Última atualização: 21/11/2018
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Capítulo 1

Something big, I feel it happening
Out of my control

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Nervosismo.
Não era uma sensação que havia experimentado mais do que algumas vezes, durante seus 20 verões de vida. Ela podia contar nos dedos de uma mão os momentos em que deixara o nervosismo tomar conta de si. Entre eles estavam o casamento de sua mãe com Leonardo, seu padrasto, já que havia sido péssimo carregar as alianças com mais de 100 pessoas a encarando e um vestido rosa bufante que a fizera suar loucamente. Também ficara extremamente nervosa quando quase reprovara no terceiro ano do ensino médio, por ter faltado a muitas aulas de Educação Física e quando fora prestar vestibular na USP, sozinha e sem a certeza de que estava preparada. A última vez que havia ficado nervosa, fora no dia da compra dos ingressos para o Rock in Rio. quase chorara de frustração, por medo de não conseguir finalizar a compra. Mas ela havia conseguido. E estava desembarcando no Rio de Janeiro, dois dias antes do show, por conta de um pressentimento maluco de , sua melhor amiga e prima, que jurava que iria encontrar o Marron 5 dando sopa nas praias do Rio de Janeiro.
E pressentia que iria ter sua quinta experiência com o nervosismo durante aqueles poucos dias longe de casa.
- Vou pedir um Uber. – avisou, trazendo de volta para a realidade. Estavam na área de desembarque, procurando pelas placas que indicavam a saída. assentiu com a cabeça e segurou as alças de sua mochila com firmeza, seguindo a outra para fora do aeroporto Galeão. Tinha guardado os fones de ouvido e escondido o celular no bolso interior da mochila, tamanho era o medo de perder ambos os objetos. E não por estar no Rio de Janeiro, que tinha um índice de violência altíssimo que não lhe era exclusividade dentre os estados brasileiros restantes, mas sim por estar em um estado que não conhecia, para uma aventura maluca que ela havia parcelado em 5x no cartão de crédito do irmão.
O aeroporto estava movimentado, como já era de se esperar e a área de desembarque estava abarrotada por jovens ansiosas e animadas, que esperavam seus artistas favoritos desembarcarem no Brasil para o Rock In Rio.
- Tem certeza de que ele não desembarcou? – questionou, desviando o olhar do celular para , que assentiu com a cabeça.
- Sim. – Assentiu com a cabeça. – Saíram fotos dele embarcando há cerca de uma hora.
- Que merda de azar. – bufou.
- Só você estava com esperanças de encontrar ele no aeroporto de madrugada.
- Não seja negativista. – Decretou.
O Uber demorou quase meia hora para aparecer, não surpreendendo nenhuma das duas. Aquela semana inteira deixava o Rio de Janeiro uma loucura quase tão grande quanto durante a Virada do Ano ou o Carnaval, que eram as épocas de maior movimentação turística na cidade. Elas ficariam hospedadas no apartamento dos pais de Henrique, o namorado de , localizado na Barra da Tijuca. O imóvel estava desocupado e elas teriam privacidade para surtar e dormir até quase falecer após o show que assistiriam juntas. queria ver Adam Levine e o Marron 5. havia comprado ingresso para o festival, para ver única e exclusivamente, .
Seu irmão, Maurício, havia zoado com a cara dela por meses, desde a compra do ingresso realizada com o cartão de crédito dele, já que o de não tinha saldo o suficiente. Segundo ele, ela jamais havia superado sua paixonite psicótica pelo cantor. E provavelmente desmaiaria assim que colocasse seus olhos no canadense e estava encarregada de gravar o momento para que Maurício pudesse ver a cena, quando elas voltassem para Santa Catarina. O que Maurício não sabia, era que não se sentia mais daquela forma.
Ela havia superado o amor lunático que nutrira por quase dois anos e agora sentia apenas uma grande admiração por . Ele era um ótimo cantor, suas músicas eram maravilhosas e, bom, ele era bonito para um caralho. Suas ilusões de encontrar e acabar casada com ele não existiam mais. Ela havia amadurecido e encarado a realidade. Mas a vontade de ouvi-lo se apresentar ao vivo e vê-lo mesmo que de longe, era bastante significativa.
- Eu preciso mesmo dormir. – comentou, após agradecer ao motorista do Uber e sair do carro. A viagem havia sido tranquila e demorara menos tempo do que elas haviam esperado pelo carro no aeroporto. a seguiu até a portaria do prédio, ainda segurando sua mochila com firmeza. cumprimentou o porteiro e logo elas estavam dentro do elevador, rumo ao décimo andar. O prédio não era do tipo que gritava riqueza em cada milímetro de parede e sentiu-se mais confortável por conta daquilo. Não sabia lidar com lugares chiques demais, já que estava acostumada com a simplicidade.
- Vamos descansar e partir para a praia, o que acha? – indagou para a prima, que assentiu com a cabeça e estalou os lábios.
- Nós vamos atrás do , não vamos? – Questionou, em dúvida. Pulou para fora do elevador assim que as portas se abriram e tirou a chave do apartamento do bolso dos shorts jeans.
- Não sei. – suspirou, recebendo um olhar atravessado da amiga. – Talvez não valha a pena tentar encontrá-lo. Metade das garotas dessa cidade tem o mesmo plano que o nosso.
- Mas elas não são como você, stalker. – deu de ombros. Destrancou a porta do apartamento 105 e se jogou no sofá, suspirando alto de cansaço.
- Eu só dei uma pesquisada rápida. Não dá para ter certeza de que ele vai estar no Sheraton. – disse cética. Jogou a mochila na poltrona e aproveitou para dar uma olhada no apartamento. Não era grande e nem muito pequeno. Tinha apenas dois quartos, um banheiro, sala, cozinha e área de serviço. Voltou à sala e encontrou na mesma posição, rindo fraco antes de sentar ao lado da prima.
- Nossas pernas não irão cair se tentarmos. – decretou. Levantou do sofá em um pulo e puxou a prima pela mão, enquanto resmungava sobre ter acabado de se acomodar no móvel. – Vamos dormir um pouco. Depois almoçamos em algum lugar e vamos para o hotel.
- Tudo bem. – rolou os olhos, se deixando puxar para o quarto que dividiria com . Deixou a mochila na sala e apenas tirou os calçados, se jogando na cama de casal. O quarto de Henrique tinha uma cama de casal, roupeiro, escrivaninha e dois criados mudos. Era totalmente comum e ao mesmo tempo, a cara do rapaz. não parecia nada inclinada a trocar de roupa, visto que apenas tirou os brincos e apagou a luz do quarto, se jogando na cama ao lado da prima.
- Imagina se ele se apaixona por você? – comentou, aos sussurros.
gargalhou.
- Deixa de ser iludida, garota. – Retrucou. – O que eu tenho que ele não pode encontrar em alguma modelo ou cantora?
- Personalidade. – estalou os lábios. – Peitos. Bunda. – Riu alto.
- Você é idiota. – pontuou, recebendo um beliscão no braço. Puxou um dos travesseiros e o abraçou, pegando no sono um instante depois.

