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Última atualização: 01/09/2020

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acordou cedo naquela manhã, olhou para as mochilas com suas coisas no canto do quarto.
Normalmente ficaria extremamente feliz por estar indo passar uns dias na casa dos Potter, mas o motivo dessa vez só a deixava preocupada.
Desde a volta de Você-Sabe-Quem no final do torneio tribruxo, seus pais, que sempre acreditaram em Dumbledore e nos Potter, ficaram lotado de trabalho. Procurando informações, indo atrás de antigos conhecidos para se agregar a Ordem, mas depois que o ministro, finalmente, admitiu a todos que ele retornará, o trabalho de seus pais triplicou. Agora, além da Ordem, tinha todo o trabalho dentro do Departamento de Mistérios. Ainda mais depois do incidente no ministério.
A loira respirou fundo e levantou.
Os pais sairiam em missão logo.
Mas antes aparatariam com ela na casa da Samantha, a deixando lá com tudo pronto para retornar a Hogwarts.
respirou fundo. Estavam em 02 de agosto, o coração dela apertava em imaginar o que os pais iriam fazer, já que esperavam passar mais de um mês fora.
, querida, você já acordou? — Jane, sua mãe, colocou a cabeça para dentro do quarto. — Desça para tomarmos café. Temos que ir logo. — ela acrescentou, ao notar que a garota já estava acordada.
— Sim, mãe. Já estou indo. — falou, levantando-se e realizando sua higiene matinal.

A loira desceu as escadas, indo para a cozinha. Cumprimentou seu pai, que deixou um beijo em sua testa.
As marcas escuras embaixo de seus olhos mostravam o quanto Peter Darling estava cansado.
— Pai, você está bem? — questionou, preocupada.
— Sim, querida. São só coisas do trabalho. — comentou, de forma simples, mas ao notar o olhar preocupado no rosto da filha, suspirou e sentou na cadeira, pedindo para ela se sentar ao seu lado. — Meu amor, fique tranquila. Sua mãe e eu não corremos perigo. As coisas estão mudando e o mundo não está mais do mesmo jeito, são tempos difíceis. O trabalho que vamos realizar, embora leve tempo, não é nada para se preocupar. Você confia em mim? — o homem perguntou, olhando nos olhos azuis e profundos da loira, que assentiu em resposta. — Então fique tranquila. Esperamos voltar antes de você ir para Hogwarts, caso não, vamos marcar de nos encontrar no seu primeiro fim de semana em Hogsmeade, ok? — o homem terminou e beijou novamente a testa da filha.
Terminaram a refeição e organizaram tudo antes de sair.
— Vamos ter que aparatar fora da casa dos Potter, por conta dos feitiços de proteção. — Jane falou.
Logo depois sentiu um puxão familiar da aparatação. Apareceram logo depois em Godric’s Hollow, andaram em direção a tão conhecida casa dos Potter.
Na entrada, notou seu pai sussurrando algumas palavras, antes de seguir entrando.
Lily esperava por eles no jardim de entrada.
, querida, como é bom ver você. — a ruiva falou, abraçando a mais nova. Logo depois cumprimentou os pais da garota. — E vocês, como estão? — ela perguntou aos Darling.
— Estamos bem, preocupados, mas bem. O James está? — Peter perguntou.
— Ele está fora com o Almofadinhas, mas retorna hoje. — Lilian disse, com um sorriso tenso.
— Tudo vai ficar bem. — Jane falou, apertando a mão da ruiva. — E muito obrigada por ficar com a . Deixamos tudo para comprar o material com ela. Vocês vão ao beco diagonal quando? — completou.
— Daqui a dois dias, provavelmente. Combinamos com os Weasley e com o Hagrid. Ir todos juntos é melhor. Também vamos conhecer a loja dos gêmeos. Estão falando que é um sucesso. — Lily falou, com um sorriso no rosto.
— Sim. Todos no ministério só falam sobre isso. Molly e Arthur devem estar muito orgulhosos, apesar de terem abandonado a escola, conseguiram se dar bem. — Peter falou sorrindo.
— É por isso que eu digo a meus pais que não preciso terminar meus estudos. — Sam, que surgiu do nada, falou, arrancando risadas.
— Só nos seus sonhos, Samantha. O George e o Fred deram uma sorte que só tem uma vez na vida. — Lily diz para filha. olhou rindo para a amiga e a abraçou. Não se viam desde que voltaram de Hogwarts. — Vocês não sabem a sorte que tem pela ser tão dedicada aos estudos, essa daqui e o irmão só se dedicam a receber detenções. — A Potter mais velha brincou.
— E com muito afinco. — Sam disse, ganhando um ohlar reprovador da mãe. — Vamos subir, . Te ajudo com as malas. — a corvina foi em direção a seus pais para se despedir e arrastou o restante da bagagem. — Pelas barbas de Merlim! Você trouxe muita coisa mesmo, não estava brincando na carta. — Sam falou espantada, logo depois olhou para mãe com um olhar esperançoso. — Mãe…
— Nada disso, Samantha.
— Mas…
— “Mas” nada. — Lily terminou.
— Qual a graça de ser bruxa se não posso usar magia para nada? — Samantha retrucou para amiga, arrastando, junto com ela, todas as malas.
— Você é muito reclamona, Sam. — Darling falou, em tom brincalhão.
— Ah, deixa de ser tão boazinha. — A lufana falou para a amiga.

