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Última atualização: 02/06/2021

Capítulo 1

A tarde de quinta-feira estava agradável. Não fazia tanto calor, como normalmente é no verão, mas também não estava ventando suficiente para sentir frio. Um tempo perfeito para ela. , , para os íntimos, estava deitada em sua cama com os fones de ouvido ligados no último volume. Ouvia uma música para se acalmar, como costuma fazer. Havia brigado com o namorado e não queria conversar com ninguém.
mora com o pai e seus dois irmãos mais velhos. E foi justamente um dos irmãos que interrompeu o momento de relaxamento da moça.

- Está surda?! – Reclamou ele, tirando os fones dos ouvidos da irmã.
- Me deixa, ! Que droga! – Bradou , irritada com o irmão. Takeshi, ou , seu irmão quase dez anos mais velho, o rapaz tem 33 anos. , atualmente, tem 25 anos.
- Ih, por que esse estresse, maninha? O que houve? – sentou-se na cama, ao lado da irmã. Ela manteve a cara emburrada, mas logo amoleceu ao ver a carinha que o irmão fazia, a mesma que ele sempre faz para fazê-la rir.
- Bobo! – Ela disse e ambos riram. – Já sabe, né? O Hiroki novamente... – Ela suspirou frustrada, ao falar do namorado. Tanaka Hiroki, atual namorado da moça. revirou o olhar ao ouvir o nome do então cunhado.
- O que aquele babaca aprontou desta vez? – já está acostumado a consolar a irmã após brigas, que ultimamente estavam constantes, entre ela e o namorado.
- Deixa para lá, . Depois resolvo isso. – Ela disse, com o ar cansado. E de fato ela estava cansada de “lutar” com o namorado, as birras e tentativas de controle dele sobre ela.
- Nada disso! – falou, levemente irritado e prosseguiu: - Conte-me o que aconteceu? Olha só para sua cara! Ele fez algo, falou algo? Me diz, maninha. – revirou o olhar, com a insistência do irmão.
- Não, . É sério, deixa isso para lá. – Repetiu ela.
- Deixar o que para lá? – A voz do irmão mais velho invadiu o quarto da . – Hiroki aprontou de novo? – Assim como o irmão, , o , também conhece bem o então cunhado.
- Não comece você também, ! – começou a se irritar com a pressão dos irmãos. Ambos faziam questão de demonstrar que odiavam o Hiroki, a todo momento.
- Hey, mocinha! – chamou a atenção da irmã, que o fitou contrariada. – Sem malcriação, ok! – Apontou o dedo para ela e fez cara de mal. Logo após, caiu na risada e jogou-se na cama dela, abraçando a moça. – Deixa de birra, . Não gostamos de te ver assim triste. – Comentou o rapaz que é dois anos mais velho que o outro.
- Eu sei. – Ela disse, já mais calma e sorrindo. – Vou ficar bem.
- Por que não vem com a gente no ensaio hoje, mana? – Perguntou , que também abraçava a irmã: um verdadeiro sanduíche de .
- Ah, estou cansada, irmãos. – Lamentou-se – Outro dia, talvez eu apareça.
- Ah, mas você vai sim! – Determinou e começou a fazer cócegas na irmã.
- Ahhh, , para! – A garota se retorcia nos braços do irmão. – Você também, Takeshi, para! Ahhh! – também fazia cócegas nela.
- Só vamos parar quando você disser que vai no ensaio conosco. – Falou , aos risos. Seu passatempo favorito era provocar a caçula e fazê-la rir.
- Tudo bem! Eu vou! Parem com isso, por favor! – Rendeu-se ela e então os rapazes pararam de fazer-lhe cócegas.

Aos risos ainda, falou para irmã se arrumar, enquanto ele fazia o mesmo. Estavam atrasados já, mas esperariam um pouco mais, só para ter a companhia da irmã. e têm uma banda junto com outros amigos. Hoje terá ensaio para a gravação do novo disco e uma reunião sobre uma possível parceria com outra banda. Depois de alguns minutos, os irmãos chegam ao estúdio. Foram recebidos pelo outro vocalista da banda, que estava bem irritado com a demora dos irmãos.

- Caralho! Que demora é essa, Asakawa’s!? – Bradou o rapaz, mas, ao ver o semblante da surgindo detrás do , sua expressão e atitude mudaram de imediato – -chan! – Falou, de forma carinhosa - De-Desculpe, não sabia que você viria hoje. – Ele disse, sem graça e completou: - Seja bem-vinda! – Curvou-se em reverência.
- Tudo bem, -san. – Ela sorriu para ele. Hayashi , vocalista da banda, juntamente com o . Os demais membros da banda fizeram reverência para a e deram as boas-vindas.

sempre frequentava os ensaios da banda dos irmãos. Porém, nos últimos meses, ela se afastou. A pressão psicológica exercida pelo então namorado a fez ceder e parar de ir aos ensaios. Isso, obviamente, irritava aos irmãos dela.
não demonstrava querer terminar com o namorado, apesar dos alertas dos irmãos e amigos a respeito. Ela tem uma melhor amiga, que a acompanha desde o jardim de infância: , a é a confidente da moça. Elas fazem faculdade juntas, cursam Jornalismo e estão no terceiro ano, faltando apenas dois para concluir a faculdade. também aconselha a amiga a terminar o namoro com o Hiroki, mas sempre dá de ombros e prefere ignorar o namorado (apesar de sempre ceder à pressão que ele faz).
Depois do ensaio e da reunião, acompanhou os rapazes até um restaurante ali perto para jantarem. Todos estavam muito animados e falantes. O empresário deles confirmou a parceria com uma das bandas mais conhecidas do , a GRANRODEO, que é formada por dois integrantes: Taniyama Kishō e Iizuka Masaaki. é fã dessa banda e ficou bem animada com a notícia. Durante o jantar, todos discutiam sobre como seria essa parceria.

