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Última atualização: 29/07/2020

Capítulo 1 - Monday Monday

♫Monday, Monday, can't trust that day
(Segunda-feira, segunda-feira, não posso confiar naquele dia)
Monday, Monday, sometimes it just turns out that way
(Segunda-feira, segunda-feira, às vezes acaba assim)
Oh Monday mornin' you gave me no warnin' of what was to be
(Oh segunda de manhã você não me deu nenhum aviso do que iria ser).♫
The Mamas and the Papas

Era apenas mais uma segunda feira, uma entre tantas que passara naquele mesmo local, mas sentia seu coração acelerar à medida que os números no painel se aproximavam de seu objetivo, o último andar da sede das Indústrias . Mais precisamente a sala de , CEO da empresa, conhecido por sua eterna cara de gelo, embora fosse uma bela cara de gelo.
Fora também em uma segunda o seu primeiro dia na empresa, pouco mais de dois anos atrás. Contratada para trabalhar como assistente executiva do CFO, Lucas Harvey, podia contar nos dedos de uma mão as vezes que tivera que falar a sós com o CEO em seu escritório, estava mais acostumada a encontrá-lo pela empresa ou em alguma sala de reunião.
Ir ao seu escritório, sozinha, era sempre uma experiência intimidante, ela sempre ficava consciente de todas as suas ações. agia como se pudesse ler cada um de seus pensamentos, até mesmo os mais proibidos, e pra piorar, ele parecia saber exatamente o efeito que causava nas pessoas e mais ainda como usá-lo a seu favor. Eram raras às vezes que não se via assentindo a tudo que ele dizia, sem nem ao menos ter certeza que realmente concordava.

Mas o que , e muito menos imaginavam, era que aquela segunda feira seria apenas o começo do que estava por vir.
Aquela segunda feira mudaria tudo, para sempre.

– Pode deixar comigo, , eu entrego a ele o que for, assim que ele terminar a ligação.
– Não posso Chlo, isto precisa ser entregue em mãos e eu realmente não quero me indispor com o Sr. .
– Ele não é tão mal como as pessoas acham. – Nina Becker, assistente júnior do CEO entrou na conversa – É que ele é muito ocupado e está sempre com um monte de problemas para resolver, acaba parecendo mal-humorado.
– Mesmo assim, não quero que o caso Dave Lloyd aconteça comigo, eu não saberia onde enfiar minha cara depois.
– David também era sem noção, não? Onde já se viu ficar com preguiça de subir até aqui e pedir ao que pegasse o documento no chão do elevador? – Chloe balançava a cabeça em desaprovação ao lembrar do ocorrido.
– O chefe ficou doido, nunca o vi tão bravo como naquele dia – acrescentou Nina, com uma risada nasalada.
– Pode entrar. – Chloe sorriu para ao desligar o telefone – Ele está te aguardando.

Chloe Marshall e não eram amigas, mas colegas de trabalho que se respeitavam e gostavam muito da companhia uma da outra. Elas passavam tanto tempo dentro do escritório, que ajudava ter alguém para aliviar o stress do peso que carregavam por serem assistentes executivas dos dois empresários mais importantes de toda a Indústria. podia contar com Chloe para o que fosse e a mais velha sabia que a recíproca era verdadeira. Tanto que fora Chloe quem sugeriu a e Lucas, para que ela também tivesse acesso ao restaurante destinado a diretores e clientes e uma vaga exclusiva no estacionamento da Diretoria. Eram tantos problemas e pendências para resolver na maioria dos dias, que mal encontravam tempo para almoçar, quanto mais sair para comer.

– Com licença Sr. , eu trouxe os resultados de março e o rascunho do relatório trimestral, conforme pediu. – como sempre, seus olhos nem saíram do computador. O empresário apenas tirou uma de suas mãos de cima do teclado e fez um gesto para que a assistente se aproximasse – Desculpe por vir, mas...
– Luke ficou com preguiça de subir? – perguntou com um leve divertimento em seu tom de voz.
– Não – negou, soltando uma risadinha, era a cara de seu chefe fazer isso – Ele está na fábrica hoj...

não teve tempo de terminar a frase, poderia ser seu nervosismo, os saltos mais altos do que o de costume ou a fragrância almiscarada que preenchia o ambiente, não saberia assertar, mas de uma forma ou outra, se viu indo de encontro ao chão. No desespero para não se machucar, deixou que todos os papéis em suas mãos caíssem, mas, por uma graça ou santo ainda desconhecido, mas que ela certamente se tornaria devota, conseguiu se estabilizar antes da queda, fazendo a já humilhante situação ser um pouco menos embaraçosa. Nunca, em dois anos de empresa, tinha acontecido algo parecido com ela, tinha que tropeçar justo na sala do CEO?
passara a vida inteira estudando nas melhores escolas e faculdades do mundo para que quando seu pai, Byron , se aposentasse, pudesse levar em frente às Indústrias . O que ninguém imaginava, muito menos ele, era que isso fosse acontecer quando ele tinha apenas 29 anos.
Seu pai voltava de uma reunião de negócios com sua mãe, Jacqueline, e sua meia irmã, , quando uma pane no motor do helicóptero causou sua queda, tornando-o órfão antes dos 30 anos. Fruto do segundo casamento de seu pai com Melanie, era sua irmã caçula e o xodó de toda a família, tinha apenas 19 anos e adorava viajar com o pai para todos os lugares, pouco importava se ele ficaria preso em uma reunião o dia todo, ela sempre dava um jeito de fazer companhia a ele.
O empresário tinha ainda mais dois meio irmãos, Reid e Ewan, com 29 e 27 anos respectivamente e embora os amasse, perdia a paciência com eles com frequência, ambos estavam mais interessados em gastar a fortuna deixada pelo pai, do que pelos negócios em si. Ele já nem se lembrava a última vez que um deles perguntara qualquer coisa sobre a empresa.
Hoje, com 35 anos, havia conseguido não só manter as Indústria funcionando, como estava conseguindo expandi-la em proporções extraordinárias. Fora sua visão para o futuro da empresa que havia feito se candidatar ao emprego e mudar de estado, sem nem olhar pra trás.

não o tinha achado lindo à primeira vista, gostava de brincar com as outras assistentes que ele ganhava pelo conjunto da obra. Sua beleza não era óbvia, mas do tipo que crescia aos poucos, com o tempo e principalmente a convivência.
Ela se lembrava quase com exatidão o dia que o vira pela primeira vez, ainda em seu terceiro dia de trabalho. descia com cuidado a grande escada em caracol que unia o andar da presidência à diretoria, quando sentiu sua presença, antes mesmo de vê-lo. Ao encontrar seu olhar, ela reparou que ele voltava ao andar inferior, para esperar ela descer.
Quando aplicou para trabalhar nas Indústrias , ela tinha pesquisado bastante sobre a empresa, por isso tinha visto diversas fotos do CEO, mas nenhuma que realmente lhe fizesse justiça.

era ainda mais interessante pessoalmente.

