Última atualização: 04/03/2022

Capítulo 1 — Senhor Red

acorda com o barulho do celular vibrando e bufa, levando a mão à luzinha em meio à escuridão de seu quarto. Ela olha a tela inicial e automaticamente franze a testa, mas não hesita em atender e, após um silêncio de poucos segundos, ouve a voz de alguém de seu passado travando do outro lado da linha.
, fala mais devagar, não tô conseguindo…
— Eu estraguei tudo, me desculpa. — Ela ouve entre os diversos chiados.
— O que tá acontecendo? Você tá bem?
— Eu voltei para a floresta… Tinha que provar para mim mesmo que não era real, que estava tudo na minha cabeça… — A garota engole em seco. — Mas é tudo real, . Ele é real.
, você tá bêbado? Olha, amanhã no colégio você me procura e a gente pode falar sobre o que você quiser, mas, por favor, descansa.
— Eu o ouvi sussurrar, assim como quando éramos crianças.
— Nós inventamos ele e tudo aquilo. O senhor Red era apenas um jogo infantil estúpido que acabou saindo de controle. Ele nunca existiu.
— Existe sim… Ele está bem na minha frente.
— Onde você está?
— Eu consigo ouvir ele nas árvores… Eu o ouvi sussurrar.
Ela afasta o objeto do ouvido ao escutar um barulho áspero de batidas em sua janela, gritando ao ver uma silhueta escura na parte de fora. A garota procura pela lanterna em seu celular e ilumina o local, podendo visualizar seu amigo.
? Você me assustou, o que tá fazendo aqui?
— Posso entrar?
— Claro… entra aí — ela fala, indo em direção à janela e o deixando entrar, apesar de seu coração ainda estar levemente acelerado, ligando as luzes do quarto depois. — Mas você tem que me explicar o que acabou de acontecer. Começando por como você subiu na minha janela — questiona ao perceber o quão impossível seria alguém subir em seu quarto, que ficava no segundo andar, sem a ajuda de alguma escada. Porém ela não vê nenhuma.
— Eu escalei.
— Tá certo, homem aranha… Você parecia muito assustado um minuto atrás...
— Não foi nada. Eu estou bem. Vamos, nós temos que buscar os outros.
— Que outros?
— Nossos amigos! Eu tenho que mostrar algo a vocês, mas preciso que todos estejam juntos.
— Mas, … Eu nunca mais falei com nenhum deles desde que éramos crianças… Depois do que aconteceu com a Jane…
— Mas todos têm que estar lá, ! Essa é a regra — ele fala com uma expressão mais irritada e sente o telefone vibrar novamente, suspirando antes de pegá-lo.
— Eu realmente quero te ajudar, mas você tá me assustando muito agora… Daqui a algumas horas vamos ter nosso primeiro dia no colégio, por que não nos reunimos lá? — Ela sente o telefone vibrar novamente e dessa vez olha para a tela inicial, vendo o nome do próprio amigo, e atende.
— Você ainda tá aí? Acho que estou perdido. Minha bateria está quase acabando, por favor, me ajuda! — Ela derruba o celular e olha para a direção do seu amigo.
, o que tá acontecendo?
— Nós temos que voltar para a floresta, . — As luzes começam a piscar até que apagam totalmente e um vento forte vem da janela antes aberta.
Apesar de estar completamente em choque e com as mãos tremendo, se agacha para pegar o celular e ilumina o local com a lanterna do objeto novamente, podendo visualizar um sorriso macabro surgindo no rosto do amigo. A garota começa a ir para trás à medida que anda em sua direção, mas ele acaba sendo mais rápido e agarrando seu pulso, com uma força que ela não pensava ser possível alguém com o porte físico de possuir. tenta de todas as formas se soltar, o empurrando e dando socos em seu peito, porém ele aparenta não sentir nada e a empurra para a parede, se aproximando lentamente enquanto ela tenta se recompor do choque contra a superfície dura.
— Você não se lembra? Todos nós temos que voltar. — pressiona a mão contra o pescoço da garota, a levantando pela parede, e ela começa a se debater, conseguindo arranhar seu rosto e observando a pele do que antes parecia ser seu amigo se desintegrando em suas unhas e por todo seu rosto. Ele grunhe de dor, seu hálito frio cheirando a mofo e sangue e sua voz parecendo mais grossa do que antes. — Todos brincam juntos, .
A garota sente sua visão ficar turva e observa as sombras no canto do quarto escuro parecendo se contorcer e sangrar. Sem força alguma para sequer gritar por ajuda e paralisada pelo medo, ela simplesmente se deixa afundar num vazio negro e frio.
Ela acorda com um grito, a adrenalina queimando seu corpo, enquanto se debate em cima da cama, até perceber que está completamente sozinha no quarto e já é de manhã.
— Que sonho estranho — fala para si mesma e leva a mão na direção de seu pescoço, estremecendo ao encostar e sentir uma leve dor no local. — Mas que porra… — Ela se levanta em direção ao espelho, com a mão ainda no pescoço, e observa vários hematomas que aparentavam ser recentes no local. — Isso não pode estar acontecendo. — A garota procura por seu celular, que estava jogado no chão, suspirando ao pegá-lo só para descobrir que ele estava completamente sem bateria.
Após se trocar e comer rapidamente, sai de casa, lançando um olhar para a floresta que ficava perto de seu quintal e estremecendo.
— O não pode ter visto o senhor Red, era tudo um faz de conta — ela fala para si mesma ao descer os degraus da escadaria, virando ao ouvir um latido. — Jelly, o que você está fazendo aqui fora? — a garota pergunta enquanto guia a border collie preta e branca para dentro de casa novamente e põe comida e água para ela. Seus pais haviam viajado há alguns dias para a Europa por conta do trabalho e Jelly seria sua única companhia durante as várias semanas que eles iriam passar lá.
Ela sai novamente e se aproxima da árvore que fica bem em frente à sua casa, pegando algo jogado no solo que havia lhe chamado a atenção. Analisa a pedra estranha com uma runa gravada no meio e uma rachadura em cima dela, se perguntando mentalmente de onde ela havia surgido e quem teria força suficiente para rachá-la. congela ao sentir um cheiro familiar, o mesmo cheiro de mofo e sangue que havia supostamente sentido em seu sonho e guarda o objeto em sua mochila. Ela segue seu caminho para a escola, suspirando ao chegar e visualizar a cena típica de todo início de ano: vários adolescentes correndo de um lado para o outro, animados com o começo das aulas, ou apenas com as diversas festas que iriam ter. A garota respira fundo e entra com o pé direito no local.
— Último ano no colégio Westchester, nada pode dar errado.


