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Última atualização: 26/11/2020

Prólogo

Era mais uma madrugada normal na residência dos Hazer. Harold e Nice Hazer, dois dos Medibruxos mais renomados do Brasil dormiam tranquilamente na suíte principal de sua mansão quando ouviram um grande estalo vindo da sala de estar, assustados, rapidamente empunharam suas varinhas e correram em direção às escadas.
Ao chegarem nos últimos degraus notaram duas presenças, uma delas já conhecida e a outra desconhecida e um tanto quanto assustadora

— HAZERS! que prazer revê-los — exclamou um homem baixinho, gorducho e de voz esganiçada.
— Pettigrew? o que faz aqui? achei que estivesse morto — falou o senhor Hazer perplexo e enojado pela presença do homem, nunca foi um grande fã de Pedro Pettigrew.

Antes que pudesse ouvir uma resposta foi distraído pela chegada de três jovens sonolentos e confusos, eram Ícaro, e Apolo, três dos cinco filhos do casal, os únicos que ainda moravam com eles.

— O que está acontecendo aqui? e CARAMBA! por quê tem uma cobra gigante na nossa sala de estar? — Perguntou Ártemis, a única menina entre os cinco.
— Também estamos tentando entender, o que faz aqui Rabicho? e por quê trouxe essa cobra com você? — Perguntou a mãe um tanto impaciente.
— Tenho um recado do mestre, e é de extrema importância, caso contrário ele não teria enviado dois dos seus mais fiéis servos, certo Nagini? — falou o homem encarando a grande cobra verde, que sibilou em resposta mas sabia que na verdade o mestre só a havia mandado com Pettigrew pois ninguém levaria a sério um ser de tamanha incompetência como ele se estivesse sozinho.
— Vamos! diga! — Exclamou o Hazer mais velho, já de saco cheio de tanta enrolação.
— Como já devem saber, o mestre planeja seu triunfo e para isso precisa de vocês, ele quer seus fiéis seguidores ao seu lado novamente e devo dizer que ele está bem contente em saber que têm uma menina da idade de Potter, ah ele tem grandes plano para ela - disse o gorducho encarando a menina que estava entre os dois irmãos — Jovem Ártemis, fiquei sabendo que é um grande destaque no castelo bruxo, dizem que é a melhor e mais talentosa de sua turma, espero que tenha a competência para dar ao mestre exatamente o que ele precisa.
o ouviu em silêncio, estava confusa demais para responder algo. Apesar de ter crescido no Brasil longe de todo o drama pós derrota de Voldemort, a jovem sabia do passado de seu pai como comensal e já ouvira boatos de que o Lorde estava de volta mas não podia imaginar o que ele queria com ela, não há jovens competentes na Inglaterra? por quê teria que atravessar o oceano para ajudar um velho encrenqueiro que não se cansava de perder? Seus pensamentos foram interrompidos pela voz do pai.

— E se não quisermos ir? — Harold disse com um certo tom de nervosismo, sabia qual era a resposta e temia por isso.

— Oh! Então os Hazer não são mais fiéis ao Lorde? Bem… é uma pena, as instruções foram bem claras, ele não está pedindo Harold, é uma ordem, e você sabe muito bem o que acontece com quem não obedece suas ordens, não é mesmo? — Falou virando-se em direção à Nagini. — Vá Nagini, cumpra as ordens de nosso mestre, comece pelos filhos, não deverá sobrar um sequer, nem mesmo os dois mais velhos que não estão aqui.

Antes mesmo de Pettigrew terminar sua fala Nagini já rastejava em direção à família parada em frente a escada, estava faminta.

— Pare! Nós vamos, é claro que vamos, foi apenas uma pergunta inapropriada, como ousa duvidar de nossa lealdade ao Lorde, Pettigrew? — Se pronunciou o senhor Hazer.
— Está ouvindo Nagini, o serviço não será mais necessário. — Respondeu Pettigrew olhando para a grande cobra que agora recuava. — O mestre tem pressa! Os quer de volta a Inglaterra até o fim da semana.

A cobra rastejou de volta a Pettigrew, se enrolou em seu pescoço e juntos aparataram, deixando para trás uma família agora perturbada e desgostosa pela visita.


