara desde que começaram a conversar. A garota sempre usava o uniforme de Hogwarts ou as vestes de Quadribol, e das vezes que se viram na casa dela, ou em Hogsmeade ela usava roupas simples.
Nada muito chamativo ou que desse para realmente reparar em seu corpo.
Diferente daquele momento.
Diggory gostava dela, adorava sua personalidade e fora por isso que se apaixonara pela garota, mesmo sem perceber, mas a olhando naquele instante, ele reparara o quão linda ela era, e sentiu-se estúpido por não ter notado isso antes.
A garota sempre fora bonita de diferentes formas, mas ao olhá-la naquele vestido tão bonito, com as bochechas rosadas e um sorriso discreto nos lábios, por Merlin, Diggory sentia-se o cara mais sortudo de Hogwarts.
Ele tocou seu queixo com a mão esquerda, fazendo-a olhar para ele, ao notar o quão nervosa ela parecia.
- Obrigado por ter aceito meu convite, não pensei em vir com outra pessoa.
o encarou por alguns segundos, sorrindo para ele, apontando com a cabeça para a entrada, na qual os Campeões formavam uma fila.
- Acho bom você gostar de dançar, Diggory!
Cedrico riu coçando a nunca enquanto caminhavam para a fila.
- Eu andei treinando…”


respirou fundo ao olhar ao redor, todos os estudantes e professores estavam afastados, olhando os quatro Campeões do Torneio dançarem a primeira música com seus pares. Hermione estava á poucos metros dela, parecendo tão nervosa quando ela mesma, e quanto Harry, o qual a olhou quase desesperado. Harry Potter não sabia dançar!
Riu nervosa do amigo, antes de sentir a mão de Cedrico tocar sua cintura, e o ar pareceu faltar-lhe.
Olhou-o quase assustada, e como resposta teve um sorriso calmo do lufo.
- Só relaxe, ok? Só vamos dançar, não vai ser tão ruim! Prometo tentar não pisar nos seus pés! - piscou descontraído, concordou sorrindo, embora continuasse a sentir as mãos tremerem e as pernas bambearem. Agradeceu mentalmente quando Cedrico a segurou com firmeza em seus braços, assim não teria chances de cair de cara no chão, mas ao mesmo tempo sentiu-se ainda mais nervosa. A respiração levemente descompassada.
Estava acostumada em tê-lo por perto, mas não significava que estava acostumada a todos aqueles sentimentos dentro de si, era uma mistura de sensações que as vezes ela nem mesmo sabia definir.
Mas foi durante aquela primeira dança, e todas as outras que vieram depois, que teve certeza do que já suspeitava desde que o vira com Coulson;
Sabia que não via o lufo apenas como um amigo, não sentia-se daquela forma quando estava com outros garotos. Cedrico era diferente, algo nele a fazia se sentir diferente, especial.
A forma como ele a tratava, como cuidava dela, como estava sempre preocupado, como confiava nela, a escutava, ele a conhecia tão bem…
- No que está pensando? – a voz suave do garoto chegou aos seus ouvidos mesmo com todo aquele barulho e gritaria por causa d’As Esquisitonas.
- Em você. – sussurrou sem pensar e então se deu conta do que tinha dito, rindo constrangida e baixando o rosto, baixando os olhos para seus corpos juntos, pois ainda estavam abraçados, dançando.
Cedrico sorriu ao ouvir aquilo, mesmo sabendo que ela tinha dito sem querer, fazia muito mais sentido em sua cabeça aquela simples frase, do que faria para qualquer outra pessoa.
Afastou-se minimamente dela quando a música estava no final, segurando em seu rosto com as duas mãos, sem importar-se com a bagunça que estava ao seu redor, reparou nas bochechas coradas e no sorriso sem graça que ela dava.
Encarou os olhos como se fosse à primeira vez na vida que realmente fazia aquilo, foi durante esses segundos, ou talvez horas, que sentiu algo diferente em seu corpo;
Uma mistura de adrenalina junto com algo que o fazia sentir-se aquecido, como todas as vezes que estavam juntos, misturados com a incerteza de não saber se ela sentia o mesmo quando estava com ele, o que fazia com que sua respiração acelerasse e o medo predominasse, o que o fazia desistir de suas ideias. Cedrico não queria perder a amizade que tinha com ela, mas desejava muito mais do que aquilo, e nunca saberia o que ela sentia se não perguntasse.
E foi nesse momento, no qual travava uma batalha interna com seu cérebro e seu coração, que o impulso se sobressaiu.
Quando se deu conta, já estava curvando-se levemente, manteve uma mão no rosto da garota, enquanto a outra foi de encontro à cintura dela, mantendo-a perto dele, seu coração parou de bater momentaneamente, quando notou já estar com os lábios encostados nos dela.
E foi quando sentiu a mão gelada dela em seu pescoço, que seu coração pareceu voltar a acelerar, e toda a adrenalina espalhar-se por seu corpo, foi nesse momento que ele pode confirmar uma coisa;
Black era sua garota.”

“Abriu os olhos assim que se separaram, um sorriso fixo em seus lábios e a respiração um tanto falha e ao mesmo tempo acelerada. Viu a garota abrir os olhos lentamente, as bochechas coradas, um sorriso sem graça enquanto olhava para o lado.
- Oi? – disso sorrindo, riu constrangida.
- Oi! – mordeu o lábio inferior olhando-o, e então olhando para o lado, não sabia realmente o que fazer ou o que dizer, apenas sentia.
Sentia o perfume do garoto, e os próprios lábios formigarem.
Sentia seu coração bater acelerado, como se fosse desmaiar a qualquer momento, ou talvez vomitar. Sentia-se nervosa por saber que ele estava olhando-a, a observando.
E ao mesmo tempo sentia vontade de abraçá-lo, e beijá-lo.
De novo e de novo.
Mas e se ele não tivesse gostado do beijo?
Sabia que Cedrico era cavalheiro demais para dizer algo rude, então imaginou que mesmo se ele não tivesse gostado, não diria nada.
Apenas não tentaria novamente.
- ? – chamou-a quando notou a garota com o cenho franzido, o rosto ainda um tanto vermelho, possivelmente considerando o que acabara de acontecer, e se tinha gostado daquilo.
Ele esperava que sim, que tivesse gostado tanto quanto ele.
E que quisesse repetir.
Deus, ele poderia beijá-la a noite inteira.
- Quer dar uma volta? Tomar alguma coisa? – perguntou quando ela tornou a olhá-lo.
Ela apenas concordou com a cabeça, um sorriso leve nos lábios vermelhos, foi quando notou isso que reparou ter demorado um pouco mais do que o normal olhando para eles. Passou a língua pelos próprios lábios, um tanto secos, e então pareceu sair de um transe, voltando a sorrir e puxando-a pela mão até a mesa com as bebidas.
- Cedrico...! – chamou, parando de andar e olhando na direção contrária.
O lufo virou-se, vendo Hermione e Rony tendo uma discussão acalorada, ambos andando para fora do Salão, com Harry seguindo-os em silêncio, um pouco mais atrás.
- Cadê o Krum? – perguntou ao notar que o acompanhante de Hermione não estava á vista. ficou em silêncio, a sobrancelha arqueada, olhando séria para os amigos, até saírem do Salão, suspirou fechando os olhos por alguns instantes, lembrando-se da recente briga com Rony, sobre Mione ter um par para o Baile.
- Eu te vejo depois, ok? – disse por fim, um sorriso leve no rosto, enquanto soltava suas mãos, para virar-se e procurar a amiga.
- Espera, vou com você!”

“Diggory parou de andar em círculos pelo corredor quando viu a garota saindo do Salão Comunal da Grifinória, sorriu assim que seu olhar encontrou com o dela. A garota parecia extremamente irritada, mas Cedrico só conseguia notar o quão bonita ela estava, mesmo nervosa por causa dos amigos. O cabelo estava levemente desalinhado, mas nada que estragasse o penteado, parecia ainda mais nervosa do que quando encontraram com Hermione chorando na escada, mas ainda era a garota mais bonita de Hogwarts para ele, e Cedrico Diggory era o cara mais sortudo daquele lugar.
- Rony sobreviveu? - questionou sorrindo.
- Não fale daquele ruivo na minha frente antes que eu volte lá e lance um feitiço qualquer nele. - reclamou, Cedrico riu - Não ria, não foi legal o que ele fez com ela!
- Sei que não foi, mas não achei que você fosse querer bater nele... - sorriu levemente, aproximando-se da garota. - Mas admito que também fiquei com vontade de enfeitiçá-lo. Se não fosse por ele estaríamos no Baile até agora... - comentou displicentemente, colocando as mãos nos bolsos da calça social.
A menina sorriu, levemente corada.
- Você vai querer procurar sua amiga? - Cedrico aproximou-se, tocando o queixo da garota com a ponta dos dedos.
- Não sei se é realmente uma boa ideia, ela disse que quer ficar sozinha... Acho que ela pode ter razão. Eu provavelmente ficaria falando de como Rony é um imbecil...
Digorry concordou com a cabeça, rindo baixo, pelo o que conhecia da garota, era até uma surpresa ela não ter mandado Weasley para a Ala Hospitalar.
- Então podemos dar uma volta? Quero passar mais um tempo com você... - sorriu docemente, estendendo a mão para ela, notou a mão tremula da garota quando esta tocou a sua, apertando-a gentilmente. Queria que se sentisse a vontade com ele.
Os dois andaram em direção ás escadas, chegando aos jardins do Castelo em poucos minutos.
- Tenho um presente e um pedido, ou um pedido e um presente, não sei ao certo... - o lufo riu sem jeito, olhando a grama coberta de neve.
- Hm... - o encarou - também tenho um presente, mas só irei entregá-lo amanhã!
Cedrico parou de andar e olhou para a garota ao seu lado, que também tinha parado e o encarava com um leve sorriso nos lábios.
- Quer ser minha namorada? - perguntou rapidamente, antes que sua coragem fosse embora.
Achava que tinha esperado tempo demais para pedir a garota em namoro, sabia que gostava dela desde a primeira vez que se falaram.
Achou que fosse apenas uma atração momentânea, afinal ele se sentira atraído por muitas alunas em Hogwarts, e com não seria diferente. Ela era uma garota bonita e bastante popular; tanto por ser amiga de Potter, tanto por viver perdendo pontos para a Grifinória, e depois por entrar para o time da Casa…
Mas essa atração não passou como ele esperava que aconteceria. Não foi igual as outras garotas com quem ele saíra. Mesmo antes de finalmente tê-la beijado, Cedrico já sabia que era diferente.
Sentia-se nervoso sempre que ela estava por perto, sentia uma necessidade absurda de ter a atenção dela, de saber que ela gostava de passar o tempo com ele e que sentia sua falta.
Saber que ela o incentivava em algo o fazia querer dar cem por cento de si, para que ela sentisse orgulho dele.
Cedrico gostava de saber que a garota preocupava-se com ele, que gostava de sua companhia e que também sentia sua falta. Gostava quando era ela quem o procurava, e adorava fazê-la rir. Sentia-se estranhamente bobo sempre que escutava a risada dela próxima de si.
Na verdade, sentia-se como um garotinho do primeiro ano sempre que ela o elogiava, sentia o rosto esquentar e as mãos formigarem.
Tinha uma necessidade absurda de manter contato físico com ela, fosse a abraçando ou pegando em suas mãos. E se pudesse beijá-la, oh, aquilo sim seria maravilhoso!
Mas ao mesmo tempo continuava com aquele medo absurdo de arriscar algo e ela dispensá-lo, afastá-lo. Mesmo que ela não quisesse namorar com ele gostava da companhia dela, era bom passar aquelas horas conversando e rindo sobre qualquer assunto que seria ridículo para qualquer outro, mas que para eles era extremamente engraçado.
Cedrico gostava da amizade que tinha com , em pouco tempo ela se tornara uma pessoa extremamente importante em sua vida, sentia que podia confiar nela para qualquer coisa.
Mas sentia a necessidade de tentar um algo a mais.
Cedrico gostava de tê-la como sua amiga, mas se sentiria mais completo se a tivesse ao seu lado como namorada.
Sentiu-se extremamente mal durante a primeira tarefa, se algo tivesse dado errado durante a prova… Ele nunca saberia o que ele sentia; se era correspondido ou se ela realmente só o via como amigo.
O Baile tinha sido a oportunidade ideal, não tinha considerado convidar mais ninguém para acompanhá-lo, nem mesmo saberia o que fazer se ela tivesse negado, e ficou extremamente aliviado e satisfeito quando ela aceitou seu convite.
E realmente não resistiu de aproximar-se mais e encostar os lábios nos dela.
Já desejava aquilo há tanto tempo, e naquela noite ela estava excepcionalmente bonita, e quando ela sorriu para ele… Diggory queria se lembrar de cada detalhe daquela noite, desde que a vira descendo as escadas até aquele exato momento. Queria manter na memória a imagem de Black descendo as escadas para encontrar com ele, sorrindo para ele.
Soube que tinha sido ridículo por esperar tanto tempo para aquilo, no momento em que sentiu todo seu corpo esquentar repentinamente em contato com o dela. Tinha sido o melhor beijo da sua vida, o que chegava a ser um pouco cômico para ele, afinal tinha sido o primeiro beijo dela, ele bem sabia.
Por um segundo achou que ela o afastaria, talvez até mesmo o azarasse pela ousadia, mas novamente se surpreendeu quando ela correspondeu ao beijo, ainda que insegura sobre o que deveria fazer.
Imaginava se ela suspeitava do que ele sentia; Essa deveria ser a explicação mais óbvia para o ciúmes excessivo que ele tinha, principalmente quando ela estava com Potter, mas talvez ela acreditasse que ele só se sentia deixado de lado, o que não seria mentira.
- Cedrico? - ouviu a garota chamando-o com uma expressão engraçada.
- Desculpe, o que você disse? - perguntou nervoso, sentiu suas mãos tremerem levemente.
Ela sorriu sem responder, aproximou-se apoiando as mãos nos ombros do rapaz, e inclinou-se um pouco capturando os lábios do garoto com os seus.
- Eu disse que me esqueci de comentar antes, - riu nervosa para o rapaz que a olhava ainda sem reação - mas você está realmente bonito hoje.
Cedrico gargalhou, inclinando a cabeça para trás, passou as mãos nos cabelos, ajeitando-os, e então voltou a encarar os olhos dela.
- Eu tinha que parecer bom para poder estar ao lado da garota mais bonita desse Castelo, não é mesmo? - piscou com um sorriso divertido nos lábios - E isso quer dizer sim? - questionou com a cabeça levemente inclinada para o lado, com aquela expressão de dúvida que ela tanto gostava de ver, mas raramente era feita pelo rapaz.
Cedrico não era um garoto que tinha muitas dúvidas.
- Não, isso foi um com certeza!
Digorry pegou a mão da namorada e beijou levemente o dorso na mesma, virando-a para cima em seguida, enquanto colocava a mão no bolso da calça, depositando um pequeno anel na mão da garota.
- Achei que seria bom fazermos isso direito, antes que você mude de ideia. - comentou vendo-a olhar o anel prateado com um pequeno brilhante no meio.
- E se eu tivesse dito não? - perguntou retoricamente, voltando seu olhar para os olhos acinzentados do mais velho.
Cedrico deu de ombros, não parecendo se importar.
- Eu te daria do mesmo jeito, é seu presente de Natal no final das contas, mas como você disse sim, podemos dizer que é um anel de compromisso também, não é mesmo? Soube que os trouxas fazem isso quando começam a namorar...
sorriu quando ele colocou o anel na mão direita dela, e então se aproximou novamente encostando os lábios finos nos dela, Cedrico queria aproveitar todo aquele tempo perdido agora;
- Feliz Natal, Diggory!
- Feliz Natal, Black!"