🎃 🎃 🎃 🎃 🎃 🎃


As duas estavam deitadas na cama de Samantha, olhando para o teto.
— Você ainda está preocupada com seus pais? — Potter perguntou a amiga, lembrando da última carta que ela tinha a enviado.
— Estou. Mas o papai falou que não devia ficar pensando nisso. Acho que é o melhor conselho. — disse, virando-se de lado, Samantha a imitou.
— É, ele tem razão, tenho um assunto muito melhor: garotos. — a morena sorriu marota para . — Você falou com o Monty nas férias?
— Trocamos algumas cartas… Mas nada demais. Fico feliz que ainda somos amigos. — disse, olhando para as amigas.
— Pelo que o Ced disse, acho que ele queria continuar sendo mais que amigo. — Samantha falou.
— Eu tenho certeza que ele não está sofrendo. Antes do ano escolar terminar o vi conversando com várias sextanistas na escola. — a loira falou, olhando para a amiga.
— Mas ele está sofrendo por dentro, Darling. Você quebrou o coração do Monty. — Sam fala, caçoando.
— Ah, cala a boca, Potter. — falou, dando um leve empurrão na amiga. — E você e o Diggory? Como estão? — perguntou a amiga.
— Estamos bem. O papai e o Sirius tentam o matar com o olhar sempre que ele aparece aqui. Mas ele vai sobreviver. — Sam falou, brincalhona. — Mas não sei como vai ser quando voltar para Hogwarts… Passar o ano inteiro sem nos vermos…
— O pior é que ano passado vocês passaram quase o ano inteiro separados… — Darling falou. — Mas, me fala, conseguiu matar a saudades nas férias? — perguntou a amiga, com um olhar malicioso.
Darling, quem vê essa sua carinha de santa nem imagina. — Sam disse.
— Hey, quem anda fazendo saliências com o Diggory é você, não eu…
— Eu não disse que estava fazendo nada. — Sam fala, com uma falsa expressão de inocência. — Mas, falando sério, posso falar que recuperamos o tempo perdido. — falou, piscando para a amiga.
As duas caem na risada.
— Hey, cadê o seu irmão? — Darling perguntou, tentando parecer casual.
— Tava demorando… — Sam disse, revirando os olhos.
— O que? Só perguntei…
— Aham… Claro… — Sam falou, olhando cética para a amiga. — Ele está n’A Toca com a Mione e o Rony, vai nos encontrar no Beco Diagonal e voltar para casa. — terminou, se espreguiçando.
— E ele ainda está saindo com a Cho? — perguntou, tentando demonstrar desinteresse.
Sam a encarou de olhos cerrados.
— Para de tentar disfarçar, dá para ver de longe que você mataria por essa informação, Darling. — Sam brincou com a amiga, que mostrou a língua para a morena. — Como sou muito boa, vou cessar seu sofrimento: eles não estão mais juntos; mas a Chang ainda mandou cartas para ele nessas férias. — ao notar o olhar frio da amiga, Samantha acrescentou. — Cartas que ele não respondeu, já que estava n’A Toca. Amiga, sinceramente, não sei o que você viu no Harry, ele é tão, sei lá, o Harry… O Emmett é muito mais bonito.
— Quem vê falando assim pode até achar que você não gosta do seu irmão, mas eu, Sam, te conheço. Você terminou com o Diggory por causa dele…
— Isso não vem ao caso… — A morena foi interrompida de terminar o pensamento. Ouviram passos rápidos subindo as escadas e olharam para a porta alarmada.
— Assustadas, meninas? — Sophie Winter falou, abrindo a porta de supetão.
— Claro, né, Soph. — Sam falou, sendo empurrada pela sonserina, que sentou entre as duas na cama. — Isso lá são modos de chegar no quarto dos outros.
— Acho que aprendi com uma certa pessoa QUE SEMPRE INVADE O MEU QUARTO. — Winter falou, olhando para Sam, que revirou os olhos. — Olá, , a Lily me falou que você estava aqui. Sobre o que estavam conversando? Sobre o coração partido que certa corvina deixou em certo lufano? — Sophie falou brincalhona.
— Tá vendo, ? Te falei que ele tava sofrendo. — Sam aproveitou o gancho para falar.
— Primeiro: ele não está sofrendo coisa nenhuma. — começou, sentando na cama. — Segundo: como você sabe disso, Sophie? — terminou, direcionando a pergunta a sonserina.
— Ele passou na loja dos gêmeos e, por acaso, eu estava lá. Então colocamos o papo em dia. — Winter disse.
— “Por acaso”, sei. Você passa muito tempo com certo gêmeo, Soph? — perguntou, com um sorrisinho malicioso.
— Não mude de assunto, pirralha. — Sophie falou, apontando para Darling. — Por que você terminou com o Montgomery? Eu quase aprovava o relacionamento. Diferente do dessa dai com o outro lufano. — A sonserina falou, apontando para Sam.
— Antes de tudo: hey! Já tá bom de parar essa implicância com o Ced, as bombas de bosta não foram o bastante? — Sam perguntou a amiga, que negou com a cabeça, arrancando risadas de Darling e um suspiro resignado de Samantha. — E segundo: por que você acha que ela acabou com o Monty? — Sam falou olhando para Sophie como se a resposta fosse a coisa mais óbvia do mundo.
Sophie a encarou sem entender a princípio, mas quando compreendeu olhou para boquiaberta.
— Não, Darling! Você acabou com o Monty por causa do quatro-olhos? — Winter olhou para a corvina chocada.
— Eu não terminei por causa do Harry. E dá para parar de gritar? Vai que a Lily escute! — Darling falou sussurrando. — Emmett e eu terminamos porque não era para ser. — explicou, Sophie ainda tinha um sorriso enorme, de quem estava se divertindo horrores com a situação, no rosto. — E por que você está aqui, WInter? Só para me atazanar? — Darling perguntou, empurrando a mais velha.
— Mas é verdade: por que você está aqui, Soph? — Sam emendou a pergunta da amiga.
— Aluado veio jantar aqui e resolvi o acompanhar. Aaron estava ocupado. Mas se não sou bem vinda aqui, tudo bem, vou embora. — Falou, fazendo drama e levantando da cama. — Vou deixar as cunhadinhas em paz. — falou sorrindo e Darling lançou uma almofada nela.
— Meninas, hora do jantar! — Foram interrompidas pela voz de Lily, às chamando.
Enquanto caminhavam para a sala de jantar, Sophie passou as mãos pelo ombro de falou.
— Darling, não precisa ficar tão incomodada. Sua escolha poderia ser bem pior. — A sonserina sorriu mordaz em direção a Samantha. — Poderia ser o Diggory.
Sam revirou os olhos novamente.

🎃 🎃 🎃 🎃 🎃 🎃


e Sam aguardavam sentadas no banco na varanda frente, estavam esperando Sirius chegar. Para irem todos juntos ao beco diagonal.
Logo em seguida, um dos carros especiais do Ministério da Magia estava chegando e estacionando em frente a casa dos Potter.
Sirius saiu pela porta e acenou para as meninas.
— Nós vamos nisso ai? — , que tinha pouco contato com o mundo trouxa, perguntou. — Isso aí, é um carro do Ministério. — Sam falou, aproximando-se com a amiga do veículo.
— O que é eu sei, Sam. — a loira olhou desconfiada para dentro do automóvel. — Mas não vai ficar um pouco apertado?
— Você nunca andou em um? — Sirius perguntou a Darling, com um sorriso. — Essa é a graça do mundo bruxo, . Pegamos o que os trouxas criaram de bom, e melhoramos. — Ele completou piscando, após a loira ter negado com a cabeça. Black abriu a porta do veículo e Sam e entraram.
Assim como as barracas do mundo bruxo, o carro era bem maior por dentro.
Lily apareceu correndo e entrando no carro, ao lado das meninas.
— Vamos, Pontas! Não é o seu casamento. — Sirius gritou para o amigo. Que ainda não tinha chegado.
— No casamento ele atrasou mais do que eu. — Lily falou para as meninas, que sorriram.
Logo após, a porta da frente abriu e James entrou no lado do passageiro e Sirius no motorista.
— Você sabe dirigir isso, Sirius? — Darling falou, admirada.
— São poucas coisas que eu não sei fazer, loirinha. — Almofadinhas disse, fazendo James revirar os olhos. — E, Sam, cadê o seu namoradinho? — Black perguntou.
— Ele vai nos encontrar lá no Beco. — Sam disse.
— E eu achando que hoje ia ser um bom dia. — James falou.
— Pai!
— James!
— Hey, qual é! Não posso nem brincar mais? Vocês sabem que eu até gosto do garoto. — falou piscando para a filha, que revirou os olhos. — Mas, Sam, você tem que ser igual a e só focar nos estudos e…
— Você passa zero credibilidade a incentivando a estudar, Pontas. — Black falou.
— Realmente, Almofadinhas, mas tinha que tentar, né? Tudo para minha bebê continuar sendo um bebê…
— Eu não sou um bebê e a namora…
— Namorava. — interrompeu a amiga.
— Como assim? — James falou, olhando para trás boquiaberto. — E o Peter deixou?
— Porque o pai dela é evoluído…
— Hey, eu sou evoluído! Até deixei você namorar o Sr. certinho.
— Mas a que preço, pai? A que preço…
— Nada vem de graça, Sam, é bom você aprender isso logo cedo. — Sirius falou, piscando para a sobrinha.
— Mas vamos voltar a : gostei da palavra “namorava” no passado. Como que faz para a Sam falar isso também? — brincou James.
— Ah, não sei… Eu só quis terminar
— Seja como a , Sam… — Sirius falou, arrancando risadas de Lily, que tentava ler o seu livro.
— Ela terminou porque quer namorar outra pessoa…
— SAM! — gritou.
— Então não seja como a , Samantha. — James falou piscando para Darling.
— É brincadeira da Sam, James. — disse, corando.
— Aham… uma brincadeira de cabelos pretos e olhos verdes AI. — Sam calou a boca depois de levar uma cutucada da amiga.
Lily olhou curiosa para , ao entender o comentário da Sam. James ao compreender já estava pronto para fazer piada, mas bastou um olhar severo de Lily para silenciá-lo. O desconforto de era visível, não deixaria o marido piorar.
Alguns minutos depois as amigas já estavam conversando sobre um assunto completamente diferente.
E Lily sorriu, voltando a ler seu livro e deixando para se preocupar com dois adolescentes atraídos um pelo outro embaixo do mesmo teto depois.