Capítulo 1

POV

Wiltshire, Inglaterra

Depois de uma longa viagem até a Inglaterra, finalmente estávamos na frente de uma enorme mansão cercada por um jardim perfeitamente cuidado, a mansão Malfoy. Minha família tinha uma casa em Wiltshire, onde moravamos antes de irmos para o Brasil, mas após mais de 15 anos fechada estava caindo aos pedaços então ficaríamos na casa dos Malfoy, que eram grandes amigos de meus pais, até que nossa casa estivesse reformada. Convenientemente ou não, o lugar onde ficaríamos durante esse tempo era a nova sede dos comensais e iriamos conviver bastante com Voldemort.
Quando chegamos à entrada da mansão fomos recepcionados por uma mulher alta, magra e de cabelos loiros que reconheci ser Narcisa Malfoy, eu lembrava de ter a visto em uma foto em que eu era bebê e estava em seu colo e minha mãe ao nosso lado carregava um bebê loirinho, que eu acreditava ser o menino que estava em pé ao lado da loira. Ele era alto, tinha cabelos extremamente loiros e olhos extremamente azuis, tinha um rosto longo e delicado, usava vestes inteiramente pretas que lhe davam um ar sofisticado e misterioso, desci o olhar para as suas mãos e em seus dedos haviam alguns anéis que o deixavam ainda mais charmoso (Merlin me perdoe pelos pensamentos que tive ao olhar aquelas mãos), subi o olhar e me deparei com o par de olhos azuis me encarando, mantive o olhar por alguns segundos que pareceram passar mais lentamente que o normal, ele tinha um olhar curioso e um tanto instigante.

— E essa é a pequena , que já não é mais tão pequena como você pode ver — A voz de minha mãe me fez desviar o olhar e sair de uma espécie de transe.
— Ah a doce , aposto que não lembra de mim, mas lembro muito bem de você, como está grande querida! parece que foi ontem que a peguei no colo. — Narcisa falou com uma voz doce e gentil me abraçando.

Ao soltar do abraço voltou ao lado do loiro que continuava na mesma posição, imóvel.

— E este aqui é meu filho Draco. — Disse Narcisa olhando sorridente para o garoto o dando um leve empurro para que nos cumprimentasse.

Draco cumprimentou com um aperto de mãos meus irmãos e meus pais, ao chegar em mim estendeu sua mão e logo fiz o mesmo, suas mãos eram macias como veludo, o que fazia seu toque ser estranhamente confortável, nos encaramos por alguns segundos e lhe lancei um sorriso tímido totalmente involuntário, que foi correspondido. Apesar do sorriso adorável, seus olhos carregavam tristeza e preocupação o que era compreensível já que seu pai havia sido mandado à azkaban e sua casa era constantemente ocupada por comensais, certamente não deveriam ser as companhias mais agradáveis.

— Agora que estamos todos apresentados já podem ir aos seus aposentos se preparar para o jantar, seus pertences foram levados aos seus respectivos quartos. — Falou Narcisa nos guiando em direção a escada. — Nice, Harold o quarto de vocês está no corredor a direita, crianças seus quartos estão neste corredor a esquerda, fiquem à vontade.

Essa seria uma informação bem útil se no corredor não houvessem mais portas do que eu conseguiria contar, meus irmãos e eu logo fomos a procura de nossos quartos, eles rapidamente acharam os seus me deixando sozinha no corredor. Continuei indo de porta em porta até que abri uma delas e me deparei com um quarto diferente, era maior e não tinha uma decoração neutra padrão como os outros, os lençóis da cama eram verde escuro de seda e em cima de sua cama havia um brasão com uma cobra pendurado, passei o olho pelo cômodo e avistei algumas fotos, eram de Draco, nelas ele estava diferente, seu rosto parecia ter mais vida, ele parecia bem feliz ao lado de dois meninos rechonchudos.

— Então tem o costume de entrar no quarto dos outros sem permissão, Hazer? — Ouvi uma voz atrás de mim que me fez virar imediatamente em um susto, logo senti meu rosto queimando, era ele.
— Me desculpe, eu estava procurando meu quarto, são tantas portas que acabei me perdendo. — Falei envergonhada.
— Bem, já sabe que não é este. — O loiro respondeu curto e grosso passando por mim e indo em direção à porta. — Mas você será muito bem-vinda aqui sempre que quiser. -— Completou dando uma piscadinha e em seguida fechando a porta em minha cara.