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A gritaria no aeroporto aumentou consideravelmente assim que o cantor colocou os pés na área desembarque do aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro. já estava acostumado com os gritos. Havia se acostumado até com as lágrimas e os soluços, mesmo não gostando de presenciar. Mas os gritos das brasileiras estavam ultrapassando os limites que ouvidos haviam estabelecido.
O rapaz sorriu e acenou, enquanto aguardava sua equipe de seguranças se aproximarem para poder escoltá-lo para fora do aeroporto. Os fãs gritaram mais ainda e riu. Gostava daquela euforia. Demonstrava o quanto era querido e o quanto seu trabalho era reconhecido. Não entendia os artistas que se recusavam a atender os fãs, afinal, eles deviam tudo a eles. E era muito grato a todo apoio que recebia. Jamais teria chegado ao Brasil para tocar no Rock in Rio, um dos maiores festivais do mundo, sem aquelas pessoas que gritavam seu nome e pediam autógrafos.
Sua equipe de segurança não ficou contente quando pediu alguns instantes para atender aos fãs, mas ele não se importou. Autografou muitos cadernos, CDs, DVDs e até mesmo uma barriga. Tirou foto com diversas pessoas e agradeceu a cada palavra de carinho que recebia. Ao sair do aeroporto e seguir para o carro, já havia compreendido que responder “obrigado, eu te amo” causava uma onda de histeria absurda nas garotas e ele deveria tomar cuidado com o uso daquela frase.
- Hoje você tem o dia livre. – Andrew, seu empresário, murmurou, atento a agenda de , aberta no notebook que ele carregava. – Sábado e domingo tem algumas entrevistas agendadas.
- Tudo bem. – assentiu com a cabeça. – Queria muito ir à praia.
- Podemos ir amanhã pela manhã. Aproveitar a chegada de outros artistas e curtir uma possível tranquilidade.
- Duvido que achemos tranquilidade em qualquer canto desse país. – riu e Andrew concordou com um aceno de cabeça.
– Vai ser realmente difícil conseguirmos isso.
Enquanto o carro corria pelas ruas do Rio de Janeiro, observava a vista pela janela. A cidade era realmente bonita, o céu azul trazia uma boa sensação e mal podia esperar para ver a praia. No Canadá ele não tinha esse tipo de paisagem, então aproveitaria ao máximo todos os momentos em que estivesse no Brasil. Quem sabe ele não sairia com um bronzeado? Era bem improvável, mas se divertia com a ideia.
O hotel em que se hospedaria era um dos melhores do Rio de Janeiro. Recebia diversos artistas e tinha uma organização e segurança impecável. Mas mesmo com a não divulgação de seu paradeiro, alguns fãs esperavam por na porta do hotel. sorriu e assim que saiu do carro, atendeu as poucas pessoas que o esperavam. Fotos, autógrafos e abraços. O cronograma era o mesmo, mesmo que mudasse a cada pessoa com quem ele tinha contato. Subiu para a suíte que ocuparia e se jogou na cama, com a esperança de que poderia dormir um pouco antes de fazer qualquer coisa.
Fora tirado de seu cochilo meia hora depois, com Andrew o buscando para tomar café da manhã. Precisava estar bem alimentado e completamente saudável para enfrentar uma multidão na noite de sábado e sabia que Andrew não largaria de seu pé tão facilmente durante a estadia no Brasil.
- Eu vou tomar uma ducha antes de descer. – Avisou ao empresário, que assentiu e se retirou do quarto.
tomou um banho gelado, devido ao calor que fazia na cidade. Estava acostumado com a Califórnia, mas o Rio de Janeiro parecia duas vezes mais quente. Vestiu uma sunga preta, bermuda e uma camiseta azul. Deixou os cabelos secarem sozinhos – ele não queria usar o secador de cabelo nem no ar frio – e calçou um tênis branco. Encontrou Andrew no restaurante e ocupou a cadeira vaga a frente do homem.
- Sua mãe ligou. – Andrew comentou. – Perguntou se você chegou e se está de jetlag.
- Depois do café eu ligo para ela. – falou, servindo-se de suco de laranja e encarando a variedade de comidas dispostas na mesa. Muitas ele conhecia, mas da maioria ele não fazia ideia do que eram e o mais importante: se eram deliciosas.
- A notícia da sua estadia aqui vazou rapidamente. – Andrew suspirou. – Tem uma horda de fãs na frente do hotel, gritando por você.
- Posso sair e falar com eles? – Questionou, optando por um bolo de chocolate. Não tinha erro naquela escolha. – Podemos organizar uma fila ou sei lá. – Deu de ombros.
- Vou falar com a segurança. – O empresário murmurou, levantando da cadeira e seguindo para fora do restaurante. aproveitou para comer tranquilamente. Provou um pedaço de cada alimento e ficou muito animado ao perceber que a comida era realmente boa. Bem diferente, mas gostosa. Bebeu o último gole do suco e então pescou o celular no bolso da bermuda, discando o telefone da mãe em seguida.
- Oi mãe. – Murmurou, quando Karen atendeu a chamada.
, querido! Como você está?”
- Ótimo. – Sorriu fraco. – Acabei de tomar café e provei alguma coisa da culinária brasileira. É excelente.
“Sempre ouvi coisas maravilhosas desse país, principalmente da comida”.
- Pretendo experimentar mais e tentar descobrir os nomes. – Riu.
“E como está sendo?”
- Animado. – Murmurou. – Os fãs são realmente empenhados e intensos. Andrew disse que tem uma horda em frente ao hotel, me esperando. Vou tentar falar com todos.
“Tome cuidado, . Já ouvi histórias insanas sobre o amor dos fãs brasileiros.” Karen alertou, fazendo o filho rir. “E não se esqueça do protetor solar quando for a praia! Você não vai querer pegar insolação.”
- Andrew providenciou o protetor solar com o fator mais alto disponível no mundo. – garantiu.
Acabou conversando com a mãe por um tempo mais longo do que esperava. Quando finalizou a chamada, Andrew retornou para o restaurante, avisando que estava tudo certo para ele sair e conversar com os fãs. Muito mais animado, subiu para seu quarto e escovou os dentes, voltando ao saguão do hotel minutos depois. Seus dois seguranças particulares o seguiram de perto para fira do hotel e Andrew se manteve ao lado de , pronto para intervir caso algo desse errado. Mas o que encontrou na rua não poderia ser definido como algo fadado a catástrofe. Ele sorriu largo e cumprimentou a primeira fã da fila que se estendida por todo quarteirão.
passaria um bom tempo na rua atendendo seus fãs.

