FFOBS - 04. Hyperion, por Robins

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Finalizada em: 23/09/2020

Capítulo Único

HYPERION
arrastou suas malas atrás de si se arrependendo amargamente por ter decido trazer praticamente seu guarda roupa quase todo, ela estava convencida enquanto as arrumava que precisa da maior quantidade de roupas que pudessem caber em sua mala, era uma viagem de quase três semanas em um cruzeiro luxuoso no meio do oceano então ela teria que estar preparada para todas as situações possíveis, especialmente se o cruzei fosse afundar como o Titanic.
Ela parou em frente ao enorme cruzeiro simplesmente estonteada com sua magnitude. É, definitivamente, um negócio desse tamanho poderia afundar. Talvez ainda de tempo de desistir! É isso, eu não preciso ir! , pensou começando a dar meia voltar.
- , minha lindinha! – escutou a voz de sua mãe fazendo com que ela virasse para trás com uma careta no rosto. – Você ia embarcar sem dizer adeus? – A mãe de poderia ser considerada uma perua saída diretamente de uma temporada de “Desparate Housewives”, desde os sapatos perfeitamente polidos até o cabelo perfeitamente penteado, muitos acreditava que por conta da sua personalidade extravagante Isla não se importava nem um pouco com sua filha, porém, eles não poderiam estar mais errado, teve a melhor infância que podia imaginar, seus pais nunca a discriminaram pela sua personalidade rebelde como alguns a descreviam, pra falar a verdade eles sempre a dizia para continuar sendo quem ele era sem se importar com o que os outros diziam.
Quando decidiu que iria cursar Pedagogia porque seu sonho era ser professora, sua mãe pulou em cima dela dizendo que ela seria a melhor professora do mundo enquanto seu pai abria o champagne para comemorar. O resto da família, é claro, não aprovou, mas não poderia se importar menos, as pessoas mais importantes da sua vida a apoiavam. lutou por mais de quatro anos para se formar, ela aprendeu muito mais sobre os outros, especialmente sobre aqueles que não ocupam uma posição de privilegio igual a ela. Claro que a julgaram desde o primeiro dia de aula, não era todo dia que um patricinha que tinha tudo para se tornar a próxima it girl decidia virar professora, ainda mais de criança. não se deixou abalar e apenas continuou vivendo o seu sonho sem se importar com os outros, mas ao logo do caminho fez amigas incríveis como Amy, Gisele e Zoe, que sempre a apoiavam e ajudavam em tudo que ela precisa, em troca ela as mostrou um pouco da vida de socialite entrando em lugares e sempre conseguindo bebidas de graças.
- , você está me escutando? – Isla, sua mãe, passou o braço por seus ombros enquanto indicava para o carregador de mala levar suas malas. – Você vai simplesmente adorar esse cruzeiro, ele foi pensando especialmente para você.
- Então quer dizer que finalmente vamos ter uma boate de stripper? – Isla, olhou para a filha completamente chocada.
- !
- O que? Você disse que era a minha cara!
- ! Você pensa que eu esqueci o que você aprontou no aniversário da sua avó? Ela quase teve um ataque cardíaco!
- Acho que ela nunca tinha visto homens tão musculosos usando pouca roupa. – soltou uma gargalhada fazendo com que sua mãe balançasse a cabeça.
- Sua tia diz que eu te criei muito solta, que eu não coloquei limites suficientes em você.
- Me surpreende ela falar algo assim quando Vincent nem ao menos vem visita-la.
- , pelo amor de Deus!
- Tenha a santa paciência, mãe! Sua irmã criou Vincent com tantas regras que na primeira oportunidade que ele teve foi jogar em um time de futebol americano em outro continente. O cara vivia sufocado com todas aquelas regras sem noção, aposto que hoje em dia ele nem ao menos arruma a cama.
- , Isabela também é sua tia, sem falar que ela é minha irmã.
- Família a gente não pode escolher não é mãezinha.
- Talvez eu deveria ter mesmo colocado alguns limites em você, talvez eu poderia ser um pouco mais parecida com Isabela.
- Bem, nós não estaríamos aqui se você fosse. – abraçou sua mãe forte pelo pescoço, era a primeira vez que passaria as festas de final de ano longe da sua família, seus pais insistiram que ela fosse no cruzeiro feito especialmente para ela. – Eu gosto de você do jeitinho que você é, me apoiando quando preciso e me dando broncas também. – se afastou da sua mãe vendo os seus olhos lacrimejarem.
- Talvez seria melhor se fossemos com você, eu posso falar com seu pai se você quiser.
- Mãe, não, eu realmente preciso ficar sozinha, os últimos meses foram uma loucura! Gisele e Amy arrumaram seus próprios príncipes encantados, um sendo o meu primo e o outro amigo antigo da família, os programas de garotas viraram programas de casais e eu não aguento mais ver casais apaixonados na minha frente! Se você e papai forem, é capaz de eu pular desse cruzeiro no meio da viagem. De todos, vocês dois são os piores!
- É só fechar os olhos então. – Como uma deixa, Eric, pai de , abraçou sua mãe pela cintura. – Está pronta, minha filha? Este é Ravi, ele é o gerente geral do cruzeiro. – cumprimentou Ravi, um homem com o terno perfeitamente ajustado e os cabelos grisalhos que nem com o vento se moviam.
- Estaremos a sua disposição, senhorita . Está é Mandy, ela irá lhe auxiliar em tudo que você precisar.
- Prazer em conhece-la, senhorita .
