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Prolog


Stuttgart, segunda-feira, 27 de maio de 2019

observava Rob sentado no sofá, entretido com Petros e um brinquedo de dinossauro. Faltava pouco mais de duas horas para o jogo que definiria a permanência do Stuttgart na série A do Campeonato Alemão. O jogo de volta contra o Union Berlin aconteceria na capital alemã, depois de um empate em 2 a 2 em Stuttgart na semana anterior.
O time da capital tinha a vantagem dos dois gols feitos fora de casa, mas o time do Stuttgart era melhor,
achava. Tudo bem, a campanha do time tinha sido fraca e de dar pena, mas eles eram melhores. Bom, ela esperava que fossem.
Na semana anterior, ela tinha sido convidada a ir à Allianz Arena para celebrar o hepta campeonato do Bayern, tinha sido ótimo, mas agora estava em Stuttgart e sofrendo pelo futuro do time do namorado. Uma mudança muito brusca de sentimentos e torcida.

- Rob, seu tio vai precisar de toda a nossa torcida. Vamos ter que torcer muito pra que o time dele não caia pra segunda divisão. –
falou para o bebê, que a olhou e deu um sorriso de dois dentes antes de voltar a atenção para o cachorro.

O pequeno garoto de oito meses (quase nove) estava entretido o suficiente e
dava graças aos céus por isso, porque se ele começasse a chorar pedindo pela mãe, o que ela faria? Não fazia ideia de onde Anna estava, o que ela tinha ido fazer e quando voltava. A amiga apenas disse que precisava que
cuidasse de Robert por algumas horas e saiu.
Deixou o pequeno com a alemã e se foi. Por sorte, Rob estava de bom humor, tinha apontado para várias coisas e engatinhado por toda a casa de
, balbuciado algumas palavras, resmungado e tentou subir nas costas de Petros. Ah, claro, uma soneca tinha sido tirada e agora ele estava ali, de banho tomado, com um body de dinossauro que
tinha comprado e brincando.

- Você podia aprender a falar meu nome. É fácil! Repete comigo: tia
. Tia.
. – falou para Robert, que deu uma gargalhada e escorregou pelo sofá, sentando-se no chão e logo engatinhando para a cozinha e
seguiu em seu encalço. – O que você quer? – perguntou, pegando-o no colo e ele apontou para o filtro de água. – Água? Hm. Entendi. Bom, você precisa comer também... o que eu vou te dar pra jantar? Eu vou ter que pesquisar, porque não faço ideia do que um bebê de nove meses come, mas, com certeza, eu consigo me virar.
- Mama?!
- Ela vem logo, Rob. Eu acho. Agora você vai ter que se contentar com sua titia
. E eu espero que você entenda mais de um idioma, porque eu estou falando com você em alemão e só agora parei pra pensar nisso... –
deu uma risada, enchendo o copo de plástico do garoto e lhe deu.
Rob já tinha a coordenação motora bem desenvolvida e conseguiu pegar pelas alças e tomar no bico do copo, não se demorando muito, e
observou o relógio na parede. Precisava mesmo dar algo para aquela criança comer.
- O que você acha de comer feijão e... – pareceu pensar. – e ficar um pouco no chão enquanto sua tia tenta descobrir o que te dar pra comer.


sentou o menino sobre a bancada e pegou o celular, digitando “o que come um bebê de nove meses?” e uma enxurrada de respostas apareceram. Faria um purê de legumes, ela tinha comprado alguns no dia anterior em uma feira de orgânicos e com certeza ele gostaria. E feijão. Será que deveria dar feijão pra uma criança de nove meses? Seria bom pesquisar aquilo também.
Talvez só o caldo.
É, faria isso.
Cozinharia batata, cenoura e beterraba e depois bateria tudo, faria um purê e daria a Robert.
Enviou uma mensagem desejando boa sorte para
e voltou a concentrar-se no jantar que daria para Robert. Colocou o bebê no chão e foi em busca da panela de pressão e dos legumes, lavou e colocou para cozinhar as batatas picadas e as cenouras. A beterraba precisaria ser cozida fora, pois o tempo de cozimento era diferente e, claro, não queria manchar os outros legumes, ainda que depois tudo fosse ficar misturado.
Voltou para a sala, acompanhando o menino que engatinhava ligeiro e os dois logo estavam brincando de novo, com as gargalhadas do pequeno Robert preenchendo o ambiente e fazendo o coração de
encher-se de amor. Anna era a primeira das amigas que tinha um filho e
estava empenhada em mimar aquela criança de todas as formas possíveis.

- Vamos jantar um bom purê de legumes, encheremos sua mamãe de orgulho da babá que ela escolheu. –
falou, quando finalmente a comida estava pronta e ela daria o jantar para o menino. – E eu piquei alguns pedaços de beterraba, talvez você queira provar depois.
- Mama?!
- Logo ela chega. –
assegurou, colocando o bebê novamente sobre a bancada e ficando de frente para ele, começando a servir o jantar, que ele aceitou de muito bom grado.
Ele comeu toda a comida que
lhe servira e ainda mordeu alguns bons pedaços de beterraba, deixando metade do rosto cor-de-rosa e, claro,
tirou diversas fotos.
- Agora vamos lavar esse rosto, trocar essa fralda e dormir. – falou e o menino balançou a cabeça em negativa. – Você nem faz ideia do que está negando, tenho certeza que você não entende alemão.

Ela o levou até o quarto, limpou o rosto dele com um lenço umedecido e foi até o banheiro, limpou o interior da boca dele com certa dificuldade, trocou a fralda e foi niná-lo na sala, pois o jogo já estava prestes a começar.
Enquanto o balançava devagar em seus braços e cantando uma musiquinha que seu pai costumava cantar para que ela dormisse,
observava a televisão e todas as chances perdidas pelo Stuttgart.
Aos nove minutos, Dennis Aogo, numa cobrança de falta muito bem batida, abriu o placar para o Stuttgart.
até queria gritar e comemorar, mas além de querer que Rob dormisse – ainda que ele não parecesse nem um pouco disposto a fazer isso naquele momento –, o VAR anulou o gol, alegando que Nicolas Gonzales estava em posição de impedimento e isso atrapalhou o goleiro do Union Berlin a defender.

- Merda. – reclamou baixo, voltando a cantar para o pequeno, que mantinha os olhos abertos e curiosos observando a expressão de
.

E, numa trombada dentro da área com o próprio companheiro de time, poucos minutos depois,
caiu estranho e sangrando muito. Os médicos logo entraram em campo. Um corte que parecia muito fundo no supercílio. Estava sendo enfaixado e os médicos conversavam com ele, tentando descobrir se ele conseguiria continuar no jogo, mas, aparentemente, a pancada não tinha sido tão forte a ponto de fazê-lo desmaiar ou perder as forças para continuar.
Mais lances de chegada boas de Stuttgart à área do Union Berlin, mas Gikiewicz não parecia disposto a deixar que o time visitante abrisse o placar. O time da casa estava pelo empate, tanto que mal se esforçava para passar do meio de campo e defendia-se como podia, aproveitando o nervosismo do Stuttgart e confiando excessivamente em Gikiewicz.
O primeiro tempo terminou sem gols e quando a câmera mostrou
, sua testa estava suja de sangue e vazando pela testa.
estava preocupada, mas não tinha muito o que fazer, infelizmente só poderia vê-lo quando ele chegasse em casa e isso seria de madrugada.
Batidas na porta fizeram com que ela seguisse até lá, depois de desistir de fazer Rob dormir, ele ainda estava em seu colo, mas ria das caretas que a alemã fazia,
abriu a porta e encontrou Anna.

- Ele te deu muito trabalho? – perguntou entrando na casa, deixando a bolsa no cabideiro.
- Que nada. Ele ficou super tranquilo, dormiu, brincou, tomou banho, jantou... Esse garoto é maravilhoso!
- Meus peitos estão doendo horrores! Não consegui tirar nada de leite e eles parecem prestes a explodir.
- Então deve ser isso que ele está esperando para dormir. –
deu uma risadinha, entregando o menino para a amiga e as duas foram para o sofá.
- E como está o jogo?
- Empatado sem gols. E isso é uma bosta pro Stuttgart, porque o Union Berlin fez dois gols fora e isso vai classificá-los.
- Vou fingir que entendi tudo que você disse. – Anna deu uma risadinha, ajeitando Rob no colo para amamentá-lo.
- Num breve resumo: precisamos de um gol.
- Gol de qual dos times?
- Do de preto. –
falou, fazendo Anna rir ao observar os jogadores voltando para o campo.
- E por que seu namorado está com a cabeça enfaixada?
- Bateu a cabeça com o companheiro de time e rasgou o supercílio.
- Coitadinho.
- Você fala alemão com Rob?
- Muito raramente, prefiro manter o inglês, porque é o idioma que nós usamos em casa.
- Ele é tão lindinho. Quase sinto vontade de ter um.
- Um filhinho
seria lindinho. – Anna sorriu. – E seu jogo está recomeçando. Vou torcer pro seu namorado fazer um gol.
- Não torça por algo tão difícil, meine Liebe, torça por um gol do time de preto e isso já ajuda muito.
- Tudo bem. – deu uma risadinha, observando o rosto do filho que mamava serenamente, mexendo com o colar de Anna com a mãozinha que estava para cima e olhava para a mãe quase admirado.


alternava seu olhar entre a televisão que insistia em mostrar o Union Berlin com uma postura bem mais agressiva naquele segundo tempo, e Rob, que estava sentado no colo de Anna e emitia vários sons que não faziam o menor sentido, mas tiravam sorrisos sinceros da mulher.
A bola estava prestes a entrar no gol do Stuttgart diversas vezes e
só conseguia agradecer aos céus por Zieler existir. Outras tantas tentativas do Stuttgart, que era atrapalhado pelo nervosismo, foram defendidas ou perdidas pela falta de efetividade.
Ao final do jogo,
estava com o rosto sangrando de novo, mas permanecia em campo e tentando ajudar o time a marcar.
pedia aos céus que o time ficasse na primeira divisão, por mais que não merecessem, porque uma queda era a pior coisa que podia acontecer. Podia atrapalhar e muito a vida de muitos atletas ali.
E quando o juiz apitou o fim do jogo, anunciando que o Union Berlin estava, pela primeira vez em sua história, classificado para a primeira divisão da Bundesliga na temporada 2019/2020,
quis chorar ao ver
desolado.
Desligou a televisão e estendeu os braços para Rob, que olhou incerto e deu uma risada antes de virar-se para Anna e abraçá-la.

- Sinto muito.
- Meu time foi campeão há menos de dez dias, então enquanto torcedora eu estou muito feliz. –
estalou os lábios. – Mas
deve estar destruído.
- Essas coisas acontecem. – Anna tentou consolar a amiga. – Rob, dê um beijo na tia
e vamos dormir.
- Vocês podiam ficar mais dias, foi ótimo ficar com o Rob e eu estou seriamente pensando em abandonar minha carreira e virar a babá desse anjinho!
- Precisamos ir pra Inglaterra, encontraremos Harry lá.
- E como estão as coisas entre vocês?
- Ótimas. Estamos realmente bem. Rob veio para melhorar as coisas e nos fazer enxergar o que estava na nossa cara, mas parecíamos cegos demais para enxergar.
- Que coisa mais linda. –
sorriu. – Espero que ele não seja um idiota de novo, ou serei obrigada a arrancar os olhos dele fora. E matá-lo.
- Não será necessário. – Anna riu.
- Assim espero.
- Rob, dê um beijo na titia. – Anna o sentou e estendeu para
, que pegou o menino no colo e ele lhe deu um beijo babado, deitando-se em seu peito em seguida e deu um sorriso arteiro para a mãe. – Sabe, você foi muito boa babá hoje.
- Estou encantada com essa criança perfeita!
- Preciso te contar uma coisa, você será a primeira a saber.
- Devo ter medo?
- Não.
- Então pode falar. –
olhou apreensiva para Anna, que deu um sorriso enorme.
- Você será madrinha.
- Madrinha de quê? – perguntou confusa.
- Do meu bebê.
- Mas essa é a Madu.
- Não estou falando do bebê que está no seu colo, mas do bebê que está na minha barriga e ninguém além de você sabe disso ainda. – Anna falou óbvia, fazendo
arregalar os olhos e receber um aceno de confirmação.
- Vocês são bem férteis, hein? – brincou, dando um sorriso enorme. – Parabéns, Ann! Que esse bebê seja tão maravilhoso quanto esse bebê aqui e que só nos traga alegria!
- E o que você acha de ser a madrinha?
- Acho perfeito! E estou muito honrada por ser a primeira a saber e por ser a madrinha dessa coisinha linda que nem nasceu e eu já amo pra caramba!
- Agora eu vou colocar essa criança pra dormir e vou dormir também. Tive um dia bem cheio e amanhã preciso sair cedo pra ir pra Inglaterra.
- Durmam bem. E qualquer coisa é só chamar.
- Vai esperar seu namorado acordada?
- Eles não devem demorar em Berlim, acho que ele chega hoje ainda.
- Bom, eu vou dormir. Além de cansada, estou grávida e dormindo só de pensar em dormir.
- Boa noite, Ann. E boa noite, coisinha mais linda do mundo. –
deu um beijo estalado na bochecha de Robert, que deu uma gargalhada.
-
! – falou e as duas o olharam surpresas.
- Ele falou meu nome!
- Não conte isso pro Shawn, ele vai ter um troço!
- Bom, isso só me incentiva a contar. –
riu, vendo Anna pegar Robert no colo e seguir pelo corredor.


escreveu uma mensagem breve num stories para
, enviando uma outra pelo WhatsApp, dizendo que o esperaria e ele respondeu que em breve estaria em casa. Queria poder fazer algo para mudar aquela situação, mas, infelizmente, estava fora de sua alçada.
Só lhe restava esperar
com as prometidas bandagens e todo amor que pudesse lhe destinar naquele momento.