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- Você quer deixar de ser uma lerda? – reclamou, interrompendo sua corrida para ralhar com .
As duas haviam abandonado o Uber duas quadras atrás do endereço desejado, tudo porque o trânsito estava um caos e elas perderiam mais tempo esperando no carro, do que se fossem andando. Mas com a pressa, não queria andar. Ela basicamente pulou para fora do Uber e saiu correndo como uma desvairada pelas ruas do Rio de Janeiro. Já , bem... Ela havia tentando acompanhar.
Elas tinham um plano. Ou pelo menos, parte de algo que elas consideravam um plano. Porque ficar sentada na calçada do hotel, sem nenhuma certeza de que sairia do quarto naquele dia e menos ainda que fosse passear pelo Rio de Janeiro, não poderia ser considerado um plano. Claro, aquela tática já havia funcionado para as duas garotas. Haviam conhecido a Demi Lovato com aquela mesma estratégia e esperavam que funcionasse com . esperava. estivera cética até entrar no Uber.
- Para quem não queria ir atrás do , você está animada demais! – reclamou. revirou os olhos e pegou a prima pela mão, puxando-a com força e a obrigando a continuar a caminhada em um ritmo mais acelerado.
- Você quem me convenceu a vir! Agora estou animada e esperançosa e se isso não der certo, a culpa vai ser toda sua! – Decretou, fazendo a prima rir.
- Certo, certo. – Estalou os lábios. – Pode me culpar a vontade. Mas também vai ter que me agradecer pelo resto da sua vida, se você conseguir o seu tão sonhado abraço! – Deu de língua para , que nem se deu ao trabalho de responder.
Dobraram o quarteirão e pararam de andar subitamente. Uma fila de garotas se estendia por toda a calçada do Sheraton e logo tratou de chamar a última garota da fila d questionar o motivo daquela organização.
- está passando de fã em fã para dar autógrafos e tirar fotos. – A garota respondeu, com um largo sorriso.
- E ele vai falar com todos? – se intrometeu, visto que apenas arregalara os olhos e tentara falar alguma coisa, sem sucesso algum.
- O empresário dele disse que sim. – A garota assentiu. – Ele começou há poucos minutos. Vocês são fãs?
- Sim! – exclamou. – Obrigada pela informação. – Sorriu, puxando para a fila.
- Caralho, ... – Ela murmurou, encarando a prima, que sorria largamente.
- Seu abraço está mais perto do que você imagina. – Riu. – Já pode começar a me agradecer. – Disse, de forma pomposa. soltou um gritinho e abraçou , dando alguns pulinhos e murmurando agradecimentos. ria e se divertia com o entusiasmo da prima.
respirou fundo e soltou a prima, suspirando em seguida. Sacudiu a cabeça para os lados e riu de si mesma. Estava parecendo uma lunática e não deveria se portar daquela forma. Afinal, era apenas . Seu cantor favorito e um dos caras mais bonitos do mundo, em sua opinião.
- Estou parecendo uma descontrolada. – Murmurou, arrancando risadas de .
- Você vai ver descontrole quando eu vir o Adam Levine. – garantiu, fazendo a prima rir torto.
O tempo na fila parecia não passar. Os burburinhos e a constante passagem de garotas com quem já havia falado estavam deixando nervosa. Sentia-se suar frio e os pensamentos negativos tomarem conta de sua mente. E se cansasse e desistisse daquela loucura na metade da fila? E se as garotas estivessem sendo inconvenientes e ele precisasse se retirar? Eram tantos pensamentos, que parou de dar-se conta da passagem do tempo e logo tinham apenas duas garotas entre ela e . E uma delas era , que não perderia a chance de tirar uma foto com o canadense.
foi extremamente atencioso ao autografar e bater uma foto com a garota que havia lhes dado às informações. Abraçou-a antes de agradecer pelo apoio e se voltar para , que sorriu exultante. engoliu em seco e respirou fundo, obrigando-se a se acalmar. era uma pessoa como qualquer outra, não havia motivos para surtos.
- Ei. – sorriu para . – Tudo bem?
- Ah, eu estou ótima. – Ela sorriu largo, respondendo em inglês. – E você?
- Animado. Essa energia me trás ótimas sensações! – Ele riu e suspirou baixinho. Ele era ainda mais bonito e adorável do que aparentava pelos vídeos e fotos.
- Bom, eu adoro suas músicas, mas a sua fã é ela. – apontou para e voltou o olhar para a garota, sorrindo ainda mais largo. – Então só queria uma foto e te parabenizar pelo ótimo trabalho.
- Obrigado. – murmurou. posou ao lado dele e ambos sorriram para a câmera, antes de ela lhe agradecer e dar dois passos em direção a . – Oi. – Ele sorriu largo e já podia afirmar que vê-lo sorrir se tornara a coisa que mais gostava de ver.
- Oi . – Ela suspirou, respirando fundo antes de voltar a falar, agradecendo por lembrar-se das aulas de inglês naquele momento e torcendo para não se atrapalhar ou pronunciar algo errado. – Eu amo o seu trabalho e estou muito ansiosa para o show. E também orgulhosa, pois acompanho sua carreira desde a época do Magcon e te ver em um festival como o Rock in Rio é simplesmente fantástico.
O sorriso largo do canadense quase fez as pernas de cederem.
- Eu agradeço imensamente. – Ele falou. – Isso tudo só é possível por causa de todo apoio que vocês me proporcionam, então obrigado. – Sorriu novamente.
tirou uma cópia do Illuminate de dentro da bolsa, juntamente com uma caneta. autografou o álbum e então se aproximou para a foto. os fotografou, após interromper a gravação que havia prometido ao primo. então se inclinou e o envolveu pelo pescoço com os braços. O abraço não durou cinco segundos e logo sorria uma última vez, antes de agradecer e passar para a próxima garota da fila. , com as pernas bambas e as mãos tremendo levemente, guardou seu CD e encarou a prima, com um sorriso gigante nos lábios.
- Eu não desmaiei. – Ela falou, voltando a usar o português.
- Infelizmente. – riu, puxando para longe da calçada do hotel. Elas passaram por , que autografava mais uma cópia do Illuminate e sentiu seu sorriso se alargar. De braços dados com , ela seguiu pela calçada e antes de dobrar na esquina e sumir de vista, olhou para uma última vez. Ele era tão bonito que ela tinha a certeza de que jamais encontraria outro cara como ele. E não apenas pela aparência, e sim pela gentileza e simpatia que ele havia demonstrado.
Com um último suspiro e um sentimento bom de dever cumprido, seguiu com até o ponto de ônibus, enquanto a prima tentava chamar um Uber para que elas retornassem ao apartamento na Barra da Tijuca.

