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Última atualização: Outubro/2016

Prólogo



Flashback


Virou-se assustado, olhando em todas as direções;
- Fleur? – será que tinha encontrado com alguma das criaturas de Hagrid? – FLEUR? – gritou o mais alto que pode, dando meia volta e correndo para a direção que ele achava que o som viera.
Correu por mais ou menos dois minutos, mas não conseguia escutar mais nada.
Será que ela já estava bem?
Escutou um novo barulho quando se virou para uma nova trilha, a esquerda, e ao virar-se, com a varinha em punho, viu Vitor Krum parado, entrando no mesmo caminho que ele.
- Ah, é você... – suspirou aliviado, tornando a olhar para o outro lado. Será que Krum também escutara o grito de Fleur? – Escuta... – virou-se para o búlgaro, vendo-o erguer o braço com a varinha, apontando em sua direção. Diggory franziu o cenho, confuso. Que droga de brincadeira era aquela? – Que é que você está fazendo? – gritou indignado, era assim que Vitor queria vencer? – Que diabo você pensa que está fazendo? – perguntou novamente, vendo Krum caminhar em sua direção, o olhar fixo no lufo.
Cedrico deu um passo para trás, erguendo a varinha, mal acreditava que Krum estava mesmo pronto para ataca-lo.
- Crucio!
No instante seguinte Cedrico estava jogado ao chão, a varinha longe de suas mãos.
Se contorcia no gramado, sentindo o ar faltar em seus pulmões. Ouvia os próprios gritos saindo por sua garganta, desesperados. Os pensamentos agitados em sua cabeça não o deixavam pensar com clareza, mas a falta de ar em seus pulmões começou a deixa-lo tonto, enjoado.
- Cedrico! – ouviu uma voz ao fundo de sua mente gritar, e então a dor fora embora.
Se manteve parado, arfando, o corpo trêmulo. Não conseguiria colocar-se em pé naquele instante.
Seus pensamentos ainda agitados, dificultavam o entendimento da situação.
Alguém abaixara-se ao seu lado, chacoalhando-o pelos ombros.
- Cedrico! Está tudo bem? Consegue se levantar?
Aos poucos conseguiu focar o rosto de Harry Potter, olhando-o preocupado.
- Diggory?
- Está... Eu... – olhou para os lados confuso, ainda sentindo certa dificuldade para respirar. – Krum... Ele, se aproximou pelas minhas costas...
Potter olhou para um ponto logo a frente, voltando a virar-se para Diggory, levantou-se estendendo a mão para o colega.
- Você ouviu a Fleur gritar?
- Acha que ele a pegou também?
- Talvez... Vamos terminar a prova e sair desse lugar!
Cedrico concordou, aceitando a mão estendida como apoio, firmando os pés no chão e colocando-se em pé.
Potter virou-se, dando alguns passos para frente, após disparar faíscas vermelhas no local em que Vitor estava caído.
- O que você ach... Diggory?
Cedrico sentiu-se tonto, a cabeça girava e a falta de ar voltando a atingi-lo. Fechou os olhos, incapaz de mantê-los aberto e, tudo o que percebera no instante seguinte, fora à escuridão dominá-lo.

Flashback off.

Diggory abriu os olhos com certa dificuldade, a claridade o incomodando momentaneamente.
Passou a língua pelos lábios secos, olhou para o próprio corpo, estava sem camisa e parte de seu braço enfaixado. Ao virar a cabeça para os lados, aos poucos reconheceu a Ala Hospitalar, e, mais lentamente ainda, seu cérebro pareceu lembrar-lhe o que acontecera;
O Torneio Tribruxo acabara. Ele tinha perdido.
Sentiu a frustração e irritação dominar seu corpo, mas distraiu-se ao ouvir cochichos vindos de algum ponto ao lado.
Virou-se para a maca próxima a porta de saída, vendo várias pessoas no local, estava entre elas.
Parecia bem, embora mesmo com a distância, parecesse preocupada. Mantinha os braços cruzados e a cabeça levemente inclinada para o lado. Quase podia apostar que ela estava com o cenho franzido, enquanto escutava alguém falar.
Encarou-lhe por algum tempo, chateado.
Por que ela não estava ao seu lado?
Será que não se preocupava com ele?
Foi apenas quando Hermione Granger deu um passo para o lado, que Diggory viu quem estava naquela maca; Harry Potter.
Cedrico rolou os olhos, a raiva dominando-o.
Ele certamente ganhara o Torneio, e, obviamente, estava ali para parabeniza-lo.
Empolgada com a vitória de Potter.
Admirando-o por toda a sua coragem, enquanto Cedrico tinha desmaiado no meio da prova.
Brilhante.

Madame Pomfrey apareceu pouco depois, reclamando sobre o número de pessoas ao redor da cama de Potter. Diggory rolou os olhos, virando-se para o outro lado.
- Hey! – ouviu a voz da namorada, pouco depois, quando ela parou ao seu lado, sorridente. – Como se sente?
Meneou a cabeça, sem nada responder.
arqueou a sobrancelha, olhando-o por alguns instantes. Deu a volta na maca, ficando de frente para o lufo.
- Estávamos todos preocupados! Sua mãe não quis deixar a Escola até você acordar, mas Madame Pomfrey garantiu que você estava bem...
- Uhum...
A garota esticou o braço, tocando-lhe a mão, mas Diggory não aceitou.
Puxou a mão com certa rispidez.
- Qual é o problema agora? – perguntou nervosa, cruzando os braços.
- Vai lá comemorar com seu amigo, vai.
abriu a boca para respondê-lo, mas ao invés disso encarou-o por alguns instantes, antes de virar-se, pronta para deixa-lo sozinho.
- Veja só quem acordou! Espero que esteja bem disposto, ainda não tivemos nossa conversa! – Sirius apareceu sorrindo, piscando para Cedrico quando este o olhou, surpreso com sua presença. – Fiquei pensando se um duelo ainda é apropriado, ou vocês são modernos demais para essas coisas? Eu tive que duelar algumas vezes quando estava estudando... – comentou pensativo, o braço cruzado e a mão esquerda coçando a barba – Nunca com o pai de alguma namoradinha, mas dá no mesmo, não é verdade? – sorriu para os dois.
sentiu o rosto esquentar e olhou para o lado contrário de Cedrico. O garoto, por sua vez, manteve o contato visual com Sirius, embora não parecesse capaz de pensar em uma resposta. Sorriu nervoso para o homem.
- Como se sente? – perguntou finalmente, quando notou que os dois pareciam constrangidos. – Soube que foi muito bem no Torneio!
- Nem tanto assim, não é? Eu não ganhei... – deu um sorriso amarelo. Sirius abanou a mão no ar, sentando-se ao seu lado na cama.
- Mas foi o Campeão de Hogwarts, huh? E eu soube que você foi atacado pelo Krum durante a prova... – encarou-o por alguns instantes. – Quem sabe o que teria acontecido se ele não tivesse usado uma Maldição Imperdoável?
Diggory concordou, dando de ombros.
- Quem sabe... – respondeu em voz baixa.
Black sorriu para o rapaz, antes de levantar-se, bagunçando rapidamente os cabelos de Cedrico, apertando-lhe o ombro em seguida.
- Descanse bem, Diggory, não gostaria de tornar a ver minha filha chorando pelos cantos, preocupada com você...
- Pai!
- O que? Não era pra ele saber?
Cedrico olhou rapidamente pra garota, de braços cruzados, olhando séria para Sirius. Sentiu-se um pouco mais animado.
- De qualquer forma, preciso resolver algumas coisas para Dumbledore. Nos vemos em breve, Cedrico!
- Foi um prazer, senhor. – apertou-lhe a mão, firmemente.
Sirius sorriu de canto.
- Aperto de mão forte, vejo que não tem mais com o que se preocupar, . Seu namorado já está bem! Essa noite não vai precisar ficar acordada do lado dele!
abriu a boca, chocada. O rosto mais vermelho do que nunca.
- Eu te odeio! - sussurrou para o pai, vendo-o gargalhar, jogando os cabelos para trás.
- Não seja tão exagerada! – Sirius aproximou-se, abraçando-a apertado, sendo retribuído da mesma forma. – Eu também te amo. Nos vemos logo, ok?
- Mas...
- Eu prometo! – segurou-lhe nos ombros, encarando-a por alguns instantes, assumindo a pose séria – Preciso fazer o que Dumbledore me pediu. Mantemos contato! – beijou-lhe a bochecha. – Até mais, Diggory.
Acenou com a mão, escutando-o responde-lo. Viram Sirius passar novamente pela maca na qual Harry estava, despedindo-se rapidamente do afilhado, antes de tornar a se transformar no grande cachorro negro.
Cedrico coçou a sobrancelha, sem jeito, antes de olhar para a namorada, que permanecera com o olhar na porta.
- Então... Você ficou aqui a noite toda? – perguntou em tom baixo, tentando esconder o sorriso que crescia em seus lábios.
o olhou com a sobrancelha arqueada.
- Patético, Diggory. Patético!
Cedrico novamente deu de ombros, sorrindo sem jeito para a garota.
- Eu te amo, sabia?
balançou a cabeça e olhou para o lado oposto, tentando esconder, sem muito sucesso, um sorriso tímido. Notou quando a mão do lufo envolveu a sua, apertando-a gentilmente.
- Você é um completo idiota, Cedrico, – olhou-o séria por alguns instantes, antes de aproximar-se – mas eu te amo.
Sorriu para o namorado, antes de inclinar-se em sua direção, beijando-lhe nos lábios.

