Última atualização: 29/09/2019

Prólogo

estava tremendo dos pés a cabeça. Sua visão estava embaçada pelas lágrimas e seu coração batia tão rápido que, se seus pensamentos não estivessem todos focados em não perder cada entrada no tapete vermelho da premiere de Avengers: Endgame, ela estaria suspeitando de um ataque cardíaco. E talvez estivesse mesmo próxima de um ataque, mas não conseguia se preocupar com a própria saúde. Não quando seus atores favoritos vinham em sua direção para conceder uma entrevista rápida e seu melhor amigo e câmera - Baker - precisava lhe dar um beliscão para que ela não fizesse papel de idiota na frente dos atores.
havia acabado de entrevistar Pom Klementieff quando uma nova gritaria se fez presente por parte dos fãs e a garota ajeitou o penteado, antes de buscar o motivo de tanto barulho na entrada do tapete vermelho. Robert Downey Jr e Chris Evans já haviam chegado, e a não ser que fosse Brie Larson ou Scarlett Johansson, a garota não via motivos para tamanha gritaria. Não quando nenhum dos Tom’s havia confirmado presença naquela noite - para sua infelicidade, já que seria um sonho realizado encontrar tanto Holland como Hiddleston. Principalmente Holland, por quem tinha uma crush publicamente assumida.
- Será a Brie? - questionou, se inclinando na ponta dos pés em uma falha tentativa de enxergar a entrada da premiere. Eles estavam distantes, em uma área não tão bem posicionada como a área de imprensa, junto com outros youtubers importantes que tinham canais específicos para assuntos da Marvel Cinematic Universe e para a Marvel Comics.
- Espero que sim. - murmurou, batendo palmas em animação. - Só de respirar o mesmo ar que essa mulher, eu já poderei morrer feliz.
- Eu não. - retrucou. - Não pude analisar a bunda do Cevans direito. - fez uma careta triste e a garota riu.
- Você sabe que não pode tocar. - ela o lembrou. - Lembra-se daquela fã que tocou na bunda dele por acidente e o deixou chateado?
- Eu sei. - suspirou. - Me deixa sonhar, . - chiou, estirando a língua para a garota.
- Que tal voltar a tentar ver quem chegou? - orientou, também tentando enxergar a entrada do tapete vermelho. Ficar após a curva não havia sido uma boa ideia, mas era melhor que perto do público geral, onde nada se ouvia fora os gritos dos fãs.
- É um homem. - afirmou. - Vi um terno.
- Ótimo. - sorriu. - Talvez seja o Bradley Cooper.
- É mais baixo. - retrucou e a garota franziu o cenho. Apesar da ansiedade, eles não podiam abandonar seus lugares. Fosse o ator quem fosse, deveria passar por eles e atendê-los por vontade própria, após passar pelos canais de imprensa convencional. Haviam acabado de ser ignorados por Danai Gurira - para a tristeza profunda de -, que apenas sorriu e acenou para a câmera de , quando um topete apareceu na curva do tapete vermelho junto de um sorriso largo e olhos pequenos. prendeu a respiração no mesmo instante que soltava um grito agudo e acenava para o recém-chegado.
- Tom! - o rapaz berrou alto, chamando a atenção do inglês, que acenou para ele e indicou que chegaria neles em um segundo.
O ator parou no primeiro youtuber e respondeu algumas perguntas, segundo para o próximo e assim sucessivamente. Pouco antes de chegar a , Tom foi parado por Brie Larson - que havia acabado de chegar - e ambos os atores se abraçaram, posando para algumas fotos e respondendo algumas perguntas rápidas dos youtubers. Brie se afastou em seguida e a seguiu com o olhar cabisbaixo, já que havia ido para a premiere com a expectativa de, ao menos, trocar duas palavras com a mulher. A garota não percebeu Tom Holland ao seu lado e só teve sua atenção resgatada quando a beliscou na cintura e ela soltou um palavrão, fazendo o ator rir e ela arregalar os olhos, ficando extremamente corada no mesmo instante.
- Me desculpe! - murmurou, recebendo um sorriso frouxo de Thomas. Ela não sabia como estava falando normalmente e não gritando, como sempre imaginara que faria com Tom. Ele era ainda mais bonito pessoalmente e cheirava tão bem... estava encantada, mesmo que a cara de idiota não estivesse presente em sua face.
- Está tudo bem. - Tom murmurou. - Então, eu não sou a Brie, mas caso tenha alguma pergunta... - ele deixou a frase no ar, o que apenas fez corar mais ainda e quase sair correndo. Estava passando vergonha em frente a Tom Holland e nada poderia ser pior do que aquilo.
- Na verdade eu não tenho nenhuma pergunta para você. - disse por fim e Tom arqueou as sobrancelhas para ela.
- Por quê?
- Você não estava confirmado, então eu não estava te esperando aqui. - a garota murmurou, fazendo-o rir.
- Te dou um segundo para improvisar. - Tom sorriu e a garota estalou os lábios.
- Não. Eu não quero que você me dê spoilers. - foi a resposta dela, que arrancou risada não apenas de Tom e , como das pessoas a sua volta. - Eu não consigo pensar em nada que não te faria dar spoiler. - completou.
- Certo. - Holland disse por fim. - Então só poderemos conversar quando você assistir ao filme. - ele brincou.
- Exatamente. - concordou com um aceno de cabeça. Focou o olhar no rosto de Tom, e mesmo que seu bom senso lhe dissesse para não fazer aquilo, ela não iria lhe dar ouvidos, como sempre. - Então se você me der seu telefone, podemos marcar um café para o final de semana. Eu já terei visto o filme e poderei conversar em uma zona livre de spoilers. - ela sorriu sem mostrar os dentes e enquanto os outros riam, Tom arqueou as sobrancelhas para a garota, já que percebera que ela não estava brincando.
- Café marcado. - ele disse por fim.
finalizou a gravação a pedido de , para que ela pudesse tirar uma foto com Tom sem a câmera em seu rosto.
- Desculpe. - ela murmurou, após bater a foto. Tom a encarou com diversão no olhar e as bochechas da garota coraram ainda mais. - Eu não sei o que deu em mim.
- Quer anotar meu número no seu celular ou eu anoto o seu? - o inglês questionou, enquanto arregalava os olhos e quase se afogava com a própria respiração.
- Oi?
- Você me chamou para um café. - Thomas a lembrou. - E eu aceitei.
continuou o encarando abismada, até pegar o celular de sua mão e estender para Tom.
- Coloque seu número. - o rapaz instruiu. - Ela deve estar catatônica. - disse por fim, cutucando a amiga no ombro e ouvindo um grunhido incompreensível como resposta. voltou a si quando Tom lhe estendeu o celular em retorno e sorriu largo para ela, antes de murmurar um "tchau" e se afastar. A garota se virou para , que ria de sua expressão idiota.
- , o que aconteceu? - indagou, num fiapo de voz.
- Você tem um encontro com Tom Holland. - o rapaz disse por fim, dando de ombros em seguida.
voltou a encarar Tom, que agora falava com os fãs, tirando fotos e dando autógrafos. Seus olhares se encontraram por poucos instantes e ele sorriu para ela, que soltou um suspiro alto.
- Eu tenho mesmo um encontro com Tom Holland.

Capítulo 1

Abril de 2019, Atlanta.
Tom havia acabado de chegar do set de Chaos Walking quando o barulho de seu celular chamou sua atenção. Torceu os lábios em descontentamento, nada animado em precisar interagir com qualquer pessoa quando tudo o que ele queria e precisava era de um banho, comida quente e a cama fofinha do apartamento que estava alugando durante as filmagens. Sua estadia em hotéis durante as filmagens de Far from Home o haviam traumatizado e nada poderia valer o conforto de ter uma casa apenas para si. Era um pouco solitário, ele admitia. Mas Holland estava vivendo uma nova fase em sua vida e precisava de um tempo para si, principalmente com a turnê de divulgação de Spider-Man se aproximando rapidamente e Tom sabendo que tinha zero condição de ficar perto de Melinda Breslin e não perder o restante de sua dignidade. Mesmo depois de meses, ele não havia se recuperado totalmente. Não estava mais apaixonado e Melie era uma grande e incrível amiga, mas Tom não confiava em si mesmo.
Afinal, ele havia se apaixonado por ela e nem se dado conta daquilo, até que tudo explodiu e ele não pôde conter. Não tinha mesmo a menor possibilidade de ele apostar em si mesmo novamente.
Acabou esquecendo-se do celular em cima da mesa, seguindo para as tarefas que precisava concluir antes de finalmente poder cair na cama e dormir até o dia seguinte. Colocou a roupa para lavar, tomou banho, preparou um prato de sopa de legumes e enquanto a refeição cozinhava, procurou por algo para distrair a mente e ocupar o silêncio que reinava naquele apartamento. Assistiu parte de um documentário sobre animais perigosos na América Latina e só voltou a lembrar de seu celular quando foi até a cozinha buscar seu jantar. Acomodou-se novamente no sofá, com a tigela de sopa em mãos e o celular na ponta dos dedos, largando o refratário na mesa de centro e desbloqueando o smartphone com a digital. Tinham algumas mensagens no grupo com o elenco de Far from Home, mas Tom Não estava interessado naquilo. Não naquele momento, então passou os olhos pelas outras notificações de seu celular. Instagram, Facebook, WhatsApp... Número desconhecido? O rapaz franziu o cenho, extremamente confuso. Sua foto de perfil restrita aos seus contatos, para evitar que sua privacidade fosse invadida, então era realmente difícil que alguém tivesse salvado seu número sem querer, acreditando que fosse ele. Abriu a foto de perfil da pessoa antes mesmo de abrir a conversa e o sorriso em seus lábios se abriu involuntariamente.
Era a garota da premiere de Avengers. Aquela que não lhe entrevistou por medo de receber spoilers - do qual Tom nem tinha conhecimento, já que havia gravado todas as suas cenas com roteiros adaptados e recortados - e para quem Tom havia dado seu número por livre e espontânea vontade. Ele nem se lembrava daquela atitude inesperada, então não tinha porque esperar uma mensagem daquela garota. Para ser bem sincero, ele não entendia porque havia feito aquilo, quando ele estava evitando todo e qualquer contato humano o máximo que pudesse. Mas tinha algo naquele sorriso dela que lhe chamou a atenção e por esse mesmo motivo, abriu a conversa para ler as mensagens que ela havia lhe enviado.

Desconhecido
Esse número provavelmente nem é seu
Mas tudo bem, eu só precisava falar
Acabei de sair da sessão de Avengers e estou destruída
Obrigada por não ter me dado spoiler
Quero sentar em um canto e chorar, porque a experiência foi incrível
Você estava incrível no filme e eu amo Peter Parker
Boa noite, obrigada por ser um ator maravilhoso e dar vida ao meu personagem favorito!


Holland sorriu ao terminar de ler as mensagens, esquecendo-se completamente da sopa e passando a digitar algumas respostas para a garota de quem ele nem sabia o nome.

Sim, esse é o meu número de verdade
Louco, não é?
Para se bem sincero, o filme foi um choque para mim também
Eu gravei cenas sem contexto e com roteiros falsos, então não sabia de nada
Fico feliz que tenha aproveitado a experiência
E obrigado pelos elogios. É bom saber que estou fazendo um bom trabalho


Ficou encarando a tela de seu celular como um idiota, enquanto via o status de online mudando para digitando e aguardava as respostas da garota. Ele precisava perguntar o nome dela, para ter a quem associar aquele rosto. E que belo rosto, Tom deveria admitir. Não que ele estivesse notando apenas aquilo, mas não era algo que poderia se ignorar. Ela era realmente bela e tinha um brilho no olhar que deixava Thomas curioso e animado. Um brilho no olhar diferente do que ele estava acostumado. Não era fanatismo ou malícia. Era apenas doçura e sinceridade e Tom admirava aquilo. Gostava de pessoas transparentes e estava precisando de tranquilidade em sua vida.

Desconhecido
Tudo bem, é você mesmo
E isso vai parecer um flerte
E talvez realmente seja
Mas você me prometeu um café para falarmos do filme
E eu sou uma garota que gosta de promessas cumpridas

Holland riu alto. Ela realmente estava flertando com ele e em outras épocas, Tom não teria percebido aquilo. Mas agora ele percebia e tinha a oportunidade de negar e manter seu afastamento das relações humanas ou então embarcar em uma novidade, coisa que ele jamais faria. Mas ele havia feito muitas coisas que jamais faria em sua vida, então não tinha porque ter medo, tinha?

Estou em Atlanta no momento e depois vou para o México
Só voltarei a Los Angeles no início de maio
Vai esperar por mim para esse café?

Desconhecido
Sem nenhuma dúvida

🕷️🕷️🕷️


Maio de 2019, Califórnia.
estava surtando. Suas mãos estavam tremendo e ela praticamente corria pela rua, tamanha era a necessidade de chegar em casa e ligar seu notebook para terminar de ver o trailer de Spider-Man: Far from Home que havia sido postado pela Marvel minutos após ela deixar sua aula. Para seu extremo azar, seu celular ficou sem bateria na metade do vídeo e ela havia deixado seu carregador portátil em casa. Por esse motivo corria pelas ruas como uma maluca, ansiosa para ter sua amada internet de volta e finalizar a análise do trailer, para já gravar um vídeo para seu canal. E por mais que aquilo parecesse com problemas fúteis de garotas brancas, não vivia uma vida glamourosa por ser youtuber, principalmente porque ela falava de assuntos que eram de dominância masculina. E por esse motivo ela precisava trabalhar duas vezes mais rápido e com mais empenho para não ser ignorada em meio a tantos outros canais que produziam conteúdo para a comunidade geek.
Quando finalmente entrou em casa, correu para o quarto em busca do carregador do celular e do notebook, conectando ambos na tomada e se ajoelhando no chão em frente a cama. Suas unhas batiam contra o teclado do notebook, e novamente para seu azar, o sistema resolveu instalar algumas atualizações, atrasando o processo de inicialização do notebook. respirou fundo e soltou um palavrão, descrente no tamanho do seu azar naquele dia. Só faltava cair um raio em seu apartamento para tudo realmente dar errado e ela encerrar a produtividade daquele dia antes das duas horas da tarde. Seu celular foi o primeiro a ligar e ela pegou o objeto em suas mãos em um claro desespero, abrindo o YouTube enquanto notificações do WhatsApp chegavam e ela as ignorava com maestria. Até um determinado nome chamar sua atenção e suas sobrancelhas arquearem, enquanto seu queixo caía e seus olhos se arregalavam.

Tom Holland
Hey, você já assistiu ao trailer?


encarou a mensagem por longos minutos, sem saber realmente o que responder. Decidiu priorizar seu trabalho e terminou de assistir ao trailer pelo celular, anotando em seu bloco de notas os pontos que iria discutir para a gravação do vídeo e só então se dando a liberdade de responder Holland. Quase meia hora depois de ter recebido a mensagem. Mordeu o lábio inferior, se jogando na cama de costas e digitando uma mensagem em resposta ao ator.
Acabei de assistir
Eu estou completamente sem palavras
Cheia de teorias

Tom Holland
Teorias são legais
Que tipo de teorias?
Não, eu não vou conversar com você sobre isso
Você pode não ter lido o roteiro verdadeiro, mas eu ainda não confio em você

Tom Holland
Eu prometo não falar nada sobre isso durante nosso café
Ainda está de pé, não está?
Em que mundo eu cancelaria um café com você?
Eu sou maluca, mas não a esse ponto

Tom Holland
Posso te perguntar uma coisa?


franziu o cenho e mandou apenas pontos de interrogação como resposta. Tom e ela vinham trocando mensagens diariamente, desde que ela havia tido coragem - e sofrido ameaças de - para mandar mensagem ao ator e comentar sobre Avengers: Endgame. Nas palavras do melhor amigo, não havia motivos para ela ter o número de Tom Holland e não falar com o rapaz. estava errado? Não. Mas ainda não havia processado o fato de ter dado em cima de Tom e o rapaz não tê-la cortado. Afinal de contas, ela poderia ser bonita, mas aquele era Tom Holland. As pessoas shippavam ele com Melinda Breslin e Zendaya. Quem era perto das duas? Ninguém, ela sabia. Mas ao menos poderia ser amiga de Holland, já que cairia na friendzone de qualquer maneira.

Tom Holland
Você está flertando comigo, não está?
Porque eu acredito que sim, mas já me enganei uma vez
E não foi legal


suspirou, fechando os olhos com força e grunhindo em desagrado. Era óbvio que Tom havia percebido seus flertes nada sutis - ninguém poderia julgá-la, ele era lindo e cheiroso e ela tinha seu número pessoal - e agora estava prestes a acusá-la de assédio. Sua vida estava arruinada e ela não via maneiras de consertar aquilo com um simples pedido de desculpas. Começou a digitar uma resposta, mas outras mensagens de Tom foram chegando e ela quase saiu gritando pela casa ao ler as palavras do ator. Ao menos não seria presa por estar assediando um ator mundialmente famoso.

Tom Holland
Estou perguntando isso pois quero te chamar para um encontro
Não para um café


- Puta que pariu. - riu, antes de começar a responder Holland.

Sim, eu estou flertando com você
E sim, eu quero sair em um encontro
Eu nem estou acreditando que isso está acontecendo
Fala sério Tom, por que eu?

Tom Holland
Porque você está interessada em mim
E só para variar, eu gostaria de tentar algo recíproco
E eu gostei de você
Gostaria de conhecê-la melhor
Então, temos um encontro?


E dando mais um passo naquela relação, apertou o botão de gravação de áudio e murmurou: - Sim, nós temos um encontro.