Mas, com ele a sua frente, não fora aquilo que a prendeu a ele, havia algo em sua essência que demorou meses para que ela conseguisse verbalizar. Imponência. Era sempre aquela palavra que vinha à mente de quando via . Tinha uma nobreza e cavalheirismo em seus gestos e modos que era praticamente impossível não gravitar em direção a ele. E não só ela, era perceptível como sua presença gerava silêncio e olhares de pasmo por toda a empresa.
Em dois anos ela nunca tinha deixado de se impressionar com o conhecimento que ele tinha em sua área, não importava do que estavam falando, poderia ser um novo trator, uma peça ou software, o que fosse, ele sempre sabia bastante a respeito.
Embora estivesse na maior parte do tempo sério, com o cenho franzido e a mandíbula tensionada, seus olhos eram bastante expressivos. Era graças a eles que tinha aprendido a traduzir um pouco de seu humor.
Por estar sempre pensando no futuro da empresa, o contato que a maioria das pessoas tinham com ele era breve, parecia sempre estar preocupado com a reunião seguinte, o que muitas vezes o fazia ser curto em suas palavras e prezava mais ainda quando faziam o mesmo com ele. Com ela, por sorte, ele era sempre gentil, educado e incrivelmente charmoso, sempre que o CEO descia para falar com Luke, fazia questão de parar em sua mesa para perguntar amenidades e quando se encontravam pela empresa ou em alguma reunião, ao menos um sorriso fechado ou piscada eram lançados em sua direção. Raras eram as vezes que ele não a deixava com um sorriso bobo no rosto.

Quando seus pés finalmente tocaram o andar inferior, abriu um sorriso e agradeceu ao homem à sua frente e foi então que ela descobriu sua fraqueza, ela ouviu sua voz. Baixa, rouca, em um tom mais grave do que ela esperava.
Sentia-se tola em confessar, mas de todas as qualidades e imperfeições que observou à primeira vista, sua voz foi o que mais lhe chamou atenção.
Desde então, passou a compilar aspectos sobre o empresário, o fato de seus cabelos estarem sempre no lugar ou como nunca tinha o visto com a barba por fazer, o que para ela era um grande desfortúnio, tinha certeza que ele ficaria ainda mais bonito se deixasse ela crescer pelo menos um pouco. também tinha um fraco por homens de ternos bem cortados e parecia possuir uma enorme coleção deles, provavelmente feitos pelos melhores alfaiates do país, o que só o deixavam ainda mais atraente e sexy.
Sexy também era a palavra que mais ouvia sair da boca das funcionárias da empresa sempre que CEO estava envolvido, era impossível não se impressionar com sua presença. Já que, além de possuir qualidades internas admiráveis, ainda era alto e grande, muito grande.
Seus ombros e costas eram tão largos que tinha certeza que conseguiria se esconder atrás dele sem que ninguém a encontrasse, inclusive, para provar a si mesma, já tinha o feito em uma das vezes que o encontrou no elevador. Se pôs atrás do homem e riu ao perceber que realmente conseguia encobrir toda sua forma atrás dele.
havia mudado bastante desde que o conhecera, acompanhou impressionada a forma com que seu corpo cresceu ao longo dos últimos anos, sempre que o via, ficava inconformada, ele mais parecia um tanque de guerra, tamanho era o seu corpo. Suas pernas eram tão grossas que cada uma deveria dar duas das suas, e as camisas impecáveis que ele sempre vestia, pareciam lutar para manter todos os músculos escondidos dentro do tecido. Ela chegara até a se questionar, como deveria ser estar por baixo dele, sentindo todo seu peso sob seu corpo. Chegou a conclusão que provavelmente morreria.
era todo homem e deixava um rastro de suspiros por onde quer que passasse. Suspiros e perfume, pois podia ser logo pela manhã ou no final da tarde, sempre que o encontrava, lá estava o maldito, sempre – absurdamente – cheiroso.

– Você está bem? – ouviu a voz de bem ao seu lado e o perfume dele logo invadiu suas narinas, a fazendo fechar os olhos em frustração.
– Só com vergonha de ter pagado esse mico mesmo – respondeu mortificada, tentando recolher os papéis no chão o mais rápido possível para entregar a ele e sair tão rápido quanto entrou.
– Não fique, eu posso fingir que não vi nada se te fizer se sentir melhor? – levantou o olhar, tentando avaliar se ele estava sendo sincero, mas pode ver um sorriso contido de quem estava querendo morrer de rir, o que a fez estreitar os olhos em linhas. presenciara a cena da primeira fila e ficou impressionado quando ela conseguiu se equilibrar, mesmo com os saltos altos que ele tanto adorava vê-la usar.
– Bem, eu não sou desastrada, o carpete está solto bem ali – apontou apressada para o local tentando se defender, mas nem ela conseguia ver onde tinha tropeçado – Eu juro – completou, sentindo seu rosto esquentar, ao perceber que ele não acreditava nem por um segundo em sua versão.
– Certamente, Srta. . – seu tom era de puro sarcasmo e diversão. tinha absoluta certeza que não tinha nada de errado com seu carpete. – Pedirei a Chloe que informe a manutenção ainda hoje, quer se sentar? – gestionou para a cadeira oposta à sua e a mulher assentiu, caminhando em direção ao local. A ele só restou prender a respiração por um tempo a mais que o normal, ao finalmente perceber qual saia ela usava naquele dia. Sua favorita. Merda.
– Como... – ela começou incerta se deveria fazer uma pergunta tão infantil – Como você sabe meu sobrenome?
– Por que não saberia? - se voltou para ela confuso e surpreso com a dúvida. - , assistente executiva do Luke, meu segundo no comando.
– Bem, sim... – respondeu um pouco tímida, se sentindo ainda mais tola, o que não passou despercebido pelo CEO. Eram inúmeras as vezes que “adorável” vinha em sua mente sempre que via ou conversava com a mulher. – É que o senhor é sempre tão ocupado e somos em tantas assistentes... – “Pelos céus, , cale a boca, entregue o relatório e esqueça que esse momento aconteceu” dizia a si mesma, mesmo que não conseguisse encontrar forças para tirar a bunda da cadeira. Parecia que só quando ele pedisse que ela saísse, que seu corpo voltaria a obedecê-la.
– Luke é meu CFO. – estressou a palavra ao pronunciá-la para expressar a obviedade da resposta. “E é vocêcompletou para si mesmo – Além de ver seu nome em quase todos os e-mails que trocamos, ele teve dezenas de assistentes antes de você, nenhuma nunca era boa o suficiente, sempre que ia ao seu escritório via um rosto diferente. Estava me custando bastante as contratações e demissões constantes. Mas quando você chegou o impressionou tanto, que ele ficou dias te elogiando nas reuniões, acredito não ter um diretor que não saiba quem você é.
– Ah, bem. – naquele momento mataria Luke se pudesse - Aposto que agora está se perguntando se Luke é cego – brincou para descontrair, sentindo suas bochechas corarem ao se lembrar mais uma vez de seu passo em falso. parecia saber exatamente onde estava sua mente, já que seu olhos estavam novamente com um brilho de diversão neles – Bem, está tudo fora de ordem, eu vou arrumá-los lá fora e deixo com as meninas para lhe entregar, já tomei muito tempo do senhor.
Srta. , por favor, eu tenho 35 anos. Fico me sentindo meu pai ao ser chamado de senhor por você. E não está tomando meu tempo, sente-se ali no sofá, vou responder alguns e-mails enquanto você termina de organizá-los. – pelo seu tom, entendeu que aquilo não era um pedido, mas uma ordem.
– Ah, é apenas respeito Sen...digo, . – se embaralhou em suas palavras, tendo a certeza que levaria dias para que pudesse esquecer o que estava acontecendo naquela sala.
, por favor, me chame de – pediu com um toque de humor em sua voz.
– Tudo bem. – a assistente se levantou – Me chame de , então. – barganhou sem esperar por uma resposta, indo em direção ao largo sofá de seu escritório. bem que tentou desviar o olhar, mas aquela saia e as curvas da mulher o hipnotizavam, não fazia a menor ideia do efeito que causava nele com o seu andar.

