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Última atualização: 04/09/2021

Capítulo único


Ouvi o clique da porta sendo aberta e virei o rosto na direção da entrada, encontrando o jogador de vôlei com uma expressão derrotada e os ombros caídos. O som da televisão preencheu o ambiente e me lembrei imediatamente de pegar o controle e desligar a TV, onde ainda passava tudo sobre a partida de vôlei que aconteceu há uma hora e protagonizou mais uma derrota para o Brasil e uma vitória desgostosa para a Argentina. Eu tinha visto a entrevista que ele tinha dado e meu coração apertou ao ver seu semblante decepcionado.
Perder faz parte da vida, até eu sei disso, mas perder para o nosso rival…
— Você não precisa ficar aqui — a voz dele se arrastou até mim.
Eu não precisava mesmo. Não tinha obrigação nenhuma de permanecer no quarto que ele estava hospedado quando eu tinha o meu próprio, mas quando soube da partida, da derrota e que os meninos não levaram o bronze para casa, meio que me senti tentada a esperar ele aparecer para consolá-lo um pouco. Conhecendo-o como eu o conhecia, aquele homem passaria a noite inteira se lamentando.
— Estou bem aqui — falei. — Como estão os outros?
Bruninho levantou os lábios em um sorriso pequeno e, depois de se livrar da camisa esportiva e dos sapatos, sentou-se ao meu lado no sofá. Ele soltou um suspiro frustrado, encarando o nada a sua frente.
— Cansados.
Apertei o ombro dele levemente, tentando passar um pouco de conforto através do meu toque. Ele levou sua mão até a minha e virou o rosto para mim, uma expressão completamente suave e infeliz.
— Ei — murmurei, tocando o seu rosto com a outra mão. — Você foi incrível.
Bruninho sorriu para mim, os olhos acusadores na minha direção.
— Você é uma ótima mentirosa, sabia? — ele rebateu, puxando a minha mão e beijando a minha palma.
— Não devia me acusar assim — murmurei, fingindo estar ofendida e tirei minha mão do seu rosto. — Posso dizer que você é ótimo de cama e quem sabe se não estou mentindo?
Bruninho gargalhou gostosamente e me senti bem por estar ali, distraindo-o para esquecer o que o mundo inteiro lembraria pelo resto dos dias seguintes. Ele lidava bem com as coisas, mas era melhor que não lesse nenhuma crítica nas redes sociais nas próximas horas.
— Você não mentiria sobre uma coisa assim — rebateu.
Ele me puxou para o seu colo de surpresa e soltei uma risada pelo susto, batendo as minhas mãos nos ombros expostos dele. Encaixei minhas pernas uma de cada lado da sua coxa e fiquei perfeitamente bem em seu colo, sentindo as mãos firmes dele na minha cintura.
— Talvez não — comentei.
Ele me abraçou e senti o seu cheiro de banho recém-tomado, imaginei que ele tivesse feito isso antes de vir para o hotel, os fios do cabelo ainda úmidos. Beijei seu pescoço levemente, aproveitando a nossa aproximação e ficamos um tempo naquela posição.
Nós dois nos conhecemos em um treino de vôlei nas Olimpíadas do Rio 2016. Como eu completava o quadro de atletas, tinha acesso a alguns bastidores e gostava de assistir ao treino dos outros jogadores. Naquela época foi difícil competir, eu estava passando por um momento familiar ruim e Bruno começou a se aproximar sem que eu percebesse. Quando menos notei, éramos amigos e estávamos nus na cama. Mantemos contato ao longo dos anos, mas nunca passamos do que de fato éramos: dois amigos com benefícios.
Era um rótulo juvenil para duas pessoas adultas, mas funcionava.
Afastei meu rosto do dele, quebrando o abraço e encarei o rosto do homem que, por mais que fosse um dos meus melhores amigos, acelerava meu coração de forma que não deveria.
— Não quer ligar para sua família? — questionei, sugerindo.
Ele esfregou o rosto com as duas mãos.
— São seis horas da manhã lá — respondeu. — Eu prefiro ligar mais tarde.