- ... aí gravaremos quatro músicas com eles e dois clipes, para começar. Creio que será demais! – terminava de explicar, animado, sobre a parceria, quando notou a dispersão da irmã – Ah, mas larga essa droga de celular, ! – Bradou o rapaz, num tom mais alto, fazendo todos na mesa voltarem o olhar para , que os recebeu envergonhada.

- Deixa ela, . – Defendeu , com um ar descontraído. – Já imagino o motivo de tanto ela estar no celular.
- Hiroki! – Todos na mesa disseram em coro e riram em seguida. pareceu contrariada com a brincadeira.
- Babacas! Deixem-me em paz! Já basta ele enchendo o meu saco! – Disse ela, irritada e levantou-se – Vou ao banheiro! – No mesmo instante em que a moça levantou, levantou junto. Seus olhares se encontraram por alguns segundos.
- Hum. – Resmungou , interrompendo o “momento” dos dois. – Vai ao banheiro também, ? – Disse ele, brincalhão. balançou a cabeça, negando, e voltou a sentar-se. Passou o resto do jantar calado, apenas observando a e os outros conversarem.


Capítulo 2

Após o jantar, todos voltaram para suas casas. Li foi direto para seu quarto, tomou um banho e voltou a deitar-se em sua cama e ouvir música. Ignorou todas as ligações que Hiroki fez e todas as mensagens que mandou para ela. Deixou os pensamentos esvaírem-se e logo adormeceu. No dia seguinte, acordou cedo e foi direto para faculdade, preferiu tomar café lá. Encontrou na cantina, ela teve o mesmo pensamento da amiga.

- Acordou cedo hoje, ! – Disse Li, ao aproximar-se da outra, que aguardava seu café da manhã ficar pronto. – Bom dia!
- Bom dia, Li! – Respondeu a outra, animada. – Passou bem a noite?
- Sim, caí no sono depois de pensar um pouco. – Disse Li, sentando-se na cadeira ao lado da amiga. – Acho que tirei conclusões tardias sobre algo que, inconscientemente, eu já queria fazer antes.
- Hm – Resmungou , pensativa, enquanto observava a amiga – É sobre o Hiroki? – Arriscou a pergunta. Ela sabe que a amiga não gosta de falar sobre isso.
- Digamos que, desta vez, é para valer. Não há mais volta. – Li parecia determinada. deu um sorriso aliviado ao ouvir o tom convicto da amiga.
- Que bom, Li. Você sabe que eu te amo, não sabe? – A outra confirmou com a cabeça – Quero te ver bem. Conte comigo sempre!
- Também amo você, ! – Ambas se abraçaram e tomaram café da manhã juntas. Li já havia feito seu pedido e o mesmo já havia chegado. Após o café, foram à aula, tiveram um dia puxado.

Na saída, Li é abordada pelo então namorado.

- Por que você não me atende, Li? Sabe que odeio quando faz isso! – Bradou Hiroki, irritado a segurando pelo braço.
- Solte-me! – Falou de maneira firme.
- Por que não me atendeu quando liguei? – Repetiu a pergunta.
- Eu não queria falar com você! – Ela disse, finalmente livrando-se do aperto dele e completou: - Aliás, eu quero falar com você agora. – O rapaz cruzou os braços, em sinal de desafio, e a encarou.
- Fala, então. – As pessoas em volta apenas observaram a confusão.
- Vou ser direta: eu quero terminar com você. – Ela disse: simples e direta. Ele arqueou a sobrancelha e sorriu sarcástico.
- Quem pensa que é para falar algo assim? – Hiroki tinha uma frustração no olhar, misturada com a raiva que ele já sentia.
- Não dê nem mais um passo ou eu grito! – Alertou ela, quando o rapaz fez menção de aproximar-se dela. A atenção das pessoas em volta ficou mais alerta com o movimento dele. – Eu quero e vou terminar com você. Não aguento mais suas crises infantis e controladoras. Chega! – Ela falou e foi saindo, mas Hiroki a segurou pela mochila que ela levava nas costas.
- Não, não vai! – A alça da mochila partiu-se com a força do puxão.
- Que droga, Hiroki! – Exclamou ela, catando a mochila do chão. Foi um presente de parabéns dos seus irmãos a ela por ter entrado na universidade.
- Você só pode estar louca em me largar! – Descontrolado, e não se importando mais com isso, Hiroki começou a berrar – Isso só pode ser uma brincadeira, ! O que houve? Foram os idiotas dos seus irmãos que falaram para você terminar comigo? Hein?
- Não fala dos meus irmãos!
- Ou será que foi aquele cantorzinho lá. Qual é mesmo o nome dele? Ah, sim, , né? – Os olhos de Hiroki saltaram de raiva ao pronunciar o nome de . Li o olhava: um mix de medo e raiva.
- O que tem o -san? – Li o chamava assim, em sinal de respeito. Não fazia o mesmo com os irmãos, pois eles a proibiram com punição de fazer-lhe muitas cócegas. tem a mesma idade de : 35 anos.
- Ah, vai me dizer que é tão burra que não notou que ele é a fim de você? – Li parou e pensou por uma fração de segundos e depois falou:
- Não fala assim comigo, Tanaka! E o -san não está a fim de mim! – Pensou mais um pouco e concluiu: - E se estiver, não é da sua conta!
- Ah, é sim!
- Me solta! – Ele agarrou novamente o braço dela.
- Solta minha amiga, Hiroki! – apareceu gritando e segurou o braço do rapaz. – Alguém ajuda, por favor! – Logo, um aluno da universidade, que antes só observava, segurou o braço de Hiroki e o puxou.
- Deixa a moça, ficou louco?
- Me solta! - Gritou Hiroki, descontrolado de raiva.
- Vem, amiga. Vamos embora. – Disse puxando a amiga e a conduziu até um táxi que passava na hora.

