The Moony’s way

Última atualização: 01/09/2020

Capítulo único

— Bom dia, minha pequena.
acordou com seu pai sentado na cama ao seu lado, mexendo em seus cabelos. Demorou a abrir os olhos para aproveitar o carinho do homem. Todo primeiro de setembro era assim: Remo ficava observando a filha dormir enquanto pensava em como sua criança tinha crescido e no quanto tinha sorte que fosse feliz e saudável. E se sentia infeliz por ter que deixá-lo, sem saber se conseguiria se cuidar direito, mesmo que a garota soubesse que ele não estava sozinho. E então eles se abraçavam e desciam para tomar o café da manhã, antes de se encontrarem com James e Sirius na plataforma.
— Bom dia, papai! — ela abraçou a cintura de Lupin que sorriu feliz — Nem acredito que as férias acabaram!
— Nem eu — ele riu — Quando mais você cresce, mais curtas elas ficam.
— Mas vão ficar mais longas quando eu me formar.
— Vão.
O homem riu se levantando, estendendo a mão para que ela fizesse o mesmo. Tomaram café da manhã, terminaram de arrumar as malas e colocar roupas trouxas para irem a plataforma. Tudo estava caminhando tranquilamente.
— Esse é o primeiro ano dos Potters e da Black em Hogwarts. Você precisa ficar de olho neles...
A garota concordou com a cabeça.
— Não pode deixar que se metam em encrenca, sofram bullying ou qualquer coisa parecida!
— Sim senhor.
— E os ajudem nas matérias que tiverem dificuldade. A encontrar suas salas e a fazerem amigos.
— Por Merlim, homem! Eu consegui me virar sozinha e eles também vão conseguir. — Foi se virando sozinha que você acabou na sonserina — ele riu, sentindo sua filha cerrar os olhos em desaprovação — Eu estou brincando.
— O dia que eu abrir a câmara secreta a gente conversa sobre isso.
gargalhou, fazendo seu pai a abraçar apertado.
— Ainda bem que é só uma lenda — falou antes de desaparatar.

Chegaram cedo na plataforma e ficaram esperando dentro da 9 ¾ . Poucos alunos tinham chegado e o trem não tinha começado a disparar fumaça. Era sempre divertido ver a cara das crianças quando passavam pela plataforma pela primeira vez, o que considerava o único ponto positivo de chegar tão cedo nos lugares. Se sentou entediada em seu malão, esperando alguém aparecer.
— Já deviam ter chegado — Remo consultava o relógio a cada cinco minutos, repetindo a mesma frase.
— Pai — a garota chamou a sua atenção — Ainda faltam vinte minutos para o trem sair, temos tempo. Você precisa parar de ser tão desesperado.
— Você tem razão — suspirou derrotado, olhando mais uma vez para o grande relógio na plataforma antes de se virar para a menina — Sabe? Quando vocês entrarem no trem podem se sentar juntos, caso eles não encontrem uma cabine legal.
— E lá vem ele de novo com o mais puro desespero. Pai, eu vou sentar com o Jordan e os Weasleys como eu sempre faço. Mas isso não quer dizer que eles não vão ficar bem sozinhos. E convenhamos: James e Sirius vão pedir que eles falem comigo se tiverem problemas e os Potters não farão isso a menos que seja caso de vida ou morte. Enquanto isso a Evie vai me procurar para resolver problemas acadêmicos que eu não vou ser capaz de resolver.
— Eu ouvi problemas?
Se distraíram tanto conversando que não perceberam quando James, Lily, Sirius e as crianças se aproximaram em suas costas.
— Tios! — Lupin pulou nos braços de cada um, dando um abraço rápido antes de ir cumprimentar os primos. Ia voltar para perto dos homens quando se distraiu ao ver que os Weasleys tinham chegado. Correu para abraçar Fred e George e cumprimentar o resto de sua família. Mais um dos ruivos entraria para Hogwarts naquele ano.

— Se eu fosse você eu ficava de olho naqueles dois ali — James apontou com a cabeça para os gêmeos que conversavam animadamente com a morena — Um dos dois vai te causar problemas logo, logo.
— Ou os dois — Sirius gargalhou, recebendo um olhar de reprovação do amigo.
— Eles são melhores amigos, não tem nada além disso! — o lobisomem negou com a cabeça.
— Mas a lobinha ta crescendo — Sirius começou.
— E os ruivos também — James segurou a risada, sentindo Remo começar a pensar na possibilidade.
— E eu acho melhor eles ficarem bem longe de você nas noites de lua cheia!
— Eu acho melhor vocês dois ficarem longe de mim na próxima lua cheia — Lupin rosnou — Agora alguém chama ela aqui porque eu não quero parecer um pai ciumento.
— Bom, alguém precisa fazer o trabalho sujo — James se virou, caminhando lentamente até a garota — Mas você tá me devendo uma, Aluado.
Potter parou pouco antes de alcançar o trio, para ouvir sobre o que estavam falando. Sorriu ao ver que faziam planos de ir para Hogsmeade no dia seguinte comprar artigos das Zonkos para irritar os professores. E conteve a vontade de puxar a garota para um abraço quando percebeu que eles estavam falando que um professor seboso em particular. A tinha criado muito bem.
— Ei, lobinha — falou assim que eles encerraram o assunto — Seu pai pediu pra eu vir te chamar para dar tchau, porque ele tá com ciúmes desses dois aí mas não quer parecer um cara ciumento.
A garota arqueou as sobrancelhas, assentindo e passando a língua sobre os lábios antes de continuar.
— Achem um lugar no trem e eu encontro vocês em cinco minutos.
— Você precisa se cuidar — falava insistentemente — Tomar a poção todos os meses direitinho para não quebrar a casa inteira. Você tem um bom trabalho no ministério e não vai querer perder por causa de algumas ressacas lupinas, não? Já foi difícil o suficiente encontrar pessoas gentis que mantivessem seus desaparecimentos mensais em segredo.
— Eu falei para vocês que deixar ela saber dessas coisas era um erro — Remo revirou os olhos.
— E vocês dois, aproveitem que acabaram de despachar seus filhos para o castelo e fiquem de olho nele. Ou vão ter sérios problemas comigo no natal.
— Cuida bem das crianças — Sirius a abraçou, colocando disfarçadamente um saquinho com galeões nas vestes da menina — Mas não deixe nenhuma delas cair na sonserina. Eu não aguento mais um desses na família.
— Mais respeito, por favor — ela riu antes de abraçar James.
— Nos vemos no natal — Potter também colocou dinheiro em seus bolsos — E boa sorte com o ranhoso.
Lupin cruzou os braços revirando os olhos.
— Vocês não podem ficar dando dinheiro pra ela assim, estão mimando demais essa menina.
Os três falaram juntos.
— Claro que podemos!
— Claro que podem!
— Como eu desejo que nossas outras crianças aproveitem Hogwarts tanto quanto essa aí.
— Convençam meu pai que alguns berradores não são nada demais e eu convenço seus filhos a explodirem uns banheiros!
— Um trato é um trato!
— Antes que eu me esqueça — tirou um pergaminho do bolso da calça e entregou para os homens — Eu mesma daria para eles, mas acho que vocês deveriam fazer isso, afinal o legado não é meu.
— Certeza que não precisa mais dele? — Sirius perguntou — Podemos passar para eles no ano que vem.
A garota negou com a cabeça.
— Foi muito importante para mim ter recebido ele no meu primeiro ano e também vai ser importante para eles. Além disso nós sabemos de cor todas as passagens do castelo e onde se esconder se estiver vindo alguém, já estamos preparados.
— Ah — os três a abraçaram em conjunto a fazendo sorrir grandemente. Como tinha sorte em ter aqueles homens em sua vida.
— Almofadinhas, Pontas, vejo vocês no natal — ela sorriu antes de se virar para o pai — Você também, ciumento.
Lupin se virou para James assim que a garota virou as costas, sussurrando o mais baixo que pôde.
— Eu vou matar você.
— Eu me preocuparia dela falar que sabe onde se esconder — James sussurrou de volta, fazendo Lupin passar as mãos pelo cabelo.