🎃 🎃 🎃 🎃 🎃 🎃


O carro parou em frente ao Caldeirão furado, em Londres. Todos desceram, com exceção de Sirius, que iria deixar o carro estacionado e prometeu encontrar com eles no beco.
Ao entrar no bar, Sam e tomaram um susto. Pela primeira vez em anos, viram o Caldeirão Furado praticamente vazio.
No balcão, que antes sempre estava lotado, só havia uma pessoa.
Que ao reconhecer quem era, Samantha abriu um sorriso.
— Ced! — coreu para o namorado e o abraçou.
Cedrico se afastou da namorada e cumprimentou Lily com um rápido abraço e um aperto de mão em James, que o encarou sério, como sempre fazia.
— Oi, . — falou, abraçando a corvina.
— Olá, Diggory. — a loira respondeu.
Os Potters mais velhos seguiram em frente, e os três jovens ficaram mais para trás.
— E como você tem passado o verão? — Diggory perguntou a Darling, enquanto andava de mãos dadas com a Sam.
— A maior parte foi trancada dentro de casa, com exceção do dia que fomos visitar meus avós. — falou. — Meus pais estão ainda mais cuidadosos, por causa de tudo. — Ela falou, apontando para o beco diagonal, que estava sem aquele brilho habitual.
sentiu o peito apertar ao ver a sua tão querida sorveteria com as vitrines fechadas com tábuas.
— Mas com certeza foi melhor do que o do Monty. — Sam falou, tentando espantar o clima melancólico que se instalou.
— Ced, você tem que me ajudar. — falou, forçando um tom desesperado. — A Sam e Sophie não me deixam em paz. Fala para ela que o Emmett es´ta bem. — ordenou.
— Então… Bem é uma palavra forte… — Darling o olhou boquiaberta, enquanto Samantha caia na gargalhada. — Tô brincando, . Ele está bem, sim. E as meninas sabem disso. Mas é mais divertido te deixar brava.
Darling empurrou o lufano de leve.
— Pelas barbas de Merlim! — escutaram a voz de James mais a frente seguida das risadas de Lily. — Eles são geniais!
Olharam para cima e viram, entre as fachadas cobertas por cartazes sem cor, a loja dos gêmeos chamava atenção.
Um cartaz enorme, imitando os do Ministério, com letras amarelas dizia:

“Para que se preocupar com Você-Sabe-Quem?
DEVIA mais era se preocupar com
O APERTO-VOCÊ-SABE-ONDE
a prisão de ventre que acometeu a nação!”

Ainda segurando as risadas, entraram na loja que estava muito cheia. olhou ao redor tentando encontrar algum rosto conhecido.
— Olha lá a Winter. — Ced falou, apontando para a morena que estava subindo as escadas.
— Sophie! — Sam gritou e todos acenaram.
A morena avistou os amigos e foi em direção a eles.
— Olha só, se não são as minhas pessoas favoritas. — Falou, cumprimentando a todos. — E o Diggory. — completou, quando foi cumprimentar o lufano.
— Essa é minha garota. — Pontas falou. Abraçando a morena de lado.
— Soph, querida. Você viu se o Harry e os Weasley já chegaram? — Lily perguntou. No mesmo instante, Sirius, que tinha ficado para trás para estacionar o carro, chegou.
— Chegaram, sim! Estão por aqui, venham comigo. — a sonserina chamou o grupo.
— Soph, você não está passando muito tempo aqui nessa loja? — Black perguntou. — E seu treinamento para auror, não começou?
— Não para as duas perguntas. O treinamento ainda vai começar, mas a Tonks sempre passa lá em casa para me ajudar. — Falou ajudar em um tom diferente, afinal, todos já estavam sabendo do flerte que estava rolando entre Tonks e Lupin, por mais que o lobisomem se recusasse a admitir. — E não estou passando muito tempo aqui, só apareço de vez em quando para ajudar aos meninos. — completou.
— “Ajudar”, é assim q ue os jovens chamam hoje em dia? — Sam falou, brincando. Sophie a fuzilou com o olhar.
— Não vou responder dessa vez, Potter. — Sophie falou.
Logo depois chegaram até onde estavam os Weasley, Harry e Hermione. Todos se abraçaram e cumprimentaram.
corou ao abraçar Harry, o que lhe rendeu Samantha fazendo gracinhas.
Foram interrompidas pelos gêmeos Weasley, que se aproximaram do grupo.
— Vocês ainda não descobriram os nossos produtos Bruxa Maravilha?— perguntou Fred, apontando para para a vitrine em frente, onde tinha vários produtos, em sua maioria rosa berrante. — É a melhor linha de poções que vocês podem encontrar no mundo. — Fred acrescentou orgulhoso.
— E funcionam? — Gina perguntou, Fred respondeu e começou a investigar sobre a vida amorosa da irmã, os outros pararam de prestar atenção.
— Vocês deviam ser muito bom em poções, George. — falou. — Embora fácil, uma mexida errada pode resultar em uma poção catastrófica.
— Eles se esforçam para parecerem desinteressados, mas são extremamente inteligentes. — Sophie falou, abraçando o namorado de lado.
— E como isso funciona exatamente? — Harry perguntou a George.
— Interessado, Potter? Elas funcionam por um período de até vinte quatro horas, levando em consideração o peso e a atração exercida pelo jovem. — George respondeu.
— Sabia que ela tem um cheiro diferente para cada pessoa? — Cedrico falou ao grupo.
— Sim, sabia. — Sophie sorriu marota ao ter uma ideia. — Vamos testar… Mione, qual cheiro você sente? — entregou um frasco destampado para a amiga.
— Ah, acho melhor não… — Hermione falou, olhando para os lados.
— Vamos, Mione… — Sam incentiva.
— Tá ok. — Ela pega o frasco e inspira. — Sinto o cheiro de grama recém cortada, pergaminho novo e.... — ela se interrompe, corando fortemente. — Não consigo reconhecer o último cheiro. — conclui olhando de esgueira para Rony, arrancando risadas das meninas, que sabem o que isso significa.
— Pronto, Harry, agora é sua vez. — Sophie falou, com um sorriso malicioso. O moreno tentou recusar, mas insistiram e ele cedeu.
— Tá, tá. — Harry falou, antes de pegar o frasco. — Torta de melaço, madeira de cabo de vassoura e… não sei, um cheiro de lavanda? — Sam abafou uma risada e Harry a olhou sério.
— Ah, não, Harry, o cheiro de lavanda não é a poção do amor. — Sam falou, com uma falsa inocência. — É o perfume da . — completou e todos riram do completo desconcerto do moreno.
— E do que os adolescentes estão rindo? — Fred perguntou.
— Estamos falando do cheiro da . — Sophie disse, deixando a amiga constrangida. — É um cheiro tão bom, que o Harry sentiu na amortentia dele.
— Eu posso ter confundido… — o moreno tentou falar, mas ninguém deu ouvidos.
— Então a corvina está arrebentando corações, é isso? — Fred falou, sorrindo para . — E o que o amigo do Diggory acha disso?
— Eu não estou arrebentando corações e também não estou mais com o Emmett. — disse, atraindo a atenção de Harry, que não sabia que a garota havia terminado o namoro.
— Então quer dizer que você está solteira? — Fred perguntou, colocando um sorriso galanteador no rosto.
— Solteira e menor de idade. — Sirius o interrompeu, colocando os braços nos ombros de . Piscou para o afilhado de forma marota.
— Hey! Ela tem a idade da Sam e eu sou mais novo que o Diggory. — Fred protestou.
— E você acha que aprovamos isso aqui? — James se intrometeu na conversa, apontando para Ced e Sam.
— As vezes eu até sinto um pouco de pena do Diggory… — Harry falou, rindo.
— Eu não ligo, Harry. Sam combinou algo comigo, pra cada vez que eu for maltratado, ganho um beijo mais tarde. — falou brincando.
James o olhou indignado e falou.
— É por isso, Diggory. É exatamente por isso. — E afastou-se de maneira dramática, arrancando ainda mais risadas.


