Última atualização: 01/06/2021

Capítulo 1 - Como tudo começou

Lily e James observavam o pequeno Harry dormir profundamente em seu berço, alheio a tudo que acontecia a sua volta, sem ter nem noção de que, lá fora, existia um bruxo que estava querendo matá-lo. O casal, ao contrário, tinha um sono conturbado, cada vez que ouviam algum barulho na rua, pensavam ser Voldemort, mas ás vezes não passava de um cachorro ou alguma criança brincando, eles poderiam muito bem tomar alguma poção-calmante, mas tinham que ficar alerta, a qualquer movimento dentro da casa. Os Potters foram acordados de seus devaneios com leves batidas na porta, o que os fez se assustaram, mas logo relaxaram, era alguém conhecido porque, convenhamos, se fosse Voldemort, ele não bateria na porta.
James foi abrir a porta enquanto Lily murmurou algo sobre preparar um chá.
- Boa noite, James. – Alvo Dumbledore estava na porta.
- Professor, que surpresa. – James falou, dando espaço para que o antigo professor entrasse na casa, fechando a porta logo em seguida.
- Boa noite, prof° Dumbledore. – Lily falou entrando na sala com uma bandeja contendo um bule de chá e três xícaras flutuando atrás de si – Aceita um chá?
- Obrigado, Lily, mas não. Minha visita será rápida. Vim aqui para informá-los sobre algo que fiquei sabendo a pouco tempo por uma de minhas fontes. – falou o professor, sentando em uma das poltronas da sala.
- E o que seria?
- Vocês foram traídos, Petigrew os entregou para o Lorde das Trevas. E eu vim para ajudá-los.
- O quê? Peter nos traiu? – James parecia inconformado.
- E o que o senhor sugere, professor? – Lily perguntou.
- Há um feitiço, que faz com que você tenha uma espécie de escudo contra a maldição da morte, faz parecer que a pessoa foi atingida por um simples Estupefaça.
- Mas...eu achei que não existisse feitiço contra a maldição da morte. – Se fosse possível, Lily já havia lido todos os livros da biblioteca de Hogwarts.
- Poucos sabem de sua existência, e foi poucas vezes usado. Acredito que se Voldemort achar que matou vocês, vai deixá-los em paz, e vocês poderão viver tranquilos no Brasil, tenho alguns contatos e vocês podem se mudar para lá, e Harry terá uma vaga no Castelo Bruxo, até encontrarmos alguma forma de derrotá-lo.
- Não poderíamos simplesmente ir para lá? – James perguntou.
- Se fugirmos agora, ele não irá descansar enquanto não encontrar vocês. Se ele acreditar que estão mortos, vocês poderão viver tranquilamente em um país onde ninguém os conhece. Não temos muito tempo, ele chegará a qualquer momento, preciso que decidam agora.
- Tudo bem, aceitamos. – Lily falou, não aguentava mais ter que se esconder, queria que seu filho vivesse como uma criança normal, e brincasse com crianças da idade dele, não observasse através da janela enquanto os outros brincassem.


***


Lily acordou com o choro do filho, ela estava deitada no chão do quarto do mesmo, enquanto ele estava em seu berço. E, de repente, tudo surgiu como um flash, e ela lembrou-se o porquê estava deitada ali.
- Lily? – James chamou, subindo as escadas e encontrado a esposa sentada no chão – Vocês estão bem? – ele se aproximou, ajudando a ruiva a levantar.
- Acho que sim. – Lily aceitou a ajuda e deu alguns passos na direção do berço de Harry, ele estava bem, mas havia algo diferente ele, um arranhão, em forma de raio, mas fora isso, o menino parecia perfeitamente bem. – O que será que aconteceu?
- Isto parece algo que só Dumbledore pode nos explicar. Agora vamos arrumar nossas malas, precisamos sair daqui o mais rápido possível, a casa está destruída, apenas alguns cômodos estão intactos.
Logo o casal havia empacotado tudo e estavam prontos para partir, estavam do lado de fora da casa, com suas malas e Lily segurava Harry em seus braços. Quando Dumbledore aparatou na frente deles, ele tinha um leve sorriso.
- Professor, deu certo! Acordamos agora pouco, e Harry está com esse arranhão. – James contou, um pouco animado, mas preocupado com o filho – Estamos prontos para partir.
- Não será necessário, James. – Dumbledore falou – Ontem, quando Voldemort apareceu e os atacou, ele os "matou" e tentou matar Harry, mas de alguma forma, além do escudo, outra coisa o impediu, e ele foi derrotado, causando essa cicatriz em Harry.
- Então, ele está morto?
- Não, mas está bastante fraco, e precisará de tempo para se reestruturar.
- Então...não precisamos mudar de país?
- Não será necessário, mas sugiro que procurem outro lugar para ficarem enquanto procuram outra casa. Tenho certeza que os Black os receberão muito bem.