Assenti, concordando, e acariciei a pele da sua nuca. Doze horas de fuso horário era uma coisa que eu ainda não tinha me acostumado em Tóquio.
— Acho que mais tarde você vai estar meio ocupado — murmurei, com segundas intenções.
Bruninho ergueu uma sobrancelha.
— Você é meu prêmio de consolação? — brincou, apertando minhas coxas.
Murmurei algo positivamente e espalmei minhas mãos em seu peito nu, explorando a sua pele, que eu tinha tocado tantas vezes antes. Eu não me cansava de admirá-lo. Sua beleza, seu corpo, ele inteiro.
Me mexi de propósito em seu colo, rebolando devagar para me encaixar melhor. Observei seus olhos se escurecerem de desejo por mim e engoli a seco quando ele subiu uma mão pelas minhas costas e aninhou seus dedos nos fios do meu cabelo, segurando meu pescoço com força.
— Você acabou de ter um jogo com cinco sets — provoquei, com um sorriso nos lábios. — Não está cansado?
— Posso aguentar um sexto set.
Sem estender mais o momento, ele puxou meu rosto na sua direção, chocando os seus lábios contra os meus. Bruno nunca iniciava um beijo urgente daquela maneira, mas desesperado por uma distração, tudo tinha uma primeira vez. Sua língua buscou a minha e eu subi minhas mãos direto para o seu pescoço, intensificando o beijo.
Ele apertou ainda mais os fios do meu cabelo e eu gemi contra o beijo, adorando quando ele ativava o seu lado selvagem daquela maneira. Não que eu não gostasse quando ele era carinhoso o tempo todo, mas meu tesão aumentava ainda mais quando ele se mostrava dominante daquela maneira. Eu me sentia completamente à mercê de seus desejos e daquela vez não era diferente. A frustração movia Bruno a coisas inimagináveis.
Com meus pulmões implorando por ar, quebrei o beijo, insatisfeita, tentando regularizar a minha respiração. Os lábios dele estavam vermelhos e eu passei o polegar, desenhando-os. Seus olhos estavam intensos sobre mim e ele aproveitou para puxar minha cabeça para o lado, deixando meu pescoço exposto para si. Bruninho mordeu e lambeu a minha pele, começando a criar uma trilha de beijos entre a minha nuca, clavícula e ombros, descendo a boca até a altura dos meus seios. O jogador de vôlei não perdeu tempo nenhum em se livrar da minha blusa, revelando meus seios completamente duros, sem sutiã cobrindo-os. Meu peito subiu e desceu em uma respiração pesada, quando seus olhos encararam os meus. Passei a minha mão pela sua barba loira, engolindo a seco, nunca me acostumando com a sensação de suas mãos explorando cada pedaço de pele do meu corpo. Arqueei as costas, dando espaço para que ele pudesse explorar ainda mais. Suas duas mãos cobriram os meus seios e ele umedeceu os lábios, me deixando notar o visível volume no meio das suas pernas, bem abaixo do meu colo.
Bruninho beijou a base do meu seio e tirou a mão esquerda, deixando a passagem livre para si mesmo. Sem que eu esperasse, ele mordiscou o bico, provocando um arrepio pela minha pele inteira. Buscando um destino para minhas mãos, pousei uma em seu braço e a outra aninhei os dedos nos fios do seu cabelo, enquanto deixava ele brincar um pouco com os meus seios expostos. Ele lambeu, chupou e mordeu, repetindo a mesma coisa com o outro, gemidos baixos escapando dos meus lábios, ao mesmo tempo em que eu sentia minha boceta se lubrificando.