A sonserina passou rapidamente por entre seus primos, antes de ir para a cabine.
— Ai vocês vão se divertir tanto! — falou para as três carinhas ansiosas que ainda não tinham embarcado — Eu espero muito arrastar algum de vocês para a Sonserina comigo.
— Sonserina é ruim — Harry e Samantha falaram juntos, cruzando os braços.
— Não não, vocês ficarem sem ganhar chocolate da sua querida prima é ruim, Sonserina é bom.
— Eu não quero ir pra Sonserina — Evie cruzou os braços — Meu papai não gostava dos parentes da sonserina, eu tenho que ir pra Grifinória também.
— Ah, minha querida — se abaixou para ficar na mesma altura que a garota e a abraçou — Sirius vai continuar te amando independente da casa em que você for escolhida, é a garotinha dele. Na pior das hipóteses vai dormir para fora por um ou dois anos.
A loira arregalou os olhos, antes de perceber que sua prima estava brincando.
— Vejo vocês no trem caso precisem de alguma coisa. Acho que seus pais querem se despedir.

Estava muito ansiosa para essa seleção. Era incrível pensar que os três finalmente estavam em Hogwarts mas tudo só se tornaria real depois que Lupin visse cada um dos usando o uniforme de suas casas. Minerva estava demorando para entrar com os alunos novos o que só fazia com que a garota mexesse os pés nervosamente embaixo da mesa. Tinha quase certeza de que já tinha chutado alguém.
Quando a porta do grande salão se abriu, procurou os garotos no meio dos alunos novos para apreciar sua reação. Se lembrava da primeira vez que tinha visto o teto, as mesas, as paredes… Ficou tão extasiada quanto seus primos aparentavam estar. Sorriu feliz, desejando ter uma câmera para que James, Sirius e Lupin pudessem ver aquela cena. Tinha certeza de que se fossem animagos menores, teriam se enfiado em seu malão só para acompanhar esse momento.
— Quando eu chamar seus nomes, deem um passo à frente. Colocarei o chapéu em suas cabeças para a seleção. Ana Abbott!
— Lufa lufa — o chapéu anunciou. A menina pulou feliz para fora do banco e se dirigiu a mesa em tons de amarelo.
— Terêncio Boot!
— Corvinal.
— Evie Black.
poderia dizer que foi a decisão mais rápida que já viu o chapéu tomar.
— Corvinal!
— O quê? — ouviu Samantha dizer no meio dos alunos, recebendo um olhar reprovador de Minerva e outro olhar desesperado de Evie.
Sentiu a mais nova corvina olhar em sua direção e fez um joinha a encorajando a continuar e andar até a sua mesa. Sirius lidaria bem com uma garota corvina, para ele tinham casas piores. A seleção continuou.
— Lilá Brown.
— Grifinória.
A mesa vermelha explodiu em gritos de alegria, era a primeira pessoa do ano a ser selecionada para a casa. Viu Fred e George gritarem e pularem animadamente ao recepcionar a garota. Percy discretamente brigava com os dois.
— Harry Potter.
Harry subiu no banco, o chapéu cobrindo seus olhos. O chapéu demorou tanto para dar a resposta que Samantha já havia começado a roer suas unhas.
— Grifinória.
O garoto desceu satisfeito, sorrindo para sua gêmea antes de correr alegremente para a casa que fora de seus pais. Na mesa da Corvinal, Evie murchava cada vez mais. desconfiou que ela nunca quis tanto estar na Grifinória como naquele momento.
— Samantha Potter.
Sam subiu confiante no banquinho. Agora, mais do que nunca, tinha a certeza absoluta de que iria para a Grifinória. Afinal, não existia Samantha Potter sem Harry Potter. Mas seu sorriso deu lugar a uma cara descrente, quando o chapéu anunciou para todo o salão.
— Lufa Lufa!
não conseguiu conter a gargalhada e ficou feliz que o estouro na mesa lufana abafou o som de suas risadas. Sam olhou em sua direção, a fazendo fechar a cara instantaneamente, embora sentisse que ia começar a chorar de tanto rir. Apontou com a cabeça para a mesa amarela e cruzou os dedos para a pequena, indicando que tudo ficaria bem. Quando a garota finalmente virou as costas, deixou a risada sair novamente, apertando a barriga com a falta de ar.
— Eu preciso muito escrever quando chegar no dormitório — riu — Que por essa aqueles três não esperavam.

Depois que terminou de jantar, conteve o impulso de ir correndo conversar com os pais e foi rapidamente em cada uma das três mesas conversar com os primeiranistas.
— Lufa Lufa? — Samantha falou indignada — Tem que haver algum engano. Eu não posso ter caído na Lufa Lufa. Não tem ninguém da família na casa.
— Também não tinha nenhum Lupin na Sonserina até eu ir para lá. Você vai ficar bem e fazer amigos.
— Não tenho tanta certeza disso — bufou irritada — O Harry já está falando com um monte de gente.
— Não precisa ficar com ciúmes — gargalhou — Olha em volta para a quantidade de rostos felizes te encarando prontos para conversar.
— Mas esse é exatamente o problema, .
Esperava ter mais sorte ao se encontrar com Evie. Embora parecesse um pouco chateada, a garota já estava conversando com os outros alunos da casa.
— Eu não vejo a hora de começar transfiguração — a loira falava para uma outra garota ao seu lado — Ouvi dizer que a professora é uma animaga.
— Sim! — a menininha sorriu — Ouvi dizer que ela vira um gato! Será que vamos aprender a virar animais também?
sorriu se sentando ao seu lado.
— Parece que vocês têm muito em comum, hein?
— Eu to feliz — ela sorriu — Eu só queria ter ido para a Grifinória porque…
— Eu sei o porque. Mas vocês ainda vão se ver da mesma forma de antes.
A corvina ficou vermelha.
— Eu ia falar do meu pai.
gargalhou.
— Claro que ia!
— Como você está indo muito bem aí, eu vou lá falar com o quatro olhos. Quer que eu dê algum recado?
Evie fechou a cara, empurrando sua prima levemente. gargalhou.
— Entendi, sem recados! Deveria escrever para seu pai quando chegasse ao dormitório. Quanto antes contar, maiores as chances dele esquecer tudo até o natal.
De fato, Harry já havia feito amigos. Todos os meninos do primeiro ano conversavam entre sí, mas ele estava mais dedicado a conversar com Rony Weasley e uma outra garota de cabelos cheios.
— Ei, Harry! Vi que já conheceu o Rony. Bom que me poupa o trabalho de apresentar vocês.
— Já sim — ele riu — Você tava falando com a Sam, não é? Ela está bem?
— Ela está chateada. Deveria falar para ela contar logo para o seu pai porque assim que eu entrar vou contar cada detalhe para o meu. E você sabe o que isso significa. James não vai gostar de saber por mim.
— Eu vou contar também — ele riu — Se eu deixar para ela fazer isso, papai vai achar que ela é grifinória até ela se formar.
— O que não seria uma má ideia. Lily vai adorar mas eu pagaria pra ver o James descobrindo que a filha caiu na Lufa Lufa.
Conversou mais um pouco com os grifinórios e foi para seu salão comunal contar para Lupin como tinha sido seu dia. Não deixou nenhum detalhe de fora, da cara dos primos a suas casas, pedindo para que não contasse para os amigos até que eles mesmos falassem alguma coisa. Imagina que lindo se a carta da Evie chega primeiro, o James zoa o Sirius e depois descobre que sua queridinha agora é lufana? E que além de tudo, Lupin já sabia? Definitivamente ele deveria esperar antes de falar alguma coisa.

