Última atualização: 25/04/2021

Prólogo

Rosier sempre foi cercada por comensais da morte. Seus pais eram grandes fiéis do Lorde das Trevas, sendo esse um grande admirador da menina, que desde pequena se mostrava interessada na Artes das Trevas.
A garota estudava em Hogwarts desde os 11 anos, era respeitada por sua casa, Sonserina, sendo conhecida por sua personalidade forte e sua beleza invejável. Apesar de muitas vezes ficar sozinha, não se importava com isso e se dedicava muito em todas as matérias. Durante as férias, recebia aulas em casa, sendo sua preferida a de poções - matéria na qual seu professor a considerava avançada demais para a idade.
Embora tenha crescido em uma família preconceituosa, não fazia diferença entre sangues puros e outros, e isso era uma coisa que irritava seus pais. Mas ela não se importava, afinal, um de seus amigos, Severus Snape, era um mestiço e ela não via problema algum.
Quando completou 15 anos, recebeu a notícia de que logo se tornaria uma comensal; seu destino estava traçado e ela precisava se adaptar a isso. precisava provar sua lealdade e, para isso, teria que convencer o maior número de alunos a se juntarem ao Lorde. Ela deveria fazer isso junto a Regulus, filho mais novo da família Black e um dos poucos meninos que a garota tratava bem. Ela gostava da companhia dele, mas sabia que o garoto não conseguiria completar a missão. Por isso tinha tanta responsabilidade, precisava evitar que o plano falhasse.
Depois de passar boa parte das férias analisando cada aluno da escola, chegou a conclusão de que sua melhor opção era convencer Os Marotos. Dessa forma, poderia contar com a ajuda de Regulus, já que um dos meninos era seu irmão mais velho.
A garota estudou cada um deles. Começou com James Potter, capitão do time de quadribol da grifinória e um idiota apaixonado por Lílian Evans, uma grifinória que não retribuía seus sentimentos, apesar de ser uma garota legal que conversava algumas vezes com . Seu próximo alvo era Remus Lupin, provavelmente o mais sensato do grupo. não achava difícil se aproximar do garoto, já que ambos eram dedicados às aulas e ela simpatizava com ele. Mas as cicatrizes em seu rosto deixavam a garota curiosa sobre quem era o verdadeiro Lupin. Petter Pettigrew era o mais sem graça dos rapazes, não o achava interessante e tinha certeza de que era apenas um peso no grupo, o que era uma coisa boa para ela, uma vez que poderia facilmente manipulá-lo. E, por último, Sirius Black, o traidor; foi expulso da família e deixava claro sua raiva por Voldemort e seus seguidores. O garoto particularmente preocupava , os dois se odiavam desde os onze anos, tentar uma aproximação depois de tanto tempo seria no mínimo estranho.
Como já estava cansada de ficar em casa, a sonserina decidiu voltar dois dias antes do início das aulas para o castelo. Seus pais não se importaram com a volta antecipada e apenas se despediram, lembrando o quão importante era para a família que ela não falhasse.
Já em Hogwarts, se sentia em casa. Gostava de cada canto do castelo, tinha o costume de passar horas na torre de astronomia, observando as constelações; gostava da biblioteca, principalmente da sessão proibida, mas nada se comparava ao Lago Negro. Uma das coisas favoritas de ser uma sonserina era poder ter a visão direta para ele no salão comunal. E foi durante seu momento de reflexão, sentada na beira do lago, que foi atingida por uma pedra pequena, lançada em sua cabeça. A morena pegou a pedra e se levantou irritada, procurando o responsável por atrapalhar seus pensamentos.
- Por Merlin, Sirius, você não tem nada melhor para fazer? - A garota respondeu, vendo o garoto sorrir abertamente.
- O que seria melhor do que te ver estressada, Rosier? - O garoto perguntou, fazendo a revirar os olhos. Os dois nunca conversavam e quando trocavam palavras era apenas para brigar.
- Qualquer coisa, ir atrás das meninas que beijam seus pés é uma delas. - disse e começou a caminhar na direção contrária do rapaz, não queria perder seu tempo.
- Bom, as aulas ainda não voltaram, então estou sozinho. Meus amigos me abandonaram e entre ficar perto de você ou completamente entediado, eu prefiro você. - Sirius diz, correndo ao lado da garota, tinha conseguido uma distração.
- Talvez, se não tivesse abandonado sua família, teria um lugar melhor para ficar. - A garota disse e logo sentiu que Sirius não caminhava ao seu lado. Virou-se e viu que o habitual sorriso do maroto já não estava presente.
- Não diga coisas das quais você não sabe, Rosier, se aquela casa fosse um lugar melhor, eu ainda estaria lá. Apenas não se meta no que não lhe interessa. - O garoto disse e se adiantou ao entrar no castelo antes que ela pudesse responder. A sonserina não se sentia mal, mas sabia que não era desse jeito que iria se aproximar do Black. Após ver o garoto sumir entre os corredores, seguiu seu caminho até o dormitório. Sua colega de quarto era Narcisa, mas ela só chegaria no dia marcado, então, sozinha e sem opções do que fazer, a garota começou a arrumar suas malas e distribuir suas coisas pelo quarto, isso a distrairia até o fim do dia.