Capítulo 2 - A Carta de Hogwarts

10 anos depois
Os anos se passaram e os Potter não poderiam estar mais felizes, Voldemort havia os deixado em paz, pelo menos por um tempo, a comunidade bruxa estava em paz. Agora, Harry estava prestes a completar 11 anos, isso significava que a carta de Hogwarts chegaria em breve.
No dia 31 de julho, o garoto acordou animado, finalmente seu aniversário de 11 anos havia chegado! Mal podia esperar pela pequena festa que seus pais sempre preparavam. Ele levantou da cama, foi ao banheiro para fazer sua higiene, e foi para a cozinha, onde conseguia ouvir a voz de sua mãe.
- James! Se você tentar colocar o dedo na cobertura mais uma vez, você irá ficar sem ele. – ela ameaçou, fazendo o marido se afastar da bancada, onde ela confeitava um bolo de chocolate com morangos.
- Bom dia! – o aniversariante do dia acordou, chamando a atenção de seus pais, que rapidamente vieram lhe abraçar e dar os parabéns.
- Bom dia! Feliz aniversário, maninho! – Hailey, sua irmã mais nova, apareceu na cozinha, ainda um pouco sonolenta, abraçando o irmão.
- Obrigado a todo mundo. – ele sorriu, e todos se afastaram, voltando a fazer o que estavam fazendo.
- Vamos tomar o café da manhã, teremos um dia cheio hoje! – James falou e, com um aceno na varinha, fazendo com que pães, sucos e frutas flutuassem até a mesa, enquanto os dois mais novos sentavam-se à mesa e começaram a se servir.
- Sua primeira surpresa de hoje, Harry! – James tirou do bolso uma carta, fazendo seu filho sorrir mais ainda, ao entender do que se tratava.
***


O garoto mal conseguia conter o sorriso enquanto andava pelo Beco Diagonal com seus pais e sua irmã, o garoto já havia estado ali com os pais várias vezes, mas desta vez era diferente, desta vez estava comprando seus materiais para Hogwarts, sempre ouvira sobre as aventuras dos Marotos nos tempos de escola, o que fazia o garoto ficar mais ansioso ainda com tudo, Hailey ficara com um pouco de inveja do irmão, mas, por ter 10 anos, precisaria esperar mais um pouco.
Após terem comprado tudo, almoçado no Caldeirão Furado, e os dois mais novos tomarem uma enorme taça de sorvete na Florean Fortescue, os Potter voltaram para casa, James tinha convidado os Black e Lupin para uma pequena comemoração, então, ele precisaria ajudar Lily no jantar.
***


A família Black aparatou em frente à casa dos Potter às 19:30, 30 minutos mais tarde do horário combinado com James, mas não deixava o Potter surpreso, Sirius sempre atrasava, talvez seja genético, pois sua filha é igualzinha. Além de Sirius, a família Black era composta por Lizzie, sua esposa, que ele conheceu nos tempos de escola, o filho mais velho do casal, Régulo, de 13 anos, o garoto estava prestes a entrar para seu 3° ano em Hogwarts, e , a filha mais nova, com 11 anos de idade, se preparando para ingressar na escola para seu primeiro ano, assim como o “primo”.
Todos já tinham se deliciado com o delicioso jantar oferecido por Lily, e depois comeram o bolo, agora os adultos se reuniam na sala, os homens com um copo de Whisky de Fogo e as mulheres tomando um café, já que não quiseram acompanhar os maridos e o amigo na bebedeira. Enquanto isso, os mais novos estavam no quintal dos Potter, conversando na varanda.
- Então você também já recebeu a carta? – perguntou, animada.
- Sim! Chegou hoje, e nós já fomos comprar os meus materiais.
- Lá é muito legal, vocês vão adorar. – o mais velho sorriu.
- Isso é tão injusto! – Hailey reclamou – Agora vou ficar aqui sozinha.
- Ninguém mandou nascer por último, pirralha. – Harry implicou com a irmã, que lhe mostrou a língua, fazendo os três mais velhos rirem,
- Eu te entendo perfeitamente, Hay. – falou, compreensiva – Quando a carta de Reg chegou, eu fiquei do mesmo jeito.
- E me enchia de cartas sobre a escola. – o mesmo revirou os olhos, fazendo a irmã batê-lo de leve no braço.
- Mas pensa pelo lado bom, ano que vem você poderá ir. – a garota terminou de falar.
A mais nova confirmou, enquanto continuavam a conversar sobre a escola, Régulo contava sobre as aventuras que vivia com os amigos, e sobre o professor mais odiado pela maioria dos alunos, Severo Snape, antigo colega de classe de seus pais. Como sempre, eles foram embora bem cedo, prometendo se encontrarem no trabalho, os adultos, e os adolescentes na estação de trem.
Harry riscou mais um dia no calendário ao lado da cama, enquanto via Edwiges, sua coruja, presente de aniversário dos Black, voar para fora do quarto, para um passeio noturno. O garoto olhou para a pilha de livros em sua escrivaninha e sorriu consigo mesmo, esperando o dia que finalmente iria embarcar no Expresso de Hogwarts, e foi logo se deitar para dormir, com a esperança desse dia chegar mais cedo.


