FFOBS - Sou Toda Sua, por Anna Jackmann


Sou Toda Sua

Última atualização: 17/03/2022

Capítulo 1

O cheiro de toda aquela gente e de bebida estava impregnado nas paredes daquela boate em cada canto dela, mas apesar disso eu conseguia reconhecer e sentir o cheiro, o perfume o aroma dela acima deles.
Sentado no bar enquanto tomava minha dose de uísque e a vi chegar e correr para os fundos para o camarim das dançarinas. Hoje ela faria mais um show, exibiria o corpo que era meu. Corpo que deixava qualquer um de joelhos, assim como eu ficava toda vez que a tinha nos meus braços, suado, trêmulo e cheio de tesão por mim.
Imaginar que ela estaria agora mesmo tirando a roupa causava em mim um desejo que eu raramente conseguia controlar e não me envergonhava dizer que esse era o controle que ela exercia sobre mim, na verdade quando estávamos juntos controle e vergonha não existiam.
Virei o resto do uísque deixando o copo sobre o balcão e rumei por entre todas aquelas pessoas vez ou outra sendo interrompido por algum idiota que pensava que me conhecia. A música alta e as luzes ofuscantes foram barradas quando entrei no pequeno corredor, caminhei até a segunda porta que estava entre aberta e entrei a encontrando sozinha e só de lingerie preto.
O sangue do meu corpo desceu imediatamente para o meu pau, minha boca salivou com vontade de provar cada pedacinho daquela pele morena macia e sedosa. Ela estava concentrada enquanto escolhia o figurino que usaria essa noite, os cabelos estavam presos por presilhas de um jeito todo bagunçado e sexy. Me aproximei devagar, colando meu corpo no dela ao alcança-la, mergulhando meu rosto em seu pescoço cheiroso, beijando sua nuca afundando meus dedos em sua cintura.
– Estava esperando você – ela murmurou baixo.
– Estava é? – provoquei, puxando a bunda dela em direção ao meu quadril mostrando para ela o quanto meu pau estava duro por ela.
– Isso tudo é para mim? Estou sendo uma boa menina? – disse dengosa, deitando a cabeça em meu ombro e acariciando meu cabelo.
– É sempre para você – confessei. Eu não tinha vergonha e nem receio em demonstrar meus sentimentos e o meu desejo para ela.
– Que bom – a virei para mim, beijando sua boca a pudor nenhum. Não havia pudor quando estávamos juntos, somente, prazer desejo carinho e posso dizer... Amor.
Chupei seu lábio, enfiando minha língua em sua boca trazendo seu corpo seminu pra perto do meu, fazendo entrelaçar suas pernas em minha cintura. Caminhei com ela até um sofá pequeno que tinha ali no campo e deitei cobrindo seu corpo com meu, forçando meu quadril. gemeu descendo as mãos inquietas por minhas costas puxando minha blusa. Separei nossas bocas para ajudá-la a tirar.
– Eu estou no meu horário de trabalho sabia? – indagou sorrindo com malícia, as mãos indo direto para o cinto da minha calça, suspirei aliviado não estava mais aguentando o aperto, afundei meu rosto em seu pescoço descendo uma das mãos massageando seu seio. gemeu baixo em meu ouvido e aquilo foi o fim para mim, desci minha mão afastando a calcinha de renda, sentindo o quão molhada ela estava.
– E qual é a graça de ser o chefe e não poder ter um tempo com você? – disse a fazendo rir remexendo-se embaixo de mim quando acariciei seu clitóris com os dedos, mordi seu queixo – Como eu amo quando você fica molhada desse jeito para mim amor – sussurrei. Enfiei meus dedos nela, fazendo gemer e apertando as unhas em meu quadril me puxando para mais perto.
– Alguém pode chegar, anda logo com isso. Eu não aguento mais – pediu manhosa, voltando a se concentrar em meu cinto. Eu não conseguia pensar direito quando ela começava a pedir por mim daquele jeito, eu perdia a cabeça. Me ajoelhei no sofá pequeno afastando suas mãos e eu mesmo abrindo o cinto, os botões e descendo o zíper, baixando a calça o suficiente para libertar o meu pau molhado por ela. ergueu as mãos agoniada me chamando me puxando para ela, como eu poderia negar isso aquela mulher.
Mas eu a queria em cima de mim, ditando os movimentos comando tudo, adorava ver minha mulher mostrando que sabia me domar que era a única capaz de fazer isso, mas eu também gostava de mostrar a quem ela pertencia. Sentei puxando seu corpo para o meu, apertei minhas mãos na bunda dela apertando com força puxando-a para cima, se apoiou em meus ombros, a puxei para mim lambendo a parte exposta dos seios dela.
– Você é uma deusa. Minha. Só minha – rosnei subindo minhas mãos por seu corpo quente agarrando seus cabelos longos e castanhos puxando seu rosto para perto do meu, nossas bocas a centímetros uma da outra, a respirações brigando uma com a outra.
desceu no meu corpo me penetra-la de uma única vez, nós dois gememos com a sensação deliciosa de senti-la sem nada entre nós, sem barreiras.
Arfando e tremendo minha morena começou a se movimentar. Soltei seu cabelo apertando sua cintura descendo pelos quadris até estar com aquela bunda maravilhosa em minhas mãos outra vez.
... – sussurrou.
– Estou aqui amor – disse contra sua boca.
me abraçou pelo pescoço enfiando os dedos em meio aos meus cabelos puxando os fios com força, eu não ligava para a dor, o prazer que ela estava sentindo naquele momento a sensação que estava causando nela era mais importante.
Passei a me movimentar junto com ela, queria gozar junto com queria nossos corpos tremendo no mesmo momento quando o orgasmo tomasse a nós dois. Aquele lugar tinha ficado quente, e poderíamos ser pegos a qualquer momento já que aquele quartinho não era só dela, o que eu resolveria logo, logo para ter mais momentos assim com .
Estávamos perto podia sentir, estava subindo e descendo cada vez mais rápido. O olhar baixo e os cílios com pequenas gotas de suor só confirmava o que já suspeitava ela estava tão perto quanto eu.
Quando ela apertou meu pau, soube que desabaríamos no segundo seguinte, e assim aconteceu. sentou mais duas vezes antes de deixar o peso do corpo suado sobre o meu com a respiração ofegante. Beijei seu ombro e então puxei seu rosto tirando os fios de cabelo grudados de suor, vendo suas bochechas coradas.
– Por que faz isso comigo? – indagou fazendo bico. Acariciei suas bochechas com os polegares rindo.
– Por que eu adoro te ver assim – confessei.
– O que eu faço com você homem? – segurou meu queixo puxando meu rosto para um beijo antes de levantar para se limpar. Suspirei satisfeito ainda com o pau para fora, observando enquanto ela se ajeitava – Acho melhor fechar essa calça – alertou me olhando pelo espelho da penteadeira – Não quero que ninguém veja o que é meu – acrescentou mordendo o sorriso.
Pisquei para ela e foi questão de segundos que fechei a calça e vesti a camiseta para a porta ser aberta de repente, me olhou por cima do ombro como quem diz “não falei”.
– Ah desculpe , não sabia que estava ocupada – Carol uma das dançarinas corou ao me ver ali.
– Não se preocupe Carol, já está de saída – disse me expulsando sutilmente virando-se completamente e sorrindo para mim.
– Claro – concordei pigarreando passando as mãos no cabelo – Nos vemos mais tarde? – quis saber, me aproximei dela olhando em seus olhos brilhantes de luxuria e divertimento. Era sempre assim, nós mal tínhamos nos separado, tínhamos acabado de transar e eu já estava ansioso para vê-la outra vez.
– Estou contando com isso senhor – provocou, abrindo aquele sorriso que me fazia querer arrancar as roupas dela com os dentes. Afaguei suas bochechas puxando para beijar seus lábios macios uma última vez antes de sair.


