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Finalizada em: 11/01/2021

Capítulo 1

Outros Amantes?


Música tema da fanfic: Alone Tonight - Jay Park (Aqui)


¹Algumas partes deste fanfic contém crossovers da minha fanfic “Mv: You Know”.

tinha que admitir: ficar com era uma decisão acertada dentro da própria desgraça. Cada dia mais perto dele, mais conexão entre seus corpos existia, e mais raiva ela sentia de si. estava cada vez mais impulsivo à medida que a gravidez de Akemi avançava. Mas, para ela, aquilo era admissível! Ele estava lidando com as cobranças e ansiedades de uma paternidade incerta. Contudo, aquela aparente e maldita recaída por Liu, foi o que deixou a ponto de bala. Para entender onde as ações atuais de tiveram a sua origem inicial, é preciso retornar algumas semanas. Há dois meses, e se relacionavam casualmente. Há dois meses Gray e Liu não eram os mesmos.

Semanas Atrás...


estava chegando na Purple quando viu Okasian chegar também, e com ele , com o supercílio cortado. Ainda na porta da boate, ao lado de seu carro, ela encarava aos dois que a encararam de volta como se fossem levar uma bronca da mãe. Mas ela não era mãe de ninguém, e observou da cabeça aos pés e entrou no lugar sem ao menos perguntar o que houve.

— Ela não vai falar nada? – Oka perguntou surpreso.
— Bem, pelo pouco que conheço a , ela não vai me perguntar nada.
— Que ótimo não é?! Imagina você ter que contar para a sua amiga sexual, que foi o Gray quem te enfiou um soco na cara, de novo por causa de Liu.
— Não tem nada a ver com ela, eu já disse! Ele fez isso porque eu insisto que ele assuma as responsabilidades de Akemi.

Os dois entraram também, e logo que chegaram viram parada ao lado de um homem mais velho, bem vestido, com pinta de CEO e mafioso ao mesmo tempo. Eles conversavam sorridentes e o homem se aproximou de em determinado momento, levando a mão à sua cintura e sussurrando em seu ouvido.

— Não sabe como senti falta de você, . – So Ji Sub sussurrou e sorriu o indicando o caminho do escritório.

Okasian e permaneceram parados onde estavam, curiosos e confusos pela cena.

— Conhece o figura que estava cheio de gracinha para sua gostosa? – Oka zombou.
— Ela não é exclusivamente minha. A gente não tem nada desse tipo, você sabe!

O tom de voz e o olhar de já denunciavam ao Oka o quanto ele não gostou daquilo.

— É, deve ser uma merda não assumir uma mulher como ela.
— Não se trata de não assumir, nós só, somos amigos com benefícios. Mas, para de falar da e pega logo as minhas paradas lá no seu escritório.
— Toma. – Okasian jogou a chave para : — Pega lá, eu tenho que resolver a parada da Gabbe que a pediu.
— O cara a machucou?
— Pelo que falou, não. Mas é para eu ver… Às vezes acho que sua amiga de foda faz isso para eu desistir e cair fora… Não era para eu me meter nessa coisas, eu não sou cafetão!
— Foi você que inventou esta merda! Agora aguenta! A já se fode aqui por culpa sua!
— Ah … – Okasian começou a gargalhar irônico: — Posso garantir que não é por minha culpa!

não entendeu o que Okasian tentou dizer, mas foi até o lugar onde estava o seu pacote. E Oka, até o escritório de , torcendo para não atrapalhar nada.

— E dessa vez você ficará muito tempo Sub?
— Um mês e meio pelo menos, . Minha irmã vai se casar, então aproveito para formalizar algumas coisas na empresa.
— E você? Quando vou receber o seu convite? – perguntou brincalhona bebendo o uísque que havia servido aos dois.
— Quando você aceitar o meu pedido.

Ji Sub falou sedutor com seus olhos fixos nos olhos de , e ela sorriu ladino. O som da porta batendo interrompeu o clima entre eles, e proferiu:

— Entre!
, boa tarde, podemos falar? – Oka colocou a cara no beiral da porta.

Ao sinal de mão dela, Okasian entrou e os apresentou.

— Okasian este é meu amigo, Ji Sub. Sub, este é meu sócio, Okasian.

Os dois se cumprimentaram brevemente, e Okasian adiantou-se para não atrapalhar mais.

— Eu preciso do endereço da Gabbe.
— Ah sim! – se levantou indo ao arquivo: — Seja cauteloso, ela está vulnerável e talvez exija uma reparação nossa. Nós daremos, ouviu?

falou enquanto ainda procurava abaixada a pasta da garota de programa, e Ji Sub a secava sem o menor disfarce enquanto bebia seu uísque, e Okasian também, afinal não valia nada. Mas o sócio reparou na atitude do visitante e sacou que havia mesmo algo entre eles.

— Hoje ela terá folga. Seja o mínimo de delicado que você puder. – informou ao Oka entregando-o a pasta.
— Entendido. Até mais.

Ele despediu-se e saiu os deixando sós de novo. E ela voltou a sentar-se ao lado de Ji Sub.

, este lugar não tem nada a ver com você. Por que mudou de ideia?
— Fiz uma aposta no negócio, mas pretendo transformá-lo. Não gosto mesmo disso!
— Bom! Eu realmente vim para te ver, avisar que estarei na área por um tempo, e mesmo que rapidamente te convidar para jantar!
— Mas é óbvio que eu aceito! Sabe que é o meu único cliente pelo qual eu aceito os convites de jantares.
— E ainda espero ser o único a te fazer aceitar outros convites… – ele se aproximou sussurrando e roçando os lábios nos dela.
— Talvez eu possa aceitar agora.
— Não brinque comigo , eu sou absolutamente louco por você!

Ji Sub falou se levantando e abotoando seu terno, e riu divertida acariciando os ombros dele, o acompanhando para a porta do escritório. Ela abriu a porta e os dois seguiram pela escada ao térreo juntos, ainda conversando.

— Foi o Pietro que lhe deu o endereço?
— Sim, estive na Insanity, que aliás está maravilhosa! Parabéns!
— É a menina dos meus olhos…
— E a dona, a menina dos meus… – ele flertou com ela já no meio do saguão da boate — Podemos deixar combinado então, jantar amanhã às nove?
— Claro! Não tenho nada marcado. Onde devo te encontrar?
— Posso ser ousado de te pegar em casa? – ponderou e ele notando, insistiu: — Ah, vai ! Já fazemos isso há tempos e nunca me deixou ser gentil de te buscar em casa.
Hm… Certo, certo… Te envio o meu endereço mais tarde.
— Ainda tem o meu telefone?
— Se for o mesmo, está na agenda dos clientes VIPS da Insanity.
— Fique com o meu cartão. – Ji Sub estendeu o cartão que tirou do bolso, a ela, e inquiriu: — Assim, garantimos que você entrará em contato. , a inalcançável.

Os dois se abraçaram num cumprimento breve, e observou o cartão em sua mão mordendo os lábios, pensativa. Talvez devesse mesmo dar uma chance ao Sub. Era mais velho do que ela, apenas dez anos, sempre foi gentil e interessado nela, tinha uma boa estrutura familiar e financeira. Sem falar que era o estilo “misterious and danger man” que fazia perder-se facilmente.
Enquanto ela se mantinha pensativa sobre tudo aquilo ali, estava sentado de qualquer jeito no palco da boate, observando-a silencioso. Ela virou-se para retornar ao escritório, risonha, quando deu de cara com a encarando sério. Na mesma hora os dois ficaram sustentando o olhar um do outro. desceu do palco num salto, ajeitou sua jaqueta e caminhou de peito estufado até que igualmente empinou o nariz. Cara a cara, os dois pareciam incendiar-se pelo olhar do outro, observou o ferimento no rosto de e voltou a encarar seus olhos, mas esperava apenas ela retornar os olhos aos dele, para agarrar sua cintura e beijá-la sem aviso. E assim o fez!

— Ficou ameaçado por Ji Sub, é? – ela perguntou zoando quando pararam o beijo.
— Por que ficaria? Ele não é o seu namorado, ou é?
— Ainda não, . Ainda não! – se soltou dos braços de que a observou ainda mais atencioso.
— Quem é ele?
— Ninguém que você precise conhecer, mas…
— Como não? Ele não é o seu namorado ainda. – a interrompeu.
— Desculpe, mas nós não devemos nada um ao outro, não é?

O olhar de mesclava curiosidade e desafio. passou a língua nos próprios lábios, e riu negando com a cabeça e mãos nos bolsos.

— Tem razão, você é livre. Mas e aí, vai ficar aqui até que hora?
— Tenho algumas coisas para resolver, mas você sabe que não gosto de ficar aqui à noite. Por quê?
— Preciso resolver uma parada, e estou de saída, não queria que você ficasse sozinha aqui. Oka demora?

notou que enquanto ele falava, alternava os olhares entre seus olhos e seu corte no rosto.

— Relaxe, eu sei me defender. – ela falou segura por saber que poderia contar com Wang e seus rapazes espalhados na região. Mas não sabia da relação dela com a máfia.
— Sei lá, aquele cara que atacou a Gabbe pode arrumar problema.
— Não preocupe-se. Eu sei lidar com esse tipo, pode ir cuidar das suas… coisas.

sorriu e já ia se retirar quando segurou em seu braço.

— Não vai perguntar nada?
— Se você quisesse dizer tinha dito. Precisa de ajuda para a desinfecção disso?