- O prazer é todo meu. – viu que Mandy, uma garota que aparentava de sair da faculdade, estava extremamente nervosa por isso não comentou que não precisava de alguém para lhe auxiliar durante a viagem.
- As suas malas serão levadas para suíte presencial, senhorita e eu, com o maior prazer, posso lhe mostrar o cruzeiro.
- Senhor Ravi, não será necessário, acredito que você está muito ocupado para ser meu guia particular e eu conheço esse cruzeiro de ponta a ponta. Dito isso, tchau meus pombinhos! Sentirei saudades de vocês! – abraçou os seus pais dando um beijo em cada um e logo depois passou pelo os ombros de Mandy que olhou para ela completamente assustada. – Vamos lá, Mandy, eu não vejo a hora de me trancar nessa suíte presidencial e dormir até amanhã.
- Você não irá para a festa de abertura? Nós teremos o Genevieve King se apresentando no teatro principal no quinto andar, ela é uma das mais populares cantoras de ópera do momento. – se afastou de Mandy e soltou uma gargalhada, as duas continuaram pela rampa até que entrassem no andar principal onde se encontravam duas escadas que levavam para o segundo andar onde se encontravam todas as lojas, especialmente, as lojas de grife. Ela olhou para cima dando de cara com um dos maiores lustres que ela já tinha visto, o piso era todos feito de carpete, e enquanto pegava dois copos de champanhe que estavam sendo servidos, ela pode avistar o enorme bar do primeiro andar.
estendeu a taça para Mandy que apenas balançou a cabeça e logo se dirigiu a escada para o segundo andar onde podiam se encontrar as várias lojas de luxos que os nomes eram difíceis demais para que ela pronunciasse, andou a passos largo em direção ao convés onde se encontravam a piscina e as cadeiras de sol usada pelos passageiros, ela podia ver alguns deles já aproveitando o sol e os coquetéis que estavam sendo servidos e ela não pode deixar de perceber que a maioria parecia a vasta lista de amigos dos seus pais da alta sociedade.
- Deseja dar uma volta pelo convés, senhorita?
- Não, Mandy, muito obrigada, eu quero ir para o meu quarto se possível. – andou em direção ao elevador que as levariam para os andares onde se encontravam as suítes.
- Para chegar a sua suíte a senhorita vai precisar dessa chave. – As duas entraram no elevador e logo Mandy girou a chave na fechadura que em cima dizia “suíte presidencial”. – A suíte presidencial é única, ela tem sua própria sala de estar, cozinha estilo americana e até mesmo estilo americana, mini bar e até mesmo uma piscina e uma jacuzzi. – pode ver os olhos de Mandy brilhar enquanto ela falava da suíte presidencial como se ela fosse a sétima maravilha do mundo. O quarto é praticamente uma casa pequena com os seus quatrocentos e doze metros quadrados, a cama de casal super king size com os lençóis egípcios extremamente macios e como eu poderia esquecer da mini academia. – Quando as portas do elevador se abriam, Mandy colocou o cartão na maçaneta e logo empurrou as portas. deu de cara com outro lustre magnífico no meio da sala de jantar, ela andou um pouco virando o seu rosto para o lado dando de cara com a sala de estar perfeitamente decorada com um sofá cama e uma móvel com pequenas prateleiras com algumas decorações e uma enorme televisão, ao redor do cômodo existiam várias postar de vidros que levavam a sua varanda particular, claro que para bloquear a luz que vinha de fora elas estavam fechadas. No cômodo seguinte se encontra um enorme closet com o seu próprio espelho que ia do teto ao chão, percebeu que suas malas estavam postas ao lado da parede que levavam ao banheiro para visitantes. – Se a senhorita quiser, posso ajudá-la a desfazer suas malas.
- Agora não, Mandy. – andou em direção ao outro lado da suíte em direção ao seu quarto, a primeira coisa que ela viu foi o pequeno sofá e uma poltrona e outro móvel com uma outra enorme televisão, ela andou mais um pouco e viu a enorme cama perfeitamente arrumada e logo em cima outro lustre que lembravam galhos de árvores enfeitado com rosas, ela andou um em direção ao banheiro em seu quarto. Completamente feito de mármore preto extremamente brilhante, deu de cara com duas cadeiras de sol que davam vista para o fora do cruzeiro, do outro lado uma penteadeira completamente feita de mármore com um enorme espelho quadrado, atrás do mesmo ela pode encontrar duas pias, uma enorme banheira no canto da parede e também o maior chuveiro que da tinha já visto e como seus pais não brincavam em serviço, até uma sauna eles colocaram.
voltou a sala de estar e abriu as portas que levavam a parte de fora do seu quarto, ela andou pelo pequeno corredor passando pela jacuzzi e indo em direção a parte da frente. encontrou a sua piscina particular uma espreguiçadeira enorme de casa e um conjunto de vários sofás.
- Essa suíte é um sonho, não é mesmo?
- Você tem razão. – voltou para a sua suíte indo em direção ao seu quarto, ela tirou seus sapatos e logo se jogou na cama debaixo das cobertas.
- O nós faremos agora, senhorita?
- Bem, Mandy, agora eu iriei fazer a única coisa que eu não consegui fazer nos últimos meses: dormir.
- Dormir? – Mandy a olhou incrédula. – Mas este é Hyperion, o melhor e maior cruzeiro construído nos últimos anos e você vai dormir? Sua mãe preparou um itinerário perfeito parar as próximas semanas e você vai dormir?
- Sim! No momento eu só quero paz.
- Tem certeza?
- Sim, Mandy, e como eu sei que você necessita de algo para fazer, por favor, desfaças minhas malas.