Eins


Janeiro de 2020

- Anda logo, die Hurensohn! – esbravejou dentro do carro, buzinando sem parar para o carro que estava à sua frente.
- Amor, calma. – falou quase rindo.
- Calma?! – a voz dela soou uma oitava mais alta que o normal, até desafinando um pouco e soltou um risinho pelo nariz. – A Heidi está nascendo e esse babaca parece que morreu com o pé no freio!
- Agora eu entendo por que o Bob sempre dirige... – provocou e o olhou brava, fazendo gargalhar. – , o trânsito está péssimo, não é culpa dessa pessoa que está na nossa frente. E você nem poderia entrar na sala pro parto, você sabe disso.
- Cala a boca. – falou séria, dando seta e mudando de pista, que estava tão lenta quanto a que ela estava antes e já estavam parados há mais de quarenta minutos naquele mesmo lugar e no trânsito há mais de duas horas e quarenta minutos. – Que inferno! Está frio, por que todas essas pessoas precisam sair? Fiquem quietas no aquecedor das suas casas, inferno!
- Você me assusta um pouco. – deu uma risadinha ao falar. – Mude de faixa até estar totalmente na direita e ali na frente, depois do semáforo, corte pela direita, eu conheço um caminho até o hospital que vai evitar esse trânsito.
- E você não falou antes por quê?
- Porque se eu falasse, você teria surtado bem antes e provavelmente estaríamos mortos.
- , você é um idiota.
- Sou, mas você me ama e isso é o que você precisa se lembrar. E, em todo caso, não tinha como pegar essa saída antes. Agora, saia dessa pista e vá pra última faixa da direita, depois do sinal vire à direita e depois na segunda à esquerda.
- E por que o GPS não mostra esse caminho? – perguntou, fazendo a manobra no trânsito, demorando quase quinze minutos até conseguirem passar pelo semáforo e ela poder, finalmente, virar à direita e sair daquele trânsito. – Muito mais fácil andar por aqui do que naquela merda de via expressa. Via expressa meu rabo!
- Ainda bem que você não pode entrar na sala de parto. – riu. – Esquerda e depois a segunda à esquerda de novo.
- , fica na sua.
- Agora você segue essa direto e sairemos na rua atrás do hospital. – falou, ignorando a rabugice de , e o restante do caminho foi em silêncio, e numa velocidade bem acima da permitida, e logo o carro estava parado em uma vaga no estacionamento e os dois saíram na direção do interior do hospital.
E, claro, deu autógrafos, tirou fotos e foi apenas sorrisos com todos os fãs que a pararam e cumprimentaram e quando, finalmente, conseguiram chegar ao andar da maternidade, encontraram Harry parado à frente do vidro, contemplando a pequena Heidi.

- Titia! – Rob gritou e saiu correndo até , que se abaixou para pegar o menino no colo e abraçá-lo e encher as bochechas dele de beijos e receber uma gargalhada em resposta.
- Você chegou a tempo pra comemoração do primeiro mês da sua afilhada, parabéns . – Harry provocou e o xingou em alemão. – Não use outro idioma pra me xingar.
- Eu prefiro não falar em inglês, não quero que o Rob entenda e saiba que a tia fala esse tipo de coisa. – respondeu, fingindo estar brava, mas deu um sorriso. – E como foram as coisas? Elas estão bem? E já tão rápido?
- As coisas foram bem intensas, quase fizeram uma cesárea, mas no fim deu tudo certo e ela nasceu bem e as duas estão ótimas. Anna está descansando um pouco, Heidi está ali e você pode conhecer sua afilhada se olhar pelo vidro. – apontou. – Rob, vem cá, deixe sua tia ver sua irmãzinha.
- Tio. – Robert esticou-se, pedindo colo para , que aceitou de bom grado e logo estava colada no vidro e com os olhos cheios de lágrimas ao ver a pequena Heidi Schulte Styles deitada no leito, embrulhada numa manta e de olhinhos fechados.
- Sie ist perfekt! – falou chorosa, dando um sorriso e abraçou Harry. – Parabéns, Harry. Sua família é linda e eu fico muito feliz por você ter deixado de ser um panaca e se tornado um marido ótimo pra minha amiga, além de um excelente pai pro Rob e tenho certeza que Heidi vai ter a mesma coisa de você. Parabéns mesmo.
- Obrigado, . – Harry deu uma risada baixa, abraçando . – Você é uma excelente amiga, mesmo que tenha se unido à Madu pra ameaçar me matar, além de uma excelente tia pro Rob e será uma excelente madrinha pra minha pequena também.
- Farei o possível. – separou o abraço, fungando, e pegou Rob no colo de novo.
- Não chora, titia. – o menino a abraçou e ela deu uma risadinha.
- É choro de alegria, baby dinosaur. – falou. – Estou feliz por rever vocês e conhecer sua irmã.
- Ela é linda, Harry. Parabéns. – falou num inglês meio embolado, abraçando o britânico.
- Quando posso ver a Anna? – perguntou e Harry fez expressão de quem não sabia, passando os dedos pelos cabelos.
- Isso eu não sei te dizer, , como a gravidez foi um pouco complicada, os médicos querem monitorar algumas coisas, mas pelos exames preliminares estava tudo ótimo com as duas.
- Ela é linda, Harry. Linda. – sorriu ao olhar novamente pelo vidro.
- O que eu perdi? O que eu perdi? – uma voz masculina e cheia de sotaque britânico soou em um tom desesperado e quando e Harry se viraram, encontraram Zayn entrando apressado pelo corredor pelo qual tinha passado há poucos minutos.
- Chegou cedo pra festinha de um ano dela. – alfinetou.
- Eu não tenho culpa, , o trânsito nessa cidade é maluco e eu fiquei preso por umas três horas no congestionamento! E ninguém fala algo que eu entenda, então eu estava preso dentro do táxi e sem entender o que estavam falando no rádio e sem entender o que o motorista falava! – Zayn soltou de uma vez, abraçando a alemã, depois abraçou e Rob, indo até Harry para abraçá-lo. – E aí, cadê a Heidi? E a Anna? Como elas estão?
- Bem. – Harry respondeu, apontando para o vidro na direção do bercinho em que a pequena Heidi permanecia dormindo. – Anna está descansando e estão fazendo alguns exames, você sabe que a gravidez dela foi difícil, mas tudo correu bem e as duas estão saudáveis, vivas e bem.
- Ela é linda, mate. – Zayn sorriu ao falar. – Parabéns. Você, além de cantar e compor bem, sabe fazer filhos lindos.
- Ainda bem que eles puxaram a Anna, porque ela é perfeita. – implicou.
- É mesmo.
- Tio Z. – Rob chamou, fazendo Zayn virar em sua direção e o menino lhe pediu colo.
- Com licença. – a voz do médico soou e o pequeno grupo se virou para o homem. – Quem será o primeiro a entrar para ver Anna e Heidi? Vamos levar o bebê agora pra ela.
- O quê? Anna e Heidi o quê? – Harry perguntou preocupado sem entender nada do que o médico disse.
- Ele perguntou quem será o primeiro a entrar no quarto, vão levar a Heidi pra Anna agora e ele veio saber quem será primeiro. – traduziu.
- Não podemos ir todos?
- Podemos ir todos juntos? – perguntou e o homem observou o pequeno grupo de adultos e a criança no colo de Zayn. – Prometo que não faremos nenhuma bagunça ou causaremos problemas.
- Por favor, não façam mesmo. Essa é uma ala em que precisamos de toda a paz possível.
- O senhor tem a minha palavra. – deu um sorriso para o homem e os cinco seguiram para o quarto, pouco depois de uma enfermeira ter levado Heidi para Anna.
- Mamãe! – Rob falou sorrindo para Anna quando entrou no quarto e viu Heidi no bercinho ao lado da cama.
- Parabéns, Ann. – deu um beijo no rosto da amiga e olhou para a pequena Heidi.
- Obrigada. E pode pegá-la, . – Anna falou e se apressou para o banheiro, tirou as luvas, lavou as mãos e logo estava de volta ao quarto, pegando a menina no colo, que soltou um resmunguinho e quase explodiu de fofura.
- Ela é ainda mais perfeita de perto. – sussurrou. – Oi, Heidi, é a tia . Você tem muita sorte de ter pais tão maravilhosos, um irmão lindo e uma madrinha que te ama incondicionalmente e é a melhor de todas.
- O padrinho também. – Zayn falou, aproximando-se e deu um sorriso enorme ao ver a menina de perto. – Ela é linda. Eu serei o melhor padrinho de todos.
- Acho bom mesmo. – falou e Harry aproximou-se, pegando a filha no colo e sorriu ao ver a menina bocejar.
- está tão aficionada que quase dá medo dela roubar a criança. – Zayn riu baixo.
- Ei, Rob, venha dizer oi pra sua irmãzinha. – Harry, que já estava perto da cama onda Anna estava deitada.

Zayn deixou Rob no colchão, do outro lado de Anna e o menino observou a irmãzinha sem muito interesse, mas deu um sorriso quando ela voltou a bocejar.
Os outros três não se demoraram tanto no quarto, precisavam dar a chance de os familiares entrarem no quarto, prometeu voltar no dia seguinte para ajudar Anna a voltar pra casa e disse que se quisessem, poderiam deixar Rob com eles aquela noite.
Logo ela e estavam voltando para a casa dela, dando algumas voltas para evitar o trânsito intenso que ainda tomava conta da cidade. cantarolava a música que tocava no rádio, não fazia ideia do que era aquilo e quem cantava, mas ela estava tão entretida dirigindo e cantando que ele nem teria coragem de interrompê-la pra perguntar quem cantava aquilo.

- You say that everything changed, you’re right, we’re grown now. So won't you slide away back to the ocean? I'll go back to city lights...
- Quando você pretende voltar pro estúdio? – perguntou quando a música acabou.
deu de ombros, realmente não fazia ideia, e precisaria dar um tempo para que Anna se recuperasse do parto, se adaptasse à nova vida e que as últimas burocracias com as gravadoras fossem resolvidas.
- Eu preciso esperar um tempinho até Anna estar totalmente de volta, ainda faltam alguns detalhezinhos com a Universal e a troca de gravadora... tenho coisas escritas e tudo mais, mas ainda não posso dar certeza de quando voltarei.
- Você está bem com isso?
- Não, mas estou dirigindo e prefiro não falar disso agora. – respondeu e assentiu.

O restante do caminho foi feito em silêncio por parte dos dois, mas uma música tocava no rádio, num outro idioma que tampouco entendia e logo deixou o carro em sua garagem e os dois entraram na casa.
foi tomar banho e ficou responsável por esquentar o jantar enquanto isso. Petros continuava deitado na sala, aproveitando de toda a boa vida e mimos que lhe oferecia.

- Quer conversar? – perguntou quando entrou na cozinha, agasalhada de forma quase exagerada, e sentou-se à mesa, colocando os dois pés na cadeira e abraçando as pernas.
- Não.
- Então vou usar da mesma tática da Ute e vou falar, você não precisa responder e não será uma conversa. – falou, virando-se na direção de , que encostou a cabeça sobre os joelhos e o olhou. – Você está frustrada com todo esse tempo de pausa, mas foi você quem escolheu aumentar a pausa pra além do recomendado pelos médicos. Sua licença médica oficial acabou em julho, mas foi você quem resolveu se dar mais um tempo, compor mais e não colocar pressão pra fazer um retorno desesperado. Seus fãs entendem e não cobram um retorno, sua terapeuta também achou ótimo você dar mais um tempo, só que eu sei que você está triste e preocupada com esse seu “sumiço” do cenário musical. , ninguém vai te esquecer, suas músicas continuam tendo visualizações absurdas e sua música com Niall, que tem mais de um ano, estava no topo da Billboard esses dias... tem música em filme e o YouTube já mandou umas dez placas pra você por seus vídeos estarem aumentando e muito as visualizações. Eu sei que eu falar tudo isso pra você é diferente da forma como seu coração e sua mente entendem, de como a sua ansiedade lida com essas informações. Eu sei que eu te falar tudo isso não diminui sua preocupação e seu medo; mas você precisa lembrar que o seu fandom nunca te abandonou e nem abandonará. E eu sei que, lá no fundo, você sabe que é uma artista foda e que se resolver voltar a cantar agora ou daqui cinco anos, todos os charts serão seus, porque você é talentosa e as pessoas amam suas músicas. Então, depois de todo esse discurso que quase queimou nosso jantar, – desligou o fogão e se aproximou, sentando perto de , que tinha os olhos cheios de lágrimas prestes a serem derramadas. – quero que você saiba que pode aproveitar mais alguns meses de hiato, porque seus fãs, os fãs de verdade, estarão esperando quando você voltar. Os fãs do namorado da Charlie fizeram isso, não fizeram? E o hiato foi enorme, não é mesmo? Pois é. Você voltará no seu tempo, quando sentir-se confiante o suficiente pra isso e voltará pra fazer o que mais sabe: sucesso. Seus fãs continuarão te amando mesmo que você resolva parar de cantar agora mesmo e nunca mais subir num palco, . Os fãs da One Direction ainda amam a banda, mesmo depois daquela mentira sobre dezoito meses de pausa...
- Vou contar isso pro Niall e pro Harry. – soltou um risinho entre as lágrimas que caíam. – Obrigada por isso, , eu precisava ouvir essas palavras. Ando um pouco ansiosa esses dias e ouvir isso foi importante.
- Eu sei, tenho te visto demonstrar todos os sinais que precedem suas crises de ansiedade. Você comeu pipoca a semana toda, tocou piano, não tem dormido bem e correu tanto que se fosse em linha reta, você teria dado duas voltas ao mundo.
- Exagerado.
- Mas é a verdade, eu só entrei nesse assunto, porque você está prestes a surtar e eu não quero que isso aconteça. Então, como sou um namorado maravilhoso e que te ama demais, marquei um horário com sua terapeuta pra amanhã e vocês podem conversar melhor sobre tudo.
- Eu te amo. – fungou, limpou o rosto e saltou de sua cadeira, sentando-se no colo de e o abraçou. – Obrigada mesmo por isso.
- Sabe, hoje faz dois anos da nossa reunião... – fez um carinho no braço de e ela o olhou sem entender. – Da reunião do contrato, .
- Você é bom com datas. – deu uma risadinha e lhe deu um selinho demorado.
- Sou, eu sei. – brincou. – Agora vamos jantar, você tem a consulta de manhã e eu preciso voltar pra casa, tenho que treinar de tarde.
- Tudo bem. E eu vou encontrar Niall depois do almoço.
- Ele está vindo pra cá?
- Vem visitar a Heidi e ver a melhor amiga dele, claro.
- A Anna, no caso. – provocou , recebendo uma mordida no queixo como resposta. – Ai!
- Você está falando muito, beija minha boca. – falou, fazendo dar uma gargalhada e negar com um aceno.
- Vamos jantar.
- , você vai mesmo fazer isso? – perguntou, cruzando os braços e o olhando quase fazendo birra.
- Fazer o quê?
- Me negar um beijo.
- Vou, porque eu não quero só te beijar, mas eu estou com fome. – falou e rolou os olhos.
- Tudo bem, eu te beijo e depois você resolve seu problema com o jantar. – não deu tempo de respondeu, apenas juntou os lábios aos dele.