Capítulo 2

Maio de 2019, Califórnia.
Tom estava um pouco nervoso no voo de volta para os Estados Unidos. Estivera no México por alguns dias, para divulgar Far from Home junto do elenco principal do filme, ou seja, ele, Jake Gyllenhal e Melinda Breslin, e agora estava voltando para Los Angeles, já que tinham mais alguns compromissos para cumprir antes de terem o restante do mês de folga. Logo a turnê de divulgação do filme iria se iniciar e eles não teriam descanso por longos meses, então tinha que aproveitar ao máximo os dias de folga.
Suspirou, tamborilando os dedos na poltrona do jatinho de forma constante, atraindo a atenção de Melinda, que lia uma revista sobre veganismo no banco à esquerda. A loira arqueou as sobrancelhas para o ator, deixando sua revista de lado e pulando para o assento ao lado de Tom, segurando no pulso dele e o impedindo de continuar a bater os dedos no braço da poltrona. Tom lançou um olhar culpado para a garota, torcendo os lábios ao notar a preocupação nas irises de Breslin.
- Desculpe. - ele murmurou.
- Tudo bem. - Melinda estalou os lábios. - Mas está tudo bem com você? Parece nervoso. - debochou ao finalizar a frase, já que era óbvio que Tom estava nervoso. Holland era a pessoa mais fácil de ler e Melie sabia daquilo, pois o conhecia bem demais. Não que fosse necessário muito conhecimento para que qualquer pessoa adivinhasse os sentimentos de Tom Holland. Ele era realmente alguém muito transparente.
- Muitas coisas na cabeça.
- Vai dar tudo certo na turnê de divulgação. - Melinda murmurou. - Vamos para Bali. Isso vai ser incrível! - seus olhos brilhavam de animação e Tom quase riu.
- Eu não estou preocupado com isso. - garantiu. - Tenho certeza absoluta de que vai ser excepcional. - deu de ombros.
- Então por que está nervoso? Parece que vai ter um derrame a qualquer instante. - ela franziu o cenho, confusa e preocupada.
- Muitas coisas na cabeça. - repetiu, recebendo um revirar de olhos de Melinda e um beliscão no braço. Desde que seu relacionamento casual e estritamente sexual - mesmo que na cabeça de Tom não tivesse sido apenas aquilo - com Breslin havia acabado, eles haviam adquirido muita intimidade, de uma forma que Holland jamais esperava encontrar com a irlandesa. Mas ele a entendia. Melinda não queria relacionamentos amorosos, mas não tinha nada contra ter amigos. Então ela e Tom se tornarem amigos era a matemática básica para o desenrolar do fim daquela relação que haviam tido.
- Ah Holland, vê se me respeita. - revirou os olhos novamente. - Fala logo ou eu vou ligar pro Harrison.
- Você é chata. - Tom pontuou. - Não era chata assim.
- Porque você não passava um tempo comigo sem estar sem roupas. - a loira retrucou, sem se abalar. - Agora entende o suplício da Cassy.
Thomas revirou os olhos, mesmo que suas bochechas tivessem adquirido um tom rosado. Ele nunca iria se acostumar com aquilo mesmo.
- Chata. - ele repetiu, como uma criança.
- Tom. - Melinda alertou e o rapaz suspirou, dando-se por vencido ao jogar a cabeça para trás e fechar os olhos com força.
- Eu tenho um encontro. - disse por fim, abrindo os olhos apenas para checar a reação de Breslin. Não esperava vê-la sofrendo por ele, mas não queria que a garota se sentisse ofendida por ele estar falando sobre aquilo com ela. Afinal, eles haviam tido um envolvimento. E Tom jamais iria querer desrespeitar Melinda.
- Poxa, finalmente. - a garota riu, desfazendo a feição de preocupação no mesmo instante e encarando Thomas com um sorriso malicioso. - Está nervoso por que vocês vão transar? Fica tranquilo, você vai se sair bem. - garantiu, arrancando uma careta do ator.
- É o nosso primeiro encontro. - Tom retrucou, com se estivesse ensinando matemática básica. Breslin deu de ombros.
- E dai?
- Não se transa no primeiro encontro. - respondeu.
- Se a garota não quiser. - Melinda riu. - Se ela quer, não tem motivos para não transar.
- Ela não quer. - Tom rapidamente disse. - Quero dizer, eu não sei. A gente flerta, mas não sei dizer com certeza qual a vibe dela.
- Ela com certeza quer transar com você. - Breslin garantiu e Tom franziu o cenho em confusão. - Você é gostoso. É claro que ela quer. - concluiu e o ator corou mais. - Tom, você já me viu pelada. Pare de corar pelas coisas que eu digo. – bufou.
- Eu não posso controlar isso. - retrucou emburrado. Melinda apertou as bochechas dele e Tom deu um tapa nos dedos da garota.
- Qual o nome dela? Onde se conheceram? Estão flertando pesado e mandando nudes? - questionou curiosa.
- . - Tom respondeu. - Nos conhecemos na premiere de Avengers. Ela é youtuber e estava no red carpet. - explicou e Melinda soltou um "entendi". - Não quis me entrevistar para não receber spoilers. - riu ao se lembrar da cena. - E então eu dei meu número para ela.
- Uau. - Melie riu. - Chamou mesmo sua atenção.
- Ela flertou comigo lá. E eu flertei de volta. - deu de ombros. - Eu só pensei que poderia ser legal. Conhecer alguém diferente, sabe?
- E transar. - Breslin concluiu e Thomas riu alto.
- Não exatamente por isso.
- Eu acho legal que você tenha tido essa iniciativa. - murmurou por fim.
- Estamos conversando a alguns dias e está sendo ótimo. Ela é realmente uma boa pessoa. Engraçada, simpática... Ela é bonita, mas não é só isso. Sei lá. - deu de ombros. - Eu nunca saí com uma fã. Estou bem nervoso.
- Entre nisso de cabeça aberta e coração tranquilo. Se for para ser, será. - Melinda orientou. - Não coloque a carroça na frente dos bois e não deixe de fazer as coisas por medo. Se arrisque. A vida é curta demais para que a gente não aproveite.
- Você é uma boa amiga. - Tom constatou, sorrindo fraco para a atriz.
- Eu sei. - Melinda riu. - E você me queria como namorada. Seria uma merda.
- Pare de jogar isso na minha cara. - Tom revirou os olhos.
- Paro. Se você me mostrar o flerte pesado que mencionou. - barganhou e Thomas riu. Entregou o celular para Melinda e seu sorriso se alargou quando a garota soltou um assovio.
- Ela está mesmo na sua. - disse por fim e aquela frase encheu o coração do ator com coragem.
estava mesmo interessada nele. E era um sentimento recíproco. Apesar de terem se falado pouco pessoalmente, Tom mal esperava para poder vê-la. Estava realmente ansioso para aquilo.

🕷️🕷️🕷️

Maio de 2019, Califórnia.
Quando entrou no Uber naquela tarde, seu coração estava acelerado e suas mãos suavam. E não por conta do calor, já que usava um vestido soltinho e All Star, e sim por puro nervosismo. Afinal, não eram todos os dias em que ela tinha encontros com Tom Holland. Apesar de o rapaz ter dito que não queria tomar um café com ela, iriam se encontrar em uma cafeteria de qualquer forma, já que aquele horário fora o único em que Tom conseguira uma brecha em sua agenda.
Desde que haviam combinado o encontro, conversavam todos os dias, sobre tudo e qualquer coisa. havia contado sobre sua família - que para surpresa de Tom também era inglesa -, sobre seu trabalho e as aulas de dança que fazia duas vezes na semana. Contou sobre seus gostos, sua comida favorita e suas fobias. Ouviu quando Tom mencionou sua banda favorita, sua rotina diária e a empolgação que ele sentia com a aproximação da estreia de Far from Home. Descobriu que ele era muito mais parecido com o Tom que ela imaginava - gentil, fofo e tímido - do que poderia esperar. Leu sobre a família dele, a relação tão linda que ele tinha com seu irmão, Harry, e ouviu sobre Harrison. Bastante sobre Harrison e aquilo a fez falar sobre . E eles falaram, falaram e falaram mais um pouco, por mensagens escritas ou mensagens de áudio. Qualquer tempo livre que tiveram nos últimos dias foi preenchido por mensagens trocadas e havia se acostumado com aquela rotina. Mas encontrar Holland, em carne e osso, a estava apavorando.
Ela não era tão legal quanto parecia e não queria decepcionar o rapaz. Mas jamais fingiria ser algo que não era, então estava colocando sua cara a tapa quando desceu do Uber e rumou para a cafeteria em passos rápidos. Tom havia avisado de que já a estava esperando e quando atravessou a porta do estabelecimento e encontrou o rapaz sentado ao fundo, sentiu que poderia vomitar, tamanha a ansiedade que tomara conta de seus sentimentos. Ele acenou para ela, que engoliu em seco e acenou de volta, contendo a vontade de dar meia volta e correr atrás do Uber pedindo que ele lhe deixasse em casa. Respirou fundo ao ocupar o lugar na frente de Tom e notou as bochechas coradas dele, juntamente dos dedos nervosos que ele tamborilava na mesa. Ao menos ela não era a única ansiosa por conta daquele encontro, não que aquilo fosse algo realmente reconfortante.
- Oi! - murmurou, quando os trinta segundos encarando Tom se tornaram praticamente uma vida inteira de desconforto.
- Ei. - Holland sorriu. - Como você está?
Nervosa, ansiosa, MORRENDO.
- Estou bem. - sorriu. - E você?
- Ótimo. - murmurou. - Um pouco cansado por causa da viagem, mas ótimo.
- Deve ser muito bom estar na turnê de divulgação. Os fãs devem ser muito... Acolhedores. - usou uma meia verdade naquela última palavra e Tom riu.
- Malucos, você quis dizer. - disse. - Mas é realmente muito bom. Uma loucura que a gente entende e nos abraça em uma zona cheia de carinho. Eu gosto. - deu de ombros e encarou-o encantada.
- E para onde vocês vão agora? - questionou, interessada. Então um pensamento tomou conta de sua mente e ela mordeu o lábio inferior, em pura aflição. - Eu não vou colocar isso no meu canal. - disse rapidamente. - Tipo, sobre você e as coisas que conversamos. Juro que estou aqui como e não como youtuber geek. - disse por fim e Tom sorriu para ela.
- Eu sei. - ele falou. - Se você estivesse aqui apenas para coletar informações, você não teria me contado que seus pais acreditam que você está fazendo faculdade de administração quando na verdade você faz aulas de dança, porque trancou a faculdade antes de terminar o TCC.
- Eu poderia ter mentido, para despistar a verdade. - arqueou as sobrancelhas para Tom, que a encarou com intensidade e então estalou os lábios, negando com um aceno de cabeça.
- Mas não mentiu. - ele concluiu. - Consigo ler seu rosto perfeitamente.
- E o que o meu rosto está dizendo agora? - ela questionou, com um sorriso torto posto nos lábios. Tom apoiou os cotovelos na mesa, usando a mão para repousar seu queixo. Estreitou o olhar para a garota e então sorriu quase provocante. sentiu um arrepio na espinha.
- Que você gostaria de saber sobre Far from Home. - ele disse por fim e a garota riu, negando com a cabeça.
- Definitivamente não. - exclamou. - Eu sou capaz de te matar, caso me conte alguma coisa. Você é muito descuidado. Acaba falando pelos cotovelos. - riu e Tom corou, mesmo que aquilo fosse a mais pura verdade.
- Então... - Tom murmurou, visivelmente tímido e o achou extremamente fofo. Não diferente do que ela sempre achava quando via o rapaz nas entrevistas ou míseras fotos que ele postava no Instagram, mas ali na sua frente, com as bochechas coradas e um sorriso torto, o coração de perdeu uma batida quando os olhos de Holland voltaram a encontrar os seus.
- Você realmente não vai deixar nenhum spoiler escapar, não é? - a garota indagou. - Porque eu ainda estou de luto e apesar de ter muitas teorias sobre os multiversos, eu quero receber toda a novidade quando for assistir Far from Home na pré-estreia.
- Eu não vou dar spoilers. - Thomas garantiu, rindo fraco. soltou o ar que estava prendendo, dramatizando a cena.
- Tudo bem. - ela suspirou. - Lidei com uma crise. - estalou os lábios. - Agora preciso lidar com o fato de estar interessado em mim.
Tom corou imediatamente e a garota riu baixo.
- Qual é Tom. Estamos em um encontro. - ela lembrou. - Sabemos por que estamos aqui e como isso funciona.
- Comigo não funciona da maneira usual. - ele pontuou e a garota voltou a arquear as sobrancelhas para ele. Apoiou um dos cotovelos na mesa e descansou o queixo na palma da mão. Tom se recostou na cadeira, claramente desconfortável.
- Então você não vai fingir ouvir meus monólogos intermináveis sobre a minha vida, se oferecer para pagar a conta e me beijar na porta de casa? - questionou, sem perder tempo.
- Não. Eu vou realmente te ouvir e não me importo de rachar a conta. - Holland falou. - Mas talvez eu te beije na porta da sua casa.
- E por que você tentaria me beijar? Porque eu posso não querer, você sabe. - blefou e Tom sabia que ela estava blefando. Era óbvio que ela queria beijá-lo e isso estava explícito em seu olhar.
- Porque passamos os últimos dias conversando e trocando áudios. E toda vez que você abre a boca para falar, eu lembro que adoro sua voz e que gostaria muito de provar seus resmungos. Na minha boca, sabe. - falou por fim e mesmo que suas bochechas estivessem quase escarlate, sustentou o olhar intenso que trocava com .
A garota soltou um suspiro e teve seu raciocínio interrompido pelo garçom, que finalmente havia tido coragem para interromper a troca de olhares de Tom Holland e sua acompanhante e questionado sobre o pedido que fariam.

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Maio de 2019, Califórnia.
- Então você e Melinda são amigos hoje? - questionou, lançando um olhar inquisidor ao ator.
A praia de Santa Mônica nunca havia parecido tão acolhedora para Tom como naquela tarde. Principalmente após ter saído de um café maravilhoso, com uma companhia ainda mais incrível. Talvez seu deslumbramento pela praia se desse pelo mesmo motivo pelo qual estivera nervoso nos últimos dias, motivo esse que carregava os tênis amarrados pelos cadarços em torno do pescoço e chutava a areia conforme caminhava ao lado de Tom. O ator também tinha os pés descalços e as calças dobradas até as canelas, mas carregava seus tênis nas mãos.
Tom e haviam acabado de entrar no assunto de ex relacionamentos e apesar de não ter tido, de fato, um relacionamento com Melinda Breslin, ele achou que seria de bom tom comentar que havia se relacionado de forma casual com a atriz. Havia aprendido que ser honesto sobre seus sentimentos era sempre a melhor escolha e estava colocando tal ensinamento em prática com . Realmente estava começando a gostar da garota, principalmente porque a sintonia e química que eles tinham pelas conversar online também existiam em suas conversas reais. Ela não estava julgando suas frases ou procurando por significados ocultos. Estava apenas ouvindo, tentando compreender as coisas pelos olhos de Tom e expondo sua própria vida para ele. E Holland gostava daquilo. Ter reciprocidade. Não que ele não pudesse ter reciprocidade com outra garota, ele sabia que poderia. Mas tinha descoberto que gostava de passar um tempo com , fosse em uma tarde de folga ou em seus intervalos de descanso em sua agenda lotada. Interesse e atração a primeira vista existiam sim e Tom só havia precisado estar com mais uma vez para perceber que sentia exatamente ambas as coisas por ela. Mas não saberia explicar o que sentia, caso alguém perguntasse.
- Sim. - concordou. - Mas foi uma relação unilateral. Na questão sentimental.
- Uh, ela se apaixonou? - questionou, com os lábios tortos em uma careta.
- Não. - Holland riu. - Fui eu.
- Eu não posso te julgar. - a garota disse por fim, após analisar o rosto de Tom por alguns segundos. Talvez procurando pela mágoa que ele poderia estar alimentando por Breslin ou por um resquício de paixão em seus olhos. Fosse o que fosse, pareceu não encontrar nada e desviou o olhar. - Ela é realmente incrível e eu também teria me apaixonado, no seu lugar.
- É. - suspirou. - Mas não deu certo e hoje somos amigos.
- E está tudo bem para você?
- Claro. - garantiu, com sinceridade, sem desviar o olhar de . - Eu superei e hoje posso ver que foi a melhor decisão. Melie e eu não fomos feitos para ser. - deu de ombros. - E eu aprendi bastante com isso.
- É sempre aprendizado. - concordou. - Fico feliz que não guarde mágoas dela. A maioria dos caras tentaria humilhá-la para ter seu ego um pouco remendado.
- A maioria dos caras é babaca. - Tom decretou e a garota riu, assentindo em concordância.
- Você acabou de dizer a maior verdade da humanidade. - brincou e Thomas a acompanhou na risada. - Sabe, eu esperava que você fosse diferente.
- De que maneira? - questionou, apontando para o conjunto de rochas e recebendo um aceno de cabeça em concordância para que eles se sentassem lá.
- Mais confiante, talvez. - deu de ombros. Sentou-se em uma das rochas mais baixas e deixou espaço para que o ator sentasse ao seu lado. - Pensei que sua timidez fosse apenas em frente às câmeras.
- Eu sou realmente tímido. - sorriu. - Mas já fui pior. Melinda me ajudou bastante nesse quesito.
- Imagino. - riu. - Ela não tem nenhuma vergonha sobre o que fala. - murmurou. - Às vezes eu sou assim, mas depende muito da situação. Tento ser mais contida. - deu de ombros. - Bendita educação inglesa. - brincou e Tom a acompanhou na risada.
- Somos criados para sermos lordes e madames. - concordou. - Você tem planos para quinta-feira? - questionou, mudando de assunto.
- Não exatamente. - respondeu. - Venho à praia, na maioria das vezes.
- Gostaria de ir à Disneylândia? - Thomas questionou. - Vamos fazer um evento de divulgação do filme por lá. Você pode ir e cobrir o evento. Vai ser legal. - sugeriu, com um sorriso esperançoso. Esperava que aceitasse seu convite e que pudesse passar mais um tempo com ela, antes de viajar para casa no final de semana.
- Posso ir apenas como ? - ela questionou, escondendo um sorriso pela alegria de ter mais um encontro a ser marcado com Thomas. - Deixar a youtuber em casa, sabe. - deu de ombros.
- Só se eu puder ser apenas Tom. Sem o Peter, sabe? - ele falou, entrando na brincadeira. Não desviava seu olhar do rosto da garota e sentia uma vontade imensa de beijá-la naquele instante. O fim da tarde trazia tons alaranjados e uma luz que refletia nos olhos de e a deixava ainda mais bonita. Não era apenas a beleza que atraía Holland, mas principalmente, o sentimento de não precisar agir de forma cuidadosa ao estar com ela. Podia ser ele mesmo e receberia o mesmo privilégio de volta.
- E esse Tom pretende me beijar hoje ou na Disney? - questionou. - Porque talvez eu nunca mais vá te ver, depois desta semana. E sou do tipo que prefere arriscar e se dar mal, do que ficar pensando nas possibilidades.
- Hoje. - garantiu e quando a garota sorriu para ele, aproximou seus rostos e uniu seus lábios em um beijo tranquilo. Subiu a mão esquerda para a nuca de e sentiu a mão dela por cima da sua, segurando seu pulso e o mantendo ali, colado a ela. Entreabriu a boca quando mordiscou seu lábio inferior e aprofundou o beijo, sentindo um calor subir por seu corpo e tomar conta de todo seu ser. E quando suas línguas se encontraram, soltou um resmungo satisfeito, chupando a língua da garota e recebendo em retorno a mão direita dela arranhando sua nuca. Quando se afastou e rompeu o beijo, suspirou alto e colou suas testas, enquanto ela permanecia de olhos fechados.
- Eu definitivamente vou querer te ver depois dessa semana.