Puxei o rosto dele na direção do meu, buscando seus lábios mais uma vez. Estávamos quites em questão de roupas, mas eu começava a ficar ansiosa para retirar todas as suas peças, deixando-o completamente nu para mim. Eu adorava a sensação de relaxar o corpo dele, fosse como fosse. Iniciando um beijo calmo, explorei a sua boca e língua, um caminho há muito conhecido por mim, enquanto minha mão desviava do seu braço e descia até a base de seu calção de algodão, verde e amarelo, representando a bandeira do nosso país. Como não havia zíper, enfiei minha mão dentro da sua calça, sorrindo entre o beijo ao notar que aquele safado estava sem a boxer. Bruninho aproveitou para morder o meu lábio inferior e puxá-lo entre os dentes, soltando um murmúrio positivo quando sentiu a minha mão acariciar a cabeça do seu pau, já completamente duro e ereto. O jogador afastou meu rosto do dele e respirou fundo, aproveitando a sensação que eu estava lhe proporcionando. Ele soltou os fios do meu cabelo e eu saí do seu colo, me ajoelhando no chão à sua frente, puxando a sua calça para baixo sem paciência alguma. As linhas de estresse na expressão do seu rosto já tinham sumido minimamente.
Quando ele chutou sua calça para longe e se manteve sentado no sofá, ele fez menção de me puxar, mas eu neguei com a cabeça, observando-o deixar os braços caírem em cada lado do seu corpo, obediente. Bruno mordeu o lábio inferior, em expectativa, e me assistiu, em silêncio, aproximar o meu rosto do seu pau. A princípio, não usei a minha boca. Toquei-o com uma mão, massageando toda a base do seu pênis, apertando levemente a cabeça rosa. Em seguida, iniciei um movimento lento de vai e vem, sem tirar os olhos dele, percebendo que ele tinha fechado os seus e gemia baixinho, o corpo relaxando. Seus ombros ainda estavam tensos, mas eu podia resolver aquilo depois, com uma massagem.
Beijei a sua coxa e fui trilhando um caminho até o seu pau, onde depositei um beijo molhado na cabecinha e, logo em seguida, comecei a chupá-lo lentamente, colocando-o quase inteiro na minha boca, mas não a ponto de chegar na minha garganta. Continuei os movimentos com a mão e passei a minha língua, lambendo-o em círculo, o que fez ele soltar um gemido ainda mais alto e finalmente abrir os olhos, me assistindo com os olhos brilhando de excitação. Podia perceber que ele estava começando a ficar agitado por não ter o que fazer com as mãos, mas não me importei. Com a minha outra mão livre, adicionei suas bolas à brincadeira, massageando-as com carinho, aumentando a velocidade dos movimentos da minha outra mão contra o seu pau, enfiando seu membro inteiro dentro da minha boca. Bruno, totalmente inconsciente, mexeu os quadris na direção da minha boca e eu quase me engasguei, mas não parei de chupar. Eu já me sentia completamente umedecida entre as pernas e esfreguei as minhas coxas uma na outra para tentar fazer com que minha boceta parasse de latejar. Acompanhei os rápidos movimentos de vai e vem com a boca, apertando as suas bolas de propósito e Bruninho grunhiu.
— ele chamou, com dificuldade. Tocou a base do meu rosto com a respiração ofegante. — Não vou aguentar muito tempo com isso e ainda quero…
Sua frase foi cortada e ele recostou a cabeça contra o sofá, soltando o ar pela boca entreaberta quando eu desacelerei o movimento e beijei o topo da cabeça do seu pau, agora sensível, parando de masturbá-lo.
— Você ainda quer o quê? — provoquei.
Continuei ajoelhada, passando o polegar e o indicador pela minha boca. Ele virou o rosto para mim e me fez levantar, me puxando para seu colo novamente. Bruno respirou fortemente contra a minha boca e aproveitou para se livrar do meu short e calcinha, subindo meu corpo o suficiente para que as peças de roupa passassem pelas minhas pernas, me despindo.
— Ainda quero te foder — declarou.
O ar-condicionado estava ligado, mas não parecia. Meu corpo inteiro estava quente e suado, e suas palavras só fizeram meus pêlos se arrepiarem, minha boceta se contraindo de tesão. Precisava urgentemente que ele me fodesse também, louca para senti-lo dentro de mim, mais uma vez.
No começo, quando começamos a transar, Bruno não estava acostumado a dizer aquelas palavras. Ele sempre era carinhoso demais, mas com o tempo fomos conhecendo um pouco um ao outro e ele percebeu que palavras de baixo calão daquela maneira não me envergonhavam. Na cama, ele podia ser tudo comigo e eu não reclamaria.