Ela estava certa, ele não queria dizer a ela a razão daquele corte. Não se preocupava também com nenhum curativo, mas ter os cuidados dela era uma boa idéia. afirmou em silêncio e seguiu , enquanto ela seguia à frente para as escadas do seu escritório na Purple, ele aproximou-se ainda mais, sem que ela o sentisse e quando entrou no escritório, bateu a porta e puxou a cintura dela, colando suas costas nele. Cheirou o pescoço dela e beijou sua orelha.

— Eu realmente te chamei para fazer um curativo no seu corte .
— Tem duas semanas que a gente não transa, baby.
— E não faremos isso aqui! – sorriu e se soltou de .

Ele fez uma expressão descontente e ela pegou o rosto dele com uma mão firme, para ele não desviar o olhar do dela por pirraça, como estava fazendo e tascou-lhe um beijo para que ele não reclamasse.
Depois abriu um armário, puxou os primeiros socorros dali e começou a limpar o ferimento dele. ficou calado por muito tempo, apenas observando-a.

— Quando vamos nos encontrar de novo?
— Eu não sei … Tem sido difíceis essas semanas para eu sair do trabalho, e você também tem estado ocupado não é?
— Mas você tem tempo de sair para jantar com o figura que saiu daqui? Como é mesmo, o nome dele? Amanhã não é?

parou tudo e deixou um sorriso de canto se emoldurar em seus lábios, e encarou com humor, enquanto ele mantinha-se sério.

— O nome dele é So Ji Sub. Sub para mim. E isso é… Ciúmes ?
— Não, mas eu tenho prioridade.
— Saiba que Sub e eu nos conhecemos antes de você ousar me atropelar.
— E ele te fode há quanto tempo também?
— O que é isso? Quem você está pensando que é!?
— Eu sou o seu… – o silêncio e a expressão de espanto de seguiram ao ataque de .
— Meu?
— Olha só, eu só quero passar um tempo juntos, ok?

guardou tudo na maleta de novo. Suspirou pesadamente e falou séria para ele:

— Talvez seja melhor nós começarmos a impor alguns limites e acordos, não é? Eu só tenho saído com você, a recíproca não é verdadeira, mas se for pra você agir como se fosse…
— Eu não estou te impedindo de sair com ninguém. Só quero que a gente se encontre! O que tem de diferente nisso que já não estejamos fazendo?
— Estas semanas foram tão apressadas para mim quanto a você que sumiu , e agora você simplesmente quer que seja no seu tempo e jeito!?
— Você não quer mais? É isso?
— Não, não é isso. Eu só não estou entendendo o seu tom de cobrança!
— Eu não estou com tom de cobrança !


se levantou nervoso e a olhou envergonhado, dizendo:

— Eu tenho que ir. Você vai ficar bem?
— Eu estou ótima. – ela respondeu em tom bravo.
— Então qualquer coisa me liga… Quando quiser me ver, me fala.

Ele saiu em disparada e ela nem mesmo disse nada. Não cederia aos caprichos sem sentido dele. Não permitiria que fizesse ela parecer a culpada de sabe-se lá o que, que estivesse em sua cabeça!
permaneceu trabalhando, e quando Okasian chegou eles conversaram sobre contratar um concierge como Pietro era na Insanity, Oka reclamou dos trabalhos que tinha que fazer, mas não facilitaria para ele.

— Eu não vou dar dinheiro de lucro para você não fazer nada!
— Eu não sou cafetão !
— E eu não sou cafetina! Não se esqueça que eu só entrei nesta merda por culpa das suas burradas!
— Você entrou porque não queria o em risco! Isso sim!

Okasian falou tão enérgico que se calou surpresa.

— Acha que eu não sei que, o que verdadeiramente pesou não foram as relações de com o tráfico? Foi a sua relação com ele que deixou Jackson puto!
— Ah é? E por que Jackson teria aceitado o acordo então!?
— Porque você está apaixonada pelo .

A simplicidade da resposta de Okasian espantava .

— Ah! Cala a boca Okasian, você não sabe merda nenhuma! Olha só, você vai fazer a sua parte sim! Ou eu caio fora!
— Você precisa da Purple por um tempo , eu não sou tão burro quanto posso parecer.

A mulher revirou os olhos e pegou sua bolsa para sair do lugar, quando Okasian a impediu novamente.

te contou o que houve com o rosto dele hoje?

parou a mão na maçaneta, e antes que Okasian entendesse aquilo como curiosidade, ela respirou fundo e saiu apressada. Dirigiu de volta para sua casa, mas no meio do caminho recebeu uma chamada de de um número que ela não reconheceu.

— Alô?
, eu deixei o meu celular no escritório, você pode trazer para mim? Estou na AOMG.
— Até agora? Vai passar a noite aí?
— É... – ele riu sem graça — Se eu não conseguir adiantar umas coisas, terei sim.
— Ok, eu levo.

pegou o retorno, acelerou para a Purple de volta, e foi rápida. Dali saiu ainda mais acelerada para a empresa de .
assinava uma pilha de papéis em seu andar quando ouviu passos de salto. Não se importou, pois certamente era , ele deu uma pausa e quando a porta abriu lentamente, sorriu a chamando.

— Ah , obrigado! Desculpe por...

A luz se acendeu e foi pego de surpresa.

— Não,
— Liu? O que faz aqui?
— Gray e eu discutimos. Ele me contou da briga de vocês mais cedo. Posso entrar?

se levantou com uma mão no bolso de sua calça, e apontou para as poltronas centrais do seu grande escritório. Liu sentou-se ali, e ele a acompanhou.

— Suponho que veio aqui a esta hora, por quê tentou me encontrar em casa.
— Sim, você não atendia ao telefone então ou estava naquela boate do Okasian, ou trabalhando.
— E veio ouvir a minha versão pela primeira vez desde que tudo aconteceu?
— Eu só quero… Entender, . Gray age com tanta resistência a esta história que eu desconfio de que, ele não tenha a certeza que diz ter.
— Lógico que ele não tem! Mas como Akemi me escolheu de bode expiatório nesta história, para ele é conveniente não ter que lidar com uma grávida e ainda por cima ficar com você.
, se fosse dele eu ainda estaria com ele. Isso não muda as coisas entre nós.

Liu informou sem olhar nos olhos de , e ele debochou começando a se irritar:

— Não foi o que você me disse meses atrás.
— Eu estava confusa no começo, confesso. Mas, agora eu sei que Gray é realmente quem amo. E você também já arrumou uma pessoa, não é?

a encarou desconfiado, e sentou-se mais perto de Liu, a fim de pressionar ela.

— Realmente veio saber da minha briga com o Gray, ou da minha relação com a ?
— É aquela mulher do outro dia, aqui no escritório, não é? Então tem uma relação? – Liu se levantou do sofá e começou a caminhar pelo cômodo, e seguiu seus passos de forma branda.
— O que você pretende Liu?
— Eu… Eu espero que ela te faça bem, e te ajude a sair desse buraco que tem sido a sua vida, .
— Liu… – se aproximava e ela afastava, até que ele a encurralou na parede paralela a porta em que havia entrado: — O que você realmente quer aqui?
— Me responda : Como tem tanta certeza de que o filho de Akemi é do Gray e não seu?
— Por que eu sei fazer contas. Faça você também, ao invés de acreditar em tudo o que o Gray te diz, ele também é ótimo em matemática sabia?

Na recepção, a secretária que não ia com a cara de não trabalhava àquela hora, mas sim, um vigia. Ele liberou a entrada dela, pois sabia que o chefe aguardava uma mulher, mal se dando conta, tamanho o sono que tinha, que liberou a entrada de outra mulher minutos antes. subiu pelo elevador, e quando chegou ao andar dele, ela caminhou lenta arrastando-se de cansaço, mal fazendo barulho com os saltos. Viu que não havia secretária alguma na mesa há alguns metros e à medida que se aproximava conseguia ver melhor que a porta do escritório estava aberta e a luz acesa. Foi quando notou uma mão feminina segurando um braço que aparentemente a prendia. paralisou e pensou um pouco. Quem estaria ali com ? Olhou ao lado e escondeu-se atrás da mesa que tinha os pés cobertos e ali se preparou para ouvir e abaixar-se, se necessário.

— Se você não é o pai, e tem certeza disso, Akemi também tem. – Liu disse segurando o braço de que prendia sua passagem: — Então porque ela insiste que é você!? Ela me jurou isso!
— E você acredita nela? Acaso esqueceu que por minha causa ela e Gray terminaram? Que ela foi escorraçada por ele por Gray ficar do meu lado!?
— Ela não mentiria com isso ! Ela… ela não… ela…

Liu sentia-se confusa e nervosa, a proximidade com também a fazia querer beijá-lo, mas continuava sério a encarando. O silêncio que se seguiu, foi ensurdecedor para que não ouviu nada, enquanto viu que a mulher ainda estava paralisada segurando o braço de . Pensou em sair dali, mas uma movimentação a impediu. retirou o braço que encurralava Liu, e com raiva da mulher por ter ido até ali com aquele assunto… Apenas deu as costas à Liu e voltou à sua mesa. A mulher voltou então a agir.