- Sim, senhorita.
- Nós vamos ter que mudar toda essa história de senhorita, me faz parecer mais velha do que eu já sou, já basta os meus alunos me chamando de senhora a torto e a direita. – deu uma piscadela para Mandy e logo a viu sair do seu quarto, ela não tinha nenhum plano de sair da sua suíte nos próximos dias, quiçá nas próximas semanas, ela só precisa de um lugar longe de tudo e de todos para poder pensar sozinha, um cruzeiro no meio do oceano se caracteriza como o lugar perfeito.


Na sua primeira semana no Hyperion, o maior cruzeiro de luxo já criado, passou a semana inteira trancada em seu quarto. Bem, isso não era totalmente verdade, ela passou uma boa parte do seu tempo entre a área da piscina ou dentro da jacuzzi que tinha uma perfeita função de massagem que ela adorava, eventualmente ela assistia um filme que em algum momento do ano ela mostrou interesse de assistir. não via necessidade alguma de sair do seu quarto, ela tinha tudo o que precisava ali onde ela estava, o serviço de quarto era um dos seus maiores parceiros, Mandy era um anjo e na semana em que as duas começaram a conviver, elas ficaram super amigas, Mandy era tudo que tinha pensado que ela era: extremamente organizada, a caçula de uma família de cinco, com dois irmãos mais velhos e sonhava em administrar o seu próprio cruzeiro algum dia em sua carreira. Ela tinha acabado de terminar a sua pós-graduação focada em cruzeiros de luxo e seu pai, Ravi, a chamou para o seu primeiro trabalho para que ela adquirisse experiências e como queria que sua nova amiga sucedesse, ela contou tudo o que sabia sobre os cruzeiros que sua família tinha.
escutou a música alta ecoando pelo seu quarto fazendo com que ela fizesse uma careta e abrisse os olhos, ela olhou pela enorme janela de vidro que tinha em seu quarto tanto de cara com o oceano e o céu escuro, ela olhou para o lado e viu Mandy, olhando para um dos braços estendidos para ela e um celular na mão. apertou os olhos e deu de cara com sua mãe e logo Mandy apertou o play.
- , levante-se dessa cama nesse exato momento e saia desse quarto! Nós te demos essa viagem de presente porque você disse que estava precisando de um tempo afastada de tudo e todos, mas se era pra ficar trancada dentro de um quarto, você deveria ter ido para uma das nossas casas de praia em vez de nos dar um prejuízo te deixando ficar na melhor suíte que nós temos! Levanta dessa cama agora, , não me faça pegar um helicóptero e ir até aí! – viu a feição da sua mãe mudar em segundos e ela continuou: – Nós sentimos sua falta, filha querida, te amamos muito! – viu a tela do celular de Mandy ficar preta e olhou para ela.
- Quanto ela está te pagando para fazer isso?
- O suficiente.
- Mandy! Eu pensei que fôssemos amigas.
- E nós somos, porém, eu preciso terminar de pagar o meu apartamento. Você mesma disse que eu não deveria perder as oportunidades da vida.
- Eu pago o dobro.
- Ela disse que você falaria isso. – Mandy andou em direção ao closet trazendo um vestido longo e um par de sandálias, colocando-os em cima da cama. – Eu vou te esperar na sala, não demore. – Mandy soltou um beijo no ar e saiu do quarto. se jogou na cama e logo a música alta ecoou pelo seu quarto fazendo com que ela levantasse da cama.
se arrumou em tempo recorde mesmo tomando o maior tempo do mundo apenas para irritar Mandy, a sua mais nova amiga apenas rolou os olhos e continuou comendo um dos quitutes que ela achou dentro do frigobar. se olhou no espelho e ficou completamente admirada com a sua aparência, fazia meses que ela não se arrumava para uma opera, os convites de seus pais sempre eram recusados porque ela prezava muito mais pela as suas noites de sono mesmo sendo uma fã de carteirinha dos espetáculos.
Quando Mandy a viu, arregalou os olhos, quase engasgando nos salgadinhos. Ela soltou algo como “Quem é você?” Fazendo com que gargalhasse alto. As duas seguiram em direção ao elevador enquanto colocava todos os seus pertences dentro da sua bolsa, o teatro ficava no segundo piso onde estavam os outros restaurantes e bares, ficou admirada com a quantidade de pessoas que estavam ao seu redor, ela ficou mais admirada ainda como nada ao seu redor pareciam com um cruzeiro no meio do mar, mas sim um hotel extremamente luxuoso.
- Nós temos uma cabine reservada apenas para sua família. – Mandy disse, a guiando por outra entrar para o teatro. – Você quer que seja servido os aperitivos ou vai direto para o jantar?
- É sério isso? – entrou na área vip, onde sua cabine ficava no primeiro andar, logo ao lado do palco e separa das outras.
- Ou você prefere apenas o champanhe?
- Só o champanhe, muito obrigada, Mandy. – se sentou em sua poltrona podendo ver o teatro inteiro, as poltronas aos poucos foram sendo ocupadas pelos hospedes, ela não pode deixar de perceber que a maioria dos hóspedes eram casais, não que ela tivesse alguma coisa contra casais extremamente felizes, porém a única coisa que ela não queria ver era mais um casal feliz na sua frente, já bastava algumas das suas amigas e seus pais para lhe lembrar constantemente da sua má sorte com relacionamento.
não sentia inveja deles, muito pelo contrário, sabia o que todos batalharam muito para estar onde estavam no momento em seu relacionamento, a única coisa que ela não conseguia entender era porquê ela não conseguia achar um cara que a olhasse do mesmo jeito que seu pai olhava para a sua mãe. Não era como se ela não tivesse tentado, Deus sabia o quanto ela tinha, porém a maioria dos caras com que ela se relacionavam sempre achavam que ela não era o “tipo de garota” que estava a procura de um relacionamento sério por conta da sua personalidade divertida e se encontrava sozinha, decepcionada e vendo o cara que ela estava namorando com outra. Seu último relacionamento era a prova viva disso.