Li ficou calada durante todo o trajeto até em casa. Ela nem conseguiu chorar. Sua cabeça fervilhava e ela tentava entender o que aconteceu de fato. consolava a amiga. Ao chegar na enorme casa dos , quis acompanhar Li, mas ela preferiu ficar sozinha. insistiu, tentou convencer a amiga a, pelo menos, ligar para os irmãos (que estavam numa reunião importante no estúdio), mas Li não quis. Vencida pelos vários “não’s” da Li, foi para casa, mas deixou Li de sobreaviso de que poderia ligar a qualquer hora para ela.
Li adentrou a casa e encontrou o silêncio. Seus irmãos estavam no estúdio e, àquela altura do dia, seu pai estaria no escritório ou até mesmo almoçando. Ela não sentia fome. Queria apenas respirar em paz, tinha medo de uma retaliação, ou sei lá o que, por parte do Hiroki, pelo término. Largou-se no sofá e tentou chorar, mas as lágrimas não caíam, apesar de estar com vontade. Fechou os olhos e ficou pensando, mas não no Hiroki. Por alguns instantes, pensou no que ele lhe disse sobre o . Será que estava a fim dela? Como ela nunca notou? Sempre foi boa nisso, em notar o interesse das pessoas. Será que, em algum momento, o demonstrou interesse nela e ela não notou? Isso estava atormentando a moça, mas algo a atormentaria ainda mais.


Capítulo 3

teve os pensamentos interrompidos pela porta da sala fechando-se com força. Abriu os olhos e viu a figura do pai. O sr. é um homem alto e corpulento. Ele nunca demonstrou afeto pelos filhos, após a morte de sua esposa, Harumi, o comportamento dele piorou. Isso pelo fato dele atribuir a morte de sua amada à filha. A moça tinha apenas 5 anos de idade quando ocorreu o trágico acidente que tirou a vida de sua mãe. Ela lembra-se apenas de flashes do ocorrido, porém, seu pai faz questão de lembrar-lhe toda vez que tem oportunidade.

- Onde estão e ? – A voz super grave do homem invadiu os tímpanos da moça. A feição dele era tão mal-humorada quanto sua voz.
- No estúdio. – respondeu, sem encarar o pai.
- De novo? Trabalhar que é bom, esses vagabundos não querem! – Exclamou irritado. O sr. odiava o fato dos filhos nunca terem feito uma faculdade. Apesar da banda deles fazer sucesso por todo o mundo, ele não se conforma.
- Eles estão trabalhando! – odiava esse tipo de cobrança. – E não duvido que eles ganhem mais do que você. – Provocou ela, irritada.
- Já que ganham tão bem assim, por que não saem da minha casa? – Rebateu o homem. arrependeu-se levemente. Ela trabalha para pagar a faculdade. Seus irmãos a ajudam, mas ela não teria o suficiente para morar sozinha e sustentar um apartamento. – Hein? – Prosseguiu ele. – Vocês não fazem nada nesta casa! Nem almoço você sabe fazer! É uma inútil!
- Eu trabalho e estudo, não sou obrigada a cozinhar para o senhor, meu pai. – levantou-se. Nunca gostou da tradição que dizia que as mulheres tinham que “servir” aos maridos, pais, irmãos... – Se me der licença, eu tenho muito o que estudar. – Ela catou sua mochila, com raiva, e já ia saindo, quando o homem a barrou.
- Não seja mal-educada, garota! – Gritou ele, irritado. – Além de assassina, você é atrevida também? – Aquelas palavras foram como um chute nas costas dela.
- Eu não matei ninguém! Me deixa passar! – Algumas lágrimas formaram-se no olhar dela, mas não caíram. Ela as segurou a tempo.
- A culpa é sua que a Harumi morreu! Se não tivesse atravessado aquela rua, ela não teria ido atrás de você! – Bradou o homem, furioso. Ele referia-se ao dia em que a , com apenas 5 anos de idade, atravessou a rua correndo atrás de seu balão colorido que lhe escapara das mãos. Sua mãe, ao ver a cena, foi atrás dela; bem na hora, um carro veio veloz e atingiu em cheio a mulher. só se lembra de ter perdido seu balão e do grito de sua mãe chamando seu nome. Isso a atormenta até hoje.
- EU NÃO MATEI A MAMÃE! EU SÓ TINHA 5 ANOS! – Berrou , quase chorando.
- MATOU SIM! É TUDO SUA CULPA, SUA INÚTIL!

