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Finalizada em: 14/01/2020

Capítulo Único

(Lights On)



Oh, ef þú sæir þig jafn skýrt og ég
(Oh, if you see yourself as clearly as I do)
Vá, ég vil þú vitir þú ert glæsileg
(Wow, I want you to know you're gorgeous)
Oh, skítt með stjörnurnar á himninum
(Oh, shit with the stars in the sky)
Í nótt þá ertu skærasta ljósið í heiminum
(Tonight you are the brightest light in the world)
Tökum þetta hægt, þú veist alveg hvað þetta er
(Take it slow, you know exactly what it is)
Ljósin kveikt, bara þú, bara þú og ég
(The lights are on, just you, just you and me)
Tökum þetta hægt, þú veist alveg hvað þetta er
(Take it slow, you know exactly what it is)
Bara þú og ég
(Just you and me)




Fechando com cuidado a porta do quarto, suspirou e pausou por um momento no corredor. O apartamento estava vazio, finalmente silencioso, e por mais que ela gostasse daquela paz, também se sentia estranha por estar sozinha. Não seria por muito tempo, pelo menos não agora, mas ainda sim, balançando a cabeça, a moça seguiu para a sala. Não era ela mesma esses dias e sabia muito bem a causa. Isso não significava que era fácil aguentar as variações de humor, mas pelo menos não estava mais confusa e desesperada, achando que havia se tornado uma daquelas pessoas.
A TV gigantesca da sala ainda estava ligada, praticamente no mudo de tão baixo que se encontrava o volume, mas a brasileira a ignorou e cuidadosamente se deitou no sofá. Era difícil ficar confortável de qualquer maneira, quanto mais os meses passavam – e a quantidade de almofadas em sua cama atestavam aquilo –, mais o sofá da sala se mostrava um dos mais confortáveis e decadentes que existiam. Tinha sido a melhor aquisição para o apartamento, em sua opinião, e o valor dele só aumentava conforme os meses iam passando.
Suspirando de novo, dessa vez de alívio, rapidamente trançou os cabelos de qualquer jeito e apalpou as almofadas decorativas até achar o celular. Não havia nenhuma mensagem, mas não que ela esperasse diferente, claro. No entanto, havia algumas notificações do Twitter que jurava de pé junto que não tinha e ninguém acreditava nela. A conta @ann2001bts não tinha muitos seguidores e a brasileira não postava nada além do raro RT em algum vídeo ou foto particularmente interessante, normalmente para guardar e usar em momentos oportunos. Era, mais do que qualquer coisa, uma maneira de se manter informada e a frente dos rumores. Uma maneira meio deprimente de viver, mas ela já estava mais do que acostumada. Anos atrás, sigilo tinha sido a condição primordial para que conseguisse o que queria e nunca se arrependeria de ter aceitado.
Perturbador como só o Twitter poderia ser, também tinha seus pontos positivos. De maneira geral, a presença de online se resumia a um Instagram que usava raramente para selfies nada a ver e vídeos aleatórios no YouTube. A moça já não tinha tempo ou paciência para acompanhar a quantidade de entrevistas, fancams, lives, dentre outras coisas que saíam frequentemente. Felizmente, o Twitter fazia isso por ela e com um toque ficava tudo salvo para momentos como aquele.
Naquele dia em particular, havia uma compilação fanmade que ela estava morrendo para assistir. Esse tipo de coisa fazia o dia de , ela costumava odiar, considerando a situação, mas com o tempo ficava mais engraçado do que qualquer coisa. No final, as caras e bocas que seu amado fazia sempre valiam a pena assistir.
apertou o play e já deu uma risadinha. Pelo template, parecia que a conta fazia esse tipo de vídeo para todos eles. "Ideal type". Certo, com certeza renderia boas risadas. A música de fundo não era das melhores, mas o copyright não dava muita margem, podia perdoar a batida chatinha. O vídeo começou a rolar e no primeiro critério ela já não se encaixava: por mais que soubesse muito mais do que há quatro anos, a morena não se considerava de jeito nenhum fã o suficiente para entrar na fanbase. Parecia errado quando ela falava desse jeito, como se não fosse absolutamente apaixonada pelo trabalho dos meninos, e isso era mentira. Não havia ninguém no mundo que torcia mais por eles que . Okay, talvez as mães deles, mas isso não vinha ao caso, ela não tinha nem de perto o nível de dedicação da fanbase, o tempo para se concentrar naquilo ou a devoção delas.
Os próximos eram menos engraçados, a idade batia, mas não conseguia cantar para salvar sua vida. Cabelo liso contava se não fosse natural? Ela não fazia a mínima ideia, mas pelo menos era longo. Quanto à ser sexy e ter uma voz ótima, bem, ele não estava reclamando, estava? imaginava que era isso que o amor de sua vida achava, mas só ele sabia de fato. Nesse ponto, já estava rindo constantemente, mais do que deveria com um vídeo que nem era engraçado, mas a situação era hilária. Os outros critérios não chamaram muita atenção, claramente coisas aleatórias ditas em entrevistas, mas os anos de casamento fez gargalhar. A parte das crianças também, mas pelo motivo oposto, ela tinha que respeitar um homem motivado e objetivo.
O resto do vídeo não era tão interessante, apesar de divertir imensamente com a menção da pele pálida e a noção apavorante de moda que seu amado parecia ter. Converse vermelho, sério? não usava Converse desde o ensino médio, talvez devesse comprar um e fazer uma surpresa qualquer dia desses. No mínimo isso o faria rir.
Dez minutos eram compridos demais para ela se concentrar por muito tempo e a exaustão a venceu aos 7 minutos. Ainda rindo baixinho para si mesma, adormeceu no sofá.