Para , a sala do empresário era grande, mas não enorme, sua mesa ficava bem de frente para a porta de entrada. Do lado direito, uma mesa para reuniões com seis cadeiras e do outro uma pequena área mais informal, que era onde ela se encontrava. Além do sofá, à sua frente tinha uma mesa de centro e duas poltronas de tecido cinza que pareciam ser bastante aconchegantes, separadas por uma mesinha com uma enorme orquídea branca como decoração. adorava flores, mas achava orquídeas impessoais demais, todo mundo as tinha, ainda mais phalaenopsis. era singular demais para que tivesse aquelas flores ali, ele lhe parecia mais como alguém que apreciaria algo diferente.
Como nunca havia passado tanto tempo no escritório do CEO para notar aquele tipo de coisa antes, aproveitou para continuar escaneando o local com os olhos. Na parede a sua frente podia ver uma porta preta quase escondida, provavelmente um banheiro particular e, ao longo de toda sua extensão, ficava um móvel, também preto, que parecia abrigar milhares de documentos. Em seu topo, próximo a janela, tinha uma bandeja de prata com dois ou três tipos de whisky ou bourbon e copos de cristais trabalhados. Mais ao lado uma pequena máquina de café com xícaras pequenas e elegantes ficavam dentro de uma bandeja de prata.
Mas, para ela, a melhor parte era sempre a única que lhe chamava atenção, a enorme janela com uma vista magnífica da Baía de São Francisco. Tinha certeza que nunca se cansaria de se deslumbrar com a cidade que tinha escolhido para chamar de lar.
Para não tomar mais tempo que o necessário, deixou a curiosidade de lado e começou seu trabalho, eram dois tipos de relatórios para colocar em ordem, então achou mais fácil se ajoelhar no aconchegante tapete branco e organizar os documentos no sofá. Estava há alguns dias olhando aquelas páginas, poderia quase recitá-las de cor.
Ela já tinha terminado a ordem dos resultados de março e finalizava a organização do primeiro rascunho do que se tornaria o relatório trimestral, quando viu de relance seguir para onde ela assumiu ser o banheiro, mas ela não se virou diretamente para encará-lo, estava mais preocupada em encontrar uma página que não via em lugar algum. Uma página que vinha lhe chamando atenção há dias e ainda não sabia o que fazer a respeito.
Aproveitando que o Sr. estava no banheiro, apoiou suas mãos no chão e olhou embaixo da mesa de centro e, ao não encontrar nada, se abaixou um pouco mais, para olhar embaixo do sofá.

Srta. ! – sua voz grave e curta assustou a mulher a ponto de quase fazê-la bater a cabeça no sofá, ao se endireitar num impulso rápido.

precisara de alguns minutos para si, ter em seu escritório por todo aquele tempo era algo novo, por isso foi ao banheiro molhar o rosto e reagrupar seus pensamentos. Mas todo seu esforço tinha ido pro saco, ao abrir a porta e dar de cara com a assistente naquela posição.

– Procurando alguma coisa? - continuou, ainda abalado.
Ai que susto! Eu não sei. – respondeu sincera, sentindo seu rosto ficar esquentar, tinha acabado de ser pega, literalmente, de quatro, para o dono da empresa – Esse relatório, por mais que pareça estar com todas as folhas aqui, sei que tem uma faltando, mas não encontro em lugar algum. – disse, ainda de joelhos e se virou para encará-lo e lhe mostrar o documento. O CEO não a encarava de volta, parecia mexido com alguma coisa.
– Não pode ser de algum outro relatório e está se confundindo? – perguntou sério, olhando por cima o relatório principal.
– Pode ser, mas eu raramente erro essas coisas, tenho uma ótima memória e sei os números que estou procurando – respondeu se levantando e juntando todos os arquivos prontos para lhe entregar – Se importa se eu acessar os originais e conferir? Apenas por precaução, não quero lhe entregar nada incompleto.
– De forma alguma. Eu preciso falar com a Chloe, pode usar o meu computador.

apoiou de leve uma das mãos nas costas de , a direcionando para sua mesa. Parte de si se deliciava com o contato e a outra se questionava se ele era algum tipo de filho da puta masoquista, ficou com a segunda opção. Mestre em esconder suas emoções e cavalheiro como sempre, puxou sua imponente cadeira de CEO e fez com que a mulher se sentasse, para então minimizar todas as janelas em que trabalhava, deixando apenas a intranet aberta para que fizesse o próprio login e saiu sem dizer mais nada, evitando pensar em como ao se curvar para liberar seu computador para a mulher, pode sentir os tons frescos com notas florais de seu perfume misturados ao cheiro de sua pele. Inferno.
se sentiu importante, mesmo com toda a vergonha que tinha acabado de passar, descobriu que o CEO confiava nela o suficiente para sair de sua sala e deixá-la usando seu computador sem qualquer supervisão. Pensou até que os elogios de Luke tinham lhe feito bem. Olhando ao redor tentou imaginar como seria se fosse a dona de tudo aquilo e acabou rindo de si mesma, decidindo parar de sonhar e voltar a fazer seu trabalho.
Passou então a comparar página por página de todos os arquivos que havia impresso quando logo ouviu voltar e observou com o canto dos olhos ele se sentar de frente para ela, onde geralmente seus funcionários e clientes se sentavam. Sabendo que ele não tirava os olhos dela, se ajustou um pouco desconfortável na cadeira, talvez ele assim como ela, também estivesse achando bastante engraçada aquela troca de lugares.
Sem se aguentar mais, direcionou seu olhar a ele. tinha um sorriso discreto no rosto, mas não o que ela sempre o via dar pela empresa, educado, cortês. Aquele era outro, um novo… E isso fez com que sentisse sua garganta secar, sem conseguir entender o que estava acontecendo com aquele dia, mais ainda "o que diabos estava acontecendo naquela sala". Tinha uma tensão dentre o silêncio que se encontravam, uma força que a chamava para o CEO, que embora separados por uma mesa, era como se nada estivesse entre eles.

– Aceita um café? – decidiu oferecer, sentindo-se um pouco atordoado. Assim como , ele também sentia que algo diferente estava acontecendo ali, ele só não fazia a menor ideia do quê. Notou arregalar os olhos, surpresa com sua pergunta.
Imagina, Sr. , eu que deveria lhe oferecer um.
– Minha sala, minhas regras, Srta. . E, então?
– Por favor – agradeceu educada – Sem açúcar – acrescentou e ele assentiu, indo em direção a máquina.

Com um sorriso encolhido, voltou sua atenção as páginas, era certamente uma melhor ideia do que se perder nos olhos azuis do dono de sua empresa, que horas pareciam frios como gelo e em outras, afáveis como céu.
estava entretido pela mulher, mesmo com uma abundância de trabalho à sua espera, se divertia o suficiente para ignorar suas prioridades.

