Blood Water

Última atualização: 12/02/2021

Prólogo

tinha os olhos fixos em seu pai que a todo instante vigiava a sua volta para ter certeza que nenhum trouxa os olharia enquanto passassem pela plataforma 9 ¾ . Assim que passaram pela fenda, soltou um suspiro encantado, tudo a sua volta era realmente mágico.
Algumas pessoas falavam animadas, as corujas piavam loucamente em suas gaiolas, olhou para seu pai fascinada.
- Espere até chegar a Hogwarts. – Disse ele colocando a mão em seus ombros. – Vamos?
– Vamos. – respondeu apertado a mão de seu pai com força.
Se aproximando ao portão de embarque, observou uma mulher com vários meninos em volta, todos ruivos, se perguntou como alguém aguenta tantos filhos.
– Arthur. – Seu pai bradou pelo homem ao lado da mulher que se virou e veio abraçar seu pai.
– Rolf, meu amigo. – Sorriu abertamente. – Como está?
– Ora, muito bem e você meu amigo? – Rolf respondeu correspondendo o sorriso do outro. – Molly, está ótima. – Abraçou a mulher em seguida.
– Que bom, vê-lo, Rolf. – A tal Molly sorriu. – E essa é a ?
– Em carne e osso, senhora. – respondeu sorrindo.
– Seu primeiro ano em Hogwarts? – Perguntou Arthur e recebeu um aceno positivo da mais nova. – Bom, Rony também começa esse ano. Ele está ali, se quiser acompanha-lo.
– Claro, obrigada. – disse e se virou a seu pai o abraçando com força.
– Mande uma coruja assim que se aconchegar, lembre-se
– Não importa a sua casa, importa o que você escolhe ser. – completou sorrindo. – Tchau, pai.
caminhou empurrando seu carrinho até Rony que escutava sua mãe falar algo com ele. Sorriu sem jeito e esperou ele se despedir para entrarem junto no Expresso. caminhava com Rony em silencio até acharem uma cabine em que coubessem os dois, finalmente avistaram uma em que só havia um menino de cabelos castanhos comtemplando a paisagem.
– Com licença, se importa? O resto do trem está cheio.
– Claro que não. – Respondeu o garoto.
e Rony se sentaram de frente para ele.
– Meu nome é Rony. Rony Weasley.
Scamander. – Esticou a mão para o moreno. – E você é?
– Harry. Harry Potter. – Respondeu e Rony e ne entreolharam espantados.
– Então é verdade? Você tem mesmo a cicatriz? – Perguntou Rony, enquanto o olhava ainda espantada.
– Sim, tenho. – Harry mostrou a cicatriz em forma de raio.
– Incrível – disse chamando a atenção de Harry que logo foi tomada pela senhora que passava com a carrocinha de doces.
– Desejam alguma coisa, queridos? – Perguntou
– Trouxe de casa. – Rony disse sem graça.
– Eu pego pra gente. – sorriu para o ruivo. – Quer algo, Harry?
– Eu fico com tudo. – Respondeu deixando com a boca aberta.