– Se divertindo? – Juan perguntou sentando ao meu lado no bar observando o movimento.
– Um pouco – murmurei ao bebericar meu uísque.
– Sei.
Juan González era um amigo dos tempos da escola, depois que saímos do colégio cada um tomou seu rumo pelo mundo e só voltamos a nos encontrar a dois anos.
Quando decidi me arriscar e investir na cadeia de boates, deixei Juan responsável por cuidar para mim e tomar decisões por mim algumas vezes já que eu não tinha muito para cuidar, eu tinha uma empresa para tocar. Juan tinha sido uma boa escolha.
– Chegou faz tempo? – indaguei, voltando minha atenção para ele.
– Uns cinco minutos – respondeu – Pensei que não viria hoje, mas Jennifer disse que te viu indo para o camarim – comentou com um sorriso malicioso, escondi o sorriso ao me lembrar dela, levando o copo de uísque aos lábios. Juan riu, apertando meu ombro.
– Como vão os negócios? – perguntei mudando o rumo da conversa, não era um assunto que eu gostava de compartilhar com ninguém, não que nosso caso fosse segredo já que muitas vezes não só Juan como todos os outros funcionários já tinham me visto com ela dentro e fora da boate.
– Muito bem na verdade – respondeu, assenti gostando de ouvir aquilo – Tenho uns assuntos para tratar com você uma ideia nova que tive, acho que você vai concordar.
– Claro – concordei. As luzes foram diminuídas e o foco foi para o palco, à ansiedade que senti foi enorme, eu já tinha visto e estado com , mas vê-la no palco dançando tão sensual superava. Qualquer outro homem vendo sua garota dançando e tirando a roupa na frente daquela gente poderia ser um problema. Mas não eu, confiava nela e acima de tudo sabia que ela era minha.
O público gritou enlouquecido quando ela entrou usando um vestidinho vermelho curto que mal cobria suas coxas grossas, as meias pretas e o salto alto, sem falar nos seios que pareciam querer saltar para fora da roupa, os cabelos castanhos soltos e o batom vermelho se destacando.
Como uma mulher poderia tão gostosa daquele jeito?
puxou uma cadeira até o centro do palco deixando a mesma virada ao contrário e então se sentou de pernas abertas, me ajeitei no banco acolchoado esperando pelo espetáculo que ela daria dali á poucos segundos. A música começou a tocar e começou passar uma das mãos pelo corpo devagar. O calor que subiu pelo meu corpo foi instantâneo, mal podia esperar para por minhas mãos naquele corpo delicioso.
Ela se levantou circulou a cadeira enfiando as mãos nos cabelos, os olhos castanhos percorrendo por todo o salão até que me encontraram, ela abriu um sorrisinho safado, por que sabia que eu não sairia dali até acabar.
levou as mãos ao cordão do vestido o desamarrando devagar no ritmo da musica. Eu sabia muito bem o que tinha debaixo daquele vestido, mas a expectativa de ver seu corpo nu, o brilho da pele morena me dava á sensação de que era a primeira vez.
Seus dedos alcançaram os botões e abriram somente – e para o desespero dos homens na plateia – o primeiro revelando um pouco da rendo do sutiã, então voltou para a cadeira puxando-a virando ela do jeito certo e sentando com as pernas fechadas, passeando uma das mãos pela garganta e então correndo por suas curvas sensuais. Virei o resto da bebida, eu estava excitado a ponto de sentir o meu pau ganhar vida dentro do jeans. A música falava algo sobre imaginar e com certeza imaginar era algo que eu estava fazendo, imaginando as coisas que eu faria quando tivesse nua na minha cama.

