Última atualização: 05/11/2017

Prólogo

- ... – Justin se ajoelhou em frente a mim, seus olhos me encaravam com um brilho diferente – Quero você ao meu lado eternamente. – A música já havia parado, os casais da pista de dança fizeram um círculo em nossa volta, senti que tinham luzes mais fortes em cima de nós e todos do salão nos olhavam. – Agradeço imensamente a Deus por ter colocado você em minha vida... – acabei o interrompendo.
- Jus... Por favor, eu... – Ele colocou o seu dedo indicador delicadamente sobre os meus lábios, calando-me. Precisava de alguma forma contar para ele, eu não podia usurpar a vida daquela mulher, eu não tinha o direito.
- Você é incrível, e eu te amo cada dia mais por isso... – ele retirou do bolso de sua calça social com as mãos extremamente trêmulas um anel. Céus, aquele não era um simples anel, era o anel. Era tão brilhante, que chegava a doer os olhos... Seria um diamante? Eu não saberia dizer, mas a única certeza que tinha era que aquele objeto valia muito! – Você aceita se casar comigo? O que eu temia aconteceu, Justin Timberlake havia me pedido em casamento. Ele me olhava em expectativa, queria que eu dissesse o tão esperado sim. O peso do olhar de todos estava em mim. E agora? O que eu faria? Minhas mãos estavam geladas, sentia que suava frio, e pelo jeito preocupado que Justin me olhava naquele momento, eu não deveria estar com uma cara muito boa.
- ACEITA! – para piorar ainda mais minha situação, ouvi um grito de uma mulher no fundo do salão. Como pólvora todos gritavam em conjunto a bendita palavra “aceita”, nunca pensei que ficaria numa situação como aquela.
Eu definitivamente não estava bem. Que sensação estranha era aquela? Parecia que minha cabeça explodiria, tudo de repente estava em câmera lenta.
- ? – minha boca estava extremamente seca, tentava falar, mas nada saia, senti minhas vistas escurecendo, estava extremamente fraca, não conseguia ter controle sobre mim. Meu corpo estava a caminho do chão. A última coisa que pensei antes de perder a consciência era que eu estava extremamente ferrada.



Capítulo 1

DOIS MESES ANTES
Eu realmente precisava de um descanso, trabalhar e depois ir para o cursinho não era uma tarefa fácil, queria ver quando ingressasse em uma universidade pública, com toda a certeza as coisas piorariam. O estranho daquele dia era que eu havia acordado sozinha, sem o meu despertador.
Espreguicei-me levemente e decidi por me levantar, fui descalça mesmo para a cozinha, - que minha mãe nunca visse essa cena – dei uma olhada pelo armário, mas percebi que não tinha cereal e nem bolachas salgadas, olhei a geladeira e vi que nada tinha, precisava fazer compras com urgência.
Que horas seriam? Fui em busca do meu celular na cama, ele estava desligado, provavelmente a bateria tinha acabado. Peguei o carregador, e o conectei a tomada, o liguei e tive uma baita surpresa, não era 07h30min como eu costumava acordar e sim 12h00min! Santo Deus, eu estava muito ferrada!
Corri para o meu quarto, vesti rapidamente meu uniforme do trabalho, que consistia em uma blusa preta com o logotipo da cafeteria do lado direito, calça bailarina e sapatilha da mesma cor. Peguei um chiclete e sai de casa, fiz um rabo de cavalo em meu cabelo enquanto corria loucamente, não queria nem me olhar no espelho naquele momento. Meu Deus, dessa vez eu havia extrapolado, quatro horas de atraso! Dei sorte que o ônibus estava chegando ao ponto e embarquei. Tateei meu bolso em busca de meu celular para escutar alguma música, mas vi que havia esquecido em casa, que saco, só para piorar maia ainda a situação.
Cheguei ao meu trabalho, tentei não fazer alarde, então peguei meu avental e o coloquei.
- ! - levei um baita susto, como imaginava o homem estava furioso. – Tira esse avental e vá embora!
- Seu Carlos, por favor, me perdoe, eu me atrasei porque aconteceu uns...
- Chega! Já estou de saco cheio de seus atrasos! Eu só tenho cara de idiota, mas eu não sou! – abaixei a cabeça, chateada.
Naquele dia, como a semana toda, eu não tinha atrasado porque queria, eu havia perdido a hora. Estava extremamente cansada, as provas dos vestibulares se aproximavam e justamente por isso eu tinha ido dormir tarde, estudando. Ele estava furioso, hoje, eu realmente tinha extrapolado.
- Seu Carlos, eu preciso desse emprego, por favor! Preciso estudar – lhe supliquei, era a mais pura verdade, sem trabalhar eu não conseguiria custear o cursinho e as despesas da quitinete. – Por favor, eu juro não atrasar mais!
- , estou farto! – há essa altura eu queria chorar - Olhe bem pra mim... – lhe olhei suplicante - Mais um atraso e eu te demito. Estamos entendidos?
- Sim, me desculpe! – sorri levemente. Senti que um peso foi retirado de minhas costas.
- Agora vá atender aqueles clientes, antes que eu me arrependa.
- Deixa comigo, chefe. Mais uma vez, obrigada. – lhe sorri sincera, ele ignorou a última fala e foi para o caixa. Aproximei-me do casal, e comecei a atendê-los.

