Última atualização: 13/02/2022

Capítulo 1 - Como tudo começou

Lily e James observavam o pequeno Harry dormir profundamente em seu berço, alheio a tudo que acontecia a sua volta, sem ter nem noção de que, lá fora, existia um bruxo que estava querendo matá-lo. O casal, ao contrário, tinha um sono conturbado, cada vez que ouviam algum barulho na rua, pensavam ser Voldemort, mas ás vezes não passava de um cachorro ou alguma criança brincando, eles poderiam muito bem tomar alguma poção-calmante, mas tinham que ficar alerta, a qualquer movimento dentro da casa. Os Potters foram acordados de seus devaneios com leves batidas na porta, o que os fez se assustaram, mas logo relaxaram, era alguém conhecido porque, convenhamos, se fosse Voldemort, ele não bateria na porta.
James foi abrir a porta enquanto Lily murmurou algo sobre preparar um chá.
- Boa noite, James. – Alvo Dumbledore estava na porta.
- Professor, que surpresa. – James falou, dando espaço para que o antigo professor entrasse na casa, fechando a porta logo em seguida.
- Boa noite, prof° Dumbledore. – Lily falou entrando na sala com uma bandeja contendo um bule de chá e três xícaras flutuando atrás de si – Aceita um chá?
- Obrigado, Lily, mas não. Minha visita será rápida. Vim aqui para informá-los sobre algo que fiquei sabendo a pouco tempo por uma de minhas fontes. – falou o professor, sentando em uma das poltronas da sala.
- E o que seria?
- Vocês foram traídos, Petigrew os entregou para o Lorde das Trevas. E eu vim para ajudá-los.
- O quê? Peter nos traiu? – James parecia inconformado.
- E o que o senhor sugere, professor? – Lily perguntou.
- Há um feitiço, que faz com que você tenha uma espécie de escudo contra a maldição da morte, faz parecer que a pessoa foi atingida por um simples Estupefaça.
- Mas...eu achei que não existisse feitiço contra a maldição da morte. – Se fosse possível, Lily já havia lido todos os livros da biblioteca de Hogwarts.
- Poucos sabem de sua existência, e foi poucas vezes usado. Acredito que se Voldemort achar que matou vocês, vai deixá-los em paz, e vocês poderão viver tranquilos no Brasil, tenho alguns contatos e vocês podem se mudar para lá, e Harry terá uma vaga no Castelo Bruxo, até encontrarmos alguma forma de derrotá-lo.
- Não poderíamos simplesmente ir para lá? – James perguntou.
- Se fugirmos agora, ele não irá descansar enquanto não encontrar vocês. Se ele acreditar que estão mortos, vocês poderão viver tranquilamente em um país onde ninguém os conhece. Não temos muito tempo, ele chegará a qualquer momento, preciso que decidam agora.
- Tudo bem, aceitamos. – Lily falou, não aguentava mais ter que se esconder, queria que seu filho vivesse como uma criança normal, e brincasse com crianças da idade dele, não observasse através da janela enquanto os outros brincassem.


***


Lily acordou com o choro do filho, ela estava deitada no chão do quarto do mesmo, enquanto ele estava em seu berço. E, de repente, tudo surgiu como um flash, e ela lembrou-se o porquê estava deitada ali.
- Lily? – James chamou, subindo as escadas e encontrado a esposa sentada no chão – Vocês estão bem? – ele se aproximou, ajudando a ruiva a levantar.
- Acho que sim. – Lily aceitou a ajuda e deu alguns passos na direção do berço de Harry, ele estava bem, mas havia algo diferente ele, um arranhão, em forma de raio, mas fora isso, o menino parecia perfeitamente bem. – O que será que aconteceu?
- Isto parece algo que só Dumbledore pode nos explicar. Agora vamos arrumar nossas malas, precisamos sair daqui o mais rápido possível, a casa está destruída, apenas alguns cômodos estão intactos.
Logo o casal havia empacotado tudo e estavam prontos para partir, estavam do lado de fora da casa, com suas malas e Lily segurava Harry em seus braços. Quando Dumbledore aparatou na frente deles, ele tinha um leve sorriso.
- Professor, deu certo! Acordamos agora pouco, e Harry está com esse arranhão. – James contou, um pouco animado, mas preocupado com o filho – Estamos prontos para partir.
- Não será necessário, James. – Dumbledore falou – Ontem, quando Voldemort apareceu e os atacou, ele os "matou" e tentou matar Harry, mas de alguma forma, além do escudo, outra coisa o impediu, e ele foi derrotado, causando essa cicatriz em Harry.
- Então, ele está morto?
- Não, mas está bastante fraco, e precisará de tempo para se reestruturar.
- Então...não precisamos mudar de país?
- Não será necessário, mas sugiro que procurem outro lugar para ficarem enquanto procuram outra casa. Tenho certeza que os Black os receberão muito bem.


Capítulo 2 - A Carta de Hogwarts

10 anos depois
Os anos se passaram e os Potter não poderiam estar mais felizes, Voldemort havia os deixado em paz, pelo menos por um tempo, a comunidade bruxa estava em paz. Agora, Harry estava prestes a completar 11 anos, isso significava que a carta de Hogwarts chegaria em breve.
No dia 31 de julho, o garoto acordou animado, finalmente seu aniversário de 11 anos havia chegado! Mal podia esperar pela pequena festa que seus pais sempre preparavam. Ele levantou da cama, foi ao banheiro para fazer sua higiene, e foi para a cozinha, onde conseguia ouvir a voz de sua mãe.
- James! Se você tentar colocar o dedo na cobertura mais uma vez, você irá ficar sem ele. – ela ameaçou, fazendo o marido se afastar da bancada, onde ela confeitava um bolo de chocolate com morangos.
- Bom dia! – o aniversariante do dia acordou, chamando a atenção de seus pais, que rapidamente vieram lhe abraçar e dar os parabéns.
- Bom dia! Feliz aniversário, maninho! – Hailey, sua irmã mais nova, apareceu na cozinha, ainda um pouco sonolenta, abraçando o irmão.
- Obrigado a todo mundo. – ele sorriu, e todos se afastaram, voltando a fazer o que estavam fazendo.
- Vamos tomar o café da manhã, teremos um dia cheio hoje! – James falou e, com um aceno na varinha, fazendo com que pães, sucos e frutas flutuassem até a mesa, enquanto os dois mais novos sentavam-se à mesa e começaram a se servir.
- Sua primeira surpresa de hoje, Harry! – James tirou do bolso uma carta, fazendo seu filho sorrir mais ainda, ao entender do que se tratava.
***


O garoto mal conseguia conter o sorriso enquanto andava pelo Beco Diagonal com seus pais e sua irmã, o garoto já havia estado ali com os pais várias vezes, mas desta vez era diferente, desta vez estava comprando seus materiais para Hogwarts, sempre ouvira sobre as aventuras dos Marotos nos tempos de escola, o que fazia o garoto ficar mais ansioso ainda com tudo, Hailey ficara com um pouco de inveja do irmão, mas, por ter 10 anos, precisaria esperar mais um pouco.
Após terem comprado tudo, almoçado no Caldeirão Furado, e os dois mais novos tomarem uma enorme taça de sorvete na Florean Fortescue, os Potter voltaram para casa, James tinha convidado os Black e Lupin para uma pequena comemoração, então, ele precisaria ajudar Lily no jantar.
***


A família Black aparatou em frente à casa dos Potter às 19:30, 30 minutos mais tarde do horário combinado com James, mas não deixava o Potter surpreso, Sirius sempre atrasava, talvez seja genético, pois sua filha é igualzinha. Além de Sirius, a família Black era composta por Lizzie, sua esposa, que ele conheceu nos tempos de escola, o filho mais velho do casal, Régulo, de 13 anos, o garoto estava prestes a entrar para seu 3° ano em Hogwarts, e , a filha mais nova, com 11 anos de idade, se preparando para ingressar na escola para seu primeiro ano, assim como o “primo”.
Todos já tinham se deliciado com o delicioso jantar oferecido por Lily, e depois comeram o bolo, agora os adultos se reuniam na sala, os homens com um copo de Whisky de Fogo e as mulheres tomando um café, já que não quiseram acompanhar os maridos e o amigo na bebedeira. Enquanto isso, os mais novos estavam no quintal dos Potter, conversando na varanda.
- Então você também já recebeu a carta? – perguntou, animada.
- Sim! Chegou hoje, e nós já fomos comprar os meus materiais.
- Lá é muito legal, vocês vão adorar. – o mais velho sorriu.
- Isso é tão injusto! – Hailey reclamou – Agora vou ficar aqui sozinha.
- Ninguém mandou nascer por último, pirralha. – Harry implicou com a irmã, que lhe mostrou a língua, fazendo os três mais velhos rirem,
- Eu te entendo perfeitamente, Hay. – falou, compreensiva – Quando a carta de Reg chegou, eu fiquei do mesmo jeito.
- E me enchia de cartas sobre a escola. – o mesmo revirou os olhos, fazendo a irmã batê-lo de leve no braço.
- Mas pensa pelo lado bom, ano que vem você poderá ir. – a garota terminou de falar.
A mais nova confirmou, enquanto continuavam a conversar sobre a escola, Régulo contava sobre as aventuras que vivia com os amigos, e sobre o professor mais odiado pela maioria dos alunos, Severo Snape, antigo colega de classe de seus pais. Como sempre, eles foram embora bem cedo, prometendo se encontrarem no trabalho, os adultos, e os adolescentes na estação de trem.
Harry riscou mais um dia no calendário ao lado da cama, enquanto via Edwiges, sua coruja, presente de aniversário dos Black, voar para fora do quarto, para um passeio noturno. O garoto olhou para a pilha de livros em sua escrivaninha e sorriu consigo mesmo, esperando o dia que finalmente iria embarcar no Expresso de Hogwarts, e foi logo se deitar para dormir, com a esperança desse dia chegar mais cedo.


Capítulo 3 - O Expresso de Hogwarts

No dia 1° de Setembro, a plataforma nove e meio na estação de King’s Cross, os Potters e Blacks estavam se despedindo de seus filhos, que embarcariam no enorme trem em poucos minutos. Régulo havia encontrado com dois de seus amigos, Fred e Jorge Weasley, gêmeos, colegas de classe, de Casa, e de marotices, o que deixava Sirius e James orgulhosos, por saberem que o filho e o afilhado seguiam seus passos, continuando o legado dos marotos em Hogwarts, e Lizzie preocupada, cada vez que chegava uma carta de McGonagall.
- Estão prontos? – Lizzie perguntou, sorrindo para os mais novos primeiranistas, que estavam muito empolgados para embarcar.
Os dois acenaram positivo, com enormes sorrisos, Hailey ainda estava um pouco triste por saber que ficaria em casa sozinha com os pais, mas feliz pelo irmão e pela prima.
Os três mais novos que embarcariam no trem, se despediram de seus pais, prometendo escreverem toda semana e se manterem longe de confusão, principalmente que os mais novos não arrumassem encrenca logo na primeira semana.
Já no trem, Régulo se despediu dos mais novos, depois de os ajudarem com as malas, e foi para a cabine onde seus amigos estavam, dizendo que seu outro amigo, Lino Jordan, estava levando uma tarântula gigante para a escola. Felizmente, e Harry encontraram uma cabine vazia. Eles sentaram-se um de frente para o outro e trocaram um sorriso animado, ansiosos com o que estava por vir, quando ouviram a porta da cabine ser aberta por um garoto alto, ruivo e desengonçado, ele ficou extremamente sem jeito foi encarado pelos dois.
- É... Com licença, se importam? O resto do trem está cheio.
- Claro que não! – Harry falou, sorrindo, enquanto sorria e sentava-se ao lado do amigo, fazendo o ruivo se sentar de frente para eles, no banco que ficara vazio.
- Meu nome é Rony, Rony Weasley.
- Weasley? Você é irmão de Fred e Jorge? – perguntou, curiosa.
- Sou sim, como sabe? – o garoto franziu a testa, olhando para a garota.
- Meu irmão, Régulo, é amigo deles, ele sempre me conta as aventuras dos três em Hogwarts. A propósito, meu nome é , ou , se preferir.
- E eu sou Harry, Harry Potter – o moreno fez o olhar do ruivo mudar para surpreso, Harry já esperava por isso, já que seus pais contaram que poderia acontecer, devido ao acontecido anos atrás, o garoto ficara conhecido como O Menino Que Sobreviveu à maldição da morte e derrotara o Lorde das Trevas, quando ainda era um bebê.
- E não você tem mesmo aquela...Cicatriz?
- Sim! – o garoto afastou o cabelo da testa, deixando à mostra a cicatriz em formato de raio.
- Incrível! – Rony falou, fazendo os dois rirem de leve.