— Quer que eu te peça um carro?
— Não, eu vim dirigindo.
— Certo, então boa noite Liu.
— Vai ficar?
— Sim.

continuou assinando os papéis que ela havia interrompido, a mulher foi até a bolsa que deixou na poltrona e se recuperando de todos os sustos de verdades possíveis ditas por , ela pôs-se para fora dali sem qualquer relutância. escondeu-se sob a mesa e quando viu que Liu entrou no elevador, saiu dali. Ficou um tempo encostada à mesa da secretária pessoal de digerindo tudo: as cenas incompreensíveis, o diálogo entre eles, o silêncio, os sentimentos confusos de e o fato de que não era uma mulher qualquer. Era a tal Liu saindo dali aquela hora.
respirou fundo e se recompôs, o cansaço que antes a arrastava desapareceu dando lugar a sua altivez comum, e o som dos saltos ecoaram. olhou para a porta e à medida que ela entrava em seu escritório ele sorria, mas logo foi tomado pela mesma seriedade da face dela. Analisou a postura de e pensou se ela havia esbarrado em Liu saindo dali aquela hora. remexeu em sua bolsa e colocou o telefone de sobre a mesa dele delicadamente. Novamente ele se levantou indo até a mulher, com calma. notou a folga na gola da camisa dele, as mangas estendidas deixando os braços tatuados à mostra, o cabelo despenteado.

— Ficou ameaçada por Liu, é? – ele devolveu a pergunta que ela havia feito mais cedo, ao notar os olhos investigativos dela sobre si.
— Seu celular já está em sua mesa.

proferiu com indiferença e segurou sua mão, não evitando um sorriso satisfeito. Ele nem mesmo entendia o motivo de gostar de ver aparentemente instável.

— Ela acabou de sair daqui, você a viu?
— Não, eu nem mesmo esbarrei com ela . – respondeu apressada para sair e viu segurando-a ainda mais para ela ficar.
— Isso tudo é ciúme?

ia responder, mas segurou o rosto dela com as duas mãos e beijou-a com vontade e profundidade, correspondeu, mas tão logo foi tomada de imaginações sobre o silêncio entre e Liu. E se ele a tivesse beijado? Poderia fazer aquilo, já que ele não era nada de . Ela separou-se dele, e apenas disse:

— Preciso ir.

Se colocou a sair dali deixando confuso por seus sentimentos, feliz pela possibilidade de ciúme, e preocupado por aquela saída repentina foi até ela apressado e a porta do elevador tinha acabado de abrir. Ele alcançou antes que ela entrasse e abraçou por trás. Não só pegou a mulher de surpresa, quanto surpreendeu-se a si. Com dentro de seu abraço protetor, ele sussurrou ao ouvido dela:

— Não aconteceu nada entre ela e eu. Não sei o que você viu e ouviu, mas não aconteceu nada.

A explicação se fazia necessária na hora em que ele percebeu que talvez tivesse interpretado algo errado. Ela tirou o braço dele do seu pescoço e entrou no elevador já apertando o térreo e dizendo:

— Não devemos explicações de nada um ao outro .

A porta se fechou e finalmente pôde soltar o ar dos pulmões, entrou desesperada em seu carro, e ficou ao volante parada, com a cabeça abaixada por longos minutos. Não queria acreditar que gostasse de daquela forma, negava aquilo a si há tanto tempo, não havia nem mesmo razão para gostar tanto dele.
retornou ao seu escritório também perturbado pelos pensamentos sobre e sua reação, sobre o que o provocava e ele não compreendia, sobre o que sentiu ao ver o homem de mais cedo perto dela daquela forma… sentia falta do corpo de , não entendia o motivo pelo qual os dois não estavam transando agora mesmo em sua mesa. Depois pensou na vinda surpresa de Liu e aquele papo furado, no olhar que a mulher lhe lançou naquele momento de silêncio e falta de atitude, onde o olhar de Liu parecia pedir que ele a beijasse. De tanto pensar em tudo o que ele não tinha respostas, abriu gaveta e viu as pílulas. Pensou em , na Purple, e fechou a gaveta, abaixou a cabeça sobre a mesa e não viu quando adormeceu.

No noite seguinte, estava em sua casa, e na portaria desceu do prédio indo de encontro ao carro de Ji Sub. Ele, elegantemente abriu a porta do carro para ela que estava impecável. Atrás do carro de Sub, dirigia sua BMW vermelha, seguindo-os na maior cara de pau e se garantindo que aquilo era só precaução. O tal Ji Sub levou a um dos melhores restaurantes. E mais caros. Para não havia nada de incrível naquilo, exceto o fato de que ele e nunca tiveram aquele tipo de programa.

— O que achou do jantar? – Ji Sub a perguntou assim que terminaram de comer e já pediam a conta.

Durante todo o jantar conversaram animados, se divertiram e sentia-se livre dos pensamentos sobre .

— Delicioso, Sub. E bastante agradável.
— Ótimo, quero te levar em outro lugar!

Eles foram para o carro, Ji Sub encostou sua mão quente à lombar nua de , e que quase dormia em seu carro, despertou ao notar que ela usava o vestido vinho de costas nuas que ele adorava.
, … – sussurrou para si.

Assim que o carro partiu, os seguiu. Ji Sub levou ainda para um passeio à luz da lua, na ponte mais bonita do Seoul. Os dois caminhavam tranquilos, conversando.

— Então… Soube que investiu na Purple, para quitar dívidas da Insanity.
— É, um pouco disso.
— Quando quitar tudo, pretende vender a Purple?
— Ainda não tenho certeza do tempo que isso levaria, mas provavelmente se eu puder sair e não ter mais ligação aos negócios da Purple, eu não teria.
— Eu posso ajudar de alguma forma?
— Não Sub! Por favor, até me ofende com isso!
— Não está mais aqui quem falou… Vamos falar de outra coisa… , me acompanha ao casamento da minha irmã?
— Ah Sub… Agradeço ao convite, mas recusarei! Você sabe bem o quanto isso poderia implicar, você não pode sair levando qualquer mulher aos eventos de sua família!
— É, eu sei que isso tudo soaria a compromisso, mas eu não me importaria nada em assumir um compromisso sério com você, . Você sempre soube!
— Mas eu me importo. Eu não acho apropriado te acompanhar dessa forma Sub.

Ji Sub pegou delicadamente a mão de e parou de andar. A mulher o encarou com curiosidade, assim como , a pé e disfarçado com um boné e óculos escuros um pouco mais atrás deles.

— Se importa de me acompanhar ou ter um compromisso comigo?
— O que você está me propondo realmente, Ji Sub?
— Você sabe.

Ele respondeu e deu passos comedidos em direção à , e como ela não esboçou negativas, Ji Sub tocou as costas nuas dela e aproximaram-se num beijo. O beijo foi longo e lento. observou a cena, mas não demorou mais ali, deu meia volta e foi embora.
não sentiu nada, não conseguia tirar da cabeça na verdade, por raiva de si e daquele pensamento de que poderia ser ali. Ela deu a mão para Ji Sub e silenciosos os dois seguiram seu caminho de passeio na orla, à luz da lua. Naquela noite, Sub deixou em casa, e ela não o convidou para subir e nem mesmo fizeram nada mais que fossem se arrepender. Já , estava na Purple, bebendo em silêncio no escritório. Pediu a Okasian para ninguém o incomodar.


Capítulo 2

Cansada


Em uma noite qualquer, de algumas semanas depois do ocorrido, a Purple estava lotada e em companhia de algumas garotas. As prostitutas o seduziam brincando com partes do corpo dele, enquanto ele virava um uísque atrás do outro, e com uma pistola de dinheiro jogava sobre elas, notas e mais notas. Gray chegou ali naquele momento. Observava a cena do amigo, deplorável, drogado e bêbado. Uma mulher parou ao seu lado, e ele a encarou reconhecendo-a. Era a mulher que há alguns meses quase o atropelou. E aquela mulher era…

?
— Sim. Nos conhecemos? – ela falou olhando Gray ao seu lado.
— Não diretamente. Sou amigo do . – ele apontou a direção onde o outro estava.
— Ah, claro.

Ela respondeu seca encarando e virou-se para sair dali, mas Gray segurou-a.

— Vocês… O que você faz num lugar como esse?
— Como soube de mim? – ela perguntou estranhando a reação do homem.

O rosto dele não era estranho, se lembrava de tê-lo visto mais de uma vez em algum lugar, só não tinha certeza de onde e de quem era.

— Ele me contou de você ainda na época do lançamento de All I Wanna Do. E também...
— Claro… – ela o interrompeu e parecia um pouco desapontada por ser aquela a referência que havia dado.
— Mas, eu não sabia que vocês frequentavam este lugar.
— Eu sou sócia da Purple. E ele também.
— Como é? O é dono disso aqui?
— Dê um jeito no seu amigo.

Ela apenas saiu, dando as costas ao Gray e indo embora dali em direção ao escritório escondido no andar superior da boate e bordel. Era função de contabilizar o caixa, uma vez que, Oka e poderiam acabar com todo o dinheiro, como ela viu fazer há pouco.
Gray não entendia. Há algum tempo estava ainda mais agressivo, mas, prudente com as suas obrigações. Aquela cena toda era extrema. Liu já havia intercedido a ele para que ajudasse a sair das "coisas erradas" que estava se metendo. Mas, ele achava que eram apenas noites desregradas em baladas, como sempre. Não poderia imaginar que ele estava envolvido com prostituição. E se irritou com a hipótese de Liu saber daquilo e muito mais. Havia discutido com ela, antes de chegar ali, justamente por causa de . De novo.
Gray entrou mais no estabelecimento e tentou se desviar da visão de , mas, ele fora visto. o chamou. Se aproximou cambaleante e com a sua marra tão conhecida. Sorriu maliciosamente e colocou a mão no ombro do amigo:

— Então você abandonou a princesinha em casa e veio se divertir com as minhas garotas?
, o que você está fazendo, cara? Prostituição?!
Fuck you, Gray! Não se meta nisso, eu ainda sou o seu chefe!