🎤 🇩🇪 ⚽️


, que passou boa parte da manhã no consultório da terapeuta, chorou, falou, chorou mais e logo estava saindo, posando para fotos dos paparazzi que pareciam ter aumentado consideravelmente na Alemanha, e logo estava a caminho do restaurante em que almoçaria com Niall.

- Tomem cuidado, . Estarei aqui fora.
- Pode vir sentar com a gente, Bob. – falou e Bob negou com um aceno.
- É um momento seu e do seu amigo, então eu vou apenas cumprir meu dever de funcionário hoje.
- Eu te amo muito, Bob. – inclinou-se e deu um beijo no rosto de Bob, saltando do carro pouco depois e entrando no restaurante.
Avistou Niall sentado ao fundo do local, tirando foto com uma adolescente, uma selfie, parou ao lado deles, aparecendo na foto e a garota demorou um milésimo de segundo para entender o que estava acontecendo.
- Meu. Deus. – falou, abraçando em seguida e a alemã deu uma risada, abraçando a garota de volta. – Eu te amo tanto! É muito bom te ver bem de novo, espero que você só volte no seu tempo, , por favor, não se force se ainda não se sentir totalmente bem. Nós te amamos e entendemos que você está tirando um tempo pra você e pra se cuidar.
- Obrigada. – agradeceu. – Qual seu nome?
- Lyanna.
- Obrigada, Lyanna. Suas palavras são importantes pra mim. De verdade. Eu voltarei logo, eu prometo. – falou e a garota sorriu.
- Podemos tirar uma selfie apenas nós?
- Claro! – falou e a garota tirou a foto, sorrindo e depois de um longo abraço, ela saiu e deixou e Niall sozinhos.
- Eu também quero um abraço. – Niall falou, ficando de pé e os dois se abraçaram demoradamente.
- Eu estava com saudades! – falou, sentando-se de frente para Niall, que assentiu.
- Eu também! E a Alemanha é fria pra caralho, eu não quero existir fora de casa!
- Você é fraco, te falta ódio. – brincou. – Poderíamos ter ido direto pra casa, eu sei cozinhar.
- Não tenho tanta certeza. – Niall provocou. – Mas eu queria experimentar a culinária local, sei que você não come coisas de origem animal, mas eu sou curioso.
- Você não vai comer nada, eu tenho certeza. – riu. – A comida é estranha.
- O quão estranha? – perguntou e tirou o celular do bolso, pesquisando por algumas coisas e logo estendeu o celular para Niall.
- Isso é Weisswurst. É uma salsicha típica aqui da Baviera, feita de vitela e toucinho fresco, mas é forte. E ela é branca assim sempre. Aposto cinco mil euros que você vai vomitar antes do fim do dia.
- Não me desafie, .
- Eu desafio.
- Eu sou irlandês!
- E eu sou da Baviera e passei mal diversas vezes quando comi isso.
- Você é fraca, te falta ódio.
- Blutwurst é outro tipo de salsicha daqui e é uma morcela de sangue. Tem, literalmente, sangue de porco aqui. – falou, apontando para o cardápio. – Tem a Mettwurst também. Ela é feita de carne de boi e de porco, é defumada, mas o gosto é muito forte e você tem que ter estômago pra já saber que a carne não é preparada antes de ser enfiada nisso e processada. É carne crua!
- Você é uma péssima guia turística. – Niall deu uma risada. – E, em todo caso, já provei chucrute e é uma delícia.
- É apenas repolho em conserva refogado. – deu de ombros. – Mas, se você insiste, aventure-se. E depois não reclame quando perder a aposta.
- Eu não apostei nada!
- Come o Veal Wiener Schnitzel. Não quero que você passe mal, o tempero das outras e o gosto são realmente fortes. E vamos visitar um bebê assim que sairmos daqui.
- E o que você vai comer?
- Salada e batatas fritas.
- Deveríamos ter ido a um restaurante vegano.
- Teremos tempo. – deu de ombros.
- O que é Veal Wiener Schnitzel? Pronunciei certo?
- Claro que não. – deu uma risada. – Veal Wiener Scnitzel. O “tzel” do final é pronunciado com a língua prendendo no céu da boca.
- Eu nunca vou aprender, então não ligo. – deu de ombros. – Mas o que é isso?
- Vitela empanada, batata frita e uma salada típica daqui da região, nada muito excepcional.
- Quero isso.
- Tudo bem.
- Nenhuma objeção?
- Eu tenho, mas não vou falar, vou apenas te julgar enquanto você come um bife de vitela que vem de um pequeno bezerro renegado por ser macho que foi separado da mãe e morto com poucos dias de vida pra alimentar a indústria da carne e do leite, ignorando totalmente o que eu tenho tentado te ensinar.
- Tudo bem, . Vamos comer em outro lugar.
- Obrigada por ser perfeito. – falou sorrindo. – Mas podemos comer opções sem coisas de origem animal aqui, já estamos sentados e as pessoas esperam que a gente consuma coisas.
- Você escolhe.
- Niall, você pode comer e vou mesmo te julgar, mas não posso te obrigar a não comer.
- Então eu quero esse da salada e batata frita.
- Vai beber alguma coisa?
- Uma boa e tradicional cerveja alemã, claro.
- Ótimo. – ergueu a mão e logo um garçom apareceu. – Boa tarde.
- Boa tarde.
- Vamos pedir. – falou e o homem, de prontidão, pegou um bloco de papel para anotar os pedidos. – Ele quer Veal Wiener Schnitzel e uma Löwenbräu Helles Mass. E eu quero Polenta & Funghi vegan e também quero uma Löwenbräu Helles Mass. As sobremesas deixaremos pra depois.
- Tudo bem, entregarei os pedidos ao chef. Querem a cerveja agora?
- Quer a cerveja agora? – perguntou e Niall negou. – Então melhor vir com o almoço.
- Certo. – o homem disse saindo de perto.
- Eu estou lendo certo? – Niall arregalou os olhos ao olhar o cardápio. – Você pediu uma cerveja de UM LITRO?
- Fala baixo! – riu. – Pedi, ué, você disse que queria uma cerveja tipicamente alemã.
- Vamos chegar bêbados numa maternidade, ?
- Você vai, eu estarei bem. – deu de ombros. – Você não precisa tomar toda a cerveja, Niall, pode tomar só um pouco.
- Cerveja alemã e eu não vou tomar tudo?
- Eu compro algumas cervejas pra você e levo pra casa.
- Você pode beber? Não vai afetar seu remédio?
- Não. – deu de ombros. – Quer dizer, eu acho que não, mas eu não tomei remédio hoje, então tudo bem.
- Não gosto disso. – Niall estalou os lábios. – Troque a cerveja por alguma coisa sem álcool.
- Niall, eu tomo vinho quase todos os dias e estou viva e bem.
- Se você passar mal, eu vou te matar. – falou preocupado.
- Relaxa. – falou e Niall rolou os olhos. – E então, quero outra música nossa.
- A outra nem saiu do Top 100 ainda e você já está nesse nível de desespero?
- Idiota. – riu.
- Podemos pensar nisso depois, . Vamos esperar a Anna voltar e gravaremos um álbum inteiro juntos.
- Não me prometa o que não pretende cumprir, Niall Horan.
- E como estão as coisas, kleine prinzessin?
- Acho tão bonitinho você falando coisinhas em alemão. – falou, apoiando o queixo em suas mãos e sorrindo para o amigo. – E estão indo bem, Niall, de verdade. Há dias ruins, claro, mas os dias bons são mais numerosos. E as coisas com estão ótimas, tenho escrito algumas coisas e devo lançar ainda esse ano. E você, tudo bem?
- Comigo sim, tudo tranquilo. No começo de fevereiro sai um clipe meu, pro meu novo álbum e estou começando a pensar na turnê também.
- Qual música?
- No Judgement.
- Adoro! – sorriu. – Estou ansiosa pro mundo conhecer a obra de arte que está seu álbum. Tenho escutado umas dez vezes por dia, sem mentira.

Niall não teve tempo de responder, o garçom estava se aproximando com as duas jarras de cerveja e logo em seguida voltou com os pratos. O irlandês deu uma risada baixa ao ver olhar torto para seu prato com carne.
Comeram devagar, aproveitando a refeição e as cervejas – que não foram inteiramente bebidas sob o argumento de que sairiam a noite e poderiam beber várias – e logo estavam a caminho do hospital.
Dessa vez estavam apenas Anna e Harry com a pequena Heidi, enquanto Rob estava com a família de Anna.

- Ela é tão linda. – Niall disse, segurando a pequena com todo cuidado do mundo e tinha os olhos vidrados na menina.
- Puxou a mãe. – Anna brincou e concordou efusivamente.
- Fico muito impressionado com seu carinho, . – Harry implicou e deu de ombros.
- Você também concorda com isso, Styles. – deu de ombros.
- Zayn vai ter uma síncope se souber que você veio de novo e ele não. – Harry falou rindo.
- Ele mudou de hotel e está em um que fica nessa rua, disse que você mora em Munique, tem as vantagens de falar alemão, de conhecer a cidade e transitar melhor, então pra não demorar mil horas pra ver a afilhada, ele prefere ficar praticamente do lado. – Anna deu uma risada baixa ao falar.
- Ele quase me fez colocá-lo como o acompanhante da Anna. – Harry soltou uma risada pelo nariz.
- Zayn é um doido. – estalou os lábios. – Pensei em marcar aquele almoço lá em casa esse fim de semana, vocês acham que é possível?
- Acho que sim. – Harry falou, mas olhou para Anna, esperando pela confirmação da esposa.
- Não é uma boa ideia. – Anna falou e olhou curiosa. – Heidi terá dias, bem pouquinhos, e é uma fase bem delicada, a saúde ainda é frágil, ela estará tomando as vacinas e o sistema imunológico ainda estará bem fraco pra ter muita gente por perto. E, pra fazer isso, teríamos que ir da minha casa pra sua, e tirar um bebê recém nascido de casa nesse inverno é implorar por uma doença, então prefiro que a gente espere um pouco mais pra isso. Sei que suas intenções são ótimas, , não me entenda mal, mas não acho que seja uma boa ideia.
- Você tem razão. – sorriu sincera. – Nem tinha pensado nisso e só com você falando é que me dei conta. Tudo bem, vamos adiar a festinha de boas vindas pra Heidi, mas assim que você autorizar, faremos a melhor festa de todas!
- Você é uma madrinha bem prestativa. – Niall implicou.
- Mas você pode fazer a festa de inauguração oficial da sua casa. – Harry sugeriu.
- É uma boa ideia. – sorriu. – Mas Ann não poderá ir e nem você. Ela ainda estará nos primeiros dias e também não seria bom vocês serem expostos ao clima e a um monte de gente assim, principalmente tendo duas crianças em casa.
- E cadê seu namorado? – perguntou curioso.
- Diferente de mim, tem o que fazer da vida e não pode ficar almoçando com cantores famosos e visitando amigas que acabaram de ganhar neném no meio da semana, do nada. – soltou uma risadinha, pegando Heidi no colo, bem quando a porta foi aberta e Zayn entrava no quarto.
- O que você já está fazendo aqui? – perguntou para , quase ofendido. – Eu mudei de hotel pra conseguir ser um padrinho presente e você já está aqui!
- E olha que eu fui pra terapia, almocei e bebi com Niall antes de chegar.
- Oi Zayn, tudo bem comigo e a viagem foi ótima. E você, como está? – Niall perguntou debochado, abraçando o amigo em seguida.
- Fico comovida com a atenção que ele dá aos pais da afilhada também. – Anna implicou, sendo abraçada logo em seguida.
- está pensando em promover oficialmente a inauguração da casa dela. – Niall sorriu travesso.
- Quando você está pensando em fazer isso, ? – Zayn perguntou. – Tenho que ver minha agenda.
- Zayn, se fizermos uma competição de quem está mais à toa entre você e eu, acaba empatada. – respondeu rindo fraco. – Seria pro fim de semana.
- Uma festa que duraria isso tudo?
- Esse garoto é idiota. – resmungou.
- Ei!
- É, ele é. – Niall implicou, rindo.
- Não, Zayn, não o fim de semana todo. Pensei em sábado à noite, dá pra curtir uma boa ressaca no domingo.
- E quem você pretende chamar? – Harry perguntou, bem quando Heidi começou a chorar e Anna a pegou, estava na hora de alimentar a filha.
- Todo mundo?! – falou em tom de dúvida, soltando uma risadinha. – Os de sempre, claro, mais outras pessoas. Adam e Behati estão por aqui, acho que Gwen e Blake também, além de alguns amigos meus daqui e outros que vocês não conhecem.
- Eu posso chamar a Gigi? – Zayn perguntou e assentiu.
- Você fica até que dia?
- Semana que vem, como você disse, estou um pouco sem o que fazer. – respondeu rindo.
- E a Gigi pode vir? Ela não está super ocupada?
- Provavelmente pode, vou ligar e perguntar.
- Não conheço e nem quero conhecer as Kardashian e as Jenner, então peça pra ela vir sozinha, se não for pedir muito.
- Claro. – Zayn deu uma risadinha da careta que Anna fez.
- Os outros detalhes dessa festa ficam pra depois, eu tenho que ver meus pais e tenho planos de sair pra balada com meu amiguinho irlandês.
- Estou convidado? – Zayn perguntou esperançoso.
- Sim, mas já sei que você não vai. Como sempre. – Niall riu. – Gigi está aqui com você?
- Não. – o britânico suspirou. – Ela está trabalhando nos Estados Unidos, infelizmente.
- Anna, eu volto amanhã pra buscar o Rob e fico com ele pra vocês se ajeitarem bem em casa.
- Ótimo. Vou precisar mesmo dessa ajuda. – riu cansada. – Te mando o endereço pelo WhatsApp.
- Niall, você vem agora ou quer ficar mais?
- Acho que vou ficar. Depois você me pede um Uber e eu vou pra sua casa.
- Preciso ver meus pais, então quando quiser ir pra casa me avisa e... espera... cadê suas malas?
- Bob me buscou no aeroporto, levou minhas malas pra sua casa, me deixou no restaurante, te buscou e nós estamos aqui agora.
- Que eficiente. – Zayn deu uma risadinha.
- Então vou ver meus pais e vejo você mais tarde. – falou, abraçando o amigo, e depois de uma rápida despedida dos demais, estava saindo do hospital e indo para a casa dos pais.