Quando acordou, a primeira coisa que notou foi que o sol havia mudado de posição, a luz fraca atravessando as cortinas, bem mais distante. A segunda coisa foram os olhos encantadores que a observavam. Ainda sonolenta, sorriu imediatamente. Não existia um mundo em que vê-lo não a deixasse imediatamente fraca e boba. O sorriso hipnotizante de Namjoon aumentou.
— Finalmente acordada? — ele brincou, gentilmente afastando uma mecha de cabelo que havia se soltado da trança.
franziu o nariz, inclinando-se na direção do toque. Com o cheiro mais do que familiar do perfume de Namjoon a abraçando como um cobertor, ela podia muito bem voltar a dormir. Rindo, o deus em questão se mexeu ligeiramente, ainda ajoelhado ao lado do sofá e não puxando sua mão de volta. Não que ela fosse deixar, é claro. Ele parecia ligeiramente cansado, o que era normal naquela época. As práticas eram longas e havia decidido amar um perfeccionista que não se contentava com nada além de excelência.
Sem esperar uma resposta coerente da amada, Namjoon se abaixou para apoiar levemente sua testa na de , fechando os olhos por um minuto e inalando profundamente.
— Senti sua falta hoje, meu amor — ele disse como se fosse a primeira vez, quando na verdade era uma das primeiras coisas que dizia sempre que chegava em casa. Nunca falhava em fazer o coração de disparar e derreter ao mesmo tempo. — Você está se sentindo bem? Parece cansada.
respondeu mordiscando o maxilar de Namjoon.
— Eu quem deveria estar te perguntando isso, não? Passei a tarde inteira em casa, você que estava trabalhando duro. — Piscando, ela deu três tapinhas nos bíceps inacreditáveis de Namjoon, que fez um barulho bem parecido com um rosnado, seus olhos expressivos escurecendo visivelmente. sorriu, marota.
Uma das mãos grandes do idol se emaranhou nos cabelos de , agarrando um punhado e puxando levemente, fazendo o pescoço dela se esticar e um suspiro ofegante escapar os lábios avermelhados.
— Provocando já cedo? Estava tão entediada assim sem mim, darling? — Não só os olhos de Namjoon tinham se tornado extremamente intensos, mas sua voz também mudou, ficando mais profunda, quase rouca.
estremeceu um pouco, mas não entregou o jogo.
— Talvez isso tenha algo a ver com mais uma análise do seu tipo ideal, oh God of Destruction. — A brasileira gargalhou, claramente provocando. A mão em seus cabelos apertou, fazendo-a arfar. — Eu acho que passei dos cinquenta quilos, infelizmente. Será que você ainda me ama mesmo assim?
Ao invés de responder imediatamente, Namjoon se abaixou até que seus narizes se tocassem. A respiração de acelerou, super ciente do quão próximo estavam, da insinuação de suor por baixo daquele perfume enlouquecedor, do sopro quente de Namjoon na sua pele.
— Para sempre. — Ele prometeu antes de acabar com a distância e capturar os lábios de em um beijo profundo e sensual.
A pele da morena foi assolada por arrepios e ela respondeu ao assalto apaixonadamente. Namjoon era sempre focado, mas quando se tratava de toque era surreal. se sentia o foco único e exclusivo do idol, que habilmente a guiava do jeito que queria, a mão ainda entrelaçada com as madeixas longas, a manipulando para o melhor ângulo. A posição não era a das mais confortáveis, mas com a língua do amado sensualmente explorando sua boca, não conseguia nem mesmo pensar em se mexer.
Já estava completamente sem ar quando Namjoon se afastou, lábios vermelhos e úmidos do beijo. sempre achou que a paixão se acalmava com o passar dos anos, se tornando gentil e mais fria, só mesmo Kim Namjoon para provar que ela estava errada. Os dentes brancos da mulher mordiscaram seus lábios quase inchados, prestes a pedir por mais, até mesmo implorar. sabia o que suas súplicas faziam com Namjoon, mas um barulho estridente rompeu o momento.
Os dois resmungaram ao mesmo tempo, se virando para a babá eletrônica no canto. Mas é claro! Depois de bater o record e dormir por quase três horas, a filha deles finalmente estava acordada. Por um lado, via o brilho no olhar do coreano pela mera menção dela, a maneira como ele já estava levantando do chão porque não aguentava escutar a bebê chorar. Namjoon era um pai maravilhoso, o único motivo pelo qual a morena havia concordado em ter filhos. Por outro lado, estava tudo indo tão bem.
Suspirando, riu um pouco e ajeitou a trança. Namjoon parecia uma criança, animado para ver Ye-Sol, como se não tivesse a abraçado por quase meia hora de manhã antes de sair para o treino. Era o melhor pai do mundo, uma pena que ninguém sabia. Bem, as conspiradoras da internet teorizavam, mas elas não faziam ideia.
— Deixa que eu vejo, , você não devia estar se esforçando — ele disse, já quase fora da sala, na metade do caminho para o quarto da filha deles. — Eu já volto, prometo.