Fechei a jaqueta peguei a bolsa e sai do camarim depois de desligar tudo, estava cansada e louca para tomar um banho, a noite tinha sido boa tinha rendido uma grana legal.
Quando cheguei nova York minha intenção era arranjar um emprego que pudesse me manter até conseguir coisa melhor e que pudesse me ajudar a pagar as contas, e voltar para a faculdade meu maior sonho era conseguir me formar em publicidade.
Mas infelizmente ainda não consegui realizar nada disso, mas eu tinha esperanças e fé que não demoraria muito mais, consegui através de uma amiga um emprego de dançarina, stripper. Não era o emprego dos meus sonhos, mas era o que tinha e que por enquanto estava me ajudando, como eu sempre gostei de dançar decidi me arriscar e no meio disso acabei conhecendo , o dono da boate. Desde a primeira vez que o vi, foi como se o corpo chamasse pelo meu, sempre que ele vinha á boate ficava me observando assim como eu também o observava, até o ponto que não aguentamos mais e em uma noite bem movimentada acabamos nus dentro do escritório dele e desde então estamos assim. Estar envolvida com o chefe era errado, eu sabia. Essa é a primeira regra, nunca durma ou tenha um relacionamento amoroso com seu chefe. Mas o que podia fazer, se eu era louca por aquele homem.