Que babaca! bufei e voltei a procura de meu quarto que descobri ser a última porta no fim do corredor.
Tomei um banho e deitei em minha cama para um breve descanso antes do jantar. Durante esse tempo, fiquei pensando em Voldemort e na missão que seria designada a mim, por que eu? por que não meus irmãos? fiquei pensando que destino minha família teria se eu não cumprisse essa missão, não que eu não me achasse capacitada, eu sou uma Hazer e os Hazers não suportam estar no lado perdedor, não é à toa que após a derrota de Voldemort por Harry Potter meu pai não aguentou a humilhação e se exilou para o Brasil com toda a família. Mas agora eu estava envolvida e se Voldemort me queria para sua missão eu não iria falhar. Não que eu concorde com essa baboseira de que puros-sangue sejam superiores a bruxos mestiços ou nascidos trouxa, na verdade para mim eram todos iguais e todos eram igualmente inferiores a mim, mas como eu não tinha outra escolha a não ser servir Voldemort eu iria entrar para ganhar.
Meus pensamentos foram interrompidos por meu irmão Apolo batendo na porta me chamando para jantar, rapidamente me juntei a ele e descemos juntos para a sala de jantar. Fomos os últimos a chegar, já estavam todos sentados cercados de um delicioso banquete apenas nos esperando para começar a comer, ao ir para o meu lugar entre meus dois irmãos, senti o olhar de Draco sobre mim, mas ignorei, ainda estava envergonhada pelo ocorrido de hoje mais cedo e não gostei da forma que ele falou comigo, se ele achava que me levaria ao quarto dele tão facilmente, estava bastante enganado.
No meio do jantar fomos interrompidos por uma mulher pálida de cabelos bagunçados e vestes negras, era Belatriz Lestrange, irmã de Narcisa e tia de Draco que também morava na mansão.

— Draco meu sobrinho, o Lorde está esperando por você no escritório de seu pai. — Falou a mulher com uma voz esganiçada e um tanto irritante. — E você também menina Hazer. — Completou olhando em minha direção.

Nem havíamos terminado de comer ainda mas pedimos licença e levantamos, afinal nenhum dos dois tinha coragem de deixar Lorde Voldemort esperando.
Quando chegamos em frente ao escritório de Lúcio Malfoy, nos deparamos com uma porta semi aberta e nos entreolhamos como se estivessemos desafiando um ao outro para ver quem abriria a porta primeiro.

— Pequeno Malfoy e pequena Hazer, entrem. - Falou inesperadamente uma voz fria em um tom alto.

Logo entramos e nos deparamos com um homem com uma terrível aparência reptiliana, ele tinha fendas no lugar do nariz, um corpo extremamente magro e sua pele branca muito pálida.

— Ah como eu estava ansioso por essa conversa, afinal a missão mais importante deste ano estará nas mãos de vocês. — Disse Voldemort enquanto sorria assustadoramente com seus dentes terrivelmente podres.
— O - o que teremos que fazer milorde? — Falei com a voz trêmula, eu normalmente era uma menina bem corajosa mas a presença do Lorde das Trevas era bem mais horripilante do que eu imaginava.
— Quero testar o quanto vocês dois estão dispostos a fazer por mim, o quanto são leais a seu mestre, por isso, concedo a vocês a importante missão de… — Falou o Lorde dando uma pausa dramática, será que ele poderia não fazer cena e ir direto ao ponto? eu estava tão nervosa que sentia parte do meu jantar voltando em minha garganta.
— Matar Alvo Dumbledore. — Completou finalmente, em um tom simples, como se estivesse nos mandando ir até a cozinha buscar uma xícara de chá.

Imediatamente senti meu corpo congelar, Alvo Dumbledore era o diretor de Hogwarts e um dos maiores bruxos da atualidade, até eu que não cresci no Reino Unido sabia de sua grandeza e de seus grandes feitos. Olhei para Draco que parecia estar tão incrédulo quanto eu, seu rosto estava mais pálido que o normal e seus olhos extremamente arregalados.