Mandando um beijo que Namjoon fingiu pegar e guardar no coração, se sentou completamente e pressionou uma mão na base da coluna. Não se lembrava de ter ficado tão grande quando estava grávida de Ye-Sol, mas os médicos estavam certos que não eram gêmeos. Considerando o quão doloroso foi dar a luz a uma criança, provavelmente estrangularia Namjoon se viessem duas de uma vez. Já estava mais do que na hora do bebê nascer, ou pelo menos parecia para . Na verdade, ainda faltavam dois meses para que eles pudessem conhecer o novo membro da família e a única coisa que queria era que o marido pudesse estar ali para o nascimento, algo que os dois ainda não estavam tão certos.
Pressionando os lábios fortemente, automaticamente brincou com o anel que usava desde 2014. Era um conforto indescritível nos momentos mais difíceis, quando Namjoon não podia estar por perto. Acontecia mais frequentemente do que os dois queriam, mas a vida era assim. Desde o dia que se conheceram por acidente em 2013, quando se perdeu do grupo da faculdade durante uma viagem a Seoul, ela sabia que ficaria do lado daquele homem para sempre e não foi fácil, mas eles persistiram. Entre a distância, a carreira dele só começando e a empresa fazendo de tudo para que desistissem... tinha certeza que casais que se amavam menos teriam sido destruídos, ou alguma garota com mais juízo que ela, na verdade.
Porque, pelo bem da carreira de Namjoon, eles não poderiam contar para ninguém. O relacionamento precisava ser o mais escondido possível e todas as concessões teriam que vir dela. Foi assim que , no começo de 2014, se mudou para Seoul para ficar mais perto do amado. No dia que chegou, Namjoon a buscou no aeroporto e colocou o anel em seu dedo. "A representação física da minha promessa de te amar pra sempre" ele disse, olhando nos olhos. Ela sabia que Namjoon se sentia culpado por tudo e que aquele anel representava muito pra ele, tanto que, mesmo com tanta especulação, ele nunca deixou de usar os que havia lhe dado.
As alianças de casamento estavam guardadas e eles usavam apenas às vezes, quando conseguiam tirar férias e ter alguns momentos só para eles. Não importava para , que sabia do vínculo inquebrável entre eles e que nenhum anel ou papel podia mudar. Mesmo que o mundo inteiro não soubesse, Namjoon era dela. Por algum milagre, mas era.
Sem que ela percebesse, algumas lágrimas escorreram pelo rosto, os hormônios da gravidez fazendo com que ficasse muito mais emocional que o normal. Foi só quando ela sentiu a mãozinha minúscula da filha desajeitadamente tentando limpar as lágrimas que ela notou sua presença. Namjoon estava mais uma vez ajoelhado em frente ao sofá, segurando Ye-Sol nos braços e olhando para cheio de culpa e tristeza.
Ela sorriu, pegando a mão da bebê e beijando os dedinhos.
— Eu estou bem, meu amor. Você sabe o que a gravidez faz comigo. — não era uma mulher de emoções fortes ou drama, e ela e Joon-ah haviam tido várias conversas sobre a situação e as escolhas que tinham feito. Ele sabia que ela não o culpava por nada, na verdade, em outro momento, ela provavelmente o beliscaria ou algo do tipo por pensar essas coisas.
Ele balançou a cabeça, segurando Ye-Sol com um braço e enxugando as marcas molhadas da bochecha de .
— Eu sei, não significa que seja fácil ver você chorando, mesmo sabendo que não tem motivo. — Namjoon não conseguia colocar em palavras o quanto admirava a esposa. , por todos esses anos, se mostrou uma mulher forte e acolhedora, um ponto de estabilidade em uma vida louca que ele mesmo se perdia às vezes. Mais do que isso, mesmo com todas as dificuldades e coisas que Namjoon jamais queria que ela passasse, sua esposa se manteve calma e serena, focando nas coisas positivas da vida deles ao invés de se demorar no negativo. Ele ainda tinha muito a aprender com ela.
Não gostando de não ser o foco da atenção dos pais, Ye-Sol resmungou.
— Mama, eu! — O tom exigente da filha fez os dois rirem e se inclinou para beijar as bochechas fofas dela.
— Sim, querida, você. Mamãe sentiu sua falta, você dormiu tanto. — O sorriso da mulher era largo e Namjoon imaginava que o sol devia ter inveja do brilho dele.
Pressionando um beijo rápido nos lábios da amada, ele se sentou no chão com Ye-Sol para brincar enquanto ela estivesse acordada. Com um pouco de dificuldade por causa da barriga enorme, se juntou a sua família, olhando para o marido por cima da cabeça da filha. Joon abriu aquele sorriso que sempre fazia o coração dela parar e a mulher colocou uma mão sobre a barriga de leve. Desde que tivesse aquilo, qualquer sacrifício era pequeno.