***


Esgotada, era essa a palavra que me definia naquele momento, olhei no relógio, já era 17h30min, e nada dele. Desde que eu trabalhava lá eu havia conhecido um rapaz, chamava-se Gustavo, ele trabalhava em frente à cafeteria. Era extremamente simpático, sempre conversava comigo, e eu, como era extremamente carente, estava gostando dele e imaginando como seria a cerimônia de casamento e quantos filhos teríamos. Se eu estava criando expectativas? Calúnia. O avistei enquanto entrava. Ele era tão gato! Corri para atendê-lo.
- Oi, Gustavo, tudo bem? – sorri, lhe passando o cardápio.
- ! Estou bem e você? – maneei a cabeça positivamente – Bom, hoje eu só quero um café bem forte e um misto quente. – me devolveu o cardápio sem nem folheá-lo.
- Certo, é pra já! – pedi para que a cozinheira preparasse o lanche dele. Com toda a rapidez e experiência dela o lanche ficou pronto em minutos. Com o melhor sorriso que eu tinha levei para ele – Prontinho, Gu!
- Valeu, ! – ele sorriu, e que sorriso! - Sei que seu expediente já está acabando, então senta aí. – sem pensar duas vezes me sentei ao seu lado – Como anda o cursinho?
- Ah, tá bem... Acho que agora vai, se tudo der certo. – lhe sorri tímida, ele tinha esse poder em mim.
- ... - ele parecia hesitar, eu o olhava, curiosa – Você é legal, e sei que não conhece ninguém por aqui, eu pensei se você não...
- Eu quero – nem esperei ele terminar de falar, eu tinha um encontro. Eu. Tinha. Um. Encontro! Ele riu, talvez porque eu não tenha nem esperado ele terminar de falar para respondê-lo.
- Hoje às 22h00min, na estação do metrô, tudo bem pra você?
- Sem problemas. Muito obrigada pelo convite! Como você sabe, eu não conheço ninguém aqui nessa cidade, esse gesto é muito significativo pra mim – era a mais pura verdade, tinha largado tudo para trás, minha família, meus amigos para vir para a capital, já que minha cidade não tinha faculdade e conseguir entrar numa universidade pública era meu sonho.
- Eu sei a barra que você passa todos os dias – ele acariciou minha mão, senti a região formigar – Te vejo mais tarde – levantou-se e deu um beijo na minha bochecha, e encaminhou-se ao caixa, pagou e foi embora do local. Isso só podia ser um sonho. Eu sairia com ele!
Hoje eu descobriria como seria beijá-lo, sentiria o calor dos braços dele, como era a textura de seu cabelo e...
- – meu chefe me despertou de meus pensamentos – VEM AQUI AGORA! – levantei em um pulo. Céus, eu não podia vacilar com ele.
- Oi! – lhe sorri da forma mais fofa que eu conseguia.
- Você tem chegado atrasada todos os dias e hoje você extrapolou tudo com quase quatro horas de atraso! Para completar senta-se à mesa com os clientes em horário de expediente! Paciência tem limite – ele estava vermelho, e eu não conseguia entender porque ele tinha explodido comigo por fazer companhia a Gustavo, me certifiquei de olhar e não tinha mais ninguém na cafeteria.
- Eu sentei porque eu percebi que não tinha ninguém na cafeteria, e meu expediente já estava acabando. Não pensei que isso fosse aborrecê-lo.
- Aborreceu! – ele suspirou fundo – Esteja amanhã após às 12h00min para eu acertar suas contas.
- Não faça isso, por favor, seu Carlos! Eu não fiz por mal, eu...
- Chega, ! Não dá, você não tem responsabilidades! Eu preciso de funcionários comprometidos comigo – eu não queria, mas as lágrimas simplesmente desciam por meu rosto – Olha, você é uma boa pessoa, vai encontrar outra coisa.
Eu não queria o consolo dele, queria meu emprego e isso ele tinha deixado bem claro que eu não teria. Passei as mãos com força pelo meu rosto para limpar as lágrimas, joguei o avental nas mãos dele, peguei minha mochila e fui embora. Eu não saberia o que fazer, eu tinha contas que se acumulariam se eu não arrumasse um emprego rapidamente. Suspirei fundo, e fui para o cursinho.
Cheguei ao cursinho, hoje as aulas eram de exatas, para minha sorte, já que meu problema era as matérias de humanas! Juro que estava tentando prestar atenção na aula, mas estava impossível, tantas coisas passavam pela minha cabeça... Estava preocupada, como eu faria para arrumar um novo emprego? O meu sonho dependia disso, voltar para casa, ou ligar aos meus pais pedindo dinheiro estava fora de cogitação, eles eram contra minha estadia ali e mandariam que eu voltasse sem pensar.
Eu não tinha cabeça para ir aquele encontro com o Gustavo, mas eu não tinha o telefone dele para desmarcar. Pois é, gosto do menino, mas nem coragem para pedir o número dele eu tinha.