Capítulo 3 - O Expresso de Hogwarts

No dia 1° de Setembro, a plataforma nove e meio na estação de King’s Cross, os Potters e Blacks estavam se despedindo de seus filhos, que embarcariam no enorme trem em poucos minutos. Régulo havia encontrado com dois de seus amigos, Fred e Jorge Weasley, gêmeos, colegas de classe, de Casa, e de marotices, o que deixava Sirius e James orgulhosos, por saberem que o filho e o afilhado seguiam seus passos, continuando o legado dos marotos em Hogwarts, e Lizzie preocupada, cada vez que chegava uma carta de McGonagall.
- Estão prontos? – Lizzie perguntou, sorrindo para os mais novos primeiranistas, que estavam muito empolgados para embarcar.
Os dois acenaram positivo, com enormes sorrisos, Hailey ainda estava um pouco triste por saber que ficaria em casa sozinha com os pais, mas feliz pelo irmão e pela prima.
Os três mais novos que embarcariam no trem, se despediram de seus pais, prometendo escreverem toda semana e se manterem longe de confusão, principalmente que os mais novos não arrumassem encrenca logo na primeira semana.
Já no trem, Régulo se despediu dos mais novos, depois de os ajudarem com as malas, e foi para a cabine onde seus amigos estavam, dizendo que seu outro amigo, Lino Jordan, estava levando uma tarântula gigante para a escola. Felizmente, e Harry encontraram uma cabine vazia. Eles sentaram-se um de frente para o outro e trocaram um sorriso animado, ansiosos com o que estava por vir, quando ouviram a porta da cabine ser aberta por um garoto alto, ruivo e desengonçado, ele ficou extremamente sem jeito foi encarado pelos dois.
- É... Com licença, se importam? O resto do trem está cheio.
- Claro que não! – Harry falou, sorrindo, enquanto sorria e sentava-se ao lado do amigo, fazendo o ruivo se sentar de frente para eles, no banco que ficara vazio.
- Meu nome é Rony, Rony Weasley.
- Weasley? Você é irmão de Fred e Jorge? – perguntou, curiosa.
- Sou sim, como sabe? – o garoto franziu a testa, olhando para a garota.
- Meu irmão, Régulo, é amigo deles, ele sempre me conta as aventuras dos três em Hogwarts. A propósito, meu nome é , ou , se preferir.
- E eu sou Harry, Harry Potter – o moreno fez o olhar do ruivo mudar para surpreso, Harry já esperava por isso, já que seus pais contaram que poderia acontecer, devido ao acontecido anos atrás, o garoto ficara conhecido como O Menino Que Sobreviveu à maldição da morte e derrotara o Lorde das Trevas, quando ainda era um bebê.
- E não você tem mesmo aquela...Cicatriz?
- Sim! – o garoto afastou o cabelo da testa, deixando à mostra a cicatriz em formato de raio.
- Incrível! – Rony falou, fazendo os dois rirem de leve.