Capítulo 1


Diggory estava sentado no parapeito do corredor, olhando distraidamente para os jardins, nos quais os estudantes continuavam a conversar e se despedir dos visitantes, antes que estes fossem embora. A confusão na final do Torneio e o anúncio de Dumbledore de que Voldemort tinha retornado, não parecia importante naquele momento. Poucos alunos falavam a respeito, a maioria não parecia ter assimilado a importância daquela informação e outros tanto, talvez 90% dos estudantes, não estava realmente convencido.
Afinal, apenas Harry Potter tinha o visto, e Dumbledore só dizia que o Lorde das Trevas tinha retornado, por causa do garoto.
Mas e as provas?
Cedrico era um dos poucos que tinham acreditado na história, quando soube exatamente o que aconteceu. E, embora seu orgulho parecesse ter sofrido um grande golpe por ter perdido para Potter, Diggory conversou com o garoto, oferecendo algum apoio caso viesse a precisar de alguma coisa.
Se fosse sincero, parte do motivo de Cedrico acreditar de prontidão em tudo aquilo, era porque acreditava. Era porque Dumbledore acreditava. E o diretor já estava tomando as devidas precauções, embora Cedrico não soubesse exatamente quais, contara que ele dera ordem para alguns professores e para Sirius, de reunirem alguns amigos antigos e conversarem com outras tantas pessoas.
Dumbledore preparava-se para uma Guerra que o Ministério e o próprio Ministro, negaram a existência. Fudge achou ridícula a simples ideia de Voldemort ter retornado.
Era um absurdo, e por isso o Ministério decidiu abafar os comentários.

Assustou-se quando sentiu alguém apertar-lhe os ombros, virando-se de lado e vendo sorrir para ele, antes de pegar impulso para sentar-se ao seu lado, cruzando as pernas.
Permaneceram em silêncio por alguns instantes, olhando para o pessoal rindo nos gramados.
- O que foi? - perguntou ao perceber o sorriso contido que ela mantinha nos lábios.
deu de ombros, o sorriso crescendo aos poucos.
- Não vai me contar?
- Talvez… Dora me mandou uma carta pela manhã… Talvez meu pai passe alguns dias em casa com a gente… - encarou-o sorridente.
Cedrico piscou surpreso, sorrindo em seguida, vendo a animação da garota.
- Fantástico!
- Eu sei! - concordou com a cabeça, tornando a olhar para os colegas, o sorriso ainda presente em seu rosto.
Diggory permaneceu olhando-a por tempo indeterminado, sorrindo consigo mesmo. virou-se, arqueando a sobrancelha.
- O que foi?
- Gosto de te ver sorrindo. - deu de ombros, vendo-a ficar levemente constrangida. - Você fica realmente fofa quando fica vermelha, mas não é muito fácil te fazer ficar com vergonha…
- E esse é seu objetivo para hoje, Diggory? - questionou rindo fracamente, sentindo o rosto esquentar cada vez mais.
- Talvez, mas também tenho outra coisa em mente, sabe?
- Hm, e o que seria? - riu ao vê-lo aproximar-se, apoiando o braço na perna na garota, inclinando-se em sua direção.
- Vou deixar você descobrir sozinha dessa vez… - piscou antes de beijá-la.
Black riu baixinho contra os lábios do namorado, antes de passar os braços por seu pescoço, acariciando-lhe os cabelos.


Cedrico chegou em casa mais sorridente do que o normal, por duas razões simples:
Se despediu muito bem da namorada em um dos vagões do trem, antes de chegarem à Londres, para compensar os dias que não se veriam.
E, aquela fora a primeira vez que realmente aparatara! A sensação era horrível, mas ao mesmo tempo era ótimo poder finalmente fazer aquilo sem precisar de ajuda ou algo do tipo, sem precisar de vassouras, lareiras ou do nightbus.
Sem contar as vantagens de agora ser liberado para poder fazer aquilo. Poderia, por exemplo, aparatar na casa de a hora que quisesse! Óh, aquilo era fantástico!
Deixou seu malão no canto do quarto, antes de descer para jantar junto dos pais, só naquele momento notou o quão faminto estava.
Conversava com os pais enquanto comia, contando-lhes sobre o ano turbulento e tudo o mais que se lembrava. O casal deixava-o a par das novidades, que não eram muitas, dos meses que ele estivera na Escola.
- Ah, Ced, vamos viajar nessas férias! Seu pai conseguiu alguns dias de folga! - Rachel contou empolgada, olhando do marido para o filho.
Cedrico parou de mastigar, franzido o cenho.
- Viajar?
- Vamos visitar seu avós, estivemos com eles no Natal, mas como você estava em Hogwarts, prometemos que assim que retornasse das aulas iríamos para lá! – Amos respondeu enquanto colocava mais comida em seu prato.
- Estão morrendo de saudades, não paravam de perguntar sobre você, querido.
O rapaz tomou um gole de suco, pensando sobre o assunto. Até não era má ideia visitar os avós em Liverpool, mas aquilo significava que não poderia ver .
- Quanto tempo?
- Umas três ou quatro semanas, talvez um pouco mais…
- Eu provavelmente voltarei para o trabalho antes, mas vocês ficarão mais dias, seus tios e primos também estão indo!
- Será ótimo poder rever todo mundo!
- Você pode contar sobre o Torneio, filho!
Cedrico suspirou um tanto frustrado.
- O que foi, querido?
- Eu… Tinha planejado passar alguns dias com a
Amos abanou a mão, rindo levemente.
- Vocês poderão se ver quando voltarmos, garanto que ninguém vai morrer de saudades! Além do mais, já passam o ano todo juntos!
- Mas… Um mês? Não pode ser, sei lá… Umas duas semanas?
- Um mês passa tão rápido quanto duas semanas, vocês nem vão perceber!
- Talvez pra você… - reclamou baixo, apoiando o rosto na mão.
- Jovens, sempre tão dramáticos…
- Por que você não a convida, Ced? - Rachel questionou sorridente. - Tenho certeza que todos vão gostar de conhecê-la!
Cedrico sorriu com a ideia, ajeitando-se na cadeira, mas o sorriso logo se desfez, transformando-se em uma careta.
- Ela com certeza não vai.
- Como sabe? Se nem perguntou?
- Parece que Sirius vai ficar na casa dos Tonks por alguns dias, não vejo a menor possibilidade dela querer ficar longe de casa…
- Ah, mas isso vai ser muito bom para eles! - Rachel novamente sorriu, Cedrico a encarou - Ela não passa muito tempo com o pai, filho, vai ser bom para eles.
- E essa viagem vai ser boa pra vocês dois também, Ced. É sempre bom sentir um pouco de saudades de quem se ama, melhora a relação!
Cedrico encarou seu pai por alguns instantes, rolando os olhos e negando com a cabeça.