O Natal chegou antes do que imaginava, seus primos estavam se adaptando bem, até mesmo Samantha já tinha feito amigos na Lufa Lufa embora não admitiria isso para ninguém.
— Eu passo na Toca uma vez por semana — falou enquanto abraçava Fred, então se dirigiu para George — E vocês voltam comigo lá para casa.
Tinha calculado muito bem as semanas do mês e nenhuma teria lua cheia no fim daquele mês. Não tinha conseguido coragem ainda para contar aos Weasleys que seu pai era um lobisomem. Não porque tinha vergonha ou que achasse que seus amigos não entenderiam, mas achou que depois de três anos já tinha perdido o timing para contar casualmente “a propósito, todos os meses meu pai vira um lobo gigante que tenta matar tudo o que vê pela frente, mas juro que no resto do mês ele é muito legal”. Então talvez os amigos nunca soubessem.
Se despediu com um beijo na bochecha de cada um e foi até os homens que já a esperavam perto da saída da plataforma. James e Sirius estavam com a cara fechada e os braços cruzados enquanto Remo olhava para qualquer coisa na plataforma que não fosse laranja. Lily permanecia em um canto separado ouvindo todas as novidades que Harry, Sam e Evie não tinham escrito em cartas.
— Então você tem tempo para ficar beijando a bochecha de seus amiguinhos mas não tem para que eu receba alguma carta, Lupin? Eu confiei em você e em troca não recebi nenhuma reclamação de Dumbledore?
— Você sabe que eu não faço milagres, Almofadinhas. A Evie é uma garota difícil, centrada demais para sair causando pelos corredores. Não pode dizer que eu não tentei. O Potter ali recebeu duas de cada filho nesses três meses.
— E eu recebi cinco. Como raios você conseguiu causar uma explosão de bombas de bosta no salão comunal lufano? A entrada não é só para os alunos da casa?
— Como eu ia imaginar que o Diggory estava indo pra lá?
— Conversamos sobre isso depois.
— E você não nos contou isso? — James olhou chocado para o amigo — Como pôde?
— Eu não saio contando tudo o que ela apronta para vocês.
— Pensei que fossemos uma família — Sirius respondeu magoado.
— Cinco advertências — os olhos de James brilhavam.
— Pelo menos a minha filha é a mais inteligente — Black deu de ombros.
Eles continuariam discutindo, se Sam não tivesse se aproximado completamente frustrada.
— Eu pensei que todos fossem bonzinhos com os lufanos — ela bufou — Se não é para ser assim, qual a vantagem de estar nessa casa?
— A Potter só pensa em vantagens, a vida inteira eu falei que ela deveria ir para a Sonserina comigo.
— Que Godric me livre — James respondeu se abaixando para ficar na altura da garota — Quem anda te incomodando, filha?
— O Snape não para de pegar no meu pé.
— E você não está fazendo nada a respeito?
— E o que eu posso fazer? Ele é um professor! — bateu as mãos contra o corpo e se jogou em cima de seu malão. Segundos depois Harry e Evie se aproximaram da garota. Harry sentou ao seu lado e passou o braço por seu ombro, para que a gêmea se apoiasse.
James olhou bravo para , que deu de ombros.
— E eu to te pagando pra quê?
— Não olha pra mim. Eu sugeri que ela fizesse alguma coisa mas ela me respondeu a mesma coisa. Além do que, três das cinco advertências que eu recebi foram pelo Snape, não é como se eu tivesse deixado passar em branco.
— Quem mais aqui ta sendo incomodado pelo Severo? — Sirius chegou mais perto.
— Ele nunca me deixa responder as perguntas. Na primeira aula ele fez um monte de perguntas difíceis e ficou bravo que eu sabia responder — Evie franziu as sobrancelhas.
— E falou para mim e para a Sam que éramos a cópia exata do nosso pai e não fazíamos o menor esforço. E nos tirou pontos!! — Harry revirou os olhos.
O homem fechou o punho nervoso.
— Eu vou acabar com aquele narigudo agora mesmo.
— E ai você vai ter que se prender — revirou os olhos — Todos nós sabemos que o Snape é assim mesmo. Ele descontou suas brincadeirinhas em mim e agora vai descontar as suas brincadeiras e os meus dois últimos anos de indisciplina neles.
Lily que tinha ficado quieta até agora, falou baixinho como se não tivesse muita certeza do que dizia.
— Eu posso falar com ele. Afinal, eu sou a responsável dele agir assim com vocês.
— A última vez que você falou com ele eu passei um mês limpando a sala de troféus. E não quero ter que fazer isso de novo. Eles nem me deixam usar magia!!!!
— Porque não discutimos isso no jantar? — Remo sugeriu — Não devo ser o único que está com fome aqui.
— Porque eu estaria com fome se estou cheio de ódio? — James respondeu, fazendo Lilian rir.
— Jantar parece ótimo. Na minha casa?
Assentiram, saíram da plataforma e desaparataram.