Gray bufou e iria sair, quando gritou com ele:

HEY! POR QUE ESTÁ AQUI, SEU FILHO DA PUTA? POR QUE ESTÁ FAZENDO ISSO COM A LIU?
— NÃO É DA SUA CONTA! VOCÊ DEVERIA ESTAR COM A AKEMI! JÁ SÃO QUASE NOVE MESES, ! Seu filho pode nascer a qualquer momento!
— Ele não é meu filho!

empurrou Gray vociferando. Gray revidou, já não suportava mais aquela situação. Quando as coisas entre eles estavam ainda mais fortes, Okasian surgiu com alguns seguranças. Ele estava completamente fora de si, mas conseguiu dar a ordem para que os homens separassem a briga. Gray e foram levados ao escritório de cima, e já descia as escadas quando foi surpreendida com os dois sendo carregados. Ela retornou à sala a fim de entender o que houve.
Lá dentro os dois amigos continuavam a discutir, mas sendo segurados pelos seguranças. ouvia as acusações e desabafos um do outro e não custou a entender o motivo da briga: uma mulher.
Ela tentou mediar o diálogo entre eles, mas Gray falou algo sobre a paternidade de e, acusou o outro de roubar a mulher que ele amava. Ela não teve paciência. Na verdade, não queria admitir, estava apaixonada pelo . E vinha encobrindo as burradas dele pelos meses que estavam se envolvendo. havia se metido nos seus negócios escusos e ele nem sabia do que ela havia feito por ele.
Depois de ouvir brigando por outra, ou por seja lá, o que for que a história Liu x Akemi x Gray havia se tornado, não ficaria ali para ser o "estepe" dele. Ela não precisava daquilo. Quando a porta do escritório bateu e viu que ela havia saído do ambiente, ele chamou por ela e o clima tenso dispersou.

! ! – ele gritou da porta do escritório, e não adiantou, ela já atravessava a porta de saída da Purple.

Okasian também saiu do escritório, e foi se recompor. Assim como Gray que também saiu dali e foi embora. E permaneceu dentro do escritório, fumando e bebendo. Chamou uma das prostitutas para lhe servir ali. Mas, o rosto de ficava surgindo como fumaça em sua frente. E depois o de Liu. Os rostos se alternavam e ele sabia que era efeito das drogas, mas não deixou de pensar na participação das duas mulheres em sua vida.
dirigiu à casa de Ji Sub, em todas aquelas poucas semanas juntos, ainda não haviam dormido juntos, então pegou o homem de surpresa quando ele abriu a porta com seu cigarro na boca, e entrou abruptamente pela casa da família, antiga e imponente. Ela tirou o cigarro da boca de Ji Sub, jogando num canto qualquer da varanda, e beijou ele de uma vez. Sem aviso, sem cumprimentos. Sub pegou em seu colo, e a guiou aos beijos para sua casa. Assim que entraram, começou a retirar as roupas e Sub também. Os dois exploravam os carinhos e corpos um do outro de forma urgente, necessitada, e experiente. Ji Sub beijava o pescoço de , e acariciava a intimidade dela por cima de sua lingerie, mas por mais prazeroso que fossem, ainda não eram os toques de , então decidiu ficar por cima e proporcionar prazer ao Ji Sub primeiro, só para não pensar em . Mas, não adiantou. Aquela foi a transa mais desconcentrada de .


Capítulo 3

O que ela fez?


Tempo Atual…


e Ji Sub passaram todo o tempo dele ali na Coréia, juntos. Ela tentou o máximo que pôde, dar certo com Sub, e apesar de serem bons amigos juntos, faltava algo. Mas chegou o dia dele voltar para a Europa.

— Ei, vou sentir a sua falta! – ela respondeu o abraçando.
— Eu também! Sabe que se precisar de algo, estarei disponível, não é?
— Sei sim Sub, obrigada.
— E sabe que quando quiser se casar, e se este cara por quem está apaixonada não lhe quiser, eu estarei esperando? Embora eu não acredite que este cara é tão burro assim.
— O que?
— Não é difícil reconhecer que você está apaixonada .

A mulher apenas suspirou e recebeu outro abraço do amigo So Ji Sub. Despediram-se ali no aeroporto e saiu em direção para a Insanity. No caminho, reconheceu o carro de numa viela.
Decidiu observar e o pegou entrando em um dos pontos de tráfico do Wang, um açougue na periferia do arredor recebendo dinheiro. Provavelmente do tráfico.

seu idiota! Sabe o que eu tive que fazer para te livrar do Wang!? Idiota… Negociando no ponto dele? – ela murmurou para si.

Seguiu o carro dele, e quando o viu estacionar na Insanity, pensou que talvez ele estivesse a procurando.

! – ela gritou antes dele entrar na boate.
?
— O que fazia recebendo aquele dinheiro?

a olhou sem entender como ela soube, e onde aquilo era da conta dela, mas puxou para dentro de sua BMW.

— São meus lances.
— Okasian me garantiu que você estava fora disso!
— Por que estaria?
— Porque ele me garantiu que você não traficava mais!
— E desde quando?
— Desde o último mês. Achei que você só estava usando essas merdas! Achei que tinha conseguido finalizar tudo e sair!
— Estava ocupada demais com o seu namorado suggar daddy pelo visto, e não soube que eu diminuí minha frequência de uso, mas nunca deixei de atravessar as drogas.
— Então pare! Eu não passei pelo que passei a toa!

vociferou e ia sair do carro quando ele a impediu.

— Pelo o que você passou?
— Pergunte ao seu amigão Okasian!

Gritou e entrou eufórica na sua casa de shows. estava decidida! Iria largar tudo na Purple, estava farta daquele lugar de qualquer forma. Já foi entrando em sua verdadeira empresa, e procurando a figura de Pietro.

— Noob, Pietro está no escritório? – ela perguntou ao segurança da casa, que já apresentava movimento.
— Sim, . Inclusive ele está junto com Angel, parece que os dois estão a te procurar.

assentiu e subiu ao seu escritório procurando seu telefone em sua bolsa. Percebeu que estava no modo silencioso e por isso não conseguiu atender às chamadas de ambos. Entrou em sua sala e notou Pietro e Angel afoitos.

! Você sumiu!
— Me desculpe, eu acompanhei o Sub ao aeroporto, esqueci de tirar o celular do silencioso. Mas, o que houve?
— Tenho ótimas notícias a você ! – Angel falou sorridente.

Pietro também parecia animado e a mulher se contagiou pela expressão alegre dos dois funcionários. Ela sentou-se junto com eles ao redor da mesa de centro, no sofá do escritório, aguardando as novidades.

— Já podem dizer! – afirmou ao perceber que eles esperavam uma reação dela.
— Temos exatamente quatrocentos mil dólares na conta da Insanity.
— O quê?

Angel riu por ser exatamente aquela a reação de Pietro minutos antes, quando ela contou.

— Um investidor entrou em contato comigo, e manifestou o interesse em aplicar dinheiro na casa. Achei estranho, mas marquei um encontro, conversei com ele e depois de saber que não havia absolutamente nada de errado, o dinheiro é limpo, eu aceitei trazer a proposta a você. Mas, ele pediu segredo. Disse que não gostaria que você soubesse quem era, e também não há nenhum ônus para nós. Ou seja, ele simplesmente só quis “dar” o dinheiro para a Insanity.

— A troco de nada? Isso não existe! – ela alarmou desconfiada.
— Ele tem sim um objetivo, e me garantiu que assim que você recebesse o dinheiro saberia o que fazer. Por isso, ele já teria sua recompensa. É alguém que tem admiração por você, .
— Angel você vai me dizer quem é! Por favor, né!
— Eu não posso, confidencialidade de advogada.
— Mas você é a minha advogada!
, eu não vou contar. Apenas posso garantir que tudo foi feito de forma exímia e não há nada de errado. Você recebeu quatrocentos mil dólares de presente para a Insanity. Espero que use-os bem.
— Eu quero o extrato desta conta, agora.
— Como eu sabia que você iria o pedir, eu já providenciei.

Angel entregou a ela o papel e enquanto lia, Angel encarou Pietro feliz pela chefe e amiga.

— Bem, eu não disse quem é. – Angel afirmou sabendo que ela saberia exatamente quem era o investidor ao ver a procedência do dinheiro: — Só tem um cláusula que você deve cumprir.

a olhou ansiosa e surpresa. Totalmente surpresa.

— Não pode devolver nem um centavo.
— Eu imaginei… Não acredito que ele fez isso!! – sorria lendo o papel.
— Já sabe quem foi, não é? – Pietro perguntou.
— Sei sim, e sei exatamente por que ele fez isso…

Transferência bancária nº 25134785
Conta Central: Asian Airlines Corporation
Retirado da Conta Nominal de: So Ji Sub
Transferência Para: The Insanity Club
USD: 400.000,000 US$


Aquelas informações no documento corriam sob os olhos de , fazendo-a sentir emoção por uma atitude tão nobre e tão… Fraterna.

— Eu não sabia que você gostava de bancar mesmo o suggar daddy, Ji Sub… – ela murmurou para si.