Capítulo 01

Durante os dias em que estava sozinha, se distraía andando pelo castelo e pensando em como sua vida iria mudar em pouco tempo. A garota pensou em procurar Sirius e aproveitar que ele estava sozinho para tentar uma aproximação, mas agora quem a ignorava era ele.
As aulas finalmente começaram, todos estavam reunidos no salão principal esperando o pronunciamento de Dumbledore. A seleção para as casas havia terminado e os alunos conversavam animadamente, até a voz grave do diretor ecoar pelo espaço.
- Antes de dar início ao banquete, eu gostaria de dizer algumas palavras: em primeiro lugar, bem vindos a Hogwarts. - Dumbledore dizia, mas não prestava atenção alguma. Seus olhos estavam fixos na mesa da Grifinória, onde os quatro garotos também ignoravam o diretor e sorriam entre si.
Potter havia feito uma rosa com seu guardanapo e dado para Lily, que apenas revirara os olhos. Todos sabiam da paixão platônica que James tinha pela ruiva, sendo que ela somente desprezava e achava o garoto extremamente infantil. Sirius flertava com uma garota loira da corvinal, Lupin estava quieto, apenas sorrindo e observando os amigos, e Peter esperava ansioso para começar a comer.
Seu foco mudou quando o discurso havia terminado e fora dado início ao tão esperado banquete. A garota pegou um prato pequeno de comida e comeu, trocando poucas palavras com os colegas da casa. Snape havia ficado doente e só voltaria para o castelo em três dias. Ao fim do jantar, saiu em direção a biblioteca, queria pegar um livro para ler durante a noite.
Madame Pince pensou em expulsar a garota quando ela entrou pelas portas perto do horário de fechar, mas depois de muita insistência lhe concedeu cinco minutos para escolher um livro. foi direto ao seu alvo: estudo avançado no preparo de poções. Quando pegou o livro, apenas fez o registro com a bibliotecária e saiu em direção às masmorras.
A noite era calma e a maioria dos alunos se encontravam em suas respectivas salas comunais acompanhados de alunos mais velhos. Enquanto caminhava distraída folheando seu livro, Rosier não percebeu a movimentação dos quatro garotos a sua frente, se dando conta, então, apenas quando esbarrou nas costas de um deles e caiu no chão em seguida.
O garoto em questão era Remus Lupin, que se virou no mesmo instante, assustado e pedindo desculpas para a garota.
- , perdão, você se machucou? - Lupin se prontificou a ajudá-la. Peter se aproximou com seu livro na mão, visto que o objetivo havia escorregado pelo corredor com a queda. Potter não dizia nada, apenas olhava curioso, enquanto Sirius revirava os olhos, não gostava da sonserina.
- Eu que peço desculpas, estava distraída e não vi que estavam por aqui. - Disse finalmente quando se levantou e ajeitou sua roupa. A menina agradeceu Peter com um aceno quando pegou seu livro.
- Distraída, típico - Sirius murmurou baixo, mas não o suficiente, já que ouviu e arqueou uma sobrancelha na direção do garoto.
- Sim, Black, distraída. Prefiro prestar atenção no meu livro do que em você ou nas próximas besteiras que planeja fazer.- disse, controlando sua raiva e deu um sorriso cínico em direção ao maroto.
Antes de sair, olhou mais uma vez para Lupin em agradecimento e continuou seu caminho. Os meninos apenas riram com a cara de mal humorado que Sirius tinha perto da garota.
Na manhã seguinte, estava pronta para iniciar seu plano. Sua primeira aula era de História da Magia com a grifinória e, apesar de nunca ter tirado uma nota ruim, a garota pretendia fingir algumas dificuldades para se aproximar de Lupin, o menino adorava a matéria. A ansiedade era tanta que a garota acordou duas horas antes do início das aulas, então aproveitou o tempo para se arrumar. Narcisa ainda dormia e ela apenas seguiu em direção a sala comunal. Se surpreendeu ao ver Regulus sentado em um dos sofás, distraído olhando seus calçados.
- Também perdeu o sono? - Perguntou, se sentando ao lado do garoto, que logo forçou um sorriso.
- Se ao menos tivesse conseguido dormir.- achou estranha a falta de sono do mais novo, afinal ele dormia em qualquer lugar; uma vez chegou a dormir na arquibancada de um jogo de quadribol e só acordou quando um pomo de ouro acertou seu rosto.
- Qual o problema? - Resolveu perguntar após notar o nervosismo evidente de Regulus. - Meu irmão pediu para que conversássemos hoje, acho que vai me pedir para mudar de lado.- O medo era notável através de seus olhos, sabia que não podia confiar na lealdade do garoto.
- E você vai mudar?- Perguntou, após pensar nas palavras. Não queria ser grossa, mas achava que estava diante de um possível traidor.
- Não, eu não sei, Sirius mudou e… - Regulus pretendia continuar, mas parou quando revirou os olhos.
- Está mesmo pensando em trair o Lorde das Trevas? Não sei se é muita coragem ou falta de cérebro, Sirius mudou e é um renegado, não respeita a própria família e vive às custas do Potter. Quer ter o mesmo destino que o seu querido irmão?- A garota dizia cada palavra com desprezo.
- Ele é minha única família.- O garoto disse, baixando o olhar. Seus pensamentos eram confusos e ele não tinha nenhum controle sobre a situação.
- Se ele se importasse com o significado de família, não teria te deixado sozinho. Pare de agir como um idiota, Regulus.- Rosier disse irritada e se levantou. - Apenas saiba que se mudar de lado, eu não vou te poupar de sofrer pelas minhas mãos.- Disse em sussurro para o garoto, que permaneceu com olhos arregalados, e saiu suspirando.
Por mais que estivesse irritada, não poderia demonstrar isso para outras pessoas. Então, respirou fundo e, quando chegou ao salão principal, notou que havia poucas pessoas tomando café da manhã. Foi quando seus olhos pararam em Peter Pettigrew, sentado sozinho na mesa da grifinória. Era o momento perfeito para uma aproximação, a garota logo forçou um sorriso e se sentou ao lado do garoto que a olhava assustado.
- Hm... oi?- Peter disse com as bochechas coradas, era realmente muito tímido.
- Olá. - forçou um sorriso e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha. - Queria te agradecer por ontem, foi muito gentil.- Ela disse, se segurando para não dar risada da cara de bobo do garoto.
- Não foi nada.- Ele disse após um tempo em silêncio, olhando a garota assustado. Nunca havia trocado mais do que dez palavras com a sonserina e agora ela estava ali, o agradecendo.
- E então, ansioso para mais um ano?- Ela tentava puxar assunto e o garoto quase gaguejou procurando palavras para responder.
- Um pouco, estou com medo, esse é o ano dos NOMS, e eu vou mal em muitas matérias. - NOMS era um teste sobre Níveis Ordinários de Magia e definia a capacidade dos estudantes de continuarem determinada matéria ou não.
- Também estou com dificuldade em uma matéria, não consigo entender o conteúdo e acabo me perdendo.- sorriu de canto ao perceber que sua história estava convencendo o garoto.
- Sério? Você sempre foi uma das melhores da sala, não pensei que pudesse ter alguma dificuldade.- Peter disse e pegou um cacho de uvas oferecendo à garota, que recusou educadamente, não comia nada que não fosse da sua mesa na sonserina.
- Pois é, História da Magia tem sido meu ponto fraco.- Rosier disse, fingindo um desapontamento e Peter logo a olhou animado.
- Porque você não pede ajuda para o Moony? Ele entende tudo sobre isso e com certeza vai te ajudar. - Ele disse rápido e empolgado, mas não entendeu nada.
- Quem é Moony?- Perguntou confusa e arqueando uma sobrancelha.
- Ah, é o Lupin, Moony é um apelido que os meninos lhe deram.- Peter se explicou, corando levemente.
- Entendi, realmente o Lupin é muito inteligente, mas não sei se gostaria de me ajudar, mal nos falamos. - A garota disse e de longe conseguiu ver Regulus entrando no salão, com uma expressão séria.
- Lupin gosta de você desde o segundo ano quando o ajudou com um pergaminho para aula de poções. - Peter disse sem perceber e, quando se deu conta, arregalou os olhos. estava tão chocada quanto ele.
- O Lupin gosta de mim? - A garota disse, dessa vez sem fingir surpresa. Ela se lembrava de ter ajudado o garoto durante o segundo ano, mas logo se separaram e ela pensava que era indiferente para ele.
- Não, quer dizer, depende, gostar pode ser muitas coisas. Eu, por exemplo, gosto de viver, então por favor não conte a ele nem aos meninos que eu disse isso. - Peter praticamente implorava e teria dado risada se não estivesse tão pensativa.
- Não se preocupe, não vou dizer nada. Obrigada pela conversa, mas agora preciso ir, até mais, Peter.- A garota logo se levantou e saiu do salão sem esperar por uma resposta.
Quando chegou na porta da sala que teria aula, o corredor estava vazio. se apoiou na porta fechada e cruzou os braços, pensando: se o Lupin realmente gostasse dela, o plano de conseguir mais aliados para o Lorde das Trevas só estava melhorando, afinal ela poderia se envolver com o garoto e, aos poucos, ganhar a confiança dele e dos amigos. A garota sorriu abertamente ao perceber que Peter havia acabado de lhe dar uma notícia maravilhosa.