Semanas depois...

Diggory aproveitava as últimas horas que passaria com os primos no The Cavern Club, um pub inglês bastante popular na cidade, tanto para trouxas quanto para bruxos. Se você soubesse fazer o pedido certo. Os bruxos tinham um tipo de senha para acesso a outra parte do pub, longe dos olhos curiosos dos trouxas.
De fato, aquele mês realmente passou mais rápido do que o esperado, mas também não era verdade que ele quase não sentiria saudades da namorada. Na verdade, parecia uma eternidade desde que tinham se visto pela última vez;
Cedrico passara rapidamente na casa da namorada para se despedir, não tendo tempo de prolongar a despedida tanto quanto gostaria.
Tinham trocado algumas cartas durante aquelas semanas, mas Cedrico sempre tinha a impressão que a garota estava deixando de lhe contar alguma coisa, e ele esperava descobrir assim que a encontrasse. também não dera muitos detalhes sobre Sirius, embora tivesse dito que estava vendo-o com certa frequencia.
- Ora, se não é o concorrente número um do Cedrico, novamente aparecendo no jornal! - Brandon apareceu rindo, mostrando-lhes a edição do Profeta Diário.
Cedrico arqueou a sobrancelha, primeiro para o riso fácil do primo - visivelmente bêbado -, segundo pela brincadeira. Se arrependeu até o último fio de cabelo por ter comentado sobre a namorada ser tão próxima a Harry.
Cedrico então pegou o jornal, dando uma olhada na primeira página; Potter usara o feitiço do Patrono na frente de um trouxa.
Arqueou a sobrancelha, confuso. No fundo sabia que deveria ter algum motivo para o garoto ter feito aquilo, embora o jornal parecesse negar veementemente, e exigia que o Ministério tomasse uma atitude severa, já que Harry Potter, embora famoso, ainda era menor de idade. Era até irônico ver uma matéria no folhetim, falando mal do garoto, visto que apenas alguns meses atrás pareciam colocar Harry como um herói; o grande Campeão de Hogwarts.
Deixou o jornal de lado, tornando a prestar atenção na conversa dos primos enquanto tomava sua bebida. Sentia falta de passar tempo com eles, costumavam ser todos muito próximos quando mais novos, e achava que acabariam juntos em Hogwarts, mas Brandon e a gêmea, Bethany, acabaram na Escola de Bruxaria dos Estados Unidos, Ilvernorny, já que o marido de sua tia, irmã de sua mãe, era de lá. Os três sempre acabavam em pequenas discussões para decidir qual seria a melhor e, mesmo negando infinitamente, os gêmeos sabiam que Hogwarts era melhor, e até tinham uma pequena inveja de Cedrico por ter sido selecionado para a Escola.
- Então, quando vamos conhecer sua garota? - Brandon tornou a questionar, esticando-se em sua cadeira e olhando ao redor.
Diggory deu de ombros, um sorriso leve no rosto.
- Quando forem à Londres posso apresentar, vão gostar dela!