Capítulo 2

I don't even know your name
All I remember is that smile on your face

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A quantidade de protetor solar que estava cobrindo o rosto e o corpo de era absurda. O rapaz poderia apostar que teria que raspar o produto de sua pele, pois apenas o sabonete não seria capaz de livrá-lo daquela crosta de creme que Andrew o havia recomendado a utilizar – tudo por ordens da mãe de e tanto o empresário como o cantor sabiam que não era uma boa ideia contrariar as instruções da mulher.
Mesmo sentindo-se extremamente pegajoso, vestiu uma camiseta e pegou os óculos escuros, antes de fechar a porta do quarto e descer para o hall do hotel. Já havia tomado café da manhã e tinha compromissos apenas durante a tarde, ou seja, passaria a manhã na praia, mandando fotos para sua irmã e fazendo-a morrer de inveja daquele calor e da vista que o Rio de Janeiro dispunha para o turismo. Andrew já o aguardava no estacionamento e logo partiram para praia de Ipanema, por ser uma das praias mais conhecidas do Rio de Janeiro e também, distantes do hotel onde estava hospedado. Andrew acreditava que estaria despistando o tumulto de fãs, mas sabia que aquilo não seria possível e nem mesmo poderia dizer que gostaria que fosse. Adorava conhecer seus fãs e os brasileiros tinham uma energia e um carinho diferente, que o agradavam de forma absurda.
- Karen mandou mensagem novamente para falar do protetor solar. – Andrew murmurou e , que estava entretido em seu celular rolando o feed do Instagram, apenas levantou o olhar para o mais velho e riu.
- Ela não vai parar de mandar mensagens até eu estar a salvo e sem insolação de volta ao hotel. – Deu de ombros, sem se preocupar.
- Só poderei garantir isso durante a tarde. – Andrew suspirou.
- Eu passei mais de cinco camadas de protetor solar. – pontuou. – Isso tem que ser uma proteção no nível escudo de Hogwarts.
- O escudo falhou. – Andrew riu.
- O sol não é o Voldemort. – novamente deu de ombros.
Voltou a rolar o feed do Instagram, decidindo por procurar alguma tag a respeito de sua chegada ao Brasil. Gostava de ver as postagens dos fãs, pois se divertia com as legendas das fotos. Em #Brasil ele encontrou diversas postagens do meet&great improvisado do dia anterior. A maioria das legendas era em português e uma e outra palavra ele conseguia compreender, mas não o suficiente para pegar a essência da legenda. Havia as em inglês, bastante tradicionais e aquelas que se aventuravam em duas legendas: uma em sua língua nativa e outra em português. Em uma dessas postagens, encontrou apenas a foto de um abraço dado em uma fã. Não lembrava o rosto ou das palavras trocadas com a garota, mas sentiu-se alegre por ver apenas a foto do abraço e não a selfie, como já estava acostumado. Ele aparecia de frente para a câmera, sorrindo, enquanto a garota o abraçava e ficara de costas para a fotógrafa. Na legenda, apenas uma frase em português e um trecho de Never Be Alone. sorriu, dando like na foto e partindo para outras postagens. Encontrou vídeos e sorrisos dos mais diversos tipos e distribuiu likes e mais uma porção de fotos. Todos os 30 minutos de viagem até a praia de Ipanema foram gastos no Instagram e logo estava descendo do carro, com Andrew ao seu lado e dois seguranças os escoltando. Ocuparam um lugar na areia e logo deixou seus pertences com o empresário para enfim, cair no mar.
Em 20 minutos dentro da praia, já imaginava as manchetes dos sites sobre celebridades a respeito de sua performance como nadador: toma caldo em praia do Rio de Janeiro. Não estava acostumado com o mar – ainda mais o do Rio de Janeiro – pois Toronto não era uma cidade litorânea. E ele não poderia afirmar que sua vida de turnês e gravações de álbuns lhe dava muito tempo para procurar uma praia. Então sim, havia tomado caldo na praia de Ipanema e já podia prever os memes que viriam sobre seu desempenho. Acabou cansando da água voltando para a areia, onde encontrou um Andrew bastante animado.
- Prefiro não comentar. – murmurou.
- Eu não ia. – O homem retrucou, mas sabia que ele estava mentindo. Pegou uma das toalhas que haviam trazido e passou pelos cabelos, antes de sentar na areia e pegar seu celular novamente. Tirou uma foto de suas pernas estendidas em direção ao mar e mandou para Aaliyah, recebendo uma resposta nada educada de sua irmã mais nova. Riu consigo mesmo, retrucando com emojis debochados, tendo apenas um “exibido” como resposta.
- Dizem que água de coco é bom. – Andrew murmurou e o fitou brevemente.
- É água dentro de uma fruta. Será possível ser ruim? – indagou curioso. Nunca havia provado a bebida e essa foi a deixa para Andrew pedir para um dos seguranças ir comprar a bebida. Mas mal teve tempo de beber o primeiro gole e fazer careta, pois logo fora abordado por um grupo animadíssimo de fãs que requeriam sua atenção. E largando o coco no chão – ele não havia gostado da bebida, de toda forma – sorriu e se pôs a bater fotos e autografar CDs e braços, como o de costume.

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Era a terceira ou quarta vez que passava protetor solar no rosto. A garota estava totalmente paranoica pelo medo de pegar insolação, enquanto ria de sua cara e bebia sua água de coco. Estavam as duas em uma cafeteria perto de Ipanema, visto que não havia condições de frequentar as praias mais próximas da Barra da Tijuca sem sofrer no mínimo, alguns esmagamentos para chegar ocupar um espaço na areia. Haviam então se aventurado de ônibus pela cidade, desembarcando em Ipanema para enfim, curtirem um pouco do Rio de Janeiro. Na mesa que ocupavam tinham embalagens de sanduíches e copos de vitaminas vazios, sem falar nos pacotes de bala que havia consumido enquanto trabalhava em cima do roteiro turístico que ela e a prima fariam durante a tarde.
usava um maiô preto, com um design diferenciado, já que tinha um longo decote em V e a maior parte das costas nuas. Uma saída de praia junto de uns shorts de algodão completavam o visual turista junto dos óculos de sol e o boné vermelho que a garota usava na cabeça. Já , além de carregar uma bolsa de praia enorme, tinha um chapéu preto enorme na cabeça, fora o biquíni preto simples e o vestido com estampa floral.
- Já acabou? – indagou curiosa.
- Sim. – A outra assentiu. – Mas antes vou pedir um pedaço de torta porque me deu vontade de doce. – Avisou, já levantando da cadeira que ocupava.
- Você comeu três pacotes de bala! – arregalou os olhos.
- Bala não é doce. – retrucou, fazendo a prima rir. Andou até o balcão e pediu pela torta de chocolate que estava namorando desde que entrara na cafeteria. Agradeceu com um largo sorriso ao atendente – que em sua opinião era realmente bonito e simpático – e voltou à mesa, encontrando com seu celular em mãos e os olhos arregalados.
- O que foi? – Questionou confusa. levantou o olhar para ela e estendeu o aparelho de telefone em sua direção. o pegou em mãos com o cenho franzido e encarou a tela do telefone. O Instagram estava aberto na página de suas notificações e contabilizavam os likes em sua última foto postada. – Uau, muitos likes. – Ela deu de ombros, sem entender a atitude da prima.
- Olha a notificação do último like que você ganhou. – orientou e passou o dedo pelo touch, subindo a tela do aplicativo.
curtiu sua publicação. 1 min.
- Tá brincando. – murmurou, em um fiapo de voz. Encarou a prima com o semblante assustado e então se jogou na cadeira novamente, esquecendo totalmente a torta de chocolate em cima da mesa. Desceu a barra de rolagem para atualizar a página e a notificação continuava lá. Entrou no perfil apenas para descargo de consciência, visto que ela não tinha dúvidas de que aquele era o perfil oficial do cantor e lá estava, a conta verificada e a última foto postada por ele, a qual ela nem havia visto ainda.
- Amiga, que sorte é essa? – indagou estupefata. Havia abandonado sua água de coco no instante em que o celular da prima apitara.
- Eu não sei. – A outra deu de ombros. – Você sabe, nunca tive sorte para nada. Nem aquela fira que só eu e Maurício compramos eu ganhei dele. O segundo lugar não ganhava nem uma bala.
- É a mágica do Rio de Janeiro. – concluiu, rindo. – Você vai ser meu pé de coelho na empreitada de conseguir uma foto com o Adam Levine.
- Seja o que for eu estou gostando. – riu. – Parece Natal. – Sorriu largo.
Puxou o prato com a torta para perto de si e devorou a fatia em poucos instantes, arrastando para o caixa para que elas enfim fossem a praia. Aquele like havia lhe deixado extremamente animada e doida para cair no mar.
As duas atravessaram a rua e se misturaram a multidão que se alojava no calçadão de Ipanema. reclamava da bolsa enorme que estava carregando e revirava os olhos para ela, comentando que havia avisado para não levarem tanta coisa naquele dia.
- Mas eu preciso de tudo isso! – se defendeu.
- Da caixa de som via bluetooth também? – arqueou as sobrancelhas para a prima, em desafio. bufou.
- Você é chata. – Disse por fim, fazendo a outra rir. – E poderia levar a bolsa um pouco!
- Você mesma disse que eu acabaria me matando e destruindo sua bolsa! – reclamou. Haviam finalmente encontrado uma parte da praia que parecia menos cheia e se virou para a prima por alguns instantes, para lançar-lhe um olhar atravessado. Mas ela errou o timing e acabou esbarrando em alguém, que vinha a passos largos em direção à saída da praia. bateu a testa no peito do rapaz, xingando em português e ouvindo um “desculpe” em inglês como retorno. Arregalou os olhos, a mão na metade do caminho para acariciar sua testa. Ela conhecia aquela voz. A reconheceria em qualquer lugar, pois passara anos ouvindo aquela mesma voz, entoar melodias românticas com as quais ela se iludia.
- Porra. – murmurou as suas costas, enquanto levantava o olhar e encontrava com uma expressão culpada no rosto. Ela piscou lentamente, sem realmente acreditar que o rapaz estava ali, a sua frente, usando apenas uma bermuda de banho.
- Porra. – Ela também murmurou, sacudindo a cabeça e tentando voltar à realidade.
- Eu conheço você? indagou, com o cenho franzido, parecendo tentar puxar em sua memória de onde conhecia a garota.
- Mais ou menos. – Ela respondeu em inglês, sorrindo fraco. – Nos conhecemos ontem, na fila de meet&great que você organizou em frente ao hotel em que está hospedado. E você curtiu uma foto minha hoje. – Deu de ombros, agindo como se aquilo não fosse nada demais e ela estivesse acostumada a ganhar like de famosos internacionais. Não era o caso, mas ela não queria parecer uma lunática.
- Ah, a garota do abraço! sorriu largo, exibindo seus dentes alinhados e perfeitinhos e quase desfaleceu. – A selfie não ficou boa?
- Ficou linda, na verdade. comentou, torcendo os dedos, em puro nervosismo. – Mas a foto do abraço tem maior significado. – Explicou.
- Você quer uma foto agora? indagou simpático. – Sabe, aproveitar a chance. – Riu. respirou fundo, o encarando diretamente nos olhos, antes de sacudir a cabeça para os lados, em negação. Se ela abraçasse sem camisa, não tinha certeza de que sairia viva. provavelmente teria que chamar uma ambulância.
- Oh, se estivesse de camisa, sim. – Ela comentou, deixando sua boca exteriorizar seus pensamentos secretos sem querer. Corou imediatamente, enquanto franzia o cenho para ela novamente. – Quero dizer, - Pigarreou, tentando consertar a situação. – Você é bonito e está sem camisa e... Ah, esqueça. Vou fingir um desmaio para sair dessa situação. – Murmurou, fazendo tanto como rirem. E o encarou embasbacada, pelo som maravilhoso que a risada de era. Tinha alguma coisa naquele rapaz que fosse ruim? Ela acreditava que não.
- Você pode me abraçar. alegou. o encarou com descrença.
- Eu provavelmente nunca mais te soltaria. – Ela riu. – E já tomei muito do seu tempo. – Lembrou, dando um passo para trás. – Te vejo no show. sorriu, segurando a mão de e a puxando para longe. Acenou para uma última vez, vendo-o sorrir, bagunçar os cabelos e seguir para fora da praia.
- Maurício vai pagar uma grana por esse vídeo. – balançou o celular entre os dedos, ganhando um olhar nada amistoso da prima, que logo suspirou baixo e cobriu o rosto com as mãos.
- Nossa, eu agi como uma idiota.
- É. – A outra concordou. – Mas foi engraçado e você o fez rir.
sorriu. Havia feito rir. Sua sorte poderia ter acabado ali, naquele momento, e para ela estaria tudo bem. Aqueles dois dias haviam sido praticamente um sonho.