Capítulo 17


“Cedrico a viu entrar com Potter no Salão Principal, para tomarem o café-da-manhã, pareciam conversar sobre algo sério, manteve o cenho franzido enquanto escutava o que o outro dizia, negando com a cabeça vez ou outra, e replicando alguma coisa. Harry por fim deu de ombros quando chegaram a seus lugares da mesa da Grifinória. olhou para frente enquanto pegava a jarra de suco, e seu olhar cruzou com o de Cedrico, sorriu para ele, e o lufo pode notar as bochechas vermelhas dela, antes da garota voltar a conversar com o amigo.
Diggory levantou-se minutos depois, andando até os dois com calma;
- Você deveria parar de defender o Rony, ele é um babaca! – ouviu-a reclamar, Harry riu.
- Você acha todo mundo babaca, ... – deu de ombros, Cedrico sorriu de lado, concordando internamente.
- Negativo, só o pessoal da Sonserina, noventa por cento das pessoas que ainda usam esses bottons ridículos e Ronald Weasley!
- Como eu disse, você acha todo mundo babaca! – riu tomando um gole de seu suco.
- Engraçado, quando vocês dois estavam brigados você concordava comigo, não é? Deveria lembrar que Mione ficou ao seu lado, Raio.
Potter a encarou por alguns segundos, ajeitando-se melhor no banco.
- Não acho o que o Rony fez certo, e eu disse que ele deveria se desculpar. Mas, se pensar bem, é um assunto dos dois.
- Dos dois? Por favor, Potter, o ruivo acabou com a noite da Hermione. Você diz isso porque não aproveitou o Baile com a Cho, aposto que se tivesse ido com ela estaria com um sorriso idiota na cara, e também reclamaria se Rony causasse todo aquele tumulto. Vocês garotos… Sempre acham um jeito de se defender mesmo quando estão errados.
- Não é bem assim…
- Oi! – Cedrico cumprimentou-os, parando logo atrás deles.
Os dois viraram-se ao mesmo tempo, encerrando o assunto ao cumprimentar o rapaz.
- Olá! – disseram juntos.
- Bem, vejo vocês mais tarde... – despediu-se, terminando de tomar seu suco. contara mais cedo sobre estar saindo com Cedrico e, embora não odiasse o lufo, não estava muito feliz com aquela história. Sabia que a garota não deixaria de sair com os amigos, mas não o agradava continuar vendo o novo casal.
- Na verdade, preciso falar com você... – o lufo segurou-o pelo braço, antes de pedir, muito educadamente, para ele o acompanhar até os jardins – Te vejo depois, ok? – sorriu para a garota, beijando-lhe a bochecha.
- Não tenham pressa, estou com fome!”


“Os dois permaneceram em silêncio por alguns instantes, sentados lado a lado no parapeito de uma das grandes janelas do Castelo, olhando alguns alunos brincando na neve.
- Então...
- Então? – Cedrico repetiu virando-se animado para olhá-la.
Notara na última semana que estava sorrindo muito mais do que o normal, era um tanto comum quando estava com a garota, mas agora ria até quando ela não estava próximo, embora fosse o motivo da maior parte das risadas e sorrisos dele.
Fazia exatamente uma semana que a beijara pela primeira vez, e ainda parecia ser bom demais para ser real. Sentia como se fosse acordar a qualquer momento em sua cama, após sonhar novamente com .
Felizmente, era tudo real demais e ele estava aproveitando cada minuto que podia com ela.
- Você não vai me dizer qual é a segunda tarefa? – questionou fazendo cara de sofrida.
- É contra as regras, sabia? - piscou tornando a olhar para frente.
- Cedrico, Dumbledore espera que a gente quebre as regras ás vezes, sabe?
Ele riu concordando.
- Mas como é você quem sempre o faz, eu prefiro continuar sendo o bom aluno que seria uma boa influencia para você! – piscou maroto. cutucou-o na cintura, fazendo-o rir baixo, antes de virar-se par ao outro lado, cruzando os braços.
- Harry vai me contar quando descobrir! – deu de ombros, olhando-o de lado, o namorado arqueou a sobrancelha, um sorriso calmo nos lábios.
- Ele também quebra as regras, não é novidade.
Não falaram nada por alguns instantes, mas a garota notou quando Diggory passou o braço por seus ombros, encostando-se nela.
- Diggory?
- O que?
- Você deveria quebrar as regras as vezes.
- Eu vou! – disse convicto, o olhou descrente – Mas de uma forma mais sutil, como essa... – sussurrou antes de levantar-se, ficando enfrente a garota e curvando-se para beijá-la.”


“Estava cansado e, ao mesmo tempo, nervoso, saiu da sala de aula vazia e seguiu pelos corredores até aproximar-se na Torre da Grifinória, sentia o corpo doer levemente com o esforço que tinha feito nos últimos dias, treinando para a prova.
Não tinha ideia do que aconteceria no Lago, mas sabia que seria tão perigoso quando os dragões, sereianos não eram criaturas muito amigáveis, e Cedrico não fazia ideia do que mais existia no Lago, mas tinha certeza que não seria algo bom.
Chegou no topo da escadaria, encontrando Dino e Simas, saindo pelo quadro da Mulher Gorda.
- Oi... Vocês sabem me dizer se a está aí? – apontou com a cabeça para a parede.
Os dois se olharam, negando em seguida.
- Faz um tempo que ela saiu, estava indo até a biblioteca encontrar com Harry, Mione e Rony... Ei, Neville! – Simas chamou o amigo – Você sabe da ?
- McGonagall chamou ela e os outros faz alguns minutos, estavam ajudando o Harry com alguma coisa...
Cedrico arqueou a sobrancelha, ela estava ajudando Potter com o Torneio?
- Hm... Certo, obrigado! Se a virem, por favor, avisem que eu preciso falar com ela, ok? – acenou com a mão, descendo as escadas rapidamente.
Sabia que ela também torcia por Harry Potter, mas ajudá-lo com a prova?
Cedrico seguiu para o Salão da Lufa-Lufa, passando pela biblioteca antes, apenas para certificar-se se ela estava ali, mas o local já estava fechado.
Bufou irritado, dando meia volta e andando diretamente para o seu Salão Comunal.
Era tudo o que ele precisava no momento, não encontrar a namorada que, aparentemente, estava ajudando seu rival, horas antes da segunda prova.
- Brilhante! - resmungou irritado.”


“Diggory encontrou com Fleur, Vitor e os professores no Lago, enquanto esperavam os estudantes chegarem para a prova começar. Tirou o casaco sentindo o frio violento contra sua pele, e por um instante considerou colocar a jaqueta e não tirar mais, nem queria imaginar a temperatura que a água estaria… Cruzou os braços tentando esquentar-se minimamente.
Ao olhar envolta, notou que Potter ainda não aparecera, o que começava a incomodar os professores.
Com o passar dos minutos os alunos começaram a chegar e Cedrico viu os amigos com uma bandeira com seu nome, enquanto gritavam, apoiando-o.
Também viu os alunos das outras Escolas, mas não encontrou quem procurava.
Olhou para o grande grupo de grifinórios, os quais tinham bandeiras de apoio a Potter, e não a encontrou. Olhou por todos os lados e nada.
Onde ela estaria?
Harry apareceu pouco depois, apressado e ao mesmo tempo parecendo tão nervoso quanto ele.
Virou-se para perguntar-lhe sobre a garota, mas antes que pudesse aproximar-se o suficiente, ouviu a voz de Bagman e o apito anunciando o início da prova.

Respirou fundo, apontando a varinha para o próprio rosto e murmurando um feitiço, jogando-se na água gelada em seguida;
Era como se até seus ossos tivessem congelados, o choque térmico fora tão grande que precisou de dois minutos para recuperar-se e começar a nadar propriamente, tentando enxergar ao redor, sussurrou um novo feitiço até a ponta da varinha acender-se, iluminando minimamente seu caminho. Não sabia para onde ir, mas escutava barulhos e via sombras o tempo inteiro.
Duas ou três vezes, Cedrico parou virando para os lados, algo ou alguma coisa, estava seguindo-o.
Apontou com a varinha para a direção que achava ter visto a sombra, mas as algas e plantas não o deixavam ver muito adiante.
Voltou a nadar ignorando o arrepio em sua nuca, levantou o braço tentando ver as horas, já fazia vinte minutos que estava na prova, e ainda não encontrara o que fosse que estivesse procurando.
Passaram-se mais alguns minutos, o que lhe pareciam horas, até ver um sereiano passar rapidamente por ele.
Seguiu-o o mais depressa que pode, algo em sua cabeça dizia-lhe que era uma boa ideia. Passou por Fleur, que parecia assustada e nervosa, porém não conseguiu ver se ela estava bem, no minuto em que ele virou-se para ver o que encostara em sua perna, foi o suficiente para perdê-la de vista.
O que não era exatamente uma surpresa, visto que estava tudo, completamente, escuro.
Viu uma luz mais a frente, e várias sombras, nadou apressado para o lugar, até sentir algo encostar novamente em sua perna.
Olhou para baixo á tempo de ver mais duas criaturas agarrarem-no pela cintura, tentando afundá-lo ainda mais. Demorou algum tempo para perceber que se tratava de grindylows, e mais alguns minutos até conseguir afastar todos que se aproximavam. Sentiu uma ardência em sua coxa, notando um corte que começava a sangrar logo depois, ótimo, novamente não cumprira sua promessa de sair “inteiro” da prova…
Entretanto, deixaria para cuidar disso mais tarde.
Voltou a nadar até chegar ao local iluminado que tinha visto antes do ataque, reconhecendo cinco das sombras como de pessoas. Aproximou-se rapidamente, vendo Harry olhá-lo quase como se estivesse contente em vê-lo.
- Me perdi! – confessou, embora não tivesse certeza se Harry poderia entendê-lo. – Fleur e Krum dever estar vindo agora...
Então olhou por sobre Harry, vendo o que poderiam ser bonecos;
Rony, Mione, uma garotinha loira e estavam ali.
Arregalou os olhos ao constatar que era sua garota quem estava ali. A mesma parecia dormir, o corpo parecendo um tanto inchado, possivelmente devido á água.
Não perdeu mais nenhum segundo, puxando uma pequena faca de seu bolso, soltando a corda que a prendia, e puxou-a consigo. Queria tirá-la dali o mais breve possível.
Virou-se uma última vez para Harry, e apontou para o relógio; estavam atrasados, faltavam dez minutos para o fim da prova.

Segurou o braço da garota, puxando-a sem grandes dificuldades, olhava vez ou outra para os lados, com medo que mais grindylows aparecessem, se sofresse outro ataque, não sabia como poderia proteger e afastar os bichos ao mesmo tempo...
Olhou-a por alguns segundos quando já começava a ver a claridade da superfície.
Era por isso que não tinha encontrado com ela antes da prova… Era por isso que Minerva tinha a chamado. Ela era uma das reféns.

“Levamos o que lhe fará muita falta”

Lembrou-se da rima que ouvira tantas e tantas vezes no banheiro dos monitores.
Sentiu um aperto em seu peito ao imaginar o que faria se algo, de fato, acontecesse com a garota... Respirou fundo, balançando a cabeça, ela estava bem, ele tinha certeza disso.
Desfez o feitiço assim que chegaram á superfície.
Começou a ouvir os gritos e aplausos vindos das arquibancadas montadas sobre o Lago, no mesmo instante no qual virou-se para , vendo-a abrir os olhos, assustada com a gritaria.
- O que...? – olhou envolta, nervosa.
- Esta tudo bem, não se preocupe! – sorriu, beijando-lhe a testa, antes de puxá-la com ele em direção à arquibancada.
Não demorou muito para notar que tinha estourado o tempo, mas que também tinha sido o primeiro a retornar, isso não poderia ser tão ruim…
Afastou-se momentaneamente dela, quando Madame Pomfrey apareceu, dando-lhe uma toalha amarela e um copo com um líquido fumegante, checando seu corte e fazendo um curativo rápido.
- Hey! – chamou-o sorrindo pouco depois, parecendo mais calma, também segurando um copo com o líquido, tinha uma toalha sobre os ombros – Parabéns, Campeão! – piscou.
- Você está bem? – questionou, levantando-se da cadeira na qual estava sentado, e aproximando-se da garota. Ela apenas concordou com a cabeça.
- Obrigada! – abraçou-o demoradamente, Diggory sentiu seu corpo esquentar.
Não precisava de nenhuma poção para sentir-se bem, tinha tudo o que precisava bem ali, naquele exato momento.
Abraçou-a de volta beijando-lhe a bochecha.
- Não poderia deixar que alguma coisa acontecesse com a minha garota, não é? Que tipo de namorado eu seria se não te salvasse? – sussurrou divertido contra o ouvido dela, ainda abraçados, antes de virar-se o suficiente para juntar seus lábios.”


“Contou até dez antes de voltar a olhá-la e perguntar o que estava incomodando-o há algumas semanas. sabia que tinha algo errado, mas sempre que perguntava, Cedrico mudava de assunto.
No fundo ele não queria começar uma discussão com ela, sabia que grande parte do problema era seu ciúmes ao vê-la com Potter, mas não conseguia evitar. E também não conseguia mais evitar de bufar ou revirar os olhos sempre que a garota comentava qualquer coisa sobre o garoto. Mas o que realmente o irritara naquele momento, era ela deixar de sair com ele para passar o dia com Harry.
- Então você não vai comigo para Hogsmeade? – soltou o ar preso em seu pulmão de uma só vez.
- Não posso... – suspirou colocando a mão no bolso – Tenho uma coisa para fazer...
- E não vai me contar? – arqueou a sobrancelha, começando a andar pelos corredores em direção as masmorras, já que ela teria aula com o Snape dentro de alguns minutos.
- Eu vou... Só não posso agora, te conto tudo domingo, ok? Ou sábado á noite...
Diggory fez um barulho com a boca, parando de andar, virou-se de repente e a encarou sério por alguns segundos.
- Deixe-me adivinhar, você vai com Harry Potter para Hogsmeade e ele, obviamente, sabe o que você vai fazer, não? – cruzou os braços, notou a ironia na voz dele.
- Você sabe o quão ridículo fica quando quer insinuar alguma coisa? – foi sua vez de cruzar os braços, um tanto irritada. Por que Cedrico desconfiava tanto dela?
- Bem, se não me engano, dois dias atrás você ficou brava por ter me visto conversando com uma garota, mas eu não posso comentar nada sobre você sair com Potter e não me dizer o que vão fazer? – perguntou debochado, suspirando em seguida.
Cedrico percebera algo que estava o incomodando levemente, desde que começara a sair com a garota; Da mesma forma que parecia mais tranquilo e sorridente, também parecia cada dia mais irônico e a ponto de explodir. Era uma mistura quase perigosa em seu relacionamento com , sabia disso, mas naquele instante, apenas nesse instante, não se importou.
Não gostava muito de ver toda sorrisos e risadas com Harry, mas simplesmente não suportava a ideia de ter sua garota tão próxima de Potter, compartilhando segredos que ele não sabia.
Por que ela não poderia contar o que acontecia? Cedrico não era digno de sua confiança?
- Não era uma garota, vocês já tiveram alguma coisa. – replicou nervosa, passando a mão pelos cabelos loiros antes de voltar a encará-lo - Já disse que posso te encontrar depois, mas se está muito ruim para você, fique com seus amigos, Diggory.
Passou por ele, voltando á subir ás escadas.
Era incrível como Cedrico tinha o poder de acalmá-la e, ao mesmo tempo, tirá-la do sério com extrema facilidade. E também notara que, desde que o beijara no Baile, sentia cada dia mais ciúmes ao ver o número de admiradoras ao redor do namorado.
Cedrico era sempre simpático demais com todas.
Estava no meio da escada quando sentiu um puxão em seu braço, virou-se assustada para o lufo, mas, segundos depois, sentiu os lábios dele sobre os seus, em um beijo apressado e, por alguns instantes, quase violento. Pode sentir os ombros tensos do rapaz quando passou os braços pelos mesmos, e as mãos firmes apertando-a contra ele com certa possessividade.
Mas conforme ela correspondia o beijo, o mesmo foi ficando calmo, como sempre fora.
- Você... – o rapaz soprou contra seus lábios ao quebrarem o beijo, os olhos fechados e o cenho franzido, a voz soando quase desesperada – Eu vou acabar no St. Mungus e a culpa é sua. – abriu os olhos encarando os da garota, um brilho diferente no olhar dele.
sorriu levemente, mordendo o lábio.
- Prometo te contar tudo, mas não posso explicar agora... – suspirou inclinando a cabeça para o lado. - Só te peço para confiar um pouco em mim…
Cedrico concordou com um suspiro, mesmo contra a vontade.
- Aproveita e me explica também o porquê de estar ajudando Potter com a segunda prova!
arqueou a sobrancelha ao ver Diggory afastar-se, descendo as escadas e caminhando pelo corredor. Fechou os olhos por alguns segundos, sentia-se mentalmente cansada com tudo aquilo, virou-se então e entrou na sala de aula.”