Capítulo 02

Depois da revelação de Peter sobre Lupin gostar de , a garota começou a observar o grifinório: durante as aulas, ele sempre estava focado no professor; em dias de treino de quadribol, ele acompanhava James e Sirius, mas apenas na arquibancada; durante as refeições, sempre dava risada ou repreendia algum dos meninos. Mas o que mais a intrigava era que após toda lua cheia, ele parecia exausto e, no dia seguinte, aparecia com alguns machucados.
Suas desconfianças sobre Lupin ser um lobisomem eram compartilhadas com Snape, que não dava importância, já que odiava os garotos. Mas estava decidida a ajudar com uma poção de acônito, então quando Lupin se transformasse teria consciência de tudo.
Ela sabia que era arriscado, afinal não tinha certeza de suas suspeitas, mas preferia tentar a sorte e conseguir a confiança do garoto do que apenas observar de braços cruzados.
Durante a segunda semana de aula, o professor Binns recomendou que procurasse a ajuda de Lupin para melhorar suas notas na matéria. Apesar de fazer parte de seu plano, a garota se sentia incomodada em pedir ajuda, afinal ela não tinha dificuldade alguma.
Após a última aula do dia, a sonserina foi para o dormitório e tomou um banho longo, precisava se arrumar para ir a biblioteca, tinha certeza que encontraria Lupin por lá. Devidamente vestida com seus trajes e pretos, seguiu seu caminho com sua bolsa com alguns livros, pergaminhos e penas.
Madame Pince era rigorosa em relação a barulhos e não gostava de ser contrariada, então os únicos sons no ambiente eram de penas sendo usadas no papel, páginas sendo passadas e alguns suspiros frustrados.
Um desses suspiros vinha de Remus Lupin. O garoto estava sentado próximo a uma janela e observava o céu estrelado. sabia que o suspiro vinha do fato de que em três dias aconteceria a lua cheia. A sonserina se aproximou, chamando a atenção, e puxou uma cadeira a sua frente, se sentando em seguida. Antes que Lupin pudesse a questionar ela ergueu a varinha e sussurrou um Abbafiato, evitando causar problemas com Madame Pince.
- Boa ideia, ela provavelmente nos expulsaria apenas por dizer um oi. - Lupin disse em tom normal e sorriu, apesar de curioso com a presença da Rosier.
- Ouvi dizer que ela expulsou um lufano na semana passada apenas por espirrar perto dela. - A garota disse e os dois sorriram, sabendo que não seria uma atitude incomum da bibliotecária.
- Qual o motivo da sua ilustre presença? Da última vez que conversamos sozinhos, eu estava com problemas em poções e, bom, agora estou me virando melhor. - Antes de responder, apoiou as mãos sobre a mesa e fez sua melhor cara de desapontada.
- Dessa vez eu que estou com problemas, o Professor Binns recomendou que eu viesse te procurar e cá estou.- Terminou e forçou um sorriso para o garoto que a encarava.
- Nunca imaginei que Rosier iria precisar da minha ajuda, será que estou sonhando e não percebi?- Dramatizou, dando alguns beliscos no braço.
- Não seja bobo, você é a única pessoa que pode me ajudar agora, então, por favor, vamos fazer dar certo. - disse e observou as bochechas do garoto corarem.
- Combinado, vamos fazer dar certo.- Ele repetiu a frase e estendeu a mão para que ela apertasse, o que ela logo fez e abriu um sorriso, estava tudo indo como o planejado.
Os dois combinaram de se encontrarem na biblioteca todos os dias antes do jantar para estudarem juntos. Lupin disse que uma vez por mês tiraria um dia de descanso, afinal "não era de ferro", apenas concordou, mas sabia que o real motivo era a lua cheia.
Logo após combinarem como seria a rotina de estudos ambos caminhavam juntos até o salão principal, era hora do jantar e estava faminta. Ao passar pela porta de entrada a garota sentiu olhares espantados olhando os dois. Ela não se importava, mas Lupin parecia tímido. A sonserina apenas se despediu com um sorriso e seguiu para a mesa da sua casa.
Se sentou ao lado de Snape e Narcisa, os dois não apoiavam a garota se juntar aos marotos, mas não a contrariavam, afinal, ninguém gostaria de arranjar briga com uma Rosier. Enquanto se servia, ainda sentia olhares em sua direção e procurou saber de quem seriam, até encontrar Sirius Black a encarando fixamente sem nenhuma expressão.
A fim de provocar o garoto, apenas pegou seu cálice com suco de abóbora e ergueu na sua direção com um sorriso cínico nos lábios. O Black nem se esforçou em esconder a irritação e revirou os olhos, desviando sua atenção para os amigos.
Durante todo o jantar, os dois ficaram se provocando. estava de bom humor e usava isso para irritar Black, que a qualquer momento poderia se levantar e ir até a mesa da sonserina confrontar a garota. Mas, ao invés disso, ele apenas se levantou seguindo uma garota qualquer da lufa-lufa, acabando então com a diversão da Rosier.
- Como foi sua conversa com o Lupin? - Snape perguntou enquanto andavam para o salão comunal, Narcisa caminhava mais à frente acompanhada de Lucius Malfoy.
- Boa, ele vai me ajudar, já que sou um desastre em história da magia.- respondeu cínica com um biquinho nos lábios, o que fez Snape sorrir.
- Vai ser engraçada sua cara de tédio ouvindo coisas que já sabe.- revirou os olhos, concordando, realmente teria que se esforçar para parecer interessada.
- Estou pensando em começar a poção acônito essa noite, não vai ficar pronta até a próxima lua cheia mas pode ser útil no próximo mês.- A garota diz em um tom mais baixo e Snape a olha indiferente.
- Ainda acho que é uma perda de tempo, vocês mal se conhecem, não é do seu feitio ajudar pessoas.- sabia que ele tinha razão, mas alguns sacrifícios como esses poderiam ser usados a seu favor.
- Não estou ajudando, é uma troca de interesses.
Logo o assunto mudou para o jogo de quadribol do dia seguinte, seria grifinória contra corvinal. Apesar de não ser um jogo da sua casa, iria acompanhar do mesmo jeito, era apaixonada pelo esporte e, se fosse pra torcer, seria para corvinal.