***

Finalmente tinha dado o horário da saída, decidi por fim encontrar Gustavo, ele me faria bem, a sua companhia era bem agradável e eu não podia dar um bolo no rapaz. Guardei os meus pertences, e sai do cursinho. Rapidamente cheguei ao metrô e o avistei com mais um rapaz. Cada vez que me aproximava, meu coração batia mais forte, eu gostava mesmo daquele menino. Ele me viu e sorriu ternamente para mim, e acenou para chamar minha atenção. Sem pestanejar, andei depressa para encontrá-lo.
- Oi, Gustavo! – sorri. Ele me abraçou fortemente e seu perfume havia ficado em minha roupa. Que cheiro bom! Não lavaria aquela roupa nunca.
- Quero que conheça o Bruno, meu namorado. Bruno, essa é a , a garota que eu falei pra você. – Ele sorriu abertamente. Não, eu não tinha escutado bem, não mesmo.
- Oi, – o garoto falou. Eu não podia acreditar no que tinha ouvido. Era mentira, só podia ser.
- Seu o quê? – sussurrei, se ele não estivesse bem perto, com toda certeza não me escutaria.
- Meu namorado, – Gu me olhou com uma cara estranha, com toda certeza minha face deveria estar uma droga. Eu estava gostando de um cara gay. Como eu não percebi que ele era gay? Céus, eu precisava respirar, contei até três mentalmente, e tentei disfarçar minha face. Bruno me olhava preocupado. Eu me xingava mentalmente.
- Hum... Certo... Prazer! – consegui dizer com um fio de voz.
- O prazer é todo meu. – O namorado de Gustavo respondeu. Deus, namorado! Quero chorar.
- – Gustavo chamou a minha atenção – Você está bem? Está com uma cara bem estranha. – Minha mãe sempre me dizia que eu era bem transparente e que isso sempre me colocava em problemas. Pois é, mãe, você esta certíssima, como sempre.
- É que eu... – precisava pensar em algo rapidamente - É que eu... Hãn... tô com uma colicazinha chata, é só isso! – sorri, sem humor. Eu queria correr dali o mais rápido possível, trancar no meu quarto e chorar pelo dia de merda que eu estava tendo. Gustavo não precisava sabe da minha demissão, que parcialmente foi por sua culpa.
- Gente, olha como esse céu tá perfeito – O namorado do Gu apontou pro céu e eu resolvi olhar, estava lindo mesmo, cheio de estrelas. O que era um milagre por aqui. Na minha cidade era comum, mas aqui na capital devido à poluição era bem difícil de ver esse tipo de coisa.
- Tá tão lindo que dá vontade de chorar – ri sem humor, eles concordaram rindo, achando que era uma piadinha. Infelizmente, não era.
- , pensei dá gente ir para um barzinho pra tomar uma breja e jogar conversa fora, o que acha? – Gustavo entrelaçou a mão com a de Bruno e lhe deu um selinho. Senti uma facada em meu peito. Não achei que vê-lo beijando alguém iria me doer tanto.
- Eu adoraria, mas a cólica está me pegando, não estou aguentando. Acho que vou pra casa, me desculpem. – resolvi dar uma desculpa para ir embora. Não tinha mais clima pra mim.
- Poxa, não dá pra aguentar mesmo? – Bruno me perguntou - Está uma noite tão linda... – ele era um fofo, e os dois faziam um casal tão lindo. Por que eu fui gostar do namorado dele? Eu precisava de um tempo.
- Pois é, ser mulher nessas horas é triste, mas curtam por mim. – beijei o rosto dos dois, Gu me abraçou fortemente, e sussurrou no meu ouvido “um amanhã conversamos”. Mal sabe ele que não me veria mais na cafeteria.
- Melhoras, querida! – Bruno disse, sorri sem mostrar os dentes e sai. Tudo o que eu queria era voar pra longe dali.
Embarquei no ônibus, e em quinze minutos tinha chegado a minha quitinete.
- Lar, doce lar! – joguei as chaves na mesa e me joguei na cama. As lágrimas que eu tanto prendia resolveram descer como cachoeira de meus olhos. Desempregada e desiludida. Chorava tanto que perdia o fôlego. O que seria de mim sem emprego? Eu não tinha pra quem pedir ajuda, céus! E para completar meu dia Gustavo namorava! Sem saber, ele acabou com o resto de felicidade que restava em mim. Eu queria apagar aquele dia da minha vida, aquilo só poderia ser um pesadelo. Chorei, chorei tudo o que eu precisava chorar, estava imensamente triste.
Resolvi tomar um banho e fiquei mais tempo do que esperava lá. Enrolei-me na toalha e sai. Passei em frente ao espelho e me olhei, estava horrível. Coloquei a calcinha, uma blusa e um short e fui pra cozinha, olhei a geladeira e lembrei que não tinha nada. Que saco!
Peguei meu celular e utilizei o aplicativo ifood e pedi temaki e rolinho primavera. Meu celular vibrou, era alguma notificação do facebook ou do whatsapp, lembrei que não via minhas redes sociais desde manhã. Respondi algumas pessoas no whats e entrei no face. Mandei felicitações de aniversário há duas pessoas e comecei a olhar o feed de notícias. Logo de inicio apareceu notificações da página do Justin Timberlake resolvi ir visitá-la para me distrair, fazia tanto tempo que eu não via nada do meu príncipe do pop. Deparei-me com uma notícia no qual mostrava sua nova namorada, cliquei para ler. Ri do título da manchete, essas meninas não tinha o que inventar:
Saiba um pouco mais sobre , o mais novo brinquedinho de Justin!*
Quem é ela?
(nascida em 04 de janeiro de 1992 em North Yorkshire, Inglaterra) Ganhou o Miss Inglaterra 2015 e a oportunidade de representar a Inglaterra no Miss Mundo 2016 concurso que se realizou em Sanya, China em 1 de dezembro daquele ano. Durante seu ano como Miss Inglaterra esteve disposta a ajudar a associação de surdos e instituições de caridade e câncer.
Sobre ela:
Ela tem um diploma de Anatomia e Fisiologia. Foi noticiado internacionalmente quando os representantes da comissão do concurso do Miss Inglaterra pediram a ela para "engordar" a fim de obter mais uma "figura feminina" e contribuir para a final da anorexia entre modelos.
Como supostamente a Miss England conheceu Justin Timberlake:
Vocês conhecem Lauren Coleman? Pra você que não conhece eu dou uma explicação rápida. Laura foi namorada do nosso garanhão da madrugada e como se não bastasse ela foi eleita Miss England 2014. Sim, minhas lindas, se vocês usarem o raciocínio rápido vão chegar a tal conclusão: Laura além de ter adquirido uma bela gaia no seu relacionamento com Justin ela resolveu apresentar e unir a amiga (da onça) e seu ex boyfriend. Ok, que pessoa de bom coração essa Laura, que coisa linda de meu Deus, que orgulho que eu tenho de você, queridinha. Eu não seria tão idiota ao ponto, mais tudo bem não me chamo Laura, não fui Miss England e nem peguei o príncipe do pop. SHIT essa ultima parte até que não seria uma má ideia.
Do boato a confirmação.
Começaram a surgir boatos no twitter, facebook e afins de que Justin estaria de caso com uma suposta mulher. Não demorou muito pra descobrirem quem seria ela. E também não demorou muito para que o relacionamento fosse confirmado por ela mesma em seu Instagram.
E ai, meninas? Quanto tempo vocês acham que dura esse relacionamento? Façam suas apostas, garotas!