No geral o ano passou rápido. Lily e convenceram os marotos que arrumar briga com Snape só complicariam suas vidas e eles decidiram não interferir enquanto as coisas não ficassem muito sérias. Enquanto isso, prometeu que protegeria as crianças o quanto podia, o que resultou em algumas discussões com o homem e várias detenções. Uma discussão em particular deixou Lupin muito satisfeita embora tivesse escapado por pouco de ser expulsa.
Sirius e James tinham um espelho que usavam para se comunicar quando pegavam detenções separados, então ficou com um e deu o outro para Evie. Como os três tinham aula de poções juntos, um só já era o suficiente. Todas as vezes que seus primos tinham aula de poções ela ficava de olho no objeto. Um dia, no meio de uma aula de História da Magia, o espelho brilhou. O olhar de encontrou com uma Evie desesperada gesticulando. A mais nova virou o espelho mostrando Snape apertando o braço de Harry enquanto os Potter gritavam para ele parar.
mostrou a imagem para os gêmeos que fecharam a cara instantaneamente.
— Preciso ir.
— Nós vamos com você.
— Acho melhor não — ela sussurrou — Isso vai ficar feio.
— Você acaba de deixar isso mais interessante. Vamos logo, o Binns não vai nem perceber que saímos.
O trio saiu correndo pelos corredores. Encontraram com Pirraça no caminho e pediram que ele chamasse Dumbledore para a sala de poções. Esperavam que o Potergeilst desse o recado.
— Alohomora! — Fred apontou para a fechadura da sala, Snape era o único que trancava a porta em suas aulas.
Entraram como um tiro. Snape parecia apertar cada vez mais o braço do garoto enquanto Evie gritava regras escolares que não permitiam mais torturar os alunos desde sei lá quanto, mas não recebia nenhuma atenção além da concordância dos outros alunos da Corvinal. O homem estava tão concentrado discutindo com os gêmeos Potter que só percebeu que tinham chegado quando falou.
— O que você pensa que está fazendo? — a garota gritou — Solta ele!
A cor sumiu de seu rosto, sendo rapidamente substituída por um vermelho ainda mais vivo.
— Você acabou de invadir a minha aula?
— Solta o Potter agora! — repetiu calmamente.
O homem parecia transtornado.
— Quem você pensa que é para falar com um professor desse jeito?
Inconscientemente , Fred e George levaram a mão a suas varinhas, Severo percebeu e começou a rir.
— Vocês não vão fazer isso.
A garota tirou a varinha do bolso lentamente, apontando para o homem.
— Eu mandei você soltar o meu primo e eu só vou contar até três.
O professor soltou o garoto o empurrando em direção a irmã. Os Potter pareciam a ponto de voar na garganta do professor e Evie tinha parado de gritar, mas um olhar de Lupin fez com que eles aguardassem.
— Vocês vão ser expulsos — Severo gritava — Por ameaçar um professor.
— Você estava agredindo um de seus alunos — a voz da garota estava coberta de rancor — O que você acha que os nossos pais vão achar?
— Eu não ligo para o que aqueles homens desprezíveis acham.
— Só tem uma pessoa desprezível nessa história — Fred e George falaram juntos.
— Eu vou levar vocês a Dumbledore agora. Vão ser expulsos!
— Não vai ser necessário — o diretor caminhou para dentro da sala, fazendo os garotos guardarem suas varinhas — Eu vi o que aconteceu. Os terceiranistas mandaram me chamar.
Snape parecia a ponto de ter um colapso, quando um sorriso vitorioso surgiu nos lábios de Lupin e dos gêmeos Weasley.
— Eles me ameaçaram — o homem se defendeu — Devem ser expulsos.
— Potter, me mostre seu braço.
O braço do garoto estava muito vermelho em várias partes diferentes, como se já tivesse sido apertado anteriormente. Mas o ponto onde o homem apertava quando Lupin chegou estava indescritível.
— Severo, me acompanhe até a minha sala.
— Mas e os outros? Eles não podem ficar impunes.
— Converso com eles depois. O resto da sala está dispensada.
Lupin correu para seus primos para checar se eles estavam bem.
— Me desculpe não ter chegado antes — pediu — Vamos ver a madame Pomfrey, ok? Para ela cuidar desse machucado.
— Foi o timing perfeito, Soph. Muito obrigado — os gêmeos falaram juntos. Ela abraçou os garotos e foi conversar com Evie que desde que o diretor chegou, se encolheu um pouco no canto.
— Você está bem? — a morena perguntou.
— Você ia mesmo atacar o professor?
Ela riu fraco, pensando na encrenca que quase se meteu.
— Só se fosse extremamente necessário — passou a mão por seus cabelos, beijando sua testa — Não precisa se preocupar mais, tudo bem?
Black assentiu, indo em direção aos Potter. Ficaram parados por mais um tempo, até Fred quebrar o silêncio.
— Então, quem quer torta de abóbora?
riu sozinha no trem enquanto pensava nesse dia. Fred e George dormiam tranquilamente enquanto ela se perdia em pensamentos. Quase foram expulsos por sua causa e por Dumbledore achar que não tinha a necessidade de apagar as memórias do homem, o professor de poções se tornou ainda mais insuportável.
O diretor tinha concordado em não mandar nenhuma advertência para os seus pais, então também não mandou nenhuma carta contando o que aconteceu. Lupin provavelmente teria um infarto.
Mas certamente os outros escreveram para seus pais, pois quando desceu na plataforma aquele dia, James e Sirius a ergueram nos braços dando vivas de que era uma heroína.
— É pra isso que eu te pago — James gritou a fazendo rir.
— Seus filhos também foram verdadeiros heróis — a garota respondeu — Os três gritavam com o Snape quando eu cheguei e o Potter deve ter falado alguma coisa bem divertida para tirar ele do sério daquele jeito. Evie começou a despejar um monte de regulamentos em cima do cara que até me deixou atordoada.
— Minha garota — almofadinhas riu — Me dá tanto orgulho!
Lupin não parecia tão orgulhoso assim. não conseguiu desvendar sua expressão quando seus tios a colocaram no chão e ela finalmente ficou cara a cara com ele.
— Hm... Oi?
— Porque não me contou?
— Se você não gostou da história do salão lufano, imaginei que também não gostaria dessa. E pelo Dumbledore concordar em não falar com você, achei que não tinha necessidade. Se bem que eu acho que a desculpa de ser uma criança problemática porque meu pai é um lobisomem não ta mais funcionando tão bem.
— Você teria azarado o Snape?
A sonserina suspirou.
— Se fosse necessário eu teria — ela balançou a cabeça — Ele não queria soltar o Harry.
O homem se adiantou para a menina a abraçando e beijando o topo de sua cabeça.
— Eu tenho tanto orgulho de você.
— O que? — , James e Sirius falaram juntos.
— Vocês dois teriam chegado lançando maldições imperdoáveis na sala se vissem o Severo segurando o braço de qualquer um de seus amigos daquele jeito. Ela e os amigos esperaram, conversaram...
— Na verdade nós gritamos com ele — a garota corrigiu.
Lupin tampou a boca da filha com a mão.
— Eu to tentando te defender aqui. Onde eu estava mesmo? Ah sim. Conversaram e depois que ele não cedeu eles pegaram as varinhas. E ainda foram muito inteligentes de chamar Dumbledore. Você me orgulha, pequena.
— Nossa aluadinha está crescendo — Potter colocou a mão na bochecha, como se visse o tempo passar em sua frente — E já está enfeitiçando o ranhoso. Somos ótimos pais.
Todos riram, enquanto Lilian se aproximava com as outras crianças.
— Fiquei sabendo que vocês quatro arrumaram muita confusão esse ano — a ruiva tentou utilizar um tom de desaprovação falhando completamente. Fazendo com que as crianças, felizes, falassem em uníssono:
— Eu mal posso esperar para o ano que vem.
Quando chegaram em casa, foi para o quarto guardar suas coisas e tomar um banho, enquanto Remo se encarregava do jantar. A menina desceu as escadas devagar, observando o homem cantarolar alguma música infantil enquanto descascava as batatas. Riu fraco observando o pai, gostava de guardar na memória cada momento de serenidade para lembrar quando as coisas ficavam difíceis.
— Eu posso te ver, você sabe — ele disse apontando para seu reflexo na janela — Porque não vem me ajudar?
A garota assentiu e desceu, lavando as mãos para mexer nos ingredientes.
— Em Hogwarts, eu sinto falta de cozinhar com você — declarou.
— De salvar o jantar, você quer dizer — ele riu fraco.
— Ah pai, você sabe que tem melhorado com o tempo.
Riram e conversaram mais algumas coisas aleatórias, até Remo puxar o assunto que tanto o estava incomodando.
— Sabe, filha. Eu gostaria que confiasse em mim.
— E eu confio, pai.
— Eu sei, não foi bem o que eu quis dizer. É que parece que tem coisas que você tem receio de contar para mim. Mas conta para James e Sirius. Não é uma coisa ruim, claro, mas queria que confiasse em mim tanto quanto.
— E claro que eu confio, pai — ela sorriu, se aproximando e abraçando sua cintura — É só que tem coisas que eu acho que você pode não gostar de saber. Como alguns incidentes…
O homem assentiu.
— E garotos?
estava provando um pouco da sopa da panela, engasgou.
— Garotos?
— Sim… — começou incerto — Você gosta de alguém?
— Bom… — ela considerou — Têm um garoto na Grifinória.
Aluado ergueu a sobrancelha, pedindo que continuasse.
— Ele joga quadribol. É o melhor goleiro de toda Hogwarts...
— Ah, não é um dos ruivos! — exclamou contente.
— Um dos ruivos?
— Deixa isso pra lá. E como o goleiro é?
— Ah, ele é forte, bonito, joga super bem…
Lupin considerou a resposta. Talvez ainda não tivesse preparado para ouvir a filha falar sobre aquilo.
— Quer saber? É muita informação. Vamos apenas terminar o jantar.
riu assentindo. Realmente era melhor terminar o jantar antes que ela passasse os próximos quinze minutos descrevendo o tanquinho de Oliver Wood.