🎃 🎃 🎃 🎃 🎃 🎃


Já estava escurecendo quando finalmente retornaram a Godric’s Hollow. Tinham se despedido dos Weasley e Diggory no Caldeirão Furado, e de lá cada um seguiu seu caminho.
Harry entrou na sala e jogou-se no sofá.
— Hey, mocinho. — Lily falou. — Vamos se limpar que já já é hora do jantar.
— E que tal se o jantar de hoje for cortesia dos trouxas? — Sirius perguntou.
— Se você estiver falando daquelas pizzas eu totalmente apoio. — falou animada, lembrando da delícia que tinha provado na casa dos Potter.
— Então vou providenciar! — Almofadinhas disse.
— Ai, ainda bem! — Lily começou. — Estou com uma preguiça de cozinhar que sabe lá como ia sair essa comida. — concluiu.
— Ah, meu amor, era só me pedir…
— Ér… Melhor não… Prefiro comer a comida da mamãe com preguiça do que qualquer comida que o senhor faça. — Sam falou para o pai.
— Hey! Não é tão ruim assim. — Pontas se defendeu.
— Tem razão, pai. É pior. — Harry falou, subindo as escadas correndo, desviando-se da almofada que o pai jogou nele.
Alguns minutos depois, Sam estava secando o cabelo com a toalha, esperando sair do banheiro.
— Vamos, ! — Apressava a amiga. — Já já o Almofadinhas chega e você sabe que aquela comida dos trouxas fica esquisita fria.
— Pois é… Imagina se tivessemos algo chamado magia para esquentar a comida. — a loira falou sarcástica, saindo do banheiro.
— Uau, Darling. — Samantha falou boquiaberta, olhando para a amiga. — Para que tudo isso? Ou melhor: para quem? — Disse, apontando para o vestido azul que a menina usava.
— Isso? — falou, fazendo pouco caso. — É só uma roupa velha.
— Aham… Sei. — Sam falou, olhando de lado para a amiga. — Amortentia para que, não é mesmo? Darling prefere o método tradicional: ganhar o coração do rapaz pela beleza. Harry nem vai saber o que atingiu. — Sam gargalhou. — E isso quer dizer muita coisa, ele já foi atingido por um balaço.
— Mas eu quero que ele saiba o que o atingiu. — Darling falou, corando.
— Amiga, ele sente o teu perfume na poção de amor, mais atingido do que isso não dá.
— Eu sei! Eu quase surtei quando ele falou. — a loira falou, se jogando na cama. Fazendo com que Samantha sorrisse. A amiga sempre foi muito discreta, era engraçado vê-la tão afetada. Principalmente porque era por seu irmão. — Mas será que é o meu perfume mesmo? Qual será o cheiro da Cho? — A loira falou de repente, parecendo genuinamente preocupada.
— E eu sei lá o cheiro dela, . Mas é claro que era você. Não viu a cara dele? Saiu correndo depois… Aliás, onde será que eles foram?
— Não faço a mínima ideia.
Foram interrompidas pelo grito de Lily, avisando que Sirius tinha retornado, desceram as escadas rapidamente.
— Ué? Vamos comer aqui na sala mesmo? — Sam perguntou, ao ver todos fazendo um círculo no chão do cômodo.
— Sim, mais prático. E já que estamos comendo comida de trouxas, vamos fazer direito. — Lily falou sorrindo.
— Os trouxas só comem na sala? — perguntou, confusa. Sentando entre a Samantha e o Harry.
— Não, querida, mas quando falamos de pizza, a tradição dos trouxas é comer na sala, com refrigerante — Lily apontou para garrafa no meio da sala — e assistindo TV. — terminou.
— E eu comprei vários sabores de pizza, loirinha. Vai sair daqui uma expert. — ALmofadinhas falou, piscando.
Em seguida começaram a comer, realmente tinham vários sabores.
e Harry estavam bastante entrosados. O moreno separava um sabor de cada e passava para a loira, que comia e dava sua nota.
Sam segurava a risada. E a língua.
Por mais que quisesse tirar sarro da amiga e do irmão, não queria estragar o momento. Ela estava agindo muito natural, sabia que só um comentário estragaria tudo.
A interação dos dois não passou despercebida para os mais velhos.
— O menino é esperto, Pontas. — Sirius falou baixo, apontando para os dois. — Mas não sei quem parece mais apaixonado pelo outro. — completou rindo.
— Ele puxou ao pai. — James falou, orgulhoso. — Sempre conquistando todas.
— Eu só sai com você no último ano, James. Fui vencida pelo cansaço. — Lily falou brincando.
— Mas antes…
— Mas antes o quê? — A ruiva perguntou, encarando séria o marido.
— Mas antes eu só tinha olhos para você. — Pontas respondeu, e piscou para a filha.
— Espertinho. — Lily falou para o marido. E olhou para os mais novos, estava inclinada ouvindo algo que Sam falava, notou o olhar de Harry acompanhando todos os movimentos da menina. Com um olhar que deixou Lily alarmada. — E você converse com o seu filho. — falou, olhando para James.
— Conversar o quê? — O marido perguntou, confuso.
— Sobre isso. — Disse, apontando disfarçadamente para o menino, que tinha se incluído na conversa com a irmã e a amiga.
— E eu vou falar o que? — James questionou, assustado.
— Lembra do discurso que fez para a Samantha na copa mundial? Se inspire nele. — Sussurrou a ruiva.
— Mas… É diferente… — Pontas tentou.
— Diferente o que? — Lilian perguntou dura, fuzilando o marido com o olhar. — Eu super apoio que temos que ficar de olho na Sam, afinal, ela ainda é nova. Mas o mesmo vale para o Harry. Aqui nessa casa não vou tolerar esse tipo de comportamento, James Potter. — James encarou a esposa atordoado e, ao seu lado, Almofadinhas estava quase tendo um ataque, tentando controlar o riso. — E a é uma convidada em nossa casa. Controle os hormônios de seu filho!
Lily jogou os cabelos por trás dos ombros, enquanto James engolia seco.
— Nessas horas eu agradeço por não ter filhos. — Sirius falou, limpando as lágrimas do riso preso no canto dos olhos.
— Mas ele é seu afilhado… — Pontas falou, tentando ganhar um apoio do melhor amigo.
— Mas não é meu filho. Não nessas horas difíceis. — Piscou para o amigo e se levantou. — Meninas, estou indo. — e Sam abraçaram Black. Sirius bagunçou o cabelo de Harry e sussurrou um “boa sorte” que o garoto não entendeu. — Eu adoraria ficar e te ajudar, Pontas. Mas tenho que entregar o carro do Ministério. Ossos do ofício. — falou sorrindo maroto.
— Traidor. — James falou para o amigo. Que acenou e saiu pela porta.
— Ajudar em que? — Sam perguntou, confusa.
— Em nada. e Sam, que tal guardarmos as coisas que compramos hoje? — Lily chamou, as meninas concordaram e foram em direção a escada. Harry as seguiu, mas foi parado pela mãe. — Você fica. — Lily disse para o filho.
— Por quê? — o Potter mais novo perguntou, confuso.
— Seu pai quer conversar com você.
O garoto olhou para o seu pai, que parecia que preferia estar enfrentando um gigante.
— Harry, vem aqui. — James falou, sob o olhar ameaçador de Lily. Que depois sorriu com um ar de doçura forçado e subiu as escadas.
🎃 🎃 🎃 🎃 🎃 🎃