Os dois se conheceram em sua festa de aniversário depois de flertarem a noite inteira no jogo de “beer pong”, passava a maior parte do seu tempo livre com Jake, até os seus pais ele conheceu, porém no momento que o chamou de namorado, Jake fez questão de dizer que os dois estavam só se divertindo e não era nada sério. quis socar a cara de Jake, especialmente pelo fato de ter perdido mais de um ano da sua vida gostando dele, mas ela fez a única coisa que ele não esperava: o deixou sozinho no restaurante mais caro da cidade depois de pedir todos os itens do menu.
Os primeiros acordes da primeira cena de uma das suas operas favoritas, A Flauta Mágica, ecoaram pelo teatro fazendo com que arrepiasse dos pés as cabeça, se tinha uma coisa que ela adora era um espetáculo de Mozart, ela podia não entender o que eles cantavam, porém, ela podia sentir a emoção através das suas vozes. Quando Genevieve King entrou em cena como a Rainha da Noite dominando o palco como ninguém viu antes, sentiu as lágrimas formarem em seus olhos enquanto ela cantava, se tinha uma pessoa que ela era fã de carteirinha no mundo da opera era Genevieve King, sempre que ela podia e seus horários permitiam, ela se encontrava em uma dos seus espetáculos e tê-la aqui no cruzeiro dos seus pais era um dos maiores presentes que seus pais poderiam lhe dar.
Quando o espetáculo terminou, se levantou um pouco tonta por conta do champanhe e enxugou as lágrimas dos olhos enquanto a aplaudia de pé.
- Eu não sabia que você gostava tanto assim de opera. – Mandy apareceu ao seu lado fazendo com que ela se assustasse. – Devo reservar uma mesa no restaurante? Ou melhor, você quer um lugar na mesa de Genevieve King?
- Não, Mandy, eu prefiro não conhecer as minhas heroínas.
- Rumores de que ela está louca para lhe conhecer.
- É por essa razão que rumores são chamados de rumores. – entrelaçou seu braço com o de Mandy e foi em direção a saída do teatro. – Você poderia pedir que o serviço de quarto vá deixar o meu jantar na minha suíte?
- Você vai se trancar naquele quarto de novo?
- Na verdade, eu vou dar uma volta pelo convés já que a maioria das pessoas estão em outros lugares a essa hora da noite. – Mandy a acompanhou até ao convés e quando as duas chegaram, se virou para ela. – Eu preciso ficar sozinha um pouco.
- Tem certeza? Você parece um pouco triste?
- Eu só estou um pouco emocionada com o espetáculo, eu preciso tomar um ar.
- Se você diz, eu vou conversar com o chefe e levar o seu jantar para a sua suíte.
- Muito obrigada, Mandy, boa noite.
- Boa noite, minha patricinha favorita. – viu Mandy desaparecer entre a multidão e foi em direção a parte lateral do convés driblando a piscina e as espreguiçadeiras, ela se apoiou nas grades olhando para onde a escuridão do céu se encontrava com as ondas do mar, ela tirou seu celular de dentro da sua bolsa depois de senti-lo vibrar. A sua tela inicial estava cheia de notificações dos seus amigos e da sua família, porém a que chamou mais atenção foi a mensagem de Jake no topo que dizia: “Nós precisamos conversar. ”, respirou fundo e procurando a paz interior que ela veio buscar nesse cruzeiro no meio do mar, arremessou seu celular no meio do oceano.
- . – A garota se virou para trás dando de cara com que ela menos esperava encontrar nesse cruzeiro.
- Jake, o que você está fazendo aqui?
- Não está feliz em me ver?
- Eu achei que a falta de respostas as suas mensagens era indicio suficiente de que eu não quero mais te ver. – cruzou os braços.
- Seus pais me chamaram, eu não podia recusar.
- É claro que podia, “não” é a primeira palavra que aprendemos em nosso vocabulário. – o olhou incrédula.
- , nós realmente precisamos conversar. Eu cometi um erro.
- Um erro? Em qual momento? Quando você falhou em me informar que nós não éramos algo sério ou a parte que você começou a namorar alguém no mês seguinte?
- , eu cometi um erro.
- Eu também, quando te desperdicei um minuto da minha vida com você. Por favor, não me procure mais. – passou por Jake, botando o máximo de distância entre eles indo em direção aos restaurantes.
levantou os olhos e foi então que ela o viu. Ele estava parado no meio do convés usando o mais perfeito smoking que ela já viu, e ainda a olhava com uma expressão que ela nunca presenciou na vida, porém não conseguia por um momento desviar o olhar. Ela não o conhecia, mas parecia que tinha algo a puxando em sua direção e então andou, podia até ser o álcool falando, mas ela não se importou, ela foi a passos largos em sua direção e quando ela parou na frente, sem ao menos pensar nas consequências, passou os braços ao redor do pescoço do estranho que ela nunca ao menos viu na vida. achou que tudo o que ela tinha sentindo com apenas um olhar tinha sido unilateral, porém logo esses pensamentos foram deixados de lado quando ele a abraçou forte pela cintura.
sentiu o calor do corpo do estranho em contato com o seu fazendo com que um arrepio lhe passasse pela espinha, ela não estava se importando nenhum um pouco o quão atípico esse momento era, ela só queria abraça-lo um pouco mais.