Capítulo 2 — Velhos Amigos

Enquanto se espreme pelos corredores lotados e barulhentos, avista uma figura familiar parada ao lado de seu armário.
— Oi, !
— Tudo bem? — A garota olha em sua direção, dando um sorriso ladino.
— Não muito… Esse nem sempre foi o seu armário, né? Nunca vi você o usando antes.
— Eles me trocaram. — Ela fecha a porta com força, pondo a bolsa em seu ombro.
— Olha isso. Eu me fiz de fantasma para esse cara por tipo, duas semanas inteiras e ele acabou de me convidar para sair amanhã. — As duas olham na direção da voz estridente de Britney, a clássica patricinha de filme adolescente, sempre acompanhada por mais duas pessoas, seus servos fiéis.
— Quando você pensa que o ensino médio pode não ser uma ferida necrótica no peito, você lembra disso… — cochicha, observando Cody, o garoto que está ao lado de Britney, soltar um riso forçado.
— Talvez ele só não tenha medo de fantasmas. Em vez disso, você pode tentar palhaços. Eles são assustadores — Jocelyn profere e a garota fica confusa ao escutar as palavras da amiga.
— Você ao menos sabe do que a gente tá falando? — Ela vira seu rosto na direção de uma menina que havia a cumprimentado, olhando-a de cima a baixo. — Lily, ótimo suéter. Eu não sabia que a Baby Barn tinha uma seção 4G. — Ela parece extremamente nervosa, segurando um caderno contra seu peito, enquanto Britney e seus amigos riem da piada de mau gosto.
— Eu só queria te dizer oi. — As palavras quase não saem da boca da garota, que mantém sua cabeça abaixada à medida que Britney a olha com mais desprezo.
— E eu queria uma Ferrari vermelha de aniversário, mas vou ter que me contentar em não ouvir sua voz chorona. — Britney é interrompida por , que se põe entre ela e a garota, lhe dando um sorriso reconfortante.
— Lily, eu estou com tanta inveja do seu suéter…
— Licença, mas ninguém pediu a sua…
— Você quer fazer compras comigo um dia desses? Eu preciso de algum suéter que não seja da coleção da minha vó. — Ela ignora Britney completamente, recebendo um sorriso animado de Lily, que concorda com a cabeça.
— Ah, é, então… — Jocelyn se aproxima, mas é interrompida por .
— Shh, respostas inteligentes não são o seu forte, Barbie da Track and Field.
— Na verdade, eu prefiro a Cross Country.
— Eu sei. Eu só falei a errada para te irritar, tenta acompanhar.
— Que tal você ir assombrar algum outro corredor, aberração? — Cody se aproxima, mas lança um olhar ponderador em sua direção, estendendo a mão e arrancando um fio de cabelo do garoto logo em seguida.
— Eu estava querendo experimentar uma nova maldição que encontrei na internet. Se você sentir seus olhos queimando, é um sinal de que deu certo.
— Que porra… — acena enquanto se afasta do grupo, deixando Cody com uma expressão de pavor.
— Cody, o que vai acontecer com seus olhos? — Jocelyn pergunta, olhando para o amigo, que encara seu rosto pela câmera do celular.
— Se acalmem, você dois. Aquela estranha apenas lê muitos romances de vampiro. Com sorte, ela vai ser reprovada e irá morar em um barraco velho e sujo, como a bruxa Pritch.
— Ela é exatamente como a Pritch. Nós deveríamos a chamar de… , a bruxa. — Jocelyn começa a rir freneticamente, enquanto os dois apenas a encaram.
revira os olhos e se volta para seu armário, pegando um caderno e se virando para ir embora o mais rápido possível daquele lugar.
— Meu Deus, isso é um chupão? — Jocelyn consegue alcançá-la, cutucando as lesões ainda recentes no canto do pescoço da garota, que se afasta bruscamente.
— Não, sai daqui.
— Como se alguém quisesse ficar com essa rejeição social — Cody analisa com um olhar debochado para ela.
— Para a sua informação, seu pai quem fez isso. — Ela faz o mesmo com ele e o garoto se aproxima enquanto Jocelyn ainda tenta entender o que havia dito.