Capítulo 03

O dia havia começado cansativo para . A sonserina ficou preparando a poção de acônito no banheiro do terceiro andar até de madrugada e, quando voltou para o dormitório, teve apenas duas horas de sono. O tempo nublado refletia seu humor: estava péssimo. Somente com a derrota da grifinória poderia ficar feliz.
Enquanto caminhava pelos corredores, encontrou Alexander LeBlanc, um corvino alto, de cabelos castanhos ondulados e olhos como esmeraldas. Ele era apanhador do time e um dos garotos com quem Rosier havia se envolvido.
- Está indo me ver, princesa?- Perguntou, se aproximando da garota e dando um sorriso malicioso.
- Estou indo ver o jogo, e por consequência você vai estar lá.- Respondeu grossa, mas o garoto não se ofendeu, estava acostumado com o humor da sonserina.
- Vai torcer para corvinal, não é?- Ele mantinha seu sorriso entre os lábios.
deu uma risada baixa antes de responder. - Claro, ainda não estou louca o suficiente para torcer para grifinória.- Alexander pareceu satisfeito com a resposta, mas antes que pudesse responder, ouviu o capitão do time lhe chamar.
- Quando eu ganhar o jogo, podemos comemorar na torre de astronomia, o que acha? - apenas sorriu com a proposta e se despediu com um aceno, indo até o campo.
No caminho, encontrou garotas da casa do apanhador, que insistiram para que ela pintasse o rosto como elas, mas a sonserina fez apenas algumas bolinhas azuis e brancas nas bochechas. Em seguida, se dirigiu para a arquibancada e esperou o jogo começar.
A partida estava acirrada, o time da grifinória estava na frente com 20 pontos de diferença. Alexander disputava o pomo com Potter, que antes da partida havia espalhado que ganharia o jogo para Lily. A ruiva apenas ignorou e nem se importou em assistir o jogo.
Talvez por isso Potter estava tão desatento. sempre acompanhava os jogos e sabia que o maroto era um excelente apanhador, mas no jogo em questão ele estava demorando para pegar o pomo, o que levou a derrota da grifinória quando LeBlanc pegou após muito esforço.
Com o fim da partida, estava feliz pela derrota da casa adversária e não disfarçou seu sorriso para os alunos que a encaravam. Pensou em ir parabenizar Alexander pela partida, mas achou melhor esperar pelo encontro à noite.
Quando voltou para o castelo, procurou por Snape em alguns lugares, mas não conseguia achar o moreno em lugar algum. Apenas quando passou em um dos corredores próximos a sala comunal da grifinória, notou vozes alteradas e ela reconheceu uma delas sendo a de Severus.
Ao chegar no final do corredor, pôde observar a situação: Sirius ainda com seu uniforme de quadribol prensava Snape contra uma parede e o ameaçava com a varinha em seu pescoço. Seu olhar queimava e parecia prestes a lançar alguma imperdoável.
Diante da cena, não pensou duas vezes para pegar sua varinha e pronunciar com a voz firme. - Expelliarmus.- Sirius foi desarmado e sua varinha parou nas mãos da Rosier, ele soltou Severus, que caiu sentado no chão. O garoto olhava assustado para a amiga.
Sirius, por sua vez, parecia estar retomando a consciência e após ver sua varinha na mão da menina, arregalou os olhos e se aproximou.
- , eu… - Ele começou, mas não teve a chance de terminar.
- ?- A garota deu um sorriso nasalado e caminhou na direção do Black. Quando seus corpos estavam próximos o suficiente, olhou de canto de olho para Snape como se pedisse para que ele saísse, e ele obedeceu. - Acha que tem alguma intimidade comigo só porque está assustado, Black?
- Não estou assustado. - Sirius respondeu, dando um sorrisinho e desviando o olhar.
- Você pode até não estar, mas está completamente desesperado por atenção, atacar um garoto sem motivo, apenas por diversão, é patético até para você, Black.- disse, tentando conter a raiva.
- Como tem tanta certeza que foi sem motivo? Se quer defender seu namoradinho, ao menos procure saber se ele merece.- Sirius disse entre dentes, olhando fixamente para a garota, que não desviou o olhar por um segundo sequer. Apenas colocou a varinha de Sirius contra seu peito e tornou a falar.
- Me poupe, Black. Em primeiro lugar, Snape não é meu namoradinho e mesmo se fosse isso não seria problema seu. Segundo, eu não preciso de motivos, o simples fato de você ter prensado ele contra a parede sem dar chance de revidar já me diz muito sobre a pessoa que você é. E, por último, mas não menos importante, aprenda a ser menos idiota, quem sabe assim alguém além do Potter consiga te aturar genuinamente.- Rosier disse e jogou a varinha do garoto no chão antes de sair andando, não estava disposta a prolongar a discussão e queria ver como Snape estava.
Ao chegar nas masmorras, observou de longe o amigo conversar com Lily. A ruiva demonstrava preocupação ao ver o estado do sonserino e, por esse motivo, achou que ele estaria melhor com a grifinória, então, apenas seguiu para o salão comunal. Com a raiva de Sirius consumindo-a por completo, ela não via a hora de se vingar do maroto.



Capítulo 04

Apesar de toda sua irritação em relação a Sirius, não deixou que isso estragasse seus planos com Alexande, ambos passaram boas horas na torre de astronomia, trocando beijos e algo a mais. Já se passava da hora do toque de recolher quando decidiram ir para seus dormitórios em suas respectivas torres.
Diferente do dia anterior, esse havia começado ensolarado e quente. sempre preferiu dias assim, de certa forma, o clima fazia com que ela se sentisse acolhida; dias frios e cinzentos lembravam sua casa e os milhares de problemas que deveria enfrentar.
A sonserina, no entanto, não parecia feliz. Seu único pensamento era na aula que teria ao anoitecer com Remus, isso a deixava nervosa pelo fato de que seria o início de seu grande plano, e ela sabia que falhar não era uma opção.
Durante a manhã, teve o prazer de não ver Sirius Black. Pelos boatos que corriam pelos corredores, o maroto estava encrencado com Dumbledore depois de Lily convencer Snape a contar a verdade para o diretor. Esse, por sua vez, lhe deu uma detenção por uma semana. Rosier não sabia o motivo pelo qual o garoto tinha agido de tal forma, Severus evitava tocar no assunto e apenas a agradeceu com um sorriso fraco, ela entendeu aquilo como um ponto final.
Ao final da aula de transfiguração, a professora Minerva pediu para que esperasse alguns minutos para que pudessem conversar. Apesar de não entender o motivo, a sonserina respeitou a ordem e se manteve sentada até que a sala estivesse vazia.
- Senhorita Rosier, chegou até mim que a senhorita estava envolvida na pequena confusão dos garotos ontem, é verdade?- A professora perguntou com seus olhos fixos na garota.
- Apenas ajudei meu amigo, Sirius estava fora de controle e achei que o melhor era intervir. - respondeu simples, não entendia o porquê de estar sendo questionada por algo tão besta.
- A senhorita conhece as regras da escola, não é permitido o uso de magia nos corredores, mesmo que para ajudar. Deveria ter chamado algum professor. Sinto muito, mas terei que tirar dez pontos da sonserina e aplicar uma punição.- Minerva disse séria e pegou sua pena, anotando as seguintes palavras no pergaminho:


"Declaro que Rosier está em detenção por uma semana pelo uso proibido de magia nos corredores e deverá realizar a tarefa a ela designada todos os dias após o jantar. O descumprimento do castigo deverá ser relatado, será visto como uma afronta e resolvido com os pais da aluna presente.



Minerva McGonagall”