- Você quer se livrar dele? – afastou seu rosto para que ela pudesse olha-lo nos olhos e, pelos deuses, que olhos mais lindos que ele tinha. Ela apenas assentiu a cabeça e logo viu sorriu de lado, estava esperando qualquer coisa vindo dele, até um “Vaza daqui! ” direcionado a Jake, porém o estranho apenas segurou seu rosto entre suas mãos e a beijou como ninguém nunca o fez. Ela sentiu formigamentos na ponta dos dedos e quando sua língua entrou em contato com sua, ela podia jurar que podia escutar fogos artifícios estourarem em seus ouvidos. , que não era tímida nem nada, fez questão de passar suas mãos por toda a extensão de seus braços, chegando em seus ombros até pararem a sua nuca e puxando levemente os cabelos que lá tinha. O estranho apertou sua cintura com suas mãos fazendo com que ela soltasse um gemido de aprovação, se afastou dele um pouco ofegante e embriagada por tudo que ela tinha acabado de sentir e abriu os olhos dando de cara com os seus, os fogos de artifícios começaram logo depois fazendo com que ela se assustasse e sorrisse logo em seguida.
- ! – Ela escutou a voz de Jake e logo rolou os olhos. – Vem! – Ela segurou a mão do estranho e começou a andar em direção ao elevador, completamente ignorando os protestos de Jake. girou a chave do elevador e logo depois pegou o cartão nas suas mãos, ela se virou para o estranho e sem nenhuma cerimônia, passou os braços por seu pescoço e colocando seus lábios prontíssima para outro beijo que fazia os seus dedos formigarem. Quando o elevador chegou em seu andar, os dois foram tropeçando pela suíte até que ambos caíram na cama, não sabia ao certo porque estava agindo como uma mulher extremamente desesperada, porém, ela tinha a urgência em saber as curvas do corpo desse estranho da qual ela nem ao menos sabia o nome.
- Espere um segundo! – Ele segurou seus ombros, fazendo com que se deitasse na cama. – Eu te quero muito, como eu não quis alguém há muito tempo e pelo o jeito que as coisas fluíram entre a gente, acredito que você também me quer, porém, antes disso, eu preciso te conhecer melhor. – Ele acariciou o rosto de fazendo com que – Algo me diz que você é a mulher mais incrível que eu já conheci e eu não posso deixar essa oportunidade passar.
- Bem, seu instinto está correto. – disse fazendo com que ele sorrisse de lado. Ele lhe deu um selinho demorado fazendo com que ela sorrisse de lado, logo depois se levantou trazendo junto.
- Agora que resolvemos essa parte, você pode me dizer como conseguiu essa suíte? É simplesmente incrível!
- Pode se dizer que foi um presente. – chutou as sandálias de lado e foi em direção a cozinha. – Você está com fome? – encontrou alguns pratos de massa no conservador de comida ao lado do fogão elétrico e um vinho na geladeira. – Eu tenho ravioli de carne e limão siciliano, risoto de camarão, macarrão a carbonara e alguns canapés e bruschettas.
- Você está esperando mais alguém para jantar?
- Normalmente, eu divido minhas refeições com minha amiga, mas na maioria das vezes eu como tudo sozinha. – respondeu, comendo um dos canapés. Ela pegou os talhares e logo se sentou ao seu lado dele em um dos bancos. – Mas antes de tudo, eu tenho uma pergunta muito importante.
- Pode mandar.
- Qual é o seu nome?
- É sério isso?
- Pode acreditar, eu já vi péssimas experiências por conta de uma simples pergunta.
- Meu nome é . Qual o seu?
- .
- Combina com você. – Ele respondeu voltando a comer, porém continuou o encarando e se perguntando como um cara poderia ser tão bonito. Ela sim já tinha conhecido caras extremamente atraente, modelos, atores e até cantores, porém, nenhum deles se comparava a beleza dele. Talvez ela estivesse perdendo o pouco de sanidade que ainda lhe restava. – E o que você faz, ?
- O que você acha que eu faço? – Ela perguntou e ele colocou a mão no queixo, a encarando de cima a baixo.
- Baseado nessa suíte, que, a propósito, é simplesmente mil vezes mais incrível que a minha, eu acho que uma daquelas blogueiras milionárias e foi paga pra fazer permuta.
- Sinto em lhe dizer, mas a única coisa que você acertou a parte da milionária. Pense fora da caixa, esse é o conselho que eu te dou.
- Garçonete.
- Mesmo que eu juntasse todo o dinheiro que eu ganhasse, não conseguiria pagar o valor de três semanas nessa suíte. Eu estaria atolada em dividas por anos. – riu enquanto se deliciava com alguns raviólis.
- Empresária?
- Não.
- Chefe de cozinha?
- Nossa, eu poderia envenenar alguém com minha comida.
- Você não sabe cozinha?
- Eu nunca precisei e também não gosto.
- Cozinhar é um dos meus hobbies.
- Então já posso destacar chefe de cozinha da sua lista.
- Eu posso ser um chefe de cozinha e cozinhar como hobbie.
- Eu acho muito difícil com um corpo desse, você no mínimo trabalha com alguma coisa relacionada ao entretenimento.
- Você é boa. – sorriu e continuou: - Eu desisto, eu realmente não sei o que você faz.
- Bem, querido, eu sou professora.