Encarou aos amigos e finalmente explodiu em gargalhadas de incredulidade. Todos seguiram com a mesma reação. Pietro puxou num abraço e perguntou-a diretamente:

— Você aceitou o pedido de casamento dele não é?
— Eu não pude… Mas, ele disse que vai esperar um pouco mais.
— Ai , faça-me o favor! O homem te deu, praticamente dinheiro suficiente para você se livrar da Purple, pagar suas contas e viver tranquila por um bom tempo mesmo você o negando! O que o te deu até agora?
— Orgamos incríveis. – Angel respondeu e riu.
— Não acredito que Ji Sub também não consiga! – Pietro reforçou.
— Bem, eu… Eu não posso aceitar o pedido dele ainda… Quero dizer, eu gosto muito do Sub, mas…
— A gente já sabe! – Pietro a interrompeu: — O pau do deve ser mesmo incrível…

Depois de gargalharem, informou para Angel que providenciasse tudo para quitar as contas da Insanity. Enquanto ela, precisaria providenciar sua saída da Purple. Nunca esqueceria o que Ji Sub fez por ela.

pretendia beber e ficar ali na Insanity até que pudesse tomar coragem de ter uma conversa sincera de desculpas com , não tinham brigado, mas desde a noite em que ela saiu do escritório da Purple enraivecida por sua briga com Gray, que ele sentia-se culpado. E a culpa piorou quando ela começou a sair frequentemente com Ji Sub, e agora ele temia que ela estivesse num relacionamento sério com o empresário. Ji Sub era o cara certo para , sabia disso, mas ele não poderia lidar com uma “despedida” como a que tiveram: um afastamento repentino e sem contato. Quando parou na porta da Insanity não esperava vê-la chegando junto com ele, e o gritando daquela forma.
Assim como também não esperava a insinuação feita por ela. O que ela havia feito por ele? Ela havia feito algo por ele? E Okasian sabia? entrou novamente no carro e foi diretamente à Purple. Entrou na casa indo direto ao escritório do amigo. Oka estava ao telefone, e mesmo assim ele entrou e sentou sobre a mesa de Oka o encarando.

— Sim … Eu tenho interesse, mas… Na verdade acho que vou oferecer a sua parte para um outro sócio. O Jackson, na verdade seria melhor que você oferecesse… Sim, exatamente o teu queridinho… Certo… A gente se fala.

Okasian desligou a chamada e olhou a expressão nervosa de , prevendo alguma merda.

— E aí, man?
— Era a ? – perguntou.
— Era sim. Ela está caindo fora da Purple. Me ofereceu a parte dela, mas… Acho que vou começar a cair fora também.
— Sabia que era fogo de palha teu! Viu que não dá conta dessa merda sem ela, não é?
— Exatamente, eu cansei de brincar de cafetão e depois… Sem a eu não posso ficar aqui, ou melhor… Sem a proteção dela. E ela já sabia disso, no fim das contas, ela conseguiu me vencer.
— Oka, que merda a fez para entrar aqui, que possa ter a ver comigo?
— Do que está falando?
— Oka… Conta logo a porra toda.

estava sério e Okasian não tinha porque esconder mais aquilo. Na verdade, nunca teve. Só não o fazia porque não queria. mal pôde acreditar quando Okasian explicou a história de ligação entre a e a máfia coreana. Menos ainda que ela era protegida por Jackson Wang, o chefe da máfia, por ser ex-namorada e amiga de infância dele. Por suas famílias terem sido aliadas. Mas, até aí, tudo bem. era mesmo de uma família metida às coisas mais inacreditáveis. O que deixou aflito e com ódio de si, ao mesmo tempo, foi saber que ele era ameaçado de morte por Wang, não só pelo tráfico, como por se envolver com a , e que ela investiu o dinheiro que salvaria a Insanity da crise financeira, para salvar .

— A inalcançável , comprou sua liberdade com a prisão dela, .
— Por quê?
— Vai ter que perguntar a ela. Embora acho que nós já saibamos o motivo, não é?

deu um murro na mesa de Okasian.

— Porra! Você devia ter me dito antes! E mais! Me deixou continuar agindo como o chefe do cartel local todo! Sabe o risco que eu corri? Você contribuiu para que o esforço dela quase não desse em nada, Okasian! Como você consegue ser tão merda?
— Foi mal , mas eu sempre soube que com ela aqui, você poderia vender o que quisesse na região. Wang nunca ia mexer com o cara dela. Ele sabe que ela está apaixonada por você, e uma das coisas que Jackson não faria é dar razões para ter o ódio de ! Agora, com ela fora, que a merda fede.
— Okasian…. Eu estou fora. Se eu soubesse disso antes, eu … Estaria fora há muito tempo! Caralho, você é um lixo! Um lixo!
— Acalme-se ! Vamos preparar a sua saída!

saiu da sala tão depressa que parecia que não havia ninguém impedindo o seu caminho, apesar dele esbarrar em algumas pessoas. Dirigiu até a Insanity e chegando lá, havia acabado de sair. Pietro informou que ela precisava daquela folga, e não havia necessidade de não deixar o controle na mão dele.

— Ela está muito cansada . Tem trabalhado muito, em duas boates complexas.
— Ela está no apartamento dela ou… – ele não conseguiu perguntar.

sentia o peito palpitar de raiva de Okasian, culpa por , e medo de tê-la perdido.

— Na casa de Ji Sub? – Pietro perguntou o que não conseguira, e sorriu sarcástico antes de responder: — Ela está no apartamento dela.
— Certo… – uma onda de alívio tomou-lhe e ele agradeceu: — Valeu Pietro…

havia acabado de sair do banho, e vestir um pijama de flanela. Aquela noite estava fria, e chamativa para que ela ficasse à vontade em casa. Pediu pizza por um aplicativo e prendeu os cabelos de qualquer jeito. Quando o interfone tocou, ela informou ao porteiro que liberasse a entrega, mas ao abrir a porta de sua casa com o telefone na mão para realizar o pagamento assim que o entregador chegasse, se deparou com saindo do elevador. Ele ficou ali estático a observando em sua porta, e ela igualmente estática com a surpresa de ser ele. se aproximou e estendeu a sacola com a pizza.

— Eu já paguei. – informou sorrindo.
— Entra…

deu espaço para ele passar, e coçou a nuca confusa pela presença de . Fechou a porta e foi até ele pegando o pacote e caminhando até a cozinha com a seguindo. O homem observou vestida daquele jeito tão simples e sorriu. Ela ficava perfeita em tudo. E em nada também.

— Eu, conversei com Okasian. – ele informou assim que ela deixou o pacote na grande mesa e foi pegar os pratos e talheres.
— Ah… E ele te contou tudo?
— Por que fez aquilo, ?
— Era o seu dinheiro de qualquer forma, nada mais justo que usá-lo para te livrar da morte.
— Como? – sentou-se confuso sobre a bancada de mármore.

poderia brigar, mas apenas revirou os olhos e continuou o que fazia: servindo-os de pizza e cerveja.

— O cheque que você me deu, eu usaria na Insanity. Mas, acabei usando para pagar as dívidas da Purple com os Wang, e assim… Negociar que eles te deixassem em paz. No final das contas, eu te extorquir por nada, você não me devia dinheiro algum pelo sucesso que fez com a sua turnê… Era justo usar seu dinheiro com você.
— Mas não era justo se colocar no meu lugar de punição ao assumir algo que você não queria, e muito menos justo me esconder tudo.
— Agora já foi, . Eu já consegui me livrar da minha pena. E você da sua. Tudo certo.

Ela ia pegar os pratos para levar à sala, mas segurou seu punho a colocando entre suas pernas. , pega de surpresa, levou as mãos à cintura dele, o segurando levemente e encarou os olhos do homem, que sentado na bancada, encarava os olhos dela também.

— Você realmente não teve outro motivo pra decidir o risco?
— Que outro motivo eu teria? – ela perguntou com a sobrancelha arqueada, e séria.
— Sei lá… Só queria garantir que sei de tudo agora.
— Não tem nada mais para você saber,
— Ok.

Os dois ficaram num breve silêncio ouvindo suas respirações e sentindo a proximidade dos seus corpos, que estranhavam-se após tanto tempo sem se tocar. segurou o queixo de fazendo carinho ali, e perguntou o que tanto lhe corroía:

— Você e o tal… O cara lá … – pigarreou antes de continuar: — Enfim, você está com ele mesmo?
— Se eu estiver?
— Se estiver, acho que não vou poder tirar o seu pijama de flanela e te chupar nessa bancada, não é?

A safadeza dita por carregava certo dengo em sua voz, que trouxer à calmaria. Ela riu divertida segurando firme a mão dele que estava em seu rosto.

— Não você não vai poder, mas só porque eu não quero isso.
— Não está com ele?
— Ainda não. Ele voltou para a Europa e eu ainda não sei se devo aceitar a proposta dele de casamento.
— Casamento?
— É, casamento.
— Em apenas um mês com você o maluco já quer casar?
— Ele me conhece há muito mais tempo do que você, não esqueça. – ela desafiou tanto quanto ele zombou.
— Claro, o cara é o um tiozão, ele precisa mesmo correr contra o tempo.
— Deixa de ser babaca ! – ela falou e os dois gargalharam.

desceu da bancada e puxou para um abraço.

— A gente fica como? – perguntou em seu ouvido.
— Como amigos, sem nenhum benefício.
— Por que?
— Porque… Porque eu não quero te perder totalmente, .
— Eu também não quero te perder, mas… Não vejo motivo para a gente não…
! – o interrompeu e soltou-se dele se afastando para conversarem olhando nos olhos: — Você tem problemas demais para resolver, para querer se meter num relacionamento sem rótulo comigo, certo?
— A gente, pode colocar um rótulo se quiser…

Era a primeira vez que demonstrava aquele tipo de interesse em tornar tudo mais sério. Mas sabia que ele amava outra.

— É, mas eu não quero.
— Mas, aí você fode a gente né … Não me quer como fixo e nem como casual… Só amigo? Sério? Está apaixonada por alguém?