não conseguia acreditar que estava sendo punida apenas por ajudar um amigo, mas sabia que não deveria discutir isso com a professora, afinal não queria tornar o caso maior do que já era. Então, pegou o pergaminho e saiu da sala sem dizer nada, apenas com um pensamento: matar Sirius Black durante a detenção.
O resto do dia se baseou em Narcisa dizer o quanto estava apaixonada por Lucius enquanto e Snape fingiam prestar atenção. Mas, na verdade, queriam apenas sumir, a loira realmente ficava insuportável apaixonada.
Próximo do horário da sua primeira aula com Lupin, se despediu dos amigos e correu para o dormitório para se trocar e pegar alguns livros. Foi então que se lembrou que, após o jantar, cumpriria sua detenção. A sonserina suspirou irritada e, depois de pronta, saiu com seu material para a biblioteca.
Como o esperado, Lupin estava sentado sozinho na mesma mesa em que tiveram a última conversa. Dessa vez, ele notou a presença de logo ao chegar na porta e sorriu ao ver a garota. Ela, por sua vez, não retribuiu, afinal estava irritada demais para isso.
Após colocar seu material sob a mesa, lançou mais uma vez o feitiço Abaffiato, não queria correr o risco de ter a atenção chamada por Madame Pince. Com um aceno de cabeça, cumprimentou Lupin.
- Preparada para nossa primeira aula, Miss Simpatia?- Remus disse, sorrindo e não evitou deixar um sorriso crescer no canto dos lábios, mas logo disfarçou.
- Sempre estou preparada. - Disse sem esconder seu tom de superioridade, o garoto percebeu que ela não estava em seus melhores dias e apenas concordou.
Lupin era bem paciente e, apesar de se irritar facilmente e soltar comentários maldosos a cada cinco minutos, ele não se incomodou e explicou todo o conteúdo que deveriam estudar durante os meses até o exame final.
Ambos apenas se deram conta do horário quando a biblioteca estava praticamente vazia. Foi então que, ao olhar as horas, Rosier percebeu que se não chegasse para encontrar Filch em até cinco minutos estaria encrencada.
- Por Merlin, Remus, perdemos o jantar e minha detenção começa em cinco minutos, preciso ir agora. - Disse, se levantando e chamando a atenção de Madame Pince que a reprovou com o olhar. juntava suas coisas com pressa quando a mãos de Lupin pousaram sobre as suas, tentando acalmá-la.
- Ei, não se preocupe, posso guardar seus livros e te entrego amanhã na aula. Agora vai para sua detenção e boa sorte para aturar o Sirius, ele está insuportável. - O garoto sorriu e agradeceu educadamente antes de tirar suas mãos e sair correndo da biblioteca até os corredores atrás do Filch.
Por sorte, não foi difícil de encontrá-lo juntamente de Madame Nor-r-a e Sirius. A gata tinha o mesmo mau humor do dono e sempre encontrava um jeito de encrencar os alunos. Todos sabiam que deveriam ao máximo evitar estar na companhia dos dois, mas dessa vez nem conseguiu escapar.
- Está atrasada, típico de uma garota mimada e insolente… - Filch começou suas reclamações, mas logo foi interrompido pela voz séria da garota.
- Na verdade não, Senhor Filch, ainda faltam exatos 30 segundos para o horário marcado, não gosto de me atrasar para meus compromissos.- Respondeu com seu habitual sorriso de superioridade, deixando o zelador sem palavras. - Mas isso não vem ao caso, o que vamos fazer? - Foi então que seu olhar cruzou com o de Sirius e ela conseguiu reparar no pequeno sorriso que ele segurava.
- Vocês vão limpar e organizar a sala de troféus. Podem fazer isso o resto da semana, mas se não acabarem a tempo, vou falar diretamente com o diretor para aumentar nosso tempo juntos. - O zelador respondeu com um sorriso e um olhar ameaçadores.
- Sempre a mesma coisa. - Sirius murmurou e essa foi a primeira vez que ouviu a voz do garoto. Ninguém além dela ouviu o comentário graças à proximidade que os dois caminhavam atrás do zelador até a sala de troféus.
Quando a porta se abriu, a sonserina reparou no tamanho do espaço: estantes de até 10 metros de altura repletas de troféus empoeirados eram espalhadas pela sala, bandeiras de Hogwarts e suas casas também preenchiam o teto. Seria um lugar bem melhor se tivesse organizado.
Antes de começarem, o zelador pegou a varinha dos dois e guardou em uma caixa, avisando que só poderiam pegar quando acabasse a detenção; qualquer trapaça seria descoberta e relatada ao diretor. Sirius apenas jogou sua varinha, com certeza estava acostumado às "regras" da detenção, afinal toda semana se metia em uma. , por sua vez, apenas colocou a varinha sem pressa e olhou ao redor, procurando os utensílios que seriam utilizados na limpeza.
Filch entregou panos e produtos para os dois e, em seguida, saiu da sala para fazer a inspeção dos corredores e trancou a porta.
não disse uma palavra e apenas se virou para a primeira prateleira, segurou um troféu empoeirado nas mãos e, conforme foi limpando, observou pelo reflexo que Sirius continuava parado e a encarando.
- Algum problema, Black? Está tentando aprender para começar? É bem simples, olha - Rosier se virou para o maroto e ergueu a taça e o pano, começando a esfregar e limpar, como se ensinasse uma criança, sempre com um sorriso presunçoso nos lábios.
- Você acha que sou burro? Eu sei como se limpa uma taça, Rosier, apenas não quero fazer. - Sirius disse, se sentando em um amontoado de uniformes usados e rasgados. - E você acha que sou sua empregada? Você me colocou nessa detenção, quem deveria limpar tudo sozinho é você - disse irritada e jogou o pano sujo na direção do maroto, que apenas sorriu.
- Não te coloquei na detenção, foi a Minerva, e não vou limpar, porque daqui a pouco o Potter vem abrir a porta e vamos sair. Se for boazinha, até deixo você nos acompanhar.- Disse, dando uma piscadinha para Rosier, que suspirou e se sentou ao lado do garoto, também não estava disposta a limpar tudo sozinha.
- Como vai sair sem encontrar o Filch?- Perguntou intrigada e recebeu um olhar divertido em resposta.
- Há muitas coisas que você precisa aprender sobre Hogwarts, Rosier. Uma delas é que Filch não é tão mau quanto parece, aposto que já esqueceu que estamos aqui e está atrás do Pirraça nesse exato momento. - Sirius respondeu e começou a jogar o pano empoeirado para cima e para baixo.
- Pode parar com isso por favor? - perguntou, sentindo seu nariz arder e seus olhos marejaram, não demoraria muito para começar uma crise de espirros.
Antes que Sirius pudesse responder, os espirros começaram e mal conseguia respirar. Seu rosto estava vermelho e seus olhos escorriam, ela odiava o fato de ter alergia à poeira e odiava mais ainda não ter tomado a poção que evitava seus ataques.
- Rosier, tá tudo bem? O que eu preciso fazer? Você quer alguma coisa?- Black perguntava nervoso ao ver a garota descontrolada, mas a sonserina não conseguia responder. - Por Merlin, eu não sei o que fazer, você tá me assustando.- Ele apoiou as mãos sobre os ombros da garota e a segurou, começou a assoprar o rosto da menina até que a crise alérgica fosse diminuindo. Agora ela não espirrava mais.
- Não deveria estar tão assustado, Black, não é como se fosse ficar triste pela minha morte. - dramatizou e olhou o garoto à sua frente, suas mãos ainda estavam em seus ombros e ele parecia sério.
- Não mesmo, mas caso alguém entrasse aqui, poderia achar que eu te matei e seria mandado para Azkaban e, sinceramente, aquele lugar me dá arrepios só de pensar.- Sirius disse, sorrindo, e passou seus dedos pelas bochechas de Rosier, limpando algumas lágrimas. O menino só então notou a proximidade dos dois e como olhos da sonserina eram chamativos.
A tensão ficou visível quando seu olhar desceu para a boca da garota e Sirius sentiu uma vontade enorme de beijá-la. , por sua vez, acompanhava cada movimento do maroto sem conseguir se mover. De fato, Black era muito bonito, mas ainda sim era a pessoa que ela mais desprezava em toda Hogwarts.
Antes que algo pudesse acontecer, eles escutaram um barulho de porta abrindo e se separam no mesmo instante.
- O exército da salvação chegou para salvar o príncipe da grifinória das garras da… - Potter entrou gritando, sendo seguido por Peter e Remus. Eles pareciam discutir entre si até olharem para os dois sentados e a expressão de choro no rosto da sonserina chamar a atenção de Remus, que sussurrou um “Está tudo bem?”, recebendo apenas um aceno de cabeça de , que logo se levantou.
Ela ajeitou suas roupas e seu cabelo, tentando parecer apresentável, pegou sua varinha na caixa e deu uma última olhada para Remus, que ainda a encarava confuso pelo estado em que se encontrava. Sem dizer nada, caminhou para fora e seguiu seu caminho até as masmorras, não queria pensar sobre o que quase aconteceu; seu único desejo era dormir e fingir que tudo não passara de um sonho, na verdade, pesadelo.