O sr. já havia perdido a compostura outras vezes, porém nunca fez o que estava prestes a fazer. Levantou a mão e bateu com muita força no rosto da filha, o que fez com que os óculos que ela usa, pendessem de seu rosto. Logo, ela sentiu o gosto de sangue na boca. O sr. continuou estapeando e berrando com a filha, mas agora defendia-se, bloqueando os golpes do pai e gritando por ajuda. O jardineiro da casa, que havia chegado minutos antes, ouviu e entrou para ajudar. Conseguiu, com muita dificuldade, conter o grande homem que, quando entrou na casa, viu em cima da moça, lhe estapeando a face. apenas pegou sua mochila e saiu sem nem olhar para trás.


Capítulo 4

estava concentrado nas partituras das músicas que a banda cantaria juntamente com a Granrodeo. Os demais faziam o mesmo. estava ao lado do amigo quando ele recebeu uma ligação desconhecida.

- Alô? – disse, ao atender a chamada.
- Olá, desculpe-me por ligar, mas eu falo com ? – Uma voz feminina perguntou, o rapaz estranhou, mas respondeu.
- Sim, sou eu.
- Ah, que bom que atendeu, -san! – O tom de voz da moça mudou para quase eufórico. Aliviado, diria. – Chamo-me , sou amiga de sua irmã.
- Ah, -chan, lembro-me de você. – Disse o rapaz, lembrando-se de algumas menções da irmã sobre a amiga. – Olá, aconteceu algo?
- A está com você? Ela não atende minhas ligações, estou preocupada.
- Não, estou no estúdio com a banda. Não a vejo desde cedo, saí antes dela. – Explicou e completou: - Aconteceu algo? – Repetiu a pergunta feita antes.
- Sim, -san... – contou sobre o término do namoro da e da reação do Hiroki.
- ELE O QUE?! – Gritou , chamando a atenção de todos. , que até então estava lendo a partitura, começou a prestar atenção no amigo.
- Estou preocupada, -san. Ela disse que ficaria bem sozinha, mas eu sei que não.
- Pode deixar, -chan. Eu vou procurar por ela e te aviso, está bem? Obrigado por ter ligado para avisar. – Falou o rapaz, despedindo-se dela e encerrando a ligação. Ao fim, transparecia raiva.
- Está tudo bem, ? – Perguntou , preocupado. - A sumiu e não está atendendo as ligações. Parece que ela finalmente terminou o namoro com o Hiroki. – mal pôde crer no que ouviu. Ficou alguns instantes pensando na informação, tinha um sorriso involuntário nos lábios.
- Sério? – Questionou , aproximando-se do irmão. – E onde está a ? – Perguntou pela irmã.
- Eu não sei, . Ela não me atende também. – Falou ele, ao desligar a terceira ligação que fez para a irmã nesse meio tempo. – Inferno! Vamos para casa, . Ela deve estar lá trancada no quarto. – Determinou ele e completou: - Acho que deu de ensaio por hoje, já estou sem cabeça para isso.
- Me avisa quando achar ela, . – Disse , após acordar de seu estado de transe.
- Aviso sim, cara, obrigado! – Agradeceu e completou: - Vamos, . Valeu, galera!

Os irmãos despediram-se de todos e voltaram para casa. Mal sabiam eles da surpresa que encontrariam ao chegarem.

[...]


estava há horas vagando pelas ruas da cidade, sem rumo definido. Pensou em ligar para um dos irmãos, mas logo desistiu. Sabia que, se soubessem do ocorrido, iriam brigar com o pai e a confusão seria maior, principalmente o que é o mais explosivo dos dois. Não que o sr. não merecesse uma briga, mas ela não queria mais confusão com o pai. Queria distância dele.
As lágrimas que ela tanto segurou durante todo o dia finalmente caíram e misturaram-se com a fina chuva que caía desde que ela saiu de casa. Era outono na cidade e fazia frio quando chovia. esqueceu-se do casaco em casa e abraçou-se para tentar se aquecer. O que foi inútil quando a chuva caiu mais forte. As lentes de seus óculos já estavam bem embaçadas e molhadas. Ela inteira estava encharcada da chuva, mas continuou andando sem rumo. Decidiu sentar-se um pouco na calçada e chorou mais, pensando em tudo que viveu naquele dia.

[...]


Chovia forte quando ele estacionou na garagem de seu prédio e subiu para seu apartamento. O dia de trabalho foi cansativo, mas produtivo. Do jeito que ele gosta. Deixou a mochila no sofá e foi tomar um banho quente e relaxante. Vestiu uma roupa quente e foi preparar algo para beber. Postou-se em frente à janela para admirar a chuva que caía forte. Ficou alguns minutos observando. De repente, seu coração deu um salto em seu peito. Será que seus olhos o enganavam? Quase se engasgou com o chá que bebia. Deixou seu copo na mesa de centro, pegou um guarda-chuva e desceu o mais rápido que pôde. Aproximou-se de sua visão e a protegeu da chuva. Seus olhos não o haviam enganado, afinal.

- -san! – A voz tristonha e chorosa da cortou o coração dele.
- -chan! – Ele falou, agachando-se – Vem, vamos sair da chuva. – Ele disse e deu a mão para ajudá-la a levantar.
- O que faz aqui? Como me achou? – Perguntou ela, enquanto levantava.
- Eu moro bem ali. – Ele apontou para o prédio em frente.