Li sobre aquela notícia e ri, as garotas eram fodas só elas para me fazerem rir num dia terrível como aquele! A campainha tocou, minha comida havia chegado, paguei o entregador e voltei para minha cama. Enquanto comia olhava as fotos dos dois, eles eram tão lindos juntos, que casalzão era aquele? Que mulher maravilhosa! Queria tanto ser ela...
Quase morri engasgada com o grito da minha vizinha falando que havia caído uma estrela cadente, corri para janela e contemplei aquele momento lindo. Lembrei-me dos tempos de quando era criança e torcia sempre para ver uma quando ela caísse para desejar algum brinquedo que meus pais não podiam pagar. Tempos bons aqueles...
Voltei para cama e terminei de comer e decidi deixar a vida do Timberlake e de sua namorada de lado e me encaminhei ao banheiro, escovei os dentes e me preparei para dormir, pois amanhã eu tinha um dia longo precisava urgentemente procurar um novo emprego porque as contas iam chegar, e eu não estava disposta a engolir meu orgulho e pedir ajuda aos meus pais. Deixei o celular na mesinha e me arrumei na cama, minha mente estava fervendo em pensamentos, virei-me na cama e vencida pelo cansaço, eu dormi.

***


Senti a luz do sol invadir meus olhos, eu jurava que tinha fechado a janela antes de dormir. Mexi-me levemente na cama e senti dor, mas que dor era aquela no corpo? Parecia que eu tinha tomado uma surra, ou sei lá, que eu tivesse dançado a noite toda, eu não tinha feito nada demais ontem. Resolvi abrir meus olhos, e tomei um susto. Eu não reconhecia o quarto que eu estava, aquilo era muito luxuoso, lençóis de linho, cama de casal... e eu estava nua, céus!
- A bela adormecida resolveu acordar! Trouxe seu café da manhã! Tem morangos no meio – piscou, com um olhar malicioso. Ele trazia uma bandeja nas mãos.
Ai, meu Deus, não pode ser... O que o Justin Timberlake fazia naquele quarto, completamente nu? O que estava acontecendo!?

*Algumas partes da notícia são verdadeiras, e utilizei como fonte o site Hospício do Mcfly.



Capítulo 2

Justin Timberlake ainda me encarava em expectativa e eu não sabia o que fazer, ou como agir... Ele era muito lindo pessoalmente. Seus olhos eram a coisa mais linda que eu já havia visto na vida, aquela barriga sarada, e... Céus... Eu não conseguia parar de olhar para aquela região abaixo de sua virilha, eu nunca tinha visto algo assim pessoalmente!
Eu só posso estar sonhando... Não tinha como aquilo ser real. Belisquei meu braço, mas senti tudo, que espécie de sonho era aquele? Que coisa mais louca!

- ...? – ? Hãn? Por que ele me chamava assim? – Tá tudo bem? - Seu olhar era bem convidativo, suas sobrancelhas estavam arqueadas, e eu? Eu engoli seco.