– Está com problemas? – o CEO perguntou depois de um tempo, notando o vinco entre os olhos de se contraírem cada vez mais.
– Eu não sei ao certo, devo estar ficando louca ou trabalhando horas demais – virou seu corpo em sua direção e sorriu cansada – Os números estão fazendo sentido – desabafou, notando a cara adorável e confusa de .
– Isso não é… Bom?! – perguntou o que lhe parecia bastante óbvio.
– É ótimo, só que a página até eu subir aqui não era essa. Tanto que eu estava esperando Luke voltar para que eu conseguisse mostrar a ele antes de vir aqui. Mas então ele me encaminhou seu e-mail, pedindo que te entregasse ainda hoje e fiquei sem saber o que fazer.
– Certo. O que está diferente? – trocou sua postura relaxada, recolhendo as duas xícaras agora cheias e se virou para , demonstrando que ela tinha toda sua atenção.
– O somatório das vendas. Na base para o relatório trimestral, os números de janeiro estão bem menores do que me lembro – explicou, deslizando pela mesa a impressão que trouxera para que ele acompanhasse seu raciocínio – Obrigada – disse ao vê-lo colocar a xícara ao seu lado.
– Não está como eu gostaria, mas não me parece de todo mal – opinou ao seu lado, após analisar por cima os valores. Ao voltar seu olhar para a assistente, ficou claro que tinha dado a resposta errada, podia ser bem transparente quando queria e sentiu-se como um garotinho diante a professora ao lhe entregar um trabalho mal feito.
– Nós fizemos aquela venda enorme e à vista para a Westslope em janeiro e com o novo modelo de financiamento que lançamos no final do ano passado, tivemos uma procura inesperada de pequenos e médios agricultores. – o lembrou, sabia como o CEO era atarefado, e a Inc. tinha tantas subdivisões, que era realmente difícil memorizar todos os números – Com certeza deveriam estar maiores e é aí que entra a minha confusão, no relatório, a página equivalente às vendas é a 37, exatamente a página que não encontro. A página que agora, aqui, no seu computador, está diferente.

estava há dias compilando e checando aqueles valores e sabia que tinha feito o seu trabalho corretamente e que em nenhum momento aqueles números tinham aparecido para ela. Seu cérebro trabalhava em uma velocidade absurda, tentando entender o que estava acontecendo, mas nenhuma alternativa parecia fazer sentido. A única conclusão que tinha, era que sua dor de cabeça estava voltando e precisava urgentemente de algum remédio, antes que ficasse pior.
também começava a ficar perturbado, sabia das responsabilidades de como assistente executiva de Luke, bem como todas suas funções dentro do departamento financeiro. Assim como Chloe, ela tinha poder decisivo em diversas situações e sabia que, se ela estava apontando aquelas divergências, merecia sua atenção.
O CEO então colocou seu café num canto da mesa e se aproximou dela, curvando-se sobre a mesa para enxergar o monitor e tentar entender o que ela tinha acabado de lhe dizer. Imediatamente endireitou a coluna, consciente da proximidade de seus corpos. Podia sentir o perfume dele, misturado com o cheiro de café e até mesmo o ritmo de sua respiração, que a cada novo inspirar, a fazia sentir o toque gentil da camisa do CEO contra o tecido fino de sua blusa. Nunca havia ficado tão próxima dele, por isso não sabia se o que aquilo a fazia sentir, era algo normal. Aquela situação era tão peculiar por si só, que se manteve imóvel, até que ele finalizasse sua análise.

– Sei que pode pensar que estou errada. – quebrou o silêncio, com medo que ele estivesse duvidando de suas qualificações e experiência – Mas eu passei toda a semana passada conferindo os números e balanços até ficar praticamente vesga. Sei como o senhor não tolera erros e não queria que identificasse um justo quando estou responsável por eles.
– É essa a impressão que passo aos meus funcionários? – o CEO rebateu tão rápido, surpreso com o que ouvira, que nem reparou o quão próximo seu rosto estava do de . Mais alguns centímetros e teriam sentido o toque da pele um do outro, algo que ambos, estranhamente notaram ansiar – Eu não me importo com alguns erros, o que eu não tolero são erros por preguiça ou desleixo. – a tranquilizou, dando alguns passos para trás, sentindo-se atordoado – Se incomoda de levantar para que eu possa analisar esses documentos melhor?
– De forma alguma – disse prontamente, se levantando – Devo ir embora?
– Não, preciso de você. Pode ir até Nina e me trazer a impressão, por gentileza? Não mencione a elas isso, por favor.
– Sim, senhor – respondeu, se virando prontamente para fazer o que lhe fora pedido.
– Se eu descontar do seu salário cada vez que me chamar de senhor, você acha que consegue parar? – ouviu a voz de atrás de si e freiou em seus saltos, se voltando para ele. Suspirou aliviada ao ver que embora estivesse com o semblante sério, seus olhos o traíam.
– Prometo tentar – sorriu largo, sentindo as maçãs de seu rosto esquentarem com a piscada seguida de um sorriso fechado preenchido de diversão, que lhe deu em resposta – Como consegue ser tão charmoso - murmurou para si mesma, falhando miseravelmente em esconder seu sorriso ao sair de sua sala.

🌁


– Não é possível! – cerrou os punhos com força, assustando a assistente que tinha acabado de retornar a sua sala – , você está certa, tem algo estranho nesse arquivo. Tentei imprimir somente a 37 enquanto você estava lá fora e saiu os números menores, acredito que os mesmos aos quais você se referia – disse amassando mais uma folha que saia de sua impressora compacta.
– Não pode ser! – ela exclamou em choque, andando a passos apressados até ele – Mas… Como?! Você viu no computador os números maiores, não viu? – perguntou, desamassando uma das folhas, para encontrar os números que vinham a incomodando há dias.
– Eles sumiram – revelou cansado, esfregando a mão sob o rosto – Eu fechei e abri o arquivo para ver se era algum erro e agora só consigo ver esses valores – apontou para a tela e se sentiu menos incompetente ao ver os números finalmente ali, de volta à página 37.
– Não é possível. – sabia que estava quase se repetindo, mas mesmo que estivesse vendo com os próprios olhos, não acreditava no que via.

não sabia o que fazer, podia ver seu chefe ficar cada vez mais nervoso, o triângulo que se formava entre seus olhos sempre que franzia o cenho já se fazia presente e pareceu intensificar ainda mais, quando ela lhe entregou mais um relatório impresso com os mesmos malditos valores. Observou com cautela ele se levantar e afrouxar a gravata que usava e soltar as abotoaduras, dobrando as mangas de sua camisa. Aquilo, para ela, era tão inédito, que nem conseguiu admirar como gostaria, a forma que seus bíceps ficaram ainda maiores com aquela ação. Nunca o tinha visto perder o controle, mas todos aqueles atos a fizeram perceber que faltava muito pouco para que ele explodisse.

Hulk, smash!
Foi a única coisa que veio a sua mente e mesmo sabendo que era pura tolice, achou mais prudente dar dois passos para trás.

– Senh… – começou, mas logo parou ao ver o olhar que ele lhe lançou – , eu realmente não entendo. Eu deveria ter percebido isso antes, eu...Nem sei o que dizer – desabafou, voltando a encarar o arquivo no monitor.