Para , não entrava em sua cabeça que não quisesse nenhum tipo de outro relacionamento com ele se não a amizade, por um motivo que não fosse outro homem. jamais iria pensar que era por conta de outras mulheres na vida dele, que ela não o queria, até porque, as outras mulheres para ele não existiam mais. Ele só não se atentou que não havia contado aquilo para ela. E , com a pergunta dele, só compreendeu que ele jamais pensaria nela como estando apaixonada por ele. Talvez a melhor resposta para que eles pudessem conviver bem, era dizê-lo que estava.

— Sim, eu estou apaixonada.

engoliu a saliva espessa e mordeu os lábios em silêncio. pegou os pratos e desconversando direcionou-se à sala.

— Vem logo, você fez nossa pizza esfriar. O que quer assistir?

Enquanto ela caminhava como se nada tivesse acontecido para a sala, e a observava cabisbaixo, ele sussurrou a resposta que ela não ouviria:

— Com você, qualquer coisa.


Capítulo 4

Apenas babás.


Dias se passaram com e naquela nova configuração de amizade sem sexo, mas com muitos encontros na casa um do outro para beber, ou apenas assistir Netflix. Eram praticamente um casal adolescente, que não transava. Nas últimas semanas, contava praticamente tudo para . E nas mesmas últimas semanas, ele estava sob um estresse tremendo, já que Akemi estava prestes a dar a luz.
Exatamente no dia em que o bebê nasceu, ficou no hospital do momento de entrada de Akemi, até a alta. Gray e Liu o acompanharam naquela estadia, e por mais que tivesse pedido a para estar ali, ela sentia que não deveria. Não tinha lugar para ela naquela novela, e nem queria. Desculpou-se com ele, mas não foi.

— Akemi recebeu alta. – informou para Gray e Liu após falar com o médico.
… Eu posso ajudar com ela, se precisar. – Liu se prontificou.
— Esquece. Só estou avisando pra vocês já irem.

Ele informou e deu as costas para o casal, e entrou novamente no quarto da recém mamãe.

— Onde estão eles? – Akemi perguntou brincando com Eun Hyuna em seus braços.
— Já mandei embora.

sentou-se na poltrona do quarto ao lado dela.

— Nossa , podia ter deixado eles entrarem. Vai lá chamá-los para se despedirem da Hyuna.
— Eles não insistiram que eu era o pai? Estou usando minha autoridade de pai para deixá-los longe. E sério? A garota vai se chamar Hyuna?
— Está perguntando com a sua autoridade de pai?
— Estou perguntando como amigo pessoal da Hyuna de verdade.
— Eu sou a mãe, e eu sou a fã. Vai ser Eun Hyuna! , chame eles lá, é sério.
— Daqui há alguns dias, no dia do resultado do DNA eles vão ver a bebê, ou então, que vão à sua casa.
— Você está realmente com ódio de mim ainda não é?
— Você sabe que ela não é minha filha, Akemi. – ele murmurou cansado.
— Não, eu não sei. Eu não tenho certeza! Mas, eu sinto que é sua.
— Não, você só não quer admitir que é do Gray porque se sente culpada por ter enganado a nós dois. Mas, lá no fundo você sabe que eu não sou o pai da Eun.

Akemi ficou constrangida. Sabia que podia ter razão quanto à culpa dela e ela ter apenas “escolhido” acreditar que ele era o pai. Sabia que foi cruel em depositar toda a responsabilidade nele, isentando Gray de tudo.

— E aí, você vai para onde? – ele a perguntou.
— Para minha casa.
— E quem vai cuidar de você e da bebê lá?
— A minha faxineira. – Akemi respondeu óbvia.
— Não consigo deixar isso acontecer. E a sua mãe?
— Ela não conseguirá vir, na verdade, ela não sabe lembra? Você me proibiu por contrato de expor a minha gravidez!
— Sua mãe é tão fofoqueira assim pra você esconder dela? A informação não tinha vazado!? Eu não passei estresse com isso?
— É! Minha mãe e eu não nos damos tão bem!
— Vocês ficam lá em casa, então. Não posso te deixar sozinha toda costurada e com um bebê!

afirmou pegando as coisas delas e arrumando na maleta. Akemi o olhou tão surpresa quanto emocionada.

— E você cuidará de nós?
— Qual o problema?
— Isso não vai dar certo.
— Nada disso está dando certo há muito tempo Akemi.
… Posso te fazer uma pergunta? – ela perguntou ao vê-lo com o semblante entediado e claramente chateado, e ele apenas a encarou em silêncio aguardando a pergunta: — Você odeia a Hyuna?
— Por que eu odiaria uma bebê tão linda?

Depois de ouvir aquilo, Akemi sorriu sentindo uma lágrima escorrer sobre seu rosto. e Akemi se puseram com Hyuna para fora do hospital. Gray e Liu não estavam mais ali, e Akemi ficou reclamando todo o trajeto até o estacionamento por aquilo. Achou que com Liu por perto, já que havia se acertado com a garota minimamente, poderia ter ajuda feminina.

, eu vou precisar de ajuda no banho e em outras coisas que você com certeza não vai saber lidar!

Akemi brigou e o homem abriu a porta do carro dele para ela, de forma irritada. Acomodou a bebê e a mãe em seu carro, e antes de entrar encostou-se na porta de seu carro para fazer um telefonema. Em seguida, dirigiu para sua casa. Logo que chegaram em sua cobertura, levou Hyuna e Akemi para seu quarto para descansarem enquanto ele tomava um banho rápido.

— Preciso de um banho e ela também, como faremos? – Akemi perguntou irritada, logo que ele retornou.

A mulher estava cansada, com dor pela cesárea e preocupada em como poderia se sentir confortável tendo como enfermeiro dela e de sua filha.

— Eu vou contratar uma enfermeira para vocês, mas hoje e amanhã nós teremos ajuda. Espere um pouco, ela já deve estar chegando.
— Liu? – Akemi perguntou suspeita e a campainha tocou.

deixou mãe e filha no quarto e foi até a porta, com um sorriso largo e braços abertos.

— Eu não acredito que você não se preparou para isso, !
, muito, muito obrigado. Eu vou contratar uma enfermeira, mas não achei que Akemi não tinha se preparado. Ela dizia que tinha tudo sob controle.

Ele abraçou que entrou em seu apartamento com uma bolsa de mão e uma expressão confusa.

— E o que houve?
— A maluca pretendia que a faxineira e as outras empregadas da casa a ajudassem.
— Certo, certo… E onde elas estão? Ela sabe quem sou eu aqui?
— É… Não deu tempo de falar a ela.
! Você me coloca em cada situação!

adentrou pelo apartamento e o seguiu. Ela ouviu um choro de bebê à medida que se aproximava do quarto dele e não acreditava onde estava se metendo.

“Tudo bem , é apenas uma boa ação”.


Entrou no quarto acompanhada de , e viu a bebê ao colo da mãe, já mamando. agia como se aquele encontro fosse super natural, e Akemi olhava com curiosidade.

— Akemi, esta é a . Ela vai ajudar a gente até a enfermeira ser contratada. O que será logo, eu prometo.

Ele falou olhando para as duas de braços cruzados.

— Olá! Obrigada pela ajuda.
— Tranquilo, Akemi. Eu imaginei que já tivesse preparado tudo.
— Não, na verdade, eu que decidi ir para casa sozinha, mas o tinha razão, eu não conseguiria…

Ela foi interrompida por um engasgo da bebê e se assustou, se aproximou e passando álcool na mão ajudou Akemi.

— Ela está com fome e não consegue sugar, acho que você terá que bombear no começo.
— A médica também me avisou. pegue a bombinha para mim, por favor. Na bolsa.

sabia que ele não reconheceria o aparelho e foi até ele, o ajudar. Hyuna chorava faminta, e quando trouxe o aparelho para mãe, ela pediu que segurasse a menina.

eu acabei de chegar da rua, não vou pegar a neném no colo.
eu não sei segurar um bebê!
— Aprende.

Ela ajudou o homem a tirar o bebê do colo da mãe, enquanto Akemi extraia um pouco de leite. sentou à cama com Hyuna no colo, um pouco desconcertado.

— Vocês estão juntos?

Akemi perguntou sentindo dor e encarando e .

— Sim.
— Não.

Responderam juntos e se olharam, então deu a última palavra.

— Somos amigos, apenas.

ajudou Akemi na retirada do leite, depois a mãe conseguiu dar o peito para Hyuna, então foi separar as coisas para dar banho na bebê. ajudou ela, e pediu baixinho, num canto do quarto:

Eu não quero ficar sozinho esta noite, com Akemi e Hyuna aqui…
Tsc... estalou a língua: — Eu já vim preparada para dormir. Não viu a minha malinha quando cheguei?
— Não reparei, mas eu posso te beijar em agradecimento por sua sagacidade.
— Para você ligar pedindo a minha ajuda, certamente estava muito desesperado.
— Acertou. Posso te pagar agora? – sussurrou no ouvido dela, referindo-se ao beijo.

o afastou de leve, ignorando o que disse.

, antes de ajudar as meninas seria bom eu tomar um banho e tirar a roupa da rua. Fique com elas, eu não demoro. Vou usar o banheiro social.

saiu e deixou Akemi e ele a sós. A modelo observava a filha cheia de amor.

— Que gulosa Hyuna. – ele brincou observando a bebê mamar escorado na porta do closet.
— Igual ao pai.

Akemi falou provocante e fechou a cara, mas logo que a modelo riu ele notou que era uma provocação dela.