— Eu pensei que o pai do Cody estaria em Aspen essa semana…
— Você deveria prestar mais atenção no que diz, . Sua boca ainda vai te colocar em problemas sérios.
— Que seja. Por mais fascinante que esteja sendo essa conversa, eu preciso me preparar para a reunião de vitalidade. — Britney balança a cabeça e os outros dois a seguem, Jocelyn esbarrando propositalmente o ombro em , a fazendo bater contra os armários.
— Te vejo por aí, rejeição social!
Ela esfrega o local onde houve o contato e revira os olhos mais uma vez ao olhar para os três se afastando.
— Que belo começo de ano.
— A gente deveria falar sobre eles na diretoria… — Lily se aproxima da garota.
— Claro, pela milésima vez. Talvez nessa eles realmente sejam punidos. — As duas vão em direção à quadra do colégio, onde todos os alunos e professores se encontram reunidos.
adentra o local tomado pela música que sai dos alto-falantes, e uma onda de pânico atinge à medida que uma multidão começa a empurrá-la, a fazendo voltar seus pensamentos para a noite anterior.
— Tudo bem?
— Sim, só tá meio cheio. Tá vendo algum lugar para sentar? — Ela aponta para a parte de cima das arquibancadas, onde há alguns lugares vagos ao lado de , que rabisca algo em seu caderno de desenho.
— Pode ir se quiser, eu tenho um pouco de medo dela. Ah, e obrigada pela ajuda mais cedo. — Lily sorri envergonhada e se afasta para o outro lado da arquibancada, enquanto se aproxima de .
— Alguém sentado aqui? — ela pergunta, apontando para o assento vazio ao lado da garota.
— Só meu amigo fantasma, mas ele é incorpóreo, então não conta muito. — ri, mas para ao perceber que não faz o mesmo.
— O quê?
— Desculpa, eu pensei que você estava brincando. — Ela espera um momento até que decide se sentar no assento do mesmo jeito.
— Ousada, sentando no colo de alguém antes mesmo de ser apresentada.
— Talvez eu e o fantasma pudéssemos comer algum lanche depois. — As duas ficam sentadas em silêncio durante algum tempo, rabiscando seu caderno, até que se vira para a outra.
— Então, você vai me contar o motivo de estar tão assustada? Ou está se divertindo desmembrando esse pobre banco? — olha confusa para , até perceber que está pegando farpas na beira da arquibancada de madeira.
— Eu quero contar, mas… é uma história meio estranha.
, olha pra mim. Estranha é o meu nome do meio.
— Sério?
— Não, é Dolores. Mas se falar isso para alguém, eu vou para a sua casa e escondo globos oculares na sua comida.
— E onde você vai encontrar…
— Da próxima vez que você for botar uma vasilha de cereal… tadã, globos oculares.
— Anotado… Então, o que você diria se eu te contasse que ontem à noite eu vi um tipo de monstro?
— Depende. Como esse monstro era?
— Bom… ele parecia com o . Pelo menos num primeiro momento.
— Wow, plot twist. Continua.
— Quando eu descobri que não era realmente o , ele me atacou. Daí o rosto dele meio que derreteu e debaixo da pele havia apenas sujeira. Como um… eu não sei…
— Um Golem… uma forma humanóide, geralmente feita de terra ou argila, que pode ser trazida à vida por uma força sobrenatural. Ao menos é o que mais se assemelha, pelo que você disse.
— Provavelmente. O mais estranho é que eu acordei na manhã seguinte e ele tinha ido embora. Por que ele me atacaria e iria embora logo em seguida?
— Meu conhecimento de Golens é, tipo, sessenta por cento Wikipedia e quarenta por cento de um cara chamado ‘MagicStan75’ que eu conheci em um fórum de bruxos. Talvez qualquer que seja o poder que animou o Golem seja temporário. Ou talvez tenha sido um sonho.
— Definitivamente não foi um sonho. Sonhos não deixam lesões assim. — estremece ao pôr a mão em seu pescoço.
— Na verdade, podem deixar, sim. Existem seres que podem entrar e até afetar seus sonhos, usando-os para te machucar. Estilo Freddy Krueger. Mas você também pode estar sobre alguma maldição, ou algo assim. Eu li muito sobre sonhos amaldiçoados.
