Última atualização: 21/10/2021

Capítulo Único

5 anos depois…
A mansão amanhece silenciosa e isso intriga , que é o primeiro a despertar na suíte master da mansão. Ao rolar o corpo sente as curvas do corpo de sua esposa tocando seu braço. Abre os olhos e vira para olhar para ela que ainda dorme.
ainda acha ter visto alguém muito parecido com o Ren na festa de aniversário de 10 anos de Sayuri. Contou apenas para e , apesar de ser uma não certeza, mesmo após todo esse tempo, essa visão ainda o intriga.
— Bom dia, minha preciosidade — ainda é muito apaixonado por sua esposa e faz questão de externar todo seu amor.
— Bom dia, meu amor — responde de maneira carinhosa e o encara, abrindo os olhos.
— Como se sente hoje? — ele leva uma das mãos ao rosto dela e o acaricia. — Melhor. Estamos melhor — responde ela, sorrindo.
Involuntariamente, olha para a barriga de sete meses de gravidez de e sorri. está grávida de gêmeos: dois meninos, Hero e Asuma. No dia anterior, ela teve mal estar que durou o dia todo, enjoada, ela passou todo o dia na cama descansando.
Os dias de paz ainda reinam na vida dos e na vida dos integrantes da Seven após tudo que aconteceu. pode ter muitos desses momentos de paz ao lado de sua família graças a isso. É o que mais alegra o homem.
— MAMÃE!! PAPAI!! — a voz da filha mais velha do casal invade o quarto mesmo com a porta fechada.
— Ai, meu Deus… — suspira colocando a mão na testa.
— Calma, meu amor, eu vou lá ver, ok? — diz e dá um beijo nela.
Ele levanta da cama e pega uma bermuda para vestir, já que estava somente de cueca e camiseta. Jogando os cabelos ainda grandes para trás, sai do quarto e vai até o quarto da filha.
— Para! Seu idiota, me solta! — Sayuri berra novamente.
acelera o passo pelo corredor e abre bruscamente a porta, encontrando a filha deitada na cama e seu afilhado e sobrinho, Hayato, em cima dela jogando farinha de trigo nos longos cabelos da menina.
ri da situação e lembra ter feito algo parecido em um dos aniversários de quando eram jovens.
— Papai, me ajuda! — suplica ela e tosse um pouco ao respirar farinha de trigo.
Hayato! — grita com a voz ainda de riso. O garoto olha para o tio e sai de cima da prima, levantando da cama.
— Tio ! Bom dia! — diz Hayato fingindo não estar fazendo nada, igualzinho como fazia quando criança.
— Impressionante, você é muito parecido comigo — diz , pensando alto e num tom de orgulho.
PAPAI! — Sayuri levanta da cama, indignada com a atitude passiva do pai.
— Hayato — pigarreia e fica sério, de repente —, por que fez isso com a Sayuri?
— Hoje é aniversário dela, padrinho — toda vez que Hayato o chamava de “padrinho”, se derretia. Tipo agora — e eu quis fazer uma brincadeira de aniversário — ele dá um sorriso inocente.
— Não é uma brincadeira se a pessoa não estiver se divertindo, Hayato-kun — ele fala ainda sério, mas um pouco mais amolecido.
— Desculpa, padrinho. Desculpa, Sayu — o garoto demonstra arrependimento. — Tudo bem… — diz Sayuri ainda irritada.
se aproxima da filha e sorri.
— Hey, pequena — ele senta na cama e a puxa para se sentar com ele, abraçando-a com um dos braços —, não fique assim, Hayato não fez por mal e ele não fará novamente, ok?
— Ele sempre faz isso, papai, e ele sabe que eu não gosto.
— Pois seja mais clara com ele.
— Hayato-kun — diz Sayuri olhando para o primo —, eu não gosto dessa brincadeira! — ela diz num tom ameaçador que lembra quando mais jovem, ainda na Máfia de Yokohama.
— Tudo bem, Sayu-chan, desculpe-me — ele diz com um sorriso sem graça e se curva em desculpas para a prima.
sorri, aliviado.
— Ótimo, não quero brigas hoje — diz , levantando-se da cama. — Hoje é aniversário da minha princesa e eu não quero brigas e discussões, entenderam? — conclui ele, sério.
— Sim, papai.
— Sim, padrinho.
— Ótimo.
— Papai… — chama Sayuri e vira para encarar a filha — Como está a mamãe?
— É, como está a madrinha? — pergunta Hayato.
— Ela acordou melhor — responde com um sorriso bobo no rosto. A expressão de alívio no rosto das crianças tornou-se visível.
— E meus irmãos também? — questiona Sayuri.
— Certamente, minha princesa.
— Legal! — diz ela, aliviada.
— Bom, vamos aos afazeres de agora: — diz num tom autoritário que as crianças sabiam que teriam que cumprir — Sayu, vai lavar os cabelos e Hayato também. Vocês estão horríveis melados de farinha de trigo — fala ele e completa: — Vou ver como está o Fuyuki. Logo todos estarão aqui para a sua festa, minha filha — concluiu ela e ambos acenam para .
Hayato voltou para o quarto de hóspedes para tomar banho. Sayuri foi tomar banho e foi ver como está Fuyuki em seu quarto.
abre a porta do quarto dele e vê o garotinho, hoje com 7 anos, ainda dormindo. O homem se aproxima da cama do filho e senta-se ao lado dele, que vira o rosto e abre os olhos todo manhoso ao ver o pai. O homem dá um beijo no filho e diz para ele se levantar, já passa da hora de todos se arrumarem para o aniversário de logo mais.