O caminho se seguiu tranquilo, os três conversavam bastante sobre suas expectativas quanto à Hogwarts.
- E qual Casa vocês esperam ir? – Rony perguntou – Toda minha família vem da Grifinória, então provavelmente irei para lá também.
- Bom, a família de meu pai e minha mãe, que é nascida trouxa, vieram da Grifinória também. – Harry falou, feliz em saber que já conhecia um possível colega de Casa.
- A minha família é um pouco complicada...- começou – Minha mãe também é nascida trouxa, e pertenceu à Corvinal, já meu pai e meu irmão são da Grifinória, porém a família Black pertenceu à Sonserina por várias gerações, então, eu definitivamente não sei. – ela suspirou – Reg disse que o chapéu seletor cogitou colocá-lo na Sonserina, mas decidiu que ele se sairia melhor na Grifinória.
- Nossa! – Rony falou, um pouco espantado, fazendo a garota dar de ombros, ela sabia que nem todos os bruxos que iam para a Sonserina eram maus, sua tia, Andrômeda, era a prova disto.
A moça do carrinho de lanches passou pela cabine deles, interrompendo a conversa, o Potter e a Black compraram doces para dividir com Rony, e logo os três se empanturravam de sapos de chocolate e bolos de caldeirão, até brincaram com os Feijõezinhos de Todos os Sabores, tentando adivinhar os sabores dos feijõezinhos com aspecto duvidoso.
- Quem é esse? – A garota falou olhando para o colo do ruivo, que tinha um rato, no meio dos doces.
- Ah, esse é o Perebas, patético, não acham? Herdei o rato velho de Percy, depois que ele ganhou uma coruja nova por se tornar monitor.
- Só um pouquinho. – Harry falou, percebendo que o garoto ficara desanimado com o mascote.
- Fred me deu um feitiço para ele ficar amarelo, querem ver?
- Claro!
- Sol... - ele começou, mas foi interrompido pela porta da cabine sendo aberta por uma garota com cabelos castanhos e cheios, ela já usava as vestes pretas.
- Alguém viu um sapo? Neville perdeu o dele. – ela falou, apontando para um menino de rosto redondo, ele também já vestia o uniforme.
- Não. – Rony falou, impaciente.
- Está fazendo magia? Essa eu quero ver. – ela falou, de forma convencida.
- Sol, margaridas, amarelo maduro, torne amarelo esse rato burro! – mas não aconteceu nada, o rato continuou adormecido.
- Parece que não é muito bom, não é? Eu treinei alguns feitiços sozinha, foi uma surpresa para mim, receber a carta, já que ninguém na minha família é bruxo... Fiquei insegura por não saber nada sobre o mundo mágico, então já li todos os livros que nos mandaram comprar. – a garota começou a tagarelar, fazendo arregalar os olhos, ela nem sequer havia aberto os livros! Ela olhou para Harry e Rony, eles pareciam pensar a mesma coisa – A propósito, sou Hermione Granger.
- Eu sou Black, esses são Harry Potter e Rony Weasley.
- Nossa! Harry Potter! Eu já li sobre você, está nos livros de História da Magia Moderna, e como seus pais conseguiram escapar da maldição da Morte. – Hermione falou, surpresa.
- Estou? – o moreno estava surpreso, ele sabia o que tinha acontecido, seus pais contaram para ele, mas nunca se dera ao trabalho de ler mais sobre isso.
- Você não sabia? Se fosse comigo, procuraria tudo que pudesse. – Hermione deu de ombros – Bom, vou continuar ajudando Neville, vão colocar suas vestes, estava conversando com o maquinista e ele disse que estamos chegando.