O caminho se seguiu tranquilo, os três conversavam bastante sobre suas expectativas quanto à Hogwarts.
- E qual Casa vocês esperam ir? – Rony perguntou – Toda minha família vem da Grifinória, então provavelmente irei para lá também.
- Bom, a família de meu pai e minha mãe, que é nascida trouxa, vieram da Grifinória também. – Harry falou, feliz em saber que já conhecia um possível colega de Casa.
- A minha família é um pouco complicada...- começou – Minha mãe também é nascida trouxa, e pertenceu à Corvinal, já meu pai e meu irmão são da Grifinória, porém a família Black pertenceu à Sonserina por várias gerações, então, eu definitivamente não sei. – ela suspirou – Reg disse que o chapéu seletor cogitou colocá-lo na Sonserina, mas decidiu que ele se sairia melhor na Grifinória.
- Nossa! – Rony falou, um pouco espantado, fazendo a garota dar de ombros, ela sabia que nem todos os bruxos que iam para a Sonserina eram maus, sua tia, Andrômeda, era a prova disto.
A moça do carrinho de lanches passou pela cabine deles, interrompendo a conversa, o Potter e a Black compraram doces para dividir com Rony, e logo os três se empanturravam de sapos de chocolate e bolos de caldeirão, até brincaram com os Feijõezinhos de Todos os Sabores, tentando adivinhar os sabores dos feijõezinhos com aspecto duvidoso.
- Quem é esse? – A garota falou olhando para o colo do ruivo, que tinha um rato, no meio dos doces.
- Ah, esse é o Perebas, patético, não acham? Herdei o rato velho de Percy, depois que ele ganhou uma coruja nova por se tornar monitor.
- Só um pouquinho. – Harry falou, percebendo que o garoto ficara desanimado com o mascote.
- Fred me deu um feitiço para ele ficar amarelo, querem ver?
- Claro!
- Sol... - ele começou, mas foi interrompido pela porta da cabine sendo aberta por uma garota com cabelos castanhos e cheios, ela já usava as vestes pretas.
- Alguém viu um sapo? Neville perdeu o dele. – ela falou, apontando para um menino de rosto redondo, ele também já vestia o uniforme.
- Não. – Rony falou, impaciente.
- Está fazendo magia? Essa eu quero ver. – ela falou, de forma convencida.
- Sol, margaridas, amarelo maduro, torne amarelo esse rato burro! – mas não aconteceu nada, o rato continuou adormecido.
- Parece que não é muito bom, não é? Eu treinei alguns feitiços sozinha, foi uma surpresa para mim, receber a carta, já que ninguém na minha família é bruxo... Fiquei insegura por não saber nada sobre o mundo mágico, então já li todos os livros que nos mandaram comprar. – a garota começou a tagarelar, fazendo arregalar os olhos, ela nem sequer havia aberto os livros! Ela olhou para Harry e Rony, eles pareciam pensar a mesma coisa – A propósito, sou Hermione Granger.
- Eu sou Black, esses são Harry Potter e Rony Weasley.
- Nossa! Harry Potter! Eu já li sobre você, está nos livros de História da Magia Moderna, e como seus pais conseguiram escapar da maldição da Morte. – Hermione falou, surpresa.
- Estou? – o moreno estava surpreso, ele sabia o que tinha acontecido, seus pais contaram para ele, mas nunca se dera ao trabalho de ler mais sobre isso.
- Você não sabia? Se fosse comigo, procuraria tudo que pudesse. – Hermione deu de ombros – Bom, vou continuar ajudando Neville, vão colocar suas vestes, estava conversando com o maquinista e ele disse que estamos chegando.

Eles logo desembarcaram, e um meio gigante chamado Rúbeo Hagrid, muito amigo de seus pais, chamava os alunos do primeiro ano, eles iriam por um lugar diferente dos outros alunos. O meio gigante os guiou por outro caminho, em direção ao lago negro, onde alguns barquinhos estavam na beira.
- Só quatro em cada barco. – Hagrid falou, subindo em um dos barcos, claro que ele iria ficar sozinho.
, Rony e Harry ficaram em barquinho, junto com Hermione. Quando todos já tinham embarcado, os barquinhos começaram a deslizar sozinho pelo lago.
- Abaixem as cabeças! – Hagrid gritou, quando passaram por um túnel, e logo todos puderam visualizar a escola, fazendo todos ficarem maravilhados com a beleza daquele lugar.
Os barcos pararam na margem do lago, e Hagrid conduziu o grupo até os portões de Hogwarts, onde uma bruxa com vestes verdes e um olhar muito severo estava.
- Alunos, esta é a professora Minerva McGonagall. – o meio gigante apresentou.
- Eu assumo daqui, Hagrid – A professora falou, indicando para que os alunos a seguissem. Pararam no corredor, então a professora começou a falar – Bem-vindos a Hogwarts! Antes de tomarem os seus lugares, vocês serão selecionados para suas casas, elas são Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina, suas casas serão como suas famílias, seus acertos irão render pontos, e se quebrarem alguma regra, irão perder pontos. Eu já volto, enquanto isso, sugiram que se arrumem.
Todos começaram a ajeitar as vestes, se certificando de que não tivesse nenhuma sujeira. Harry tentava deixar os cabelos menos bagunçados, sem sucesso. Enquanto Rony tentava tirar uma mancha que estava em seu nariz, Hermione falava rapidamente todos os feitiços que aprendera, aparentemente, nos livros que lera não comentavam sobre como era feita a seleção das Casas.
- Então é verdade mesmo? O que disseram no trem? – um garoto pálido e com cabelos loiros platinados falou – Harry Potter veio para Hogwarts; – ele se aproximou junto de dois garotos muito altos, que pareciam trolls – Esses são Crabbe e Goyle, e eu sou Malfoy, Draco Malfoy – Rony não conseguiu segurar o riso, enquanto fazia uma careta – Achou meu nome engraçado, não é? Nem preciso perguntar o seu, cabelo ruivos, vestes de segunda mão, você deve ser um Weasley. – ele falou com desprezo e olhou para , que o olhava com a sobrancelha arqueada – E você, quem é?
- Black. – ela sorriu sarcástica – Olá, primo. – Malfoy fez uma cara de desdém, mas quando ia responder alguma coisa, a prof.ª Minerva tocou em seu ombro com um rolo de pergaminho.
- Sigam-me. – ela falou simplesmente, virando-se e conduzindo o grupo até o Salão Principal, onde os outros alunos estavam, distribuídos em quatro mesas grandes paralelas entre si duas de cada lado do Salão, e outra mesa de frente para as outras quatro, onde estavam o professor.
Eles andaram pelo corredor entre as mesas, avistou Régulo na mesa da Grifinória, e acenou para ele, que sorriu. Os novos alunos pararam em frente à mesa dos professores, onde próximo de um banquinho, com um chapéu velho, um rasgão se abriu na boca do chapéu, e ele começou a cantar.

Ao final da música, todos aplaudiram.
- Quando eu chamar seus nomes, vocês vão sentar no banquinho e colocar o chapéu seletor em suas cabeças, e serão selecionados para suas casas – A prof.ª falou, abrindo o pergaminho que tinha em mãos.
Os nomes foram chamados por ordem alfabética dos sobrenomes, logo chegou na letra B.
- Black, . – a garota caminhou lentamente até o banquinho e se sentou, sentindo o chapéu tampar sua visão, logo escutou uma voz em sua cabeça, como um pensamento.
- Hm... Mais uma Black, interessante, vejo um grande futuro a sua frente, e precisa de uma casa que a ajude a alcançar seus objetivos, você tem uma mente ambiciosa, mas não maldosa, é leal aos seus amigos e corajosa, tem um grande senso de justiça, assim como seu pai e seu irmão, acho que o melhor para você seja colocá-la junto a ele, na GRIFINÓRIA!


Capítulo 4 - A Copa Mundial de Quadribol

Harry acordou ofegante, se sentando rapidamente na cama, enquanto tentava normalizar a respiração, o garoto tivera um sonho envolvendo Voldemort, Rabicho, um bruxo que ele não conhecia, uma cobra e um velho senhor trouxa, que fora assassinado pelo Lorde das Trevas, ou pelo menos, o que ele havia se tornado depois de tentar destruir sua família.

- Harry? - falou, deitada em sua cama improvisada, onde ela sempre dormia quando passava a noite na casa dos Potter. A garota tentava enxergá-lo, mas ficava difícil devido a pouca iluminação - Tudo bem?
-Sim, só tive um pesadelo.
- Voldemort? - a garota perguntou, e o garoto confirmou - Quer conversar sobre isso? - então Harry contou tudo, nos mínimos detalhes - O que será que ele mandou esse bruxo fazer?
- Não sei, mas com certeza não é uma coisa boa. - concordou.
- Você vai contar aos seus pais? Digo, sobre o sonho?
- Não… - o garoto pensou depois de pensar por algum tempo - É só um sonho, não quero preocupá-los.
Quando a garota ia responder, alguém bateu na porta do quarto, interrompendo a conversa. Uma fresta foi aberta, revelando James, já devidamente vestido.
- Vamos, levantando! Temos que encontrar os Wesleys e Hermione n'A Toca antes para irmos ao acampamento! - ele estava bastante animado, fazendo com que os dois mais novos se animassem também.

Logo todos estavam arrumados, com mochilas nas costas e prontos para partirem. Os Blacks e Potters se despediram das mães, elas resolveram não ir, já que não eram tão fãs de quadribol como os maridos e os filhos e tinham que comprar os materiais escolares dos mais novos.

***


A caminhada até a chave de portal já durava alguns minutos, quando escutaram uma voz masculina, e o grupo pôde avistar um homem acompanhado de um garoto que eles já tinham visto na escola, Cedrico Diggory. Hailey e Hermione cutucaram levemente, fazendo-a rir, corando. Não era segredo para as duas que a Black tinha um crush no mais velho. Se bem que a maioria das garotas de Hogwarts tinham um crush no lufano. Os Diggory os acompanhariam até o local onde aconteceria o jogo. Então, logo todos voltaram a caminhar e subir a colina próxima à casa dos Wesleys.

- Então, animada para o jogo? - Cedrico perguntou, tentando puxar assunto com a Black.
- Sim, muito, vai ser incrível. - ela sorriu, nervosa. Eles nunca tinham conversado, apenas se cumprimentavam quando se encontravam nos corredores.
Logo eles engataram um assunto sobre suas expectativas para o jogo daquela noite.
- Parece que você vai ter um genro em breve, Sirius; - James falou, tirando sarro da cara de bravo que Sirius fazia, aquela era sua garotinha, não estava pronto para começar a fase dos namoros.
- Cala a boca, Potter. Quero ver quando for a vez da Hailey. - ele falou, vendo que Sirius fechou a cara imediatamente, sorriu.
- Não pense que estou feliz, sempre achei que seria minha nora, finalmente seríamos da mesma família.
- Cala a boca, James. Antes que eu te lance uma azaração.

***


O local onde aconteceria a Copa era um campo aberto, havia um acampamento e logo atrás, o campo. O grupo andava entre as barracas, o local estava lotado, fazendo os adultos ficarem de olho nos mais novos para não se perderem. Os Diggory seguiram por outro caminho, prometendo se encontrarem para assistir ao jogo, enquanto os outro se dirigiram ao local onde poderiam armar a barraca. O Quarteto de Ouro estava maravilhado com tudo, olhando ao redor, as pessoas foram muito criativas quanto a decoração das barracas. Rony apontou para um velho usando um vestido, fazendo o grupo rir bastante.
Demorou um pouco para que encontrassem o local reservados para montar suas barracas, o Sr. Wesley sugeriu que eles montassem as barracas sem magia, então eles passaram bastante tempo para conseguir montar tudo. Os Weasleys ficariam em uma barraca, enquanto os Blacks, Potters e a Granger ficaram em outra. Ambas eram maiores por dentro que por fora e tinha dois "quartos", então Harry, Sirius, James e Régulo ficaram em um, enquanto , Hailey e Hermione ficaram em outro.

***


O estádio ficava cada vez mais cheio, o grupo subia as arquibancadas para o camarote de honra, como funcionários do Ministério receberam convites para assistir ao jogo pelo próprio ministro da Magia. A cabine estava relativamente vazia, então os adolescentes correram para pegar os lugares na primeira fileira. Um elfo doméstico já estava lá, sentado em uma cadeira bem próxima deles, a criatura aparentava estar com muito medo.

- Dobby? - Harry perguntou, lembrando do elfo doméstico que o ajudou em seu segundo ano.
- Não, senhor. Me chamo Winky, mas conheço Dobby. - ela falou, olhando para o garoto, a elfa era diferente de Dobby, seus olhos eram castanhos, e o nariz redondo - Ele perdeu o juízo, meu senhor, não consegue trabalho, pois está exigindo salário.
- Mas isso é bom, não é? - Hermione se intrometeu na conversa - Ele está certo, exigindo seus direitos.
- Não, senhorita, os elfos domésticos são feitos para servir apenas. - a elfa falou como se tivesse sido ofendida - Veja o exemplo de Winky, que tem muito medo de altura, mas meu mestre mandou guardar um lugar para ele, então é isso que irei fazer.
- Isso é tão injusto. - Hermione resmungou, fazendo a amiga ao lado concordou, mas sabia que não havia nada a ser feito.

James e Sirius e o Sr. Weasley sentaram-se nas pontas da fileira, então os adolescentes se acomodaram entre eles.

- Esse binóculo é demais, consigo ver aquele velhote enfiando o dedo no nariz repetidas vezes. - Rony falou, girando o botão de repetição de cena do binóculo.
- Nojento, Rony, nojento - comentou, fazendo uma careta, rindo logo em seguida.

A garota também usava um binóculo que comprou em alguma barraquinha no acampamento, estava muito empolgada, ela usava um chapéu verde e branco, assim como os gêmeos, e seu irmão, também fizeram listras nas bochechas com tinta. Rony tinha um chapéu idêntico, porém com as cores da Bulgária.

- Krum será o apanhador, esse jogo já está ganho. - Rony falou, enquanto discutia com sobre seus palpites da partida que estava para começar.
- Não seja ridículo, Ronald. - a morena falou, olhando para o amigo - Krum pode ser bom, mas ele não vai jogar em todas as posições. Ele pode até pegar o pomo, mas a Irlanda ganhará.