Capítulo 5

ficou muito aliviada por ter parado justamente em frente ao prédio do . E mais aliviada ainda pelo ensaio ter terminado mais cedo. a conduziu até o apartamento onde mora. Ao entrar, percebeu que aquele lugar poderia ser facilmente o quarto dela. Haviam quadros geeks e funkos espalhados pela estante, onde havia um PS4 e um Xbox One com alguns jogos ao lado. sorriu ao ver aquilo. foi ao quarto de hóspedes e pegou uma toalha para ela. foi até o banheiro de visitas e tomou um banho quente, chorou bastante ao sentir a dor de seu rosto ardendo pelos tapas que levou do pai. Com o rosto machucado, sentiu-se envergonhada por isso, apesar dela não ter a mínima culpa de nada.
lhe deu roupas dele para ela usar, uma cueca nova (que, obviamente, ele não havia usado ainda) e um casaco quente para passar o frio. Preparou uma sopa quentinha para eles comerem. Após comer, perguntou-se, mentalmente, se devia questionar o que havia acontecido. Ele não pôde deixar de notar o rosto machucado dela, ainda que de leve. Sentiu a garganta fechar.

- -san... – A voz dela saiu fraca, mas compreensível. Ele desviou sua atenção da TV e olhou para ela. ficou calada, parecia estar pensando no que dizer e em como dizer.
- Se quiser, não precisa falar, -chan. – está muito curioso no ocorrido, mas não o suficiente para pressioná-la a contar.
- Não, eu preciso falar. – Ela disse e pigarreou, tomando coragem para contar. De repente, ela lembrou-se. – -san, meus irmãos devem estar preocupados comigo!
- Não se preocupe. Já avisei para eles que está aqui. Eles pediram para que você fique esta noite. Acho que tiveram uma briga com o seu pai... – Essas últimas palavras foram o suficiente para criarem fantasias na cabeça dela. Será que os irmãos já sabem do que aconteceu mais cedo e brigaram com o pai? Desesperado, o coração dela disparou.
- Co-Como eles souberam disso? – Gaguejou ao falar. Angustiada.
- Disso o que, -chan? – Obviamente, não sabia de nada e logo, percebeu que havia falado além do esperado.
- E-Eu tive uma discussão séria com meu pai. Nós,... ele me acusou de ter matado a minha mãe, mas eu não tive culpa, -san! Não tive! – Ela voltou a chorar. Ele aproximou-se mais dela no sofá e, gentilmente, a envolveu num abraço.
- Não chore, -chan. Não é sua culpa. – sabe de toda a história e do histórico do pai da . Nunca gostou do sr. , ele sempre reclamava que faziam muito barulho e que eram inúteis. Esta era uma palavra recorrente no vocabulário do homem. – -chan? – disse, chamando a atenção dela, que ainda estava encostada no ombro dele.
- Hm... – Resmungou em resposta.
- O machucado em seu rosto... foi o seu pai, não foi? – O coração dela voltou a disparar e, dessa vez, o rapaz sentiu ele pulsar em seu tórax. – Se quiser, eu não conto para seus irmãos.
- Eles vão saber. Se bobear, eles já sabem. – lembrou-se do jardineiro da casa, que fica lá até o entardecer. Ele pode ter se encontrado com os irmãos dela e contado tudo. Ou até mesmo o pai dela pode ter contado. – Foi meu pai, sim. – Confessou ela e apertou com força o casaco que usava. Tem o cheiro dele. Tudo ali tem o cheiro dele.
- Ele não devia... – disse, com raiva, mas conteve-se. Não quis angustiar ainda mais a moça.
- -san? – Ela disse baixinho.
- Pode me chamar somente de , por favor, -chan. – Ele disse sorrindo e ela afastou-se do abraço dele, ajeitando-se no sofá.
- Só se me chamar apenas de . – Ela sorriu de volta.
- Tudo bem, . O que ia falar?
- Estou com fome. Podemos pedir algo para comer? – Ela sorriu, travessa e ele não resistiu ao riso.
- Claro, . Você quem manda!

Eles pediram um combo de sushi que veio muito saboroso. Passaram o resto da noite conversando sobre tudo. Nesse período, ligou para os irmãos. Sua suspeita estava certa: eles souberam da discussão com o pai e brigaram com ele. Falaram também que tomaram uma decisão importante.

[...]


No dia seguinte, acordou alegre pela noite que tivera com a . Nunca pensou que um dia fosse conseguir tal oportunidade, já que estava sempre acompanhada de um dos irmãos, ou ambos.