Capítulo 3

Maio de 2019, Califórnia.
Amor à primeira vista. já havia ouvido falar sobre aquilo. E não acreditava nenhum pouco. Quer dizer, era meio ridículo, na opinião dela. Amar alguém tendo visto a pessoa apenas uma vez. Amor era uma coisa séria, não deveria ser interpretado de forma leviana. Amor leva tempo, requer construção, paciência e acima de tudo, reciprocidade. Não existia amor à primeira vista. estava convicta em seus ideais. Mas paixão à primeira vista?
Bom, ela já não podia dizer que tinha a mesma opinião. Principalmente porque a única coisa que estava em sua mente nos últimos dias era Tom Holland e seu sorriso de lábios finos.
estava realmente apaixonada por Tom, ela não poderia negar. E ninguém poderia julgá-la por aquilo. Não tinha como não se apaixonar por Holland. E apesar de aquela constatação lhe deixar tranquila, outra coisa estava tirando seu sono. E se ele não retribuísse os sentimentos dela? Ok, ele não era obrigado a nada, sabia. Mas também sabia que Tom havia acabado de sair de uma desilusão amorosa. E ela entendia de corações partidos - já havia atingido sua cota, obrigada - o suficiente para saber que a última coisa que uma pessoa desiludida com o amor queria, era uma nova paixão. Não se curava uma paixão com outra, porque sempre existia um muro de proteção em torno da pessoa machucada. Ninguém se deixava encantar tão facilmente após tomar um pé na bunda. E ter noção daquilo deixava em um desespero morno. Sofrer por paixão nunca era legal. Mesmo quando o objeto de afeto era Tom Holland.
Suspirou, se jogando na cama e buscando conforto em memes no Twitter para tentar abafar a ansiedade que tomava conta de si. Tinha mais um encontro com Tom no dia seguinte, mas eles não se falavam desde a noite anterior. E uma vozinha chata em sua cabeça ficava repetindo que talvez Holland não estivesse tão interessado. Talvez ele tenha conseguido o que queria e perdido a vontade. Ela não havia sido exatamente difícil. Havia o beijado no primeiro encontro e acabado com toda a magia da conquista. Mas realmente, não era o tipo de pessoa que acreditava que enrolar alguém por um mês fazia a pessoa se interessar por outra. E se Tom tivesse perdido o interesse porque haviam se beijado no primeiro encontro, então ele era um belo de um babaca. Mas não acreditava naqueles pensamentos. O Tom que ela conhecia através das redes sociais e o que havia conhecido na tarde em que saíram era uma pessoa completamente diferente. Uma pessoa muito ocupada, mas gentil e adorável. Tom não seria capaz de ser um babaca, nem se ele quisesse ou tentasse muito. E talvez pudesse se decepcionar, mas acreditava que ele era uma boa pessoa.
- Essa sua cara de triste está me dando vontade de morrer. - murmurou ao entrar no quarto da amiga, se jogando na cama ao lado dela. mostrou um meme na tela do celular e o rapaz gargalhou, logo voltando a ficar sério e encarando a amiga com os olhos semicerrados. - Você está voltando para o poço, não está? - questionou.
Quem via poderia julgar a vida da garota como perfeita. Tinha uma família estruturada, que a apoiavam em tudo - mesmo que ainda não soubessem que ela havia trancado a faculdade -, financeiramente estabilizada e socialmente bem vista pela sociedade inglesa. Eles não eram ricos, mas tinham algum dinheiro. E mesmo que não morasse mais em Londres, e sim na Califórnia com sua avó e seu melhor amigo, ainda usufruía dos privilégios que sua família provinha. Mas isso não era o suficiente para tornar a garota um exemplo de pessoa perfeita. Muito pelo contrário, já que ela lutava contra a depressão há alguns anos. Ela estava em tratamento constante, mas havia melhorado muito. Ainda tinha dias ruins, não poderia negar. Mas na maior parte do tempo, estava bem. E aquilo era uma vitória, principalmente porque havia tentado se matar mais de uma vez. Não ter mais pensamentos homicidas era a maior alegria de sua vida.
- Não, . - suspirou. - Só tendo alguns pensamentos ruins.
- Eles são o pontapé para te deixar mal e eu odeio isso. - falou, puxando a amiga para um abraço. - Você precisa se lembrar que é incrível. Você é linda e suficiente. Tem um dom maravilhoso para dançar e sabe se comunicar como ninguém. E se ele não te mandar mensagem nunca mais, é um idiota. E você merece o mundo inteiro e não um idiota. - finalizou e se aconchegou mais nos braços do melhor amigo.
- Se você não fosse gay, eu casaria com você. - ela falou, fazendo-o rir alto.
- Se você fosse um homem, eu casaria com você. Adoro ser gay, não acabe com a minha felicidade. - deu de língua para a garota. - Você vai para Londres com a sua avó no mês que vem? - questionou, mudando de assunto. - Sabe que precisa conversar com os seus pais sobre a faculdade.
- Eu sei e vou para Londres. - assentiu. - Se eu não voltar, eles provavelmente me mataram. Ou me enviaram para o hospício.
- Seus pais são legais. Não seja dramática. - revirou os olhos.
- Você diz isso porque não é filho deles. - retrucou e estava prestes a iniciar uma discussão a respeito de sua família problemática quando o celular da garota apitou e uma nova notificação de mensagem apareceu na tela.

Tom Holland
Hey, desculpe pelo sumiço
Mas as coisas estão corridas por aqui
Vou te ver amanhã?
Pensei em você todos os dias 😆


trocou um olhar com por alguns instantes, ambos chocados demais para fazer qualquer coisa que não fosse se encarar. Até começarem a gritar e pular na cama em comemoração. Afinal, não eram todos os dias que Tom Holland passava pensando em .

🕷️🕷️🕷️

Maio de 2019, Califórnia.
- Hey Tom, cadê a sua garota? - Zendaya questionou, atirando uma batata frita no amigo. Estavam almoçando no Burger King antes de irem para a Disneylândia participar de um evento de divulgação de Far from Home, junto de Jacob Batalon, Melinda Breslin e seu irmão Harry. Holland lançou um olhar insatisfeito para Melie no mesmo instante.
- Que garota? - Harry questionou no mesmo instante, largando a câmera profissional na mesa e encarando o irmão com animação.
- Você tinha que abrir a boca, não é? - Tom bufou irritado e a loira deu de ombros.
- Você não disse que era um segredo. - ela retrucou.
- Achei que você fosse deduzir.
- Achou errado. - foi a resposta final de Breslin, que voltou a prestar atenção em seu hambúrguer no instante seguinte. Jacob riu.
- Nós iríamos descobrir de qualquer forma. - o rapaz comentou.
- Realmente. - Zendaya concordou. - O spoiler-man com certeza deixaria algo escapar. - debochou do amigo. Tom cutucou a garota na cintura subitamente, fazendo-a pular pelo susto e dar um tapa na mão dele. - Para inferno.
- Preciso concordar. - Harry falou.
- Vocês não iriam saber, porque eu daria um jeito de sumir. - Tom contestou. - Sou bom em esconder as coisas. - falou com convicção. Mastigou mais algumas batatinhas e estava contando vitória no assunto quando Melinda terminou seu refrigerante e então pigarreou.
- Não exatamente. - ela contestou, fazendo Tom bufar e os outros dois rirem. - Quero dizer, algumas coisas você é bom em esconder. - deu de ombros. - Mas na maioria você se entrega. Tipo hoje. Até o cabelo você cortou.
- E está cheiroso. - Zendaya falou.
- E arrumado. - Jacob finalizou.
- Estou sempre assim! - Holland exclamou, completamente chocado com os amigos.
- Se estivesse sempre assim, não iríamos comentar. - Melinda retrucou.
- E eu vou para a mesma casa que você. Não teria como esconder de mim. - Harry lembrou.
- E você iria contar para o Harrison, que contaria ao Jacob, que contaria para elas, porque todos vocês são una grandes fofoqueiros. - Tom chiou, nada satisfeito com o rumo da conversa. Principalmente porque naquele mesmo instante uma mensagem de surgiu na tela de seu celular, onde a garota avisava que já havia chegado ao parque.
- Eu usaria a palavra curiosos. - Zendaya murmurou, arrancando risadas de todos os outros. Menos de Tom, é claro. Ele respondeu a mensagem de e então se virou para os amigos, com uma expressão quase desesperada no rosto. - Por favor, não sejam estranhos. - pediu e Zendaya estava pronta para reclamar quando o ator continuou. - Ela é uma fã e uma pessoa incrível, então não assustem ela.
- Eu me senti o próprio Drácula dos Estados Unidos. - Jacob murmurou, recebendo um olhar feio de Tom e então jogando as mãos para o alto, em sinal de rendição.
Holland levou apenas cinco minutos para voltar à mesa com ao seu lado. A garota vestia jeans, camiseta e uma jaqueta. Completamente normal, se não fosse a boina que ela usava na cabeça e deixava sua aparência completamente estilosa. Harry logo digitou uma mensagem para Harrison - como o bom fofoqueiro que era - para contar sobre , enquanto os outros três brincavam de estátua, deixando Tom ainda mais irritado com os amigos. Eles eram uns idiotas, no final das contas. Antes mesmo que pudesse levantar a mão em cumprimento e murmurar um "olá", Zendaya bateu a palma da mão na mesa e abriu um sorriso largo para ela.
- Eu te conheço! - Z exclamou, assustando todos os presentes. arregalou os olhos.
- Você a conhece? - Tom questionou, realmente surpreso.
- É claro. - Zendaya assentiu com a cabeça. - Dos sonhos do Tom. - abriu um sorriso zombeteiro para o amigo. Melinda caiu na gargalhada, junto de Jacob e Harry. Tom suspirou, passando as mãos pelo rosto em sinal de desgosto.
- Eu pedi para eles não serem estranhos. - murmurou para , que soltou uma risadinha nervosa.
- Eu estou praticamente tendo um derrame. Deixa-os serem estranhos. - deu de ombros. - As melhores pessoas sempre têm um parafuso a menos na cabeça. - riu. Tom concordou, a acompanhando no riso. Voltou ao lugar que ocupava antes e puxou uma cadeira para sentar ao seu lado.
- Então, eu conheço vocês. - murmurou, quando as risadas finalmente cessaram. - Mas vocês não me conhecem. Sou a , mas todos me chamam de . - sorriu, estendendo a mão para cada um dos amigos de Tom. - E eu realmente estou quase tendo um ataque do coração por estar aqui hoje. - confessou, fazendo Zendaya sorrir para ela.
- É um prazer te conhecer, . - a morena garantiu. - Tom nunca nos apresentou ninguém, então ele provavelmente está tendo dois ataques do coração nesse instante. - riu.
- Não havia ninguém. - o garoto retrucou. Zendaya o estava irritando demais naquele dia.
- Poxa, que desfeita com a Melinda. - comentou, deixando todos na mesa completamente surpresos. Harry foi o primeiro a quebrar o silêncio, sugando a bebida de seu copo e fazendo um barulho alto. Melinda foi quem retomou a conversa.
- Você sabe?
- Sim. - deu de ombros.
- E não está, tipo, surtando? - Jacob questionou. - Não estou julgando. - logo ressaltou. - Só surpreso mesmo. No seu lugar eu estaria surtando. - deu de ombros.
- Não. - sorriu. - No lugar do Tom eu teria ficado com a Melinda também. Ninguém seria burro a ponto de não ficar com ela. - pontuou.
- Ok. Eu amo essa garota, vocês podem casar. - Zendaya disse por fim, causando riso nos amigos. corou no mesmo instante.
- Eles nem estão namorando ainda. Calma Z. - Jacob riu. Então parou e encarou Tom com o cenho franzido. - Ou estão?
- Não. - Tom negou.
- A gente está... Se conhecendo? - arriscou.
- Você lida com isso muito tranquilamente. - Harry observou. - Estou chocado.
- Ah, vocês são pessoas normais. - a garota deu de ombros. - Eu beijei o Tom. Nada nesse mundo poderia me fazer surtar de verdade fora a volta do McFLY. Ou então ver o Chris Evans pessoalmente. - murmurou. - Todo mundo surtaria vendo o Chris Evans, ninguém pode me julgar por isso. - estalou os lábios.
- Não mesmo. - Melinda concordou. Tom se lembrava bem do surto da loira quando finalmente encontrou com Chris Evans em um dos eventos promocionais de Avengers para o qual ela foi convidada.
E com isso, a conversa tomou um rumo que todos eles dominavam: Marvel. E percebendo que havia conquistado seus amigos e seu irmão, Tom finalmente se deu conta de algo que estava com medo de assumir para si mesmo. Ele realmente poderia se apaixonar por aquela garota. E mais do que aquilo, ele queria se apaixonar.
E não tinha nenhum motivo para não fazê-lo.

🕷️🕷️🕷️

Maio de 2019, Califórnia.
estava gargalhando tão intensamente que estava sem ar. Ao seu lado, sentado na escada em frente à casa da garota, estava Tom em suas roupas normais e não mais com o uniforme de Homem-Aranha que o rapaz havia usado por quase toda a tarde. Eles não haviam passado muito tempo juntos, como o garoto esperava, mas nem isso havia acabado com o bom humor de . Afinal, Tom a estava chamando para sair, para que se conhecessem melhor e pudessem, talvez, aprofundar aquela relação. E por estar apaixonada por ele, nada lhe fazia mais feliz romanticamente.
Era noite e o frio da Califórnia estava dando uma trégua, tornando completamente agradável aquele momento compartilhado. Tom ficaria na cidade até o domingo e então partiria para suas férias parceladas. Ele ainda não havia decidido se continuaria em Los Angeles ou se passaria o restante do mês na Inglaterra. Fosse como fosse, esperava vê-lo mais algumas vezes. Ou diversas.
- Thomas, eu estou completamente surpresa. - ela disse, quando finalmente recobrou o controle sobre seu corpo. Tom lançou um olhar nada satisfeito para ela.
- Por quê? É exatamente o tipo de coisa que qualquer pessoa faria. - ele contestou, emburrado. o achou extremamente fofo e quase soltou um palavrão.
- Ninguém roubaria o uniforme de Homem-Aranha para ir pedir um lanche no McDonald's. - a garota contestou, rindo um pouco mais. - Como não existem registros desse ocorrido na internet? Eu mereço ver isso.
- Era noite. E eu proibi o Harrison de gravar. - Tom riu com a lembrança. - Eu seria demitido se alguém descobrisse.
- Então agora eu tenho uma informação sobre Tom Holland que apenas o melhor amigo dele tem? - questionou, de forma pomposa. Tom assentiu com a cabeça, o olhar fixo no rosto da garota.
- Uhum. - ele resmungou.
- Meu mundo mudou completamente. Eu posso te chantagear. - arqueou as sobrancelhas para o ator, que riu.
- Você não teria coragem. - Thomas blefou. estalou os lábios.
- Se você me levar na pré-estreia de Far from Home, eu até posso guardar o seu segredo. - sugeriu, com um olhar enigmático para cima de Holland.
- Então eu estou interessado em uma chantagista? Não posso acreditar nisso! - Tom exclamou, dramatizando a situação.
- Para um ator, esse drama ficou uma droga. - alfinetou e Tom gargalhou.
- Gosto da sua sinceridade. - ele confessou. - Sinto que posso te contar qualquer coisa.
- Eu sou Youtuber. Você não deveria me contar nada. - ela brincou e Tom revirou os olhos para ela.
- Você gosta de ser youtuber? - Tom questionou, realmente interessado. levou alguns instantes para processar a pergunta e conseguir formular uma resposta sincera.
- Eu gosto. - disse por fim. - Eu preferiria trabalhar com dança. Meu sonho era ser bailarina, mas quando meus pais finalmente deixaram que eu treinasse, eu já era velha demais para isso. - sorriu triste. - Trabalhar com YouTube é tranquilo, apesar de todo o machismo que a gente acaba enfrentando por ser uma mulher falando sobre cultura geek. - deu de ombros. - Eu gosto do assunto com o qual eu trabalho, então não chega a ser um trabalho.
- Entendo. - Tom sorriu. - Sabe, poderíamos dançar juntos, algum dia desses. Eu sei alguma coisa de balé.
- É claro que sabe. - retrucou. - Você é perfeito em tudo.
- Eu não diria em tudo. - Tom riu quando a garota lhe estirou a língua.
- Só em algumas coisas? - ela questionou, em deboche.
- Acertou! - Holland bateu palmas, fazendo a garota rir.
- Tenho um convite para você. - murmurou, após alguns instantes de silêncio onde eles apenas curtiram a presença um do outro.
- E qual seria?
- Um jantar. No sábado. - mordeu o lábio por conta do nervosismo. Se levasse um pé na bunda de Tom Holland, não sabia se iria sobreviver. - Você vai para a Inglaterra semana que vem e eu ainda quero aproveitar um pouco mais da sua companhia. Prolongar o sonho, sabe? - brincou, enquanto torcia os dedos para extravasar a ansiedade.
- Talvez eu não vá para a Inglaterra na semana que vem. - Tom murmurou e a garota franziu o cenho para ele.
- Por quê? - questionou confusa.
- Ah, tem uma garota que eu conheci em um tapete vermelho. - Holland estalou os lábios e corou imediatamente. - Ela é bem legal, sabe? Divertida, sincera e bonita. E eu gosto de passar um tempo com ela.
- Uau, essa garota parece ótima. - murmurou e Tom acenou em concordância.
- Ela é. E mora aqui na Califórnia, sabe? Então talvez eu fique mais alguns dias. Para ver ela, entende? - o ator sorriu largamente e sentiu suas pernas ficarem fracas. Se estivesse em pé, provavelmente tinha caído.
- É uma garota de sorte. - sussurrou. Se aproximou de Tom e, segurando na nuca do rapaz, juntou suas bocas em um beijo lento e cheio de carinho. As mãos de Tom logo estavam rodeando a cintura da garota, mesmo que a posição não fosse nada confortável para que trocassem aquele beijo. findou o carinho com um selinho, suspirando e mantendo-se de olhos fechados enquanto ouvia seu próprio coração bater descontroladamente.
- Ela é. - Tom concordou. - Mas quem teve sorte fui eu, na verdade. Se ela não tivesse pedido meu número, talvez a gente nunca tivesse se conhecido de verdade. - suspirou.
- E isso seria ruim? - questionou, finalmente abrindo os olhos e encarando Tom e seus olhos brilhantes.
- Por quem eu iria me apaixonar se ela não tivesse entrado na minha vida?