“A primeira coisa que viu ao entrar na caverna, afastada de Hogsmeade, foi Sirius passando as mãos pelos cabelos compridos, jogando-os para trás antes de virar-se para os visitantes, e então abrir os braços, com um grande sorriso nos lábios finos.
A garota correu ao seu encontro, abraçando-o apertado, sendo retribuído da mesma forma.
Pode sentir o cheiro de cachorro molhado vindo de suas roupas, e ao abraçar a cintura do homem, reparou no quão magro ele estava. Notou quando Sirius afastou um braço, fazendo um sinal com a mão e, logo depois, Harry também estava ali, sendo esmagado pelo abraço do mais velho.
- Senti saudades! – declarou baixo, para que apenas os dois escutassem, já que Rony e Mione estavam mais atrás, junto á Bicuço.
- É bom te ver, Sirius! – Harry respondeu afastando-se, um sorriso grande no rosto ao ver o padrinho após tantos meses.
continuou abraçando-o por mais algum tempo, antes de se afastar sorrindo.
- Senti sua falta, papai!
Sirius Black encarou a filha por alguns segundos, abrindo um sorriso grande ao ouvi-la chamando-o de pai. Era uma palavra tão simples e ao mesmo tempo tão bonita…

Depois que terminaram de conversar, antes de retornarem para a Escola, Sirius puxou a filha para o canto, enquanto os outros três terminavam de recolher suas coisas, e acariciavam Bicuço, o qual parecia muito feliz com o tanto de atenção que estava recebendo.
- Não tem nada para me contar? – perguntou em voz baixa, olhando-a nos olhos, uma mão apertando fracamente seu ombro.
A garota franziu o cenho por alguns segundos, então sorriu levemente, as bochechas vermelhas.
- Não sei do que está falando...
- Tem certeza? –questionou cruzando os braços. riu, negando com a cabeça.
- Achei que gostasse dele... – comentou sem graça, dando de ombros.
- O que não significa que queria vocês dois namorando… - o homem arqueou a sobrancelha - Entenda, tenho minhas obrigações de pai! – disse sério, porém um sorriso leve em seus lábios.
A garota riu concordando.
- Te deixo a par dos assuntos, ok? Atualmente ele parece com ciúmes do Harry... – rolou os olhos, vendo os amigos conversarem próximos a entrada da caverna.
Sirius olhou para o afilhado por algum tempo, e então baixou o olhar para a filha.
- Ele não tem motivo para isso, tem? - perguntou curioso, sabia da amizade dos dois, mas em nenhum momento imaginou que Reh e Harry pudessem ter um algo a mais. Mas também não passava tanto tempo com eles…
- É claro que não, pai! Mas ele soube que ajudei, quer dizer, que eu tentei ajudar Harry com a segunda prova... – suspirou cruzando os braços, Sirius sorriu concordando com um aceno. – E, bem, Cedrico queria saber o motivo de eu não encontrar com ele hoje…
- Posso entender a preocupação dele, você e Harry são muito próximos… - comentou coçando a barba - Aproposito, pode contar que eu estou aqui, imagino que seja confiável o suficiente, ou você não estaria saindo com ele... – piscou vendo-a sorrir – Agora, ainda quero conversar com ele, de homem pra homem. – informou-a sério, franzindo o cenho de forma a parecer ameaçador – E não esqueça de dizer novamente que passei alguns anos em Azkaban, aprendi alguns truques!
A garota balançou a cabeça em negação, uma leve careta em seu rosto.
- Não devia fazer brincadeiras com isso, você passou muito tempo lá...
Sirius sorriu, aproximando-se e então a puxando para outro abraço, tão apertado quanto o primeiro.
- Vamos recuperar esse tempo em breve! – garantiu acariciando os cabelos da filha.”

“Quando ela o chamou para conversar, depois de voltarem de Hogsmeade, Cedrico se sentia mais tranquilo, tinha passado o dia com os amigos, rindo e conversando como sempre faziam quando estavam juntos.
Esperou que ela contar tudo desde o começo, e durou muito mais tempo que eles tinham planejado, falou por quase uma hora, contando tudo o que sabia com os detalhes que achou importante.
Contou sobre as cartas que trocara com Sirius e que fora com ele quem se encontrara mais cedo. Contou sobre os sonhos de Harry e sobre as teorias de como seu nome surgira no Cálice. Sobre as suspeitas sobre Crôuch e, por fim, com um clima mais ameno, avisou que Sirius queria conversar com ele, além de ter explicado o motivo de ter ajudado Harry com a segunda tarefa;
- Ele só desvendou a pista horas antes da prova começar. Não fazia ideia de como ficar uma hora dentro d’água, e eu te ofereci ajuda, lembra? Você quem não aceitou! – encarou-o com a sobrancelha arqueada - De qualquer jeito, McGonagall me chamou antes que eu pudesse fazer qualquer coisa… - deu de ombros.
Cedrico demorou alguns instantes para começar seus comentários sobre tudo o que ouvira, finalmente acreditando que Harry não tinha mesmo colocado seu nome no Cálice, e que ele estaria correndo um risco de vida maior do que os outros participantes.
Também frisou o quanto Sirius gostava dela e de Harry, para sujeitar-se a comer ratos e, mesmo sendo um fugitivo, retornar para um local próximo ao Castelo, para cuidar deles, mas novamente a lembrou que Sirius era esperto e não seria descoberto.
- Sabe de uma coisa? – começou incerto, após alguns minutos de silêncio – Podemos aproveitar as férias, não? Supondo que eu possa ganhar o Torneio, podemos marcar alguma coisa, não é? Quer dizer, você e Sirius poderiam ir jantar lá em casa, então eu poderia conversar com ele, de homem pra homem como ele quer, e não de garoto pra cachorro! – piscou animado – Ou podemos viajar, fazer alguma coisa... Se eu ganhar o Torneio terei dinheiro e podemos fazer alguma coisa legal... Se eu não ganhar podemos ver algo em Londres mesmo... – deu de ombros.
A garota sorriu para ele, beijando-lhe a bochecha.
- Esqueci de mencionar, papai disse para você não esquecer que ele passou um bom tempo em Azkaban... – piscou.
Os dois riram do comentário antes de começarem a pensar sobre as férias, e também lembraram do ano anterior, quando Sirius, ainda como um cachorro, estava com eles todos os dias.”

Capítulo 18


“Conforme os meses foram passando, as coisas não mudaram tanto, Sirius continuava escondido na caverna, a qual os quatro amigos visitavam vez ou outra, e Harry sempre se revezavam para mandar comida para o homem.
Os quatro Campeões não tinham nenhuma preocupação no momento, visto que não precisavam desvendar nenhuma pista para a próxima prova, apenas aguardavam serem chamado um mês antes da mesma, para receberem instruções, conforme Bagman dissera.
As aulas seguiam da mesma forma, e Snape parecia tão irritado quanto os anos anteriores, aproveitando as oportunidades que tinha para castigar os alunos.
Hermione ainda estava focada em descobrir como Skeeter poderia saber tanto sobre o que acontecia no Castelo, sendo que fora proibida de entrar na propriedade, principalmente depois de sair notícias sobre Hagrid ser um meio gigante.
Na Páscoa, Mione reparara que talvez a Sra. Weasley acreditasse na versão da jornalista, sobre ela brincar com Harry e Vitor, o que, definitivamente era falso. Continuava vendo Vitor, mesmo sendo um “lance físico”, como ela mesmo dissera mais de uma vez, o que continuava a deixar Rony com raiva.
Cedrico e Harry entraram em um acordo mudo e andavam se comportando muito bem.
Inclusive passavam algum tempo juntos quando estava próxima, principalmente depois de Cedrico ouvir uma brincadeira da garota, sobre a matéria de Rita Skeeter;
“- Por Merlin, vocês dois! Não acredito que eu tenho passado todos esses anos de vela para vocês… Por que não me contaram? Posso ser a madrinha do casamento? Darei bons presentes, Mione!”
Depois desse dia, Diggory pareceu muito mais calmo quando a via com Potter.
- O que você acha que vai acontecer? – perguntou Harry durante uma tarde, na qual estavam no Salão Principal, sentados na mesa da Grifinória. Enquanto os três estudavam para as provas finais que começariam em breve, Diggory e Potter jogavam cartas, já que foram dispensados dos exames por conta do Torneio.
- Não sei, mas com certeza não teremos dragões novamente... – comentou pensativo – Mas, sinceramente, preferia um dragão do que um dos Explosivins de Hagrid. Estou torcendo para eles morrerem logo! – fez uma careta olhando para a própria mão, a qual encontrava-se com uma atadura desde a última aula de Trato de Criaturas Mágicas, três dias antes. – Eles estão ficando enormes...
Harry concordou com veemência, lembrava-se muito bem de quase ter perdido alguns dedos da última vez que tentara alimentar um deles.
- Eu sei que os dois estão muito bem sem precisarem estudar para as provas, - começou Hermione, incomodada com a conversa – mas seria muito pedir para vocês irem discutir suas teorias mirabolantes da terceira prova em outro lugar? Estamos estudando, sabe?
- Desculpe! – Cedrico sorriu sem graça, cutucando as costelas de , que estava sentada ao seu lado, terminando seu dever de Feitiços. A namorada arqueou a sobrancelha para ele, olhando rapidamente para seu jogo de cartas, encarando a mesa e apontando para a mão do lufo.
- Essa é a vencedora! - sussurrou rindo.
- Heeeey!!! - Harry reclamou quando viu Cedrico deixar a carta que a garota apontara na mesa. Voltaram a ficar em silêncio quando Hermione pigarreou, atraindo a atenção de todos. voltou a concentrar-se em seus deveres, olhando vez ou outra para o pergaminho da amiga.
- Poderia ser um jogo de Quadribol! – Harry sugeriu, depois de alguns minutos de silêncio.
- Poderíamos jogar Quadribol antes da próxima tarefa! – Cedrico sorriu com a possibilidade. – Um amistoso, o que acha?
- Shiu! – Mione olhou-os séria.
Cedrico levantou as mãos, quase como se dissesse que estava se rendendo, enquanto Harry tentava desculpar-se com a amiga.”


“Cedrico saiu da sala Comunal, despedindo-se dos amigos e seguiu para a entrada do Castelo, encontrando com Harry no pé da escada principal. Os dois seguiram juntos até o Campo de Quadribol, ainda pensando em qual poderia ser a próxima tarefa.
- Que foi que fizeram com o campo? – perguntou indignado, as mãos nas cinturas.
Olhava para os lados atordoado, assim como o garoto ao seu lado.
O campo não era mais liso, parecia que tinham construído nele inteiro, estava cheio de demarcações e coisas crescendo em todas as direções.
- São sebes! – Harry observou após curvar-se sobre a mais próxima.
Bugman apareceu logo depois com Krum e Fleur, explicando-lhes qual seria a próxima tarefa; Um labirinto. E, claro, o campo voltaria ao normal logo depois da prova.
Os dois garotos de Hogwarts se entreolharam rapidamente quando Ludo disse que Hagrid era quem estava cuidando das criaturas que estariam na prova. Conheciam o guarda caça bem o suficiente para saber que não deveria vir boa coisa.
E nesse momento, novamente, Cedrico desejou que todos os Explosivins estivessem mortos.
Não queria encontrar com nenhum deles durante a prova.
Depois de conversarem rapidamente, Cedrico e Harry voltavam juntos para o Castelo, quando Vitor chamou o mais novo para dar uma volta. Diggory despediu-se dos dois, caminhando em direção ao seu Salão Comunal.
Ainda pensava nas possíveis criaturas que Hagrid poderia usar para a Terceira tarefa, quando finalmente foi se deitar, após tomar um banho rápido. Passou algumas horas acordado, lembrando-se de todas as criaturas que conhecera desde seu primeiro ano em Hogwarts, começaria a treinar todos os dias após as aulas alguns feitiços defensivos, além de passar um tempo na biblioteca, tentando relembrar como derrotar algumas das possíveis criaturas de Hagrid.
Imaginou se Potter não teria alguma dica do Guarda-Caça sobre os animais que seriam utilizados, mas também não se importou como aconteceria meses atrás. Independente do que fosse, sabia que acabaria contando-o assim que descobrisse, ou mesmo Harry, como fizera com os dragões.
Um arrepio perpassou por seu corpo ao pensar que faltava tão pouco para terminar o Torneio.
Sentiu-se nervoso e ansioso ao mesmo tempo, e um tanto aliviado ao saber que só faltava mais uma prova.
Sorriu lembrando-se que estava em primeiro, empatado, é claro, mas ainda assim em primeiro.
E se ele ganhasse?
O que aconteceria depois de ganhar o Torneio?
Acabou pegando no sono, após passar mais algum tempo imaginando-se vencendo a prova...

Passou a semana dividido entre as aulas e os treinos, nada muito pesado é claro, apenas para relembrar todos os feitiços que poderia precisar. Agradeceu quando soube que estava liberado das tarefas de Monitor para preparar-se para a prova, e também aproveitou esse tempo extra para ficar com a namorada, que também o ajudava a treinar vez ou outra, embora sempre que estivessem juntos ele preferisse fazer outras coisas á treinar.
- Desse jeito você não ganha, Diggory! – riu empurrando-o, depois que ele desistira de treinar e prendera-a contra a parede, beijando-lhe o pescoço.
- Tudo bem, ainda tenho alguns dias pra isso... – disse em voz baixa, ainda entretido com o pescoço da namorada. Oh, ele adorava a palavra ‘namorada’. era sua namorada!
- Ainda não sabemos o que Hagrid vai usar, ele está fazendo mistério dessa vez... – comentou com a voz um tanto falha, sentia o corpo quente sempre que Cedrico estava muito próximo.
- Sem problemas. – ignorou o aviso, puxando levemente a gravata vermelha da garota, deixando-a mais solta.
- Achei que tinha emprestado essa sala para treinar! – avisou ao afastá-lo por completo durante alguns instantes.
- É o que estou fazendo, mas agora mereço um descanso, não concorda? – cruzou os braços emburrado.
riu levemente, concordando com a cabeça, puxando-o pela gola da camisa branca, beijando-lhe no segundo seguinte.
Parecia que, sempre que estava com Cedrico, esquecia dos problemas e preocupações, deixando os pensamentos todos focarem apenas no namorado. E saber que o Torneio Tribruxo estava quase no final, deixava-a ainda mais tranquila. Embora, no fundo, estivesse realmente nervosa com as criaturas que Rúbeo iria escolher.
Mas no momento em que sentiu as mãos de Cedrico apertando sua cintura, enquanto puxava os cabelos curtos dele, qualquer outra coisa que não fosse Cedrico Diggory e seus lábios nos dela, fora varrido de sua cabeça.”