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se jogara na cama, suspirando alto. Havia passado a tarde no melhor estilo turista. Visitou os pontos turísticos mais famosos do Rio de Janeiro, provou comidas típicas da cidade e conheceu mais uma porção de fãs. E mesmo com tantas atividades realizadas e mais uma porção para fazer nos próximos dias, tinha apenas uma missão em mente: encontrar a conta da garota do abraço, a qual ele havia curtido uma foto naquela manhã e enviar uma direct, agradecendo por ela tê-lo tratado como uma pessoa como qualquer outra.
Ele havia passado a tarde ouvindo gritinhos histéricos e sendo abraçado aleatoriamente. E claro, ele amava os fãs, mesmo os histéricos. Eram eles quem o possibilitavam a estar em lugares como o Rio de Janeiro e era grato demais por todo o apoio, amor e carinho que recebia. Mas às vezes, ele só queria conversar com alguém e ser tratado como uma pessoa normal. Ser apenas , como era para sua família e seus amigos mais próximos. E a garota do abraço, mesmo sendo uma fã de longa data, havia respeitado seu espaço individual e sido extremamente simpática. Meio desastrada e até mesmo engraçada, mas simpática. E , educado como era, sentia-se na obrigação de agradecê-la. Mas o ponto era que: ele não sabia o nome dela. Lembrava-se apenas de seu rosto e seu sorriso. E há muito tempo havia perdido as esperanças de encontrar qualquer notificação em seu Instagram. Eram tantas pessoas curtindo, comentando e o marcando em fotos que toda notificação do aplicativo era silenciada e perdida em instantes.
Acabou decidindo por entrar na mesma hashtag que o havia levado a foto da garota. Sentiu-se estúpido e stalker fazendo aquilo, mas sabia que não conseguiria descansar sem falar com ela. Entrou rolou o touch do celular. Por longos minutos. Viu fotos e mais fotos. Curtiu algumas, apenas para distrair a cabeça. Quando estava prestes a desistir, encontrou. Lá estava ele, abraçando-a. Gostaria de ver a expressão no rosto dela, mas deduzia que ela estava sorrindo. Clicou no user da garota e logo a conta dela estava aberta na tela de seu celular. Sorria na foto de perfil. Descobriu que o nome dela era e ao tentar pronunciá-lo, obteve alguma dificuldade. A descrição do perfil estava em português, bem como a maioria das legendas das fotos dela. E notou que ela postava bastante. Fotos de si mesma, de lugares, de pratos de comida, junto de outras pessoas, de livros... Parecia uma garota feliz. Sorriu, clicando no link da direct e digitando um parágrafo rapidamente. Ela o havia mencionado em stories algumas vezes e outras mensagens aleatórias se perdiam no histórico daquela direct que nunca havia aberto.

today 8:55 PM
Hey! Então, deve ser estranho receber uma mensagem minha, não é?
Mas acredite, sou eu mesmo. Só queria agradecer por você não ter surtado e me tratado como
, o astro pop. Foi legal conversar com você. Boa noite, espero te ver no show amanhã


achou a mensagem estúpida. Encarou a tela do celular por alguns instantes, antes de dar de ombros de enviar. Dane-se, ele pensou. Queria apenas agradecer e nada além disso. A garota provavelmente nem acreditaria que ele havia lhe enviado a mensagem, então não fazia diferença. Pegou o telefone do hotel e discou para a recepção, solicitando o jantar em seu quarto, agradecendo antes de desligar a chamada. Levantou da cama e seguiu para o chuveiro, tomando uma ducha e vestindo uma regata e bermuda para dormir. O serviço de quarto entregou seu jantar no tempo exato que havia sido passado para e ele jantou tranquilamente, assistindo a um filme qualquer na Netflix. Escovou os dentes após o jantar e voltou a deitar, pegando novamente o celular em mãos e deparando-se com diversas notificações do Instagram, como já era costumeiro. Postou um stories da tela da TV, antes de entrar na direct e ver a conversa que havia iniciado com subir para o topo no mesmo instante. Ela havia respondido e sentiu-se burro. Era óbvio que ela iria responder. Era uma fã. Abriu a conversa e só pode rir ao ler a resposta dela, sacudindo a cabeça para os lados, sem acreditar. Já havia conversado com fãs por direct no Twitter e no Instagram. Era sempre muito divertido, mas também, muito estranho. Existia uma parede que os separava, já que a maioria dos fãs não falava de outra coisa que não fosse ele ou seu trabalho. E ali estava ima garota, mandando mensagens aleatórias, enquanto seu cantor favorito – era um pensamento pretencioso demais, mas esperava ser o cantor favorito de – lhe mandava mensagens. Era algo realmente inesperado.

