Cedric Diggory AKA Edward Cullen

Última atualização: 31/12/2020

Prólogo

Hogwarts, 24 de junho de 1995.

A banda tocava animada, os alunos de Hogwarts ainda conversavam empolgados, esperando o desfecho da prova, sabiam que estava entre Cedrico Diggory e Harry Potter, agora era apenas uma questão de tempo para descobrirem quem venceria: Lufa-Lufa ou Grifinória.
estava em pé na arquibancada, ao lado dos colegas lufanos, aguardava ansiosa o retorno de Cedrico, independente de vencer ou não o torneio, precisava falar com ele. Sabia que se o loiro voltasse com a Taça Tribruxo as coisas seriam mais difíceis, pois todos os amigos de Casa se juntariam para comemorar com ele, mas não se importava. Sabia que ele ficaria feliz em ganhar e, acima de tudo, aquilo era o que mais queria: ver Cedrico Diggory feliz.
Os minutos foram passando, após o retorno de Vitor Krum, todos achavam que em menos de dez minutos tudo teria terminado, mas já fazia quase uma hora que os professores apareceram com o búlgaro e, mesmo assim, nada de Diggory ou Potter. Por fim, quando já estavam todos começando a reclamar da demora, um estampido foi ouvido e os dois garotos caíram juntos no meio do campo. As arquibancadas explodiram em festa, comemorando a vitória de Hogwarts, afinal os dois voltaram juntos, era um empate entre os dois Campeões. olhava para a direção do gramado na qual os colegas estavam, notando Potter abaixado sobre Cedrico, o qual não se mexia. Preocupou-se de imediato, imaginando que Diggory talvez estivesse machucado, logo viu Dumbledore aproximar-se deles, segundos depois o grito angustiado de Fleur Delacour sobreveio toda a bagunça. Aos poucos, todos ficaram em silêncio, olhando confusos para a cena.
Amos Diggory correu até o filho, e seu grito desesperado pode ser escutado por todos. Os cochichos assustados começaram a passar de boca em boca até, pouco depois, chegaram em :

Cedrico Diggory estava morto.

Londres, 25 de junho de 1995, 05h30 am.

Amos Diggory passou horas junto de sua esposa, sentindo a perda de seu único filho, seu menino. Cedrico era tão novo, tinha um futuro inteiro pela frente.
Parecia um pesadelo do qual não conseguia acordar.
Não poderia aceitar que nunca mais veria seu filho, não poderia estar com ele.
Cedrico não poderia estar morto, não aceitaria aquilo.
De que adiantava ser um bruxo se nenhuma magia poderia trazê-lo de volta?
O homem bateu na porta de carvalho, decidido a resolver a situação de alguma forma, não importava qual, mas não perderia seu garoto, não daquele jeito.
Ouviu passos vindos do lado de dentro da casa e, pouco depois, a porta foi aberta.
O anfitrião o encarou confuso por um instante, não esperava receber alguém tão cedo, menos ainda um bruxo. Notou os olhos inchados e vermelhos do velho amigo, mas antes mesmo que pudesse perguntar o que estava errado, ouviu o pedido desesperado de Diggory;
— Preciso da sua ajuda, por favor. Você é o único que pode me ajudar, Carlisle.


Capítulo 1

Ministério da Magia, 29 de julho de 1996.