— Leu por diversão? — apenas concorda com a cabeça. — Como você sabe tudo isso?
— Bom, tem uma coisa chamada internet
— Você sabe o que eu quero dizer. Parece que você estuda isso há um tempão.
— O mundo é um lugar esquisito, . Nós aprendemos isso de uma maneira difícil. Eu só quero estar preparada da próxima vez que alguma coisa acontecer.
— Obrigada, . Eu realmente precisava conversar com alguém, mas pensei que ninguém iria acreditar em mim. — Ela dá um sorriso mais aliviado para a garota ao seu lado.
— Bom, o júri ainda não decidiu se eu devo acreditar em você ou não. Você poderia estar inventando tudo isso para ferrar comigo.
— As pessoas fazem isso com você?
— Eles tentam, mas o meu kung fu é forte.
— Então, obrigada por me escutar sem ter me dispensado imediatamente. — sorri por alguns segundos, mas fica séria logo em seguida.
— Tá certo, agora eu cansei de ser legal. — olha confusa para ela, que prossegue. — Se as pessoas nos verem sendo amigáveis, elas podem pensar que não tem problema falar comigo.
— E definitivamente não pode acontecer.
— Eu morreria se isso acontecesse… Mas olha, você não é tão idiota como a maioria das pessoas.
— Obrigada, eu acho. Vindo de você, isso significa muito. — sorri e pega suas coisas, indo em direção às escadas, enquanto busca um assento vazio.
— Merda — ela cochicha para si mesma ao escanear toda a multidão e avistar apenas um assento disponível na segunda fileira, ao lado de uma figura familiar, se aproximando relutantemente do lugar. — Ei, … você se importaria se eu…
— Pode sentar. — se espreme entre a grande quantidade de pessoas ao redor dela e senta ao lado do garoto.
— Então, como você está? Não nos falamos desde que…
— Sim, eu sei.
Eles ficam em silêncio até todos serem chamados a atenção por um cara alto e bonito que sobe em um pódio.
— Como vocês estão, colégio Westchester? — Lucas pergunta, sendo respondido por um rugido alto dos estudantes, seguido por um tremor causado pelas batidas frenéticas dos pés de todos nas arquibancadas de madeira.
— Quando o Lucas ficou tão popular? — pergunta para si, mas é surpreendida ao escutar a voz de .
— Pouco depois de ter um e oitenta de altura e descobrir gel para cabelo, pouco antes de ser eleito presidente do corpo estudantil. — Os dois observam o garoto acenando e sorrindo para a plateia.
— Bem vindos de volta! Para quem não me conhece ainda, me chamo Lucas Thomas e sou o presidente do corpo estudantil… Eu sei que a maioria está um pouco frustrada com o fim do verão, mas confiem em mim… esse vai ser um ano escolar inesquecível para vocês. Com isso, vamos começar essa reunião de vitalidade, no estilo dos lobos de Westchester! — Lucas dá o sinal e várias líderes de torcida saem das arquibancadas cheias, balançando freneticamente seus pompons no ar.
— Vocês podem fazer melhor que isso! Vamos lá!
— Parece que a está indo bem também. — observa a garota gritando no meio das líderes de torcida, que se separam pelo ginásio. Vários estudantes a aplaudem enquanto ela faz várias acrobacias sem esforço algum. — Isso foi incrível!
— Uhul, vai time — finge entusiasmo, dando um soco no ar e revira os olhos, enquanto todos ao seu redor comemoram.
olha de volta para o resto da equipe de torcida, seu sorriso radiante desaparecendo logo após encontrar o olhar desaprovador de Britney. Ela se vira e acaba tropeçando no próprio pé, caindo no chão logo em seguida.
! — se levanta, indo na direção da garota e a ajudando a se levantar. — Tudo bem? O que aconteceu?
— Nada, eu só fui um pouco desajeitada… — ela responde, com uma expressão de vergonha em seu rosto.