Aproveitando que o CEO andava de um lado para o outro, voltou a se sentar em sua cadeira e abriu e fechou o arquivo diversas vezes, tentou salvar em novos arquivos apenas a página faltante, mas não importava o que ela fazia, em todas, ela via somente os valores menores. Prestes a desistir e com um tanto de raiva também crescendo dentro de si, ela apertou com furor o lado esquerdo do mouse infinitas vezes rápido demais e por um segundo, que seus olhos quase a convenceram ser uma miragem, ela finalmente viu. E ela estava tão certa do que seus olhos testemunharam, que soltou um gritinho alegre e agudo demais, chamando a atenção de .
Num canto da sala, sentia sua cabeça ainda mais cheia do que era possível, embora sempre apreciasse a companhia de , aquilo já estava queimando todos os seus neurônios e mais ainda sua razão, não faltava muito para que perdesse sua paciência de vez, algo que ele realmente não gostaria que ela presenciasse.
Sabia que a resposta para aquilo estava dentro dele, mas seus pensamentos estavam tão embaralhados que até parecia que seu cérebro estava escondendo aquilo dele de propósito. Era como se a cada minuto que passava, um longo fio pegando fogo estivesse vindo em sua direção e por mais que ele tentasse se manter longe, o fogo parecia ainda mais apressado em lhe alcançar. Pronto para acabar com tudo que ele tinha de mais precioso.

– Eu vi! Eu vi! – disse num tom mais alto e alegre que o seu normal, gestionando para que o CEO se aproximasse. agradecia por ser ela ali e não qualquer outra pessoa, sabia que parte da razão de estar tão calmo era por causa dela. Sempre ela.
– Os números maiores? - perguntou, levantando apenas uma sobrancelha em dúvida, a vendo assentir animada. se levantou, o convidando com os olhos para que ele se sentasse.
– Não tire os olhos da tela, sim? - pediu, sendo ela agora a não notar o quão próxima estava de e o fato de seu dedo mindinho estar colado ao dele, causando uma onda de choque por todo o corpo do CEO.

Antes que ele sequer pudesse processar o que tinha acabado de sentir, o longo fio, que ele tinha deixado esquecido em algum canto, chegou ao seu cérebro, queimando sem piedade, no mesmo segundo em que ele viu a página misteriosa cintilar a sua frente. Tão rápido que, se tivesse piscado, teria perdido.

– Viu?! - se voltou para ele com um sorriso tão grande e encantador que se fosse em qualquer outra circunstância, o teria nocauteado em poucos segundos, ainda no primeiro round, mas com o que ele agora sabia, ver sorrir ao encontrar o erro, apenas fazia com que um ódio que nunca tivesse sentido antes, tomasse conta de todos os seus músculos, órgãos e ossos.
– Me mostre de novo. – pediu sério, vendo-a assentir sem sequer se importar com sua visível troca de humor. – Por favor – adicionou, vendo-a voltar o olhar a ele brevemente, visivelmente apreciando aquelas duas palavras tardias.

Assim que entendeu como ela estava fazendo a página aparecer, ele colocou sua mão sob a dela que ainda estava no mouse e ao entender o que ele queria, tirou a sua, deixando que ele comandasse o objeto.

– Você pode abrir pra mim os relatórios de vendas de cada divisão e os balanços mensais dos últimos três meses? – antes mesmo dele terminar a frase, assentiu.

Ela estava ainda de pé, atrás dele, mas para lhe dar um pouco de espaço, passou a observar a vista de seu escritório e as pessoas, em sua maioria turistas, passeando pelos diversos piers que ficavam por toda a baía da cidade. sempre tirava alguns minutos de seu dia para observar a cidade quando a neblina dava uma trégua. Ao se virar para ele, foi impossível não notar a dramática mudança de humor, seu cenho voltara a franzir, sua mandíbula estava contraída, delineando ainda mais seu maxilar e o toque final, que ela tinha aprendido a entender que ele já estava no fim de suas forças em longas reuniões, fora a forma que ele levou uma das mão para a nuca, alongando o pescoço de um lado para o outro, acentuando ainda mais os músculos de seu braço e de suas costas. O que é que fosse que estivesse acontecendo, era sério, muito sério.

– Mas é claro que sim – caminhou até ele, já sentindo seus pés reclamarem do tanto que ela os estava usando, ainda nas primeiras duas horas do dia. – Mais alguma coisa? – perguntou ao terminar o que lhe fora pedido.
– Sim, além de janeiro, tem mais algum mês ou número que não faça sentido para você?
– Um pouco, fevereiro está bem melhor que janeiro, mas março o faturamento foi pelo menos 25% menor do que estava projetado.
– Você pretendia falar sobre isso com alguém? – o tom que o CEO usou, magoou , ela mesma tinha dito a ele que pretendia falar com Lucas e agora ele agia como se ela estivesse tentando esconder aquilo de todos?
– Claro, com Luke. Eu te disse isso, Sr. .
– Eu não estou te acusando, Srta. .
– Pois, parece – respondeu sem nem pensar e arregalou os olhos ao notar o tom de voz que usou com , ele por sua vez, gostou de saber que por baixo de toda aquela graciosidade tinha uma alta dose de personalidade.
– Não é minha intenção, muito pelo contrário - suspirou fundo, apertando o topo do nariz com o polegar e o indicador, como se buscasse forças para o que estava apenas começando.
– Como assim?!
– Srta. , eu sei que responde ao Luke, mas preciso te pedir um favor extremamente confidencial. Não pode sair dessa sala, nem para Lucas, nem para Chloe. Pode ser?
-– Claro, qualquer coisa.
– Você pode ir até o departamento de TI e me trazer a pessoa mais confiável que você encontrar? Alguém que não faça perguntas, por favor. Acha que pode fazer isso?
– Absolutamente, já sei quem chamar.
– Obrigado.

Assim que saiu da sala do empresário, se deparou com Chloe e Nina a olhando curiosas, sem entender o por que dela estar há tanto tempo na sala de . O CEO tinha fama de “comer quieto”, porém tudo o que se falava e ouvia pelos corredores eram pura fofoca sem nenhuma base. Pelo que a assistente conversava com as duas, ele nunca havia passado tempo demais com alguma funcionária em seu escritório para que algo realmente pudesse acontecer e, Chloe, mesmo que soubesse da verdade, jamais revelaria algo do tipo seja para quem quer que fosse.
A mais velha levantou uma sobrancelha como se pedisse uma explicação, mas apenas deu de ombros ao murmurar desculpas, antes de seguir para o quarto andar, onde ficava o departamento de TI.
Apesar da empresa desencorajar relacionamentos internos, não era algo proibido. O que não toleravam eram relacionamentos no mesmo departamento, sempre que acontecia, um dos lados tinha que trocar de área. A sede das Indústrias empregava 560 pessoas, além dos milhares de operários e engenheiros que trabalhavam na fábrica em Sparks, no estado de Nevada. Era quase impossível relacionamentos não acontecerem.
Nina mesmo era uma delas, estava na empresa há apenas 8 meses, Chloe já não dava conta de tanto trabalho sozinha e pediu ao chefe uma assistente júnior, a qual foi prontamente atendida. Logo no seu primeiro mês, a loira acompanhou a uma visita a fábrica, onde conheceu Elliott, um dos principais engenheiros da empresa. Após um leve empurrão do próprio CEO, engataram em um relacionamento que parecia estar dando certo.
Chloe, segundo a mesma, mal tinha tempo de ir ao banheiro, quanto mais conhecer alguém dentro ou fora da empresa. Mas sabia que apesar de bastante ocupada, a verdade era que ela não era muito boa em lidar com pessoas e, devido a sua posição, acabava descontando seu stress em quem quer que fosse que passasse na sua frente. Ela mesmo já estava acostumada em ser o alvo, pois o grau de exigência que tinham em suas funções era extremamente alto, mas nem por isso ela era grossa com ninguém. Quando almoçavam juntas, sempre dizia a Chloe para investir em um dos diretores, por ter bastante intimidade com todas as assistentes, sabia de pelo menos uns dois que a chamariam para sair na hora.
Já com tudo era diferente, como sempre tinha que resolver assuntos por toda a empresa e tinha boa memória em gravar nomes, acabou que logo todos passaram a conhecê-la e a fazer comparações entre as duas. Diziam que ela era uma extensão de Luke, sempre sorrindo, usando por favor e obrigado, enquanto Chloe estava sempre mal humorada, como .
E por tudo isso que, quando o CEO lhe pediu por alguém que pudesse confiar, a mulher sabia exatamente a quem recorrer.