Então um dia, pouco antes das aulas começarem, foi acordada com três crianças travessas pulando em cima da cama.
— Eu vou arrebentar vocês — falou sonolenta cobrindo a cabeça com a coberta — Voltem daqui umas cinco horas.
— Mas nós precisamos de você — Evie falou rindo, pulando cada vez mais alto — É uma coisa que só você pode fazer.
— Existem várias coisas que só eu posso fazer e nem por isso as pessoas aparecem de madrugada pulando em cima de mim.
— Não é de madrugada — Harry se sentou cansado — Está quase na hora do almoço.
— Deixa de preguiça, vai — Samantha começou a fazer cócegas na garota.
se sentou, descabelada e sonolenta. Querendo mais do que nunca desaparecer com aquelas crianças.
— O que vocês querem?
— Uma boa pegadinha para o primeiro dia de aula.
— Até você, Evie?
A garota concordou em um aceno.
— Tudo bem, tudo bem. E estão pensando em que?
— Invadir a sala do Snape e colocar alguma coisa lá dentro.
De repente, Lupin parecia bem acordada e cheia de energia. Levantou, colocou um roupão e deixou as três crianças dentro do quarto, pedindo que esperasse.
Se os três estavam ali, Sirius e James também deveriam estar e a bruxa precisava muito falar com um deles. Como previsto, os marotos discutiam sobre alguma coisa que não prestou atenção.
— Pontas, preciso falar com você — anunciou entrando na cozinha.
— Bom dia pra você também — os três falaram juntos revirando os olhos.
— Formalidades desnecessárias. Vamos, você vai gostar.
Curioso, o homem caminhou com ela até a sala. Ambos sabiam que estavam sendo seguidos por Sirius e Remo mas não se importaram.
— Lembra das histórias de Hogwarts que vocês me contavam antes de dormir quando eu era pequena? De tudo?
James assentiu.
— Onde a senhorita está querendo chegar?
— Eu não entendi porque você não deu a capa para o Harry e a Sam em seu primeiro ano. Sei que esse era seu plano desde o começo. Quando os gêmeos fossem para Hogwarts levariam a capa junto.
— Lily achou que seria uma péssima ideia.
riu.
— Claro que ela achou. Mas agora eles vão precisar dela.
— O que vocês estão tramando? — ele perguntou interessado.
— É, o que vocês estão tramando? — Sirius e Lupin surgiram as suas costas.
— Vocês vão ficar sabendo — ela riu — Apenas facilite a minha vida e dê a capa a eles.
Potter olhou para os amigos que deram de ombros.
— Vou fazer isso hoje mesmo — ele gargalhou.

Dois dias depois quando foram comprar os materiais escolares no beco diagonal, comprou mais do que os livros didáticos. Combinou de ir no mesmo dia que os Weasleys e saíram os seis para comprar suprimentos na loja de logros e travessuras. Encontraram exatamente o que precisavam e algumas coisas mais para se manterem no começo do período letivo. Revisaram o plano várias vezes e James teve uma conversa com seus filhos os entregando a capa da invisibilidade. Agora só restava esperar o primeiro da de aula.