— Desajeitada? Você fez a porra de um blackflip! Se é que essa palavra existe. Se isso é ser desajeitada, eu tô precisando de umas aulas. — A garota sorri levemente, mas, antes de proferir alguma outra palavra, é interrompida por Jocelyn.
— Vocês viram isso? Ela caiu que nem um saco de batatas!
— Por favor, me diga que os nerds do noticiário da escola conseguiram filmar isso. — Cody acompanha a amiga, que ainda ria, apontando para , que se junta novamente à equipe, com as bochechas completamente vermelhas.
volta para seu lugar, observando Britney avançar com um sorriso presunçoso, voando em uma cambalhota sem as mãos e sendo aplaudida pela multidão após aterrissar.
— Por que gostam tanto dela? Não é possível que não saibam o quão horrível ela é.
— E? Ela é gostosa e faz cambalhotas. Não dá para competir com isso — responde a garota que se encontra com os braços cruzados.
Ainda no pódio, Lucas sorri enquanto as líderes de torcida voltam aos seus assentos e anuncia o time de basquete da escola, que se reúne em frente ao pódio em meio aos vários aplausos.
— O conseguiu entrar para a equipe este ano — fala com um tom de surpresa em sua voz e sorri.
— Que bom! Parece que ele anda trabalhando duro… e malhando também. Olha aqueles braços — ela completa surpresa ao perceber como o corpo do garoto está diferente de quando as aulas terminaram, e apenas a olha confuso.
— Cuidado, é o ‘Ameaça Tripla’! — A voz de Cody rompe os aplausos e gritos da multidão, fazendo se encolher. imediatamente vira na direção da provocação e seu rosto se contorce de raiva.
— Por que não desce aqui e… — ele ameaça avançar, mas para ao escutar Lucas chamando pelo capitão do time, Ben.
— Obrigado, Lucas! E aí, escola Westchester? Nós temos nosso primeiro jogo daqui a alguns dias, então é melhor vocês estarem aqui para nos ver acabar com o outro time! Nós temos alguns novatos esse ano, mas… — Ele para o discurso, assim que as luzes do ginásio começam a piscar e, logo depois, apagam completamente.
— Todos permaneçam sentados. Não queremos que ninguém caia das… — Em meio aos gritos confusos dos estudantes, a voz de Lucas surge dos alto-falantes, mas logo é interrompida por um ruído incessante, seguido pela pausa da música que estava tocando.
As portas do local se abrem com uma rajada de vento gelado, causando um estrondo alto e mais gritos desesperados dos alunos, mas, pouco tempo depois, as luzes acendem e a música volta a tocar.
— Merda! — quase pula da cadeira ao sentir algo em seu braço, mas olha para o lado, confirmando que é apenas a mão de . — O que você…
"Shh, você ouviu aquilo?
— Ouvi o… — Antes mesmo de terminar a pergunta, um som percorre por todo o corpo de , fazendo sua respiração travar e sua temperatura corpórea diminuir. — Não, não aqui… — O olhar dela percorre todo o ginásio, encontrando os rostos de cada um de seus ex-amigos. Todos com a mesma expressão: terror.
A música engasga e morre assim que as luzes apagam completamente, deixando apenas a voz. Uma voz que é ao mesmo tempo completamente estranha e terrivelmente familiar.

— Todos… brincam… juntos…


Continua...



Nota da autora: Oii, esse segundo capítulo foi mais para introduzir os outros personagens, eu adaptei algumas coisinhas da história original, tipo a quantidade de pessoas que vão fazer parte do grupo de amigos, mas não é nada que vá alterar o rumo da história, os persongens ainda aparecem, só que não vão ser tão importantes assim na trama. Eu tô muito animada de escrever essa fic, porque eu amo os gêneros terror e fantasia e essa história mescla muito bem os dois gêneros, além de ter persongens maravilhosos. Espero que vocês tenham gostado desse segundo capítulo mais leve e não vejo a hora de postar o próximo!



Nota da beta: Socorro, e essa última cena? Aaaaaaa tô gostando cada vez mais dessa história. ♥

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