– Adam! Preciso de você – disse enquanto caminhava entre as mesas, focando no canto mais escondido do departamento de TI, onde o moreno se encontrava.
, precisa de alguma coisa pra chefia? – Owen, o maior puxa saco da história, lhe perguntou. Ele sempre se metia na conversa quando os pedidos eram para o maior escalão da empresa.
– Sim, preciso do Adam – respondeu simplesmente, sem muita paciência para seu pedantismo. Descobriu que não era a única a pensar o mesmo, ao reparar a reação das pessoas a sua resposta.
– Mas eu sou o responsável pelos andares da diretoria e o Luke sempre pede que eu o ajude, mais ninguém.
– Owen, esse pedido veio do Sr. , se há algum problema em relação a isso peço que ligue para ele, sim? Adam, poderia vir comigo, por favor?
– Si..sim claro, Srta. – disse um pouco tímido, logo a seguindo.

riu ao ver já do elevador Owen ao telefone com Chloe, sabendo que o puxa saco não conseguiria nada daquela vez.
A subida fora em silêncio, Adam era sempre bastante quieto e respeitava sua introversão, sabia como por vezes poderia parecer expansiva demais e não gostava de deixar ninguém em uma situação desconfortável, embora por vezes, sua sinceridade deixasse ela mesma em maus lençóis.

– Eu fiz algo de errado Srta. ? Nunca fui chamado no oitavo andar.
– Claro que não, Adam. Eu atendi a palestra que você deu sobre segurança ao usar aparelhos eletrônicos que poderiam conter informações confidenciais da empresa, lembra? Você hackeou alguns de nossos aparelhos para mostrar como era fácil roubar dados e no final ainda conversamos um pouco. Quando o Sr. me pediu que chamasse alguém que confiasse, logo pensei em você.
– Ah, sim, obrigado. - respondeu, novamente se retraindo. – Adam definitivamente não era bonito, mas tinha algo sobre ele que achava adorável, seus cabelos negros e lisos chegavam quase ao seus ombros e seu nariz avantajado era um pouco torto para um lado, mas quando ele sorria todo seu rosto se expandia e era impossível não acompanhá-lo.
– Hey Chlo, voltamos. Pode avisar ao Sr. , por favor, que estamos aqui?
– Pode entrar, ele me pediu que cancelasse uma reunião com o departamento comercial e liberou sua entrada sem precisar ser avisado.
– Prometo que assim que eu mesma entender o que está acontecendo, te conto. Vem, Adam.

🌁


– Sr. , este é Adam Campbell, um de nossos analistas em segurança da informação. – os apresentou e se levantou para cumprimentar o rapaz, que parecia ter a mesma idade dele.
– Bom dia Sr. , a Srta. disse que o senhor precisa de ajuda? – Adam perguntou tímido, dando a mão ao empresário.
– Adam, me chame de por favor, sem o senhorita. – pediu sorridente, mas sentiu seu sorriso morrer ao notar que o CEO ainda tinha a mão presa a de Adam, mas os olhos cravados nos seus, estupefato.
– Você pediu ao Adam que não te chame de senhorita? – questionou aparentemente sério, gestionando para que ambos se dirigissem à sua mesa. parou de andar, confusa, e só quando viu relaxar os ombros e abrir um sorriso inebriante, que ela entendeu que ele estava brincando com ela. Ela não sabia se demoraria mais a se recuperar pelo susto ou por conta daquele sorriso – O que eu faço com você?

continuou parada no lugar, ainda com dificuldade em comandar o que quer que fosse ao seu cérebro. Ela nunca tinha visto sorrir daquela forma, mostrando todos seus dentes alinhados em um sorriso tão largo, que seu rosto se preencheu em dobrinhas incríveis, acentuando suas covinhas e bochechas, lhe dando toda uma nova feição. teve a certeza que nunca o achara tão lindo, como naquele momento. Lindo demais.
A única coisa que ela conseguiu fazer foi sorrir junto, antes de chacoalhar a cabeça desacreditada e se encaminhar ao computador do CEO, onde ele e Adam a aguardavam, um com o olhar confuso e o outro extremamente satisfeito.

– Adam, precisamos de seu conhecimento. Encontramos um... "Problema" em um de nossos arquivos. – explicou, pensando bem quais palavras usar – A Srta. irá lhe mostrar e peço que o examine e nos diga o que acha que pode ser.
– Sem problemas, Sr. .
– Além de identificar o problema, preciso que também confira todos os arquivos financeiros.

franziu o cenho ao ouvir o pedido do empresário, tentando entender onde ele queria chegar. No meio tempo, mostrou a Adam a página com o problema e o analista se pôs a trabalhar no computador do CEO, que voltara a andar de um lado para o outro atrás de sua mesa, com um iPad em mãos, analisando o arquivo pelo que deveria ser a centésima vez.
Ela já nem sabia o que ainda estava fazendo ali, mas não tinha coragem de perguntar se podia ir embora. E se ele achasse que ela tinha a ver com a fraude? O silêncio que antes trazia uma sensação gostosa, a estava ensurdecendo.
Sem ter o que fazer, se prontificou a servir água e chá para todos, apenas para se manter ocupada e bem longe dos olhos raivosos de .