Harry olhou confuso para o pai, não entendendo muito a situação.
O garoto tentou lembrar de algo que tinha aprontado antes de ir para A Toca, mas não conseguia lembrar de nada…
— Então… — James começou e parou.
— Então?
— Sua mãe pediu para conversar com você sobre a . — Pontas falou de uma vez, Harry olhou para o pai atônito e começou a negar com a cabeça. — Nada de não. Ninguém é cego aqui, menino. Você só falta babar quando ela está por perto. — O Potter mais velho falou, ignorando a cara de desespero do filho por estarem falando sobre o assunto. — Por mais que entenda o que você está passando, tenho que pedir que você controle suas mãos. é como sua irmã…
— Ela não é minha irmã. — Harry o interrompeu rapidamente, enojado.
— SIm, ela não é. Mas enquanto estiverem dormindo na mesma casa vai ser. Os Darling confiaram sua filha a mim e a sua mãe. — James falou sério. — E não quero ter que olhar na cara de Peter Darling e falar que meu filho se aproveitou da filha dele. Ele é do departamento de Mistérios, sabe como esconder um corpo. — Pontas falou, piscando para o filho.
— Pelas barbas de Merlim. Tá certo, pai. Não precisa se preocupar. — Harry falou, querendo mais que tudo encerrar aquela conversa.
— Não preciso mesmo? — James olhou para o filho, intrigado. — Porque hoje na hora do jantar você estava quase se jogando em cima dela e…
— Pai! — Harry falou, olhando para as escadas. — Fala baixo! Não precisa se preocupar, já falei. — Suspirou cansado. — E eu nem sei se ela gosta de mim. — Harry sussurrou essa última parte baixo, James teve que se esforçar para compreender.
— Como? Claro que ela gosta de você, por que não gostaria? — Pontas falou, ofendido com a possibilidade de alguém não gostar do seu filho.
— Ela namorava esse cara mais velho…
— Que cara mais velho? — James questionou.
— Um amigo do Diggory, eles ficaram juntos muito tempo. Até o 5º ano. Acho que ela ainda gosta dele. — Harry falou derrotado.
— Se ela gostasse dele, ainda estariam juntos, filho. E eu posso, ou não, ter ouvido comentários de que ela terminou com ele por estar interessado em outra pessoa. — James soltou, como quem não quer nada.
— Que outra pessoa? — O mais novo perguntou, agitado.
— Não posso dizer. Mas eu não perderia as esperanças se fosse você. — Piscou para o filho, enquanto bagunçava os cabelos. Harry sorriu para o pai esperançoso e foi em direção as escadas. — Mas não aqui em casa. — James emendou rapidamente.
— O que? — Harry perguntou ao pai, já subindo as escadas.
— As esperanças. Não as perca em Hogwarts. Aqui em casa é 0 esperança ouviu? — Falou, e o garoto revirou os olhos. — Zero esperanças, Harry, eu vou ficar de olho! — O menino já tinha subido toda a escada.
James suspirou e sentou no sofá, olhando para o teto.
“Era difícil ser pai de adolescentes”, pensou.
Mas lembrou da cara de bobo do filho olhando para a menina durante o jantar.
E pensou que valia a pena pela diversão.
— Nox. — desligou as luzes do andar de baixo e subiu as escadas, indo para o quarto.

🎃 🎃 🎃 🎃 🎃 🎃


olhava para o teto do quarto da amiga.
Tinham conversado bastante.
Sobre os meninos e volta às aulas.
Mas a Sam já tinha ido dormir a quase uma hora e nada do sono chegar para a loira.
Decidiu passar na cozinha e pegar algo para comer, sempre funcionava em casa.
A corvina colocou seu roupão e saiu do quarto.
Ao descer as escadas notou a luz da cozinha acesa, andou com passos leves até lá.
— Olá? — falou.
— Oi, . — Harry estava sentado na mesa, comendo uma fatia de bolo e tomando um copo de leite.
— Ér… Oi, Harry! — Darling sorriu, tímida. — Vim pegar algo para comer, estava sem sono. — completou.
— Pode sentar aqui, se quiser. O bolo está uma delícia. — Harry falou, um pouco sem jeito.
assentiu e sentou ao lado do garoto. — Ansiosa para as voltas às aulas? Aliás, nem perguntei como você foi em seus N.O.M.S. — o garoto falou.
— Ah fui bem, exceto em Adivinhação, mas quem se importa? — falou rindo. — A Sam me falou dos seus sete N.O.M.S! Foi ótimo para alguém que diz tanto que odeia estudar.
— O que você quer dizer com “bem”? Você conseguiu os nove N.O.M.S, não foi? — Harry perguntou.
— Dez, na verdade. Nove ótimos e um excede expectativas. — a garota falou tímida.
— UAU. Isso é mais do que bem, . Você e Mione deviam só andar juntas, ela conseguiu a mesma coisa. — O garoto falou, admirado.
— Obrigada. Você já sabe quais matérias vai cursar esse ano? — Darling perguntou.
— Vou acertar com a Professora McGonagall ainda. — Harry pareceu um pouco triste.
— Mas você já deve ter em mente quais cursar. Você quer ser auror, não é? — perguntou.
— Sim, mas o Snape só aceita alunos que obtiveram um “Ótimo”, eu tirei um “Excede Expectativas”. — O garoto parecia genuinamente triste.
— Ah, Harry, sinto muito. Talvez Dumbledore consiga conversar com ele e…
— Com o Snape? Para ele fazer um favor para mim? Você acha mesmo, Darling? — Potter perguntou, sorrindo.
— É, realmente… Não sei onde estou com a cabeça… Mais fácil ele lavar o cabelo do que isso acontecer. — Os dois riram da piada da loira.
— Mudando de assunto, — Harry começou, um pouco nervoso. — você e o Montgomery realmente terminaram? — Completou, encarando fortemente a fatia do bolo, para não olhar para a garota.
— Sim. Pouco depois das provas do ano passado. — Ela falou, olhando de esgueira para o moreno.
Harry olhou para , que estava colocando o cabelo atrás da orelha. A garota estava solteira há todo esse tempo e a Sam sequer havia comentado pela casa. Harry tinha certeza que foi de propósito.
— E vocês estavam juntos há muito tempo, não foi? — Potter comentou. — Comigo e com a Cho foi diferente, não tínhamos tanto tempo juntos, então não foi tão estranho. — O garoto tentou frisar que não estava mais com a garota.
— Ah, vocês não estão mais juntos? — A loira perguntou, fingindo desinteresse.
— Depois do lance com a Marieta, meio que ficou sem clima. E você e o Montgomery, por que terminaram? — Harry perguntou, sabendo que estava bancando o intrometido, mas precisava saber se o que pai tinha falado mais cedo era verdade. pareceu travar, mas respirou fundo, antes de falar baixinho.
— Não teve um motivo mesmo, mas acho que nós dois não éramos para ser. Ele estava terminando a escola e eu estava um pouco confusa, então conversamos e decidimos que seria melhor terminar. — A loira falou.
— Mas com o que você estava confusa? — Harry pressionou, se aproximando da garota.
— Ah, Harry, sei lá. Com as coisas. — falou, um pouco afobada.
— Harry falou, após alguns minutos de silêncio. —, sei que pode parecer um pouco babaca, mas — respirou fundo tomando coragem. — eu tô feliz que vocês dois terminaram.
— O que? — olhou para Potter, com olhos arregalados.
— Não tô feliz, mas é que você não está triste, não é? — ele perguntou e a loira assentiu. — O que eu quero dizer é que já que vocês acabaram, eu posso falar isso. — A corvina o encarou, confusa e o garoto coçou a cabeça, visivelmente nervoso. — Ai, droga. É que eu gosto de você, Darling. — o moreno soltou de uma vez. — E há um bom tempo.
o encarou abismada. Ela tinha suas suspeitas, claro. Todo mundo brincava, mas escutar a confirmação do próprio Potter mudava tudo.
Olhou para o garoto, que a encarava de forma ansiosa. , sem perceber, começou a se aproximar do moreno, sentindo um formigamento em todo seu corpo. O rapaz também se aproximava da garota, as bocas estavam quase se encostando quando ouviram um barulho e se afastaram rapidamente.
Gengibre, o gato dos Potter, estava em cima da mesa e derrubou um pote no chão.
O gato encarava Harry, como se soubesse o que ele ia fazer e tivesse o interrompido de propósito. Enquanto isso, , ainda afobada, olhou para Harry e soltou um “Tenho que ir”, e saiu correndo.
Harry suspirou forte, por poucos segundos ele e não tinham se beijado. Harry olhou para o gato, que continuava a o encarar com um olhar julgador.
— Gato implicante. — falou, antes de sair da cozinha e ir em direção ao quarto dormir.
Ou melhor, tentar dormir.
🎃 🎃 🎃 🎃 🎃 🎃