Capítulo 4

Maio de 2019, Califórnia.
Tom estava nervoso. E ele nem tinha motivos para aquilo, tinha? Ele já havia ido em encontros antes. Havia até mesmo dado o beijo do Homem-Aranha em sua ex namorada, e aquele era o máximo de vergonha que poderia passar em um relacionamento. Havia até mesmo se envolvido com Melinda Breslin e transado tanto que ficava até envergonhado de lembrar. Então por que diabos sentia suas mãos suarem? Era um encontro. Já havia feito aquilo antes. Não com , ele sabia. E ali estava o motivo de seu nervosismo. e seu riso escandaloso. e seu sorriso com os dois dentes da frente um pouco maiores, algo que Tom achava extremamente fofo. e seus cabelos cheirosos, que estavam sempre uma bagunça por serem finos demais. e suas roupas esquisitas e seu vício pela Marvel. e sua tagarelice, suas bochechas coradas e sua sinceridade ao se entregar para a possibilidade daquele relacionamento entre eles existir de verdade. sendo .
- Tom, respira. - Harry orientou, tentando não rir do desespero nítido do irmão. Havia acabado de irromper no quarto do Holland mais velho, usando a porta para se escorar, os braços cruzados na frente do corpo. Tom estava na frente do espelho, encarando a camisa bege e as calças jeans com indecisão. Colocaria uma jaqueta por cima, mas ainda não sentia que era o suficiente.
- Estou respirando. - retrucou.
- É só um jantar. Vocês não estão indo casar. - finalmente riu e Tom revirou os olhos para ele.
- Faz tempo que eu não tenho um encontro que não acaba em sexo. - retrucou. - Não sei o que esperar.
- Esse também pode acabar em sexo. - Harry deu de ombros. - Se você não for um bundão.
- Dá um tempo Harry. - estirou o dedo educado para ele.
- Vou ligar para o Harrison. Quem sabe ele não te acalma. - Harry riu e Tom nem teve tempo de xingar o irmão, já que Harry logo estava com Harrison na tela do celular em uma chamada de vídeo pelo Facetime. Tom os ignorou, focando sua atenção em arrumar o cabelo.
- E ele está com medo? - ouviu Harrison questionar e bufou em irritação. Seu irmão e seu melhor amigo eram um porre.
- É por isso que prefiro o Sam. - resmungou, alto o suficiente para que os dois ouvissem.
- Agora vocês poderão sair em encontros de casais. Por isso você prefere o Sam. - Harry retrucou.
- Para isso acontecer o Tom precisa pedir a garota em namoro. - Harrison lembrou. - Mas ele é bundão demais para isso. - lembrou e os dois riram. Tom se virou para eles, nada satisfeito com a situação.
- Vocês são uns idiotas. - reclamou. - E não estão ajudando em nada. Então sumam. - acenou com a mão, indicando a porta.
- Mas você nos ama. - Harrison disse por fim.
- A gente não se conhece o suficiente para namorar. - Tom comentou. - Estamos saindo faz uma semana.
- É por isso que as pessoas namoram, cabeção. - Harrison revirou os olhos. - Para se conhecerem.
- É cedo demais. - Tom persistiu.
- Você não gosta dela? - Osterfield questionou, com seriedade.
- Claro que gosto. - Tom bufou. - Gosto bastante e quero passar mais tempo com ela, para gostar ainda mais.
- Ele está completamente apaixonado e não quer assumir. - Harry murmurou. - Passa o dia conversando com ela pelo celular e rindo como um idiota.
- Vou comprar uma passagem e te mandar para a Inglaterra hoje mesmo. - Tom chiou, fazendo o irmão rir.
- Estou falando a verdade. - o mais novo deu de ombros.
- Não vejo motivos para você não tentar fazer isso dar certo de verdade, Tom. - Harrison murmurou. - Ela parece uma garota legal. E gosta de você. E você dela. A matemática é simples.
- Você gosta da Zendaya e ela também gosta de você. - Tom lembrou. - A matemática não foi simples nesse caso, foi? - debochou. Harrison mandou a merda.
- São situações completam diferentes e você sabe disso. - bufou. - Ela tem projetos aí e eu tenho projetos aqui. Não daria certo. - suspirou.
- Eu tenho muitos projetos também. - Tom lembrou. - E tem endereço fixo em Los Angeles.
- Você também. - Harry lembrou.
- Mas não estou sempre aqui. - retrucou. - Seria desgastante para nós dois. E as pessoas seriam terríveis com ela, como são comigo. - murmurou, deixando os ombros caírem em desânimo. Tinha tanto para dar errado naquela história que Thomas nem gostava de pensar no assunto.
- Shawn Mendes viaja durante quase todo o ano e namora uma garota comum. - Harrison comentou. - E ela também era fã dele. E estão juntos há quase dois anos. - o sorriso vitorioso no rosto de Harrison fez Tom revirar os olhos.
- E você viaja bem menos que o Mendes. - Harry completou.
- Vocês querem marcar meu casamento com também? - debochou.
- Se antes a pedir em namoro, podemos marcar. - Harrison retrucou. - Não vai ser a mesma coisa que foi com Melinda. E não vai terminar como terminou seu último relacionamento. Tenha um pouco de esperança e tente ser feliz de verdade, ao invés de se sabotar. - aconselhou. Tom encarou o melhor amigo, soltando um suspiro em seguida.
- Por que mesmo você pediu demissão? - indagou, fazendo o outro rir.
- Para você aprender a fazer as coisas sozinho, bundão. - implicou.
- As princesas vão chorar? - Harry debochou e Tom e Harrison o mandaram a merda no mesmo instante, rindo em seguida. Sentiam falta um do outro, mas sabiam que sempre poderiam contar com aquela amizade a qualquer momento.

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Maio de 2019, Califórnia.
fechou a porta de casa, com o casaco e a bolsa pequena em mãos e se dirigiu até o carro de Tom. Ela usava um vestido preto que ia até os tornozelos, com um decote profundo e as costas abertas. Acenou para ele, ocupando o banco do passageiro, enquanto o rapaz a encarava com os olhos arregalados e a boca levemente aberta.
- O que foi? - questionou, confusa.
- Você está linda. - Thomas murmurou, fazendo-a corar levemente e sorrir largo em agradecimento. - E estou me sentindo muito malvestido. - suspirou, torcendo os lábios em desagrado.
- Você está lindo, Tom. Sempre está. - deu de ombros.
- Podemos passar em casa para eu me trocar? - Holland questionou, fazendo a garota rir. - Eu não deveria ter aceitado os conselhos de Harry. - suspirou.
- Se acha necessário, não me importo. Mas você está realmente bonito. - garantiu e Tom lhe lançou um olhar carinhoso. Se inclinou para ela e tomou seus lábios em um beijo, segurando na nunca da garota com certa força e suspirando em seus lábios quando a língua de encontrou a sua. Se beijaram por incontáveis minutos, enquanto arranhava a nunca de Tom levemente e lhe causava alguns arrepios. Findaram o beijo com um selinho e de olhos fechados, escoraram suas testas uma na outra.
- Eu adoro te beijar. - Thomas confessou.
- E eu adoro que você me beije. - a garota garantiu, abrindo os olhos e encontrando Tom a encarando. Selou seus lábios uma última vez e então se afastou, colocando o cinto de segurança em seguida.
- Coloquei o endereço que você mandou no GPS. - Tom comentou, dando a partida no carro e focando a atenção no trânsito.
- Espero que goste de italiana. - murmurou, subitamente nervosa e arrependida. Deveria ter escolhido restaurante mais comum, afinal de contas, não sabia do que Tom gostava.
- É massa. Não tem como não gostar. - Tom sorriu, fazendo a garota soltar um suspiro aliviado.
- Comida favorita? - questionou do nada e Tom a encarou com o cenho franzido e um meio sorriso.
- Da minha mãe. - respondeu. - E a sua?
- Da minha avó. - sorriu. - Ela era chefe de cozinha, então cozinha de tudo um pouco.
- Bebida favorita? - Tom questionou, entrando na brincadeira e alargou seu sorriso.
- Milkshake de morango. - respondeu. - É a melhor bebida do mundo.
- É um doce. - Tom retrucou. - Não classifico como bebida.
- Você come ou bebe o milkshake? - arqueou as sobrancelhas para o ator. Tom estalou os lábios.
- Bebo. - suspirou.
- Então é uma bebida. - a garota concluiu, fazendo-o rir.
- Droga, você tem razão. - Tom disse por fim.
- Logo vai descobrir que sempre tenho razão. - garantiu. Thomas lhe lançou um olhar curioso.
- Explique. - pediu. se acomodou no banco antes de responder.
- Eu sempre soube que você seria o melhor Homem-Aranha. - deu de ombros. - Eu fiz um vídeo de 15 minutos defendendo a sua escolha para o papel quando a Marvel te anunciou. A maioria dos YouTubers criticou e pediu a volta do Tobey Maguire. - revirou os olhos. - Mas eu sabia que você seria ótimo. Tobey também foi, mas agora ele tem idade para ser o tio Ben. - ela concluiu, fazendo Tom gargalhar alto.
- Seria realmente incrível se ele fosse o tio Ben. - concordou. - E eu sei sobre os eu vídeo. - Tom murmurou. - Eu assisti. - sorriu para ela.
- E não deu like? - arregalou os olhos para o garoto. - Não acredito nisso, Thomas Stanley Holland. - estalou os lábios, fingindo um descontentamento exagerado.
- Infelizmente não tenho liberdade para curtir as coisas que eu gosto. As pessoas tiram prints. - se desculpou. - E eles meio que me odeiam, então prefiro não dar mais motivos.
- Idiotas. - xingou. - As pessoas tem prazer em fazer as outras se sentirem mal, porque a vida delas é miserável e deprimente. Não dê ouvidos. Você é um ator incrível, está fazendo um trabalho sensacional como Peter e é bonito para um caralho. - disse pôr fim a Tom aproveitou o sinal fechado para procurar a mão de e entrelaçar seus dedos nos dela.
A garota o encarou, encontrando um sorriso tão grande no rosto de Tom que os olhos dele ficavam pequenininhos. Apertou os dedos entre os seus e também sorriu, deixando a mão repousar na coxa de Holland quando ele desfez o entrelaço de seus dedos para voltar a segurar o volante do carro ao abrir do sinal.
- Se eu me apaixonar por você, vai partir meu coração? - Tom questionou, após alguns segundos em silêncio. sacudiu a cabeça para os lados, em negação.
- Vou cuidar do seu coração. - prometeu. - Em troca você cuida do meu, pode ser? - indagou, sem desviar o olhar do rosto de Tom. Ele olhou para ela e assentiu com a cabeça.
- Uma troca justa. - sorriu e o acompanhou.

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Maio de 2019, Califórnia.
- Cantor favorito? - Tom questionou, dando mais uma garfada na massa e arqueando as sobrancelhas para . Ela bebeu alguns goles de suco, enquanto pensava em uma resposta.
- Atualmente ou da vida toda? - respondeu com outra pergunta.
- Ambos. - Thomas deu de ombros.
- Atualmente é o Shawn Mendes. O último álbum dele é simplesmente incrível e eu sou completamente apaixonada pela relação dele com os fãs e com a namorada.
- Harrison comentou sobre isso também. - Tom murmurou.
- Menves é o casal mais lindo do mundo. - disse por fim. - Mas de toda a vida, sou completamente apaixonada pelo Justin Timberlake.
- Eu entendo perfeitamente. - o ator assentiu com a cabeça, fazendo rir. - Uma música?
- Umbrella. - a garota respondeu prontamente, um sorriso divertido posto nos lábios. Tom corou imediatamente, soltando um risinho envergonhado.
- As pessoas não esquecem disso. - suspirou.
- Jamais. - estalou os lábios. - Eu assisti aquele vídeo tantas vezes, que sei a coreografia completa.
- Você é dançarina. Isso é trapaça. - Tom acusou. Bebeu um gole do suco e arqueou as sobrancelhas para ele.
- Isso não faz a coreografia mais fácil. - rebateu. - Você realmente se empenhou.
- Seus pais sabem que você dança? - questionou, apoiando o cotovelo na mesa e o queixo na palma da mão. assentiu.
- Mas acreditam que seja um hobby. - explicou. - Minha mãe é psicóloga, então ela sabe que dançar faz bem para a minha saúde mental e emocional. Mas eles insistem que eu devo fazer faculdade para garantir um futuro.
- Deve ser péssimo ter que esconder as coisas. - Tom comentou, estendendo a mão livre na direção de e apertando seus dedos nos dela. A garota sorriu fraco.
- Eu tenho a minha avó. Ela me apoia em tudo, independente das minhas escolhas. Por isso eu moro com ela. - disse.
- Mas ela quer que você vá contar para os seus pais? - questionou.
- Sim. Eu entendo. Ela não quer mentir para eles. E eu também não. Já se passou um ano e eu preciso voltar para a universidade no próximo semestre. - torceu os lábios. - Mas eu não quero. Então é melhor contar para eles de uma vez e me livrar dessa obrigação.
- E quando vocês vão?
- Semana que vem. Ficaremos uma semana.
- Então você vai conhecer Tessa. - Tom disse por fim e o encarou de olhos arregalados. - Estou indo para casa no sábado. Como você vai estar por lá durante a semana, quero que conheça Tessa. - sorriu para .
- Isso quer dizer que vamos continuar saindo? - questionou, completamente surpresa. Tom assentiu, sem desentrelaçar seus dedos dos dela.
- Você não quer?
- Que pergunta idiota. - revirou os olhos. - É claro que eu quero.
- Então vamos continuar saindo. - concluiu. - Faz tempo que não apresento alguém para Tessa. Você tem alergia? - questionou, o cenho franzido em preocupação.
- Não. - respondeu. - Eu tinha um cachorro até o ano passado. - murmurou. - Tony.
- Seu cachorro se chamava Tony? - Thomas indagou, surpreso.
- Stark. - assentiu. - Ele foi atropelado e não resistiu aos ferimentos.
- Sinto muito. - Holland murmurou e sorriu em agradecimento.
- Queria adotar um, mas minha avó não deixou. Não temos muito tempo livre em casa e ele ficaria sozinho.
- Tessa fica com meus pais quando não estou de férias. - Tom comentou. - Mas ela sente muita falta de mim. Quando chego em casa, ela é a primeira a vir me receber. E chora de alegria. - riu.
- Eu a acho linda demais. - suspirou. - Sempre quis conhecê-la. Talvez mais do que você. - estalou os lábios. Tom arqueou as sobrancelhas para , se inclinando para ela e selando seus lábios. A beijou com intensidade, tirando completamente o ar da garota. Se afastou e a encarou, os olhos brilhando de diversão.
- Tem certeza que queria conhecer Tessa mais do que eu? - ele questionou e riu.
- Ciúme, Holland?
- Das minhas duas garotas juntas? Jamais. - estalou os lábios, voltando a se sentar.
- Suas duas garotas? Vou conhecer Tessa e a sua mãe? - provocou. Tom ergueu o olhar para ela.
- Não iria. Mas agora me deu uma ótima ideia. - sorriu largo. arregalou os olhos.
- Eu estava brincando, Holland. - contestou. - Não posso conhecer a sua mãe.
- Por que não? - Thomas franziu o cenho.
- Só estamos ficando. Não se apresenta ninguém para os pais assim. - pontuou.
Tom a encarou. O desespero no olhar de era palpável. Mas tinha também um brilho diferente. Uma expectativa. Uma ansiedade. E aquilo fez Tom perceber que gostaria de tentar. Com aquele relacionamento. Talvez fosse cedo para aquilo, mas ele não podia negar que estava apaixonado. Que estava se apaixonando mais um pouquinho a cada dia. E ele gostava de como se sentia. Gostava de como o fazia se sentir. E por esse motivo, jogou seus medos pela janela e apertou os dedos de entre os seus antes de murmurar:
- Então você pode namorar comigo.