Zwei


- Essa cerveja alemã é realmente bem forte. Gostei. – Niall falou, enquanto estavam sentados no sofá da casa de
.

Os dois tinham preferido ficar em casa e evitar aglomerações e paparazzi. Cada um tinha uma cerveja em mãos, uma música baixa estava tocando e estavam no sofá, sentados, beliscando alguns aperitivos feitos por
.
Petros estava deitado do outro lado da sala e parecia muito pouco interessado na conversa que os dois estavam tendo.

- Eu sabia que gostaria, por isso comprei dessa. –
respondeu, dando um sorriso convencido de quem tinha feito um bom trabalho. – Eu queria muito te contar uma coisa, mas estou com um pouco de... medo.
- Medo? De quê? Aconteceu alguma coisa? – Niall perguntou preocupado e
negou com um aceno.
- Não aconteceu nada agora, mas antes...
-
, você está me assustando. – Niall deixou a garrafa sobre a mesa de centro e olhou bastante apreensivo para
, que apertava a própria garrafa entre as mãos e se tivesse força suficiente, quebraria o vidro em diversos pedaços.
-
e eu não namorávamos de verdade antes. – soltou de uma vez, fechando os olhos bem apertados.
- Como é que é?
- É uma longa e complexa história que envolve um contrato.
- Já tive várias namoradas assim em fanfics. – Niall deu uma risadinha ao falar, tentando amenizar o clima e
o olhou curiosa. – Qual é! Eu já li algumas e eram bem legais. Aposto que você já leu com você!
- Uma vez e foi mesmo bem legal.
- Você quer me contar toda a história e com bastante calma, certo?
- Sim.
- E o medo é o do julgamento?
- Um pouco...
-
, no judgement. – piscou, referindo-se à própria música que lançaria em alguns dias e a alemã sorriu. – Pode falar tudo que sentir vontade.
- Me sinto uma pessoa horrível por ter escondido isso de todas as pessoas que amo, mas não queria contar pra evitar os julgamentos e pra que não se espalhasse. Eu escondi até mesmo do Ian e do Davi.
- Então foi coisa bem séria. – Niall falou e ela assentiu.


contou sobre a reunião que tinha acontecido, porque Hugo e Leonard tinham realmente achado que valeria a pena para ambas as partes:
precisava voltar ao foco da mídia e ela precisava se livrar da péssima “fama” de fracassos amorosos seguidos, além da intensa procura da mídia por um namorado para ela. Seria unir o útil ao agradável e um contrato de dezoito meses foi feito entre as partes.
Não era pra ter evoluído, mas depois da viagem para Porto Rico, – feita sem que ela concordasse tanto assim, mas apenas aceitasse – os constantes encontros e necessidades de toques fizeram as coisas avançarem e logo estavam naquele relacionamento que não tinha o rótulo, exatamente, mas era o conteúdo completo de um namoro repleto de muito amor, carinho, amizade, compreensão e lealdade.
Niall ouvia atentamente o relato de
, que narrava com imensa nostalgia e os episódios de boas lembranças faziam um sorriso enorme brotar no rosto dela, além de, claro, o brilho no olhar se intensificar.

- Lembra da música que eu tinha feito em outro idioma? Aquela do ano novo em Nova York? –
perguntou e Niall assentiu.
- Vou tocar e cantar pra você, mesmo que você não vá entender nada do idioma, mas é como a Camila disse: não é preciso ser fluente no idioma pra entender o que a música quer dizer.
- Ela sabe?
- Não. – negou, ficando de pé e caminhando até o piano que estava no canto da enorme sala, mas que em breve iria para o estúdio que estava sendo construído na casa da piscina.
- Quem sabe?
-
, Davi, Ian e você. E a irmã dele. E Kelly. Leonard e Hugo, claro.
- Fico honrado em saber que eu estou no grupo dos amigos próximos. – Niall sorriu, acompanhando
até o piano.
- Você é um dos meus melhores amigos, irischer Prinz. – falou quase ofendida, tomando lugar no assento do piano.
- Essa foi a música que você compôs quando se deu conta que aquilo que você estava sentindo já tinha passado do status de paixão e se tornado amor? – perguntou e ela assentiu. – Mesmo que todo mundo já tivesse percebido isso?
- Isso mesmo. Agora silêncio e apenas escute. Você será a segunda pessoa a ouvir a música completa e a outra pessoa não é o
.
- Depois você traduz pro inglês?
- Claro.
- Então pode tocar. – falou e
deu uma risada baixa antes de começar a tocar a música que tinha intitulado como “Diciembre”.

Niall ouvia atentamente e apesar de não entender nada do que era cantado, ele sabia muito bem o que estava sendo dito naquela letra. Era uma confissão de um amor que quase não podia ser feita, dado o contexto, mas que estava ali, precisava ser dito e cantado, ainda que apenas para ela ou para outras pessoas que não fossem o destinatário final. E a música era linda, a melodia era perfeita e a voz de
era tão suave e ainda passava a emoção dolorida de quem tinha um sentimento por outra pessoa e não podia confessar.
Quando finalizou e aquele “te amo” foi dito – e isso foi a única coisa que Niall entendeu, afinal, recebe vários por dia e o falou diversas vezes durante shows pela América do Sul e Central –, ele estava com os olhos cheios de lágrimas e
também.
E ela terminou de contar a história depois da música, como se declararam pela primeira vez em uma entrevista dela no Japão, da volta pra casa por causa da lesão dele, das viagens, da música nova que tinha feito pra
e do término que aconteceu no dia seguinte ao lançamento daquela declaração que foi feita para que o mundo todo visse e ouvisse. Contou sobre depois, sobre os shows e como o cansaço quase a matou e ela não conseguiu terminar a turnê, sobre como
tinha ido até ela e como os dois tinham se resolvido e que há quase um ano e meio estavam juntos de verdade.

- Sinto muito por ter escondido isso de você, mas eu não podia contar e tive que fazer um esforço enorme pra não contar naquele ano novo. –
deu uma risadinha ao falar e Niall sorriu sincero.
- Tudo bem, o importante é que agora vocês estão bem e juntos de verdade, que é por amor e não por mentira que só buscava interesse e mais nada. Sei que no EMA’s vocês já estavam juntos por sentimento também, nunca pareceram não ser namorados. Quando esse tipo de namoro acontece, e nós sabemos que acontece muito, a maioria das vezes é perceptível, pelo menos no começo.
- Em Porto Rico foi nosso período de teste. Lá não tínhamos tantos olhos sobre nós e tivemos tempo de nos conhecer um pouco, depois, quando os paparazzi chegaram, nós já meio que estávamos mais íntimos e podíamos nos tocar sem ser tão constrangedor. Depois da festa e da primeira vez, as coisas ficaram estranhas, mas ficamos distantes por vários dias e isso ajudou um pouco também... no fim das contas, as coisas todas colaboraram para que ficássemos juntos e nos apaixonássemos. Até as coisas ruins pareceram acontecer no tempo certo.
- Fanfic. – Niall implicou, fazendo
rir. – Mas fico feliz por vocês terem se acertado, por terem resolvido tudo e dado uma chance pro sentimento.
- Eu também. Acho que eu não teria me recuperado tão rápido e tão bem sem ele comigo pra me dar um apoio moral, sabe?
- E por que você nunca mostrou essa música pra ele?
- Não sei. É muito pessoal... –
resmungou. – Sei que já mostrei pro Davi e pra você, mas... não sei. Eu acho que talvez seja um pouco pesada, não sei explicar.
- Agora traduza, preciso entender isso em inglês.
- Tudo bem, vá buscar mais cervejas e eu canto em inglês pra você lá no sofá.
- A casa é sua, vá você buscar!
- Niall, vá buscar a cerveja ou eu te coloco pra dormir na rua. E você vai congelar!
- Seu cachorro é seu fã. – Niall maneou a cabeça para o cachorro, que ainda estava atento à
sentada ao piano.
- Ele é mesmo. – riu. – Sempre que canto ele fica todo alerta e animado.
- Vou buscar a cerveja e você canta em inglês, mata minha curiosidade e deixa o cachorro animado e feliz.

🎤 🇩🇪 ⚽️


- Praia? –
perguntou quase perplexo ao ver
aprontar uma mala com algumas roupas de praia. – Você vai tentar matar o filho da Anna de hipotermia?
- Não seja exagerado. –
rolou os olhos. – Vamos até Palma e voltamos hoje ainda. É uma viagem bem rápida de avião.
- Você quer sair do país com o filho da sua amiga pra ir na praia? –
parecia ainda mais perplexo.
- Nós vamos. – respondeu tranquilamente. – Já olhei a previsão do tempo, Mark já consultou as condições de voo e está tudo perfeito. Anna e Harry estão arrumando as coisas pra irem com Heidi pra casa e Rob vai passar um tempo comigo.
-
, eu não posso fazer uma malinha e ir pra outro país com você do nada.
- Já pedi liberação e o Ray aceitou. – deu de ombros e
deu uma risada quase incrédula.
Quase.
Era

a responsável por aquele ato, então era algo que aconteceria. Não se podia duvidar de nada vindo dela.
- Quando for nosso filho, espero que você não surte se um dos padrinhos ou dos seus amigos, enfiar a criança num avião e sair do país pra ir na praia.
-
é absolutamente capaz de fazer isso. –
riu. – Ela e todos os outros.
- Eu amo uma mulher completamente doida. –
riu. – Preciso levar o quê?
- Bermuda, calça, um agasalho, toalha, cueca, sunga se preferir, protetor solar, escova de dentes, uma blusa pra usar agora, shampoo, condicionador, sabonete, hidratante, desodorante, gel de cabelo, tênis, meias, chinelo e óculos de sol. – respondeu. – Mas já coloquei tudo na mala, então você apenas veste a roupa que está separada.
- Já disse que te amo hoje?
- Sim, mas gosto de ouvir, então repita. – falou, erguendo o olhar para
, que riu e se aproximou para dar um beijo em
.
- Eu te amo.
- Obrigada. – respondeu, fazendo-o soltar uma risadinha pelo nariz e juntar os lábios aos dela num beijo rápido. – Vou vestir o Rob e nós temos que sair em... meia hora.
- Você precisa parar de me avisar dos planos em cima da hora.
- Gosto de emoção. –
respondeu. – E, se eu falar antes, você começa a arrumar desculpas e a encher o saco bem antes.
- E os pais da criança sabem?
- Saberão em momento oportuno. –
deu de ombros.
- Ah, minha mãe pediu pra você ir até lá antes do fim de semana, ela tem uma coisa pra te dar. –
falou, tirando a blusa de pijama que usava para vestir a que
tinha separado.
- Ela me ligou, vou passar lá depois de amanhã, já combinamos. – respondeu, fechando a mala com as roupas. – Vou trocar a roupa do Rob.
- Vai acordá-lo só pra isso?
- Se você estivesse prestando atenção nele, como disse que faria, teria visto que ele acordou e está na cama brincando com Petros há uns cinco minutos. –
falou, apontando para a babá eletrônica.
- Eu vou fingir que sabia e você vai lá, eu vou terminar de me trocar e depois você se troca e sairemos. – falou dando uma risadinha e
foi pegar Rob.
- Bom dia, raio de sol. – falou, acendendo a luz, e o menino sorriu ao vê-la.
- Tia
. – falou, sorrindo. – Mamãe? Papai?
- Nós vamos encontrá-los mais tarde, agora eu estava pensando... o que acha de irmos à praia?
- Paia! – o menino sorriu animado.
- Então vamos trocar de roupa. Depois o tio
vai cuidar de você rapidinho pra eu me trocar e sairemos.
- Tá! – falou, estendendo os bracinhos, e
o pegou no colo, levando para o quarto de
.

Trocou a fralda do menino, que não precisou de um banho matinal, e o vestiu de forma confortável e quentinha para que pudesse suportar as baixas temperaturas da Alemanha, até que chegassem à Espanha e ele pudesse se livrar daqueles moletons e se divertir na praia.
Sabia que Robert já tinha ido à praia com os pais, não estava roubando o momento de Anna ou Harry, então poderiam aproveitar. Assim que ele estava devidamente vestido,
entregou o pequeno a
, incumbindo-o da função de alimentar a criança e foi se vestir, além de conferir as mensagens, pois Mark os avisaria quando tivessem condições de voo, e quase quinze minutos depois,
estava devidamente vestida e caminhou vagarosamente até a cozinha enquanto ouvia
falar e conversar com Rob, que gargalhava.
Quando espiou, tentando não ser vista, encontrou
imitando bichos de forma bem caricata e fazendo o pequeno rir enquanto tomava sua mamadeira e comia as panquecas preparadas pra ele e que
tinha cortado em formato de bichinhos. O menino ria de
, que também ria bastante ao imitar os animais.
queria filmar, mas tinha deixado o celular no quarto e teria que ficar unicamente com a lembrança mental daquilo.
Sempre quis ser mãe, sempre, mesmo que não tivesse um filho biológico, mas nunca tinha encontrado o momento correto, ainda não acredita que seja esse o momento de ter filhos, mas observando aquela cena,
sabia que mesmo que não fosse o momento, se acontecesse, seria bem-vindo e daria certo. E que
era o pai perfeito para o filho que ela sempre quis.