Os raios de sol entrando pela janela acordaram , ela olhou em direção da cama da amiga, que já estava arrumada.
A loira estranhou, não era comum a amiga acordar tão cedo em um sábado. Ouviu vozes altas na entrada do quarto e começou a entender tudo.
— Pai, não precisa o Harry ir, a vai tá comigo. Tem guarda costas melhor? — Samantha falou, colocando um sorriso nos lábios de . Ela era, sem sombra de dúvidas a pior guarda costas.
— E você acha que eu não sei que ela te acoberta? — James falou. — Ela tem aquela cara de boazinha, mas estou começando a compreender a jogada dela. — completou.
— Hey! Eu ouvi. — falou, com a voz ainda rouca do sono.
— Bom dia, . — James falou, colocando a cabeça para dentro do quarto. — Mas eu estou mentindo? — perguntou, maroto.
— Bem, eu não vou me acusar. — A loira falou e piscou para James.
— Esperta. — Piscou para ela e voltou a falar com a Samantha. — Sam, é simples: leve seu irmão e vocês podem ir fazer o piquenique a outra opção é jogar quadribol aqui no quintal. — terminou.
— Mãeeeeeee… — Sam gritou por Lily.
— Sam, seja flexível. — A ruiva pediu.
Samantha bufou irritada e entrou no quarto.
— Que raiva! — Sam falou.
— Amiga, mas o Harry não vai ficar no seu pé, você sabe. — tentou intervir.
— O problema não é esse. O problema é o meu pai nessa marcação cerrada. — a morena falou.
— Eu acho que você deve escolher as batalhas que deve lutar. — falou, diplomática. — Olhe pelo lado bom: você vai passar a tarde inteira do sábado com o Diggory. Conversando e fazendo as saliências que eu sei que vocês fazem quando estão sozinhos. — piscou para a amiga, que jogou uma almofada nela.

O resto da manhã passou rapidamente, e pouco depois do almoço, Cedrico chegou.
James estava de saída, para encontrar com Lupin. Cumprimentou rapidamente o lufano e, pelas costas, dele fez sinal para Harry, falando para ficar de olho. O mais novo apenas revirou os olhos, antes de cumprimentar Diggory.
— As meninas já estão descendo. — Lily falou, abraçando Cedrico. — Como estão seus pais? — perguntou.
— Estão bem. Eles mandaram lembranças. — Ced falou.
As meninas logo apareceram na porta, Sam estava com um vestido floral e com um azul.
Cedrico cumprimentou Darling e abraçou a namorada.
— Não esqueçam da cesta. — Lily falou, entregando a cesta que estava em cima da mesa na varanda. — E cuidado. — Falou, preocupada.
— Pode deixar. — Ced a tranquilizou.
— E cuidado você também, Sr. Harry Potter. — a ruiva falou, olhando para o filho. — Lembre da conversa com seu pai. — emendou. Harry revirou os olhos.
— Que conversa? — Sam perguntou, enquanto andavam.
— Nenhuma. — o irmão respondeu.
Sorrindo ao olhar de lado para , que escutava algo que Cedrico falava.
A mãe mal sabia que ontem, poucas horas depois de te falado com o pai, Harry já tinha esquecido completamente da conversa.

🎃 🎃 🎃 🎃 🎃 🎃


Estavam no topo da colina, próximo a casa. Sam e Ced tinham saído para “passear”.
Harry encarou , que estava quase deitada na toalha, mas os braços sustentam o tronco, enquanto ela olhava para o céu, os raios iluminavam a pele dela e deixavam o cabelo loiro ainda mais brilhante.
— O que você acha que os dois estão fazendo? — Harry perguntou, tentando puxar assunto.
— Você tem certeza que quer saber? — respondeu, olhando estranho para o moreno.
— Ér… melhor não. — Potter falou, com uma cara enojada. — Nós podíamos conversar sobre ontem, não é mesmo? — Harry falou para a loira, esperançoso.
não conseguiu disfarçar o sorriso e nem o constrangimento, já que corou fortemente.
— Falar o que? — a garota perguntou, fazendo-se de desentendida.
— Ah, você sabe. — Harry falou, aproximando-se lentamente da loira.
— Ah, sei sim! Falar sobre como você se declarou para mim… — falou, olhando para Harry sorrindo sacana. O garoto olhou para a loira, a princípio alarmado, mas ao notar a expressão no rosto da mais nova, sorri também.
— Não foi bem assim… — o moreno falou, ainda envergonhado.
— Não foi bem assim? “Ah, , eu gosto de você” — A loira falou sorrindo, imitando o moreno, que suspirou.
Normalmente Darling não agiria assim. Sempre que estava perto de Harry não conseguia agir 100% normal, sempre tinha uma parte mecânica.
Ouvir ontem que o garoto gostava dela, a deu confiança para ser mais natural. Mais ela.
— Hey, eu não lembro de você ser tão piadista. — Potter falou, contrariado.
— Eu tenho meus momentos. — A loira disse, piscando.
— Eu gosto desses momentos. — Harry falou, a encarando com os lindos olhos verdes. — Sobre ontem, você tem algo para me falar? — Potter perguntou, segurando a respiração.
Darling encarou o garoto.
A garota sempre tinha sido discreta em tudo na sua vida.
Era a marca principal da personalidade dela, faltava coragem para admitir, em voz alta e cara a cara, o que sentia.
Entretanto, sempre foi boa em agir.
Respirou fundo e aproximou-se lentamente de Harry. Umedeceu os lábios e notou o garoto fazendo o mesmo. Os lábios dos dois se encontraram em um beijo casto, testando as águas.
sentiu um arrepio percorrer todo seu corpo quando o beijo começou. Uma eletricidade nunca sentida antes.
Os lábios dela se abrem em permissão para o beijo ser aprofundado.
Harry deixa escapar um suspiro rouco, enquanto cobre o corpo da loira com o seu, enlaça o pescoço de Potter, puxando levemente seus cabelos, o que o faz rir e quebrar brevemente o beijo e distribuir selinhos pelo rosto da garota.
Logo o beijo é retomado, Harry sente ondas pulsantes, que o impelem a aprofundar o beijo, Darling corresponde avidamente.
Passam minutos, ou talvez horas, nessa dança.
Ao se separaram sem fôlego olham um para o outro sorrindo.
— Uau. — Harry diz, deitando na toalha.
— Sim, uau. — fala, sorrindo, ainda recuperando o fôlego.
Ambos se deitam e olham o céu. Darling sente a mão de Harry na sua, segurando e sorri.
O piquenique tinha sido mais que proveitoso.