***********


No caminho para Hogwarts os três conheceram, Hermione que percebeu de cara que ela era muito inteligente. Assim que o trem parou, um homem bem grande chamou pelos alunos novos. seguiu atrás até irem para um barco, ainda observando tudo com muita admiração pelo castelo. De longe podia se escutar uma musica animada, concluiu que vinha do salão principal.
Assim que começaram a subir pelas grandes escadas, a garota tentava prestar atenção em todos os detalhes das paredes. Acabaram sendo parados por uma Professora, ela tinha uma aparência um tanto velha.
– Bem vindos a Hogwarts. – Disse com autoridade. – Bom, em alguns minutos vão atravessar essas portas e encontraram alguns colegas. Mas antes que tomem os seus lugares, serão selecionados para suas casas. Elas são Grifinoria, Lufa- Lufa, Corvinal e Sonseria.
Ao ouvir o nome da ultima casa, o coração de palpitou e seus olhos ganharam certo brilho, havia pesquisado muito sobre a casa, e apesar dos pesares, a única coisa que tinha em sua mente era que Merlin tinha sido da Sonserina, um grande bruxo e sua mãe, já falecida também fora da Sonserina.
Continuando o discurso a mulher explicou como funcionava as casas e que deviam todos seguir as regras. Um garoto havia atrapalhado o discurso em busca de seu sapo que estavam no pé de Minerva, assim que a mulher se retirou ficou um silencio por alguns segundos até ser quebrado por um garoto de cabelos loiros.
– É verdade, então? O que disseram no trem? Harry Potter veio para Hogwarts.
Houve alguns cochichos, ao lado de Hermione observava a cena.
– Esse é o Crabbe e o Goyle, e eu sou Malfoy. Draco Malfoy. – O loiro falou se pondo de frente para Harry.
Rony ao lado das duas soltou um risinho baixo, o olhar de Draco se voltou para o ruivo.
– Acha meu nome engraçado, não é? Nem preciso perguntar o seu, cabelo ruivo, vestes de segunda mão. Você deve ser um Weasley.
ao lado de Hermione revirou os olhos com a fala do loiro, que tipo de comentário babaca era aquele? Novamente o olhar de Draco se voltou para Harry.
– Logo vai descobrir que algumas famílias de bruxos são melhores que outras. Você não vai querer ser amigo da pessoa errada. – Draco falou direcionando seu olhar para Rony.
– Temos concepções diferentes do que é ser um melhor que outro. – disse chamando a atenção. – Acho que o Harry pode ver sozinho quem é a pessoa errada.
Malfoy ficou em silencio, enquanto Harry direcionava seu olhar para e concordou com a cabeça. Minerva apressou e bateu no ombro de Malfoy de leve com um pergaminho.
– Acho que estamos prontos, senhores. Sigam-me.
A porta do salão principal se abriu, revelando vários estudantes sentados em suas mesas de suas respectivas casas.
– Não é de verdade esse teto, só foi enfeitiçado para parecer o céu a noite. – Hermione falou para que concordou com a cabeça.
Mais à frente já se podia ver o chapéu seletor em cima de um banco, porém antes de começar a seleção houve um discurso de Dumbledore.
conhecia Dumbledore pelas histórias que seu avô lhe contara quando ainda era praticamente um bebezinho.
– Quando eu chamar seus nomes deem um passo à frente, vou colocar o chapéu seletor em suas cabeças e serão selecionados para suas casas. – Disse Minerva levantando o chapéu e apanhando o pedaço de pergaminho chamou o primeiro nome. – Hermione Granger.
Hermione se aproximou e se sentou ao banco e Minerva colocou o chapéu em sua cabeça. Após alguns segundos o chapéu gritou o nome da casa de Grifinoria. sorriu animada para a recém amiga e bateu palmas.
– Draco Malfoy. – Chamou Minerva.
Nem havia colocado o chapéu direito sobre a cabeça e o gritou Sonseria. Alguns alunos bateram palmas até Draco se sentar. Após Harry e Rony terem sido designados para a casa da Grifonoria, Minerva chamou por .
A garota se sentou e Minerva colocou o chapéu sobre sua cabeça.
– Ah vejo aqui, tem muita bondade em seu coração, certamente como o seu avô, porém há também muita ambição e determinação em você, vai ser grande... vejamos, Grifinoria? Hmm, não. Sonserina. – Gritou o chapéu. sorriu e olhou para Harry, Rony e Hermione e acenou e se sentou na ponta da mesa.