— Ela parece uma boa garota.
— É, espera até começar a chorar de madrugada.
— Não estou falando da Hyuna.
? – ele desviou o olhar para Akemi, desconfiado, mas viu nela um sorriso amigo: — A é incrível mesmo.
— Você está apaixonado por ela?
— Não...

Akemi não acreditou naquilo. Depois que saiu do banho, deu banho da bebê a agasalhando, depois ajudou Akemi em sua higiene e alimentação. As duas adormeceram juntas, e e puderam relaxar.

— Deixei Akemi no meu quarto, mas temos o quarto de hóspedes.
— Uma cobertura desta e só um quarto de hóspedes? Sério ?

Os dois estavam jogados no sofá da sala de TV.

— Transformei o outro num estúdio. Algum problema de dormir comigo também?
— Se você se comportar direitinho, podemos até dormir de conchinha.
, qual é?

respirou fundo prevendo a discussão até passar o braço por seu ombro e a puxar para perto, zombando:

— Não dá pra dormir de conchinha e se comportar com sua bunda gostosa no meu pau, não é...
… – a frase ao pé do ouvido lhe causou arrepios, e mordeu a orelha dela, sacana — Não me faz arrepender de me segurar todo este tempo!
— Está se segurando porque quer, ! Eu nunca quis parar de foder contigo.

Os dois se olharam e riu irônica.

— Eu sei disso.
… Quem é ele hein? Por que, eu não tenho visto ou sabido de você com alguém…

O choro de Hyuna os atrapalhou e o indicou o caminho até às visitas. Enquanto saiu contrariado para o quarto, pensava se deveria dizer que estava apaixonada por ele, mas não parecia que diria que sentia o mesmo. Ela se machucaria sem necessidade. Era melhor deixar como estava.
Naquela noite os dois dormiram na mesma cama, abraçados, e não tentou nada. Chegou ao ponto de, apenas estar ao lado dela ser suficiente, e ele sabia que aquilo só poderia significar uma coisa. Os dois revezaram em ir até Akemi todas as vezes que Hyuna acordou, na última, acordou e sentiu o braço de em sua barriga. Ela virou-se de frente para ele, e o acordou.

, vai lá…
Hmmm… É só outra mamada. Akemi já acordou.
— Mas ela não pode levantar, precisa de ajuda. Vai lá , por favor, eu já fui nas outras…
— Ah ...
— Você fez! Você olha! – falou sacudindo o homem que abriu os olhos, sonolento e sério.
— Eu já disse que….
— Que ela não é sua filha, ! – interrompeu o empurrando da cama: — Mas é sua vez.

ajudou Akemi pegando a pequena Hyuna do berço e entregando para a mãe que já se levantava com dificuldade.

— Quer arrebentar essa porra de pontos, é Akemi?
— A não vinha… – a mulher justificou-se pegando o bebê chorão.

arrastou o berço até a sua cama, e fez uma redoma de travesseiros, deixaria Hyuna deitada ao lado de Akemi. E depois disso pôde dormir tranquilamente. Na manhã seguinte, depois do café, já tinha ajudado as duas mulheres da casa na higiene pessoal, e foi surpreendida por pronto a sair.

Hey! Onde você vai!? – ela perguntou para ele que vinha de seu quarto arrumado.
— Trabalhar.
! Eu não acredito que você vai trabalhar e me deixar cuidando do bebê sozinha! – reclamou com a mão na cintura e uma faca na outra, preparava o almoço.
— Eu volto antes do jantar! É só um probleminha rápido!
— Coloca outra pessoa para resolver! Sei lá, o Okasian ou o Gray! Você não disse que ele é o pai? Não está fazendo porra nenhuma mesmo!
— É algo que só eu posso resolver na AOMG, . Embora você esteja certa.
— Eu deixei Pietro de novo no controle da Insanity para te ajudar e você vai me largar aqui com a criança!?

largou o copo de água na pia e sorriu ao encarar .

— Está rindo do que!? Eu estou falando sério!
— Dessa cena… – se aproximou mordendo os lábios e sedento pra beijar : — Desta situação. Parecemos um casal de pais, recém casados… E você fica muito sexy de mamãe dona de casa...
— Nem vem
— Vamos fazer um bebê?

Ele puxou a mulher pela cintura e soltou a faca, correspondendo ao beijo.

— Para… , para…

Se afastaram e ele sorriu malicioso e safado e saiu apressado deixando ofegante. não podia imaginar o quanto ela sentia falta do corpo dele.
Ao final do dia, a enfermeira estava contratada para o dia seguinte. deu o banho da noite no bebê, e arrumou uma espécie de berço na banheira, mais seguro e melhor para ficar ao lado de Akemi, alimentou as duas no jantar e pouco antes de chegar, recebeu gorfo de neném em si.
entrou no apartamento estranhando a ausência de na sala, e quando chegou em seu quarto Akemi brincava com o bebê.

— Ei, como passaram o dia?
— Oi tio ! Tia cuidou muito bem da mamãe e eu!
— Tio , Akemi? – ele perguntou desafiador.
— Você não aceita que eu diga que é o pai…
— Escuta, eu soube que vamos esperar algumas semanas pelo resultado, e quanto à enfermeira já contratei. Ela chega amanhã de manhã.
— Que pena! Gostei da .
— É, mas ela só veio quebrar um galho… – retirou a gravata e o relógio, e virou-se para Akemi perguntando: — Cadê a ?
— No banho.
— Você precisa de alguma coisa?
— Não, pode ir invadir o banho dela.

sorriu maroto, e deixou Akemi concentrada na filha. Entrou no banheiro social e tirou suas roupas apressado observando lavar a cabeça pelo vidro fosco do box. Ele sentiu um cheiro estranho, e abriu repentinamente a porta entrando no chuveiro com ela. se assustou.

! O que está fazendo!?
— Indo para o banho com você, gostosa… Mas que cheiro é esse de queijo podre?
— Hyuna gorfou nas minhas roupas! Esqueci que ela tinha de arrotar!
— Porra mas o que ela comeu? – reclamou pegando o seu xampu e jogando mais na cabeça de brincou: — Toma mais xampu para sair o cheiro!
— São as roupas ! – riu voltando a esfregar os cabelos: — Você não deveria estar aqui!

observou o corpo nu da mulher, escorrendo espuma em suas curvas favoritas, e logo colou o corpo nu dele, ao dela.

Eu não quero mais noites solitárias, e você também não quer, não é? Já faz tempo que a gente não fode, muito tempo! Vamos parar de fingir que aguentamos, ok?

Ele beijou o pescoço dela, e mordeu os próprios lábios, tão ansiosa por aquilo quanto ele. Não conseguiria negar o sexo com ele nu roçando seu corpo no dela. encostou na parede fria do box e beijou-a com toda a vontade de muito tempo. arranhou as costas de , e levantou uma perna lateral ao quadril dele, que segurou firme na coxa dela apertando-a. O sexo que os dois fizeram naquele chuveiro, foi o melhor sexo de recomeço de suas vidas. Não sabiam ainda, mas aquele, era um sexo com mais do que paixão. Tinha amor, e nada superava aquilo.


Capítulo 5

Revelação e Confissão


Alguns dias se passaram, e já transavam de novo, Akemi já podia ir para sua casa junto com a enfermeira, Okasian comprou a parte de na Purple e pensava em tentar passar tudo ao Jackson. As coisas se encaminhavam normalmente, mas ainda havia algo para fechar aquele ciclo.
O corredor do laboratório, não tinha mais do que as pessoas que precisavam estar ali. Gray e Liu em pé lado a lado conversando, ansiosos. Akemi segurava Eun Hyuna, sua bebê recém-nascida. Ela estava sentada uma poltrona depois de . Ele mantinha seu olhar baixo enquanto mexia em seu celular. O som do salto alto se aproximando chamou atenção de todos, menos dele.

— Boa tarde.

A voz da mulher foi ouvida e todos respondiam sem entender quem era ela. Até que Akemi a cumprimentou sorrindo, e prestando mais atenção, Gray e Liu a reconheceram: era , a “amiga” de . Gray cumprimentou-a, e Liu queria perguntar para ele quem era aquela mulher, na verdade, o que eles eram, mas, assim que a viu sentar ao lado de e o olhar com uma expressão brava, ela desistiu. Akemi observava-a curiosa também, podia jurar que novamente a pegou de surpresa.

— Era mesmo necessário que eu viesse? – ela falou baixo encarando .

Ele olhou para sorrindo ladino. Sabia que a última coisa que ela queria, era estar ali.

— Olha para essas pessoas. É óbvio que era necessário. Você é a única aqui que gosta de mim. – ele respondeu.
— Engano seu. Eu não gosto de você. Eu só transo com você.

riu puxando-a pela cintura e beijando a bochecha dela, e na mesma hora foi repreendido por . Voltou a mexer em seu celular, e extremamente desconfortável com aquilo imitou-o. Mas seu telefone tocou e ela se surpreendeu.

— Ji Sub?

levantou-se e afastou-se um pouco, sendo observada cautelosamente por . Akemi riu discreta.

— Eu também gosto de você .
— Akemi, você está me empurrando uma filha. Isso não é gostar!
— Apesar do seu surto de bipolaridade, e dos seus últimos tempos de maus hábitos, você está melhorando .

Ele a encarou e sorriu ainda sobre a preocupação pela chamada que atendia.

— Sim Sub, eu consegui graças a você, e estou muito bem! Obrigada! Também… Beijos!

que tinha se aproximado dela e ouviu aquela parte, não se conteve em curiosidade.