- Tia! – Robert foi o primeiro a vê-la e a despertá-la de seu transe.
- Vejo que vocês estão se divertindo... –
entrou na cozinha, parando ao lado de
e lhe deu um beijo no rosto.
- Um pouco.
- E então, terminamos de tomar café? – perguntou em inglês e Rob negou com um aceno, antes de voltar a comer o penúltimo pedaço da panqueca.
- Sim! – o menino comemorou, terminando de mastigar, e sorriu.
- Então vamos escovar os dentes e ir pra praia.
- Primeira vez que te vejo de bom humor antes do meio-dia. –
provocou. – Não são nem oito da manhã e você está animada e sorridente.
- Tenho meus motivos. – deu de ombros, fazendo
dar um sorriso. – Cuide do tio
pra mim, Rob, vou ligar pro piloto pra saber se podemos ir pra praia.
- Sim!

🎤 🇩🇪 ⚽️


Robert corria pela areia da praia, animado com tamanha liberdade e com o sol que estava razoavelmente quente. A ida para Mallorca tinha sido redirecionada para Ibiza, a temperatura e as condições climáticas estavam melhores, então depois de um voo de quase três horas, chegaram à Ibiza e estavam na praia.

acompanhava Robert de perto, cuidando para que ele não fosse sozinho para o mar e o menino estava fascinado com a água clara e com a areia branca. Já tinha feito um castelo de areia com
e entrado na água turquesa da Praia Cala Bassa, que estava bem tranquila e quase vazia.

- Rob, deixe a tia
passar um protetor solar em você. –
chamou e o menino correu em sua direção, com um sorriso arteiro no rosto e logo estava perto dela.
- Anna mandou uma mensagem perguntando se está tudo bem. –
deu uma risadinha ao falar e
abriu o protetor solar e passou bastante no pequeno Schulte Styles.
O sol não estava forte, mas ela não daria sorte ao azar, então passaria todo protetor solar possível naquela criança e a protegeria de todo e qualquer raio solar que pudesse causar algum dano.
- Vamos tirar uma foto pra mamãe? –
perguntou, em inglês, fazendo Robert dar de ombros e
deu uma risada. – Vem, vamos perto do mar, pra ela ver como a tia
é uma tia maravilhosa que tem muitos programas interessantes para cuidar do sobrinho que mais ama.
- O quê? – Robert perguntou sem entender nada do que foi dito em alemão.
- Foto pra mamãe, meu amor. – falou, segurando-o no colo, de lado.

Ela posou para a foto, mas Rob pouco pareceu interessado, como tinha demonstrado. Seu chapéu de tubarão chamava atenção e
tirou a foto, enviando para Anna e escrevendo “por aqui está tudo bem. E com vocês?” e deixaria que a mulher surtasse um pouco por terem levado a criança pra outro país só para irem à praia.
O resto do dia foi de praia, almoçaram e era noite quando, finalmente, viajaram de volta, mas dessa vez para Munique, todos exaustos do dia na praia, cheio de brincadeiras e de muitas fotos de Rob e dos dois.
Anna ligou para saber se poderia buscar Robert, mas
foi pessoalmente deixá-lo na casa da amiga, junto com
, que estava tão cansado e só a ideia de ter que ir pra Stuttgart na manhã seguinte lhe dava vontade de chorar.

- Você foi pra Espanha com meu filho? – Anna deu uma risadinha cansada, pegando Rob no colo quando
chegou.
- Espero que você não tenha ficado mesmo brava. – falou, mordendo o próprio lábio.
- Nem um pouco. Confio em você,
. – piscou. – Só não achei que seria possível praia em pleno janeiro na Europa.
- Ibiza. – piscou. – E como estão as coisas?
- Ótimas. – sorriu. –
, sente-se, por favor.
- Paia! – Rob falou sorrindo, fazendo Anna apertá-lo num abraço.
- Então você foi pra praia com sua tia
? – perguntou, fazendo-o assentir. – E ainda comeu sorvete...
- Sim!
- E onde está Heidi?
- Com Zayn, Niall e Harry.
- Então ele veio ficar aqui? –
estreitou os olhos, fazendo Anna rir.
- Não era justo deixá-lo pagando diária de hotel,
. E você sabe disso, não fique com ciúmes.
- Tio. – Rob falou, estendendo os braços para
, que não demorou a pegá-lo e o menino apontou para o corredor, que levava ao quarto.
- Todo seu. –
e Anna falaram juntas, rindo em seguida, e
seguiu com Rob para onde quer que ele queria ir.
- É bonitinho a forma como você fica babando ao vê-lo com crianças. – Anna implicou, fazendo
rir fraco.
- Não acho que esse seja o momento de ter um filho, mas se acontecesse não seria de todo ruim, sabe? Vejo como ele gosta de crianças, como estamos bem...
- Seria uma criança linda,
. – Anna sorriu. – Mas a maternidade e a paternidade não são apenas as flores. Há momentos bem difíceis, complicados e cheios de vontade de desistir, de fazer as malas e sumir pra Sibéria e largar tudo pra trás.
- Não pretendo ter um filho agora, acho que não estamos nesse momento, ele mora em Stuttgart e eu aqui, estou planejando um novo álbum e uma nova turnê... não quero ter um filho pelas metades, então prefiro que a gente não tenha um ainda.
- É uma decisão bem difícil e morar distante vai causar um impacto muito grande na vida dos dois e das crianças, mas tenho certeza que se for pra acontecer, acontecerá e vocês darão o melhor jeito nisso. – Anna falou sincera. – E então, como estão as coisas?
- Ótimas. Estamos muito bem e eu estou feliz como não me sentia há tempos.
é um namorado maravilhoso e temos muita sorte de termos acontecido na vida um do outro. Nossas famílias se adoram, interagem e se dão muito bem, nós fazemos isso dar certo e estamos muito felizes, mesmo que vez ou outra role uma discussãozinha, mas estamos bem e é ótimo saber que o tenho ao meu lado.
- Vocês são lindos e eu espero que as coisas fiquem bem mesmo. Ainda que eu não o tenha perdoado totalmente por aquele término desnecessário e burro.
- Não foi por maldade, Ann, você sabe. Ele só achava que não correspondia ao meu sentimento do mesmo jeito. –
deu de ombros. – E ele é homem, homens tendem a ser burros na maior parte do tempo, então é normal tomar esse tipo de decisão.
- Então a sequestradora de crianças está entre nós. – a voz de Zayn interrompeu a conversa e
o viu entrar na sala carregando Heidi no colo.
- Zayn, se eu fosse você, eu cuidaria mais da própria vida ao invés de ficar cuidando da vida alheia e se intrometendo onde não é chamado. – falou em alemão, fazendo Anna rir e Zayn olhar confuso.
- Sabe, Anna, você devia ter escolhido uma madrinha menos maluca pra Heidi. Imagina um belo dia você acorda e sua filha não está em casa, porque a madrinha a sequestrou e a levou pra praia em pleno mês de janeiro! – frisou o final e
o olhou ameaçadora.
- Existe uma coisa que se chama “consulta à meteorologia”, caso você não saiba, que existe pra que a gente saiba as condições climáticas antes de sair de casa. Estava sol e calor em Ibiza, Malik, então cuide da sua vida.
- Então agora você fala inglês? – implicou.
- Você devia ter escolhido o
como padrinho. –
falou para Anna, que riu, fazendo Heidi resmungar no colo de Zayn. – Me dê ela um pouco.
- Você não vai tentar sequestrá-la?
- Zayn, por que você não vai se foder?
- Mal educada.
- Intrometido.
- A alemã mais linda de todas está entre nós. – Niall se anunciou, entrando na sala e
lhe sorriu. – Estou falando da Heidi.
- Ainda bem, porque ela é a alemã mais linda de todas. –
concordou. – Vai lá pra casa?
- Vou sim, se não for incomodar.
- Você não me incomoda em nada.
- Eu shipparia muito vocês dois, caso não existisse
. – Harry brincou.
-
é linda e eu a amo, mas não. Somos apenas amigos. – Niall falou e
assentiu em concordância.
- Vocês falam isso, porque é sem chance agora. – Anna implicou.
- Antes também era e nunca tivemos nada. Niall é meu filhinho e só. –
respondeu, recebendo a concordância de Niall.
- Dormiu. –
falou, voltando para a sala, e
olhou. – Ele queria brincar, mas acabou dormindo antes.
- Então podemos ir, meine Liebe, você tem que sair cedo amanhã.
- Posso ir no seu carro?
- Claro, eu não tenho planos pra amanhã.
- Tudo bem, então vamos mesmo. –
falou cansado. – Eu não tenho preparo físico pra uma viagem internacional, um dia inteiro de praia brincando com uma criança e poucas horas de sono.
- Não prometo voltar amanhã, Ann, mas tentarei.
-
, como você conseguiu ir pra outro país com o Rob? – Niall perguntou curioso, ficando em pé também.
- Harry me deu todos os documentos do Rob quando vim buscá-lo, lá tinha passaporte, seguro viagem, certidão de nascimento... e, bom, ser

também ajudou um pouco. – riu.
- Eu fiz isso? – Harry perguntou sem entender e
assentiu. – Eu estou tão cansado que nem prestei atenção, só te entreguei os documentos dele.
- Se precisarem de alguém pra ajudar com o Rob, só me falar.
-
estava realmente falando sério quando disse que ia largar a música e virar babá do Rob. – Niall falou rindo.
- Foi a melhor ideia que eu tive em anos. – riu. – E agora vamos embora, vocês precisam descansar e logo essa pequena lady vai acordar.
- Vai mesmo. – Anna deu uma risadinha cansada.
- Precisando, sirvo de babá também. – respondeu, abraçando a amiga.

Depois de uma despedida rápida, estavam os três no carro de
a caminho de casa para descansarem. Niall tinha passado o dia com Harry, Anna e Zayn, ajudou um pouco com Heidi e reclamou quase o caminho todo por ter sido esquecido e não convidado para a viagem que o casal tinha feito com Rob, mas, no final, assumiu que preferia ter ficado na Alemanha com os amigos e que Liam e Louis chegariam no dia seguinte.

e
tomaram banho sem muita demora e foram deitar, depois de um rápido jantar, e estavam sob os edredons e prestes a dormir. O dia tinha sido ótimo, mas bastante cansativo, apesar de divertido. Tinham aproveitado bastante, principalmente por ser quinta-feira e quase não ter ninguém na praia. Era ótimo.

- Vamos planejar para que nossos filhos não nasçam no inverno aqui, essa época é cruel e os bebês devem se sentir péssimos. –
falou baixo, quase dormindo, e
deu uma risadinha.
- Não dá pra controlar assim,
, mas um bebê nascendo no inverno alemão deve ser difícil mesmo.
- Obrigado pelo dia de hoje, foi ótimo ficar com vocês na praia e aproveitar um tempo só nosso, mesmo que dividido com o Rob.
- Foi ótimo mesmo. Agora vamos dormir, porque amanhã você acorda cedo.
- Será que teremos filhos tão bonitos quanto Rob e Heidi? – resmungou, abraçando
, que deu uma risadinha contra o pescoço dele. – Claro que sim, eles vão puxar seu sorriso e o seu nariz, o jeito de franzir a testa quando estão pensativos e vão ser geniosos feito você,
. Nossa filha vai ser uma miniatura sua. E eu vou amá-la por me lembrar todos os dias que eu sou um cara de sorte por ter vocês.


pensou em responder, mas não tinha o que dizer. Não depois daquela declaração de amor e tanto que tinha recebido de
. Então só podia aproveitar e agradecer aos céus por aquilo. Finalmente estava feliz, completamente feliz, e com alguém com quem podia ver um futuro bem desenhado.


Drei


estava parado, encostado ao batente da cozinha, observando cantar uma música em um idioma que ele não fazia ideia do que podia ser. E ela também não estava acertando bem todas as palavras enquanto cantava e preparava alguma coisa no fogão.

- Me passea que yo gosto de arepiar, sob sus digital es impossible callar. É feito suerte me abraza fuerte... – perdeu-se na canção, em um idioma que não domina, e começou apenas a cantarolar o ritmo da música.
- Eu não tenho muita certeza, mas acho que esse não é o idioma da música... – brincou, fazendo olhar em sua direção e mostrar a língua. – Você viaja hoje?
- Sim senhor. E você não vai mesmo me acompanhar?
- Sem chance. – respondeu, aproximando-se e suspirou.
- Acho que desde que eu voltei do hospital essa será a primeira vez que vamos ficar muitos dias longe um do outro. – constatou, voltando a prestar atenção no que estava cozinhando.
- O maior tempo que passamos longe foi quando você “fugiu” pra ficar aqui, mas depois foi pra Munique pra ir às suas consultas e passou mais de quinze dias lá e eu fiquei.
- Queria que você pudesse ir comigo pra Los Angeles.
- Dessa vez não tem como, amor. Mas você vai encontrar com a Ada. Eu a vi apenas no casamento da Anna, mas sei que ela é ótima e vocês vão passar ótimos dias juntas.
- Vou encontrar com a Demi também. E eu estou super curiosa pela música que ela vai estrear. De verdade.
- Shawn não vai?
- Vai. Ele e Madu, além da Camila, Blake, Gwen... – deu um sorrisinho ao enumerar os presentes.
- Estarei daqui vendo.
- Nada disso, vai ser bem de madrugada, você vai acordar cedo. Veja apenas os vídeos que te marcarem no dia seguinte.
- Tudo bem. – soltou uma risadinha. – Eu ainda te vejo antes de você viajar?
- Vê sim, bonitinho, vou viajar a noite.
- E o que é isso que você está fazendo?
- Garantindo que você não morra de fome essa semana. – riu. – Vou ficar mais de duas semanas longe, então vou garantir uma semana de boa alimentação e a semana que vem você terá que se virar.
- Eu já disse hoje que te amo?
- Já, mas nunca é demais ouvir. – respondeu, recebendo um beijo demorado na bochecha.
- Eu te amo. – falou, fazendo sorrir. – E espero que você passe ótimos dias em Los Angeles.
- Você acha que a Ada vai surtar muito quando souber que é minha acompanhante pro Grammy e pro Oscar?
- Sem a menor dúvida. – riu. – Agora preciso ir, nos vemos mais tarde.
- Boa fisioterapia, . – falou, virando-se para dar um selinho em e ele sorriu.
- Obrigado. E termine de fazer suas malas, elas não se farão sozinhas.
- Eu te amaria mais se você tivesse feito essas malas pra mim.
- Sou seu namorado e não seu empregado.
- Pra mim as duas palavras soam iguais. – respondeu, fazendo dar uma risada.
- Separe o que você quer levar, eu termino quando chegar. – respondeu e sorriu, abraçando-o.
- Se um dia eu disse que não te amava, eu menti.
- Eu sei.
- Ah, , antes de você ir... – falou, abaixando o fogo e olhou para um pouco incerta. – Acho que Hugo precisa de um ombro amigo. Não conheço a história dele, mas ele anda meio... abatido.
- É, eu percebi. – suspirou. – Vou chamá-lo pra vir amanhã, acho que ele vai se sentir mais confortável se estivermos apenas os dois.
- Ele não parece estar muito bem e acho que uma conversa com um bom amigo pode ajudar.
- Farei isso. Você é muito boa pra perceber as coisas.
- Agora vá, quanto antes você for, antes você volta. – o enxotou, fazendo rir e assentir.
- Eu te vejo mais tarde. – respondeu, dando um selinho rápido em e saiu da cozinha, rumando para a garagem, enquanto ela continuava na cozinha cantarolando e cozinhando para .