Capítulo 5

Maio de 2019, Califórnia.
andava de um lado para o outro do quarto, o celular na orelha e o dedão na boca, enquanto ela revirava os olhos e tentava não roer a unha. Sua mãe estava em um monólogo sobre o quanto ela estava preocupada por estar se relacionando com um ator famoso e dando bronca por não ter lhe contado que estava namorando o Homem-Aranha, já que ela descobrira graças a umas fotos vazadas em alguns sites de fofoca onde e Tom se beijavam na Disneylândia.
Mesmo que já tivesse lhe dito que não estava namorando Tom Holland.
Tudo bem, talvez ela estivesse namorando Tom. Eles haviam decidido por não rotular o relacionamento tão subitamente, mas também estavam de acordo que aquilo entre eles não era apenas uma ficada sem compromisso. Eles realmente se gostavam e queriam levar aqueles encontros adiante para continuarem se conhecendo e aprendendo a se gostar ainda mais. Quem sabe não acabassem completamente apaixonados? No caso de , ela já estava. Tom ainda não, pelo que ela deduzia. Mas apenas o fato de ele ter vontade e disposição para se apaixonar novamente a enchia de esperanças de um futuro onde eles iriam compartilhar seus sonhos e montar planos juntos. E para a apaixonada, aquilo bastava.
- Mãe, por favor, dá um tempo. - a garota suspirou.
- ", que educação é essa?" - Loren questionou, a voz saindo mais fina que o normal.
- Nem a vovó fez todo esse fiasco quando eu contei sobre Tom. - murmurou. - E ela tem 76 anos.
- "Eu descobri o namoro da minha filha pela internet." - a mais velha retrucou. - "Eu deveria estar tranquila, sendo que tem pessoas te xingando das piores coisas possíveis, sabendo do seu quadro de saúde mental?"
- Eu não disse isso. - a youtuber disse em tom de desculpas, interrompendo a andança pelo quarto e sentando-se na cama. - Sei que está preocupada, mas eu juro que estou bem. As pessoas já me xingavam de qualquer forma. - tentou aliviar a tensão.
- "Não dessa forma e você sabe disso, ." - Loren suspirou. - "Você tem certeza do que está fazendo? Gosta mesmo desse garoto?"
- Eu gosto, mãe. - sorriu. - Gosto de verdade. E ele gosta de mim também. Estamos passando momentos ótimos juntos e eu estou feliz. - ouviu a mulher suspirar do outro lado da linha. Voltou a morder a ponta do dedo no mesmo instante em que invadia seu quarto, o sorriso quase rasgando seu rosto e algo que pareciam ingressos sendo sacudidos por sua mão direita. A garota franziu o cenho para ele e pediu um instante, erguendo o dedo indicador para o amigo. - Mãe, nos falamos depois. está em crise aqui. - torceu os lábios. Loren riu.
- "Certo, me ligue mais tarde. Beijo, eu te amo filha." - sorriu.
- Eu também te amo, mãe. Tchau. - e desligou a chamada, largando o celular na cama e então arqueando as sobrancelhas para o melhor amigo. - O que foi?
pulou sem sair do lugar, entrando em um surto histérico que ainda não entendia. A garota gritou o nome do amigo e só então entregou os tais ingressos para ela. franziu o cenho e quando se deu conta do que tinha em mãos, seu queixo caiu e os olhos foram arregalados.
- Você está de brincadeira. - ela decidiu, desacreditada.
- NÃO! - gritou. - SHAWN MENDES VAI FAZER UM SHOW PRIVADO E EU TENHO INGRESSOS!
- COMO? - gritou em retorno, já em pé na frente do amigo enquanto seu corpo todo tremia. Shawn era seu cantor favorito e ela nunca tinha o visto cantar ao vivo. Aquela era uma oportunidade incrível e ela mal podia acreditar que era verdade.
- MEU CRUSH NOVA IORQUINO! - gritou. - Ele sabe que eu amo o Mendes. O pai dele trabalha na Verizon Up e então a mágica aconteceu. - sorriu de orelha a orelha e logo ambos estavam gritando e pulando em comemoração.
- Eu não estou acreditando! - a garota murmurou, após parar de gritar. Se jogou na cama, sem conseguir conter seu sorriso largo. se apoiou nos joelhos da amiga, respirando fundo a fim de tentar se acalmar.
- E você nem imagina a melhor parte. - ele arqueou as sobrancelhas.
- A melhor parte não seria o Shawn? - franziu o cenho.
- Você vai poder levar seu ainda-não-namorado, porque eu recebi três ingressos. - estalou um beijo para a garota.
- Espera, você quer que eu convide o Tom? - ela fez uma careta.
- Ué, por que não? - o garoto questionou.
- Não sei. Viajar juntos. - deu de ombros. - Parece íntimo demais.
- E é. - sorriu largo. - E uma oportunidade maravilhosa para vocês, finalmente, transarem.
- ! - revirou os olhos, empurrando o amigo para longe.
- Pobre desse garoto, deve viver de punheta. - montou uma expressão triste. gargalhou alto.
- Você é impossível. - ela torceu os lábios. Devolveu os ingressos para e o garoto os guardou no bolso, caminhando para fora do quarto em seguida. Parou na porta e se virou para . - Arrume as malas, viajamos amanhã. - estalou os lábios. - Eu já comprei a passagem do seu ainda-não-namorado, a propósito. - sorriu, finalmente se retirando do quarto. Insegura, buscou o celular na cama e então acessou o aplicativo do WhatsApp, abrindo a conversa com Tom e imediatamente fazendo o convite, antes de sua coragem desaparecer.
O que você acha de passar dois dias em Nova Iorque?
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Maio de 2019, Nova Iorque.
havia dormido no ombro de Tom durante toda a viagem. E o ator descobrira mais uma coisa sobre ela, sem nem mesmo precisar perguntar, já que tomar calmante antes de qualquer voo significava medo de altura. E Tom, lembrando que havia recusado o passeio na roda gigante quando estiveram na Disneylândia, fez uma nota mental para nunca levar a garota para um passeio nas alturas. Mesmo que ele quisesse muito levá-la para a London Eye e se declarar.
Porque ele finalmente havia admitido para si mesmo, que estava apaixonado por ela.
E Thomas não sabia não ser um romântico piegas extremamente clichê e previsível quando se tratava de amor. Principalmente, quando era recíproco. Então ele já estava planejando mil e uma maneiras de declarar sua paixão por . Pensou na London Eye, na Tower Bridge, durante um passeio pelo Hyde Park... Mesmo que ambos fossem ingleses e conhecessem todos os pontos turísticos mais famosos de Londres, Tom não conseguia conter sua expectativa de visitar tudo novamente com . Porque ele queria fazer tudo com , tamanho o apego que sentia pela garota. Gostava de tudo nela, mas principalmente, a forma como se sentia. Leve e confortável por estar apaixonado. Não era sufocante ou desesperador. Não era ruim e não lhe dava medo. Era seguro e tranquilo e ele gostava muito de como as coisas estavam andando entre eles. Sem pressa, sem colocar a carroça na frente dos bois.
Quando desceram do avião - após Tom acordar gentilmente -, foram atrás de suas malas e logo um Uber os estava esperando para levá-los diretamente ao hotel. Passariam apenas dois dias em Nova Iorque, então haviam reservado o quarto por apenas uma noite. Um quarto. Para os dois. E mesmo que soubesse que aquilo poderia não indicar nada, Tom estava nervoso. Dormir com era algo que, constantemente, passava por sua mente, principalmente quando estavam juntos e se beijando. Aquela eletricidade quando seus corpos se encostavam, as borboletas no estômago quando uniam seus lábios... Era diferente. Diferente do tesão irracional que sentia com Melinda. Tom queria sim, um sexo ótimo. Mas queria um sexo ótimo com e não apenas um sexo ótimo. Era aquilo que significava estar apaixonado, no final das contas.
- Vocês querem comer alguma coisa agora? - questionou, assim que estavam os três ocupando o banco traseiro do Uber. , com a cabeça deitada no ombro de Tom e o braço enroscado no dele, apenas torceu os lábios e soltou um muxoxo que soava como "não". Tom riu, recostando a bochecha na cabeça da garota.
- Não estou exatamente com fome agora. - respondeu.
- Podemos almoçar. - o outro sugeriu. Tinha o celular em mãos e logo suspirou. - Esqueçam, estarei ocupado.
- Que novidade. - murmurou, fazendo Tom rir e lhe estirar a língua, mesmo que ela não pudesse ver. - Estamos aqui por convite do seu crush. É óbvio que ele vai ter abduzir por dois dias. - a garota riu.
- Vou ficar até domingo. - falou e finalmente abriu os olhos, a boca aberta em uma expressão surpresa.
- E você só me diz isso agora? - reclamou. Tom observava tudo em silêncio.
- Só soube disso agora. - deu de ombros. - De qualquer forma, você não estará em casa por duas semanas. Não me julgue. - semicerrou os olhos para a garota.
- Ou mais. - retrucou. - Minha mãe vai me matar quando eu falar sobre a faculdade.
- O Homem-Aranha vai te proteger. - piscou para Tom, que soltou uma gargalhada. revirou os olhos e voltou a deitar a cabeça no ombro de Tom.
- Idiota. - resmungou e Tom a abraçou pela cintura, arrancando um pequeno sorriso da garota.
- Queria postar uma foto desse momento lindo, mas as suas fãs de 12 anos vão surtar. - comentou com Holland, que suspirou em seguida.
Estava passando por maus bocados na internet após vazarem algumas fotos dele com . Tom amava todos os seus fãs, mas não poderia mentir e dizer que se sentia confortável com tanta invasão de privacidade e desrespeito. Porque era exatamente isso que estava acontecendo. Estavam fuçando sobre o passado e a vida de - que não era algo realmente privado, mas de qualquer forma, não havia necessidade daquelas atitudes - e a atacando pelas redes sociais, apenas porque uma foto deles se beijando estava circulando pela web. Tom não havia se pronunciado sobre o assunto e estava sumido tanto do Twitter como do Instagram - ele já não os usava muito de qualquer forma -, para evitar ler comentários desagradáveis e acabar perdendo a paciência com parte de seu fandom. havia lhe garantido que estava tudo bem, porque ela já esperava por aquilo e estava acostumada com alguns ataques, mas ainda sim, Tom estava incomodado. E por um pouco mais, acabaria mandando todo mundo para o inferno.
Harrison o mataria, mas Holland aliviaria sua alma.
Chegaram ao hotel e após organizar a bagagem, puxou Tom para a cama e para um sono tranquilo e aconchegante de algumas horas. O rapaz não se lembrava de ter dormido tão bem em muito tempo, mesmo que tenha acordado com o braço adormecido por ter dormido com a cabeça em cima dele. E após se organizarem e decidirem por um passeio rápido pela cidade antes do show. Aquela garota topava qualquer coisa com ele, algo que ele nunca havia tido em seus relacionamentos anteriores, lhe dando a certeza de que estava completamente apaixonado. E contaria para o mais breve possível.
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Maio de 2019, Nova Iorque.
- Que tal essa? - questionou, apontando para uma das dezenas de cafeterias na Times Square. Tom torceu novamente os lábios e a garota revirou os olhos, voltando a focar sua atenção no caminho indefinido que percorriam, o braço direito entrelaçado no esquerdo de Thomas, que tinha ambas as mãos nos bolsos do jeans.
- Tinha gente demais. - ele se desculpou, abaixando a cabeça quando um grupo maior de pessoas passou por eles, mesmo que o boné cobrisse parte do seu rosto. assentiu com a cabeça.
- Eu sei. - falou. - Mas estou faminta. Não comi nada desde antes de sairmos de Los Angeles e já são 3h da tarde. - torceu os lábios.
- Eu te ofereci salgadinhos. - Holland se defendeu, arrancando um sorriso da garota, que se esticou até ele e o beijou no rosto.
- Eu sei e fiquei agradecida. Mas não estava com fome naquela hora. - riu e Tom revirou os olhos. - O que seu empresário achou de viajar tão subitamente? - mudou de assunto.
- Ele não ficou sabendo. - Tom deu de ombros e o encarou desacreditada.
- Tom! E se algo acontecer? - reclamou.
- Nada vai acontecer. - garantiu. - Estou de férias. Ninguém espera que eu esteja aqui. Não vai haver tumulto, como haveria caso eu viesse devido a algum compromisso profissional. - explicou. - E eu estou camuflado. - apontou para a boné. revirou os olhos.
- Nossa, eu tenho certeza de que ninguém vai te reconhecer de boné. - debochou e Tom lhe lançou um olhar semicerrado, que apenas a fez rir. - Você é o Homem-Aranha, garoto, acorda. - estalou os lábios e Tom abriu um sorriso arteiro.
- Sabe, gravamos uma cena de Far from Home que tinha um dial...
- Não! - o interrompeu com um grito. Soltou o braço de Thomas e deu passos rápidos para longe dele, as mãos cobrindo as orelhas enquanto o ator ria. - Nossa, como você tem coragem de fazer isso comigo, Holland? - ela questionou, se voltando para ele, uma expressão desacreditada no rosto. Tom deu de ombros.
- Você mereceu. - se defendeu.
- Você é horrível, não acredito que vou te dar um ingresso para ver o anjo perfeito Shawn Mendes. - sacudiu a cabeça para os lados, fingindo um desgosto gigantesco.
- Se eu falar que conheço apenas algumas músicas dele, você vai surtar? - questionou com uma careta.
o encarou perplexa, piscando lentamente e com a boca levemente aberta devido ao choque.
- Você só está piorando a sua situação, Holland. - decidiu. - Desse jeito, minha resposta definitiva vai ser "não". - arqueou as sobrancelhas para o ator. Tom revirou os olhos, não dando nenhuma credibilidade para a garota.
- Você não teria coragem. - ele blefou. mordeu o lábio inferior, dando de ombros em seguida e voltando para perto de Tom no instante seguinte.
- Você tem razão. - ela cedeu. - Mas só porque estou almejando a pré-estreia de Far from Home. - sorriu largo e Tom riu.
- Certo, sua mentirosa. - acusou. - Vamos comer alguma coisa de uma vez. - Tom entrelaçou seus dedos nos de e ela sorriu para ele, deitando a cabeça em seu ombro e soltando um suspiro baixo. Ela gostava tanto dele e de estar com ele, que mal sabia colocar em palavras.
- Obrigada. - murmurou baixinho e Holland a encarou com o cenho franzido.
- Pelo quê, ?
- Estar aqui, comigo. - deu de ombros. - Ter devolvido o meu flerte. Sei lá. - riu nervosa e Tom sorriu para ela. - Eu gosto muito de você e estou feliz que você esteja disposto a tentar gostar de mim também.
Tom a encarou por um instante, parecendo desacreditado. Beijou a testa da garota e então sorriu.
- Eu não estou disposto a gostar de você, . Eu já gosto. E muito. - garantiu e a youtuber o encarou com os olhos levemente arregalados e um sorriso tão largo que deixaria suas bochechas doloridas. Trocaram um último olhar cheio de carinho e cumplicidade, antes de voltarem a procurar por uma cafeteria onde finalmente pudessem lanchar em paz. Mesmo que estivessem sendo seguidos e fotografados durante todo o percurso e logo fotos e mais fotos estariam pela internet, deixando tanto o empresário de Tom, como o fandom do garoto, completamente hostis em relação aquele acontecimento.
Mas nem e nem Tom davam importância para aquilo. A companhia partilhada lhes bastava e era o suficiente para que rumores e fofocas não estragassem seus momentos juntos.

Capítulo 6

Esse capítulo contém crossover com Nobody Like You.

Maio de 2019, Nova Iorque.
Tom estava rindo de . A garota estava tremendo em pura expectativa, torcendo seus dedos e murmurando coisas sem sentido, enquanto gravava Stories e zombava da amiga. Seu acompanhante, Julian, era um cara mais retraído e apenas observava a situação com um meio sorriso.
- , é sério, se você morrer de ataque no coração, eu te deixo morta ai no chão e só te levo para o hospital depois que o show acabar. - falou, em um tom de voz sério. o encarou boquiaberta.
- Você é um amigo horrível, ! - declarou. - Me apoia!
- Eu te apoio, desde que não morra. - garantiu e a garota o ignorou, virando o rosto em direção a Tom.
- Eu te levo para o hospital imediatamente. - ele garantiu e ela sorriu para ele, que abriu os braços e a envolveu em um abraço apertado.
- Fofos. - Julian murmurou.
- Até demais. - concluiu. - Vamos pegar algo para beber. - apontou para o bar e com o aceno de cabeça de , ambos os garotos sumiram de duas vistas. Tom franziu o cenho em confusão, sacudindo a garrafa de água que ele carregava.
- É apenas uma desculpa. - estalou os lábios. - Eles estão nesse vai e vem há meses. - explicou. - E quando se veem, não se desgrudam por nada. No sentido literal da palavra. - riu e Thomas acenou em compreensão.
- Entendi. - também riu. descansou a cabeça no peito dele e soltou um suspiro baixinho. Holland sorriu para si mesmo e passou a acariciar a cintura dela no meio do abraço. - Nervosa?
- Demais. - assentiu. - Eu nunca fui a um show dele. Sempre tinha alguma coisa para dar errado. Por isso e eu decidimos vir até Nova Iorque, porque não temos certeza se vamos ter chance de ir ao show dele na Califórnia quando ele voltar para a turnê.
- Por que não poderiam ir? - questionou.
- Somos azarados. É capaz de eu quebrar a perna ou sofrer um acidente. - suspirou, fazendo o ator rir.
- Com essa negatividade, eu não duvido. - comentou e riu junto dele.
- Eu sei, preciso ser mais positiva e tal, mas é realmente complicado porque...
- ... Tom Holland! - uma voz murmurou às suas costas e ambos se viraram imediatamente. Estavam ao fundo do Hammerstein Ballroom, e supostamente, toda atenção das pessoas a sua volta deveria estar focada no palco, já que Shawn Mendes subiria para performar em menos de meia hora. Duas garotas os encaravam, uma mais perplexa do que a outra. A loira apontava para o ator com a boca levemente aberta em surpresa, enquanto a outra, mais baixa e de cabelos escuros, tinha os olhos arregalados e parecia nem respirar.
Tom não disse nada em um primeiro momento e quando estava prestes a comentar alguma coisa, se libertou do abraço que mantinham enquanto soltava gritinhos animados. O ator franziu o cenho para ela, sem entender o que estava acontecendo.
- Maria Eduarda Alves! - exclamou, em uma pronuncia perfeita da qual Holland entendeu pouquíssimo. Que nome era aquele?
- Becca, é o Tom! - a morena murmurou, agarrando o braço da loira, enquanto ainda mantinha os olhos arregalados. - E ele está mesmo namorando. - comentou, focando então a atenção em e abrindo um sorriso largo. - Eu amo seu canal e surtei quando soube que vocês estavam juntos! - exclamou, sorrindo largo.
- Esse foi, definitivamente, o único benefício que o Shawn me trouxe em dois anos. - a loira comentou para ninguém em especial, sem desviar o olhar de Tom. - A gente realmente te ama. - falou para ele, que abriu um pequeno sorriso em agradecimento.
- Eu não sabia que você acompanhava meu canal. - murmurou para a morena, cujo nome parecia impronunciável para Holland. Se voltou para o ator com um sorriso largo. - Essa é a Maria Eduarda, namorada do Shawn. Eu te falei sobre eles. - arqueou as sobrancelhas.
- Eu lembro. - Thomas garantiu e sorriu largo. Ele estendeu a mão para Maria Eduarda, que encarou o cumprimento de olhos arregalados.
- Tom Holland quer apertar a minha mão. - ela sussurrou, parecendo estar em um surto pessoal.
- Aperta a mão dele! - Becca, a loira, incentivou. Tom arqueou as sobrancelhas para elas, completamente desacredito na situação que vivia. - Agora ele pensa que somos loucas. Ótimo. - revirou os olhos.
- Eu também fui esquisita quando conheci ele. - garantiu. Maria Eduarda finalmente apertou a mão de Tom, que então cumprimentou Becca, deixando-as livres para conversar com .
- Eu assisti seu vídeo. - Maria Eduarda falou. - Eu realmente não sei como você teve coragem. - riu e a acompanhou. Tom observava a cena com atenção. Fãs eram realmente pessoas únicas.
- Eu estava fora de mim, acredite.
- Acredito. Eu fiz a mesma coisa quando ofertei meu número para o Shawn. - falou.
- Eu realmente te adoro. E sou muito fã do Shawn. - comentou. - Não sabia que você me conhecia.
- Eu sou inscrita no seu canal tem meses. - Madu garantiu. - Você é a melhor fonte sobre o MCU e eu sou uma fã entusiasmada. - sorriu. Levou dois segundos para puxar duas credenciais do bolso da calça e as entregou para , ainda sorrindo largo. - Eu estou tentando agir normalmente, mas queria tietar o Tom um pouquinho, então vamos fazer um acordo: vocês vão até o backstage no final do show e você tieta o Shawn, enquanto eu tento arrancar um spoiler de Far from Home. - riu.
- Fechado. - assentiu. Sorriu para Tom quando murmurou: - Ele abre a boca facinho, você nem vai ter trabalho. - garantiu e Thomas estirou a língua para ela. Maria Eduarda e Becca sumiram instantes depois, já que Shawn logo estaria no palco e pelas câmeras que carregavam, elas seriam as fotografas. imediatamente se virou para Tom, balançando as credenciais enquanto o largo sorriso tomava conta de sua boca.
- Fãs são engraçados. - ele comentou.
- Quando eu vir o Shawn, me segure. - ela pediu. - Porque eu vou ter um derrame.
- Homem-Aranha a postos para salvar sua garota. - Thomas sorriu e buscou um novo abraço apertado, para logo depois beijá-lo com entusiasmo.