Capítulo 05

A noite anterior foi estranha para , o momento exato em que Sirius encarou seus lábios se repetiu várias e várias vezes em sua cabeça. Ele iria mesmo beijá-la? E pior: ela queria?
Atordoada com seus pensamentos, a sonserina se sentia nervosa por ter que encontrá-lo durante a detenção e, pior ainda, encontrar Lupin durante as aulas particulares. O maroto demonstrava uma preocupação até então desconhecida por e exigiria explicações, e ela odiava ter que se sentir pressionada de alguma forma.
Como imaginava , logo quando adentrou na biblioteca, Remus a esperava com um olhar preocupado. Ela se sentou em silêncio e lançou o feitiço abaffiato para que houvesse privacidade.
- Seus livros. Pensei em deixar no salão comunal da sonserina, mas não conheço ninguém lá que faria esse favor para um grifinório. - Remus tirou os livros da mochila e colocou sobre a mesa, sorrindo de canto, e repetiu o gesto.
- Não é como se os grifinórios fizessem o mesmo por nós. - Respondeu, apenas dando de ombros.
- Eu faria, mas para uma sonserina em especial. - Remus encarou a garota e logo sentiu suas bochechas corarem, se dando conta do que havia dito.
- Eu também faria por um grifinório em especial. - respondeu, entrando na brincadeira, mas ao contrário do maroto, não ruborizou. - Qual o assunto de hoje?- Perguntou, notando a timidez do garoto.
- Vamos falar sobre os primeiros bruxos das trevas.- Remus disse, pegando um dos livros e procurando a página desejada.
sorriu abertamente e durante todo o tempo ficou em silêncio, apenas prestando atenção nas palavras ditas por ele. Ela conhecia a maior parte dos nomes listados, seus descendentes frequentavam sua casa há muito tempo e tinham uma forte aliança com seus pais. - Tem alguma dúvida? - Lupin perguntou quando notou que a garota estava quieta, apenas fazendo anotações. Recebeu apenas uma negação como resposta. - Acabamos por hoje e você ainda tem 30 minutos antes da detenção. - guardou sua pena e seus livros na bolsa e sorriu, agradecendo.
- O que acha sobre isso?- Perguntou, encarando o garoto. Rosier considerava importante saber com que tipo de pessoa estava lidando.
- Sobre os bruxos das trevas? - Remus perguntou e, depois de receber um aceno como resposta, suspirou. - Acho que a maioria apenas quer chamar a atenção, ninguém tem realmente um motivo para lutar.
- O motivo é diferente para cada um, alguns fazem por poder, outros para aprovação e a maioria por maldade. - respondeu com seriedade, apenas sorriu com o final, para não levantar suspeitas.
- Ainda acho motivos fúteis, grande parte dos comensais pertencem a famílias ricas, sendo assim, tem poder o suficiente para mandar em metade do mundo bruxo. A aprovação não deveria ser tão importante, Sirius é um exemplo de que se pode viver muito bem sem ela. E o último, na minha opinião, é o pior, quem faz mal aos outros apenas por prazer é tão ruim quanto Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado.
respirou fundo antes de concordar com o garoto. Apesar de querer contestar sua opinião, ela sabia que poderia se colocar em risco e fazer com que ele desconfiasse de suas intenções, e ela não poderia arriscar perder sua postura de boazinha.
- Nossa próxima aula é na semana que vem, não vou conseguir te ajudar durante esses dias. - Remus disse, evitando o olhar desconfiado de Rosier e apenas apertou as mãos em um sinal de desconforto.
O motivo pelo qual Remus não poderia comparecer durante esses dias era bem claro. Na noite seguinte, aconteceria a lua cheia, e isso já refletia no garoto a sua frente: sua pele estava pálida, seus olhos, fundos e vazios, seu sorriso era forçado e ele parecia se esforçar até para conversar. Por um momento, sentiu pena.
- Claro, tudo bem, vou levar esses dias como umas férias. - Ela respondeu e ele não evitou de sorrir, logo pegando um papel e anotando algumas coisas.
- Nada disso, quero que você leia esses livros e depois faça um resumo explicando como nosso mundo atual foi afetado pelos bruxos das trevas e os considerados comuns. Não tem uma resposta certa, então apenas escreva sua opinião. - Em seguida, ele lhe entregou uma lista com três livros, já tinha lido cada um deles, mas resolveu não comentar.
- Acho que você deveria ser professor no futuro, você leva jeito. - Rosier comentou, guardando a lista com os outros materiais em sua bolsa.
- Seria interessante, mas não sei se os alunos gostariam da ideia. - Respondeu com um sorrisinho e revirou os olhos, segurando uma risada.
- Tirando o fato de você me passar milhares de deveres e textos, eu não tenho do que reclamar. E se eu não reclamo, certamente ninguém mais fará. - Ela havia sido sincera, por mais que soubesse toda a matéria na ponta da língua e achasse uma perda de tempo estar ali, realmente apreciava a companhia do maroto e as conversas amigáveis durante os intervalos.
- Quem sabe um dia, né? E você, já pensou no que fazer? - Remus perguntou, ajeitando a franja que caía sobre os olhos. Por um segundo, controlou o impulso de ajeitar por ele, e apenas deu um sorriso de lado.
- Não, ainda não sei, gosto de muitas coisas, mas nada suficientemente bom para que meus pais aprovem. - Os pais da garota queriam que ela ajudasse o Lorde das Trevas, para que, dessa forma, a família tivesse sua riqueza e reputação intactas. Mas ela queria ir além, apesar de gostar do dinheiro, sabia que não era a única coisa que importava. Ela gostava mesmo era de desenhar, seu quarto na mansão Rosier era repleto de papéis com retratos de pessoas, pinturas e materiais para desenho.
- Seus pais parecem difíceis. - Foi a única coisa que o garoto respondeu e apenas soltou um riso fraco, ele não imaginava o quanto.
- Ei, moony, você não acredita no que a Lily fez. - Um Potter agitado chegou até a mesa dos dois e mesmo com as reclamações de Madame Pince o grifinório não se incomodou em continuar. - Eu estava andando no corredor sozinho, porque o Peter está dormindo, o Sirius com alguma garota nova e… - não ouviu o resto, pois congelou no momento em que ouviu o nome de Sirius e que ele estava com outra garota.
Ela não deveria estar surpresa, afinal, estavam falando de Sirius Black, o garoto que vivia rodeado das mais diversas companhias. Mas isso não evitou que o sangue da sonserina fervesse ao pensar que por pouco não fora burra o suficiente para se deixar levar pelo papo do maroto. Decidida a ignorar a frustração, voltou sua atenção até o garoto sorridente a sua frente e escutou o final da história.
- E, então, a Lily me olhou por mais de 10 segundos e eu juro por Merlim que ela estava com um olhar de apaixonada. - não conseguiu evitar a risada baixa e foi acompanhada de Lupin. - O que foi? Por que vocês estão rindo?
- Potter, já passou pela sua cabeça que ela poderia estar te olhando porque você está absolutamente ridículo com esse cabelo verde? - respondeu, se levantando, e tirou um pequeno espelho da bolsa, entregando na mão do garoto para que ele pudesse ver o desastre que estava.
- Eu não acredito, meu cabelo está assim desde a hora que eu cheguei? - Ele perguntou com os olhos arregalados ao olhar seu reflexo, e Lupin quase choravam de rir.
- Sinto em te dizer que sim, prongs. - O amigo respondeu e James parou por um instante e começou a pensar.
- Isso é coisa do Sirius, eu tenho certeza! Antes de sair do quarto, ele me deu um copo que dizia ser água e eu bebi, mesmo achando o sabor meio estranho. Agora, estou ridículo e minhas chances com a Lily foram arruinadas. - O garoto passou a mão pelos fios em um sinal claro de irritação, o que bagunçou mais ainda o desastre que estava seu cabelo. - Não sabia que ele tinha alguma chance com ela. - sussurrou próxima a Remus e ele concordou dando risada. - Sabe como consertar isso, né?- Perguntou, sabendo que o efeito passaria em 3 horas ou eles poderiam fazer uma poção para voltar ao normal.
- Sei, mas deixa ele sofrer mais um pouco. - Lupin respondeu e ambos continuaram dando risada da situação. Até que, ao olhar no relógio, percebeu que faltava poucos minutos para a detenção e não queria se atrasar como no dia anterior.
- Bom, meninos, por mais que eu goste de dar risada das besteiras que vocês fazem, preciso ir para a detenção e, quem sabe, parabenizar o Black por te dar um novo visual, Potter. - Rosier pegou sua bolsa e achou melhor deixar o espelho com James, já que ele estava se encarando há pelo menos 5 minutos. Antes de sair, ela deu um meio sorriso a Lupin, que retribuiu no mesmo instante, e então caminhou até a porta.
- Diga àquele desgraçado que não vou ajudar ninguém a fugir hoje. - Potter gritou e deu risada antes de ouvir Madame Pince se levantar e ir até o fundo brigar com o garoto.