🎤 🇩🇪 ⚽️


abriu a porta quando ouviu a campainha e recebeu Hugo com um sorriso simpático e saudoso, afinal, não se viam pessoalmente há um bom tempo e ele realmente tinha sentido falta do amigo. Mas a cara de quem mal dormia há dias, de quem tinha chorado recentemente e que tinha um leve cheiro de álcool que Hugo tinha, lhe despertou um sentimento quase parecido com a pena.

- Aconteceu alguma coisa? – Hugo perguntou enquanto entrava. – Cadê a ?
- Viajou pra Los Angeles, vai pro Grammy e pro Oscar. – respondeu, fechando a porta e os dois foram para a sala. – E não aconteceu nada comigo, mas com você...
- Comigo? – Hugo deu uma risadinha nervosa, sentando-se no sofá. – Nada aconteceu comigo.
- Com você não aconteceu, mas algo envolvendo outra pessoa aconteceu, provavelmente.
- Não quero falar sobre isso, cara, por favor. – suspirou. – Estou tentando parar de pensar nisso, pra ser bem sincero.
- Tudo bem, só falaremos sobre o que está te atormentando se você quiser. – falou e o amigo assentiu grato. – E eu estava sentindo falta de sentarmos pra conversar, jogar videogame...
- Agora você faz isso com sua namorada e é ela quem te dá uma surra. – Hugo provocou.
- Dá mesmo. – admitiu. – E ent...
Antes que sua fala fosse concluída, ouviram batidas na porta e se deparou com um entregador de pizzas. Ele nem mesmo tinha pedido nada ainda.
- Acho que você errou o endereço. – falou dando um sorriso pequeno.
- Essas pizzas foram pedidas por . – o rapaz respondeu. – E ela também já pagou.
- Ah... tudo bem. – soltou uma risadinha pelo nariz e pegou as três caixas de pizza que o rapaz tinha em mãos.
Exagerada.
O entregador lhe deu as costas e voltou para a sala, após fechar a porta com um dos pés, recebendo um olhar curioso de Hugo, mas antes que pudesse responder, viu que havia um pequeno bilhete pregado na tampa de uma das caixas. “Tomei a liberdade de pedir pizzas pra vocês, espero que gostem, que elas estejam deliciosas e vocês tenham uma noite de bff’s bem agradável. Te amo, já estou com saudades e mande beijos pro Hugo, além de um imenso desejo de que ele fique bem logo, que isso que o atormenta passe e as coisas fiquem bem. .”
- Isso é obra da sua namorada, claro. – Hugo falou, fazendo soltar uma risadinha e assentir. – Ela é uma pessoa boa.
- Ela é. E pediu pra te mandar beijos e desejos de que você fique bem e feliz.
- Você contou pra ela?
- Não. – respondeu, deixando as pizzas sobre a mesa de centro e se servindo de um pedaço. – É um assunto seu, se você achar devido, você conta.
- Isso é pizza mesmo ou essas gororobas que vocês andam comendo? – Hugo estreitou os olhos, fazendo rolar os olhos.
- Não é gororoba, respeite nossa luta. – falou sério, fazendo Hugo rir. – Essa pizzaria é muito boa, faz as melhores pizzas que já comi e são todas veganas.
- realmente mudou sua vida. – Hugo deu um sorriso sincero, servindo-se de um pedaço da pizza e não demorou a mordê-lo para provar. – É, realmente muito boa.
- Ela rodou por toda a cidade pra encontrar uma boa pizzaria vegana. Minha namorada é completamente maluca.
- Fico muito feliz por você ter dado ouvidos ao seu coração e que vocês tenham se resolvido, porque seria uma merda se vocês não estivessem juntos por terem sido burros e não conversado antes.
- Acho que eu jamais me perdoaria se eu tivesse perdido essa mulher. – confessou e Hugo assentiu. – Ela mudou minha vida totalmente.
- É muito estranho quando a gente se sente assim, não é? Ficar totalmente rendido por uma mulher que não precisa fazer nada, apenas o fato de que ela existe faz toda a diferença, faz com que sua vida pareça ter um propósito, que te faz feliz só por estar ali, respirando. Sinto falta disso, de verdade.
- Você me deu um conselho que deveria ter usado em sua vida, Hugo. – falou sincero. – Quando me disse pra eu ir conversar com a e resolver toda a situação, você e a Alina deveriam fazer o mesmo. Ainda que não voltem a ficar juntos, precisam fechar essas feridas do jeito certo, porque se ficar assim, pelas metades, nunca vai sarar de verdade. Vocês tiveram algo lindo, mas acabou, você errou e sabe disso, mas vocês precisam conversar e acabar tudo direito. Vai doer, mas vai passar, tanto que depois de um tempo você nem vai sentir mais. Foi o que senti quando meu casamento acabou, foi péssimo perceber que meu amor pela Natascha tinha acabado e o dela por mim também, que nosso casamento tinha perdido o sentido, porque éramos muito mais amigos do que um casal. Doeu, mas cicatrizou. Com a , depois de toda aquela confusão eu apenas sentia doer, sentia piorar e só queria chorar e me torturar até o fim dos tempos, mas você me fez parar pra pensar e entender que estava doendo, porque estava mal acabado e que precisava ser resolvido. Mesmo que você e a Alina não voltem, é hora de parar de colocar panos quentes e resolver de uma vez. Se doer, que doa tudo de uma vez e vida que segue. Você merece recomeçar sua vida e colocar em prática o que aprendeu, a Lina também merece que a vida siga adiante de verdade.
- Ela tá grávida. – Hugo soltou de uma vez, tinha os olhos cheios de lágrimas e respirou fundo. – Ela está realizando o sonho dela, de ser mãe, e o pai não sou eu, porque eu fui um babaca que não soube ser fiel à mulher mais doce, linda e perfeita do mundo. Eu não sei se mereço uma segunda chance, cara, eu mereço esse sofrimento.
- Você já sofreu o suficiente, Hugo, você está sofrendo há três anos e uma hora a vida para de cobrar, mas pra isso, vocês precisam se perdoar e seguir suas vidas sem essa pendência.
- E será que ela aceitaria?
- Você só vai saber se perguntar. Se ela não aceitar conversar e te ouvir pedir desculpas de verdade, você pelo menos tentou fazer sua parte, pode seguir sua vida e parar de achar que precisa se torturar eternamente por um erro que não deveria ter cometido, mas cometeu. Chorar o leite derramado já não adianta de nada. Se ela aceitar, conversem e resolvam tudo, não deixem nada sem ser resolvido, pontas soltas acabam se virando pra nos machucar.
- Onde foi que você aprendeu essas coisas? – Hugo deu uma risadinha ao falar, tentando disfarçar o choro que estava prestes a reiniciar. – Bom, eu sei... mas, você sabe que as coisas são bem mais fáceis na teoria do que na prática.
- São. – concordou. – Mas você precisa resolver isso.
- Eu sei.

Hugo soltou um suspiro sentido, voltando a comer e os dois ficaram apenas comendo por um tempo, não precisavam falar nada naquele momento. Hugo sabia que tinha errado e precisava de uma última conversa com sua ex-namorada para seguir em frente, mas também sabia que não era algo fácil, pois tinha pisado feio na bola e magoado Alina de um jeito que jamais imaginou ser possível.
observava o amigo, desde a expressão de quem não dormia direito há dias, que gastava as noites bebendo e chorando; estava mais magro e abatido, parecia ter envelhecido dez anos naqueles últimos dias.

- Estou esperando você colocar o videogame pra funcionar, . Eu vim pra te dar uma surra e diminuir a falta que você já deve estar sentindo da sua namorada. – Hugo provocou e deu um sorriso.

De repente não eram mais os adultos se aconselhando por problemas em relacionamentos, mas os dois adolescentes que passavam as horas livres jogando videogame e sendo apenas bons amigos, como sempre.


🎤 🇩🇪 ⚽️


- Você não pode estar falando sério. – Ada olhou incrédula para , tinha a boca aberta e a mente funcionando a milhão.
- Sobre qual parte?
- Sobre todas! – a voz de Ada soou um pouco mais alta do que ela gostaria, subindo uma oitava e desafinando. – Grammy? Oscar? Uma música? Você ficou LOUCA?
- Sim. Sim. Sim. Sempre fui. – deu de ombros. – Esse sofá é muito gostoso.
- Você solta muitas informações de uma só vez em mim, eu não sei lidar com essas coisas.
- Então vamos por partes: Estou te convidando para ser minha acompanhante para ir ao Grammy. E para o Oscar. E para cantarmos juntas uma música que escrevi e consigo visualizar perfeitamente uma parceria nossa, mas quero que você leia, complete o que achar necessário e apague o que achar que não precisa estar lá.
- Às vezes eu acho que você não sabe a magnitude que seu nome tem. E nem do quanto eu sou sua fã! – Ada falou, quase numa lamúria.
- Às vezes eu acho que você ainda não entendeu que somos amigas. – respondeu, fazendo Ada soltar um gritinho. – Sério. É melhor você se acostumar, porque além disso, quero que você abra meus shows durante a turnê que vai acontecer em breve.
- Eu não faço ideia de como isso aconteceu, mas eu preciso agradecer ao Universo por me permitir uma coisa dessas. – Ada falou séria. – Porque... eu apenas comentava suas fotos e era sua fã e...
- Ada, você vai aceitar? – interrompeu, dando uma risada ao ver a cara de desespero da mulher. – Se sim, preciso ligar pra Stella pra pedir uma roupa pro Grammy e outra pro Oscar.
- Stella McCartney? – Ada perguntou, tentando conter o tom de surpresa.
- A própria.
- Você vai me matar do coração antes que eu consiga aceitar seu convite.
- Ótimo, vou ligar pra ela e podemos até ir na loja hoje. Ela está aqui em Los Angeles.
- Vou mandar uma mensagem pro Norman e pro Joe e pro Jimbo e esfregar na cara deles que vou ao Oscar e ao Grammy. E que vou cantar com fucking ! – Ada pegou o próprio telefone, digitando freneticamente.
- Deveria mandar pro fracassado do seu ex, mas deixe que eu me encarrego de deixar a internet saber que você é sensacional e ele perceberá sozinho que foi um otário que perdeu a melhor pessoa que ele poderia ter! – estalou os lábios, pegando o próprio celular para ligar pra Stella e marcar uma ida para resolver os últimos detalhes da própria roupa e para conseguir uma nova para Ada.

O caminho e a passagem pela loja foram animados, as duas seguiram pelas ruas de Los Angeles ouvindo música alta no carro e rindo bastante. A prova de roupas foi interessante e bem proveitosa, mas eram roupas para Stella McCartney, era de se esperar. Voltariam no dia seguinte para a prova final e tratou de reservar mais horários com a cabeleireira e com a equipe de maquiagem para os eventos e as duas voltaram para o apartamento de Ada.

- Preciso ir na casa da Demi. – falou e Ada a olhou apreensiva.
- Isso envolve minha pessoa também?
- Só se você quiser. – deu de ombros. – Vamos vê-la no Grammy, mas se você preferir não ir até lá, tudo bem.
- Ela não está ocupada, justamente, com essa véspera de Grammy?
- Hm... bem pensado. – respondeu. – E então, alguma ideia do que podemos fazer?
- Posso te perguntar uma coisa?
- Se for sobre o Maluma, eu vou levantar e ir embora agora mesmo. – falou e Ada a olhou sem entender.
- Eu nem sei quem é esse, .
- Não?
- Eu sei que ele canta, mas só pela música que vocês fizeram juntos, mas eu nem faço ideia de quem seja.
- Mas deve ter ouvido sobre a fofoca de termos ficado.
- Ouvi, mas realmente não me importo. – Ada deu de ombros. – O que eu quero saber mesmo é o motivo de você estar me convidando pra cantar com você e essas coisas.
- Porque gosto de você. – respondeu sincera. – Você é uma pessoa ótima, muito legal e acho sua voz incrível, as pessoas do mundo precisam te conhecer e te ouvir, porque é uma voz tão linda, tão profunda... você foi super elogiada quando cantou comigo aquela vez, então podemos fazer isso de novo e ainda poderemos gravar um EP. Quer dizer, você vai gravar um EP.
- Eu jamais achei que faria isso na minha vida. – Ada deu uma risadinha pelo nariz ao falar. – Mas obrigada. De verdade.
- Vamos comer pipoca e assistir algum filme interessante na Netflix, o que você acha?
- Algum dos indicados?
- Eu faço a pipoca, você escolhe o filme. – respondeu, levantando-se do sofá.