[...]


Devido à última festa de aniversário de sua filha ter, supostamente, sido invadida por Ren, que ninguém sabe se realmente está morto, manda reforçar ainda mais a segurança ao redor e dentro de sua propriedade. Somente as pessoas que ele mais confia sabem das recentes e temidas ameaças que vem recebendo. O que mais o deixa temeroso é a vida de seus filhos.
Durante a festa de 15 anos de sua princesa, , porém, procura não se preocupar tanto com isso, pelo menos não deixar transparecer sua preocupação, o que ele quer é dar toda a atenção do mundo para sua filha. Ele preparou uma grande festa, com vários games divertidos para os convidados e Sayuri se divertirem. observa a tudo sentada numa cadeira na varanda próxima ao jardim traseiro da mansão, ela ainda sente-se cansada, mas faz questão de estar presente no aniversário de sua filha. Afinal, não é todo dia que sua menina fará 15 anos, não é?
— Sayu… — chama , interrompendo a garota enquanto conversava com um grupo de amigos. — Podem me emprestar minha filha um minuto, por favor? — ele diz, educado.
— Claro, sr. — diz um deles e os outros concordam.
Sayuri odeia quando o pai faz isso: falar com ela quando ela está com os amigos. Ela acha que o fato dele ser comandante da Seven, intimida os amigos dela. Na verdade, ela se sente um pouco intimidada com esse fato. Ambos se afastaram de todos e engataram uma conversa que mudaria a vida da jovem .
— Está gostando da festa? — questiona ele, já longe de todos os olhares.
— Está divertido, pelo menos não há homens armados pelo jardim — diz ela. ri.
— Você é igualzinha a sua mãe — comenta ele num tom saudosista.
— O senhor sempre diz isso, papai — diz Sayuri um pouco impaciente com a visível enrolação do pai — Conte-me o que quer. Sei que quer me dizer algo.
ri. Nisso Sayuri puxou a ele: odeia rodeios.
— Serei direto: preciso que esteja preparada para assumir o grupo de nossa família e, consequentemente, a Seven daqui há exatos três anos. — diz e a jovem arregala o olhar.
— Hã? Como assim, papai? — a voz dela sai mais trêmula do que ela gostaria.
— Exatamente isso que eu disse.
— Mas… o senhor diz como se não fosse estar mais…
— Eu não estarei aqui para sempre, Sayu.
Num ato impulsivo, Sayuri empurra o pai na altura de seu peito e começa a bater ali.
— Sayuri! — espanta-se ele e a segura pelos braços, a garota abaixou a cabeça e percebe que ela está chorando.
— Calma, filha, eu não vou morrer agora.
— Para de falar assim! — ela grita com o rosto enfiado no peito dele.
ri de leve e abraça a filha com força, afagando seus longos cabelos. Se recorda de quando descobriu que ele comandava a Seven e os reais negócios de sua família. O mesmo desespero e preocupação que viu na esposa ele vê agora em sua filha. Sua garganta dá um leve nó.
— Meu amor — ele diz com um tom suave —, eu não te prometo que irei viver para sempre, mas…
— Não seja bobo, papai — ela levanta o olhar e o encara — Sei que não viverá para sempre, mas… por favor, não abandone a gente...
— Eu não vou, princesa. Prometo.
O pedido da filha é como uma ordem para ele, assim como quando é algo vindo de sua esposa. deposita um beijo no topo da cabeça da jovem e aperta um pouco o abraço.
— O que precisa saber, por ora, é que irei precisar de você, de sua força, de sua liderança, você tem o sangue dos . Sei que será capaz de realizar o meu pedido.
Toda a fala do pai parece muito confusa para a jovem Sayuri, mas, para ela, aquilo não tinha importância no momento, a ainda menina só queria ficar ali aconchegada nos braços de seu amado pai. Ela quer tanto que ele seja eterno em sua vida, que nunca se vá, nunca a abandone. Ela teme o pior.

[...]


Após a tensa conversa com o pai, Sayuri volta para sua festa grudada no mais velho. Ela faz questão dele brincar com ele todos os games disponíveis e faz de bom grado. Toda a história sobre ele precisar de sua filha mais velha para assumir o grupo é verdade. Assim como ele precisa de seu mais novo, Fuyuki; ou da filha do , a pequena Hanna; ou de seus afilhados e sobrinhos, filhos de seu irmão , Hayato e Akira.
Toda a nova geração da Seven que se preparam para serem os mais fortes e astutos do que eles foram um dia.
Todos eles liderados pela mais velha: Sayuri , a Princesa de Tóquio.


FIM



Nota da autora: Primeiro queria dizer que o pp de Business está com exatos 44 anos e, meu Deus, continua um gostoso. Aliás, essa é quase a idade do verdadeiro Take, que tem 43 e nem parece. Tá um nenê de gostoso... Enfim. Esse spin-off é o que faz transição entre o final de Business e o último spin-off que se chamará “Princesa de Tóquio”, em breve estará no ar. Por favor, aguardem mais surtos! <3





Outras Fanfics:
Business

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.
Caixinha de comentários: Olá, leitora! O link do DISQUS está um pouco instável atualmente e pode não aparecer para você. Se quiser deixar um comentário para autora, é só clicar AQUI


comments powered by Disqus