— Então posso confiar em vocês para isso? estejam cientes que não irei aturar falhas, a moral da família de vocês já está muito abalada comigo para eu aguentar mais erros patéticos, sabem o que significa certo? — Falou o homem em um um terrível tom ameaçador, que faria qualquer um perder a postura.
— Sim milorde. — Respondemos em uníssono.
— Vocês tem até o final do ano letivo para cumprir a missão, nada além disso, estamos entendidos?
— Sim milorde. - Respondemos mais uma vez.
— Malfoy, pode se retirar. Senhorita Hazer tenho mais uma missão a lhe designar.

Então Draco se retirou do aposento, não sem antes olhar para trás fixando seu olhar em mim como se pedisse ajuda. Nossa situação não era nada boa.

— Não vou tirar muito mais do seu tempo, , sua missão extra será se aproximar de Harry Potter e seu grupinho de amigos insolentes, você deverá seguir cada passo deles, os conquiste, faça com que confiem em você e por fim os traga até mim. Com Dumbledore morto e Harry Potter em nossas mãos não há mais nada que não possamos fazer. — Disse Voldemort com a frieza característica de sua voz — Entende o quanto é importante que cumpra tudo o que eu lhe mandei, Hazer? Entende que estou entregando em suas mãos e de Draco nossa maior chance de vitória?
— Sim Milorde, e farei o que for preciso, não irei decepcioná-lo. — Falei com uma falsa confiança.

Ao sair do escritório fui direto ao meu quarto, eu não havia terminado de comer e nem pretendia pois estava enjoada demais para engolir qualquer coisa, eu só conseguia pensar no quanto eu estava fodida. Essa missão era mais do que qualquer coisa que eu poderia imaginar, Dumbledore era o único a qual Voldemort temia, e se o Lorde das Trevas o temia, como eu e Draco, dois jovens de 16 anos no sexto ano da escola o mataríamos? como eu me aproximaria de Potter e seus amigos? com o sobrenome que tenho certamente iriam querer distância de mim.
Após horas trancada em meu quarto pensando no que fazer, senti meu estômago roncar, consequência de não ter terminado meu jantar, já era de madrugada quando resolvi descer para pegar algo para comer.
Ao chegar na grandiosa cozinha Malfoy, preparei um chá e peguei algumas tortinhas de abóbora que haviam restado da sobremesa.

— Insônia hazer? — Ouvi uma voz suave falar, me fazendo dar um leve pulinho de susto, era Draco, que riu ao perceber minha reação.
— Vim pegar algo para comer, você sabe, o jantar não foi um dos mais agradáveis. — Falei colocando o chá e as tortinhas no balcão.
— Estamos absolutamente ferrados não é? — Ele falou, pegando uma das minhas tortinhas, eu odiava que mexessem na minha comida mas eu estava tensa demais com toda aquela situação para me importar.
— Ferrados é pouco para o que estamos Malfoy, a vida de nossas famílias está em nossas mãos. - Falei séria. — Temos duas semanas antes das aulas começarem, precisamos nos planejar o mais rápido possível.
— Qual a outra missão que ele lhe passou? pode me dizer? — Draco perguntou curioso.
— Ele quer que eu me aproxime de Harry Potter e seus amigos, que ganhe a confiança deles e leve Potter até ele. — Respondi.
— Boa sorte com isso, eles são um trio fechado, dificilmente vão deixar alguém penetrar o grupinho, ainda mais você, filha de um conhecido comensal.
— E é por isso que você tem que me ajudar, vamos, fale mais sobre eles. — Perguntei interessada.
— Harry Potter, bem, você já sabe a história, ele odeia e desconfia de todos da sonserina e definitivamente não sabe escolher bem suas amizades. Hermione Granger é uma sujeitinha de sangue ruim metida a sabichona, ela é arrogante e age como se soubesse mais do que todos os outros. E tem o Weasley, Ronald Weasley, traidor de sangue nojento e provavelmente o com a mente mais fraca dali, não tem muitas habilidades a não ser que ser um perdedor conte como uma. Se quiser ter sucesso você deve começar por ele, não vai ser difícil manipulá-lo ainda mais sendo alguém tão bonita como você. — Respondeu Draco corando levemente ao dizer a última frase.
— Então me acha bonita Malfoy? — Perguntei na intenção de deixá-lo ainda mais envergonhado.
— Bem, eu tenho olhos não é? sua beleza não é nada discreta, aposto que vai chamar muita atenção em Hogwarts. — Falou com indiferença.
— Você também não é de se jogar fora. — Eu disse em um tom brincalhão.
— Obrigado, eu acho? - Ele respondeu no mesmo tom dando um leve sorriso.