*********

- Não estou atrasada, né? Não tive tempo de jantar, então só corri para o salão principal e consegui um pedaço de torta.- perguntou ao chegar na porta da sala de troféus e encontrar o Black sentado no chão.
- Não, o Filch ainda não chegou. - Sirius respondeu sem nenhuma animação ou sarcasmo, o que de fato era estranho, mas a sonserina apenas ignorou e comeu sua torta antes do zelador chegar.
Já fazia pelo menos duas horas que os dois estavam limpando os troféus em silêncio, poucas palavras foram trocadas e não passavam de perguntas sobre que horas eram ou se já estavam acabando.
Cansada de esfregar, desceu das escadas e se sentou no mesmo monte de bandeiras da noite passada. Sirius apenas a olhou de canto de olho, mas não disse nada, a garota não aguentou e antes que percebesse, falou:
- Está com algum problema comigo, Black?- Sirius permaneceu um tempo em silêncio e não se moveu antes de responder.
- Sempre tive, Rosier, não sei por que a surpresa. - revirou os olhos e suspirou, se colocando de pé e andando até a ponta da escada que o garoto estava.
- Não estou, mas é que até o seu silêncio me deixa desconfiada. - Dessa vez, Sirius sorriu e desceu da escada, parando em frente a garota.
- Quer que eu faça uma lista de coisas que desconfio em você? - O grifinório perguntou, cruzando os braços e arqueando as sobrancelhas.
- Fica à vontade. - respondeu sem perder a postura de indiferença.
- Certo, posso começar com o fato de que você nunca teve um amigo de verdade; em todos esses anos, ninguém ficou ao seu lado por mais de uma semana e eu acho isso estranho até para você. Segundo, seu olhar me intimida e você sempre encara todo mundo como se fosse superior. Terceiro, você certamente sabe esconder o que sente e até agora eu não entendo como você pode ignorar o que aconteceu ontem e… - Antes que o garoto pudesse continuar, soltou uma risada e interrompeu.
- Então é isso, Black? Está chateado, porque não fiquei beijando seus pés? Isso fere seu ego de “garoto mais galinha de Hogwarts?” - Rosier perguntou com um sorriso nos lábios e Sirius arregalou os olhos de surpresa.
- Não, não foi isso que eu quis dizer, eu só não entendo o que isso significa e… - Mais uma vez Sirius não teve a chance de terminar antes de ser interrompido.
- Isso não significa nada, a menos que você queira fazer isso significar alguma coisa, o que não é o caso, certo, Black?- perguntou com um sorriso irônico preenchendo seus lábios.
- Certo, Rosier, finalmente concordamos em alguma coisa. - Respondeu Sirius depois de um tempo e deu uma piscada para a garota, voltando a limpar o troféu em suas mãos.
- A propósito, gostei do novo visual do Potter. - disse após um silêncio desconfortável se instalar.
- Você viu? Ele ficou parecendo aquele quadro da árvore viva que tem no terceiro andar. - Sirius disse, concordando e dando risada.
E, naquela noite, os dois não tocaram mais no assunto do quase beijo, apenas conversaram algumas besteiras. Por um momento, Rosier sentiu o peso sair de seus ombros, mas não por muito tempo, já que na noite seguinte iria seguir os garotos para ter certeza de que suas desconfianças sobre Lupin poderiam ou não ser reais.


Capítulo 06

Potter realmente falou sério quando disse que não iria ajudar Sirius a se livrar da detenção na última noite. Sendo assim, ele e só foram liberados horas depois e tiveram que correr para os dormitórios, já que o toque de recolher havia tocado.
Mesmo com poucas horas de sono, Rosier se viu obrigada a levantar da cama na manhã seguinte e se arrumar para as aulas, a primeira delas seria de poções, com a lufa-lufa. Após colocar seu uniforme e arrumar seu material, a garota saiu em direção ao salão comunal, onde encontrou Regulus com um olhar ansioso sobre ela.
Conforme chegou ao final das escadas, o Black logo se aproximou e ambos saíram do salão, buscando um lugar mais calmo para conversar. Chegaram então na torre de astronomia, e antes que pudesse questionar o mais novo, se calou e pegou a carta que ele havia estendido em sua direção.
- O que é isso? - Perguntou ao notar o bordão da família Rosier juntamente com o da Black.
- Recebi hoje de manhã, não aguentei a ansiedade e acabei lendo, mas é para os dois. - Respondeu o mais novo e se encostou na janela, olhando o clima ensolarado lá fora. então começou a ler.

“Regulus e , estamos enviando essa carta como um aviso do quão importante é que vocês se mantenham firmes nas suas convicções e nos informem de tudo que está acontecendo. Isso deveria ter acontecido desde o primeiro dia de aula e a única coisa que recebemos foi um aviso de que Rosier está de detenção, sua mãe está decepcionada, . Contudo, nem tudo está perdido e, mesmo de longe, estamos de olho e achamos que ficariam felizes em saber que a família Malfoy tem interesse em se juntar à causa. Conversem com Lucius o quanto antes, ele será um bom aliado. Sigam com o objetivo para que no final todos possam ser recompensados como devemos, vamos aguardar por novidades.

Sam e Amelia Rosier, Orion e Walburga Black”