— Quando que os pirralhos vão… Você sabe? — Fred perguntou se jogando ao seu lado. Já estavam em seu terceiro dia no novo ano letivo e até agora não tinham ouvido nenhuma reclamação dos Potter ou de Black e os gêmeos Weasley não conseguiam mais conter a curiosidade. — É pra ser essa semana — comentou distraída observando a movimentação no corredor — Mal dá pra acreditar, não é mesmo? — Que eles vão zoar o Snape? — Não — ela sorriu balançando a cabeça — Que eles cresceram tão rápido. Os gêmeos se ajeitaram ao seu lado, buscando uma posição mais confortável. deitou no ombro de George e voltou a se perder em pensamentos, sobre como as coisas mudavam rápido. — Nós nunca falamos disso — George comentou — Como que foi crescer com as crianças? — Um inferno — Lupin gargalhou — Mas só no começo. Meus pais tinham uma boa relação, mas quando minha mãe engravidou, meu pai morreu de medo que… bom, que eu me parecesse muito com ele. — E porque isso seria uma coisa ruim? — Não seria ruim, só seria complicado. Mas ela garantiu que não aconteceria, mesmo que não pudesse garantir. — Mas você não se parece nada com ele — Fred gargalhou — Pelo contrário, nunca vi pessoas tão diferentes. — E ele agradece por isso todos os dias, tenho certeza. Quando eu nasci, a ficha dela caiu. E ela sabia que não poderia lidar se fossemos dois… Então ela foi embora. Naquele momento meu pai quebrou. Ele nunca lidou muito bem com abandonos e infelizmente teve que lidar com isso mais vezes do que podemos contar. E ali ele tinha um bebê para criar, que ele não poderia ficar presente o tempo todo e completamente sozinho. Foi aí que o Sirius e o James entraram — ela suspirou — Eu fui a cobaia para aqueles doidos brincarem de ser pais, então definitivamente Evie e os gêmeos deveriam me agradecer. E por dois anos, mesmo não morando todos na mesma casa, foi só a gente. Então vocês devem imaginar que eu não gostei nada quando os gêmeos nasceram — riu— Ah não, dividir a atenção nunca foi muito o meu lance. E pouco depois veio a Evie, a mãe dela ficou doente quando ela era tão bebê e depois se foi… É difícil você descobrir ainda tão novo que as coisas são passageiras desse jeito. O Sirius fingiu bem, acho, minhas lembranças dessa época não são as melhores. Mas sei que almofadinhas jamais deixaria que vissem que estava sofrendo. E depois disso, mais do que nunca aqueles três se uniram. — Tudo o que eles precisavam era um do outro — George passou a mão pelos seus cabelos, imaginando uma muito pequena brincando pela casa — Não tinha mais porque ser tão difícil. E além disso, as crianças tinham você. — Ah é, eu fui horrível para eles — Lupin gargalhou — Coloquei a culpa neles todas as vezes até terem idade o suficiente para pensar sozinhos. O coitado do Sirius achava que a Evie era um terror até descobrir que era só, eu… Sempre sendo um ótimo exemplo. — Eles não poderiam ter alguém melhor, — Fred sorriu. — Eu sei disso. Vem — disse, se levantando bruscamente — Vamos. — Fazer o que? — Explodir alguma coisa.
Era difícil descrever como eram os dias para Lupin e os gêmeos Weasley. Tinham se conhecido no trem do primeiro dia de aula e daí em diante não tinham se separado mais. não gostava de jogar quadribol, mas acompanhava todos os treinos por causa dos amigos e talvez por uma quedinha nada secreta que tinha em Oliver Wood.
— Sabe — um dia George reclamou — Quando tínhamos onze anos era até um pouco aceitável você ficar babando pelo Wood assim pelos corredores, mas já não acha que passou um pouco da idade? Você nunca nem falou com ele.
— E como eu poderia se ele não pensa em outra coisa que não seja Quadribol? Mas pelo menos eu posso observar — sorriu sacana.
— E eu achando que ela vinha nos treinos pra ver a gente.
— E eu achando que você tá com ciúmes — Fred gargalhou, fazendo o irmão corar.
É, George realmente estava com ciúmes de Olivio. Afinal ele era mais velho e capitão do time de quadribol da Grifinória. E principalmente porque Lupin nunca fez questão de esconder de ninguém que desde que entrou em Hogwarts ficava encantada pelo goleiro.
riu do comentário do amigo, pensando em qual absurda era a ideia de George sentir ciúme de um crush besta.
— Não precisa ter ciúme, ruivinho — brincou — Tem Lupin aqui para todos vocês.
É estranho quando você chega na fase em que a infância te deixa aos poucos e quando você percebe acordou reparando em coisas que antes não reparava. E George mal viu esse dia chegar. Em um dia era apenas um garotinho correndo pelos corredores de Hogwarts e no dia seguinte pela manhã, sentiu uma pontada no peito ao ver Lupin conversando com outros garotos.
Para , esse dia chegou mais cedo, mas junto com uma admiração pelos garotos mais velhos. Pela felicidade de Remo, nunca tinha pensado na possibilidade de encontrar algo com seus amigos mais próximos. Mas para a infelicidade do pai, tinha pensado em muitas coisas com outros garotos.
Tendo motivos ou não, a garota acreditava que tinha muito mais com o que se preocupar no momento do que com garotos. E a preocupação apertou no peito quando, no final daquele ano letivo, seu pai não foi buscá-la na plataforma.
Claro que não tinha muito o que contar. Não aconteceu nada de muito interessante durante todo o ano, só alguns castigos e advertências mas não tinha sido pega na maior parte das travessuras. E também sabia que provavelmente o pai não estaria, já que tinha sido lua cheia na noite anterior, mas saber que ele tinha passado por isso sem que ela estivesse por perto.
Se despediu dos gêmeos assim que viu apenas dois homens os esperando na plataforma e caminhou lentamente até James e Sirius. Evie e os gêmeos Potter sempre demoravam mais para sair do trem, o que dava tempo o suficiente para falar com os tios sobre coisas importantes.
— Não se preocupe — Pontas falou assim que ela estivesse perto o bastante para ouvi-lo — Nós passamos para vê-lo antes de virmos para cá. Ele está bem.
— É só que…
— Nós sabemos.
Um silêncio desconfortável tomou conta do trio. Lupin estava quase voltando para o trem e arrastando os primos para fora para que pudesse ir logo para casa.
— Então — Almofadinhas começou — Evie me rendeu cinco advertências e um surto do Snape esse ano. Mandou muito bem.
A morena gargalhou.
— Esse surto do Snape foi incrível, vocês tinham que ter visto. Os meninos foram perfeitos! Dezenas de bombas de bosta de dragão explodiram em sua cara assim que ele entrou na sala. Ele tinha certeza que seus filhos estavam envolvidos mas não tinha como provar, já que todos tinham álibi.
— E imagino que esse álibi seja você?
— Para Dumbledore foi o suficiente. A Madame Pince não prestou atenção o bastante para saber se eles realmente estavam lá ou não, mas como a Evie não sai de lá…
— Meus filhos são gênios do mal — Potter respondeu sorridente. Enquanto observava seus pequenos pestinhas aparecerem.

correu para o andar superior assim que chegou em casa, indo o mais rápido que pôde até o quarto de seu pai.
— Pai — gritou — Pai, estou em casa.
A cena sempre cortava seu coração, mas a garota aprendeu desde cedo a não ceder na frente do pai. Assim que teve idade o suficiente para entender, Sirius lhe contou que na primeira vez que Lupin se transformou depois do nascimento de , sua mãe tinha entrado em pânico. Também contou que seu pai o confessou que sempre que acordava no dia seguinte da lua cheia, pensava na expressão da mulher. E a última coisa que sua filha queria era que ele visse a imagem da mãe espelhada em sua face.
Mas não era fácil fingir que estava tudo bem. O homem estava pálido e suando, deitado em sua cama. Embora já fosse noite, ela sabia que ele não tinha comido nada pela falta de apetite. Silenciosamente desceu as escadas e se dirigiu a cozinha, para preparar um bife mal passado para o pai. Riu levemente enquanto balançava a cabeça em negação, era cômico pensar que estava alimentando um lobo no andar de cima. Também pegou uma bolsa de gelo para diminuir a temperatura, que mesmo depois de tanto tempo o corpo ainda tentava combater a licantropia.
— Bom dia, lobinho — falou suavemente ao acordar seu pai, o prato em uma mão e o gelo na outra — Pronto para uma refeição bem mal passada?
— Chegou a muito tempo?
— Meia hora, Sirius me deixou em casa.
— Me lembra de agradecer.
— Ele que deveria te agradecer por deixá-lo ter o prazer da minha companhia.
Era difícil para Remo deixar que a garota cuidasse dele, mas não podia negar que era bem melhor do que não tê-la por perto. Por isso, não pensou duas vezes em aceitar a proposta que lhe tinha sido oferecida dias antes.
— Dumbledore me ofereceu um cargo em Hogwarts.
— Um cargo? — deu pulinhos animados — Me diz que vai ficar no lugar do ra… do Snape — corrigiu ao ver a cara do pai.
Lupin riu fraco.
— Poções não são bem meu ponto forte, mas…
— Mas defesa contra as artes das trevas…
— Exatamente!
Feliz, Lupin se jogou no pai para lhe dar um abraço, se esquecendo completamente que ele estava totalmente dolorido. Riram felizes, pensando na possibilidade de que passariam o ano seguinte inteiro juntos.