Capítulo 1

O final do verão finalmente estava chegando faltava menos de duas semanas para que voltasse a Hogwarts, mesmo sabendo que algo ruim se aproximava no futuro do mundo bruxo tão incerto. A brisa gelada que entrava pela janela de seu quarto deixava o clima agradável enquanto lia seu livro sobre feitiços do 5º ano.
Seu pai não estava em casa como praticamente o verão todo fora. Tinha alguns compromissos com o ministério, porém sabia que não era somente isso, sua coruja fora entregar uma carta para Malfoy, com quem se comunicava durante o verão.
Apesar de Draco ser do jeito que ele era, ainda sim era o único amigo que tivera, mesmo no seu primeiro ano ter uma amizade respeitosa com Hermione, Harry e Rony, depois de um tempo eles pararam de falar com ela. Já sabia muito bem o motivo, ela era da casa rival mesmo que achasse isso uma idiotice.
Fechou o livro suspirando e desceu as escadas até a cozinha onde se encontrava Winky, a elfo-domestica que seu pai trouxe para casa depois que viu a situação dela na cozinha de Hogwarts, entrara em profunda depressão após ser liberta por seu antigo amo.
– Sra. Scamander. – Disse a elfo assustada. – Winky está limpando tudinho. Não pode deixar nada sujo, não senhora.
– Sabe aonde foi meu pai, Winky? – Perguntou sorrindo para a menor.
– Ora, Sr. Scamander, mandou Winky guardar segredo e Winky sempre vai proteger os segredos da família.
– Eu sou família, Winky. – suspirou. – Tudo bem, tudo bem. Vou fazer algo para comer.
– Winky faz Sra., Winky faz.
– Eu posso fazer isso, Winky. – sorriu – Obrigada. E Dobby quando vem lhe ver?
– Dobby... Dobby enlouqueceu Sra. Sabe com a história de ser pago. Ele é doido de pedra, Dobby é. – Winky disse triste.
– Mas é seu amigo, Winky. – Respondeu. – Lembro do presente que dei a no natal do ano passado. Ficou muito feliz.
chegou Sra. – Winky disse apontando para a coruja Strix que chegava batendo as asas e pousando sobre o balcão ao lado de . deu uma bicada carinhosa na mão de que lhe fez um carrinho, logo a coruja se retirou indo diretamente para a gaiola que tinha no jardim perto de alguns outros animais, incluindo Bicuço que fora deixado a pouco tempo em sua casa.
– É de Malfoy, Sra? – Winky perguntou curiosa, mas logo depois se arrependendo e começando a se bater com as próprias mãozinhas. – Winky má. Winky má.
– Não precisa disso, Winky. – disse segurando as mãos da menor. – Sim é de Malfoy.
– Dobby não gostava dos Malfoy... Não gostava nadinha, Sra. Malvados, eram os Malfoys com Dobby.
– Acho que Draco é diferente, guarde meu segredo Winky, mas Draco é o único amigo que tenho na escola. Sabe, não é ruim, só teve pais ruins, entende?
– Entendo, Sra. – Disse Winky. – Winky vai fazer a comida, enquanto lê a carta de Malfoy.
não protestou, nem adiantava brigar com a amiga sobre isso. Subiu as escadas até seu quarto novamente e se jogou na cama abrindo a carta.

Não tem muito o que fazer, tem? As coisas estão estranhas aqui em casa, principalmente depois do que aconteceu no Torneio. Não posso falar muito sobre isso. Bom, ainda estou aguardando o tempo certo para descobrir mais sobre o que você me deu do mundo Trouxa anda bem escondido ainda não pude abri-lo como deveria. Sinto muito por isso, . Espero que esse ano seja tranquilo em Hogwarts pelo menos por um tempo, sinto sua falta mais do que qualquer coisa. Mande notícias. – Draco Malfoy.