Eles logo desembarcaram, e um meio gigante chamado Rúbeo Hagrid, muito amigo de seus pais, chamava os alunos do primeiro ano, eles iriam por um lugar diferente dos outros alunos. O meio gigante os guiou por outro caminho, em direção ao lago negro, onde alguns barquinhos estavam na beira.
- Só quatro em cada barco. – Hagrid falou, subindo em um dos barcos, claro que ele iria ficar sozinho.
, Rony e Harry ficaram em barquinho, junto com Hermione. Quando todos já tinham embarcado, os barquinhos começaram a deslizar sozinho pelo lago.
- Abaixem as cabeças! – Hagrid gritou, quando passaram por um túnel, e logo todos puderam visualizar a escola, fazendo todos ficarem maravilhados com a beleza daquele lugar.
Os barcos pararam na margem do lago, e Hagrid conduziu o grupo até os portões de Hogwarts, onde uma bruxa com vestes verdes e um olhar muito severo estava.
- Alunos, esta é a professora Minerva McGonagall. – o meio gigante apresentou.
- Eu assumo daqui, Hagrid – A professora falou, indicando para que os alunos a seguissem. Pararam no corredor, então a professora começou a falar – Bem-vindos a Hogwarts! Antes de tomarem os seus lugares, vocês serão selecionados para suas casas, elas são Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina, suas casas serão como suas famílias, seus acertos irão render pontos, e se quebrarem alguma regra, irão perder pontos. Eu já volto, enquanto isso, sugiram que se arrumem.
Todos começaram a ajeitar as vestes, se certificando de que não tivesse nenhuma sujeira. Harry tentava deixar os cabelos menos bagunçados, sem sucesso. Enquanto Rony tentava tirar uma mancha que estava em seu nariz, Hermione falava rapidamente todos os feitiços que aprendera, aparentemente, nos livros que lera não comentavam sobre como era feita a seleção das Casas.
- Então é verdade mesmo? O que disseram no trem? – um garoto pálido e com cabelos loiros platinados falou – Harry Potter veio para Hogwarts; – ele se aproximou junto de dois garotos muito altos, que pareciam trolls – Esses são Crabbe e Goyle, e eu sou Malfoy, Draco Malfoy – Rony não conseguiu segurar o riso, enquanto fazia uma careta – Achou meu nome engraçado, não é? Nem preciso perguntar o seu, cabelo ruivos, vestes de segunda mão, você deve ser um Weasley. – ele falou com desprezo e olhou para , que o olhava com a sobrancelha arqueada – E você, quem é?
- Black. – ela sorriu sarcástica – Olá, primo. – Malfoy fez uma cara de desdém, mas quando ia responder alguma coisa, a prof.ª Minerva tocou em seu ombro com um rolo de pergaminho.
- Sigam-me. – ela falou simplesmente, virando-se e conduzindo o grupo até o Salão Principal, onde os outros alunos estavam, distribuídos em quatro mesas grandes paralelas entre si duas de cada lado do Salão, e outra mesa de frente para as outras quatro, onde estavam o professor.
Eles andaram pelo corredor entre as mesas, avistou Régulo na mesa da Grifinória, e acenou para ele, que sorriu. Os novos alunos pararam em frente à mesa dos professores, onde próximo de um banquinho, com um chapéu velho, um rasgão se abriu na boca do chapéu, e ele começou a cantar.

Ao final da música, todos aplaudiram.
- Quando eu chamar seus nomes, vocês vão sentar no banquinho e colocar o chapéu seletor em suas cabeças, e serão selecionados para suas casas – A prof.ª falou, abrindo o pergaminho que tinha em mãos.
Os nomes foram chamados por ordem alfabética dos sobrenomes, logo chegou na letra B.
- Black, . – a garota caminhou lentamente até o banquinho e se sentou, sentindo o chapéu tampar sua visão, logo escutou uma voz em sua cabeça, como um pensamento.
- Hm... Mais uma Black, interessante, vejo um grande futuro a sua frente, e precisa de uma casa que a ajude a alcançar seus objetivos, você tem uma mente ambiciosa, mas não maldosa, é leal aos seus amigos e corajosa, tem um grande senso de justiça, assim como seu pai e seu irmão, acho que o melhor para você seja colocá-la junto a ele, na GRIFINÓRIA!


Capítulo 4 - A Copa Mundial de Quadribol

Harry acordou ofegante, se sentando rapidamente na cama, enquanto tentava normalizar a respiração, o garoto tivera um sonho envolvendo Voldemort, Rabicho, um bruxo que ele não conhecia, uma cobra e um velho senhor trouxa, que fora assassinado pelo Lorde das Trevas, ou pelo menos, o que ele havia se tornado depois de tentar destruir sua família.

- Harry? - falou, deitada em sua cama improvisada, onde ela sempre dormia quando passava a noite na casa dos Potter. A garota tentava enxergá-lo, mas ficava difícil devido a pouca iluminação - Tudo bem?
-Sim, só tive um pesadelo.
- Voldemort? - a garota perguntou, e o garoto confirmou - Quer conversar sobre isso? - então Harry contou tudo, nos mínimos detalhes - O que será que ele mandou esse bruxo fazer?
- Não sei, mas com certeza não é uma coisa boa. - concordou.
- Você vai contar aos seus pais? Digo, sobre o sonho?
- Não… - o garoto pensou depois de pensar por algum tempo - É só um sonho, não quero preocupá-los.
Quando a garota ia responder, alguém bateu na porta do quarto, interrompendo a conversa. Uma fresta foi aberta, revelando James, já devidamente vestido.
- Vamos, levantando! Temos que encontrar os Wesleys e Hermione n'A Toca antes para irmos ao acampamento! - ele estava bastante animado, fazendo com que os dois mais novos se animassem também.