Eu acho que comi um pé de coelho
Essa sorte não me pertence
Você é mesmo o ?
Não estou acreditando nisso
Sim, sou eu
Acredite

Difícil
Mas me diga,
Porque me mandou mensagem?
Só para agradecer?
Sim, eu não conseguiria dormir sem fazer isso
Você foi a única fã que dispensou uma foto comigo sem camisa
Não é algo que eu encontro todo dia


riu, porque era realmente algo que não lhe acontecia todos os dias. Para ser bem sincero, nunca havia lhe acontecido algo daquele tipo, depois de ficar famoso.

Imagino que sim
Preciso admitir que estou gritando nesse momento
Porque caramba, você é tipo meu ídolo
E está falando comigo!!!!!
Mas vou fingir que sou normal e não estragar tudo
Está tudo bem
Fico feliz por ter me tratado normalmente
Mesmo que estivesse surtando por dentro

Eu estava
Minha prima quase ligou para uma ambulância
Estive perto da morte


não conseguiu conter a risada. Ali estava uma garota sem papas na língua e aquelas eram seu tipo favorito de pessoa no mundo. gostava de conversas aleatórias e comentários surpreendentes, que lhe faziam rir até doer a barriga. parecia aquele tipo exato de pessoa. Poderiam ser bons amigos, caso não fosse famoso.

Espere pelo show
Vai valer a pena

Eu não tenho dúvidas disso
Inclusive, você deveria descansar
Tem um show amanhã
(Estou tentando ser normal)
Gostei disso, obrigado
Boa fila amanhã
Boa noite!

Ainda sem acreditar que isso aconteceu
Boa noite
Obrigada por isso!


Bloqueando o celular e o colocando para carregar, finalmente desligou a TV e apagou a luz. O ar condicionado estava ligado e ele se cobriu com um edredom, bocejando alto antes de fechar os olhos e deixar o sono tomar conta de si. O dia seguinte seria repleto de emoções e ele precisaria estar descansado.

Capítulo 3

Follow the wind where it blows
Let’s make mistakes and don’t look back, it’s now or never

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- Só um jogo! – replicou pelo que parecia ser a décima vez. revirou os olhos, puxando a prima pela mão e a obrigando a abandonar a vitrine da casa lotérica que ela encarava a cinco minutos.
- Não vamos ganhar na loteria, , acorda! – bufou. - Isso é só para pessoas sortudas e nós não somos.
- falou com você. – lembrou. – Sem falar de todos os outros eventos desses últimos dias. Você está, decididamente, com a bunda virada para a lua e precisamos aproveitar isso! - exclamou. - Não seria ótimo para você comprar um apartamento em Toronto ao invés de alugar? - indagou e mesmo que quisesse muito ter mais dinheiro do que realmente tinha destinado para sua viagem, ela sabia que ganhar na loteria era um sonho impossível e que estava viajando na batatinha.
- Meu amor, nós temos algumas horas de fila para encarar. - lembrou. - Eu quero tentar ficar na grade, então para de loucura e vamos logo! – ralhou, finalmente conseguindo a desistência da prima.
Era meio-dia passado e ambas estavam extremamente ansiosas, já que o dia do show havia finalmente chegado. Os portões abririam apenas as 14 horas, mas elas tinham esperanças de conseguir um bom lugar para assistir aos shows, mesmo não tendo madrugado na fila. Sabiam que encontrariam muitas fãs do já na fila, mas tinha esperanças de ao menos ficar próxima da passarela do palco mundo. Pegaram um táxi e deram como destino o Parque Olímpico, mesmo que para o taxista fosse óbvio o lugar para onde elas iriam. Todo mundo estava indo para o Rock in Rio naquela semana. Cada uma delas levava apenas uma bolsa pequena, que não iria atrapalhá-las durante os shows, mas que era grande o suficiente para guardar pacotinhos de amendoim e de bala. usava um cropped preto e shorts jeans, junto de um Adidas branco. Os óculos e o boné da mesma marca do tênis completavam seu visual e ela carregava um kimono em tons de azul e roxo. Já , usava um macaquinho jeans, cropped com uma estampa floral, All Star preto e um boné rosa pastel, confortável o suficiente para não passar calor e não ter seu cérebro torrado pelo sol durante a espera para o show. A viagem levou algum tempo, visto que o trânsito estava um caos e as garotas apenas imaginavam que aquilo era consequência do festival, mesmo que o Rio de Janeiro fosse uma cidade caótica normalmente. Deixaram uma gorjeta para o taxista e se dirigiram a fila, encontrando uma porção significativa de pessoas à sua frente. Sentaram-se no chão e aproveitaram para repassar o protetor solar.
- Precisamos montar uma estratégia. - murmurou. Seu celular estava ligado no Spotify e ela dividia o fone de ouvido com . Tocava Little Mix e elas batucavam nas pernas junto do ritmo de Power.
- Para que? - arqueou as sobrancelhas para a prima.
- Para encontrar o Marron 5, oras. - revirou os olhos. - Você teve sua chance e eu quero a minha.
- é muito mais acessível. - lembrou. - Sem camarote, vai ser quase impossível encontrar o Marron 5.
- Bom, você tem um contato para pedir entradas para o camarote. - a outra sorriu.
- Eu não vou mandar mensagem para ele e pedir isso, está maluca? - bufou. - Inclusive, não vou mandar mensagem para ele nunca mais.
- Porque não? - arregalou os olhos.
- Não quero parecer atirada. - suspirou. - Ele sentiu-se bem em falar comigo porque eu o tratei “normalmente”, - fez aspas com os dedos - mas eu ainda sou uma fã e não quero estragar essa boa visão que ele teve de mim com algum surto psicótico.
- Você é louca. - retrucou. - Mas de alguma forma isso faz sentido. - deu de ombros. - Afinal a vida não é uma fanfic, não é?
- Exatamente. - riu fraco. - O que poderia acontecer? Ele se apaixonar por mim porque trocamos algumas mensagens? - debochou. - Só porque eu não surtei ao conhecê-lo?
- Bom, poderia acontecer, você sabe. - encarou a prima com determinação. - Quero dizer, alguma coisa em você chamou a atenção dele. E se ele te conhecesse de verdade, poderia rolar.
- Você lê fanfics demais. - acusou. - Na vida real, ele nunca mais vai lembrar-se de mim e eu continuarei sendo a fã que guardou os prints de meia dúzia de mensagens trocadas com o ídolo que é extremamente educado e não dá ataques de estrelismo. - riu novamente.
- Deixa de ser pessimista garota. - xingou. - Agora tira uma foto minha bem legal para eu postar no Instagram.
- Se eu cobrasse todos os freela que já fiz para você, já tinha um apartamento em Toronto com o meu nome.
- Eu sou tua prima! Não se cobra da família. - replicou, fingindo ultraje.
- Segundo Fred e Jorge Wesley, para a família a gente cobra o dobro. - sorriu com sua referência a Harry Potter e a prima revirou os olhos.
- Ai guria me respeita! - reclamou, rindo junto de .
- Deveríamos ter vindo mais cedo. - suspirou, dando uma olhada na fila de garotas a sua frente.
- E aí não teríamos pique para assistir ao show ou então, tentar invadir o camarote.
- Não iremos invadir o camarote! - arregalou os olhos para a outra.
- Você quem pensa. - suspirou, não dando atenção para a prima.