A discussão foi interrompida por Draco Malfoy, que entrava no camarote com seus pais, Lucius e Narcisa Malfoy, ambos com rostos empinados e presunçosos.

- Ora. ora, olha o que temos por aqui. Parece que Cornelius resolveu abrir espaço para a ralé. - Lucius provocou, ao ver o grupo já acomodado, Draco riu.
- Concordo, Fudge convida qualquer um. - James falou, irritado.
- E parece que você terá um olho roxo se não ficar de boca calada. - Sirius completou. – Prima... - ele terminou, acenando com a cabeça para Narcisa, em um tom de deboche e virou-se de frente para o campo mais uma vez.
***


- Eu disse, Ronald. - falou, quando já estavam de volta ao acampamento, comemorando a vitória da Irlanda.

Todos se sentaram ao redor de uma fogueira na frente das barracas e tomavam cervejas amanteigadas e comiam doces. Mas a comemoração não durou muito, uma grande movimentação acabou com a festa de todos, ouviam-se gritos e barulhos de coisas explodindo, logo, vários funcionários do ministério correram em direção à confusão.

- Black, Potter, Weasley, preciso de ajuda! - um auror falou, passando rapidamente, e os três adultos se levantaram de seus lugares, já com as varinhas em mãos.
- Procurem um lugar seguro, vamos procurá-los depois. - Sirius falou para os mais novos.
- Nada de vir junto! - James falou, quando viu que os filhos e os sobrinhos abriram a boca - Usem magia se for necessário, mas não se metam, tem bastante gente com mais experiência.
- Mesmo assim, precisam de vocês três que estão de folga. - argumentou, cruzando os braços e já puxando a varinha presa na bota.
- Nada de vir junto, ! - Sirius falou - Régulo, fique de olho na sua irmã e nos seus primos.
- Fred e Jorge também. - o Sr. Weasley falou, olhando para os mais velhos.

Sem falar mais nada, os três correram para o outro lado do acampamento, para ver o que acontecia e como poderiam ajudar.

- Venham, vamos nos esconder naquela floresta. - Régulo puxou a irmã de leve pelo braço, ela relutou um pouco, mas se juntou ao grupo. Foi difícil sair do meio de todos aqueles bruxos, muitos já tinham aparatado, fugindo do local.
- Por que papai deixou logo você no comando? Desde quando você tem mais juízo do que eu?! - estava indignada, eles conseguiram entrar na floresta, e todos se sentaram no chão mesmo.
- Desde quando você quer se meter em uma situação claramente perigosa quando tem gente especializada no assunto lá. - Reg respondeu, sentando-se ao lado da irmã.
- Como se você não quisesse ir também. - revirou os olhos e o irmão riu, confirmando. Os Blacks mais novos herdaram do pai o desejo de ajudar a todos o talento de se meter em encrencas, assim como os Potter. A nova geração dos Marotos.

O grupo de adolescentes ficou em silêncio, preocupados com o que poderia estar acontecendo. Até que falou que precisava urgente ir ao banheiro.

- Você tem que ir agora!? - todos estavam indignados.
- Claro! Não posso controlar minha bexiga! - eles discutiam baixinho.
- Não devia ter tomado tanta cerveja amanteigada. - Hermione falou para a amiga.
- Eu vou mais para lá, e já volto - a garota já se levantava.
- Você não vai sozinha! - Reg falou - Papai me mata se algo acontecer com você!
- Eu só vou ali fazer xixi, Reg. Prometo que não demoro.
- Eu vou com ela, só por segurança - Hermione falou, Harry e Rony também se levantaram, alegando que as duas não deveriam andar sozinhas em uma floresta desconhecida, então saíram andando floresta adentro.
- Eu já volto. - a Black falou, se distanciando um pouco dos amigos, fazendo que queria fazer.

A garota já tinha feito sua necessidade e voltado para onde seus três amigos a esperavam, quando escutaram uma voz masculina:

- MORSMORDRE!

Os quatro correram em direção da voz, em até uma clareira e viram a silhueta de um homem, que logo aparatou, quando viu os adolescentes. No céu, uma enorme cobra saía da boca de uma caveira. O quarteto de ouro ficou perplexo, olhando para a marca.

- O QUE ACONTECEU? QUEM CONJUROU ISSO? - Um homem falou, correndo até o quarteto, apontando a varinha na direção deles.
- O quê? Não fomos nós! - Harry falou - Escutamos uma voz conjurando um feitiço e viemos ver o que é. - os amigos concordavam com a cabeça, levemente assustados.

Eles viram Sirius, James e Arthur se aproximando, bem atrás do homem.

- Bartô, o que está acontecendo aqui? - Arthur perguntou, tentando manter a calma.
- OLHE O QUE ESSES QUATRO FIZERAM! - Amos Diggory, que estava com a Bartô, gritava e apontava para o céu.
- Não foram eles! São só crianças, não conhecem esse tipo de magia! - James respondeu.
- Claro que não! Vimos um homem, ali, há pouco tempo - falou, apontando para o local - Não deu para ver o rosto dele, mas foi ele quem conjurou isso, quando nos viu ele aparatou.

O Sr. Weasley andou até o local indicado, procurando alguma lista de quem era e todos foram atrás.

- Winky? - Bartô falou, perplexo, a elfa estava saindo de trás de uma árvore, segurando uma varinha.
- A elfa que executou o feitiço! - Amos parecia escandalizado.
- Winky, o que faz longe da barraca? - O Sr. Crouch falou, sem paciência.

A elfa começou a falar coisas muito sem sentido. Ela parecia assustada e confusa, como se estivesse enfeitiçada.

- Winky ficou assustada com o que acontecia no acampamento, então Winky veio se esconder, meu senhor. - ela falou, olhando para seu dono.
- E o que faz com esta varinha, elfo? - Amos perguntou - De que bruxo a roubou?
- Winky não roubou coisa alguma! Winky deve ter sido enfeitiçada, quando Winky acordou, não se lembrava de muita coisa e segurava esta varinha. - ela a entregou para o Diggory, que tinha a mão estendida para ela.
- Ei, essa varinha é minha!
- Harry... Tem certeza?
- Sim! Devo tê-la deixado cair na correria, mas é minha sim. - o garoto confirmou quando viu os detalhes na mesma.

O sr. Diggory executou um feitiço que permitia saber o último feitiço realizado com a varinha em questão.

- Então, a elfa pegou a varinha que encontrou no chão e achou divertido conjurar a Marca Negra? - Amos a acusou mais uma vez.
- Ah! Pelas barbas brancas de Merlin! Ela disse já que não fez isso! - falou já sem paciência.
- Ela está claramente falando a verdade, não percebem como está confusa? - Hermione completou.
- Vocês fiquem longe disso, senhoritas. - Crouch falou para as duas - Winky, estou muito decepcionado com você! - a elfa doméstica começou a chorar, logo seu nariz estava vermelho e lágrimas escorriam de seus olhos grandes - Sabe o que isso significa?
- Não, meu senhor! Winky é inocente!
- Roupas! - o homem falou, e a elfa chorou ainda mais.

Depois de muito discutirem, voltaram para onde os outros estavam. Régulo que só faltava arrancar os cabelos de preocupação, suspirou aliviado quando viu que a irmã e os outros voltavam acompanhados dos adultos. Eles rapidamente contaram o que aconteceu e foram até o acampamento destruído, pegar suas coisas para que pudessem ir embora.

- É, pelo visto não vai ter mais festa.


Capítulo 5 - A caminho de Hogwarts

O grupo já estava na estação, prontos para embarcarem para mais um ano letivo em Hogwarts, os adolescentes já haviam reservado seus lugares e saíram para se despedir de seus pais.
- Nos vemos no Natal - Harry falou, depois de abraçar os pais, indo se despedir dos tios também.
- Acho que vocês vão preferir ficar na Escola este ano… - James falou, deixando os mais jovens confusos.
- Como assim? - Harry perguntou.
- Vocês descobrirão em breve. - Remo, que havia acompanhado os amigos e sobrinhos até King's Cross, respondeu.
- Por que esse mistério todo, hein? - perguntou ao padrinho.
- Adoraríamos contar, mas o trem já vai sair, então se apressem! - Lizzie falou, já guiando os filhos para a entrada do trem.

***


- O que será que eles quiseram dizer com "vocês vão preferir ficar em Hogwarts neste Natal"? O que vai acontecer em Hogwarts este ano? - Rony perguntou aos amigos, quando já estavam acomodados na cabine.
- Não tendo nada para nos matar este ano, já estamos no lucro. - Harry falou e os outros concordaram, recordando-se dos anos anteriores. No primeiro ano o quarteto enfrentou Quirrel, um professor que parecia indefeso, mas que tinha o rosto de Voldemort atrás de sua cabeça. No segundo, um basilisco deixado na escola pelo fundador da Sonserina e, no ano anterior, descobriram que Perebas, o rato de Rony, na verdade era Peter Petigrew, o bruxo que entregou os Potter a Voldemort, Lupin, que havia sido contratado como professor de DCAT, reconheceu o rato, e comunicou Sirius e James, que tentaram pegá-lo, centenas de dementadores também estavam à caça do comensal, mas o rato conseguiu escapar e continuava foragido.
Hermione tinha um exemplar do Profeta Diário nas mãos e lia sobre o ocorrido na Copa Mundial de Quadribol.
- Escutem só isso: "Além de toda a confusão, alguém conseguiu conjurar a Marca Negra no local. Apurando mais os fatos, o Sr. Amos Diggory encontrou a responsável por esse feito: a elfa doméstica do Sr. Crouch, que ficou extremamente envergonhado - com motivos - a elfa foi devidamente punida, mas o que chamou minha atenção foi os jovens que estavam lá, entre eles, a Srta. Black, filha de Sirius e Lizzie Black, e a Srta. Granger, nascida trouxa, as duas tentaram comprovar a inocência de Winky, a elfa doméstica, mas graças a Merlin, não obtiveram sucesso - esta foi a matéria diária de Rita Skeeter, que estava no local do ocorrido".
- Quem será que vazou essa informação? - Harry estava inconformado - Não havia ninguém mais naquele dia além de nós e o Sr. Diggory.
- Vai ver foi o Sr. Diggory, devia estar querendo um pouco de fama, você viu como retrataram ele, como um herói. - Rony falou, mas o assunto não se estendeu mais.

Logo Neville, Dino e Simas aparece e começaram a conversar sobre a Copa Mundial de Quadribol.
- Eu não fui. - Neville falou - Vovó não quis ir e não comprou as entradas. Parece ter sido fantástico!
- Olhem só! - Rony falou, mostrando sua miniatura do Vitor Krum. - O vimos de perto e ficamos no camarote de honra, nas primeiras fileiras.
- Pela primeira e última vez na vida não é Weasley, é bom você não se acostumar. - estava passando bem na hora, ele estava acompanhado dos dois brutamontes que ele chama de amigos.
- Vai lamber sabão, Malfoy. - Rony falou, bravo.
- O que você está fazendo aqui, Malfoy? - perguntou, já perdendo a paciência.
- Vim perguntar se vão tentar entrar.
- Do que você está falando? - Rony franziu o cenho.
- Você vai entrar? - Malfoy perguntou ao ruivo - Nem pergunto à Black e ao Potter, exibidos do jeito que são... Não vão perder essa oportunidade.
- Malfoy, se você não vai falar o que veio falar ou vai embora - Hermione interveio.
- Vocês não sabem? - ele riu, junto de Crabbe e Goyle - Seus pais trabalham no ministério e não contaram a vocês? Vai ver eles não sabem, devem ser tão insignificantes que não contam as coisas importantes para ele. Meu pai ficou sabendo há séculos.

A mão de estava a meio caminho da varinha presa na meia, e coberta pela calça. Mas o garoto saiu gargalhando. Rony, irritado, levantou-se e bateu à porta da cabine, que se estraçalhou no chão.

- Ron! - Hermione o repreendeu, enquanto lançava um Reparo na porta, que em segundos estava intacta.
- O que será que ele queria dizer? - Harry perguntou, não escondendo sua curiosidade
- Vai ver ele só falou aquilo para nos irritar, - falou - não seria a primeira vez.