“Na manhã da terceira prova Cedrico acordara bem disposto, tinha passado algumas horas com a namorada, entre feitiços e alguns beijos, e depois se despediram quando fora falar com Harry, que ela também tentava ajudar sempre que possível. Sabia que ela tinha dado algumas dicas de feitiço que Cedrico utilizava, mas não se importou, mesmo porquê ela também contara-lhe dois ou três que Potter aprendera com ajuda de Hermione.
Entrou no Salão Principal e ouviu uma onda de aplausos das outras mesas, inclusive da Sonserina, o que o deixou levemente surpreso, mas então lembrou-se que 90% dos estudantes da casa detestavam Harry. Sentou-se entre os amigos, ouvindo-os conversarem sobre as últimas provas do dia. Olhou para a mesa da Grifinória, vendo com um livro, provavelmente tentando decorar o conteúdo de História da Magia, o qual ela nunca fazia questão de prestar atenção no professor, assim como a maioria da Escola. Até mesmo Cedrico sentia sono vez ou outra durante a matéria.
A garota parecia concentrada demais, fazendo uma anotação ou outra, até o Correio Coruja chegar, fechou o livro deixando-o de lado quando sua coruja, Zoe, parou na sua frente. Seu olhar passou pela mesa da Lufa-Lufa no instante seguinte, e logo ela localizou Cedrico, sorrindo para ele.
- Bom dia! – Diggory mexeu os lábios, piscando para ela.
- Bom dia, Campeão!
Diggory riu, voltando sua atenção para a própria coruja, que parara a sua frente sem que ele tivesse notado. Pegou a carta, reconhecendo a letra da sua mãe, a qual desejava-lhe boa sorte e que tomasse cuidado, dizia ainda que tinha uma surpresa junto de seu pai.
O rapaz franziu o cenho confuso por algum tempo, até Emmett cutucá-lo nas costelas, apontando para uma segunda coruja que parara e olhava em sua direção. Tirou um pequeno pedaço de pergaminho da mesma, abrindo-o curioso.
Viu a marca de uma pata de cachorro enlameada.
Demorou alguns segundos para entender o que aquilo significava, e então riu, dobrando novamente o pergaminho e guardando-o no bolso das vestes.
Ouviu alguns comentários sobre Potter e pegou o Profeta Diário, não acreditando no que lia.
A dúvida que ficara em sua cabeça por um tempo era de como Skeeter descobrira tantos detalhes sobre Hogwarts, quando, teoricamente ela não poderia entrar na Escola.
Viu a mesa da Sonserina as gargalhadas, citando trechos da matéria, e também notou quando a namorada apontou a própria varinha para Draco, o qual era de longe, o mais animado com a matéria do jornal. Segundos depois o suco de abóbora de Malfoy esparramou sobre suas vestes, sujando-o todo, o loiro olhou para os lados perplexo, enquanto alunos de outras mesas, os que tinham visto o pequeno incidente, riam alto. voltou a olhar seu livro, rindo baixinho com os amigos, embora Hermione parecesse repreendê-la. Diggory negou com a cabeça, voltando-se para o prato com ovos e bacon.
Passados alguns minutos, quando já tinha terminado de comer, a Professora Sprout apareceu sorrindo. A bruxa vestia-se melhor durante aquele ano, suas roupas não estavam mais sujas de terra, como sempre acontecia.
- Cedrico, após o café vá para a câmara ao lado, – apontou com a mão para o local – os Campeões vão encontrar com suas famílias! – sorriu para ele antes de andar em direção á saída, para terminar de preparar sua próxima aula.
Diggory sorriu com a notícia, então essa era a surpresa de seus pais.
Esperou os amigos irem para suas provas, desejando-lhes boa sorte, antes de levantar-se para encontrar com os pais, passou ao lado da mesa da Grifinória ao ver levantar-se, andando rapidamente até ele, beijando-lhe a bochecha.
- Te vejo mais tarde, tenho prova! – fez careta, parecendo realmente abalada com isso.
- Boa prova, tente não dormir hoje! – piscou sorrindo, antes de inclinar-se e beijá-la rapidamente nos lábios, quase em um selinho um pouco mais demorado.
Ouviram um pigarro alto, separando-se no mesmo instante.
- Hm... Desculpe professor, minha culpa! – disse abraçando de lado a garota.
Severo Snape nem por um segundo olhou para o rapaz, embora ele assumisse a culpa pelo pequeno acontecido.
- Eu vi o que você fez com Malfoy. – declarou em voz baixa, a garota olhou-o surpresa.
- Perdão? Não falei com Draco hoje, professor, o senhor deve estar se confundindo. – sorriu educadamente, Cedrico apertou-lhe o ombro. Severo sorriu.
- Quero você na minha sala depois das aulas, senhorita. – disse de forma irônica antes de retirar-se. - E menos dez pontos para a Grifinória, pela demonstração em excesso no meio no Salão.
Cedrico bufou, um tanto frustrado enquanto o professor afastava-se.
- Ele vai me deixar de castigo para não assistir a prova? – perguntou indignada, já perdera tantos pontos para sua Casa, que dez a mais ou dez a menos não pareciam fazer tanta diferença.
Cedrico pareceu um tanto impaciente com a situação inteira.
- Não pode fazer isso, mas talvez te prenda um tempo por lá... – suspirou em voz alta – Tinha pensado em passar um tempo com você quando terminasse suas provas…
- Seus pais estão aqui? – mudou de assunto, resolveria seu problema com o professor mais tarde, a atenção do dia era voltada a Cedrico e a terceira prova.
Diggory sorriu para ela, pegando uma mexa do cabelo loiro, passando entre os dedos.
- Estou indo encontrar com eles daqui a pouco... Minha mãe vai querer te ver! – riu baixo ao lembrar-se que a mãe sempre perguntava sobre a garota quando respondia suas cartas.
- Eu tenho provas... – avisou entediada – E já estou atrasada para a primeira! – declarou ao olhar o relógio de pulso do rapaz. – Agradeça pelo ovo de Páscoa por mim! – piscou antes de ficar nas pontas dos pés e dar-lhe um beijo na bochecha. – Até depois, Capitão!
- Boa prova! – gritou quando a viu correr para acompanhar Rony até a saída, pela forma que parecia agitada, devia estar contando sobre Snape.
Cedrico virou-se andando até o local indicado mais cedo pela professora, encontrando com Fleur e Krum no caminho.
- Meus pais e minha irmã, Gabrielle! – a francesa sorriu ao entrarem no local, vendo sua família e correndo até eles. Cedrico olhou para o lado, vendo os pais conversando, sorriu andando até eles, cumprimentando os dois Weasley que estavam lá, e os pais de Vitor.
- Ced! – a mãe sorriu o abraçando apertado. – Estava com tantas saudades!
- Filho, meu campeão! – Amos o puxou para um abraço – Nervoso?
- Só um pouco, imagino estar mais preparado para essa prova do que as outras... Conhecendo Hagrid... – deu de ombros, vendo os pais concordarem rapidamente.
- Imaginei mil animais diferentes depois de receber sua carta… – Rachel suspirou apreensiva, Hagrid não era má pessoa, mas a ideia que ele fazia de “criaturas interessantes” estava muito longe de sua visão. – Cadê a ? – a mulher questionou olhando para a porta, quase como se tivesse esperando que ela os encontrasse por ali.
- Foi fazer prova, deve estar começando – olhou para o relógio, antes de voltar a atenção para os pais.
- Ah, ela parece ser uma boa aluna! – a mulher sorriu para o filho, Cedrico gargalhou negando rapidamente.
- Com certeza você não a conhece tão bem, mamãe. – comentou divertido.
- Desculpe querido, você sabe do Harry? – Sra. Weasley perguntou gentilmente.
Cedrico negou com a cabeça, oferecendo-se para procurá-lo.
- Harry? – chamou assim que saiu da câmara, vendo-o sentado sozinho na mesa da Grifinória – Anda, eles estão te esperando! – acenou com a mão, apressando-o.
Notou a cara de surpresa do colega, vendo-o se levantar e caminhar em sua direção, Cedrico sorriu voltando para perto dos pais.
Conversou por mais alguns minutos com os dois, até notar Amos olhando torto para um canto.
- Aí está você não é? – falou em voz alta, atraindo a atenção de Harry e dos Weasley – Aposto que não está se sentindo tão cheio de si agora que Cedrico superou sua pontuação, não?
O rapaz corou no mesmo instante, ouvindo Harry perguntar, em dúvida, o que acontecera.
- Não ligue para ele – suplicou, olhando sério para o pai – Está assim por causa daquele artigo de Skeeter sobre o Torneio... Como se você fosse o único Campeão...
- Mas ele não se importou em corrigi-la não foi? Mas você vai mostrar a ele, Ced, claro que vai!
- Pai! – chamou a atenção do mais velho, passando a mão nervosamente pelos cabelos. Olhou para Harry sorrindo sem graça, desculpando-se pela atitude do outro. Potter apenas sorriu de volta para o outro, Amos pareceu querer dizer mais alguma coisa, mas Molly Weasley o fez ver o quão ridículo parecia levar em consideração o que Skeeter dizia, principalmente para ele que trabalhava no Ministério. Depois de todo o constrangimento, Cedrico e os pais saíram da câmara, para andarem pelos terrenos da Escola.

Os Diggory caminharam por algum tempo, parando próximos ao Lago Negro, enquanto Cedrico contava com maior detalhes tudo o que tinha acontecido nas outras provas. Sua mãe parecia ainda mais preocupada e o pai mais orgulhoso, fazendo comentários como “meu garoto”, “esse é meu filho!”, “você mostrou para todos eles, Ced!”.
Na hora do almoço voltaram para o Salão Principal, sentando-se a mesa da Lufa-Lufa, Amos se entreteve por alguns minutos com os amigos de Cedrico, o que o deixava envergonhado sempre que o pai resolvia contar alguma história de infância. Após alguns minutos, o apanhador viu voltando com o material em mãos, conversando com Mione e Rony, enquanto andavam para a mesa da Grifinória, sentando-se próximos aos Weasley. Queria falar com ela e perguntar da prova, mas ao mesmo tempo sabia que seu pai iria fazer algum comentário constrangedor, por isso evitou olhar muito para a direção da namorada, para não atrair a atenção de Amos.
Rachel, por outro lado, sorriu assim que viu a garota entrar, analisando o comportamento do filho por alguns instantes. Após terminar de comer levantou-se, atraindo a atenção do marido e do filho.
- Eu já volto! – sorriu docemente, andando a pouca distância que separava a mesa das duas Casas, Cedrico acompanhou a mãe com o olhar, vendo-a chegar á mesa da Grifinória em seguida, fechou os olhos levemente assim que notou que sei pai também entendera o que a mulher tinha ido fazer lá.

- Mas você não fez nada, não é? – Molly perguntou para a garota, a qual fez uma cara surpresa.
- Por Merlin, é claro que não senhora Weasley, não sei como Snape deduziu que fui eu… Quer dizer, poderia ser qualquer um, não é mesmo? Eu só estava aqui tomando meu café e estudando para a prova... Aliás, que provinha... – negou com a cabeça, Rony concordou no mesmo instante.
- Esqueci o nome daqueles duendes rebeldes, por isso inventei alguns... Não se preocupe mamãe, são todos parecidos! – sorriu amarelo para a mulher, que continuava olhando-o séria.
- Com licença, ? – a garota virou-se ainda rindo ao ouvir alguém a chamar, reconhecendo a mãe de Cedrico no instante seguinte. Sorriu para a mulher levantando-se, embora sentisse o rosto esquentar no mesmo instante.
- Sra. Diggory!
- Rachel, por favor! – pediu antes de abraçá-la. – Fiquei tão feliz quando Cedrico me contou sobre vocês... – sussurrou no ouvindo da menina, que riu nervosa.
- Hm... Obrigada... A senhora tem um bom filho! – comentou envergonhada. Rachel riu acariciando-lhe o rosto.
- Podemos conversar? – pediu voltando o olhar para os outros na mesa – Harry, querido, sinto muito por Amos... – desculpou-se, vendo o garoto concordar, dizendo que não fora nada demais.
franziu o cenho, como metade dos Weasley e Mione, sem saber o que tinha acontecido.
- Amos ficou... Irritado com o artigo de Skeeter... – explicou-lhes com um sorriso envergonhado. não precisou de muito tempo para entender sobre qual artigo a mulher falava, Cedrico já tinha comentando sobre o pai ter reclamado em uma carta sobre o ocorrido.- Bem, podemos dar uma volta? – tornou ao olhar para a garota, que concordou com um sorriso educado.
As duas andaram para fora do Salão Principal, sob o olhar atento de Cedrico e Amos, o qual tratou de terminar de comer logo para acompanhá-las, queria conversar com a namorada de seu filho.
Chegaram as escadas que davam acesso para o jardim, apenas conversando sobre Hogwarts, e coisas banais, Rachel perguntara das provas da garota, a qual respondeu constrangida que tinha tudo sob controle, omitindo seu desespero com o resultado de Poções.
- Você se parece bastante com seu pai, sabe? – comentou ao parar para olhá-la com mais atenção.
arqueou a sobrancelha.
- A senhora conhece meu pai?
- Rachel! – avisou-lhe novamente, a garota se desculpou – Conheci, eu estava no quinto ano quando ele entrou em Hogwarts, conversamos algumas vezes quando éramos mais velhos... Sempre me pareceu um bom rapaz, um tanto travesso é verdade, mas era um bom rapaz... – sorriu para a garota – Muito esperto também, sempre conseguia boas notas!
- Então não somos tão parecidos, - admitiu rindo levemente – embora nesses dois últimos anos minhas notas tenham melhorado... Cedrico tem me ajudado a estudar... – sorriu.
Rachel Diggory olhou-a docemente, concordando com a cabeça, chegaram no ponto da conversa que ela queria: Cedrico.
- Eu queria saber o que foi que você fez com ele! – colocou as mãos na cintura, falsamente séria. – Sabe há quantos anos estou tentando fazer esse menino se preocupar menos com as coisas? É muito parecido com Amos, sempre pensando nos problemas... – negou com a cabeça. – Mas agora eu olho para ele e quase não reconheço meu próprio filho…Eu não sei o que você fez, mas preciso te agradecer do mesmo jeito. Cedrico parece tão feliz…
riu sem graça, sentindo o rosto esquentar e olhando para a grama, completamente envergonhada. Rachel novamente sorriu para ela, puxando-a para um abraço em seguida.
- Obrigada por cuidar dele! – disse em voz baixa.
- Não entendo... – questionou confusa após retribuir o abraço.
- Ced me disse que você não queria que ele participasse do Torneio, e que ele quase desistiu... – suspirou balançando a cabeça – Preferia que o tivesse feito, não o queria participando disso. É tão perigoso! – indignou-se olhando para frente, vendo a casa de Hagrid a poucos metros.
- Eu sei! – concordou no mesmo instante – Quem coloca dragões em uma escola? Que tipo de Ministério concorda com isso? – cruzou os braços emburrada.
- Exatamente! E Cedrico se machucou no primeiro teste, podia ter sido algo mais sério...– reclamou negando com a cabeça, não gostava nem mesmo de imaginar algo sério acontecendo com o filho – Eu pedi para ele não participar, mas ele disse que não teria problemas, que deveria ser fácil... Quando me disse que mudou de ideia porque você pediu, fiquei tão aliviada, - contou sorrindo para a garota, segurando em suas mãos –, mas então recebi outra carta dizendo que ele tinha colocado o nome no Cálice. – suspirou apreensiva – Não o deixe saber, mas torci para que ele não fosse escolhido!
mordeu o lábio inferior, admitindo em seguida.
- Achei que seria improvável ele não ser o Campeão de Hogwarts depois de colocar o nome, mas também torci para que não fosse... - fez uma careta, escutando o riso baixo da mulher.
- Hey! – viraram-se ainda sorrindo cúmplices, vendo Cedrico aproximar-se correndo – Não escute, por favor, não escute qualquer coisa que meu pai te diga! – pediu segurando-a pelos ombros.
- Não seja exagerado! – riu acompanhada de Rachel, o rapaz olhou para a mãe, fazendo careta.
- Mãe…
- Amos sabe ser bem inconveniente algumas vezes, mas ele também gostou de você! – piscou para a menina que sorriu constrangida.
- Do que estavam falando? – perguntou olhando de uma para outra, cruzando os braços.
- Coisas de mulher, você não entenderia! – deu de ombros, o lufo olhou-a com a sobrancelha arqueada.
- Experimente me contar.
- Não, eu disse que é coisa de mulher, não seja fofoqueiro! – repreendeu-lhe, ambos ouviram Rachel rir da pequena discussão, sorrindo para eles.
gostava de Rachel Diggory, tinha sempre um olhar bondoso e um sorriso fofo, tinha vontade de abraçá-la sempre que a via. E realmente parecia gostar dela, o que era sempre uma coisa positiva.
- Você e Sirius estão convidados para ir á nossa casa nas férias, conversei com Andy, ela gostou da ideia! – contou para os dois. concordou com a cabeça, agradecendo.
- Por falar em Sirius, - Cedrico abriu o casaco, puxando do bolso o pedaço de pergaminho – recebi isso hoje cedo. – entregou para a namorada, que abriu o bilhete vendo a marca e rindo em seguida.
- Creio que isso seja um “boa sorte”! – disse antes de devolver-lhe o pedaço de papel, Cedrico mostrou para a mãe, que também riu ao entender do que se tratava.
- Bem, parece que estamos todos de acordo, não? Sirius parece ter simpatizado com você, filho!
Cedrico fez uma leve careta.
- Ele quer conversar comigo, de homem pra homem... Estou com medo! – sussurrou a última frase. Fazendo com que as duas rissem.
- Eu imagino que não seja nada demais, talvez tenhamos que pensar no dote… - comentou brincando. Os dois a olharam confusos. - Ainda existem famílias que pagam dotes antes do casamento, sabiam? Não estou assim tão velha!
- Casamento? - falou com a voz um tanto mais fina, pigarreando em seguida, um tanto sem graça quando a mãe de Cedrico começou a rir, e o lufo a encarou com a sobrancelha arqueada, os braços cruzados.
- Sou um rapaz de família, ou você acha que eu saio beijando qualquer uma, sem querer um compromisso sério?
- Você quer mesmo que eu responda sua pergunta, Diggory? - o encarou por alguns segundos. Cedrico negou rapidamente, as bochechas vermelhas.
- Estou só brincando, calma!
- Tenho certeza que nenhuma das garotas com quem Ced possa ter saído, seria tão boa. Sem querer defendê-lo! - Rachel piscou sorrindo. cruzou os braços.
- Eu casaria com você só para sua mãe ser minha sogra!
Os dois ainda gargalhavam quando Amos aproximou-se, pouco depois, sendo educado com a garota o tempo todo, porem Cedrico ficara entre os dois, abraçando a namorada de lado, e vez ou outra olhasse sério para o pai, quando o mesmo fazia menção de comentar algo desagradável.
- Muito bem, vamos ao que interessa! – ele parou de andar, cruzando os braços e olhando-a sério. – Você está torcendo para quem ganhar hoje á noite? Ced ou Potter?
- Pai... – o rapaz chamou frustrado, coçando a nuca, ainda abraçado a garota.
- Cinquenta a cinquenta, ficarei feliz se um deles vencer e triste pelo outro, independente de quem seja. Harry é meu amigo, senhor Diggory, Cedrico sempre soube disso. – respondeu paciente demais - Gosto do seu filho, mas não deixarei de conversar com algum dos meus amigos por causa dele.
Cedrico suspirou olhando sério para o pai, antes que o mesmo fizesse algum outro comentário.
- Você têm prova com a McGonagall agora, não? – virou-se para a garota - Vem, te acompanho até a sala! – puxou-a pela mão, a garota pediu licença, mas antes de se afastarem Rachel a abraçou novamente, desculpando-se pelo marido e desejando boa sorte da prova.
- Desculpe. – disse quando estavam sozinhos no segundo andar, ele a olhou confuso – Não quis ser grosseira com seu pai, mas achei que isso já estivesse claro...
- Eu sei – bufou irritado – esquece isso, ok? – sorriu ao chegarem enfrente a sala – Concentre-se na prova, nos vemos mais tarde! – inclinou-se dando um beijo em sua bochecha.”