Londres…


A garota terminava de escovar os dentes, quando escutou a campainha tocando no andar de baixo. Sorriu sozinha, antes de sair do banheiro e descer as escadas, vendo Cedrico conversar com Andrômeda.
O rapaz virou-se para a escada, vendo-a descer os últimos degraus, o sorriso tomou seu rosto, assim como o dela, quando a garota andou em sua direção, abraçando-o apertado.
- Bom, acho melhor deixar vocês dois conversarem, não? Imagino que tenham muito para colocar em dia! - Andy disse antes de virar-se em direção a cozinha - Prometo que não conto para o Sirius! - piscou para o casal, rindo consigo mesma.
Cedrico passou a língua pelos lábios finos, olhando ao redor.
- Seu pai está aqui?
riu negando com a cabeça, antes de puxá-lo pela mão em direção ao seu quarto.
Assim que passaram pela porta do cômodo, Diggory a puxou para um novo abraço, muito mais apertado e demorado que o anterior, tentando de alguma forma, suprir o tempo que não a vira.
- Caramba, eu realmente senti sua falta! - sussurrou contra seu ouvido, vendo-a rir baixinho.
- Eu também, mais do que achei que sentiria! Quer dizer, um mês não é assim tanto tempo, não é? - afastou-se momentaneamente dele, olhando os olhos cinzas do namorado. Cedrico fez careta.
- Eu descobri que um mês é muito tempo!
- Mas aposto que você se divertiu com seus primos, não? - questionou sorrindo.
Diggory reparou que a garota parecia mais relaxada e animada do que se lembrava, e tinha um brilho diferente nos olhos, e também parecia incrivelmente mais linda para ele, talvez fosse o sorriso fácil em seus lábios.
Cedrico concordou com a cabeça, antes de colocar as mãos no rosto da namorada, olhando-a nos olhos por alguns instantes, movimentando os lábios para sussurrar um “senti sua falta”, em seguida curvou-se para beijá-la com toda a vontade que tinha guardado durante as últimas semanas.
Passaram incontáveis minutos aos beijos e abraços, até a garota o afastar lentamente, com os lábios vermelhos e o batimento alto, enquanto tentava normalizar a respiração.
Abriu os olhos, sorridente, vendo-o sorrir de volta, mordendo levemente o lábio inferior. Diggory suspirou, passando a mão pelos cabelos, antes de virar-se, sentando-se na cama da garota.
- Você não corta mais o cabelo? - questionou rindo, parando em frente ao namorado e passando os dedos pelos cabelos loiros dele, compridos o suficiente para jogá-los para trás. - Está querendo ficar igual meu pai, é?
Cedrico riu antes de passar os braços pela cintura dela, que permanecera em pé.
- Não, só não tive tempo de cortá-los ainda, resolvi ver minha garota antes, sabe? - piscou - Você, por outro lado, andou cortando esse cabelo loiro, não? Está bem mais curto do que da última vez que te vi! - comentou puxando uma das mechas loiras.
concordou balançando a cabeça, para que ele visse melhor o corte.
- Digamos que eu não sou muito á favor de passar calor, e está absurdamente quente esse verão!
Diggory concordou veementemente, antes de puxá-la para mais perto, aproveitando para beijá-la mais uma vez. Com seus braços ao redor da cintura de Black, Cedrico teve extrema facilidade para fazê-la sentar-se em seu colo, passando as pernas de cada lado de seu corpo. colocou os braços ao redor de seu pescoço, acariciando-lhe a nuca e puxando seus cabelos vez ou outra, enquanto se beijavam. Até ambos se empolgarem, e Cedrico acabar caindo de costas sobre o colchão, com a garota por cima, rindo da situação que se encontravam, embora o rapaz não parecesse se importar, descendo a mão pelas costas da garota, apertando-lhe a cintura.
- Chega, chega! Me conta sobre suas férias!
Cedrico fez careta ao ser afastado, demorando alguns segundos para normalizar a respiração, mas começou a contar-lhe sobre tudo o que acontecera naquelas semanas, dando alguns detalhes que ele não tinha contado nas cartas que trocaram. Contou algumas situações que passara com os primos, e o quanto os dois queriam conhecê-la e, entre uma história e outra, aproveitou para beijá-la sempre que tinha vontade.
- Mas e você? Não recebi muita coisa nas suas cartas, não é? Estava me escondendo alguma coisa, Black?
abriu a boca, uma falsa surpresa em seu rosto, e então voltou a sorrir animada.
Encostou-se na parede ao lado da cama, cruzando as pernas, enquanto começava a contar sobre as últimas semanas, vendo Cedrico deitado, apoiando o cotovelo na cama e a cabeça na mão;
- Bem, como eu não viajei não teve muitas novidades, não é? Fiquei em casa na maior parte do tempo… - deu de ombros, mas Diggory notou o sorriso permaneceu em seus lábios.
- E seu pai?
- Ele ficou aqui na primeira semana, mas começou a achar muito arriscado, principalmente porque aconteceu duas vezes de Aurores aparecerem aqui, sem avisar, por sorte não deu em nada…
- E…?
- O que?
- Você está sorrindo demais para quem passou só uma semana com seu pai, e tenho certeza que não é por minha causa que você está assim tão feliz...!
- Hey! É claro que eu fico feliz em te ver, seu bobo!
Cedrico sorriu, aproximando-se novamente para beijá-la, mas logo se afastou, aguardando a resposta da garota.
- Bem… Digamos que… - tornou a passar a mão pelos cabelos do rapaz.
- Que…?
- Digamos que… Eu tenha morado com meu pai nas últimas três semanas!
- O QUE? - questionou surpreso. - Como? Você acabou de dizer que…
- Eu seeeei! - concordou animada - Mas ele voltou pra casa da família, não é o melhor lugar do mundo, na verdade às vezes me lembra a sala do Snape… - contou com uma careta - Mas, bem, tenho meu próprio quarto e posso passar o tempo com ele!
- Isso é maravilhoso! - Cedrico sorriu para a namorada. - Como está sendo?
franziu o nariz, suspirando em seguida.
- Um pouco… Movimentado. Tem muita gente naquela casa, na maior parte do tempo Senhora Weasley quer nos fazer de Elfos… Eu não nasci pra tirar pó, Ced. Nem pra cozinhar! Você tem noção do quão ruim fica minha comida? Papai deixou tudo pro Bicuço e nem ele comeu! Bicuço come de tudo, Ced!
- Quer dizer que se eu tivesse a ideia de casarmos e que eu fosse depender de você na cozinha, eu iria morrer de fome? - Diggory perguntou com a sobrancelha arqueada, gargalhou quando a viu concordar. - Ainda bem que eu me viro bem! - piscou divertido, encostando-se na parede e passando um braço por seus ombros, puxando-a para seu lado. encostou a cabeça no no peito do rapaz, entrelaçando sua mão com a livre dele, brincando com seus dedos. - Mas me explica uma coisa, não entendi bem… Por quê você diz que tem tanta gente na casa? E por quê a mãe do Rony está lá?
- Ai Meu Deus! Eu não te contei! - virou-se agitada, batendo com a mão na testa - Merlin! Desculpa, se bem que… Não podia ter contado por cartas… - comentou pensativa. - Enfim… Papai ofereceu a casa para ser a sede da Ordem da Fênix!
- A Ordem do quê?


Capítulo 2


Diggory esperava, nem tão pacientemente, sentado no sofá, batucando os dedos no joelho. Olhava o relógio de cinco em cinco segundos, esperando que o tempo passasse muito mais rápido do que, de fato, estava passando.
Já era ruim o suficiente não ver a namorada sempre que queria, já que ela estava com o pai na sede da Ordem, e o lugar era secreto, então Cedrico não podia visitá-la. Não ainda. Mas ele conseguia entender essa parte e até lidou muito bem com tudo, pelo menos até duas semanas atrás, quando descobriu por uma carta dela que Harry Potter estava na sede.
No mesmo instante começou a questionar se não poderia passar no lugar, ou se ela não poderia ir até sua casa. O pior era que ele não a culpava por querer ficar em casa com Sirius, sabia o quanto a garota sentia falta do pai e, nem por um momento, reclamou por ela não querer deixar o lugar. Mas o problema era saber que Potter estava ao seu lado, vinte e quatro horas por dia.
Cedrico confiava na namorada, mas não tinha tanta certeza se confiava em Harry Potter, e sabia o quanto os dois eram próximos. Tentou por diversas vezes se distrair com qualquer coisa que não envolvesse os dois juntos na mesma casa, mas parecia que toda vez que começava a pensar em outra coisa, sua mente o fazia lembrar de Black e Potter.
Tinha uma mistura de sentimentos dentro de si; frustração, ciúmes, raiva e culpa.
Sentia-se culpado por imaginar algo que provavelmente estava acontecendo apenas em sua cabeça. Sentia-se culpado por imaginar que poderia corresponder aos sentimentos de Potter, os quais Diggory nem sabia se realmente existiam. Talvez eles só fossem bons amigos.
Talvez.
Ele realmente esperava que fossem.
Cedrico sabia que gostava dele tanto quanto ele gostava dela, mas tinha medo de descobrir como ela reagiria, se um dia Potter se declarasse.
Seria possível que ela o deixaria para ficar com Harry?
Era um ciúme quase irracional, mas simplesmente não conseguia evitar, por mais que tentasse.

A campainha finalmente tocou às 14h35, e o rapaz levantou com um pulo, andando até à porta, abrindo-a sorridente.
- Olá, Tonks!
A mulher estava com os cabelos azulados, compridos, presos em um rabo-de-cavalo alto, e vestia seu casaco habitual do trabalho, por cima das roupas normais.
- E aí, priminho? Ou eu deveria dizer cunhadinho? Não sei bem… Enfim…
Cedrico riu constrangido, antes de perguntar se a mulher não queria entrar, o que fora negado rapidamente.
- Na verdade estamos com um pouco de pressa, digamos que estou atrasada para uma reunião… - rolou os olhos.
Diggory concordou, apenas avisando sua mãe que estava saindo. Os dois seguiram lado-a-lado até o meio da calçada de entrada, quando Tonks segurou no braço de Cedrico, prontos para aparatarem.

O lufo ainda detestava aquela sensação, mas era algo tão rápido, que não dava muito tempo para pensar a respeito. Quando abriu os olhos, notou estar parado em frente a um pequeno parque, em uma rua residencial, cheia de trouxas. Atravessaram a rua e pararam na calçada, casas iguais estavam à frente, Diggory notou que a casa à esquerda tinha o número onze, e a esquerda o número treze.
Ninfadora colocou a mão no bolso do casaco, tirando um pequeno pedaço de pergaminho amassado, entregando-o para Cedrico.
- Leia rápidamente, é nossa senha! - piscou para o rapaz.

“A sede da Ordem da Fênix encontra-se no largo Grimmauld, número doze, Londres.”