Capítulo 6 - Torneio Tribruxo

A chuva caía sem pretensão de parar, a cerimônia de seleção já havia passado e o jantar foi servido, além do tilintar de talheres e das conversas dos alunos, trovões também podiam ser ouvidos.
Enquanto Rony se enchia de comida, Hermione olhava para ele com uma expressão de nojo. Harry e conversavam sobre suas expectativas para o torneio de quadribol deste ano, esperavam poder repetir a dose do ano passado, em que a Grifinória ganhou o torneio.
- Você não vai mesmo comer? - Rony perguntou a Mione, que não queria comer depois de descobrir que a mesma era preparada por elfos-domésticos.
- Não, Rony, essa comida foi feita por elfos domésticos, que não recebem salário, nem férias. - a garota estava muito envolvida a causa desde o acontecido com Winky, e agora se recusava a comer após escutar Régulo dizer que elfos trabalham nas cozinhas de Hogwarts.
- Mione, eles não se importam, - explicou - e ficariam extremamente ofendidos se lhes fossem oferecidos um salário, eles gostam de servir.
Black entendia o lado da amiga, sabia que muitos elfos eram maltratados.
- Na casa de sua família tem um elfo, não é mesmo? - Mione perguntou à amiga.
- Sim, Monstro está na família Black há muitos anos, muito antes de eu nascer - a garota de cabelos pretos respondeu - Mas ele mora no Largo Grimmauld, não gosta de ficar com a gente em Godric's Hollow e meu pai odeia a casa em que cresceu e Monstro sempre foi muito leal à minha avó.
A conversa foi interrompida por Dumbledore, que se levantou de seu lugar e começou seu usual discurso de começo de ano letivo.
- Então! - exclamou Dumbledore, sorrindo para todos - Agora que já comemos e molhamos também a garganta, preciso mais uma vez de sua atenção, para alguns avisos. O senhor Filch, o zelador, me pediu para avisá-los que a lista dos objetos proibidos no interior do castelo este ano cresceu, passando a incluir ioiôs-berrantes, frisbees-dentados e mumerangues-de-repetição. A lista inteira tem uns 437 itens, creio eu, e pode ser examinada na sala do Sr. Filch, se alguém quiser lê-la.
- Claro que sim - Régulo falou irônico, fazendo os gêmeos rirem baixinho.
Dumbledore continuou:
- Como sempre, eu gostaria de lembrar a todos que a floresta que faz parte da nossa propriedade é proibida a todos os alunos, e o povoado de Hogsmeade, àqueles que ainda não chegaram à terceira série. Tenho ainda o doloroso dever de informar que este ano não realizaremos a Copa de Quadribol entre Casas.
O diretor foi interrompido por protestos dos alunos, que logo voltaram a prestar atenção.
- Isto se deve a um evento que começará em outubro e irá prosseguir durante todo o ano letivo, mobilizando muita energia e muito tempo dos professores, mas eu tenho certeza de que vocês irão apreciá-lo imensamente. Tenho o grande prazer de anunciar que este ano em Hogwarts…
Mas neste momento uma ouviu-se uma trovoada ensurdecedora e as portas do Salão Principal foram escancaradas. Havia um homem parado à porta, se apoiando em um longo cajado e coberto por uma capa de viagem preta. Todas as cabeças no Salão Principal viraram para o estranho, que foi iluminado por um relâmpago que cortou o teto. Ele baixou o capuz, sacudiu uma longa juba de cabelos grisalhos e começou a mancar em direção à mesa dos professores.
Um ruído metálico e abafado escoava pelo salão a cada passo que ele dava. Quando alcançou a ponta da mesa, virou à direita e mancou pesadamente até Dumbledore. Mais um relâmpago revelou seu rosto. Hermione, e Hailey prenderam a respiração. A Potter mais nova até se encolheu um pouco, ao lado da Black.
O rosto do homem parecia ter sido talhado em madeira exposta ao tempo, por alguém que tinha uma vaguíssima ideia do aspecto que um rosto humano deveria ter e não fora muito habilidoso. Cada centímetro da pele do estranho parecia ser coberto por cicatrizes. A boca lembrava um rasgo diagonal e faltava um bom pedaço do nariz. Mas eram os seus olhos que o tornavam assustador.
Um deles era pequeno, escuro e penetrante. O outro era grande, redondo como uma moeda e azul-elétrico vivo. O olho azul se movia para todos os lados, sem piscar.
- É quem eu estou pensando? - perguntou ao irmão, que confirmou.
- Quem é ele? - Hailey perguntou, se ajeitando no banco.
- Alastor Moody, - Reg respondeu - ele foi auror, papai já falou dele pra gente, Azkaban está quase cheia graças a ele, dizem que está totalmente biruta hoje em dia.
Moody se aproximou de Dumbledore e estendeu a mão direita para o diretor que a apertou, murmurando palavras que os alunos não puderam ouvir e depois de uma curta conversa, Dumbledore indicou um lugar à mesa dos professores.
- Gostaria de apresentar o novo professor de Defesa Contra As Artes das Trevas, Prof. Moody - Dumbledore falou animado mas ninguém aplaudiu.
O bruxo parecia indiferente a isso.
- Como ia dizendo - recomeçou Dumbledore - teremos a honra de sediar um evento muito excitante nos próximos meses, um evento que não é realizado há um século. Tenho o enorme prazer de informar que, este ano, realizaremos um Torneio Tribruxo em Hogwars.
- O senhor está BRINCANDO! - Fred exclamou em voz alta.
Essa fala do ruivo arrancou risadas de quase todos, até Dumbledore deu umas risadinhas.
- Não estou brincando, Sr. Weasley - disse ele -, embora, agora que o senhor menciona, tenho ouvido uma excelente piada durante o verão sobre trasgo, uma bruxa má e um leprechaun que entram em um bar…
A Profª Minerva pigarreou alto, fazendo Dumbledore voltar ao assunto.
- Hum... Talvez não seja hora... Não... Onde é mesmo que eu estava? Ah sim, no Torneio Tribruxo... Bom, alguns de vocês talvez não saibam o que é esse torneio, de modo que espero que aqueles que já sabem me perdoem por dar uma breve explicação, e deixem sua atenção vagar livremente.
“O Torneio Tribruxo foi criado há 700 anos, como uma competição amistosa entre as três maiores escolas europeias de bruxaria europeia - Hogwarts, Beauxbatons e Durmstrang. Um campeão de cada é eleito para representar cada escola e os três campeões competem em três tarefas mágicas. As escolas se revezaram para sediar o torneio a cada cinco anos, e todos concordaram que era uma excelente maneira de estabelecer laços entre os jovens bruxos e bruxas de diferentes nacionalidades - até que a taxa de mortalidade se tornou tão alta que o torneio foi interrompido.”
- Taxa de mortalidade? - Mione falou baixinho para os amigos - E ainda vão permitir isso?
Os alunos ao redor dividiam expressões, enquanto alguns estavam assustados, outros estavam animados.
- Durante séculos houve várias tentativas de retomar o torneio - Dumbledore continuou -, nenhuma das quais foi bem-sucedida. No entanto, os Departamentos de Cooperação Internacional em Magia e de Jogos e Esportes Mágicas decidiram que já era hora de fazer uma nova tentativa. Trabalhamos muito durante o verão para garantir que desta vez, nenhum seja exposto a um perigo mortal.
“Os diretores de Beauxbatons e Durmstrang chegarão com a lista final dos competidores de suas escolas em outubro e a seleção dos três campeões será realizada no Dia das Bruxas. Um julgamento imparcial decidirá que alunos terão mérito para disputar a Taça Tribruxo, a glória de sua escola, o prêmio individual de 1000 galeões.”
- Estou nessa! - Fred sibilou para os colegas de Casa.
Os outros alunos pareciam animados para participar, de longe, viu Cedrico sorrindo para os amigos, que falavam coisas que ela não conseguia entender. Em algum momento, o lufano levanta o olhar para a garota e lhe lança um sorriso, sendo retribuído por outro, um pouco mais tímido.
- Ansiosos como eu sei que estarão para ganhar a Taça para Hogwarts, - Dumbledore continuou - os diretores das escolas participantes, bem como o Ministério da Magia, concordaram em impor este ano uma restrição à idade dos competidores. Somente alunos maiores de idades poderão participar, isto é, somente alunos com 17 anos, deverão apresentar seus nomes à seleção. - Muitas pessoas protestaram, os gêmeos Weasley inclusos - Esta é uma medida que julgamos necessária, pois as tarefas do torneio continuarão a ser difíceis e perigosas, por mais preocupações que tomemos e é muito pouco provável que os alunos abaixo da sexta e sétima série sejam capazes de dar conta delas. Cuidarei pessoalmente para que nenhum aluno menor de idade engane nosso juiz e seja escolhido campeão de Hogwarts. - Dumbledore olhou para a mesa da Grifinória, em especial para os gêmeos Weasley e Régulo Black - Portanto, peço que não percam seu tempo apresentando suas candidaturas se ainda não tiverem 17 anos completos.
“As delegações de Beauxbatons e de Durmstrang chegarão em outubro e permanecerão conosco a maior parte deste ano letivo. Sei que estenderão as suas boas maneiras aos nossos visitantes estrangeiros enquanto estiverem conosco, e que darão o seu generoso apoio ao campeão de Hogwarts quando ele for escolhido. E agora já está ficando tarde e sei como é importante estarem acordados e descansados para começar as aulas amanhã de manhã. Hora de dormir! Todos para a cama!”
Houve um estardalhaço de alunos levantando, os monitores saíram primeiro, acompanhados dos primeiranistas para os salões comunais.

***


- Não acredito que vão fazer isso com a gente! - Jorge reclamou, enquanto seguiam para a torre da Grifinória - Fred e eu vamos fazer 17 em abril.
- Eu em janeiro - Reg falou, e fez uma careta.
- Ainda bem, ia deixar a mamãe de cabelos em pé. - falou, andando ao lado do irmão.
- Não vão me impedir de me inscrever. - disse Fred, teimoso, também amarrando a cara para a mesa dos professores. - Os participantes vão fazer todo tipo de coisa legal e que normalmente não podemos fazer. E são mil galeões de prêmio!
- Mil galeões… - Rony falou, sonhador, com um olhar distante.
Harry, , Hermione, Rony, Fred, Jorge, Régulo e Hailey saíram para o saguão de entrada, os mais velhos discutiam o que poderiam fazer para se inscrever.
- Vocês querem mesmo entrar nisso? - Mione falou.
- Claro que sim. - os três falaram ao mesmo tempo.
- Mas pessoas morreram! - a garota de cabelos castanhos falou, enquanto passavam por uma escada escondida por uma tapeçaria para subir uma escada estreita.
- É, - Fred falou - mas foi há anos, não é? Em todo caso, onde está a graça se não tiver um pouco de risco? Ei, Rony, e se descobrirmos como contornar Dumbledore? Já imaginou a gente se inscrevendo?
- O que vocês acham? - Rony perguntou aos amigos - Seria legal, não seria?
- Eu passo, - falou - acho que já tivemos riscos suficiente durante esses anos em Hogwarts, só espero que tenhamos um ano tranquilo uma vez na vida.
Harry concordou.
- Mas suponho que eles querem alguém mais velho? Não sei se aprendemos o suficiente…
- Isso só mostra o quão perigosas essas provas serão. - Hermione retrucou.
- Eu não aprendi o suficiente. - uma voz triste falou, logo identificaram Neville que vinha atrás do grupo - Mas imagino que minha avó vai querer que eu experimente, ela está sempre falando que tenho que honrar a família. Eu terei que... Opa…
Neville havia afundado o pé em um dos degraus bichados da escada. Hogwarts tinha muitos degraus bichados, já era instinto que os alunos saltassem esses degraus, mas Neville tinha uma memória notoriamente fraca. Harry e Rony o ajudaram, enquanto uma armadura ria asmática, no topo da escada.
- Cala a boca! - Rony falou, quando passaram por ela, baixando o visor da armadura, que parou de rir.
Os garotos se dirigiram à entrada da torre da Grifinória, que ficava escondida pelo quadro da Mulher Gorda.
- Senha? - a mulher na pintura perguntou, quando o grupo se aproximou.
- Asnice, - Jorge respondeu - um monitor me contou lá embaixo - explicou aos demais.
O retrato girou para a frente, expondo um buraco na parede, pelo qual o grupo passou. Um fogo crepitante na lareira aquecia a sala comunal circular, mobiliada com fofas poltronas, mesas e um sofá muito confortável mais próximo à lareira. Hermione olhou feio para as chamas dançantes em um olhar mal-humorado e Harry ouviu um “trabalho escravo” dito pela amiga baixinho. Ela ficara assim desde que descobrira que além de cozinharem, os elfos também limpavam as salas comunais e alimentavam as lareiras durante a noite, quando todos já estavam dormindo.
Mione, e Hailey se despediram dos meninos e foram para o dormitório feminino. Hailey deu boa noite às duas mais velhas e entrou em seu quarto enquanto Hermione e seguiram pelo corredor até o delas. Lilá Brown e Parvati Patil ainda não estavam no quarto, então elas aproveitaram para conversar.
- Acha que eu não vi a troca de sorrisos entre você e o Diggory? - Mione falou enquanto pegava seu pijama no malão.
As duas não costumavam falar sobre meninos quando estavam perto de Harry e Rony, pois seriam zoadas na certa, mas quando estavam sozinhas, tinham várias conversas “de meninas”.
- Bom, não quer dizer nada, - a Black respondeu - ele só deve ter me reconhecido da caminhada até o local da Copa. - deu de ombros.
- Pode ser que sim. - Granger imitou o gesto da mesma.
As duas não estenderam o assunto, pois logo Lilá e Parvati entraram no quarto, e as duas garotas tinham fama de fofoqueiras na escola. não queria que Cedrico descobrisse seu crush nele dessa forma. As garotas trocaram suas vestes pelo pijama e cada uma deitou em sua cama. ainda pensou no que poderia significar o olhar de Cedrico para ela, mas decidiu deixar para lá e adormeceu.