Logo todos estavam arrumados, com mochilas nas costas e prontos para partirem. Os Blacks e Potters se despediram das mães, elas resolveram não ir, já que não eram tão fãs de quadribol como os maridos e os filhos e tinham que comprar os materiais escolares dos mais novos.

***


A caminhada até a chave de portal já durava alguns minutos, quando escutaram uma voz masculina, e o grupo pôde avistar um homem acompanhado de um garoto que eles já tinham visto na escola, Cedrico Diggory. Hailey e Hermione cutucaram levemente, fazendo-a rir, corando. Não era segredo para as duas que a Black tinha um crush no mais velho. Se bem que a maioria das garotas de Hogwarts tinham um crush no lufano. Os Diggory os acompanhariam até o local onde aconteceria o jogo. Então, logo todos voltaram a caminhar e subir a colina próxima à casa dos Wesleys.

- Então, animada para o jogo? - Cedrico perguntou, tentando puxar assunto com a Black.
- Sim, muito, vai ser incrível. - ela sorriu, nervosa. Eles nunca tinham conversado, apenas se cumprimentavam quando se encontravam nos corredores.
Logo eles engataram um assunto sobre suas expectativas para o jogo daquela noite.
- Parece que você vai ter um genro em breve, Sirius; - James falou, tirando sarro da cara de bravo que Sirius fazia, aquela era sua garotinha, não estava pronto para começar a fase dos namoros.
- Cala a boca, Potter. Quero ver quando for a vez da Hailey. - ele falou, vendo que Sirius fechou a cara imediatamente, sorriu.
- Não pense que estou feliz, sempre achei que seria minha nora, finalmente seríamos da mesma família.
- Cala a boca, James. Antes que eu te lance uma azaração.

***


O local onde aconteceria a Copa era um campo aberto, havia um acampamento e logo atrás, o campo. O grupo andava entre as barracas, o local estava lotado, fazendo os adultos ficarem de olho nos mais novos para não se perderem. Os Diggory seguiram por outro caminho, prometendo se encontrarem para assistir ao jogo, enquanto os outro se dirigiram ao local onde poderiam armar a barraca. O Quarteto de Ouro estava maravilhado com tudo, olhando ao redor, as pessoas foram muito criativas quanto a decoração das barracas. Rony apontou para um velho usando um vestido, fazendo o grupo rir bastante.
Demorou um pouco para que encontrassem o local reservados para montar suas barracas, o Sr. Wesley sugeriu que eles montassem as barracas sem magia, então eles passaram bastante tempo para conseguir montar tudo. Os Weasleys ficariam em uma barraca, enquanto os Blacks, Potters e a Granger ficaram em outra. Ambas eram maiores por dentro que por fora e tinha dois "quartos", então Harry, Sirius, James e Régulo ficaram em um, enquanto , Hailey e Hermione ficaram em outro.

***


O estádio ficava cada vez mais cheio, o grupo subia as arquibancadas para o camarote de honra, como funcionários do Ministério receberam convites para assistir ao jogo pelo próprio ministro da Magia. A cabine estava relativamente vazia, então os adolescentes correram para pegar os lugares na primeira fileira. Um elfo doméstico já estava lá, sentado em uma cadeira bem próxima deles, a criatura aparentava estar com muito medo.

- Dobby? - Harry perguntou, lembrando do elfo doméstico que o ajudou em seu segundo ano.
- Não, senhor. Me chamo Winky, mas conheço Dobby. - ela falou, olhando para o garoto, a elfa era diferente de Dobby, seus olhos eram castanhos, e o nariz redondo - Ele perdeu o juízo, meu senhor, não consegue trabalho, pois está exigindo salário.
- Mas isso é bom, não é? - Hermione se intrometeu na conversa - Ele está certo, exigindo seus direitos.
- Não, senhorita, os elfos domésticos são feitos para servir apenas. - a elfa falou como se tivesse sido ofendida - Veja o exemplo de Winky, que tem muito medo de altura, mas meu mestre mandou guardar um lugar para ele, então é isso que irei fazer.
- Isso é tão injusto. - Hermione resmungou, fazendo a amiga ao lado concordou, mas sabia que não havia nada a ser feito.

James e Sirius e o Sr. Weasley sentaram-se nas pontas da fileira, então os adolescentes se acomodaram entre eles.