— Eu não queria estar na sua pele — James comentou rindo, antes das crianças embarcarem para o primeiro dia de aula do ano letivo — Seu pai é ótimo em ficar no pé de alunos brilhantes.
— E não se esqueça de que vocês precisam de uma relação “estritamente profissional” — Sirius falou, imitando a frase que Lupin repetiu por todo o verão.
— Vocês confiam muito pouco em mim — a sonserina gargalhou — Eu fiquei realmente muito boa em não ser pega.
— Isso realmente é verdade — seu pai a abraçou de lado, se despedindo dos amigos — É mais fácil ela me fazer ser expulso de Hogwarts do que de fato ser expulsa.

Era incrível ter o pai por perto. No começo, Lupin não quis se sentar na cabine junto com a filha e os amigos, mas não teve problema algum em ficar de olho nos Potters e em Black. E na escola, ao contrário do que os tios imaginavam, não foi um problema em se meter em encrenca. Depois das aulas fugia para a sala do homem para pegar alguns chocolates e conversar. No primeiro dia depois da lua cheia, a menina saiu cedo do salão comunal sonserino e correu para a enfermaria, onde sabia que o homem estaria. Ficou aliviada ao ver que o homem estava sobre cuidado integral da Madame Pomfrey e que não parecia tão mal como quando ficava em casa.
— Ele já comeu? — perguntou para a enfermeira assim que chegou, observando que ao contrário das outras vezes o homem não estava mais com febre.
— Já sim, querida, e a febre baixou. É você quem toma conta dele em casa, não?
— Quando eu estou por perto, sim. Nas outras vezes ele se vira sozinho.
— Vejo que tem feito um ótimo trabalho.
— Obrigada, madame Pomfrey. Pode avisar que eu vim?
— Claro, querida.

Após a segunda lua cheia, os gêmeos começaram a desconfiar que alguma coisa estava errada.
— Seu pai está doente de novo, ? — George perguntou arqueando a sobrancelha.
— É a segunda vez esse ano — Fred completou — O que ele tem?
Não era o momento em que queria ter aquela conversa. Na verdade, não queria nunca ter a conversa com os meninos. Mas respirou fundo e deu de ombros, sem saber direito por onde começar.
— Vocês dois são mais espertos que isso.
— Sim, nós somos. Mas é uma confirmação que tem que vir de você.
— Precisa mesmo?
Os gêmeos assentiram.
— Ok, ok. Meu pai é um lobisomem — sussurrou — Então ele vai desaparecer depois da lua cheia e é por isso que tem umas semanas que eu não deixo vocês irem em casa.
Fred e George continuaram encarando a menina, sem dizer nenhuma palavra.
— E é isso. Só isso.
— Isso encaixa no que você contou da sua mãe.
Lupin assentiu.
— Porque não nos contou? — os gêmeos pareciam magoados.
— Porque como alguém chega e diz: “Oi, eu sou a e meu pai é um lobisomem”? E depois que realmente viramos amigos eu achei que já tinha perdido o timing para contar, foi isso.
— E não nos contaria se ele não começasse a trabalhar aqui?
A morena considerou.
— Provavelmente não.
Os meninos assentiram novamente e se olharam, tendo uma conversa silenciosa. Por fim, abriram sorrisos idênticos, fazendo Lupin gargalhar de alívio.
— Tá tudo bem! Nós podemos ver ele?
— Claro!
Correram para enfermaria, onde Lupin recebeu os garotos feliz pela filha finalmente ter contado.

Contar o grande segredo de sua vida para seus melhores amigos a deixou mais leve e principalmente mais próxima a eles. Mas não foi a única que se sentiu mais próxima, visto que o segredo da menina fez George criar coragem para algo que ele já queria a muito tempo.
Então algumas semanas depois, quando caminhava lentamente até seu salão comunal, encontrou George sentado à porta a esperando.
— Os leões ficam do outro lado — ela brincou.
— Mas tem uma cobra em especial que eu queria encontrar — o ruivo respondeu, indicando com a mão para que se sentasse.
obedeceu e se sentou ao lado do amigo, esperando que ele tomasse a iniciativa na conversa, afinal, ela não tinha ideia do porque ele estava ali.
— Queria conversar com você.
— Vai em frente — riu levemente — Arthur é um lobisomem também?
— Não — George gargalhou — Mas talvez seja tão complicado quanto isso.
— O que aconteceu, Ge? — perguntou carinhosa vendo que o garoto estava claramente nervoso. A menção do apelido pareceu lhe dar coragem, já que começou a falar.
— Eu gosto de você.
— Eu também gosto de você — respondeu confusa.
— Não, bruxinha. Eu gosto de você.
— Ah — abriu e fechou a boca sem saber o que falar. Também gostava dele? Claro que gostava. Mas era o suficiente? Era o mesmo tipo de gostar? Como ela saberia quando realmente gostasse de alguém?
— E não precisa me falar nada, se não quiser — o ruivo riu levemente desesperado com a falta de resposta — Mas seria bem incrível se você me desse uma chance. Se… Se você me deixasse te beijar agora.
A garota não precisou pensar muito para saber que queria que ele a beijasse ali. Era seu primeiro beijo e embora o tivesse imaginado várias vezes, nenhuma com George, e sabendo que o garoto já tinha beijado várias outras meninas, naquele momento soube que queria que fosse com ele. Era alguém que ela confiava o suficiente para isso.
Assentiu, sem saber direito o que fazer. Weasley se aproximou lentamente e colou seus lábios, só tocando na garota ao sentí-la retribuindo o beijo. Poderia explodir de felicidade naquele momento em que se sentia o garoto mais sortudo do mundo.
Quando se separaram, Lupin achou que deveria falar alguma coisa. E mais do que isso, deveria ser sincera sobre o que estava sentindo naquele momento.
— Eu gosto de você. Não sei se do mesmo jeito que você gosta de mim, mas gosto. E eu definitivamente gosto de te beijar — gargalhou — Então não sei o que a gente pode fazer quanto a isso, mas eu adoraria te beijar mais vezes.
— Por enquanto é o suficiente para mim — ele respondeu a beijando novamente.