- Bom dia, ! – Disse ao ser recebido na porta. – Cadê minha querida irmã? – Perguntou e entrou no apartamento carregando consigo algumas malas.
- Bom dia, ! – cumprimentou e entrou também.
- Para que tudo isso, ? ? – Perguntou , enquanto tomava café.
- Bom dia para você também, . – Disse , num tom ofendido – Vamos nos mudar. – Falou, determinado.
- E não nos olhe dessa forma, mini-! – Brincou , ao ver os olhos arregalados da irmã penderem de um irmão para o outro.
- Para onde? Como vamos pagar? ! !
- ! – disse, imitando a voz da irmã. Todos riram.
- Idiota! – Menos a .
- Maninha, nós três trabalhamos e ganhamos muito bem. Podemos arcar com tudo. Já passou da hora de sairmos de lá. Só ficamos esse tempo todo por causa do vovô, que implorou para não “abandonar” aquele homem, mas depois do que aquele velho do filho dele fez ontem, não há mais condições. – shi) voltou a ficar sério, o que era raro, pois estava sempre brincando e sorrindo. abaixou a cabeça e sentiu os olhos esquentarem e encherem-se d’água. – Você não teve e não tem culpa de nada, ele é o culpado. – O tom de voz do rapaz ficou suave, da mesma forma que falava com a irmã quando ela ficava com medo da chuva, quando criança. – Nós amamos você, e eu, e vamos estar sempre contigo. – aproximou-se e segurou a mão da irmã, sorrindo.
- Amo você, tampinha. – deu um beijo na mão dela.
- Estaremos sempre com você, sua chata! Até o gosta de você, certeza que te apoia também, certo, ? – Disse shi), de repente, o que pegou de surpresa.
- S-Sim, eu estarei sempre aqui com você, – Ele sorriu gentilmente e shi) desmanchou o sorriso debochado que tinha no rosto.
- ?! Desde quando você a chama assim, ? – Perguntou, intrigado.
- Deixa o em paz, ! – Falou , em defesa.
- ?! O que aconteceu entre vocês ontem? – Dessa vez, manifestou-se.
- Ah, chega vocês dois! Não aconteceu nada. Apenas conversamos. – Falou e voltou a tomar seu café.

shi) e olhavam para como se ele fosse um assediador. Não aconteceu nada demais para e , mas internamente eles sabiam que a amizade dos dois havia mudado. E a tendência, dali para frente, era essa.


Capítulo 6

Algumas semanas se passaram e tudo, aparentemente, estava tranquilo. deu a ideia de falar com o produtor da banda, Sato Fuyuki, para indicar para estagiar como assistente dele na gravadora. Fuyuki adorou a ideia e falou com o chefe, que logo topou.
Hoje é o primeiro dia no novo emprego, que paga bem melhor que o anterior, e estava bem ansiosa. Os irmãos lhe deram uma mochila nova para ela trabalhar. Ela aceitou o presente, depois deles insistirem muito. Ela não queria aceitar, de início, pois ela tem condições de comprar as próprias coisas, sentiu-se ofendida. Mas acabou cedendo ao agrado dos irmãos. Agora, os três moram num apartamento bem espaçoso, cada um com um quarto e uma sala grande onde sempre fazem reuniões com todos da banda e os amigos próximos.
foi apresentada a todos da equipe de produção e aos demais funcionários da gravadora. Hoje vai ser o dia do início das gravações com a Granrodeo e não poderia estar mais feliz. Poderá conhecer finalmente seu ídolo Kishō, vocalista da banda. E ele foi a primeira pessoa que ela viu ao sair da sala do Fuyuki.

- Oh, Gosh! É o Kishō! – Ela disse eufórica para si mesma. – Calma, , vai falar com ele com calma. Não banca a fã desesperada. – Completou e conteve a euforia que crescia dentro de si. Seguiu o rapaz na direção da sala de gravação. Ele parecia perdido. – Kishō-san? – Chamou a atenção dele, que se virou e sorriu ao vê-la.
- Que bonita, você! Olá, minha querida! - Disse galante. sorriu sem jeito e sentiu o rosto corar.
- Posso te mostrar o caminho até o local onde estão todos?
- Adoraria te ter como companhia. – Sorriu e apontou para ela passar. foi andando um pouco na frente e Kishō a seguiu.
- Kishō! – Exclamou , ao ver o amigo. – Masaaki! Finalmente chegaram! – O guitarrista da Granrodeo também tinha acompanhado e Kishō até lá. Ela tomou um susto ao vê-lo, pois realmente não tinha visto o rapaz. “Claro, ficou com seu fogo atrás do Kishō-san! ”, disse ela em pensamentos.
- ! Como vai? – Disse Kishō, após abraçar o amigo.
- Bem! Vejo que já conheceu minha irmã, a . – Falou e apontou para a moça que apenas sorriu envergonhada.
- Já sim. Ela me mostrou o caminho. – Ele respondeu, sorrindo lindamente e arrepiava-se cada vez que ele fazia isso.

O ensaio para a gravação da primeira música começou. A todo momento, Kishō lançava olhares sedutores para , que apenas sorria com muita vergonha. revirava o olhar toda vez que via tal troca. Hoje, só foi possível gravar parte das guitarras e o baixo da música. Depois de horas gravando, todos das duas bandas e a foram para o apartamento dos irmãos para um happy-hour. Os caras da Granrodeo tiveram que sair mais cedo, mas os demais continuaram ali. Ainda era cedo, não passava das 21h, quando começou uma pequena discussão entre e . Eles falavam de uma brincadeira de quando eram crianças.