Não, não podia ser possível o instrumento do rapaz estava dando sinais de vida, eu tinha que sair dali. Aquilo definitivamente não era um sonho!
Justin se jogou na cama e tentou se aproximar de mim, eu me afastei ao máximo até sentir que não tinha mais para aonde eu me locomover. Então minha única reação foi gritar, mas gritar muito, com certeza devo tê-lo deixado assustado, pois ele se afastou no mesmo momento.
Peguei o lençol para me cobrir, levantei correndo da cama e entrei na primeira porta que eu vi na minha frente e a tranquei. Encostei-me a ela, minha respiração estava descompassada e parecia que meu coração sairia a qualquer momento por minha boca. Eu não tinha ideia do que significava tudo aquilo.
Resolvi observar o local o qual eu havia me trancado, era um banheiro, aquele lugar era do tamanho da minha quitinete, sem nenhuma dúvida. Vi um espelho lindo que ocupava uma parede inteira e resolvi olhar minha imagem, com toda a certeza eu deveria estar com olheiras profundas. AI. MEU. DEUS! Esse reflexo definitivamente não sou eu. Olhei para aquela imagem tentando reconhecer de alguma forma, e como um click me lembrei de que era a , a namorada do Justin que eu havia visto na reportagem ontem! Aquilo estava acabando com minha sanidade.
Como isso era possível? Ontem eu me lembrava de ter deitado e dormido em minha cama, nada de estranho tinha acontecido ali. E hoje, me deparo com essa situação, eu estava no corpo de uma pessoa pública, que tinha um namorado lindo e era riquíssima! Uma unha dela resolveria minha situação financeira por pelo menos um ano.
Mexi-me bruscamente, tentando analisar aquele corpo, mas senti uma leve dor na região do pescoço, fui verificar o que poderia ser quando percebi que o pescoço e a região dos seios estavam cheios de marcas roxas. Isso era chupões! Aquelas manchas estavam espalhadas por alguns lugares do corpo dela... Deus, eles tinham transado a noite inteira, e como transaram, porque o meu corpo estava todo dolorido. Justin deveria ser um furação na cama. Fui interrompida de meus devaneios por fortes batidas na porta:

- O que você tem? Você tá bem? Quase fiquei surdo com o seu grito! – como eu sairia daquela situação? – Responde! Tô preocupado! – eu estava apavorada. - , eu vou arrombar essa porta! – ele não podia arrombar a bendita porta. Respirei fundo, criei coragem e o respondi:
- Espera, Justin... eu estou bem – apertei mais o lençol em meu corpo – Não arrombe nada.
- Só sai desse banheiro, por favor... – sua voz continha súplica.
- Então se veste que eu saio – Vê-lo nu me desconcentrava e tudo o que eu queria fazer era entender toda essa situação, de preferência sem distrações.
- Mas você cansou de me ver assim, e nunca reclamou – se eu dissesse que nunca o tinha visto pelado, e que não era a namorada dele, eu estaria em um sanatório no fim daquela conversa. Quem acreditaria? Se eu não estivesse vivenciando aquilo, eu sequer imaginaria algo assim.
- Só faça isso, por favor. – pude ouvi-lo respirar fundo. Eu fechei meus olhos – Ah, Justin, por favor, deixa minhas roupas na porta do banheiro.
- Farei o que está me pedindo, mas a gente definitivamente precisa conversar, . – eu suspirei em alívio. Eu só tinha que arranjar um jeito de sair da casa dele. – Suas roupas estão na porta. – abri a porta correndo, temendo ver o que não deveria, peguei a roupa e me tranquei no banheiro de novo.

Que roupa era aquela? Era um micro vestido na cor preta, que tampava apenas o necessário, com certeza as marcas do corpo não seriam escondidas. No meu dia a dia eu nunca usaria esse tipo de roupa, não fazia parte do meu estilo, mas eu não tinha escolha, então eu vesti.
Respirei fundo, contei mentalmente até três e abri a porta do banheiro. Justin estava sentado na cama, devidamente vestido e me olhava impassível.

- O que está acontecendo? – ele mexia com as mãos em sinal de preocupação e sua testa estava franzida.
- Nada, Justin– optei por responder o mais óbvio, já que eu não conseguia pensar em nada.
- Nada? Você grita feito louca, se tranca no banheiro, age como se fôssemos estranhos e acha que nada está acontecendo? – ele estava vermelho, gesticulava muito e aparentava estar bravo. – Tudo está acontecendo! – Eu precisava inventar uma desculpa plausível, caso não ele desconfiaria ainda mais.
- Eu me assustei com sua chegada repentina, estava sonolenta. Desculpe-me. – ele me olhou em dúvida – Sinto-me diferente. – melhor resposta não havia, eu de fato, não estava mentindo.
- Muito diferente, diga-se de passagem! – ele suspirou. Eu tinha que sair dali, precisava ficar sozinha para entender melhor a situação toda. Aquilo estava mais para pesadelo, do que sonho.
- Vamos deixar esse assunto pra lá, não é? Já passou – sorri amarelo pra ele, que tinha a face descontente. – Eu... preciso ir!
- Ir pra onde? – ele me questionou.
- Pra minha casa. – ele arqueou sua sobrancelha direita em deboche. Tentei consertar – Quero dizer, eu tenho uma casa, né? – será que eles já estavam morando juntos? Fiz figa com a mão direita e fechei meus olhos.
- Claro que tem uma casa, mas eu achei que você fosse passar esses dias comigo. – soltei a respiração que nem percebi que prendia, abri meus olhos e o encarei.
- Pois é, mas houve um pequeno imprevisto e eu preciso ir pra casa. Sinto muito. – avistei a bolsa da garota em cima da mesinha ao lado da cama, e fui em direção a ela.
- Que imprevisto? – ele segurou minha mão. Tinha que inventar uma bela desculpa e para ajudar eu não conhecia nada daquela mulher.
- Justin, hãn – ele me olhava confuso – Justin...
- Que imprevisto, ? – ele perguntou, curioso.
– É que... Minha mãe esta indo pra casa?! – inventei aquela desculpa, torcendo que ela tivesse uma mãe viva.
- Sua mãe? – senti meu coração parar - Mas ela mora em North Yorkshire, é muito longe da América, é na Inglaterra! – quase ajoelhei no chão agradecendo a Deus por ela ter uma mãe.
- Pois é, ela avisou ontem, esqueci de te falar. – ele passou a mão no queixo, parecia ponderar.
- Certo, te deixo em casa então. – ainda bem que ele acreditou – Mas eu vou querer conhecer sua mãe! – fiquei pálida.
- É que... – tentava pensar em algo plausível - Vamos com calma, ok? Primeiro me deixa em casa, e depois pensamos nisso, que tal? – sai pela tangente como estava fazendo desde sempre. Enquanto isso eu tinha tempo para inventar uma desculpa boa.
- Certo, amor! – aquilo era estranho de se escutar. Nunca em minha vida eu pensei que escutaria Justin Timberlake se referir a mim como amor, aliás, eu nunca achei que ele sequer olhasse para mim algum dia. Ele era tão lindo, eu tentava disfarçar, mas era impossível não olhar aqueles olhos azuis... – Vamos? – acordei do meu transe, sem graça. Ele me olhava de uma forma engraçada.