- Eu não acredito! Você não tem cara de ser professora.
- Bem, baseado em estereótipos imposto pela sociedade para pessoas como eu ou você, eu imagino que sim, eu não tenho nada haver com ser professora. Entretanto, eu amo ensinar, pode ser estressante? Demais! Mas todo dia eu aprendo algo novo com meus alunos, mesmo sendo anos mais velha.
- Achar algo que a gente ama fazer é extremamente gratificante, é um trabalho, mas a recompensa faz valer a pena.
- Com toda a certeza. E já que sabemos o que eu faço, vamos tentar adivinhar o que você faz. – colocou a mão no queixo pensativa e sorriu largamente. – Eu acho que você é um dos dançarinos de um dos espetáculos.
- Sinto lhe informar que não.
- Cantor?
- Eu poderia usar minha voz de repelente contra pessoas. – Ele respondeu e soltou uma gargalhada.
- Modelo?
- Eu detesto posar para fotos.
- Então, você posa para fotos porque é obrigado. – apenas deu de ombro. – Ator?
- Eu também não gosto de câmeras.
- Ah, eu desisto! – se jogou no balcão, colocando um dos canapês na boca.
- Eu sou jogador de hóquei.
- O que? E o que você está fazendo aqui?
- Você primeiro, eu estou extremamente curioso pra saber como você conseguiu essa suíte.
- Meus pais são donos do cruzeiro então como ele foi feito especialmente para mim. Hiperion foi um dos deuses da mitologia grega, ele era filho dos titãs, Gaia e Urano. Ele é considerado o primeiro astrônomo a estudar o movimento do Sol, da lua e das estrelas, por isso, ele é considerado o pai dos astros. Meu pai é um astrônomo aposentado agora, antes de conhecer a minha mãe ele trabalhava com um grupo de cientista que estudava os planetas, eles se conheceram da maneira mais inusitada possível: em um site de relacionamentos para cientistas.
- Sua mãe é cientista?
- Aí é que está, minha mãe parece que saiu diretamente de um episódio de “Desparate Housewives” agora, na época, pode se dizer que ela estava mais pra “Gossip Girl”. – gargalhou alto. – Sua mãe, minha avó, era astrônoma e recebeu o convite por e-mail para um aplicativo de relacionamento para cientista e como minha mãe estava entendida decidiu se inscrever. – bebeu o resto do seu vinho. pegou em sua mão fazendo com que ela se levantasse. – Pra onde você está me levando?
- Eu quero ver a vista do seu convés, se dá minha janela a lua já é incrível, imagina daqui de cima. – a puxou em direção aos sofás que tinham em seu convés, ele se sentou e logo puxou para os seus braços. – Agora você pode continuar sua história.
- Bem, minha mãe não sabia nada sobre astronomia então minha avó logo desconfiou quando ela começou a fazer várias perguntas. Os dois conversaram por meses até que meu pai decidiu que precisava conhece-la, minha mãe, é claro que negou, porém, em uma noitada na cidade ela ficou completamente bêbada, ela acabou mandando uma mensagem pra ele junto com o endereço que ela estava. Ele então foi atrás dela e a encontrou no canto do da boate, segurando o celular na mão, e chorando muito.
- Chorando? Por que ela estava chorando?
- Porque por mais durona que ela pareça, minha mãe é uma coração mole e mentir pro meu pai, especialmente quando ela estava começando a gostar dele, a estava matando aos poucos.
- E o que aconteceu depois?
- Meu pai a levou para seu apartamento porque ela acabou dormindo enquanto ele a carrega, ele dormiu no sofá e ela na cama. Quando eles acordaram, ele a chamou pra tomar café e os dois conversaram, ela contou toda a verdade para ele e desde então eles estão juntos.
- Seu pai ainda é astrônomo?
- Não, ele se aposentou há alguns anos, minha mãe é dona de uma rede de hotéis de luxo então os dois decidiram investir em cruzeiros. Meu pai que teve a ideia, na verdade, ele dizia que o meio do oceano era o único lugar que a gente podia olhar as estrelas sem a poluição da cidade.
- Seu pai está completamente certo, acho que eu nunca vi o céu de uma forma tão clara como agora.
- Agora é sua vez, você precisa me dizer porque está aqui.
- Minha história não vai parecer nem um pouco interessante comparada a sua.
- Mesmo assim eu quero ouvi-la.
- Bem, eu estou de férias e minha mãe está trabalhando no espetáculo então, pra não ficar sozinha, ela decidir me chamar para acompanhá-la já que meu pai só vai poder vir semana que vem. Eu não estava fazendo nada e, honestamente, completamente entediado, eu decidi vir.
- Sua mãe trabalha no espetáculo? – se sentou, virando-se para ele.
- Sim, foi onde eu te vi. – Ele se aproximou, empurrando seu cabelo para o lado e segurando seu rosto. – Você estava sozinha na cabine tomando champanhe durante uma boa parte do espetáculo, eu não consegui tirar os olhos de você a noite inteira. – Ele começou a beijar o pescoço de fazendo com que ela mordesse seu lábio. – Eu nunca vi alguém tão jovem ser apaixonado por ópera, e muito menos chorar no meio de uma apresentação.
- A Flauta Mágica é um dos meus espetáculos favoritos, e Genevieve King uma das minhas sopranos favoritas.
- É sério? – Ele olhou para que apenas assentiu. – Você quer tomar café comigo?
- Mas nós acabamos de jantar.
- Estou falando de amanhã, .