“Cedrico passou o resto da tarde com os pais, insistindo para Amos desculpar-se pela forma rude que questionara a garota, embora ele garantisse que não tinha feito por mal. Após terminar a prova, passou alguns minutos com Harry e os Weasley, antes de voltar a encontrar os Diggory. Conversou com Amos como se nada tivesse acontecido, mas ambos acabaram por desculpar-se pelo incidente um tanto constrangedor.
Sr. Diggory também perguntou sobre Sirius e, novamente, reforçou o convite para que ambos fossem á sua casa nas férias. Amos Diggory podia ser extremamente agradável, e a garota conseguia ver alguns traços, tanto físicos quanto de sua personalidade, presentes em Cedrico. No jantar ela teve que voltar para mesa da Grifinória, mas o casal combinou de passar um tempo a sós antes dele precisar encontrar com os outros campeões.
Ficaram mais tempo que o normal sem dizer nada, apenas sentindo a presença um do outro enquanto caminhavam juntos pelo corredor, subindo as escadas para o segundo andar, não tinham nenhum lugar em mente para ir, apenas queriam um tempo para eles, longe da movimentação dos outros estudantes. Quando pararam, próximos a uma janela pela qual podiam ver a Floresta Negra, Cedrico a abraçou com força, passando os braços por suas costas e sentindo o perfume da namorada.
- Toma cuidado, você sabe que o Hagrid é muito doido... – sussurrou em seu ouvido, os braços entorno de seu pescoço, Cedrico concordou com um aceno de cabeça.
- Te vejo daqui a pouco, e voltarei inteiro, não se preocupe. Sem pomada laranja nojenta dessa vez! – riu lembrando-se da primeira tarefa.
- Acho bom, como vou te abraçar se você estiver machucado? – questionou rindo.
- Só abraçar? – Cedrico afastou-se levemente, olhando-a com a sobrancelha arqueada, um sorriso maroto nos lábios.
- Hey! – riu dando-lhe um tapa fraco no braço – Que ousadia é essa, Diggory?
Cedrico sorriu, ainda olhando em seus olhos, antes de colocar as duas mãos em seu rosto, inclinando-se para frente, encostando seus lábios.
Ainda sentia como se fosse a primeira vez que fizesse isso e, ao mesmo tempo, os beijos sempre pareciam melhores que os anteriores. Era como se suas bocas já estivessem acostumadas uma com a outra, suas línguas se conheciam o suficiente, mas mesmo assim sempre exploravam um lugar novo. Cedrico ainda sentia as mãos formigarem e algo esquentar dentro de si sempre que tinha o corpo dela colado com o seu. Sentia uma necessidade maior de passar as mãos pelo corpo dela, mantendo-a perto, deixando seus corpos colados. Mas por mais juntos que estivessem, ainda não parecia o suficiente. Cedrico sempre queria, de alguma forma, tê-la ainda mais próxima.
Nas últimas semanas sentira cada vez mais a vontade de ter mais contato físico, queria ter mais pele, queria sentir a textura do corpo dela, passar suas mãos por sua pele, decorando cada parte de seu corpo. era sua garota, e nada mais justo do que conhecê-la por completo. Cedrico queria sempre manter em seus pensamentos as horas que passava com ela, gostava de lembrar vividamente de cada beijo, cada carícia.
Ao mesmo tempo em que tentava, de forma sutil, puxar-lhe a camiseta ou subir um pouco mais a saia de seu uniforme, para apertar-lhe as coxas, sentia-se estranhamente apreensivo por fazer isso. Da mesma forma que queria mais dela, reprovava as próprias atitudes.
Sentia como se fosse errado tentar tirar algum proveito dela, não era como as outras garotas, e ele sentia a vontade de sempre deixá-la sentir-se especial, queria que ela soubesse o quão única ela era para ele, e sempre que tinha vontade de puxar-lhe o uniforme, abrir um pouco sua camisa de botões ou apertar-lhe a bunda, sentia sua consciência alertando-o de que não era uma boa forma de agir para com ela.
Mas as vezes seus impulsos sobressaiam as ordens que sua mente dava.
Duas semanas antes, quando estavam em uma sala vazia para ele treinar alguns feitiços, Cedrico sentiu a mesma vontade de ter mais contato, descendo as mãos que apertavam sua cintura, para sua bunda, apertando-a com vontade. No mesmo instante sentiu o afastou, encarando-o por alguns instantes, até que ele se desculpou.
Menos de uma semana depois Diggory repetiu o gesto, quando sentiu uma mordida leve em seu pescoço. E novamente se desculpou.
No momento, o campeão empurrou contra a parede mais próxima, deixando-se guiar apenas pelos impulsos e ignorando sua mente por completo. Mordeu-lhe o pescoço, sentindo-a puxar seu cabelo com certa força, de forma que ele voltou a aproximar suas bocas e, no instante seguinte, sentiu-a morder seu lábio inferior. Cedrico deixou um gemido um tanto sôfrego escapar por sua garganta, apertando os dedos na cintura da namorada, mantendo a outra mão em seu pescoço por alguns instantes, antes de voltar a deixar-lhe beijos e pequenas mordidas na área, deslocando a mão para a lombar de . A garota apertou-lhe os ombros, suspirou alto contra seu ouvido quando o lufo mordeu-lhe um pouco mais forte, sentindo o próprio corpo arrepiar-se por completo, puxou-lhe os cabelos novamente sentiu uma mordida no lóbulo de sua orelha esquerda.
Cedrico suspirou contra seu pescoço, tornando a beijá-lo.
Beijos demorados e um tanto molhados, Diggory notara os arrepios que causava no corpo dela, e como sua respiração estava acelerada, tanto quanto a dele. Novamente puxou-o em direção a ela, beijando-lhe com pressa, urgência. E entre beijos, suspiros e mordidas, Cedrico sentiu os dedos gelados dela passearem por suas costas, por baixo de sua camisa, e foi a vez dele sentir um arrepio por seu corpo, e quando ela chamou seu nome fracamente, após ele passar as próprias mãos por baixo da camisa dela, arranhando levemente sua lombar, Diggory sentiu como se tivesse realmente perdido o controle de suas ações.
Cedrico então baixou a mão pela lateral do corpo da namorada, passando por sua coxa direita e voltando, levantando sua saia e apertando o local, sentia o coração bater com força contra seu peito e o ar faltar em seus pulmões, mas parecia algo tão desnecessário naquele instante, que não se importou.
estava tão entrega a ele naquele instante, que nada mais importava, somente eles dois.
Diggory sentia um certo incomodo em suas calças, um aperto um tanto comprometedor, respirou fundo, soltando todo o ar preso em seus pulmões. Queria recuperar o autocontrole, mas ao mesmo tempo desejava estar em qualquer outro lugar com o a garota, apenas os dois, afastados do mundo. Novamente deixou um leve gemido escapar quando a garota beijou-lhe no pescoço, sentiu-a passar levemente os dentes por seu queixo e pela barba fina que crescia em seu rosto, antes de puxar seus lábios de encontro aos dela.
Diggory a prensou mais um pouco na parede, levantando sua perna em direção a sua cintura, a qualquer momento alguém poderia aparecer, a qualquer momento alguém poderia encontrá-los daquele jeito, mas não se importava.
Não parecia raciocinar direito naquele instante, o perfume dela parecia invadir seu nariz, entorpecendo seus sentidos.
Não queria pensar em nada, apenas sentir.
Puxou novamente a perna da namorada, com um pouco mais de força, fazendo-a pegar um leve impulso até passar as pernas por seu quadril. Cedrico então se aproximou, desejava ainda mais contato, subiu um pouco mais a saia da garota, apertando-lhe a coxa.
O aperto em sua calça pulsava levemente, suspirou contra sua pele, fazendo-a se arrepiar por completo, e morder o pescoço do namorado.
- .... – chamou com a voz falha, olhando-a nos olhos no momento seguinte.
A garota viu um brilho diferente ali, já tinha o notado algumas vezes, mas nunca tão intenso quanto naquela noite.
- Seu pai vai me matar, não é? – sorriu para ela ao notar o estado em que se encontravam, ela tinha o rosto vermelho e os cabelos bagunçados, suas roupas um tanto amarrotadas, assim como as dele. Ela riu passando as mãos nos cabelos do namorado, tentando arrumá-los, Diggory fechou os olhos suspirando, ainda segurando-a contra a parede, mantendo-a próxima.
- Não quero fazer essa prova, quero ficar aqui com você. – confessou tornando a olhá-la.
- Devia ter pensado nisso antes de colocar seu nomezinho no Cálice, garotão! – arqueou a sobrancelha balançando a cabeça. Ele concordou com uma leve careta. – Eu sairia com você da mesma forma se não tivesse posto seu nome, sabe? – perguntou retoricamente, descruzando as pernas, voltando a ficar em pé, mesmo que contra a vontade dele. – Mas você foi teimoso... Olha só... Poderia ficar aqui, mas precisa entrar em um labirinto e encontrar uns Explosivins ou coisa pior... – comentou distraída, arrumando a camisa do rapaz.
- O que aconteceria se eu não aparecesse? – questionou impulsivo, a namorada o olhou por um instante, Cedrico via nos olhos o mesmo desejo que devia estar nos dele. Suspirou por fim, afastando-se dela – Tudo bem, eu volto daqui algum tempo e quero te ver, okay? Independente de quem ganhe esse Torneio.
riu concordando com a cabeça.
- Boa sorte, Diggory! – sorriu para ele, antes de ajeitar a própria roupa.
Cedrico sorriu nervoso, antes de inclinar-se novamente, beijando-lhe profundamente.
- Me espera, tá? Volto logo e aí a gente conversa! – piscou marotamente - Se eu ganhar, a gente continua onde paramos para comemorar, se eu perder, a gente continua pra você me consolar!
gargalhou concordando com a cabeça, arrumando melhor o uniforme, antes de darem as mãos e voltarem a andar em direção ao Salão Principal.
Ouviram a voz de Dumbledore, magicamente amplificada, Cedrico suspirou profundamente, parando de andar por um instante e fechando os olhos, tentando acalmar-se por completo. parou ao seu lado, olhando-o atentamente, analisando seus traços.
Cedrico parecia cada dia mais bonito aos seus olhos, não apenas fisicamente, mas pelo seu caráter também. Diggory era uma pessoa tão incrível, que sempre que tinha esses momentos de silêncio entre os dois, nos quais aproveitava para olhá-lo sem que ele reparasse, Black sentia-se sortuda por tê-lo ao seu lado; tanto como amigo, quanto como namorado.
- ? – chamou em voz baixa, abrindo os olhos e a encarando com um sorriso leve nos lábios.
- Capitão?
- Quer casar comigo? – perguntou impulsivamente.
- Oi? – replicou confusa.
- Depois de terminarmos Hogwarts, vou trabalhar assim que sair daqui, se ganhar o prêmio fica ainda mais fácil, huh? – sorriu com a ideia. sorriu, achando engraçado a ideia repentina.
- Você sabe que eu ainda tenho três anos aqui, não é?
- Sei, tempo suficiente para decidirmos o que fazer na vida, não? É apenas uma ideia, mas pensa nisso. – disse dando-lhe um beijo rápido na bochecha.
- Diggory? – chamou-o quando ele se afastou momentaneamente, tornando a puxá-la pela mão e andar pelo corredor.
- Black? – virou-se no mesmo instante, o abraçou com toda sua força, sendo correspondida da mesma forma.
- Eu te amo! – sussurrou contra seu ouvido.
Cedrico piscou duas ou três vezes, o sorriso bobo crescendo em seu rosto.
Novamente encarou os olhos que tanto gostava, analisando cada traço do rosto da namorada, antes de encostar suas testas, colando seus lábios;
- Eu te amo, você é a minha garota!”