No final, Ye-Sol ficou acordada por duas horas e meia antes de começar a abrir a boca de sono e se aninhar no colo do pai. Namjoon sempre ficava com aquela expressão boba quando segurava a filha deles, como se mal pudesse acreditar que ela fosse real. O olhar no rosto dele sempre fazia derreter e ela sentiu seus olhos lacrimejarem um pouco quando o viu beijando a testa da bebê sonolenta e se levantar, cuidadosamente segurando Ye-Sol.
— Vou colocar ela pra dormir de novo, amor. Precisa de alguma coisa? — Namjoon perguntou, correndo os dedos pelos cachos de Ye-Sol.
balançou a cabeça, se apoiando no sofá para levantar. Precisava ser tudo devagar e calculado caso ela não quisesse cair de cara no chão.
— Não, não. Eu acho que vou deitar em um lugar mais confortável, capaz de cair no sono de novo. — Ela adorava a ideia de ter mais filhos, mas a gravidez em si era um saco nos últimos meses.
Rindo, o marido de piscou pra ela e se dirigiu para o corredor, cantando baixinho para a filha deles. Com um sorriso apaixonado nos lábios, a mulher pegou o celular e foi até o quarto do casal, quase gemendo de alívio quando se deitou na cama decadente que eles dividiam. O sofá era ótimo, mas não tinha sido feito pra dormir, especialmente quando se estava grávida de sete meses. Não, o melhor era aproveitar o colchão decadente que eles tinham e as milhares de almofadas que Namjoon insistia em manter na cama e só protestava por hábito.
Colocar Ye-Sol para dormir era algo que demorava quando era Namjoon que fazia, já que ele insistia em contar mil histórias e cantar mais mil músicas para a filha, então abriu o youtube pra ver o que tinha de bom. A resposta era nada, mas pelo menos ajudava a passar o tempo. Previsivelmente, ela adormeceu virada de lado e com uma mão protetora sobre a barriga.