Eu me lembrei de que precisava de um celular, seria meu primeiro passo para voltar para casa. Dei uma checada na bolsa e vi que tinha um lá dentro, suspirei aliviada.
- Sim, vamos! – apertei o elevador, e aguardei já que ele morava naqueles prédios no qual os apartamentos são um por andar. Entramos no elevador, e ficamos calados.

Chegamos ao térreo, ele segurou a minha mão direita antes de descermos do elevador e a entrelaçou com a sua. Céus, aquilo era mágico, sua mão era quente e macia. Suspirei fundo, tentando me recuperar do choque que parecia que tinha tomado. Fomos caminhando até a garagem. Percebi que Justin estava bem calado, parecia chateado. Senti-me um pouco culpada, mesmo não sendo. Essa situação toda era bem complexa.
Ele avistou seu carro e o destravou. Resolvi puxar assunto com ele pra quebrar aquele silêncio chato:

- Tá frio, né? – o olhar que ele me direcionou continha certo deboche.
- Sério mesmo que você tá me perguntando sobre o tempo? – mordi os lábios, nervosa. Eu só estava tentando quebrar aquela tensão, mas acho que piorei tudo.
- Justin... – o impulsionei a falar. Ele me olhou, desfez o entrelace de mãos, respirou fundo e entrou no carro. Tinha me arrependido de ter tentado puxar assunto por conta daquele olhar. Eu sabia que tinha cutucado onça com vara curta. Olhei para o céu, contei mentalmente até três e entrei no veículo.
- Eu volto ontem de uma gravação intensa de um filme que durou uns bons meses, e você já me abandona hoje! Você não faz questão nenhuma da minha presença, – ele fez um biquinho adorável, senti uma vontade imensa de beijá-lo, aquele homem era a coisa mais linda que eu já tinha visto - Sabe quanto tempo à gente não passa um fim de semana juntos? – ele já ligava o carro, enquanto eu me posicionava para colocar o cinto de segurança.
- Faz muito tempo...? – perguntei cautelosamente, já prevendo sua resposta.
- Sim, quase três meses, ou seja, quase o tempo todo do nosso namoro.
- Uau! – arregalei os olhos, chocada. E eu pensando que namoro de famoso era tudo as mil maravilhas, ledo engano. – Justin, entenda que faz muito tempo que não vejo minha mãe... Tenho saudades dela - inventei aquilo, eu imaginava que esses artistas eram muito ocupados para terem tempo para família.

O veículo começou a se movimentar.

- Eu não entendo, isso foi tão de repente, você não me avisou nada.
- Pois é, ela me avisou ontem, não consegui falar com você sobre isso. – ele me olhou rapidamente, voltando sua atenção ao trânsito.
- Sem chances mesmo, ontem você estava insaciável. Três vezes seguidas!– senti que meu rosto pegava fogo naquele exato momento, ele sorriu enquanto parava o carro em um farol e me observava – Ontem você não parecia com vergonha – ele riu.
- Ah, é... – respondi com um fio de voz, sorri sem graça. Eu não queria saber os detalhes da noite louca que eles tinham tido. Céus!
- Justificável você não ter falado nada – ele deu partida no veículo e sorriu. Ainda bem que ele tinha mudado de assunto – É bom também que eu conheço a minha sogra.
- NÃO! – Eu gritei, desesperada. Ele me olhou de forma estranha.
- Ué, mas por que não? – eu empalideci, eu precisava inventar algo plausível.
- Bom, é que... – tentava pensar em algo, mas nada vinha em minha mente.
- É que... – ele me incentivou a falar.
- Olha, Justin, minha mãe ela é... tem problemas depressivos. – quase pulei de euforia por pensar em algo bom – É isso! Ela veio me ver para passar um tempo comigo, não acho adequado que ela te conheça nessas circunstâncias... Quero que você a conheça quando ela estiver bem.
- Nossa, , por que nunca me contou algo assim? Isso é muito importante – ele me olhava com um misto de emoções, de todas pude detectar mágoa.
- Ei, me desculpe – me senti um pouco mal por mentir com algo tão grave, mas infelizmente tinha que ser algo assim, se não ele não acreditaria – Eu não contei porque tive medo...
- Medo de quê? – ele encostou o veículo em frente a uma casa, e virou-se totalmente para mim.
- Medo de tantas coisas, é uma coisa íntima, sabe?
- Sim, eu sei. Mas quero que saiba que pode sempre confiar em mim – ele segurou minha mão e sorriu de uma forma tão linda, deu vontade de apertar as bochechas dele. Essa mulher tinha uma sorte imensa, Justin era completamente apaixonado por ela. – Pra tudo mesmo.