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Maio de 2019, Nova Iorque.
respirou fundo, sentindo os dedos de Tom entrelaçados aos seus, lhe passando conforto e tentando acalmar seu coração nervoso. Não que tivesse possibilidade de aquilo acontecer, já que ela estava prestes a conhecer Shawn Mendes. E mesmo que o cantor não fosse seu maior crush famoso de toda a vida - afinal, seu maior crush estava ali ao seu lado, fingindo não se divertir horrores às suas custas, já que era um perfeito cavalheiro -, ele ainda era Shawn Mendes, um dos maiores cantores da atualidade com uma turnê mundial em estádios esgotada.
tinha o total direito em estar nervosa, principalmente depois do show que havia assistido. Chorou em quatro músicas e nas restantes, cantou até sentir sua garganta arder e aproveitou cada segundo da emoção incrível que Mendes no palco proporcionava. Tom tivera o timing perfeito para puxar e beijá-la enquanto Mendes cantava Fallin All In You e apesar de saber que aquela música era toda a completamente dê Maria Eduarda, estava tomando a canção para ela e Tom. Seria a canção deles e aquilo enchia seu coração de felicidade.
- Você vai vomitar? - Tom questionou, parecendo preocupado. Estavam encarando a porta do camarim de Mendes há dois minutos e a garota não havia mostrado sinais de que pretendia bater na porta.
- Não. - a garota sorriu para ele. - Mas é esquisito. Eu estou realmente nervosa.
- E eu estou ficado nervoso por você. - o ator murmurou, fazendo-a rir. Respirou fundo mais uma vez e então deu duas batidinhas na porta, sentindo os braços de Tom a envolverem pela cintura e um beijo estalado em sua bochecha. Ele estava ali com ela, sem julgá-la por estar agindo como a lunática e lhe dando apoio. Tom era completamente irreal e a qualquer dia, iria se convencer de que estava louca e alucinando sobre a existência do ator.
A porta foi aberta e Maria Eduarda sorriu largamente para eles, recebendo o mesmo sorriso largo de Tom e um sorriso nervoso de .
- Vocês vieram! - exclamou animada.
- Claro que sim. - respondeu. - Jamais perderia essa chance. - riu.
- Entrem! - a brasileira convidou, dando espaço para que o quase casal entrasse no camarim. - Nós não temos muito tempo por aqui, já que Shawn precisa sair o mais rápido possível para evitar a confusão com os fãs. - explicou, guiando ambos pela antessala. Virou o rosto para trás e torceu os lábios. - E é sempre uma confusão ainda maior quando eu estou junto.
Tom franziu o cenho em confusão, enquanto fazia uma careta.
- Deus, vocês dois são perfeitos juntos. Depois de tanto tempo, as pessoas já deveriam ter superado e aceitado. - falou de forma enérgica.
- Ah, os fãs. - Tom estalou os lábios em compreensão. Madu sorriu para ele.
- Não deixe as pessoas serem ruins com ela. - apontou para . Parou no portal que dividia a antessala do camarim em si, indicando com a cabeça. - Se Shawn não estivesse sempre me dando suporte, não teríamos nos acertado. - suspirou.
- As coisas seriam realmente péssimas, nesse caso. - a voz do cantor soou às costas de Madu e antes que pudesse se preparar, Shawn estava ao lado de Maria Eduarda, sorrindo largo para a namorada. Madu o encarou e o olhar apaixonado que trocavam era palpável e intenso, fazendo o coração de encher de amor e Tom abraçar a garota de lado, envolvendo sua cintura de forma carinhosa e entrelaçando seus dedos nos dela.
- Shawn, essa é e esse você sabe quem é, já que foi você quem instruiu Brian a me dar Homecoming de presente de aniversário no ano retrasado. - murmurou, fazendo Tom abrir um sorriso largo.
- É um prazer conhecê-los! - Mendes falou, estendendo a mão para . Ela respirou fundo e então desentrelaçou seus dedos dos de Tom, aceitando o cumprimento de Mendes, sendo seguida pelo ator.
- O show foi ótimo. - Holland comentou. - Ela chorou em três músicas. - apontou para a youtuber.
- Thomas! - chiou, lançando um olhar feio para o ator, fazendo todos rirem. - Foram quatro músicas, não três. - se defendeu e Shawn sorriu. Maria Eduarda lançou um olhar cético para ele, fazendo o cantor bufar e torcer os lábios.
- Você precisa parar de desconfiar do que eu digo. - a garota chiou, o cutucando na cintura. Mendes assentiu em concordância no mesmo instante.
- Eu sei dengo, mas você sempre gosta de tudo. Não é imparcial. - retrucou.
Entraram no camarim, que era um pouco mais confortável que os camarins de Tom, mas nada realmente extravagante. Sofás, poltronas, frigobar e uma mesa. Havia mais quatro pessoas no camarim e Tom recebeu cumprimentos animados de Brian - o melhor amigo de Shawn -, Connor - amigo do casal -, Becca e Olivia, sua namorada. sabia quem eram todos eles e sua animação só não foi maior porque ainda estava vidrada em Shawn, causando certo ciúme em Tom.
- Certo, você tieta ele, - apontou para o namorado, fazendo careta e recebendo um beijo no rosto em seguida. Empurrou Mendes para longe, torcendo os lábios enquanto ele ria. - e Becca e eu vamos tentar arrancar algum spoiler de Far from Home. - falou. O ator e trocaram um olhar engraçado, antes de Madu tomar a atenção dele e despejar suas mil teorias a respeito do filme. Teorias que Holland não negou e também não confirmou, deixando a garota completamente frustrada, enquanto Becca xingava, afirmando que a fama de Shawn não estava servindo para nada novamente e sendo acertada por uma almofada que Shawn jogara nela.
Passaram cerca de dez minutos no camarim de Shawn Mendes, enquanto fazia todas as perguntas que sempre quisera fazer sobre as músicas do cantor, sendo a fã lunática da qual se orgulhava. Dividiu seu tempo com Shawn e tentando dar apoio a Tom, que era bombardeado de perguntas e teorias de Maria Eduarda e de Becca. Até Connor havia entrado na discussão a respeito do final de Endgame e quando todos passaram a se acostumar com a presença um do outro, o empresário de Shawn bateu à porta para levar o cantor e o restante do grupo de volta ao hotel. bateu uma foto com Mendes e outra com Madu e quando estava se despedindo da garota, recebeu um abraço apertado.
- As pessoas são horríveis. - Madu murmurou, apenas para ouvir. - Mas se você gosta dele e ele gosta de você, ignore. Alguns dias são difíceis, mas a maior parte é completamente incrível. - sorriu, se afastando de em seguida. - Não existe nada melhor do que estar com alguém de quem gostamos.
- Você é maravilhosa. - concluiu. - Estou esperando o casamento de menves. - riu e Madu a acompanhou.
- Em alguns anos, quem sabe. - a outra deu de ombros. E procurando Tom com o olhar - ele estava tirando fotos com Becca -, as palavras de Madu lhe trouxeram conforto, já que eram a mais pura verdade. Era bom demais estar com Tom, porque ela gostava muito dele. Estava pronta para amá-lo e não apenas como uma fã.

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Maio de 2019, Nova Iorque.
tinha seu braço enlaçado no de Tom e a cabeça deitada no ombro dele, enquanto seguiam para fora do Hammerstein Ballroom.
- Feliz? - Tom questionou, mesmo que já soubesse a resposta. O sorriso largo no rosto da garota deixava seu estado de espírito claro como cristal.
- Completamente. - garantiu e Thomas riu baixinho. - vai se arrepender tanto por ter sumido. - ela murmurou, recebendo um aceno de cabeça em concordância.
- Vai mesmo. - comentou. - Que tal uma pizza, para fechar a noite?
levantou o olhar até o ator, piscando lentamente e deixando-o com uma imensa vontade de puxá-la para um beijo. Mas estavam na rua e qualquer demonstração de afeto em público poderia causar um tumulto desnecessário.
- Que tipo de pergunta é essa? Óbvio que eu concordo. - revirou os olhos e Tom não conseguiu se conter, beijando a ponta do nariz da garota no instante seguinte.
- As pessoas estão falando muita merda para você? - questionou, mudando drasticamente de assunto. Os comentários de Maria Eduarda haviam o deixado completamente incomodado. Ele não queria sendo atacada.
- Um pouco. - ela deu de ombros. - Mas como eu disse para a minha mãe, não é como se eu não estivesse acostumada. - falou. - Eu sou mulher e tenho um canal sobre cultura geek. Ser xingada é normal.
- Não quero te causar problemas. - Thomas murmurou. - Mas também não quero me afastar, porque gosto muito de estar com você, . - suspirou. - E dizer isso em voz alta soa completamente egoísta. - fez uma careta. - É complicado, porque eu sei que o melhor para você, seria nos afastarmos. E não querer isso, para meu próprio benefício, é completamente egoísta.
- Ei. - chamou e Tom, que encarava a calçada com atenção, levantou o olhar até garota e a encontrou com um olhar que transbordava carinho. - Eu quero estar com você, Tom. Muito. - sorriu. - E não porque você é meu ídolo e sim porque agora eu te conheço e te adoro. Você me escuta de verdade, me apoia, me dá segurança... Eu me sinto mais confortável com a ideia de estar apaixonada por você, um astro do cinema, do que estive em meu último relacionamento. Eu o conhecia desde a infância porque éramos melhores amigos. E ele jamais fez sentir dessa forma. - garantiu. Thomas abriu um sorriso largo.
- Estou esperando pelo seu "sim". - lembrou. O relacionamento tão natural e sincero entre Mendes e Maria Eduarda havia deixado-o ansioso para ter seu próprio goals e a fala de apenas reforçava a ideia de querer seu goals couple com ela.
- Você já o recebeu, Tom. Desde o instante em que fez o pedido. - a garota sussurrou. - Em hipótese nenhuma eu seria capaz de negar.
Thomas sorriu largo, deixando um beijo no topo da cabeça de e apertando os dedos da garota por entre os seus. Nenhum fiapo de medo pairava sobre seu coração. transbordava segurança e não estaria esperando-o no fundo do abismo quando Tom pulasse, pois haviam pulado de mãos dadas.
- Harrison apostou com Harry que eu não teria coragem de te pedir em namoro. - comentou e riu.
- Seu coração está em recuperação. Eu também não acreditaria, se fosse ele. - a garota deu de ombros.
- Sabe que gosto muito disso? - Holland questionou, fazendo-a franzir o cenho.
- Do que?
- Você não tem medo de falar de relacionamentos anteriores, tanto meus, quanto seus. Isso normalmente é tabu em um relacionamento novo. - murmurou.
- Ah, não me apego nisso. Tudo é aprendizado e acho desnecessário agir como se nunca tivéssemos saído com outras pessoas, porque saímos. E tá tudo bem. - falou. - Está no passado e não deve pesar no presente ou no futuro.
- Você é incrível. - Tom concluiu. sorriu para ele.
- E faminta. - concluiu, fazendo-o rir.
Ele realmente a adorava.

Capítulo 7

Maio de 2019, ainda na Califórnia.
suspirou, enquanto tamborilava as unhas contra o braço da poltrona do avião. O nervosismo, que não havia dado as caras desde o dia anterior - quando se despediu de Tom no aeroporto para que ele embarcasse para a Inglaterra -, estava tomando conta de sua mente e nem mesmo o calmante parecia ser o suficiente para fazê-la descansar e dormir naquela viagem. Adele, sua avó, estava sentada ao seu lado, tranquilamente lendo um livro de ficção científica, que havia lhe emprestado, e lançou um olhar de canto para a neta, sorrindo fraco em seguida. Sabia que o nervosismo da garota não era por causa do voo - mesmo que ela realmente odiasse voar - e estava ali para apoiar , já que havia sido ideia sua obrigar a garota a contar a verdade aos pais.
- O que foi? Está sentindo-se enjoada? - Questionou, com preocupação.
- Não. - torceu os lábios. - Daqui a pouco o calmante faz efeito. - Deu de ombros.
- Por que seu namorado não veio conosco? Ele não precisava viajar sozinho. - Adele comentou e riu.
- Ele já havia comprado a passagem. - Respondeu simplesmente.
- Oh, você parou de negar que ele é seu namorado. - A mais velha sorriu largo. - Agora você não tem opção, vai ter que me apresentar a ele.
- Eu iria apresentar de qualquer forma, vó. - A youtuber riu. - Minha mãe o intimou a um jantar. - Revirou os olhos.
- E você está nervosa por causa disso?
- Não. Estou nervosa porque ela vai me matar quando eu contar sobre a faculdade e então não existirá um jantar. - Soltou um muxoxo inconformado e Adele riu, revirando os olhos em seguida. - Tom mal começou a namorar e já vai ficar solteiro novamente.
- Com aquela carinha bonita, ele arruma outra namorada logo. - Adele garantiu, recebendo um olhar chocado da neta.
- Vó! - Chiou, fazendo a mais velha rir. revirou os olhos, desacreditada da fala da avó. Queria tanto que sua mãe tivesse puxado a Adele... Sua vida seria infinitamente mais fácil, tinha certeza.
- Pare de bobagem, . Candice vai xingar, vai reclamar e todo o resto, mas não vai te matar. - Falou com seriedade. - Vocês podem ter suas divergências, mas ela é sua mãe, te ama e quer o melhor para você. - Lembrou.
- E na cabeça dela, o melhor para mim, é estar na faculdade fazendo um curso que eu odeio. - Retrucou e Adele revirou os olhos novamente.
- A teimosia vocês tem na mesma medida. - Alfinetou e a garota riu, dando de ombros.
- Ao menos isso prova que eu não sou adotada. - Resmungou.
- E a dramatização você puxou de mim. - A avó sorriu, voltando a atenção para o livro e deixando novamente sozinha com seus pensamentos. Logo o avião iria decolar e ela esperava que o remédio fizesse efeito de uma vez. Para sua surpresa - e lembrança de colocar o aparelho em modo avião - seu celular vibrou, indicando a chegada de uma nova mensagem e pegou o aparelho no bolso do casaco, abrindo um largo sorriso quando o nome de Tom se destacou entre as várias notificações de redes sociais. Desbloqueou o aparelho com a digital e apenas deu-se conta que seu sorriso ainda estava firme em seu rosto quando sua avó começou a cantarolar Is This Love do Whitesnake, apenas para implicar.
- Você deveria agir como adulta, sabia? - estirou a língua para a mais velha, que deu de ombros em seguida.
- Sim, eu sei. E não ligo. - Voltou a ler o livro imediatamente, causando risos na neta. Adele era realmente uma peça rara, uma alma eternamente jovem, mesmo em seus quase 70 anos.
Tom havia lhe mandado uma foto junto de Tessa, com a legenda "estamos ansiosos para a sua chegada" e sentiu seu coração encher de alegria e carinho. Aquele garoto e tudo o que o envolviam deixavam seu coração palpitando como se estivesse em uma corrida e tinha certeza de que nada no mundo se comparava aquele sentimento. Era tão bom estar apaixonada e ter uma relação recíproca que ela nem sabia colocar em palavras.

Pois eu estou ainda mais ansiosa para chegar
E depois ser morta pela minha mãe

Tom
Ela não vai te matar
Pare de pensar assim
Tenho certeza que depois de explicar os seus motivos, ela vai entender completamente
E me matar
Já estou preparada

Tom
Mas eu não estou
Não quero perder a minha garota
Não logo após ela aceitar o meu pedido
Aliás, Harrison não acreditou em mim
Então quando sairmos para jantar amanhã, esfregue isso na cara dele por favor
Nós vamos sair para jantar?

Tom
É claro
Harrison está ansioso para te conhecer
Podemos jantar com os seus pais domingo à noite
O que acha?
Que precisaremos marcar o jantar com os seus pais para o meio da semana

Tom
Soa incrível para mim


Com o aviso de que o avião iria decolar em poucos minutos, sorriu triste e avisou Tom que ligaria quando chegasse à Inglaterra. Ele desejou uma boa viagem e então ela colocou o celular em modo avião, cobrindo as orelhas com os headfones e então reclinou a poltrona, finalmente sentindo os efeitos do calmante em seu organismo. Quando acordasse já estaria em Londres.

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Maio de 2019, Londres.
- Vai dar tudo certo. - Tom murmurou para si mesmo, assim que fechou a porta do carro e andou em direção à casa que outrora ele chamava de sua. Tinha um almoço com a família naquele sábado e estava completamente tomado pelo nervosismo, já que iria contar aos pais que estava namorando, quando havia dito, há menos de uma semana, que não estava namorando e que estava conhecendo antes de se entregar de cabeça àquele relacionamento.
Ele claramente havia falhado e estava absurdamente apaixonado pela garota, não lhe restando nenhuma dúvida sobre seus sentimentos e sobre a vontade de estabelecer um relacionamento oficial. Eles ainda não sabiam como fariam funcionar quando Tom estivesse trabalhando longe da Califórnia, mas como dizia Harrison, quando se tinha dinheiro como Tom tinha, nada era impossível. Não que ele fosse trilionário, mas alguns voos inesperados ele poderia pagar facilmente.
E poderia acompanhá-lo sempre que quisesse.
Tom soltou uma risada quando se deu conta dos pensamentos que estava tendo. Não fazia nem uma semana que estava namorando - e menos de um mês que conhecia , por mais que parecesse que a conhecia a vida toda - e ele já estava pensando em viajar para ver a garota quando sentisse muita saudade e estivesse trabalhando. Mas aquilo era bom, não era? Um relacionamento tão fácil como respirar. Sem complicações, sem joguinhos ou sentimentos unilaterais. Eles estavam apaixonados, queriam estar juntos e fariam o possível para passar os dias um com o outro. Tom gostava demais daquela facilidade. Gostava da sinceridade com a qual havia lidado com seus sentimentos por ele, tornando fácil para Holland os retribuir. E ele gostava muito de sentir-se daquela forma. Gostava de estar apaixonado por .
Não precisou tocar a campainha da casa, já que tinha as chaves, e adentrou a residência sem fazer alarde a respeito de sua chegada. Sua família já sabia que ele estava em Londres, mas Tom não tivera tempo de ir vê-los antes, pois tinha alguns compromissos profissionais. Paddy estava na sala de estar, um tablet em mãos e fones de ouvido amassando seus cabelos. Tom se aproximou sorrateiramente e pegou o eletrônico das mãos do caçula, ouvindo uma reclamação nada educada do garotinho e semicerrando o olhar para o garoto.
- Olha a língua! - Chiou.
- Eu aprendi todos os palavrões com você. - Paddy retrucou, levantando do sofá e abraçando Tom, logo tomando o tablet das mãos do mais velho e voltando para o jogo. Thomas nem tinha como argumentar contra, já que o caçula falava a verdade. Ele não tinha controle sobre a boca e falava sem pensar, todos sabiam. E por isso, falava muitos palavrões. Não se orgulhava daquilo, mas precisava ser honesto a respeito de seus defeitos.
Seguiu para a cozinha e encontrou seus pais, junto dos outros dois irmãos, todos atarefados e em uma sincronia que Tom jamais iria entender ou conseguir participar. Ele se virava muito bem na cozinha - foi obrigado a aprender para não passar fome ou pior, comer a comida de Harrison -, mas estava longe de ser brilhante.
- Todos podem parar de chorar de saudades. - Anunciou, abrindo os braços e sorrindo largo. - Eu cheguei!
Sam revirou os olhos e Harry fez uma careta. - Grande bosta. - Retrucou, voltando a sua tarefa de cortar as batatas. Nikki se aproximou do filho mais velho, puxando-o para um abraço apertado e deixando um beijo na bochecha esquerda do ator.
- Senti sua falta! - Ela murmurou e Tom a apertou em seu abraço.
- Também senti a sua. - Beijou a mulher na testa, que se afastou e deu espaço para o garoto abraçar o pai. - Como está, pai?
- Com meus quatro filhos em casa, estou ótimo. - Dominic sorriu largo, deixando claro de quem os filhos haviam puxado aquele traço em específico. Tom se aproximou de Sam e o beijou no rosto, apenas para provocar Harry, que lhe lançou outra careta.
- Meu irmão favorito! - Declarou o ator, de forma dramática.
- Harry já me contou sobre a aposta. - Sam declarou. - E eu também não acredito que você a pediu em namoro. - Riu, sendo acompanhado por Harry, enquanto Thomas revirava os olhos e se afastava do irmão no mesmo instante.
- Vocês me apoiam tanto, eu fico emocionado. - Debochou. Sentou em uma das banquetas da cozinha e logo Nikki estava ao seu lado, uma expressão preocupada no rosto. Tom havia visto aquela mesma expressão meses atrás, quando precisou conversar com os pais a respeito de seu relacionamento com Melinda. Mas sendo o total oposto daquela situação, o Holland mais velho estava completamente confortável em falar sobre e aquilo o fez sorrir para a mãe, de forma a tranquilizá-la.
- Comece a falar. - Ela indicou, acenando com a mão e fazendo o ator rir. Era típico de Nicola agir de forma mandona.
- Conheci na premiere de Endgame. - Começou. - Ela flertou comigo e eu devolvi o flerte e marcamos um encontro. - Sorriu com a lembrança. - Só conseguimos nos encontrar no início de maio, quando voltei para Los Angeles. - Continuou, explicando tudo a respeito de seus encontros com e a forma como havia se apaixonado por ela. Contou sobre a família da garota, seu sonho de ser dançarina, sobre os vídeos que ela fazia e principalmente, como se sentia feliz quando estava com ela. E quando terminou de falar, retirando sua afirmação de que não estava namorando, Nikki apenas assentiu em concordância e suspirou antes de abrir um sorriso e questionar:
- Ela estará livre para jantar conosco na terça?
E aquela pergunta deu a certeza para Tom de que sua mãe apoiava seu relacionamento e melhor ainda, que ela estava tranquila com toda a história. E aquilo tirava um peso dos ombros de Holland.