– Sr. , eu sinto muito, eu deveria ter notado isso antes. – se aproximou dele, lhe oferecendo um copo de água. – Não sei como deixei passar essa página, o que eu posso fazer para ajudar? – estava tão preso em seus próprios pensamentos, que nem percebeu se aproximar.
– Você pode começar parando de me chamar de senhor. – a lembrou, vendo as bochechas de corarem – Adam deve ter a minha idade e não te vejo o chamando assim.
– Me desculpe.
– Não se desculpe nem por um, nem pelo outro. Isso não é sua culpa, Srta. . Há um motivo por eu ter tirado esse relatório da responsabilidade de Steve e pedido que ele o repassasse a você. E, pelo visto, eu estava certo.
– Mas… Ele só me disse que estava ocupado com um novo projeto para o próximo trimestre, não que era uma responsabilidade unicamente minha.
– O novo projeto dele será provavelmente procurar um novo emprego. Apesar de ser um funcionário sênior sempre encontro erros em seus relatórios, coisas imperdoáveis. Tanto eu, quanto Luke, cansamos de corrigi-lo, até que de repente não houve mais erros, mas continuava a encontrá-lo na recepção do térreo, conversando com as recepcionistas. Foi aí que descobrimos que ele pedia a você para revisar antes de nos enviar.
– Quando Luke me contou, eu mal acreditei, ele sabia da minha curiosidade em entender como os relatórios eram feitos e me passou os arquivos como se fossem antigos, para que eu treinasse. Jamais pensei que eram os relatórios atuais da empresa.
– Inacreditável! - balançou a cabeça em sinal de reprovação.
– Como o sen… Você consegue se manter tão calmo com tudo isso? – jorrou as palavras sem medi-las e o viu a olhar com surpresa. Embaraçada, percebeu que talvez tivesse feito uma pergunta que não lhe cabia – Porque se os valores maiores são os corretos, há o que... US$ 1.3 milhões a serem contabilizados? – questionou, após fazer rapidamente uma conta por cima.
– Acho que finalmente entendo o que Luke vê em você. – rebateu com o tom de voz tão baixo, que pareceu mais um sussurro. o encarou desacreditada com suas palavras, seus olhos piscaram mais rápidos do que o de costume, como se precisasse ter certeza que ele realmente estava ali e havia dito o que disse.

não só havia dito, como a encarava com tanta intensidade, que sentiu suas pernas fraquejarem. Ele estava lhe passando uma cantada?
Só de pensar na possibilidade de isso realmente ter acontecido, sentiu seu rosto esquentar e desviou o olhar na hora, sem saber o que dizer e rezando para que ele não pudesse ouvir as batidas aceleradas que seu coração parecia dar.

– Apesar de ter a fama de mal-humorado – continuou com seu tom de voz baixo, como se aquele momento entre eles nunca tivesse acontecido – Eu sei onde aplicar meu stress, se eu descontar a raiva que estou sentindo nesse exato momento em você ou no Adam, estarei sendo extremamente injusto. Se não fosse você, eu certamente teria deixado isso passar batido, pago muito bem a todos os meus analistas e gerentes para checar esses números para mim e todos falharam. Não estou diminuindo sua posição, pois sei do seu valor para a minha empresa, mas levou uma assistente para notar algo que qualquer um daqueles idiotas deveriam ter pego de primeira. O que teria acontecido se você não fosse tão desastrada e não tivesse tropeçado no carpete?
Ei! – a mulher resmungou indignada, pronta para se defender, quando o viu abrir mais um daqueles sorrisos malditos e percebeu que o CEO estava tirando sarro de sua cara – O carpete está solto. – se defendeu mais uma vez, sentindo-se um pouco mais relaxada. sabia o charme que tinha e aproveitou daquilo para deixá-la sem graça.
– É claro que está, Srta. . – travou os lábios em uma linha, usando de uma força descomunal para não explodir em uma gargalhada.
– Sabe … Acho que você deveria passar um tempo com todos os departamentos aqui da sede, pois essa sua fama de "mal-humorado" não é nada verdadeira.
– Já a sua, se torna cada vez mais real. – E lá estava o silêncio ensurdecedor e aqueles olhos a encarando novamente, como se não visse mais nada, além dela naquela sala.

Se Adam não tivesse se levantado da cadeira, não saberia o que fazer, já , apenas chacoalhou a cabeça desarranjado. Nunca um dia havia lhe trazido sentimentos tão opostos.

– Eu infelizmente não tenho boas notícias. Há sim um malware nesse arquivo, ocultando uma página dentro da outra. O código em si é algo simples de remover, mas conforme solicitado eu performei uma busca rápida nos arquivos financeiros de 2020 e vários possuem o mesmo problema. Se eu puder, gostaria de programar uma busca mais abrangente para todos os arquivos da empresa, pelo que percebi grande parte da rede está comprometida.
– Como faríamos isso?
– Recomendo que o quanto antes façamos uma atualização de segurança em todo o sistema.
E vamos parar toda a empresa as 10 da manhã ?! explodiu em raiva, jogando seu tablet contra a parede e tanto a assistente quanto o rapaz deram diversos passos para trás. Há segundos ele estava tão calmo e tranquilo e agora via de novo o CEO com o qual estava acostumada. Encarou Adam que a olhava tão assustado quanto ela se sentia.
– Está tudo bem aqui? – Chloe entrou receosa ao ouvir o barulho e suspirou aliviada, não saberia o que fazer se ele gritasse mais uma vez.
– Desculpem. – passou uma mão rápida para ajeitar os cabelos que tinham saído do lugar e se virou para a janela, não sem antes todos perceberem o quanto seu rosto estava vermelho – Eu preciso pensar, podem me dar uns minutos sozinho? Chloe, quando eu os chamar de volta, me traga aqueles documentos que te pedi e faça um para você também.
– Sim, senhor. – Chloe respondeu pelos três, já que os outros dois estavam sem coragem de abrir a boca. viu medo nos olhos de seus funcionários e um em especial fez seu peito se comprimir. Tinha falhado.
, por Deus, o que está acontecendo? Tem a ver com os relatórios? - perguntou um pouco exasperada, não era do feitio de seu chefe reagir daquela forma a nada. – Não me diga, ele me pediu pra preparar alguns contratos de confidencialidade, preciso respeitá-lo.

O clima na recepção da presidência mais parecia o de um enterro. O som do ar condicionado e Nina digitando o contrato pedido eram os únicos barulhos do local. Os pés de já tinham tomado vida própria e batiam contra o chão violentamente, tinha certeza que se não tivesse esquecido seu café da manhã em casa, teria vomitado tudo há muito tempo.
Adam permanecia em silêncio, se sentindo um pouco inadequado, estava ao lado de duas mulheres belíssimas e que provavelmente ganhavam bem mais do que ele. Tinha entrado nas Indústrias nem um ano antes e seu serviço era totalmente em seu computador, tanto que, diferente de outros departamentos, sequer tinha regras para o que precisava vestir e ali estava ele, com seu tênis e jeans atendendo há alguém da mesma idade que ele, porém infinitamente mais rico. Ainda tinha Chloe ao seu lado, com pernas que invadiam os seus sonhos com frequência.
O telefone de Chloe tocou e Nina puxou a ligação, murmurando algo ao interlocutor e encarou os três sorrindo e logo eles se encaminharam novamente para a sala do CEO, dessa vez, diretamente para a pequena mesa de reuniões .

– Bem, antes de começarmos, precisam que entendam que o assunto é grave. Adam, se após o meu pedido, a Srta. escolheu você para me ajudar, quero que saiba que estou depositando em você a mesma confiança que tenho nela e na Chloe e por isso, por precaução, preciso que todos assinem esse termo de confidencialidade.

encarou primeiro e voltou seu olhar para Adam, imaginou que ele ficaria confuso e receoso com tal pedido, apesar dela mesma não entender a necessidade de um. Era de praxe na maioria da empresas assinar aquele tipo de documento, tinha assinado um ao ser contratada, já que teria acesso a informações que poderiam prejudicar a empresa, caso chegassem aos ouvidos de seus concorrentes, então não viu problemas em o fazer novamente e assim que Chloe lhe passou a caneta, Adam também assinou sua folha, a devolvendo para o empresário.