Dumbledore sorriu cordialmente para Rufo Scrimgeour quando o Ministro abriu a porta de sua sala. Sentou-se na cadeira em frente à mesa do bruxo, aceitando de bom grado a caidinha oferecida pelo moreno.
— Ao que devo sua visita inesperada, Alvo? Resolveu aceitar minha proposta? — Perguntou genuinamente curioso e interessado, recostando-se em sua cadeira e juntando as pontas dos dedos.
— Não é nada sobre o Ministério ou sobre Lorde Voldemort, não nesse momento. — O mais velho devolveu o olhar, de forma calma, os óculos de meia lua deslizando alguns centímetros por seu longo nariz torto, até que o diretor o ajeitou — Preciso pedir um favor, pois não tenho o poder de realizá-lo, não sem sua ajuda.
Rufo remexeu-se, ainda um tanto curioso, acenando com a cabeça para que prosseguisse.
— Deve lembrar-se de Cedrico Diggory…
— O garoto que morreu no torneio, sim, me lembro. Uma perda lastimável…
— De fato, Cedrico era um estudante dedicado, uma grande perda… — Concordou com a voz baixa, parecendo triste ao lembrar-se do acontecido.
— O que ele tem a ver com seu pedido?
— Cedrico tinha muitos amigos em Hogwarts, muitos ainda sofrem com sua morte, foi um choque para todos… — Começou a explicar de forma branda, tentando exemplificar o problema que tinha em mãos — Um desses alunos, é a Srta. Jones, era muito próxima dele e ficou muitíssimo abalada com sua morte.
O Ministro apenas concordou com a cabeça, sem saber como poderia ajudar em um caso como aquele, mas nada disse, esperando que Dumbledore concluísse seu raciocínio.
— Veja bem, Ministro, — Alvo inclinou-se alguns centímetros, respirando fundo antes de continuar, Rufo notou o quão cansado ele parecia — o problema é que, no caso da Srta. Jones, essa tristeza vem atrapalhando seu bom desempenho. Era uma boa aluna com notas muito boas, neste último ano letivo soube pelos professores que sua participação em sala de aula estava cada vez menor e suas notas caíram absurdamente. Pomona, diretora da Lufa-Lufa, me entregou essa semana o resultado dos NOM’S de , as notas não poderiam ser piores, o que é uma surpresa visto o quão inteligente a menina é.
— E você quer que eu dê um jeito para que suas notas passem despercebidas em seu currículo? — Arriscou incerto, o cenho franzido.
Alvo negou com um aceno, sorrindo triste;
— Conversei com os pais dela, é Nascida-Trouxa — explicou, vendo-o concordar —, um casal muito simpático, estavam muito felizes e empolgados por terem uma bruxa na família, mas, é claro, eles também notaram o desânimo e a tristeza da filha, com isso, — suspirou, passando a língua pelos lábios finos antes de terminar — me pediram para não voltar a Hogwarts no próximo ano letivo. Acham que seria melhor para ela se a garota se afastasse de tudo o que possa lembrar-lhe de Cedrico Diggory, pelo menos por algum tempo até que se recupere.
Rufo o encarou por alguns instantes, antes de arquear a sobrancelha grossa;
— Se você quiser abrir essa exceção ou não, é uma decisão apenas sua. O Ministério não vai intervir em Hogwarts, não de novo.
Alvo sorriu calmo, acenando com a cabeça;
— Eu já dei minha permissão e, se ela quiser retornar no próximo ano, sua vaga será mantida.
— Então para que precisa de mim?
— Os pais dela querem viajar, acham que seria uma boa ideia começar do zero em outra cidade, eles querem ir para a América, Estados Unidos, para ser mais preciso.
Rufo passou a mão pelos cabelos, finalmente entendendo qual era o favor que o diretor precisava.
— Por quanto tempo?
— Não faço ideia, imagino que pelo menos um ano.
— Vou pedir para o Departamento de Cooperação Internacional entrar em contato com a MACUSA e explicar a situação, pedir para que fiquem de olho no uso de magia.
— Eu agradeço imensamente, Ministro! — Alvo sorriu educado, levantando-se e estendendo a mão para um cumprimento antes de retirar-se — Imagino que esteja muito ocupado e não tomarei mais seu tempo.
— Alvo — Scrimgeour chamou antes que o homem saísse —, espero que você pense mais uma vez sobre minha proposta, como pode ver, estou cooperando para que os alunos em Hogwarts não sejam atingidos com tudo o que estamos passando, conto com sua colaboração para que o Ministério tenha a mesma ajuda de sua parte.
Alvo Dumbledore sorriu para o moreno, saindo da sala sem dizer mais nenhuma palavra.

Forks, 28 de agosto de 1996.