Capítulo 7 - Draco Malfoy: a doninha saltitante

Na manhã seguinte, quando acordou, o quarto já estava vazio. Isso fez a garota levantar-se rapidamente, pegando suas vestes e correndo para o banheiro se arrumar.
Ela corria pelos corredores de Hogwarts até o Salão Principal, para que pudesse tomar o café da manhã.
- Black! - ouviu uma voz masculina chamá-la, ela se virou, dando de cara com Diggory, que se aproximava.
- Me desculpe! Sei que não pode ficar correndo pelos corredores, mas eu acordei super atrasada, estou correndo para não perder a hora do café - ela explicou-se ao lembrar que o garoto era monitor.
Eles mal haviam começado o ano, ela não queria começar já perdendo pontos para a Grifinória.
- Não se preocupe - o garoto riu, andando ao seu lado -, também estou atrasado para o café, alguns alunos do primeiro ano se enrolaram com algumas coisas no salão comunal da Lufa-Lufa.
Eles seguiram andando, em silêncio por alguns segundos.
- Então… - os dois falaram juntos e riram.
- Pode falar… - a garota falou para o lufano, um pouco envergonhada.
- O que achou do anúncio de Dumbledore ontem?
- Fiquei um pouco triste, por não termos quadribol - começo - mas parece ser interessante... No entanto prefiro só assistir, tive emoções demais nos três primeiros anos, além disso, não tenho idade para participar.
Cedrico concordou, mas não continuaram a conversa, pois chegaram às portas do Salão Principal.
- Bom, até depois.
Cedrico despediu-se, indo para a mesa da Lufa-Lufa, enquanto ia para a mesa da Grifinória, onde seus amigos estavam sentados.
- Finalmente, achei que não ia acordar - Mione resmungou assim que a amiga sentou ao seu lado.
- Por que você não me chamou? - Black reclamou, se servindo com torradas e ovos com bacon e pegando um copo de suco.
- Eu chamei! Te chacoalhei, gritei, mas você simplesmente não acordava, parecia que estava morta, aí te deixei dormir.
- Bom dia para você também. - Harry falou, sarcástico.
- Bom dia, meninos. - a garota se desculpou, enquanto comia o mais rápido que podia.
- A professora McGonagall já trouxe nossos horários, e me entregou o seu - o garoto de óculos passou um pergaminho para a amiga, que agradeceu, dando uma olhada qual seria a primeira aula do dia.
- Hoje não é tão ruim... Lá fora a manhã toda - Rony comentou, pegando um muffin - Herbologia com a Lufa-Lufa e Trato das Criaturas Mágicas... Com a Sonserina.
A garota fez uma careta.
- Dois tempos de Adivinhação pela tarde. - a garota choramingou. Essa era a aula que eles menos gostavam, a Profª Trelawney todo ano previa a morte de um aluno.
- Eu disse para vocês desistirem dessa matéria. - Hermione falou, rolando os olhos - Runas Antigas, Aritmancia, Estudo dos Trouxas... Tantas matérias mais sensatas.
- Bom, agora é meio tarde para isso. - Harry deu de ombros.
- Você voltou a comer. - falou, vendo Hermione tomar um copo de suco de laranja.
- Decidi que não posso lutar pelos direitos dos elfos desmaiando de fome, deve haver maneiras melhores de fazer isso.

***


Os alunos da Grifinória desciam o jardim em direção à cabana de Hagrid, na orla da Floresta Proibida. Hagrid já esperava por eles em frente à cabana, uma das mãos segurava a coleira do enorme cão de caçar javalis, Canino. Havia vários caixotes abertos no chão a seus pés, e Canino choramingava e retesava a coleira aparentemente querendo investigar o conteúdo das caixas mais de perto. Os garotos se aproximaram e ouviram um estranho som de chacoalhados, e pequenas explosões.
- Dia! - Hagrid cumprimentou, sorrindo para os , Harry, Rony e Hermione - Vamos esperar os alunos da Sonserina, eles não vão querer perder isso… Explosivins!
Hagrid achava todo tipo de monstrengo fofo, Black lembrava-se muito bem de Fofo, um cão de três cabeças, Norberto, o dragão que Hagrid ganhou, mas que foi levado para o santuário onde Carlinhos Weasley trabalhava e Aragogue, uma aranha enorme que vive na Floresta Proibida, , Harry e Rony fizeram uma pequena visita a ela, quando achavam que Hagrid era o responsável por abrir a Câmara Secreta.
- Como é? - perguntou Rony.
Lilá Brown gritou, achou exagero, até ver as criaturas que estavam dentro dos caixotes. Pareciam lagostas sem a casca, deformadas, terrivelmente pálidas e de aspecto pegajoso, pernas saíam dos lugares mais estranhos e não tinham cabeça visível. Em cada caixote devia ter uns cem deles, cada um com aproximadamente 15 cm, rastejando uns sobre os outros e fediam a peixe podre e soltavam faíscas da cauda, com um leve “pum”, se deslocavam alguns centímetros à frente.
- Acabaram de sair da casca - Hagrid informou, orgulhoso -, por isso vocês vão poder cuidar deles pessoalmente! Achei que poderíamos fazer uma pesquisa sobre eles.
- E por que nós íamos querer criar esses bichos? - Malfoy falou, com a voz fria, seus amigos idiotas riam do que ele falou.
Os alunos da Sonserina se aproximaram do grupo.
- Quero dizer, o que eles fazem? - perguntou Malfoy. - Para que servem?
Hagrid abriu a boca, fazendo um esforço para responder.
- Provavelmente têm mais utilidade que você - respondeu.
A garota não havia simpatizado nem um pouco com os Explosivins, mas odiava que tratassem seus amigos daquela forma.
- Você gostou, Black? - Malfoy provocou. - Por que não leva um para casa?
A garota ia responder, mas Hagrid interrompeu.
- , não vale a pena - ele disse para a garota. - Iremos aprender para que eles servem, Malfoy, hoje você só irá alimentar os bichos. Vamos ter que experimentar diferentes tipos de alimentos, nunca os criei, não sei do que gostam... Tenho ovos de formiga, fígados de sapo e um pedaço de cobram experimentem um pouquinho de cada.
- Primeiro pus e agora isso - Simas resmungou.
Nada, exceto a profunda afeição que tinham por Hagrid, poderia ter feito o quarteto apanhar mãos cheias de fígados de sapo melados e baixá-las aos caixotes para alimentar Explosivins.

***


- Que aula horrorosa… - resmungou enquanto ela, Harry e Rony andavam até o Salão Principal, após sair da aula de Adivinhação, com um enorme dever de casa para entregar na próxima semana.
- Diabo de morcega velha. - Rony resmungou também, enquanto se reuniram aos demais alunos que desciam as escadas - Esse dever vai nos tomar todo o fim de semana.
- Muito dever de casa? - indagou Hermione, animada, alcançando-os - A Profª Vector não passou nada para nós.
- Palmas para a Profª Vector. - Rony retrucou, mal-humorado.
Os quatro chegaram ao saguão de entrada, que estava lotado de gente fazendo fila para o jantar. Tinham acabado de entrar no fim da fila, quando uma voz alta soou às costas deles.
- Weasley! Ei, Weasley!
, Harry, Rony e Hermione se viraram. Malfoy, Crabbe e Goyle estavam parados ali, e tinham expressões satisfeitas no rosto.
- Que é? - perguntou Rony rispidamente.
- Seu pai está no jornal, Weasley! - disse Malfoy brandindo um exemplar do Profeta Diário, e isso bem alto para que todas as pessoas aglomeradas pudessem ouvir - Escuta só.

NOVOS ERROS NO MINISTÉRIO DA MAGIA
Pelo visto, os problemas no Ministério da Magia ainda não terminaram, informa nossa correspondente especial Rita Skeeter. Recentemente censurado por sua incapacidade de controlar multidões durante a Copa Mundial de Quadribol, e ainda devendo é uma opinião pública uma explicação para o desaparecimento de uma de suas bruxas, ontem o Ministério enfrentou novo constrangimento com as extravagâncias de Arnold Weasley, da Seção do Controle do Mau Uso dos Trouxas.

Malfoy ergueu os olhos.
- Imagina, nem escreveram o nome direito dele, Weasley, é quase como se ele não existisse, não é?
Todos no saguão agora prestavam atenção. Malfoy esticou o jornal com um gesto largo e continuou a ler.

Arnold Weasley, acusado de possuir um carro voador há dois anos, envolveu-se ontem numa briga com guardiões trouxas da lei (policiais) por causa de latas de lixo extremamente agressivas. O Sr. Weasley parece ter ido socorrer “Olho-Tonto” Moody, um ex-auror que se aposentou do Ministério ao se tornar incapaz de distinguir um aperto de mão de uma tentativa de homicídio. Ao chegar à casa do ex-auror, fortemente guardada, o funcionário verificou, sem surpresa, que, mais uma vez, o Sr. Moody dera um alarme falso. Em consequência, o Sr. Weasley foi obrigado a alterar muitas memórias para poder escapar dos policiais, mas se recusou a responder às perguntas do Profeta Diário sobre as razões que o levaram a envolver o Ministério nesse pouco digno e potencialmente embaraçoso.

- E tem uma foto, Weasley! - acrescentou Malfoy, virando o jornal e mostrando-a. - Uma foto de seus pais à porta de casa, se é que se pode chamar isso de casa! Sua mãe bem que podia perder uns quilinhos, não acha?
Rony tremia de fúria. Todos o encaravam.
- Se manda, Malfoy. - disse Harry enquanto e Mione se preparavam para segurar Rony, caso ele avançasse em Draco – Vamos, Rony…
- Você visitou os Weasleys no verão, não foi, Potter? - caçoou Malfoy. – Então, me conta, a mãe dele parece uma barrica ou é efeito da foto?
- Você já olhou para sua mãe, Malfoy? - respondeu Harry, e Hermione seguravam Rony para impedi-lo de ir para cima do sonserino. - Aquela cara dela, de quem tem bosta debaixo do nariz? Ela sempre teve aquela cara ou foi só porque você estava perto dela?
o rosto de Malfoy corou levemente, enquanto os alunos ao redor riam.
- Não se atreva a falar da minha mãe, Potter.
- Então cala esse bocão.
- Vamos, Rony, vamos sair daqui. - falou, abrindo caminho entre os alunos para entrar no Salão Principal, sendo seguida pelos alunos.
BAGUE!
Muitas pessoas gritaram. Harry sentiu uma coisa branca e quente arranhar o lado do rosto, mergulhou a mão nas vestes para arranhar a varinha, mas antes que chegasse sequer a tocá-la ouviu um segundo estampido e um berro que ecoou pelo saguão de entrada.
- AH, NÃO VAI, NÃO, GAROTO!
O quarteto se virou. O Prof. Moody descia mancando a escadaria de mármore. Tinha a varinha na mão e apontava diretamente para uma doninha branca, que tremia no piso de lajotas, exatamente no lugar onde Malfoy estava.
Fez-se um silêncio, vários alunos seguravam a risada.
- Ele o mordeu? - Moody perguntou a Harry.
- Não, - o garoto respondeu - por pouco.
- DEIXE-O! - Moody berrou para Crabbe, que tentava pegar a doninha.
O olho giratório de Moody era mágico, e lhe permitia ver através da nuca.
Moody começou a mancar em direção a Crabbe, Goyle e doninha, que soltou um guincho aterrorizado e tentou fugir para as masmorras.
- Acho que não! - rugiu Moody, tornando a apontar a varinha para a doninha, ela subiu uns três metros no ar, caiu com um baque úmido no chão, e isso se repetiu por mais algumas vezes.
“Não gosto de quem ataca um adversário pelas costas”, o professor rosnou, a doninha quicava cada vez mais alto e guinchava de dor. “Um ato nojento, covarde, reles…”
- Prof. Moody! - a Profª McGonagall chamou com uma voz chocada.
Ela vinha descendo as escadas com os braços carregados de livros.
- Olá, Profª McGonagall - Moody cumprimentou calmamente, fazendo a doninha quicar cada vez mais alto.
- O que está fazendo? - a professora seguia a doninha com os olhos.
- Ensinando!
- Isso é um aluno? - a professora gritou, os livros despencando de seus braços.
- É.
A professora puxou a própria varinha, em um momento depois, Draco Malfoy reapareceu, caído embolado no chão, com o rosto estava muito vermelho. Ele se levantou, fazendo uma careta.
- Moody, nunca usamos transformação como castigo! - disse a professora com a voz fraca - Certamente o Prof. Dumbledore deve ter-lhe dito isso.
- É, talvez ele tenha comentado. - Moody coçou o queixo.
- Damos detenções, Moody! Ou falamos com o diretor da casa do faltoso!
Os olhos de Malfoy lacrimejavam de dor e humilhação, comentando algo como “meu pai”. Enquanto Moody o levava segurando em seu antebraço até a sala de Snape.
A Profª Minerva os acompanhou pelo olhar, depois com um aceno da varinha, os livros voltaram para seus braços, e dispersando os alunos que ainda estavam por ali.
- Não falem comigo. - Rony falou para os três amigos quando eles se sentaram à mesa da Grifinória, os alunos comentavam uns com os outros sobre o que acabara de acontecer.
- Por que não? - Hermione perguntou, preocupada.
- Porque quero gravar isso na minha memória para sempre. - Rony disse, com os olhos fechados.
- Draco Malfoy, a doninha saltitante. - falou, fazendo os outros rirem enquanto se serviam.
- Ele poderia ter se machucado de verdade - Mione comentou - Foi bom a Profª Minerva ter feito ele parar.
- Mione! - Rony exclamou furioso, abrindo os olhos - Você estragou o melhor momento da minha vida!
- Será que Moody poderia nos ensinar aquele truque? - perguntou, interessada, seria muito útil quando o primo viesse importuná-los.
- ! - foi repreendida pela amiga.
Hermione mais uma vez comia muito rápido.
- Não me diga que vai à biblioteca hoje à noite. - Harry falou para a amiga.
- Preciso - respondeu Mione indistintamente. - Muito que fazer.
- Mas você nos disse que a Profª. Vector…
- Não é dever de escola. - Em cinco minutos a garota terminou de comer e saiu correndo para a biblioteca.