Passamos a madrugada toda ali na cozinha planejando o que faríamos, vez ou outra rindo de alguma bobagem que Draco ou eu fazíamos e parando por alguns momentos para conversar assuntos aleatórios sobre nossa vida. Estranhamente, parecia que nos conhecíamos a séculos. Ele havia me surpreendido, era uma companhia agradável e naquele momento em que era o único que entendia pelo que eu estava passando, seria bom tê-lo por perto.

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Nas duas semanas seguintes Draco e eu sempre nos encontrávamos de madrugada no jardim, na cozinha ou até mesmo no corredor de nossos quartos para planejar tudo o que deveríamos fazer, havíamos recebido a marca negra e estávamos mais tensos que nunca, durante o dia não nos víamos muito apesar de morarmos literalmente debaixo do mesmo teto.
Meu pai agora voltara a estar lado a lado a Voldemort e é claro que o Lorde não estava muito contente por ele ter fugido anos atrás negando ser seu seguidor e alegando estar sob o efeito da maldição imperius, sabia também que sua lealdade a ele estava abalada, então estava testando meu pai de todas as piores maneiras possíveis, o que fazia o poderoso Harold Hazer que nunca queria estar por baixo, ficar extremamente abalado e bem mal humorado também, descontando em mim e em meus irmãos todas suas frustrações, então ficávamos a maior parte do dia trancados no quarto fugindo de tudo aquilo.
A parte mais agradável do meu dia eram meus encontros noturnos com Draco, vez ou outra eu o pegava me encarando e me questionava o que passava por sua cabeça. Confesso que às vezes um simples olhar dele me causava certas sensações, afinal, ele era bem atraente, nós éramos bastante parecidos em muitas coisas e, bem, uma jovem tem suas necessidades. Mas faltavam apenas dois dias para as aulas começarem e eu não perderia meu tempo explorando o frio na barriga e o calor em outras partes que Draco Malfoy me causava, eu precisava me concentrar em nossos planos.

pov off

Narrador pov

Nice Hazer se aproximou das duas figuras em pé na sala, e colocou a ponta da varinha sobre as mãos unidas.
— Você, Severo snape, cuidará de meu filho Draco e de Hazer enquanto eles estiverem tentando realizar o desejo do Lorde das Trevas? — Disse Narcisa Malfoy com tensão em sua voz.

Uma fina língua de fogo vivo saiu da varinha e envolveu as duas mãos como arame em brasa.

— Cuidarei. — Respondeu o homem.

Uma segunda língua de fogo saiu da varinha e se entrelaçou com a primeira formando uma fina corrente luminosa.

— E se necessário for… se parecer que Draco e irão falhar. — Sussurrou Narcisa. (A mão de Snape estremeceu, mas ele não as soltou.) — Você terminará a tarefa que o lorde das trevas os incumbiu de realizar?

Houve um momento de silêncio. Com a varinha sobre as mãos unidas dos dois, Nice observava de olhos arregalados.

— Terminarei - jurou Snape.

O rosto apavorado de Nice Hazer se avermelhou, refletindo o clarão da terceira língua de fogo que saiu de sua varinha, enrolou-se nas outras e se fechou em torno das mãos, grossa como uma corda, como uma serpente de fogo. O voto perpétuo estava feito.


Continua...



Nota da autora: Oooi
como vcs estão? Bem-vindos a minha primeira fic de Harry Potter!! Espero que gostem e continuem acompanhando, o primeiro capítulo tá bem morninho só pra vocês terem uma pequena noção de como é a pp e qual é o objetivo dela, mas daqui pra frente vai pegar fogo viu. O que vocês acham? que ela vai focar na missão e resistir ao charme do loirinho por mais tempo ou que a fraquejada vai vir logo? comentem bastante tô doida pra ouvir a opinião de vocês xuxus.

Para spoilers e notícias sobre atualizações me sigam no twitter @weasleydesire



Eu não escrevo as fanfics, qualquer erro de layout somente no e-mail.


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