desceu do carro junto de seus pais, carregando a gaiola de sua coruja parda, olhando para o sobrado que morariam pelos próximos meses.
Respirou fundo e olhou ao redor, notando a quantidade de verde que tinha envolta da casa, assim como em boa parte da pequena cidade. Não era aquilo que tinha imaginado quando seus pais disseram que estariam se mudando para os Estados Unidos, de todas as cidades que poderiam ir, jamais pensou que terminariam em uma na qual a população era de, aproximadamente, 4 mil pessoas. A diferença com Bolton era enorme, não existiam prédios, shoppings ou mesmo cinema naquele lugar, e apenas uma escola. Como seus pais resolveram sair de um local com quase 200 mil habitantes para Forks ela talvez nunca entendesse, mas sabia que, de alguma forma, acharam que seria o melhor para ela, e por isso era grata por todo o apoio.
Sorriu pequeno na direção dos dois, que a esperavam próximos a entrada da casa, e seguiu com sua coruja até eles. Pelo menos a casa não era tão diferente da que tinham em Bolton, pensou por um momento, olhando ao redor.
Ao passar pela porta viu a sala de estar, pouco menor do que a da Inglaterra, porém espaçosa, talvez pela falta de móveis, não saberia dizer. No andar debaixo ainda tinha a cozinha que era separada da sala de jantar por uma bancada americana e também um banheiro. Faltavam muitos móveis, tendo apenas o básico até o momento, sua mãe estava encarregada de comprar o que faltava durante os próximos dias e deveria ajudá-la a decorar. No outro andar estavam os três quartos, sendo uma suíte na qual seus pais estavam e mais dois quartos de tamanho mediano, um deles serviria como escritório para sua mãe já que ela trabalhava de casa, mas pode escolher anteriormente qual dos dois preferia, optando por um que a vista dava para a floresta atrás da casa, ao invés da rua, além de ser o mais próximo do banheiro.
Entrou no cômodo e deixou sua coruja sobre a cama, escutando-a piar entediada, estava há horas demais presa e queria esticar as asas. suspirou, aproximando-se da janela e olhando ao redor; deveria ter cuidado com a magia, mas ninguém havia dito nada sobre manter sua ave trancada. Abriu a gaiola e deixou que ela saísse por algum tempo, o pássaro era esperto e poderia encontrar seu caminho de volta, afinal, para quem fazia viagens de Hogwarts até Bolton, Forks não deveria ser um problema. Voltou a descer as escadas para ajudar os pais a descarregarem o carro, pegando suas coisas e subindo de volta para seu quarto, começando a organizar o que podia. No momento só tinha sua cama e um armário, então só mexeu na sua mala com roupas, cansando-se poucos minutos depois de começar a atividade. Odiava desfazer as malas e aquilo era, sem dúvidas, uma das coisas que mais sentiria falta de usar magia, agora precisaria fazer tudo ela mesma, sem qualquer auxílio de sua varinha, a qual estava guardada no fundo de uma mala.
Desceu após terminar de organizar seu quarto e aproveitar para tomar um banho quente, chegando na cozinha e vendo seu pai sair pela porta, indo atrás de algo para jantarem enquanto as duas terminavam de limpar o cômodo.
— Não vejo a hora de ter tudo organizado, — Olivia dizia, tirando o pó de um dos armários — mas vamos precisar comprar quase tudo, vamos demorar dias para escolher!
— Vamos demorar dias para encontrar um lugar, isso sim — respondeu de seu canto, passando a mão pela testa após ter passado pano no chão da cozinha — ou você viu alguma loja nesta cidade?
A mulher gargalhou, concordando;
— Sinceramente? Forks não era o primeiro lugar da nossa lista, — virou-se para explicar à filha o motivo da escolha — mas meu editor também achou que seria uma boa ideia uma cidade pequena, disse que pode me ajudar com o bloqueio em que estou.
concordou com um aceno, dando de ombros;
— Talvez você só devesse mudar o roteiro, assim suas ideias voltam…
— Eu também gostaria — confessou, sorrindo pequeno —, mas preciso de mais um livro antes de mudar o gênero, infelizmente não é tão fácil quanto gostaríamos.
— Se você diz…
Voltaram a ficar em silêncio por alguns minutos, terminando a limpeza da cozinha e, por fim sentando-se no chão da sala, olhando o espaço que tinham para decorar. Olivia apontava para os cantos, dizendo o que achava que combinaria, , vez ou outra, discordava, dando outras sugestões. No fim, sua mãe fez uma lista com tudo o que precisavam de essencial, o restante poderiam olhar com mais calma.
Minutos depois Daniel entrou pela porta, carregando uma caixa de pizza e uma garrafa de refrigerante. Comeram no chão da sala mesmo, já que não tinham cadeiras ou mesa, conversando sobre a mudança e tudo o que precisavam fazer nos próximos dias.
Aos poucos, sentia que aquele poderia ser o recomeço que precisava para esquecer-se do que tinha acontecido com Cedrico Diggory ou, ao menos, diminuir a dor que sentia com sua perda. De qualquer forma, sabia que seus pais estariam ao seu lado em todos os momentos e, naquele momento, ela não poderia pedir nada melhor.




Continua...



Nota da autora: Vocês pediram, e eu sou impulsiva.
O resultado disso tudo só saberemos nos próximos capítulos!
Obrigada por chegar até aqui e acompanhar mais essa fic, não esqueça de comentar e deixar teorias sobre os próximos caps!
O próximo vem rapidinho!
xx



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