- Não sei por que espero pelo menos uma despedida decente. - Comentou , forçando um sorriso e Regulus concordou fazendo o mesmo.
- Vamos falar com o Lucius?- Perguntou o sonserino e negou, dobrando o papel ao meio e devolvendo ao garoto, não fazia questão de ficar com a carta.
- Por enquanto não, não confio nele, vamos continuar do jeito que planejamos, não precisamos ficar cumprindo ordens. Afinal, eles não se incomodaram nem em mandar uma carta separada para ver como os filhos estão. - A garota comentou com sarcasmo na voz e ambos decidiram descer para as aulas.
Apesar de mais novo Regulus era pelo menos uns 30 centímetros mais alto que e isso não passava despercebido pelos corredores enquanto andavam. Devido à aproximação dos dois e de suas famílias, todos achavam que ambos eram um casal, e apesar de não ser verdade eles se divertiam com isso. Logo, os dois sonserinos se separaram, já que teriam aulas diferentes.
Ao chegar na sala de poções, a maioria das mesas já estava ocupada e antes que se sentasse ao lado de Snape, o garoto explicou que o professor havia pedido para formarem duplas de casas diferentes.
, então, suspirou e depois de julgar internamente todos os lufanos, ela notou a garota de cabelos pretos sentada próxima à janela. Se não estava enganada, seu nome era Joana Roux e era uma das queridinhas da casa. Rosier só a conhecia, porque havia um boato de que ela gostava do Regulus, e foi por isso que ela resolveu se sentar ali, poderia se divertir.
- Posso? - Perguntou, forçando um sorriso e colocando os livros sobre a mesa. Joana a olhou surpresa e logo seu rosto repleto de sardas foi se corando.
- Claro, fica à vontade. - Respondeu a morena, dando espaço para Rosier, que se sentou e ajeitou o material.
Logo o professor chegou na sala e deu início à aula. As meninas não conversaram nada além do que havia sido proposto para aula e foram a primeira dupla a terminar com perfeição, ganhando tempo até a aula acabar. Segundo o horário de , ela estaria livre antes do almoço, então planejou acompanhar o treino de quadribol da grifinória.
- Qual a sua próxima aula? - Perguntou Joana, chamando a atenção da sonserina, que estava distraída por tempo demais.
- Não tenho aula antes do almoço, apenas depois. - Respondeu com um meio sorriso e então percebeu a inquietação da lufana ao seu lado. - Quer me dizer alguma coisa, Roux? - Perguntou , se segurando para não rir do nervosismo da garota ao lado.
- Não, quer dizer, sim, mas não sei se você vai gostar. - A garota então tomou coragem para encarar a sonserina e recebeu um olhar de interesse, a motivando a continuar. - Daqui a algumas semanas, vamos ter um baile para comemorar o início do solstício de verão, e bem eu não tenho um par e gostaria de convidar o Regulus Black. Mas se ele for com você, tudo bem, eu não me importo, posso procurar outra pessoa, tenho certeza de que o Isaac aceitaria, apesar dele ser muito sério e ter um cheiro estranho, mas…
- Ei, Roux! - Rosier estalou os dedos na frente da menina, chamando sua atenção e fazendo com que ela parasse de falar. - Fique à vontade para chamar o Regulus, não pretendo ir com ele e não ficarei chateada. - Respondeu com sinceridade. provavelmente não iria ao baile e não via motivos para impedir que Regulus fosse com alguém, principalmente sabendo que o interesse da garota era recíproco.
- Sério? Ai meu Deus, você é a melhor, não sei por que as pessoas têm medo de você… - A morena parou de falar no instante em que voltou à postura séria. - Quer dizer, obrigada, espero que possamos nos encontrar por lá.
A sonserina não respondeu nada, apenas deu um leve sorriso e permaneceu em silêncio o resto da aula. Ela sabia que sua reputação não era agradável e em alguns momentos aquilo a afetava mais do que gostaria de admitir, mas como sempre fora boa em disfarçar suas emoções, apenas se despediu da lufana antes de sair da sala e ir para seu dormitório.
Após um banho rápido para se livrar do cheiro de fumaça que os caldeirões de outros alunos deixaram em seu uniforme, colocou uma roupa mais leve e pegou seu caderno de desenhos. Depois, saiu do quarto e seguiu para o campo de quadribol.
O dia estava ensolarado e era tudo que ela precisava. A garota se sentou em um canto da arquibancada longe o suficiente para que nenhum balaço a atingisse ou algum grifinório a incomodasse. Mesmo com os gritos de Potter tentando organizar o time, ela se manteve imersa em seus desenhos por algum tempo, desenhou um retrato de Regulus quando o observou pela manhã; os cabelos despenteados, caindo no rosto, o uniforme perfeitamente ajustado, a pele pálida e os sinais de olheiras profundas, que ele com certeza tentava esconder com magia. Mesmo assim, achou lindo e a imagem ficou em sua cabeça até o momento que pode retratar no papel.
Após terminar o desenho, a sonserina notou que os gritos haviam cessado e que apenas o vento passando entre as árvores era audível, foi quando, ao olhar para frente, Rosier se deu conta de que tinha companhia.
Sirius estava sentado em sua vassoura, olhando a garota com um sorriso estampado nos lábios. O uniforme vermelho dava um tom selvagem no garoto, os cabelos presos em um coque mal feito iam caindo em seu rosto e grudavam em sua testa suada. sentiu vontade de desenhar aquela cena, mas, se fizesse, estaria admitindo que achava o Black digno de um retrato, e ele com certeza não era.
- Estava me perguntando quando você iria notar minha presença. - Disse o maroto e se aproximou mais um pouco com a vassoura. rapidamente fechou o caderno e revirou os olhos antes de responder. - Não acho que você seja bom o suficiente para ter minha atenção. - Respondeu, dando de ombros, e se levantou preparada para sair, logo teria que se arrumar para o plano noturno.
- Eu duvido muito disso, mas queria apenas te avisar dos meus planos para hoje. - Disse o maroto, a acompanhando pelo ar.
- E quais são seus planos? Colocar fogos de artifício na sala do Filch? Roubar a comida da cozinha? Se engraçar com alguma secundarista?
- São todas boas idéias, Rosier, você tem uma mente brilhante! Mas não, tenho algo importante para resolver, então não irei para a detenção. - Sirius respondeu, dando de ombros.
- E como você pretende escapar? - Perguntou , chegando ao chão e parando por um instante para observar o garoto.
- Vou me machucar e então irei para a enfermaria, onde ficarei o resto da noite. - Respondeu com um sorriso triunfante, como se acabasse de ter a melhor ideia de todas.
- Vai se machucar? Está planejando isso? - Perguntou Rosier, segurando o riso.
- Sim e, na verdade, vai acontecer exatamente agora. - Sirius deu uma piscada para a garota antes de pegar impulso e subir uma altura considerável, então se colocou em pé na vassoura e pulou.
- Meu Merlim, Sirius Black, no que você estava pensando? - perguntou ao correr em direção ao maroto deitado no chão.
- Agora, eu tenho um braço quebrado e não preciso ir para detenção, comemore comigo, Rosier. - Respondeu o garoto sorrindo abertamente, mas logo gemendo de dor. - Hm, você pode pegar minha vassoura e me levar até a enfermaria?
- Você é o maior idiota que eu conheço, Black. - Disse e caminhou até a vassoura caída, que, por sorte não havia quebrado. Enquanto estava de costas, ela se permitiu sorrir, mas logo voltou a postura séria e o ajudou a se levantar, caminhando até a enfermaria.
- Então, vou ter que ficar na detenção sozinha? Você sabe que o Filch e aquela gata dele me assustam. - Reclamou a sonserina enquanto passavam pelos corredores.
- Quem poderia imaginar que a temida Rosier teria medo de alguma coisa? Não posso esconder minha surpresa. - Sirius deu risada, a garota então deu um soquinho no braço quebrado do Black e ele logo parou, gemendo em resposta.
- Você poderia fazer o mínimo e me ajudar, afinal eu poderia ter te deixado caído no campo até agora, mas estou aqui demonstrando o mínimo de humanidade. - Dramatizou , ela não precisava de ajuda, sabia como se livrar de Filch, mas naquele instante viu a oportunidade perfeita para convencer Sirius e depois segui-lo.
O grifinório permaneceu um tempo em silêncio, observando com firmeza o rosto da sonserina, como se buscasse por alguma pista do que ela planejava, mas jamais conseguiria, sabia como convencer alguém.
- Certo, Rosier, vou te ajudar hoje, apenas me espere na sala de troféus, como todos os dias. Assim que o Filch sair para a ronda, o seu príncipe salvador, que caso não tenha ficado claro, sou eu, abrirá a porta e te salvará. - Finalizou com uma piscada.
não disse mais nada, apenas revirou os olhos e continuou segurando o Black até chegarem à enfermaria. Apesar de não demonstrar, estava extremamente satisfeita, tudo estava indo melhor do que o esperado.




Continua...



Nota da autora: Sem nota.






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