Ele foi se aproximando devagar, eu o olhava encantada, era impossível desviar daquele olhar, era meu sonho de fã se realizando ali, eu o tinha tão perto de mim, eu nunca pensei que isso pudesse acontecer. Os nossos narizes quase se tocavam, ele já tinha fechado os olhos, aquela atmosfera era maravilhosa. Ele quase encostava seus lábios nos meus, quando eu virei de repente meu rosto e o beijo pegou em minha bochecha.
Era errado aproveitar de uma situação assim, ele queria beijar e não a mim, . Direcionei meu olhar para a janela, senti seu olhar queimar em mim, mas graças a Deus ele nada disse. Ele desceu do veículo, e eu percebi que aquela casa enorme no qual estávamos estacionados em frente era a minha. Justin foi em direção à guarita, conversou com o porteiro que abriu o portão social. Desci do veículo e fui em direção à entrada da casa, quando fui surpreendida por um leve puxão em meu braço.

- Eu vou descobrir porque você está estranha, . Pode apostar. - engoli em seco, me soltei dele e entrei no portão sob seu olhar inquisidor.

Virei para trás e pude ver quando ele entrou no carro e partiu. Respirei aliviada, por hora. Eu não sei o que faria caso essa situação se demorasse a estabilizar. Céus, eu tinha que descobrir um jeito de voltar para a minha vida.
Fiquei parada por um tempo, sem saber o que fazer. Resolvi, por fim, adentrar o lugar, passei pelo porteiro e o cumprimentei. Quando realmente olhei aquele lugar, quase cai pra trás, como uma pessoa sozinha poderia morar em um lugar daquele tamanho? Resolvi que para tentar conhecer melhor onde estava pisando exploraria o lugar e veria no que daria.

***


Já tinha conhecido aquela mansão inteira, depois de um tempo, a casa possuía onze quartos, e três eram suítes. Uma delas eu pude perceber que era o quarto de , pois tinha um closet enorme com roupas caríssimas e muito bonitas, uma cama de casal com dossel, um sofá e uma escrivaninha.
No restante da mansão, observei que tinham doze banheiros, vastos jardins, uma piscina coberta, uma biblioteca, cozinha comercial, uma academia, um monte de salas que eu não consegui entender quais eram as funções, e tinha uma garagem gigante para uns dez carros, ou mais e lá avistei quatro carros e uma moto estacionados.
Outra coisa que constatei era que havia muitos funcionários no local, mas também não teria como manter aquele lugar sem muita mão de obra. Aquilo tudo era um tremendo exagero!
Nesse momento, estava deitada na cama dela, enquanto vasculhava o Iphone 7 que ela possuía, que para a minha sorte, não precisava de senha, pois ele possuía leitor de digitais. As fotos dela eram maravilhosas, um photoshot mais lindo que o outro. Não encontrei nada relevante ou que eu pudesse usar para conhecer mais sobre a personalidade dela. Descobri fuçando o site Wikipédia apenas que ela era de capricórnio, e tudo o que eu pesquisava sobre o signo era que possuía um coração de gelo e só pensava em dinheiro...
Ouvi batidas na porta, respondi entra e vi que era uma funcionária da casa. Ela apenas colocou a cabeça para dentro do quarto.

- Oi, pode entrar – ela me olhou surpresa e finalmente entrou de corpo todo no quarto.
- Boa tarde, senhorita – quanta formalidade... Será que a Miss exigia este tipo de tratamento? – O que a senhorita gostaria de comer para o jantar? – estava tão entretida com o local que só fui perceber que estava com fome quando ela me perguntou. Eu comeria qualquer coisa, sem dúvidas. Lembrei-me de algo que fazia muito tempo que eu não comia.
- Bom, eu quero lasanha – sorri largo pensando na possibilidade.

Percebi que a moça me olhava com os olhos arregalados. Fiquei pensando sobre qual era o problema com o alimento. Como um click, percebi o que acontecia: uma modelo como precisava ser magra, já que utilizava o corpo como instrumento de trabalho, ou seja, ela não comeria algo assim. Sinceramente? Eu pouco me importei, enquanto estivesse nesse corpo, não passaria vontade mesmo, sorry, honey, quando você voltar para o seu corpo, terá que malhar. Ri internamente.

- Certo, senhorita. – depois de um tempo ela conseguiu proferir. Ela nunca me olhava diretamente, sempre com a cabeça abaixada, achei aquilo tão estranho. Ela ia saindo do quarto, quando a chamei de volta.
- Ei, o jantar vai demorar muito? Estou faminta. – perguntei, senti que minha barriga tinha criado vida sozinha, tamanho era o ronco dela.
- Creio que sim, já que terei que comprar os ingredientes... Quer que eu traga algo? – ela perguntou, prestativa. Ela era tão fofinha, eu tinha gostado dela.
- Sim, por favor. Trás algumas frutas, de preferência uva, se tiver. – a moça franziu o cenho, confusa.
- Mas a senhorita detesta uva – fiquei extremamente surpresa. Ela não gostava de uva... Quem não gosta de uva? Eu simplesmente amava.
- Pois é, mas agora eu gosto – dei um sorrisinho amarelo, a moça me olhava incrédula. Eu não abandonaria minha fruta preferida porque não gostava. Por Deus, sabe se lá o quê mais essa mulher não gostava, suas manias, seus jeitos... eu precisava de ajuda, aquele fardo era muito grande para ser carregado sozinho, mas em quem eu poderia confiar?
- Certo – ela respondeu me despertando dos meus devaneios – Ah, o porteiro fez o que a senhorita lhe ordenou quando viu que o senhor Justin havia ido embora, como sempre. – Ela sussurrou a última parte. O que essa mulher havia pedido ao porteiro? Rezando aos céus e aos meus anjos protetores, caso eu tenha, que não seja algo ruim.
- Tudo bem, obrigada... Qual é o seu nome mesmo? – perguntei. Ela me olhou esquisito, provavelmente achando que eu era louca.
- Meu nome é – ela respondeu, olhando novamente para baixo – Com licença. – ela completou a fala e se retirou do local da forma mais silenciosa que conseguiu. Joguei-me na cama, de braços abertos e suspirei alto. Não fazia nem 24 horas que estava nessa vida e eu já queria sumir.