— Por favor — implorei, em um sussurro.
Bruninho sorriu para mim e levantou, me carregando no colo até a cama, que ficava do outro lado. O quarto era espaçoso o suficiente para parecer que era uma sala e um quarto dividido. Ele não teve dificuldade alguma de chegar até a cama e me jogou contra o colchão, arrancando uma risada minha. No começo, eu ficava espantada o quão fácil era me sentir íntima dele. Ele admirou meu sorriso, me devolvendo um lindo em resposta, seus olhos brilhando.
— Porra, mulher — murmurou, ao escorregar um dedo pela minha boceta molhada. — Você me deixa louco.
Não respondi nada, ocupada demais em aproveitar a sensação que consumiu meu corpo quando ele, querendo sempre mais, me penetrou com dois dedos, me testando. O gemido saiu livremente e segurei os lençóis da cama, abrindo ainda mais as pernas para ele. Arfei, querendo regularizar a minha respiração, mas parecia impossível no momento, sentindo os seus dedos tão a fundo dentro de mim. Bruno se deliciou com a minha expressão prazerosa e adicionou o seu polegar à brincadeira, friccionando o meu clitóris, tremendo meu corpo inteiro.
Minhas pernas ficaram moles, e ainda bem que eu estava na cama. Ele tirou seus dedos dentro de mim e usou a umidade da minha boceta para massagear seu pau. Era uma visão e tanto para mim. Umedeci os meus lábios e levantei um pouco as minhas costas, me apoiando com os cotovelos na cama. Ele saiu do meu campo de visão rapidamente, andando até a cômoda que havia ao lado da cama. Embora tivessem se empenhado bastante em promover camas anti-sexo — o que achei uma piada —, e colocado os atletas para dividirem alguns dos quartos juntos, não foi nenhum problema para mim e Bruno arranjar um hotel por conta própria para dar aquelas escapadas. Sinceramente, não precisávamos de uma cama se quiséssemos foder.
O atleta do vôlei tirou um pacote de camisinha da gaveta e rasgou a embalagem com a boca, com toda paciência do mundo. Ele voltou para mim, colocando a camisinha no pau com rapidez e cuidado, e me olhou mais uma vez. Me afastei mais para trás na cama, dando espaço para ele. Bruno se colocou de joelho, segurando minhas coxas, uma mão de cada lado e se colocou no meio das minhas pernas, mas não se encaixou dentro de mim ainda. Ao invés disso, ele se curvou por cima de mim.
Primeiro ele beijou o topo da minha testa. Depois desceu a boca até a ponta do meu nariz, depositando um meio beijo ali, o que me fez rir e balançar a cabeça, cruzando as minhas mãos ao redor do seu pescoço.
— Se não quiser que eu não me apaixone, não pode fazer essas coisas — brinquei, criando coragem para falar.
Ele descompassava o meu coração, fazia borboletas voarem no meu estômago, não tinha ideia de que minhas pernas tremiam a cada olhada intensa de carinho que me dava.
Bruno riu.
— Eu nunca disse que não queria que você se apaixonasse — rebateu.
Pisquei meus olhos para ele, que mantinha o olhar no meu, sem desviar por um segundo sequer. Senti como se eu estivesse perdendo o fôlego e esquecesse de respirar, mas ele estava ali para me lembrar.
— Bruno… Ah!
Fui interrompida com ele se encaixando devagar dentro de mim. Seu pau me penetrava como se já conhecesse o caminho. Meu corpo arqueou por um instante, mexendo o quadril involuntariamente, buscando por mais. Ele beijou a minha boca, colocando uma mão na lateral da minha coxa e pressionei minhas mãos em sua nuca, arranhando a sua pele levemente, os gemidos abafados pelo beijo. Bruno aumentou as estocadas, sem pressa de acelerar os movimentos. Uma das minhas pernas se enroscou contra a sua cintura, prendendo-o contra mim, mesmo que eu soubesse que ele não iria a lugar nenhum. O beijo se intensificou e ele subiu a mão para brincar com os meus seios, apertando-os ora leve, ora forte, arrancando ainda mais suspiros e gemidos da minha parte. Quando ele afastou o rosto, interrompendo o beijo, usei a minha boca para distribuir pequenos beijos ao redor da sua pele, clavícula e ombro, observando suas veias saltadas no pescoço. Mordisquei a sua orelha e arranhei o seu abdômen, nossas respirações se misturando, entrecortadas. Sem que eu esperasse, ele aumentou a velocidade, estocando ainda mais rápido dentro de mim. Bruno aproveitou para estimular o meu clitóris com o polegar.