Logo Fred se sentou onde Hermione havia acabado de se levantar, Jorge sentou-se ao seu lado e Régulo, se tentou de frente para eles, ao lado da irmã.
- Como foi a aula com Moody? - perguntou para os garotos.
- Ele é legal? - Harry complementou a pergunta.
- Incrível. - Régulo falou, empolgado.
- Ele é completamente pirado, mas sabe de muitas coisas. - Jorge falou, e os outros dois concordaram.
- Nunca tive uma aula igual - Fred disse.
- Ele sabe das coisas, cara. - Lino Jordan, que estava ao lado de Régulo, falou.
- Do quê? - Rony falou, curioso, enquanto se curvava para a frente.
- Sabe o que é estar lá fora fazendo as coisas. - disse Jorge, cheio de importância.
- Que coisas? - Harry perguntou.
- Combatendo as artes das trevas. - disse Régulo.
- Ele já viu de tudo.
- ‘tástico - Lino falou.
correu para pegar seu horário.
- Que droga! Só teremos aula com ele na quinta. - Reclamou. e os outros dois ficaram desapontados.
O jantar seguiu normalmente e depois o grupo foi para o salão comunal.


Capítulo 8 - As Maldições Imperdoáveis

Os dias se passaram normalmente, na quinta-feira, os alunos da Grifinória seguiram para a porta da sala assim que o almoço acabou, todos estavam muito empolgados para a aula com Moody, apenas Hermione chegou depois de todos os alunos.
- Estava na… - ela começou a falar.
- ...Biblioteca - os amigos completaram, mais uma vez ela comeu muito rápido e seguiu para a biblioteca durante o tempo do almoço.
Os quatro correram para pegar bons lugares, bem em frente à escrivaninha do professor. sentou ao lado de Hermione e Harry e Rony sentaram-se juntos ao lado delas. Eles apanharam os livros, e esperaram ansiosamente. Não demorou muito eles ouviram os passos de Moody pela sala.
- Guardem os livros - ele rosnou -, não vão precisar deles.
Os alunos se entreolharam, mas guardaram os livros nas mochilas. O professor pegou a folha de chamada e, sacudindo a longa juba para tirá-la do rosto, começou a chamar os alunos.
- Muito bem, recebi uma carta do Prof. Lupin sobre esta turma. - O professor começou a falar - Parece que vocês receberam um bom embasamento para enfrentar criaturas das trevas, mas estão atrasados, muito atrasados em maldições, estou aqui para pôr vocês em dia do que bruxos podem fazer uns com os outros. Tenho um ano para lhes ensinar a lidar com as forças…
- O senhor não vai ficar? - perguntou.
Moody olhou para ela e deu o que parecia ser um sorriso para ela.
- Você é a filha de Sirius Black, não é? Trabalhei com seu pai quando ele e James Potter entraram para o treinamento de aurores. E recentemente eles me ajudaram junto de Arthur Weasley a me tirar de uma enrascada. - ele deu o que parecia ser uma risada - Mas sim, ficarei aqui apenas um ano. Um favor especial a Dumbledore, depois volto ao sossego da minha aposentadoria.
Ele juntou as mãos nodosas.
- Agora, quem sabe me dizer quantas Maldições Imperdoáveis existem?
Hermione, mais do que depressa levantou a mão:
- Três, senhor. - a morena respondeu, rendendo alguns pontos para a Grifinória, o que fez os alunos comemorarem.
- E por que são chamadas assim?
- Porque se usar qualquer uma delas vai ganhar uma passagem só de ida para Azkaban. - completou.
- Correto! - o professor falou. - Elas têm variados graus de força e forma. Agora, segundo o Ministério da Magia, eu devo ensinar a vocês as contra maldições e parar por aí. Não devo lhes mostrar que cara têm as maldições ilegais até vocês estarem no sexto ano. Até lá, o Ministério acha que vocês não têm idade para lidar com elas. Mas o Prof. Dumbledore tem uma opinião mais favorável dos seus nervos e acha que vocês podem aprendê-las, e eu digo que, quanto mais cedo souberem o que vão enfrentar, melhor. Como vão se defender de uma coisa que nunca viram? Um bruxo que pretenda lançar uma maldição não vai fazer isso de forma suave e educada bem na sua cara. Vocês precisam estar preparados - O professor parou de falar para repreender Lilá que mostrava seu horóscopo para Parvati por baixo da mesa, aparentemente, seu olho mágico também via através de outras coisas.
Ele seguiu com a aula, perguntando sobre quais eram as maldições, e vários alunos levantaram as mãos, inclusive o quarteto. Moody apontou para Rony, mas seu olho mágico estava apontado para Lilá, que estava bastante corada.
- Hum - Rony começou sem muita certeza - Meu pai me falou sobre uma... Maldição Imperius, ou algo assim
- Sim. - disse Moody, satisfeito. - Seu pai conhecia essa. Certa vez deu ao Ministério muito trabalho.
Moody abriu uma gaveta da escrivaninha e pegou um frasco que tinha três aranhas dentro, enormes e pretas, e Rony se encolheu um pouco, o ruivo tinha pavor de aranhas.
O professor meteu a mão dentro do pote e pegou uma aranha. Ele apontou a varinha para ela e murmurou “Imperio!”. A aranha saltou da mão do professor para um fino fio de seda e começou a balançar para frente e para trás. Depois, a aranha saltou para a mesa de e Hermione, depois na mão de Lilá que deu um berro, depois “sapateando” no cabelo de Malfoy e na cara de Goyle, todos riam muito, principalmente os Grifinórios.
- Acharam engraçado? - rosnou. - Vocês gostariam que eu fizesse isso com vocês?
Todos pararam de rir instantaneamente.
- Controle total. - disse o professor em voz baixa, quando a aranha se enrolou e voltou a girar sem parar em cima da escrivaninha - Eu poderia fazê-la saltar pela janela, se afogar, se enfiar pela garganta de vocês abaixo…
Rony estremeceu involuntariamente.
- Há alguns anos, havia muitos bruxos e bruxas controlados pela Maldição Imperius. - disse Moody, e Harry entendeu que ele falava de Voldemort, seus pais já haviam comentado sobre o assunto. - Foi uma trabalheira para o Ministério separar quem estava realmente falando a verdade de quem estava agindo por vontade própria. A maldição pode ser neutralizada, e vou lhes mostrar como, mas é preciso força de caráter real e nem todos a possuem. VIGIL NCIA CONSTANTE! - ele gritou, assustando os alunos.
Moody pegou a aranha e a colocou de volta no frasco.
- Mais alguém sabe mais alguma? Outra maldição ilegal?
A mão do quarteto voltou a erguer e, para a surpresa de alguns, Neville. O garoto raramente levantava a mão para responder perguntas durante as aulas, com exceção de Herbologia. O olho mágico de Moody deu um giro completo para se fixar em Neville.
- Maldição Cruciatus. - Neville falou com a voz fraca, mas clara.
- Longbottom, hum? - o professor perguntou depois de olhar para a folha de chamada, e o garoto confirmou.
Moody voltou para onde estava o frasco de aranhas e pegou outra.
- Preciso de uma aranha maior, para lhes dar uma ideia. - ele apontou a varinha para a aranha. - Engorgio.
A aranha inchou, ficando maior que uma tarântula, Rony estremeceu de novo, empurrando a cadeira para trás, ficando o mais longe possível da escrivaninha de Moody.
O professor voltou a erguer a varinha e apontou mais uma vez para a aranha, murmurando “Crucio!”. O animal começou a se contorcer e agonizar.
olhou para Neville, preocupada, o garoto parecia estar sentindo a mesma dor que a aranha, ela sabia o que havia acontecido com Frank e Alice Longbottom, seus pais eram grandes amigos deles. Ela ergueu a mão e encostou a de Neville, que estava na escrivaninha ao lado da sua, apertando-a em apoio. O garoto tomou um susto e corou, mas depois olhou para a Black e deu um sorriso fraco, agradecendo o gesto.
- Pare! - Hermione gritou, percebendo o mesmo que a amiga.
Todos olharam para a garota. Moody ergueu a varinha e a aranha parou de se contorcer, depois murmurou “Reducio” e a aranha voltou para o tamanho normal, ele a colocou de volta ao frasco.
- Dor. - explicou Moody de voz baixa - Não se precisa de anjinhos nem facas para torturar alguém quando se é capaz de lançar a Maldição Cruciatus... Ela já foi muito popular.
“Certo, mas alguém conhece alguma outra?”
Os alunos pareciam bastante assustados com o que viram, pois Hermione foi a única que levantou a mão trêmula dessa vez.
- Sim! - Moody falou, a olhando.
- Avada Kedavra! - sussurrou a garota.
Vários alunos olharam constrangidos para a garota. Harry se mexeu desconfortável na cadeira.
- Ah! - exclamou o professor, com outro sorriso estranho - A última e a pior. Avada Kedavra… A maldição da morte.
Ele voltou a enfiar a mão no frasco, a terceira aranha corria freneticamente pelo vidro, como se já soubesse o que a aguardava, mas Moody conseguiu pegá-la e a colocou na escrivaninha, o animal corria desesperadamente, pela superfície de madeira.
- Avada Kedavra! - Moody berrou.
Uma luz verde saiu de sua varinha e atingiu a aranha, que instantaneamente virou de dorso, sem nenhuma marca, mas inconfundivelmente morta.

A turma passou o resto da aula fazendo anotações sobre cada uma das Maldições Imperdoáveis. Ninguém falou nada até que a sineta soou, e os alunos saíssem comentando sobre os acontecimentos das aulas. O quarteto estava falando sobre a aula.
- Apressem-se! - Hermione estava tensa, andando na frente dos amigos.
- O que? Quer ir para a biblioteca de novo? - Rony perguntou.
- Não, - a garota respondeu - Neville.
Então entendeu, e concordou com a amiga, andando ao seu lado. Os pais de Neville haviam sido torturados até a loucura no ano em que Voldemort estava fortalecido, nunca souberam exatamente o porquê de os Longbottom terem sido alvos.
Neville estava em pé, sozinho próximo a uma passagem, encarando a pedra na parede oposta e ele ainda parecia horrorizado, com o mesmo olhar que estava quando Moody falou sobre a maldição Cruciatus.
- Neville? - falou, gentilmente.
O garoto olhou para os amigos.
- Ah, olá, - ele falou, com uma voz mais alta que o normal - aula interessante, não? Eu imagino o que tem para jantar, eu estou faminto, vocês não estão?
- Neville, você está bem? - Mione falou.
- Sim, estou ótimo. - Neville falou, na mesma voz diferente da usual - Jantar muito interessante, quero dizer, sala. O que temos para comer?
Os meninos trocaram olhares confusos.
- Neville, o que-
Mas foram interrompidos pelo som da perna de Moody pelos corredores. Os cinco ficaram em silêncio, observando o professor apreensivamente, mas quando ele falou, foi no tom mais amável e gentil que eles já ouviram.
- Está tudo bem filho. - ele falou para Neville. - Por que não vem à minha sala? Venha, vamos tomar uma xícara de chá.
Neville olhava para o professor, surpreso pelo convite. Ele não falou ou se moveu.
Ele falou mais algumas coisas, algo sobre alguns livros que poderiam interessar o garoto, então os dois voltaram para a sala do professor.
- Ok… O que foi isso? - Rony falou, olhando para os amigos, que estavam tão confusos quanto eles.
- Eu não sei. - Hermione falou, enquanto e Harry balançavam a cabeça.


Os amigos ficaram em silêncio até chegar ao Salão Principal, Hermione não se juntou à conversa com os amigos durante o jantar, ela comeu o mais rápido que pôde de novo e correu para a biblioteca, os três falavam que deveriam começar a trabalhar nas predições que Trelawney passou para a turma, e que levaria horas. fez uma careta.
- Não sei onde estava com a cabeça quando escolhi essa matéria. - Black resmungou e os amigos concordaram.
- Graças à Merlin Hermione não está aqui ou passaria na nossa cara que Runas é muito mais interessante. - Rony falou, e os dois riram.
- Qualquer coisa é mais interessante que Adivinhação. - Harry falou e eles concordaram.