O estômago de parecia florescer com a frase de Draco, ela também sentia saudades dele, muitas aliás. Desde que os dois foram ao baile do Torneio as coisas ficaram um tanto diferentes, Draco estava muito tranquilo aquela noite, após o baile acabar os dois caminhavam lentamente pelos corredores, rindo sobre coisas nada a haver. Talvez tivesse sido a cerveja amanteigada ou o quentão que serviam em grandes doses, mas depois que roubou um beijo de Draco na sala comunal quando todos já estavam em suas camas e depois sairá correndo para seu quarto deixando o loiro sem reação na sala sozinho. Mas para infelicidade de , Draco fingiu que o beijo não havia acontecido no outro dia quando caminharam juntos para a aula de Trato de Criaturas Mágicas.
Foi interrompida de seus devaneios quando Winky entrou no quarto com seu lanche e avisando que seu pai chegará em casa, mas que logo iria sair novamente. Comeu o lanche apressada e foi até seu pai perguntar o que raios estava acontecendo.
– Rolf Scamander. – Bradou entrando no escritório do pai que guardou algo rapidamente na gaveta. – Me diga o que está acontecendo?
– Logo você vai saber, .
– Quero saber agora, quero ajudar, pai.
– Logo vai chegar sua vez, querida. Realmente preciso cuidar disso, por favor. – Rolf se levantou contornou a mesa e ficou de frente para a filha lhe dando um abraço apertado. – Sei que não é ideal, mas vou pedir para Winky aparatar e te levar até a plataforma. Sinto que não vou poder te acompanhar esse ano. - ficou analisando o rosto do pai que tinha um sorriso mínimo no rosto – Tudo bem?
– Tudo, pai – respondeu o abraçando. – Mande notícias, então por favor.
Rolf concordou abraçando sua única filha com força antes de solta-la e ela sair. Parecia que tudo estava indo para o ralo, ele junto com Lupin e Sirus tentavam achar um lugar para sedear a nova Ordem da Fênix e isso estava custando um grande tempo de sua vida. O Ministério não ajudava, incumbindo todos os desaparecimentos e mortes que estavam acontecendo tanto no mundo bruxo ou trouxa. De sua janela, observava Bicuço que estava deitado no jardim enquanto alguns duendes tentavam se esconder da criatura.
– Tempos difíceis, Winky. – Rolf disse a elfo que se encontrava ao seu lado, porém sobre a mesa também observando as criaturas. – Cuide de , entregue isso a ela quando for a hora. Você vai saber, vai sentir que ela precisa de nós, certo?
– Winky vai proteger ... – Respondeu guardando a foto junto com uma carta direcionadas a .


Capítulo 2

A ultima semana de agosto se aproximava recebeu a carta de Hogwarts informando os matérias para esse ano, só tinha que comprar um livro e pediu para Winky a acompanhar até o beco diagonal. Apesar dos murmúrios da elfo, segurou a mão dela enquanto caminhavam pelo beco. Entrou na loja em geralmente comprava seus materiais.
– Vou atrás do livro. Quem sabe a gente não compra umas roupas novas. – disse a Winky que concordou sem soltar a mão do amo.
Entre algumas prateleiras, avistou Molly, mãe dos gêmeos e também amiga do seu pai. Ela estava toda atrapalhada segurando uma pilha de livros, devagar se aproximou da mulher.
– Precisa de ajuda, Sra. Weasley? – perguntou e Molly sorriu.
, querida. Uma mãozinha viria a calhar. – Molly disse e passou alguns livros para . – Veio sozinha?
– Winky está me acompanhando, meu pai saiu a trabalho. – Respondeu tentando equilibrar os livros.
– Ah sim, claro. – Molly respondeu de um jeito estranho. – Só preciso pegar o livro dos meninos do 5º ano.
– Está por ali. – olhou em direção a uma prateleira mais no canto. – Vou indo pra caixa então, Sra.
Molly concordou com um sorriso e se afastou, caminhou até o caixa se esquivando de algumas pessoas que também compravam seus matérias. Agradeceu a Merlin por não ter fila e não ter que ficar segurando aqueles livros pesados por muito tempo. Se perguntou como Molly aguentava fazer isso todo ano, ela parecia ser uma mãe bem dedicada a família, as vezes se perguntava se sua mãe seria assim se estivesse viva.
Perdida em seus pensamentos sentiu uma pequena mão puxar sua capa repetidas vezes, olhou para o chão avistando uma Winky um tanto assustada apontando para o final do corredor. direcionou o olhar para o corredor, os cabelos loiros que desciam até a metade dos ombros do homem já o denunciavam. Lucio falava com alguém que não reconheceu, mas pelas vestes parecia ser alguém do Ministério da Mágia e pareciam que cochichavam
– Está tudo bem, Winky – cochichou. – Já vamos embora.
– Tão cedo, Scamander? – Reconheceu a voz de Draco. Ele estava atrás dela e soprou sobre seu pescoço causando um certo arrepio. – Achei que pelo menos me daria a honra de tomar uma cerveja.
– Draco. – respirou fundo antes de se virar e o abraçar pelo pescoço, seu perfume parecia ter mudado, antes era um cheiro mentolado, agora tinha um tom mais amadeirado e um pouco mais másculo. – Por que não em avisou que vinha?
– Não sabia. Sentiu saudades pelo jeito. – Sorriu de lado. – Pra que tanto livro? – Perguntou pousando as mãos na cintura de .
– Ah, não é meu. – respondeu
, querida. Achei os livros, obrigada. – Molly se aproximou e seu sorriso se desfez assim que viu Draco.
- Capaz, Sra. Weasley. Não foi nada. – sorriu. – Vou pagar pelo meu. Precisa de ajuda para levar as coisas, acho que Winky pode ajuda-la se quiser.
– Winky ajuda. – A voz da elfo saiu um tanto tremula.
– Vou aceitar. – Molly sorriu sem jeito. – Até mais querida, mande lembranças ao seu pai.
concordou sorrindo e direcionou seu olhar a Draco que revirou os olhos e se aproximou de novamente assim que ela pagou pelo livro.
– Às vezes esqueço que vocês são amigos dos Weasley. – Comentou Draco.
– Seu pai sabe que você sai com uma mestiça? Traidor de sangue. – Imitou a voz de Draco que riu.
– Ele não precisa saber de certas coisas. – Respondeu olhando por trás do ombro para verificar se seu pai não o espiava. – Então aquela cerveja?
– Melhor deixar para outra hora. – respondeu. – Seu pai não vai querer que você volte com ele?
– É tem razão. – Respondeu um tanto decepcionado e olhou bem para os lados antes de deixar um beijo de leve sobre os lábios de , estranhando aquele tipo de gesto do garoto, já que da ultima vez que ela o beijou ele fingiu que nada aconteceu. – Até Hogwarts, Scamander. Alias, adivinha quem é seu novo monitor? – Sorriu de longe e caminhou para dentro da loja novamente.
Saindo da loja um pouco abobalhada pelo que tinha acontecido, foi até uma loja de roupas aonde comprou uma capa nova da cor verde petróleo e mais algumas peças novas. Logo depois fora pra casa e passou o resto da tarde alimentando algumas das criaturas magicas de seu pai. Winky ainda não havia retornado.