Quase no mesmo instante, no qual Dora pegou de volta o bilhete, queimando-o, Cedrico viu uma nova construção começar a se materializar, entre as casas onze e treze. Abriu a boca um tanto surpreso com aquilo. não tinha dito que a Casa dos Black estava sob feitiços como aquele.
Os dois subiram os degraus de entrada, e Tonks abriu a porta, deixando-o entrar primeiro, seguiram por um corredor escuro e um tanto empoeirado.
- Molly ainda não fez o pessoal limpar essa parte - cochichou sorridente -, eles não param de reclamar que estão trabalhando mais que Elfo Doméstico!
Cedrico riu, lembrando-se das cartas que recebera da namorada, falando sobre isso.
- Finalmente, Ninfadora!
Diggory novamente foi surpreendido, vendo Olho-Tonto-Moody parado no canto da sala, próximo de Remo Lupin. Quando Severo Snape apareceu, vinda de um corredor lateral, Cedrico achou que tinha voltado para Hogwarts mais cedo. Parte dos professores estavam ali, incluindo, Minerva McGonagall, que conversava com um bruxo negro e careca, que parecia estranhamente familiar, mas Diggory não o reconhecia.
- Boa tarde, Diggory!
O lufo reparou que talvez fosse muito óbvia sua cara de surpresa, por isso logo tratou de arrumar a postura, virando-se para a professora, que fora quem o cumprimentara, atraindo também a atenção dos demais presentes na sala.
- Boa tarde, professora.
- Cedrico!? - Lupin parecia um tanto surpreso ao vê-lo.
- Ele veio ver a ! - Tonks avisou, Diggory sentiu o rosto esquentar quando Remo arqueou a sobrancelha, olhando-o sorridente, assim como Minerva.
- Diggory, é? - Moody o olhou de cima a baixo - Você já é maior de idade, não? Ouvi boas coisas a seu respeito.
- Hm… Obrigado. - agradeceu constrangido, ainda sendo analisado pelo ex-Auror.
- Quim Schacklebolt - o homem negro adiantou-se, esticando a mão -, prazer.
- Igualmente - Cedrico respondeu apertando-lhe a mão -, o senhor é um Auror também, não?
Quim concordou com um aceno.
- Soube que esteve muito bem no Torneio, no último ano…
- Bom, eu não ganhei… - deu de ombros, sem graça.
- Mas foi o Campeão de Hogwarts! - Minerva lembrou-o. - Cedrico é um aluno modelo na Escola, Monitor-Chefe, se não estou errada?
O rapaz concordou sorridente.
- Recebi a notícia ontem!
- Como é? Você virou Monitor-Chefe?
Diggory virou-se em tempo de ver e Hermione entrando na sala, vindas de outro cômodo.
- Alguém vai ter problemas… - Mione cantarolou rindo, olhando de soslaio para a amiga, antes de cumprimentar o rapaz.
- Eu não estou gostando dessas ameaças, Granger. - arqueou a sobrancelha, virando-se para Minerva, ao tempo que chegava ao lado do namorado - Estou começando a pensar que estão querendo me cercar, na esperança que eu pare de perder pontos pra Grifinória!
- O que não seria uma má ideia, não é mesmo? - McGonagall a olhou significativamente.
- Eu recupero no Quadribol, professora! - respondeu rindo, antes de abraçar o namorado.
Ouviram um pigarro, e ao olhar, Cedrico viu Sirius Black parado, de braços cruzados e o olhar preso no casal.
- Não é porque eu autorizei o relacionamento que eu aceito tanta demonstração de afeto, ainda mais embaixo do meu teto!
Diggory afastou-se da garota rapidamente, parecendo ligeiramente nervoso quando se adiantou para cumprimentar o homem, ouvindo uma risada ao fundo.
- Até parece, você fala mais dele do que a ! - Remo contou sorridente, fazendo o resto do pessoal olhar para Sirius surpreso.
Black abriu e fechou a boca, sem reação.
- Eu… Só disse que ele parece um bom aluno, ou não é verdade? - Virou-se para Minerva, que concordou segurando um sorriso.
Snape rolou os olhos, entediado.
- Muito bonito o momento, mas acredito que agora que Ninfadora chegou, podemos começar a reunião, não?
notou o olhar irritado que a prima direcionou ao mestre de poções, por tê-la chamado pelo nome de batismo.
- Falta o Arthur… - a mulher falou, ao notar que o Weasley mais velho não estava entre eles.
- Ele não virá, está no Ministério! - Quim avisou-a.
- Muito bem, muito bem, então vocês três podem ir subindo. - Moody apontou para as duas garotas e Cedrico, demorando o olhar no rapaz - Apesar de…
- Nem pensar. - Minerva negou com a cabeça, sabendo o que Alastor queria - Diggory é maior de idade, mas ainda está estudando.
- O que…? - o lufo questionou confuso, sem entender o que aquilo significava.
virou-se de um professor para outro.
- Vocês querem que Cedrico entre para Ordem? - questionou surpresa - Estou aqui fazem quase dois meses e ninguém me aceita, ele chegou fazem cinco minutos e já tem convite? Acho injusto!
- Ninguém vai entrar na Ordem, Black, principalmente alguém menor de idade e irresponsável como você! - Snape respondeu friamente.
No mesmo instante Sirius deu um passo à frente, pronto para começar uma discussão.
- Vamos começar, temos muito o que resolver. Além do mais, nenhum estudante vai entrar para Ordem! - Minerva interferiu, dando um passo em direção a Sirius, olhando séria dele para Snape. E então olhou para os três adolescentes - Vocês já podem subir.