🎃 🎃 🎃 🎃 🎃 🎃


estava sentada na cama, esperando Sam voltar do banho.
Tinham terminado o jantar, e a loira sorriu, lembrando dos acontecimentos do dia. e Harry passaram um bom tempo entre beijos, abraços e conversas naquela tarde, até serem interrompidos pela volta de Samantha e Cedrico.
Mas os dois marcaram para se encontrar no quarto de Harry mais tarde, depois que todos fossem dormir.
Se ia ter coragem de ir, já era outra história. Darling teve seus pensamentos interrompidos por Samantha, que retornou ao quarto, já vestida para dormir.
— Estou exausta. — A morena falou, jogando-se na cama.
— Exausta de quê? De ficar se agarrando? — Darling questionou a amiga, brincando.
— Cala a boca, . — Sam falou, rindo. — Você muito saidinha hoje. — completou, piscando para a loira.
— Mas eu tô mentindo? — a corvina sorriu para a amiga.
— Mas hoje você tá que tá, hein, Darling? Que bicho te mordeu? — Samantha perguntou, curiosa.
— Nada, ué. — A loira disse, ainda sorrindo.
— E por que você tá com esse sorriso estranho o dia todo na cara? — a morena perguntou desconfiada.
— Eu não tô com sorriso nenhum. — falou, forçando uma cara séria e encarando a amiga. Poucos segundos depois as duas caem na risada.
— Ai, , você tá muito boba hoje. — Sam falou, ainda rindo. — Quem devia tá assim era eu, passei a tarde com o Ced, mas olha para você. — Sam falou, apontando para a amiga. — A não ser que… — Samantha encarou a loira. — O que você e o Harry ficaram fazendo enquanto o Ced e eu “passeavamos”? — Sam perguntou, ignorando a cara cética da amiga ao ouvir o “passeávamos”.
— Nada. Só conversamos… — Darling falou, mas corou fortemente e sua expressão entregou tudo. Samantha a encarou boquiaberta.
— O QUE? — Sam gritou, fez um “Shiu” para ela ao mesmo tempo que James gritou de volta, perguntando se tudo estava bem. — Tá tudo bem, pai. E você — falou, apontando para . — sua corvina sorrateira! Não ia me falar nada? O que vocês fizeram?
— Nós nos beijamos. — Darling falou sorridente. — Na verdade, foram MUITOS beijos e…
— Tá bom! — Sam a interrompeu. — Detalhe, mas sem tantos detalhes, por favor. — a encarou confusa. — Vamos, Darling, desembuche… Como isso aconteceu?
— Ontem eu estava sem conseguir dormir e fui até a cozinha pegar um lanche. O Harry estava lá e nós conversamos. Ele falou que gostava de mim. — a loira disse.
— Eu te disse! Eu sabia! Nós somos gêmeos, sentimos essas coisas. — Darling encarou a amiga, cética. — Tá bom. Todo mundo sabia porque o Harry só faltava babar quando te via e ficava todo triste quando via você e o Monty juntos, mas isso não importa. EU SABIA! — A morena falou, vitoriosa.
— Tá, ok. Então fomos interrompidos pelo Gengibre. E hoje no piquenique ele perguntou se eu tinha algo para falar a ele. Então eu o beijei. — A loira falou.
— Você o beijou? Quem é você e o que fez com Evelyn Darling? — Sam questionou a amiga, surpresa.
— Eu sou ousada vez ou outra. — a loira piscou para a amiga, que sorriu.
— Sim, eu sei disso. A ousada não aparece muito, mas quando aparece, tire as carruagens da frente. — Sam falou. — Não vai escutar muito isso de mim, porque você tem péssimo gosto e escolheu meu irmão: mas eu tô muito feliz por você, amiga. — Sam falou, a abraçando. — E agora? Como vai ser? Meus pais vão surtar quando descobrirem. — Ao notar os olhos arregalados da amiga completou. — De alegria, . E de preocupação, afinal, vocês estão morando juntos… — terminou rindo.
— Combinamos de nos encontrarmos mais tarde no quarto dele. — confessou a amiga, sussurrando.
— Primeiramente: eca. — Sam falou. — E depois: vocês estão ousados. E parece que chegou o momento em que o jogo vira e eu vou dar cobertura para vocês dois. — Sam concluiu. — Mas, , vocês vão… — Samantha perguntou, curiosa.
— Não! — A garota falou, rapidamente. — Só vamos conversar…
— Conversar… sei. Tive esse tipo de conversa com o Ced hoje a tarde inteira. — Samantha disse a amiga rindo. — Mas é uma pergunta perfeitamente natural, ué. Você nunca teve essa oportunidade com o Emmett, ficar no quarto, sozinhos…
— Na verdade, sim. Sempre ficávamos em meu quarto quando ele ia lá para casa. E as vezes meus pais saiam para resolver algo rápido. — falou, sorrindo marota. — E claro que aproveitamos… Principalmente ano passado...
— Definitivamente meus pais precisavam de um tempo com os seus. — Sam falou, sonhadora. — E você e o Emmett…?
— Um tipo de conversa bem de adulto que eu sei. — a morena falou. — Enfim, te darei cobertura. Mas cuidado. O Sirius tá dormindo aqui hoje e ele sempre acorda de madrugada.

🎃 🎃 🎃 🎃 🎃 🎃


Pelas contas de Potter, todos já haviam ido dormir há cerca de uma hora.
Andava ansioso pelo quarto, no aguardo de .
SErá que ele viria mesmo? Foi até o espelho mais uma vez e passou, novamente, a mão nos fios rebeldes, embaraçando ainda mais o cabelo.
Sabia que as meninas acham bonito o cabelo desgrenhado.
Respirou, mais uma vez, na própria mão, tentando sentir o hálito.
E voltou a andar de um lado para outro no quarto. Até que ouviu uma batida leve na porta, respirou fundo, nervoso. estava na porta, com um sorriso nervoso e muito linda.
Harry deu espaço para ela entrar, olhou para os lados no corredor e fechou a porta.
Olhou de novo para a garota, ela vestia um pijama curto, o shorts só ia até a metade das coxas e uma blusa folgada, com o símbolo da Corvinal na frente. A garota olhava ao redor do quarto dele, afinal, ela nunca tinha entrado naquele cômodo. As paredes eram cobertas pelas cores da Grifinória e posters do Puddlemore, time favorito do garoto. Em um canto, havia fotos, ela só aparecia em uma, tirada na copa mundial de quadribol. Estavam na cabana, poucos instantes antes de saírem para assistir ao jogo.
— Eu já gostava de você nessa época. — Harry admitiu para Darling. — Quando voê não desgrudou do Montgomery a copa inteira, foi um baque para mim.
— Eu também gostava de você. Antes do Monty, digo. — Darling falou, olhando para o moreno. — Mas você nunca demonstrou interesse, então quando o Emmett me chamou para sair, aceitei. — falou.
— Mas você ainda gosta dele? — Potter perguntou, ansioso.
— Não mais. — falou, olhando para o garoto.
O casal se aproximou, Darling passou os braços em volta do pescoço do moreno e os lábios se encostaram em um beijo leve, ficaram nessa brincadeira por alguns minutos, brincando e explorando um ao outro.
separou mais os lábios, dando espaço para Harry explorar.
E a exploração inicia e intensifica as ondas de calor que percorre o corpo do casal, anda, de costas, até sentir seus joelhos encontrando a cama. Com um impulso deita-se nela, puxando Harry junto.
O rapaz que está com o corpo suspenso em cima do da garota, aproveita a posição para unir, mais ainda o seu corpo ao da garota; desliza sua língua novamente sobre a de Darling, que solta um suspiro e inclina a cabeça, dando espaço para o beijo ser aprofundado.
A mão de Harry percorre, por cima da roupa o corpo da garota. Sentindo a pele macia de sua coxa e todas as curvas existentes; Darling coloca a mão por dentro da camiseta de Potter, passando levemente suas unhas curtas pela costa do rapaz, gerando arrepios que vão até o baixo ventre de Harry.
O moreno segurou os quadris de Darling, enquanto sua outra mão explora o colo de , por cima da camiseta, roubando um gemido sofrido da garota, que finaliza o beijo rapidamente e encarou o rapaz.
A loira tem um olhar ávido no rosto, o cabelo emaranhado e a respiração entrecortada, e como se não bastasse, ela puxa a camiseta de uma vez, ficando apenas de shorts, que mais parece uma calcinha no momento, e sutiã.
Potter olha para a pele clara de Darling e suspira, o volume em seus shorts aumentando. Consegue ver o contorno do mamilo de , coberto pelo tecido fino do sutiã, ele se aproxima e deixa beijos por todo o colo da garota, fazendo com que ela levante os quadris em encontro ao dele, buscando algo.
Continuam nessa dança sensual e nova para eles pelo que pareceram horas, com os suspiros de implorando por mais toques e os gemidos sufocados de Potter, ao sentir cada centímetro da loira em suas mãos. As mãos do moreno vão em direção às costas de , tentando tirar o sutiã para eliminar aquela camada de roupa que está atrapalhando o contato entre a pele dos dois …
— Filho, você dormiu com a luz lig- HARRY POTTER! — São interrompidos pelo grito de Lily ao abrir a porta e encontrar Harry e , seminus, em cima da cama.
O grito acordou todos na casa, James e Sirius surgem, assustados e com as varinhas em mãos, Samantha aparece correndo no corredor.
— O que aconteceu? — James perguntou assustado.
— O SEU FILHO! — Lily apontou para dentro do quarto. James, Sirius e Samantha olharam para dentro do quarto, onde Darling com um lençol cobrindo o seu torso e Harry que mexeu-se desconfortavelmente, tentando disfarçar o volume ainda presente entre suas pernas. Sirius olhou para o afilhado boquiaberto e começa a gargalhar, sendo acompanhado por Samantha. James até ensaiou uma gargalhada, mas o olhar duro de Lily o cortou. — Não tem graça alguma! Seu pai não conversou com você, Harry? — Lily perguntou retoricamente, agitada. — E , do meu filho eu esperava isso, mas de você? Sempre pareceu ser uma criança tão responsável. — Darling se mostrou brevemente envergonhada.
— Para a senhora ver como as aparências enganam. — Sam falou debochando da situação.
— Nem comece, Samantha. Você vai me dizer que não sabia disso? — Lily questionou, colocando as mãos na cintura.
— Eu? Claro que não. Veja se sou eu que está sem camisa na cama de um garoto. — a menção do “sem camisa” serviu como um despertador. Sirius e James, desconcertados, tiraram a cabeça da porta, dando privacidade a , que segurava o riso.
— Vocês dois. — Lily apontou para Darling e Harry. — Recomponham-se que James e eu já vamos ter uma conversa séria com os dois. — falou dura e passou pela porta, fechando, mas parou no ato e virou para eles. — Com a porta aberta! E não riam! — Emendou, ao notar o ar de riso dos dois.
Assim que ela os deixou sozinhos, olharam um para o outro e caíram na gargalhada.