*******


Assim que Winky aparatou junto com a Sra. Weasley para o endereço estranho uma casa apareceu no meio de outras duas. Ao alcance da mulher ruiva Winky sentiu a presença de mais um elfo na casa. Ao adentrarem um barulho vinha do fundo do local, ainda ao alcance da Sra, Winky avistou Monstro que resmungava sem parar sobre os sangues ruins, como ela lembrava.
Ao final do corredor, na cozinha, estava Hermione, Rony e Harry conversando em cochichos, quando Sra. Weasley se aproximou eles pararam de falar, deixou os matérias sobre a extensa mesa da cozinha.
– Winky. – Hermione a chamou animada. – Como você saiu de Hogwarts?
– Winky consegiu um amo. Winky está feliz. – Respondeu
– Ah não Winky. E o F.A.L.E? – Hermione disse decepcionada.
– Gostei da camisa, Winky. – Rony disse levantando a mão e Winky bateu nela como ele havia a ensinado no ano anterior.
– Mestre da Winky é bonzinho – Winky disse. – que me apresentou ao Sr. Rolf
? – Harry perguntou curioso. – Scamander?
– Sim, Sr Potter. – Winky respondeu. – Alias o Sr. Scamander também ajuda a Ordem.
– Sabemos. – Fred disse atrás dos três. – Porque ele não traz a filha? Seria bom outra garota por aqui. – Disse olhando pra Hermione que revirou os olhos. – Que foi? Ela é gata.
– Mas é da Sonserina. – Rony falou enraivado
– Não temos preconceito. – George apertou o ombro de Rony e riu da cara do irmão.
– Dobby, como está, Sr. Potter?
– Hmm, não sei, Winky. Não o vejo faz um tempo. – Harry respondeu sem jeito.
Após alguns minutos, Winky voltou para a casa. Procurou por que estava em seu quarto dormindo, uma tanta suja de barro e poeira.