- Mas é claro que não, ! - Dizia , no meio da discussão. – Eu sempre fui boa em Kendama e você sabe disso! – Kendama é um brinquedo simples: deve acertar a bola na estaca e existem diferentes níveis de dificuldade. O brinquedo pode ter variações no tamanho da estaca ou da bola para deixar a brincadeira mais difícil.
- Ah, mas não era não! Lembro-me perfeitamente de você batendo a mão e se machucando por inúmeras vezes. Depois vinha até mim, chorando: “, machuquei! ” – Imitou a voz da irmã e riu ao fim da frase. Todos riram. Menos a .
- Eu posso te provar que está errado.
- Eu duvido! – Falar esta frase era o mesmo que obrigar a a fazer algo. Os irmãos gostavam de se desafiar a todo momento. – Eu te desafio, ! - Ah, pronto! Demorou até! – Falou , rindo. foi até seu quarto e pegou o brinquedo.
- Vou te mostrar, -san! – odiava ouvir a irmã chamá-lo assim. Ele franziu o cenho ao ouvir. preparou-se e jogou: a bola quicou no brinquedo e saiu, arrancando risadas de todos.
- Na primeira, maninha! – Brincou .
- Não foi dessa vez, . – Disse , rindo. franziu o cenho e foi sentar-se, emburrada.
- Já vai desistir? – Provocou e completou: - Vamos todos jogar. Tive uma ideia! Quem conseguir uma sequência de dez pontos, ganha. Bem simples.
- Wow! Boa, mano! – Parabenizou . – E quem for errando paga uma prenda. – Completou.
- Melhor! Quem errar vai tomar uma dose de tequila! Vou pegar. – é aficionado por tequila. Na sala, tem um minibar onde ele guarda as garrafas de tequila que compra ou ganha. Algumas são bem bonitas, em formato de caveira, com detalhes em pedras preciosas e bem coloridas (imagina o preço disso?!). E foi justamente uma dessas que ele trouxe do minibar – Olhem, essa aqui é bem forte. E aí, vamos?!
- Ah, ... – Lamentou-se . – Para você isso não será uma punição. Você ama tequila!
- É, maninha, mas essa aqui é extremamente forte e vamos tomar pura, então, até para mim, não será tão agradável.

convenceu-se e aceitou a brincadeira. Ficou determinado que o vencedor, que chegasse aos dez pontos estabelecidos, iria pedir o que quisesse como prêmio para pessoa que ficasse em último lugar (com menos pontos). foi o primeiro a jogar e já começou errando, o que fez gargalhar por cinco minutos ininterruptos e ficar emburrado pela risada da irmã (e por ter tido que beber uma dose da tequila que ele guardava só pela beleza da garrafa). Logo depois, veio e acertou cinco seguidas. Muito bom! Os outros foram jogando e ninguém conseguiu bater o , até que o conseguiu seis pontos e ficou gabando-se fazendo uma dancinha muito engraçada. , que já estava bêbado pelas inúmeras doses que tomou por ter errado tanto, bateu no peito, determinado, e foi jogar: conseguiu nove pontos. Incrível! O próximo e último era o , os outros já haviam desistido de tentar alcançar o , caso chegasse a dez pontos, venceria. A tensão tomou conta da casa.


Capítulo 7

estava nervoso, mas concentrado. tentou tirar a atenção do amigo, mas não conseguiu. Perfeitamente, conseguiu os dez pontos, o que arrancou gritos de todos que correram para abraçar o rapaz. não sabia se ficava ou não feliz, pois havia ficado em último lugar com apenas dois pontos. Agora, teria que revelar o pedido que faria para , pela vitória no jogo.

- Bom, eu... – Ele começou a falar e todos o olhavam, curiosos. Principalmente a . – Eu gostaria de passar um fim de semana com você, . – Nessa hora, engasgou-se com o resto da tequila (que já estava acabando) e sorria malicioso e espantado ao mesmo tempo.
- Co-Comigo, ? – perguntou. Seu coração estava acelerado e o rosto queimando, e não era por conta das doses tequila que tomou.
- Sim, . Eu quero passar esse fim de semana com você. – Voltou a falar e completou: - Só nós dois. – Esclareceu aquilo que já estava implícito.
- Wow! – Gritou , animado (e bêbado), finalmente entendendo a intenção do amigo. – Super aprovo vocês dois. Têm a minha benção de irmão mais velho.
- A minha também! – Completou , ainda rindo.
- Calados! – Disseram e , ao mesmo tempo. Essa sintonia só fez com que os demais zombassem ainda mais os dois.

e riam da cara de vergonha que e faziam. aceitou o pedido e eles combinam de encontrar-se no fim de semana, a buscaria na porta de seu prédio. Na sexta à tarde, dia e horário combinados, pontualmente às 16h chegou ao prédio dos e subiu para encontrar , que ainda não estava pronta.

- Pontual como sempre, ! Entra! – Falou , ao deixar o amigo entrar. estava no sofá, espalhado, dedilhando no violão.
- Fala, ! – Cumprimentou , ao ver o amigo – A ainda está se arrumando. – Falou rindo.
- Tudo bem, cara. Eu espero. – Respondeu , educado, e sentou-se no sofá. – Está compondo? Tenho umas músicas para te mostrar. – Comentou. Ambos, junto com o , são os maiores compositores da banda.
- Sim! Aquela que comentou ontem, está pronta? Pensei num verso legal para ela. – Os amigos ficaram conversando. Enquanto isso, foi ao quarto da irmã avisar que havia chegado.
- Maninha?! – Disse , batendo à porta, assustou-se e pediu para ele entrar. – chegou..., mas o que aconteceu aqui?! – As roupas da moça estavam espalhadas pela cama e, principalmente, pelo chão do quarto.
- Estou arrumando a mala. Não sei o que levar! – Lamentou-se ela e sentou-se na cama.
- É só um final de semana, você não vai casar com o ! – Brincou take, rindo e recebeu um olhar irritado da irmã. – É estranho para você passar um fim de semana sozinha com o ele? – sentou-se ao lado dela.
- Eu não sei. Não deveria ser, cresci com ele frequentando nossa casa...
- Se quiser, falo com ele para ir embora e pedir outra coisa. Não quero que se sinta obrigada a ir por causa da aposta idiota com o . – Falou ele, carinhoso. o olhou e sorriu.
- Obrigada, meu irmão. – Encostou a cabeça no ombro dele e recebeu o afago do irmão. – Não me sinto desconfortável indo para casa do . É só um fim de semana. Não se preocupe, .
- Não estou preocupado. Sei que estará segura, vai cuidar bem de você. – Ele disse e sorriu.