Assistiram a “Parasita” e depois passaram o resto do dia conversando sobre os eventos, ouvindo Ada falar animadamente sobre os filmes que estavam concorrendo ao Oscar e falava com tanta propriedade que era impossível não ficar deslumbrada; conversaram sobre a música que tinha escrito e já estava acordado que viajariam juntas para a Alemanha depois do Oscar, produziriam a música e daria um jeito de convencer a mulher a gravar o próprio EP.

🎤 🇩🇪 ⚽️


estava tão nervosa quanto Ada.
Era sua primeira aparição em um evento desde a ida para o hospital, em setembro de 2018, e ela não tinha certeza se estava mesmo pronta para lidar com todos aqueles flashes e perguntas invasivas. Tudo bem, vinha lidando com flashes e perguntas invasivas desde seu retorno para a Alemanha após a internação, mas era diferente...
Tinha sido uma péssima ideia estar ali, sem a menor dúvida, e ela tinha acabado de perceber isso. Mesmo tendo Layla por perto dizendo que ficaria tudo bem, sentia como se pudesse desintegrar-se em mil pedacinhos ali mesmo pelo tanto que sentia seu corpo tremer.
Seria possível pedir o motorista para seguir direto e ir para a casa de Ada? Queria fazer isso. Queria desaparecer daquele evento e...
E o quê?
Nunca tinha se sentido intimidada por câmeras, perguntas indevidas e eventos. Sempre gostou de cantar, de estar em evidência, de ser vista. Por que estava tão temerosa? Não fariam perguntas diferentes das que já vinham fazendo, em todo caso. Estava linda naquele vestido, com aquela maquiagem e com o cabelo bem feito, não tinha motivo para estar tão nervosa. Sua imagem estava ótima e ela sabia lidar com aquela situação. Afinal, ela é fucking !
Além disso, tinha Ada e Layla consigo. Estava bem amparada em caso de alguma necessidade, mas não seria necessário. voltaria com tudo. E o momento era aquele.

- Está tudo bem? – Layla perguntou incerta. – Você está fazendo umas caras estranhas e eu não sei se é só você sendo doida como sempre ou se está tendo, sei lá, um derrame.
- Tudo ótimo. – sorriu convicta. – O tapete vermelho me espera.
- Tem certeza? Podemos passar por dentro, se você quiser...
- Lay, eu não vou fugir. Não existe a menor chance de isso acontecer e nada do que berrarem de perguntas indiscretas pode ser diferente de tudo que eu tenho ouvido desde que sai do hospital. É hora de o mundo lembrar que ainda está aqui, viva e pronta pro que der e vier.
- fucking ! – Ada comemorou. – Mas eu não vou pra tapete vermelho nenhum.
- Você segue comigo, Ada. – Layla sorriu. – Então vamos, fucking precisa reaparecer e chocar o mundo com sua beleza.
- Liam vem?
- Ele está na Alemanha. – resmungou descontente. – Enfim, vamos logo.

Layla abriu a porta do carro e logo Ada estava acompanhando-a enquanto seguia para o tapete vermelho, caminhando com a determinação e confiança de sempre. E logo um burburinho começou a se formar, afinal, estava dando as caras em um evento oficial depois de mais de um ano! E estava maravilhosa naquele vestido, sentia-se incrível e sorriu para as fotos, fez poses e ouviu diversos elogios.

- Ei, , você está linda! Quando volta a cantar? – uma pergunta foi gritada enquanto ela estava prestes a sair do tapete vermelho.
virou-se, dando um sorriso confiante, sendo novamente fotografada por dezenas de câmeras.
- Logo vocês ouvirão falar sobre isso. – piscou, seguindo para o interior do evento.


Vier


- Achei que Ada viria com você. – Anna falou e negou com um aceno.
- Ela tem algumas coisas pra fazer em Los Angeles e quero que ela participe da composição daquela letra, que adicione ou tire coisas se achar necessário.
- Como anda o processo de escrita?
- Lento. – foi sincera. – Na verdade, tenho algumas músicas, mas não sei se quero que elas se tornem coisas públicas.
- Você já tem “Death of Me”, “What a Time” e “Love is Easy”, pelo menos.
- Não sei se tenho. – recostou-se no sofá e fechou os olhos. – Quer dizer, tenho, mas eu não queria usar nada de antes. Quer dizer, depende. Estou confusa.
- Férias. – Anna falou séria e a olhou sem entender. – Estou te obrigando a tirar férias de verdade. Vá viajar e aliviar essa cabeça, você tem que voltar totalmente focada pro estúdio, como bem sabe, então compre um caderno novo, deixe o antigo em casa e escreva o que vier do seu coração.
- Eu não quero viajar.
- Então tire férias na sua própria casa, . – Anna deu de ombros. – Você só precisa de um tempo pra você, pra buscar sua própria inspiração e se reencontrar.

Antes que pudesse responder, sentiu o celular vibrar em seu bolso por diversas vezes e, temendo ser algo sério, foi conferir o conteúdo, eram sucessivas mensagens de Ana Beatriz, sua cunhada.

Bea: , minha vida
Minha cunhada mais linda e favorita
O que acha de passar o Carnaval no Riooooo???
Por favooooooor, diga que aceita!
Seu irmão e eu vamos, conversei com e Ian, eles disseram que vão
Kelly e Matt também disseram que topam!
Então precisamos apenas de você e do seu digníssimo namorado!
Por favor
Por favooooooorrrrr!!!!!

- Minha cunhada é surtada. – deu uma risada.
- Qual delas?
- A Bea, claro, a Ute é normal.
- E qual a doideira da vez?
- Quer passar o carnaval no Rio.
- Ótimo. Faça suas malas e viaje!
- Anna! – repreendeu baixo, observando Rob dormir no outro sofá. – Não fique dando corda para as ideias loucas da Bea!
- Faça suas malas e vá. – Anna falou séria. – Você vai adorar e será ótimo pra sair desse ambiente engessado, não será o mesmo tipo de programação que você faria em uma viagem habitual e você precisa se divertir.
- não vai poder ir, ele já voltou a jogar.
- Vocês não são gêmeos siameses. – Anna falou séria, fazendo soltar uma risadinha. – Viaje. Sério.
- Tudo bem. – respondeu, pegando o celular e confirmando para Ana Beatriz que sim, passariam o carnaval no Rio de Janeiro.
- Sabe a ideia do caderno? Deixa pra lá, você nem vai ter tempo, mas vai voltar pra casa cheia de versos e inspiração. – Anna sorriu.

🎤 🇩🇪 ⚽️


- Let me photograph you in this light in case it is the last time that we might be exactly like we were bfore we realized we were sad of getting old. It made us restless, it was just like a movie, it was just like a song...

ouviu cantando quando entrou na cozinha, encontrando-a lendo uma receita em um livro e cortando legumes para fazer o que quer que fosse. Estava entretida e não percebeu a presença dele, enquanto continuava cantando distraída. Ela vinha fazendo muito isso desde que tinha voltado de Los Angeles, a viagem parecia ter dado uma virada na chavinha, tinha voltado bem mais cantante de lá. E isso era ótimo.
Tirou o celular do bolso e começou a gravar enquanto ela, distraída, cantava e picava alguns pedaços de cenoura. Precisava interromper e falar que queria levá-la para jantar, mas não queria parar de ouvir aquilo. Não era um cantarolar baixo como ela fazia antes, era cantar. Ela estava cantando.
Quando a música acabou, guardou o celular e bateu palmas, atraindo a atenção de , que rolou os olhos, mas deu um sorriso ao vê-lo.

- Você está fazendo o jantar?
- Sim.
- Desnecessariamente, vou te levar pra jantar.
- Você pode me levar pra jantar em outros dias do ano em que os restaurantes estão mais vazios, não precisamos nos enfiar em locais cheios e roubar a mesa de algum casal que só pode sair hoje pra comemorar.
- Roubar a mesa?
- Bonitinho, somos famosos, qualquer dono de restaurante nos colocaria pra dentro do estabelecimento e deixaria as pessoas anônimas fora. – falou em tom óbvio e assentiu. – Então resolvi fazer o jantar, comprei algumas velas, vou enfeitar bem a mesa e teremos um jantar bem romântico.
- Você é perfeita.
- Eu sei. – piscou, deixando a faca sobre a bancada, secou as mãos e foi até para abraçá-lo e lhe dar um beijo. – Obrigada pelas flores, adorei.
- Ainda bem. – sorriu e fez um carinho no rosto de . – Obrigado pelo drone com uma faixa dizendo que me ama, fui importunado o dia todo, mas não ligo, porque gostei muito.
- A ideia foi da . – riu, passando os braços ao redor do pescoço de , que a abraçou pela cintura. – Mas eu te comprei outros presentes. Vá lavar as mãos, se trocar e venha me ajudar a terminar o jantar.
- Claro.

deu um selinho em soltou o abraço para lavar as mãos e voltar para a cozinha, mas antes disso postou o vídeo de cantando e legendou com um “o melhor presente de dia dos namorados é saber que minha namorada é ”, trocou de roupa, deixou o celular de lado e voltou para a cozinha.
Ela estava picando os legumes e uma outra música tocava enquanto ela o fazia. Seguindo as dicas e o que ela estava fazendo, picou alguns legumes, fez um molho e um pouco depois estavam montando a lasanha que tinha aprendido em um canal vegano no YouTube.

- Tome um banho, vou terminar de arrumar tudo aqui pra podermos jantar.
- Pode ir, lindinha, eu coloco tudo em ordem aqui. – falou e pareceu pensar. – Prometo que não vou quebrar nada e que tudo ficará lindo.
- Tudo bem, você pode arrumar a mesa. – assentiu, dando uma risadinha. – E depois é sua vez de tomar banho, porquinho.
- Tomei banho depois do treino.
- Jogar apenas água no corpo não conta como tomar banho, .
- Então eu não tomei banho depois do treino. – riu. – Mas pode ir, bonitinha, você merece um momento de relaxamento na banheira.
- Eu te convidaria, mas alguém precisa cuidar do forno e da organização.
- Não fique me contando coisas que não vão acontecer, obrigado.
- Talvez a lasanha asse rapidinho e a organização também e você consiga aparecer por lá antes que eu saia do banho.
- Farei o possível. – sorriu e saiu da cozinha para tomar banho.

arrumou a mesa, colocou as velas, as flores, dispôs os pratos de forma correta e aguardou por mais de vinte e oito minutos até que a lasanha estivesse realmente pronta, desligou o forno, mas a deixou lá dentro para permanecer quente e seguiu para o quarto, precisava mesmo de um banho.
Encontrou já enrolada na toalha, saindo do banheiro e indo trocar de roupa. Não sabia o que vestir, talvez ela quisesse um traje completo como um jantar romântico fora de casa, mas talvez não... então apenas tomou banho e quando saiu do quarto, encontrou a namorada usando um belo vestido preto de mangas longas, um salto e os cabelos seriam penteados de forma simples, ele reparou, então precisava se arrumar também.
O jantar dos dois foi embalado por músicas que os dois gostavam, entre conversas sobre amenidades do dia e informando que viajaria para passar o Carnaval no Brasil com os amigos, precisava de um pouco de distração para começar a trabalhar no próprio álbum e essa viagem a ajudaria muito.
Passava das duas da manhã quando os dois foram dormir, enrolados em edredons grossos e em pijamas quentes, os dois – e Petros – dividiram a cama pelo resto da noite

🎤 🇩🇪 ⚽️


- São oito e meia da manhã! – falou exasperada e Bea deu de ombros.
- , só há uma regra no Carnaval: nunca está cedo demais pra ir pra rua. Ou pra beber.
- Eu não tenho forças pra isso. – falou, resmungando. – Vou voltar a dormir.
- Eu mando te matar. – falou séria. – Tem glitter até na minha alma, eu estou usando fantasia pra tampar até a minha alma e ninguém me reconhecer e com medo do conteúdo duvidoso das bebidas alcoólicas que a Bea comprou, então você vá logo vestir aquela roupa e vamos pra rua.
- Nem acredito que nós vamos pro meio da rua, com essa multidão de pessoas. – Ian falou sorrindo animado.
- Bom que todo mundo bem fantasiado vai disfarçar. – Kelly sorriu. – Agora anda, vamos tomar café da manhã e sair.
- Café da manhã. – Bea deu uma risadinha. – Carnaval raiz não existe café da manhã se não for álcool. E como vocês são alemães, não será um problema, eu acho.
- Nunca. – Davi sorriu, como se aceitasse o desafio.
- Eu sim preciso de um bom café da manhã. – falou séria, segurando um arco de cabelo e um tridente.
- Tudo bem, café da manhã de verdade pra essa lindíssima cantora alemã, depois vamos pra rua! – Matt falou, fazendo dar uma risadinha pelo nariz.
- Meu namorado está trabalhando e eu estou do outro lado do oceano me preparando para beber bebidas alcóolicas antes das dez da manhã. Isso é um absurdo. – falou num resmungo, colocando o arco e o ajustando.
- Ele que lute. – Bea falou, rindo. – Agora andem logo!

Um pequeno burburinho começou enquanto os sete andavam pelo pequeno apartamento se arrumando para saírem de casa e pularem carnaval. estava animada, nunca tinha feito algo parecido e aquela viagem tinha tudo pra ser uma das melhores coisas que aconteceria na vida dela em termos de viagens.
Estava fantasiada – ou tentando – de sereia, ou uma versão feminina do Aquaman, ainda não tinha se decidido sobre e tinha tanto glitter no rosto que ninguém a reconheceria nem que tentassem muito.
Tirou uma foto, mandou para e logo estava de volta à sala, tomaria um café da manhã rápido e desceriam para a folia, que já estava bem barulhenta e era audível desde bem mais cedo.
Chegaram no dia anterior e mal tiveram tempo de dormir, Bea fez todos apenas deixarem as coisas no apartamento alugado, tomaram banhos rápidos e logo estavam em um bar lotado de gente cantando, bebendo e dançando. Os alemães estavam se divertindo bastante, claro, gostavam daquela animação e felicidade dos brasileiros, que no Carnaval parecia ainda maior do que o habitual para os turistas.