- Esse binóculo é demais, consigo ver aquele velhote enfiando o dedo no nariz repetidas vezes. - Rony falou, girando o botão de repetição de cena do binóculo.
- Nojento, Rony, nojento - comentou, fazendo uma careta, rindo logo em seguida.

A garota também usava um binóculo que comprou em alguma barraquinha no acampamento, estava muito empolgada, ela usava um chapéu verde e branco, assim como os gêmeos, e seu irmão, também fizeram listras nas bochechas com tinta. Rony tinha um chapéu idêntico, porém com as cores da Bulgária.

- Krum será o apanhador, esse jogo já está ganho. - Rony falou, enquanto discutia com sobre seus palpites da partida que estava para começar.
- Não seja ridículo, Ronald. - a morena falou, olhando para o amigo - Krum pode ser bom, mas ele não vai jogar em todas as posições. Ele pode até pegar o pomo, mas a Irlanda ganhará.

A discussão foi interrompida por Draco Malfoy, que entrava no camarote com seus pais, Lucius e Narcisa Malfoy, ambos com rostos empinados e presunçosos.

- Ora. ora, olha o que temos por aqui. Parece que Cornelius resolveu abrir espaço para a ralé. - Lucius provocou, ao ver o grupo já acomodado, Draco riu.
- Concordo, Fudge convida qualquer um. - James falou, irritado.
- E parece que você terá um olho roxo se não ficar de boca calada. - Sirius completou. – Prima... - ele terminou, acenando com a cabeça para Narcisa, em um tom de deboche e virou-se de frente para o campo mais uma vez.
***


- Eu disse, Ronald. - falou, quando já estavam de volta ao acampamento, comemorando a vitória da Irlanda.

Todos se sentaram ao redor de uma fogueira na frente das barracas e tomavam cervejas amanteigadas e comiam doces. Mas a comemoração não durou muito, uma grande movimentação acabou com a festa de todos, ouviam-se gritos e barulhos de coisas explodindo, logo, vários funcionários do ministério correram em direção à confusão.

- Black, Potter, Weasley, preciso de ajuda! - um auror falou, passando rapidamente, e os três adultos se levantaram de seus lugares, já com as varinhas em mãos.
- Procurem um lugar seguro, vamos procurá-los depois. - Sirius falou para os mais novos.
- Nada de vir junto! - James falou, quando viu que os filhos e os sobrinhos abriram a boca - Usem magia se for necessário, mas não se metam, tem bastante gente com mais experiência.
- Mesmo assim, precisam de vocês três que estão de folga. - argumentou, cruzando os braços e já puxando a varinha presa na bota.
- Nada de vir junto, ! - Sirius falou - Régulo, fique de olho na sua irmã e nos seus primos.
- Fred e Jorge também. - o Sr. Weasley falou, olhando para os mais velhos.

Sem falar mais nada, os três correram para o outro lado do acampamento, para ver o que acontecia e como poderiam ajudar.

- Venham, vamos nos esconder naquela floresta. - Régulo puxou a irmã de leve pelo braço, ela relutou um pouco, mas se juntou ao grupo. Foi difícil sair do meio de todos aqueles bruxos, muitos já tinham aparatado, fugindo do local.
- Por que papai deixou logo você no comando? Desde quando você tem mais juízo do que eu?! - estava indignada, eles conseguiram entrar na floresta, e todos se sentaram no chão mesmo.
- Desde quando você quer se meter em uma situação claramente perigosa quando tem gente especializada no assunto lá. - Reg respondeu, sentando-se ao lado da irmã.
- Como se você não quisesse ir também. - revirou os olhos e o irmão riu, confirmando. Os Blacks mais novos herdaram do pai o desejo de ajudar a todos o talento de se meter em encrencas, assim como os Potter. A nova geração dos Marotos.

O grupo de adolescentes ficou em silêncio, preocupados com o que poderia estar acontecendo. Até que falou que precisava urgente ir ao banheiro.

- Você tem que ir agora!? - todos estavam indignados.
- Claro! Não posso controlar minha bexiga! - eles discutiam baixinho.
- Não devia ter tomado tanta cerveja amanteigada. - Hermione falou para a amiga.
- Eu vou mais para lá, e já volto - a garota já se levantava.
- Você não vai sozinha! - Reg falou - Papai me mata se algo acontecer com você!
- Eu só vou ali fazer xixi, Reg. Prometo que não demoro.
- Eu vou com ela, só por segurança - Hermione falou, Harry e Rony também se levantaram, alegando que as duas não deveriam andar sozinhas em uma floresta desconhecida, então saíram andando floresta adentro.
- Eu já volto. - a Black falou, se distanciando um pouco dos amigos, fazendo que queria fazer.