- Claro que sim. – não pode conter o sorriso e em um movimento rápido foi para o seu colo, colocando cada perna do lado das suas. – Mas agora nós vamos aproveitar a noite. – segurou o seu rosto entre suas mãos o beijando profundamente.
- E com o barulho das ondas, a lua e as estrelas como cenário, deixando suas mãos percorrer cada canto dele, finalmente sentiu que o seu cupido tinha finalmente acertado.


se espreguiçou na cama sentindo o sorriso se arrastar pelos cantos da sua boca, ela tinha passado uma das melhores noites da sua vida e aparentava ser um dos caras mais incríveis que ela já tinha conhecido. Ela sabia que não era nada sensato confiar em um cara ou a menos começar a sentir alguma coisa por ele sem nem ao menos conhece-lo direito, porém, o seu instinto a estava dizendo que ele, de alguma forma, diferente e seus instintos quase nunca falhavam. Talvez fosse a eterna romântica dentro dela que viu suas amigas se apaixonarem pelas pessoas mais improváveis que ela podia imagina e estava pronta pra tirar a prova de que o seu cupido tinha, finalmente, acerto no alvo.
- Por que você está sorrindo? – se sentou na cama abrindo os olhos e dando de cara com sua mãe.
- Mãe, o que você está fazendo aqui?
- Nós viemos para o espetáculo, é claro, e ver como você está, minha filha.
- Um telefonema seria suficiente. – olhou ao seu redor não encontrando nenhum rastro de , ela não sabia se ficava aliviada ou apreensiva.
- Eu tentei te ligar, mas o seu celular está fora de área.
- Oh, é verdade. Eu preciso de um celular novo.
- E por que?
- Ontem, em um momento de pura loucura, eu acabei jogando meu celular no mar.
- O que? Mas por que?
- Eu realmente não consigo explicar, eu só o joguei. Ops!
- Ops?! Ai meu Deus, o que eu vou fazer com você, garota?!
- Me amar incondicionalmente. – deu um beijo na bochecha de sua mãe.
- Muito engraçada. – Sua mãe se afastou dela, olhando ao seu redor. – Que bagunça é essa, , sua suíte está uma zona?
- Você não vai querer saber o porquê.
- Nós vamos precisamos chamar o serviço de quarto pra arrumar tudo isso. – Isla balançou a cabeça quando seus olhos cerraram em direção a um objeto atrás de . – , de quem é aquele terno em cima da cadeira?
- Eu comprei o tamanho errado. – deu de ombros.
- E por que será que eu não acredito nisso?
- Eu realmente não sei, mãezinha querida.
- Eu não gosto quando você me olha com esses olhos e me chama de “mãezinha querida”. De quem esse terno, ?
- Tudo bem, você venceu! – se levantou e foi em direção a porta do banheiro. – Pode sair, ela já descobriu mesmo. Mãe, eu acho melhor a senhora fechar os olhos.
- ! – Ela viu sua mãe cobrir os olhos e logo soltou uma gargalhada alta.
- Sua pentelha! – Isla pegou um travesseiro e jogou na sua filha. – Pode tratar de se arrumar, , nós vamos tomar café.
- A gente não pode pedir serviço de quarto?
- Eu acho que você vai gostar da nossa companhia pro café.
- Eu duvido.
- É Genevieve King. – Os olhos de se arregalaram e ela quase deixou o queixo cair no chão. – Ela está louca para te conhecer, especialmente porque ela sabe que você é uma grande fã.
- Você está brincando comigo?
- É claro que não, trate de colocar sua melhor roupa. – soltou um gripo e correu para o banheiro, porém, logo voltou: - Por acaso, você não viu ninguém no elevador quando subiu?
- Não, , eu não vi ninguém. Por que?
- Só curiosidade.
- Pelo amor de Deus, , não me diga que você voltou com aquele garoto?
- Que garoto?
- Jake, aquele que você levou para nos conhecer.
- Ah não! É claro que não.
- Menos mal, nós o encontramos no restaurante. – viu sua mãe cruzar os braços e fazer uma careta. – Eu não acredito que ele teve a coragem de vir.
- Mas você o convidou.
- Quando ele era seu namorado, ele deveria ter um pingo de noção de recusar. Aquele garoto não combina com você, minha filha, mas eu espero que o dono daquele terno sim. – sorriu involuntariamente. – Aha! Eu sabia. Quem é ele?
- Tudo o que você precisa saber é que ele é diferente.
- E como você sabe disso?
- Eu não faço a menor ideia, nós nem nos conhecemos direito, mas o meu instinto me diz que sim. – viu sua mãe sorrir largamente. – O que?
- Nada. Vamos logo, , nós não queremos deixar a sua diva esperando.
tomou banho em tempo recorde, ela estava extremamente animada com a possibilidade de conhecer a sua artista favorita, por uma fração de segundo seus pensamentos a levaram em direção a e ela pensou que não tinha sido uma boa ideia jogar seu celular no mar porque agora ela não tinha nenhum jeito de contata-lo. Entretanto, pensou que esse era o cruzeiro dos seus pais e ela podia pedir que Mandy olhasse na lista de hospedes para que ela descobrisse qual era o seu quarto, quem sabe, talvez, ela pudesse fazer uma surpresa para ele.
foi o caminho inteiro escutando a mais nova história do seu primo, que aparentemente, estava voltando para o país para jogar em um time local e sua mãe queria que ele voltasse a morar com ela. Ela, é claro, rolou os olhos e apenas soltou um “Ela precisa de terapia! ” baixinho fazendo com que sua mãe desse um tapa em seu braço. As duas entraram no restaurante e foram em direção a parte VIP onde seu pai já se encontrava ao lado da mesa conversando com Ravi enquanto Genevieve se encontrava sentada e conversando com outro homem do qual não conseguia vir o rosto.