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Maio de 2019, Londres.
Queria ter mudado de vestido. Vestido nem mesmo era uma boa opção, para ser bem sincera consigo mesma. Ela nem sabia onde iriam jantar e ao invés de optar pela calça jeans coringa, havia apostado em um vestido vermelho e um cardigã levinho, já que a primavera havia chegado às terras inglesas e a temperatura subia consideravelmente. A buzina soou do lado de fora de sua casa e ela só teve tempo de pegar a bolsa, calçar as sandálias e sair correndo em direção ao carro de Tom, após beijar a avó e a mãe no rosto - ainda não havia contado sobre a faculdade, então Candice estava livre da cadeia e fora de um caixão.
Abriu a porta do carona do carro apenas para dar de cara com Harrison, o lhe causou surpresa em um primeiro momento, para em seguida revirar os olhos e fechar a porta do veículo, se dirigindo para o banco traseiro. Largou a bolsa ao seu lado e colocou o cinto de segurança, erguendo o olhar para Tom e recebendo um sorriso culpado em retorno.
- Eu disse para ele trocar de lugar, mas você chegou antes. - O ator murmurou. se inclinou para ele, o beijando no rosto e recebendo um sorriso lindo como resposta.
- Não faz diferença. - garantiu, voltando a se recostar no banco do carro. - Ele é seu namorado antes de eu também ser, tem privilégios, eu entendo. - Deu de ombros e ambos os garotos lhe lançaram olhares incrédulos e assustados. gargalhou.
- O que? - foi Harrison que perguntou, uma expressão de nojo posta em seu rosto.
- Ah, vocês sabem. - A garota estalou os lábios, cruzando os braços em frente ao corpo e aproveitando daquela situação o máximo que podia. Ser fangirl era realmente uma coisa incrível.
- Não, não sabemos. - Tom foi firme em sua resposta, encarando a namorada com uma expressão que misturava a curiosidade com o medo.
- Uma parte do fandom - e devo ressaltar que é uma parte bem relevante -, acredita fielmente que vocês namoram em segredo. - comentou, como se estivesse falando sobre o clima ameno daquela noite. E queria muito ter gravado o momento em que Tom e Harrison trocaram um olhar enojado e fizeram caretas desgostosas.
- , pelo amor de Deus. - Tom reclamou, finalmente arrancando uma risada alta da garota, que não conseguiu se conter.
- Vocês quiseram saber, oras. - Deu de ombros.
- Fique tranquila, nós não namoramos em segredo. - Harrison murmurou, estendendo a mão em cumprimento para a garota. - Aliás, sou Harrison. O melhor amigo. - Frisou a denominação, causando mais risos na garota.
- Homens e a masculinidade frágil. - Zombou.
- Não, nada disso. - Tom logo retrucou. - Não estou com nojo por você ter mencionado uma relação homoafetiva. - Comentou. - Estou com nojo porque eu jamais namoraria o Harrison. Ele parece limpinho, mas ele pula os dias de banho. - Exclamou, torcendo os lábios. Deu a partida no carro e logo o distrito de Knightsbridge se tornava um borrão na janela do carro em movimento.
- Thomas, você não lava os cabelos após os treinos na academia e quer falar de mim? - Harrison devolveu e se acomodou no banco, para desfrutar de cada instante daquela situação.
- Eu lavo em casa! - Tom se defendeu, parecendo ofendido. mordeu o sorriso.
- E vai o caminho todo fedendo. - Osterfield revirou os olhos.
- Melhor feder por alguns minutos do que um dia inteiro. - O ator retrucou e gargalhou alto, sem realmente acreditar que estava no meio de um discussão de relação do seu namorado. Com o melhor amigo dele.
- Já que Tom tentou tirar a minha credibilidade, - Harrison estalou os lábios e Holland murmurou "você não a tem" baixinho, recebendo um olhar feio do amigo. - Preciso perguntar, antes que eu morra de curiosidade. - Se virou para e sorriu largo, esperançoso. - Ele não te pediu em namoro, não é? Foi você quem pediu?
- Tom pediu. - contou e o loiro murchou imediatamente, enquanto Tom gargalhava e contava vitória. - Não foi bem um pedido, foi mais uma sugestão. Mas ainda sim, partiu dele. Nas duas vezes. - Sorriu para o namorado, que retribuiu o gesto imediatamente.
- Duas vezes? - Osterfield franziu o cenho em confusão.
- Eu não aceitei na primeira vez. - esclareceu. - Então ele retomou o assunto após o show do Shawn e eu aceitei. - Deu de ombros.
- Você pediu duas vezes. - Harrison suspirou, totalmente desanimado. - Não acredito que eu perdi a aposta. - Soltou um muxoxo inconformado.
- Eu nem acredito que não vou pagar por nenhum ingresso do campeonato inglês. - Tom cantarolou. - Em toda a temporada. - Lembrou, sorrindo vitorioso para o melhor amigo.
- Droga, . - Harrison suspirou, fazendo a garota rir, sentindo-se acolhida naquela relação entre ambos os garotos. Harrison a aceitava e aquilo era um sonho se tornando real. Ser a namorada de Tom Holland era o melhor sonho que era poderia realizar na vida.

Capítulo 8

Maio de 2019, Londres.
Tessa estava segura em seu assento impermeável para cães enquanto Tom dirigia em direção a casa de na manhã ensolarada daquele domingo. Estava nervoso, precisava admitir. Nunca havia apresentado nenhuma namorada para Tessa e por mais adorável e carinhosa que a cachorra fosse, tinha medo que ela não gostasse de , já que costumava ser bastante ciumenta e monopolizava a atenção do ator sempre que ele estava em casa. Até mesmo Nikki, mãe de Tom, recebi alguns rosnados descontentes quando abraçava o filho e Tessa estava por perto. Era adorável, mas também provocava uma leve tensão em Thomas.
- Tessa, - Chamou com cuidado, assim que manobrou o carro e estacionou o veículo em frente à casa de . A staffbull encarou o ator e ele quase riu. Tessa o entendia e ninguém no mundo iria convencê-lo do contrário. - Seja boazinha, ok? - Pediu e a cachorra baixou as orelhas como em um sinal de concordância. - é uma garota incrível e eu gosto muito dela, mas amo você e nunca irei te trocar. - Garantiu e recebeu uma lambida no queixo, o que o fez rir e então pegar o celular no bolso da bermuda, enviando uma mensagem para namorada avisando que a estava esperando em frente à casa.
não demorou dez minutos para bater na janela do carro e ocupar o banco do carona. Sorriu largo e beijou Tom nos lábios. O latido de Tessa se fez presente e a garota riu, se virando para a staffbull com os olhos brilhando em animação. Levou a mão direita até as orelhas de Tessa e logo a cachorra já estava com a cabeça pendendo para o lado, em busca de mais carinho nas orelhas.
- Ela é tão fofa! - grunhiu, pulando para o banco de trás do carro no instante seguinte e puxando Tessa para seu colo, enquanto Tom ria e sacudia a cabeça para os lados, sem acreditar que estivera temeroso de que Tessa não gostasse de . Quem no mundo conseguia não gostar de , de qualquer forma? A garota era simplesmente encantadora. - Você é um amorzinho, vou te roubar para mim! - Afinou a voz ao falar com Tessa, recebendo uma lambida no rosto, o que a fez gargalhar alto.
- Não vai não. - Tom logo se meteu na conversa e revirou os olhos para ele.
- Não me desafie. - Estalou os lábios, voltando a se entreter com Tessa. Holland riu e então deu a partida no carro - após colocar o cinto de segurança e novamente prender Tessa em seu assento especial. - Onde nós vamos, de qualquer forma?
- Aos jardins de Kensington. - Tom comunicou. - Tessa precisa se exercitar um pouco. - Deu de ombros. - E eu trouxe uma cesta de piquenique e uma toalha para aproveitarmos um pouquinho de sol. - Se virou rapidamente para trás e sorriu para .
- Eu vou procurar um concurso de melhor namorado do mundo e vou te inscrever nele. - decidiu, arrancando risadas de Thomas. - Estou falando sério.
- Não tenho dúvidas. - Assentiu com a cabeça. - Já contou para a sua mãe? O ator questionou e observou a careta no rosto da youtuber pelo espelho retrovisor. Tessa estava com a cabeça deitada no ombro de , que aproveitava o momento para tirar algumas fotos.
- Parece que você está ansioso para ficar solteiro. - Chiou, fazendo Tom rir ainda mais.
- De forma nenhuma. - O ator murmurou. - Só acho que contar de uma vez vai tirar um peso das suas costas.
- Vai tirar um peso enquanto minha mãe enfia uma faca. - concordou e Holland revirou os olhos.
- Dramática. - Retrucou.
- De qualquer forma, eu vou contar hoje à tarde. - Suspirou alto. - Minha avó quase deixou escapar no café da manhã hoje e eu sei que ela não vai conseguir guardar o segredo por muito mais tempo. Já faz um ano. - Torceu os lábios.
- Tenho certeza que seus pais vão entender.
- Se fosse qualquer outra coisa, eles entenderiam. - comentou. - Mas é dança. Isso nem é trabalho para eles. - Riu em desgosto. Tom fez uma careta.
- Vou te levar ao Lip Sync Battle. - Prometeu e a garota o olhou com diversão. - E então você vai provar para eles que dançar é um trabalho como qualquer outro. Você só vai amar um pouco mais o que vai pagar as suas contas. - Riu fraco.
- Assim como você e a atuação. - sorriu.
- Que atuação? Eu sou o Homem-Aranha. - Lançou um olhar incrédulo para a youtuber, que soltou uma gargalhada em seguida. Tessa lambeu seu rosto mais uma vez e lançando um último olhar encantado para o namorado, voltou sua atenção para a staffbull.
- Me desculpa por não te dar atenção, princesa. - Murmurou novamente com a voz fina e Tom sorriu largo, o coração cheio de amor naquele instante. - Mas o seu pai é muito fofo e eu não resisto. Eu sei que você me entende. - Falou para a cachorra, lançando um olhar de esguelha para Holland, que abriu um sorriso largo.
E enquanto dirigia, desviava o olhar para o retrovisor apenas para ver e Tessa brincando como se conhecessem uma a outra durante toda a vida. E para Thomas, aquilo era extremamente importante. Tessa era parte de sua família e ser aceita e amada por ela era indispensável. Só esperava que seus pais e seus irmãos - Harry já adorava - sentissem o mesmo pela garota, principalmente porque naquela altura do campeonato, Holland sentia-se incapaz de arrancar o sentimento que nutria por de seu peito. Era um carinho tão puro, um gostar tão natural... Ele simplesmente não sabia explicar. Mas gostava de ter seu coração transbordando por ela. merecia cada partícula do sentimento de Tom por ela.

🕷️🕷️🕷️

Maio de 2019, Londres.
Vou mandar a localização e deixar o celular no bolso
Se ela me matar, procure pelo meu corpo
Quero ser cremada e ter minhas cinzas jogadas no Tâmisa
Não me deixa apodrecer no quintal de casa

Tom ❤
Cadê a minha garota corajosa?
Que flertou comigo na premiere de Vingadores?
Ficou em Los Angeles
A medrosa veio no lugar

Tom ❤
Adoro as duas, mas prefiro a corajosa
Acho que estou precisando de motivação 🥺

Tom ❤
Você poderia dormir aqui em casa hoje
Eu poderia te recompensar por ser corajosa
Ok, você me ganhou
Me deve uma recompensa

Tom ❤

Pagarei com o maior prazer

suspirou alto, bloqueando o celular e guardando o aparelho no bolso do shorts, como havia dito para Tom que faria. Contou até cinquenta mentalmente, se colocando de pé e então seguindo para a cozinha, no primeiro andar da casa. Adele estava lá, servindo uma fatia de bolo para si e quando percebeu a presença de , sorriu para a neta e fez um gesto para que a mais nova se aproximasse. De braços dados, seguiram para o quintal, onde Loren e Edward tomavam um pouco de sol. A garota tomou fôlego uma última vez antes de sentar na beirada da espreguiçadeira onde seu pai estava deitado e chamar a atenção de ambos seus genitores.
- Oi amor! - Ed sorriu largo. - O que foi? - Franziu o cenho quando a filha lhe abriu um sorriso amarelo.
- Precisamos conversar. - Foi o que ela disse e Loren riu baixinho.
- Não precisa ficar nervosa porque o seu namorado vem jantar em casa hoje. - Sorriu para a filha. - Não vamos assustá-lo.
- Não é sobre isso. - suspirou, procurando pela avó e recebendo um aceno de cabeça como incentivo. - Preciso contar uma coisa para vocês. É algo que eu estou escondendo há um anos e não acho certo continuar fazendo isso. Não contei antes porque não quero decepcionar nenhum de vocês, mas é sobre a minha vida que estamos falando e eu preciso estar bem com as minhas decisões.
Loren sentou-se de forma ereta, enquanto Edward franzia o cenho em direção à filha.
- É sobre a faculdade? - A mais velha indagou e assentiu em concordância. - Nós já sabemos. - Suspirou e a garota ergueu o olhar até a mãe, completamente surpresa e sem palavras.
- Como assim? - Questionou após alguns minutos.
- Nós estávamos pagando. - Edward deu de ombros. - Fomos notificados quando você não apareceu mais nas aulas e também quando trancou o curso.
- E por que vocês não foram até Los Angeles me matar? - Sua pergunta era séria , o que fez Loren e Edward trocarem um olhar e então rirem, deixando completamente confusa e Adele um tanto chocada. Nem ela esperava por aquela reação.
- Estou sentindo que falhei como mãe. - Loren murmurou por fim. - , você acha mesmo que iríamos te matar por causa da faculdade? Nos preocupamos com o seu futuro, mas temos consciência de que a vida é sua e você tem maturidade para tomar suas próprias decisões.
- Eu gostaria que fizesse faculdade e assumisse os negócios da família, mas amor, você quem sabe o que é melhor para a sua vida. - Ed murmurou.
- Certo. - assentiu, meio desconfiada. - Eu tenho certeza que bati a cabeça e estou sonhando. - Ergueu as mãos para cima, arrancando risadas dos pais. - Mas se isso for mesmo real, fico agradecida. - Sorriu com sinceridade. - Assim que eu passar em meu primeiro teste e conseguir um papel em algum musical, vocês vão precisar atravessar o oceano para me ver dançar.
- Iremos com todo o orgulho do mundo. - Ed sorriu e puxou a filha para um abraço e logo Loren estava junto, apertando em seus braços. A garota ainda os encarou por uns cinco minutos, esperando pelas brigas e gritos, e quando nada veio, soltou o ar audivelmente e voltou para seu quarto, após beijar Adele na testa e agradecer pelo apoio. Se jogou na cama, puxando o celular do bolso e então ligando para Tom, que lhe atendeu no segundo toque, fazendo-a sorrir largo ao ouvir o latido de Tessa ao fundo da ligação.
- "Posso confirmar que você não morreu?" - Foi o que o rapaz indagou e soltou um risinho. - "E eu continuo comprometido?"
- Para o seu azar. - Riu. - Acredita que eles foram completamente compreensíveis?
- "Acredito." - Tom estalou os lábios. - "Você é a única filha deles e eles só querem a sua felicidade."
- Estou sentindo um pingo de inveja por ser filha única? - A youtuber brincou.
- "Jamais. Paddy é incrível." - Tom alfinetou os gêmeos sem nem pensar duas vezes, o que causou risos em .
- Pobre Harry. E Sam, que eu ainda não tive o prazer de conhecer.
- "Não está perdendo nada." - Holland declarou. - "De qualquer forma, terá o infeliz prazer de conhecê-lo amanhã a noite."
- Sua mãe me intimou para um jantar? - tentou brincar, mas seu coração estava quase saindo pela boca.
- "Na verdade foi Paddy." - Tom riu. - "Ele acha você parecida com a Bella e quer muito te conhecer."
- Eu já tenho meu Holland favorito depois da Tessa. - provocou e ouviu o riso debochado de Thomas do outro lado da linha.
- "Nem você acredita nisso, babe."
respirou fundo, fechou os olhos e reproduziu em seus pensamentos aquele apelido novo. Queria guardar cada pequeno detalhe da sonoridade daquela palavra no fundo de seu coração, tamanho o amor que sentiu quando Tom a chamou por aquele nome. O timbre enrolado e rouco do ator era uma das coisas que ela mais amava no mundo e poderia ouvi-lo chamá-la de babe por toda a eternidade.
- Então eu sou babe agora?
- "Você ainda tem dúvidas?"
- Não. - Estalou os lábios. - Não sobre você.
- "Sobre nós." - Tom a corrigiu e pensou que iria morrer. De amor, por seu namorado.

🕷️🕷️🕷️

Maio de 2019, Londres.
Tom não havia conhecido muitos pais de namoradas durante sua breve vida. Não fora um moleque namorador, já que começara a se dedicar a sua carreira desde muito novo e também, nunca fora considerado o garoto mais bonito das escolas onde estudou. Ainda era um pouco chocante para Holland encontrar meninas chorando por sua causa e receber tantos elogios e pedidos de casamento pela internet, mesmo que os haters também fizessem grande volume em suas redes sociais. E apesar de ser uma situação atípica, Tom não sentia seus nervos a flor da pele enquanto caminhava em direção à casa de . Suas mãos estavam nervosas dentro do bolso do jeans, mas ele não suava frio e também não sentia vontade de sair correndo. Mesmo que tivesse visto pela manhã, já estava sentindo falta da garota e seu riso fácil e aquele era o maior motivo pelo qual ele tocou a campainha sem nenhum receio.
estava sorridente quando Tom colocou os olhos nela após a porta ser aberta e ele sorriu junto, sendo puxado para dentro e para perto dela no mesmo instante. Beijou a ponta do nariz da garota, fazendo-a rir e fechar os olhos quando seus lábios voltaram a se tocar. O beijo não durou muito e logo eles estavam se encarando daquela forma boba apaixonada que apenas casais da ficção conseguiam fazer, mas que para eles era natural como respirar.
- Viva e cheirosa. - Tom murmurou. - Do jeito que eu adoro.
- Viva é mérito dos meus pais. - riu. - Cheirosa é mérito do meu banho.
Tom rolou os olhos, entrelaçando seus dedos aos de e seguindo a garota para a sala de estar.
- Você está nervoso? - Ela questionou com curiosidade, virando o rosto para trás e focando os olhos no rosto do namorado.
- Não, por algum milagre. - O ator riu.
- Então se prepare, pois meus pais estão completamente surtados porque vão conhecer o Homem-Aranha. - comentou e Thomas riu com gosto, desacreditado na situação que estaria prestes a viver.
Entrou na sala depois de e reconheceu Adele, sorrindo para ela e recebendo o mesmo gesto em retorno. A mais velha ocupava a poltrona, enquanto os pais de estavam no sofá de dois lugares, de mãos dadas e expressões idênticas de nervosismo.
- Se você gritar "vai teia", eu tenho certeza de que eles morrem. - murmurou aos sussurros e Tom precisou conter o riso que queria soltar. - Mãe, pai, vó, - Se voltou para a família. - Esse é o Tom Holland, meu namorado. E Homem-Aranha nas horas vagas. - Riu e Tom a acompanhou.
- Namorado em tempo integral. - Completou e riu novamente, deitando a cabeça no ombro dele por alguns segundos e então voltando a encarar os pais. Edward foi o primeiro a se levantar e estendeu a mão para Holland, o cumprimentando com entusiasmo.
- É um prazer conhecê-lo. - Falou.
- Todo meu amor por super heróis veio desse homem. - contou ao namorado, que arqueou as sobrancelhas em surpresa. - Ele tem a maior coleção de HQs que eu já vi.
- Algumas raras. - Ed sorriu com orgulho. Loren e Adele também se levantaram e enquanto a mais nova cumprimentou Tom com um apertar de mãos, Adele puxou o ator para um abraço e segurou o resto dele por entre as mãos, com um olhar analítico e preocupado.
- Ele parece mais magro do que vimos no filme. - A mulher falou para .
- Mãe! - Loren revirou os olhos, arrancando risadas de Tom. Sorriu para Adele.
- Estou perdendo peso para um papel. - Explicou.
- Com saúde, eu espero. - Adele o soltou, voltando a se sentar, enquanto Loren parecia que ia explodir de vergonha e apenas ria. Já havia alertado Thomas a respeito da personalidade de sua avó e Tom já adorava a mulher muito antes de conhecê-la.
- É um prazer conhecê-los. - Tom sorriu para os pais da namorada. - fala bastante de vocês.
- Tenho certeza de que ela fez um drama sobre como nós iríamos matá-la por causa da faculdade. - Loren lançou um olhar semicerrado para a filha, que apenas deu de ombros e nem tentou se defender.
- Não, de forma alguma. - Tom mentiu e Loren pousou seu olhar analítico no ator.
- Eu não terei como saber se você está mentindo ou não, porque é um ótimo ator. - A mulher suspirou, causando risos no casal.
- Para o seu azar, eu sei quando está mentindo. - o cutucou na cintura e Tom a beijou na testa.
- Eu não minto para você. - Garantiu.
- Eu sei. - deu de ombros, puxando Thomas para o sofá em seguida.
Meia hora passada e o ator já tinha os álbuns de infância de em mãos e Loren lhe garantiu que iria lhe emprestar os vídeos caseiros da pequena para que ele visse em casa e se apaixonasse um pouco mais pela garota. E romântico como era, já estava imaginando uma pequena cópia de bebê com os seus cabelos e talvez o formato de seu maxilar, do qual ele gostava bastante, mesmo que adorasse o de . Teriam filhos lindos e quando compartilhou aquele pensamento com a namorada, recebeu um beijo longo no pescoço e um assentir de cabeça em concordância.
- Eles precisam ter os seus cachinhos, por favor. - Ela murmurou para ele. - Meu cabelo é muito sem graça. - Torceu os lábios em descontentamento.
- Mas prefiro os seus olhos aos meus. - Tom sorriu para ela, sentindo seu coração transbordar de amor mais uma vez. estava dominando todo o seu coração e aquilo lhe causava um sentindo tão bom do qual Thomas não queria se desfazer jamais.
era só amor, independente do que as pessoas falavam sobre eles na internet.