– Bem... – suspirou fundo, parecendo buscar forças dentro dele mesmo para aceitar o que agora era realidade, antes de revelar – Eu acredito que alguém nessa empresa esteja desviando dinheiro – soltou muito mais calmo do que imaginou, deixando que os três pudessem digerir o impacto de suas palavras.
– Ah , eu sinto muito. - Chloe foi a primeira a se pronunciar, oferecendo um sorriso quase maternal ao homem.
– Oh, eu… – sentiu como se um tsunami tivesse acabado de atingi-la. De tudo que um dia pensou em passar na vida, descobrir sem querer que alguém estava roubando da empresa que trabalhava, certamente não era uma delas. Algo que ela julgou ser apenas um erro tolo, era na verdade algo maior, muito maior. – Certo...Como podemos ajudar? – perguntou prontamente, mas seu tom de voz saiu muito mais inseguro do que ela tentou transparecer.
– Fico feliz que tenha perguntando, acredito que de início precisamos checar quantos arquivos foram comprometidos e quais as quantias divergentes. Chloe, mais tarde te conto tudo com mais detalhes – disse à sua assistente, que assentiu.
– Sem problemas, devo contatar o Will? – perguntou se referindo ao melhor amigo do CEO e sócio de um dos mais importantes escritórios de advocacia de São Francisco e da Costa Oeste.
– Por favor, as vezes me esqueço da competência dele. – disse, soltando uma risada nasalada e apesar de não saber quem era Will, percebeu que era alguém importante para ele. – Adam, acredito que com essa suspeita, seja prudente não atualizar o sistema, se eu estiver certo e removermos esse malware, as pessoas vão saber que eu descobri.
– O senhor tem toda razão. Assim que eu descer então, vou criar um código para fazer a busca no sistema, vai levar um tempo, afinal são milhares de arquivos, mas dessa forma será 100% garantido. Se me permitir, gostaria de checar o seu computador para ter certeza que está seguro, eu não vou deixar rastros.
– Ótima idéia, olhe também os de Chloe, Nina, da Srta. e o de Lucas – pediu e franziu o cenho ao notar que ela fora a única a ser chamada pelo sobrenome. – Podem voltar ao trabalho e conversamos depois.

desceu o lance de escadas para o seu andar e só percebeu que estava tremendo quando chegou em sua mesa. Sua mão parecia não responder a seu comando e precisou fechar os olhos por alguns minutos para conseguir se acalmar. Ainda não conseguia acreditar no que estava acontecendo, tinha que ser justamente ela a pessoa a reparar naquele erro? Olhou em seu relógio e se deu conta que passou quase duas horas no andar da presidência. Por sorte, seu celular continuava sem nenhuma mensagem de seu chefe.
Quando finalmente sentiu seu batimento cardíaco regularizar, encarou todo o andar, finalmente caindo a ficha que quem quer que fosse que estivesse roubando as Indústrias Cooper, estava trabalhando ali, sem nem imaginar que tinha acabado de ser descoberto.

🌁


tinha acabado de jantar e assistia a um episódio de Modern Family com Lulu, sua cachorrinha de 6 anos, quando ouviu o seu telefone da empresa tocar. Bufou alto ao perceber que tinha esquecido de silenciá-lo, Luke não vivia um dia útil sem ela, nem que fosse para perguntar como tinha sido o seu dia. Amava seu chefe, mas já se viam demais para que também mantivessem contato após o expediente. Ela então encarou o aparelho e estranhou ao ver que não era Luke, mas sim . O CEO nunca a havia ligado e ela sequer imaginava o que ele poderia querer. Tinham combinado tudo ainda em seu escritório naquela manhã.

– Sr. . – Se arrependeu no mesmo segundo em que ouviu a própria voz – ! Eu disse -– tentou se corrigir e ouviu algo inédito do outro lado da linha, a gargalhada de . Um som que ela acreditou não existir, mas que agora que o conhecia, sabia que precisava ouvi-lo de novo.
– Muito bem, Srta. . Espero que não tenha sido indelicado ao te ligar a essa hora.
– De forma alguma, estou com a Lulu terminando de assistir um seriado na TV.
Lulu?! – seu tom do outro lado soou curioso.
– Minha cachorrinha. – explicou, afagando os pelos macios de sua pequena.
– Certo. – soou como se estivesse segurando mais uma risada – Bem, na verdade te liguei por dois motivos, o primeiro é porque te devo desculpas.
– Desculpas?! – pausou o episódio, confusa e bastante surpresa – Pelo quê?
– Pelo explosão em minha sala mais cedo, com o meu iPad. – achou por melhor acrescentar – Eu falhei em controlar minhas emoções e acredito tê-la assustado.
– Ah sim, bem, um pouco – admitiu e apreciou sua sinceridade – Não tem problema, se eu estivesse no seu lugar provavelmente faria algo parecido. Foi bastante... Intimidante na hora, mas agora está tudo bem.
– Fico feliz em saber, não gostaria que tivesse uma imagem errada minha.
– Com certeza eu jamais o julgaria por hoje, . E qual é o outro motivo?
– Eu confio em você, Srta. – admitiu e mesmo sem poder vê-la, sabia que ela estava confusa – Você achou que eu estava te acusando hoje cedo.
– Ah, sim, realmente pareceu – respondeu um pouco surpresa – Reconheço que deveria ter mencionado isso antes para alguém, mas como é algo que ainda não domino, acreditei ser apenas algum erro simples, não...Isso.
– O que é perfeitamente entendível, eu usei as palavras erradas.
– Não tem problema, de verdade. Já está em casa?
– Sim, cheguei do escritório do meu amigo há pouco e vim direto para o meu olhar mais arquivos, eu já nem sei mais o que é real e o que não, pra ser sincero.
– Sei que é difícil, eu mesma passei o dia pensando no assunto, mas tente descansar um pouco, amanhã é um novo dia.
– Eu irei, obrigado.
– Tem mais alguma coisa que eu possa fazer por você?
– Sim – disse do outro lado da linha, com um sorriso que há muito tempo não lhe invadia sem permissão – Tenha uma boa noite, Srta. .br



Continua...



Nota da autora: Oi gente!💚

Três anos!! Três anos que eu comecei essa história e só agora eu finalmente criei coragem pra colocá-la para frente. Eu sou completamente apaixonada por esses dois personagens, mas a história em si é uma das coisas mais difíceis que eu já resolvi escrever – e reescrever e editar e reescrever e editar. 😂 – Muito além de um romance, vamos embarcar juntas nesse mistério, que precisa ser resolvido.
Estou bastante empolgada com essa história, pois sou assistente executiva e sempre quis mostrar um pouco do meu mundinho em uma fic. Alguns personagens saíram direto de seriados de TV (oi, Suits e The Good Wife), outras são inspiradas em pessoas com que trabalhei e outras saíram completamente da minha cabeça.
Espero que gostem e se divirtam tanto quanto eu!

Deixem um comentário, pois estou ansiosa para saber o que estão achando. Abaixo tem o link para o meu grupo do Facebook onde vou postar spoilers e novidades da fic.

ps: Essa história é 100% original, por isso o nome, mas deixei tudo interativo, para facilitar para vocês. 💚 💚
Beijos,
Carol


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