A garota já tinha feito sua necessidade e voltado para onde seus três amigos a esperavam, quando escutaram uma voz masculina:

- MORSMORDRE!

Os quatro correram em direção da voz, em até uma clareira e viram a silhueta de um homem, que logo aparatou, quando viu os adolescentes. No céu, uma enorme cobra saía da boca de uma caveira. O quarteto de ouro ficou perplexo, olhando para a marca.

- O QUE ACONTECEU? QUEM CONJUROU ISSO? - Um homem falou, correndo até o quarteto, apontando a varinha na direção deles.
- O quê? Não fomos nós! - Harry falou - Escutamos uma voz conjurando um feitiço e viemos ver o que é. - os amigos concordavam com a cabeça, levemente assustados.

Eles viram Sirius, James e Arthur se aproximando, bem atrás do homem.

- Bartô, o que está acontecendo aqui? - Arthur perguntou, tentando manter a calma.
- OLHE O QUE ESSES QUATRO FIZERAM! - Amos Diggory, que estava com a Bartô, gritava e apontava para o céu.
- Não foram eles! São só crianças, não conhecem esse tipo de magia! - James respondeu.
- Claro que não! Vimos um homem, ali, há pouco tempo - falou, apontando para o local - Não deu para ver o rosto dele, mas foi ele quem conjurou isso, quando nos viu ele aparatou.

O Sr. Weasley andou até o local indicado, procurando alguma lista de quem era e todos foram atrás.

- Winky? - Bartô falou, perplexo, a elfa estava saindo de trás de uma árvore, segurando uma varinha.
- A elfa que executou o feitiço! - Amos parecia escandalizado.
- Winky, o que faz longe da barraca? - O Sr. Crouch falou, sem paciência.

A elfa começou a falar coisas muito sem sentido. Ela parecia assustada e confusa, como se estivesse enfeitiçada.

- Winky ficou assustada com o que acontecia no acampamento, então Winky veio se esconder, meu senhor. - ela falou, olhando para seu dono.
- E o que faz com esta varinha, elfo? - Amos perguntou - De que bruxo a roubou?
- Winky não roubou coisa alguma! Winky deve ter sido enfeitiçada, quando Winky acordou, não se lembrava de muita coisa e segurava esta varinha. - ela a entregou para o Diggory, que tinha a mão estendida para ela.
- Ei, essa varinha é minha!
- Harry... Tem certeza?
- Sim! Devo tê-la deixado cair na correria, mas é minha sim. - o garoto confirmou quando viu os detalhes na mesma.

O sr. Diggory executou um feitiço que permitia saber o último feitiço realizado com a varinha em questão.

- Então, a elfa pegou a varinha que encontrou no chão e achou divertido conjurar a Marca Negra? - Amos a acusou mais uma vez.
- Ah! Pelas barbas brancas de Merlin! Ela disse já que não fez isso! - falou já sem paciência.
- Ela está claramente falando a verdade, não percebem como está confusa? - Hermione completou.
- Vocês fiquem longe disso, senhoritas. - Crouch falou para as duas - Winky, estou muito decepcionado com você! - a elfa doméstica começou a chorar, logo seu nariz estava vermelho e lágrimas escorriam de seus olhos grandes - Sabe o que isso significa?
- Não, meu senhor! Winky é inocente!
- Roupas! - o homem falou, e a elfa chorou ainda mais.

Depois de muito discutirem, voltaram para onde os outros estavam. Régulo que só faltava arrancar os cabelos de preocupação, suspirou aliviado quando viu que a irmã e os outros voltavam acompanhados dos adultos. Eles rapidamente contaram o que aconteceu e foram até o acampamento destruído, pegar suas coisas para que pudessem ir embora.

- É, pelo visto não vai ter mais festa.




Continua...



Nota da autora: EEu sumo, mas eu volto, haha! Já pulando para o quarto ano, que é onde as coisas ficam interessantes 😏! E essa quedinha da pp pelo Diggory? Haha. Espero que tenham gostado e não desistam de mim, vida de trabalho, faculdade e TCC e ainda associar com a vida de aurora não é fácil, porém tentarei enviar os capítulos com mais frequência, mas sintam-se a vontade para me cobrar ou conversar lá no twitter.
Beijinhos, Bruh!
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