🎃 🎃 🎃 🎃 🎃 🎃


— Vocês acreditam nisso? — A ruiva falou, preocupada colocando a mão na testa.
— Claro que acreditamos, nós vimos. — Sirius respondeu.
— Não é hora para gracinhas, Sirius. Isso é muito sério. Eles são muito novos para estarem fazendo isso. — Lily falou brava.
— Qual é, Lily. Sirius éramos mais novos do que o Harry quando… — ao notar o olhar assassino da esposa e o acusatório da filha, James interrompeu.
— Primeiro: com qual cara o senhor vai me dar sermão sobre o Cedrico agora, pai? — Sam perguntou, risonha. — E segundo: eles não estão fazendo Aquilo, pelas barbas de Merlim, foi só uma vez.
— Mas você não disse que não sabia, Sam? — Sirius questionou a mais nova.
— Pelo menos eu acho que foi só uma vez. — corrigiu-se, piscando para Almofadinhas.
— Não importa. A questão é que isso não pode acontecer, e principalmente não dentro de casa, com a sobre a nossa responsabilidade. Você não conversou com ele, James?
— Conversei, sim. Mas eu não tenho culpa se o garoto não consegue deixar a varinha dentro das calças. — James falou, fazendo piada.
— Odeio atrapalhar, mas me deixem dar um conselho antes de voltar aos meus aposentos para dormir. — Sirius começou. — Eles estão sozinhos ali dentro há muito tempo já. — Falou e gargalhou ao notar a expressão alarmada de Lily. Andou em direção ao seu quarto agradecendo, mais uma vez por não ter que se preocupar com filhos. Os filhos dos amigos já davam problemas demais.

Lily enfiou a cabeça de supetão no quarto, pegando e Harry de surpresa. O garoto estava sentado no chão do quarto, enquanto estava sentada de pernas cruzadas na cama.
A ruiva olhou desconfiada para os dois.
— James, vem cá. — Chamou o marido e puxou uma cadeira, para sentar. — Nós precisamos conversar.
— Mãe, não precisa… — Harry tentou apelar, mas foi silenciado com o olhar duro de sua mãe.
— Claro que precisa, Harry. Eu conversei com você há um dia exatamente sobre isso. — James falou, entrando no quarto. olhou para Harry, confusa. — E quanto a você, , esperava mais juízo. — Pontas falou.
— São os hormônios, pai. — Sam falou, encostada no portal da porta.
— Sam, vá para seu quarto. — Lily falou, levantando e fechando a porta, deixando uma Samantha indignada ao lado de fora.
— Eu já tive a idade de vocês…
— Ah, não… — Harry lamentou.
— Silêncio, Harry. Eu sei como é sentir… isso. Mas vocês ainda são crianças. Tem que ter um certo cuidado e se quiserem namorar, deve ser um namoro de adolescentes, vocês não podem agir como adultos. — Lily falou. — Principalmente dentro dessa casa. As mesmas regras que valem para a Samantha e o Cedrico, vale para vocês. — concluiu.
— Eu peço desculpas. — falou. — Vocês me receberam de portas abertas e quebrei a confiança. Realmente peço desculpas, não vai se repetir. — falou, envergonhada e arrependida.
— Oh, querida, não é para tanto. Só controle esses hormônios. — Lily disse. — Agora se levante e vá para o quarto da Samantha. E como você é filho do seu pai, — falou, apontando para Harry. — Vou colocar um feitiço nas portas, vou saber se qualquer pessoa sair ou entrar do quarto. — sorriu meiga.
— E a partir de agora é marcação cerrada em cima de vocês dois. — James falou. — Nada vai passar despercebido por nossos olhos.
AO sair do quarto, encontraram Sam ainda no corredor.
— É só isso? Isso é tão injusto. Se fosse comigo e com o Ced a casa estaria no chão. — Sam resmungou, enquanto caminhava ao lado da amiga para o quarto, Darling riu baixinho. — Esse teu jeitinho meigo pode até enrolar minha mãe, Darling, mas eu sei do que você é capaz. — Sam sussurrou para a amiga, que piscou para a morena.
— E, , querida. — Lily chamou, do corredor. — Assim que seus pais chegarem, vou falar sobre isso. — A ruiva colocou um sorriso vencedor no rosto ao notar os olhos arregalados da loira.
— É, Darling, parece que não foi dessa vez que você conseguiu enrolar Lily Potter. — Sam falou, passando os braços pelo ombro da amiga e fechando a porta do quarto.


🎃 🎃 🎃 🎃 🎃 🎃


estava sentada no quintal da casa dos Potter. Depois do café da manhã constrangedor com todas as piadinhas possíveis sobre o incidente, ela precisou relaxar.
Viu uma sombra aparecer e olhou para trás, era Harry.
— Achei que a ordem de restrição exigia 500 metros distância. — brincou, Harry riu, enquanto sentava ao lado da loira.
— Os dementadores deram uma folga. — O moreno brincou. — Quero te pedir desculpas por te colocar em toda essa situação vergonhosa.
— E pedir desculpas pelo quê? Você por acaso usou a maldição Imperius em mim? — a loira questionou rindo. — Só tem que pedir desculpas por ter esquecido de trancar a porta. Na próxima vez, vê se não esquece. — piscou marota para o moreno.
— E vai ter próxima vez? — Harry perguntou.
— Eu espero que sim. — Darling olhou para Potter, sorrindo. — Sei que não falei diretamente isso: mas eu realmente gosto de você, Harry. E venho gostando de você há muitos anos. O que eu tive com o Emmett foi importante para mim, mas acho que no fundo sempre soube que em algum momento ia acabar. Porque no fundo, eu ainda continuava gostando de você, mesmo sem saber. — falou, corando.
Harry a encarou, sem saber o que falar. Aquela tinha sido a sentença mais longa que já tinha escutado da garota.
Não sabia como responder, e decidiu responder da mesma forma que ela havia respondido no dia anterior.
Aproximou-se e selou os lábios em um beijo doce e leve.
— Hey! 500 metros. — James gritou da varanda para os dois, que se separaram rapidamente rindo.
Para Harry, a perspectiva de enfrentar seja lá o que tivesse pela frente, se tornou mais amena, ao saber que, agora, tinha ao seu lado.






Fim!



Nota da autora: EU AMEI TANTO ESCREVER ESSA FANFIC.
Harry tendo os pais é tudo que eu precisava <3
Espero que gostem e não esqueçam de comentar!
E leiam o especial completo, está maravilhoso <3
Malfeito feito!





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Kisses in the Yule Ball
Happy Birthday, Samantha
Outras oneshots & shortfics dentro do universo de HP by Moony, Padfoot & Prongs:
Before All
My Blood - Parte 1
My Blood - Parte 2
My Blood - Parte 3
My First Friend
My First Goodbye
My First Kiss
Playing with the Moon
Sweet Fire
Sweet Fire: The Date
The First Date Of Lily Evans and James Potter
The Prisoner's Muggle
Under the Stars
Longfics by Dih, Isa P. & Reh:
Black & Diggory
Uma Nova História
Uma Nova História II
Black & Diggory II
Black & Diggory III
After All
Orchideous
Between the order and the death eaters


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