- Oh, olá Genevieve, querida. – viu sua mãe abraçar Genevieve apertado e seu queixo foi no chão. – Está é minha filha que eu lhe falei, , ela é uma grande fã.
- Oh, eu escutei maravilhas sobre você, . – Genevieve a abraçou forte e ela retribuiu da mesma maneira, ela admirava a mulher há anos, é claro que ela deveria ficar estupefata em estar tão perto dela. – Sua mãe sempre falou sobre você nos jantares beneficentes que nós participamos, porém você nunca estava presente.
- Meu trabalho não me permite que eu saia muito.
- Oh, uma menina linda como você, definitivamente deveria sair mais.
- Ela sai o suficiente, Genevieve, pode acreditar. – Isla se sentou ao lado de Genevieve enquanto foi em direção ao seu pai, abraçando-o forte.
- Como você está tampinha? – Seu pai a perguntou.
- Melhor, impossível.
- Oh, , deixe-me apresentar meu filho. – se virou e logo seus olhos se arregalaram e seu coração começou a bater mais forte. – Este é , está é . – parecia tão surpreso quanto quando seus olhos se encontraram. – Acredito que vocês dois sejam as duas pessoas mais jovens que eu já vi nesse cruzeiro. Você não vai cumprimenta-la?
- É claro. – sentiu um arrepio passar por sua espinha quando segurou sua cintura e deu um beijo demorado em seu rosto. – É um prazer, .
- O prazer é todo meu. – Ela respondeu e logo viu o puxar a cadeira ao seu lado para que ela sentasse, sorriu de lado e se sentou ao lado.
- Nós tomamos liberdade de já pedir o café para todos.
- O que você achou do espetáculo ontem, ?
- A Flauta Magica é um dos meus espetáculos favoritos seus, eu não sabia que era esse que estávamos oferecendo no cruzeiro. Pode-se dizer que foi uma noite mágica. – sentiu a mão de apertar a sua debaixo na mesa fazendo com que ela sorrisse.
- Está vendo, , pessoas jovens também apreciam ópera. não é muito fã de óperas, porém, sempre que pode está escapando das minhas apresentações.
- Vamos dizer que eu descobri que elas podem ser um tanto quanto espetaculares. E, além do mais, eu passo uma boa parte do ano viajando para jogos então não tem como eu comparecer a todos os seus jogos.
- Você viaja muito? – perguntou, olhando para ele.
- Algumas vezes, questão de dias apenas. Eu troquei de time recentemente pra ficar mais perto de casa.
- Eu nunca fui a um jogo de hóquei.
- Nunca? Sério mesmo?
- Nenhum tipo de esporte foi atrativo para mim.
- Eu faço questão de receber em um dos meus jogos.
- Eu adoraria. – olhou em direção ao sorriso de sua mãe e os olhos brilhantes de Genevieve fazendo com que ela as olhasse confusa. – Eu sabia! Vocês duas estão dando uma de cupído!
- Mas é claro que não! Da onde você tirou isso? – Genevieve disse, enquanto minha mãe apenas deu de ombros, dizendo:
- Você não pode negar que vocês formam um casal lindo.
- Você não vai ao menos negar?
- Por que eu faria isso? – viu sua mãe riu de lado fazendo com que o queixo de quase batesse na mesa. Entretanto, antes dela responder, a única pessoa que não queria que aparecesse, parou ao lado da sua mesa.
- , podemos conversar? – olhou para ele de cima para baixo, , ao seu lado, soltou sua mão e passou o braço pela cintura.
- Mas é claro que não, por favor, se retire.
- ...
- Ah, mas que saco! Eu já disse tudo o que tinha para dizer, se você não aceitou isso, já é problema seu! – se levantou, batendo as mãos na mesa. – Segurança! – viu os dois seguranças de seu pai aparecerem e ficarem de cada lado de Jake. – Por favor, acompanhe o senhor Jake até o seu quarto para que eles possam fazer as malas chamem um helicóptero.
- Qual o destino, senhorita ? – O chefe de segurança de seu pai, Afonso, perguntou.
- A lua seria adequada, porém, seria uma viagem muito cara. De volta para casa, por favor. – viu os dois seguranças acompanharem o seu ex-namorado para longe dela e finalmente pode respirar aliviada. – Agora que colocamos todos os pingos nos “i” e todos os traços nos “t”, peço licença a minha diva suprema, perfeita e aos meus queridos pais porque eu tenho um jogador de hóquei para conhecer melhor. – deu um beijo estalado na bochecha, da sua futura sogra e depois nos seus pais.
- Espero que você saiba que estou de olho em você, garoto. – Seu pai falou enquanto se levantava e ficava ao lado de .
- Pode deixar, senhor , eu sei o quanto especial é. – sorriu largamente e ela pode ver sua mãe murmurar um “Seja feliz! ” antes dela arrasta-lo em direção as lojas. – Então o que nós faremos agora?
- Nós vamos subir para o meu quarto e pedir um café da manhã completo. – disse, colocando sua chave na fechadura do elevador.
- E depois?
- Eu tenho certeza que nós podemos pensar em alguma. – abraçou pelo pescoço, o beijando profundamente.
E foi nos braços de , que percebeu o amor poderia ser como uma onda, você não podia controla-lo, mas poderia como apreciar como as ondas calmas abraçam o litoral. E bem, era uma vista e tanto.


Fim





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