despertou ligeiramente ao sentir a cama se mexer e, em seguida, uma fonte de calor pressionar contra suas costas. Sorriu, sabendo que só podia ser uma pessoa.
— Ela finalmente dormiu?
Namjoon suspirou ao invés de responder, beijando a nuca da esposa levemente.
— Finalmente não, minha . Não se passaram nem 10 minutos.
A mulher estremeceu ligeiramente, os lábios se partindo sem sua permissão. Dez minutos realmente não era nada, o que significava que Namjoon tinha feito rápido de propósito. Considerando que a mão larga dele estava segurando o quadril de possessivamente, ela já até imaginava o porquê.
— Ye-Sol deve dormir por pelo menos uma hora, eu acho. — Ela arfou quando Namjoon mordiscou seu pescoço, o hálito quente em sua pele macia.
Sorrindo contra os cabelos de , Namjoon concordou.
— Bastante tempo pra relaxar, não acha?
Sem esperar uma resposta, o rapper espalmou as coxas de , ainda deitado atrás dela, subindo as mãos até que se enfiassem embaixo do fino robe de seda que ela usava. Os dígitos deixavam marcas invisíveis de fogo na pele sensível de , fazendo-a suspirar e se pressionar contra a frente de Namjoon, fazendo-o soltar um barulho estrangulado quando ela roçou contra sua ereção desnuda. riu baixinho para si mesma, mordiscando o próprio lábio para que ele não escutasse. Não funcionou, porque Namjoon lambeu o pescoço dela, chupando a pele ligeiramente.
— Você é terrível, já te disse isso? — A voz dele era divertida e a respiração estava um pouco alterada.
— O que posso fazer se senti sua falta, meu amor?
Namjoon desceu os beijos para os ombros de , molhados e provocativos. Ele não parecia achar que sua pergunta precisava de resposta, preferindo mostrar que entendia o sentimento da esposa. O rapper também sentia falta dela nas longas horas que passavam separados, sentia falta daquilo, do cheiro, do gosto, dos barulhos que fazia quando ele puxava o cabelo dela do jeito certo.
A condição de não permitia muita criatividade na cama naqueles dias, mas eles já estavam mais do que acostumados. A gravidez de Ye-Sol tinha sido a oportunidade perfeita para experimentar e agora eles já sabiam todas as possíveis maneiras de dar e ter prazer. Esgueirando uma de suas mãos entre as pernas da mulher, Namjoon usou seus dedos longos para fazer o que fazia de melhor, deleitando-se nos miados baixinhos que conseguia escutar vindo dela.
Uma das melhores partes da gravidez era o quão fácil se excitava, qualquer toque ou frase sussurrada em seu ouvido já a deixava molhada. Ele mal tinha começado a masturbá-la e os dedos já estavam cobertos do fluído viscoso de seu prazer. Namjoon não podia negar que isso o fazia enrijecer ainda mais rápido, o membro quase encaixado contra o corpo da mulher.
Os gemidos de cresciam em intensidade enquanto seus dedos a penetravam devagar, mas profundamente, e ele roçava contra ela daquele jeito, procurando um pouco de fricção para si.
— Você já está tão molhada para mim, Darling. Vamos lá, fala meu nome, fala. — O tom da voz dele era algo entre comando e súplica.
obedeceu imediatamente.
— Joon-ah, por favor, Namjoon, eu preciso de você em mim agora. — Ela tremia, mexendo os quadris para rebolar nos dedos que a abriam tão bem. Jogou a cabeça para trás, expondo o pescoço para que o marido pudesse continuar a beijar e morder a pele.
— Ainda não, meu amor. Mais um pouco, desse jeito. Seja boazinha pra mim agora. — a voz rouca causou arrepios de prazer nela, que apenas gemeu uma afirmativa.
Eles ficaram daquele jeito, entrelaçados, se movendo como apenas um e deixando os barulhos de prazer se misturarem no quarto. Ao mesmo tempo em que ambos precisavam de mais, também era incrível ficar apenas daquele jeito, como se só os dois existissem no mundo e o único momento fosse aquele entre eles.