**********


Finalmente era o dia de regressar a Hogwarts, um tanto apressada e ansiosa jogava suas coisas no malão de qualquer jeito, nem sabia como conseguiu fechar aquela coisa. Limpou a gaiola de rapidamente, a coruja entrou piando animada.
Quando chegaram a Estação um pouco afastado dos demais para que os trouxas não as vissem. Winky logo aparatou novamente direto para a estação de Hogwarts. Com passos apressados, foi até a plataforma 9/3/4 e atravessou o portal.
– Tudo certo. – Disse para si mesma. – Cadê Winky? – olhou para os lados, mas não a avistou. Caminhou mais alguns metros até deixar seu malão junto com os dos outros para o embarque. Pegou a gaiola de , já que os animais iam junto nas cabines. Winky apareceu ao seu lado a assustando.
– Obrigada por me acompanhar. – sorriu. – Cuide de meu pai tá bem? Peça para ele me mandar notícias.
Winky concordou avistando entrar no trem com que não parava de piar. Procurando por uma cabine vazia, finalmente achou no final do extenso corredor, ajeitou a gaiola de e jogou a capa sobre para que a coruja descansasse. O expresso Hogwarts já estava bem longe de Londres e da plataforma 9¾ na primeira página do Profeta Diário estava novamente com uma grande notícia relacionada a Harry Potter e Dumbledore. O garoto havia usando um feitiço fora da escola para afugentar um dementador.
lia a matéria com certo interesse, sabia que Harry havia conjurado o patrono uma vez durante o 3º ano e aquela era uma magia avançada para todos os alunos. Seus professores de Defesa contra as artes das Trevas nunca ficavam mais de um ano lecionando e aquilo chegava a irritar. O último professor fora Moody, o famoso “Olho-tonto”.
– Papai diz que Dumbledore está por um fio. – A voz conhecida de Malfoy se fez presente na cabine. – O Ministério vai intervir em Hogwarts, e vai ser logo. – Sem ser convidado o loiro se sentou à sua frente. levantou o olhar e abaixou um pouco o jornal encarando Malfoy que tinha um sorriso presunçoso no rosto.
– Imagino, que seu pai esteja satisfeito. – Respondeu com certo tom de ironia. – Diga, Malfoy, quando vai parar de falar papai como um garoto mimado? - Draco revirou os olhos fazendo soltar um risinho. – Não acho bom o Ministério intervir, eles nem acreditam que você-sabe-quem voltou.
– Ele não voltou. – Draco respondeu pegando o jornal da mão da garota. – Acredita no Potter?
– Você sabe que sim. – deu de ombros.
No quarto ano havia acontecido o Torneio Tribuxo e apesar de praticamente toda a escola torcer para Cedrico, contrariando a todos havia depositado sua torcida em Harry, soube por seu pai que a primeira tarefa do desafio era com dragões e acabou o avisando Hagrid que comentou sobre a tarefa com Harry. É claro que tanto o Harry ou Draco não sabiam disso.
– Devia parar de acreditar nele, Scamander. – Draco disso cruzando os braços. – Ou tudo isso é porque seu avô também era o preferido de Dumbledore?
– Não fale merda, Draco. – resmungou. Ela sentia muito orgulho de seus avôs, mas como toda neta e filha de bruxos não gostava que relacionassem seu futuro com o passado de seus familiares. – Não sei porque sou sua amiga.
– Preciso responder? – Draco sorriu malicioso mexendo nos anéis em seus dedos, a garota engoliu a seco, era extremamente atraente quando ele fazia isso.
– Você se acha muito. – Respondeu voltando sua atenção ao jornal.
Já era noite quando acordou graças a risadinhas que Crabbe e Goyle soltavam na cabine, nem sabia quando eles haviam chegado ali e ao lado de Malfoy davam altas risadas, eles nem eram engraçados. Esticando seu corpo sobre o estofado e respirando fundo olhou para os três garotos a sua frente.
– O que é tão engraçado? – Perguntou coçando o olho com a mão.
– Goyle caiu de cara no chão. – Crabbe respondeu soltando um risinho.
– Claro você pisou na minha capa. – Goyle riu junto fazendo revirar os olhos e olhou para Draco que deu de ombros.
– Já estamos chegando? – Perguntou animada fixando seu olhar em Draco.
– Quase lá... hm você quer algum doce? – Draco perguntou com uma incerteza na voz ou até vergonha.