Capítulo 19


“Todos os estudantes já estavam em seus lugares nas arquibancadas, assim como os professores de Hogwarts, funcionários das escolas convidadas e os familiares dos quatro competidores. Bandeiras de incentivo para cada um deles era vista por todo o lado. A banda formada por estudantes de Hogwarts tocava uma música animada enquanto o evento não começava. nas arquibancadas, aplaudindo os campeões que se preparavam para entrar no labirinto.
Os quatro Campeões sentiam-se nervosos, ansiosos. Sorriam e acenavam para os amigos, enquanto aguardavam o início da prova. Poucos minutos depois, a voz de Ludo foi ampliada e todos silenciaram no mesmo instante.
- Como todos sabem, Diggory e Potter estão empatados em primeiro, seguidos por Krum e Fleur. – anunciou Bagman, apontando para cada Campeão, uma onda de palmas e gritos era ouvida a cada nome. – Assim que eu apitar, podem começar!
Cedrico respirou fundo, posicionando-se na entrada do labirinto, ao lado de Harry, assim que ouviram o barulho estridente do apito, caminharam juntos pela entrada, vendo a sebe fechar-se aos poucos, deixando-os no mais completo silêncio, pois nem o barulho das arquibancadas era possível ouvir. Seguiram em silêncio por uns cinquenta metros, ambos presos nos próprios pensamentos, ansiedade e nervosismo, até chegarem a uma bifurcação. Entreolharam-se, acenando com a cabeça em uma despedida silenciosa, antes de cada um virar em uma direção.
Não passaram-se nem três minutos até Cedrico ouvir outro apito, Krum estava no labirinto. Começou a andar mais depressa, virando-se por um caminho a direita, o qual não tinha saída, retornou os poucos metros que andara, e virou-se para a esquerda. Ouviu, pela terceira e última vez, o apito; os quatro Campeões já estavam na prova.

Continuou andando pelo caminho que entrara, até escutar um barulho próximo, olhou no mesmo instante, esticando a mão que segurava a varinha, para iluminar o que estava a sua frente.
Desejou que não o tivesse feito. Queria ter passado reto ao invés de olhar curioso para o local.
Desejou que fosse mentira.
Uma peça pregada por seu cérebro.
Uma ilusão causada por seu nervosismo.
Mas contrariando todas as suas vontades, o animal virou-se em sua direção;
Parecia um escorpião, ainda maior desde á última vez que o vira. O Explosivin andou apressado na direção do lufo, Cedrico recuou, tropeçando nas próprias pernas, ainda encarando o enorme animal que se aproximava rápido demais. Correu por alguns metros, atirando-se para o lado esquerdo quando a criatura investiu contra ele, berrou vários feitiços, todos os que vinham á sua mente, mas não pareceram o suficiente. Corria e gritava, até ver uma sebe logo a frente, fechando-se.
Apressou os passos, jogando-se entre a mesma no mesmo instante em que sentiu o Explosivim o atacar.
Caiu do outro lado da sebe, a qual se fechara por completo, notou a roupa rasgada e os pequenos gravetos e folhas que prenderam-se em sua roupa e cabelo, mas o que mais chamou sua atenção foi a dor em seu braço. A manga da sua camisa estava chamuscada, pressionou o ferimento com a mão esquerda, sentindo-o doer ainda mais, arder.
Tinha sido queimado em duas das três tarefas do Torneio.
E mais uma vez sua promessa de sair inteiro da prova não seria cumprida, mas esperava que esse fosse o maior problema que tivesse naquele labirinto.
Não era um ferimento grande como da primeira vez, embora incomodasse ao mexer seu braço, mas teve tempo de recuperar-se do primeiro susto, quando ouviu o barulho de patas, próximos demais.
Correu e jogou-se por outra sebe que se fechava, dando de cara com Potter, o qual o olhou surpreso com a aparição repentina.
- Os Explosivins de Hagrid! - reclamou em voz alta, enquanto colocava-se de pé, arrumando a roupa como podia - Estão enormes. Escapei por um triz! - explicou-se enquanto recuperava-se, acalmando a respiração. Despedira-se novamente e voltara a andar por outro caminho, tentando afastar-se o máximo possível do Explosivin.

Olhou o relógio em seu pulso, fazia quarenta minutos que estava andando para todos os lados, o Feitiço dos Quatro Pontos não o ajudava tanto, já que não sabia para que lado estava a Taça, tinha se desviado tanto do caminho inicial, que achava que seria impossível encontrá-la.
Estava cansado, mas precisava terminar a prova, ou esperar que alguém terminasse.
Respirou fundo novamente, continuando seu caminho.
Cedrico queria ganhar a prova, mais do que qualquer outra coisa naquele instante, mas ao mesmo tempo sentia-se esgotado.

Estava começando a sentir-se entediado, não sabia se isso era bom ou ruim, aquele silêncio estava começando a incomodá-lo. Não encontrara com mais ninguém e não vira mais nenhuma criatura, o que, no fundo, ele agradecia.
Com a falta de emoções durante a prova, sua mente logo começou a distraí-lo, lembrando-o dos momentos antes da prova, no qual estava com .
Respirou fundo, balançando a cabeça. Não era momento para pensar naquilo…
Não deveria pensar em como gostava de beijá-la ou do perfume da garota.
Ou do quanto queria voltar para aquele corredor e continuar o que faziam.
Deus, ele adorava poder beijá-la.
Diggory novamente tentou distrair-se com outra coisa, afastando as imagens da sua cabeça, parou por alguns instantes encarando uma das sebes, precisava de qualquer coisa que o distraísse, mas quanto mais forçava sua mente a pensar em outra coisa, mais as imagens voltavam a girar em sua cabeça.
Era como se ela ainda estivesse ali, ao seu lado. O corpo próximo ao dele e o perfume chegando a sua narina, entorpecendo seus sentidos e fazendo-o se arrepiar com a simples memória.
Era como se sentisse os dedos gelados dela passando por suas costas, arranhando-o por baixo da camisa. Seu corpo esquentara só de lembrar do estado em que estavam naquele corredor.
Cedrico voltou a caminhar, quase inconsciente do que acontecia a sua volta, pois sua cabeça estava longe demais para preocupar-se com a prova.
Queria estar sozinho com a namorada, queria poder voltar a beijá-la e deslizar suas mãos pelas coxas dela, enquanto a sentia beijar seu pescoço…
Respirou fundo, tentando focar-se, mas ao invés disso parecia ter sido transportado para o corredor, para a mistura de sentimentos de antes.
No fundo achara que ela o afastaria como já fizera outras vezes, mas naquela noite ela correspondeu da mesma forma, talvez fosse uma forma dela demonstrar que o apoiava, um incentivo extra.
Fosse o que fosse, ela fizera como que ele sentir-se ainda mais tentado.
E desejoso.
Oitenta por cento de seu ser só queria terminar logo a prova e voltar para os braços da namorada, tanto melhor se estivesse com a Taça em mãos, embora não parecesse uma necessidade naquele instante. Porém aqueles vinte por cento, diziam que ele deveria dedicar-se em chegar logo ao centro do labirinto, pegar a Taça e ganhar por Hogwarts.
Pegou-se imaginando como seria recepcionado por , se voltasse como o Campeão do Torneio Tribruxo…
Ela provavelmente estaria feliz e orgulhosa.
E novamente pegou-se pensando na namorada, e todo o tempo que passaram juntos na última semana, e como a cada dia que passava ao seu lado ele parecia necessitar mais e mais dela.
Era quase como se ao mesmo tempo em que estivessem juntos, não fosso o suficiente.
Diggory sentia aquela necessidade crescer em seu interior, o calor que vinha quando seus corpos estavam juntos e quando ele a beijava.
E Cedrico sabia muito bem o que queria, não era mais o garoto bobo e quase inocente que não sabia exatamente o que fazia, como quando saiu com Cho Chang.
Diggory sabia exatamente o motivo de sentir-se tão… Desesperado com .
E ao mesmo tempo em que sabia o que significava seu corpo reagindo daquela forma quando ela estava por perto, sentia-se um tanto perturbado, não sentira-se dessa forma com as outras garotas com quem saira.
Mas Black não era qualquer garota, e Diggory sempre soubera.
A menina sempre tivera uma personalidade forte e sabia o que queria, dizia o que tinha vontade. Sempre tentara enfrentar os problemas de frente, por mais que tivesse mesmo, como quando contara que era filha de Sirius.
Fez uma leve careta ao lembrar-se do homem.
Se algum dia Sirius Black sequer imaginasse o tipo de pensamento que passava pela cabeça do lufo, os Explosivins seriam o menor dos seus problemas.
Foi entre um pensamento e outro, enquanto parecia andar em círculos, sem fazer ideia se estava ou não perto da Taça, que Cedrico ouviu um grito angustiante.
Virou-se assustado, olhando em todas as direções;
- Fleur? – será que tinha encontrado com alguma das criaturas de Hagrid? – FLEUR? – gritou o mais alto que pode, dando meia volta e correndo para a direção que ele achava que o som viera.
Correu por mais ou menos dois minutos, mas não conseguia escutar mais nada.
Será que ela já estava bem?
Escutou um novo barulho quando virou-se para uma nova trilha, a esquerda, e ao virar-se, com a varinha em punho, viu Vitor Krum parado, entrando no mesmo caminho que ele.
- Ah, é você... – suspirou aliviado, tornando a olhar para o outro lado. Será que Krum também escutara o grito de Fleur? – Escuta... – virou-se para o búlgaro, vendo-o erguer o braço com a varinha, apontando em sua direção. Diggory franziu o cenho, confuso. Que droga de brincadeira era aquela? – Que é que você está fazendo? – gritou indignado, era assim que Vitor queria vencer? – Que diabo você pensa que está fazendo? – perguntou novamente, vendo Krum caminhar em sua direção, o olhar fixo no lufo.
Cedrico deu um passo para trás, erguendo a varinha, mal acreditava que Krum estava mesmo pronto para ataca-lo.
- Crucio!
No instante seguinte Cedrico estava jogado ao chão, a varinha longe de suas mãos.
Sentia o corpo inteiro tremer, parecia que algo o queimava e ao mesmo tempo o eletrocutava, não saberia definir, mas o ar pareceu faltar em seus pulmões instantes depois. Ouvia os próprios gritos passarem rasgando por sua garganta, até ouvir outra voz e então o feitiço se fora.
Parou de tremer, mas não se levantou, continuou no chão tentando acalmar a respiração, colocou as mãos no rosto, recuperando a respiração e acalmando os batimentos, agachou-se, sentando sobre as pernas, esfregou novamente as mãos no rosto, o ar ainda chegava com dificuldade a seus pulmões, arfava levemente.
- Você está bem? – perguntou Harry, aproximando-se e segurando-o pelo braço.
- Estou... Eu... Não acredito... Ele se aproximou pelas minhas costas, quando me virei ele estava com a varinha... – explicou levantando-se com certa dificuldade, a respiração falha.
Os dois garotos olharam para Krum, caído a poucos metros.
- Eu achei que ele era legal...
- Eu também – concordou.
- Você ouviu a Fleur gritar? – Harry questionou no mesmo instante.
- Ouvi, acha que Krum a pegou também?
- Não sei... – respondeu em dúvida, não viram a garota depois do grito.
- Vamos deixá-lo aqui? – Cedrico perguntou, não era de todo ruim, pensou.
Demoraram alguns segundos para decidir se ajudariam ou não o búlgaro, quando Diggory, por fim, ergueu a própria varinha, soltando faíscas vermelhar por ela.
Os dois caminharam juntos por algum tempo, até Cedrico lembrar-se que ainda estavam na prova, e que, possivelmente, só restaram os dois.
- Suponho que seja melhor a gente ir... – olhou-o em dúvida, Harry concordou no instante seguinte.


Já fazia algum tempo que tinham se separado, Cedrico ainda sentia-se perplexo com o ataque repentino de Krum, não esperava aquilo dele, sempre parecera um cara legal... Andou mais alguns metros até ver uma luz no fim de uma trilha, apontou a varinha para o local, vendo a Taça, pouco mais de cem metros a sua frente, mas então a sebe se fechou.
Xingou alto, caminhando para o lado, correndo, não podia estar muito longe agora, novamente viu o brilho, e correu em sua direção, o mais rápido que pode, ignorou o cansaço e as dores no corpo, iria pegar a Taça.
Cedrico Diggory ganharia o Torneio Tribruxo.
- Cedrico! A sua esquerda! – ouviu um grito, virou-se em tempo de ver algo grande e preto vir correndo em sua direção, jogou-se para o outro lado, mas tropeçara nas raízes das sebes, caindo de cara no chão, e perdendo sua varinha.
Olhou para a imagem escura, vendo uma enorme aranha, peluda e monstruosa, andar rapidamente em sua direção, batendo as pinças.
Diggory se virou, vendo a varinha muito mais a frente, não a alcançaria em tempo, mas arrastou-se pelo gramado, engatinhando enquanto tentava alcançar aquele pequeno pedaço de graveto.
Escutava Harry gritar alguns feitiços de algum canto, mas não pareceram produzir efeito, a aranha continuava se aproximando, rápida e ameaçadora.
No instante em que ela ficou sobre Cedrico, pronta para atacá-lo, Harry a atingiu novamente, e então ela pareceu irritada, virando-se em direção ao garoto.
Diggory aproveitou o momento de distração para recuperar sua varinha, vendo-a erguer Harry com as patas dianteiras, o garoto chutou-a, mas não fizera efeito.
Fora a vez de Cedrico começar a gritar feitiços contra a aranha, mas também não produzira nenhum efeito, a criatura era grande e forte demais.
Quando, finalmente, um dos feitiços disparados por Harry atingiu-a nos olhos, a aranha soltou Potter no mesmo instante, e Cedrico ouviu o baque alto e o grito de dor vindo do colega.
Ergueu novamente a varinha, gritando um novo feitiço quando a aranha se voltou contra Harry, pronta para ataca-lo. Potter gritara ao mesmo tempo, e com os dois feitiços atingindo-a ao mesmo tempo, a aranha desequilibrou-se, caindo pesadamente sobre a sebe ao lado.
- Você está bem? Ela caiu em você? – Diggory gritou preocupado, andando em direção ao garoto
- Não! – viu-o levantar-se com dificuldade, apoiando-se na sebe lateral, a perna sangrava. – Pega a Taça então, você chegou ao centro. – gritou de volta, apontando para o objeto as costas do lufo.
Cedrico continuou encarando o outro, queria ter certeza que ele não estava tão machucado, então se virou para a Taça, menos de dez metros dele, brilhando como nunca.
Parecia ainda mais bonita aquela distância.
Pensou em pegá-la, em voltar com a Taça para Hogwarts, há quanto tempo sua Casa não ganhava nada?
Pensou em e o quão orgulhosa ela ficaria...
Respirou fundo e então virou-se para Harry.
Não era justo que ele pegasse a Taça.
- Você pega. Você é que deveria vencer. Você salvou minha vida duas vezes nesse labirinto.
- Não é assim que a coisa deve funcionar – o outro negou com a cabeça, parecendo irritado – Você chegou primeiro ao centro, ganha os pontos. Estou lhe dizendo, não vou vencer nenhuma corrida com essa perna.
Cedrico olhou para o estado do colega, pensando sobre pegar ou não a Taça.
Quantas vezes sentira raiva de Harry nos últimos meses?
Mesmo sem o garoto ter lhe feito nada, apenas por ser amigo de sua namorada.
No fim era apenas isso, amigo de .
Não mudava o fato de que ela gostava de Cedrico, e que era sua namorada, e era isso que importava para ele.
Pensou que essa também seria uma forma de se desculpar por ter sido tão idiota.
- Não. – afastou-se da Taça, aproximando-se da aranha estuporada, a determinação em seu semblante.
- Pare de ser nobre. – retrucou Potter – Pega logo para a gente poder sair daqui.
Viu-o tentar se equilibrar na cerca.
- Você me falou dos dragões, teria perdido a prova se entrasse despreparado. – cruzou os braços, relembrando com certo pesar.
- Tive ajuda nisso, você me falou sobre o Ovo, estamos quites.
- Tive ajuda com o Ovo para começar... – negou com a cabeça, aproximando-se mais do colega. – Você devia ter ganhado mais pontos na segunda prova, eu quem deveria ter ficado. – suspirou um tanto amargurado.
- Porque fui o único suficientemente burro para levar a música a sério! Pega a Taça!
- Não.
Cedrico pulou por cima da aranha, ajudando Harry a se manter em pé e o encarou.
Falava sério, não iria pegar a Taça, não achava justo.
Harry merecia vencer, não queria ganhar do colega de forma injusta, em sua opinião, como no jogo de Quadribol.
- Os dois! – Harry disse por fim, Cedrico o olhou confuso. - Levamos a Taça ao mesmo tempo, empatamos e Hogwarts vence!
O lufo o encarou, um sorriso começando a surgir em seus lábios.
- Tem certeza?
- Imagino que ficará contente com nós dois coexistindo em paz, não? – Potter arqueou a sobrancelha, um sorriso em seus lábios.
Cedrico riu, concordando, ajudando-o a caminhar em direção á Taça.
- Na verdade, acho que te devo algumas desculpas, não é? – comentou sem graça, o tom baixo enquanto caminhavam. Harry o olhou confuso. – Talvez eu tenha reclamado, uma ou duas vezes, por estar sempre com você...
Potter concordou com a cabeça, sem nada responder. Mordeu o lábio inferior, suspirando em seguida.
- Ela gosta de você, sabe? – começou a falar com calma, no fundo de sua mente algo gritava para ele empurrar Diggory para o lado e voltar sozinho com a Taça, mas a parte nobre de si, dizia que ele deveria ser sincero. – Quer dizer, ela parece bem contente nos últimos meses, acredito que seja por sua causa, não? E... – suspirou com raiva de si mesmo – Você a conheceu bem depois e acreditou cem por cento nela, com toda a história do Sirius. é minha melhor amiga e mesmo assim eu duvidei dela.
Diggory concordou com a cabeça, pensando sobre tudo.
- te defendeu o tempo todo durante este ano, Potter. Ela quase me bateu quando eu comentei que não gostava de ver vocês dois juntos... – confessou dando um sorriso sem graça, os dois pararam quase enfrente a Taça, olhando o objeto brilhando.
- Não acho que você tenha motivos para se preocupar comigo, Cedrico. – o lufo encarou o outro, Harry tinha o olhar fixo na Taça, a verdade pareceu o atingir em cheio naquele instante; Renata era sua amiga, Reh era a namorada de Cedrico. -, realmente gosta de você, e ela sempre me viu como amigo, nada do que eu pudesse falar ou fazer mudaria isso, entende? Ela escolheu você.
Diggory o encarou em silêncio por alguns instantes, parecendo um tanto confuso com o que Potter acabara de dizer.
Seria possível que ele realmente gostasse dela?
Será que ele estava dizendo em sua cara que tentara algo com sua garota?
- Quando eu disser três, certo? – Harry sorriu, virando-se para a Taça novamente. Cedrico concordou com um aceno, queria sair logo daquele labirinto, deixaria para resolver essa história com Harry Potter mais tarde. – Um... Dois... Três!
Os dois seguraram a Taça ao mesmo tempo, e no instante seguinte sentiram como se algo os puxasse para dentro da terra...”