— O que ele queria?
— Isso é ciúme!? – perguntou cruzando o braço. — Graça ao que você conseguiu o que!?
— O dinheiro que me fez quitar as dívidas da Insanity, e com isso sair da Purple. Foi graças a ele.
— E por que não me pediu isso!? Aliás, por que não me contou?
— Ah , por favor… Sub agiu sem que eu soubesse...
— É ele o cara que você ama e nunca aparece não é? Está esperando ele voltar para se casar?

riu do surto de , que sacudiu os cabelos nervoso.

— Não acredito que você vai se casar com esse… Esse suggar daddy de quinta!
— Sabe há quantos anos Ji Sub me pede em casamento?
— E daí? Só porque o cara está correndo atrás há anos você vai casar!?
quem disse que eu vou me casar? Está surtando de ciúme! – brigou sussurrando para ninguém ouvir.

chegou mais perto dela, e sussurrou de volta:

— Estou! Estou puto porque não vou deixar ninguém tirar você de mim!
— Larga de maluquice! Nós não somos…
— Só porque você não quer! Está apaixonada por outro que eu não conheço! Outro que não quer me dizer, enquanto eu estou louco pra gente finalmente ser um casal como se deve!

confessou e arregalou os olhos surpresa.

— Nós somos muito burros. – ela falou observando a expressão séria e constrangida no rosto de .

Os dois estavam apaixonados um pelo outro e por puro medo e insegurança de um e orgulho e falta de atenção de outro, não haviam dito aquilo antes. não teve tempo de reagir e nem de agir. O som de passos foi ouvido, e dessa vez era o técnico de laboratório trazendo o resultado.
Estavam todos ansiosos demais para alguém ler. E Akemi pediu para que o próprio técnico abrisse e lesse o resultado para eles. Os minutos fizeram-se quase eternos e as palavras ininteligíveis. Mas, quando que havia se sentado ao lado de Akemi, e segurado sua mão, beijou-a a testa e levantou-se puxando a mão de em direção a saída... Sob o olhar incrédulo de Liu aos olhos dele, e Gray de cabeça baixa com Akemi o olhando sem graça… entendeu.
não era o pai de Eun. E algo entre os olhares culposos de Gray, dizia a todos que ele sabia daquilo. Algo no olhar incrédulo e assustado de Liu dizia que ela estava decepcionada com Gray e consigo. Algo no olhar indiferente de Akemi dizia que ela já não se importava em quem seria o pai, desde que a filha tivesse um. E algo no olhar aliviado e injustiçado de dizia que a fase ruim passaria logo.
seguiu calada à medida que era arrastada para fora dali. Mas, antes de chegar ao local onde ele estacionara o carro ela parou bruscamente chamando a atenção de . Ele percebeu naquele silêncio, que aguardava respostas.

— Eu já sabia.

Ele falou, e a mulher indicou por sua expressão que esperava mais. Ele sabia que ela queria ouvir o desabafo dele. Não apenas para ajudá-lo a se livrar daquilo, mas por buscar entender se mudaria sua postura em relação a tudo o que vinha fazendo.

— Eu fui injustiçado . Akemi bradou tanto que aquele era meu filho, que eu perdi a mulher que eu amava. Talvez, não haja culpados nessa história e talvez não seja exatamente assim como eu conto. Mas, foi o que eu senti. Como se Liu tivesse sido tirada da minha história, e eu estivesse pagando por um erro, que de verdade, quando o cometi, eu não sabia o que estava fazendo…

se aproximou o abraçando forte. Ela era uma mulher durona, mas, àquela altura da paixão que sentia por só se preocupava em tirá-lo daquela vida absurda. E ele entendia aquilo.

— Você se meteu em tanta merda, ...
— Oh oh oh… Eu realmente tentei parar, garota. Não entenda mal…

Ele cantarolou uma frase da música que havia composto naquele tempo tão obscuro.

— Pare! – disse enérgica e separando-se do abraço o olhou dizendo: — Chega, . Chega! Eu já entreguei a minha parte da sociedade para o Okasian. Eu nunca quis estar no meio disso, e você sabe. Eu só entrei nessa por sua causa, e nem me pergunte o motivo de ter agido assim!
— Você gosta de mim. – ele falou risonho.
— Cala a boca. Eu já mexi os meus pauzinhos para te fazer cair fora do tráfico antes. Mas, a decisão é sua. Okasian é o tipo de pessoa tóxica! Por favor, … Recomece a sua vida, toca a sua empresa como antes! Acabou! Agora acabou! Você pode finalmente se resolver com essa mulher aí se quiser e…

foi interrompida com um beijo.

— Você gosta de mim. – ele repetiu após separar seus lábios dos dela.
— Para! Eu estou falando sério contigo!
— E eu também.

Os dois ficaram se encarando em silêncio. com seu sorriso ladino, cafajeste e os olhos miúdos e sedutores. não sustentou a expressão raivosa por muito tempo. Ela bufou e relaxou os ombros.

— Eu já falei que só estou contigo porque a transa é boa.
— Mentirosa.
— Não fui eu quem me declarei lá dentro!

Ela entrou no carro e ria do lado de fora. Quando ele entrou no automóvel e deu partida, lançou a única frase que aguardava o momento certo de dizer para ela por todo aquele tempo:

— Você se esqueceu da sua promessa. Mas, eu não. "Volte da turnê e a procure, nem que tenha que atropelá-la. Se a música fizer sucesso, ela é sua", você disse.
— Deixa de ser babaca! Não foi isso o que você fez!
— Quando te reencontrei não era mesmo a minha intenção, mas de todas as vezes que pude fugir de novo, eu não fugi.
— O que isso quer dizer?
— Que eu não havia sido conquistado naquela época, mas você sim. Por isso não voltei. Eu não podia usá-la de novo.
— Então por que tem me usado esses meses todos?
— Quem disse que eu fiz isso?

olhou para , confusa. Não entendia.

"Nosso relacionamento é como brisa fresca na sombra escura". É o que eu escrevi na música sobre nós. Não era sobre a Liu. Talvez eu nem a amasse de verdade, mas estava com o ego ferido. Dormi com a namorada do meu melhor amigo sem saber quem ela era. Gray se vingou ficando com a garota que eu queria. Acho que todo esse teatro foi uma briga de ego entre dois homens estúpidos, que envolveram duas mulheres inocentes. Eu julguei e ainda julgo a Akemi, mas, porque eu sou um machista fodido. Mas, eu tive a Liu me mostrando isso. E ainda… veio você, me mostrando o quanto eu tenho sido, o quanto eu sou um babaca. E eu me sentia o contrário disso. Envolvi na minha disputa auto afirmativa duas mulheres que, não interessa mais as escolhas delas, elas eram inocentes. E eu não podia envolver uma terceira. Quando me dei conta de que já estava te envolvendo… eu precisei parar de fugir e me envolver de verdade.

— Fala de uma vez, . Esse rodeio todo está me deixando confusa.
— Se eu te usei esses meses todos, , foi para ser um cara melhor me apaixonando por você.
Aish… Você é instável, bipolar, brega quando tenta ser romântico e extremamente idiota.
— É eu sei. Eu também gosto de você. Não é só pela transa.

sorriu, ainda contrariada. Eles seguiram para a Insanity onde ela ficaria. após deixá-la ali, seguiu até o local combinado com Okasian. Uma sala secreta na Purple, onde tratavam dos negócios com as drogas. Haviam duas mulheres ali com Okasian. Ele pediu que elas saíssem, e mesmo com toda a fumaça de cigarro e as inúmeras garrafas sobre a mesa, conseguiu assinar o papel onde passava a parte de sua sociedade para Oka. Ele já tinha dado o que o amigo queria: influência. E para sair daquela situação numa boa, pediu que ele tomasse conta do tráfico se quisesse, deixando claro que não queria mais se envolver com nada que contrariasse ou tirasse o sono próprio. Para Okasian era ótimo! Poderia finalmente oferecer tudo aquilo para Jackson.
Sobre , ainda tinha algo em sua identidade que não fora completamente sanado da crise existencial. Ainda era um idiota, agora, pode-se dizer um idiota por meio turno. Mas, estava focado em esquecer todas as confusões e farras, ser apenas um empresário de sucesso com uma história fodida, mas que deu certo. Aquela noite, ele pôs a cabeça no travesseiro e dormiu. Como há muito tempo não fazia. E na companhia de , com todos os rótulos que aquela relação evitou por tanto tempo.


FIM



Nota da autora: Eu não sei se ainda tenho fôlego para mais aventuras desse casal, mas ainda acho que toda mulher no mundo deveria ter um Jay Park clone para si, mas sem ser este embuste que foi o Jay da saga. Ele ao menos reconhece no finalzinho o quanto precisa mudar! Entre as fics do especial, temos os crossovers das outras fics de Jay que tenho no site. Se tu não leste antes as histórias passadas, não perde tempo: All I Wanna Do, MV Drive, MV Me Like Yuh, MV You Know. Dentro deste Especial: Replay, I don't Disappoint, Feature, e Limousine! Espero que gostem dessa também! Deixem comentários, por favor, e até a próxima! 😍





Outras Fanfics: todos links se encontram na página de autora acima.
Fanfics Deste Especial

• Run It • Ensaio Sobre Ela • Castelo de Cartas • Teoria da Branca de Neve • Oasis •

Saga Jay Park (na seguinte ordem abaixo)

Replay • I Don't Disappoint • Feature • Limousine • Alone Tonight •

Qualquer erro no layout dessa fanfic, notifique-me somente por e-mail.


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