Capítulo 9

Maio de 2019, Londres.
Aquela era uma situação atípica e tinha todo o direito de estar surtando. Ninguém poderia julgá-la por estar colocando papel higiênico nas dobras do joelho, dentro do sutiã e com uma toalha envolta de sua nuca. Estava suando frio e quando a buzina do carro de Tom soou na rua, ela encarou seu reflexo no espelho e contou até dez para evitar gritar e surtar de uma vez por todas. Aspirou fundo, soltando o ar com calma e repetindo o gesto mais algumas vezes, antes de retirar os papéis higiênicos e deixar a toalha no cesto de roupas sujas, seguindo para fora do quarto e descendo as escadas da casa de seus pais com uma tranquilidade que não habitava em sua alma. Thomas estava na sala, conversando com Edward sobre alguma coisa no qual não prestou atenção e logo o olhar de sua avó estava sobre ela. Adele abriu um sorriso encorajador, mas nem aquilo seria capaz de acalmar . Deveria ter tomado o calmante que sua mãe havia sugerido e queria bater em si mesma por ter recusado. Havia acreditado que tudo daria certo. Era burra, não tinha como negar nem para si mesma.
Tom se virou para ela quando a garota desceu o último degrau e o sorriso que quase sumia com os olhos do garoto fez o coração de bater descompassado, causando-lhe um turbilhão de sentimentos que ela não saberia definir direito. Adorava vê-lo sorrir, aquilo era um fato. Ele era tão bonito, mas quando sorria conseguia enxergar o coração dele e aquilo era o suficiente para fazê-la se apaixonar cada vez mais.
- Você está linda. - Holland a elogiou, fazendo-a corar levemente. Usava um vestido floral e os cabelos estavam soltos e bagunçados como de costume. Poderia ter se arrumado um pouco mais, mas seria apenas um brunch com a família de Tom, não havia a necessidade de uma produção muito exagerada.
- Obrigada. - Sorriu em agradecimento e Tom a segurou pela cintura, deixando um beijo em sua testa e sorrindo para ela.
- Nervosa? - Indagou e o sorriso brilhava em seus olhos. bufou.
- Você sabe que sim, Holland. - Chiou. - Estou prestes a vomitar. - Respirou fundo e o ator riu.
- Vai dar tudo certo. - Garantiu. - Você é adorável e eles irão perceber isso sem muito esforço da sua parte. - Beijou-a no rosto e então se virou para a família, acenando em despedida e seguindo com Tom para o carro. Tomou a liberdade de conectar seu celular ao aparelho de som do carro e escolheu Never Be Alone do Shawn Mendes para tocar. Aquela era sua música de conforto e a garota sorriu largo quando Tom entrelaçou seus dedos aos dela.
- Você ainda vai gostar de mim, mesmo se seus pais me odiarem? - questionou e o ator soltou uma risadinha fraca. Se inclinou para ela e beijou-lhe nos lábios, do jeito que fazia as pernas de bambearem. O beijo de Tom tinha gosto de menta e simplesmente adorava aquilo. Segurou a nuca dele e logo suas mãos estavam brincando com os fios de cabelo do ator, enquanto o beijo persistia até ficarem sem fôlego. Thomas sorriu, ainda de olhos fechados e a testa colada a da namorada, enquanto puxava o ar com força para os pulmões.
- Eu ainda serei completamente apaixonado por você, mesmo se meus pais te odiarem. - Sussurrou. - Mas isso não vai acontecer, porque eu estou feliz com você e isso é tudo o que eles mais querem para mim.
assentiu em concordância, escondendo o rosto contra a curva do pescoço do ator em seguida. - Estou com medo.
- Eu sei. - Holland falou. - E estou aqui com você. - Beijou o topo da cabeça dela para reforçar sua fala. E aquilo acalmou o coração de parcialmente.
Quinze minutos mais tarde e Tom estava estacionando o carro em frente a casa que supunha ser de sua família. Era normal como qualquer outra casa na Inglaterra e aquilo acalmou a garota um pouco mais. Se encontrasse um mansão, provavelmente iria se sentir desconfortável e deslocada da vida de Tom, como nunca havia se sentido até então. Ele era um ator mundialmente conhecido - e provavelmente quase milionário -, mas para ela era apenas Tom. Seu Tom. Não encontrava diferenças gritantes em seus estilos de vida e aquilo era bom, já que diminuía a distância social que não deveria existir entre eles.
Tom entrelaçou seus dedos aos de quando desceram do carro e a guiou para dentro da casa, apontando para os quadros no hall de entrada e contando um pouco mais sobre sua infância naquela casa. , cada vez mais encantada, absorvia cada palavra do ator com atenção e sentiu seu coração quase sair pela boca quando deu de cara com Nikki Holland na sala de estar. Engoliu em seco e apertou os dedos nos de Tom, causando um riso no namorado. lhe lançou um olhar feio e Holland engoliu a risada, tomando a frente para as apresentações.
- Mãe, essa é a , de quem eu tenho falado tanto. - Sorriu largo. Nikki se aproximou com um olhar avaliador, mas logo abriu um sorriso. - , essa é a minha mãe, Nikki Holland. - Thomas disse por fim e estava prestes a estender a mão para cumprimentar Nikki quando foi puxada para um abraço inesperado.
- Tom fala tanto de você que já me sinto íntima. - A mulher riu. - É um prazer enorme conhecê-la, . - Se afastou e a youtuber soltou o ar que prendia.
- Ela está nervosa. - Thomas comentou.
Nikki franziu o cenho para a garota. - Por quê?
- Um medo bobo. - disse por fim. - Tom foi perfeito em me acalmar. - Sorriu para o namorado.
- Venham, - Nikki os chamou. - Paddy está ansioso para te conhecer.

🕷️🕷️🕷️

Maio de 2019, Londres.
- Tom nunca soube mentir. - Dominic comentou e Thomas soltou um muxoxo descontente, escondendo o rosto contra o pescoço de enquanto ouvia a garota rir com gosto.
Estavam no quintal dos Holland, após o brunch maravilhoso que Nikki havia preparado. Sam e Harry dividiam um dos sofás, assim como Dom e Nikki. Tom estava sentado no chão, ao seu lado e Paddy no colo da garota. O caçula estava completamente encantado pela garota e não fazia questão de esconder, o que causava risos em Thomas a cada vez que provocava o irmão por estar lhe passando a perna e tentando roubar sua namorada. Tessa estava em seu colo e lhe lambeu o rosto quando o ator voltou a sentar-se ereto e encarar o pai.
- Todo mundo já sabe disso, não é nenhuma novidade. - Torceu os lábios.
- Shiu. - lhe lançou um olhar feio, voltando a atenção para Dom no instante seguinte. - Eu quero saber sobre suas peripécias.
- Ele não aprontava muito. - Nikki murmurou. - Na verdade, os terrores sempre foram Harry e Sam.
- Nisso eu preciso concordar. - Tom falou. - Eles se metiam em encrencas, eu tentava ajudar e acabava de castigo junto. - Fez uma careta.
- Sempre foi tonto. - Harry retrucou, causando risos em . Tom estirou a língua para o irmão e cutucou a namorada na cintura em repreensão.
- E sempre nos entregou. - Sam lembrou e Harry lançou um olhar insatisfeito para o mais velho.
- Dedo duro. - Xingou.
- Como eu disse, nunca soube mentir. - Dom riu.
- Deve ter sido uma loucura ter que cuidar de três crianças pequenas. - comentou. - Paddy quem teve sorte. - Sorriu para o garoto, que corou violentamente.
- Ele realmente está apaixonado pela . - Sam riu, deixando o caçula ainda mais envergonhado.
- Já basta a Tessa roubando a atenção da , agora preciso disputar com o Paddy também? - Tom jogou os braços para o alto, em um drama exagerado. - Assim não dá.
- Já falei sobre aquelas entradas para a premiere de Far from Home? - sorriu para o namorado. - É uma forma maravilhosa de você conquistar toda minha atenção.
- Chantagista. - O ator torceu os lábios e ela riu.
- Eu não queria ser fofoqueiro, mas Tom está me devendo uma - Harry começou e o ator logo lançou um olhar assustado para o irmão. - Por ter me acordado cedo em todos os dias que passei em Los Angeles com ele. - Sorriu maldoso. - Mas ele já pediu um assento extra para você, . - Disse por fim e Tom analisou rapidamente milhares de formas para matar o irmão sem causar um estrago enorme com o sangue.
arqueou as sobrancelhas e encarou o namorado surpresa. - É sério? - Indagou. - Eu estava brincando, Tom. - Riu em puro nervosismo.
- Deveria ser surpresa. - Thomas torceu os lábios e encarou Harry de forma nada simpática. - Você vai morrer, garoto. - Avisou. Harry lhe mandou um beijo.
- Isso é inveja porque ele é o único encalhado da família. - Sam disse por fim, dando de ombros. Thomas gargalhou, enquanto Harry corava e socava o gêmeo no ombro.
- Sem agressão! - Nikki chiou e o garoto logo se desculpou, mesmo que ainda fuzilasse Sam com o olhar.
- Encalhado. - Tom zombou apenas para provocar o irmão.
- Não dê bola, Harry. - sorriu para o garoto. - Você tem tantas fãs quanto o Tom.
- Nenhuma delas deu em cima de mim ainda. - O garoto murmurou a contragosto.
- Porque só existe uma no mundo e felizmente, ela é minha namorada. - Tom disse, dando de ombros e se inclinou para ele, beijando no rosto e recebendo um sorriso largo como resposta. Paddy a puxou para longe, abraçando a garota com força e causando risos em todos. Menos em Tom, que estreitou o olhar para o irmão.
- Garoto, você também vai morrer. - Brincou. abraçou o caçula imediatamente.
- Eu protejo você Paddy, não se preocupe. - Garantiu, beijando o garoto no topo da cabeça.
- Perdeu, Tom. - Sam debochou.
- A sua namorada também prefere o Paddy, não sei do que está rindo. - Harry retrucou e Sam deixou um tapa na cabeça do irmão.
- Gente, por favor! - Nikki bufou. - vai pensar que vocês não tem educação. - Reclamou e deu de ombros.
- Se eu tivesse irmãos, tenho certeza que brigaria dessa forma. - A garota sorriu. - Acho o máximo, porque eu não tinha com quem brigar na infância.
- Se quiser, eu empresto o Harry. - Sam apontou para o irmão com uma careta.
- Acho que ela prefere o Tom. - Dominic riu. Thomas se virou para com um sorriso largo no rosto e a encontrou negando com um aceno de cabeça.
- Se a Tessa for junto. - Ela disse. - Se não, prefiro o Paddy.
- Na minha cara. - Tom crispou os lábios e a garota riu, puxando-o para perto e o beijando no rosto outra vez. Paddy saltou para fora do colo da garota e todos encararam o caçula com confusão.
- Ela gosta demais do Tom, não dá para aguentar. - O garoto murmurou e enquanto corava, Tom ria e a puxava para um abraço, com Tessa se metendo na bagunça no instante seguinte. E um sentimento de lar tomou conta do peito do garoto, enquanto segurava o rosto de para poder observar as bochechas coradas e o sorriso bobo que ela havia aberto. Nunca havia se sentido daquela forma. Ninguém nunca havia lhe despertado aquele turbilhão de emoções. Não como fazia. Como Shawn Mendes cantava, era o verão em seus dias de inverno. E também como Mendes, Thomas não via nada de errado entre eles. Se apaixonava um pouco mais, todos os instantes.

🕷️🕷️🕷️

Maio de 2019, Londres.
já estava se acostumando com o apartamento de Tom, mesmo que o tivesse visitado apenas duas vezes. Mas para ela, era tão ele, que parecia conhecer o lugar por toda sua vida. Assim como se sentia com relação ao ator. E era naquilo que estava pensando, enquanto recebia um cafuné maravilhoso, deitada no colo de Tom enquanto Thor Ragnarok passava na TV.
Era engraçado pensar naquilo, na verdade. Conhecia Tom há pouco mais de de um mês, mas eles já se conheciam tanto, já tinham tanta intimidade, que aquele tempo tão pequeno mais pareciam anos. Era incrível como havia se apaixonado perdidamente por Tom, conseguindo diferenciar a admiração que sentia por ele como ídolo, do amor que estava criando pelo Tom Holland com quem estava namorando. E pensar que realmente namorava Tom Holland era ainda mais esquisito. Aquele tipo de coisa não deveria acontecer somente nas fanfics? Fosse como fosse, era grata pelo empurrãozinho que a vida havia lhe dado. E por esse motivo, envolveu a cintura de Tom com os braços e afundou o rosto contra a barriga dele, procurando por mais contato do que estavam mantendo no momento.
Holland desceu o olhar até a namorada com o cenho franzido e a expressão confusa que ela achava a coisa mais fofa do mundo. sorriu e ele se inclinou para ela, lhe beijando os lábios com carinho e devoção.
- O que foi? - Tom questionou após romper o beijo.
- As coisas aconteceram meio rápido conosco, não acha? - Ela questionou, mordendo o lábio em seguida. Tom deu de ombros.
- Talvez. - Falou. - Por quê? Está arrependida? - Questionou com uma pontada de medo presente em sem tom de voz.
- Não. - Negou rapidamente. - Nunca. - Garantiu.
- Então o que foi?
- Você acredita em destino? Almas gêmeas e esse tipo de coisa?
- Um pouco. - Confessou. - Quero dizer, - Soltou uma risadinha. - Isso é algum tipo de teste ou sei lá? - Indagou e gargalhou.
- Claro que não. - Sacudiu a cabeça para os lados. - Seja sincero, como se não estivesse com a sua namorada maravilhosa deitada no seu colo.
- É meio difícil, sabe. - Tom abriu um sorriso malicioso. - Principalmente porque a minha namorada maravilhosa está usando apenas uma calcinha e uma camiseta minha. - Cutucou a garota na cintura, que revirou os olhos para ele e afastou seus dedos curiosos de seu corpo.
- Pois faça um esforço. - Chiou e Thomas torceu os lábios finos, causando risos nela.
- Ah, sei lá . - Deu de ombros. - Sempre pensei que existia alguém para mim nesse mundo. Às vezes essa pessoa era a Emma Watson. - Riu e a garota o acompanhou. Não o julgaria. Também gostaria de namorar Emma Watson. - Mas eu sempre pensei que existia alguém, mesmo quando perdia as esperanças de ter uma vida amorosa decente. - Suspirou. - E você? - Focou o olhar no rosto da garota.
- Nunca tive qualquer esperança. - murmurou. - Sempre fui muito cética e em todos meus relacionamentos anteriores, eu nunca senti nada demais. Nada que pudesse me fazer acreditar no amor, entende? - Riu sozinha. - Eu só pensava em encontrar um parceiro legal, com quem eu pudesse construir algo e fosse bom de cama. - Torceu os lábios. - Nunca pensei em viver um amor de cinema ou coisa parecida.
- Isso é meio triste. - Tom comentou e a youtuber concordou com um aceno de cabeça.
- Mas então eu te conheci e droga garoto, meu mundo virou de cabeça para baixo no mesmo instante. - Disse por fim e Tom abriu um largo sorriso para ela.
- Então eu te fiz acreditar? - Questionou e assentiu em concordância.
- Completamente. - Confessou. Tom se inclinou para ela novamente, roçando seus lábios nos de e arrancando um suspiro fraco da garota.
- Posso dizer que te amo, sem te assustar? - Murmurou, fazendo-a arregalar os olhos.
- Tem certeza? - questionou, a incerteza transbordando de seu olhar. Tom assentiu em concordância.
- Estamos construindo uma coisa tão boa. - Suspirou. - Quero manter isso, . Com você. Os planos, os desejos, as expectativas... Tudo.
- Teremos tudo. - A garota decidiu. - Porque eu também amo você.
E quando Tom acariciou suas bochechas e a beijou mais uma vez, teve a completa certeza de que eles se amavam, mesmo em tão pouco tempo de relacionamento. Porque o amor era imprevisível. Poderia levar anos para se construir, como também poderia levar dias. E eles tinham sorte de terem precisado de apenas algumas semanas.


Continua...



Nota da autora: ITI MALIA EU AMO MEU CASAL!!!!!!!!! E gente, a próxima att é a última e eu já tô chorando meu pai.

Instagram da personagem
@maddiecourtier

Qualquer erro nessa fanfic, envie um email para este endereço.

Outras Fanfics:
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Never Be The Same [Restritas, Tom Holland]
Uma Namorada para Dougie Poynter [Bandas, McFLY]

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Too Much (antiga) [Outros, shortfic]
Touch - Spin off de UNPDP [Especiais, shortfic]
Talking Body - Spin off de UNPDP [Bandas, restritas, shortfic]
Call Me Señorita [Restritas, shortfic]

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06. Besame Sin Miedo [Celestial]
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16. Eenie Meenie [My Worlds: The Collection]
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04. Don't Stop Me Now [Queen: The Platinum Collection]
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02. Sometimes [Britney Spears – The Essential]
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