Ele possui uma vida bem agitada, mesmo que aparentemente só leia livros e fume cigarros no carro. Ele divide o tempo entre manter seu número 1 do pódio da universidade e... Ajudar os mortos a encontrar a paz.
Com uma infância e adolescência repleta de situações conturbadas e nunca contadas, ele se vê diante de um problema um tanto incomum: ajudar uma suposta vítima de assassinato a encontrar a verdade. Porém, à medida que ele avança nas questões alheias dos mortos e conhece uma garota nada fácil de se livrar, ele começa a perceber que aquele caso, talvez, seja mais estranho e mais perigoso do que parece.


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Escrita por: Sial
Scriptada por: Ste | (Betada até o capítulo 16 por: Ste)

Capítulos 01 ao 15

Ele estava se divertindo com toda a situação, se divertindo em me ver falhar, se deliciando com a minha impotência. Igualmente ao meu sonho.
Uma onda de ódio me fez partir para cima dele de novo, dando socos aleatórios como uma criança, sem saber o que estava atingindo. Um rugido agudo escapou de minha garganta e soquei-o com mais força, descontrolado, sem estratégia. Não era mais por Margot e por tudo que ele estava fazendo com ela. Não era mais pela perseguição mortal em Lisa. Era por mim, pela minha vida, por coisas que eu não sabia e ele sim, por coisas que eu repeti a mim mesmo que não queria saber, por todos os sentimentos que ele estava arrancando de mim à força. Ele tinha de pagar por aquilo, por tudo aquilo, e eu pensei que meus socos seriam capazes de fazer todo o trabalho.

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Capítulos 16 ao 20

A imagem dela estava causando algo forte e vivo dentro de mim, mas não era real. Ela não era real. Mas suas palavras eram, pareciam tão reais quanto o suor acumulado na palma de minhas mãos. E eu sentia, em seus olhos brilhantes, o chamado para algo perigoso, mas libertador. O chamado para a verdade.
— Você vai, não é? — Ela quebrou o silêncio mais uma vez, e por um momento louco me perguntei se null estaria tendo o mesmo sonho. — Se não for, eu vou correr perigo e você vai ficar cego para sempre. Não se preocupe, podemos lutar juntos… Ou morrer juntos…

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Capítulo 21 em diante

— Eu perdi alguém — suspirei — Quer dizer, acho que perdi. Você já achou que perdeu alguém, John? E quando tentou confirmar, viu que não era possível? É uma sensação ruim, John, péssima. Parece que vai te matar — sacudi o corpo em mais uma risada. Ele apertou a mão em minhas costas — Mas desta vez foi um caso especial. Eu não sinto que perdi apenas uma, mas três pessoas. De uma vez só. Como em um acidente de avião violento, que cai no meio do mar. Você sente o luto, mas ele dói um milhão de vezes mais porque sabe que nunca vai poder se despedir direito. Porque os corpos desapareceram ou viraram comida de tubarão...
John desacelerou os passos, me avaliando pelo canto do olho. Ele engoliu em seco.
— Isso não diz muita coisa, na verdade — continuei — Eu nem os conheci, sabe? Então não preciso ficar triste desse jeito. Você concorda comigo, não é? Ainda mais porque eu só vejo a outra parte da população mundial que coexiste desde sei lá quando com a gente por causa deles também, e não sei se devo agradecer por isso. Você agradeceria, John? — virei o rosto para ele — Agradeceria se fosse perturbado por gente morta o tempo inteiro?

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