Após o jantar, , Harry e Rony seguiram para a torre da Grifinória, que estava cheia e barulhenta. Eles se separaram para pegar suas coisas, enquanto foi para o dormitório feminino, os meninos foram para o masculino e logo os três estavam reunidos de novo em uma mesa que acharam vazia no salão comunal.
Uma hora depois, eles não haviam feito muito progresso, a mesa estava cheia de pergaminhos e livros com símbolos estranhos.
- Eu não faço ideia do que isso quer dizer. - falou, olhando para uma página de cálculos.
- Sabem, - Rony começou - acho que devemos voltar à antiga regra da adivinhação.
- Como assim? - a garota falou confusa.
- ...Inventar? - Potter perguntou, entendendo o que o amigo queria dizer.
- Exatamente.
O ruivo respondeu, escrevendo algo. Depois afastando as coisas que estavam na mesa e colocando o pergaminho no meio para que os amigos pudessem ver.
- Vejam, - ele apontou com a ponta da pena - na segunda-feira há grande probabilidade de eu pegar uma tosse, devido à infeliz conjunção de Marte com Júpiter.
Ele levantou o olhar para a Black e o Potter.
- Vocês a conhecem, só escrevam uma porção de desgraças que ela engole tudo.
Os dois se olharam e deram de ombros.
- Ok. - falou, mergulhando a ponta de sua pena no tinteiro - Na segunda-feira eu posso… Levar um tombo da escada e quebrar uma perna.
- E eu… Vou correr o perigo de me queimar.
- Pode mesmo, teremos aula com os explosivins de novo. - Rony respondeu.
Os três se divertiram escrevendo tragédias, cada vez piores. O salão comunal havia começado a esvaziar, conforme os alunos iam para seus dormitórios e Hermione ainda não havia voltado.
- Hum… - começou - Vocês viram se Mione já voltou?
Os dois negaram, olhando em volta.
- Já vai dar a hora do toque de recolher - a garota falou, preocupada, consultando o relógio que havia na parede do salão comunal da Grifinória.
- Ela já deve estar voltando. - Ron respondeu, dando de ombros.
- E é a Mione, ela não se deixaria ser pega pelo Filch. - Harry falou, tranquilizando a amiga, que assentiu.
Bichento se aproximou dos três, os encarando como Hermione costumava olhar para eles quando eles não faziam as lições direito. O gato se aconchegou no colo de , que começou a acariciá-lo.
Além de , Harry e Rony, apenas Fred e Jorge continuavam na sala, em um canto, com as cabeças baixas enquanto olhavam para um pedaço de pergaminho e sussurravam. Logo eles deram boa noite e foram se deitar.
Hermione passou pelo buraco do quadro da Mulher Gorda alguns minutos após os gêmeos irem se deitar. Bichento desceu do colo da Black e foi até a dona.
- Alô, - a garota falou, sentando-se na cadeira vaga próxima aos amigos - acabei!
- Eu também. - Rony falou, baixando a perna.
Hermione pegou o pergaminho que ele deixou na mesa.
- Você não vai ter um mês nada bom, hum?
- Pelo menos estarei prevenido. - o ruivo falou.
- Parece que você vai se afogar duas vezes.
- Sério? - o garoto pegou o pergaminho de volta - É melhor eu trocar uma delas por um acidente envolvendo um hipogrifo descontrolado.
- Não vai ficar muito óbvio que vocês inventaram isso?
- Como se atreve? - Rony falou, ultrajado - Estamos há horas trabalhando como elfos domésticos.
Hermione arfou, e levantou os olhos de seu pergaminho, após escrever uma última frase.
- É uma expressão. - Rony respondeu, então os dois começaram uma discussão.
Black revirou os olhos, nem um pouco a fim de se meter entre os dois. A garota olhou para Harry, que terminava de escrever sobre sua própria morte por decapitação.
- Você não acha que exagerou um pouco? - falou para o amigo, que repousava sua pena na mesa.
- Talvez, - o garoto respondeu, mas deu de ombros - mas com certeza Trelawney vai adorar, já que seu passatempo preferido é prever minha morte.
Black riu, voltando a atenção para os outros dois.
- O que você tem nessa caixa? - ela perguntou para Granger a fim de interromper a discussãozinha dos dois.
- Que bom que perguntou, . - ela falou, fuzilando Rony com os olhos.
Mione abriu a caixa, revelando uns 50 distintivos, com cores diferentes e com a sigla F.A.L.E.
- Fale? - Harry perguntou, confuso - o que é isso?
- Não é fale. - protestou Hermione impaciente. - É F-A-L-E. Quer dizer, Fundo de Apoio à Liberação dos Elfos.
- Nunca ouvi falar nisso. - disse Rony.
- Ora, é claro que não ouviu. - disse Hermione energicamente. - Acabei de fundar o movimento.
- Ah, é? - disse Rony com um ar levemente surpreso. - E quantos membros já têm?
- Bom, se vocês três se alistarem... Quatro.
- E você acha que queremos andar por aí usando distintivos que dizem "fale", é? - falou Rony.
- F-A-L-E! - corrigiu-o Hermione irritada. — Eu ia pôr "Fim ao Abuso Ultrajante dos Nossos Irmãos Mágicos" e "Campanha para Mudar Condição", mas não dava certo. Então F.A.L.E. é o título do nosso manifesto.
Ela brandiu um rolo de pergaminho para os garotos.
- Andei pesquisando minuciosamente na biblioteca. A escravatura dos elfos já existe há séculos. Custo a acreditar que ninguém tenha feito nada contra ela até agora.
- Hermione, abra bem os ouvidos. - disse Rony em voz alta. - Eles. Gostam disso. Gostam de ser escravizados!
- A curto prazo os nossos objetivos, - disse Hermione, falando ainda mais alto do que o amigo e agindo como se não tivesse ouvido uma única palavra - são obter para os elfos um salário-mínimo justo e condições de trabalho decentes. A longo prazo, os nossos objetivos incluem mudar a lei que proíbe o uso da varinha e tentar admitir um elfo no Departamento para Regulamentação e Controle das Criaturas Mágicas, porque eles são vergonhosamente sub-representações.
Black apenas ouvia tudo, enquanto recolhia seus materiais e os colocava na mochila.
- E como é que vamos fazer tudo isso? - perguntou Harry.
- Vamos começar recrutando novos membros. — disse Hermione feliz. - Achei que dois sicles para entrar, o que paga o distintivo, e o produto da venda pode financiar a distribuição de folhetos. Você é o tesoureiro, Rony, tenho lá em cima uma latinha para você fazer a coleta. Você, Harry, o secretário, por isso você talvez queira anotar tudo que estou dizendo agora, para registrar a nossa primeira reunião e você, , será a vice-presidente e me ajudará a organizar tudo.
Houve uma pausa em que Hermione sorriu radiante para os três, arregalou os olhos, encarando a amiga e depois os outros dois, Harry se dilacerou entre a exasperação com a amiga e a vontade de rir da cara de Rony.
- Bom, eu vou dormir. - falou, quebrando o silêncio que se instalou entre os amigos - Boa noite.
Os outros acabaram levantando, e indo se deitar também. Quando Black e Granger chegaram a seu quarto, Lilá e Parvati já estavam dormindo, então elas fizeram o máximo de silêncio possível enquanto colocavam seus pijamas e deitavam.


Capítulo 9 - Beauxbatons e Durmstrang

Na manhã seguinte, acordou mais cedo que o habitual, pois queria ir ao corujal enviar uma carta que havia escrito para seus pais, lhes contando tudo sobre os dias em Hogwarts e suas aulas. Hermione ainda dormia quando a garota deixou o quarto, e poucos alunos já estavam na sala comunal.
Ao chegar ao corujal, percebeu que havia um garoto lá, ao chegar mais próximo, viu que se tratava de Cedrico, assim como ela, Diggory também já trajava suas vestes de Hogwarts.
- Bom dia. - Black cumprimentou, se aproximando da janela, apreciando a brisa fria da manhã, respirando fundo.
O garoto até então não havia percebido que não estava mais sozinho.
- Bom dia, - o garoto respondeu ao cumprimento, sorrindo de leve - o que faz acordada tão cedo?
- Eu queria enviar uma carta aos meus pais, faz tempo que não escrevo para eles.
O garoto assentiu com a cabeça, enquanto uma coruja negra voava até ela.
- Hey, Nyx! - a garota falou, acariciando de leve suas penas. - Leve esta carta até mamãe e papai, e aguarde a resposta deles, ok?
A coruja piou, dando uma leve bicada na mão da dona, enquanto ela amarrava o rolo de pergaminho na pata da mascote que logo levantou voo.
acompanhou com o olhar enquanto via Nyx sumir no horizonte.
- E você? O que faz aqui a esta hora?
Black olhou para Cedrico ao seu lado.
- Gosto de admirar a paisagem.
- Mesmo com o cheiro de titica de coruja?
Ele riu.
- Mesmo com o cheiro. - ele confirmou - Na verdade, também tinha que responder uma carta de meus pais, e parei um pouco para olhar, sempre fico admirado como esse lugar é incrível.
concordou, enquanto os dois desciam as escadas do corujal. Eles seguiram para o Salão Principal enquanto conversavam.
- Como estão as aulas? - o garoto perguntou, puxando assunto.
- Uma loucura! - a garota comentou - Snape tirou 10 pontos de mim por chegar DOIS minutos atrasada na aula essa semana!
Concluiu indignada e Cedrico riu.
- Não me surpreende, ele sempre favorece os alunos da Sonserina e tira ponto dos outros alunos, mas parece ser pior com a Grifinória. - o lufano comentou, e a grifinória assentiu.
- Sim, ele costuma pegar muito no meu pé e no de Harry… - revirou os olhos - Mas e você, senhor monitor? Já perdeu pontos para a Lufa-Lufa?
- Sinto desapontá-la, senhorita Black, mas não. - ele respondeu e eles riram.
Eles chegaram ao Salão Principal, conseguiu localizar os amigos, já tomando o café da manhã.
- Bom, nos vemos por aí. - a garota se despediu.
- , - Diggory chamou, antes de Black se afastar - o que acha de nos encontrarmos em Hogsmeade algum dia desses?
- Claro, eu vou adorar. - sorriu, então se despediram.

se sentou ao lado de Hermione e de frente para Rony e Harry, que estava com a cara fechada. A garota franziu o cenho para ele, enquanto se servia de ovos bacon e torradas e colocava suco de abóbora em um copo.
- Desculpe, mas eu tenho que perguntar. - Rony interrompeu o silêncio e todos olharam para ele.
Hermione balançou a cabeça em negação.
- A quanto tempo você está namorando o Diggory?
- O quê?! - perguntou, exasperada - Não estamos namorando, somos só amigos, nos encontramos no corujal e viemos conversando.
Black encarou Potter.
- Por que você está com essa cara?
- Nada. - o moreno respondeu, voltando sua atenção para o pedaço de bolo que estava comendo.
A garota arqueou a sobrancelha, mas voltou a sua atenção para seu café.
- Apressem-se, - Hermione falou - temos aula em cinco minutos.
Logo o quarteto se levantou para ir para a aula de Defesa Contra as Artes das Trevas.

***

Na aula de DCAT, Moody lançara a Maldição Imperius nos alunos, para ensiná-los a resistir. Harry foi o único que conseguiu apresentar algum indício de resistência. Dino Thomas deu três voltas pela sala aos saltos, cantando o hino nacional. Lilá Brown imitou um esquilo, Neville executou uma série de acrobacias surpreendentes, que ele certamente não teria conseguido em condições normais e fizera vários passos de balé, mesmo sem nunca ter praticado.
Depois, os quartanistas da Grifinória tiveram aula de Transfiguração e, em seguida, Adivinhação e a professora Trelawney falou que , Harry e Rony tinham tirado nota máxima no trabalho sobre as predições, o que eles acharam muito engraçado, no entanto, eles não acharam tanta graça quando ela pediu que fizessem outra projeção para dali a dois meses: eles tinham quase esgotado as ideias para catástrofes.
O Professor Binns, o fantasma que ensinava História da Magia, mandou-os escrever ensaios semanais sobre a Revolta dos Duendes no século XVIII. O Professor Snape estava obrigando-os a pesquisar antídotos. A turma levou o dever a sério, porque ele insinuou que talvez envenenasse um deles antes do Natal para ver se o antídoto que encontrassem faria efeito. O Professor Flitwick lhes pedira que lessem mais três livros, em preparação para a aula de Feitiços Convocatórios.
E até Hagrid aumentara a carga de trabalho de seus alunos. Os explosivins estavam crescendo em um ritmo excepcional, dado que ninguém ainda descobrira o que comiam. Hagrid estava encantado e, como parte da "pesquisa", sugeriu que fossem à sua cabana em noites alternadas para observar os bichos e tomar notas sobre o seu extraordinário comportamento.
- Eu não vou fazer. - Malfoy falou, quando Hagrid passou a tarefa, tirando um dos explosivins da caixa. - Já vejo o suficiente dessas coisas, obrigado.
- Você vai fazer sim. - o sorriso de Hagrid desapareceu - Porque se não fizer, vou seguir o exemplo do Prof. Moody, ouvi dizer que você ficou muito bem de doninha.
Os alunos da Grifinória gargalharam, deixando Draco vermelho.

O quarteto de ouro voltava para o castelo, ainda rindo por Hagrid ter desmoralizado Malfoy. Quando chegaram ao saguão de entrada, viram-se impedidos de prosseguir pela aglomeração de alunos que havia ali, em torno de um grande aviso afixado ao pé da escadaria de mármore. Rony, o mais alto dos três, ficou nas pontas dos pés para ver por cima das cabeças à sua frente e ler o aviso em voz alta para os outros três.

TORNEIO TRIBRUXO
As delegações de Beauxbatons e Durmstrang chegarão às seis horas, sexta-feira, 30 de outubro. As aulas terminarão uma hora antes…

- Genial! - exclamou Harry - É Poções a última aula de sexta-feira! Snape não terá tempo de envenenar todos nós!
- Uma hora de aula com Snape - falou, sonhadora.

Os alunos deverão guardar as mochilas e livros em seus dormitórios e se reunir na entrada do castelo para receber os nossos hóspedes antes da Festa de Boas-Vindas.