Isso não foi um problema para os quintanistas que passaram cada minuto que conseguiam sozinhos para trocar beijos pelo corredor. Se tornaram tão descuidados que quando foram matar a saudade depois do Natal, acabaram ficando perto demais da sala de Remo.
O professor de defesa contra as artes das trevas caminhava tranquilamente em direção ao grande salão, pensando em talvez procurar para tomar um chocolate quente, quando encontrou dois jovens se beijando em um corredor.
“Esses alunos estão cada vez mais relaxados” pensou revirando os olhos. Por mais que Sirius e James o chamavam de “estraga prazeres” o homem se sentia extremamente desconfortável em precisar fazer seu papel como professor e separar os alunos. Franziu a testa ao chegar mais perto e perceber que os dois pareciam familiares demais para dois estudantes aleatórios e suprimiu um grito na garganta ao ver quem realmente eram. Como sempre considerou a paciência uma virtude, respirou algumas vezes antes de falar calmamente.
, Weasley. Vocês poderiam fazer o favor de se separarem?
Os garotos congelaram na hora, sentindo seu rosto avermelhar. Se pudesse aparatar, definitivamente já estaria longe dali.
— Hm, oi pai?
— Eu não sei se quero ter essa conversa agora — Aluado massageou as têmporas tentando sair da situação — Desde quando isso está acontecendo?
— Uns dois meses, Lupin — George respondeu.
— Professor Lupin — ele corrigiu — Pelo menos depois de enfiar a língua na garganta da minha filha eu não vou querer intimidade por um tempo.
— Pai! — a garota protestou, mas o garoto se limitou a assentir.
— Venham os dois na minha sala, por favor — pediu enquanto voltava para onde tinha saído. Os chamou para ter privacidade, mas acima de tudo para ter tempo de pensar no que falaria. Era normal que sua filha começasse a se interessar por garotos, não era? Odiava quando Almofadinhas e Pontas tinham razão, mas nesse momento tudo o que mais desejava era não ter que passar por isso sozinho. E talvez não tivesse.
Poderia quebrar uma pequena regra sem que Dumbledore soubesse, não? Além do mais era um assunto de família, precisava da família com ele. Pediu para os dois esperarem do lado de fora e entrou sozinho, fechando a porta. Foi até a lareira e fez uma chamada de fogo para James, pedindo para que aparatasse para a casa de Sirius e usassem a lareira do homem para ir até a sua sala. Potter, animado, achou uma boa ideia e foi imediatamente, os dois aparecendo em sua sala um tempo depois.
— Desde quando isso é permitido? — James gargalhou — Nosso Aluado está quebrando as regras.
— Não estou — deu de ombros — Dumbledore deixou minha lareira ligada para caso eu tivesse uma emergência. E isso definitivamente é uma emergência.
— O que aconteceu?
— Acabei de pegar aos beijos com o Weasley no corredor.
— COM OS DOIS? — Black e Potter perguntaram juntos.
— Não — o lobo respondeu negando veementemente — Com um deles. Mas não sei qual.
— Pode ser com os dois e você não saber.
— Não que algum de nós fosse perceber a diferença.
— Ela com certeza iria.
—Vocês dois se esqueceram que estamos falando da minha filha? — bufou começando a achar que teve uma péssima ideia.
— Ah é, nossa pequena .
— Só uma garotinha.
— Nossa garotinha.
— Aos amassos com um cara.
— No meio do corredor.
— Sem medo de ser vista.
— Que orgulho! — os amigos responderam juntos.
— É isso, vocês perderam o foco de novo — Remo estava pensando se conseguiria empurrar os dois lareira adentro rápido o suficiente e dar um jeito para não voltarem.
— Não deveríamos estar falando com ela não?
— Eu vou abrir a porta — James anunciou, a abrindo e dando de cara com dois jovens muito surpresos — Os dois pirralhos, pra dentro.
— O que eles estão fazendo aqui? — a garota franziu as sobrancelhas, se sentando em cima da mesa.
Quando George pensou na possibilidade de falar com o pai da menina, não tinha pensado em algumas coisas. Primeiro, em seus pensamentos só existia um deles. Não era seu professor e muito menos um lobisomem. O garoto suou frio, divertindo ⅔ dos homens a sua frente.
— Beijando garotos pelos corredores, Lupin? — Sirius cruzou os braços, fazendo sinal de negação com a cabeça — Depois de tanto tempo com o mapa, esperava que soubesse lugares melhores para se esconder.
Lupin olhou indignado para o homem, mas ficou ainda mais indignado com a resposta da menina.
— Você me disse que aqui era um bom lugar! — acusou apontando o dedo para o tio.
— Mas o professor de DCAT na época não era meu pai!
— Que reviravolta — James assoviou.
Lupin levou as mãos a cabeça.
— É por isso que geralmente eu cuido dos meus problemas sozinho.
— Deixa com a gente, Aluado!
Weasley que não tinha falado nada até então, pareceu ter um clique em sua cabeça.
— Ah! — exclamou mais para si mesmo do que para qualquer outro — Aluado por causa da Lua, por ser lobisomem… faz todo o sentido. Isso também explica porque chamam a de lobinha.
— Espera… Você sabe que ele é um lobisomem?
— Que? — George perguntou confuso, ao perceber que estavam pela primeira vez se dirigindo a ele.
— Você sabe que o Lupin é um lobisomem?
— Sim!
— E ainda assim tá beijando a filha dele?
George corou.
— Eu gosto da .
Algo se acendeu dentro de Remo, fazendo os três homens falarem juntos.
— A ponto de enfrentar um lobisomem?
— Hm… Sim? Sim! — respondeu decidido. Enfrentaria três lobisomens se fosse necessário.
— Vamos ficar de olho em você! — James anunciou.
— Cada segundo — Lupin continuou.
— E a qualquer deslize nós três estaremos aqui. Antes que você possa fazer qualquer coisa contra nossa garotinha — Sirius completou.
sorriu, finalmente apreciando o gesto dos homens de saírem de suas casas e virem até Hogwarts só por isso. Claro que ela achou uma atitude completamente exagerada, mas era grata por eles se importarem tanto.
— Mais uma coisa — Sirius perguntou sério — Qual dos dois é você mesmo?
— George, senhor.
— Anotado, George — Almofadinhas deu ênfase na última parte.
Ficaram em silêncio, até que James resolveu se despedir.
— Então vamos indo. Tchau lobinha — se aproximou e deu um beijo na cabeça da garota.
— Até mais, pequena — Sirius copiou o gesto do amigo, indo até a lareira junto com Potter — Espero que na vez da Evie seja divertido assim!

O que Sirius não sabia, era que naquele momento sua filha e Harry Potter trocavam olhares na biblioteca.

— Eu to com fome — Fred reclamou apontando para a barriga — Porque eu não posso comer?
— Porque nós combinamos de sair com eles. Além disso, já devem estar chegando.
Lupin tinha marcado com seus primos e amigos para saírem no Três Vassouras antes do ano letivo acabar mais uma vez. Também tinha chamado o pai, que recusou educadamente para terminar de arrumar as bagagens e voltar para casa.
Não sabia porque os garotos estavam atrasados, mas estava quase cedendo as reclamações de Fred e pedindo algumas porções apenas para ela e os Gêmeos.
— Não começaram sem a gente, não é? — Evie entrou — Teríamos chegado mais cedo se Samantha não tivesse demorado tanto! — Eu estava esperando o Ced.
— A princesinha lufana demorou para se arrumar, foi? — respondeu sorrindo irônica.
— Eu não… — Sam começou a se defender — Ah, você não está falando comigo.
A sonserina negou rindo.
— Também é sempre bom te ver, Lupin — Diggory respondeu a contra gosto.
— Tudo bem, tudo bem. Todos estão felizes em se ver — George interrompeu o que provavelmente se tornaria uma demorada discussão — Sentem-se logo para eu pedir as cervejas.

Famílias grandes são sempre as mais propensas a brigar, isso é um fato. E existem aquelas famílias grandes onde um não tem o sangue do outro, mas que são mais unidos do que muitos irmãos por aí. Remo tinha achado sua família junto com Lily, James e Sirius e isso deu uma bela família para . Mas ela também tinha encontrado uma outra tão boa quanto e não poderia estar mais grata pela oportunidade.




Fim





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