– Mas o carrinho já passou não passou? – Crabbe disse e Malfoy direcionou seu olhar para ele com um profundo desprezo.
– Eu o acho – Draco se levantou e nem respondeu se queria ou não o doce.
– O que deu nele? – Goyle olhou de Crabbe para que deu de ombros. – Vamos, Crabbe.
Os dois saíram da cabine se trombando por tentarem passar juntos ao mesmo tempo pela porta, é claro que não cabia os dois ao mesmo tempo. Não era possível que os dois fossem tão burros assim. Observando pela janela conseguiu avistar as luzes do castelo, a vista era linda e sempre traria a ela uma sensação de conforto. Percebeu que não havia trocado de roupa e agora nem daria tempo para isso, trocaria no castelo mais tarde.
Finalmente o apito do trem apitou avisando que já dava para desembarcar, olhou para fora da cabine para ver a fila que se formava a sua frente, decidida a esperar um pouco ou até Draco voltar o que não aconteceu depois de alguns bons minutos. Pegou e saiu do trem bufando, algumas pessoas caminhavam animadas e conversavam entre si, começou a caminhar em silêncio.
Não que ela fosse antissocial, mas a maioria das garotas da sonserina tinha o mesmo nível que Pansy Parkinson, uma garota desprezível na sua opinião.
– Espero que tenha tortinhas. – Uma garota loira, a cor do cabelo tanto perecida igual a de Draco disse ao seu lado. – Luna Lovegood. – Sorriu um tanto estranho.
Scamander. – Respondeu e viu um certo brilho no olhar de Luna.
– Os livros do seu Avô são ótimos. Eu e meu pai somos grandes admiradores. – Sorriu ainda mais animada.
– Ahn, são mesmo. – Respondeu um tanto envergonhada. – Você é do quarto ano?
Luna concordou olhando para frente – Estou surpreso que o Ministro deixe você livre, Potter. Aproveite enquanto pode, espero que haja uma cela em Azkaban com seu nome nela. – Podia se escutar Malfoy de longe e Potter avançando sobre ele. – Não te falei? Esse cara é maluco.
– Fique bem longe de mim. – Gritou Harry.
– Eles vivem assim, não é? – Luna falou. – Vamos, se não as carruagens vão todas e temos que ir andando. – Puxou o braço de que saiu ao seu alcance.
As duas já estavam aguardando a carruagem a um tempo a última já estava cheia quando as duas chegaram, após alguns minutos a carroça chegou e Luna e se sentaram e esperaram por mais pessoas até que ela começou a andar devagar parando alguns centímetros de quatro pessoas. Quando se viraram, percebeu que era Harry, Rony, Neville e Hermione.
– Que bicho é esse? – Harry perguntou olhando para o nada.
– Que bicho? – Respondeu Rony, fazendo também ficar confusa.
– Esse puxando a carruagem. – Harry respondeu olhando fixo
– Nada puxa a carruagem, Harry. – Hermione respondeu também certa de sua resposta. – Anda sozinha como sempre. – Harry se aproximou mais alguns centímetros e começou a dar a volta pela mesma.
– Você não está louco. – Luna falou chamando a atenção de e Harry para sua direção. – Eu também os vejo. – Abaixou a revista de seu rosto. - Você é tão normal quanto eu. – Tentou suavizar a situação, mas acho que para Harry piorou já que Luna tinha um ar “esquisito”.
olhou para os quatros que se sentaram e deu um sorriso sem graça que não foi correspondido por nenhum deles, se sentindo ainda um tanto mais esquisita que Luna por ser ignorada. Suspirou e ficou em silêncio.
– Pessoal essa é a di-lua, Luna Lovegood. – Hermione falou, um tanto intrometida e envergonhada pelo apelido que mencionara. – Que colar bonito. – Tentou quebrar o clima.
– É um amuleto, afasta os nargules. – Luna disse o mostrando.
– São criaturas invisíveis. – disse sorrindo. – Bem esperta. – Arrancou um sorriso de Luna que foi inevitável não sorrir junto.
– Tomara que tenha pudim.
********
Após se trocar e colocar sua capa com a insígnia da Sonserina, desceu até a sala comunal que estava vazia a não ser por Draco que a esperava perto da lareira, também já devidamente vestido.
– Demorou. – Se levantou do sofá ajeitando a capa, decidindo o ignorar por ele não ter a esperado para chegarem ao castelo juntos, deu de costas e saiu da sala. – Que foi que aconteceu? – Seguiu seus passos apressados.