Eu sentia que podia morrer de prazer.
A forma como ele sempre me tocava, seus olhos despindo a minha alma, nossos movimentos sincronizados. Movi meu quadril contra o dele, implorando silenciosamente por mais. Ele desceu o rosto por meu pescoço, mordiscando a minha pele por puro prazer e abocanhou um seio, me fazendo gritar só um pouquinho pelo misto de sensações. Ele sorriu lindamente para mim.
Um segundo depois, encontrei forças para inverter nossas posições.
Empurrei-o para o lado e montei em cima dele, sem que ele saísse dentro de mim no processo. Espalmei minhas mãos contra a barriga dele, sorrindo maliciosamente para o jogador deitado debaixo de mim e comecei a me mover devagar no seu colo, cavalgando. Ele reprimiu um gemido e eu resmunguei.
— Não economize comigo, capitão — murmurei.
Em resposta, ele apertou as minhas coxas. Com o apoio dos meus joelhos, aumentei a velocidade das cavalgadas, enlouquecendo-o só mais um pouquinho, meus peitos subindo e descendo devido aos movimentos que eu estava fazendo. Eu sentia o suor escorrer pelas minhas costas e no meio dos meus seios. Bruno não perdeu a oportunidade de continuar explorando o meu clitóris. Quando rebolei contra o seu pau, fazendo movimentos circulares, ele atendeu ao meu pedido e não economizou e nem reprimiu os seus gemidos. Muito pelo contrário, o som rouco que saía de sua boca fez minha boceta latejar mais ainda. Meu corpo começava a sofrer espasmos, me avisando que eu estava prestes a chegar .
Mas eu não queria chegar primeiro que ele. Gostava mais quando os dois atingiam o ápice juntos.
Bruno levantou, ficando meio sentado na cama, me segurando pelas costas. Entendendo o que ele queria, saí de cima dele e tirei o cabelo colado do meu rosto devido ao suor. Fui para o seu lado na cama e me coloquei de quatro, virando e exibindo a minha bunda para ele.
O jogador deu uma palmada leve em uma das minhas nádegas e soltei um resmungo positivo. Suas palmadas costumavam ser sempre tímidas. Ele não gostava de nada que deixasse marca ou machucasse, por mais que eu tenha dito que aquilo não me machucava.
Bruno se posicionou atrás de mim e encaixou o seu pau de volta na minha boceta, segurando o meu quadril, se movimentando dentro de mim com a mesma intensidade de antes. Ele devia estar próximo de atingir o ápice também. Meus peitos balançavam, acompanhando o meu corpo, que ia e vinha, devido às estocadas fortes e rápidas. Bruno apertou suas mãos na minha pele e eu mordi o meu lábio, sentindo-o me preencher até o fundo. Com ele bastante concentrado, nossos gemidos se misturando como uma melodia nova, usei os meus dedos para me masturbar, acelerando o meu orgasmo.
Senti um tremor leve tomar conta de mim e senti Bruno puxar meu cabelo devagar, chamando o meu corpo para si, colando as minhas costas em seu peitoral. Ele beijou a base exposta do meu pescoço e eu descansei a minha cabeça no seu ombro. Não reclamei quando ele afastou a minha própria mão da minha boceta e começou ele mesmo a me acariciar, friccionando seus dedos contra o meu clitóris, já sensível. Bruno tremeu atrás de mim.
— Goza pra mim — murmurei.
Ele respirou contra meu pescoço, um pouco aliviado com o meu pedido. Eu o conhecia bem o suficiente para saber que ele estava adiando o seu orgasmo por mim, mas eu não me importava, porque no fim, Bruno sempre, sempre me compensava.