“Os dois garotos bateram com força no chão, a Taça soltara-se de suas mãos e voara para alguns metros á frente.
Cedrico levantou-se com certa dificuldade, andando até Harry e o ajudando a ficar em pé. Ambos olharam para os lados, tentando reconhecer o lugar na escuridão.
- Onde estamos? – perguntou com o cenho franzido, as mãos na cintura – Alguém lhe disse que a Taça era uma Chave de Portal? – questionou confuso, encarando o objeto mais a frente.
- Não... Será que isto faz parte da prova?
- Não sei... Varinhas em punho, não acha melhor? – falou segurando a sua com firmeza, um leve sorriso para Harry, que concordou no mesmo instante.
- Estamos em um cemitério... – Harry concluiu após analisar o espaço, parecia estranhamente familiar.
Cedrico olhou para os lados, vendo uma grande lápide logo atrás deles, do outro lado do terreno parecia ter uma grande casa, era difícil ler o nome no túmulo, estava um tanto apagado e a escuridão não ajudava. Viu uma fogueira e um caldeirão logo a frente.
- O que você acha que é isso? – perguntou para Harry, o qual parecia mais sério que o costume, tentando apoiar-se na perna machucada.
- Não faço ideia... – respondeu olhando-o, parecendo tão assustado quanto o próprio.
- Vem alguém aí. – comentou ao ouvir passos aproximando-se.
Virou-se em direção aos túmulos, vendo um vulto baixo andar em sua direção, parecia carregar algo em seus braços.
Harry e Cedrico se olharam intrigados, as varinhas em punho, então voltaram seus olhares para a escuridão, o vulto se aproximando cada vez mais.
No instante seguinte, Diggory escutou o grito angustiado de Potter, o qual curvara-se ao chão, a mão na testa.
- Harry? O que foi? – Cedrico perguntou preocupado, aproximando-se do colega. O garoto não respondeu, tornou a olhar para o vulto, a menos de dois metros dos dois. Cedrico ergueu o braço com a varinha, olhando firme para o recém chegado – Quem é você? O que quer?
- Mate o outro!
No mesmo instante Cedrico viu um raio verde sair da varinha do homem encapuzado, o grito de Harry foi a última coisa que ouviu antes do raio o atingir no peito.”


Capítulo 20


“Demorou alguns minutos para entender o que estava acontecendo, ouviu alguns gritos e então ouviu a Sra. Diggory parada ao seu lado, o sorriso sumindo de seu rosto, dando lugar ás lágrimas.
Ainda não tinha entendido o motivo do Sr. Diggory ter corrido em direção ao gramado, e menos ainda o motivo de Harry e Cedrico estarem abaixados, por que não estavam comemorando?
Por que Cedrico estava deitado?
Ele tinha se machucado?
Por alguma razão sentiu um aperto no peito e uma enorme vontade de chorar.
Viu Rachel Diggory colocar as duas mãos no rosto, cobrindo os olhos.
Tornou a olhar para frente, Harry parecia chorar, curvado sobre o lufo, Cedrico ainda não se mexera, e por alguma razão, começou a sentir um grande incômodo por isso.
Viu Dumbledore e o Ministro aproximarem-se dos dois, e então uma onda de sussurros e gritos histéricos realmente começou por todos os lados;

“Cedrico Diggory!”
“Está morto!?”
“Ele morreu? Cedrico?”

Aos poucos aquilo chegou aos seus ouvidos e mais lentamente ainda, seu cérebro pareceu entender o que estava acontecendo.
Ouviu o grito de Amos, um grito desesperado.
Sentiu Hermione abraçá-la de lado, mas não conseguia acreditar no que seus olhos viam.
Talvez ele só estivesse um pouco machucado...
Foi quando viu a mãe de Cedrico descer correndo a arquibancada em direção ao filho, e os professores mandando todos os alunos para suas Casas que a verdade pareceu atingi-la.
Os Diggory estavam no chão chorando, enquanto Minerva e Dumbledore tentavam consolá-los, o corpo de Cedrico inerte.
Os alunos começaram a se afastar, sendo obrigado pelos professores.
Mas continuou ali, e Mione ficou ao seu lado, segurando sua mão.
- Voltem, voltem para a Torre da Grifinória! – ouviram a voz de Hagrid chamando-as.
Ouviu Mione fungar baixo ao seu lado, ainda segurando firmemente sua mão.
Mas recusava-se a sair dali, Cedrico prometera sair logo do labirinto, prometera que estaria com ela em pouco tempo...
Viu Rachel acariciar os cabelos do filho, viu as lágrimas no rosto da mulher, mas ela não falava, não fazia qualquer barulho, parecia em choque apenas.
Incapaz de proferir qualquer palavra.
Amos ainda gritava, xingava.
Culpava o Torneio por aquilo, queria saber o que tinha acontecido ao seu filho.
Queria respostas. Precisava delas.
sentia seu coração apertar, algo parecia preso em sua garganta, junto com a vontade de gritar.
Foi quando Hagrid a puxou da arquibancada, na intenção de levá-la de volta para o Castelo que a garota pareceu despertar de um transe;
Um soluço escapou de seus lábios e já não era mais capaz de controlar as lágrimas que caíram por seus olhos, incessantes.
Pulou os dois bancos da frente, descendo rapidamente a arquibancada, em direção ao gramado, passou por Amos, que discutia com o Ministro, e pela Professora Sprout, que tentara segurá-la, e então viu a mãe de Cedrico olhá-la, os olhos cinzas cheios de lágrimas, o nariz vermelho.
Parou de correr, andando lentamente até o local, a mulher estendeu a mão para ela e aproximou-se, ajoelhando-se ao seu lado, baixando o olhar para o rapaz;
Cedrico estava com os olhos fechados, alguns arranhões pelo corpo e as roupas rasgadas em algumas partes, os cabelos bagunçados e com algumas folhas, o rosto pálido.
Acariciou levemente o rosto gelado do namorado, fazendo o contorno com a ponta dos dedos, esperando que ele fizesse alguma coisa, tivesse alguma reação.
Pegou a mão do rapaz, que repousava ao lado do corpo, sentindo-a tão gelada quanto o rosto, apertou-a com força, esperando que ele abrisse os olhos ou simplesmente correspondesse ao aperto, como sempre fazia, mas não aconteceu daquela vez.
Ele continuara imóvel.
Ele não abriu os olhos quando ela chamou por seu nome.
Ele não sorriu quando ela cutucou-o nas costelas.
Ele não a consolou quando suas lágrimas caíram incessantes.
Ele não respondeu a nenhuma de suas súplicas desesperadas.
Ele não a abraçou quando ela curvou-se sobre seu corpo, apertando-o em seus braços;
Cedrico Diggory estava morto.”


“Parecia que a garota dormira ou entrara em algum tipo de transe durante parte da noite. Não lembrava-se exatamente quem a separara de Cedrico, e nem do momento exato em que a fizeram voltar para dentro do Castelo. Lembrava-se vagamente de Madame Pomfrey falar várias coisas e lhe dar algo quente para tomar, também sabia que Hermione a abraçara por longos minutos, sem dizer nada. Em algum ponto alguém comentou alguma coisa sobre Sirius estar á caminho e, em determinado momento, Dumbledore sentou-se ao seu lado para conversar.
Não se lembrava sobre o quê, exatamente, e nem se o respondera.
Sentia que ficara grande parte da noite olhando para algum ponto fixo qualquer, com a mente vazia, tentando com todas suas forças não pensar em Cedrico.
Achava que estava tendo algum progresso nos últimos minutos, entreteve-se com uma ampulheta que estava encima da mesa do escritório de McGonagall, quando fora deixada sozinha pela professora, que fora resolver alguma coisa, a qual não conseguia se lembrar bem do que era. Foi como se seu cérebro tivesse notado que estava há tempo demais olhando a areia caindo de cima para baixo, e então seus sentidos, aos poucos, pareceram voltar;
Sentia o corpo cansado e a cabeça dolorida.
O coração pesado e o nó em sua garganta voltar a crescer.
Sua mente pareceu pregar-lhe uma peça, ignorando todas as tentativas de não pensar no namorado. Agora tudo o que tinha na cabeça era Cedrico Diggory.
Como se o nome dele piscasse em luzes fluorecentes, e a imagem dele formou-se lentamente.
Frases desconexas de momentos que passaram juntos, algumas promessas, algumas brigas bobas por ciúmes, vários beijos e incontáveis abraços.
“Eu te amo, você é minha garota!”
olhou para o lado assustada, era quase como se pudesse ver Cedrico ao seu lado, sussurrando aquilo em seu ouvido.
“Quer casar comigo?”
Respirou fundo, sentindo a dor em seu peito voltar com força, assim como as lágrimas em seus olhos. Fechou-os com força, colocando as mãos na cabeça, negando para si mesmo.
Não era real, mas parecia tanto…
Sentia como se tivesse pego a droga de um Vira-Tempo e retornado para o momento em que estivera naquele corredor com Cedrico, antes da terceira prova.
Quase podia sentir o corpo quente dele junto ao seu, os abraços e beijos que partilharam naqueles minutos.
E todas as sensações que tivera durante aquele tempo pareceram voltar, lembrando-a com detalhes tudo o que acontecera. Lembrando-se das vezes que Diggory suspirara contra seu ouvido, chamando seu nome, antes de voltar a beijar-lhe com pressa.
“Não quero fazer essa prova, quero ficar aqui com você.” “O que aconteceria se eu não aparecesse?”
Desejava ter lhe dito para ficar ao seu lado.
Queria poder voltar no tempo e dizer para ele não deixá-la, não entrar no labirinto.
Não fazer a prova.
Queria voltar o suficiente para enfeitiçá-lo e não deixá-lo colocar seu nome naquele Cálice maldito.
Desejava, de alguma forma, ser capaz de tê-lo ao seu lado novamente.
Deveria ter dito alguma coisa para ele.
Deveria tê-lo abraçado mais forte e dito o quão importante ele era.
Mas não o fez.
Mal dissera que o amava.
Deus, por quê ela não dissera aquilo antes?
Tivera tantas oportunidades, mas nunca tinha a coragem necessária.
Por que?