Hermione abriu a porta do segundo quarto no corredor, entrando e sendo seguida pelo casal, Cedrico logo viu Harry, Rony, Gina e os gêmeos sentados em duas camas de solteiro que tinham ali, conversando. Os cinco pararam, virando-se para a entrada, percebendo que as duas garotas não estavam mais sozinhas.
- Olá, Cedrico. - Gina foi a primeira a dizer, seguida pelos quatro garotos.
- Oi, tudo bem? - perguntou simpático, acenando para todos.
Sentou-se ao lado de , na cama a esquerda, enquanto olhava ao redor.
O quarto era um tanto escuro, as paredes tinham sinais de infiltração e parte do papel de parede estava gasto, mas ao prestar mais atenção nos móveis, Diggory teve certeza que o quarto costumava ser bastante luxuoso; e foi então que Cedrico lembrou-se o quão importante era o nome Black, antes de toda a confusão com Sirius, e quão rica era a família.
Os Diggory tinham dinheiro, o sobrenome era importante, Eldritch Diggory, tataravô de Cedrico, chegou a ser Ministro da Magia e o primeiro a recrutar uma Comissão de Aurores na Inglaterra, também começara a questionar o uso de Azkaban como prisão, mas morreu ao pegar Varíola de Dragão, antes de chegar a alguma decisão sobre o local. Os Diggory tinham certo respeito na comunidade bruxa, mas Cedrico sabia que não era tão grande quanto o sobrenome Black, e nem tão ricos.
A Família Black era extremamente conhecida, respeitada e temida por muitos, se voltassem quase duas décadas, antes de Sirius ser preso em Azkaban, antes da Primeira Guerra Bruxa, os Black eram uma das principais famílias, junto aos Lestrange e Malfoy, principalmente porque as três famílias mantiveram uma aliança por muitos anos, casando-se entre si para manter a linhagem e o Sangue-Puro. Mas após Voldemort ser derrotado, parte desse prestígio foi perdido, os Black não chegaram a declarar que eram à favor do Lorde das Trevas, mas a maioria sabia que eles concordavam com muitas das ideias de Riddle; Os Black não aceitavam Sangues-Ruins, desprezavam os trouxas. E como Sirius e eram agora os últimos a carregarem o sobrenome Black, podia-se dizer que a família já não era importante como antes, embora ainda fosse um sobrenome imponente, Black agora só era ligado ao Comensal foragido, principalmente porque não eram todos que sabiam que era a filha de Sirius, a maioria não sabia o que tinha acontecido com a filha dos dois Comensais da Morte, seguidores de Voldemort.
Até descobrir sobre a garota, Cedrico achava que a criança tinha morrido quando os pais foram presos.
- Moody praticamente chamou Cedrico para a Ordem! - a garota contou para o pessoal no quarto, Diggory notou todos os olhares viraram-se em sua direção.
- Como é? Por que? - os gêmeos questionaram ao mesmo tempo.
- Porque ele é maior de idade e um exemplo de estudante! - deu de ombros, olhando de canto para o namorado, que fez careta.
- Mas nós já temos 17! - Jorge reclamou indignado.
- Não é só por isso, - Mione negou, atraindo a atenção de todos - Cedrico é maior de idade, bom aluno e ótimo em feitiços, não? Foi bem avaliado no Torneio!
cutucou-o na cintura, fazendo-o sorrir de lado.
- Cedrico pode entrar na Ordem e nós não? - Harry perguntou levemente irritado. - Desculpe, Diggory, mas… - o rapaz levantou-se, andando de um lado para o outro - Quer dizer, eles nem mesmo saberiam que Voldemort retornou se eu não tivesse dito, não é?
- Harry… - Hermione chamou, mas o amigo ignorou.
- Me deixaram no escuro o verão todo, e agora Cedrico entra na Ordem por ser maior de idade?
O lufo arqueou a sobrancelha, não gostando de como soou o que Potter dissera.
- Eu não vou entrar. Minerva disse que nenhum estudante vai. - avisou em tom rude.
- É, mas Moody ficou interessado, tenho certeza que vão te chamar quando terminar Hogwarts... - comentou pensativa, Cedrico a olhou curioso.
Sabia o que a Ordem da Fênix significava, sabia o que tinham feito durante a Primeira Guerra, sentiu-se extremamente feliz e orgulhoso de si mesmo, por Alastor Moody, um dos maiores Aurores que já existira, considerá-lo para o grupo. Porém agora, olhando para todos naquele quarto, achava que ninguém o considerava capaz de participar de algo como aquilo. E saber que a namorada parecia hesitante com aquela possibilidade, o fez sentir-se mal por saber que ela não o considerava bom o suficiente. Principalmente por saber que ela considerava Harry Potter uma ótima adição para a Ordem.
Naquele instante Cedrico começava a achar que não fora uma boa ideia ir até o local, talvez devesse ter ficado em sua casa.
Continuaram conversando sobre o assunto, passando para o possível motivo da reunião que acontecia no andar de baixo. notara que Cedrico estava extremamente quieto, não fazendo comentários sobre a conversa, e fora ainda mais evidente que tinha algo o incomodando, quando ele suspirou ao seu lado, parecendo impaciente.
- De qualquer forma, nem Dora nem papai estão dizendo muita coisa… - rolou os olhos, levantando-se - Se alguém tiver alguma ideia… - deixou subentendido que ela estava disponível para qualquer coisa que os ajudasse a descobrir o que acontecia. - Quer conhecer o resto da casa? - perguntou para Diggory, que a olhou após alguns segundos, concordando com um aceno e a seguindo para fora do quarto.
- Acho melhor você não conhecer o quarto dela, lembre-se que Sirius está no andar de baixo, Cedrico! - Fred gritou antes de fecharem a porta.
- E ele é um assassino louco e perigoso! - Jorge completou, rindo junto dos demais.