ajudou a irmã a terminar de arrumar a mala e, em pouco tempo, foram para sala. e riam e conversavam sobre novas composições. Ao perceberem a presença deles, pararam e despediu-se dos irmãos. carregou a mala dela no carro e eles seguiram para o prédio do rapaz. Tiveram uma noite tranquila de cinema em casa. arrumou tudo para que a estadia dela seja agradável.
mal conseguiu dormir durante a noite, pensando em qual poderia ser o passeio que planejou para eles. Além disso, ela lembrou-se de momentos aleatórios, momentos felizes em que o estava presente. Sorriu sozinha ao lembrar-se deles. Ele sempre foi gentil com ela. Sempre ajudou a moça quando levava sermão do pai sem motivo lógico. Definitivamente, ela sabe que o rapaz gosta dela. Porém, será que...
Na manhã seguinte, despertou e seu primeiro pensamento foi o . Ultimamente, ela vem pensando muito nele, mesmo antes desse fim de semana. Desde que o Hiroki falou que é a fim dela. Isso não lhe sai mais da mente.

[...]


e já haviam chego ao seu destino: um dos parques mais famosos da região. Por coincidência, era Dia dos Namorados na cidade e o parque estava lotado de casais apaixonados. Isso intimidou um pouco , que se sentiu na obrigação de expressar seus sentimentos pela . Quando planejou esse encontro, não se atentou que cairia justamente nessa data especial e tão significativa.
Deixando isso um pouco de lado, o rapaz havia preparado alguns lanches para eles comerem mais tarde. O lugar era deslumbrante em beleza natural. Os dois fizeram um passeio a pé pelo local, enquanto conversavam sobre tudo. Riam juntos das histórias de quando frequentava a casa dela. Inevitavelmente, lembrou-se do pai e ficou menos feliz. arrependeu-se de ter tocado nesse assunto: o sr. .

- Acho que ele nunca gostou de mim. – falava, com um ar triste, mas serena, enquanto admirava a paisagem. O vento bagunçava seus cabelos e nem isso incomodava ela. a ouvia com atenção. - Ele não queria ter uma menina, isso sempre foi nítido para todos, até para a mamãe, acho. – E ela não estava errada. Àquela época, o sr. não escondeu de ninguém sua decepção pela gravidez de uma menina da esposa. Ele queria que nascesse o terceiro menino. Isso sempre entristeceu a sra. . – Ele está sempre me culpando por tudo... é frustrante. Às vezes, não sei nem quem eu sou direito.
- Como assim, ? – Questionou o rapaz.
- Se eu erro ou faço algo fora das expectativas dele, já recebo agressões da minha suposta incompetência... – A moça suspirou frustrada. – Me sinto uma inútil, como ele sempre gosta de pontuar.
- Você não é uma inútil, ! Não fale assim de si mesma. – já havia presenciado alguns episódios de ataques do sr. contra a filha. Lembrou-se do sentimento ruim que lhe surgiu à época. O mesmo que crescia dentro dele naquele momento. – Você é incrível, uma mulher inteligente e determinada. Não deixe que ninguém te diga o contrário, meu bem. – Ele falou, do fundo de seu coração. Nem notou o que havia falado no final da frase.
- Você gosta de mim, ? – perguntou. O coração lhe saltando a garganta. tomou toda a coragem que tinha e falou mais uma vez do fundo de seu coração.
- Eu gosto... muito! – Suspirou e olhou para o chão, envergonhado. também não conseguiu encarar ele. Porém, ambos tinham um sorriso inocente nos lábios, um sorriso de felicidade.
- ... – disse e levantou a cabeça, os olhares cruzaram-se e eles sorriam um para o outro. Depois: silêncio. Ela chegou mais perto dele e pegou na mão do rapaz que estava sobre a perna dele. – Posso te dar um beijo? – Por dentro, questionou-se o porquê da pergunta. Seu rosto corou de imediato.
- Deve. – Ele respondeu e inclinou o corpo para mais perto, ela fez o mesmo e, quando notaram, já estavam se beijando. Após o beijo, eles se olham e riem.
- Foi estranho para você? – Ela perguntou, insegura. tem a mesma idade que . Na cabeça dela, ele poderia achar ela muito nova para ele, como uma irmã caçula.
- Nem um pouco. – Respondeu ele, convicto e completou: - Melhor do que eu esperava. – Ela sorriu ao pensar que ele já se imaginou beijando ela.

O resto da tarde foi mais agradável para ambos, do que já estava sendo, após o beijo. e passearam pelo parque de mãos dadas, enquanto conversavam. não se sentia mais estranha com a presença dele e vice-versa (também era um dilema para dela achá-lo “velho” demais para ela). A culpa pelo sentimento que têm um pelo outro, aos poucos, esvaiu-se.


Continua...



NFinalmente esse beijo saiu!!! <3 E foi fofinho esses dois, né? Ahh, eu amo esse casal. Keigo realmente é muito fofo e gentil. Melhor pp <3



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Eu não escrevo nenhuma dessas fanfics, apenas scripto elas, qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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