Abriu os olhos quando sentiu um aperto leve em seu ombro, passou as mãos pelo rosto, limpando ás lágrimas, fungando baixo algumas vezes, controlando-se.
Minerva McGonagall, novamente voltara a sala, mantinha uma mistura de cansaço e preocupação no rosto, sentou-se na cadeira ao lado da aluna, olhando-a por alguns instantes.
, aos poucos, parara de chorar, respirando fundo algumas vezes, acalmando a respiração e as batidas do coração. Quando notou que ela estava mais calma, Minerva falou em voz baixa, segurando-lhe a mão;
- A Sra. Diggory pediu para conversar com você antes de saírem… Eles precisam resolver algumas coisas sobre… - a professora parou por um instante, não encontrando as palavras necessárias para usar - Eles voltaram amanhã ou depois, se você preferir poderá conversar outra hora…
concordou com a cabeça, sem olhar para a mais velha.
- Eu posso… - pigarreou duas vezes ao notar o quão falha sua voz saíra - Eu falo com ela. - virou-se para a professora, finalmente encarando-a nos olhos - A senhora sabe… - respirou fundo, sentindo aquela mesma vontade de chorar voltar - Sabe aonde posso encontrá-la?
McGonagall concordou com a cabeça, levantando-se em silêncio. Ela mesma queria chorar ao pensar em tudo o que estava acontecendo, mas não o faria, deixaria as próprias emoções de lado, como sempre fizera, quando tratava-se do bem estar de um aluno.
Saíram de seu escritório em silêncio, caminhando pelos corredores lado a lado.
Minerva pensava no que dizer, palavras de consolo, mas as duas vezes que começara a abrir a boca, as mesmas não saíram. Não tinha muito o que dizer naquele momento.
Mas quando pararam, enfrente a porta de carvalho para uma sala vazia do terceiro andar, Minerva virou-se para a aluna, olhando-a por alguns instantes, antes de começar a falar.
- Eu… - começou de forma suave, virou-se para escutá-la - Cedrico era um bom garoto - sorriu levemente -, lembro que ele perguntou de você algumas vezes no ano passado, e antes de passar pelo dragão estava quase desesperado para te ver. - comentou baixo, sorrindo para a aluna.
concordou com a cabeça, sorrindo brevemente, embora novamente aquele aperto no peito tivesse dado sinais de voltar, será que nunca mais conseguiria pensar em Cedrico sem chorar?
Respirou fundo por duas vezes, soltando o ar aos poucos. Passou as mãos pelo rosto, retirando qualquer vestígio de lágrimas, e então passou a mão pelos cabelos loiros, jogando-os para trás antes de colocar a mão na maçaneta.
McGonagall esperou pacientemente ao seu lado, até que a garota estivesse pronta, quando a garota finalmente deu um sorriso leve para a professora, abrindo a porta em seguida, Minerva virou-se para voltar para sua sala.
Assim que passou pela porta, viu Rachel Diggory sentada em uma cadeira, próxima á janela, o olhar perdido na noite escura. A pouca iluminação na sala vinha da luz do luar, e mesmo com todas as sombras no local, ainda conseguia ver os olhos vermelhos da mulher, quando esta virou-se para ela, com um sorriso leve nos lábios.
precisou fechar os olhos por breves segundos, respirando fundo antes de caminhar até a mãe de Cedrico, não queria chorar na frente dela.
Caminhou lentamente até a mulher, sem saber o que deveria fazer ou dizer.
- Eu queria te ver antes de ir embora, mas depois pensei que não seria uma boa ideia… - desculpou-se com o olhar, os olhos marejados e a voz falha.
- Não se preocupe… - respondeu baixinho, sentando-se na cadeira ao seu lado.
Naquele momento a garota não queria encará-la, a mulher tinha os mesmos olhos cinzentos do filho.
Rachel segurou-a pela mão, apertando-a gentilmente, antes de beijar-lhe a cabeça.
- Você vai ficar bem, não é?
abriu e fechou a boca algumas vezes, antes de virar-se para a mulher, negando com a cabeça. Deus, ela era a mãe de Cedrico, como ela poderia se preocupar com a garota naquele instante?
- Eu sinto muito… - disse baixinho, olhando-a por alguns segundos, antes de baixar o olhar para suas mãos.
- Eu também sinto… - concordou com a voz suave, fungando baixo antes de levar um lenço aos olhos, queria demonstrar-se tão forte quanto a menina ao seu lado, mas só de imaginar que não veria mais seu garotinho… - Prometa-me que vai se cuidar, , e vai ficar bem! - pediu antes de levantar-se.
concordou com a cabeça, levantando-se em seguida, tinha a mesma altura da mulher a sua frente. Queria dizer mais alguma coisa, mas continuava sem saber o que falar, palavras não pareciam suficientes naquele momento, nada no mundo poderia expressar a dor que estava sentido.
A Sra. Diggory segurou-a pelos ombros, a encarando por alguns instantes, antes de abraçar-lhe com força, como gostaria de ter abraçado Cedrico.
retribuiu o abraço da mesma forma e, quando sentiu as mãos de Rachel em seus cabelos, desistiu de tentar se controlar.
Deixou ás lágrimas voltarem a cair, uma a uma, até não poder controlá-las.
Rachel ouviu o soluço baixo da garota, e a abraçou com mais intensidade, sentindo as própias lágrimas voltarem a cair por seu rosto.
- Eu sabia que ele gostava de você, soube no ano anterior, ele me mandou uma carta, sabe? – contou em um sussurro – Parece que ele tinha te encontrado em Hogsmeade, disse que quando você o abraçou ele se sentiu diferente... – sorriu em meio às lágrimas.
A garota apertou os olhos, afastando-se momentaneamente da mulher, um sorriso querendo brotar em seus lábios, a respiração acelerada e ao mesmo tempo falha.
- Ele não parava de falar de você nas férias... Me contou tudo o que aconteceu… – suspirou passando a mão no rosto – Me mandou outra carta algum tempo depois, dizendo... Dizendo que gostava de você - riu olhando-a –, mas ele estava preocupado, porque não sabia se você gostava dele... Estava com ciúmes de Harry Potter e de boa parte dos garotos da Escola... – as duas sorriram – Mas eu vi... Eu... Percebi, naquele dia na sua casa, ele estava chateando quando chegamos, mas vocês fizeram as pazes, não é? Ele parecia outra pessoa quando fomos embora, estava tão contente... – fungou outra vez, passando a língua pelos lábios – Eu vi vocês dois juntos aquele dia, o jeito que se olharam... Eu sabia... Uma mãe sempre sabe... – fechou os olhos por alguns segundos, parecia importante contar essas coisas – Eu não queria que ele participasse, quando ele me disse que você não tinha gostado da ideia, tinha pedido para desistir, eu fiquei tão aliviada, eu sabia que ele não participaria... Mas quando eu soube… Soube que ele estava participando... Tinha uma agonia, um desespero... Não sei explicar, mas quando eu o vi essa noite chegar com Harry Potter, pensei que tinha acabado, que ele finalmente estaria bem... – nesse momento ela perdeu-se em lágrimas, incapaz de dizer qualquer outra coisa, tentou sorrir para , mas acabara soluçando.
A garota não sabia o que dizer, não conseguia na verdade, apenas a abraçou novamente, tentando demonstrar com o gesto tudo o que sentia.
Respirou fundo, antes de afagar os cabelos da mais velha, como ela tinha feito minutos antes, e então sussurrou para a Sra. Diggory;
- Ele sempre falava da senhora, dizia que era a pessoa que ele mais confiava, que mais amava... Cedrico a admirava tanto... – suspirou antes de continuar – A senhora têm um ótimo filho, maravilhoso... É a melhor pessoa que já conheci, eu sinto muito... Eu não... Não sei... Eu...
- Você gostou dele da mesma forma que ele gostou de você, , e eu não poderia esperar nada melhor do que isso, você fez meu filho tão feliz... – a mulher disse sorrindo, segurando o rosto da menina entre suas mãos – Eu só posso te agradecer por isso.
Ouviram a porta se abrir e então Amos entrou, junto com Sirius, o qual usava uma capuz, levemente disfarçado de olhares curiosos.
Amos andou até as duas, abraçando a mais nova e dando-lhe um beijo na testa.
- Estamos bem? – perguntou entre lágrimas, ela apenas concordou. – Ced gostava muito de você, muito mesmo!
Sirius abraçou Rachel enquanto a filha conversava com o homem.
- Eu sinto tanto... – disse tentando consolá-la, nem mesmo sabia o que dizer. - Se precisarem de qualquer coisa…
Sirius, em partes, entendia o desespero do casal, sabia muito bem como era a sensação de separação, a angustia de saber que não poderiam mais vê-lo.
Era o mesmo sentimento que vivia com ele diariamente, durante seus anos em Azkaban, anos que passara afastado de sua filha, sem poder vê-la crescer ou cuidar dela quando necessário.
Sirius, melhor do que ninguém, entendia como era essa ausência.
- Seu filho era um ótimo rapaz, só posso agradecê-los pelo tempo que ele cuidou de … - sussurrou para a mulher, ainda abraçando-a com força, Rachel soluçou.
- Obrigada, Sirius... – afastou-se, as lágrimas em seu rosto novamente – Têm uma ótima filha, se parece muito com você...
O homem sorriu levemente, virando-se para a menina, a qual soltava-se de Amos naquele instante, Black abriu os braços para a garota, que não demorou a jogar-se sobre ele, apertando-o com força.
Os Diggory se despediram instantes depois, deixando pai e filha juntos.
- Se cuide está bem? – Rachel disse amável, abraçando-a uma última vez – Nos vemos qualquer dia!”


“Sirius esperou que a garota se acalmasse novamente, ambos em pé, abraçados, via o luar pela janela, a luz da lua chegando até eles.
Escutava o choro dela em silêncio, embora aquilo lhe doesse mais do que conseguiria explicar; Sabia que sua garotinha estava sofrendo, e não podia fazer nada para ajudá-la naquele momento, apenas aguardar que a dor passasse com o tempo.
Após alguns minutos, quando ela finalmente parecia ter chorado tudo o que podia, respirou fundo olhando nos olhos do pai.
- Por que isso sempre acontece? – questionou cansada, com os olhos vermelhos e inchados devido ao choro – Por que sempre acontece algo ruim com a gente? O que fizemos de errado? Sirius suspirou, puxando-a pela mão, sentaram no tampo da mesa mais próxima, e ele a abraçou de lado.
- Não fizemos nada, a vida... Não é fácil e nem muito justa, . – disse da forma mais delicada que pode, enquanto afagava os cabelos loiros da garota – Cedrico era um bom garoto, eu sei disso, você sabe melhor do que eu, é claro – riu roucamente, fazendo-a sorrir – Mas as coisas acontecem assim, não conseguimos evitar, apenas temos que aprender a viver...
- Então por que parece que todo mundo tem problemas menores, por que só a gente sofre? – perguntou com a voz falha.
- Ninguém é sempre feliz, . Todos têm problemas, não existe problema maior ou menor para quem está sofrendo, mas algumas pessoas sabem enfrentá-los de forma diferente, não demonstram isso como nós... – fez uma pausa, pensando em como prosseguir – Mas tudo têm um lado positivo, todos viemos para esse mundo para fazer algo bom, sempre deixamos algo bom nele...
- Não vejo nenhum lado positivo em você ter passado doze anos em Azkaban, não vejo nenhum lado bom com Cedrico... Com... – fungou a respiração acelerada.
Sirius pensou um pouco antes de continuar, passando a língua pelos lábios finos;
- Você morou com os Tonks, e eles te criaram muito bem, não foi? Talvez eu não tivesse feito o mesmo… Pode não parecer sempre, mas posso ser um pouco irresponsável, sabia? – questionou, encarando-a, vendo-a dar um leve sorriso – Não foi justo, e provavelmente não vou conseguir te compensar por passar doze anos longe, mas estou aqui agora, não é? De alguma forma estou com você... As vezes com pulgas e calda, as vezes como um Comensal, foragido perigoso, mas estou aqui.
A garota abraçou-o novamente, escondendo o rosto em seu pescoço, pequenas lágrimas brotando novamente em seus olhos.
- Cedrico... Bem, vocês estiveram juntos por dois bons anos... Se conheceram e foram amigos... Namorados... – comentou, falsamente bravo – E, infelizmente, o tempo foi curto, mas não podemos evitar, não podemos mudar isso, mas foram bons dois anos, não? Tenho certeza que sim, caso contrário os pais dele não gostariam tanto de você. – sorriu levemente, acariciando-lhe os cabelos, enquanto sentia as lágrimas caírem em sua camisa – Foi um tempo rápido, mas você o conheceu melhor do que muitas pessoas que passaram anos com ele, da mesma forma que ele te conheceu melhor do que eu, possivelmente, conheço. Não é justo e não é fácil, mas é isso que chamamos de vida. - Sirius virou-a de frente para ele, colocando as mãos em seu rosto e encarando os olhos da filha - Se quando você for dormir puder pensar em, pelo menos, uma coisa do seu dia que a faça sorrir, significa que esse dia que viveu valeu á pena, mesmo que pareça apenas um dia comum... – ouviu-a fungar, concordando lentamente.
- Ele não queria ter participado da última prova... Eu pedi para ele não colocar o nome... – sussurrou com a voz rouca.
O homem ficou em silêncio por breves segundos.
- Cedrico era novo, colocaria o nome no Cálice, porque garotos nessa idade querem alguma aventura, eu faria o mesmo na idade dele. Ele pode ter preferido não ir hoje, mas não tinha como evitar, iriam procurá-lo. Ele era um Campeão, sabia que tinha que competir... Ele ganhou o Torneio, não foi? Tenho certeza que estava satisfeito, orgulhoso!
- Ele queria conversar com você nas férias... – sorriu levemente, olhando para o pai – Ele foi o primeiro que confiou em mim quando disse sobre você, e acreditou quando eu falei que você era inocente, pai...
- Eu sei, ele me mandou uma carta, sabia? – admitiu baixinho, sorrindo. – Antes do Baile, contando que iriam juntos e que ele pensava em te pedir em namoro... Obviamente não fiquei muito satisfeito e o ameacei - os dois riram do comentário -, mas gostava dele.
- Eu vi o bilhete que mandou pra ele pela manhã, Cedrico ficou bem feliz. – sorriu lembrando-se.
Permaneceram em silêncio por alguns minutos, apenas abraçados. sentia-se exausta, mas parecia que sempre que fechava os olhos, mesmo que por breves segundos, via novamente o corpo de Cedrico caído no meio do campo de Quadribol.
- Vai passar? – perguntou entre lágrimas, sentindo o nó em sua garganta voltar – Isso... A dor... Ela passa?
- É claro que sim, filha, vai demorar, e vai ter dias que vai doer mais do que em outros, mas você sobrevive. Você aprende a lembrar das coisas boas e no final tudo fica bem...
- E se não ficar? – olhou-o novamente, os olhos brilhando pelas lágrimas.
- Eu vou estar aqui. – Sirius deus de ombros – Eu vou estar sempre aqui, ok? Sempre que você precisar chorar ou conversar, só não espere que eu não vá brigar se começar a me dizer que ele beijava bem, têm coisas que você pode omitir para seu pai! – fez uma breve careta, ambos sorriram. – Eu vou sempre estar aqui pra cuidar de você, eu prometo.
- Cedrico disse que voltaria em pouco tempo e ele não voltou – mordeu o lábio inferior, olhando para o pai – Você não vai me deixar de novo, não é?
Sirius negou com a cabeça, tocou o queixo da filha com as mãos.
- Eu não vou mais ficar longe de você, vamos ser uma família como já deveríamos ser desde o começo. – sorriu para ela – Eu não vou deixar nada mais te machucar, ok?
- Dói aqui... – confessou apontando para o peito.
Sirius deu um sorriso triste.
- E vai continuar doendo por mais algum tempo, e acredite, dói em mim não poder fazer essa dor passar... Mas eu prometo que ela diminui, ok? E se não diminuir, não me importo de passar um tempo acordado conversando com minha filha.
A garota sorriu concordando com a cabeça, baixando o olhar para as mãos, vendo o anel que Cedrico havia lhe dado meses antes. Olhou novamente para o pai, respirando fundo.
- Eu te amo, papai! – disse sem jeito, inclinando a cabeça para o lado de forma que Sirius julgou extremamente fofa.
- Agora eu sei o porquê dele gostar tanto de você. – disse apertando-lhe o nariz.
Ela o abraçou novamente, beijando-lhe a bochecha, as lágrimas ainda presentes em seus olhos, assim como a dor em seu peito.
- Nem sempre vai ser fácil e terão dias que o céu vai parecer mais cinza do que outros, mas sempre podemos dar um jeito, . Sempre tem alguém que se preocupa conosco, alguém com quem podemos conversar. Ás vezes você pode não se dar conta, mas sempre tem alguém pra te segurar se você cair, se não for eu ao seu lado, tenho certeza que será algum dos seus amigos. Mesmo quando nos sentimos sozinhos, temos alguém do nosso lado, nunca se esqueça disso, ok?
concordou novamente, em silêncio.
Sentia-se mais calma e não parecia ter mais o que chorar, embora aquele aperto continuasse presente, assim como o nó em sua garganta.
Virou o rosto olhando pela janela, a lua brilhosa do lado de fora, aos poucos sendo coberta pelas nuvens cinzas.
Tinha tantas dúvidas e tantos medos, tinha tanta coisa que não conseguia mais entender, e que não fazia mais sentido em sua cabeça.
Nada parecia certo naquele momento, e por mais que escutasse o que seu pai dizia, era como se tivesse perdido uma parte de si quando perdera Cedrico, mas Sirius tinha razão.
Seu pai sempre tinha razão;
O sol sempre brilha no céu após uma grande tempestade.”

Fim.



Nota da autora: (26/08/2016) E é aqui que termina B&D :(

SERÁ?

A versão 100% ALTERNATIVA e nem um pouco ~fiél~ a Uma Nova História vai acontecer, até setembro devo mandar o primeiro capítulo pro FFOBS, mas lembrando:
É SEM QUALQUER RELAÇÃO COM AS OUTRAS FICS DE HP E EXTRAS DE UNH! É só uma versão lindinha pra mostrar nosso OTP junto! Não tem ABSOLUTAMENTE NENHUMA RELAÇÃO com o alternativo de UNH que vai acontecer.
É, tipo assim, outro planeta, no qual a pp é filha do Sirius, that's all!
E o nome ~super~ criativo será: Black & Diggory - Segunda Parte! HAHAHAHAH
Títulos nunca serão meu forte!
Enfim, por enquanto é isso mesmo, logo menos to de volta lotando as att do site (ou não!). Obrigada por terem lido B&D e feito desse casal um lindo OTP, tanto que me fez REALMENTE querer Cedrico vivo, #TeamDiggory!
Obrigada por todos os comentários, fico rindo e relendo mil vezes todos! Vocês são maravilhosas
Até logo!
xxx Reh

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