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havia acordado tarde naquele sábado, pois já passavam das 13h quando ele finalmente levantou da cama. Desceu para almoçar e logo Andrew o estava apressando para que fosse se arrumar pois iriam para o Parque Olímpico em menos de duas horas. Sem entender o motivo de precisar chegar tão cedo, apenas voltou para seu quarto, tomou um banho e procurou algo para vestir. Não fazia ideia do que usar que o deixasse confortável e com menos calor do que sentia e logo estava jogado na cama, matando tempo no celular, como se fosse resolver seu impasse magicamente.
Trocou algumas mensagens com sua mãe e Brian, curtiu fotos no Instagram e postou algumas trivialidades no twitter. Apenas voltou sua atenção para seu pequeno problema de vestuário quando recebeu uma mensagem de Andrew avisando que o estava esperando no térreo. Com uma pressa visível, vestiu-se, optando por uma calça jeans preta, camisa em tons de azul com uma estampa que ele não sabia definir e sapatos pretos. Ajeitou o cabelo com o creme para pentear e definiu os cachinhos com as mãos, como já estava acostumado a fazer. No final, olhou-se no espelho e se deu por satisfeito com o resultado.
Encontrou Andrew no térreo e recebeu uma cara de poucos amigos, pois havia se atrasado. Seguiram para o carro e logo Andrew estava murmurando as recomendações do festival, tais como não andar desacompanhado, evitar sair do camarote e outras dezenas de coisas com as quais ele já estava acostumado.
- Então, como funciona esse camarote? Fãs podem comprar? - indagou curioso.
- Não exatamente. - Andrew respondeu. - O camarote é exclusivo para celebridades e convidados de marcas patrocinadoras do evento. Se você encontrar fãs por lá, não serão os fãs comuns que estão indo ao festival para te assistir.
- Ah, entendi. - assentiu. - Não gosto da ideia. Deveriam vender para o público geral e darem a chance dos fãs conhecerem os ídolos.
- Você já tirou foto com metade do Rio de Janeiro. - Andrew arqueou as sobrancelhas em direção a , que deu de ombros e riu.
- Falta a outra metade.
Andrew revirou os olhos, rindo. - Provavelmente você vai encontrar alguns dos YouTubers que vão te entrevistar amanhã.
- Certo. - murmurou. - Ah, alguma chance de conseguir ingressos para a noite de amanhã? Gostaria de ver a Alicia Keys.
- Camarote sim.
- Não quero camarote. - retrucou e recebeu um olhar atravessado do empresário.
- Já falamos disso . - suspirou o homem.
- Não. Você falou, eu fingi escutar. - lembrou, sorrindo com diversão. - Você sabe que não tem graça assistir a shows do camarote. - argumentou.
- Vou ver o que posso fazer por você. - Andrew disse por fim e comemorou, logo voltando sua atenção para o celular.
A chegada ao Parque Olímpico fora bem tranquila. foi o primeiro artista que tocaria no palco mundo a chegar e foi bastante tietado por todas as celebridades e subcelebridades que já estavam circulando pelo camarote. Tirou fotos e mais fotos, gravou vídeos e mandou beijos para os seguidores de pelo menos, umas dez pessoas. Quando finalmente teve um segundo de paz sozinho, resolveu fazer alguns stories em seu próprio Instagram, apenas para comentar sobre sua expectativa para o show. Após os vídeos, entrou em mais algumas hashtags e curtiu foto dos fãs que estavam presentes apenas para vê-lo tocar pela primeira vez no Brasil. Seus pensamentos acabaram voltando para a garota com quem havia conversado na noite anterior e em um gesto de pura curiosidade, procurou pelo Instagram dela e assistiu aos stories. Alguns na fila, outros já dentro do Parque Olímpico em diversos locais diferentes e os últimos da garota que a acompanhava jogada na grama. A hashtag #Waitingfor estava presente nas últimas duas fotos de e sorriu para si mesmo, contente por todo o carinho que estava recebendo dos fãs brasileiros. fechou o Instagram e guardou o celular no bolso, levantando do sofá e seguindo para perto de Andrew, que conversava com os rapazes da banda.
- Já vomitou ? - Mike brincou.
- Não, estava esperando a sua companhia. - retrucou, fazendo todos rirem.
- Vai querer assistir o show da banda brasileira? - Andrew questionou e negou com um aceno de cabeça.
- Vou ficar no camarim, ouvindo a setlist e tentando não esquecer a letra das músicas.
- Vai dar tudo certo cara. - Dave sorriu. - Vamos arrasar!
- Vocês sim, eu provavelmente vou desmaiar. - deu de ombros.
E por todo o tempo em que a banda Skank tocou no palco mundo, ficou no camarim com seu aplicativo de meditação. Manteve a respiração ritmada e os pensamentos longe do número de pessoas para quem ele iria cantar naquela noite. Quando Andrew bateu na porta do camarim e o chamou, soltou a respiração longamente. Deu uma última arrumada em seus cabelos e então seguiu o empresário para o backstage, onde a banda já o aguardava. Estava tão nervoso que não prestou atenção nas palavras de incentivo de Andrew ou nos gritos animados de seus amigos. Também não prestara atenção durante a introdução enquanto a banda aquecia o público ou no apagão de luz antes de ele finalmente subir no palco. E quando as luzes acenderam e os primeiros acordes de There's Nothing Holdin Me Back foram abafados pelos gritos do público, sorriu largamente e se entregou para aquele show e aquele sentimento como nunca antes.