Acenei para Ben o garçom que estava colocando as cadeiras em cima das mesas ajeitando o salão antes de encerrar o expediente, ainda teria que esperar terminar de resolver alguns assuntos com Juan no escritório para ir embora. Terminei de ajudar os rapazes com as cadeiras, vi Skyler no bar com um homem conversando e bebendo um drink, e depois de alguns sorrisos trocados eles saíram da boate juntos.
– Não sabia que a Sky estava saindo com alguém – comentei com Louis o barman.
– E ela não está, bonita – murmurou, olhei confusa sem entender o que ele quis dizer.
– Então o que? – insisti encarando o loiro.
– Você sabe, ele é cliente dela – riu divertido.
– O que? – arregalei os olhos, agarrei seu braço quando tentou se afastar – Como assim cliente Louis? – indaguei séria, ele franziu o cenho como se não estivesse entendo meu espanto, e de que outro modo eu poderia estar? Ele abriu a boca algumas vezes, mas quando decidiu falar ouvimos as vozes de Juan e se aproximando. Lancei um olhar para o loiro deixando claro que ele iria me explicar direito depois e soltei o braço dele.
– Então tudo bem por você? – Juan perguntava algo para , que concordou. Seus olhos encontraram os meus e não pude evitar sorrir, mas ele estava me olhando com as sobrancelhas franzidas.
– Claro – ele se aproximou, tocando meu braço descendo até minha mão – Está tudo bem? – quis saber, assenti respirando fundo e apertei a mão dele.
– Você fez um bom trabalho hoje – Juan me elogiou.
– Obrigada Juan – forcei um sorriso para o meu outro chefe – Podemos ir? – perguntei olhando para . Eu estava agoniada para sair dali, o mais rápido possível.
– Sim – disse me puxando para seus braços – Bom boa noite pessoal. Juan bom trabalho.
Quando saímos olhei para todo lado tentando ver se tinha algum sinal de Skyler, mas com certeza ela já estaria bem longe, teria que esperar até amanhã para conversar com ela para que me explicasse direitinho o que estava acontecendo.