***


, depois de alguns minutos, veio trazer as uvas eram das verdes, minhas preferidas. Estavam maravilhosas, comi até a barriga parar de roncar. Acabei dormindo a tarde inteira e fui acordada próximo das 19h00min, pois o jantar estava servido.
Pulei da cama e fui até a sala de estar, no qual estava exposto um banquete, pude perceber que a lasanha estava ali, e mais um monte de outras coisas. Pelo que eu constatei, somente para mim, nem se eu estivesse sem comer o dia inteiro eu comeria aquilo tudo. Era extremamente exagerada uma mesa daquelas. O que aconteceria com aquela comida, caso eu não comesse? Iria para o lixo? Vi que os funcionários estavam prontos para qualquer coisa que eu pedisse, então tive uma brilhante ideia.

- Por que vocês, ao invés de me olharem enquanto eu como, não compartilham dessa refeição comigo? – Vi que todos os funcionários paralisaram no local, alguns tossiram desacreditados.
- A senhorita só pode estar brincando – o mordomo, ou sei lá o que era, tinha a face descrente.
- Não estou, agora sentem todos – eles pareciam não acreditar. Resolvi ordenar – Sentem, todos agora, é uma ordem! , traga os pratos e chame o restante dos funcionários da cozinha – assentiu, incrédula. Foi até a cozinha e trouxe mais pratos e talheres, e mais alguns funcionários, como ordenado. Em seguida todos pegaram um e sentaram-se e começaram a se servir da comida. Se eu não comesse tudo aquilo, com certeza iria para o lixo e era uma judiação, odiava desperdício. Sorri satisfeita com a cena, e resolvi começar a degustar da comida. E nossa... aquela lasanha estava divina.
- Quem fez a lasanha? – perguntei. Uma senhora que aparentava ter seus cinquenta anos levantou a mão, estava trêmula – Está divina! Parabéns! – dei uma piscadela a ela.
- Obrigada, senhorita! – surpresa, ela acabou por sorrir alegremente.

Depois daquilo, mais nada havia sido proferido, comemos o jantar inteiro em silêncio, se tivesse uma faca era possível cortar a tensão ao meio, eles não estavam muito a vontade naquela situação, completamente compreensível. Das duas uma: ou nossa Miss tratava muito mal os seus funcionários, ou simplesmente fingia que eles não existiam, apostava muito na primeira opção.

***


Fui para uma das inúmeras salas assistir algo na tevê, pois todos os funcionários haviam se recolhido já que eu os dispensei. Vi que havia incontáveis ligações no celular dela, muitas de Justin, outras de uma mulher chamada Melissa e de alguns outros números. Já o whatsapp bombava com notificações de mensagens de nomes masculinos.
Fui surpreendida com o barulho da campainha, mas quem seria? Era alguém de confiança, já que o porteiro havia liberado a passagem da pessoa. Suspirei e rezei mentalmente que não fosse o Justin, se não estaria ferrada, ele descobria a farsa da história da mãe.
Encaminhei-me a porta, tremendo muito, respirei fundo e a abri. Para minha sorte não era Justin. Quem estava ali era um rapaz bonito, que possuía um sorriso esperto no rosto. O que seria dela? Um irmão? Amigo?

- Finalmente, ! Achei que você não fosse dispensar aquele mala do Justin nunca mais – ele foi entrando pelo local, como se fosse parte de lá. O olhei incrédula. – Estava com uma saudade de você, quando o porteiro me ligou, voltei o mais rápido possível para casa já que estava na academia, tomei um banho e não pensei duas vezes em vir pra cá. É bizarro, porque nem faz muito tempo que a gente se viu... – ele falava tudo aquilo muito rápido. Opa, opa, jogo perigoso, isso não podia ser o que eu estava pensando, era absurdo.
- Hãn? – fora tudo o que eu consegui proferir. Já ele tinha uma cara bem maliciosa. Inevitavelmente, me preocupei.

Foi tudo muito rápido, quando percebi estava deitada no sofá com ele por cima de mim, enquanto sentia sua boca pressionada na minha, sua língua pedindo passagem para de fato tornar aquilo um beijo com tudo o que se tem direito.
Ai, meu Deus, tinha um amante!




Continua...



Nota da autora: Fiquei muito feliz com os comentários que recebi, quero agradecer imensamente a cada uma que se disponibilizou a comentar, é bom saber que não sou a única que amo o JT, rs!
Nossa miss não é nenhum anjinho, né? Hahaha, ainda vem mais surpresas por ai, rs!
Criei um grupinho no face, caso queiram entrar para acompanhar quando a fic atualizar, lhes aguardarei com o maior prazer já que só tem eu nele haahaha
Beijos! xxTali





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