- É daqui a uma semana! - exclamou Ernesto MacMillan da Lufa-Lufa, saindo da aglomeração, os olhos brilhando. - Será que o Cedrico sabe? Acho que vou avisar a ele...
- Cedrico? - repetiu Rony sem entender, enquanto Ernesto saía apressado.
- Diggory. - disse Harry. - Ele deve estar inscrito no torneio.
- Aquele idiota, campeão de Hogwarts? - disse Rony, quando abriam caminho pelo ajuntamento de alunos para chegar à escadaria.
- Ele não é idiota! - defendeu o lufano.
- Você simplesmente não gosta dele porque ele derrotou a Grifinória no Quadribol - disse Hermione. - Ouvi falar que é realmente um bom aluno, e é monitor!
- Você só gosta dele porque ele é bonito, - respondeu Rony com desdém - você nunca nem falou com ele.
- Perdão, eu não gosto de pessoas só porque são bonitas! - retrucou Hermione indignada.
Rony fingiu que pigarreava alto, um som que estranhamente lembrava "Lockhart!". Mas antes de iniciarem uma discussão, Rony se virou para a Black.
- , você e Diggory estão bem amiguinhos, o que você sabe?
A garota viu Harry fechar a cara quando o ruivo mencionou a amizade recém-formada entre a Black e o Diggory, mas ignorou.
- Ele disse que vai se inscrever, - respondeu - mas as chances de ele ser escolhido são mínimas, outros alunos vão se inscrever também. Além do mais, não sabemos o critério de seleção que Dumbledore vai usar.
Depois seguiram para a Torre da Grifinória, guardar suas coisas.

***
Nas semanas seguintes os alunos estavam cada vez mais ansiosos para receber as outras escolas que participariam do torneio. Em todos os cantos do castelo só falavam de uma coisa: o Torneio Tribruxo.
Em uma tarde livre, e Cedrico se encontraram em um dos jardins para conversar.
- Você vai mesmo se inscrever para o Torneio? - a garota perguntou.
- Sim, acho que seria legal participar, - o garoto respondeu - o pessoal na Lufa-Lufa está bastante animado.
A garota concordou.
- É, espero que seja escolhido. - a garota respondeu. - Melhor você que alguém como Malfoy.
Os dois riram e seguiram andando próximo ao Lago Negro, se encostando em uma das árvores ali próximo. Cho Chang estava a alguns metros de distância, ela estava com algumas amigas, e todas olhavam para Diggory e davam risinhos. Chang acenou para o lufano, que acenou de volta, meio sem graça.
- Parece que você tem várias admiradoras. - a garota comentou, rindo e deixando Diggory sem graça.
- Cho e eu conversamos de vez em quando, - ele sorriu - ela é legal.
A Black sorriu fraco, ela não gostava muito da corvina, mas não iria falar isso para Cedrico.

***
Quando eles desceram para o café na manhã do dia 30 de outubro, descobriram que o Salão Principal fora ornamentado durante a noite. Grandes bandeiras de seda pendiam das paredes, cada uma representando uma Casa de Hogwarts. A vermelha com um leão dourado da Grifinória, a azul com uma águia de bronze da Corvinal, a amarela com um texugo negro da Lufa-Lufa e a verde com uma serpente de prata da Sonserina. Por trás da mesa dos professores, a maior bandeira de todas tinha o brasão de Hogwarts: leão, águia, texugo e serpente unidos em torno de uma grande letra "H".
Harry, Rony, Hermione e viram Fred, Jorge e Régulo em um canto mais afastado da mesa, eles conversavam baixinho, Fred tinha uma pena e um pedaço de pergaminho, onde anotava algo.
- O que estão aprontando? - perguntou ao irmão.
- Já sabem como vão se inscrever? - Harry perguntou.
- Perguntei a McGonagall como é que os campeões são escolhidos, mas ela não quis dizer. - respondeu Jorge com amargura. - Só me disse para calar a boca e continuar transformando o meu guaxinim.
- Fico imaginando quais serão as tarefas. - disse Rony pensativo. - Sabe, aposto que poderíamos dar conta, já fizemos coisas perigosas antes...
- Não na frente de uma banca de juízes, isso vocês não fizeram. - disse Fred. - McGonagall disse que os campeões recebem pontos pela perfeição com que executam as tarefas.
- Quem são os juízes? - perguntou Harry.
- Bem, os diretores das escolas participantes sempre fazem parte da banca. - disse Hermione e todos a olharam surpresos - Porque os três ficaram feridos durante o torneio de 1792, quando um basilisco, que os campeões deviam capturar, saiu destruindo tudo.
Granger notou que a encaravam e falou, com seu costumeiro tom de impaciência, quando os amigos não entendiam o que falava.
- Está tudo em Hogwarts: Uma História. Embora, é claro, esse livro não seja cem por cento confiável. Uma História Revista de Hogwarts seria um título mais adequado. Ou então, Uma História Seletiva e Muito Parcial de Hogwarts, que aborda brevemente os aspectos mais desfavoráveis da escola.
- Do que você está falando? - Rony perguntou, mas Harry e já tinham uma leve suspeita.
A garota revirou os olhos, voltando sua atenção para seu suco de abóbora, nem um pouco interessada na discussãozinha dos dois.
- Elfos domésticos! - Hermione respondeu em voz alta - Nem uma vez, em mais de mil páginas, Hogwarts: Uma História, menciona que somos todos coniventes na opressão de centenas de escravos.
Os dois ainda continuaram discutindo. A falta de entusiasmo dos três não conseguiu refrear a decisão de Hermione de obter justiça para os elfos domésticos. Eles pagaram os dois sicles pelo distintivo do F.A.L.E., mas só para fazer a Mione se calar sobre o assunto, mas o dinheiro foi gasto em vão. A garota andava atormentando os três desde então, primeiro para que usassem o distintivo, depois para persuadirem os outros alunos a fazerem o mesmo. Granger passara a caminhar pela sala comunal da Grifinória todas as noites, encostando os colegas na parede e sacudindo a latinha de coleta em seus narizes.
Alguns alunos, como Neville, só pagaram os dois sicles para que Hermione parasse de encará-los com cara feia. Outros pareceram interessados no projeto, mas relutavam em assumir um papel mais ativo no movimento. Muitos via tudo aquilo como piada.
Rony, sabendo que não tinha como discutir com Mione, encarou o teto, que banhava a todos com um sol de outono. se serviu de mais uma torrada e Fred parecia muito interessado no bacon em seu prato, Régulo puxou um assunto qualquer com Harry (tanto os gêmeos, quanto Régulo, se recusaram a comprar os distintivos). Jorge, no entanto, chegou mais perto de Hermione.
- Mione, você já foi à cozinha?
- Não, claro que não. - a garota respondeu secamente - Nem posso imaginar que os alunos devam…
- Bom, nós já fomos. - disse Jorge, indicando Fred e Régulo - Várias vezes para afanar comida.
- Eu também já fui. - a Black falou, um pouco sem graça pelo olhar que a amiga lhe lançou. - Apenas uma vez, com Reg, queríamos torta de amora.
- De qualquer forma, - Jorge retomou o que dizia - encontramos os elfos e eles são felizes. Acham que têm o melhor emprego do mundo.
- Mas é porque eles não têm instrução e sofrem lavagem cerebral! - Hermione continuou argumentando.
Os outros ao redor preferiram deixar para lá, sabendo que Hermione não deixaria o assunto morrer tão cedo.

***
Havia uma sensação de agradável expectativa no ar aquele dia. Ninguém prestou muita atenção nas aulas, até Poções foi mais tolerável que o de costume, porque durou meia hora a menos. Todos estavam empolgados para a chegada das comitivas de Beauxbatons e Durmstrang à noite.
Quando a sineta tocou mais cedo, anunciando o final das aulas, , Harry, Hermione e Rony correram para a Torre da Grifinória, onde largaram as mochilas e os livros, conforme as instruções que tinham recebido, vestiram as capas e desceram correndo para o saguão de entrada.
Os diretores das casas estavam organizando os alunos em filas.
- Weasley, endireite o chapéu. - a Prof.ª Minerva falou secamente para Rony. - Srta. Patil, tire essa coisa ridícula dos cabelos.
Parvati fez cara feia, mas retirou um enorme enfeite de borboleta da ponta da trança.
Todos seguiram a professora para o lado de fora, onde ela os organizou em sete fileiras, onde cada fileira representava uma série. , Harry, Rony e Hermione ficaram na quarta fileira.
- Quase seis horas. - comentou Rony, após olhar seu relógio de pulso. - Como vocês acham que eles vêm? De trem?
- Acho que não. - respondeu.
- Vassouras? - Harry arriscou, olhando para o céu estrelado.
- Acho que não… Não vindo de tão longe - Hermione comentou.
- Chave de portal? - Rony sugeriu de novo. - Ou quem sabe aparatando, talvez tenham permissão de fazer isso antes dos 17.
- Não pode aparatar nos terrenos de Hogwarts. Quantas vezes tenho que repetir isso? - Hermione falou, impaciente.
O assunto chegou quando Dumbledore falou em voz alta da última fileira, onde estava como os outros professores:
- Aha! A não ser que eu muito me engane, a delegação de Beauxbatons está chegando!
- Onde? - os alunos perguntaram ansioso, olhando para todos os lados.
- Ali! - um sextanista gritou, apontando para o céu sobre a Floresta Negra.
Alguma coisa muito grande, voava em alta velocidade pelo céu azul-escuro em direção ao castelo e se tornava cada vez maior à medida que se aproximava.
- É um dragão! - uma menina do primeiro ano gritou.
- Não seja burra, - disse Dênis Creevey - é uma casa voadora!
A teoria do pequeno Dênis era mais válida. Quando a sombra gigantesca e escura sobrevoou as copas das árvores da Floresta Proibida, e as luzes que brilhavam nas janelas do castelo a iluminaram, eles viram uma enorme carruagem azul-claro do tamanho de um casarão, que voava para eles, puxada por 12 cavalos alados enormes.
As três primeiras fileiras tiveram que recuar quando a carruagem foi chegando mais próxima do chão em uma velocidade fantástica, então, um baque estrondoso, fazendo Neville dar um pulo de susto e pisar no pé de um sonserino, do quinto ano.
Um garoto de vestes azul claro saltou da carruagem, curvando para a frente, mexeu por um momento em algo que havia no chão da carruagem e abriu uma escadinha de outro. Em seguida, recuou respeitosamente. Então, Harry viu um sapato preto e lustroso sair de dentro da carruagem - um sapato do tamanho de um trenó de criança - acompanhado, quase imediatamente, pela maior mulher que eles já viram na vida.
Os alunos ficaram boquiabertos pela enorme mulher que surgira de dentro da carruagem, ela possivelmente tinha poucos centímetros de diferença com Hagrid.
Dumbledore começou a aplaudir, enquanto se aproximava, os alunos seguiram a deixa, irrompendo em palmas, muitos deles nas pontas dos pés, para poder ver melhor a mulher.
- Minha cara Madame Maxime. - Dumbledore falou, enquanto beijava a mão da diretora. - Bem-vinda a Hogwarts.
- Dumbly-dorr - a mulher respondeu, com uma voz grave e sotaque forte. - Espero encontrá-lo de boa saúde.
- Excelente, obrigado. - respondeu Dumbledore.
- Meus alunos. - disse Madame Maxime, acenando descuidadamente uma de suas enormes mãos para trás.
Cerca de 12 garotos e garotas - todos, pelo físico, no fim da adolescência - haviam descido da carruagem e agora estavam parados atrás da diretora. Eles tremiam de frio, pois suas vestes eram feitas de finíssima seda e nenhum usava uma capa. Logo todos eles entraram para se aquecer e os alunos de Hogwarts voltaram a esperar.
achou que congelaria a qualquer momento, enquanto esperavam pela delegação de Durmstrang. A maioria dos alunos contemplava o céu, esperançosa.
- Estão ouvindo alguma coisa? - Rony, perguntou aos amigos.
prestou atenção ao barulho, alto e estranho. Um ronco abafado mesclado a um ruído de sucção.
- O lago! - berrou Lino Jordan apontando. - Olhem para o lago! - pôde perceber que na superfície lisa da água do Lago Negro, ocorria alguma perturbação no fundo do lago; grandes bolhas se formavam no centro e suas ondas agora quebravam nas margens de terra, e, então, bem no meio do lago, apareceu um rodamoinho, como se alguém tivesse retirado uma tampa gigantesca do seu leito.
Um enorme navio negro emergiu do lago, parando próximo à beira do lago. Alguém lançou uma âncora e viu-se um pranchão ser baixado sobre a margem.
Os garotos que desembarcavam pareciam Crabbe e Goyle… Mas então, quando subiram as encostas dos jardins e se aproximaram do grupo.
- Dumbledore! - o homem à frente dos que se aproximaram cumprimentou cordialmente, subindo a encosta. - Como vai, meu caro?
- Otimamente, obrigado, Prof. Karkaroff.
Karkaroff tinha uma voz engraçada e untuosa ao mesmo tempo, quando ele entrou no círculo de luz das portas do castelo, os garotos viram que era alto e magro como Dumbledore, mas seus cabelos brancos eram curtos e a barbicha não escondia inteiramente seu queixo fraco. Quando se aproximou de Dumbledore, apertou-lhe a mão.
- Minha velha e querida Hogwarts! - exclamou, erguendo os olhos para o cabelo e sorrindo, exibindo dentes amarelados, mas os olhos permaneciam frios e astutos. - Como é bom estar aqui, como é bom… Vítor, venha para o calor… Não se importa, não é Dumbledore? Vítor está com um ligeiro resfriado…
Karkaroff fez sinal para que um de seus estudantes chegasse mais perto. Quando o rapaz chegou mais próximo da luz, os alunos arquejaram empolgados.
- É o Krum! - Rony falou, só faltando chorar de emoção.




Continua...



Nota da autora: Mais um capítulozinho para vocês, agora tivemos mais interações com o Cedrico! Espero que estejam gostando!
Aaah, criei um insta pra que possamos interagir melhor e eu ir atualizando vocês sobre produção da fic, spoilers e futuras publicações que estão no forno hihi, sigam lá e vamos papear ♥️ Beijos, Bruh!



Nota da beta: Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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