Ignorando a brincadeira dos gêmeos, o primeiro lugar que levou Cedrico foi para seu quarto, o último cômodo do lado esquerdo do corredor do segundo andar. Esperou o rapaz entrar para fechar a porta, andando até sua cama grande, sentando-se na mesma enquanto via o namorado olhando ao redor.
O quarto estava muito mais organizado do que o outro, lhe dissera que passara algumas tardes junto de Sirius o organizando, para deixá-lo um pouco mais seu.
Boa parte da decoração de seu quarto na casa dos Tonks foi transferido para lá; uma grande bandeira da Grifinória ocupava boa parte da parede lateral, na parede ao lado da porta tinha uma escrivaninha e um grande espelho, e ao redor várias fotos coladas. Cedrico reparou nas duas únicas com porta-retratos ali, ambas recentes; , Sirius e Dora estavam sentados no sofá da casa dos Tonks, com Andy e Ted em pé logo atrás, riam para a foto e, Cedrico notou, seguravam alguns copos provavelmente de cerveja ou alguma outra bebida.
Na outra foto, Diggory lembrava-se bem dela, sua mãe tirara no dia da terceira tarefa do Torneio, quando estavam juntos andando pelos terrenos de Hogwarts, Cedrico abraçava a namorada pela cintura, e ambos riam para a câmera.
Sorriu levemente ao lembrar do dia, e então suspirou, puxou a cadeira da escrivaninha, sentando-se na mesma e olhou para a garota. suspirou audivelmente, antes de cruzar as pernas;
- Não entendo, de verdade, Cedrico. Você disse que queria vir aqui, que estava com saudades e tudo o mais, e agora mal me olha na cara? - questionou com a voz baixa. Diggory travou a mandíbula, olhando para o chão escuro. - Eu posso pelo menos saber o motivo dessa vez?
- Não é como se eu quisesse ficar brigado com você…
- Mas é exatamente isso que você está fazendo agora, e eu nem sei o por que.
Cedrico levantou-se frustrado, cruzando os braços e andando de um lado para o outro no quarto.
- Pelo mesmo motivo do ano passado, você não confia em mim.
- O QUE? - perguntou incrédula. - Quando foi que eu não confiei em você?
Diggory sorriu triste, colocando as mãos na calça.
- Não quero dizer no sentido de traição, . - explicou chateado, vendo-a franzir o cenho confusa - Quero dizer que você nunca me acha capaz de fazer algo, quando sugeri colocar meu nome no Cálice ano passado, o tempo todo você ficava dizendo o quanto era perigoso e que eu poderia me machucar…
- Se eu não me engano, você acabou queimado em duas tarefas, e teve Krum te azarando com uma Maldição Imperdoável, não? - arqueou a sobrancelha.
Cedrico concordou com um aceno, fechando os olhos por poucos segundos. teve a impressão que o namorado parecia cansado, mas não soube dizer do quê.
- Eu, na verdade, não sei o que te dizer. - deu de ombros, olhando para baixo, estava sendo sincero, nem ele mesmo sabia o que o incomodava tanto, não sabia definir o misto de sentimentos e pensamentos que o ocupavam.
- Se você não me disser, não tenho como saber o que está acontecendo, Cedrico.
- Eu sei… É só… - o rapaz suspirou, passando a mão pelos cabelos - Você sabe o quanto eu gosto de você, , mas a sensação que eu tenho é que você não confia em mim, que você realmente não me acha capaz de fazer as coisas…
- Que coisas?
- A Ordem, por exemplo. Eu entendo seus amigos não me acharem capaz, mas você? - ele a encarou por alguns instantes.
Aos poucos a garota parecia entender ao que ele se referia, ao tempo que parecia tirar um peso de seus ombros e a angústia do peito. Nem mesmo notou o quão aflita estava com aquela conversa, até sentir um alívio passar por seu corpo.
- É esse o problema? - ela negou com a cabeça, não podendo deixar de sorrir.
- Você acha pouco? - cruzou os braços impaciente.
- Não acho que você não seja capaz de fazer as coisas, Diggory. Tanto que foi o Campeão de Hogwarts, huh? - sorriu levantando-se e andando até ele - Só me preocupo com você, é diferente. Não quer dizer que não te ache corajoso ou que você não se sairia bem. Mas, por alguma razão, você só quer participar de coisas perigosas, primeiro o Tribruxo, agora esse súbito interesse na Ordem…
- Você pareceu bem chateada por Olho-Tonto ter sugerido isso.
- Mas é óbvio! - reclamou impaciente, batendo o pé no chão de forma mimada - Sabe o tempo que eu estou tentando descobrir alguma coisa? Sabe o número de vezes que eu já perguntei ao meu pai o que está acontecendo e não tive resposta? E você chegou e no mesmo instante Moody já quer te recrutar? Não é por ser você, Ced, eu teria a mesma reação se fosse outra pessoa.
Diggory passou a língua pelos lábios finos, pensando sobre o assunto.
- Você parece aceitar muito bem se chamarem Harry para a Ordem.
- Porque se o Raio puder participar, quer dizer que eu também posso! Temos a mesma idade e estamos na mesma sala. Não tem muita coisa que ele saiba fazer que eu não saiba, sem contar que, noventa por cento das vezes que ele fez alguma besteira, eu estava junto. - deu de ombros, explicando seu ponto de vista - Papai é o responsável legal por Harry, então se ele deixar Potter entrar na Ordem, não existe razão para eu não entrar!
- Então por que eu tenho a sensação que você sempre está de acordo com Harry participar de qualquer coisa mais arriscada, mas quando eu digo que quero fazer algo diferente você reclama?
tornou a negar com a cabeça, um sorriso leve nos lábios.
- Você não saber o número de vezes que eu e Harry brigamos por essas coisas, não quer dizer que não aconteça, Cedrico. Potter é meu melhor amigo, me preocupo com ele assim como com você. Mas ele não é meu namorado, então não adianta eu ameaçá-lo…
Diggory encarou-a por alguns instantes, olhando para o lado enquanto aproximava-se dele.
- Meio que me ofende você continuar achando que eu gosto mais do Potter, ou que eu não confio em você ou na sua capacidade.
- Eu sei… - ele concordou, frustrado consigo mesmo e sua confusão de sentimentos e ciúme.
- E só para constar, sobre o fato de Moody ter ficado interessado em te chamar para a Ordem, me deixa bem orgulhosa, porque mostra que você é realmente um ótimo bruxo, Diggory, mas também sei o quanto é perigoso... E é por isso que eu não gostei cem por cento dessa ideia, não porque você não seria um bom membro, ou porque eu ache que Harry é melhor do que você!
- Eu só… - Cedrico virou-se para a namorada, passando os braços por sua cintura - Não é como se eu conseguisse evitar, sabe? Eu tento, de verdade, mas não consigo não pensar em vocês dois… Você sabe… E eu sei o quanto isso é irritante, eu confio em você , mas…
- Diggory, se eu quisesse namorar Harry Potter eu já teria te dito isso faz tempo. - falou séria, encarando os olhos cinzas do rapaz - Não me importa o que as pessoas dizem dele, ou de você. Harry é meu melhor amigo e você meu namorado, e eu vejo uma grande diferença nisso. E o fato de estar mais próxima dele, porque somos da mesma Casa, ou porque ele está aqui, não muda o que eu sinto por você. Consegue entender isso?
O lufo suspirou, concordando com a cabeça.
- Desculpa…
- Não precisa me pedir desculpas, Diggory, só lembra disso na próxima vez, ok?
Cedrico sorriu acenando com a cabeça.
- Vou me esforçar - piscou divertido, puxando-a pela cintura -, mas eu estava reparando… Estamos sozinhos, e eu ainda nem te beijei…
- Você é meio lento mesmo, não é? - a garota comentou envolvendo o pescoço dele com os braços, Cedrico gargalhou antes de encostar os lábios nos dela, beijando-a enquanto pressionava seu corpo contra o da namorada.

Assim que a reunião terminou e os membros da Ordem se dispersaram, a maioria deixando a casa, Black saiu da cozinha, espreguiçando-se no caminho até a sala, estranhando ao notar o silêncio que prevalecia no lugar. Ao prestar um pouco mais de atenção, percebeu que não era apenas na sala, mas na casa inteira que estava aquele silêncio, suspeito demais para o número de pessoas que estavam ali.
Subiu as escadas para o segundo andar, podendo ouvir alguns cochichos vindos do quarto no qual Harry dividia com Rony, bateu na porta antes de entrar, vendo os Weasley, Mione e o afilhado o olharem no mesmo instante.
- Já acabou a reunião?
- Como foi?
- O que decidiram?
- O que está acontecendo?
Black negou com a cabeça, divertido com a reação das crianças.
- Molly provavelmente me mataria se eu contasse e… - Sirius contou rapidamente o número de pessoas no lugar, dando por falta de duas. - Cadê…?
- Eu disse que não era uma boa ideia o Cedrico conhecer o quarto da … - Fred comentou em voz alta, negando com a cabeça, viu Sirius olhá-lo assustado antes de deixar o cômodo.
Black saiu dando passos largos pelo corredor, até chegar ao quarto da filha, abrindo à porta de supetão.
- BLACK!? O que é isso??