Capítulo 2

Os primeiros raios de sol começaram a entrar pela janela do quarto de . Eu já estava acordada antes mesmo de o sol nascer, observando-o dormir, deitando de bruços, abraçado ao travesseiro, o lençol cobria da cintura para baixo. Ainda não conseguia acreditar que eu tinha aquele homem só para mim. Toquei suas costas acariciando sua pele, tentada me curvei sobre ele beijando suas costas mordendo devagar seus ombros, passei minhas pernas por sua cintura para me dedicar aos carinhos no meu homem.
– Nada pode ser melhor do que acordar com a sua boca em mim – ele disse com a voz rouca e sonolenta.
– Eu adoro colocar minha boca em você – sussurrei passando minhas mãos por seu corpo quente entrando por baixo do lençol.
– Pode acreditar, eu também – murmurou. se virou me fazendo levantar um pouco e em segundos suas mãos estavam em mim – Bom dia – desejou.
– Bom dia – sorri fazendo carinho em seu rosto, me abaixei para beijá-lo. estava nu por baixo do lençol e senti quando seu pau se erguer duro embaixo de mim – Esta feliz em me ver? – perguntei baixo perto de sua boca, o sorriso preguiçoso que ele me deu foi de molhar a calcinha se eu estivesse uma. E só o pensamento me fez tremer, meu corpo se arrepiou inteiro, ele causava tantas coisas em mim que nunca senti e que ninguém nunca causou.
Por meses eu tentei esconder isso de mim mesma, esconder que eu o amava, na realidade o que eu sentia era medo de estar indo rápido demais e acabar me machucando. Cresci acreditando que o amor era uma enorme besteira por que só causava dor e sofrimento, mas depois dele, nada era impossível.
– O que posso dizer? – retrucou dando de ombros. Desenhei seus lábios com as pontas dos dedos. era um homem tão lindo.
– Eu adoro você – sussurrei.
– Que bom, por que eu gosto de você pra cacete – disse apertando minhas coxas, causando um reboliço dentro de mim.
Ficamos nos olhando por um tempo em silencio apenas apreciando a presença um do outro.
– Queria ficar com você aqui o dia todo – comentei, deitei a cabeça em seu peito puxando seu cheiro natural, me abraçando ele suspirou.
– O que vai fazer hoje? – perguntou.
– Durante o dia nada – respondi desenhando círculos em seu peito.
– O que acha de passar o dia aqui comigo? – indagou. Levantei o rosto olhando-o com as sobrancelhas franzidas.
– Você não tem que trabalhar? – retruquei.
– Hoje decidi que vou passar o dia com você – disse.
– As vantagens de ser o chefe – balancei a cabeça rindo deitando outra vez em peito.
– Exatamente – concordou me apertando mais em seus braços, e sem que eu esperasse nos virou na cama jogando o lençol para o lado cobrindo meu corpo. Abracei seu pescoço – E então? – insistiu uma das sobrancelhas erguida esperando pela resposta, o sorriso carinhoso desenhando seus lábios perfeitos, as covinhas que eu adorava se insinuando em suas bochechas.
-É claro que sim – aceitei.
me beijou roubando meu ar, o corpo colado ao meu não havia um centímetro de pele que estivesse de fora. Eu estava tão molhada que não houve esforço, ele me penetrou arrancando um gemido alto de mim.