Rendida ao prazer, foi um choque para registrar a ausência daqueles longos dedos mágicos e ela suspirou em protesto. Namjoon não a deixou sentir falta por muito tempo, pressionando o membro dentro dela devagar, preenchendo o espaço que a mão havia deixado e até mais. A respiração de ficou presa na garganta e ela mal conseguia conter os gemidos, as costas arqueadas de prazer. Namjoon grunhia atrás dela, segurando os quadris da mulher com força enquanto se enterrava profundamente no corpo perfeito da amada.
Após segundos, que pareceram durar décadas, ele pausou, respirando pesado. Conseguia se sentir pulsando dentro de , tão rígido que era quase doloroso, e , como sempre, era apertada e deliciosamente úmida, o fazendo delirar. O ritmo era lento, mas profundo, e nenhum deles tinha a mínima vontade de parar, precisavam daquilo, daquela intimidade. Eles passavam tanto tempos separados que qualquer oportunidade de se tornarem um era bem vinda. Para Namjoon, estar em era como chegar em casa depois de um longo dia. Perfeito!
Não demorou para que as estocadas dele se tornassem menos perfeitas, o ritmo falhando periodicamente. Namjoon estava atingindo o ápice e, pelo modo que os gemidos de se tornaram gritos abafados, ela não estava muito atrás. Uma das mãos enormes do rapper se moveu para massagear um dos seios dela, sensível e maior que o normal por causa da gravidez.
— Mostra pra mim o quanto você tá gostando, amor. Goza pra mim, vai! — em horas como aquela, não entendia quem achava que Namjoon era tímido. Pelo menos na cama, isso não podia ser o mais longe da verdade. Aqueles lábios serviam para bem mais que só tentar as fãs e cantar rap, como intimamente sabia. Namjoon também tinha um talento sem igual pra dirty talk.
Mesmo que ela quisesse se segurar só pra não dar ao marido o que ele tanto queria, as investidas eram tão profundas e irresistíveis que seria impossível. atingiu o clímax com um gemido alto, quase um soluço, e as ondas de prazer se arrastavam, crescendo cada vez mais com Namjoon ainda buscando o próprio prazer. Era quase doloroso, mas amava a sensação e sabia que ia acabar antes que pudesse ultrapassar o limite do que aguentava.
Não demorou e Namjoon rosnou contra a pele abusada do pescoço de , as últimas estocadas quase descontroladas enquanto ele se esvaziava dentro dela, a respiração tão alterada que ele podia ter corrido uma maratona. O silêncio pairou sob o quarto e só havia o barulho de fundo dos dois tentando voltar ao normal depois de toda a intensidade. Era confortável para ambos, estavam próximos o suficiente para não haver espaço entre seus corpos, dividindo o mesmo ar. quase caiu no sono novamente, ignorando o fato de Namjoon ainda estar dentro dela e a necessidade quase insistente de fazer xixi, até que a voz do marido a despertou ligeiramente.
— Eu estava aqui pensando... para o próximo, não vamos mais precisar esconder. — Namjoon disse com uma naturalidade que fez piscar, acariciando a barriga dela. Era como se ele não estivesse falando de mudar o status quo de sete anos. — Conversei os gerentes e o CEO hoje mais cedo e nós concordamos com a data de alistamento e que vamos revelar tudo antes de eu ir.
Aquilo era muito importante, algo que ela forçou a si mesma ignorar por anos porque não fazia sentido especular. Era tudo tão distante e o futuro deles era assim, às escondidas. Ela também não podia negar que a ideia do rapper se alistar deixava seu coração pesado, um medo do qual não podia se esquecer. Porém, a mulher decidiu focar em uma coisa.
— Eu nem pari esse aqui e você já está pensando no próximo?
Namjoon riu, o rosto pressionado contra os cabelos fartos de .
— Mas é claro. Como não ter uma dúzia de filhos com você quando a gente se diverte tanto fazendo, darling?


Fin.



Nota da autora: Essa fic nasceu graças ao grupo do especial no WhatsApp, obrigada por me encherem de fotos de criança, meninas hahahah espero que vocês gostem!



Outras Fanfics:
City of Angels [30 Seconds to Mars - Em Andamento]
Le morte d'Arthur pt. I [Originais - Shortfics]
Money Power Glory [Harry Potter - Em Andamento]
Rewrite The Stars [Atores - Em Andamento]

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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