Para ajudá-lo, rebolei contra o seu pau e ouvi o seu gemido escapar ainda mais alto e ele parou de se mover contra mim, gozando dentro, seu corpo amolecendo. Saí de dentro dele e me virei na sua direção, segurando o seu rosto com uma mão, beijando os seus lábios rapidamente. O rosto dele estava meio vermelho e ele estava completamente suado de novo.
— Você é tão incrível, — ele disse, me abraçando.
Sua respiração estava descompassada, mas ele não esperou acalmar. Bruno me jogou contra a cama de novo, afastando minhas pernas uma da outra. Ele se afastou de mim o suficiente para me surpreender com a sua língua lambendo a minha região sensível. Bruno afastou os lábios da minha vagina, passando a língua por eles, de cima a baixo e de baixo a cima, arrancando gemidos e suspiros da minha parte. Queria emaranhar meus dedos em seu cabelo, mas me contentei em voltar a agarrar os lençóis, sentindo meu corpo inteiro entrar em espasmos, implorando para que eu atingisse o meu ápice. E eu não demoraria muito.
Quando Bruno começou a chupar o meu clitóris, alternando entre mordidas e lambidas, me tremi inteira.
— Bruno… — gemi seu nome, em um aviso que ele entendeu perfeitamente.
Ele apenas continuou me chupando, com mais vontade, mais força, me penetrando com dois dedos, acelerando o caminho para o meu gozo.
E eu explodi contra a sua boca, aliviada, sentindo meu corpo inteiro amolecer contra a cama. Ele ainda lambeu minha região molhada inteira antes de me largar e se deitar ao meu lado, os dois cansados, a respiração entrecortada. Ele procurou a minha mão e entrelaçou à sua.
— Posso não ter ganhado o bronze hoje, mas isso aqui valeu ouro, hein? — ele soltou, arrancando uma gargalhada de mim.
Bruno apertou a minha mão, um pouco ofendido por eu estar rindo, mas puta merda, tinha sido uma cantada tão ruim
— Valeu a tentativa, vai — ele reclamou, me puxando para si.
Balancei a cabeça levemente, puxando um lençol para nos cobrir juntos e me aninhei contra o peito dele, me recuperando do acesso de riso.
— Nossa, Bruno — falei. — Você precisa aprimorar essas técnicas de cantadas.
Ele revirou os olhos e eu apoiei a minha cabeça em seu peito para observá-lo melhor.
— Douglas tentou me avisar — confessou, dando de ombros, acariciando as minhas costas. — Quando você vai embora?
— Eu já deveria ter ido, na verdade — respondi. — As competições de ginástica acabaram, mas consegui ficar para acompanhar a final do vôlei feminino. Prometi para Gabi.
Ele assentiu, concordando. Gabi tinha mesmo me feito prometer que eu estaria na arquibancada para prestigiar a partida que elas teriam contra o time feminino dos EUA. Independente de qual fosse o resultado, eu estava imensamente orgulhosa dela.
— Sabe o que isso significa? — Bruno murmurou, pensativo.
Seus olhos encararam os meus e fingi pensar em uma resposta para o que ele estava pensando.
— Que temos mais algum tempo juntos? — arrisquei, sorrindo.
Era incrivelmente ridículo o quanto ele me fazia sentir uma adolescente boba em seus braços. O jogador devolveu o sorriso para mim e piscou os olhos, me pegando de surpresa de novo ao inverter as nossas posições. Ele voltou a ficar por cima de mim, beijando os meus lábios devagar.
— Se depender de mim — ele disse, sorrindo contra a minha boca. — Temos a vida inteira juntos.




Fim.



Nota da autora: Oioi gente! Espero que vocês estejam bem e tenham curtido essa cena curtinha que eu escrevi para ver se esse bendito jogador saía da minha mente, socorro! Sou apaixonada nesse homem há anos e as Olimpiadas ativou esse meu lado fangirl de novo e o resultado ta aí, já que eu não posso me aventurar em uma longfic com ele... ainda HAHAHA muito obrigada por ler e até a próxima! <3



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