tinha ido atender uma ligação do trabalho em seu escritório depois do banho demorado que tomamos juntos. Depois de me trocar segui para a cozinha para preparar o café da manhã, eu já tinha estado no apartamento dele antes então tinha uma noção de onde ficavam as coisas.
Decidi preparar ovos mexidos, bacon e um pouco de café. A cafeteira estava terminando o processo quando escutei passos de salto baterem contra o piso, estranhei já que não esperava ninguém logo cedo.
Desliguei o fogo e me virei no exato momento em que uma mulher de cabelos castanhos soltos e bem penteados entrou na cozinha, parando de repente ao me ver.
Os olhos castanhos me avaliaram dos pés à cabeça. A mulher estava usando um belo vestido verde, joias a embelezava ainda mais, senti minhas bochechas queimarem ao me pegar usando uma das camisas caras de enquanto ela estava toda elegante.
– Olá, e você é? – quis saber. Seu tom de voz era suave, mas foi o modo como soou que me fez engolir em seco.
– Sou Isabel – respondi me aproximando do balcão para esconder minhas pernas de fora.
– Isabel – repetiu – Meu filho já acordou?
Poderia abrir um buraco embaixo dos meus pés ao me dar conta de que a mãe de estava ali bem na minha frente e que eu estava quase pelada.
– Ele esta ao telefone – contei – A senhora aceita um café? – perguntei. Ela sorriu levemente e se sentou em uma das cadeiras apoiando a bolsa ao seu lado.
– Adoraria, por favor – aceitou, assentindo preparei uma xícara de café e coloquei diante dela – Você e trabalham juntos?
– Sim, mais ou menos isso – disse sentindo meu coração saltar como louco dentro do meu peito. Deus, eu precisava me acalmar, eu deveria estar pronta para isso, em algum momento aquilo acabaria acontecendo.
– Não entendi – franziu as sobrancelhas bem feitas levando a xícara aos lábios.
– Eu...
– Mãe? – a voz de me aliviou tanto que quase suspirei. Ele entrou usando somente uma calça de moletom, o peito forte nu – O que veio fazer aqui? – perguntou tão surpreso quanto eu.
– Oi filho – disse num tom amoroso, se levantando para abraçá-lo. beijou o rosto dela e vi o amor nos olhos dele quando a olhou – Passei na empresa e Olívia me disse que você não iria hoje – explicou.
– Claro – ele forçou um sorriso olhando para ela – Decidi ficar em casa hoje com Isabel, minha namorada – completou. Arfei olhando para com os olhos arregalados. Aquilo era novidade, nós não costumávamos nos apresentar assim a ninguém.
– Namorada. Não sabia que estava namorando – a mãe dele pareceu surpresa com tal informação.
– Pois é mãe – deu a volta no balcão e parou ao meu lado passando um dos braços por meus ombros me puxando contra seu peito, roçando levemente seus lábios em minha têmpora – Essa é Isabel minha namorada, e amor essa é a minha mãe Carmen – disse. Seu tom me fez notar o quanto ele estava feliz e orgulhoso por estarmos ali naquele momento.
– É um prazer conhecê-la senhora – falei baixo.
Qualquer pessoa no mundo sabia reconhecer quando alguém não gostava de você, e definitivamente a mãe dele não tinha gostado de mim, nem um pouco. O jeito como ela me mediu dos pés a cabeça foi o suficiente para eu entender, tirando o fato é claro que ela tentou fingir que eu não estava ali enquanto conversava com . Tentei deixá-los á vontade e ir para o quarto e esperar, mas a cada tentativa de me afastar, me puxava de volta. Quase não consegui esconder a minha satisfação quando ela decidiu ir embora, nós a acompanhamos até a porta.
– Ah, – ela virou-se de repente, olhando diretamente para o filho – Não vá se esquecer do jantar amanhã lá em casa – continuou.
– Não vou esquecer mãe, vou levar Isabel quero apresentá-la ao pai e a Ivy – avisou, meu estomago gelou olhei surpresa de para a mãe dele.
– Claro que sim querido, pode levar sua amiga – concordou forçando um sorriso.
– Namorada mãe – retrucou e apertei seu braço, no qual eu estava agarrada feito um carrapato.
– Bom, eu preciso ir. Te vejo amanhã filho – ela deixou um beijo carinhoso na bochecha dele e então olhou para mim – Até mais Isabel.
– Até senhora – murmurei.
Quando fechou a porta, e soltou o ar de uma vez ao encostar as costas nela e me olhar divertido.
– Essa é a minha mãe – comentou me fazendo rir, balancei a cabeça e me aproximei apoiando minha cabeça em seu peito descendo minhas mãos por seu corpo – Você tem algum plano para amanhã? – perguntou, olhei para ele com as sobrancelhas erguidas. Aqueles olhos, aquele sorriso arteiro, não tinha como eu não me apaixonar mais por ele.
– Agora eu tenho Senhor – disse – Eu não sabia que era sua namorada? – comentei.
– Achei que fosse óbvio Isabel – murmurou, dei de ombros – Nós estamos juntos a meses – continuou.
– Pensei isso fosse só um caso, da stripper e o chefe – confessei. Por mais apaixonada que eu estivesse, eu não esperava que o que estava acontecendo entre nós pudesse se tornar algo mais sério.
– Você é bem mais que um caso para mim – acrescentou, enfiando uma das mãos no meu cabelo agarrando os fios para me manter atenta a ele e em suas palavras – Você é importante demais para mim Isabel. Fazia muito tempo que não sentia o que sinto por você, eu estou apaixonado – sussurrou carinhoso. Meu coração acelerou, as palavras fugiram e os meus olhos lacrimejarem.
por que você faz isso comigo? – choraminguei escondendo meu rosto em seu peito. riu beijando o topo da minha cabeça – Eu também estou apaixonada – confessei.
subiu suas mãos segurando meu rosto me fazendo olhá-lo e me beijou, tirando meu folego.
Enlacei meus braços em volta do pescoço dele, pulando em seu colo. Não demorou muito para estarmos ofegantes e suados.
– Meu Deus! Eu tenho a mulher mais gostosa do mundo – sussurrou no meu ouvido.
Arfei arranhando a nuca dele.
, por favor... Me fode logo – implorei apertando as pernas em sua cintura. Ele riu se divertindo com meu desespero.
– Que mulher apressada – disse baixo com aquela voz sedutora, arrepiando meu corpo todo – O que você quer primeiro amor? Meu pau ou a minha boca? – murmurou raspando os dentes no meu pescoço.
– Eu quero você – segurei seu rosto, fitando seus olhos – Dentro de mim, agora – completei ofegante, desesperada por ele. A respiração dele não estava diferente da minha, o rosto corado. Estava lindo e sexy demais.
– Eu vou dar tudo que você quiser – prometeu. Ele virou de repente comigo no colo me prendendo contra a parede, puxando os lados da camisa que eu estava usando estourando os botões, sem hesitar enfiou um dos meus seios na boca, chupando o mamilo com uma fome insaciável. Joguei a cabeça para trás gemendo alto, e ele aproveitou minha distração para abaixar a calça de moletom e sem mais delongas me penetrou.