– Vamos dizer que você não me esperou. – Respondeu sem parar de andar – e é claro preferiu encher o saco do Harry como sempre.
– É sempre divertido. – Draco sorriu de canto. – , calma. Eu ia te esperar, mas a Pansy chegou e me puxou e eu nem pude fazer nada.
– A Pansy? – Se virou rapidamente ficando de cara com Draco que encolheu os ombros. Ao dizer o nome dela parecia que o peito de iria explodir de raiva e ódio.
– Desculpa? – Draco respondeu com incerteza e com certo medo, conseguia ser assustadora quando queria. – Ela é monitora também.
– Ótimo. – disse dando de costas para Malfoy que desceu ao seu alcance. – Ótimo mesmo. – Resmungou.
– Que foi que houve, ? – Malfoy segurou sua mão a puxando. – Ciúmes?
– Não seja idiota, Draco. Ela só é insuportável.
– Eu concordo com você. Podemos ir? Sem me deixar pra trás por favor? – apenas concordou com a cabeça e não trocou nenhuma palavra com Malfoy até chegarem ao salão principal.
A mesa da Sonserina já estava cheia quando se sentaram na ponta perto da porta um tanto mais afastado. O banquete fora servido e fez um pratinho e focou em se alimentar.
– Às vezes acho que seu avô criou um dragão na sua barriga. – Draco riu ao seu lado.
– Alguém ficou de me trazer doces e esqueceu ou melhor me trocou. – respondeu com a boca cheia e em seguida mostrando o dedo para Draco.
– Não, você tá sempre comendo. Experimenta isso aqui. – Pegou uma pequena tortinha e enfiou na boca de .
mastigou algumas vezes até finalmente engolir, tinha um gosto de carne com um frescor que ela não reconheceu.
– Não é tão ruim. – Disse sorrindo. Após devidamente alimentados a mesa se limpou e Dumbledore se levantou para fazer seu discurso de sempre, anunciando uma mudança no corpo docente novamente, na sua matéria preferida Defesa contra as Artes das Trevas. A nova professora era baixinha, os cabelos castanhos enrolados de uma maneira estranha e suas roupas eram rosa choque. Interrompendo Dumbledore de uma forma grotesca a baixinha começou a falar com uma voz extremamente irritante.
¬ - Obrigada diretor pelas lindas palavras de boas-vindas. O Ministro da Magia sempre considerou a educação dos jovens bruxos de vital importância. Os dons raros com que vocês nasceram talvez não frutifiquem se não forem nutridos e aprimorados por cuidadosa instrução. As habilidades antigas, um privilégio da comunidade bruxa, devem ser transmitidas às novas gerações ou se perderão para sempre. O tesouro oculto de conhecimentos mágicos acumulados pelos nossos antepassados deve ser preservado, suplementado e polido por aqueles que foram chamados à nobre missão de ensinar. odo diretor e diretora de Hogwarts trouxe algo novo à pesada tarefa de dirigir esta escola histórica, e assim deve ser, pois sem progresso haverá estagnação e decadência. Por outro lado, o progresso pelo progresso não deve ser estimulado, pois as nossas tradições comprovadas raramente exigem remendos. Então um equilíbrio entre o velho e o novo, entre a permanência e a mudança, entre tradição e inovação, porque algumas mudanças serão para melhor, enquanto outras virão, na plenitude do tempo, a ser reconhecidas como erros de julgamento. Entrementes, alguns velhos hábitos serão conservados, e muito acertadamente, enquanto outros, antigos e desgastados, precisarão ser abandonados. Vamos caminhar para a frente, então, para uma nova era de abertura, eficiência e responsabilidade, visando a preservar o que deve ser preservado, aperfeiçoando o que precisa ser aperfeiçoado e cortando, sempre que encontrarmos, práticas que devem ser proibidas. – Terminou seu discurso com uma risadinha.
– Obrigada Professora Umbrigde, foi um discurso muito esclarecedor. – Dumbledore chamou a atenção novamente.
– No final seu pai estava certo. – chamou a atenção de Draco que sorriu concordando. – O Ministério vai intervir em Hogwarts.



Continua...



Nota da autora: Sem nota.
Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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