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ainda não estava em suas plenas capacidades mentais. O show de havia abalado gravemente suas estruturas e nem todas as músicas animadas da Fergie ou do Marron 5, ou então os gritos e puxões de a fizeram voltar a si. estava completa e irremediavelmente apaixonada por e qualquer pessoa que a encarasse por poucos segundos após os últimos acordes de Treat You Better e a saída do canadense do palco teria plena certeza daquele sentimento.
A garota havia experimentado uma sensação única naquela noite e jamais iria esquecer, mesmo dos pequenos detalhes. A energia do público, as músicas maravilhosas, a dedicação da banda e obviamente, e seu sorriso largo que faziam a perfeita junção com seus brilhantes olhos cor de mel. O rapaz estava simplesmente irreal de tão perfeito na opinião de e ela não saberia listar os melhores momentos da apresentação. Amava todas as músicas com todo seu coração e o carinho e a gratidão que sentiu durante o show ficaram muito aparentes na postura do cantor. Ele estava realizado por ter tocado para um público gigante e estava realizada por ter tido a chance de vê-lo naquele palco e experimentado daquele sentimento de pura alegria.
Se tivesse que listar, provavelmente colocaria Never Be Alone como seu momento favorito do show. Não era um dos hits mais conhecidos do canadense e a música tinha um apreço especial apenas para os fãs, mas todas as lanternas ligadas, o público cantando junto e sem conseguir conter o sorriso eram o suficiente para eleger aquele momento como seu top 1. Mas Lights On, Mercy, Stitches e Life of the Party também estavam disputando bravamente por um lugar no top 5. O show havia sido lindo e por mais que a garota já tivesse visto pessoalmente e falado com ele mais de uma vez, não saberia explicar o motivo pelo qual seu coração batera tão rapidamente logo que o canadense subira no palco. Era como se não existisse mais nada no mundo além de e sua voz maravilhosa cantando as músicas favoritas de . E ela cantou junto dele aos berros, enquanto dançava e aproveitava o show como nunca fizera em nenhum outro. Foi como um abraço quentinho da pessoa que mais se ama no mundo. Uma xícara de chocolate quente em dia frio. havia sido como um dia de verão em seu inverno e ela jamais teria palavras o suficiente para agradecê-lo por ter proporcionado aquele sentimento a ela.
- Acorda ! - chamou, pelo que parecia ser a terceira vez e puxou um punhado dos fios de cabelo de .
- Ai! - reclamou, se afastando da prima o máximo que a multidão a sua volta permitiu.
- Vamos logo! - exclamou, de forma enérgica. Puxou para longe do palco - já que elas haviam pegado um ótimo lugar ao lado direito do palco, perto da passarela - e não deixou brecha para que a garota questionasse ou reclamasse por estar sendo privada de ver os fogos de artifício que finalizariam aquele dia de festival.
- O que você está fazendo? - indagou, quando se viu perto demais da área do camarote. virou o rosto em direção a prima e abriu o sorriso que conhecia bem demais como “encrenca pesada”.
- Ah não! - exclamou, arregalando os olhos e puxando sua mão para trás, de forma a desfazer o entrelaçar de seus dedos com os de . Havia poucas pessoas naquela área, então teria espaço para se esconder e evitar passar vergonha com sua prima maluca e sem noção que planejava invadir o camarote atrás do Marron 5.
- Eu preciso de você ! - exclamou, sem deixar o aperto de mãos se desfazerem e voltando a andar em direção ao camarote, arrastando consigo.
- nós seremos presas! - argumentou, já desesperada.
- Não fale bobagens. - bufou. - No máximo vão nos expulsar daqui aos chutes.
- Eu não quero ser expulsa!
- Então me ajude! - decretou, não deixando outra alternativa para , que suspirou e assentiu com a cabeça.
- Apenas se o plano for bom. - disse por fim.
- Ele é maravilhoso e simples. - sorriu largamente.
- Disso eu duvido. - murmurou. Haviam finalmente chegado as escadas que levavam ao camarote. Algumas pessoas estavam sentadas por ali, descansando após um dia no festival e havia seguranças em todo canto. engoliu em seco quando marchou diretamente para as portas de entrada do camarote, como se pertencesse àquele lugar e não a pista comum que havia parcelado em 3 vezes.
- Com licença, precisamos falar com uma pessoa que está aí dentro. - sorriu de forma gentil para o segurança, que apenas lhe lançou um olhar desdenhoso e riu pelo nariz.
- E eu preciso ganhar na loteria. - o homem debochou e puxou a mão de , tentando fazer a prima recuar e desistir daquela loucura. não cedeu e quase perdeu o equilíbrio e caiu no chão.
- Você não está entendendo moço. - replicou. - Minha prima é muito amiga do e ela precisa falar com ele, ok?
- ! - grunhiu, olhando para os lados de forma desesperada, tentando ver se alguma pessoa havia ouvido as asneiras de sua prima.
- Sim, sim. - o segurança concordou. - E eu sou primo da Lady Gaga. Ela ficou devastada por não poder vir ao festival, acredita? - riu alto e quis enfiar a cabeça no núcleo da terra assim que viu a expressão descontente da prima. Sabia que não sairia nada de bom dali e em uma falha tentativa de evitar a explosão, fez menção de puxar a mão de com força, que no mesmo instante desentrelaçou seus dedos dos da prima, deixando-a sem qualquer resquício de equilíbrio graças a força que ela colocara no movimento. deu alguns passos para trás, tentando se firmar no chão e quando finalmente conseguiu se virar e ficar em pé com firmeza, trombou com alguém que acabava de sair do camarote vip. Soltou um palavrão e ouviu uma risada conhecida, levantando os olhos e encontrando novamente com aquele sorriso maravilhoso e seus dentes perfeitinhos.
- Garota do abraço, você já tem uma marca registrada. - ele riu, deixando-a ainda mais corada do que se lembrava de ter estado durante toda sua vida. E porra, ela só conseguia pensar que ele se lembrava dela. se lembrava da existência dela, , a garota dos prints guardados.
- Me desculpe! - ela exclamou, a voz subindo algumas oitavas graças ao nervosismo. - Acabei perdendo o equilíbrio. - explicou.
-E isso acontece com frequência? - indagou, sorrindo.
- É possível que a resposta seja afirmativa. - murmurou, fazendo-o gargalhar e ela sorrir bobamente ao observá-lo.
- Gostou do show? - questionou e o brilho da curiosidade em seu olhar deixou momentaneamente sem palavras.
- Eu amei. - confessou, sorrindo de canto. - O melhor show que já assisti, sem nenhuma dúvida. Você foi excelente e a banda estava incrível.
- Mike vai chorar quando eu comentar isso com ele. - falou, rindo. E novamente se perdeu em pensamentos ao apreciar aquele sorriso tão perto de si. Ela amava o sorriso de . Era tão sincero e alegre, já que ele também sorria com os olhos. E aquele cachinho caído em sua testa apenas o deixava ainda mais adorável e cada vez mais encantada. Ela perdeu a pergunta dele enquanto analisava e babava por aquele sorriso lindo, se obrigando a assentir quando franziu o cenho em sua direção, confuso pela falta de resposta dela.
- Ah, claro! - exclamou.
- Então até amanhã. - sorriu novamente, acenando para a garota e se afastando, seguindo com seus amigos para qualquer que fosse o lugar. , ainda abalada pela presença de , franziu o cenho e então caiu em si:
- Como assim “até amanhã”?


Continua...



Nota da autora: Eu simplesmente amo esse capítulo! Gente, sério, eu tinha uma ideia pra essa fanfic e acabei mudando tudo e eu espero que vocês gostem desse clichê fã-ídolo diferentão! O próximo capítulo não vai demorar tanto, juro! Não deixem de comentar e de entrar no grupo das minhas histórias, sempre sai spoiler por lá! Beijão, até o próximo!

Qualquer erro nessa fanfic, envie um email para este endereço.

Outras Fanfics:
Finalizadas
Too Much (antiga) [Outros, shortfic]
Touch (Spin off de UNPDP)[Especiais, shortfic]

Ficstapes
14. Never Be [5 Seconds of Summer]
06. Besame Sin Miedo [Celestial]
03. Down to Earth [My Worlds: The Collection]
04. Bigger [My Worlds: The Collection]
16. Eenie Meenie [My Worlds: The Collection]
09. I Don't Have to Try [The Best Damn Thing]
04. Don't Stop Me Now [Queen: The Platinum Collection]
06. Heart Out [The 1975: The 1975 Deluxe]
03. Ultraviolet [Wonderland]

Em andamento
Uma Namorada para Dougie Poynter [Bandas, McFLY]
Never Be The Same [Restritas, Tom Holland]



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