tentou me convencer a faltar no trabalho, e por muito pouco ele não conseguiu. Mas minha força de vontade foi maior, tinha certeza de que os comentários sobre o nosso relacionamento eram frequentes, imagina se eu começasse a faltar só por que saia com o dono da boate eu seria taxada como interesseira. Juan me tratava bem, mas é claro que ele não iria gostar nem um pouco se eu começasse a faltar.

Fui direto para o camarim me arrumar para o meu show, Carol e Mandy estavam se preparando também, ainda faltavam algumas garotas, mas ainda estava cedo.
– A Sky já chegou? – perguntei me sentando no sofá.
– Esta conversando com Juan no escritório – Mandy respondeu, enquanto se maquiava.
– E o Louis, vocês viram? – continuei.
– Ele esta ajudando o Ben na dispensa – Carol disse mexendo nos figurinos expostos na arara.
– Volto já – avisei, levantando e saindo depressa. Precisava ter certeza, antes de conversar com Skyler, eu nunca desejei tanto estar errada.
Encontrei Louis guardando algumas caixas na dispensa. Ben sorriu ao me ver.
– Oi Isabel – me cumprimentou.
– Oi Ben – sorri para ele parada diante do batente da porta – Louis posso falar com você? – perguntei, o fitando.
– Estou ajudando o Ben agora, podemos falar depois? – rebateu de costas para mim, ele estava fugindo de mim, mas eu não iria deixar.
– Louis, por favor – insisti.
– Pode ir Lou, eu termino aqui – Ben disse, tirando a caixa dele.
Louis suspirou vencido e me seguiu nos afastamos um pouco, entrando no corredor para termos mais privacidade.
– Agora me explica esse negócio de cliente da Skyler – pedi cruzando os braços encarando o loiro.
– Isabel, esquece que eu comentei isso, a Sky vai me matar se ficar sabendo disso – ele bufou.
– Não vou falar seu nome – prometi.
Ele me fitou receoso.
– Esta bem – respirou fundo passando as mãos nos cabelos – A Sky está saindo com clientes aqui da La Rosa por dinheiro – contou.
– Como sabe disso Louis? – indaguei me aproximando – Ela te contou?
– Não. Eu descobri, foi por acaso. Eu a escutei falando no celular – explicou – Eu pensei que você também soubesse vocês são amigas e eu... Isabel, eu preciso voltar esta bem? – disse, eu assenti e então ele saiu me deixando sozinha.
– Minha nossa! – me encostei na parede tentando registrar aquelas informações. Meu Deus! Como Sky foi entrar numa coisa dessas?


Continua...



Nota da autora: Oie!!! Desculpe a demora para postar, mas finalmente chegou. O que acharam desse capítulo? Espero que tenham gostado. Bom, até a próxima.




Outras Fanfics:
Bad Boys Bring Heaven To You [Restritas – Originais – Em Andamento]
You Give Me Fever [Restritas – Originais – Em Andamento]


Nota da scripter: Oi! O Disqus está um pouco instável ultimamente e, às vezes, a caixinha de comentários pode não aparecer. Então, caso você queira deixar a autora feliz com um comentário, é só clicar AQUI.

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


comments powered by Disqus