Capítulo 3


A garota arqueou a sobrancelha, inclinando levemente a cabeça para o lado, passando a língua pelos lábios, enquanto tentava entender o drama do pai, que continuava parado na entrada de seu quarto, com o rosto vermelho e a respiração falha, olhando dela para Cedrico, aguardando uma explicação.
Cedrico olhou surpreso para o homem, e então olhou para o lado, vendo a namorada parecendo tão confusa quanto ele próprio. Tornou a olhar para Sirius, notando quando o mesmo respirou fundo, acalmando-se levemente.
- Do que, diabos, você está falando, pai? - a garota perguntou finalmente.
Sirius pigarreou baixo, sentindo o desespero aos poucos esvair-se, ao notar que, na verdade não tinha razão para preocupações. Olhou atentamente para os dois por alguns instantes, apenas para certificar-se de que não estavam tentando enganá-lo de alguma forma.
Mas Diggory estava bem longe de sua filha, sentando na ponta da cama, com as pernas compridas esticadas, e com o que parecia ser uma foto em mãos, enquanto sua filha, uma criança inocente que talvez nem mesmo devesse ter um namorado, estava com as pernas cruzadas, no meio da cama, com um livro aberto à sua frente. Não tinham rostos vermelhos, respirações falhas ou roupas amarrotadas, definitivamente, um bom sinal.
- Hm… Bem… - Sirius sentiu-se ligeiramente constrangido, sendo analisado pela filha, que manteve os braços cruzados o tempo todo, encarando-o desconfiada - Fred disse que… E vocês estavam com a porta fechada… - explicou-se, colocando uma mão no bolso na calça, enquanto passava a outra pelos cabelos compridos. Demorou alguns segundos para entenderem ao que ele se referia, mas no instante seguinte Diggory ficou vermelho, gaguejando algo que fora difícil de compreender, mas Black poderia afirmar que ele queria dizer um eu nunca faria nada, senhor.
, também ficou vermelha, mas por outro motivo. Levantou-se andando até o mais velho, puxando-o pela mão e fechando a porta para que Cedrico não os ouvisse.
- Eu não acredito no que você estava insinuando. Você… Por Merlim. Como é que… - falava nervosa, sem conseguir concluir as frases. A respiração acelerada, enquanto passava a mão pelos cabelos loiros - Pai… Como… Por…
- Não foi bem minha culpa… - avisou, embora não a olhasse - Quer dizer, o que eu deveria esperar? Vocês dois sozinhos, a porta fechada… Fred disse… Bem, não importa.
- Eu esperava mais de você, pai. - a garota falou séria, parando de andar em círculos e o encarando finalmente. - E achei que você esperasse mais de mim. Confiasse mais em mim.
Sirius suspirou, concordando com um aceno.
- Essa coisa de ser pai de adolescente é muito complicada, sabe? - admitiu com um sorriso pequeno. - Não sei muito bem como reagir a certas coisas… Era mais fácil cuidar de você quando era um bebezinho, quando mal sabia engatinhar, e mesmo assim não me dava um segundo de sossego, mexendo em tudo o que alcançava… - relembrou com pesar - Agora você já é uma garota crescida, com um namorado - fez careta -, um namorado maior de idade, vale lembrar. Não é que eu não confie em você, mas tem certas coisas que acontecem que ninguém me ensinou como devo reagir… Ainda mais depois de ter passado tantos anos longe, não te conheço tão bem quanto antes… É difícil aprender sozinho, sabe?
baixou a cabeça, suspirando antes de voltar a encarar o homem.
- É estranho ter toda essa preocupação, sabe? Principalmente quando você demonstra o tempo todo. Andy não era assim, ela simplesmente confiava que eu agiria bem, e caso não acontecesse ela me deixava de castigo mais tarde, mas nunca ficou falando muita coisa como você tem feito… - encolheu os ombros, sorrindo de lado - Não sei se já me acostumei direito com essa ideia de pai presente, principalmente um ciumento
Sirius riu baixinho, puxando-a para um abraço apertado.
- Também não estou acostumado com minha filha namorando, mas vamos tentar resolver isso, ok? Vou tentar me controlar melhor quando ver vocês dois juntos, mas agradeceria se não ficassem sozinhos com a porta fechada. Eu já tive dezessete anos e sei exatamente como é. O meu medo é que Diggory seja parecido com o que eu era...
- Eu realmente não preciso ter esse tipo de imagem na minha cabeça, sabe? - reclamou ainda abraçada com o homem, afastando-se momentaneamente apenas para encará-lo - Prefiro manter sua imagem de pai conservada!


O restante das semanas passaram com mais rapidez do que esperavam, principalmente com Sra. Weasley os forçando a continuarem a limpar a casa, de forma a torná-la mais habitável.
- Não sei pra que, a gente vai voltar pra Hogwarts, Sirius não vai se incomodar de ter alguns cômodos bagunçados… - os gêmeos reclamavam vez ou outra, assim como o restante.
As reuniões da Ordem continuavam sendo secretas, embora um detalhe ou outro tivesse escapado depois que Sirius contara que Voldemort buscava uma arma secreta. As teorias eram várias, mas ninguém estava perto de descobrir qual seria essa arma.
Não tiveram nada realmente importante acontecendo desde a audiência de Potter no Ministério, o que era um tanto entediante para os Weasley e Hermione, mas Harry e não reclamavam, na verdade estavam adorando poder passar todos aqueles dias com Sirius, que sempre contava alguma história sobre os tempos dos Marotos em Hogwarts, Luin normalmente precisava interromper as narrativas, visto que eram sempre muito mais exageradas do que ele se lembrava.
Faltando poucos dias para voltarem à Escola, e a casa novamente se tornar um tanto solitária, Sirius foi, aos poucos, isolando-se do restante, passando bastante tempo com Bicuço. Fato que não passou despercebido pela filha, que sempre que conseguia escapar da limpeza, subia para o quarto e sentava-se no chão sujo de penas, ao lado do pai, enquanto viam o hipogrifo limpar as próprias asas. Nessas horas eles não conversavam muito, apenas ficavam sentados lado-a-lado, sorrindo sempre que Bicuço fazia algum barulho inusitado.
O pior momento na opinião dos Black e Potter foi no dia no embarque na plataforma. Sirius deveria ficar em casa, enquanto os outros iriam com Olho-Tonto, Dora e mais alguns, e, após uma despedida com muitos abraços e algumas lágrimas, quando já estavam saindo do Largo Grimmauld, um grande cachorro preto começou a seguí-los, querendo passar mais alguns instantes com os dois. E, ao atravessarem o portal da plataforma 9 ¾, Almofadinhas ficou sobre as patas traseiras, abraçando-os antes que os dois embarcassem, atraindo a atenção de alguns estudantes, entre eles Draco Malfoy, que olhara desconfiado para o cachorro, antes de embarcar junto com o pessoal da Sonserina.
Cedrico apareceu após despedir-se dos pais, andando até o grupo e passando a mão na cabeça do cachorro, que lambeu sua mão esquerda.
Assim que todos embarcaram e o trem partiu, o cachorro e o pequeno grupo de escolta, desaparataram.


Diggory passou um bom tempo na cabine de e seus amigos, conversando amigavelmente com Potter, inclusive jogando uma partida de snap explosivo com ele, e xadrez bruxo com Rony, perdendo de lavada, o que não foi surpresa para ninguém, já que todos perdiam para o ruivo no jogo. Horas depois despediu-se deles, e foi para a cabine dos amigos conversar, antes de juntar-se com o restante dos monitores (incluindo Granger, Weasley e, para surpresa dos três, Malfoy), tirando algumas dúvidas e ensinando-lhes como agir com os outros alunos. Entre a confusão de ajudar Hagrid a separar os alunos do primeiro ano, e confirmar que todos os outros alunos pegaram carruagens, Diggory não tornou a ver a namorada, só encontrando-a com o olhar rapidamente na mesa da Grifinória, durante o jantar de boas-vindas. A menina conversava empolgada com alguns colegas da Casa, enquanto esperavam o discurso de Dumbledore.
Cedrico parecia que não comia há dias, embora fizessem apenas algumas horas desde que comera alguns pedaços de bolo que comprara com a bruxa do carrinho, sentia um buraco em seu estômago, e começou a tamborilar os dedos da mesa, esperando a comida que não vinha. Seu desespero só aumentou quando percebeu que o discurso de Dumbledore não seria curto, muito pelo contrário. E, para surpresa de todos, a nova professora interrompeu o discurso do diretor, começando um monólogo chato que começou a dar-lhe sono, embora, no final, ele tivesse entendido ao que a mulher se referia, e não gostou nem um pouco do que ela dissera.
Não sabia dizer o quanto de poder ela teria na Escola, mas se fosse maior do que de McGonagall, o ano seria difícil.


Continua...



Nota da autora: 05/12
LEMBRETE ETERNO: Essa versão não é relacionada aos fatos de UNH, ok? É 100% alternativo em um mundo em que Cedrico-Capitão-Monitor-Exemplo de Estudante-Diggory, vive! O que já é, por si só, um mundo lindo, ne non?

Eai, genteee!
Perdão pela demora, não tava nos meus planos :(
E eu sei que esse capítulo só não foi total perda porque, na real, eu achei fofa a cena da pp com o Sirius, mas tbm não foi TUDO aquilo, ne?
De novo, desculpa. MAS TRAGO AO MENOS UMA NOTÍCIA BOA:::: Vai ter especial de Natal de B&D!!!!!
Até logo (espero)
Xx Reh
Extras:

Ainda não tá no nosso grupo, MARAVILHOSO, com spoiler o tempo todo? Entra aqui!
EEEE, caso você não tenha visto, UNH II já está disponível! Corre lá pra ver o que ta rolando! ;)







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