- Se eu tiver que entrar nessa cozinha pra te buscar, , eu vou te tirar daí pelos cabelos! – foi a responsável pela ameaça, fazendo rir alto e dar o último gole no café que estava no copo e seguir para a sala antes de descerem.

🎤 🇩🇪 ⚽️


- Você está fazendo um jardim em pleno inverno? – Hugo perguntou sem entender, enquanto via , totalmente agasalhado, cavar um buraco no jardim.
- Não estou fazendo, estou mantendo. – respondeu, fazendo o amigo rir.
- Manter um jardim no inverno... – Hugo riu. – Você vai ficar doente, venha pra dentro!
- Calma, eu estou terminando. – respondeu, terminando o que estava fazendo e logo abandonou a pequena pá e as botas de jardim à porta e entrou em casa, sentindo o delicioso calor do aquecedor e foi sentar-se na sala com o amigo.
- E desde quando você gosta de jardins?
- Desde que prometi pra minha mãe que faria dessa casa um lar. – soltou uma risadinha pelo nariz. – Ela disse que eu precisava de algumas flores e plantas. Achei um tanto exagerado da parte dela, mas Ute e engrossaram o coro, então eu apenas obedeci e desde o verão passado eu tenho realmente tentado fazer isso aqui dar certo.
- O jogo ontem foi muito bom. – Hugo elogiou e deu um sorriso pequeno. – Mas...
- Se você for repetir o que eu ouvi por telefone, prefiro que não repita. – soltou uma risadinha e o amigo olhou sem entender. – me ligou, umas nove da manhã, disse que estava indo pra casa em algumas horas, mas tinha visto que eu tomei cartão amarelo bem cedo e que me matará em breve.
- Quando ela voltar, reclamarei que ela não me convidou pra passar o Carnaval no Rio com ela e os amigos.
- Pelas fotos que recebi, eles têm se divertido muito. – deu uma risada ao recordar das fotos do grupo de amigos.
Bêbados, fantasiados e muito, muito estranhos.
- E ela deve estar achando um máximo as notícias falando que ela vai pra folia, mas você fica trabalhando...
- Provavelmente ela nem viu. Pelo que ela me contou, eles têm chegado quando o dia está amanhecendo, apenas tomam banho, trocam de roupa e saem. Acho que ela nem dormiu direito esses dias.
- Isso não vai fazer mal?
- Não sei, mas ela disse que no Carnaval as coisas são assim. – deu uma risadinha ao falar. – E então, como estão as coisas?
- Acho que melhores. – Hugo suspirou. – Não conversei com ela ainda, mas faremos isso em breve. Eu acho.
- E qual sua dúvida?
- Queria perguntar pra sua namorada o que ela acha da situação. – Hugo soltou uma risadinha pelo nariz. – Sabe, ela é uma das poucas mulheres que eu conheço e convivo, além disso ela não sabe de nada.
- volta na quinta-feira de tarde, vai chegar de madrugada aqui, então só deve estar disponível pra uma conversa depois de descansar muito, ou seja, na outra semana ainda. Mas acho que ela teria essa conversa com você sem problema e ainda terá uma opinião imparcial pra te dar, mas aposto que vai te chamar de idiota, inconsequente e dizer que você mereceu.
- Com toda certeza. – Hugo riu. – Cadê seu cachorro?
- Aquele monte de preguiça está deitado na minha cama, tirando o cheiro da minha namorada de lá.
- Ouvi dizer que você quer ficar mais tempo por aqui...
- Claro. Amo morar aqui. – falou sincero. – E se o Stuttgart me quiser por mais tempo, ficarei com muito prazer.
- Ainda não temos uma proposta oficial, claro, falta um bom tempo até precisarmos pensar nisso, mas fico feliz que você tenha se reencontrado aqui.
- Foi a melhor escolha, sem dúvidas. Eu poderia ter ido pro Liverpool, ou, sei lá, pra Turquia, mas eu não seria tão feliz como sou em Stuttgart.
- Não consigo te imaginar em outro lugar que não seja aqui, cara. De verdade. Ainda que o Bayern sempre seja a sua casa, você se adaptou muito bem ao Stuttgart.
- Eu gosto de morar aqui, estou perto da minha mãe e da minha irmã, além de estar perto da , claro, então é ótimo ter ficado na Alemanha.
- Você evoluiu muito, , de verdade. Voltou a ter atuações muito boas e a ser importante para o time. E nesse momento eu só quero que você fique bem e feliz, porque é isso que tem te feito ir bem.
- Acho que nunca estive tão feliz em anos, Hugo. – falou sério. – E estar feliz me faz querer estar sempre bem, melhorar condicionamento e todas essas coisas.
- Você teve algumas lesões pequenas de recuperação rápida, então acho que é preciso ver bem essa parte de fortalecimento, para evitar que aconteça mais vezes. É inegável como o rendimento do time aumenta com você em campo.
- Eu estou focando muito nisso, faço treinamentos extras de fortalecimento e acho que agora as coisas melhorarão. E eu estou ficando velho, então preciso ficar bem pra encerrar minha carreira bem.
- Você já está pensando nisso?
- Eu vou fazer trinta e um esse ano, se eu me esforçar muito posso jogar até os trinta e cinco, trinta e seis, mas não posso garantir. – respondeu sincero e Hugo olhou o relógio de pulso.
- Liga a televisão, tá na hora do The Voice Kids. – falou e deu uma gargalhada.
- viajou, mas você veio fazer o papel dela. – falou rindo, pegando o controle da televisão.
- Eu gosto muito de The Voice Kids, a nova temporada começa hoje, então cala a boca e liga a televisão logo. – Hugo ralhou, fazendo voltar a rir.

Assistiam ao programa com bastante atenção, até porque Hugo não queria conversar enquanto ouvia as crianças cantando e vibrava quando os jurados viravam as cadeiras. Quando uma garotinha de oito anos apareceu de maria-chiquinha, óculos e um sorriso incompleto, se mexeu no sofá, dando um sorriso quando ela começou a cantar uma música de Frozen – que ele sabia que era do filme, porque cantava aquilo todos os dias em que nevava – e a garotinha era uma preciosidade. Os jurados viraram as cadeiras, pois a voz era uma das coisas mais fofas já ouvidas e estavam todos encantados.
A menina era uma das coisas mais fofas que ele já tinha visto e não conseguia conter a admiração e os pensamentos sobre a futura filha que e ele teriam. Torcia para que puxasse os dons artísticos da mãe. E a aparência. E tudo. Sabia o quanto ela ficaria encantada vendo aquilo, então aguardaria alguns minutos até que o canal disponibilizasse os vídeos no YouTube e enviaria para ela.

- Você está com cara de quem está prestes a ir sequestrar essa criança. – Hugo implicou, fazendo rir.
- Ela é fofinha.
- Sim, mas você estava assistindo feito um pai orgulhoso, como se fosse a sua filha ali.
- Ainda faltam alguns anos até que ela tenha idade pra isso.
- está grávida? – Hugo perguntou assustado, olhando para quase apavorado.
- Não! – riu. – Quer dizer, não que a gente saiba, mas nós raramente não usamos camisinha.
- Não quero saber disso. – Hugo fez uma careta, fazendo gargalhar.
- Enfim, não vamos ter filhos por enquanto. Pode ficar tranquilo.
- Quem vai pagar pelas fraldas não sou eu, então não estou nem um pouco preocupado com a chance de você ser pai. – Hugo riu. – Mas seria bem legal ver essa criança, mesmo que vá ter uma mãe e um pai totalmente malucos.
- é maluca mesmo, mas eu seria um pai bem legal.
- Cala a boca, o intervalo acabou e eu quero ver o programa sem interrupções. – Hugo falou quando a vinheta que indicava o retorno do programa tinha aparecido.

Quando o programa acabou, uma hora depois, Hugo resolveu sair para tomar uma cerveja, convite que elegantemente recusou, preferindo ficar em casa e tratou de se deitar um pouco depois. Conferiu o Youtube e enviou o vídeo para .

: Espero que sua comemoração esteja ótima, meu amor, aqui estamos sentindo saudades de você e esperando ansiosamente pelo seu retorno.
Ah, o TVK voltou hoje, Hugo estava aqui e estávamos assistindo, esse vídeo foi de uma das participantes, ela é uma fofura e me lembrou muito você... acho que nossa filha vai se parecer muito com ela, tirando os cabelos e os olhos escuros...
Enfim, o dia foi bem tranquilo e eu espero que o seu tenha sido bem agitado e cheio de diversão.
Não beba muito, não esqueça de tomar o remédio e durma, por favor.
Avise quando chegar em casa.
Eu te amo.

🎤 🇩🇪 ⚽️


estava dançando animadíssima a música que tocava. Ela conhecia aquela cantora, mas não fazia a menor ideia de onde, não entendia a maioria das músicas, mas estava dançando bastante.
Tinha tomado algumas cervejas e caipirinhas – mesmo que não devesse – e estava um pouco mais bêbada do que gostaria, mas estava se divertindo tanto que isso era apenas um mero detalhe. Os amigos dançavam juntos, rindo e conversando com seus pares e ela estava dançando sozinha uma batida de funk com uma cantoria muito mais rápida do que seu cérebro já bêbado conseguia acompanhar.
Precisava beber alguma coisa.
Água.
Seguiu pelo camarote até o bar e pediu uma água, escorando-se no balcão e quando o garçom trouxe a garrafa, sorveu quase todo o conteúdo de uma só vez.

- Já cansou? – ouviu em inglês e virou-se, encontrando uma mulher muito bonita de perguntou e ela negou com um aceno.
- Só precisava de um pouquinho de água.
- Sou uma grande fã sua. Meu nome é Carol.
- Obrigada. – sorriu. – .
- Veio sozinha?
- Estou com meu irmão e alguns amigos, viemos conhecer e aproveitar o tão famoso carnaval do Rio de Janeiro.
- Não vou ficar te incomodando muito, só queria pedir uma foto...
- Tudo bem. – sorriu. – Só preciso dar uma ajeitada nos cabelos, porque estou dançando feito uma louca, devo estar totalmente descabelada.
- É carnaval, então está tudo bem. – Carol respondeu, fazendo rir enquanto ajeitava os cabelos e logo a foto foi tirada, as duas se abraçaram rapidamente e cada uma seguiu em uma direção.
- Oi, está perdida? – ouviu um homem falar em português, mas não entendeu.
- Não falo português. – respondeu em um portunhol embolado.
- Mas não precisamos falar. – ele devolveu em um espanhol tão embolado quanto e ela fez uma careta, negando com um aceno.
- Gracias, mas não. – lhe deu as costas, procurando por algum dos amigos, mas não encontrou ninguém. Merda.
- Oi! – ouviu o cumprimento em inglês e se virou, encontrando a cantora que estava no palco há pouco. – Anitta!
- Oi! .
- Eu sei quem é você. – a mulher riu. – Quer cantar uma?
- Não, estou aqui apenas pra te ver cantar e dançar, você canta bem e dança demais.
- Sobe pra dançar pelo menos uma comigo, o que acha?
- Tudo bem. – sorriu. – Ah! Você é amiga do J Balvin! Sabia que eu te conhecia de algum lugar.
- Isso mesmo. – sorriu. – Vou buscar uma cerveja e vamos voltar pro palco, tudo bem?
- Ótimo. – sorriu.

Pouco depois Anitta estava de volta e as duas subiram ao palco e ao som de um funk que não entendia absolutamente nada, ela se juntou às bailarinas e à própria cantora e dançou bastante, errando alguns passos, mas acabou dançando pelo resto da noite, vendo , Ian, Kelly, Matthew, Bea e Davi animadíssimos com a dança que ela fazia.
O dia estava claro quando os sete foram embora e indo cada qual para seus quartos. já tinha avisado que precisava muito dormir, então eles poderiam ir para a folia e ela ficaria em casa, sairiam a noite e poderiam aproveitar bastante. Estava cansada, com sono, achava nem ser possível os pés doerem tanto quanto vinham doendo naqueles dias, mas estava amando.
E Anna tinha razão, afinal, estava com a cabeça cheia de purpurina e de ideias.




Continua...



Nota da autora: Olá!
Eu prometi uma atualização dupla caso Felipe Prior fosse eliminado do BBB e cá estamos! Atualização dupla pra comemorar, agora vamos tirar as "fadas".
Espero que a expectativa de vocês para o álbum esteja tão grande quanto a minha, porque estou escrevendo (e quando chegar a hora uma playlist será feita com as músicas) e espero que vocês gostem!
E a próxima att talvez demore uns 15 dias, ou mais, não me matem, eu juro que estou tentando escrever bem rapidinho, mas nem sempre as coisas saem como a gente planeja, certo?
Não vou me estender muito nessa nota, apenas quero dizer isso mesmo e não esqueçam do grupo do zap pra gente colocar as fofocas em dia, falar de fanfic, BBB (tô sempre prometendo atualização em caso de saídas necessárias do programa) e tudo mais!
E nesses dias de quarentena, nesse momento tão difícil pelo qual estamos passando, não vamos desistir, ok?! Lavem bem as mãozinhas, higienizem os ambientes com mais frequência, espirros e tosses não devem ser feitos nas mãos, evitem aglomerações e, se possível cumpram a orientação de ficar em casa, sair apenas se for estritamente necessário e inadiável, bebam bastante água, comam coisas saudáveis, estudem, vejam filmes, séries, leiam livros e fanfics, procurem notícias que aqueçam o coração, façam aquilo que vocês querem/consigam e não se comparem aos outros que estão sendo super produtivos nessa época, porque é um tempo muito complicado e é normal não sentir tanta vontade de ser fitness, estudioso, etc., e vamos ter fé de que logo as coisas voltam ao normal.
Beijos e não esqueçam de comentar, deixando o coraçãozinho dessa autora que vos fala mais alegre e quentinho nesses dias difíceis em que ela vai trabalhar de casa e tentar escrever um pouco mais <3





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